Arquivo para 23 de março de 2015

A LÓGICA DA PREMIAÇÃO DOS HOMENS CATIVOS

prospecto-grito-dos-excluidos-finalO filósofo Nietzsche afirma que existem dois tipos de homens. Os homens livres e os homens cativos. Os livres agem por si mesmos. Procuram sempre o que se movimenta como novo. Sua linguagem é a novidade. Os homens cativos apenas reproduzem o que sua família, classe e profissão lhes proporcionam. Não carregam nada de novo. Espera-se deles sempre o mesmo: o produto que lhes fizeram cativos.

Como ser cativo é cultuar a tradição, não importando de que forma essa tradição foi constituída, já que ela não passa pela crítica da suspeita, esse tipo de homem responde sempre ao que lhe é endereçado da forma mais comum. Como ele não carrega a suspeita, tudo lhe parece normal e moral.

Na história da humanidade nós sempre nos defrontamos como categorias de classes e posições sociais. Sendo que na sociedade capitalista essa realidade torna-se mais visível e muito bem aceitável pela maioria. A sociedade capitalista como uma imanência corporificada por elementos paranoicos usa um tipo de objeto de controle para melhor vigiar, punir e premiar seus componentes. Esse objeto, para ter melhor eficiência, é divido em três estratos, de acordo com os filósofos Deleuze e Guattari.

Como um corpo estriado, portanto, segmentador, ela põe e dispõe seus membros de forma tal que eles encontram extrema dificuldade de escapar de seus laços capturadores. E não importa a classe. Todos passam pela mesma máquina de controle para se comportarem como homens cativos. Assim, que sua funcionalidade é selecionar, classificar e hierarquizar. Para isso ela lança mão de vários seguimentos capazes de materializar esse propósito de controle.

A família, a escola, a igreja, a fábrica, a repartição pública, as forças armadas, o esporte, todos recorrem à lógica da seleção, classificação e hierarquização. Como é entendível, os que aceitam esse estriamento ou prática de segmentar, se reconhecem neles. O que significa que têm prazer quando são bem selecionados e elevados a outro plano de sua profissão ou função.

Deleuze e Guattari dizem que Édipo não existe, mas as pessoas se deixam edipianizar, defendendo seus fluxos castradores. A necessidade de reconhecimento é forma de edipianização da parte daquele que se sente premiado por alguém que considera importante. Ou seja, superior a si. No Édipo, o tal alguém, simbolicamente, representa o pai. E sendo a figura-simbólica do pai, não precisa de suspeita se ele tem ou não tem os instrumentos necessários para determinar a premiação: ele é a Lei.

Mas não basta apenas o eco de Édipo para que alguém se sinta feliz por ser elevado pela premiação. É preciso, também, que esse alguém seja orgulhoso, vaidoso, caso contrário não acredita na premiação. O filósofo Spinoza diz que o orgulho é uma ideia que alguém tem de si superior ao que é. O orgulho é a própria vaidade. Uma espécie de narcisismo em que o vaidoso se ama sem precisar de uma prova do real. Nesse caso é a dissipação da realidade. “Eu me basto, mas se alguém quiser reconhecer, melhor. Mas nada me toca”

Da parte daquele que concede a premiação ele se toma – imaginariamente – como o próprio Édipo/Pai. Tem o saber e os critérios de justiça para escolher, selecionar e hierarquizar, pela premiação, o seu escolhido. Ou seja, é um deus terreno. Ou melhor, sofre de Complexo de Deus. O que é uma ideia delirante. Como é já é do conhecimento da maioria da população brasileira, a Rede Globo tem aversão à democracia. Sua história é a história clara da conspiração contra os governos democráticos que, para ela, não lhes interessam. Daí, porque apoiou a ditadura civil-militar.

Hoje, a Rede Globo, continua em sua sina – ou fica melhor sanha?- de conspiradora, tramando contra os governos populares de Lula e Dilma. Como se encontra em andamento os trabalhos da Operação Lava Jato em que aparece a Petrobrás, ela decidiu, delirando que daria mais seriedade ao fato, premiar o juiz Moro, responsável pela operação. E ele, impulsionado por seus afetos pessoais, acatou. E, como deixa transparecer em fotografia, se sentiu bem ao ser reconhecido, pela Globo, por seu trabalho frente à operação. O que significa dizer, que a Rede Globo tem os instrumentos sapientes e justos para escolher, selecionar e hierarquizar alguém democraticamente.

Mas não é essa a verdade para a maioria da população. A prova já foi mostrada pela filha do escritor, músico, ator, e comunista Mario Lago. Ela luta para por fim ao prêmio que a Rede Globo instituiu com o nome de seu pai. E que já homenageou até figuras como o bem-mandado Bonner Simpson.

Do que é fácil perceber e constatar, a maioria da população brasileira pretende mais homens livre do que homens cativos, pois são os livres que produzem democracia. Pretende que prevaleça a certeza dos filósofos Deleuze e Guattari: Édipo não existe!

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Para atender financiadores de campanha, Cunha ameaça a existência do SUS

Cunha recebeu R$ 250 mil de planos de saúde, engavetou a CPI que investigaria o setor e quer obrigar as empresas a pagarem planos privados aos funcionários.

Uma proposta de emenda à constituição de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se aprovada, poderá significar o mais duro golpe contra uma das maiores conquistas civilizatórias da sociedade brasileira no século XX: o Sistema Único de Saúde (SUS), universal e gratuito, criado para atender aos brasileiros, sem distinção de classe ou categoria profissional. Trata-se da PEC 451/2014, que obriga as empresas a pagarem planos de saúde privados para todos os seus empregados. E, consequentemente, desobriga o Estado a investir para que o SUS garanta atendimento de saúde de qualidade para todos.  

Reconhecido como um dos principais lobistas das empresas de telecomunicações no Congresso após sua atuação veemente contra a aprovação do novo Marco Civil da Internet, Cunha é também um dos mais legítimos representantes dos planos de saúde que, só nas últimas eleições, distribuíram R$ 52 milhões em doações para 131 candidaturas de 23 partidos, em todos os níveis. O presidente da Câmara foi o que recebeu o terceiro maior “incentivo”: R$ 250 mil, repassados à sua campanha pelo Saúde Bradesco.

Em contrapartida, desde mandatos anteriores, faz da sua atuação parlamentar uma verdadeira cruzada em favor dos planos privados. Foi ele o relator de uma emenda à Medida Provisória 653/2014, posteriormente vetada pela presidenta Dilma Rousseff, que anistiava os planos em R$ 2 bilhões em multas. Também foi Cunha que, assim que assumiu a presidência da casa, engavetou o pedido de criação da CPI dos Planos de Saúde, de autoria do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que já tinha parecer positivo da consultoria da Câmara pela admissibilidade e contava com 201 assinaturas de deputados, 30 a mais do que o mínimo necessário previsto pelo regimento.

Com a PEC 461/2014, ele amplia consideravelmente o mercado dos planos privados, que têm crescido de forma vertiginosa e já alcança 50 milhões de usuários, um quarto da população brasileira.  Grosso modo, a matéria legislativa propõe a privatização do sistema de saúde do trabalhador brasileiro, em detrimento de maiores investimentos no SUS, que beneficia não só àqueles que disputam atendimento médico direto, mas também a criança que é vacinada contra a pólio ou mesmo o cidadão que compra um simples pãozinho, que teve sua manufatura antes inspecionada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“O SUS é o grande plano de saúde dos brasileiros. De todos os brasileiros. Nós precisamos fortalecê-lo, aperfeiçoá-lo, discutir seu financiamento e o pacto federativo que o mantém. E não acabar com ele. Isso significa um retrocesso em todos os sentidos, porque reduz direitos”, afirma o médico, professor e deputado Odorico Monteiro (PT-CE), membro titular da Comissão de Saúde e Seguridade Social da Câmara e ex-secretário de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, para quem a caminhada civilizatória brasileira já está muito mais avançada do que o debate que o presidente da casa propõe com a PEC 451.

De acordo com o especialista, o Brasil virou a página do debate sobre a necessidade da implantação de um sistema universal de saúde com a promulgação da Constituição de 1988, que previu a criação do SUS. Ele acrescenta que, ainda que com enorme atraso em relação aos países europeus que investiram nas suas políticas de bem-estar social, o Brasil conseguiu se tornar o único país do mundo com mais de 140 milhões de habitantes a universalizar o atendimento integral à saúde, da prevenção à alta complexidade. “Essa é uma conquista da qual a sociedade não pode prescindir”, defende.

Odorico Monteiro relata que, na Europa, mesmo durante esta última crise econômica, que afetou profundamente muitas economias do continente, o fim dos sistemas universais de proteção à saúde sequer chegou a ser incorporado ao debate, devido à importância que têm. “Na Europa, mesmo durante a crise, não houve nenhum surto privatizador, porque os países entendem a importância dos sistemas universais para a proteção do trabalhador. Nem mesmo na Espanha ou na Grécia. Pelo contrário”, explica.

Ele analisa que, caso a PEC de Cunha seja aprovada, o país retrocederá ao que era antes da Constituição de 1988, quando o antigo Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (Inamps), criado pela ditadura militar, funcionava como uma federação de planos de saúde das diferentes categorias profissionais, deixando à margem do atendimento um grande número de cidadãos. “Essa PEC tenta criar um grande Inamps privado, com planos de saúde cinco estrelas para alguns e nenhuma atendimento para outros. Isso é retrocesso. O Brasil já virou essa página”, insiste.

CPI dos Planos de Saúde 

Autor do requerimento para a instalação da CPI dos Planos, o deputado Ivan Valente também critica a postura de Cunha ao apresentar a PEC e operar para beneficiar os planos privados, ao invés do conjunto da sociedade. “Está muito claro que Cunha trabalha para ampliar a oferta de saúde privada, enquanto o que o país precisa é fortalecer o SUS. Nós vamos entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar a CPI dos Planos de Saúde que ele engavetou”, afirma.

Valente lembra que ingressou com a CPI dos Planos no segundo dia deste período legislativo, antes mesmo da entrada da CPI da Petrobrás, já instalada com o objetivo explícito de desgastar o governo e está em pleno funcionamento. Cunha, entretanto, afirmou que a CPI dos Planos não tinha foco, desconsiderando o parecer da consultoria legislativa da própria casa, que falava que todos os requistos para instalação estavam contemplados.

“Quando nós fomos contestar a decisão dele em plenário, dizendo que ela era política e que o interesse dele na causa era grande, porque tinha recebido R$ 250 mil da Bradesco Saúde, houve um bate boca e meu microfone acabou sendo cortado”, lembra o deputado. Agora, ele está determinado a rever a decisão do presidente no STF.

“Nós vamos entrar no STF com base no parecer da consultoria da Câmara, levantando a jurisprudência do própria corte que, por meio de uma outra decisão da ministra Rosa Weber, prevê que a CPI, tendo foco, é um direito inalienável das minorias e, como tal, deve ser instalada”, esclarece.

Reforma política já

Para Valente, a negativa de Cunha de instalar a CPI dos Planos, somada à sua atuação parlamentar em defesa do setor, mostra o quanto o financiamento de campanha determina os rumos das discussões das políticas públicas no Brasil. “Precisamos denunciar a que interesses ele atende ao tomar esse tipo de medida, que só fortalece a necessidade de uma reforma política que acabe com o financiamento privado de campanha”, aponta o deputado.

Odorico Monteiro, que também defende o financiamento público exclusivo das campanhas políticas, ressalta que é lamentável que as discussões de políticas públicas no país se deem sempre sob a tutela dos grandes grupos econômicos.  “Acabar com o financiamento privado das campanhas eleitorais é outra página que precisamos virar na história deste país”, defende.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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