Arquivo para maio \31\UTC 2013

Forbes publica o que o mundo já sabe: Revista Veja é odiada no Brasil e se envolveu em corrupção

Revista Forbes publicou matéria sobre a morte de Roberto Civita e a Editora Abril. Diz que Veja é um dos meios de comunicação mais odiados do Brasil e que se envolveu em corrupção e lavagem de dinheiro:

Billionaire Roberto Civita, Brazilian Media Baron, Dies At 76 

Apesar de amplamente lida, a publicação é também um dos meios de comunicação mais odiados do Brasil, devido ao seu conteúdo editorial de direita, cheio de lançadores de bombas políticas e sua clara oposição ao atual governo do Partido dos Trabalhadores.

(…)

Mais recentemente, Veja se envolveu em corrupção e em um inquérito de lavagem de dinheiro, que terminou com a prisão em fevereiro de 2012 de Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira (Charlie Waterfall), que supostamente é envolvido em jogos de azar no estado de Goiás.

Um rosto conhecido na política brasileira, Cachoeira também foi uma figura-chave do caso Mensalão. Mas, enquanto vários funcionários públicos foram demitidos, ele saiu livre. O Congresso do Brasil criou uma comissão especial para investigar o assunto, que incluía um calendário de audiências de pelo menos 167 convocações. Um dos editores da Veja foi um dos primeiros na lista.

(…)

O texto original, em inglês, está AQUI.

Fonte: Vi o mundo/ Forbes

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E NEM POR ISSO BAIXOU O PREÇO DO PEIXE

O pastor e político(fastro) Marcos Felicanus aceitou o convite para participar do 21º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade. O convite foi feito por um anúncio no jornal Folha de São Paulo. De acordo com o cordeiro de Deus: “minha origem cristã não repudia a diversidade […] o Apóstolo Paulo mandou que dessem atenção aos gentios em primeiro lugar”. E nem por isto baixou o preço do peixe.

O vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger, teve seu twitter invadido nesta quinta feira. Após o susto, o injustiçado artista desabafou, “Já recuperei [a conta], graças à intervenção de um amigo que trabalha, entre outras coisas, para a polícia […] Espero botar o cara na cadeia e ter uma lei só minha, como a Carolina Dieckmann…”. E nem por isto baixou o preço do peixe.

O prefeito ultraconservador da não-cidade de Manaus, Artur Neto, do PSDB paulistano, firmou um termo de cooperação técnica com a Escola de Magistratura. O mesmo prevê a realização de atividades pedagógicas de interesse comum como fóruns, eventos, encontros técnicos, conferências, seminários, cursos, dentre outras ações, destinadas ao desenvolvimento de recursos humanos, anestesiando, dessa forma, a subjetividade dos funcionários da prefeitura.E nem por isto baixou o preço do peixe.

A Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar, nesta quinta feira, suspendendo o jogo entre Brasil e Inglaterra, no domingo vindouro. Na decisão, a juíza determina que sejam apresentados laudos comprovando que o Maracanã está apto a receber, sem riscos de segurança, os torcedores. A CBF e o governo do Rio de Janeiro trataram logo de dar seus achaques, considerando um ultraje a decisão. E nem por isto baixou o preço do peixe.

Foi realizada, nesta quarta feira, a solenidade de premiação do melhor campeonato estadual do país, o Amazonense. O presidente do Sistema A Crítica de Rádio e Televisão, Dissica Calderaro, considerou o Estadual deste ano como o melhor das últimas quatro temporadas. Segundo Dissica, que precisa procurar um oftalmologista urgentemente, “Hoje estamos vendo as arquibancadas lotadas e o grito de gol dos torcedores. Estamos otimistas para o Campeonato Estadual do ano que vem já no primeiro semestre. Sabemos que o amazonense respira futebol”.   E nem por isto baixou o preço do peixe.

KINEMASÓFICO: 6 CURTAS

Na festa dominical do Kinemasófico das crianças afinadas produziram mais um encontro kinemasófico onde além da celebração dos aniversariantes afinados João Benedito e Eduardo houveram 6 curtas que geraram muita conversa a partir dos temas propostos começando com

A PISCINA AZUL

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Titulo Original: Sinyaya Luzha

Ano: 2004

Diretor: Catherine Maximova

País: Rússia
Duração :5 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) :Após se banhar em uma piscina azul, uma criatura começa a mudar de forma. Logo ela é levada ao médico maluco onde ao tomar diversas poções continua sua transformação.

O FAZENDEIRO DOS MOINHOS

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Titulo Original: The windmill farmer

Ano: 2010

Diretor: Joaquín Baldwin

Personagens: Fazendeiro, trevo, moinho, chuva.

País: Estados Unidos

Duração : 05 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Ao pegar um trevo um fazendeiro tem um sonho de plantar trevos para que estes se tornem moinhos. Porém após uma forte chuva os moinhos que estão brotando se quebram e voam pelo ar. Quanto tempo um sonho pode ser mantido?

VNE IGRY

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Titulo Original: Vne Igry

Ano: 2012

Diretor: Ivan Maksimov

Personagens: Bichinhos, retalhos, ponteiros

País: Rússia
Duração :7 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Três velhos brinquedos orfãos ficam em um porão brincando e rindo de sua própria degradação, e tentando criar formas de remendar os rasgos do esquecimento.

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MONA LISA DESCENDO AS ESCADAS

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Título Original: Mona Lisa Descending a Staircase

Ano: 1992 (Melhor animação nos festivais de Ottawa, Melbourne, Chicago, Bombay e Oscar)

Diretor: Joan C. Gratz

Personagens: Pinturas feitas de massinha

País: Estados Unidos

Duração : 7 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : A partir de Mona Lisa, uma série de pinturas (de 35 quadros famosos) são criados com massinha em uma bela animação.

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QUADRADO

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Título Original: Kwadrat

Ano: 1972 (Melhor Curta no Festival de Cracow, de Ottawa e no Oscar- Academy Award)

Diretor: Zbigniew Rybczynski

Personagens: Formas geométricas, homens dançando

País: Polônia

Duração : 3 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Os quadrados começam a se modificar e logo se tornam pessoas que começam a andar pelo quadrado enquanto mudam suas cores e formas.

A DEUSA

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Título Original: The god

Ano: 2004 (Melhor animação no Festival Grego Drama Short Film e prêmio do Público no Festival de Cinema Fantástico da Suécia)

Diretor: Konstantin Bronzit

Personagens: Deusa, mosca.

País: Rússia

Duração : 4 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma deusa egípcia é acordada de seu longo sono por uma mosca que passa a perturbar sua paciência e equilíbrio .

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O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza para crianças e jovens todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

CPI DO TRÁFICO DE PESSOAS BUSCAM CRIANÇAS ADOTADAS NO EXTERIOR

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas organizada pela Câmara dos Deputados está no processo de apurar adoções irregulares de crianças brasileiras no estrangeiro, principalmente feita por famílias americanas. Além do quantitativo de crianças que estão vivendo a comissão busca saber as condições em que se encontram estas crianças. 

De acordo com o deputado Fernando Francischini autoridades de ambos países levantaram hipoteses que as crianças adotadas tenham sido abandonadas posteriormente. Para o deputado “Pode haver vários casos. Queremos saber quantas crianças foram para os Estados Unidos e de onde elas eram”.

A CPI convidou os ministros da Justiça, Eduardo Cardozo, e da  Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, para participar de uma reunião. Segundo o deputado Francischini “é a secretária [Maria do Rosário] que vai nos trazer os dados concretos, já que é ela a chefe da coordenação responsável pelas adoções feitas no país (…) Obtivemos informações exclusivas de que crianças levadas para os Estados Unidos com a ajuda desta ONG acabaram abandonadas pelas famílias norte-americanas que as receberam”.

Caso seja  confirmado, o abandono de crianças e jovens haverpa a necessidade de mudanças na atual legislação, para “tornar mais rigorosas as exigências” para adoção internacional. De acordo com a Agência Brasil, o presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA),  a comissão já vem discutindo  três propostas para tornar o processo de adoção mais rigoroso: “permitir que apenas famílias que vivem em países signatários da Convenção de Haia adotem e levem crianças do Brasil, o fim da intermediação dos processos adotivos por pessoas físicas, restringindo essa participação aos organismos e entidades credenciados pelas autoridades centrais de seus respectivos países e que, além de passar por análise e fiscalização das comissões estaduais judiciárias de adoção, os processos sejam integralmente acompanhados pela Autoridade Central brasileira, subordinada à Secretaria de Direitos Humanos (SDH)”.

Jordy destacou que, embora não queiram desestimular quem age de boa-fé, os integrantes da CPI identificaram lacunas legais que permitem a prática de irregularidades. “Não queremos punir as pessoas que agem de boa-fé, pois sabemos que é preciso estimular a adoção, inclusive a internacional, último recurso nesses casos. Mas temos que fechar as lacunas que permitam eventuais irregularidades”, ressaltou o deputado.

Procurada, a Secretaria de Direitos Humanos  informou que a ministra Maria do Rosário só falará sobre o convite para falar na CPI após ser oficialmente notificada da decisão da comissão.

O CICLO QUE SE AVIZINHA

Por Saul Lebon do Portal Carta Maior

Os dados contraditórios emitidos do front econômico não deixam margem a ilusões.

Há sinais de retomada do investimento industrial no Brasil. Mas ainda insuficientes para definir um novo ciclo.

Dos EUA surgem evidencias de um ânimo maior dos consumidores.

Mas os dados do desemprego –que pode estar na faixa dos 11% e não 7%, computadas as desistências— desautorizam o otimismo ingênuo.

Pode levar uma década para o mercado de trabalho da maior economia da terra retomar o nível pré-crise.

O jogo de gato e rato dos ajustes pontuais entre juros, câmbio e inflação continua a ocupar espaços generosos na agenda capturada pela narrativa conservadora.

Interessa ao conservadorismo afunilar o debate do crescimento nesse ralo das esperanças nacionais.

Nada mais conveniente do que cicatrizar o fracasso do ciclo tucano com a insistente previsão de outro, por ora amplamente desautorizado pelos resultados.

Dessa gororoba midiática não sai um centímetro de chão firme para sustentar o passo seguinte da economia e da sociedade.

O economicismo ortodoxo não tem nada a oferecer ao país a não ser regressividade social e renúncia estratégica.

Os dados parecem endossa-lo.

O impulso externo das commodities perdeu fôlego.

A demanda chinesa, que soprou a vela do comércio mundial nos últimos dez anos, navega em zona de calmaria.

A oficina do mundo pode muito pouco num cenário de contração global das importações.

O comércio mundial deve crescer menos este ano do que no anterior.

Um dos principais destinos dos embarques asiático e mundial, a Europa agoniza sob as turquesas da ortodoxia.

Já morto, o Estado do Bem Estar Social está sendo picado, salgado e pendurado nas praças públicas de Madrid, Lisboa, Paris etc.

O que se propõe em troca?

Uma taxa de desemprego que é o dobro do recorde histórico anterior à crise.

Até quando vai a tragédia europeia?

Francisco Louçã, dirigente socialista português (leia a entrevista a Marco Aurélio Weissheimer; nesta pág) enxerga um segundo round da crise, a aprofundar o colapso das economias centrais, com efeitos globais desagregadores.

E adverte: ‘A esquerda precisa afrontar o capital financeiro’.

James Galbraith (leia a entrevista imperdível nesta pág) reclama um plano urgente de estabilidade social, que injete recursos públicos no orçamento das famílias pobres e dos desempregados.

O Brasil até agora soube manejar a travessia da desordem neoliberal, deslocando o dínamo de sua economia para o mercado interno de massas criado na última década.

A emergência de um Brasil até então anônimo e represado pela miséria dificulta o ardil conservador.

Qual seja, importar a crise mundial –o nome fantasia dessa baldeação é ‘reformas de mercado’– para usa-la como o aguilhão da agenda de arrocho e desregulação econômica, derrotada nas urnas em 2002, 2006 e 2010.

Desenvolvimento é instabilidade e não calmaria, como quer o interesse dominante de qualquer época, adepto da paz salazarista dos cemitérios.

O xis da questão é adicionar produtividade ao sistema econômico e direcioná-la às prioridades definidas pela correlação de forças da sociedade.

O Brasil enfrenta as adversidades intrínsecas aos avanços e recuos contabilizados nessa trajetória.

O câmbio defasado por décadas de juros siderais (responsáveis pelo ingresso maciço de capitais especulativos) acionou uma mutação regressiva no seu sistema produtivo.

E justamente quando a demanda popular mudou de patamar para se tornar massiva e hegemônica.

A perda de até US$ 20 bi em exportações de bens primários, por conta da retração nos preços das commodities, aguçou a percepção de um desequilíbrio de natureza estruturante na balança comercial de produtos manufaturados.

O déficit nessa área deve somar cerca de US$ 60 bilhões este ano. Foi de US$ 9 bi, em 2007. E ficou em US$ 36 bi no ano passado.

A manufatura importada invadiu todas as instâncias da vida brasileira.

Calcula-se em 25% o peso das importações no atendimento da demanda nacional.

O invisível é mais grave do que o evidente estampado nas etiquetas ‘made in China’.

A corrosão do parque industrial está inscrita no miolo dos produtos.

Peças, componentes, circuitos deixam de ser fabricados localmente. Leia-se: empregos de qualidade; investimentos; receitas fiscais; conhecimento técnico são transferidos para o exterior.

Engordam a economia dos países fornecedores.

Galpões industriais metamorfosearam-se em oficinas de montagem, de onde o insumo importado sai com etiqueta nacional.

Ajustar o câmbio de modo a torna-lo competitivo, e assim reverter o desinvestimento em novo ciclo de expansão fabril, tem um custo.

Encarecer a fatia do consumo abastecida do exterior equivale a arrochar um pedaço do poder de compra popular.

Não se trata de contabilidade, mas de decisão política. O que se ganha em troca? Quais as garantias (estabilidade no emprego, por exemplo)?

O contágio dos demais preços pelo estirão cambial, numa quadra em que o mercado externo talvez não retribua com incrementos equivalentes nas exportações, recomenda cautela.

A margem de manobra da política econômica estreitou-se.

Em dúvida, caminhe devagar, é a bússola do governo.

O país tem sua ‘terra à vista’. E precisa segurar o timão com firmeza para não se perder na travessia.

O pré-sal encerra peso objetivo para ser o impulso industrializante demarcador de um novo ciclo do desenvolvimento.

As reservas do pré-sal estão cercadas por um marco regulador cujas condicionalidades, independente da participação estrangeira, transferem o impulso tecnológico e as encomendas da exploração para dentro do país.

Guardadas as devidas proporções, isso pode significar para o Brasil aquilo que o orçamento da Defesa e o da Nasa representam para economia norte-americana, em termos de inovação e fôlego expansivo.

Há, porém, o oceano de crise mundial no meio do caminho.

E ele pode esticar o calendário da travessia até o final da década.

Mais que nunca, a macroeconomia será tutelada pela economia política.

As grandes escolhas do desenvolvimento recaem sobre os ombros da democracia brasileira.

Lideranças do PT, como o presidente do partido, Rui Falcão, a exemplo do governador Tarso Genro (leia suas manifestações na Carta Maior), advertem para a necessidade de se fortalecer o arsenal da sociedade, de modo a assegurar sua participação nesse escrutínio.

Duas reformas são inadiáveis: a reforma política e a regulação da mídia.

Ambas convergem para um mesmo objetivo: ampliar o discernimento social das variáveis em jogo; e transferir o timão da travessia ao sujeito histórico que tem mais a perder se ela fracassar.

Os 30 milhões de brasileiros que saíram da miséria e os 40 milhões que ascenderam na pirâmide da renda desde 2003.

Esse é o ciclo que se avizinha.z

FÓRUM PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA BUSCA APOIO POPULAR NA REGULAÇÃO MIDIÁTICA

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) está organizando um abaixo assinado em todo país para um projeto de iniciativa popular para a regulação da mídia a ser entregue ao congresso nacional.

O objetivo da FNDC é coletar 1,3 milhão de assinaturas.  Segundo o membro da FNDC, José Sóter, que afirma que o governo federal engaveta um avanço nesta questão, disse que “O Congresso vai ter que receber, e aí eu quero ver se o Executivo vai ter mais força que essas assinaturas”.

O diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), José Carlos Torves,  também apoia o projeto e falou que  “Será um equivoco político se o movimento social abandonar a perspectiva de exigir do governo a imediata apresentação de um projeto de regulação da convergência tecnológica”.

Os representantes das empresas de comunicação estiveram presentes à audiência do forum e muitos como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) se mostraram contra a regulação enfocando a liberdade de expressão.

Vivemos em um país onde a programação das concessionárias televisivas/radiofônicas não tem as funções “artísticas, culturais, educativas e informativas” que regulamente a Constituição Federal. Além disto temos uma Associação Brasileira de Imprensa inoperante e voltada ao interesse da grande mídia. Isto sem contar nos danos ao consumir lesado com um serviço de péssima qualidade como é a programação midiática.

Por estes motivos a regulamentação não será nenhuma forma de censura ou de limar a expressão. Será uma forma de acabar com o abuso e obrigar as empresas a cumprir a constituição e seus contratos de concessão, em benefício do espectador brasileiro.

JUSTIÇA FEDERAL DÁ 24 HORAS PARA QUE FUNAI RETIRE ÍNDIOS DE BELO MONTE

A Justiça Federal do Pará, a pedido da Norte Energia, deu um prazo de 24 horas para que a Fundação Nacional do Índio (Funai) faça com que os índios munduruku desocupem o canteiro de obras da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu.

O documento judicial afirma que se até o fim do prazo os índios não se retirarem, háverá uma reintegração de posse podendo haver força policial e multa de 50 mil reais a serem pagos pela Funai caso não cumpram a decisão judicial.

O juiz federal Sérgio Wolney de Oliveira Guedes, de Altamira (PA), ainda implica a União no uso de medidas possíveis e necessárias para obter, no mesmo prazo “uma desocupação pacífica e voluntária” sem uso da força policial.

Por fim foi solicitado a Polícia Federal (PF)  que apure a possível participação de não índios, como de membros de organizações, e se há na ocupação a configuração de crime, já que esta ocupação é recorrente nestes mês de maio.

Os índios mundurukus buscam  a suspensão de todos os empreendimentos hidrelétricos na Amazônia até que o processo de consulta prévia aos povos tradicionais seja regulamentado. Assim os diversos grupos indígenas seriam consultados em medidas que afetem seus interesses.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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