Arquivo de julho \31\UTC 2012

TRANSPARÊNCIA E AGILIDADE, É O QUE COBRA A SOCIEDADE CIVIL DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

Abertura das audiências da Comissão Nacional da Verdade, agilidade nos trabalhos, investigação dos abusos cometidos contra os índios durante o período da ditadura militar que tomou conta do Brasil entre os anos 1964 e 1985e divulgação do orçamento da comissão, foram algumas reivindicações feitas pelos comitês estaduais representantes da sociedade civil que lutam pelos esclarecimentos das mortes e desaparecidos políticos.

Iara Xavier representante do Comitê pela Verdade, Memória e Justiça do Distrito Federal, ao afalar sobre a expectativa em relação aos trabalhos da comissão, disse que eles querem “o impossível”.

“A comissão tem que partir do que já está feito e avançar, tem que exigir a abertura de todos os arquivos ainda não abertos, as audiências têm que ser públicas, a comissão deve ter um mecanismo rápido para receber as denúncias e processar estes documentos”, disse Iara.

Já Francisco Celso Calmon, Integrante do Fórum Memória e Verdade do Espírito Santo disse que receia que o relatório final da comissão se transforme em “arquivo morto” do país.

“Nos preocupamos que o resultado do relatório não sirva ao arquivo morto da nação, mas que seja um relatório vivo para que se criminalize os que cometeram crime contra a humanidade”, opinou Chico Calmon.

A falta de autonomia orçamentária da comissão e os dois anos para a conclusão dos trabalhos pela comissão fez com que o representante do Comitê Santa-Mariense de Direito à Memória, Diego Oliveira, pedisse dedicação exclusiva nos trabalhos aos membros da comissão e autonomia referente à Casa Civil, visto que a comissão é submissa a esse ministério, e também a divulgação do valor para a execução do trabalho.

“O efetivo reduzido da comissão seria compensado com a dedicação exclusiva”, disse Diego.

Por sua parte, depois de ouvir as posições dos representantes dos comitês estaduais, o ministro Gilson Dipp, coordenador da Comissão Nacional da Verdade, expos sua observação.

“Temos essa demanda natural, muitas vezes até reprimida, mas o importante é que vamos trabalhar em apoio e sintonia com todos os comitês estaduais para que eles possam realizar algumas das tarefas nos estados para que possamos fazer a triagem”, observou o ministro.

MANUAL DE REDAÇÃO NO ENEM 2012 – GUIA DO PARTICIPANTE É LANÇADO PELO MEC

Com tiragem de 1,7 milhão de cópias, que serão distribuídas em todas as escolas públicas do país, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em com junto com especialistas da língua portuguesa, o Ministério da Educação (MEC) lançou ontem, dia 30, o manual A redação no Enem 2012 – Guia do Participante cujo objetivo é orientar os estudantes sobre como se preparar para produzir a redação nos dias das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

“O guia vai trazer tudo que o aluno precisa saber sobre o que os avaliadores vão considerar para dar nota. Os estudantes vai saber exatamente em que pode perder ponto e qual a estratégia para ter o melhor desempenho possível”, observou o ministro da Educação, Aluízio Mercadante.

Mercadante disse também que os estudantes terão acesso às redações corrigidas, porque elas servirão como apoio pedagógico.

“É mais uma contribuição para darmos total transparência ao Enem”, disse Mercadante.

Seis das 3.700 redações do Enem que receberam mil pontos, a nota máxima do exame, aparecem no guia com comentários. Para o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa os seis selecionados escreveram as redações de acordo com os critérios do guia.

“Eles desenvolveram o tema de acordo com as exigências do texto dissertativo-argumentativo, e demonstraram domínio na norma culta da língua escrita”, disse Cláudio Costa.

Hoje, dia 31, será publicado um edital apresentando um valor de R$ 2 milhões para chamar instituições de ensino superior para realizar estudos e pesquisas relacionadas às provas aplicadas. 

A DONDOCA, ANDRESSA MENDONÇA, MULHER DO CONTRAVENTOR, CACHOEIRA, VAI FAZER ACAREAÇÃO COM O JUIZ QUE ELA TENTOU SUBORNAR

Ainda não se sabe se a dondoca, Andressa Mendonça, mulher do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com sua gangue no dia 29 de fevereiro pela Polícia Federal, repetirá vestido no dia de sua acareação com o juiz que ela tentou subornar para livrar seu querido amor. Mas um fato é certo: ela terá que ficar frente a frente com o juiz federal Alderico Rocha Santos que lhe acusa de tentar suborna-lo para obter vantagem para seu querido companheiro.

A dondoca procurou o juiz federal Alderico Rocha e pediu que ele soltasse seu querido amor, como também o absolvesse das acusações claras que pesam sobre. Para fortalecer seu pedido e não ouvir uma negação, ela afirmou que tem em seu poder um dossiê envolvendo o juiz que seria publicado pela revista Veja através do diretor da sucursal da revista, em Brasília, Policarpo Junior.

Policarpo é o tal que aparece em mais de 200 gravações realizadas pela Polícia Federal, envolvido com Carlinhos Cachoeira. Segundo as gravações ele era o responsável em publicar notícias determinadas pelo mafioso Carlinhos Cachoeira para atingir seus inimigos. A revista Veja diz que vai processar quem fez tal divulgação lhe envolvendo. Mas há uma pergunta no ar e no chão – mais no chão -: Quem que a vil revista vai processar se ela encontra-se acima da cabeça em tramas contra a honradez da democracia brasileira?

Por essas evidências, o Ministério Público Federal em Goiás, em entrevista coletiva, afirmou que Andressa Mendonça é a “mensageira do grupo criminoso”. Agora, investigada, a dondoca está proibida de manter qualquer contato com seu grande amor criminoso, Cachoeira.

O delegado da Polícia Federal Sandro Paes Sandre afirmou que Andressa, na próxima semana será acareada junto ao juiz Alderico Santos por ter lhe oferecido vantagens. Em linguagem justa: um claro suborno.

De acordo com um dos policiais que fora até o condomínio de luxo, onde se encontrava a dondoca, quando o amor de Cachoeira recebeu a notícia da convocação ficou de boca seca e depois caiu em prantos. A Polícia Federal investiga se a decisão de Andressa agir partiu de ordem de seu amor, Carlinhos Cachoeira. Como consequência de sua ousadia cachoeirante, a dondoca está sendo monitorada pela PF.

Serviço Secreto de FHC monitorou militantes antineoliberalismo

Documentos sigilosos do governo FHC, já desclassificados, indicam que militantes e políticos de esquerda, do Brasil e do exterior, foram monitorados pelo serviço secreto quando participavam de atividades antineoliberalismo. “Me assusta saber que um governo tido como democrático tutelou de forma ilegal pessoas que participavam de eventos pacíficos, que não representavam nenhuma ameaça à segurança nacional”, afirmou à Carta Maior o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Najla Passos (*)

Brasília – Documentos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso, abertos à consulta pública no Arquivo Nacional, indicam que militantes e políticos de esquerda que participavam de seminários, encontros e fóruns contra o neoliberalismo foram monitorados pela Subsecretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), o órgão que substituiu o Serviço Nacional de Inteligência (SNI), em 1990, até a criação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em 1999.

Como a maioria dos documentos desclassificados são os de nível reservado e se referem apenas ao período 1995-1999, não é possível precisar o grau deste monitoramento. Pela nova Lei de Acesso à Informação, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em maio, os documentos reservados são liberados decorridos cinco anos, os secretos, 15 e os ultrassecretos, os mais importantes, somente após 25 anos. Mas o acervo já disponível deixa clara a linha de atuação do serviço.

Há registros que fazem referências explícitas às informações colhidas em revistas e jornais, prática tida como recorrente no serviço que perdera status e orçamento após o fim da ditadura. Mas outros revelam espionagem direta. O seminário “Neoliberalismo e soberania”, por exemplo, promovido pela Associação Cultural José Marti, a Casa da Amizade Brasil-Cuba, no Rio de Janeiro, de 5 a 9 de setembro de 1999, foi integralmente gravado em 12 fitas cassetes, entregues ao escritório central da SAE.

Chiapas
Em julho de 1996, o serviço deu especial atenção à realização, em Chiapas, no México, do Encontro Internacional pela Humanidade e contra o Neoliberalismo. “A significativa presença internacional de ativistas de esquerda transforma a região em novo polo de atração revolucionária latinoamericana”, dizia o documento produzido pelo escritório central da SAE. Os relatórios também contêm pautas de discussões, análise de conjuntura e listas de participantes brasileiros.

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, figura nesta lista. “Me assusta muito saber que um governo tido como democrático tutelou de forma ilegal pessoas que participavam de eventos absolutamente pacíficos, que não representavam nenhuma ameaça à segurança nacional”, afirmou à Carta Maior. Na época secretário nacional de Comunicação do PT, o ministro disse recordar-se que não divulgara sua participação no evento. “É possível até que a SAE tenha contado com o apoio de algum serviço secreto de outro país”, acrescentou.

Mesmo fazendo a ressalva de que tais procedimentos poderiam não ser de total conhecimento do presidente à época e que as informações sobre a natureza do trabalho da SAE no período ainda estão incompletas, o ministro avalia que a simples menção do nome de uma pessoa que participou de um evento democrático em documentos oficiais do serviço secreto é uma prática condenável. “O que a gente espera do serviço secreto de um governo democrático é que ele esteja atuando para defender as fronteiras do país, evitar ameaças externas, e não para monitorar pessoas que estavam lutando pelo aprimoramento da democracia”, acrescentou.

O coordenador do Projeto Memória e Verdade da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Gilney Viana, na época deputado federal pelo PT, foi outro fichado por participar do evento em Chiapas. Ex-preso político da ditadura por dez anos, ele sabia que seus passos foram ostensivamente seguidos pelos agentes secretos até a extinção do SNI, mas ficou chocado ao saber que continuou a ser alvo durante um governo democrático. “Eu até compreenderia que os Estados Unidos estivessem monitorando o evento de Chiapas, mas o serviço secreto brasileiro realmente me surpreendeu”, disse.

Belém
O II Encontro pela Humanidade e contra o Neoliberalismo mereceu atenção redobrada por ter sido realizado em território brasileiro. Mesmo as etapas preparatórias do evento, que ocorreu em Belém (PA), de 6 a 11 de dezembro de 1999, estão registradas na SAE. Um relatório antecipa a mensagem do subcomandante Marcos, do Exécito Zapatista para Libertação Nacional do México, para o evento. Há relações de participantes e descrição dos assuntos debatidos nas etapas preparatórias de pelo menos Belém, Salvador, Brasília e Macapá.

O lançamento do evento, patrocinado pela prefeitura de Belém, também foi documentado. No relatório da SAE, há a informação de que os organizadores queriam incrementar a geração de recursos por meio da venda de objetos com a logomarca do evento, a realização de shows com artistas locais bem como com as inscrições. Entre os participantes do II Encontro, estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a filósofa Marilena Chauí, o sociólogo Chico de Oliveira e o ex-governador do Rio Leonel Brizola, além dos escritores José Saramago e Luiz Fernando Veríssimo.

Foro de São Paulo
Considerado à época o principal organismo aglutinador de partidos e entidades de esquerda do continente, o Foro de São Paulo, criado em 1990 pelo PT com o apoio do então presidente cubano Fidel Castro, também teve suas atividades amplamente monitoradas. A 6ª edição, realizada em El Salvador, em julho de 1996, está registrada em relatório sobre as atividades internacionalistas do PT.

A 7ª edição, que aconteceu em Porto Alegre (RS), em 1997, foi ainda mais espionada. O pacote de documentos realtivos ao evento inclui relatórios setoriais produzidos pelos grupos de trabalho, lista completa de presenças e até fotos dos participantes. São citadas lideranças de esquerda, nacionais e internacionais. Entre os brasileiros, o ministro Gilberto de Carvalho, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro e o deputado estadual gaúcho, Raul Pont (PT).

Em relatório específico, a SAE observou que, durante o evento, o então ex-prefeito da capital gaúcha Tarso Genro havia lançado o livro “O orçamento participativo – a experiência de Porto Alegre”, escrito em parceria com o então secretário de formação do PT, Ubiratan de Souza, classificado como “ex-militante da VPR”.

Os relatórios relativos à 8ª edição, que ocorreu no México, em 1999, registraram as presenças de vários brasileiros, como o atual líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e do hoje assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Grupo do México
O 4º Encontro do Grupo do México, realizado em Santiago, no Chile, nos dias 10 e 11 de maio de 1997, foi registrado pela SAE em relatório como o “marco do surgimento de uma política que transcende a esquerda”. De acordo com o serviço secreto brasileiro, “o Grupo do México é formado por representantes de partidos de centro-esquerda e teve sua origem a partir do PNUD, com o objetivo de buscar a construção de um projeto econômico para a América Latina, alternativo aos padrões neoliberais”.

Na documentação, estão descritos os principais pontos de unidade entre os presentes e há uma lista com os nomes dos brasileiros presentes. Entre eles, o ex-presidente Lula, seus ex-ministros petistas José Dirceu e Mangabeira Unger, o ex-governador do Rio, Leonel Brizola (PDT), os ex-deputados Vivaldo Barbosa (PDT-RJ) e Zaire Resende (PMDB-MG), além de Marco Aurélio Garcia e Tarso Genro, entre outros.

Attac no Brasil
O diretor-presidente da Carta Maior, Joaquim Palhares, também foi citado em documentos da SAE, principalmente por ter sido, em 1996, ao lado do ativista Chico Whitaker, um dos fundadores no Brasil da Associação pela Tributação das Transações Financeiras para ajuda aos Cidadãos (Attac), criada na França, com o objetivo de instituir um imposto sobre transações financeiras internacionais. “Muitos militantes de esquerda ainda tinham a impressão de estarem sendo monitorados mesmo após a ditadura. Mesmo assim, a confirmação desta prática causa indignação”, afirma.

Crítica contundente da ciranda financeira de capitais voláteis alimentada pelo neoliberalismo, a Attac foi preocupação constante para a SAE. A visita ao Brasil do presidente internacional a entidade, o ativista francês e diretor do jornal Le Monde Diplomatique, Bernardo Cassen, entre 1 a 5 de março de 1999, foi acompanhada com atenção. Os relatórios do serviço informam que Cassen proferiu palestras em cinco capitais brasileiras (Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), nas quais apresentava os objetivos da organização, traçava o histórico da crise econômica mundial, defendia a adoção da chamada Taxa Tobin para a taxação do capital especulativo internacional e exortava as plateias a lutarem contra o projeto neoliberal.

Nos documentos produzidos, também constavam os nomes dos militantes identificados nas plateias de Cassen. Do escritório da SAE em Belo Horizonte, por exemplo, chegou o informe das participações de Lula, então presidente do PT, do coordenador do MST, João Pedro Stédile, do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, do geógrafo Milton Santos e do cientista político Cezar Benjamin, entre outros. Os ex-presidente Lula tinha suas atividades relatadas pela SAE, tanto pela sua militância antineoliberalismo como por ser o principal adversário político de FHC.

Viagens a Cuba
Mesmo com o fim da guerra fria e da ditadura, as viagens de brasileiros a Cuba continuaram a ser alvo de preocupação do serviço secreto. Principalmente quando se cruzavam com a luta antineoliberal. De 21 de julho a 21 de agosto de 1996, foi realizado, em Cuba, o curso de formação sindical “Neoliberalismo e Globalização da Economia”. Informes registram a participação de brasileiros, entre eles os sindicalistas Adriano Torquato, Francisco Nascimento Araújo, José Nunes Passos e Nonato César.

Há relatório de alerta para a realização em Cuba, em 1997, do Seminário Internacional sobre o Neoliberalismo, promovido pela Federação Mundial da Juventude Democrática, com a presença de militantes do MR8. No relatório pós-evento, está relatada a participação de 1,2 mil trabalhadores de 453 organizações sindicais, políticas e acadêmicas de 63 países. Do Brasil, participaram cerca de 300 sindicalistas, incluindo representantes da CUT. Há menção detalhada dos participantes. Um informe exclusivo apontava, por exemplo, o embarque de dois vereadores de Montes Claros (MG): Aldair Fagundes (PT) e Lipa Xavier (PCdoB).

Outro informe alertava que a edição seguinte seria realizada no Brasil, em 1999. O evento, organizado pela CUT, no Rio de Janeiro, de 1 a 3 de setembro de 1999, também foi documentado pelo serviço, que apresentou os textos integrais da declaração da Federação Sindical Internacional, do discurso do delegado de Cuba, Pedro Ross Leal, do delegado da França, Freddy Huck, e a proposta da CUT, entre outros.

Atividades internacionais do MST
Em 1996, a SAE acompanhou a participação integrantes do MST no seminário “Crisis del Neoliberalismo Y Vigências de las Utopias em La America Latina”, na Argentina, entre os dias 8 e 13 de outubro. Antes do embarque dos militantes sem-terra, um informe produzido pelo escritório central já alertava sobre a viagem.

Também em 1996, o serviço registrou a participação do coordenador do MST, João Pedro Stédile, no seminário América Livre, em Buenos Aires, com Emir Sader e Frei Betto.

Atividades rotineiras
Sader é citado também por sua participação em eventos comuns, como o lançamento do livro “O século do crime”, dos jornalistas José Arbex Junior e Cláudio Tognolli, em São Paulo, no dia 7 de agosto de 1996. Conforme o relatório da SAE, os autores “enfatizaram que a proliferação e o crescimento das máfias foram estimulados pela era neoliberal”.

O mesmo ocorreu com o deputado estadual gaúcho Raul Pont (PT), monitorado tanto quando participava de eventos internacionais, como o Foro de São Paulo, quanto em atividades rotineiras. A SAE registrou, por exemplo, que em novembro de 1995, quando era vice-prefeito de Porto Alegre, Pont foi recebido por papeleiros da Associação Profetas da Ecologia, na companhia do teólogo Leonardo Boff. “Eu me lembro vagamente que visitei essa cooperativa, que tinha o apoio da prefeitura e realizava um trabalho pioneiro em reciclagem de lixo”, relatou à Carta Maior.

De acordo com o relatório da SAE, o registro do evento se deu porque Boff relacionava os problemas ambientais do planeta à adoção crescente do modelo neoliberal. “Esta foi uma das atividades mais pacíficas de que já participei. Não havia nada que indicasse perigo ao governo da época. É difícil acreditar que esse tipo de coisa ocorria no governo do príncipe da sociologia”, disse.

Estudos sobre a doutrina
Um documento produzido em 1997 pelo escritório central da SAE justifica a importância dada ao tema neoliberalismo. Conforme a interpretação dos arapongas oficiais, o neoliberalismo é a teoria econômica criada após a segunda guerra como anteparo a expansão do comunismo no mundo. Teve a Inglaterra e os EUA como seus principais defensores e caracteriza-se, basicamente, pelo livre comércio, austeridade nas contas públicas, privatização, crescimento do sistema financeiro e fortalecimento do mercado.

Os agentes da SAE se debruçavam também sobre obras relativas ao tema produzidas por intelectuais de esquerda. O professor da Universidade de Nova York, James Petras, que já tinha suas atividades monitoradas pelo SNI desde a ditadura, recebeu atenção especial.

O livro “Latin American: The left strikes”, sobre a atuação das esquerdas latinoamericanas em contraposição ao neoliberalismo e à globalização, liderados pelos Estados Unidos, foi objetivo de relatório específico, principalmente porque destacava que as esquerdas latinoamericanas já haviam encontrado uma nova e eficiente forma de atuação. Os exemplos citados na obra são o MST, no Brasil, os Zapatistas, no México, as organizações camponesas, no Paraguai, e os plantadores de coca, na Bolívia e na Colômbia. Todos eles movimentos monitorados pelo sistema.

Em 1999, a SAE voltou a dividir com todo o sistema de inteligência o conteúdo de um outro livro de Petras, o recém lançado “Neoliberalismo, América Latina, Estados Unidos e Europa”. Um documento produzido pelo escritório do Rio de Janeiro resumiu os capítulos da obra e ainda relatou atividades correlatas promovidas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Antes disso, o serviço secreto registrou a visita de Petras ao Brasil para o lançamento da obra, ocorrido em 20 de maio de 1999, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

(*) Colaborou na pesquisa histórica Rafael Santos

CPMI do Cachoeira convocará jornalista da Veja para depor

Nesta segunda, juiz que investiga o caso Cachoeira acusou a mulher do contraventor de tentar chantageá-lo com base em dossiê produzido pelo diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Junior. “Com os acontecimentos de hoje, está colocada a relação do jornalista com a organização criminosa. Discutiremos a convocação na primeira reunião da CPMI”, disse à Carta Maior o vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

Najla Passos

Brasília – O diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, o jornalista Policarpo Junior, será convocado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga os crimes cometidos pela organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Com os acontecimentos de hoje, está colocada a relação do jornalista com a organização criminosa. Já iremos discutir a convocação na primeira reunião da CPMI”, afirmou à Carta Maior o vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

Nesta segunda (30), a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, foi detida sob a acusação de tentar chantagear o juiz da 11ª Vara Federal de Goiânia, Alderico Rocha Santos, com base em dossiê produzido por Policarpo Junior, no qual o magistrado apareceria ao lado de políticos e empresários. O juiz relatou a chantagem ao Ministério Público Federal (MPF), que pediu a prisão da mulher do contraventor. Andressa foi detida pela Polícia Federal (PF) e liberada após firmar compromisso de pagar fiança.

“Isso demonstra que esta organização criminosa está ativa, buscando corromper e constranger autoridades públicas. E que Andressa não é apenas esposa de Cachoeira, mas um membro atuante desta quadrilha, que precisa ser desarticulada”, disse o vice-presidente da CPMI. Segundo ele, a acusada está convocada para depor na CPMI no dia 7. Já Policarpo, ainda terá data agendada.

Indústria de dossiês
Desde o início dos trabalhos da CPMI do Cachoeira, são muitas as denúncias que indicam relações entre a revista Veja e a organização criminosa, que seriam intermediadas por Policarpo. Confira algumas:

As ligações entre Cachoeira, escolas chinesas em Goiás e Veja

Cachoeira: “O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”

Os encontros entre Policarpo, da Veja, e os homens de Cachoeira

Jornalista da Veja favoreceu Cachoeira em depoimento de 2005

O cinema produtor de novos entendimentos de Chris Marker, o cineasta modificou a produção imagética

O cinema nasceu da fotografia, porém quando se colocou as imagens em movimento na velocidade da percepção da permanência da luz na retina, a movimentação da película nem sempre mostrou novas imagens. Durante a nouvelle vague houve uma preocupação muito grande na forma em que estas imagens seriam expostas e colocadas em movimento. Assim os diretores passaram a dar muita importância a montagem e a força que uma só imagem carrega. Houveram diversos documentários feitos a partir de um encadeiamento de fotografias, principalmente feitos por Agnes Varda e Chris Marker.

Chris Marker foi um dos principais produtores da nouvelle vague e criou mais de 50 documentários com diversas histórias que nunca deixava de lado o papel político do cinema. Ativo na resistência francesa ao nazismo, ele estudou e foi amigo de Jean Paul Sartre, e cinematograficamente participou dos coletivos “Groupe Medvedkine” e “Rive Gauche” além de dirigiu diversos cinemas com outros diretores como A batalha do Chile de Patricio Guzmán; Noite e Neblina, Toda a Memória do mundo e As estátuas também morrem de Alain Resnais; A confissão de Costa Gavras; Os Astronautas with Walerian Borowczyk. Além disso ele participou e fez o corte final do documentário “Longe do Vietnã” (Loin du Vietnam) que foi dirigido por Agnès Varda, Willian Klein, Claude le louch, Alain Resnais e Jean-Luc Godard.

Dentro os cinemas feitos por Marker estão La Jetée, Sem Sol (Sans Soleil), O mistério Koumiko, Cinétracts, dois cinemas sobre o Brasil (On parle de Bresil: Tortures e Carlos Marighela), O fundo do ar é vermelho (Le fond de l’air est rouge), Junkopia, A.K.(Akira Kurosawa), A tumba de Alexandre, Nível Cinco e Quadros em uma exposição. Além disso ele produziu o Cd-rom Immemory, escreveu um romance chamado “Le coeur net” e produziu uma exibição de arte chamada “Owls at Noon Prelude: The Hollow Men”, no Museu das imagens em movimento em Manhattan, 2005.

Mesmo trabalhando como professor no centro IDHEC (La Fémis), ele sempre foi considerado uma pessoa privada, nunca garantindo uma entrevista e mantendo sua vida e informações pessoais em secreto. Sua vida entretanto está presente em três biografias escritas por Nora M. Alter, Catherine Lupton e André Bazin. Ele mantinha ativo um canal do youtube com diversos de seus vídeos.

O cinema de Marker embora documental não se foca na linearidade começo-meio-fim, deixa o espaço para o espectador se coloque e dialetize com a obra. Suas imagens criam um estranhamento as práticas cotidanas dos homens, e demonstram um cuidado do autor em cada situação exposta.

Mulher de Cachoeira fica em silêncio na polícia federal, terá que pagar R$ 100 mil de fiança e não poderá manter contato com ninguém envolvido nas operações Monte Carlos e Vegas

Andressa Mendonça, mulher do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em depoimento hoje (30) pela manhã na Polícia Federal em Goiânia, não falou nada. De acordo com informações da Polícia Federal ela terá que pagar R$ 100 mil de fiança e não poderá se comunicar com qualquer pessoa que esteja sendo investigado pelas operações Monte Carlos e Vegas.

Andressa Mendonça nãom poderá manter contato Inclusive com seu marido que se encontra preso desde 29 de fevereiro. Cachoeira é acusado de ser o líder da organização criminosa que envolveu políticos e empresários. O ex campeão da moral Demóstenes Torres foi um dos que caíram por conta das investigações sendo cassado pela maioria de seus pares no senado.

A esposa de Cachoeira é suspeita de ter tentando chantagear o juiz Alderico Rocha Santos com o objetivo de convencê-lo a libertar Cachoeira e absolvê-lo das acusações. O juiz em questão é o segundo no caso, Paulo Moreira Lima é o primeiro e foi o responsável por autorizar as escutas que se constituem como base das investigações.

Após o depoimento, Andressa obteve três dias para o pagamento da fiança estipulada pela Polícia Federal. Caso o pagamento não seja efetuado e se identifique contato de Andressa com os investigados, a Justiça pode determinar sua prisão preventiva.

Apreenderam ainda em sua casa dois computadores, dois tablets e documentos que serão objeto de investigação. As ações foram determinadas no domingo (29) pelo juiz federal Mark Yshida Brandão, diretor do Foro da Seção Judiciária de Goiás, durante o plantão judiciário.

Andressa Mendonça ganhou destaque no senado por desfilar com vários vestidos diferentes, fazendo lugar de desfile do superfulo uma casa onde a fala deve partir da experiência do real para a produção do bem comum. Nem Andressa, nem Cachoeira, nem Demóstenes compreenderam a política como produção da existência.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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