Arquivo de dezembro \31\UTC 2016

“MOVIMENTOS POPULARES CARREGARÃO BANDEIRA DAS “DIRETAS JÁ” EM 2017″, AFIRMA STÉDILE

Em vídeo, coordenador nacional do MST explica desafios para os camponeses em 2017 - Créditos: Divulgação

Redação do Site Brasil de Fato.

“2016 foi uma tragédia para a reforma agrária”, afirma João Pedro Stedile. O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra publicou um vídeo nesta sexta-feira (30), onde faz um balanço das lutas no campo este ano.

Stedile destaca que os interesses dos trabalhadores rurais e dos camponeses foram “duramente afetados” pelas medidas do governo Temer, que assumiu a Presidência da República após o impeachment de Dilma Rousseff. 

Segundo o coordenador do MST, “os golpistas assumindo o poder, representaram, na verdade, a hegemonia completa dos interesses do agronegócio, dos latifundiários, das grandes corporações transnacionais da agricultura, que agora estão presentes e controlam o Congresso, o poder Judiciário e a mídia corporativa”, explica. 

A recente investida do governo não eleito de Michel Temer, que editou nas vésperas do Natal a Medida Provisória 759 “sem nenhuma discussão com os movimentos, ou com a sociedade”, como lembra Stedile, irá alterar a política de regulamentação fundiária rural e urbana e paralisará “ainda mais a reforma agrária”, afirma o dirigente. 

“Ela entrega, legaliza toda a grilagem de terras públicas na Amazônia, porque todos aqueles fazendeiros que grilaram terras públicas ao longo desses anos, agora, se aprovada a lei, poderão regularizá-las, de uma maneira muito rápida e praticamente sem custo”, disse.

O coordenador do MST destacou ainda que os camponeses terão vários desafios pela frente em 2017, entre eles, “o desafio político”. “Nós não poderemos suportar mais, um governo impostor, golpista, que está acelerando tudo o que eles não fizeram nos últimos 30 anos e querem fazer agora, em alguns meses”.

Por fim, Stedile explica que os movimentos que integram a Frente Brasil Popular carregarão, em 2017, a bandeira pelas “Diretas Já”. “Nós do MST, nos somamos com os movimentos populares da Frente Brasil Popular, para exigir eleições ‘Diretas Já’ em outubro de 2017. Não apenas para escolher um novo presidente da República, mas para eleger inclusive um novo Congresso. Porque esse Congresso que está aqui, ele é o resultado da Lava Jato. Mas de 300 congressistas são citados nas delações, que receberam propina e caixa dois para se eleger”.

Confira o vídeo na íntegra:

“A COMUNIDADE ME EXPÔS ESSA NECESSIDADE, EU ACEITEI”, DIZ PATAXÓ FORMADO EM MEDICINA

"É inegável o papel inovador desse projeto, visto que sem ele provavelmente não teríamos a oportunidade de adentrar um curso superior" - Créditos: TV UFMG

Matéria de Juliana Gonçalves para o Site Brasil de Fato.

No último sábado (24), Amaynara Silva Souza e Vazigton Guedes Oliveira, ambos de 27 anos, participaram da cerimônia de formatura do curso de medicina da Universidade Federal de Minas Gerias.

Com cocar com longas penas coloridas e as pinturas étnicas no rosto, elementos comuns entre os indígenas pataxós em momentos festivos, Amaynara e Vazigton receberam seu diploma.

Ambos percorreram um longo caminho para cursar medicina na capital mineira. Ela veio das terras indígenas de Carmésia, no Vale do Rio de Doce mineiro, e ele de Cumuruxatiba, no Sul da Bahia, para se juntarem à turma com 130 alunos.

Eles entraram para o curso por meio de um programa da universidade federal que integra as ações afirmativas para indígenas, assim como as cotas e a formação de educadores indígenas, abrindo vagas adicionais a integrantes

Vazigton, mais conhecido como Zig, conversou com o Saúde Popular sobre como resolveu atender a um pedido da sua aldeia e cursar medicina, sobre o currículo na universidade e planos para o futuro.

Saúde Popular – Como surgiu a vontade de cursar medicina?

Zig – A vontade de fazer Medicina surgiu principalmente da necessidade de termos em nossa comunidade um médico fixo (normalmente de grandes capitais), em decorrência da grande alternância dos profissionais, o que acarretava um não acompanhamento longitudinal e mantendo quase sempre o serviço no mesmo ponto. Além disso, a minha vontade de querer ajudar o meu povo e tentar melhorar ao máximo o serviço prestado. Assim, a comunidade me expôs essa necessidade que foi aceita por mim no período do projeto da UFMG.

Como percebia o acesso à saúde do seu povo, na sua cidade?

No que concerne às necessidades de serviços de saúde, a rotatividade médica é algo existente e que não sustenta de maneira adequada às necessidades, quando a comunidade depende da medicina não-tradicional.

Como você vê o conteúdo do curso de medicina que você fez?

Considerando uma Universidade Pública os pontos negativos seriam a inflexibilidade do conteúdo curricular (disciplinas obrigatórias), não nos dando abertura de realizar disciplinas obrigatórias em outras matérias de interesse, por exemplo na área de plantas medicinais na Faculdade de Farmácia – e que essas disciplinas não sejam eletivas. Dessa forma, na Universidade em si é um desafio unir os dois conhecimentos, mas não impossível quando se pensa que os dois conhecimentos não são excludentes e sim complementares – há lugar para os dois. De ponto positivo estão as disciplinas ambulatoriais, voltadas assim para o serviço do Programa de Saúde da Família (PSF) e aquelas que diretamente a ele estão ligadas.

Como funciona o programa que abriu essas vagas específicas para indígenas?

O nosso programa foi o de Criação Suplementar de Vagas, onde foram criadas duas novas vagas em cada curso dos seis (Medicina, Enfermagem, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Odontologia e Agronomia) oferecidos pela Universidade. É inegável o papel inovador e fundamental desse projeto, visto que sem ele provavelmente não teríamos a oportunidade de adentrar um curso superior como o de Medicina, por exemplo, pensando em nossa formação pública que ainda é defasada em muitos aspectos quando comparada com a escola particular, onde a maioria dos concorrentes mais fortes puderam estudar.

Quais são seus planos a partir de agora?

A priori tentar residência em Medicina da Família e Comunidade e posteriormente poder voltar a minha comunidade. Além disso, realizar outros cursos de atualização ou até mesmo outras residências que venham incrementar a qualidade do atendimento que quero prestar.

 

APAVORADO COM LULA-2018 PSDB QUER APROVAR EMENDA NA CONSTITUIÇÃO QUE TORNA INELEGÍVEL CANDIDATO QUE JÁ FOI DUAS VEZES PRESIDENTE

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Nem a ameaça de Moro contra Lula acalma os reacionários golpistas. Em verdade, mesmo percebendo, e gostando, das acusações absurdas de Moro contra Lula, os reacionários sabem que o Sapo Barbudo tem, trabalhando em suas defesa, advogados-juristas e não rábulas. Alguns deles travestidos de procuradores, juízes e ministros. Cristiano Zanin, advogado de Lula, é o exemplo cristalino de advogado-jurista semelhante ao ilustre Raimundo Faro, defensor de presos políticos na ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

   As direitas se rasgam invejosamente perdidos na esperança que Lula seja impossibilitado de se candidatar nas eleições de 2018 para a presidência da República. Aliás, se candidatar é eufemismo, posto que ele não se candidata, porque seu Para-i, como afirma Sartre, já lhe torna o futuro como presidente. Não há possibilidade para o insuportável Em-si. É um Em-si malogrado. Ou pior – para as direitas -, coagulada. Todos as possibilidades para 2018 se fecharam para as direitas golpistas. A existência acabou para elas.

    Como delirar faz parte da negação da realidade como forma de fuga do delirante, o senador Paulo Bauer, do PSDB de Santa Catarina, apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 41/2016, apoiada por outros direitistas, para proibir a candidatura de candidatos que já tenham ocupado o cargo do Poder Executivo por duas gestões. Não é só para presidente, mas também para prefeito e governado.

     Como a ambição presidencial das direitas golpistas, que até as pedras que não rolam, por isso criam limo, sabem, é impedir a candidatura de Lula a PEC só tem esse objetivo. A concretização do objetivo fica expressa no fato de que foi um membro do partido da burguesia-ignara, PSDB, quem postulou a proposta. O partido que mais ambiciona o poder, mesmo quando o poder lhe apresentado pelo meio, como no conluio-golpista com Temer.

     Mas não adianta. Lula é TransLulação. Devir-Povo. Hecceidade que se movimenta como subjetividade popular produtora do novo. O Devir-Povo que faz com que o Ano seja singularmente Ano Novo. O resto é repetição compulsiva do desativado. A molaridade das direitas recalcadas.

       2018 já é ontem! 

“MEU CORAÇÃO ESTÁ NA SÍRIA”, DO INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS

Do Instituto Humanitas Unisinos 

“Meu coração está na Síria. Este é um extermínio”

O seu grito pela Síria dura há anos. E agora estamos diante do assédio final de Aleppo, com o êxodo de civis sob a mira dos atiradores. Nibras Breigheche ontem estava na praça do Duomo, para denunciar o genocídio do povo sírio. Filha do iman da região do trentino, Aboulkheir Breigheche, Nibras é uma mulher muçulmana de 40 anos, mãe de duas filhas adolescentes, professora de línguas e mediadora intercultural, membro do quadro diretivo da associação islâmica italiana dos imans e guias religiosos.

Nasceu na Itália, onde seus pais chegaram nos anos de 1970.

A entrevista é de Chiara Bert, publicada por Trentino, 18-12-2016. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

Nibras, com que sentimentos você vivencia as notícias que chegam de Aleppo?

Com muita angústia. Estamos assistindo a um extermínio, à deportação de civis depois de anos de assédio para dar lugar aos ocupantes da vez, o Irã que está completando o próprio plano de hegemonia na região, e a Rússia.

O que poderia fazer o Ocidente? Entrar em guerra contra Assad?

Não necessariamente deveria ser uma intervenção militar, poderia ser feito algo em termos de pressão política. Na Síria existe um regime sustentado por outros regimes para que Assad permaneça no poder à custa da aniquilação do País. O acordo entre Estados Unidos e Irã deixou o caminho livre.

Você ainda tem parentes na Síria? Como eles estão?

Desde o início da guerra, em 2011, pouco mais da metade da nossa família fugiu da Síria. Mas a outra metade ainda continua lá, principalmente tios que devido à idade não tiveram ânimo de abandonar as próprias casas. Vivem numa cidade a 30 quilômetros de Damasco que nesse período acolheu um milhão de refugiados, e hoje está cercada pelas milícias do regime. Mas quando tem energia elétrica, conseguimos nos comunicar.

O que acredita que poderá acontecer?

A história nos ensina que a vontade popular sempre vence no final. Acontecerá isso novamente.

Você falava dos refugiados na Síria. Centenas de milhares chegaram também na Itália. Na Europa vimos acolhimento, mas também muros. E mesmo na região do Trentino ocorreram casos de recusa à entrada, em Soraga e Lavarone. Isso a preocupa?

A manifestação de 6 de dezembro em Trento demonstrou que a imensa maioria das trentinos é de pessoas acolhedoras. Se como Associação Insieme per la Siria livre chegamos ao 20º container de gêneros de primeira necessidade e medicamentos para enviar para a Síria, também se deve à ajuda de tantos trentinos. Os episódios de recusa parecem casos isolados.

O que responde àqueles italianos e trentinos que falam “Tudo bem com os refugiados, mas não podemos acolher todos, os outros imigrantes precisam ser mandados para casa”?

Eu creio que se uma pessoa arrisca sua vida e tudo aquilo que tem para entrar num bote e enfrentar o mar, quer dizer que está fugindo de uma situação dramática. O direito à vida deve vir antes de qualquer outro.

Você atua como mediadora cultural. Como lhe parece o grau de integração entre italianos e estrangeiros na Itália?

A França escolheu, em relação aos imigrantes, uma política de assimilação que chegou até a proibir os símbolos religiosos e que fracassou, na Grã Bretanha o multiculturalismo frequentemente se traduz numa segregação em guetos. Na Itália está sendo experimentada uma terceira via que leva ao reconhecimento recíproco das culturas e das religiões. O desafio é evitar que as terceiras e quartas gerações de imigrantes sintam-se na Itália “cidadãos de segunda classe”.

Alguns anos atrás numa entrevista, você respondia não ter vivido pessoalmente episódios de racismo. O clima mudou?

Tenho a sorte de trabalhar no âmbito cultural e interreligioso. Pessoalmente nunca sofri episódios de islamofobia. Embora as estatísticas mostrem que na Itália o clima lamentavelmente tenha piorado, ligado ao fenômeno de quem instrumentaliza a aponta os muçulmanos como causa do terrorismo.

É uma realidade, porém, que na Europa muitos jovens muçulmanos tenham se tornado terroristas e que partem para combater ao lado do Isis na Síria e no Iraque. O fato que façam isso em nome da religião não gera um problema ao Islã?

As pesquisas mostram que os jovens aliciados pelo Isis são pessoas crescidas em contextos distantes das mesquitas e dos centros islâmicos. Isso nos indica que seu integralismo é muitas vezes o fruto da marginalização social, combinada com uma fragilidade pessoal. E isso torna ainda mais importante o papel dos guias religiosos para a prevenção e a educação.

Você veste o véu. Como explica que muitas garotas imigradas de segunda geração usem o véu quando suas mães já o dispensaram? Existe nisso uma reação ao fato de sentir a própria identidade sob ataque?

Sinceramente lido todos os dias, pelo meu trabalho, com muitas garotas e não percebo a escolha do véu como reação. Inclusive porque o véu é uma prática religiosa exigente, requer convicção.

Por quê?

Porque muitos partem do princípio que seja uma imposição, enquanto em 99% dos casos não é isso, é fruto de um amadurecimento espiritual. O Alcorão reza “não há compulsão na religião”. Lembro quando, ainda adolescente, uma professora que eu respeitava muito me perguntou: “Quantas chibatadas levaste para ter que usar o véu?”. Fiquei chocada.

Suas filhas têm 18 e 17 anos. Usam véu?

Sim, com estilo próprio, por sua escolha. Têm amigas que frequentam também fora da escola e fico feliz de ver que por parte de muitas meninas existe respeito por essa escolha.

E a amizade com os garotos?

religião islâmica não impede de interagir com o outro sexo, estabelece limites para o contato físico aos praticantes. Nem por esse ponto de vista jamais tive problemas. Resta o fato que em nome da religião em muitos Países islâmicos as mulheres não têm direitos. O problema existe, mas é preciso olhar com mais atenção. Estamos falando de Países onde os direitos civis não são garantidos, de regimes que exploram a opressão, a pobreza, a ignorância, inclusive religiosa. É nesse contexto que as mulheres pagam o preço mais alto.

TEMER, CONFUNDINDO PENSAMENTO COM ABSTRAÇÃO FANTASIOSA, PEDE AOS BRASLEIROS PARA QUE FAÇAM “UM PENSAMENTO BEM POSITIVO PARA CONSOLIDAR A IDEIA DE RENOVAÇÃO E ESPERANÇA”

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Pensar é muito difícil. Muitos acreditam que imaginação, lembrança e recognição são pensamentos. Imaginar, lembrar e recognizar são operações das faculdades imaginativa, memorial e reconhecedora.   

        “Incrível eu estava pensando em você, agora mesmo!”. Não estava pensando, estava lembrando. O pensamento é da ordem do novo. Lembrança, imaginação e recognição são da ordem do já posto. Do já determinado. Diria o filósofo Bergson, são operações desativadas. Não contém mais virtual, potência do real, afirmariam os filósofos Deleuze e Guattari.

        Embora o ato de pensar se desloque como fundo, todavia, essas faculdades são necessárias para que o sujeito cognoscente pense. O pensamento parte sempre de um território. Marx diz que o homem faz a história como novo partindo de situações históricas dadas. O que significa que o pensamento é o novo como ultrapassagem de estados de coisas estabelecidas.

      Temer, por sua posição na execução do golpe que obstruiu – por enquanto – o movimento real democrático, é a última figura com direito a se dirigir ao povo brasileiro para pedir cooperação para que seja realizada a “renovação” da vida brasileira. Temer não sabe o que é renovação, já que ele é um reacionário, e todo reacionário preserva e defende o mundo desativado. O reacionário não vivencia o tempo, só o espaço configurado em sua consciência privada, diz Marx. O tempo para ele não representa os fluxos mutantes e os quantas desterritorializantes. O tempo para ele é o tempo pulsado como exploração da força de trabalho do operário. O tempo mantenedor do espaço-propriedade-privada.

 E dois são motivos principais para que Temer seja proibido de pedir “pensamento positivo” do povo brasileiro. Um, ele não tem dimensão politica para apreender os corpos fundamentais (o que funda, base, como diz a filosofia alemã) que singularizam uma sociedade e lhe dispõe a poder atuar em benefício de seus interesses constitutivos. Se tivesse jamais seria um golpista. O golpe o torna uma figura execrável, desacreditada sensorial, epistemológico e eticamente. O golpe é violência bruta contra o devir-democrático. Por tal, Temer jamais será ouvido pelo povo brasileiro que não o tem como alguém comprometido com a causa política democrática. Agora, ele, em seu anestesiamento democrático, pede auxílio ao povo. Não há como ser atendido. O golpe é um estado de coisa deplorável onde as pessoas honradas e inteligentes não colocam suas mãos.

        Dois, como Temer é golpista, e golpe não é produto do pensamento, posto que golpe é pulsão irracional, repetição de um sintoma representativo de um trauma social dos que não podem existir com o novo como movimento. Os governos populares de Lula e Dilma que se mostraram como o novo. O pensamento positivado como mutatio-renovatio. O golpe como sintoma, é o reflexo da aberração social que se quer preservada não tanto para seu gáudio, mas para causar dor no outro. Porque todo golpista inveja, odeia e quer castigar os que pensam. Fato que até o filósofo Sartre sabe.

       Temer mostra sua condição incontestável de inimigo do pensamento quando recorre a um clichê enunciativo: “pensamento positivo”. Coisa da psicologia da autoajuda ianque. Coisa de Dale Carnegie psicólogo do “pensamento positivo e sucesso”. Não há qualquer potência criativa nesse “positivo”. O que há mesmo é imaginação-mistificada. Tudo que desloca o homem das coisas reais. Só há positivo com práxis e poises. E mais, o povo brasileiro não vai recorrer a uma mistificação para tentar ajudar um desgoverno, porque ele vai ficar em situação pior.

       O fundamental pensamento positivo do povo brasileiro é ir às ruas para tentar obstruir o rolo compressor que se encontra golpisticamente desmontando as estruturas do país. O povo não vai ficar no “pensamento positivo” temeriano vendo as riquezas do Brasil sendo entregues ao capital internacional, a economia, os direitos trabalhistas e as politicas públicas sendo destruídas em benefício do capital estrangeiro e dos bancos.   

         O povo brasileiro não é responsável pela imobilidade imposta pelos golpistas à vida nacional.

           O povo brasileiro envia a Temer e seu conjunto de golpistas a enunciação revolucionária de Hermann Hesse: “Não quiseste a embriagues? Agora suporta a ressaca!”  

 

EM 2017, LUTA DECISIVA SERÁ PELAS “DIRETAS JÁ”, DIZ COORDENADOR DA CONSULTA POPULAR

Ato em São Paulo em setembro deste ano: "Fora, Temer" foi a palavra de ordem do ano das entidades da Frente Brasil Popular - Créditos: José Eduardo Bernardes/Brasil de Fato

Matéria da jornalista ilustre e engajada Rute Pina para o site Brasil de Fato que realizou a entrevista com o coordenador da Consulta Popular advogado Ricardo Gebrim.

Com a possibilidade de uma eleição presidencial indireta caso o já desgastado Michel Temer (PMDB) renuncie ao cargo, precedente que se abre a partir da próxima segunda-feira (2), a luta dos movimentos populares deve se centralizar no debate pelas eleições gerais.

A avaliação é do advogado Ricardo Gebrim, coordenador nacional do movimento Consulta Popular, que compõe a Frente Brasil Popular. “Nós defendemos de forma intransigente que se realize ‘Diretas Já’, porque esta é a única maneira de se devolver soberania popular”, disse.

Neste contexto, Gebrim pontua ainda que as entidades devem defender a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência em 2018. Para ele, a criminalização de Lula e a impossibilidade de que ele concorra ao Planalto é o “elo frágil” dos setores que apoiaram o processo de impeachment da petista Dilma Rousseff.

Colocando 2016 em perspectiva, o advogado avalia que o ano implicou em uma grande derrota para a classe trabalhadora e setores populares. “Eu diria que tivemos uma derrota de natureza estratégica porque, pela sua profundidade e gravidade, nos coloca em uma situação de defensiva estratégica nos próximos anos”, disse.

Confira a entrevista na íntegra.

Brasil de Fato: Este ano foi marcado pelo impeachment e derrotas significativas da esquerda nas eleições. Qual o significado político de 2016?

Ricardo Gebrim: Foi um ano muito decisivo na nossa história. Um ano em que se consumou um golpe que tende a ter um pesado e longo efeito histórico para nós e que traz uma segunda onda neoliberal, como na década de 1990. Mas, mais do que esta onda neoliberal, é evidente que este golpe vai trazer alterações no próprio funcionamento do Estado.

Essas alterações já estão em curso e caminham no sentido de esvaziar as margens democráticas do estado brasileiro. Ou seja, as margens de governabilidade. A aprovação da PEC do Teto dos Gastos, que retira do controle governamental toda a parte orçamentária, já é um elemento disso. Ou seja, o próximo governo eleito já não terá a capacidade de dispor sobre educação, saúde e já estará completamente aprisionado na lógica do mercado financeiro, mais do que em situações anteriores.

Além disso, há o esvaziamento da Petrobras, que está sendo fatiada e dividida. O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], que deixará de ser um mecanismo indutor na economia, também está sendo esvaziado com as resoluções que já foram feitas pelo Governo Temer. E temos um conjunto de empresas nacionais, como as grandes construtoras, tais como a Odebrecht, que eram empresas que estavam envolvidas em setores estratégicos, mas que hoje estão comprometidas nesse processo.

A margens democráticas do estado brasileiro vão estar muito reduzidas e vamos enfrentar uma forte ofensiva neoliberal, privatizadora, como foi a dos anos 1990, e de redução dos direitos trabalhistas com muito mais intensidade — como está sendo a reforma da previdência, o negociado sobre o legislado e as mudanças na jornada de trabalho.

Então este foi um ano, para nós, que implica em uma grande derrota para a classe trabalhadora e setores populares. Eu diria que tivemos uma derrota de natureza estratégica porque, pela sua profundidade e gravidade, nos coloca em uma situação de defensiva estratégica nos próximos anos.

Este ano também assistimos a uma instabilidade institucional e a uma tensão entre o Legislativo e Judiciário, que ficou mais escancarada no fim do ano. Qual a sua avaliação sobre esta situação? Esta disputa vai se acirrar no próximo ano?

Estamos assistindo a um surgimento de um estamento burocrático do Estado. Este estamento, que teve um papel decisivo no golpe de 2016, é formado por setores da Polícia Federal, setores do Ministério Público e do Poder Judiciário que estão na Operação Lava Jato.

Na verdade, ele tem agido muito mais como um partido político, porque vem apresentando propostas como as chamadas “Dez medidas contra a corrupção” do MP; vem defendendo um conjunto de teses que retiram direitos e que geram um estado de exceção. Por isso, tenho me referido a eles como o “Partido da Lava Jato”.

E chama a atenção também que, no embate deste partido com os parlamentares do Congresso Nacional, que se consolidou com o último episódio envolvendo Renan Calheiros, a Rede Globo se alinhou claramente ao “Partido da Lava Jato”.

O que mostra que a Globo, porta-voz da burguesia que mais tem interesse na onda neoliberal, tem interesse em se associar com aqueles que podem promover um estado de exceção. O “Partido da Lava Jato” é quem pode oferecer hoje, nesta situação política do Brasil, um estado de exceção — importante para reprimir trabalhadores e suas organizações populares, setores sindicais, movimentos estudantis e movimentos camponeses, que não vão aceitar passivamente essa redução de direitos.

As grandes mobilizações de 2016 levaram milhares às ruas. Mas, ainda assim, elas não foram o bastante para barrar pautas prioritárias para as frentes de esquerda, como a PEC 55. Qual sua avaliação das manifestações e por que, deste ponto de vista, elas não foram bem sucedidas?

Um elemento principal, que ainda não entrou em cena e pode fazer diferença na correlação de forças e pode alterar o dado político, é a classe trabalhadora. Este setor ainda não entrou na luta, apenas participou fundamentalmente pelas suas direções sindicais. Mas é ele quem pode parar a produção, que tem força social para mudar a correlação de forças e colocar um novo patamar de luta contra o golpe.

Por isso, eu acho que neste momento nada mais decisivo do que a entrada em cena deste setor organizado. E essa entrada está muito ligada à compreensão do que está em curso agora, como a Reforma da Previdência, a retirada de direitos trabalhistas… Tudo isso pode assegurar a entrada destes setores organizados.

E por que ele ainda não entrou ainda em cena? Qual sua avaliação do diálogo da esquerda com esse setor?

A classe operária e outros setores que poderiam ser mobilizados não entraram em cena muito porque eles não se enxergaram na representação do governo Dilma. Então eles não entendiam claramente o porquê se mobilizar contra este processo em curso. Até porque, no último ano do governo Dilma, ela fez o ajuste fiscal e isso gerou muita confusão e acredito que impediu que muitos trabalhadores entendessem de forma clara o que estava em jogo.

No entanto, acho que isso começa a mudar agora, principalmente com a Reforma da Previdência e com as mudanças trabalhistas que eles querem fazer aceleradamente. Acho que há uma pressão muito grande neste momento para, inclusive, tirar o Temer. A partir do dia 2 de janeiro, quando podem realizar eleições indiretas, é muito provável que forcem sua renúncia e aproveitem para eleger indiretamente alguém que seja mais de confiança destes setores.

O “Fora, Temer” foi a palavra de ordem das frentes de esquerda que se formaram este ano. Como fica a perspectiva de eleições gerais agora que o ano finaliza e também a possibilidade de eleições gerais?

Nós defendemos de forma intransigente que se realize diretas já, porque esta é a única maneira de se devolver soberania popular. Temos muita clareza que parte necessária do golpe é que tentem inabilitar a candidatura do [ex-presidente] Lula — é parte desse processo. Eu diria que esse é um ponto que temos que lutar contra. É um elo frágil dos golpistas.

Eles têm um prazo e eles não podem deixar que a inabilitação do presidente Lula chegue ao final de 2017. Defender a sua candidatura e que ele se antecipe como candidato é importante no combate e enfrentamento ao golpe.

Já estamos percebendo que se começa a tramar a saída do Temer, não é algo simples e fácil, é necessário pressionar uma renúncia. Mas acho que as articulações e conspirações de diversos nomes que surgem — e neste momento eu diria que o nome mais provável é o nome do ex-ministro Nelson Jobim [atualmente conselheiro do BTG Pactual]  — vão se costurando através das eleições indiretas. Assim o governo consolida o golpe e mantém seu programa, mas neutraliza o desgaste e o isolamento do governo Temer, porque seu caráter golpista hoje, o leva a ter uma situação de instabilidade total.

Para sintetizar, quais seriam, na sua opinião, as principais pautas a curto prazo para o próximo ano?

A Frente Brasil Popular tem levantado com muita ênfase, além da luta por “Nenhum Direito a Menos” e o “Fora, Temer”, a questão das “Diretas Já”. Nós temos que ter muita clareza que, embora essa bandeira tem de ser construída pouco a pouco, de que eles estão destruindo todo o pacto e todas as conquistas de direitos da Constituição de 1988.

Então, não só precisamos de eleições diretas que devolvam a soberania do povo, mas precisamos de uma constituinte ampla, soberana e que decida sobre todos um conjunto de questões.

Mas, para mim, a luta decisiva de 2017 no campo da política é lutar, não apenas pelas “Diretas Já”, mas lutar, independente das preferências de candidaturas, para que não inabilitem a candidatura de Lula, porque sua criminalização é evidente como parte fundamental e necessária do projeto golpista.

PROPAGANDA ESCONDE DEFEITOS DA REFORMA DO ENSINO MÉDIO, AFIRMA CALLEGARI EM MATÉRIA DE LILIAN MILENA NO GGN

Jornal GGN – Uma nova propaganda do Ministério da Educação, veiculada em canais de rádio e televisão, apresenta a reforma do ensino médio como uma proposta aprovada pelos jovens secundaristas, quando conhecem as mudanças e, ainda, por 72% dos brasileiros, segundo pesquisa do IBOPE, encomendada pelo governo.
 
O levantamento foi feito em resposta às críticas feitas à Medida Provisória 746, que impõe as alterações, como admitiu o próprio MEC, em nota divulgada pela assessoria de imprensa. O IBOPE entrevistou 1200 brasileiros em todo o território nacional, entre 30 de outubro e 6 de novembro. 
 
A pergunta feita aos participantes da amostragem foi: “O senhor é a favor ou contra a reformulação do ensino médio que, em linhas gerais, propõe ampliação do número de escolas de ensino médio em tempo integral, permite que o aluno escolha entre o ensino regular e o profissionalizante, define as matérias que são obrigatórias, entre outras ações?”.  
 
A formulação desta pergunta esconde uma discussão muito mais complexa e que preocupa especialistas que atuam diretamente na discussão de políticas públicas para o setor, um deles é o professor Cesar Callegari, Diretor da Faculdade Sesi de Educação, e membro do Conselho Nacional de Educação. 
 
 
 
A primeira questão levantada pelo sociólogo, que também é Presidente da Comissão de Elaboração da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e Relator da Comissão de Formação de Professores, dentro do Conselho Nacional de Educação, é que pontos considerados até que positivos na reforma, como a flexibilização do currículo, não precisariam de uma Medida Provisória e nem de alguma lei para serem implantadas, pois a legislação vigente já permitiria. 
 
O governo argumenta, entretanto, que a legislação foi feita por MP para induzir as mudanças nos sistemas de ensino estaduais. “A única coisa, talvez, que precisaria de Medida Provisória, para dar base a recursos orçamentários, é a questão do tempo integral. A Medida Provisória poderia ser só isso, como vários governos nos últimos anos já se utilizaram, para dar suporte a programas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa”, pontua Callegari.
 
Acompanhe a seguir, como o educador avalia os principais pontos da MP:
 
Ensino profissionalizante 
 
Com a MP, a partir da última metade do ensino médio o estudante vai poder escolher se aprofundar entre quatro áreas de conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas, ou ainda, optar por fazer ensino técnico profissionalizante.
 
“Eu defendo uma aproximação da escola com o mundo do trabalho, não digo do mercado. Mas é fantasioso imaginar que todas as escolas de ensino médio no Brasil serão também escolas de formação profissional. O que essas escolas podem fazer é uma articulação curricular com instituições públicas, ou não públicas, que atuam na atividade de educação profissional. Quem entende a questão da educação profissional, sabe que uma improvisação, feita de qualquer maneira dentro de uma escola pública do ensino médio, não dará certo, lembrando que boa parte delas nem se sustentam hoje sobre suas próprias pernas, diante da enorme carência de recursos, sejam humanos, técnicos ou financeirosl”.  
 Escola em tempo integral
 
“A grande questão que sempre está posta é que a educação em tempo integral seja feita com uma educação de boa qualidade, que tenha significado para os estudantes, que as escolas não sejam transformadas em uma espécie de colégio interno. Toda a educação de má qualidade favorece a evasão e, portanto, se a educação em tempo integral for de boa qualidade, vai favorecer a fixação do aluno”. 
 
Ensino noturno
 
“A MP não traz nada a respeito do ensino noturno, que é mais precário do que o ensino diurno hoje. Ele não deveria existir, mas é necessário porque em muitas redes não há vaga para todo mundo durante o dia, não é só porque o aluno trabalha. É evidente que, ao tratar apenas do tempo integral, a MP está deixando de lado o ensino noturno que continuará sendo uma espécie de patinho feio da educação média brasileira [em termos de qualidade]”. 
 
Flexibilização do currículo
 
No modelo atual, se o estudante quiser cursar formação técnica de nível médio, precisa cursar 2400 horas do ensino médio regular, e mais 1200 do técnico. O governo alterar essa proposta e, a partir da metade do ensino médio, o estudante poderá optar por um curso profissionalizante. 
 
“A flexibilização, de maneira geral, é positiva, mas não precisaria de uma Medida Provisória. Já existem leis que permitem que os sistemas de ensino possam organizar currículos de maneira inovadora e flexível. O que é gravíssimo é reduzir [o programa curricular que será aplicado aos alunos] às quatro paredes de um microfundio de 1200 horas. Na prática, os direitos de aprendizagem do aluno brasileiro médio estão reduzidos àquilo que couber nas 1200 horas, portanto metade do tempo do Ensino Médio [2400]. O que considero como um erro gravíssimo que nós vamos precisar corrigir. Se isso não for mudado pelo Congresso, vamos ter de fato um problema de amesquinhamento dos direitos de aprendizagem dos jovens. Estamos [governo] fazendo essa redução, talvez, para atender às necessidades dos secretários estaduais de educação, que estão às voltas com às muitas dificuldades financeiras de não poder atender em número de professores, laboratórios, com muitas escolas caindo aos pedaços”. 
 
Definição de currículo por MP
 
“Quem deve definir currículo é o Conselho Nacional de Educação, e conselhos nacionais, articulados com os sistemas educacionais, com secretários de educação. Acho que não é adequado que a organização curricular seja fixada por lei, engessa e tira a autonomia do sistema de ensino, e o que nós precisamos ter, a exemplo da Base Nacional Curricular Comum, é um conjunto de referências e outras coisas mais gerais que precisam existir, como é o caso da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que dispõe sobre o conjunto da educação brasileira, mas não de maneira curricular”. 
 
Base Nacional Curricular 
 
“O governo está cometendo uma confusão muito grande no texto da Medida Provisória, entendendo Base Nacional Curricular Comum [BNCC] com o currículo. Uma coisa difere da outra. O currículo leva em consideração tempo, professor, estratégia de localização, tipo de material didático, perfil do aluno. É uma arquitetura e engenharia que você formula em uma certa escola para dar consecução a um certo projeto educacional. Agora, Base Nacional Curricular Comum é um conjunto de referências no que diz respeito aos direitos de aprendizagem, que é fixado numa norma nacional e tem que ser levada em consideração pelas escolas, redes e sistemas de ensino. Não é ela que estabelece o currículo a ponto de dizer: olha, no ano 1, será ensinada tal matéria, da página dois etc. Ela não é prescritiva nesses detalhes, é apenas um conjunto de referências muito importantes. E o próprio governo está fazendo essa confusão ao estabelecer essa métrica taylorista”. 
 
Matérias optativas
 
Logo quando lançou a MP, o governo estabeleceu que as matérias artes, educação física sociologia e filosofia passariam a ser optativas. Pouco tempo depois, ainda em setembro, o governo voltou atrás, afirmando que o conselho que discute a BNCC é que irá decidir. Callegari é o autor da Lei nº 11.684/2008, que tornou filosofia e sociologia disciplinas obrigatórias no ensino médio.
 
“Naquela época [quando a lei foi aprovada] as pessoas que tinham visão mais à direita no Brasil chegaram a dizer que com isso nós íamos ‘colocar muita minhoca na cabeça dos estudantes do ensino médio’ e que isso era coisa de esquerdista. Filosofia e sociologia admitem inúmeras abordagens, mas são, antes de mais nada, um avanço no sentido de uma educação mais humanista e democrática. Essas matérias sempre foram vistas como um risco para a ideologia mais à direita no Brasil, portanto elas têm sido – e já foram no passado – vítimas preferenciais desses movimentos. Além disso, o problema da educação no Brasil não está no número de disciplinas, mas na falta de articulação entre elas, por exemplo, matemática não dialoga com física ou química, e assim por diante”. 
 

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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