Arquivo de julho \31\UTC 2013

MANAUS O LUGAR CERTO PARA O TRATAMENTO DA LABIRINTOPATIA SER TESTADO

A labirintopatia ou labirintite, como é mais conhecida nas rodadas da vida, é uma enfermidade, ou sintoma, que atinge um número grande de indivíduos, principalmente depois dos quarenta anos, mas podendo ser diagnosticada em idade muito anterior. A labirintite ou labirintopatia, segundo especialistas, ocorre mais em mulheres que em homens. Entretanto, nenhum dos dois escapam da experiência vestibular, posto que trata-se de uma enfermidade vestibular, área do líquido que mantém o nosso equilíbrio.

Os sintomas básicos dessa enfermidade labiríntica são as tonturas, conhecidas abismalmente como vertigens, e flutuações. Existem três tipos comuns de tonturas. A tontura rotativa quando o indivíduo sente que o ambiente roda – ou gira dependendo do ponto – em sua circularidade. A tontura não rotativa quando o indivíduo sente que ele é quem gira. Um perigo para quem gira em ponto de umbanda ou passeia de carrossel. Ainda há a sensação de flutuação como se o indivíduo andasse em um colchão com água. Também conhecida como síndrome da ginga do marinheiro quando desce do navio e anda no solo firme.    

Para que o paciente inicie o tratamento são necessários alguns exames desde sangue, passando por cardiológico até cerebral, visto que as tonturas podem ter várias causas. Quando através dos exames se afasta todas as causas não relevantes aos vestibulares, aí começa a terapia. Muitas vezes o tratamento leva meses, até mesmo anos, quando não se torna crônico. O tratamento é necessário, porque seus sintomas são por demais penosos para os que são atacados por estes estados vertiginosos. Insegurança, irritabilidade, palidez, depressão, taquicardia, sudoreses, são alguns desses sintomas que ninguém gosta como acompanhante.

Mas o grande desafio médico é saber quando o paciente encontra-se curado. Muitas vezes o paciente mostra uma acentuada melhora, mas logo ocorre outra crise deixando-o muito triste e improdutivo. Assim, por mais eficaz e moderna que sejam as terapias o sentido da cura é preocupante. Embora, em muitos casos isso ocorra. Entretanto, nós desse blog intempestivo, acometidos pelo dever de querer auxiliar no teste de tratamento dos pacientes, oferecemos um método, para nós, muito competente. Fazer com que os pacientes andem pelas ruas de Manaus. É um teste infalível para saber se eles encontram-se curados ou não.

Manaus é uma não-cidade onde não existe uma só rua com calçada inteira. É totalmente desequilibra no seu plano não-urbano em relação calçadas. E não trata-se de ruas da periferia, que é uma não-arquitetura gritante. Trata-se das ruas do chamado centrão, como é o caso da avenida mais valorizada desse nicho não-urbano, a Avenida Djalma Batista. Nessa avenida não tem um quarteirão com calçada nivelada. É um total sobe e desce, sem contar com a quantidade de automóveis estacionados nessas elevações e depressões. Um grotesco espetáculo de alto e baixo relevo. Há ainda, inúmeras calçadas rachadas e esburacadas, convidando pernas e pés para uma torção ou fratura exposta. Uma maravilha produzida por todas as administrações municipais, e que agora continua no governo do prefeito amigo do ex-prefeito Amazonino, Arthur Neto do PSDB partido do primeiro mensalão no governo Fernando Henrique, o sabotador da velhice.

Diante desse quadro “terapêutico” não-urbano, o paciente ao se colocar em provas pelas ruas da não-cidade de Manaus, depois de tentar andar em algumas delas e não chegar a cair ou não ficar mais tonto, pode-se ter a certeza que se encontra curado. Todavia, embora a cura deva ser comemorada com grande festividade, não devemos esquecer dos tontos que se alojam nessa não-cidade cujas tonturas foram produzidos por essas ruas sem calçadas. Esses, só serão curados se migrarem dessa fábrica de labirintopatia ou labirintite.

 É como diz a velha moral: o equilíbrio não foi feito para todos

GAYS DESCUIDAM DA CAMISETINHA

Justiça Gay Bolívia

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e a coordenação da Parada Gay de 2013, divulgaram informações que mais 42% dos gays não usam preservativos na hora do love. Uma indiferença com o amor. Se amar faz bem, continuar amando com saúde é bem melhor. O uso da camisetinha é imprescindível para continuidade do love.

E o fato que chama mais atenção na informação é que esse número é constituído de jovens na flor do jogo de Adônis. Não fazer uso da camisetinha é uma autoflagelação. O amor pede corpo e mente saudável para que ele seja dionisíaco e apolíneo.

“Os adolescentes conhecem o preservativo e conhecem os riscos e as questões das doenças sexualmente transmissíveis, mas o que nós temos certeza é que conhecer o preservativo não garante o uso. E quando tem um parceiro fixo, esse é um fator importante para se deixar de usá-lo”, afirmou a médica e coordenadora do Programa Estadual de Saúde do Adolescente, Albertina Duarte Takiuti.

Mano, ama! Amar e trabalhar é saúde, já diziam Freud e Reich. Mas, por favor, usa a camisetinha! Não esquece que o Papa Chico disse que Deus está com convosco. Aproveita esse love abençoado, mano!

AÉCIO NEVER ESCOLHE UM BOM COORDENADOR DE CAMPANHA QUE É LIGADO A CORRUPÇÃO

aecio-neves-e-jose-serra

O futuro candidato ao cargo de presidente do Brasil pelo partido da direita-bruxuleante, PSDB, Aécio Never, não podia escolher um nome mais certo e justo para ser seu coordenador de campanha. Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações do desgoverno de Fernando Henrique, o orgulhoso de pés de barro. Pimenta da Veiga encontra-se queimado no esquema de corrupção comandado por Marco Valério. O envolvido com Marco Valério já foi coordenador da campanha do preterido José Serra quando vampirescamente foi candidato ao cargo de presidente da República disputando com o Sapo Barbudo que lhe aplicou duas sonoras traulitadas. Para o bem do Brasil, é lógico.

Segundo informações que correm pelas alterosas e alcançaram os rincões do Brasil varonil, a função do envolvido com Marcos Valério é martelar na tese do mensalão do PT para que force um segundo turno contra Dilma. Triste pretensão. Vivendo e não aprendendo. As eleições passadas mostraram que essa tese é fogo fátuo: não queima nem osso de defunto. Além do mais, apontar mensalão do PT e esquecer seu mensalão, ou seja, o mensalão do PSDB, que inaugurou a prática, é atitude de quem acredita a priori na derrota.

Todos os brasileiros atentos sabem que candidatura de Aécio Never é para ele mais uma de suas festividades eternas de seu continuo tempo de boyzinho zona sul do Rio de Janeiro.

A IMPOTÊNCIA REDUNDANTE DAS MÍDIAS ATROFIADAS

Antiglobo

No segundo volume da obra inquietante Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia, dos filósofos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari, há uma sentença revolucionariamente intrigante. “A linguagem não é mesmo feita para que se acredite nela, mas para obedecer e fazer obedecer”, afirmam os dois filósofos. Para quem acredita no imperialismo da linguagem, é um forte nocaute linguístico. Mais ainda, para quem afirma que se encontra fazendo comunicação, como ocorre com todas as facetas das mídias atrofiadas que vão das Organizações Globo e suas congêneres, até os delirantes direitistas dos facebooks. Reflexos irracionais das mídias-mater representantes da subjetividade expressada pela burguesia-ignara. A enunciação coletiva do capitalismo.   

Deleuze e Guattari nos mostram como é impotente a rede ecolálica dessas atrofiadas mídias. Delirando no discurso indireto, elas só realizam a redundância vazia do significante: total ausência do real. O enunciado tirânico ressonante. Como por exemplo, o espectro sujeitado dos jornais, enunciado pelos dois filósofos: ”Os jornais, as notícias, procedem por redundância, pelo fato de nos dizerem o que é “necessário” pensar, reter, esperar, etc”. Seguir uma voz de comando que os proprietários dessas mídias tendem a querer que o incauto consumidor acredite como necessária para suas existências. O delírio-paranoico emergido do capitalismo que tem como seus terminais essas próprias mídias cujo único objetivo é fazer ressoar redundantemente suas mensagens capitalizantes multifacetadas em todas as maneiras de consumo, segurança, medo, ambição, prepotência todos os afetos tristes. Prender o sujeito-sujeitado do enunciado sob os grilhões dos agenciamentos sádicos coletivos. São as coordenadas semióticas impostas aos sequelados pelas mídias atrofiadas. Uma perversão que não possibilita qualquer forma humana de informação, e muito menos comunicação.

Uma demonstração hilária dessa impotente redundância ocorreu recentemente com as chamadas manifestações contra o governo Dilma. Chamadas porque manifestação significa mostrar-se como o novo, revela-se, fazer-se compreender – como manifesta o filósofo alemão Heidegger -, e nada de novo foi visto ou ouvido. Como tratava-se de uma tautologia enunciativa do tipo A segue B, que segue C, que segue D, que segue E, que segue… e que no fim sonoro-demente não se sabe o que se segue, porque a condição epistemológica desses afásicos é a mais baixa possível para entender que da redundância não sai palavra de ordem revolucionária. Daí, porque a imobilidade territorializante dos participantes “facistas( palavra-valise formada pelas palavras face e fascista)” não provocar qualquer vibração nova sob a luz do sol. Embora até o momento eles acreditem que tocaram no governo Dilma. Postura paranoica claríssima. Tristes e impotentes semioticamente apenas realizaram a ecolalia da central de comando do poder dominante que lhes apraz. Obedecer, obedecer, e delirar que também é obedecido. Para isso servem os olhos, os ouvidos e o aparelho fonador dos atrofiados. Sem jamais experimentarem o sensorial e o epistemológico produtivos.

Dominadas pelo mais baixo gênero de conhecimento, aquele em que se é apenas efeito e jamais causa como diz o filósofo Spinoza, onde predominam as ideias inadequadas, essas atrofiadas mídias sequer suspeitaram que toda essa tentativa jamais teria um resultado que lhe fosse favorável, visto que tanto nos governos Lula como no governo Dilma, jamais foi efetuada uma variável que pudesse exigir uma interferência nos seguimentos desses governos. Ou parafraseando o filósofo Marx: nesses governos jamais foram postos problemas que exigissem soluções conspiratórias. Daí se inferir que o fator patogênico dessas mídias ainda irão lhe causar contundentes desilusões em relação aos governos populares. Desilusões imprescindível para o fortalecimento e continuidade desses governos populares.

Em síntese: se a língua é social a ecolalia, como representação de grupo atrofiado, estranha à língua, é uma aberração semiótica que não serve à democracia. Assim, essas mídias não são vetores políticos, porque onde há redundância não há vida. E a política é a vida como produção do novo. Devir-Coletivo.   

O vídeo que está irritando os “coxinhas

O compositor e cantor Max Gonzaga está “bombando” na internet com a música “Classe Média”, despertando a ira dos “coxinhas”, o nome que pegou para os jovens de classe média que reproduzem o discurso superficial e de direita da mídia.

Max, coitado, está sendo acusado de fazer a música para zombar das manifestaçoes do mês passado, mas a gravou há oito anos, em 2005.

Aliás, Max diz cantando, muito mais simples e bem-humorado, o que a Marilena Chauí falou, provocando tanta polêmica.

Se alguém quiser o disco do Max, a propaganda é grátis, basta clicar aqui e ele combina um jeito de entregar.

Em tempo: a classe média é e pode ser diferente. Foi dela que saíram Chico Buarque, Caetano, Gil e uma geração de artistas e intelectuais geniais, como anos antes tinham surgido Vinìcius, Graciliano, Jorge Amado e tantos outros. Mas é preciso, para isso, apenas um detalhe: não ter o umbigo no centro do Universo e lembrar que o povo é a terra de onde o intelecto se alimenta para brotar e poder florir.

Por: Fernando Brito

A Grã-Bretanha à procura de uma identidade pós-hegemônica

Desde 1945, a Grã-Bretanha tem vindo a tentar, com considerável dificuldade, ajustar-se ao papel de antiga potência hegemônica. Temos de avaliar como isto é difícil, tanto psicologicamente quanto politicamente. Parece hoje que os dilemas da sua estratégia política finalmente implodiram, forçando-a a enfrentar escolhas que são todas más.

Immanuel Wallerstein

Houve uma vez um tempo em que o sol nunca se punha no Império Britânico. Já não é assim! Em 1942, Winston Churchill saiu-se com uma frase famosa: “Não aceitei ser o primeiro-ministro do Rei para presidir a liquidação do Império Britânico.” Mas de fato foi exatamente o que fez. Churchill conhecia a diferença entre estrondo e poder.

Desde 1945, a Grã-Bretanha tem vindo a tentar, com considerável dificuldade, ajustar-se ao papel de antiga potência hegemônica. Temos de avaliar como isto é difícil, tanto psicologicamente quanto politicamente. Parece hoje que os dilemas da sua estratégia política finalmente implodiram, forçando-a a enfrentar escolhas que são todas más.

A Grã-Bretanha emergiu da Segunda Guerra Mundial como um dos Três Grandes – os Estados Unidos, a União Soviética e a Grã-Bretanha. Era, porém, o mais fraco dos Três. A estratégia que escolheu foi tornar-se no sócio menor dos Estados Unidos, a nova potência hegemônica. Isto chamou-se na Grã-Bretanha, pelo menos, de “relação especial”, a qual afirmava ter com os Estados Unidos.

O mais importante benefício que a Grã-Bretanha obteve desta relação especial foi a transferência imediata da tecnologia nuclear, permitindo que fosse, desde aquele momento, uma potência nuclear. Os Estados Unidos não tiveram de forma alguma um gesto semelhante para com a União Soviética, muito menos com a França. Os Estados Unidos procuravam um monopólio nuclear global partilhado apenas pelo seu sócio menor. Claro que, como sabemos, este monopólio foi desfeito primeiro pela União Soviética, depois pela França e pela China, e depois mais tarde por um número de outros estados.

Na Europa ocidental continental, os primeiros passos para a reconciliação começaram com a Comunidade do Aço e do Carvão. Esta incluía seis nações – França, Alemanha, Itália, e o trio do Benelux, isto é, Bélgica, Holanda, e Luxemburgo. Não incluía a Grã-Bretanha. Estes primeiros passos na direção da União Europeia de hoje foram na altura encorajados pelos Estados Unidos, como uma forma de tornar possível a incorporação das partes ocidentais da Alemanha no que viria a ser a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Não é certo que os líderes britânicos apreciassem esta nova estrutura continental europeia. Uma das formas de reação da Grã-Bretanha foi aparentemente tentar afirmar uma postura geopolítica independente dos Estados Unidos. Juntou forças com a França e Israel para atacar o Egito de Nasser. Os Estados Unidos seguiam nessa altura outra estratégia no Oriente Médio, e portanto não perderam tempo a apertar a Grã-Bretanha e insistir que retirasse as tropas. Uma humilhação para os britânicos, mas que também os lembrou dos limites da sua capacidade de serem independentes dos Estados Unidos.

Depois disto, porém, os Estados Unidos começaram a encorajar a Grã-Bretanha a entrar nas estruturas continentais. Em parte porque Washington começava a preocupar-se com a posição relativamente independente destas estruturas, inspirada pela França. Do ponto de vista dos EUA, a Grã-Bretanha poderia ajudar a evitar que isto ocorresse. Esta posição tinha uma vantagem particular do ponto de vista britânico. O último vestígio remanescente da sua anterior hegemonia era o papel fundamental da City de Londres nas finanças mundiais. A Grã-Bretanha precisava de acesso aos mercados europeus para garantir este papel.

Assim, a Grã-Bretanha entrou nas estruturas, para grande desgosto de Charles De Gaulle, que percebeu muito claramente as motivações dos EUA nesta questão. Nos anos 70, foi a hegemonia dos EUA que começou a ser contestada. Tanto França quanto Alemanha iniciaram aberturas diplomáticas à União Soviética, que culminariam muito mais tarde em 2003 com a vitoriosa resistência franco-germano-russa ao desejo dos EUA de que o Conselho de Segurança apoiasse a invasão militar ao Iraque.

Neste contexto de caos geopolítico, o governo britânico alinhou-se totalmente com os Estados Unidos. A completa subordinação de Tony Blair à política dos EUA começou a embaraçar até mesmo a opinião pública britânica, que passou a dar muito menos valor a uma relação especial que era unilateral. Mais e mais pessoas na Grã-Bretanha defendem a retirada tanto da ligação com os EUA quanto com os europeus. A força crescente do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP, da sigla em inglês) é uma grande expressão desta mudança de opinião.

A Grã-Bretanha tinha-se recusado a entrar na zona euro. No turbilhão econômico que se tornou tão evidente depois de 2008, o desejo de sair da própria União Europeia cresceu firmemente, em especial no interior do Partido Conservador, o que evidentemente alarmou os grupos financeiros da City de Londres, que viu corretamente que uma consequência disso poderia ser que Frankfurt superasse Londres como o centro financeiro europeu.

A Grã-Bretanha tem outros problemas – a sempre crescente força do regionalismo (e mesmo a perspetiva de independência) de Gales, Escócia e da Irlanda do Norte. A Grã-Bretanha resiste, o melhor que pode, à sua redução à Inglaterra. E o faz num momento em que os Estados Unidos não parecem estar grandemente comprometidos com sequer uma aparência de relação especial.

O problema para a Grã-Bretanha de hoje é que todas as escolhas que tem pela frente são más. A Grã-Bretanha deseja insistir que ainda é uma das principais potências militares. Mas o mesmo governo que o afirma é também o que reduz o orçamento e o tamanho das suas forças armadas, como parte do seu programa de austeridade. O maior problema da Grã-Bretanha de hoje é que o resto do planeta vai simplesmente deixar de considerá-la um muito importante ator geopolítico e financeiro. Ser ignorado não é o destino mais feliz para uma antiga potência hegemônica.

Tradução, revista pelo autor, de Luis Leiria para o Esquerda.net.

Centro de ciber-espionagem do Reino Unido é maior que o dos EUA

O Government Communications HeadQuarter é o quartel general de espionagem na rede do Reino Unido, o “Grande Irmão” inglês. Considerado mais intrometido até que o centro de dados de Utah, da NSA americana. Nenhum só bit se move na rede sem que esse monstro o classifique, o agrupe e cuspa o resultado. Um grande templo à repressão. Por ‘Tarcoteca Contrainformação’

A Tarcoteca Contrainformação*

Apresentamos o GCHQ, Government Communications HeadQuarter, o quartel general de espionagem na rede do Reino Unido, o “Grande Irmão” inglês. Considerado inclusive como mais intrometido que o centro de dados de Utah, da NSA americana. Nenhum só bit se move na rede sem que esse monstro o classifique, o agrupe e cuspa o resultado. Um grande templo à repressão.

No verão de 2011 o GCHQ havia colocado interceptadores em mais de 200 linhas de fibra ótica. A informação é levada por 200 condutos de fibra ótica e cada um transmite em média 10 gigabits por segundo, o que disponibiliza 21,6 petabytes por dia.

Capacidade de armazenamento
Essa instalação armazena os conteúdos por três dias e os metadados 30, para elaboração de suas análises. Nos três dias os conteúdos são, obviamente, a maior dor de cabeça em relação ao armazenamento, ocupando aproximadamente 64,8 petabytes, mas os metadatos também acumulam em uma quantidade surpreendente de espaço.

Consideraremos que os metadatos constituem aproximadamente 4% de todo o armazenamento, em sua maioria para arquivos de escritório, imagens, etc. Como o GCHQ armazena os metadatos durante 30 dias, isso equivale a outros 25,9 petabytes de armazenamento.

Afinal, estamos diante 90,72 petabytes de armazenamento, o que é muito. Tomando o valor de 12p [16cent] por gigabyte, significa que a fatura mensal de armazenamento do GCHQ oscila por volta das £11.415.217 libras anuais.

Software espião, programa Tempora
No final de 2011, o programa Tempora havia sido posto totalmente em funcionamento, e compartilhado com os norte-americanos havia três meses em modo de experiência.

Utiliza-se a técnica de Redução de Volume Massivo (MVR). Descargas Peer-to-peer, por exemplo, são classificadas como “tráfico de alto volume e baixo valor” e são descartadas por um filtro inicial. Isso reduz 30% o volume de dados. Utilizando buscas específicas, que podem estar relacionados a palavras, endereços de correio eletrônico, pessoas selecionadas, números de telefone… O GCHQ e a NSA identificaram respectivamente cerca de 40.000 e 30.000 palavras chave.

O GCHQ analisa todos os dados em tempo real
O GCHQ analisa todos os dados em tempo real, o que se estima em 2.000 gigabits de dados, dos quais se deve extrair palavras chave, cruzá-los e analisá-los, demandando uma potente fonte de energia. Ainda que as informações sobre a quantidade de energia necessária para vigiar uma nação não esteja à livre disposição, há alguns projetos, como o SETI e o Large Hadron Collider do CERM, o acelerador de partículas, que lança luz sobre a grande quantidade de dados e energia que se precisa para a análise informática.

Por exemplo, o LHC: analisa por ano 15 petabytes de dados, utilizando uma rede conectada a um ‘supercomputador’ que executa 7 teraflops -FLOPS operação de ponto flutuante por segundo, unidade de cálculo computacional-.

Os números manejados pelo SETI são da mesma ordem. O programa SETI@home conecta 3 milhões de usuários em linha para analisar sinais de rádio em busca de alguma emissão inteligente. Uma agulha num palheiro do tamanho de um uma galáxia. Claro que o tipo de análise realizada não é muito diferente e o GCHQ poderia filtrá-los de uma forma mais eficiente, mas essa é a melhor informação que temos.

Estima-se que até 21 petabytes por dia sejam processados através de GCHQ, por cerca de 2,5 petaflops de potência de cálculo, que são necessários para buscar, indexar e analisar todos os dados. Isso é, tem 500 vezes mais potência computacional que o colisor de partículas, com sua correspondente fatura elétrica.

Superordenado
O GCHQ necessita um supercomputador muito eficiente. Uma máquina similar, recentemente construída para a empresa elétrica TOTAL, Pangea, custou 50 milhões de libras e demorou quatro anos para ser construída, com 110.000 núcleos e 54.000 GB de memória.

Fator humano
O GCHQ dispõe de 300 analistas que trabalham a tempo integral na “pesca de arrasto” através dos dados produzidos pelas “capturas” na rede. Ainda que o sítio de recrutamento na web do GCHQ esteja ‘convenientemente’ fora do ar no momento, sabemos, graças a um artigo do Telegraph, que o salário inicial de um analista do GCHQ é de aproximadamente 25.000 libras anuais. Aceitando que os novatos provavelmente não trabalharão em questões de grande confidencialidade, e que os analistas especialistas [Glassdoor] e os analistas de inteligência recebem mais de 30 mil libras por ano.

Também existem os custos do pessoal de escritório, advogados, recursos humanos, técnicos e técnicos em TI, para não falar da limpeza e do pessoal de segurança. Esse documento, ‘apaixonante’ (intitulado Back Office Análisis Benchmarking 2008-2009), parece sugerir uma média de 28% de gastos extras em funções burocráticas a serviço daqueles que são a ‘primeira linha’, nesse caso temos a soma de 2.520.000 £.

Orçamento internet espionagem
O Orçamento exato do GCHQ não é de conhecimento público, mas seus fundos provem da Conta de Inteligência Individual (SIA, fundos reservados), que durante 2012-13 se estabelece em torno dos 2,1 bilhões de £. Também existe um fundo, criado pelo governo, dedicado a subornos, de cerca de 650 milhões de £, para fazer frente a segurança cibernética. Levando isso em conta, é fácil crer que o GCHQ é capaz de gastar 84 milhões de £ em seu programa de espionagem, seu navio insígnia.

Negócio: 850.000 contratados com credencial “top secret”

Segundo documentos, a vigilância do GCHQ lhe proporciona o “acesso à internet superior ao dos cinco olhos”, que consistem as agências de espionagem da Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Canadá e EUA, os operadores da rede ECHELOM. 850.000 contratados com credenciais “top secret” [mercenários] da NSA têm acesso aos dados.

À margem da lei
A NSA reconhece haver solicitado por via judicial acesso direto à informações de milhares de pessoas através de empresas de armazenamento de dados como Google, Facebook, Apple, Hotmail, Yahoo, AOL, amparando-se na Ata Patriótica de 2001 e seu monitoramento constante, graças ao programa PRISM como relatam em sua página da web. Mas o acúmulo de dados sem permissão é um delito contra a intimidade e vai contra a lei de proteção de dados.

O programa espião Prism parece ter permitido ao GCHQ evitar o processo legal requerido para solicitação de materiais como correios eletrônicos, fotos e vídeos de empresas de Internet, de pessoas e entidades com sede fora do Reino Unido.

A chave: Intercâmbio de informação internet intervida
As agências de inteligência dos Estados Unidos e do Reino Unido cooperam a fim de prevenir restrições nacionais na coleta de inteligência – a NSA não está sujeita às restrições legais do Reino Unido na vigilância dos cidadãos Britânicos, e o GCHQ não está submetido as restrições dos Estados Unidos quanto a vigilância dos cidadãos estadunidenses.

Conclusões
O êxito da rede de espionagem se baseia na colaboração entre os países membros dos “cinco olhos”, operadores da rede ECHELOM que dispõem de serviços de espionagem similares. Cada um espiona os cidadãos dos outros, onde suas leis não têm jurisdição, e depois intercambiam os dados. Assim, pois, se pode considerar uma rede de espionagem global e não um caso isolado de um país zeloso.

O negócio é tão apetitoso que o gasto diário de mais de 11 milhões de libras é pequeno em comparação com seus benefícios. Quase um milhão de “espiões” têm acesso aos dados apenas na agência americana, a única que esclareceu, mesmo que parcamente suas atividades graças ao escândalo Snowden que escancarou a trama. Esse número poderia quintuplicar.

Os contratados com acesso são de todo tipo: de empresas de segurança informática, segurança militar, empresas de armamento ou simplesmente agências de publicidade, grupos de investimento ou comissões do governo. Sua nacionalidade pouco importa, já que o requisito de acesso é o passe “Top Secret”.

Quais dados são analisados e quais informações são encontradas são dos mais variados. Mediante a classificação e agrupação dos mesmos se pode obter pautas horárias, pautas de comportamento ou tendências de consumo, o que permitiria influenciar no mercado, para então influir na publicidade. Suas aplicações são infinitas.

O escândalo emergiu pela infâmia que configura a espionagem dos cidadãos ingleses por seu próprio governo, o protetor de sua segurança e guardião de seus interesses. Se foram capazes de espionar impunemente seu povo, onde existem leis que os protegem, que não farão com os cidadãos de outros países. Resposta fácil: vender os dados tratados a diferentes governos. O negócio da espionagem e da repressão.

A última finalidade, reconhecida pela própria NSA em sua página web, é poder crackear os códigos de 256-bits AES empregados por seu próprio governo e que são base do sistema bancário mundial. Procuram por todas as chaves, por todos os segredos.

Legal ou ilegalmente, cada click os interessa, é sua nova forma de dominar-nos. Por isso cada dia é mais importante proteger-nos contra esse tipo de intromissão. É parte de nossa responsabilidade.

A rede não é segura.

*http://tarcoteca.blogspot.com.br/

Tradução: Liborio Júnior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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