Arquivo de junho \30\UTC 2014

NÃO VAI TER COPA! TRAVE FAZ PARTE DO JOGO, AMARELO DA COLÔMBIA É OURO PURO, ZAPATEIROS ESCORREGAM NA LARANJA E APOLO SE CONFORMA COM COSTA.

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As duas seleções presididas pelas belas mulheres da América do Sul, Bachelet e Dilma, se enfrentaram. Quer dizer, quase se enfrentaram, já que enfrentamento ocorre quando dois adversários são fortes uma para o outro. O que não ocorreu na partida Brasil e Chile.

No primeiro time, a seleção canarinho até que mostrou qualquer coisa de segurança futebolística. Fez um gol, comemorou e aí, companheiro, foi perdendo as forças. A seleção do país de Allende, pai de Bachelet, foi para cima e fez seu gol de empate.921282-jogos_mineir%C3%A3o-23

No segundo time, o espírito do craque Zamorano baixou nos onze ‘nerudianos’, de Pablo Neruda, e dominou a partida com direito a bola na trave ao apagar da luz. O empate levou a prorrogação. Novamente prorrogação ficou na igualdade de placar.

Foram aos pênaltis. Novamente a trave se postou contra os hermanos chilenos. Como por duas vezes os ‘nerudianos’ acertaram a trave, comentaristas brasileiros passaram a afirmar que a Seleção do Brasil se salvou por causa da trave. Erro de raciocínio: a trave faz parte do conjunto de corpos que compõem um campo de futebol e se encontra inclusa nas estruturas reguladoras das partidas de futebol.

Portanto, a trave não salvou o Brasil. Ao acertar nas traves os jogadores chilenos mostraram que têm boas pontarias, visto que é mais fácil acertar o espaço entre as traves e o travessão do que na trave e no travessão. Um exemplo de o talento maior é de que acerta a trave ou o travessão foi dado pelo melhor jogador de futebol do mundo, Maradona. Marado chutou do meio do campo e a bola atingiu o travessão. Feito que Pelé, que inveja o amigo de Fidel, Chávez, Lula e Dilma, jamais conseguiu.

Entendemos que a FIFA deveria criar uma regra determinando que um jogador que acerta a trave de uma distância considerável, deve ganhar alguns pontos. A trave não é um corpo estranho no ritual do futebol.  

A Seleção da Colômbia vem contrariando o adágio popular que afirma “que nem tudo que reluz é ouro”. No caso dela, tudo que reluz é ouro. Reluzente como ouro, a Colômbia não deu bola para a briosa e corajosa seleção de Mujica e Galeano. Empurrou dois gols contra nenhum do ex-craque Francescole.Mundo-Colombia-Uruguai-Paulo-SergioLANCEPress_LANIMA20140628_0193_1

Alguns dizem que tudo se deu por causa do que ocorreu com Suárez que foi penalizado pela FIFA de forma absurda. Imaginem a FIFA, acusadíssima de corrupção, querendo bancar moral. Para alguns, os jogadores não conseguiram elaborar a violência oficial.

Mas o Uruguai saiu honrosamente. Foi ele quem despachou a seleção campeã do Mundo, Itália.

Na partida entre as seleções da Holanda e México o que se viu foi o replay de jogos passados. A Holanda com seu velho truque de fazer que vai pra cima, mas não vai, e espera o contra-ataque. O México, com seu futebol soltou, mostrou que queria jogo. Mas a seleção holandesa, laranja passada, não caiu no oferecimento mexicano.g_holanda-mexico-fortaleza_1426226

Então, o México cravou seu gol. Aí, o time dos descendentes de Zapata, errou. Como se diz na linguagem expressiva: “se arrecolheu”. E a Holanda com seu toque de espreita-circundante, marcou aos quase 45 minutos. Já nos descontos, faltando 1 minuto, o juiz resolveu marcar um pênalti contra a seleção mexicana. E pronto, os laranjas levaram.  

No afim da tarde lá estavam gregos e costarriquenhos. A costa, de frente, foi pra frente. E os gregos, que haviam descartado Platão, combinaram com Apolo. Apolo é o deus da forma, do equilíbrio e da harmonia. Não serve para o futebol que é mais dionisíaco.

Como os ricos são mais Dionísio, marcaram e aguentaram o equilíbrio apolíneo até próximo de desenlace final. Só que os costas, que não são Gravos, largaram de Dionísio e concederam o empate.877x658

Veio a prorrogação, os costas mais cansados do que camelos em cidades, conseguiram levar aos pênaltis. Como penal não é loteria, o que afirmam o contrário comentaristas-clichês, os costas encostaram nas quartas de final.

Agora, é contra a laranja passada.   

VÍDEO DO MUDA MAIS MOSTRA O CHABU DO IMPERATIVO CATEGÓRICO, “NÃO VAI TER COPA”

Colômbia: Santos faz alarde em torno do seu neoliberalismo

Juan Manoel Santos ostenta seu neoliberalismo em sua fracassada vertente, a Terceira Via, após ter sido eleito com votos de setores políticos de esquerda.

Cristóbal González (*)

ArquivoJuan Manoel Santos ostenta seu neoliberalismo em sua fracassada vertente, a Terceira Via, depois de ter sido eleito com os votos de setores políticos de esquerda, progressistas e independentes, que não o apoiaram pessoalmente, mas sim o diálogo que seu governo promove em Havana com as Farc em buscar de cessar as hostilidades de um conflito armado que já dura cinquenta anos. E também contra a nefasta possibilidade de o ex-presidente Álvaro Uribe regressar à Casa de Nariño em um possível governo de seu fantoche Zuluaga.

Convencido e acreditando convencer, ele apresenta a tal tendência como uma corrente ideológica progressista, repetindo o discurso de seu livro, publicado anos atrás, chamado “A Terceira Via” (La Tercera Vía), com prólogo do ex-premiê inglês Tony Blair, que colocou em prática as ideias do sociólogo britânico Antony Giddens, com as quais pretendia dar uma nova cara à social-democracia, em desprestígio desde então.

As atitudes políticas dos personagens da terceira via honram seu nome. Caminham sobre uma corda bamba, fazendo constantes malabarismos e, quando os conflitos se agudizam e se tornam críticos, se desequilibram e ficam do lado dos poderosos. Enquanto não há crise, parecem ser justos, dando a razão a uns e a outros. Mas quando há crise, dão a razão a quem tem poder econômico e político.

Santos está convocando para o próximo 1º de julho, em Cartagena das Índias, uma cúpula com ex-governantes de passado obscuro, todos gestores da tal tendência na América Latina e em outros lares. Entre eles, vários fazem lobby com transnacionais financeiras que especulam e roubam em nossos países, com “abutres” que atuam na Argentina e estão a ponto de dar um golpe na economia do país-irmão.

Santos confirmou a presença de Tony Blair, marcado por ser, junto de George W. Bush e José María Aznar, responsável pela invasão do Iraque, mentindo sobre a existência de armas de destruição de massa no país do Oriente Médio. E com Bill Clinton, ele também é responsável pela guerra contra a Iugoslávia e, especificamente, pelo bombardeio de 79 dias que causou o genocídio de Kosovo em 1999.

Para completar o aquelarre, virá o ex-presidente espanhol Felipe González, lobista do magnata mexicano Carlos Slim e membro do conselho de administração da multinacional Gas Natural Fenosa, além de ser assessor do golpista venezuelano Henrique Capriles. Será seguido pelo ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso e o chileno Ricardo Lagos, defensores do modelo neoliberal e críticos ferrenhos dos governos progressistas desta parte do mundo.

Santos justifica o encontro afirmando que “vamos relançar a Terceira Via porque acreditamos que, neste momento da história, esses princípios nos facilitarão reencontrar um norte e já o estamos avistando em muitas frentes, tanto na Europa como na América Latina, inclusive na Ásia”.

Mas muitos intelectuais no mundo acham o oposto. Entre eles Jame Petras, sociólogo norte-americano. Ele explica que “a ideologia da Terceira Via serviu para justificar a virada à direita da social-democracia. Ao tomar o controle do aparato político dos antigos partidos social-democratas, os líderes desta tendência controlam os palanques para subordinar a base trabalhadora a novos capitalistas do mercado”.

Os idealizadores desta tendência repetem seu refrão aparentemente progressista “o mercado até onde for possível, o Estado até onde for necessário”, quando, na verdade, nos momentos críticos, se inclinam mais para o lado do capital.

(*) Jornalista e professor universitário

 Tradução: Daniella Cambaúva

E Lenin tinha razão: a grande guerra interimperialista

A previsão de Lenin se cumpriu de forma dramática. As duas grandes guerras que marcaram a história da humanidade no século XX foram guerras interimperialistas.

por Emir Sader

Emir SaderEm 1884, as grandes potências coloniais se reuniram em Berlim para decidir sobre a dominação da África entre elas. Consagraram o critério da “ocupação efetiva”, segundo o qual a potencia que ocupasse realmente um pais tinha direitos sobre ele.  Há fronteiras no norte da África que visivelmente foram definidas com regra, riscando sobre uma mesa, para facilitar a troca de territórios entre as 14 potências reunidas, sem importar que povos viviam aí.

Se terminava a divisão do mundo entre os colonizadores. A partir dali, segundo Lenin, cada um só poderia expandir-se às custas de outros. E como a tendência expansiva do capitalismo é permanente, Lenin previa que a humanidade entrava numa época de guerras interimperialistas.

A previsão de Lenin se cumpriu de forma rigorosa e dramática. As duas grandes guerras que marcaram a história da humanidade na primeira metade do século XX foram exatamente isso – guerras interimperialistas.  Dois grandes blocos entre, por um lado as potencias que tinham se apropriado inicialmente de grande parte do mundo, lideradas pela Inglaterra e pela França, enfrentadas às que chegavam à repartição do mundo tardiamente – Alemanha, Itália, Japão – que buscavam uma redivisão dos territórios colonizados.

Por terem resolvido a questão nacional, com a instalação de Estados nacionais antes que os outros países europeus, sobretudo a Inglaterra e a França puderam construir sua força militar – em particular marítima – e colocar-se em melhor situação para a conquista e consolidação de um império colonial.

A Alemanha, a Itália e o Japão demoraram mais para sua unificação nacional, pela forca relativa das burguesias regionais, com o que chegaram à arena mundial em inferioridade de condições. Tiveram que se valer de regimes autoritários para acelerar seu desenvolvimento econômico, recuperando o atraso em relação às outras potências mundiais.

A primeira guerra mundial, mais além das contingencias do seu começo, foi isso: uma grande batalha entre os dois blocos pela repartição do mundo, especialmente dos continentes periféricos. (A Alemanha chegou a propor ao México que lhe devolveria os territórios que os EUA lhe haviam arrebatado caso se somasse ao bloco liderado por ela.)

Por trás das duas grandes guerras havia a disputa pela hegemonia mundial. A decadência inglesa via assomarem-se duas potencias emergentes – os EUA e a Alemanha. No começo da primeira guerra predominava nos EUA a corrente isolacionista, como se a guerra fosse uma questão europeia. Mas conforme a Alemanha avançava para ganhar a guerra, o governo dos EUA colocou em pratica rapidamente uma campanha ideológica para mobilizar os norteamericanos para a participação na guerra.

1917 foi um ano decisivo na guerra, com a revolução bolchevique fazendo com que a Rússia se retirasse da guerra – seguindo as orientações do Lenin de que se tratava de uma guerra interimperialista -, enquanto os EUA entravam na guerra, fazendo com que a balança se inclinasse a favor do bloco anglo-francês.

Com a segunda guerra – na realidade o segundo round de uma mesma guerra, com as mesmas características e um intervalo de poucos anos – e a segunda derrota do bloco formado pela Alemanha, a Itália e o Japão – se abria o caminho para a hegemonia imperial norteamericana. Guerras interimperialistas, as mais cruéis de todas as guerras, no continente que se considerava o mais civilizado do mundo, para dirimir a disputa hegemônica entre as potencias capitalistas sobre a dominação global. O início da primeira, de que se cumpre agora um século, foi o começo dessa grande debacle europeia.

NÃO VAI TER COPA! AS OITAVAS DE FINAIS TÊM CLÁSSICOS SUL-AMERICANOS

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No começo da tarde de hoje as seleções dos dois países sul-americanos governados por mulheres se enfrentam, em Belo Horizonte. De um lado o escrete da presidenta do Chile Michelle Bachelet e do outro lado o escrete do Brasil Dilma Vana Rousseff. Além, do fato histórico, das duas presidentas serem sul-americanas, ambas foram presas e violentamente torturadas pelos militares que comandavam as ditaduras nos dois países. 

Perguntada pelos repórteres sobre seu palpite para a partida, a presidenta não arriscou o palpite. Mas, o certo que poderá ser um jogaço. É claro que tudo depende dos jogadores, juiz e bandeirinhas. Quem ganhar para a fase seguinte. O que é do que lógico.chile-brasil

No fim da tarde se enfrentam mais duas poderosas seleções da América do Sul: Uruguai e Colômbia. O escrete do país de Mujica não contará com o craque Luisito Suárez que foi penalizado em nove partidas por ter ‘lobizomizado’ o jogador italiano Chiellini. A esquadra Uruguai é verdadeira carne de tetéu. Uma equipe não se entrega diante das adversidades. Luta até vencer. É uma equipe que está criando o antigo espírito combativo e corajoso dos velhos tempos do futebol uruguaio que fazia Rivelino correr para se esconder no túnel do estádio com medo de um jogador celeste.

Por sua vez, a Seleção da Colômbia está com tudo e não está prosa. Jogando um futebol alegre, criativo e combativo conseguiu sua classificação por antecipação com 100% de aproveitamento. É mola?

Tem tudo para ser uma partidaço. Dependendo, é lógico, dos jogadores, juiz e bandeirinhas. A dendenca continua se insinuando para os mais que melhor lhe tratarem com carinho e dedicação.colômbia-x-uruguai

Pela realidade que apresentam às quatros seleções, como comunidades sul-americanas, quem perder não deverá se sentir um derrotado. Só terá saído da Copa, o que não diminui a realidade futebolística delas. 

Vamos nessa, bravos craques!     

BATEU LEVOU! ADULTO QUE BATER EM CRIANÇA SERÁ PUNIDO. É A LEI DA PALMADA QUE FOI SANCIONADA, COM VETO, POR DILMA

Todo adulto que bate em criança é um pervertido. Seja qualquer adulto, seja apoiado em qualquer lei. Sejam pais, pastores, policiais, vizinhos, qualquer adulto que bate em criança têm graves conflitos psicológicos referentes às suas relações traumáticas com os pais que também foram seus espancadores.

O pervertido é um sujeito cujo desejo foi desviado de seu objeto. Por exemplo, para Freud o homem e a mulher fetichistas têm prazer com um objeto que não é em verdade o genital, mas um objeto que simbolicamente substitui o que deveria ser desejado. O objeto da perversão, o fetiche, permite o fetichista ter a ilusão do gozo. Só que é um gozo fálico. O não-gozo.

O adulto pervertido, que espanca criança, substituiu o amor que deveria ter por ela, pela violência, porque ele também foi violentado. Logo, ele não pode amar uma criança. Seu ser de adulto encontra-se pervertido. Em perspectiva distante da criança.

E, como diz a filósofa Hannah Arendt, “não deveria ter filhos e nem participar na educação de crianças”, como professores. Há pais que afirmam que espancam os seus filhos porque foi assim que foram educados. O pervertido não vivenciou o sentido da educação, mas da castração que ele confunde com educação. Como existem pais que espancam seus filhos com base no que eles entenderam da Bíblia. Para esses, a Bíblia diz que é preciso desde pequeno bater no filho para ele crescer reto e não venha a cair na tentação. Mas existe maior tentação pecaminosa do que um adulto, com mais força, espancar uma criança?

Mas é preciso fazer um adendo a essa enunciação sobre o adulto que espanca. Nem toda criança que foi espancada, quando chega à vida adulta, também é espancadora. Assim, como muitos adultos que não foram espancados quando crianças espancam crianças. A violência dos pais contra os filhos não é só física. Há violência psicológica, moral, económica que a criança escapa através de sua genética e vivência-cognitiva.

Como o Estado não é psicanalista e muito menos esquizoanalista (o Estado jamais pode trabalhar com o desejo como ocorre com a esquizoanálise, já que ele propaga, também, seu desvio) e também não é, filosoficamente, educador, o que resta é a prática de suas leis. Por isso, a presidenta Dilma Vana Rousseff, sancionou a Lei Menino Bernardo ou Lei da Palmada. Bernardo foi assassinado, no Rio Grande do Sul, aos 11 anos, de acordo com investigações policiais com a cumplicidade do pai. A lei pune todo pai, mãe, tia, avó, policial, instrutor, professor, todos adultos que apliquem castigos físicos em crianças e adolescentes.

Mas Dilma abrandou a lei ao vetar o trecho que diz que profissionais da saúde, assistente social ou da educação que não levassem às autoridades casos que tivessem conhecimento de castigos físicos em crianças e adolescentes pagariam de três a 20 salários mínimos de multa. E na reincidência a multa dobraria.

“Ampliar o rol de profissionais que têm esse dever acabaria por obrigar profissionais sem habilitações específicas e cujas atribuições não guardariam qualquer relação com a temática”, entendeu Dilma.

De acordo com a lei, todas suspeitas sobre esses atos, devem ser denunciadas no Conselho Tutelar.

As 13 previsões mais catastróficas, e furadas, sobre a Copa no Brasil

É hora de relembrar, com algumas boas gargalhadas, as previsões mais pessimistas e catastróficas feitas por cartomantes de plantão que previram o caos.

Najla Passos

ArquivoA Copa do Mundo não resolveu e não irá resolver todos os problemas do país. Aliás, nem é esta a função de um evento esportivo privado. Mas que o mundial atrai turismo e investimentos externos, não há mais dúvidas. Como também não há nenhuma de que ele mexe com autoestima de um país incentivado durante séculos a cultivar um inapropriado “complexo de vira-latas”!

Por isso, agora que o sucesso do evento já é reconhecido em todo o mundo, que o país já provou que pode ser organizar uma bela copa e que os turistas e os investimentos estrangeiros continuam chegando, é hora de dar boas gargalhadas com previsões mais pessimistas  feitas pelas cartomantes de plantão que tanto torceram contra a realização do mundial.

Das adivinhações às avessas do mago Paulo Coelho à mudança de planos da cineasta que fez sucesso afirmando que não viria ao Brasil, dos prejuízos contabilizados pelo tucanato ao delírio do protesto do chuveiro no “modo quentão”, do mau-humor da imprensa estrangeira à campanha permanente da Veja, confira as 13 previsões mais catastróficas – e furadas – sobre a Copa do Mundo no Brasil!

1 – O mago Paulo Coelho: “A barra vai pesar na Copa do Mundo”

Em entrevista à revista Época, publicada em 5/4/2014, o mago, guru e escritor Paulo Coelho, que mora na Suíça, disse que não viria ao Brasil assistir aos jogos da Copa do Mundo nos estádios, apesar de ter sido presenteado com os ingressos pela FIFA. “A barra vai pesar na Copa. A Copa será um foco de manifestações justas por um Brasil melhor. Os protestos vão explodir durante os jogos porque vai haver mais gente fora do que dentro dos estádios”, afirmou.

O Mago, que “previra” que o Brasil ia ganhar a Copa das Confederações, evita arriscar o resultado para o mundial. E apresenta certezas já desconstruídas pela realidade, como a de que o Brasil deveria disputar a final com a Espanha, eliminada na 1ª fase: “Agora não sei. Certamente o Brasil irá à final com a Alemanha ou a Espanha, duas seleções fortíssimas nesta Copa. A Argentina não. A Suíça vai surpreender. Eu ousaria dizer que a Suíça vai para as quartas. No futebol, você tem que ser otimista, não tem outra escolha. O Brasil tem chances de não ganhar”.

2 – Arnaldo Jabor: “A Copa vai revelar ao mundo a nossa incompetência” 

No dia 6/6/2014, às vésperas da abertura da Copa, o cineasta Arnaldo Jabour, emcomentário para a Rádio CBN, ainda insistia no pessimismo em relação à Copa, com o objetivo claro de influir no processo eleitoral de outubro. “Nós estamos jogando fora a imensa sorte que temos, por causa de dogmas vergonhosos que não existem mais. Estamos antes do Muro de Berlim e a Copa do Mundo vai revelar ao mundo a nossa incompetência”, afirmou.

3 – Veja: “Por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo”

Em 25/5/2011, a Veja previu o fracasso da Copa do Mundo no Brasil. E com a ajuda da matemática, uma ciência que se diz exata desde tempos imemoriais. Na capa, a data da logo do mundial era substituída por 2038. O intertítulo explicava: “Por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo”.

De lá para cá, foram muitas outras matérias, reportagens e artigos anunciando o fracasso do mundial. E mesmo com o início dos jogos, com estádios prontos e infraestrutura à altura do desafio, a revista estampou, na edição desta semana, uma nova catástrofe iminente: “Só alegria até agora – Um festival de gols no gramado, menos pessimismo nas pesquisas, mais consumo, visitantes em festa e o melhor é aproveitar, pois legado duradouro, esqueça”.

Melhor mesmo é torcer para que, quem sabe até 2038, a Veja aprenda a fazer jornalismo!

4 – Cineasta brasileira radicada nos EUA: “Não, eu não vou para a Copa do Mundo”

Em junho de 2013, a cineasta brasileira Carla Dauden, radicada em Los Angeles, nos Estados Unidos, fez sucesso na internet com o vídeo “No, I’m Not Going to the World Cup” (“Não, eu não vou para a Copa do Mundo”), que alcançou quatro milhões de curtidas. Mas antes mesmo da bola começar a rolar nos gramados brasileiros, a ativista já era vista circulando pelo país.

No Twitter, ela justificou a abrupta mudança de planos: “Não vim para ver a Copa, vim para falar dela. A Copa nunca vai ser a mesma para os brasileiros. As pessoas não vão se esquecer do que acontecerá por aqui”, diagnosticou, antes da abertura. A frase, de fato, parece fazer sentido. Mas por motivos opostos do que aqueles que a ativista advoga!

5 – Protesto do chuveiro no “modo quentão” vai causar apagão!

Até bem pouco tempo antes do início da Copa, eram muitos os setores que insistiam no risco iminente de blackout no país, da oposição à imprensa monopolista. Um grupo de internautas, porém, levou as ameaças infundadas a sério e decidiu criar uma página no Facebook destinada a acelerar o caos: usar os jogos da Copa para provocar um apagão generalizado no Brasil e, assim, boicotar a realização do evento.

A estratégia definida foi a utilização sincronizada dos chuveiros no “modo quentão”. “Chuveiros devem ser ligados na hora dos hinos nos jogos. A carga elétrica anormal derrubará a energia em bairros, cidades, regiões, estados e o país inteiro, em efeito dominó. Acompanhem os hinos por rádio, para maior garantia de sincronização”, diz a descrição do evento que conquistou pouco mais de 4,5 mil curtidas.

Dado o fracasso do evento, a página agora é utilizada para a troca de memes contra o PT, a esquerda e as pautas sociais e progressistas!

6 – Marília Ruiz: “Vai ser um vexame. Um vexame!”

No dia 26/1/2014, a TerraTV publicou um comentário da jornalista esportiva Marília Ruiz em que ela previa que, se o Brasil conseguisse realizar a Copa, já seria uma grande vitória. A antenada comentarista até admitia que os estádios ficariam prontos. Mas sem qualidade: “Se eu sentaria o meu corpinho numa cadeira recém colocada, com um parafuso a menos? Eu não sei”.

Do alto de sua experiência em cobertura de outras copas e de um etnocentrismo latente, ela também alertava que, mesmo fazendo sua Copa após a da África, o país passaria vergonha. “Eu achei que a gente ia passar vergonha, que nós, brasileiros, que o país ia passar vergonha. Aí eu pensei, é até um alento porque a Copa do Brasil vai ser depois da Copa da África: ninguém vai lembrar muito como foi na Alemanha. Muito menos as pessoas vão lembrar como foi no Japão e na Coreia. E eu posso dizer porque estive lá. É uma vergonha ao cubo!”

Confira o comentário completo e saiba quem é que está passando vergonha!

7 – Álvaro Dias: “O país ficará com mais prejuízo do que lucro”

De todas as aves de mau agouro que bravatearam contra a realização da Copa no Brasil, o tucano Álvaro Dias, senador pelo PSDB, foi uma das mais barulhentas. Previu que o governo amargaria um prejuízo de mais de R$ 10 bilhões com a realização do evento, que os turistas não apareceriam, que os aeroportos não ficariam prontos e não dariam conta do fluxo de passageiros.

8 – Ex-presidente FHC: “A Copa do Mundo como símbolo de desperdício”

Em artigo publicado no norte-americano The Wold Post, em 21/1/2014, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso se referiu à Copa como símbolo do desperdício de dinheiro público. Tal como seu companheiro Álvaro Dias, perdeu a chance de ficar calado.  Segundo a Fipe, só a Copa das Confederações rendeu R$ 9,7 bilhões ao PIB brasileiro. A projeção de retorno da Copa é de R$ 30 bilhões. A Apex-Brasil, aproveitando a Copa do Mundo, trouxe ao Braisil mais de 2,3 mil empresários estrangeiros, de 104 países. A agência estima trazer US$ 6 bilhões em negócios para o Brasil.

9 – Redação Sport TV: do fracasso ao espírito de porco!

No Programa Redação Sport TV de 22/1/2014, o apresentador deu sonoras gargalhadas ao exibir a foto de um estádio da copa ainda sem gramado e fazer previsões catastróficas sobre o evento. Na edição de 26/6/2014, o tom mudou completamente: um outro apresentador mostrou como a imprensa internacional elogiava o evento e ouviu do entrevistado Ruy Castro: “A nossa imprensa foi rigorosamente espírito de porco antes do evento começar”.

Confira o vídeo com os dois momentos e os dois humores do Sport TV

10 – Governo alemão: “O Brasil é um país de alto risco”

Há seis semanas do início da Copa, o Ministério de Assuntos Exteriores da Alemanha divulgou um relatório pintando uma imagem desoladora do Brasil, descrito como um país ode as leis não são respeitadas e o turista corre o risco de ser roubado, sequestrado e se envolver em conflitos entre policiais e criminosos. O documento listava uma série de cuidados que os gringos deveriam tomar, incluindo atenção redobrada com as prostitutas, apontadas como membros e organizações criminosas, e vigilância contínua com os copos, para não serem vítimas de um “Boa noite, Cinderela”.

Pelo documento, até mesmo a seleção alemã estaria em perigo em terras tupiniquins. E não apenas dentro de campo. “Arrastões e delitos violentos não estão descartados, lamentavelmente, em nenhuma parte do Brasil. Grandes cidades como Belém, Recife, Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo oferecem altas taxas de criminalidade”, ressaltava.

O Ministério ainda não divulgou relatórios sobre o número de alemães que vieram ao Brasil e o que estão achando da experiência. Mas quem circula pelas ruas brasileiras, repletas de gringos felizes e sorridentes, já sabe!

11 – Der Spiegel:  “Justamente no país do futebol, a copa poderá ser um fracasso”

Um dos principais semanários da Europa, a revista alemã estampou, um mês antes do início da Copa, a manchete “Morte e Jogos”, destacando que, justamente no país do futebol, a Copa poderia ser um fiasco, por causa dos protestos, da violência nas ruas, dos problemas do transporte coletivo, dos aeroportos e dos estádios. Praticamente um alerta vermelho recomendando que os europeus não viessem ao Brasil.

Mas os turistas vieram e estão adorando. A imprensa estrangeira também: o jornal norte-americano The New York Times, fala em “imenso sucesso”. O francês Le Monde, em “milagre brasileiro”. O espanhol El País diz “não era pra tanto” para as previsões catastróficas.  A revista inglesa The Economist,  remenda que “as expectativas, que eram baixas, foram superadas”. A própria Der Espiegel, na edição desta semana, dá destaque para a animação da torcida e admite que os protestos em massa ainda não aconteceram.

12 – Ronaldo, o fenômeno: “Da vergonha à constatação de que a Copa é um sonho”

Na véspera do início do mundial, o ex-atacante Ronaldo se disse envergonhado com os atrasos das obras da Copa. Mas, membro do Comitê Organizador Local da FIFA que é, defendeu a entidade e culpou o governo Dilma por todos os problemas. “É uma pena. Eu me sinto envergonhado porque é o meu país, o país que eu amo. A gente não podia estar passando essa imagem”, disse à Agência Reuters o cabo eleitoral e amigo do senador Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência.

Agora, consolidado o sucesso do evento, tenta mudar o discurso. Em coletiva nesta quinta (26), procurou se justificar. “Não critiquei a organização da Copa, até porque eu faço parte dela. Disse que poderia ser muito melhor se todas as obras de mobilidade urbana tivessem sido entregues”, remendou. ”Vivíamos um clima muito tenso, com a população muito descontente. Começou a Copa, e agora estamos vivendo um sonho”, concluiu.

13 –  O vira vira lobisomem de Ney Matogrosso

De passagem por Lisboa, em 11/5, Ney Matogrosso resolveu usar a Copa para criticar duramente a política brasileira na TV ATP. Só esqueceu de estudar, primeiro, os argumentos. “Se existia tanto dinheiro disponível para gastar com a Copa, por que não resolver os problemas do nosso país?”, disse ele, desconhecendo que, desde 2010, quando começaram os preparativos para a Copa, o governo já investiu R$ 850 bilhões em saúde e educação, enquanto os investimentos totais no mundial – incluindo federais, locais e privados – atingem R$ 25,6 bilhões.

Foi ácido quanto à construção dos estádios que, segundo ele, irão virar “elefantes brancos” e não serão usados para mais nada. Embolou dados, números e fatos em vários argumentos. Acabou sustentando uma visão preconceituosa sobre as classes populares. Questionado se há uma maior consciência dos pobres em exigir seus direitos, concordou: “O escândalo é tamanho que até essas pessoas param para refletir”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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