Arquivo de 8 de março de 2017

“M EXER COM LULA É MEXER COM A DEMOCRACIA”, ARTIGO DO JURISTA E SUB-PROCURADOR EUGÊNIO ARAGÃO, PARA O SITE NOCAUTE

O assunto de hoje vai ser uma matéria que eu cheguei a publicar no Consultor Jurídico e gerou algumas reações, muitas favoráveis e poucas que são vamos dizer assim de pessoas absolutamente inconformadas com qualquer tipo de crítica que se faça em relação a atuação da chamada operação Lava-Jato. A matéria que se trata aqui diz respeito a certas distorções que são feitas por agentes do Estado, que trabalham na persecução penal, em relação ao instituto da delação premiada. Nós temos vistos várias vezes esses agentes do Estado apelarem para o Direito comparado para dizer que aquilo que eles estão fazendo no uso desse instrumento da delação, na verdade, já está consagrado em outros países. E o que tem sido mais utilizado como paradigma é o Direito italiano. Nós vimos aqui os colegas se referirem sempre as Mani Pulite a operação que se deu no início da década de noventa de desbaratamento da máfia na Itália e de todas as relações que essa máfia mantinha com a classe política. Essa operação que para muitos é um símbolo da atuação eficiente no combate a corrupção, na verdade, foi um grande desastre para a Itália. Porque a partir dela nós vimos todos os partidos políticos que se formaram ao longo da História do pós-guerra da Itália, como o Partido Democrata Cristão, o Partido Comunista, o Partido Socialista e muitos outros simplesmente desaparecerem da paisagem política e abrindo espaço para aventureiros de todos os tipos para ocuparem as cadeiras vazias deixadas por esses partidos tradicionais. Berlusconi é, vamos dizer, um produto dessa operação Mani Pulite e com certeza não foi um ganho para a Itália. Porque o grau de hipocrisia em relação e diria até mais o grau de cinismo em relação as más práticas se tornou uma marca permanente daquele governo. Berlusconi não só colocou a Itália quase a pique, mas ainda por cima introduziu na política italiana não só o ódio como também introduziu nela novos traços de fascismo. É isso o que sobrou da política italiana. É isso o que nós vamos querer pro Brasil? Eu pergunto. Porque essa comparação com as Mani Pulite tem sido feita de uma forma muito elogiosa e de uma forma extremamente entusiasmada por parte dos nossos agentes persecutórios. Como se fosse uma grande coisa que a Itália tivesse conseguido. E no entanto, apesar de todo esse desastre que as Mani Pulite foram pra Itália, aqui no Brasil temos que olhar para aspectos próprios da persecução da corrupção no país. Que a política no Brasil não é coisa de carmelitas de pés descalços, isso até as pedras sabem. Brasil tem uma prática política extremamente corrupta pelo patrimonialismo arraigado nos nossos agente públicos e também pelo clientelismo que faz parte das relações entre os grandes atores do Estado. Essa coisa de uma mão lava a outra e as duas mãos lavam a cara é uma marca da política brasileira, a política do jeitinho. Mas é o que nós conseguimos fazer durante todo esse mais de século de República. Nesses últimos anos em que nós conseguimos dar alguns saltos na nossa cultura democrática, é exatamente nesse período que então o Ministério Público e o Judiciário resolvem apertar o parafuso da persecução a corrupção secular no Brasil. Não para pegar os seus atores tradicionais, mas aqueles que tiveram que se aliar a eles para conseguir o mínimo de estabilidade e de governabilidade nos seus programas de inclusão social. Não se vai dizer aqui que só tem santo em qualquer um dos lados. Já lhes disse há pouco que política no Brasil não é coisa de carmelitas de pés descalços. Mas essa seletividade, esse tratamento diferenciado que se deu a alguns em detrimento dos outros, nem na Itália se viu. Na Itália o que se viu foi uma política de terra arrasada, que da esquerda até a direita. No Brasil parece que quem está sendo alvo dos petardos mais pesados é a esquerda. Mas, caros amigos e caras amigas voltando as Mani Pulite e uma comparação com a Lava-Jato. Essa comparação do ponto de vista técnico ela é grosseira. Porque? Porque a legislação italiana quando trata da delação premiada, ela o faz dentro de um contexto de combate a organizações mafiosas. O que são organizações mafiosas? São organizações construídas na base do segredo interno para agirem dentro de um mercado paralelo do crime. As organizações mafiosas têm uma cultura da violência que está marcada principalmente na sanção gravíssima que se dá aos traidores. A máfia com sua omertà exige de seus membros absoluto silêncio para fora de seus negócios internos. E quando esse silêncio é quebrado, aquele que violou essa regra da omertà só tem uma coisa a esperar: a morte, sua ou de seus familiares. Então, é um contexto muito diferente de combate a criminalidade se comparado com aquilo que virou um certo abuso das autoridades persecutórias no Brasil no manejo da expressão de organizações criminosas.

 

Eugênio Aragão – Parte 2

Imagens: Lula Marques

No Brasil nós temos organizações criminosas muito próximas ao tipo mafioso. Que é o comando vermelho, os amigos dos amigos, o terceiro comando no Rio de Janeiro ou o primeiro comando da capital, em São Paulo. São organizações também construídas na base da violência que também sancionam de forma drástica os seus traidores e que impõe uma lei extremamente draconiana a população que eles usam como escudo nos morros onde fazem os seus negócios. É muito parecido, mas nós vamos ver que nossa legislação que cuida do crime organizado ela não se restringe que nem a italiana a esse tipo de organização. Não, ela dá uma definição tão ampla a organizações criminosas que basta que haja uma estrutura, que haja uma divisão de trabalho e que isso tudo seja feito em proveito do crime lucrativo. Em função disso nós temos visto essa compreensão extremamente flexível do que seja uma organização criminosa. Nós temos visto desde o mensalão que é anterior a essa legislação um abuso do Ministério Público e da Polícia no uso dessa expressão. Nós vemos partidos, nós vemos instituições financeiras, nós vemos qualquer tipo de sociedade empresarial num piscar de olhos, de uma hora para a outra, ser qualificada como organização criminosa. Se dentro de um modelo teórico se vislumbra que essas pessoas coletivas tenhas qualquer tipo de relação com algum tipo de negócio escuso. Chegou-se até mesmo a querer qualificar o governo federal de organização criminosa. O que é um completo contrassenso. Então, banalizou-se o uso, e se você banaliza o uso dessa expressão gravíssima que é reservada a tipo de crimes de uma certa envergadura, claro que os usos dos instrumentos típicos para o combate dessas organizações que cometem crimes graves, acabam tendo uma aparência abusiva, de abuso. Porque passa-se a adotar táticas extremamente duras e violentas contra pessoas que não são violentas e das quais não se deve esperar qualquer tipo de atitude, de ameaça a outro, à integridade física ou até à vida de seus delatores, por exemplo. Condução coercitiva tem sido usada de forma absolutamente exagerada. Quando nós vimos, por exemplo, há quase um Lula ser conduzido coercitivamente em um verdadeiro show midiático, sendo que ele sequer tinha sido intimado para um ato judicial ou um ato de instrução. Mas isso aconteceu não só com o Lula. Isso aconteceu com inúmeros atores da política nacional e da economia nacional. Mas com o Lula teve até uma gravidade maior, pelo símbolo que Lula encerra. Como um político que nas últimas duas décadas teve um papel central na democratização desse país. É um símbolo de luta, um símbolo de conquista democrática. E ao se tratar Lula como um bandido, na verdade, se trata a democracia como uma bandidagem. E o que acaba sobrando é na verdade, nesse cenário de terra arrasada na política e na democracia são os fascistas celerados em torno de Bolsonaro e outras figuras que hoje infelizmente pululam nas redes sociais transformando-as em parques de diversões para exporem as suas atitudes de raiva, de ódio e de intolerância. Então, mexer com Lula é mexer com a democracia. E é mexer com valores que são muito caros para a nossa civilização democrática. Mas isso se deu sobretudo porque nós utilizamos mecanismos que são destinados no Direito comparado para organizações perigosas tipo mafioso ou terrorista para atacar politicamente alguns atores previamente selecionados. Então essa é uma forma sim, não de se criminalizar a política, mas sobretudo de criminalizar a democracia. E isso é extremamente grave. Com o uso de um instrumento que não foi feito para isso. Da mesma forma quando as autoridades italianas conceberam a delação premiada, eles a conceberam para beneficiar pessoas que por serem arrependidos e terem ousado quebrar o código de silêncio da organização correm extremo risco de vida. Então, essas pessoas estão dispostas a tudo para salvarem a pele e a pele de sua família. É muito diferente de um empresário que é preso e é mantido preso kafkianamente sem prazo apenas para que diga o que saiba. Esse empresário se for abrir a boca ele não tem nenhum risco em relação a sua vida ou integridade de sua família. Pelo contrário, na verdade, ele talvez até virará um herói nacional dessa direita ensandecida, se ele atacar pessoas previamente selecionadas. Então, para ele dizer qualquer coisa que lhe passe pela cabeça e que agrade aos seus interlocutores inquisidores não é problema nenhum. Então aí acaba faltando seriedade na própria delação. Qual é a veracidade ou a certeza de veracidade de uma delação tomada de alguém que apenas quer se livrar de um incômodo de estar preso e voltar para casa. Mas que não está correndo grandes riscos. Essa pessoa inventa qualquer coisa pra se ver livre desse incômodo, que não deixa de ser uma extorsão de um depoimento dessa pessoa. Um situação completamente diferente. E aí nós temos situações, por exemplo, como a de Delcidio Amaral que no outro dia ainda disse que ele é acostumado a bazófias em relação aos outros. Ou seja, admitiu que muita coisa que ele disse não tinha nenhum grau de veracidade dentro das delações. Mas causou dor de cabeça em muita gente. E depois a gente teve aquele outro empresário que disse que deu um cheque de um milhão para o PT, pra campanha de Dilma. E depois aparece o tal do cheque nominal a Michel Temer. E isso que ele dizia que era uma operação de suborno ou de caixa dois, de repente, ele quer retificar o seu depoimento pra dizer: não, por se tratar de Michel Temer, essa era uma doação legal. Qual é o grau de confiabilidade desses depoimentos? Então, é importante que Ministério Público se atenha nessas operações à letra estrita da lei. E a lei não permite que se saia divulgando delações que não tem conteúdo sério nenhum. Que apenas mexem com a presunção de inocência de muitos atores políticos, muitos deles, honestos. Sim, existe no Brasil também políticos honestos. Não seria justo com eles colocarem todos dentro do mesmo saco. E normalmente esses honestos sofrem muito mais quando são envolvidos injustamente numa delação. Portanto nós temos um mau uso de um instrumento com resultados pífios. E aí fica então a advertência para os próximos dias quando começarem a surgir as informações relativa a tão esperada delação de Marcelo Odebrecht. Vejamos isso sempre cum grano salis, ou seja, com muito cuidado. Não nos afobemos. Não entremos nessa febre de querer apontar o dedo para o outro. Até porque muitos de nós, que apontam o dedo para o outro, não têm nenhuma moral para isso. Muito obrigado senhores ouvintes, senhoras ouvintes e até a próxima.

LULA FALA SOBRE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER QUE PARA ELE, COMO SER SINGULAR, É TODO DIA

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 Lula publicou um vídeo em homenagem e exaltação as mulheres que, apesar dos misóginos, são transportadas pelos fluxos mutantes e os quantas desterritorializantes agenciadores das contínuas formas ontológicas de existências revolucionárias que fazem com que a humanidade seja autora e responsável por si mesma.

  Lula, em sua homenagem, dedicou uma parte para seus amor necessário Marisa Letícia. Para quem encontra-se engajado na existência comprometida,sabe que a relação de Lula com Marisa Letícia reflete o sentido se companheirismo, respeitabilidade e solidariedade que deve haver entre o homem e a mulher para que se processe a produção da história como concretude humana satisfatória.

    “Hoje, no Brasil e no mundo, as mulheres estão mobilizadas para lutar contra a violência masculina, a precarização do trabalho e a desigualdade salarial. Para as companheiras, todo meu apoio e admiração.

     Somos educados em uma sociedade machista, que desrespeita e subestima as mulheres. Não é justo que uma mulher ganhe menos que um homem exercendo a mesma função. Mais injusto ainda é que o governo queira acabar com direitos conquistados com muito esforço, como é o caso da aposentadoria.

     Aprendi muito com minha querida companheira Marisa e com as companheiras com quem compartilhei momentos memoráveis nas lutas populares, no partido, no parlamento, no governo, e no trabalho cotidiano. Todas elas tiveram que transpor barreiras enormes para chegar onde chegaram”, afirmou Lula.

        Aqui o vídeo.

      Lula também recebeu homenagem de mulheres sindicalistas como solidariedade e que apoiam sua candidatura para presidente da República e 2018.

        “No seu governo, você teve a sensibilidade de ouvir duas demandas importantes: criar a Secretaria de Política das Mulheres e a Lei Maria da Penha, que foi fundamental para a vida das mulheres”, afirmou a ex-ministra Eleonora Menicucci.

   “Além da Lei Maria da Penha, deu o cartão do Bolsa Família na mão das mulheres”  disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.  

DILMA, DE MULHER PARA MULHER: “AS MULHERES SABEM, A DEMOCRACIA É O LADO CERTO DA HISTÓRIA. APESAR DE TODOS ESSES ATAQUES, TENHO CERTEZA, RESISTIREMOS COM TODAS NOSSAS ENERGIAS PARA DEFENDER A DEMOCRACIA”,

Veja, ouça e analise o vídeo em que Dilma fala como mulher agenciamento coletivo de enunciação, devir-minoria, que desterritorializa a opressão para territorializar a liberdade humana como movimento ultrapassador da molaridade burguesa.

 

LULA, DILMA, ARTISTAS E O POVO FESTEJAM A INUNDAÇÃO DO SERTÃO NORDESTINO

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O Sertão nordestino está em festa. Nunca deixaremos de cantar essa conquista que é a chegada da água no Sertão do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A classe dominante e a seca  foram muito severos com o nordestino. Esse povo comeu o pão que essa elite e os coronéis amassaram. É um povo de retirantes como muito bem cantou João Cabral de Melo Neto no poema Morte e Vida Severina.

A seca expulsou nordestinos para o Sul e para o Norte. No Amazonas tornaram-se soldados da borracha. Para cá vieram levas deles para trabalhar na exploração do látex que promovia o boom da economia no Amazonas. Dessa época, fruto do suor desses trabalhadores foram construídos prédios como o Teatro Amazonas, Palácio da Justiça, Palácio Rio Negro, símbolos da burguesia predadora amazonense. Nos panteões desses monumentos não aparece nenhum nome desses soldados da borracha, desses trabalhadores, trabalhadoras. Só constam nomes dos governantes.

“Setembro passou/ Oitubro já veio/ Já estamos em Novembro/ Meu Deus que a de nós/ Assim fala o povo/ Do seco Nordeste/ Com medo da peste/ Da fome feroz” mandou ver o poeta da roça, Patativa do Assaré.

O eu lírico cantante interrogava, questionava a seca, o medo e a fome. Meu Deus o que a de nós?

As quatro estações que no Sul do Brasil são todas definidas, no Sertão só é Sol e verão. E tem eleições e só os coronéis, classe dominante as ganham e o povo a morrer, tísico, como retirante vai pro Sul, Centro Oeste tornar-se Candango.  Constrói Brasília.

Sempre explorado em todas as partes e a Literatura e as demais artes como o Cinema mostrando o Cangaço, Lampião e Maria Bonita, Padre Cícero e o Juazeiro do Norte, a forma de mistificação e religiosidade usada para cultivar a dominação como se vê em Antônio Conselheiro, Canudos, Os Sertões de Euclides da Cunha, Geografia da Fome de Josué de Castro.

Não podemos esquecer o alagoano, autor de Memórias do Cárcere, Vidas Secas, Angústia, São Bernardo, Graciliano Ramos. E cabe aqui citarmos um trecho de sua obra Vidas Secas intitulado Festa. É uma família que morava no Sertão e um dia foram participar de uma festa religiosa na cidade. As crianças nunca tinham ido à cidade. Quando lá estão a chegar deparam-se com coisas e objetos que nunca tinham visto e não sabiam seus nomes. Ficaram maravilhadas. Será que tudo aquilo tinha nome? Os homens tinha capacidade de memorizar tantos nomes?

É dessa forma que hoje estamos a ver no nordeste do Brasil,  todo mundo maravilhado com a chegada da água da transposição do rio São Francisco feita por Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff e por milhares de trabalhadores que devem ter seus nomes gravados e mencionados nos panteões de concreto dos aquedutos, reservatórios e nos eixos de distribuição. A água eles não conheciam na quantidade e volume que chega hoje. Só ouviam falar, era rara, escassa. Era racionada. Ninguém pulava na água. Hoje, tem peixe e pescadores. Hoje, onde ela chega é motivo de festa e festa porque ela foi idealizada por um grande brasileiro, o maior e melhor presidente do mundo. O turismo e o comércio nas margens dos reservatórios é um sucesso.

Natural de Garanhuns no Sertão de Pernambuco, o maior, pobre, retirante foi pra São Paulo no Pau de Arara e nunca esqueceu os seus concidadãos. Era preciso resolver o problema da seca no Nordeste. Nas duas monarquias que este país teve esse projeto foi pensado. Dom Pedro II e Dom Fernando Henrique Cardoso príncipe sem Trono amigo de um afrodescendente originário de países nórdicos não os concretizaram. Concreto mesmo, só com o nordestino, Doutor Honoris Causa de inúmeras Universidades espalhadas por todo o mundo, Luís Inácio Lula da Silva.Resultado de imagem para imagens de lula e Dilma na transposição do São FranciscoA transposição da água do rio São Francisco para o Sertão de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte é obra iniciada em 2007 com Luís Inácio Lula da Silva. A ida, outro dia lá, do golpista Temer foi só pra nos fazer rir porque o povo do nordeste, do Brasil e até os minerais sabem, principalmente a água que o idealizador do projeto foi Lula e continuado por Dilma a presidenta que foi eleita com 54.501.118 votos.

Os méritos dessa grande, portentosa  e magnífica obra é dos governos populares de Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Patativa do Assaré, Belchior, Lampião e Maria Bonita, Zumbi dos Palmares, Graciliano Ramos, Lourival Holanda, Glauber Rocha, João Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, todos, todos que trataram sobre as mazelas e misérias do nordeste e especialmente é obra do Povo, dos verdadeiros democratas sem demo do Brasil.

 

“NENHUM DIREITO A MENOS CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!”. NO “DIA INTERNACIONAL DA MULHER”, POSICIONAMENTO DAS MULHERES CONTRA O ANTIFEMINISTA TEMER

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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