Arquivo para fevereiro \28\UTC 2015

O FARISAÍSMO DOS POLITICOFASTROS BRASILEIROS

imageAquele que fala muito de si tenta esconder si mesmo dos outros, diz o adágio popular. Em outra construção fraseológica-filosófica, seria: Aquele que sempre diz sou, não é. Em síntese: é um sujeito-sujeitado simulador: finge ser o que não é. É assim o fariseu. Principalmente em relação a uma falsa moral com o objetivo de lucrar em seu favor. A postura farisaica é semelhante à postura arrivista: se dá bem sob qualquer condição.

Em todos os seguimentos sociais há fariseus. Não podia ser de forma diferente em um sistema capitalista cujas organizações sociais são constituídas de fortes componentes patológicos, como diz o filósofo Marx. Por tal, defendem, também promovem, dissimuladamente, às vezes claramente, essa falsa moral. No caso de alguns profissionais da política partidária, politicofastros, os falsos políticos, diriam os gregos, o farisaísmo se mostra claramente despudorado, sendo uma regra para esses personagens.

Como a democracia é um regime político cujos princípios são a igualdade, liberdade e a fraternidade, é necessário que eles sejam sempre exaltados pelos fariseus como forma de seduzir os eleitores incautos, já que esses princípios inspiram as qualidades de quem é um ser justo e moral. Mas no Brasil, principalmente para alguns setores reacionários, como a mídia-capitalizada, o comportamento fariseu é necessário para manter em alerta esse dispositivo para tramar contra o governo popular. Daí ser comum essa mídia sempre propagar em tom e som histérico os pronunciamentos desses politicofastros.

Sendo assim, cotidianamente o Congresso Nacional envia, através de seus politicofastro, conteúdos fabricados com o teor moral falsificado para essa mídia reverberar como verdade. Principalmente conteúdos que fazem parte dos planos conspiradores dos que querem entregar o Brasil ao capital estrangeiro.

Nesse momento, um dos congressistas que exibe a postura farisaica encontra-se sob olhos da sociedade brasileira. Trata-se do senado do partido reacionário DEM, José . Agripino é conhecidíssimo como àquele que mais propaga uma moral falsificada. Sempre se coloca contra as políticas do governo, é a favor de CPI para investigar o governo, já tentou ofender a presidenta Dilma em depoimento no Senado, sempre querendo ser tido como o paladino da moral congressista. O santo Agripino, em seu tom farisaico, afirmou, sobre a Petrobrás, que o caso “estarrece o mundo”.

Mas qual o quê!? Agripino foi denuncia do pelo empresário George Olímpio de ter recebido propina de R$ 1 milhão de um esquema de corrupção para fornecer serviços ao Detran. Mas a denúncia não é de agora. Em 2012, a proba revista Carta Capital, que as direitas odeiam, publicou matéria em o lobista Alcides Fernandes Barbosa denuncia o campeão da moralina (moralina é termo cunhado pelo filósofo Nietzsche), Agripino. O que significa que o caso é bem antigo, como muito bem protegido.

Diante do fato, outros moralistas que atacam o governo Dilma, passaram a defender o ‘santo’ Agripino. Como é o caso do reacionário ruralista que defendeu a ditadura, Ronaldo Caiado.

“Em qualquer circunstância o cidadão tem o direito de se defender”, disse o outro campeão da moralina.

Por sua parte, Agripino desapareceu com sua santidade e tudo. Dever por ser um campeão da moralina que ele foi escolhido para ser o coordenador da campanha do outro moralino, Aécio Cunha.

Mas o que esse episódio revela de bem para o Brasil é que outros adeptos do moralinismo também têm seus dias contados. O que se está sendo chamado no Brasil a ameaça das listas. A lista dos nomes das direitas na Operação Lava Jato, segundo escapam informações com moralinos vistosos, e lista do HSBC.

 A democracia real fica na espera.

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FOI LANÇADO O MOVIMENTO “ALIANÇA PELO BRASIL E PELA SOBERANIA NACIONAL EM DEFESA DA PETROBRÁS”

1424448466Mostrando que a sociedade brasileira esclarecida e nacionalista não compactua com a corrente-fantasmagórica que range suas ferrugens conspiradoras por frustrações das cobiçantes mídias entreguistas, direitas-ambiciosas e empresas estrangeiras contra a Petrobrás e a soberania do Estado de Direito do Brasil, intelectuais, sindicalistas, movimentos sociais e representantes da sociedade civil se reuniram no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, para lançar o movimento Aliança pelo Brasil e pela Soberania Nacional.

Os participantes afirmaram, com veemência, que o que se encontra em pauta é uma campanha de desvalorização da Petrobrás ataques desmedidos ao governo Dilma comanda pelas direitas do país e capitalistas representantes de empresas estrangeiras que se configura como um atentado à soberania nacional.

Eles foram unânimes em afirmar que o combate à corrupção nos órgãos públicos, como o caso da Petrobrás, deve ser sempre uma prática em defesa da democracia, mas sem comprometer as funções da estatal que já se encontram ameaçadas. Foi o que disse o presidente do Clube de Engenharia Francis Bogossian.

“Não tem crime que possa penalizar o filho por um erro cometido pelo pai. Se tem erros na Petrobrás, que esses erros sejam apurados, como estão sendo, e comprovados,  que os culpados sejam punidos.

Nós vamos desempregar não só os engenheiros. Vamos desempregar o pessoal de nível superior, de nível médio e também os menos favorecidos, que é aquele que precisa do salário para comer.

Os contratos estancados devem ser retomados. Deve-se apurar, e se não existe irregularidade no contrato ele continua. Se existe irregularidade, tira aquela empresa e chama outra brasileira, ou que seja associada com uma estrangeira, se for necessária”, opinou Bogossian.

Para o conhecido cientista, Luiz Pinguelli Rosa, diretor do Instituto Luiz Alberto Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Petrobrás dede retomar seus investimentos e ser realista quanto ao que pode ou não pode. Segundo seu entendimento, a Aliança pelo Brasil e pela Soberania Nacional tem como características envolver as categorias ligadas ao setor de petróleo e ao de tecnologia que são compostos de muitas pessoas no Brasil, além da defesa de um governo constituído democraticamente. Ele acredita que outras manifestações com esses objetivos ainda podem ser realizadas em todo Brasil.

“Tem que produzir petróleo, é o que ela esta fazendo. Tem que acabar as refinarias, é o que ela não está fazendo. Enfim, tem que produzir e servir o Brasil. Ela tem que ser realista e verificar o que pode e o que não pode. Quais são os recursos de que dispõe, qual é o capital que pode levantar, quais são as funções técnicas que ela tem. Isso pode obrigar a redução de investimento por um tempo”, considerou Pinguelli Rosa.

Por sua vez, Emanuel Cancella, secretário-geral dos Petroleiros do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Petroleiros, disse que já estão sendo produzidas outras manifestações.

“Vamos combinar atos em ambientes fechados como aconteceu hoje e na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com atos nas ruas. No dia 13 estaremos nas ruas, em todo Brasil, defendendo a soberania nacional e a Petrobrás”, discursou Emanuel Cancella.

Defender a Petrobrás e a soberania nacional é um dever de todos que vivenciam suas existências no Brasil e sabem que a Petrobrás faz parte de suas identidades individuais e que forma a identidade-cultural-social-política do povo brasileiro. Não defendê-la é ser traidor e escravo da opressão dos impérios monopolistas.

É certo que existem pessoas que se identificam com o opressor. São os masoquistas, como diz Freud. Os que carregam grande carga de sentimento de culpa inconsciente, os que gostam de sofrer e até gozam, mesmo que seja na forma fálica da masturbação. Quanto a estes a democracia é uma eficaz terapia. Mas tem um dilema: os sofredores só podem ser curados se eles mesmos buscarem ajuda terapêutica. O que não é o caso dos que se identificam com o agressor, os escravos, sem eufemismo, as direitas do país, porque eles acreditam que são sãs. Então, não há nada a fazer.

De nossa parte é fazer o que deve ser feito: defender a Petrobrás e a Soberania Nacional.

Lei o manifesto da Aliança pelo Brasil e pela Soberania Nacional.

EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL

A Nação se defronta com um dos maiores desafios de sua história abalada que está por forças internas e externas que ameaçam os próprios alicerces de sua independência e de sua soberania. As investigações policiais em torno de ilícitos praticados contra a Petrobras por ex-funcionários corruptos e venais estão dando pretexto a ataques contra a própria empresa no sentido de transformá-la de vítima em culpada, assim como de fragilizá-la com o propósito evidente de torná-la uma presa fácil para a fragmentação e a desnacionalização.

A Petrobras é a espinha dorsal do desenvolvimento brasileiro. A cadeia produtiva e comercial do petróleo e do setor naval, por ela liderada, representa mais de 10% do produto interno bruto, constituindo a principal âncora da indústria de bens de capital. É uma criadora e difusora de tecnologia, de investimentos e de produtividade que beneficiam toda a economia brasileira. Foi graças aos esforços tecnológicos da Petrobras que se descobriram, em 2006, as reservas do pré-sal, e é ainda graças a sua tecnologia original de produção que o Brasil já retira do pré-sal, em tempo recorde, cerca de 700 mil barris diários de petróleo, que brevemente alcançarão mais de 2 milhões, assegurando autossuficiência e a exportação de excedentes.

Deve-se à Petrobras a existência de uma cadeia produtiva anterior e superior do petróleo e da indústria naval, induzindo o desenvolvimento tecnológico da empresa privada brasileira, gerando emprego e renda que, no caso de empresas nacionais, significa resultados que aqui mesmo são investidos, desdobrando-se em outros ciclos de produção e consumo na economia.

Tudo isso está em risco. E é para enfrentar esse risco que o movimento social e político que estamos organizando conclama uma mobilização nacional em favor da Petrobras, instando o Governo da República a colocar todos os instrumentos de poder do Estado em sua defesa, de forma a mantê-la íntegra, forte e apta a continuar desempenhando o seu papel de líder do desenvolvimento nacional e a enfrentar, por outro lado, o desafio do seu enfraquecimento planejado por forças desnacionalizantes e privatistas internas e externas.

Ao lado da defesa da Petrobras vemos o imperativo de proteger a Engenharia Nacional, neste momento também ameaçada de fragmentação e de liquidação frente ao risco de uma desigual concorrência externa. Repelimos com veemência eventuais atos de corrupção ocorridos na relação entre empresas de engenharia fornecedoras da Petrobras, e seremos os primeiros a apoiar punições para os culpados, mas somos contra a imputação de culpa sem provas, e a extensão de culpa pessoal a pessoas jurídicas que constituem, também elas, centro de geração de centenas de milhares de empregos, de criação de tecnologia nacional e de amplas cadeias produtivas, e de exportação de serviços com reflexos positivos na balança comercial.

Todos que acompanham negociações internacionais conhecem as pressões que recaem sobre o Brasil e outros países em desenvolvimento no sentido de abertura de seu mercado de construção pesada a empresas estrangeiras. Somos inteiramente contrários a isso, em defesa do emprego, da renda e do equilíbrio do balanço de pagamentos. Se há irregularidade na relação entre as empresas de construção e a autoridade pública que sejam sanadas e evitadas. Mas a defesa da Engenharia Brasileira implica a preservação da empresa brasileira à margem de qualquer pretexto.

Não é coincidência os ataques à Petrobras, ao modelo de partilha da produção que a coloca   como operadora única do pré-sal, à política de conteúdo local, à aplicação exclusivamente na educação e na saúde públicas dos recursos do pré-sal legalmente destinados a esses setores,   à Engenharia Brasileira como braço executivo de grande parte de seus investimentos, e também ao BNDES, seu principal financiador interno, que tentam fragilizar rompendo sua relação com linhas de financiamento do Tesouro: tudo isso faz parte não propriamente de ataques ao governo mas de uma mesma agenda de desestruturação e privatização do Estado em sua função de proteger a economia nacional.

É nesses tópicos mutuamente integrados que concentramos a proposta de mobilização nacional que estamos subscrevendo, e que está aberta à subscrição de outras entidades e de todos os brasileiros que se preocupam com o destino de nossa economia e de nosso país. Estamos conscientes de que o êxito dessa mobilização dependerá da participação do maior número possível de entidades da sociedade civil, de partidos políticos e das cidadãs e cidadãos individualmente. E é da reunião de todos que resultará a afirmação da Aliança pelo Brasil em defesa da Petrobras, do Estado social-desenvolvimentista e de um destino nacional de prosperidade.

RIO ACRE PODE SUBIR MAIS E JÁ DEIXOU QUASE 8 MIL PESSOAS DESABRIGADAS

948167-acre_cheia_-3O Rio Acre atingiu o nível de 16,35 metros deixando quase 8 mil pessoas desabrigadas em seis municípios. Só na capital, Rio Branco, 31,5 mil pessoas foram atingidas pelas enchentes. Segundo informação da Defesa Civil o nível pode subir ainda mais. Os municípios mais atingidos são Brasileia, Xapuri, Assis Brasil, Epitaciolândia, Cruzeiro do Sul e Rio Branco.

Diante da grave situação em que se encontram as populações, prefeito de Rio Branco, modificou o Decreto 193 através da criação do Decreto 201 que amplia os números de lugares atingidos pela cheia. Sendo assim, as áreas rurais também se encontram como localidades afetadas.

De acordo com dados do Sistema de Georreferenciamento (SIG) de Rio Branco mais de 9 mil casas foram atingidas, 732 famílias encontram-se em abrigos da prefeitura e o Parque de Exposição já abriga 2.696 pessoas.

Em entrevista o governador do estado afirmou que a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, desde que começou a enchente, têm atendido às pessoas. Além, do contínuo monitoramento do nível das águas. Assim como a prestação de auxílio às famílias que saíram de suas casas.

Como diz o ribeirinho: “Todo ano calha de acontecer!”.

Irmão de Lula registra boletim de ocorrência contra repórter da Veja

Por Renato Rovai

A história que você vai ler agora de um release enviado pelo Instituto Lula é de um absurdo impressionante. O repórter Ullisses Campbell, da Revista Veja, que provavelmente anda lendo muita literatura policial e vendo muitas séries do gênero no Netflix, se comportou como um bandido segundo o B.O. realizado por Frei Chico, irmão de Lula. Com o objetivo de criminalizar o ex-presidente e sua família, Campbell usou identidade falsa por três vezes para invadir a privacidade da família de Lula.
Veja não faz jornalismo há muito tempo e por isso perdeu completamente a credibilidade, mas isso não justifica que pessoas que se dizem jornalistas se submetam a um papel tão grotesco como o narrado abaixo ,
Nota do Instituto Lula
Família de Frei Chico registra boletim de ocorrência contra repórter da Veja
São Paulo, 26 de fevereiro de 2015,
No último dia 19 de fevereiro, foi desmentida pelo Instituto Lula nota da coluna do jornalista Ulisses Campbell, da revista Veja Brasília, que mentia sobre uma festa infantil, em Brasília, de um suposto sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desmentido afirma que “Lula não tem nenhum sobrinho com este nome residindo em Brasília” e que a suposta festa nada tinha a ver com ele.
Revelada a inverdade, o jornalista veio do Distrito Federal para o estado de São Paulo, e passou a usar nomes falsos e assediar a família de Frei Chico, irmão do ex-presidente, que reside no estado e não tem relação alguma com a festa em Brasília. A família registrou boletim de ocorrência nesta quarta-feira (25), que relata:
“… no dia 23/02/2015 Ulisses ligou para o pai do declarante, que é irmão do ex-presidente Lula, passando-se por Pedro, da USP, e buscando informações sobre a família e nomes de sobrinhos e netos do ex-presidente Lula e do pai do declarante. Afirma que após algum tempo inquirindo o pai do declarante o interlocutor finalmente se identificou como Ulisses e disse estar em busca de informações sobre a festa de aniversário, sendo informado da inexistência de tal festa.”
E segue:
“Declara que no dia 24/02/2015 a esposa do declarante recebeu uma ligação (…) de um homem que disse chamar-se Pedro, de Brasília, representando o Buffet Aeropark, questionando sobre o endereço onde deveria fazer a entrega dos presentes.”
Destaque-se aqui que a informação foi confrontada junto ao buffet que negou ter um funcionário com o mesmo nome. Na realidade, Ulisses ligou do próprio celular, fingindo ser um funcionário do buffet. Mais adiante, questionado pelo filho de Frei Chico, o colunista teria dito:
“…que necessitava de informações, e se o declarante não as fornecesse ele poderia publicar o que quisesse, tendo Ulisses, inclusive enviado pelo celular, para o declarante, uma fotografia da esposa do declarante em companhia de seu filho, a qual usaria em publicação futura na revista Veja.”
 O último ato desesperado e ilegal se deu na última quarta-feira (25).
“… por volta das 10:00, a babá dos filhos do declarante ligou para a esposa do declarante, dizendo que um homem teria entrado no condomínio, se passando por entregador de livros (…), quando a babá percebeu que o referido indivíduo não entregou livro algum e começou a perguntar sobre os horários de chegada dos moradores, após ter anotado nome, RG e CPF dela, a mesma teria trancado a porta e pedido ajuda para a equipe de segurança do condomínio.”
Cabe ressaltar que o repórter fugiu das dependências do condomínio, sendo localizado posteriormente pela Polícia Militar e identificado como Ulisses Campbell, jornalista da Veja.

PARA DILMA A CLASSIFICAÇÃO DA PETROBRÁS PELA MOODY’S “É FALTA DE CONHECIMENTO”

21e5847a-2df7-44ae-8940-5b00d4418ce7O que já se sabia ocorreu. Como há hegemonia do sistema capitalista no mundo, é lógico que uma empresa com o valor que tem a Petrobrás e internacionalmente sendo cobiçada pelos grotescos especuladores do dinheiro, diante de tamanha depreciação interna e externa, para que seja desvalorizada e seja vendia por um preço irrisório, a nota dada pela agência de classificação de risco Moody’s já era esperada.

A agência respira e transpira a dogmática-capitalista. Seu negócio é lucro, nada mais que lucro. Por tal, ela rebaixou a Petrobrás da nota BAA3 para BA2. O que significa em sua ordem capitalista que a Petrobrás deixa de ser uma empresa de investimento para ser uma empresa especulativa. Nessa lógica-capitalista, a Petrobrás é risco para investimento.

Embora o negócio da agência seja lucro, ela não viu o lucro que a Petrobrás vem obtendo com suas produções, mas, sim, o lucro que a estatal pode auferir ao sistema capitalista se fosse ela vendida. Daí que a nota tem parceria direta com a campanha orquestrada conta a Petrobrás. Para a agência não importa os lucros atuais da Petrobrás, o que importa é seu futuro como mais uma estatal privatizada.

Como a agência Moody’s faz seu papel de depreciadora da Petrobrás, Dilma como presidenta teve que contradizer a afirmação calculista. Ela se encontrava em Feira de Santana, entregando casas do Programa Minha Casa, Minha Vida, um dos programas que mais causa inveja e despeito nas direitas, quando mostrou a ignorância da agência.

“É uma falta de conhecimento do que está acontecendo na Petrobrás. Agora, não tenho dúvida de que é uma empresa com grande capacidade de se recuperar disso, sem grandes consequências.

O governo sempre vai evitar o rebaixamento, isso é absolutamente natural, lamentamos que não tenha tido correspondência por parte da agência, mas acho que isso está superado”, se posicionou Dilma Vana Rousseff.

OAB, CNBB E MOVIMENTOS SOCIAIS LANÇAM MANIFESTO “PROCLAMAÇÃO EM DEFESA DA DEMOCRACIA”

2885456f-d195-4a81-81b3-0f2933efbf7fA Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e os Movimentos sociais lançaram o manifesto Proclamação em Defesa da Democracia. O manifesto mostra necessidade da reforma politica, a mudança nas regras políticas e eleitorais, além da necessidade da sociedade se engajar nos temas pertinentes a democracia.

Marcus Vinícius Furtado Coelho, presidente nacional da OAB, disse que a sociedade deve participar dos debates do país.

“Queremos participar da discussão para cumprir nosso papel, sem a presunção de agir que têm os donos da verdade, e sim, como sujeitos da sociedade brasileira” afirmou o presidente da OAB.

O mesmo acredita o presidente da CNBB, dom Raimundo Damasceno, que disse que a sociedade tem que acompanhar o processo das discussões políticas e que haja cuidado com a reforma política que se encontra em discussão.

Para Ana Rabelo da Coalizão por Eleições Limpas, que coordena a campanha pela reforma, a reforma política só vai sair se a população for às ruas mostra sua força de decisão.

“Temos a consciência que a reforma política só sairá a partir da mobilização das ruas. Sabemos disso e precisamos nos organizar para atuar e dar força aos parlamentares que estão conosco nesta luta. Se deixarmos tudo a cargo deste Congresso, com viés conservador, jamais conseguiremos”, observou Ana Rabelo.

Leia o “Manifesto em Defesa da Democracia”. 

“Considerando as graves dificuldades político-sociais que afligem
atualmente o país, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil – CNBB –  e a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB – se veem no
dever de vir a público expressar –  a exemplo do que já fizeram em
ocasiões semelhantes anteriores – a convicção de que acima das
divergências políticas, naturais numa República, estão a ordem
constitucional e a normalidade democrática.

Aos três Poderes da República cabe relacionarem-se entre si, de
maneira independente, porém harmônica e cooperativa, não se admitindo
que dissensões menores ou interesses  particulares – de indivíduos ou
de grupos – possam comprometer o exercício das atribuições
constitucionais que a cada um deles compete exercer.

Submetidos que são tais poderes ao primordial princípio democrático
pelo qual “todo poder emana do povo e em seu favor deve ser exercido”,
cumpre-nos lembrar que as decisões deles emanadas somente se legitimam
se estiverem adequadas a esse princípio maior.

A inquestionável crise por que passam, no Brasil, as instituições da
Democracia Representativa, especialmente o processo eleitoral,
decorrente este de persistentes vícios e distorções, tem produzido
efeitos gravemente danosos ao próprio sistema representativo, à
legitimidade dos pleitos e à credibilidade dos mandatários eleitos
para exercer a soberania popular.

Urge, portanto, para restaurar o prestígio de tais instituições, que
se proceda, entre outras inadiáveis mudanças, à proibição de
financiamento empresarial nos certames eleitorais, causa  dos
principais e reincidentes escândalos que têm abalado a Nação,
afastando-se, assim, a censurável influência do poder econômico do
resultado das eleições, o que constitui uma prática inconstitucional,
conforme os votos já proferidos pela maioria dos Excelentíssimos
Senhores Ministros integrantes do Supremo Tribunal Federal, no
julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4650),  ora em
andamento naquela egrégia Corte.

Em vista do exposto, as entidades abaixo firmadas entendem inadiável a
aprovação nas Casas do Congresso Nacional de uma Reforma Política
Democrática que estabeleça normas e procedimentos capazes de
assegurar, de forma efetiva e sem influências indevidas, a liberdade
das decisões do eleitor.

Com este Manifesto, a CNBB e a OAB, unidas a inumeráveis organizações
e movimentos sociais integrantes da sociedade civil, conclamam o povo
brasileiro a acompanhar ativamente a tramitação, no Congresso
Nacional, das proposições que tratam da Reforma Política e a manter-se
vigilante e atento aos acontecimentos políticos atuais para que não
ocorra nenhum retrocesso em nossa Democracia, tão arduamente
conquistada.

Para tanto, é necessário que todos os cidadãos colaborem no esforço
comum de enfrentar os desafios, que só pode obter resultados válidos
se forem respeitados os cânones constitucionais, sem que a Nação corra
o risco de interromper a normalidade da vida democrática.

Por fim, reivindicam as entidades subscritoras que, cada vez mais,
seja admitida e estimulada a participação popular nas decisões que
dizem respeito à construção do futuro da Pátria, obra comum que não
pode dispensar a cooperação de cada cidadão, de cada organização,
dando-se, assim, plena eficácia ao conteúdo do artigo 14 da
Constituição da República.”

Lula lança no Rio campanha em defesa da Petrobras

Vamos defender o que é nosso. Defender a Petrobras, defender a democracia e o processo de revolução social que o Brasil vive nos últimos doze anos.’

Clarisse Meireles, com colaboração de Léa Maria Aarão Reis

Rio de Janeiro – “Em vez de ficar chorando, vamos defender o que é nosso. Defender a Petrobras, que é sinônimo de defender o Brasil, os trabalhadores brasileiros, a democracia e o processo de revolução social que o Brasil vive nos últimos doze anos”, conclamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de terça-feira, 24 de fevereiro, quando, ao lado de sindicalistas, intelectuais, jornalistas, artistas, petroleiros e militantes de movimentos sociais, participou de ato em defesa da Petrobras na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro.

Organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), o ato, chamado de “Defender a Petrobras é defender o Brasil”, reuniu centenas de pessoas no auditório lotado da ABI. Do lado de fora, aqueles que não puderam entrar assistiram ao evento num telão.

Presentes para dar apoio à Petrobras diante da campanha de descrédito da empresa que tomou parte da opinião pública nacional estavam o líder do MST João Pedro Stédile, o escritor Eric Nepomuceno, o físico Luiz Pinguelli Rosa, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, Wadih Damous, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, a presidente da UNE Virgínia Barros, o economista Marcio Pochman, o ex-presidente do PSB Roberto Amaral e o jornalista Luiz Nassif, além de líderes sindicais como o presidente da CUT Vagner Freitas, e José Maria Rangel, coordenador da FUP.

No início do ato, foi prestada homenagem às trabalhadoras e aos trabalhadores que tiveram suas vidas interrompidas em acidentes de trabalho.

Ao chegar ao auditório, Lula foi recebido com comoção e gritos de “Olê olê olê olá, Lula Lula”, parte do jingle da campanha de 1989 que nunca foi esquecido. Prova viva da popularidade daquele que é considerado o melhor presidente que o Brasil já teve.

Foto: Clarisse Meireles

Lula lembrou que é preciso diferenciar os responsáveis pelos crimes cometidos dentro da Petrobras dos milhares de petroleiros honestos que trabalham para fazer da empresa a maior da América Latina em valor de mercado e a maior produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto, e detentora de reconhecimento e prêmios internacionais, como o OTC Distinguished Achievement Award, considerado o mais importante prêmio da indústria de petróleo, recebido no início de fevereiro.

“Os petroleiros não têm que ter vergonha. Se eu fosse petroleiro, vestia esse uniforme para passear no domingo. Tenho orgulho de ter visto esta empresa crescer, de ter inaugurado o novo Cenpes, de ver a empresa voltar a construir plataformas com 65% de conteúdo nacional”, lembrou Lula, destacando que é preciso punir os responsáveis sem desestabilizar a empresa.

“A Petrobras não pode ser prejudicada por essa campanha, nem os acionistas ou toda a cadeia de produção que envolve a empresa. É isso que está em jogo. No caso da Petrobras, o objetivo é punir a empresa e criminalizar a política. E no Brasil estamos vendo a criminalização da ascensão social de uma parte da sociedade brasileira. A elite não se conforma”, afirmou, apontando a irresponsabilidade de parte da imprensa que publica acusações como provas e condena antes da Justiça.

“A ideia é criminalizar antes. Começa o processo pela sentença. O problema sério é que se eu conto uma inverdade muitas vezes, ela vira verdade no inconsciente de milhões e milhões de pessoas. É a aplicação da teoria do domínio do fato para tudo”, disse.

Otimista, apesar de tudo, lembrou ter chegado à Presidência duas vezes (e Dilma outras duas) sem o apoio da grande imprensa.

“O povo consegue fazer suas próprias análises. Já passei por muitas coisas nesse país. Sou filho de uma mulher analfabeta. O mais importante legado que ela me deixou foi o direito de andar de cabeça erguida”, concluiu, dizendo-se sempre a postos para defender a democracia e a reforma política.

Foto: Clarisse Meireles

José Maria Rangel, coordenador da FUP, falou também do orgulho de trabalhar na empresa que não deve ser abalado diante do “fuzilamento” de imagem que está sofrendo agora.

“Temos que ter vergonha de uma empresa que ajudou a participação do setor de petróleo e gás a saltar de 3% para 13% do PIB? Uma empresa que investe no nosso país R$ 300 milhões por dia? Que de 40 mil empregados próprios passou para 86 mil na era Lula e Dilma? Uma empresa que colaborou para a indústria naval passar de apenas dois mil empregos para 90 mil hoje? Uma empresa que investe mais em pesquisa e desenvolvimento do que as outras sete maiores empresas do país juntas? Por isso descobrimos o pré-sal. Temos muito de que nos orgulhar. A Petrobras é de cada cidadão brasileiro”, disse Zé Maria.

Virgínia Barros, presidente da UNE, lembrou que a espetacularização de uma série de denuncias vazadas de forma seletiva atende a interesses de setores conservadores.

“Se há palavras que não combinam com a direita brasileira são ética e transparência. Esta incursão conservadora é pelo desmantelo de um dos nossos maiores patrimônios, daqueles que não se conformaram com o regime de partilha, com a política de conteúdo nacional. Por isso hoje aqui reunidos os estudantes se solidarizam com essa defesa da Petrobras, que é também a defesa do povo e do destino do nosso país”.

O encontro também divulgou o Manifesto em Defesa da Petrobras e do Brasil, que destaca: “A investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobras e do setor mais dinâmico da economia brasileira”. O documento está disponível aqui.

Manifestações populares de apoio à empresa estão agendadas para o dia 13 de março, em várias cidades do Brasil.

Algumas aspas do ato:

 

Foto: Clarisse Meireles

ROBERTO AMARAL:

“Precisamos despertar a atenção do país, da sociedade, da nação, para os riscos que corremos com esse esforço de desestabilização da Petrobras – e do governo. Isso não se encerra com o processo contra a Petrobrás. Ele é a ponta de um imenso iceberg que tem por finalidade desestabilizar, manietar e acovardar o governo. Cabe à sociedade reagir porque foi ela quem conquistou a democracia, o petróleo,  a Petrobrás, e é ela quem assegurará a democracia agora.

A juventude de hoje é a mesma que estava na frente da luta para tentar impedir o golpe, e, antes, para assegurar a posse de Jango. Os jovens e os operários sempre estiveram à frente, nesses momentos decisivos. Mas temos que dialogar mais com a juventude. Há dificuldades no nosso diálogo e sobretudo para mobilizá-los em um momento em que o governo corta verbas da Educação e o reajuste se faz em cima dos direitos dos trabalhadores. Mas a Une fará uma grande reunião, em São Paulo, antes do próximo dia 13 de março e, aos poucos, os sindicatos vão se incorporando.”

WADIH DAMOUS:

“As forças democráticas têm que sair do canto do ringue, ir para a rua, e é preciso que haja também uma ofensiva jurídica. Estamos vendo, por parte de um juiz e por parte de alguns fedelhos procuradores da República, um ataque ao ordenamento jurídico brasileiro, à legalidade e à Constituição. Uma série de princípios constitucionais estão sendo desrespeitados em nome de um suposto combate à corrupção. Na verdade, não se trata de um combate à corrupção, mas de um ajuste de contas político-partidário. As forças democráticas, aqueles que  defendem o Estado Democrático de Direito, aqueles que sabem a importância de termos uma ordem jurídica estável, sabem também a importância de defendê-la. É por isto que estamos aqui hoje. Espero que este ato marque o fim do silêncio das esquerdas.”

ERIC NEPOMUCENO:

“Este ato é o começo do fim de um silêncio que não devia ter começado. A esquerda está correndo o risco de perder o espaço da rua. Estava inquieto com a quietude, com a inação da esquerda. Mas acho que vai começar uma reação que é urgente.”


Foto: Clarisse Meireles

JOÃO PEDRO STÉDILE:

“É um ato de grande significação. Aqui estamos representados em todos os grandes seguimentos organizados da sociedade para defender a Petrobras porque ela está sofrendo do mal do petróleo. Desde que foram descobertas as reservas do pré-sal, a Petrobrás atraiu os grandes interesses do capital internacional para se apropriar dele. Estes casos de apuração de corrupção, que devem ser investigados, são apenas a ponta do iceberg. Na verdade, os tucanos querem romper com a Lei de Partilha e privatizar a principal riqueza do povo brasileiro hoje que é o gás e o petróleo. A influência da  Globo é muito grande. Todos os dias ela martela a situação como se fosse apenas um caso de corrupção. E tentando responsabilizar a presidenta. O passo seguinte seria o seu impedimento. Mas os setores organizados da sociedade têm forças acumuladas para fazer um trabalho intenso. Saímos daqui criando comitês populares, indo para a rua  para defender a Petrobras, como já está marcado para o próximo dia 13, fazendo manifestações por todo o Brasil. Não entregaremos a Petrobrás para ninguém porque mais que uma empresa, a Petrobras é patrimônio do povo brasileiro.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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