Arquivo de setembro \30\UTC 2012

SÓ COM O VOTO DA RAZÃO E DA INTELIGÊNCIA NOS LIVRAREMOS DE AMAZONINO

Estamos a sete dias do primeiro turno das eleições municipais no Brasil.

 Na não cidade de Manaus nós temos que nos livrar de Amazonino Mendes. O pior prefeito do Brasil não está disputando o cargo mas sua influência e subjetividade política está apoiando Artur Neto para que este vença o pleito e mantenha parte dos secretários e funcionários comissionados nos seus respectivos cargos.

Uma cidade que enfrenta problemas não resolvidos nestes quatro anos  na área de transporte, saúde, educação, saneamento básico, continuando com a mesma equipe de serviçais tende para o fracasso e a solidão, porque Manaus é uma cidade triste, uma cidade onde a vida passa ao largo, causada por políticos que fazem sua população sofrer.

Nossos políticos são incapazes de pensar uma cidade diferente. Pensam uma cidade para o pior. Pensam um Estado para o pior. E a representação desse Estado que não se preocupa com seu povo é muito bem representado por um partido emanado de São Paulo chamado PSDB que agoniza e investe toda sua esperança na candidatura tucana, no ameaçador,  violento e surrador de presidente da República, Artur Neto.

Se quisermos nos livrar de Amazonino, a população de Manaus deve refletir bastante sobre seu voto. O candidato de Amazonino  porta voz da Globo, dos grandes jornalões do Brasil enquanto esteve no senado, bradava com seus discursos inflamados aparteados por Demóstenes, Mão Santa, Agripino. Discursos com uma oratória vazia, mas que devido a influência de antigos políticos o fato de se pronunciar dessa forma marcava como sendo combativo e um grande orador.

Artur é um desses camelôs da palavra. Dizemos camelô porque uma pessoa que se diz diplomata como não consegue medir suas palavras e ameaça surrar a maior autoridade do país. Dessa forma constatamos que o diplomata é violento e não é o funcionário do Palácio Rio Branco melhor indicado para intermediar conflitos entre países, porque se ele for colocar em prática o que faz teremos guerra e muita morte.

Artur é do PSDB paulista. É amigo de Serra. Dois políticos em total decadência. Assim como Serra, Artur busca ser prefeito para armar novo vôo a um cargo em Brasília. Mas o PSDB é o partido das privatizações e por falar em privatização da união com Amazonino eles serão capazes de privatizar o Rio Negro e o Rio Solimões. O neoliberalismo, de Artur, Amazonino, Serra e Fernando Henrique Cardoso querem exatamente isso: O estado mínimo.

Se Lula não tivesse sido eleito presidente da República no Brasil hoje nós estaríamos que nem a Espanha, e a Grécia.

Neste momento que antecede a eleição é importante analisar o governo de Amazonino, a situação que ele está deixando a cidade e o apoio que está dispensando a Artur Neto, pois há um pacto, há uma política de continuidade que só poderá ser desfeita com um voto onde a razão e a inteligência façam a diferença.

Para encerrar, reproduzimos parte do discurso do presidente Lula num comício de sábado à tarde com Fernado Hadad, Marta Suplicy em São Paulo, onde ele motiva a militância para buscar voto de casa em casa, extraído do Carta Maior deste domingo. Assim também aqui em Manaus temos de agir.

 LULA: HORA DE BUSCAR O VOTO DE CASA EM CASA

“(Serra) foi para o governo do estado, ficou três anos; se mandou para  tentar ser presidente. Levou uma chulada. (agora) ele deve estar desesperado; não tem mais idade; não tem… para ser presidente. Não  chega lá…Quer voltar agora para São Paulo como se São Paulo fosse um cabide de emprego. Ora, meu . Deus do céu, pede aposentadoria; a aposentadoria que é melhor. Requer uma pensão, qualquer coisa, mas não a prefeitura; (nesta última semana) peçam votos para Haddad de casa em casa, de igreja em igreja, de loja em loja; (ele vai governar para os pobres) Todo mundo precisa de prefeito. Agora, rico não precisa de prefeito nem de presidente, nem do governador. Quem precisa é o povo mais humilde, mais pobre; (cuidado com o golpismo) ” a elite política brasileira não brinca em serviço. Eles não gostam de ouvir quando eu falo; ficam nervosos. Mas o fato é que em 2005, tentaram dar o golpe no meu governo. Tentaram, como tentaram,  e deram, no João Goulart; como tentaram, no Juscelino; e levaram o Getúlio (Vargas) à morte…” (Lula em comícios com Haddad e Marta, na zona leste, em São Paulo, neste sábado).

 

 

SABATINA MIDIÁTICA


A presidenta do Brasil, Dilma Vana Rousseff, junto ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, tratando da crise econômica internacional atual fecharam acordos nas áreas econômica, cultural e educacional indo desde a ampliação do Programa Ciência sem Fronteiras à troca de informações sobre tributos. Em um dos acordos ficou prevista a parceria para preparação de megaeventos esportivos, aproveitando a organização dos Jogos Olímpicos de Londres, deste ano, na edição do Rio, em 2016. Entre críticas a medidas protecionistas, a presidenta Dilma defendeu o aumento da capacidade de recuperação das economias, tanto para países desenvolvidos quanto para os emergentes, mostrando que a economia não pode ser reduzida às práticas dos países historicamente no poder constituído.

“O Brasil tem feito sua parte quando desenvolve incentivos ao crescimento do emprego e à demanda doméstica,” disse a presidenta.  Cameron, por sua vez disse: “A presidenta Dilma e eu mostramos firmeza na nossa determinação de dar apoio ao comércio e concordamos que devemos resistir ao protecionismo e intensificar nossos esforços para alcançar um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, o que poderia gerar 4,5 bilhões de libras em exportação somente para a União Europeia.”

Sobre o encontro, Dilma disse a impressa: “Este encontro reflete a disposição comum que temos de estreitarmos relações e cooperação bilateral, revisamos vários aspectos da nossa parceria. A despeito da crise financeira, os fluxos de comércio e investimento têm registrado contínuo crescimento, consideramos que eles podem aumentar ainda mais. Nosso comércio passou de US$ 7,8 bilhões em 2010 para US$ 8,6 bilhões em 2011 e o investimento direto também tem crescido”,

As enunciações da presidenta Dilma demonstram a importância que o Brasil alcançou internacionalmente, a despeito da mídia acéfala nativa, não apenas na diplomacia, mas na produção de novas formas de compreensão e percepção de como a riqueza mundial é construída, hoje, mas do que claro, com a participação direta de países antes ignorados.

 

“Está na hora de o presidente Obama fazer o que é correto e aliar-se às forças da mudança,  não com belas palavras, mas com actos significativos”. Foi o que disse em discurso na embaixada do Equador em Londres, através de videoconferência num fórum sobre asilo diplomático e direitos humanos realizado na ONU pela missão do Equador, em paralelo à Assembleia Geral,  o jornalista e ativista australiano Julian Assange, fundador da WikiLeaks, nesta quinta-feira passada. Assange se referia as perseguições dos EUA ao soldado Bradley Manning, alegada fonte da Wikileaks, detido desde 2010 sob a acusação de ter divulgado milhares de documentos da diplomacia americana. Em seu discurso Assange afirmou: “Falo hoje como homem livre, porque, apesar de preso há 659 dias sem qualquer acusação, sou livre no mais básico e importante sentido da palavra. Sou livre para dizer o que penso”. Muitos destes documentos contribuíram para despontar a Primavera Arábe. Criticando a posição do presidente Obama em relação Bradley e a livre expressão Assange disse:

 Bradley Manning, “soldado e patriota, foi degradado, agredido, psicologicamente torturado pelo próprio governo de seu país. Foi acusado de crime para o qual a lei prevê a pena de morte”. “apesar de todas as belas palavras” (do presidente dos EUA Obama) “O governo dele (de Bradley) já agiu mais, na direção de criminalizar a liberdade de expressão, que todos os presidentes dos EUA antes dele, somados”.

BBB no STF: Qual a importância do relator?

Nada mais triste do que comparar um julgamento feito pela Corte Constitucional de um país com um reality show. É triste para os operadores do direito e apavorante para o jurisdicionado, o povo brasileiro. Se nos debates televisionados para todo o país tem se visto uma linguagem pouco urbana do ministro relator da AP 470 para com seus pares, principalmente, em face do ministro revisor, imagina-se o que deve ocorrer nos bastidores. Ao vivo, houve acusações de hipocrisia, falta de transparência, falta de lealdade, distorção de fatos e outros tipos de condutas que não cabem em qualquer julgador. Editorial da Carta Maior.

Editorial Carta Maior

A Suprema Corte Norte-Americana tem os debates de seus Ministros em salas fechadas. Se eles se estapeiam, brigam ou cospem uns nos outros ninguém sabe. Imagina-se, contudo, um ambiente condizente com a enorme responsabilidade de que são investidos esses julgadores.
O Supremo Tribunal Federal brasileiro, ao contrário, tem seus julgamentos televisionados ao vivo para todo o país, aliás único do mundo.

Os órgãos colegiados nos tribunais brasileiros, costumam ter debates bem acesos. É da natureza do colegiado.  Sempre que há divergências, os desembargadores ou os ministros procuram defender os seus pontos de vista com enorme cuidado. E, quando fala-se em cuidado, é porque essa palavra revela o que de fato deve (ou deveria) ocorrer.

O voto de um magistrado, no órgão colegiado, nada mais é do que a fração de um todo que será o fruto do debate entre os seus pares. Podem ser três desembargadores, em uma Câmara de um tribunal estadual, cinco ministros em uma Turma do Superior Tribunal de Justiça, ou onze ministros no Pleno do Supremo Tribunal Federal. Cada voto, ainda que seja do relator ou do revisor, fará parte do todo que é a decisão colegiada.

Aliás, a figura do relator, tão falada e levada ao ponto da adoração no julgamento da AP 470, no STF, nada mais é do que o resultado de um sorteio. A escolha desse chamado juiz natural ocorre por meio de um programa de computador que, levando em consideração inúmeras variáveis, escolhe um ou outro magistrado. Não há luz divina se deitando sobre esse momento. Não há nada de especial nele.

E o relator de qualquer processo, em órgão colegiado, só permanece nessa condição se o seu voto representar a maioria do entendimento dos membros da Corte. Se o relator for vencido, isto é, se o voto de outro magistrado (ou de outros magistrados) arrebanhar a maioria de votantes, a figura do relator original será substituída por aquele que inaugurou a divergência.

Pay per view?
Se nos debates televisionados para todo o país tem se visto uma linguagem pouco urbana do ministro relator da AP 470 para com seus pares, principalmente, em face do ministro revisor, imagina-se o que deve ocorrer nos bastidores.

Ao vivo, houve acusações de hipocrisia, falta de transparência, falta de lealdade, distorção de fatos e outros tipos de condutas que não cabem em qualquer julgador.

O que ocorre nos bastidores, então?

E o poder supremo ?

Só quem acompanha o BBB sabe o que é isso. Como o leitor da Carta Maior não deve estar muito conectado com esse tipo de entretenimento  explica-se o que é o poder supremo. Trata-se de um superpoder que um participante pode ter: ele pode vetar, modificar ou decidir o destino de um participante do programa. E não é que o relator da AP 470 parece achar que tem esse poder ? Ele não perde uma oportunidade de colocar o revisor no temido “paredão”.

Está tudo tão parecido com um reality show que tem até um participante de fora esperando para entrar. “Ele vai poder votar? É injusto, nos aqui confinados há tanto tempo e vem alguém de fora?”

Falando sério

Agora, falando bem sério, nada mais triste do que comparar um julgamento feito pela Corte Constitucional de um país, com um reality show. É triste para os operadores do direito e apavorante para o jurisdicionado, o povo brasileiro.

O maior julgamento da história da república, como querem alguns editores desse BBB, não passa de um julgamento de trinta e tantas pessoas acusadas de crimes de colarinho branco. O país pouco vai mudar depois da decisão. Alguns serão punidos, outros não. Um ou outro deve ir preso. E para por aí.

O que preocupa e deve estar aquecendo os bancos das academias de direito são as construções que estão sendo feitas para a condenação dessas pessoas. O que tira o sono é a falta de serenidade de um membro da Corte Suprema, em clara infração ao disposto na Lei Orgânica da Magistratura Nacional: “Art. 35 – São deveres do magistrado: I – Cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício” (grifo do editor).

Certas ou erradas (ao STF cabe, inclusive, errar por último – como bem apontou o Ministro Marco Aurélio) terão reflexos em julgamentos futuros.

E quem deve se preocupar com os reflexos jurisprudenciais do julgamento que está ocorrendo ao vivo ? Essa é a parte mais divertida e que poucos se deram conta. São os editores desse BBB, os mensaleiros de outro partido e muita gente bem rica, com longos braços políticos, e cheia de “domínio dos fatos”, sem falar no caso do famoso BV, Bônus de Volume, que vai dar pano para muita manga e até quem sabe milhares de processos civis e criminais, tendo em vista a ilegalidade, agora trazida a baila, no julgamento da AP 470.

Este é o momento para abrirmos um grande debate sobre essa questão do BV no Brasil, principalmente para apurarmos quem são os verdadeiros beneficiados por essa prática. O volume de recursos públicos envolvidos nessa matéria deve ser cem vezes maior que os envolvidos na AP 470.

Com a palavra o Ministério Público Federal e a sociedade civil brasileira.

Barbosa se irrita com divergências e constrange STF

O relator do chamado “mensalão” alterou-se reiteradas vezes após o revisor apresentar entendimento diferente do seu. Postura constrangeu o plenário. Demais ministros intervieram para defender o direito à divergência e o respeito ao STF. Lewandowski foi direto: “Se Vossa Senhoria não admite a controvérsia, deveria propor a comissão de redação do STF que abolisse a figura do revisor. Para quê o revisor? Você quer que eu coincida com Vossa Excelência em todos os pontos?”

Vinicius Mansur

Brasília – Após intensos embates com o ministro Joaquim Barbosa, o ministro revisor da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski, concluiu o seu voto sobre a primeira parte do núcleo político do chamado “mensalão” e condenou nove dos 13 réus ligados aos partidos PP, PL (atual PR), PTB e PMDB. Durante a leitura do voto do revisor na sessão desta quarta-feira (26), Barbosa, relator da matéria, se alterou reiteradas vezes, devido às divergências apresentadas pelo colega.

A primeira divergência veio à tona quando Lewandowski discordou da acusação do Ministério Público – acatada por Barbosa – segundo a qual o ex-deputado e então líder do PMDB na Câmara, José Borba, teria recebido dinheiro para votar a favor das reformas Tributária e Previdenciária. “Ao meu ver, não ficou evidenciada [a venda do apoio político], restando tal alegação no campo da mera inferência ou da simples conjectura, sem suporte em qualquer prova documental ou testemunhal”, disse, revelando seu  posicionamento sobre uma questão central desse julgamento.

Lewandowski, entretanto, condenou Borba pelo crime de corrupção passiva, acatando o entendimento do plenário de que não é necessária a identificação de qualquer ato de ofício para a configuração deste crime, basta comprovar-se o recebimento de propina – no caso de Borba foram R$ 200 mil.

A primeira intervenção de Barbosa aconteceu quando o revisor passou a analisar o crime de lavagem de dinheiro, inocentando Borba por entendimento já exposto nas últimas duas sessões . Irritado, Barbosa disse que Lewandowski deveria “distribuir o seu voto antes do inicio da sessão como eu tenho feito”. Lewandowski rebateu. “Isso não é praxe e meu voto está, justamente em função do fatiamento, no permanente fazer-se e refazer-se”.

O ministro Marco Aurélio ironizou e disse que não seria o voto por escrito do revisor que convenceria o relator. Barbosa retrucou afirmando que só pedia o voto “em nome da transparência”, irritando Marco Aurélio: “Todos julgamos com transparência, ministro”. Em seguida, em recado indireto a Barbosa, Marco Aurélio afirmou que era preciso “aceitar a diversidade”.

O ministro relator voltou aos questionamentos após Lewandowski deixar claro que absolveria o ex-secretário do PTB, Emerson Palmieri, dos crimes de corrupção passiva e lavagem. “Vossa Senhoria chegou a ler os depoimentos de Marcos Valério e Simone Vasconcelos?”, provocou Barbosa.

Já impaciente, Lewandowski rebateu: “Se Vossa Senhoria não admite a controvérsia, deveria propor a comissão de redação do STF que abolisse a figura do revisor. Para quê o revisor? Você quer que eu coincida com Vossa Excelência em todos os pontos?”

De pronto, Barbosa afirmou que os juízes não podiam “fazer vista grossa” e que não gostava de “hipocrisia”, jogando dúvidas sobre a isenção dos membros da Corte. O presidente do STF, Ayres Britto e o decano Celso de Mello interviram em defensa do direito à divergência. Marco Aurelio pediu a Barbosa “cuidado com as palavras”, disse que ele estava desrespeitando a instituição e que ali “ninguém faz vista grossa”.

Ainda que isolado, o relator não arrefeceu os ânimos, apontou que só estava chamando a atenção para “documentos capitais” e cobrou novamente a distribuição do voto de Lewandowski, que se irritou: ”O farei ao final do meu voto. Não será vossa excelência que me dirá o que fazer”.

Os ministros voltaram a trocar de farpas ao final da sessão, quando Barbosa não se conformou com o fato de Lewandowski considerar que a viagem feita à Portugal por Emerson Palmieri, Marcos Valério e Rogério Tolentino não significava que os três tenham se reunido em torno de uma prática criminosa. Barbosa classificou a viagem de “esdrúxula” e “bizarra”. O revisor atacou: “Gostaria de ser como Vossa Excelência que só tem certezas. Talvez minha formação filosófica me leve a ter dúvidas”.

O voto final do revisor
Ao final, três réus somaram-se aos cinco já condenados por Lewandowski neste item do julgamento pelo crime de corrupção passiva: o ex-deputado e então líder do PMDB na Câmara, José Borba, o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, e o ex-deputado do PTB, Romeu Queiroz. Os três, porém, foram absolvidos do crime de lavagem de dinheiro. O ex-secretário do PTB, Emerson Palmieri, foi inocentado pelo revisor tanto da acusação de corrupção passiva, como de lavagem.

Nesta quinta-feira (27) os demais ministros começarão a proferir seus votos sobre a “subfatia” do capítulo 6 da acusação.

DILMA TEM SUBIDA EM SUA APROVAÇÃO. NADA LHE TOCA MUITO MENOS MENSALÃO

Enquanto mostrava a força política internacional do Brasil na 67ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, respeitabilidade construída no governo Lula, Dilma, fortalecedora da boa herança que recebeu do Sapo Barbudo, deixando distante o tempo em que o triste ex-presidente Fernando Henrique tirava os sapatos para entrar na Casa Branca, era notícia no Brasil através da pesquisa Ibope – que Arthur candidato da ultradireita à prefeitura de Manaus tem aversão – que mostrava sua subida de aprovação.

A pesquisa mostrou – para o desespero da ultradireita – que Dilma que tinha em junho a aprovação de seu governo no percentual de 59% passou para 62% agora em setembro. O que significa que 62% das pessoas entrevistadas consideram seu governo bom ou ótimo. A pesquisa realizada pelo Ibope para Confederação Nacional da Industria (CNI) mostra também que Dilma tem 73% de confiança do povo brasileiro.

A pesquisa dividida por áreas mostra que as áreas que receberam maiores aprovações foram o combate à fome e a pobreza com 60%; o combate ao desemprego com 57% e meio ambiente 54%.  As áreas mais criticadas foram  saúde, impostos e segurança pública. A saúde teve 65% de desaprovação e os impostos e segurança pública 57%.

A aprovação para política de educação subiu três pontos. Passou de 44%, em julho, para 47%, em setembro. A aprovação ao combate a inflação também cresceu. Passou de 46% para 50%.

Em outros itens da pesquisa 57% dos entrevistados consideram o governo de Dilma igual ao de Lula. Para 62% o restante da gestão de Dilma será ótima e boa

HISTORIADORES E ESTUDANTES VÃO ESTUDAR DOCUMENTOS DA EXPULSÃO DE ÍNDIOS DE SUAS TERRAS EM MATO GROSSO

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) firmou um convênio que permitirá que historiadores e estudantes universitários façam um estudo minucioso nos mais de 100 documentos que mostram como se processou a colonização e a expulsão dos índios de suas terras. Um processo de colonização que começou no estado no ano de 1915 e se estende até hoje.

O Núcleo de Estudo e Pesquisas das Populações Indígenas da Universidade Católica Dom Bosco vai catalogar documentos históricos referentes à expulsão dos indígenas e a ocupação de suas terras por grileiros que se tornaram proprietários. O estudo vai beneficiar os índios-sul-mato-grossenses auxiliando com ações judiciais pelo reconhecimento e ampliação de terras indígenas, que é “uma das principais e mais urgentes demandas dos índios de Mato Grosso do Sul”, afirmou em nota o MPF.

“Trata-se de uma vasta produção documental a respeito a respeito do processo de esbulho das terras indígenas. Talvez não consigamos responsabilizar criminalmente os responsáveis, mas além de servir para fundamentar um eventual de indenização, a análise do documento servirá para trazer luz a verdade”, afirmou Marco Antônio Delfino de Almeida, procurador da República.

Cerca de 70 mil índios das sete etnias Kadiwéu, Kinikinawa, Terena, Guató, Atikum, Ofayé-Xavante e Guarani, subdivididos entre os Kaiowá e os Nhandeva, de acordo com o MP.                   

PESQUISA DE PARES DE ARTHUR PRETENDE AFIRMAR QUE IBOPE ESTAVA ERRADO E TAMBÉM INSTITUTO ACTION

Na peça de teatro A Exceção e Regras do teatrólogo, poeta, crítico, cinegrafista, romancista, e comunista alemão, Brecht, tem um canto cujos versos dizem: “ Se tudo lhes corre bem, são bons. Se tudo lhes corre mau, são maus. E é assim que está certo”. Esses versos servem muito bem para a posição do candidato da ultradireita do partido paulistano, Arthur Neto, e seus pares, principalmente limitados repórteres.

Serve para Arthur e Cia no contexto das eleições que atualmente são disputadas em Manaus. Não para a realidade existencial de Arthur e Cia, porque é público que o candidato da ultradireita e pares, não têm qualquer similitude com as obras de Brecht, e muito menos seus propósitos políticos-marxistas. Os nossos candidatos e os seus círculos são totalmente desprovidos da dimensão politica que libera os acontecimentos históricos e produz história.

É por essa ausência de sentido histórico, que a maior preocupação de candidatos como Arthur é querer fazer transformar o eleitor em um grande crente de que ele é uma personagem boa. No mesmo estilo Serra,”o candidato do bem” quando das eleições presidenciais. Quando se tem o sentido histórico da política como um consenso processante de novas formas de relações, nada desses recursos são usados, porque além de mostrar o triste vazio dos candidatos, obriga que os eleitores dormitem no véu escuro da ignorância. E na ignorância não há democracia. Assim, como na tristeza não há inteligência, como dizia o filósofo Spinoza. E como são tristes esses candidatos.

E uma das grandes demonstrações de ignorância e tristeza é a empatia que os candidatos fazem com as pesquisas quando – por não terem estudados o filósofo Baudrillard que afirmava que as sondagens não refletem a posição das massas, visto que elas escapam de seus interrogatórios, e jamais são alcançadas – elas ou lhes são favoráveis ou não.

Enquanto “tudo corria bem” para Arthur nas pesquisas, inclusive na do Ibope, ele era “bom”. Bastou a última pesquisa do Ibope mostrar que sua adversária Vanessa (PCdoB/AM) havia subido dez pontos, empatando com ele, ele e seus pares, se colocaram “maus”. Refutaram o resultado. Com uma repórter cabo eleitoral afirmando que era uma pesquisa comprada. Uma pesquisa muito estranha.

Depois veio a pesquisa do instituto Action, que com seu resultado confirmou o que o Ibope havia divulgado: os dois candidatos estavam empatados. Piorou, tornaram-se “maus”, As coisas não “lhes corriam bem”. Foi então, que para tornar verdadeiro o primeiro verso de Brecht, surgiu ontem uma pesquisa de uma desconhecida entidade com a sigla UP/DM/CBN, que colocou Arthur nos píncaros com 39% e Vanessa com 30%. Uma entidade não tão desconhecida em função da CBN. Como se sabe a CBN é das Organizações Globo, da família Marinho useira e vezeira em conspirar contra a democracia no Brasil, que odeia o governo popular do Partido dos Trabalhadores, Lula, Dilma, e todos aqueles que se encontram em suas relações. Só por esse signo já se pode inferir que nem tudo “lhes corre bem”.

Mas dois signos mostraram que a lógica burguesa apresentada por Brecht concedeu uma dura realidade para a pesquisa dos píncaros para Arthur. Uma foi uma repórter cabo eleitoral afirmar que “essa pesquisa não era comprada”. Claro que insinuando que as que dão vantagens para Vanessa foram. Um argumento que o pior rabula entenderia como uma forma de ocultar o que realmente ela acredita. Outra, a apresentação do resultado da pesquisa no programa de Arthur. Durou, literalmente, um piscar de olhos. Nada de comemoração e nem entusiasmo. Aquela comemoração e entusiasmo quando se encontra diante da certeza do gol. Bisonha ilustração como quem acabou de perder um pênalti ou quem sabe uma cesta.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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