Arquivo para agosto \31\UTC 2014

As mil faces de Marina Silva

Do ponto de vista dos valores, Marina representa o completo oposto da renovação, possuindo opiniões bastante conservadoras sob qualquer prisma que se olhe.

Guilherme Santos Mello – Brasil Debate(*)

Se eleita, a candidata do PSB se aliará aos interesses dos bancos, do mercado financeiro e de parcelas do empresariado, enquanto que, no Congresso Nacional, se verá obrigada a amarrar uma aliança que conte ao menos com o PSDB e o PMDB para lhe garantir governabilidade.

Em política, uma imagem vale mais que mil palavras. A construção da imagem política é um processo lento, que exige a repetição contínua de alguns mantras e a obstinação de seus seguidores.

Uma vez construída, a desestruturação da imagem de um partido ou candidato pode se provar dificil de se consumar, mesmo com bons argumentos para isso.

No caso do PT, por exemplo, ao longo de sua história constituíram-se duas fortes imagens vinculadas ao partido: a de guardião da ética na política e a de defensor dos mais pobres e trabalhadores.

A primeira imagem, formada enquanto o PT se encontrava na oposição, foi fortemente abalada por alguns escândalos de corrupção ocorridos nas gestões petistas.

Mesmo assim, até hoje o PT não representa, no imaginário da maior parte da população (excluíndo-se aí parcelas tipicamente anti-petistas), um partido corrupto, apesar do bombardeio midiático incessante contra a agremiação partidária.

Por outro lado, a imagem de partido defensor dos interesses dos pobres e trabalhadores apenas se reforçou com os quase 12 anos de governo petista à frente da Presidência da República.

Projeto próprio

No caso de Marina Silva, a construção de sua imagem é mais recente. Após cumprir mandato no Senado pelo PT e ser ministra do Meio Ambiente de Lula, Marina abandonou o partido em busca da construção de um projeto político próprio.

Sua histórica ligação com as causas ambientais iniciaram a construção da imagem de uma militante verde, que apenas se reforçou com seu ingresso e candidatura federal pelo Partido Verde.

No entanto, a causa ambiental, apesar de possuir forte apelo em parcelas da juventude, é insuficiente para construir uma imagem política forte para gabaritar alguém a assumir o cargo máximo da república.

Novidade política?

Sendo assim, outro fator teve que ser agregado à imagem de Marina ao longo dos últimos anos: a de novidade política que propõe uma ruptura com o sistema político atual.

Com essas duas imagens construídas, Marina Silva parece conquistar parte significava da juventude de classe média alta das grandes cidades, que se preocupam com a questão ambiental e gostariam de ver uma nova ordem política no País.

Neste momento em que Marina mais uma vez se lança à Presidência da República, nos cabe perguntar: qual o conteúdo por trás de sua imagem?

De galho em galho

Pois vejamos: do ponto de vista político, Marina é uma ex-petista que, após sua saída do PT, passou pelo PV, do qual fez uso como plataforma para organizar sua campanha.

Após desavenças no PV, tentou fundar um novo partido a tempo de servir como plataforma eleitoral para seu renovado projeto eleitoral. Não tendo êxito nesta empreitada, aceitou aderir ao PSB para ser capaz de manter seu projeto de poder vivo.

O projeto político de Marina Silva parece ser a ascensão ao poder de Marina Silva, independente de por qual partido isso ocorra.

Nada mais tradicional no jogo de poder da política brasileira do que políticos com projetos pessoais de poder, independentemente de partidos e base social, como o caso aqui descrito.

Além disso, Marina é incapaz de explicar como irá governar sem o apoio dos principais partidos políticos constituídos, se valendo de frases de efeito como “governar com os melhores”, que não possuem aderência à realidade do modelo político brasileiro.

Discurso frágil

O fato de sua campanha ser liderada pela família Bornhausen em Santa Catarina e por Heráclito Fortes no Piauí, ambos conservadores políticos tradicionais ex-integrandes do DEM, demonstra a fragilidade do discurso marinista.

Do ponto de vista econômico, Marina Silva não representa nenhuma novidade no debate público. Suas posições sobre o tema, até o momento, são repetições do discurso liberal de Eduardo Giannetti, seu assessor econômico ligado historicamente ao PSDB.

Em recentes declarações, Gianetti tem repetido para quem quiser ouvir que o projeto econômico de Marina é basicamente o mesmo que o projeto de Aécio Neves, o que ao contrário de representar uma novidade, parece apontar para um retorno ao modelo econômico do governo FHC.

A defesa da redução do papel do Estado, do corte de gastos (inclusive de gastos sociais) e do controle radical da inflação, mesmo que as custas de maior desemprego e de uma recessão, foram plenamente incorporadas no discurso de Marina.

Dúbia e conservadora

Por fim, do ponto de vista dos valores, Marina representa o completo oposto da renovação, possuindo opiniões bastante conservadoras sob qualquer prisma que se analise.

Sua postura sobre aborto, combate às drogas, criminalização da homofobia dentre outros tópicos polêmicos a tornam a candidata mais conservadora do pleito atual no que diz respeito ao debate sobre costumes.

Sua formação evangélica, que lhe serve como base de sustentação política, permite que mantenha em público um discurso dúbio sobre temas polêmicos (como sua proposta de realizar um plebiscito para discutir a questão do aborto), mantendo assim seu eleitorado evangélico ao mesmo tempo em que sinaliza alguma esperança aos eleitores mais progressistas.

Imagem e semelhança

Ao final, o que sobra de novidade em Marina? Apesar de incorporar ao seu discurso a temática ambiental, em todas as outras áreas Marina se parece muito com um político tradicional.

Politicamente, muda de partido com o objetivo de viabilizar seu projeto pessoal de poder. Economicamente, se alinha ao discurso liberal do PSDB, se valendo de ex-tucanos como seus principais assessores.

No quesito dos valores, adota posturas conservadoras e as minimiza posteriormente para agradar algumas parcelas da juventude mais progressista.

Em caso de vitória eleitoral, um possível governo Marina Silva se veria diante do seguinte dilema: garantir governabilidade se apoiando em setores políticos tradicionais dentro e fora do Congresso, o que equivaleria a uma traição aos eleitores que apostaram na ideia de que é possível fazer política de uma forma “nova”; ou honrar seus compromissos com o eleitorado e não ter força política para governar, caindo no risco de paralisia governamental ou mesmo instabilidade institucional.

Caso resolva construir uma aliança com os setores tradicionais,suas recentes declarações e seus apoiadores atuais nos fazem crer que seu governo se aliará aos interesses dos bancos, do mercado financeiro e de parcelas do empresariado, enquanto no Congresso Nacional se verá obrigada a amarrar uma aliança que conte ao menos com o PSDB e o PMDB para lhe garantir governabilidade. O que há de “novo” nessas alianças de poder?

Não seria esse arco de sustentação o retorno à velha coalizão liberal de FHC? Talvez isso explique o recente abondono do ex-presidente ao candidato de seu partido e suas declarações de apoio velado à Marina Silva.

Apesar de seu discurso e suas ações não corresponderem à sua imagem, será difícil a seus adversários desconstruir o mito Marina Silva.

Além de haver pouco tempo de campanha eleitoral, a candidata dificilmente irá assumir posturas muito claras na maior parte do debate, mantendo-se como um “espectro” inatacável. Caso se mantenha bem posicionada nas pesquisas, dificilmente tal espectro irá se materializar em verdadeiros compromissos políticos, seja com os eleitores, seja com outros partidos políticos.

Caso, no entanto, a população passe a duvidar da imagem de Marina, ela terá que se materializar, sair do campo das ideias dúbias e assumir algumas posições concretas. Se isto ocorrer, o “mito” Marina Silva estará seriamente ameaçado, pois suas contradições podem vir à tona e torná-la apenas mais uma dessas boas ideais que se desmancham no ar.

É economista com doutorado pela Unicamp, pesquisador do Cecon-IE/Unicamp e professor da Facamp – See more at: http://brasildebate.com.br/as-mil-faces-de-marina-silva-a-camaleoa/#sthash.6wMHRiek.dpuf

(*) Economista com doutorado pela Unicamp, pesquisador do Cecon-IE/Unicamp e professor da Facamp

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A ESTÚPIDA PRETENSÃO DOS MARINANGÉLICOS EM TENTAREM IGUALAR SUA PASTORA A LULA

Lula PeB

Nos últimos dias, depois que Marina se autodeterminou (tem incautos que acreditam que foi o PSB quem indicou) candidata ao cargo de presidenta da República, tem surgido na mídia-sequelada, sites e blogs, até em chamados de esquerda, uma estupida tentativa de marinangélicos em pretenderem igualá-la a Lula. É lógico que se trata de uma trapaça com o objetivo de seduzir – mentir- os eleitores alienados, ausentes e lupemproletários da política.

Trata-se de estupidez, porque no mundo nada é igual. Tudo se encontra em movimento. Nem o ser-em-si, é igual a si mesmo. Muito menos Marina é igual a Lula. Os elementos que os marinangélicos recorrem para construir a estupida igualdade se baseiam nos fatos de que os dois nasceram em famílias pobres, que eles lutaram para sobreviver (na verdade, subviver, já que durante algum tempo passaram por privações)  e que sobreviveram e construíram existência políticas.

DAS ESTÚPIDAS FANTASIAS CALCULISTAS

Fantasias-calculistas das mais estúpidas. Outros nasceram pobres, sofreram e se tornaram burgueses. Abstraindo do modelo patriarcal, da moral-burguesa e da dogmática judaica-paulínea para não comprometer preconceituosamente o homem Lula, os percursos existenciais são produtos de acasos e escolhas comprometidas. Para isso, existem dois tipos de escolhas. Uma individual cujo sujeito visa si mesmo como beneficiado, outra coletiva, cujo sujeito se observa em relação comunalidade.

Entretanto, nos dois casos os percursos são sempre singulares. Duas pessoas podem ser gêmeas e caminharem pelos mesmos cômodos, ruas, estradas e terem convivências com as mesmas pessoas, mas seus percursos são diferentes. E, como é do conhecimento, até do sociólogo positivista, os percursos além de terem encadeamentos sócios-culturais, também contam com a genética como sua produtora.

Eles por si bastam para eliminar qualquer tentativa de igualar Marina a Lula. Embora os processuais atualizados por uma pessoa em seus percursos não sejam visíveis nem a ela nem a outra, entretanto o resultado desses processos é testemunhado  pelos outros através, das manifestações que essa pessoa materializa em suas relações sociais.  São através das exteriorizações dos dois que são concebidas as diferenças abismais entre eles, e que os marinangélicos estupidamente não enxergam.

ONDE AS DIFERENÇAS SE ESCANCARAM

Para Lula, como metalúrgico, a consciência do trabalhador nasce da relação do trabalhador com a matéria, trabalho assalariado. Ou seja, o mundo objetivo produz a consciência que vai compreender a condição de explorado pelo capital. Para Marina, a ideia produz o mundo e não a matéria. Essa ideia deriva da determinação de um poder sobrenatural. O que significa dizer, que para ela, primeiro existe a ideia de trabalhador e não a força de trabalho traduzida em faculdades física, cognitiva, imaginativa, memorial. Ou seja, o trabalhador não é primeiro uma realidade física-psíquica, mas antes uma ideia. Nessa posição, Marina é uma idealista-teológica, por isso obreira da Assembleia de Deus, e crente da teoria criacionista. O que a impede de acreditar na evolução, na história e na política.

Lula é católico, mas é um realista. Lula concebe a Natureza nela mesma. Marina concebe a Natureza pela força de sua fantasia-sobrenatural. O filósofo Nietzsche, diria que ela concebe a Natureza por uma visão divinizada, por isso não alcança o Naturante da Natureza. Esse o motivo de ser companheira da Natura que usa esse termo natureza alienado de seu conceito real, para melhor enriquecer. Entre Marina e a Natureza existe uma quimera, como dizem os estóicos, que a impede de chegar à substância Natureza-Naturante.

DAS DESIGUALDADES DOS VALORES

Outras desigualdades entre os dois encontram-se nos valores que os dois expressam em suas convivências. Lula criou o Partido dos Trabalhadores, junto com filósofos, antropólogos, sociólogos, poetas, músicos, jornalistas, atores, atrizes, cientistas, operários, dramaturgos, cinegrafistas, a subjetividade expressiva que se opunha à ditadura civil-militar e ainda hoje permanece nele. A cartografia de desejos políticos que mudou o Brasil.

Lula continua com a mesma consciência trabalhadora, mesmo depois de eleito duas vezes presidente. Não se tornou vaidoso, burguês, e muito menos ambicioso. É respeitado como o maior líder do país, e quiçá do mundo, porque sempre agregou e tem o homem como um ser concreto que pode criar as condições históricas para sua vida ser produtiva e alegre.

Marina, em razão da idade e das circunstâncias, não participou da produção dessa cartografia de desejos políticos que criou poieticamente o PT. Entrou no PT com sentido de criação do partido muito diferente de seus princípios cartográficos. Diferente de Lula, não é de partido, como diz a deputada Erundina. Já transitou por alguns e agora tenta criar sua Rede. E, também, ao contrário de Lula, é vaidosa, ambiciosa, desagregadora, prepotente, homofóbica, tem o homem como um ser abstrato, visto que para ela o homem é uma ideia que sai das determinações de um poder sobrenatural, e não de suas vivências históricas. Mesmo assim, acredita na bancocracia, como diz Marx, sobre a ideologia do burguês capitalista.  

Por essa condição idealista-teológica não pode conceber a miséria como possível de desparecer quando se conceber, realistamente, um mundo sem miséria, como diz o filósofo, Sartre. Quando fala em governar com “os bons” seu enunciado não é produzido na concretude da objetividade perversa do capitalismo. Foi por essa falha-epistemológica que afirmou que Chico Mendes era elite. E não percebeu que ele não era ambientalista e sim sindicalista.

NÃO HÁ MILAGRES

Diante dessas demonstrações óbvias, fica a certeza frustradora dos marinanagélicos de que nem por obra de um milagre, Marina pode ser igualada a Lula. Lula escapa, por sua singularidade, dos pressupostos metafísicos-burgueses de Marina.

CANDIDATURA DE MARINA NA BERLINDA DA JUSTIÇA. PROCURADORIA-GERAL ELEITORAL INSTAURA PROCEDIMENTO SOBRE O CASO DO AVIÃO

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O caso já é do conhecimento público. O avião Cessna 560XL, que Eduardo Campos sofreu o acidente fatal se encontra em um emaranhado de comprometimentos. Envolve amigos de Eduardo, ‘laranjas’, falta de declaração no Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), informações desencontradas feitas pelo PSB e a própria candidata Marina Silva. Um caso que pode ser sentenciado como crime eleitoral.

Diante do fato que tomou conta da opinião pública, o procurador-geral eleitoral Rodrigo Janot resolveu instaurar procedimento que determina o Ministério Público Eleitoral apurar se o avião respeitava a legislação eleitoral referente à prestação de contas parcial de acordo com a arrecadação e gastos envolvidos na campanha.

Desta forma, o comitê do Partido Socialista Brasileiro (PSB) terá que apresentar documentação comprovando a movimentação financeira para a utilização da aeronave na campanha presidencial. O PSB deve encaminhar a PGE os recibos eleitorais que comprovam a prestação de contas parcial, como determina a Resolução 23,406/2014 do Tribunal Superior Eleitoral.

No procedimento a PGE também pede da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre a propriedade do avião, e também sobre o registro de voou desde o mês de maio e do custo de locação de uma aeronave do mesmo modelo.

Analisando o quadro mostrado pela mídia de mercado e a descapitalizada, como os sites e blogs sujos, como também a informação do TSE que diz que o avião usado por Eduardo não foi declarado, a situação de Marina e do partido está periclitante. Juridicamente, se for comprovado tudo que já foi divulgado, até pela Polícia Federal, Marina, vai colher o que sua imprudência e ambição plantaram.

O SENTIDO DE NOVA POLÍTICA REPRESENTADO POR MARINA COMO CONCEITOS DE MENTIRA E MÁ-FÉ NO FILÓSOFO SARTRE

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A sociedade brasileira tem observado nos últimos dias, desde a morte de Eduardo Campos, a candidata-substituta Marina, se autonomear representante da nova política que carece o Brasil. Uma propaganda que tenta diferenciá-la dos outros candidatos pretendentes à Presidência da República. Uma representação que vem, segundo ditos especialistas, tomando corpo entre alguns eleitores.

Entretanto, a sociedade brasileira tem compreendido que Marina, não apresenta qualquer novidade no corpus político. Ela é tão apolítica como muitos que ela rejeita como contrários à vida política. Em sua ambição pelo poder, ela vem se aliando com o que há de mais reacionário no Brasil. O capitalismo financeiro representado por sua coordenadora-financeira Maria Alice Setúbal, vulgo Neca, uma das proprietárias do banco Itaú, o maior banco privado do Brasil, especuladores do capitalismo de mercado, o economista-burguês Eduardo Giannetti, e tem como seu vice Beto Albuquerque, representante obstinado do agronegócio entre outros personagens da velha política.

Além de quê, Marina, é carregada por afetos tristes fundados na base arcaica da história como, ambição, sentido de desagregação por interesse individual, ideia fixa, messianismo e uso de sua compleição física para catalisar consciências malogradas ou coaguladas, aqueles que se encontram imobilizadas, como diz o filósofo Sartre.

MARINA E AS ESTRUTURAS ONTOLÓGICAS

Diante dessa encenação de Marina, é oportuno recorrer ao filósofo da liberdade, Jean Paul Sartre, para tentar uma compreensão sobre sua consciência-representada. Compreender se essa consciência é fundada como estrutura ontológica da mentira ou da má-fé. Para isso precisamos entender que existem duas estruturas ontológicas, segundo Sartre, que nos fundamenta como existentes no mundo. A relação de uma existência com outro e a relação de uma existência consigo mesmo (ipseidade).

Na primeira, encontram-se dois projetos ontológicos: minha existência para o outro e a existência do outro para mim. Nos dois casos existem duas transcendências, a minha para chegar ao outro e a do outro para chegar a mim. O que o filósofo Heidegger chama de mit-sein: ser-com. Na segunda, há um projeto ontológico: eu chego em mim mesmo como Em-Si.

 A MENTIRA

Na mentira, que “é conduta de transcendência”, como diz Sartre, é necessário que o sujeito que mente, seja conhecedor da verdade que ele tenta esconder do outro. Impedir a transcendência do outro de sua liberdade como criadora de possíveis. Fazer com ele fique coagulado em relação à verdade. Torna-se imóvel em relação da verdade que lhe é ocultada pelo mentiroso. Em síntese: nadificar o outro.

O mentiroso, em seu projeto da mentira, tem inteira compreensão da verdade que altera. Por isso, há no mentiroso uma forma cruel de sadismo. Ele aproveita em seu benefício a dualidade ontológica de seu “eu e do eu do outro”. Esse sadismo se revela como a confirmação da anulação do projeto do outro.

A MÁ-FÉ

Enquanto o projeto da mentira é ocultar a verdade do outro, o projeto da má-fé é mentir para si mesmo. Mascara uma verdade desagradável para si ou “apresentar como verdade um erro agradável”. O que significa que eu escondo a verdade de mim mesmo. O que elimina a dualidade do enganador e do enganado que existe na mentira. Porque a má-fé não chega a mim de fora da realidade humana, mas a partir de mim mesmo. Ou seja, a consciência se afeta de má-fé. Para me enganar tenho que conhecer a verdade que pretendo ocultar de mim mesmo. Sou enganador e enganado na estrutura de um só projeto. Assim, o sujeito da má-fé tem consciência de sua má-fé, “pois o ser da consciência é consciência de ser”.

BREVE ILUSTRAÇÃO DA MÁ-FÉ EM UMA MULHER

Uma breve ilustração do filósofo Sartre, para entender melhor a consciência que Marina leva como representação. Uma mulher se encontra com um homem sabendo de suas intenções. O homem lhe fala com claro respeito e expressa sentimentos amáveis. A mulher, em sua facticidade, seu presente, aceita o jogo, mesmo sabendo o que ele objetiva. Aceitar o jogo é se colocar em transcendência àquilo que ela é. O homem segura sua mão, ela tem duas escolhas: recolhe a mão ou a abandona no desejo do homem. Se ela tira a mão revela o que é e o que sabe, e se ela deixa a mão ela se mostra não sendo. Ela escolhe a última. Configura-se a má-fé: ela mente para si, visto que o que queria era ser amada sem recorrer à mentira. Ela é facticidade, presença, e transcendência, com predominância da transcendência.

A MULHER NA MÁ-FÉ E O HOMEM NA MENTIRA

Na condição do projeto de má-fé, ela não foi amada em si, mas como outra, uma coisa divorciada do espírito que acreditou e aceitou os cortejos que o homem realizou e ela retribuiu como essa outra. Assim, como o homem não a amou em si, mas a sua transcendência como outra. Dessa forma, ela mentiu para si e o homem mentiu para ela. O homem só queria a experiência sexual de seu corpo como coisa, uma cadeira, uma mesa. Para seu propósito, elogiou sua inteligência, seus bons sentimentos, e ela aceitou para realizar seu projeto de má-fé, já que sabia o que realmente ele pretendia.

Sartre diz que ambos estão em condição de consciências malogradas. A opacidade de suas consciências impossibilitou que eles realizassem um encontro, já que nenhum dos dois era o que era. Ausentes de seus corpos e atos, foram a “divina ausência”, como diz Valéry, citado por Sartre.

A LIBERDADE MARINA ESCOLHER SUA REPRESENTAÇÃO

Como a filosofia de Sartre é a filosofia da liberdade que afirma que o homem encontra-se condenado à liberdade, e a liberdade se concretiza como “escolha que cria suas próprias possibilidades”, e não sendo Marina, a nova política, mas apenas uma representação no sentido teatral em que um ator se passa por uma outra personagem, Marina  encontra-se, de acordo com Sartre, tanto como consciência de projeto da mentira e consciência da má-fé. Tanto como uma consciência como outra, ela situa-se em estado de transcendência. É o que não é. Sua posição representada como nova política nada mais é do que a expressão da “divina ausência”.

OS ELEITORES DE MARINA SE ESCOLHEM ENGANADOS

E como diz Sartre, que todo homem é responsável por suas escolhas, seus eleitores são responsáveis por seus votos. Não estão sendo enganados. Eles escolheram o engano. Mas o grande perigo seria se Marina fosse eleita. Porque não governaria no estado de facticidade, mas no estado de transcendência. Muito distante do que é o Brasil e precisa.   

SINDICATO DE XAPURI, NO ACRE, PROTESTA CONTRA A AFIRMAÇÃO DE MARINA QUE DISSE SER CHICO MENDES ELITE

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Para fugir de um questionamento levantado por um dos participantes no alcunhado debate da TV Band, que afirmou que Marina estava se aliando com a elite, ela, de forma recorreu à estratégia de escape afirmando que todo mundo é elite. Os capitalistas, os trabalhadores, Chico Mendes… Uma forma de desconstruir a opinião pública de que está fazendo a velha política que ela nega.

Diante da conceituação de que Chico Mendes é elite feita por Marina, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri, no Acre, publicou uma nota de protesto contra o acinte eleitoreiro da candidata sobrenatural. No mesmo sentido a filha de Chico Mendes disse que não vota em Marina, mas em Dilma.

Leia a nota e a entrevista com  Dercy Cunha, a vice-presidenta do sindicato.

Diante da declaração da candidata à Presidência da República para as próximas eleições, Marina Silva, onde esta coloca o companheiro Chico Mendes junto a representantes da elite nacional, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre), legítimo representante do legado classista do companheiro Chico, vem a público manifestar-se nos seguintes termos:

Primeiramente, o companheiro Chico foi um sindicalista e não ambientalista, isso o coloca num ponto específico da luta de classes que compreendia a união dos Povos Tradicionais (Extrativistas, Indígenas, Ribeirinhos) contra a expansão pecuária e madeireira e a conseqüente devastação da Floresta. Essa visão distorcida do Chico Mendes Ambientalista foi levada para o Brasil e a outros países como forma de desqualificar e descaracterizar a classe trabalhadora do campo e fortalecer a temática capitalista ambiental que surgia.

Em segundo, os trabalhadores rurais da base territorial do Sindicato de Xapuri (Acre), não concordam com a atual política ambiental em curso no Brasil idealizada pela candidata Marina Silva enquanto Ministra do Meio Ambiente, refém de um modelo santuarista e de grandes Ong’s internacionais. Essa política prejudica a manutenção da cultura tradicional de manejo da floresta e a subsistência, e favorece empresários que, devido ao alto grau de burocratização, conseguem legalmente devastar, enquanto os habitantes das florestas cometem crimes ambientais.

Terceiro, os candidatos que compareceram ao debate estão claramente vinculados com o agronegócio e pouco preocupados com a Reforma Agrária e Conflitos Fundiários que se espalham pelo Brasil, tanto isso é verdade, que o assunto foi tratado de forma superficial. Até o momento, segundo dados da CPT, 23 lideranças camponesas foram assassinadas somente neste ano de 2014. Como também não adentraram na temática do genocídio dos povos indígenas em situação alarmante e de repercussão internacional.

Por fim, os pontos elencados, são os legados do companheiro Chico Mendes: Reforma Agrária que garanta a cultura e produção dos Trabalhadores Tradicionais e a União dos Povos da Floresta.

Xapuri, 27 de agosto de 2014

José Alves – Presidente

Há desconforto dos trabalhadores de Xapuri com a forma como o legado de Chico Mendes está sendo tratado pela campanha de Marina Silva?

Sim, exatamente.

Por quais motivos?

O nome de Chico Mendes é usado de forma indevida, colocando ele em uma condição do que ele não era. Ele era um sindicalista defensor dos direitos dos trabalhadores, de melhoria de qualidade de vida, e nunca foi esse ambientalista da forma como é colocado pelos políticos.

Por que isso acontece, na sua opinião?

Porque isso rende, né? Isso, de certa forma, em termos de angariar recursos e apoios, tem importância.

Que relação a senhora teve com o Chico Mendes?

Fui a segunda presidenta do sindicato, logo depois do presidente fundador, e antes do Chico. Tivemos sempre uma relação muito boa, de muito trabalho conjunto.

Pelo que a senhora conhecia dele, acredita que ele concordaria com a forma como o legado dele surge na campanha eleitoral? Ele apoiaria Marina?

Só se ele tivesse mudado muito de opinião. Do contrário, eu imagino que ele teria a mesma postura que nós. A gente entende que, na campanha política, tudo acontece para chegar ao poder, mas as alianças e os vínculos que a Marina tem nos mostram que ela jamais teria condições de aplicar um projeto de sustentabilidade. A verdadeira sustentabilidade ofende os interesses do grande capital.

Existe alguma candidatura que contemple as demandas dos trabalhadores e trabalhadoras de Xapuri?

Olha, infelizmente, as candidaturas que representam aquilo que a gente sonha estão em desvantagem em termos de preferência. Tem algumas candidaturas que, se não mudarem ao chegar ao poder (porque o problema é quando os partidos chegam ao poder), seriam alinhadas, como as do Psol e do PSTU. São candidaturas que representam o que a gente sonha. Não orientamos votos, preferimos que as pessoas tirem suas próprias conclusões.

Entre as que estão disputando a liderança das pesquisas de opinião, há alguma mais próxima das posições do sindicato?

Não, são todas muito próximas. As propostas postas para a Amazônia, todos eles, são projetos de destruição, como as grandes obras de hidrelétricas e mineração. Isso não combina com nossos ideais.

DILMA CONCEDE ENTREVISTA COLETIVA E FALA SOBRE SEGURANÇA PÚBLICA E PROGRAMAS NO NORDESTE

Em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada, presidenta Dilma Vana Rousseff falou sobre segurança pública e também sobre os programas sociais no Nordeste. Sobre segurança, Dilma afirmou que a União sempre respeitou a autonomia federativa e o papel das polícias, mas quer tomar mais responsabilidade para si. E para isso deve promover mais integração entre as polícias, além das forças.

Dilma mostrou que a boa experiência em segurança durante a Copa do Mundo deve continuar. Para reforçar o que mostrou, ela vai enviar ao Congresso Nacional uma PEC com o objetivo de ampliar o papel da União na questão da segurança pública. Para isso é preciso “integrar a inteligência para potencializar a ação”.

Inquirida por um jornalista para falar sobre o que disse Aécio, que afirmou que seu governo só tinha como programa Nordeste o Bolsa Família, Dilma, sorriu e falou sobre as obras de infraestrutura , a integração do Rio São Francisco, as obras no semiárido, o Pronatec, entre outras.

“Segurança pública é de competência dos estados. Não é possível que seja fragmentada entre os diferentes órgãos da federação.

Temos que integrar a inteligência para potencializar a ação. O difícil não é construir os Centros de Comando e Controle, mas integrar as pessoas. Nisso, acredito que fomos bem sucedidos com a experiência da Copa do Mundo.

O Nordeste não tem só pobreza. Uma parte importante do Pronatec, por exemplo, está na Bahia. Tem interiorização das universidades no Nordeste. Tem Escolas Técnicas. Não é só pobreza.

Além disso, tem Minha Casa Minha Vida em todos os estados, tem Bolsa Família em todos estados”, afirmou Dilma.

Um jornalista perguntou o que ela falaria sobre a decisão do TCU de isentar a presidenta da Petrobrás, Graça Foster, dos bloqueios de bens.

“Se a maioria do TCU decidiu, se fez Justiça. Graça é uma pessoa íntegra, competente e capaz”, respondeu a presidenta.

DILMA ENCONTRA-SE COM O POVO EM BANGU (RJ)

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A presidenta Dilma Vana Rousseff, candidata à reeleição, esteve durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, na Zona Oeste, especificamente no bairro de Bangu. Durante sua estadia no bairro, almoçou em um Restaurante Popular com sob o olhar e os aplausos de centenas de pessoas. Os responsáveis pelo restaurante ficaram preocupados com a quantidade de pessoas no local.

Durante o tempo que ficou no restaurante, mais de meia hora, Dilma falou com as pessoas, abraçou e beijou muitos eleitores. Diante do número de pessoas Dilma, teve dificuldade de sair do recinto. O candidato do PR, Anthony Garotinho, ao governo do Rio de Janeiro, e que se encontra em primeiro lugar na intenção de votos de acordo com os institutos de pesquisa, também esteve presente. Dilma também apoia a candidatura de Garotinho. Por tal, sua equipe de campanha filmou o evento.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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A Confluência das Torcidas!
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Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

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