Arquivo de maio \31\UTC 2015

Pressionada, bancada petista quer votar taxação de grandes fortunas

Especialista vê fragilidade na tática dos parlamentares. Medida provisória taxando lucros e dividendos seria mais viável.

Daniel Martins Silva

Após a aprovação das medidas provisórias do ajuste fiscal, a bancada do PT na Câmara vai pedir urgência para votação de projeto de lei do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), de taxação das grandes fortunas. A inclusão do projeto na pauta de votações do Congresso será uma forma de concretizar a decisão tomada na última reunião do Diretório Nacional, no dia 10 de fevereiro deste ano, que propunha ao governo dar continuidade ao debate com o movimento sindical para avançar em propostas para o ajuste que não restrinjam direitos trabalhistas – entre elas, a taxação dos segmentos mais ricos da população.

O projeto de lei de Teixeira, o PL 130/2012, prevê uma alíquota de 0.5% a 1% sobre patrimônio líquido de alto valor – todo aquele que exceda 8 mil vezes o valor do limite mensal de isenção à pessoa física, independente da origem de renda. Se calculado nos atuais valores, isso corresponde a uma renda de R$ 14.302,160 milhões. A urgência ao projeto seria uma forma de recolocar na pauta do Legislativo o debate sobre impostos mais progressivos. A chance de que eles venham a ser aprovados, todavia, inspira pouca confiança.

De acordo com Antônio Augusto Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a aprovação de propostas nesse sentido seria dificultada: se não houver indicações objetivas de que a arrecadação com esse tipo de tributo seja suficiente para resolver o problema orçamentário; e se um imposto sobre grandes fortunas, por exemplo, não seja visto como uma “provocação” dos parlamentares de posições mais progressistas. Outro nó seria a oposição do setor privado que financia as campanhas parlamentares, e tem óbvia influência sobre a opinião dos políticos por eles financiados.

Para Queiroz, a alternativa mais viável seria a taxação sobre lucros e dividendos, possível via medida provisória, que poderá ser reafirmada pelo voto da maioria simples dos deputados e senadores. Essa tributação, segundo ele, teria menor rejeição das duas casas. “A proposta da Imposto sobre Grandes Fortunas exige lei complementar, e portanto, maioria absoluta no Congresso”, lembra.

Um ajuste duro de roer
O ajuste fiscal não se resume ao contingenciamento orçamentário, que prevê uma economia de R$ 69,9 bilhões este ano. Para Esther Bemerguy, ex-secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a estratégia do ajuste é “mais ampla e também envolve a retirada de recursos na economia”.

Assim, também se enquadram entre as medidas para puxar o freio: o aumento de juros de longo prazo e empréstimos do BNDES, e da taxa Selic, aumentada em 0,5% no mês de março. O Conselho Monetário Nacional desejaria com isso desincentivar os investimentos no setor produtivo – provocando uma retração do consumo, para reduzir a inflação – e aliviar os gastos federais com subsídios.

Em setembro de 2014, um relatório da equipe de política econômica do governo já apontava para a grande diferença entre a meta fiscal daquele ano e os resultados efetivamente obtidos. Segundo Dalmo Palmeira, assessor de economia e orçamento público do Senado Federal, essa situação tornou irreal a proposta orçamentária enviada no mês anterior ao Congresso. Diante do quadro econômico, as previsões tornaram-se irrealizáveis.

O problema agravou-se com a aprovação da PEC 358/13, (“PEC do orçamento impositivo”) que tornou as emendas parlamentares de execução obrigatória, até o limite de 1,2% da receita corrente líquida do ano anterior. Essa emenda, além de aumentar as despesas do governo, engessou ainda mais a execução orçamentária. Isso teria sido definitivo para a decisão do governo de mudança na rota da política fiscal. A isso, seguiram-se os decretos, limitando os gastos mensais da administração pública federal em 1/18 da proposta global para o ano, e não em 1/12, como de praxe, e bloqueando custos de projetos não-iniciados.

Mais recentemente, o governo anunciou um aumento a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, imposto federal cobrado às instituições financeiras (os bancos, seguros privados e capitalização) destinados ao financiamento da seguridade social. Atualmente, a alíquota está em 15% para pessoas jurídicas. Este valor será elevado para 20% pela MP publicada, que vigorará a partir de setembro.

Na comparação entre as medidas, não é difícil concluir de que a conta pesou fundamentalmente mais para as camadas mais pobres da população. Estima-se que o aumento da CSLL sobre os bancos resultará num aumento de R$ 747 milhões da receita da União; as medidas voltadas para os trabalhadores prevêem uma economia orçamentária (somente da MP 665) de R$ 5 bilhões neste ano, segundo o ministro Nelson Barbosa. Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos revelou os impactos concretos das medidas provisórias 664 e 665. Entre outros efeitos, o total de trabalhadores excluídos do benefício do seguro-desemprego subiria para 8 milhões, ou 64.4% do total.

Neste desequilíbrio evidente, a proposta de implementação da taxação sobre grandes fortunas – prevista pela Constituição desde 1988, mas nunca regulamentada – reaparece nos debates do ajuste fiscal desde fevereiro, a partir da reunião do PT. Agora, o Manifesto pela mudança na política econômica e contra o ajuste assinado por várias entidades, acadêmicos, jornalistas e políticos progressitas, publicado no dia 20 de maio, reivindica um sistema tributário mais progressivo. Para os signatários, somente crescimento e políticas indutoras podem reverter a dívida pública, fortalecendo o projeto de desenvolvimento.

Frente à pressão e ao desconforto da bancada petista, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em março, anunciou que estaria em estudo um projeto alternativo de taxação do “andar de cima” baseado no modelo que hoje vigora na Inglaterra (que tributa heranças). A proposta do ministério preverá a tributação de rendas provenientes de doações, heranças e outros tipos de transferências que não envolvam a venda de ativos, de acordo com fontes do jornal Estadão. O que mostra uma mudança em relação ao imposto – que, na sua opinião, expressa em fevereiro, “não traz muitas vantagens”. Quando assumiu o ministério, Levy encontrou uma proposta de ajuste feita pela equipe anterior, de Guido Mantega, em que o Imposto sobre Grandes Fortunas estava incluído. A proposta não sobreviveu.

Fora do pacote do ajuste, e depois de sucessivas derrotas do governo no Congresso, a iniciativa do PT, de tentar aprovar urgência para votação do Imposto sobre Grandes Fortunas, tem um caminho tortuoso e indefinido para percorrer. Apesar de já estar no plenário, precisa reunir metade mais um dos deputados – e depois dos senadores – para que seja finalmente aprovada.

NO DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E PARALISAÇÃO MILHARES DE TRABALHADORES PROTESTAM CONTRA A AMEAÇA AOS SEUS DIREITOS

8cd8e2ce-618b-44b3-8470-5b860b95f44dOntem, dia 29, conforme já vinha sendo divulgado, os trabalhadores brasileiros se posicionaram em protestos contra a ameaça de perda de direitos conquistados em lutas históricas, onde alguns até foram vitimados. Foram milhares de brasileiros que participaram das manifestações em todo o Brasil contra o fim de alguns de seus direitos. As manifestações ocorreram tanto nas ruas, avenidas e mesmo dentro e enfrente as fábricas. Em alguns lugares os trabalhadores recorreram à operação tartaruga.

Em São José dos Campos, 14 mil trabalhadores se mobilizaram. Na Rodovia dos Tamoios, trabalhadores chegaram a fechar algumas pistas durante 40 minutos. Em algumas fabricas houve atraso na entrada dos trabalhadores. Trabalhadores deveriam entrar de serviço às 6 horas entraram às 9 horas.

Porém, a grande mobilização ocorreu no ABC paulista onde mais de 55 mil trabalhadores protestaram contra as Medidas Provisórias (MP) 664 e 665 que tiram direitos adquiridos como o previdenciário. O local do principal ato foi na Praça da Matriz de São Bernardo que comportou milhares de entusiasmados trabalhadores cientes da necessidade de lutar por seus direitos.

“A agenda econômica que está sendo adotada é aquela do candidato à direita, que nós derrotamos nas urnas. Não podemos esquecer de pedir que a presidenta Dilma vete o projeto que liberara a terceirização total, e que, ao contrário, aprove mudanças na Previdência. As MPs 664 e 665 são ruins, pois retiram direitos de vocês. Mas junto com elas veio uma mudança boa, que é a provação da fórmula 85/95. A Dilma precisa sancionar este ponto”, discursou Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Em Brasília, em frente ao Ministério da Fazenda, servidores públicos fizeram protestos contra o ministro Joaquim Levy e suas medidas de austeridades que os afetam como trabalhadores.

“Organizamos esse ato para manifestar nossa posição contra ao pacote criado por ele, que sucateia órgãos públicos, sacrifica trabalhadores e retira direitos trabalhistas.

Defendemos e votamos na Dilma justamente porque ela se mostrava contrário a esse tipo de agenda. Entendemos que o governo precise de recursos. Só não entendemos por que a conta terá que ser paga por trabalhadores. O que sugerimos é que esses recursos venham de outras fontes, como grandes fortunas, tributação de carros de luxo ou coisa desse tipo.

Não estamos defendendo campanha fora Dilma, mas que ela volte para o lado daqueles que a elegeram” observou Cleusa Cassiano, diretora da Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condsef).

Globo esconde que J. Hawilla é sócio de filho de João Roberto Marinho

Conseguirá a ‘vênus platinada’ convencer o público – e a Justiça – de que ‘não sabia’ que seus sócios pagavam propinas a cartolas pela transmissão de jogos de futebol?

por Helena Sthephanowitz

Ao noticiar o escândalo de corrupção internacional de subornos no futebol que levou à prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, o Jornal Nacional da TV Globo omitiu informações relevantes ao telespectador.image_preview

A começar pelo fato de J. Hawilla ter sido diretor de esportes da própria Rede Globo em São Paulo – tendo sido antes repórter de campo – e já nessa época, começou paralelamente a comercializar placas de publicidade em estádios. Ali nascia o empresário com forte ligação com a emissora.

Em 2003 J. Hawilla fundou a TV TEM, sigla de Traffic Entertainment and Marketing, que forma uma cadeia de TVs afiliadas da Rede Globo no interior de São Paulo. As TVs de Hawilla cobrem quase metade do estado de São Paulo: 318 municípios e 7,8 milhões de habitantes, alcançando 49% do interior paulista. Entre as cidades cobertas estão, São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Jundiaí.

A dobradinha Hawilla-Globo não para por ai. Foi também do Grupo Globo que o empresário comprou, em 2009, o Diário de São Paulo. Ele já era dono da Rede Bom Dia, de jornais em cidades da área coberta pela TV TEM.

Faltou também o JN noticiar que os negócios da Globo com Hawilla que fazem parte da programação nacional da emissora. A produtora TV 7, que é da Traffic, faz os programas Auto Esporte e o Pequenas Empresas, Grandes Negócios, apresentados na Globo aos domingos, já há alguns anos.

Mas o que ninguém sabe e nem a Globo conta é que J. Hawilla é sócio de Paulo Daudt Marinho, filho e herdeiro de João Roberto Marinho, na TV TEM de São José do Rio Preto (SP).

João Roberto Marinho é um dos três filhos de Roberto Marinho que herdou o império da Rede Globo. O próprio João Roberto é sócio de dois filhos de J. Hawilla (Stefano e Renata) na TV TEM de Sorocaba (SP). Aliás a avenida em São José do Rio Preto onde fica a TV TEM ganhou o nome de Avenida Jornalista Roberto Marinho, em homenagem ao fundador da ‘vênus platinada’.

No Jornal Nacional de quarta feira (27) , muito brevemente, William Bonner citou a Globo, como se quisesse dizer aos espectadores: “Não temos nada com isso”. O jornalista leu: “A TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócios do futebol seja honesto”. Assim seco, sem entrar em detalhes.

reprodução

J. Hawilla foi condenado nos Estados Unidos por extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. Os crimes foram cometidos na intermediação de subornos para cartolas da Fifa, da CBF e outras confederações de futebol por contratos de direitos televisivos e de marketing. Ele admitiu os crimes e, para não ir para a cadeia, delatou quem recebia propinas e negociou pagar multa de quase meio bilhão de reais.

Entre suas operações mais comuns estão propinas pagas à cartolagem dos clubes para intermediar a comercialização com emissoras de TV, como a TV Globo, dos direitos televisivos de transmissão dos jogos.

Segundo o departamento de Justiça dos Estados Unidos, as empresas de TV e de outras mídias pagavam à empresa de marketing de J. Hawilla, que conseguia os direitos de comercializar as transmissões, e depois repassava uma “comissão” aos cartolas.

As propinas acontecem há pelo menos 24 anos e envolveram jogos da Copa América, da Libertadores da América e do torneio Copa do Brasil, segundo os investigadores dos EUA.

Ao longo dos anos a maioria destes jogos no Brasil foram transmitidos com exclusividade pela TV Globo, que cedia alguns jogos para a TV Bandeirantes – mas sob limites rígidos – para livrar-se de acusações de concentração econômica e práticas anti-concorrenciais.

Se até o momento de fato não há acusações contra emissoras de TVs que tenham chegado ao conhecimento público, também é difícil afirmar que não pesam suspeitas. A Justiça dos Estados Unidos e o FBI disseram que as investigações estão apenas no começo.

Todo mundo tem direito à presunção de inocência e ao benefício da dúvida, mas depois de passar anos fazendo jornalismo na base da pré-condenação, testes de hipóteses, “domínio do fato” e do “ele não sabia?” para tentar fazer política demotucana, será difícil convencer o telespectador de que a Globo “não sabia” que seus sócios pagavam propinas a cartolas pela transmissão dos jogos que a emissora transmitiu.

BANCADA-REACIONÁRIA DO AMAZONAS CONFIRMA SUA MORAL-BURGUESA: VOTA A FAVOR DA PEC DA CORRUPÇÃO.

0995186d-4d89-4b63-9ced-3c7d19b26587Novamente a bancada de deputados do Amazonas foi um dos destaques, junto com o PSDB, DEM, PMDB, PSD e outros partidos, votou coerentemente com seus princípios reacionários estruturados em sua moral-burguesa. Votou pelo maior acinte contra a democracia representativa.

Os deputados-reacionários da bancada Amazonas, que seguem os princípios fundados por seus líderes de que foram sempre submissos e apaniguados no estado de Ajuricaba, votaram a favor da chamada PEC da Corrupção. A PEC que torna constitucional o financiamento privado dos partidos.

Já que haviam perdido na votação do financiamento privado de candidatos foram à vingança, estimulados pelo megalomaníaco presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e amparados por suas indigências políticas. Votaram pela corrupção nos partidos através das empresas financiadoras.

O que é mais risível e que confirma tal indigência política é que são eles que mais tagarelam contra a corrupção. E ainda se tomam como os campões da justiça ao tagarelarem sobre a Operação Lava Jato. Operação que mostra que muitos deles foram financiados por empresas que estão sendo investigadas.

A capitalização dos partidos pelas empresas privadas vem apenas confirmar o que já ocorria no Congresso Nacional: a maioria dos alcunhados partidos é apenas filial das empresas-matrizes. Com a votação da PEC da Corrupção fica decretado o extermínio desses partidos e tomam seus lugares no Congresso as empresas.

Nesse quadro os parlamentares são transformados em executivos e passam a combinar seus salários com os patrões empresários. O que é bom, porque diminui o uso do dinheiro público. Dinheiro público que há anos vem onerando o Estado brasileiro ao ser transferido para esses deputados vazios de princípios políticos.

Só a título humorístico, leiam os nomes de nossos estimuladores da corrupção partidária e seus honestos partidos. Pauderney Avelino, DEM; Marcos Rotta, PMDB; Conceição Sampaio, PP; Alfredo Nascimento, PR; PSD, Átila Lins; Athur Virgílio Bisneto, PSDB; e Silas Câmara, PSD.

Há um adendo para ser feito. Deputado Hissa Abrahão, do PPS, votou com o partido: disse não a constitucionalização da corrupção dos partidos.

Mas nada está resolvido a favor da capitalização dos partidos. Ainda tem que ser decido no Senado. Enquanto isso, os partidos PT, PPS, PSOL, PCdoB e PROS, vão entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a sessão da Câmara que provocou a votação teratogênica seja cancelada.  Segundo os partidos, foram constatados vários vícios na construção da votação comandada por Eduardo Cunha.

PRESIDENTE DA FIFA, BLATTER, FAZ COMO OUTROS: TENTA SE MOSTRAR ISENTO DAS SUSPEITAS DA JUSTIÇA DOS EUA

Blatter_FIFAJoseph Blatter, presidente da FIFA, disputando seu quinto mandato na entidade maior dos desportos mundial, diante das prisões de alguns de seus parceiros, entre eles o acusado e preso por corrupção e prática de propina pela FBI, o brasileiro defensor da ditadura e ex-deputado da ARENA partido de apoio ao regime ditatorial, José Maria Marin, iniciou sua defesa afirmando que “vem aí mais notícias más” e que não pode ser responsabilizar por membros da “família no mundo”. Família é um termo usado pela máfia que Blatter sequer tentou evitar.

Blatter aproveitou a cerimônia de abertura do 65° Congresso da FIFA que se realiza em Zurique, na Suíça, para fazer a sua autodefesa diante dos membros “da família” e de jornalistas interessados nos escândalos revelados pelo Departamento de Justiça norte-americano. Se mostrando inocente ele afirmou que os escândalos trazem “vergonha e humilhação para o esporte mundial”. Esse Blatter lembra os políticos e certa mídia do Brasil, que como desonestos acusam, recorrendo aos mecanismos de defesa moral, os outros de desonestidade.

“Muito mais tem que ser feito para garantir que haja ética no futebol e no esporte. Temos que dar resposta aos fãs. Temos a oportunidade de começar a mudança e recuperar a confiança da opinião pública.

Não posso vigiar todos os membros da nossa família no mundo”, discursou o inocente Blatter.

Como se pode entender pelo discurso do dirigente maior do futebol mundial, ele abandonou, também, os que foram na lógica do “cada um por si e Deus contra todos”. Outro enunciado que salta de seu discurso que sou como uma gostosa piada é o fato dele afirmar “temos a oportunidade de começar a mudança”. Alguém pode perguntar: Que mudança? E, em seguida, responder: Ele encontra-se no comando da FIFA há quatro mandatos.

Houve um tempo em que se tentou criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF, mas as direitas, comandadas pelo ídolo dos aberrantes coxinhas Aécio Neves, abortaram. Com o aborto José Maria Marin, eleitor e colega de Aécio, escapou ileso. Agora, o ex-jogador, que passou os últimos anos de sua carreira chupando sangue de seus companheiros de clube para manter seu soberbo salário, também responsáveis por suas eleições, Romário, resolveu colher assinaturas para a instalação de uma CPI para investigar a CBF.

Segundo o ex-jogador, 53 assinaturas já foram confirmadas. Bastam apenas 27. Não são muito claros os motivos porque Romário, amigo do insuspeito Eurico Miranda, tem fissura contra representantes da CBF. Mormente Ricardo Teixeira e José Maria Marin. Se for por concepção democrática real, palmas. Mas se for apenas pessoal, é preciso um estudo freudiano. Mas mesmo sendo pessoal, para a democracia futebolística investigar essa “família” é imprescindível, principalmente se chegar a Globo.

 

DILMA DIZ QUE INVESTIGAÇÃO SOBRE A FIFA E PRISÃO DE DIRIGENTES DO FUTEBOL VAI PERMITIR MAIOR PROFISSIONALIZAÇÃO

3a4302a7-9d93-465b-8410-9657b3f5c70aDilma encontra-se no México participando de uma conferência no Congresso do país de Zapata. Como não poderia ser diferente, diante da notícia que correu o mundo envolvendo a prisão de vários personagens do futebol internacional, e executivos ligados à prática capitalista do esporte bretão, ela foi indaga por vários jornalistas para que falasse sobre sua posição diante do fato envolvendo o esquema de corrupção e propina que levou à prisão o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin e outros brasileiros ligados diretamente à trama futebolística.   

Como Dilma é uma pessoa honrada, proba e decidida, não oculta suas posições, e como, também, é engajada no combate à corrupção, basta olhar seu compromisso jurídico, ela afirmou, aos jornalistas, que as investigações devem ser aprofundadas para passar a limpo o futebol internacional e ajudar a profissionalizá-lo no mundo. Dilma afirmou também que a investigação não vai afetar o futebol brasileiro.

Dilma falou sobre a disposição do governo em cooperar nas investigações promovidas pelo Departamento de Justiça norte-americano. Segundo ela, as investigações sobre os escândalos promovidos por dirigentes da FIFA devem continuar inclusive as denúncias que envolvem a organização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

“Acredito que toda investigação sobre essa questão é muito importante, acho que ela vai permitir uma maior profissionalização do futebol. Não vejo como isso pode prejudicar o futebol brasileiro, acho que só vai beneficiar o Brasil.

Acho que se tiver que investigar, investigue todas as Copas, todas as atividades. Isso vale para todos, vale desde a Lava Jato até essa prisão, há que investigar, não vejo por que não.

Temos um acordo com eles, o Brasil e esses órgãos – procuradoria americana e o Departamento de Justiça – colaboram sistematicamente, sempre que necessário ou solicitado”, observou Dilma.

Tem cartolas, times de futebol e empresas de televisão desesperados, porque se trata de uma investigação executada pelo FBI, uma entidade policial internacional, o que não permite tratar alguns do Brasil com privilégios.

Como se sabe que a Globo manda no futebol brasileiro via CBF, há brasileiros crentes que vai sobrar, pela primeira vez, para os irmãos Marinhos. Por isso, ela anda desconversando, simulando que a trama é só do amante da ditadura e algoz do jornalista Wlado Herzog, assassinado no Doi-Codi.

JOSÉ MARIA MARIN FOI PRESIDENTE DA CBF, LEMBRA? POIS É, FOI PRESO POR CORRUPÇÃO, NA SUÍÇA, JUNTO COM OUTROS DA FIFA

jose-maria-marin-presidente-da-cbf-cumprimenta-fernando-henrique-cardoso-e-aecio-neves-durante-o-amistoso-entre-brasil-e-inglaterra-no-maracana-1370324985657_615x300João Havelange e Ricardo Teixeira dois ex-presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) são suspeitos de corrupção durante suas gestões. José Maria Marin, ex-presidente também da CBF, agora foi preso na Suíça acusado por determinação do Departamento de Justiça norte-americano que indiciou 14 indivíduos por fraude, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Entre os acusados encontram-se nove dirigentes da Fifa e cinco executivos ligados à empresas aliadas do futebol. Os acusados movimentaram nada mais do US$ 150 milhões.

Segundo o Departamento de Justiça norte-americano o esquema de corrupção já existia a mais de 24 anos sendo praticado em negócios envolvendo direitos de transmissão e acordos com empresas de marketing em campeonatos na América Latina. As contas, na Suíça, que eram usadas para recebimentos de subornos pelos acusados, já foram bloqueadas.

Os outros brasileiros que foram presos juntos com José Maria Marin são o dono da Trafic Group, a maior empresa de marketing esportivo na América Latina, José Hawilla, o J. Hawilla; e o dono de empresas de transmissão de evento esportivo, José Margulies, o José Lázaro.

Falando sobre o caso, Loretta Lynch, procuradora-geral dos Estados Unidos, disse que os acusados de corrupção usavam os seus cargos para conseguirem milhões de dólares em suborno e propina.

“Pelo menos duas gerações de executivos do futebol supostamente abusaram de suas posições de confiança para obter milhões de dólares em suborno e propina.

O caso sugere que a corrupção é desenfreada, sistêmica e tem raízes profunda tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos.

Esses indivíduos e organizações eram envolvidos em suborno para decidir quem iria transmitir jogos e onde seriam os jogos em nível mundial desde 1991. Isso foi feito ano após ano.

Eles corromperam os negócios do futebol mundial para servir os seus interesses e para se enriquecerem pessoalmente”, disse Loretta Lynch.

Por sua vez, James Comey, diretor do FB, disse que a investigação sobre a corrupção na Fifa está apena começando.

“É apenas o começo do esforço contra a corrupção no mundo do futebol. O esporte foi sequestrado pelos envolvidos no escândalo.

O futebol é um belo jogo, o gramado está disponível para todos, ricos ou pobres, homens e mulheres. A verdadeira vítima é o futebol. Essas pessoas conseguiram tirar muito dinheiro graça ao amor que esse esporte desperta”, disse Comey.

Os suspeitos serão extraditados para os Estado Unidos, afirmou Justiça daquele país.

Não esquecer que o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, afirmou que e gestão de Marin foi exemplar. E também não esquecer que a atual diretoria é investigada pela Justiça norte-americana.

Também não esquecer que sexta-feira, dia 29, tem eleição na Fifa e Blatter é candidato à reeleição. Ele sentou no cargo desde o ano de 1998. Seu oponente na eleição é o príncipe Ali Bin-Hussein, da Jordânia, que em campanha prometeu limpar a entidade que agora tem suas vísceras-viciosas expostas ao mundo pela Justiça.

Blatter pode dançar!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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