PARABÉNS, QUERIDA! QUERIDA É DILMA!

    O filósofo Michel Serres afirma que todos nós ao nascermos somos singularidades. Antes de nós ninguém nasceu como nós. Assim, como também depois de nascermos ninguém nasceu como nós. Somos sempre únicos. Ai nossa singularidade: não termos cópia e nem simulacros. O que nos livra da alienação: não sermos a singularidade que somos.

     Mas, ao nascermos, não somos somente singularidades. Somos também individuações.  Potência incorporal que nos move como práxis e poieses criativa. Não individualidade que reflete o numeral-capturador determinado pela semiótica-jurídica do estado. A força-estratificante-paranoica.

      Singularidades e individuações movimentam o mundo como novidade contínua. Os corpos que como práxis e poieses produzem a história, visto que só é corpo histórico o que se apresenta como novo. Não basta nascer para ser tido como histórico. História não é narração de fatos. Nenhum golpista é histórico. Golpistas são quimeras: o que não tem essência e nem existência, como afirma o filósofo holandês Spinoza.

      Somos singularidades e individuações quando nascemos, todavia, nem todos processam em seus percursos esses corpos únicos produtivos e criativos. Um número muito grande de pessoas têm suas singularidades e individuações obstruídas por opressões agenciadas pelos adultos, principalmente pelos pais que são os sujeitos-sujeitados traumatizantes das crianças. Também muitas ditas escolas fazem parte dessa cruel operação opressora. Assim, como meios de comunicação manipuladores.

    As pessoas que tiveram suas singularidades e individuações obstruídas são as representantes da classe burguesa. Não há como encontrar na burguesia esses corpos produtivos e criativos do novo, já que a sua grande compulsão é manter seus privilégios adquiridos oprimindo os trabalhadores. Na burguesia a singularidade sofre a metamorfose da pluralidade-lucro: quantidade. A individuação a metamorfose força do poder: dominação. É por isso que seu caráter ímpar é a brutalidade e a irracionalidade expressadas em ódio, inveja e vingança. Como obstruídos, muitas dessas metamorfoses buscam segurança, poder de dominação e reconhecimento nos estratos concedidos pelo Estado burocrático hegeliano. Triste ilusão.

    Como a burguesia é pluralidade-lucro e força de poder dominante, ela não se move, é molar. E como tudo que é imóvel só reflete o já estabelecido, e no caso da burguesia a ambição de sua classe, e a história é “movimento real”, a burguesia não faz história. Não há burguês-histórico. Alguém poderia afirmar: Então, a burguesia é o lixo da história! Não! Na história, como produção e criação do novo, não há lixo. Não há excedente. Não há resíduos recicláveis. A história é a história por si mesmo. Mulheres e homens ativos como singularidades e individuações.

    Dilma é história! Os golpistas não. Dilma é história querida. Querida, não como adjetivo, mas como devir singularidade e individuação. Não é querida porque alguém lhe quis querida pronominal. Mas porque ela primeiro se tornou seu próprio querer. E como seu querer, se tornou querida por si mesma. O afeto revolucionário que os que lhe chamam de querida compuseram com ele. Ninguém é amada sem primeiro se tornar por si mesma querida. Querida é o afeto amor que encadeia desejos revolucionários produtores e criadores da democracia como devir-povo. A ultrapassagem contínua como existência nova.

      Só se faz querida por via da singularidade e individuação que são os afetos livres que compõem potência de agir coletivo. Sartre afirma que a existência precede a essência. O homem primeiro é livre para escolher. E não primeiro escolhe para ser livre. Aí a existência como singularidade e individuação liberdade.

   Como a singularidade e a individuação da burguesia encontra-se em estado obstruído, ela jamais poderá processar em si um querer que lhe torne querida por si mesma, para que o outro o tome como querida. Como não é querida, a burguesia se engana com o tratamento entre os seus pares: “Oi, querida! Como, vai querida? Você é muito querida! Querida você é um luxo!”. Um infinito tagarelar querida para se iludir que é querida. Daí se infere que no meio burguês não há amor, já que para o amor se fazer presença real, ontologicamente ser, é necessário que os amantes sejam em si queridos.

    Parabéns, Querida! Querida é Dilma! O povo compõe com Dilma Querida, porque ele se quis e se fez querido. Ele sabe que só há democracia quando o povo se faz querido. E ser querido é atingir o mais alto grau político da democracia. Grau que a analfabeta-burguesia jamais alcançará.

    Não cansamos: Parabéns, Querida!

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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