Arquivo para 3 de março de 2017

UM ANO DEPOIS, A PF NÃO DEVOLVEU O TABLET DO NETO DO EX-PRESIDENTE LULA

Do site Lula.com.br

No dia 4 de março do ano passado, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão, assinado pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro, e levou do Instituto Lula, da residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e das de outros colaboradores e diretores do instituto aparelhos de informática que contêm arquivos de dados, como computadores e telefones celulares.

Foram dezenas de aparelhos, tanto pertencentes ao Instituto do Lula como a seus colaboradores. Mas não só deles. Sérgio Moro também autorizou busca e apreensão na casa de todos os filhos de Lula e dona Marisa. Moro autorizou busca e apreensão de todos os aparelhos eletrônicos com arquivos nas casas de pessoas que não têm nada a ver com a investigação posta em prática pelos policiais, que não são investigadas em procedimento policial algum. 

Tanto que, entre os aparelhos apreendidos pelos policiais, estão inclusive os de noras do ex-presidente e de seus netos, menores de idade. Como o tablet de um deles, de quatro anos de idade. Não se tem conhecimento de que o garoto seja investigado por qualquer crime.

Um ano após a apreensão, nenhum dos aparelhos foi devolvido. Nenhum. Nem o tablet do garoto, que continha apenas arquivos de jogos e filmes infantis. A explicação oficial é que todos os aparelhos estão, até agora, “sob averiguação”.

Os advogados responsáveis pela defesa de Lula e do presidente do Instituto, Paulo Okamotto, protocolaram ao juiz Sérgio Moro para que os aparelhos fossem finalmente devolvidos, considerando que já houve tempo hábil para averiguar os arquivos. A resposta do magistrado foi de que “esta questão deve ser tratada com a Polícia Federal”. A autoridade policial responsável, por sua vez, disse apenas o que seguiu acima, que o material segue sendo averiguado.

Já o advogado de Lula, Cristiano Martins Zanin, explica que “é evidente que cabe ao juiz zelar pela restituição do material apreendido, independentemente das alegações da autoridade policial. Até porque parte dos bens apreendidos pertencem a familiares do ex-Presidente Lula que sequer foram alvo da medida e, por isso mesmo, jamais poderiam ter sido levados.”

VOCÊ QUE É UM SER DEMOCRATICAMENTE LIVRE ASSINE ESSE MANIFESTO PRÓ LULA 2018, PORQUE LULA NÃO É SÓ “LA” É AQUI E EM QUALQUER CÁ

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               MANIFESTO PRÓ LULA PRESIDENTE 2018

Para: Luiz Inácio LULA da Silva

CARTA DAS BRASILEIRAS E DOS BRASILEIROS
Por que Lula?
É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse País, que nos faz, através desse documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano, como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.
Foi um trabalhador, filho da pobreza nordestina, que assumiu, alguns anos atrás, a Presidência da República e deu significado substantivo e autêntico à democracia brasileira. Descobrimos, então, que não há democracia na fome, na ausência de participação política efetiva, sem educação e saúde de qualidade, sem habitação digna, enfim, sem inclusão social. Aprendemos que não é democrática a sociedade que separa seus cidadãos em diferentes categorias. Por que Lula? Porque ainda é preciso incluir muita gente e reincluir aqueles que foram banidos outra vez; porque é fundamental para o futuro do Brasil assegurar a soberania sobre o pré-sal, suas terras, sua água, suas riquezas; porque o País deve voltar a ter um papel ativo no cenário internacional; porque é importante distribuir com todos os brasileiros aquilo que os brasileiros produzem. O Brasil precisa de Lula!

“MAIORIA DAS CERVEJAS MAIS CONSUMIDAS NO PAÍS É FEITA COM MILHO TRANSGÊNICO”, MATÉRIA DA PROBA E TALENTOSA JORNALISTA CIDA DE OLIVEIRA, PARA A REDE BRASIL ATUAL

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São Paulo – Bebida alcoólica mais consumida pelos brasileiros, a cerveja pode conter em sua formulação muito mais do que água, cevada e lúpulo. As letras miúdas no rótulo das garrafas ou impressas na própria lata, em cores metálicas, que dificultam a leitura, dão algumas pistas: “cereais não maltados” ou “malteados”. O consumidor comum fica sem saber que ingredientes exatamente são afinal. Especialistas em nutrição, entretanto, não têm dúvidas. Em geral é o milho, o mais barato dos grãos, o escolhido pelos fabricantes para compor, com os demais ingredientes, uma bebida que pode ser vendida mais em conta para que não tenham de abrir mão da elevada margem de lucro.

“Como a legislação não exige a especificação de cada ingrediente que constitui a cerveja, as empresas utilizam o termo genérico ‘cereais não maltados’. Ao não colocar a denominação específica, deixam dúvidas quanto à composição. Portanto, é possível partir do princípio de que o milho está sendo utilizado sem que haja indicação da sua presença”, diz a nutricionista Rayza Dal Molin Cortese, pós-graduanda em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Um estudo do Laboratório de Ecologia Isotópica do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da USP, divulgado em 2013, respalda a suposição de Rayza. Ao analisar 77 marcas, das quais 49 produzidas no Brasil e 28 importadas de países da Europa, América do Sul e do Norte e da China, os pesquisadores do Cena/USP concluíram que apenas 21 delas podem exibir o selo “puro malte” por utilizar somente grãos de cevada.

Puro malte?

Entre as nacionais, foi detectado milho na composição de 16 marcas, em quantidades equivalentes a 50% do mix de cereais adicionados à cevada. Essa proporção, aliás, contraria a legislação brasileira, que limita a quantidade de milho, arroz, trigo, centeio, aveia e sorgo a 45% do total da cevada utilizada. E justificaria a troca de nome dessas bebidas prevista em lei: cerveja de milho, cerveja de arroz etc., acrescentando-se o nome do cereal com maior presença na formulação.

Mas seria essa opção adotada por um mercado gigante como o cervejeiro brasileiro, que movimenta todo ano algo em torno de R$ 74 bilhões, cerca de 1,6% do PIB, conforme pesquisa divulgada em março de 2016 pela Fundação Getúlio Vargas?

Dar nome aos cereais – especialmente se for milho – pode não ser considerado “bom negócio” para o milionário grupo de produtores da bebida alcoólica mais vendida no Brasil – cerca de 14 bilhões de litros por ano. Mas faz toda a diferença para os brasileiros que consomem, per capita, todo ano, o correspondente a 62 litros de cerveja.

Primeiro porque mais de 80% do milho cultivado no Brasil, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, está em lavouras transgênicas, semeadas com grãos modificados geneticamente. Com o argumento de aumentar a produtividade, a indústria das sementes alterou o DNA de plantas como o milho para supostamente aumentar a produtividade.

Na realidade, essa biotecnologia as transformou para duas coisas: resistir a quantidades cada vez maiores de agrotóxicos utilizados para matar plantas e indesejáveis à monocultura, que poderiam vir a comprometer essa propalada produtividade; ou para que passem a ter dentro delas proteínas inseticidas, capazes de exalar venenos contra um ataque de insetos.

Incertezas

O problema é que, como essas plantas úteis para o equilíbrio ambiental e indesejáveis para a produção de larga escala vão adquirindo resistência contra alguns princípios ativos de agrotóxicos pulverizados, passam a ser aplicados outros venenos, mais potentes e em quantidades maiores.

As consequências à saúde humana, animal e ambiental devido a tamanha alteração genética em grãos que serão usados direta ou indiretamente na produção de alimentos ainda não foram dimensionadas o suficiente pela ciência. Dos poucos estudos, os resultados são preocupantes, para não dizer alarmantes.

O biólogo, pesquisador aposentado da Embrapa e ex-membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) José Maria Gusman Ferraz, destaca uma pesquisa divulgada em 2012 por pesquisadores franceses que abalou a opinião pública e o mercado de transgênicos em todo o mundo. Chefiados por Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen Normadie, na França, os cientistas constataram danos ao fígado e rins e distúrbios hormonais em ratos alimentados com o milho transgênico NK603, da Monsanto. Além desses efeitos graves, foi detectado o desenvolvimento de inúmeros tipos de tumores.

O impacto da grande repercussão fez a pesquisa ser questionada e retirada da revista que a publicou originalmente (Food and Chemical Toxicology). Não só: a publicação teve seu corpo editorial reformulado, com a entrada de um nome forte indicado pela Monsanto. Os mesmos resultados, porém, foram publicados em detalhes depois na Environmental Sciences Europe, mostrando todos os danos causados.

Na época, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e outras entidades ambientalistas, de saúde e em defesa da agricultura orgânica, entre outras, pediram a suspensão da liberação comercial dessa variedade do milho.

“Mesmo com este estudo indicando claramente o risco, a CTNBio aprovou sua liberação comercial no país, em um claro desrespeito ao princípio da precaução, que preconiza que se existir possibilidade de risco, a empresa proponente tem de provar que o risco não existe”, afirma Gusman. “Um grupo minoritário dentro da comissão solicitou que, se existiam dúvidas, o estudo deveria ser refeito antes da sua liberação para comercialização. Mas como sempre, foi voto vencido pela maioria – ligada ao agronegócio –, que desprezou esta e outras evidências de que havia sim risco à saúde na liberação comercial.”

Além de professor convidado da Unicamp, onde conduz pesquisas em agroecologia, Gusman se dedica à campanha contra o mosquito transgênico, desenvolvido em laboratório para combater o Aedes aegypti, já solto no interior de São Paulo – outro caso envolto em irregularidades no processo de liberação, com problemas e dúvidas nas pesquisas, o que torna as populações lcoais cobaias de interesses de transnacionais.  

Outro estudo, segundo ele, também acende o alerta contra os transgênicos. Conduzido na Faculdade de Medicina de Tanta, no Egito, constatou que outra variedade de milho da Monsanto, o MON810, alterou profundamente as estruturas que compõem o intestino das cobaias. Surgiram lesões proliferativas e hemorrágicas nas mucosas intestinais, responsáveis pela absorção de nutrientes necessários para o funcionamento do organismo. O milho correspondia a apenas 30% da dieta dos ratos. 

Mais venenos

Como lavouras transgênicas são sinônimo do uso de altas doses de agrotóxicos, os especialistas alertam para os perigos dos agroquímicos à saúde e à vida dos agricultores e de quem vive perto das áreas pulverizadas, para aqueles que trabalham nas indústrias de venenos, e para quem ingere alimentos e água carregados de resíduos desses agroquímicos.

Por isso essas substâncias são problema de saúde pública, embora as autoridades de saúde pouco ou nada façam para reduzir, ainda que gradativamente, o uso de produtos tão nocivos. Esses venenos já foram relacionados a diversas doenças, entre elas câncer de vários tipos; alterações endocrinológicas e reprodutivas, como quadros de menstruação, menopausa e andropausa precoce, além de alterações no sistema reprodutor; e até neurológicas, facilitando o desenvolvimento do Mal de Parkinson, por exemplo, conforme pesquisas recentes.

Também podem provocar alterações na gestação que levam ao nascimento de bebês com malformações; distúrbios emocionais incapacitantes, como a depressão; quadros de intoxicação agudas, que conforme o veneno pode matar por asfixia, ou mesmo crônicas, devido a exposições frequentes ou ao acúmulo de resíduos no organismo. Tudo isso num quadro em que algumas dessas doenças podem conviver sem que suas causas sejam associadas aos venenos agroquímicos. O Ministério da Saúde estima que para cada caso notificado, com nexo-causal, há 50 outros totalmente ignorados.

Consumidor desinformado

Para especialistas e ativistas contra os transgênicos e seus perigos, todos os alimentos – bebidas inclusive – com quaisquer vestígios de transgênicos, deveriam receber o selo com a letra T em preto dentro de um triângulo amarelo, símbolo internacional da presença de organismos geneticamente modificados.

Mas a legislação, que no Brasil é criada por setores alinhados com o agronegócio que controlam o Congresso Nacional e setores do governo federal, não vai nessa direção. A nutricionista Rayza Cortese, que pesquisa organismos geneticamente modificados e a rotulagem de alimentos comercializados no Brasil, afirma que a legislação para o tema, estabelecida pelo decreto 4.680/2003, estabelece que “todos os alimentos (e as bebidas alcoólicas são consideradas alimentos) e ingredientes alimentares que contenham ou sejam produzidos a partir de OGMs, com presença acima de 1% do produto, devem ser rotulados”. No entanto, o símbolo não aparece em nenhuma embalagem de cervejas que contenham milho.

E isso apesar de o Idec ter obtido, no Supremo Tribunal Federal (STF), a garantia de rotulagem com o triângulo amarelo em alimentos com ingredientes geneticamente modificados, independentemente da quantidade. Em maio do ano passado, o STF voltou a garantir a indicação no rótulo de alimentos que utilizam ingredientes geneticamente modificados, independentemente da quantidade presente.

A exigência estava suspensa desde 2012, por uma decisão provisória do ministro Ricardo Lewandovski, que atendeu ao pedido da União e da Associação Brasileira de Indústria de Alimentos (Abia).

“A decisão é importante porque enfraquece o projeto de lei que tramita no Congresso para derrubar a obrigatoriedade da informação no rótulo. Sem essa rotulagem, o consumidor tem negado seu direito à informação para decidir na hora da compra, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor”, diz a pesquisadora em alimentos do Idec, Ana Paula Bortoletto.

Palavra da indústria

A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), que representa a Ambev, a Brasil Kirin, o Grupo Petrópolis e a Heineken – os quatro maiores fabricantes – afirma, em nota à reportagem da RBA, reproduzida em sua íntegra a seguir que “a indústria brasileira da cerveja é reconhecida pela alta qualidade de seus produtos e receitas que conquistaram o gosto do consumidor brasileiro – o que faz o país ser um dos maiores mercados de cerveja do mundo. O respeito ao consumidor é um dos principais valores do setor cervejeiro. É por isso, que aprimoramos sempre os processos, usamos os melhores ingredientes, adotamos as técnicas mais avançadas e inovamos sempre.

“As receitas, obviamente, variam de acordo com a marca e o tipo da cerveja. Os detalhes dessas formulações não são abertos ao consumidor, já que são informações confidenciais e que precisam ser protegidas para preservar o ambiente concorrencial do setor. Cada ingrediente é usado para trazer características ao produto. A utilização de cereais não-malteados na fabricação de cervejas não é uma exclusividade do Brasil. Isso acontece em diversos países. Um dos principais objetivos é conferir características como leveza e refrescância. 

“Vale lembrar que as legislações brasileira e do Mercosul permitem que sejam usados cereais não-malteados na produção de cervejas, como milho, aveia, sorgo, arroz etc. Contudo, esse uso não é indiscriminado. A legislação estabelece a participação máxima de 45% destes insumos no chamado extrato primitivo (a parte sólida da cerveja). O setor cervejeiro no Brasil cumpre rigorosamente essa norma. Os padrões de qualidade e segurança da cerveja brasileira são regulados e fiscalizados pelo Ministério da Agricultura, Anvisa, entre outros órgãos.

“As discussões em torno dos organismos geneticamente modificados fazem parte deste grande esforço. Por isso, as cervejarias acompanham de perto a questão e seguem todas as normais legais sobre o uso e rotulagem desses insumos. As cervejarias associadas à Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil)- da qual participam Ambev, Brasil Kirin, Grupo Petrópolis e Heineken – realizaram testes de detecção de DNA transgênico que comprovam a ausência de organismos geneticamente modificados em seus produtos. Além disso, nossos produtos atendem às recomendações nacionais e internacionais mais rígidas de segurança, do início ao fim dos processos produtivos, não representando, portanto, qualquer risco à saúde do consumidor.”

DEPOIS DE MARCELO DECLARAR QUE AÉCIO-MINEIRINHO LHE PEDIU 15 TOCOS, BENEDICTO JUNIOR, TAMBÉM DA ODEBRECHT, AFIRMOU QUE DEU 9 TOCOS, POR FORA, PARA DUPLA DE SI MESMO, E QUE DILMA NUNCA PEDIU DINHEIRO À EMPREITEIRA

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 O grande barato do capitalismo é que ele para se sustentar, ou se iludir que se sustenta, criou uma moral que por si mesma é autofágica. Ou seja, se devora moralmente. Como é sabido até por alunos da quinta série, a economia política capitalista foi engendrada sobre o pilar do saque, da rapinagem, do roubo, e para manter essa riqueza expropriada, criou um sistema jurídico para protegê-la, como diz Marx. Resulta-resultado, como diz o o pedagogo-ator-encenador Abdiel Moreno: o roubo é sua sua grande alma.

 O roubo na moral capitalista não é só se apropriar da matéria monetária ou de qualquer objeto que represente um valor pecuniário. Ele também se mostra como roubo moral. A moral enviesada. O cara faz que é honesto, mas não é. É cheio de furos por onde escorrem suas desonestidades. Essa é a moralina de todos os que são corrompidos no espírito e no instinto.

   Aécio depois de derrotado pela democracia representada por mais de 54 milhões de votos refletidos na presidenta Dilma Vana Rousseff, entupido de inveja – não esquecer: a inveja é querer ser ou outro, no caso de Aécio, querer ser Dilma -, transmutada em ressentimento, fez de tudo para obstruir o governo popular constituído por Lula junto com o povo e continuado por Dilma. Junto com que há de mais aberrante e sórdidos nas classes burguesas, conseguiu realizar seu objetivo invejoso – sem se transformar em Dilma -: o golpe. 

    Seu partido, o partido da burguesia-ignara, PSDB, entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma ação para anular a eleição da chapa Dilma/Temer que vem se arrastando. Aécio-Mineirinho acreditava que anulando a chapa ele se candidataria novamente e seria aclamado pelo povo. Coisa de burguês que não conhece, nem sabe sobre o Devir-Povo.

     Agora, a dupla de si mesmo, encontra-se de vez fora de qualquer pretensão para concorrer qualquer a eleição (grande rima). Antes fora Marcelo Odebrecht quem havia declarado ter lhe conferido R$ 15 milhões. Agora, foi a vez de Benedicto Junior, o BJ, que em delação afirmou que dera a dupla de si mesmo nada menos que R$ 9 milhões, por fora.

       Para piorar: BJ afirmou que Dilma nunca pediu dinheiro à empreiteira Odebrecht. O mesmo afirmara Marcelo Odebrecht.

     Agora, a dupla de si mesma vai ter que cantar em outro palco que comporte esse tipo de grotesquismo político.

“HÄAGEN-DAZS, TEMER E O PAÍS DO AGRONEGÓCIO”, TEXTO DE JULIANA DIAS, PARA O SITE OUTRAS PALAVRAS

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Por Juliana Dias

A marca Häagen-Dazs foi criada pelo imigrante polonês Reuben Mattus em de New York, em 1961. A embalagem trazia um mapa da Dinamarca e o nome das cidades de Copenhagen e Oslo, sugerindo que o sorvete de origem escandinava. Na verdade, Häagen-Dazs não quer dizer grande coisa em línguas nórdicas, porém, o visionário criador da marca utilizou uma estratégia de marketing chamada foreign branding com a finalidade de aproveitar o valor que os consumidores costumam dar a produtos que parecem estrangeiros. O nome permitia criar histórias sobre as origens do produto. A estratégia de posicionamento da marca foi clara para o seu criador desde o início: o segmento de luxo. O senhor Mattus estava convencido de que o consumidor pagaria mais pelo prazer de comer um sorvete premium, “estrangeiro”, feito com ingredientes de primeira. Na época, a Dinamarca era reconhecida pela alta qualidade de seus produtos lácteos e os países escandinavos tinham uma imagem positiva nos Estados Unidos.

A aposta no foreign branding e o posicionamento de qualidade premium deram frutos. Mattus fez fortuna. Os mais de 30 anos de experiência no segmento de sorvetes, onde começou trabalhando desde adolescente na empresa familiar, o levaram a segmentar um nicho de mercado especifico, realçando um fator diferenciador. Ele observava como os sorvetes eram cada vez mais baratos e com menos qualidade. Sua decisão foi ir no sentido oposto. Devido ao processo de fabricação, a marca ganhou reputação como mais denso, rico em textura, convertendo-se em produto de luxo. Este tem sido o posicionamento que leva os consumidores a pagar mais pelo “melhor”.

Há 20 anos, a Häagen-Dazs pode ser comprada e desfrutada por quem pode pagar por um sorvete gourmet no Brasil. Recentemente, um polêmico edital da presidência da República previa contratar serviços de alimentação nos aviões estimado em mais de 1 milhão de reais. A lista incluída 200 potes do luxuoso sorvete.

TEXTO-MEIOA compra dos potes de sorvete Häagen-Dazs gerou um grande fluxo de narrativas politizadas no contexto brasileiro. Ao considerar as políticas de “austeridade” do governo, que preveem congelamento do gasto público durante vinte anos em áreas como saúde e educação, é contraditório lançar um edital público para cobrir despesas com produtos de luxo.

O presidente Michel Temer não teve outra opção a não ser anular a licitação no, por meio de nota. Desta vez, os sorvetes Häagen-Dazs para o avião do presidente Temer não serão pagos com o dinheiro do contribuinte, ao menos estes 200 potinhos. E para nós, que gostamos de falar em comida, é uma oportunidade de explorar analogias entre a mente humana e a mente pública, fazer conexões entre narrativas políticas, branding, políticas alimentares, sal, açúcar e gordura e neurogastronomia entre outros assuntos.

Häagen-Dazs e uma idílica paisagem nórdica

Como vimos, Reubens Mattus, apostou pelo estrangeirismo que apelaria à qualidade do leite na Escandinávia para impulsionar sua marca como líder do segmento de luxo. Vamos nos concentrar na Dinamarca, porque suas escolhas com relação à política agrícola são verdadeiramente interessantes, já que é o país com maior desenvolvimento e amplitude do comércio de produtos orgânicos. Há 25 anos, possui leis protegendo a natureza, a água, proibindo o uso de agrotóxicos e outros insumos químicos — o que tem permitido que 97% da população, compreenda a importância da produção sustentável.

O contexto dessas políticas de sustentabilidade, traz um elemento importante para o debate: o conhecimento dos cidadãos, seus meios de informação e sua opinião na tomada de decisões, entre as quais, as políticas de alimentação. Há mais de 20 anos, a Dinamarca realiza a Conferência de Cidadãos (CdC), que combina uma formação prévia (em que os cidadãos estudam) com uma intervenção ativa (em que interrogam) e um posicionamento coletivo (em que discutem entre si e opinam). De acordo com Jacques Testart (2011), administrador da Fundação Ciências Cidadã, na França, a CdC é composta voluntários, após sorteio de uma lista eleitoral. Na sua opinião, surge nos dias de hoje e, depois de numerosas experiências mundiais, como capaz de produzir pareceres preciosos para o uso dos tomadores de decisão, bem como de outros cidadãos.

Os observadores das conferências de cidadãos surpreendem-se com a capacidade de pessoas comuns deliberarem sobre assuntos complexos, afastando-se de questões somente locais e imediatas, para propor soluções em geral ignoradas pelos especialistas, e raramente ouvidas nas instâncias políticas. Nas palavras de Testart “estamos longe da hipótese de um “público irracional”, que seria incapaz de apreciar os efeitos reais da tecnociência. Assim, pode-se, no tempo de um “ensaio de humanidade”, transformar em cidadão responsável o “indivíduo alienado” que se manifesta em nós a cada dia” .

Ao providenciar que as conferências sejam transmitidas nos meios de comunicação, esses procedimentos aprimoram também a competência de toda a população e podem restabelecer a confiança diante dos cientistas e de suas propostas (pp. 401-402).

Nesse contexto de mobilização social, exercício democrático e político, observamos o surgimento de políticas que apontam para outro desenvolvimento possível. No final de 2015, o ministério da Agricultura dinamarquês anunciou o plano Økologiplan Danmark, apresentando como meta dobrar área de produção orgânica até 2020, em comparação com 2007. O objetivo é bem ambicioso: ser a primeira nação no mundo a produzir 100% de alimento orgânico, antes de 2020.

Para isso, a Dinamarca propõe-se trabalhar em duas frentes: aumentar a quantidade de terras agrícolas que usem agricultura biológica e estimular maior demanda para os produtos de origem comprovadamente orgânica e sustentável.

Serão privilegiados os produtores que quiserem investir na conversão de suas terras, da agricultura convencional para a orgânica e biodinâmica e os projetos que visem desenvolver novas tecnologias para a promoção da sustentabilidade no campo.

O plano prevê ainda reforçar a cooperação entre municípios, regiões e ministérios com novas iniciativas. As políticas para reforçar a demanda visam que 60% dos orgânicos sejam destinados a hospitais, escolas e restaurantes comunitários, como anunciado pelo ministro da Alimentação e Agricultura, Dan Jørgensen, ao website The Local.1Atualmente essas instituições públicas nacionais servem 800 mil refeições por dia. A mesma política, de servir só refeições de origem orgânica, já está sendo ampliada para os ministérios dinamarqueses em suas cantinas. 2

Alguns projetos já estão em marcha: um exemplo é a criação de hortas em terrenos abandonados. Nas prefeituras, a ocupação de áreas antes baldias, com produção orgânica de hortaliças sazonais é uma realidade.

Um ponto que nos chama especialmente a atenção no programa dinamarquês. O país inteiro, com todas suas instituições, parece marchar junto para transformar-se em uma região livre de agrotóxicos. Isso revela que a alimentação saudável é assunto de estado, assim como a aceitação e preferência por alimentos orgânicos por parte dos cidadãos, Como foi mencionado anteriormente, 97% dos dinamarqueses é consciente da importância da agricultura sustentável. Território livre de agrotóxicos na mente dos dinamarqueses?

A filósofa e escritora indiana Vandana Shiva argumenta, no livro Monoculturas da mente: Perspectivas da biodiversidade e da biotecnologia (2003), que a monocultura antes de ser semeada no solo precisa ocupar a mente. Vandana cunhou o termo “monocultura da mente” para se referir à colonização do poder e do saber, que tem levado o mundo inteiro a subjugar e invisibilizar sistemas agrícolas locais, herdeiros da sabedoria ancestral e milenar da humanidade.

Enquanto observamos com entusiasmo o projeto dinamarquês, o Brasil continua como campeão mundial de consumo de agrotóxicos desde 2008 — ano em que ultrapassou os EUA. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Observatório da Indústria dos Agrotóxicos da Universidade Federal do Paraná divulgados em 2012, enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o mercado brasileiro cresceu 190%. (ANVISA; UFPR, 2012 apud ABRASCO, 2015, p.49). Em fevereiro, foi anunciado que o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) assumirá o controle das informações sobre os agrotóxicos registrados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), subordinada ao Ministério da Saúde, não presta mais informações a respeito de agrotóxicos, inclusive sobre aqueles registrados antes de 2016. O titular da pasta do MAPA é o ruralista Blairo Maggi, conhecido como o Rei da Soja.

De acordo a matéria no site Rede Brasil Atual 3, especialistas na área analisam que a mudança no controle das informações faz parte de uma ação coordenada por representantes do agronegócio que trabalham para acelerar a tramitação e aprovação de projetos de lei que compõem o chamado “pacote do veneno”. São projetos que, entre outras coisas, vão facilitar a aprovação, o registro, a comercialização, a utilização, o armazenamento e o transporte de agrotóxicos, aumentando a presença dessas substâncias nas lavouras brasileiras. “O controle de informações no MAPA ocorre paralelamente a outras medidas em curso, sugerindo que o ‘pacote do veneno’ está sendo implementado mesmo antes de ter sido aprovado no Congresso e sancionado por Temer”, diz o coordenador da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, Alan Tygel.

Diante dessas articulações, lançamos a questão: a aceitação do uso de agrotóxicos está na mente dos brasileiros? O agronegócio precisa do agrotóxico, o “Agro é tóxico”. No entanto, de acordo com a campanha da Rede Globo, o Agro é Pop, é tech e está na Globo!

A Campanha “Agro é Tech, Agro é Pop, Agro é tudo”4 , foi concebida pelas gerências de Marketing e de Comunicação da Rede Globo e deve estar no ar até junho de 2018. A cada 15 dias, um novo tema é apresentado ao público. Alguns dos temas abordados foram frango, café, milho, arroz, laranja e flores. Todos importantes produtos do agronegócio. Encontramos assim o poder hegemônico da mídia hegemônica a favor do agronegócio, reforçando o que Guattari, denominou fabricação capitalística da subjetividade (PORTO-GONÇALVES, 2011, p.139).

De acordo com Deleuze e Guattari, o processo de captura do qual depende o funcionamento da axiomática capitalística precisa do apoio dos aparelhos materiais do Estado para a sua construção semiótica. O Estado contribui para produzir a objetividade social quando esta seja necessariamente submetida a seu controle e sua apropriação. Ela mesmo ganha neste circuito uma necessidade absoluta, no interior dessa objetividade, onde seu constrangimento se incorpora, e ao limite onde aparece como a ordem das coisas (SIBERTIN-BLANC, 2013, p.58). Assim, a mensagem que se difunde na mídia de massa para os consumidores é que o agro é pop e no campo das políticas, as medidas em favor do modelo de produção em larga escala com uso de agrotóxicos, transgênicos e biofortificados avançam no sentido de conferir maior legalidade e legitimidade, com apoio da população. Seria esta a via para produzir, distribuir e consumir alimentos saudáveis?

De onde vem a narrativa brasileira totalmente oposta ao tão mundialmente elogiado objetivo de produção 100% orgânica na Dinamarca? No próximo texto, vamos tentar entender historicamente a partir de políticas públicas que têm influído a mente pública.

1 http://www.mundosustentavel.com.br/2016/08/dinamarca-sera-o-primeiro-pais-do-mundo-100-organico-antes-de-2020/

“VITÓRIA DA IMPERATRIZ, DERROTA DO AGRONEGÓCIO E DA GLOBO”, ARTIGO DE ALAN TYGEL, DA CAMPANHA PERMANENTE CONTRA OS AGROTÓXICOS E PELA VIDA, PARA O SITE BRASIL DE FATO

Imperatriz, que declarou não ter recebido patrocínio algum, fez uma opção corajosa e arcou com suas consequências de cabeça erguida - Créditos: Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Independente do resultado oficial, o Carnaval de 2017 já tem uma escola vencedora: Imperatriz Leopoldinense. A escola do bairro de Ramos, no subúrbio do Rio de Janeiro, já começou fazendo história muito antes de seus integrantes colocarem os pés na Sapucaí, na noite do último sábado.

Nos primeiros dias de janeiro, o anúncio oficial do enredo “Xingu, o Clamor da Floresta” causou um grande impacto. O clamor não veio exatamente da floresta, mas justamente daqueles que trabalham dia e noite para destruí-la: os ruralistas e as associações que representam o agronegócio no Brasil. Mas qual teria sido o motivo de tanta revolta?

Falar de índios no carnaval não é exatamente uma novidade. Aliás, difícil é encontrar um desfile de escola de samba que não traga homens e mulheres fantasiados com penachos, cocares e outros adereços de inspiração indígena. Inclusive, umas das agremiações carnavalescas mais tradicionais do Rio de Janeiro chama-se Cacique de Ramos, que vem do mesmo bairro da Imperatriz.

Um olhar atento à letra do samba enredo não revela explicitamente nenhuma menção ao agronegócio. Não fala de soja, de cana de açúcar, de gado, nem de agrotóxicos a letra fala. Passando pelas alas do enredo, percebemos, entre dezenas delas, uma cujo nome é: “Fazendeiro e seus agrotóxicos”, ilustrada por uma fantasia de pulverizador costal de agrotóxicos.

Será que a carapuça serviu?

Não custa lembrar que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. O que haveria de mais então em chamar uma ala de “O Fazendeiro e seus Agrotóxicos”? O problema não era só esse.

Ao contrário de todos os enredos que mencionam os índios desde que existe carnaval no Brasil, o samba deste ano da Imperatriz toca num ponto central (que é central desde que existe o Brasil): a luta pela terra.

Ainda que a letra deixe escapar certos clichês do censo comum (“a pura alma brasileira”) ou tentativas de apaziguar os ânimos (“Meu canto é bravo e forte, mas é hino de paz e amor”), o resultado é um samba que não deixa dúvidas do seu recado: os índios, hoje como há 500 anos, estão sendo massacrados e perdendo o que sobrou do seu território. E lutam.

Mas “lutar” não é um verbo intransitivo. Toda luta envolve um oponente – lutar contra alguém, e nesse caso, mesmo sem uma citação direta a carapuça serviu: o grande responsável pelo massacre indígena hoje no Brasil é o agronegócio. Especialmente na região do Xingu, mas no Brasil inteiro, os monocultivos de soja, cana, milho, eucalipto têm invadido as terras indígenas e provocado um desastre tanto do ponto de vista físico, a fome, quanto cultural, como a perda do modo de vida tradicional, que leva ao alcoolismo, suicídio etc. Até aviões pulverizadores de agrotóxicos têm sido usados como armas químicas para envenenar as aldeias e seus rios.

Até a Globo comprou a briga

A corajosa escolha da Imperatriz teve suas consequências. A reação coordenada do agronegócio contra um samba que sequer menciona o agronegócio escancarou o caráter anti-indígena dos latifundiários do nosso país. A Escola de Samba buscou mediar, e até mudou o nome da ala “Fazendeiro e seus Agrotóxicos” para “O Perigo dos Agrotóxicos”. Mas em momento nenhum, titubeou quanto ao foco principal do enredo-protesto: a luta dos indígenas pela terra (e contra o agronegócio, como eles mesmo se denunciaram).

A força do agronegócio, como sabemos, não fica apenas dentro das porteiras dos latifúndios. Há um componente a mais neste jogo: a dona do Carnaval carioca, também conhecida como Rede Globo. Aliada histórica do agronegócio, a Família Marinho é a legítima representante do latifúndio midiático que também impera no Brasil.

A transmissão do desfile da Imperatriz pela Globo beirou o patético. De uma hora e quinze minutos de desfile, apenas 20 segundos foram dedicados a ala dos agrotóxicos. Vamos deixar que Fátima Bernardes comente o assunto:

“Bom, aí uma ala que deu muita dor de cabeça para o carnavalesco, a ala O Perigo dos Agrotóxicos. Muita gente pensou que seria um enredo contra os agricultores, contra o agronegócio, e na verdade era mostrando o que realmente acontece, né? O uso e o perigo dos agrotóxicos…”

Um grande mal-entendido, né Fátima? Agora está tudo resolvido, próxima ala, produção!

Só que não. O agronegócio, como já falamos outras vezes por aqui, sabe a péssima imagem que tem perante a sociedade. A reação enérgica com argumentos totalmente descabidos não foi à toa.

Um Carnaval para a História

O Carnaval de 2017 já deixou sua marca na história dos sambas de luta que ainda trazem algum alento em meio a esta festa, cada dia mais comercial. A Imperatriz, que declarou não ter recebido patrocínio algum, fez uma opção corajosa e arcou com suas consequências de cabeça erguida. Além das notas de repúdio, vários comentários ofensivos foram feitos na página da Escola. Houve também críticas de algumas nações xinguanas que não foram convidadas para o desfile.

Mas o saldo final foi, de longe, positivo para a luta pela terra no Brasil. Nenhum movimento social ou imprensa alternativa possui a força de comunicar para tanta gente do povo quanto uma escola de samba do grupo especial do Rio de Janeiro.

É preciso mencionar também a emocionante ala “Um rio que era doce”, do desfile da Portela, que retratou o crime de Mariana. Contrastando com a alegria do carnaval, a ala mostrava pescadores desesperados com a morte do rio, olhando incrédulos para uma água de cor marrom. Os passistas seguravam cartazes, um deles escrito “Crime”.

Muito longe da festa popular que um dia representou, o carnaval da Sapucaí ainda tem seus resquícios de manifestação popular. Em meio a enredos comprados por tudo que é tipo de gente (desde ditador africano até Beto Carrero), ainda é possível surgir algo de novo.

Todo nosso respeito e admiração pela Imperatriz Leopoldinense, que neste ano representou, muito mais do que um canto de paz e amor, o nosso grito de guerra.

*Por Alan Tygel, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

“DIFERENÇA DE DEZEMBRO PARA CÁ É QUE O CERCO CHEGOU AO PALÁCIO DO PLANALTO”, DIZ O CIENTISTA SOCIAL ROBERTO AMARAL EM ENTREVISTA A REDE BRASIL ATUAL

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Matéria de Eduardo Maretti, para a Rede Brasil Atual.

São Paulo – Acuado por denúncias que já chegaram ao seu gabinete, o presidente Michel Temer precisa ganhar tempo e protelar ao máximo o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar a chapa encabeçada por Dilma Rousseff e consequentemente colocar fim ao governo atual.

“Em circunstâncias normais, Temer já seria uma carta fora do baralho, porque – tirando as questões conhecidas, como Eliseu Padilha, José Yunes etc. – ele está contaminado pelo processo de cassação da chapa, que é indivisível. Mas há um esforço do governo para evitar o julgamento”, diz o ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PSB Roberto Amaral.

A tentativa de protelar o julgamento é para permitir que a mudança na composição do TSE favoreça o presidente da República. “Temer continua vulnerável. A diferença de dezembro para cá é que o cerco chegou ao Palácio do Planalto, no gabinete dele, com a conversa com Marcelo Odebrecht, a confissão do Yunes e as acusações sobre o Padilha, que certamente não vai reassumir.”

Em dezembro, Amaral disse que, “a partir de 1° de janeiro, Michel Temer é uma carta descartável, que pode ser jogada fora do jogo, porque sua substituição já poderá ser por via indireta”.

Nesta quarta-feira de Cinzas (1°), o empreiteiro Marcelo Odebrecht contou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter jantado com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília, durante a campanha de 2014. Teriam falado sobre contribuição para aliados do PMDB.

No TSE, os ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio terão os mandatos encerrados entre abril e maio próximos. A escolha final dos que ocuparão os substitutos será de Temer, entre integrantes de uma lista elaborada pelo Supremo Tribunal Federal. Os próximos ministros serão decisivos para formar maioria de quatro entre os sete magistrados do TSE que definirão o futuro de Temer no tribunal.

As informações são de que o relator do caso, ministro Hermann Benjamin, estaria preparando um voto duro contra Temer e contra a tese de que se pode condenar a titular da chapa, Dilma. Essa separação salvaria o mandato de Temer. Gilmar Mendes deu indicações de ser a favor da separação da chapa.

Para Amaral, mais do que o próprio Temer, “o sistema está jogando hoje com duas cartas igualmente decisivas”. Uma das cartas é a manutenção do Temer (o que implicaria o presidente escapar no TSE), “passando por cima das denúncias e de tudo isso, correndo o risco de desmoralizar a Lava Jato e deixar tudo como está”, diz Amaral.

A segunda carta seria a aceitação da tese da cassação da chapa Dilma-Temer e realização de eleição indireta, resultando na eleição de “um presidente tampão até as eleições”. “Nesse caso se instaura a ditadura do Congresso, aquela que vimos no final do governo Dilma. Eles têm maioria mais que absoluta no Congresso”, lembra Amaral.

A solução final poderia ser a mudança do sistema. “Se (os protagonistas do golpe contra Dilma Rousseff)  virem que não vão eleger presidente ou conseguir inviabilizar a candidatura do Lula em 2018, tentarão uma solução como o parlamentarismo, que esvazia os poderes do presidente e fortalece os do Congresso.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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