Arquivo de março \31\UTC 2014

NO BRASIL 47% DAS EMPRESAS NÃO TÊM MULHERES OCUPANDO CARGOS DE DIREÇÃO, É O QUE AFIRMA PESQUISA

http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2014/03/quase-metade-das-empresas-brasileiras-nao-tem-mulheres-em-cargos-de-chefia-diz-pesquisa-6983.html/mulheres/image_preview

Em 2012, 26% das empresas brasileiras não tinham mulheres como diretoras ou presidentas. Em 2013, aumentou para 33%. Agora, em 2014, 47% não têm mulheres como diretoras ou presidentas. Um aumento preocupante, porque ao invés de diminuir aumentou a exclusão das mulheres em cargos de chefias. A afirmativa foi feita pelo International Business Report 2014 que há 19 anos analisa empresas de todo mundo sendo que 300 do Brasil.

E o pior, somente 7% das empresas brasileiras planejam contratar, em 2014, mulheres para esses cargos.Todavia, a pesquisa um ponto positivo: 65% das empresas responderam que apoiam cotas para incluir mulheres nas diretorias e presidências. A pesquisa mostra também que a maioria dessas empresas não oferecem às suas funcionárias “creches nem horário flexível”.

A pesquisa também mostrou o mapa das empresas que oferecem oportunidades para que a s mulheres cresçam nas profissões. Resultado: somente 19% dessas empresas oferecem educação continuada e desenvolvimento profissional. A média mundial é 37%. Mais violência trabalhista-social: nada mais do que 9% das empresas pagam salário mais do o estabelecido por lei quando da licença-maternidade. Em outros países chega a 29%.

“As mulheres estão fazendo tudo certo: estudando muito, se capacitando, se titulando e trabalhando de forma muito eficiente. O problema está na estrutura das corporações, que não dá a elas ferramentas para que elas evoluam. A maioria das empresas não oferece creches nem horário flexível. Na Holanda, por exemplo, as mães têm o direito de trabalhar um dia a menos.

As empresas precisam analisar o currículo sem levar em conta se o candidato é homem ou mulher. Elas devem se focar na qualificação, na capacidade de liderança e em competências como criatividade e flexibilidade. No restante do mundo é que há uma estagnação do percentual de mulheres em cargos de liderança”, analisou a sócia da empresa Grant Thornton Brasil, Madeleine Blankenstein, que realizou a pesquisa.

A pesquisa só mostra o que a consciência-social brasileira sabe: a grande maioria do empresariado brasileiro é machista. Em relação às competências das mulheres eles apresentam uma consciência ainda do século XIX. São estes empresários que são contra as políticas sociais que tentam igualar os brasileiros. Uma consciência própria da burguesia-reacionária.

LGBT, MILITANTES E ACADÊMICOS DEBATERAM AS PERSEGUIÇÕES CONTRA OS HOMOSSEXUAIS E PROSTITUTAS NA DITADURA

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/03/debate-publico-da-comissao-da-verdade-registra-homo-e-transfobia-da-ditadura-3094.html/pinheiro.jpg/image_preview

Engana-se profundamente, fora da história, quem acredita que durante o período de 1964 e 1985, a temporalidade a-histórica da ditadura cívica-militar no Brasil, só foram perseguidos aqueles se colocavam frontalmente contra esse horror que atingiu a vida nacional. Não foi nada disso. Os homossexuais em suas expressões comuns foram duramente perseguidos pelos agentes da ditadura principalmente em São Paulo. Do governo de Paulo Egydio Martins ao governo de Paulo Maluf, a perseguição foi cruel. Além dos homossexuais perseguidos, também foram perseguidas as prostitutas.

Essa confirmação foi feita por membros dos grupos LGBT, militantes, acadêmicos durante o debate organizado, em São Paulo, pela Comissão Estadual da Verdade. O debate mostrou como eram realizadas a censura, opressão e discriminação contra os homossexuais. Como, por exemplo, a Operação Cidade composta por agentes da Polícia Civil que em uma só investida prendeu 152 pessoas entre homossexuais, travestis e prostitutas.

“Já é mais do que tempo, 25 anos depois do retorno à democracia, que a lei que criminaliza a homofobia seja aprovada no Congresso Nacional, ainda mais que os direitos dos LGBT estão claramente estabelecidos na Declaração Internacional dos Direitos Humanos e nos sucessivos tratados internacionais assinados pelo país após o fim da ditadura.

O debate de hoje não é sobre o passado, mas sobre o presente. O fim da ditadura não encerrou a opressão fascista sobre o público LGBT”, observou o membro da Comissão Estadual da Verdade, deputado do Partido dos Trabalhadores, Adriano Diogo.

Por sua vez, o historiador, Rafael Freitas, disse que a ordem na prisão era fotografar os detidos com indumentária de mulher para que mais tarde o juiz decidisse o quanto eles eram perigosos.

“Quando o delegado José Wilson Richetti comandava a Seccional do Centro, organizava abaixo-assinados com comerciantes e moradores dos bairros para justificar os rondões de madrugada. Naquela época, havia detenção por vadiagem e a ordem policial era fotografar os detidos com vestidos de mulher que estavam utilizando, para que o juiz mais tarde pudesse decidir o quão perigosos eles eram”, narrou o historiador.

Somos educados para o analfabetismo econômico

Somos treinados a concordar com coisas que não fazem sentido. Por exemplo, pagamos um Mineirão dia, em juros da dívida, e achamos que a Copa é o problema.

Antonio Lassance

ArquivoOs barões ladrões que rebaixam o Brasil

A agência Standard & Poors, uma das que fazem classificação de risco de países e empresas, alterou a nota do Brasil para pior: de BBB para BBB-.

E se alguém acha que esse é um debate econômico, está redondamente enganado. A economia continua sendo um assunto importante demais para ficar restrito aos economistas.

A elevação ou o rebaixamento da nota de um país são entendidas, mundo afora, como um sinal do quanto um país é rentável e confiável.

Confiável segundo agências de classificação especializadas em dizer aos grandes financistas internacionais onde investir seu dinheiro para obter maiores lucros, com a garantia de que não tomarão um calote.

A Standard & Poors foi criada no século XIX, nos Estados Unidos, por Henry Varnum Poor, em plena época dos chamados barões ladrões.

Os grandes investidores que Henry Poor avaliava e recomendava ganhavam dinheiro com ferrovias,  siderúrgicas e empresas de petróleo.

Uma parte significativa dos lucros desses magnatas vinha da apropriação de terras e outros ativos públicos e da arte de usar e roubar o dinheiro de pequenos investidores desavisados, que depositavam suas economias no nascente mercado de ações.

Esses barões ladrões do século XIX não eram tão diferentes dos mais recentes, que causaram a grande crise financeira de 2008 e 2009. Todos bem recomendados pela Standard & Poors.

A avaliação de risco do Brasil basicamente expressa o quanto o país continua sendo um dos paraísos mundiais do rentismo, a mágica de ganhar dinheiro com o trabalho dos outros. Quanto mais a política econômica de um país é ditada pelos interesses dos rentistas, melhor a nota.

Para não ser rebaixado pelas agências, um país precisa rebaixar sua política econômica. Tem que seguir uma receita orientada pelo objetivo de fazer crescer o volume de dinheiro movimentado pelas finanças, e não o de fazer crescer o país.

E ainda tem gente que acha que nosso grande problema é a Copa

Se o Brasil sofreu o rebaixamento de um único pontinho, “o que eu tenho a ver com isso?”, pode e deve perguntar o cidadão. Como diria o velho Brecht, tem a ver com o custo de vida, o preço do feijão, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio. Não deveria ter, mas tem.

Para dizer a verdade, esse rebaixamento tem a ver até com a Copa do Mundo de futebol, pois, enquanto tem gente preocupada, com razão, com o custo dos estádios, esqueceram-se do principal.

Para se ter uma ideia: o País vai gastar cerca de 8 bilhões em estádios. É, de fato, muito dinheiro. Mas o analfabetismo econômico ajuda todo mundo a se esquecer de fazer a conta que importa.

O Brasil gastou, em 2013, R$ 248 bilhões com o pagamento de juros, segundo o Banco Central. Pois bem, dividindo esse valor pelos 365 dias do ano, pagamos mais de R$ 679 milhões por dia.

Vamos comparar com a copa? Dá quase para construir um estádio do Mineirão por dia. Aliás, registre-se que o Mineirão só tem R$11 milhões de dinheiro público envolvido em seu financiamento. O restante será pago pela iniciativa privada. Dois dias de juros da dívida pagam mais de um Maracanã.

E ainda tem gente que acha que a copa é o absurdo dos absurdos do gasto em dinheiro público. É a prova cabal do quanto perdemos a noção das coisas.

Perdemos a noção de grandeza e a de proporção. Com isso, perdemos também o senso crítico em relação a esse buraco negro de nossas finanças públicas. Depois, perdemos o foco das prioridades.

Finalmente, erramos o alvo das manifestações. Tem gente malhando o Judas (a Copa, a Fifa) fingindo que está enfrentando o Império Romano. Se não for piada, é teatro.

Quem sabe, um dia, alguém se lembre de escrever a frase em um cartaz: “Cada 1% de aumento na taxa de juros custa R$20 bilhões aos brasileiros”. É uma mensagem mais consistente e valiosa do que “Não é só pelos 20 centavos”.

Vinte bilhões são duas vezes e meia, por ano, o que iremos investir em estádios, que serão pagos em 15 anos em empréstimos ao BNDES – ou seja, dinheiro que voltará aos cofres públicos.

O rebaixamento do debate econômico nos fez perder a noção das coisas

O verdadeiro rebaixamento que o país sofre não é de hoje e não é só o da Standard & Poors. O mais prejudicial de todos é o rebaixamento do debate sobre os rumos da economia do país.

O Brasil continua sendo um carro em que os mecânicos  do mercado puxam o freio de mão e culpam o motorista pela dificuldade de acelerar o crescimento, melhorar a infraestrutura e a qualidade do serviço público.

A primeira mudança para uma tomada de consciência é superar a visão de que os juros são um problema só da macroeconomia e que sua conta é paga pelo governo. Não é.

O governo é apenas quem assina o cheque. Quando falamos “o Brasil”, muita gente ainda acha que estamos falando do governo. Perdemos, talvez na ditadura, e ainda não recuperamos a noção de que o Brasil são os brasileiros.

Quem confunde isso com nacionalismo barato e governismo acaba por reproduzir, às avessas, a velha maneira de pensar ensinada pela própria ditadura. Puro analfabetismo cívico.

Quem paga a conta cara dos juros altos são todos os que pagam impostos, principalmente os mais pobres, que, proporcionalmente, pagam mais impostos.

A luta para inverter prioridades precisa convencer milhões de brasileiros de que é preciso virar as finanças públicas de cabeça para baixo.

Hoje, a principal função do Estado brasileiro é pagar juros, os maiores do planeta. O Brasil é um dos três países que mais comprometem recursos públicos com o pagamento de juros, em proporção do PIB, conforme diz até o Fundo Monetário Internacional.

A educação, a saúde, a segurança pública e os investimentos em infraestrutura são pagos com o troco do que sobra do pagamento de juros.

Somos educados para o analfabetismo econômico

O problema que temos em mãos lembra o alerta feito por um professor de Matemática, com cara de cientista maluco, chamado John Allen Paulos, em seu livro “O analfabetismo em Matemática e suas consequências” (publicado originalmente em 1988).

O divertido livro de Paulos relembra casos famosos que denunciam a falta nem tanto de habilidade, mas de uso prático e corriqueiro até das operações matemáticas mais simples.

A principal denúncia de Paulos é ao quanto nos desacostumamos da operação mais essencial de todas, não exclusiva da Matémática: pensar sobre os problemas e raciocinar logicamente sobre eles.

Paulos nos avisa que isso é um perigo. Corremos riscos diários com essa nossa preguiça de pensar logicamente sobre os problemas e com a nossa incapacidade de extrair resultados práticos e numéricos dessas operações.

O que acho mais curioso nesse livro, e muito similar ao que acontece em nosso debate econômico, é que esse tipo de analfabetismo é ensinado diariamente.

É como se fôssemos educados para o analfabetismo. Somos treinados a esquecer a lógica dos argumentos e a concordar com coisas que não fazem o menor sentido.

Paulos usa, dentre tantos exemplos, o livro “Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift (1667-1745). O matemático nos mostra como o autor de Gulliver, ao descrever um gigante em uma terra de pequeninos (Lilliput), lascou o livro de grandezas absurdas, que não fazem o menor sentido.

As histórias de Gulliver são de 1726. Para não parecer tão distante, Paulos escreveu, em 1995, “Como um Matemático lê os Jornais”, publicado no Brasil como “As Notícias e a Matemática” ou “Como um Matemático lê jornal”.

Acertou na mosca. A imprensa é useira e vezeira em nos deseducar a usar não só os números, mas a lógica. É assim também com as notícias cujo título é contraditado pelas próprias matérias, armadilha comum aos que leem jornal com o espírito crítico repimpado e babando no sofá.

Terrorismo fiscal, um atentado ao raciocínio lógico

A notícia sobre o rebaixamento da nota do Brasil foi uma farra nesse sentido de propagar o analfabetismo econômico.

A conclusão enfiada goela abaixo é a de que o País precisa aumentar seu rigor fiscal e seu controle sobre a inflação.

Ou seja, o Brasil precisaria urgentemente cortar gastos e continuar elevando sua taxa de juros. Como assim, se o nosso principal gasto extraordinário é com juros? Não faz sentido, faz? Depende pra quem.

A ideia brilhante para atender às agências de risco é cortar o que o governo faz para pagar mais juros. Faz todo o sentido – para o financismo, não para a maioria dos brasileiros.

Mal começou o ano, os problemas sazonais dos preços dos alimentos, que impactam também os alugueis, são traduzidos na conclusão disparatada e tão absurda quanto os números das “Viagens de Gulliver”.

A lógica é a seguinte: se choveu muito, ou se choveu pouco, a inflação de alimentos elevou-se. Solução: aumentem os juros. Elevando-se os juros, as pessoas vão comer menos alimentos e os agricultores assim plantarão mais alimentos. Com juros mais altos, choverá a quantidade certa, no lugar certo. Entendeu? Nem eu.

O preço do tomate disparou, então o remédio é aumentar os juros. A pessoa irá desistir de levar tomates quando pensar que a taxa Selic está mais alta. Quando a taxa Selic alcança dois dígitos, as pessoas trocam a macarronada a bolonhesa por lasanha ao molho  branco.

Os alugueis subiram, então os juros precisam aumentar, pois, em Lilliput, a terra de quem pensa pequeno, quando os juros sobem, ao contrário do que ocorre em qualquer lugar do mundo, mais imóveis são construídos e os alugueis baixam.

Engraçado, pensávamos que seria o contrário; que, com juros mais baixos, mais pessoas poderiam comprar seus próprios imóveis e se livrar dos alugueis. Aumentaria a própria oferta de imóveis e os aluguéis cairiam. Difícil entender os lilliputianos.

Essa falta de parâmetros e de noção do debate econômico causa uma deficiência grave em nossas políticas públicas.

Figuras exemplares que alertam sobre isso, como fazem Paulo Kliass, Ladislaw Dowbor e Amir Khair aqui na Carta Maior, há muito tempo, falam de coisas sobre as quais deveríamos não só prestar mais atenção, mas usar em nosso dia a dia.

Os movimentos sociais precisam se lembrar de explicar essa lógica dos argumentos aos seus militantes.

Precisam fazer as contas de quantos trabalhadores do setor público poderiam ser contratados e pagos com esses valores estratosféricos e escatológicos pagos com juros.

Precisam mostrar para a opinião pública quanto custa o reajuste de salários de suas categorias e compará-los com o que se paga em juros aos banqueiros.

Quem sabe, uma boa ideia seria acampar no gramado em frente ao Banco Central toda vez que ocorre uma reunião do Copom. E por que não fazer pelo menos um dia de luto quando se decreta aumento na taxa de juros.

Imagine todo mundo com a fitinha preta no braço explicando quanto vai nos custar pagar 0,25 ou meio ponto percentual a mais na taxa Selic, e quanto deixará de ser aplicado em prioridades para o país.

Pode até não ajudar a pressionar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, mas, pelo menos, seria um sinal de quantas pessoas terão se livrado do analfabetismo econômico atroz que nos acomete.

(*) Antonio Lassance é cientista político.

Leia mais sobre o assunto:

Ladislau Dowbor, em “Os vazamentos do dinheiro público” , mostra que o Brasil não é pobre, mas os recursos são frequentemente mal utilizados, vazando por numerosas brechas, legais ou ilegais, quando poderiam ser produtivos.

O blog do professor Ladislau Dowbor é uma grande biblioteca de Economia, com artigos, livros, vídeos, filmes e inúmeros recursos dedicados a trabalhar temas econômicos complexos de forma compreensível.

Um editorial recente da Carta trata do mesmo assunto deste artigo de forma exemplar: “Se pensar pequeno, o governo escorrega na goela conservadora”. Lembra-nos de algo fundamental: que o capitalismo não é apenas um sistema econômico, e sim uma relação de poder.

Jaciara Itaim, “Dívida pública e juros: coquetel explosivo”, traz o dado de que 1% a mais em juros custa 20 bilhões.

Do economista Amir Khair, “Desafios ao crescimento“.

Também de Amir Khair, “Há visões fiscais antagônicas dentro do governo“.

Agradeço ao colega e grande economista Paulo Kliass pela orientação sobre alguns números. Os eventuais equívocos são de minha inteira responsabilidade e, possivelmente, resquícios do meu próprio analfabetismo econômico.

DILMA DIZ QUE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER É REPUDIADA PELO GOVERNO E A SOCIEDADE

Dilma Plano Safra Semiárido

Há até um exagero de simplicidade para se entender o caso da violência contra a mulher. Sabe-se que o homem criou várias formas de comportamentos aparentes. O próprio sistema capitalista, como afirma o filósofo Marx, é uma aparência em sua objetividade. Seu quadro patológico de aparência é bem conhecido como formas abstratas de reificação e fetichismo. O criador da psicanálise, Freud, não como o filósofo Marx, também afirmou que os homens agem entre si em contratos aparentes. O manifesto oculta o latente que se esforça por se manifestar. Ou melhor, se revelar.

O HOMEM-MISÓGINO

Aí a simplicidade do entendimento sobre a violência de homens contra mulheres. Esse comportamento nas esferas social, política e afetiva e tido como misoginia. Comportamentos em que os homens tentam depreciar as mulheres. Não só desapreciar, mas também violentá-las em práticas de estupros, espancamentos e deboches. Uma aparência de comportamentos que tenta dissimular o que esses homens realmente pretendem ocultar de si e dos outros. E quase sempre responsabilizando as mulheres por seus atos de violência.

O DISCURSO-PEDERASTA OCULTO DO MISÓGINO

O misógino é um sujeito-sujeitado por suas esferas sexuais obliteradas oriundas de sua relação com a imago de sua mãe, diria a psicanálise. Os filósofos Deleuze e Guatarri diriam que ele alguém que foi agenciado pela força paranoica do despotismo, onde o mundo não tem fluência criadora. Ele é alguém exacerbado de suas vitalidades. Compreende-se, então, com invulgar simplicidade, que o misógino é também um trapaceiro-simulador. O que ele pretende com seu comportamento violento contra as mulheres é impedir a liberação do pederasta que há em si, como bem mostrou o filósofo Baudrillard. Ele odeia as mulheres porque elas, com suas autonomias, o fazem retornar às suas obliterações fundidas. Há nessa trapaça-simulação duas vertentes. Em uma ele tenta, ao violentar as mulheres, ocultar sua pederastia. Na outra ele a culpa porque para ele, ela é o objeto que o impede de ser pederasta. Patético destino.

A PESQUISA DO IPEA E DILMA

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez um estudo onde teve como resultado a confirmação da misoginia. Ele fez uma pergunta básica.

“Mulheres que usam roupas que mostram o corpo, merecem ser atacadas?”.

Não deu outra: 58,5% afirmaram que sim. E mais: “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”, “filosofaram” os misóginos.

Um resultado perigoso, pois não se reduz a uma – aí sim – simples questão. Há nessas respostas elementos nazifascistas condensados com corpos religiosos-patriarcais-castradores, moral—repressiva, impotência-catastrófica, etc. Um perigo para quem entende que a sociedade se compõe através de relações de empatia e simpatia de todos que se concretizam pela alteridade e tolerância.

Foi com esse resultado do estudo do Ipea em mãos que a presidenta Dilma Vana Roussef mostrou sua indignação.

“Pesquisa do Ipea mostrou que a sociedade brasileira ainda tem muito o que avançar no combate à violência contra a mulher. Mostra também que o governo e sociedade devem trabalhar juntos para atacar a violência contra a mulher, dentro e fora dos lares. Tolerância zero à violência contra a mulher”, afirmou Dilma.

ILUSÃO DAS DIREITAS

O estudo deve criar um alento perverso nas direitas, porque Dilma é mulher. E, talvez, elas raciocinem assim: “Se 58,5% têm esse sentido, e sendo a Dilma mulher, é possível que a gente ganhe alguns votos com esses homens”. Pobre raciocínio. Dilma foi eleita com votos de homens e mulheres. E homens que odeiam mulheres não votam em mulheres. Raciocínio simplíssimo.

 

NA TV CARTA MINO FALA SOBRE A MARCHA DA FAMÍLIA NO COMEÇO DA DITADURA

O Ibovespa e a volta à normalidade do STF

Ao remeter o mensalão tucano à instância apropriada de julgamento, o STF, em autocrítica, definiu a etiqueta da AP 470: foi mesmo um julgamento de exceção.

Wanderley Guilherme dos Santos

https://i2.wp.com/www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/135/83C942FF9499166ED00DA1AF86FC773AAA58396834F696A6C1C69E3E71AD8DA0.jpgSegundo a versão da imprensa, o Ibovespa teria subido esta semana devido ao rebaixamento de grau do País patrocinado pela Standard&Poor’s e pelo o IBOPE aquecendo as oposições com a pesquisa sobre avaliação do governo. Finalmente, colhidas as necessárias assinaturas, o Senado pode instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os negócios entre a Petrobras e a Astra a propósito da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, também promovendo a alegria antecipada dos pré-candidatos oposicionistas, prevendo uma devastação do governo. Leitores amadurecidos devem estar tão entediados com a versão da imprensa quanto com o estilo modorrento deste parágrafo. Vamos a outra.

O Ibovespa, altar de todos os rentistas, bem que podia revelar-se satisfeito por motivos distintos. Aprovou-se, na semana, o marco civil da internet e o início da legislação definitiva sobre o regime diferenciado de contratações públicas (RDC), ato capaz de revolucionar a administração dos órgãos de Estado se monitorado com rigor. A obrigação de licitar toda compra governamental (grampos e escutas inclusive) representa uma ferramenta burocrática adequada à sabotagem de qualquer plano de governo. Faz parte das razões que explicam os atrasos nas grandes obras públicas (em associação com os poderes paralisantes do Tribunal de Contas da União), cobrado como fracasso pelas versões midiáticas.

Quebrar as algemas da legislação atual, vigilante de um Estado inerme, e alterar os dispositivos que permitem ao TCU interromper obras vultosas por meras suspeitas, é indispensável à redução dos custos de operação de um Estado de Bem Estar. A diferença entre o orçamento inicial de uma obra de infra-estrutura e seu custo final decorre em larga medida das interrupções infundadas sob mandados do TCU e de instituições policialescas como o IBAMA. Quanto a este, com a obtenção de um empréstimo no valor de trezentos milhões de dólares para financiamento de empresas pouco predatórias, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico faz mais do que a fiscalização preventiva e preconceituosa do IBAMA, e isso sem contabilizar os custos operacionais da burocracia ibamesca.

Ao contrário das agências de avaliação, a opinião praticamente unânime dos economistas de prestígio internacional consagra o Brasil como um dos menos afetados em todo mundo pelo desabamento da economia internacional em mais uma das quedas anunciadas pela teoria dos ciclos capitalistas. Se o País está arranhado convém olhar para os hematomas dos que se submeteram ao tipo de ortodoxia adotado pelos assessores dos candidatos à Presidência, cujo programa é fazer do Brasil uma gigantesca Espanha. Os investidores da Ibovespa podem se animar com competentes juízos internacionais antes que com o inoportuno velório dos farejadores de carniça. Para estes, a fusão de duas das maiores firmas no comércio do açúcar criando, nesta semana, a maior trading do mundo (metade nacional, metade americana), a ser responsável por 25% das exportações globais de consumo, deve representar formidável carniça futura. E passam a torcer pela versão que eles próprios inventam.

Ao remeter o mensalão tucano à instância apropriada de julgamento, o Supremo Tribunal Federal, em autocrítica, definiu a etiqueta da AP470: um ponto fora da curva, isto é, um julgamento de exceção. O STF voltou à normalidade. Este evento, retorno à previsibilidade jurídica, animou o Ibovespa, com certeza. Ao mesmo tempo, a direita e a esquerda se agitam a propósito de certo cinqüentenário: a primeira, nostálgica, a segunda, reivindicativa. Os ânimos permanecerão assim até que o acontecimento originário se transforme em cisco histórico como o golpe de 37, por exemplo, ou como os 18 do Forte de Copacabana, diante do já então enorme percurso coberto pela democracia.

Os períodos ou tentativa de ditaduras estão destinados a não representar senão zero vírgula e cada vez mais zeros antes do mortiço 1 da história republicana.  Não terão capacidade de gerar filhotes, mas a de servir de alimento aos historiadores. Adepto do esclarecimento dos fatos, sou, não obstante, avesso a compassos de espera. A democracia e o progresso do país estão sob artilharia, tendente à piora.

Com sintomas da síndrome de Estocolmo, a opinião pública parece tomar o progresso antecedente como natureza, desconsiderando o mérito da política que a tornou possível. Pois se a democracia e o progresso se transformaram em natureza cumpre aos democratas zelar por sua preservação. A bandeira anti conservadora vem a ser a sustentabilidade da democracia e do bem estar social, condição necessária à garantia dos ganhos efetuados. Alerta contra a mudança em direção ao passado.

IBOPE TENTA CONFUNDIR, MAS SE PERDE EM SUA FROUXA CONFUSÃO MANIPULADORA

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/03/em-meio-a-noticiario-hostil-aprovacao-do-governo-dilma-volta-a-cair-aponta-cni-ibope-1141.html/dilma.jpg/image_preview

Tudo muito simples. Entre os dias 14 e 17 de março, fantasiando encontrar qualquer sinal para derrota de Dilma em sua reeleição, o instituto de pesquisa eleitoral das direitas, Ibope, visitou 141 municípios e entrevistou 2.002 eleitores. Frustração total das fantasias ibopianas: Dilma vence no primeiro turno.

A fantasia frustrada do Ibope mostrou que a presidenta Dilma Vana Rousseff tem 43% de intenções de votos contra 15% de Aécio, do PSDB, partido da burguesia-ignara, e 7% de Eduardo Campos, do socialismo-pálido.

Ontem, como estratégia-conspiradora, o instituto de pesquisa-caduco, representante do atraso político no país, resolveu divulgar a mesma pesquisa só que com o quesito, aprovação do governo Dilma. Um paródico propósito com o fim irrealizável de atingir a presidenta. Como se diz no jargão dos parlamentares sem vocação, uma vã tentativa de criar fato novo. Uma clara ignorância, já que o novo é uma produção e não uma ficção.

A pesquisa mostra que a aprovação da presidenta, que em novembro era de 43%, atingiu 36%. Uma queda de 7%. Ora, ora, ora, em que hora esse ibope pretendeu divulgar a pesquisa? Exatamente no momento em se fala em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás, a empresa brasileira de maior concorrência e lucro internacional. O ibope segurou o índice para agora tentar confundir a população. Um lance frouxe imaginando que os eleitores vão raciocinar: “Se a aprovação do governo caiu é porque Dilma tem a ver com o caso Petrobrás”. E em um achaque de insensibilidade moral, completa: “Não voto mais nela”. Humor próprio para telespectador da Globo.

Autodeboche quando foram os próprios institutos de pesquisas eleitorais que afirmaram que o caso Petrobrás não é possível de ser assimilado pelos eleitores de Dilma. Uma evidente discriminação intelectual do povo. A forma perversa como tratam os eleitores as direitas. E ainda pretendem o governo.

Não adiantou nada a retenção do quesito e sua divulgação agora. Desaprovar uma forma de governar não significa não pretender esse governante. A própria pesquisa do ibope já mostrou que a maioria dos eleitores quer mudança, mas com Dilma. Portanto, esse quesito deu chabu e, como também, é fogo-fátuo. Não acende de forma nenhuma as campanhas dos candidatos das direitas.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 3,913,588 hits

Páginas