Arquivo de janeiro \31\UTC 2015

SEM TEMAS PARA SER TIDO COMO PARTIDO DE OPOSIÇÃO PSDB RECORRE A CPI

size_590_Senado_Federalgregos sabiam, assim como também as pedras que não rolam, por isso criam limo, que posição significa tese. Ou melhor: discurso composto de ideias novas que podem mudar o que se encontra constituído como realidade e que serve de endereçamento para as pessoas inquietas. Ou, como dizem os psicanalistas, princípio de realidade. Em síntese, posição é uma tese nova. Para os dialéticos, a tese posição como novo saiu do processual que encadeou a tese anterior, a antítese-examinadora e, por fim, sem fim, a síntese que se mostra como o novo.

Com o domínio desse discurso-dialético é possível produzir oposição. Entretanto, nem todos conseguem realizar esse processo. Muitas vezes faltam os fatores intelectivos, sensitivos, vigor e coragem. Fatores claramente ausentes na maioria dos parlamentares brasileiros. Assim como, também, em parte do Executivo, principalmente estadual. Logo, sem esses fatores não há como produzir oposição como tese nova. Desta forma, a oposição é apenas um recurso linguístico ecolálico cujo significado encontra-se ausente, já que não saiu de uma práxis.

É essa oposição que os partidos representantes das direitas no Brasil, porta-vozes reacionários do capital estrangeiro, defendem. Um exemplo inconteste demonstrado pelas direitas. Perseguem a privatização da Petrobrás para que ela seja vendida por um preço irrisório para que seja explorada pelo capital especulativo do capitalismo neoliberal.

Como o capitalismo é secular. E já passou por várias fazes, mas sempre explorando a força de trabalho do operário visando o lucro máximo, não há possibilidade dele e de seus defensores, no caso os partidos das direitas do Brasil, produzirem tese como o discurso do novo. Tudo que fazem é recorrer a universal tautologia sustentada pelas anacrônicas teses exploradoras da força de trabalho daqueles que, ao serem violentados física, sensível e sexualmente, lhes sustentam que são os trabalhadores.

Daí, que no caso específico do maior porta-voz das direitas do Brasil, o PSDB, partido da burguesia-ignara, não haver qualquer possibilidade de oposição. Tudo o que ele persegue é a defesa das vetustas teses do capitalismo. Para que o país volte ao quadro de sofrimento que antes vivia. Se houvesse – lembrar bem, ‘se houvesse’ – possibilidade do partido reacionário ser oposição, ele deveria apresentar uma tese mais evoluída do que a que foi apresentada e experimentada pelo povo brasileiro através dos governos Lula e Dilma, já que eles, sim, criaram oposição ao que antes predominava no Brasil que era o governo direitista-entreguista de Fernando Henrique.

Agora, como o Brasil experimentando o novo, cabe as direitas criarem o novo para que sejam tidas como oposição aos governos populares. Só que a realidade é cruel com as direitas. Para elas criarem uma tese nova diferente da manifestada pelos governos populares, ela terá que ter o sentido concreto do povo brasileiro. O que exige vivência intercoletiva com o povo sentindo o povo como devir-político. Uma vivência que elas não possuem e não têm vigor e coragem para vivenciá-la. Por isso que elas são direitas. O sentido que elas têm do povo é abstrato. Um sentido que saiu de suas superstições.

Portanto, como o PSDB não tem tese para apresentar ao povo brasileiro, ele se prepara para instalar quatro Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Uma patética forma de mostrar para os incautos que está atuando politicamente. Ofensa política. E ele ainda se toma por democrata. Nem a barba de Aécio Cunha, presidente do partido, confere ao PSDB um simples cacoete de progressista.

Não sabe o PSDB que a democracia se movimenta continuamente como processual. E o movimento da democracia real só acontece (acontece como o novo) com encadeamentos de teses. O resto é mera caricatura-grotesca.

3ª CÚPULA DA COMUNIDADE DE ESTADOS LATINO-AMERICANOS E CARIBENHOS DETERMINOU QUE A POBREZA EXTREMA E A FOME DEVEM SER ERRADICADAS ATÉ 2025

c732c60f-adb0-4a61-98b2-ab21a068b804Acreditado que solução para combater a pobreza extrema e a fome, na região, é investir em programas de inclusão social, os líderes dos 33 países que estão reunidos na 3ª Cúpula da Comunidade de Estado Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em San José, na Costa Rica, se propuseram a erradica-las até o ano 2025. Para isso, os países não devem prescindir desse investimento, apesar da crise econômica mundial.

Os índices de pobreza extrema e fome na região latino-americana mostram uma terrível realidade. São índices que afirmam ser a região um das com mais desigualdade no mundo, apesar de alguns governos terem conseguido diminuir essas desigualdades. Entre eles, o Brasil que em 11 anos conseguiu tirar o país do Mapa da Fome da FAO.

De acordo com o presidente de Cuba, Raúl Castro, são 167 milhões de pessoas que vivem na extrema pobreza. Para o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano, essa situação poderá ser modificada com vontade política e ajuda aos países mais pobres da América Central e Caribe.

Em seu discurso, a presidenta Dilma Vana Rousseff, disse que 22 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza.

“Criamos um piso de renda abaixo do qual nenhum brasileiro deve estar. Passamos a complementar a renda das famílias e, com isso, 22 milhões de brasileiros superaram a extrema pobreza, somente nos últimos quatro anos”, afirmou Dilma.

Ontem, o último dia da 3ª Celac, os líderes se reuniram em um retiro para a cerimônia de transferência da presidência  pro tempore do bloco da Costa Rica para o Equador.

Não esquecer que todos os líderes que participaram da 3ª Celac pediram o fim do embrago dos Estados Unidos a Cuba.

Não há alteração de rumo nem de estratégia, afirma Rossetto

Segundo o ministro, medidas corretivas na economia visam justamente sustentar projeto de crescimento com inclusão de renda implantado nos últimos 12 anos.

Najla Passos

Brasília – O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, negou que o governo da presidenta Dilma Rousseff tenha dado uma guinada à direita, ao anunciar medidas de ajustes fiscais na economia, já no início deste segundo mandato, como acusam analistas políticos do campo da esquerda, inclusive do próprio PT.

Em um bate-papo com blogueiros, nesta quinta (27), no Palácio do Planalto, Rosseto afirmou que as medidas corretivas adotadas, como o aumento dos juros e da taxação de produtos específicos, visam justamente dar sustentação ao projeto de crescimento com inclusão de renda implantado nos últimos 12 anos.

 “O que temos são limites fiscais. Não há alteração de rumo, de estratégia, nenhuma guinada. O governo tem que ter capacidade de modulação de suas políticas para sustentar a estratégia de crescimento, de geração de emprego, de aumento dos investimentos”, sustentou.

Segundo o ministro, o governo vinha absorvendo impactos importantes das crises internas e externas com prejuízo das suas receitas próprias. Agora, isso chegou ao limite. “A renúncia fiscal que o governo fez é enorme. Nós abrimos mão de geração de renda para sustentar a atividade econômica e programas”, justificou.

Ele lembrou também que a economia brasileira sofre tanto os efeitos da crise econômica mundial, que diminuiu o ritmo de crescimento de importantes parceiros comerciais do país, quanto da maior seca registrada no Brasil nos últimos 80 anos, que impacta no preço da energia e dos alimentos.

“Temos que fazer ajustes, como fizemos em 2008 e 2009. O nosso governo tem sido capaz de enfrentar os desafios externos e internos de tal forma a preservar conquistas. Esta é a experiência do povo brasileiro e é a experiência do nosso governo. E é o que vamos continuar fazendo”, defendeu.

Direitos trabalhistas

Rosseto também negou que as mudanças recentes no pagamento do seguro-desemprego, do abono salarial, do seguro-defeso e da pensão vitalícia representem a retirada de direitos trabalhistas consolidados. Segundo ele, o que o governo propõe são correções de desvios detectados nos últimos anos, principalmente em função da melhoria do cenário econômico brasileiro. “Nós não achamos que isso, em hipótese igual, significa redução de direito, mas sim uma adequação devido às qualidades do mercado de trabalho”, afirmou.

Ele garantiu que o seguro desemprego será mantido. “O que nós estamos propondo é uma alteração na regra de acesso, por conta da situação atual do mercado de trabalho brasileiro. Hoje, nós temos uma exigência de seis meses de trabalho ininterrupto para que o trabalhador acesse seu primeiro seguro-desemprego. E o que estamos propondo é que haja uma exigência de 18 meses não ininterruptos no período de 24 meses, de tal forma que a gente possa desestimular a rotatividade que temos hoje nos postos de trabalho”, esclareceu.

O ministro explicou, ainda, que a mudança nas regras de pagamento da pensão vitalícia visa corrigir uma séria distorção amparada pela legislação, que permite que jovens que jamais trabalharam ou contribuíram com a previdência recebam uma pensão vitalícia ao se casarem com idosos de forma fraudulenta, muitas vezes estimulados por agências criadas especificamente para isso. “São jovens que nunca trabalharam passam a ter uma pensão vitalícia anos paga pelo povo brasileiro. Há que se corrigir essas distorções”, defendeu.

Ele criticou também a distorção conjuntural relacionada ao abono salarial, criado nos anos 90 como mecanismo compensatório ao cenário de inflação muito alta no qual o salário mínimo, em valores atuais, não passava de R$ 300. “Hoje, um trabalhador com um mês de contribuição assegura um salário inteiro no ano subsequente. O que nos queremos estimular é a manutenção no ambiente de trabalho. Estamos propondo que aja uma proporcionalidade no que o trabalhador recebe”, explicou.

O ministro sustentou que todas essas medidas ainda estão sendo discutidas com as centrais sindicais e acenou com a possibilidade de alterações pontuais. “São ajustes corretivos que tem como objetivo sustentar essa estratégia de crescimento econômico que nós queremos. Nós estamos convencidos da necessidade das medidas, mas manteremos um diálogo de mão dupla com as centrais. É evidente que as medidas podem ser qualificadas e ajustadas”, concluiu.

CENTRAIS SINDICAIS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA MEDIDAS ADOTADAS PELO GOVERNO QUE ATINGEM OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

fecd2562-cf8d-426a-b26b-4b54ac7a1712Ontem, dia 28, as centrais sindicais realizaram manifestações em várias capitais do país contra as medidas econômicas adotadas pelo governo federal que, para os manifestantes, atinge os direitos dos trabalhadores. No ato, os trabalhadores, exigiram, também, a revogação das medidas provisórias 664 e 665 que foram anunciadas no fim do ano passado. Segundo os trabalhadores, essas medidas dificultam ao cesso a direitos trabalhistas e previdenciários, como o seguro-desemprego, auxílio doença e abono salarial.

Em São Paulo as centrais sindicais conseguiram reunir mais de 5 mil trabalhadores, na Avenida Paulista. Entre os discursos se destacaram os temas que afirmam que os trabalhadores não vão se sensibilizar com a flexibilização de alguns pontos das medidas provisórias, porque retiram conquistas dos trabalhadores.

Em São Paulo alguns dos líderes sindicais assim se posicionaram.

“A mudança no seguro-desemprego mexe com a renda de 9 milhões de trabalhadores. São, por exemplo, os trabalhadores da construção civil, que trabalham em um projeto de um ano e depois vão para outro, nem sempre imediatamente. É da natureza da profissão. Não somos favoráveis à desvios na Previdência, Trabalho, mas inaceitável que o governo ajuste suas contas às contas dos mais pobres.

O que nos blindou da crise econômica de 2008 foi produção interna, não o aumento do juro e endurecimento do crédito”, Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

 “A realidade do trabalhador não é de um personagem de novela que forja uma morte para escapar da justiça. As pessoas não estão morrendo para pegar pensão. O que precisamos é de uma política que combata a alta rotatividade nos empregos, não que passe uma maquiagem nela”, Herbert Claros, vice-presidente da CSP-Conlutas.

 “Nos Estados Unidos, berço do capitalismo, presidente Barack Obama já se posicionou a favor da taxação das grandes fortunas. Nós temos que enfrentar a besta e seguir adiante num projeto de desenvolvimento sustentável, com olhar especial para a classe trabalhadora, que sofre demais com arrochos como os que estão sendo postos”, Ricardo Patah, presidente da UGT.

Na semana que vem os representantes da centrais vão se encontrar com os ministros Miguel Rosseto, Secretaria-Geral da Presidência, Carlos Gaba, Previdência, Manuel Dias, Trabalho e Emprego, e Nelson Barbosa, Planejamento. Na ocasião os líderes sindicais apresentarão um documento para ser entregue à presidenta Dilma.

Entrevista com o economista do governo do Syriza

‘A Europa não aprendeu as lições da história, e enquanto não mudarmos de rumo, é improvável que consigamos manter o conjunto da união.’

Johanna Jaufer – ORF

Johanna Jaufer entrevistou, para a TV pública austríaca ORF, o economista Yanis Varoufakis, que com grande probabilidade dirigirá as negociações do novo governo da esquerda radical grega Syriza com a troika.

– O senhor tem agora três semanas como político profissional…
Duas semanas.

– O senhor teve que pensar muito? Escreveu também em seu blog que as coisas te davam pânico.

Foi uma decisão grave. Primeiro, porque eu entrava na política para realizar uma tarefa que sempre pensei que deveria ocorrer, e me foi oferecida a oportunidade de por as mãos à obra. Tem a ver com as negociações entre a Grécia e a União Europeia: trata-se de um projeto e de uma perspectiva extremamente difíceis. Por outro lado, eu sou um acadêmico, um cidadão, um cidadão ativo, de modo que estou habituado a um tipo de diálogo no qual eu realmente aprendo com você e você comigo: teremos desacordos, mas através deles nossos respectivos pontos de vista se enriquecerão.

– Não é que um se imponha sobre o outro…

Exato. Mas na política é pior: cada parte trata de destruir a outra parte – diante do público –, e isso é algo que me é alheio, algo para o qual de forma alguma estou disposto a servir.

– E o que acontecerá com seu trabalho na universidade? O senhor o deixa em suspenso?

Sim, de fato. Deixei a Universidade do Texas. Mantenho minha cátedra na Universidade de Atenas – sem salário – e espero que não passe muito tempo antes de eu voltar.

– O senhor estaria disposto a permanecer em um governo por mais tempo?

Não. Não quero fazer carreira política. Idealmente, o que queria é que outro o fizesse, e que o fizesse melhor do que eu. Só que esta era a única chance para fazer algo que não se poderia fazer de outra forma. Não sou um profeta, de modo que não posso lhe dizer onde estarei em dois, três, cinco ou dez anos. Mas se me perguntar agora, o ótimo para mim seria que nosso governo tivesse êxito na negociação de um acordo com a Europa que tornasse a Grécia sustentável, e que logo outras pessoas, sabe… o poder deve ser rotativo, ninguém deveria se viciar nele.

O que foi publicado várias vezes na Alemanha e na Áustria é o assunto das reparações, porque a Alemanha escapou de pagar as reparações propriamente ditas após a II Guerra Mundial. Em sua opinião, por que isso aconteceu? Talvez porque alegaram que a Alemanha se encontrava dividida, e esperavam uma reunificação? Ou os norte-americanos alegaram que precisavam de uma Alemanha capaz de abrigar suas bases militares, o que deixava os reclamantes em suspenso? Ou foi uma combinação de ambas as coisas?

Foi uma combinação. Nos anos 40, os Aliados haviam decidido transformar de novo a Alemanha em um país camponês. Propuseram-se a desmantelar 700 fábricas industriais, e foram os norte-americanos que frearam esse plano. De modo que, sim, destruíram 700, mas logo mudaram de ideia. Mudaram por razões que têm a ver com o modo como os EUA estavam desenhando o capitalismo global: precisavam de uma moeda forte na Europa e uma moeda forte na Ásia (que acabaram sendo o marco alemão e o iene japonês), e todo o projeto da União Europeia se construiu em torno desse plano. Nós gostamos de pensar na Europa que a União Europeia foi nossa própria criação. Não foi. Foi um desenho norte-americano que logo nós adotamos e que, é claro, era congruente com o que desejávamos, com nossas aspirações. Parte desse desenho intentava estimular a economia alemã, tirá-la da depressão, tirá-la do poço em que se encontrava nos anos 40, e um componente importante de qualquer intenção de revitalizar uma economia passa por aliviar sua dívida, por uma remissão importante da dívida, por um perdão da dívida. Assim, em 1953 foi organizada a Conferência da Dívida de Londres, que resultou em uma remissão da dívida alemã em prejuízo de muitas nações, entre elas a Grécia. Mas a Grécia é um caso especial, porque a Alemanha havia contraído com ela uma dívida que não tinha com nenhuma outra nação: em 1943, a Kommandatur aqui, em Atenas, impôs ao Banco da Grécia uma acordo por meio do qual este banco imprimiria um monte de dracmas – dracmas de guerra – e o forneceria às autoridades alemãs para que estas pudessem comprar material, financiar seus esforços de guerra e acumular bens agrícolas para a Wehrmacht etc. O interessante é que as autoridades alemãs assinaram um contrato: deixaram por escrito a soma do dinheiro que pegavam emprestado. Prometeram pagar juros. Foi, portanto, um empréstimo formal. Os documentos ainda existem e se encontram em poder do Banco (Central) da Grécia. Nada parecido aconteceu com nenhum outro país. De tal forma que esta é uma dívida oficial, como um bônus, contraída com a Grécia em tempo de guerra pelo estado nazista alemão.

– O senhor conseguiria dar cifras precisas?

Cifras precisas. Não há como dizer, a dificuldade está em traduzir essa moeda de guerra, que chegou muito rapidamente a ser totalmente inflacionária por conta da quantidade de dracmas impressos. As autoridades alemãs, ao aceitar esse empréstimo do Banco da Grécia e fazer compras, desvalorizaram a moeda, o que teve enormes custos sociais secundários em toda a Grécia. É muito difícil computar exatamente quanto se traduz esse empréstimo em termos atuais, como compõem os juros como convertê-los, como calcular o custo da hiperinflação causada… Meu ponto de vista é que somos sócios; deveríamos deixar de moralizar, deveríamos deixar de nos apontar o dedo. A teoria econômica bíblica – “olho por olho, dente por dente” – deixa todo mundo cego e desdentado. Deveríamos, simplesmente, nos sentar com o mesmo espírito com que os EUA se sentaram em 1953, sem fazer perguntas como: “os alemães merecem castigo?”, “é culpa ou é pecado?”. Já sei que em alemão os dois conceitos – “culpa” e “dívida” – se expressam com a mesma palavra (Schuld), antônima de crédito. Deveríamos nos limitar a fazer esta simples questão: como podemos voltar a tornar a economia social sustentável, de tal modo que os cortes da crise grega sejam minimizados para o alemão médio, para o austríaco médio, para o europeu médio.

– Por que muita gente da Europa setentrional não temeu que os cortes de direitos sociais do anos 90 poderiam ser um presságio do mesmo tipo de coisa que agora está acontecendo aqui (na Grécia)?

Creio que tudo seja culpa de Esopo. Sua fábula da formiga e da cigarra: a formiga trabalha duro, não desfruta da vida, guarda dinheiro (ou valor), enquanto a cigarra se limita a vagabundear ao sol, a cantar e não fazer nada, e logo vem o inverno e coloca cada um em seu lugar. É uma boa fábula: desgraçadamente, na Europa predomina a estranhíssima ideia de que todas as cigarras vivem no Sul e todas as formigas, no Norte. Quando, na realidade, o que existem são formigas e cigarras em todo lugar. O que aconteceu antes da crise – é minha revisão da fábula de Esopo – é que as cigarras do Norte e as cigarras do Sul, banqueiros do Norte e banqueiros do Sul, digamos que por acaso se aliaram para criar uma bolha, uma bolha financeira que os enriqueceu enormemente, permitindo-lhes cantar e vagabundear ao sol, enquanto que as formigas do Norte e do Sul trabalham em condições cada vez mais difíceis, inclusive nos bons tempos: conseguir que as contas batessem em 2003, em 2004, não tornou as coisas nada fáceis para as formigas do Norte e do Sul; e logo quando a bolha que as cigarras do Norte e as cigarras do Sul haviam criado estourou, as cigarras do Norte e do Sul se puseram de acordo e decidiram que a culpa era das formigas do Norte e das Formigas do Sul. A melhor forma de fazer isso era enfrentar as formigas do Norte com as formigas do Sul, contando-lhes que no Sul só viviam cigarras. Assim, a União Europeia começou a se fragmentar, e o alemão médio odeia o grego médio, o grego médio odeia o alemão médio. Não tardará para que o alemão médio odeie o alemão médio, e o grego médio odeie o grego médio.

– Isso já começou, não?

Sim, já estamos vendo. E é exatamente o que aconteceu nos anos 30, e Karl Marx estava completamente equivocado quando disse que a história se repete como farsa. Aqui a história se repete, simplesmente.

– Em relação à decisão do sr. Draghi de inundar o mercado com bilhões de euros, vi que o senhor disse que isso é como usar uma pistolinha de água em um incêndio florestal.

Eu acredito que o sr. Draghi tem boas intenções. Quer manter unida a zona do euro, e é muito competente. Faz o que pode, dadas as suas restrições. Não tenho a menor dúvida – embora ele jamais o admitirá – de que entende cabalmente que o que está fazendo é muito pouco e muito tarde: uma pistolinha de água diante de um grande incêndio florestal. Mas ele acredita que até uma pistolinha de água é melhor do que nada. Se foi declarado um incêndio, ele preferiria usar um canhão de água, e teria preferido começar a usá-lo antes, mas isso não lhe foi permitido porque na Europa temos uma Carta do BCE que ata seus pés e suas mãos e o limita a ficar em seu quadrado para lutar contra o monstro da inflação, o que é muito justo para o BCE. E assim será enquanto a Europa não compreender o que é imperiosamente necessário do ponto de vista econômico para sustentar uma união monetária, enquanto não acabe de entender por que se dá toda essa fragmentação e a crescente renacionalização de tudo, incluída agora a flexibilização quantitativa do senhor Draghi (80% das compras de bônus serão realizadas pelos Bancos Centrais nacionais, como se estes existissem separadamente do BCE). Porque essa fragmentação e essa renacionalização é exatamente o oposto ao que deveríamos estar fazendo, que é dar as mãos, consolidar. Como os EUA se formaram? Cada vez que tinham uma crise – a Guerra Civil, a Grande Depressão – avançavam em sua união, nós dizemos que estamos fazendo isso com as “uniões bancárias” com os “Mecanismos Europeus de Estabilização”, mas não é verdade. Criamos uma união bancária que não é uma união bancária, é uma desunião bancária, e a chamamos, ao modo orwelliano, de “união bancária”. A Europa, dessa forma, não aprendeu as lições da história, e enquanto não mudarmos de rumo, é improvável que consigamos manter o conjunto da união.

– A respeito dos planos do Syriza para revitalizar a indústria da Grécia, Theodoros Paraskevopoulos disse que também é preciso recuperar as dimensões do setor farmacêutico, porque tem uma boa base. Como seria isso?

Eu que sei! Por alguma razão, temos boas empresas farmacêuticas que têm sólidas exportações. Precisamos ajudá-las e precisamos criar indústrias assim em outros setores também.

– Por exemplo?

Acho que temos excelentes programadores e engenheiros de software, de tal forma que deveríamos fazer algo parecido com o que Israel fez. Criar uma rede de pequenas empresas emergentes voltadas internacionalmente à exportação. Se algumas delas acabam sendo compradas pelo Google etc., não é uma coisa ruim. É o tipo de coisa que deveríamos planejar e apoiar, se pudermos.

– Em relação a atrair investidores estrangeiros à Grécia, existe alguma ideia parecida com associações público-privadas, algo em que os países da Europa setentrional conheceram muitos problemas no passado?

Eu não sou defensor das empresas público-privadas. Ali onde se ensaiaram fazer essas associações, sempre terminaram drenando recursos do Estado sem produzir qualquer valor significativo. Normalmente, foram exercícios de corte de gastos, e ao final, sem o menor efeito de desenvolvimento. Acho que devemos tender ao desenvolvimento de ativos públicos já existentes sem vendê-los – agora mesmo estamos liquidando e vendendo mal simplesmente para arrecadar fundos –, de modo que o dinheiro do setor privado, os fundos de investimento, possam vir e contribuir para o desenvolvimento de uma forma mutuamente benéfica. É um tipo de empreendimento público-privado, mas não no estilo feito pela Grã-Bretanha e outros países.

– Voltando à discussão do memorando: entre quais fatores o senhor acredita que a sr.ª Merkel está ligada?

Acho que a Alemanha se encontra dividida. Os interesses dos bancos em Frankfurt não são os mesmos que os dos bancos médios, da mesma forma que os interesses das pequenas e médias empresas na Alemanha central não são os mesmos que os da Siemens ou da Volkswagen etc. É muito diferente ter sua capacidade produtiva localizada exclusivamente na Alemanha, como as empresas pequenas e médias, ou estar embarcado em uma globalização e ter fábricas na China e no México. A sr.ª Merkel é uma política astuta e percebe – ou acredita perceber – que não existe um consenso entre esses interesses a respeito do que é preciso fazer com o euro, com o nosso Banco Central, com a periferia etc. A sr.ª Merkel simplesmente não moverá qualquer peça até que haja um consenso que garanta a sobrevivência política.

– Mas esse consenso não é possível.

Bom, veja você, por exemplo, o que aconteceu em 2012 com o anúncio unilateral por parte do sr. Draghi das Operações Monetárias sobre Títulos (OMT announcement), ou agora mesmo, com a Flexibilização Quantitativa. Verá que, quando começam a ouvir vozes que dizem: “Fiquem de olho, meus amigos, que a deflação está nos matando, temos que fazer alguma coisa”, então a sr.ª Merkel pode se servir dessas vozes para dizer: “apoiarei o sr. Draghi, haja o que houver”. Assim, não é um consenso-consenso, mas ela está calibrando as placas tectônicas movediças sob seus pés. E o modo como o faz é muito astuto. Eu a convidaria para pensar em seu legado para além da própria sobrevivência, e gostaria que considerasse a possibilidade de que em 10, 20 ou 100 anos, a Europa pudesse falar não apenas de um plano Marshall que salvou a Alemanha, mas também de um plano Merkel que salvou o euro.

*Yanis Varoufakis é um reconhecido economista greco-australiano de reputação científica internacional. É professor de política econômica na Universidade de Atenas e conselheiro do programa econômico do partido grego de esquerda Syriza. Atualmente, leciona nos EUA, na Universidade do Texas. Seu último livro, O Minotauro Global, para muitos críticos é a melhor explicação teórico-econômica da evolução do capitalismo nas últimas 6 décadas.

Tradução de Daniella Cambaúva

Xirê (festa) de Derrubada do Mastro de São Sebastião no Centro de Tambores de Mina Gegê-Nagô de Nochê Emilia de Tóy lissá

1

Para o Tambor de Mina, São Sebastião é um Xapanã, Rei da Praia do Lençol, Tóy Azaká ou pai Oxóssi.

2

 

Onde no Centro de Tambor de Mina Gegê-Nagô Emilia de Tóy Lissá, ocorre a Novena de São Sebastião (durante nove dias antes da festa),deste a fundação  do Centro,a derrubada do mastro,louvores,Pontos Cantados de Saudação,Hinos e a história contada na novena sobre São Sebastião,Saudando o Santo Guerreiro.

3

 

Ele é Católico, protetor dos Gays, dos que lutam pela liberdade, defendendo dos males da desunião e da discórdia.

4

Louvado Seja nosso Senhor Jesus Cristo por quem o valoroso São Sebastião padeceu e morreu, crivado de setas, amarrado a uma laranjeira.

5

Trazei-nos, glorioso Mártir, a paz. São Sebastião, velai por nós, atendei-nos, protegei-nos.

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 Òké Wou!!!Òké Wou!!!

7

 

É Rei!É Rei!Sebastião!

É Rei!É Rei!Sebastião!

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Ele é Xapanã!

Ele é Xapanã!

Ele é flecheiro atirador.

 

 

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Ele é cabloco do mato.

Ó, viva Oxóssi, – é meu pai.

11

 

Ele é cabloco do mato.

Ó, viva Oxóssi, – é meu pai.

 

 

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Oxóssi é Rei no Céu!

Oxóssi é Rei na Terra!

Ele não desce do Céu sem Coroa.

12

Ele não desceu do Céu sem Coroa

E sem a sua mungangas de guerra.

 Como toda Xirê (festa),tem participação coletiva de todos ,os Êres ,não ficaram de fora, pois eles são a energia infantil ligada aos Orixás.

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São Sebastião! Santo Padroeiro!

São Sebastião!Santo Padroeiro!

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Ilumina os filhos!E a mãe do terreiro!

Ilumina os filhos! E a mãe do terreiro!

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Salve o São Sebastião!Salve!

Salve o Santo Guerreiro!Salve!

Nochê Hunjaí Emilia de Tóy Lissá nos disse que Oxóssi (Òsóòsi) é o deus caçador, senhor das florestas e de todos os seres que ali habitam orixá da fartura e da riqueza.

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E o caçador veio, no Orí de  Pai Dinho de Azaká(vodum caçador, e muito raro) para receber a Saudação de todos os convidados,encantados e voduns presentes na Ilê.Em sua dança de ritmo “corrido”,simulando o gesto de atirar flechas para a direita e esquerda.Ele imita o cavaleiro que persegue a caça,num deslizar suave,e que as vezes pula e gira sobre si mesmo.

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Seu Dia: quinta-feira.

Cor: azul-real e verde- folha.

Símbolos: ofá (arco), damatá (flecha), eruexim (rabo de boi).

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Elementos da natureza: terra,matas e campos cultiváveis.                                                                       

Atributos de personalidade: paciência,curiosidade, cuidado da família.

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Dominios: caça,agricultura,alimentação e fartura.

Alimentos preferidos e interditos: cabrito, javali ,coelho,faisão,milho e aluá de abacaxi e milho.

Depois da Saudação Pai Dinho de Azaká,falou ao Afinsophia sobre Oxósi no seu Orí( Coroa):

-Então: “ Azaká ou Oxóssi é o vodun ou Orixá que rege com todo prazer e satisfação ,minha Coroa ou Orí.Sua saudação na Mina é : Oke Wou.A Mina é muita importante na vida porque: Primeiro é o culto de minha querida Mãe,que escolheu como religião dela.E pó tantas coisas passadas, aprendi muito com ela. A Mina é a Nação na qual me identifiquei e casei com ela com as confirmações de meus Voduns ou Orixás. Hoje não sei nem definir a felicidade que sinto de ser um Vodunsi-re ou Graduado na Nação Mina Gegê-Nagô. Amo minha Mãe carnal e de Santo Nochê Mãe Emilia de Tóy Lissá.Amo meu Ilê ou Casa de Santo Ou Centro de Tambores.amo meu Vodun ou Orixá: Tóy Azaká ou Pai Oxóssi. Amo meu caboclo ou encantado: Seu Coly Maneiro, codoense do Codó”.

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Òké Wou!! Òké Wou!!

Salve O Santo Guerreiro!Salve!

Salve São Sebastião!Salve!

Salve o dia de Hoje!Salve!

Salve Pai Oxóssi!Salve!

 

DILMA SE ENCONTRA COM CORPO MINISTERIAL E FALA SOBRE COMBATE À CORRUPÇÃO, LISURA, BUROCRACIA E DEFESA DA PETROBRÁS

945080-reuni%C3%A3o%20ministerial%20_granja%20do%20torto0114A presidenta Dilma Vana Rousseff se reuniu na Residência Oficial da Granja do Torto, em Brasília, com o corpo ministerial de seu governo. É a primeira reunião que ela realiza com seus ministros. Na reunião todos os ministros compareceram.

Durante o encontra, Dilma pediu austeridade nos gastos de cada pasta, combate à corrupção, empenho para que a reforma política seja realizada, menos burocracia, falta de água em São Paulo e defendeu a estatal Petrobrás. Ela também lembrou aos ministros para serem claros quanto aos boatos e que eles devem levar à opinião pública a posição do governo.

“Todos vocês devem atuar sempre orientados pelo compromisso com a correção e a lisura. Espero que enfrentem com firmeza todo e qualquer indício de mau uso do dinheiro público nas áreas sob seu comando.

As restrições exigiram mais eficiência nos gastos, tarefa, que estou certa, todos executarão com excelência. Vamos fazer mais, gastando menos.

Defendemos um pacto nacional contra a corrupção que envolve todas as esferas de governo, de poder, tanto no ambiente público como privado. Seremos implacáveis no combate aos corruptores e aos corruptos.

Sejam claros e precisos e se façam entender. Não podemos deixar dúvidas.

Menos burocracia representa menos tempo e menos recursos gastos em tarefas acessórias e secundárias.

Temos que defender a Petrobrás. As punições devem ocorrer com rigor, mas sem deixar de acreditar na mais brasileira das empresas, a amis estratégica e que mais contrata e investe no país.

Temos que continuar apostando na governança da melhoria da Petrobrás. Aliás, de todas as empresas privadas e, em especial, das empresas públicas. O ato de fechar as portas da corrupção, não pode fechar as portas para o crescimento, progresso e emprego.

Punir, ser capaz de combater a corrupção, não pode significar a destruição de empresas privadas. As empresas têm que ser preservadas. As pessoas culpadas é que têm que ser punidas.

Nossa tarefa será de manter o projeto de desenvolvimento iniciado em 2003, mas dar continuidade com avanços, com mudanças que darão mais consistência e velocidade a esse projeto”, observou Dilma.

A presidenta também pediu que os ministros aperfeiçoem o diálogo com o Congresso Nacional, prefeitos, governadores e movimentos sociais.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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