Arquivo de junho \30\UTC 2012

SABATINA MIDIÁTICA

Êxtase da informação: simulação. Mais verdadeira que a verdade.

Êxtase da informação: simulação. Mais verdadeira que a verdade. Jean Baudrillard

@ Bem que o Congresso do Paraguai tentou, mas agora não conseguiu segurá o seu oposto. A Venezuela será o mais novo membro do bloco do Mercosul. A decisão foi tomada ontem, dia 29, na reunião do Mercosul e divulgada pela presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, que participou da reunião junto com a presidenta Dilma Vana Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, que discutem a crise no Paraguai.

O Paraguai deveria participar da reunião, entretanto foi suspenso do bloco em razão do golpe de Estado instalado no país para depor sumariamente o presidente Fernando Lugo, eleito democraticamente. De acordo com a opinião da presidenta da Argentina, o Paraguai só voltará a integrar o bloco do Mercosul “até que se cumpra o processo democrático e que novamente se instale a soberania no país e elejam livremente o presidente”. As próximas eleições estão marcadas para o mês de abril, todavia com a presença dos usurpadores no poder não será estranho elas serem adiadas.

Cristina disse que não haverá sanções econômicas contra o Paraguai, visto que o objetivo do Mercosul é melhorar a qualidade de vida dos povos.

“Nosso objetivo é garantir melhor qualidade de vida aos povos do Mercosul”, disse Cristina.

Por sua vez, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se encontrava em Caracas ao receber a notificação da adesão de seu país ao Mercosul, comemorou e disse que a decisão provocará impacto social, econômico e político para o fortalecimento da integração latinoamericano.

Desde o ano de 2005, a Venezuela oficializou seu pedido de adesão ao Mercosul, entretanto sempre sofreu rejeição pelo Paraguai que afirmava não haver respeito às instituições democráticas no país de Chávez.

@ Como até os minerais – como diz o filósofo-jornalista, Mino Carta – já sabiam, o senador Pedro Taques (PDT/MT) apresentou seu parecer sobre a cassação do senador Demóstenes Sem Partido Torres, amicíssimo do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, considerando que o processo no Conselho de Ética do Senado, conduzido pelo relator Humberto Costa (PT/PE), foi todo desenvolvido dentro dos trâmites constitucionais.

No parecer, que foi entregue na quinta-feira, dia 28, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Pedro Taques conclui que Demóstenes teve direito à ampla defesa, e foi respeitado pelo Conselho de Ética que por unanimidade pediu sua cassação. Unanimidade de 15 votos contra nenhum.

Se a CCJ considerar os aspectos constitucionais aprovados, o processo seguirá para o plenário que no dia 11 de julho vota a cassação do senador ex-campeão da moral parlamentar. Dos 81 votos dos senadores a cassação só ocorrerá se 41 senadores lhes forem favoráveis. Tudo que a sociedade democraticamente deseja. Todavia, a votação tem toda a caracterização de tirania. O voto é secreto. E é aí que mora o perigo. Muitos vão querer livrar o amicíssimo de Cachoeira.

“Em todos momentos, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se preocupou em interpretar as normas da forma mais favorável ao representado, nuca negando a palavra a ele e ao seu procurador, mesmo quando os dispositivos regimentais não previam essa possibilidade de forma expressa”, diz trechos do parecer do senador Humberto Costa.

Na quinta-feira, dia 4, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será lido e votado o documento.

@ O acervo organizado em 37 volumes encadernados e mais 52 volumes de boletins reservados que compõem os chamados documentos reservados do extinto Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), hoje Ministério da Defesa, serão abertos ao público a partir de agosto. Os documentos sigilosos foram produzidos e acumulados entre os anos de 1946 e 1991, pela EMFA,fazem parte do arquivo do Ministério da Defesa e, após análise, inventário e o recolhimento do acervo, será encaminhado ao Arquivo Nacional.

O acervo da ex-EMFA é composto de ofícios, memorandos e mensagens trocadas por autoridades militares e civis do governo brasileiro, relatórios sobre a conjuntura política nacional e internacional e correspondências trocadas entre integrantes do governo e representantes de outros países. Todo o material será digitalizado.

Foi o ministro da Defesa, Celso Amorim, quem no dia 8 de junho informou à Comissão Nacional da Verdade e ao ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, a existência dos documentos sigilosos. Em conversa com membros da Comissão Nacional da Verdade o ministro, Celso Amorim,  disse que o Ministério da Defesa repassaria todos os documentos à comissão que ela requisitasse. Mais ainda arquivos dos centros de informações do Exército (CIE), da Marinha (CENIMAR) e da Aeronáutica (CISA).

@ Da forma como acontecia com Lula – antes de se aliar com o procurado pela Interpol, Maluf – que toda vez que se fazia uma pesquisa para sondar a opinião dos brasileiros sobre seu governo os índices sempre subiam, agora o mesmo vem ocorrendo com a presidenta Dilma Vana Rousseff. A opinião pública brasileira encontra-se tão afinada com seu governo que todas as pesquisas vem mostrando o seu crescimento na avaliação sobre seu governo. Tal como ocorria com Lula, o aumento da aprovação de Dilma já está tornando-se vício.

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Industria (CNI) ao Ibope que ouviu 2002, em 141 municípios entre os dias 16 e 19 de junho, para avaliar a aprovação do governo Dilma  revela que desde o início de seu governo Dilma teve o maior índice de aprovação.

A pesquisa mostra que o índice de pessoas que consideram a administração de Dilma ótima ou boa, subiu de 56%, em março, para 59%, em junho. Maior índice de todo seu governo. Já na quanto os que aprovam a maneira da presidenta governa e confiam nela, permaneceu estável, 77%.Consideram ótimo ou bom 61%, e regular, 25%.

As áreas econômicas que Dilma teve melhor avaliação foram às relativas as baixas de juros, combate à inflação e impostos. A presidenta teve as áreas mai bem avaliadas às relativas ao combate à fome e à pobreza, meio ambiente, e combate ao desemprego.

Porém, duas notas desafinaram o som das boas aprovações. A presidenta teve sua avaliação piorada nas áreas da educação e saúde. A primeira com toda sabedoria dos entrevistados.

@ “Cidadão Ilustre do Mercosul”. Um título. Um reconhecimento feito pela presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, ao ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, por seu companheirismo e sua forma de governa para às maiorias não só de seu país como também para os pobres do mundo inteiro, visto que sempre sua preocupação voltada para os miseráveis do mundo.

A homenagem ocorreu na reunião do Mercosul, em Mendoza, na Argentina, quando a Presidência do bloco, que antes encontrava-se com a presidenta da Argentina, e passou, pro tempore, para Dilma.

“Acertamos reconhecer como cidadão ilustre do Mercosul nosso querido amigo e companheiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Um presidente nunca deixa de ser presidente e par mim a figura de Lula está indissoluvelmente unida à de meu companheiro de toda vida”, discursou, Cristina, se referindo ao seu compnehiro o ex-presidente da Argentina Nestor Kirchner.

Ao assumir a Presidência do Mercosul, Dilma, agradeceu a homenagem “Em nome do povo brasileiro”.

A trajetória libertadora de Dom Tomás

Histórico de lutas sociais no Brasil nas últimas décadas se confunde com a vida do fundador da CPT e do Cimi, Dom Tomás

28/06/2012

Eduardo Sales de Lima,

da Reportagem

Dom Tomás Balduíno completa, no dia 31 de dezembro, 90 anos de uma vida voltada aos pobres, aos “sem-nada”, como diz. “Sem-nada”, que na visão do Bispo, precisa ser compreendido como o “sujeito” de seu tempo, o agente transformador de sua realidade.

Influenciado desde a infância pela religiosidade de sua família, com a presença três tios padres diocesanos, o Bispo emérito de Goiás optou por ser frade pela Ordem do Dominicanos, demonstrando, desde a juventude, desapego a qualquer tipo de status social.

Testemunho ativo de um dos momentos mais obscuros da história brasileira, a ditadura civil-militar, Dom Tomás explica a proximidade entre os jovens dominicanos e Carlos Marighella e a pressão sofrida pela Igreja no período em que a ditadura tentava dizimar os guerrilheiros do Araguaia.

Sua trajetória se confunde com a própria história dos movimentos sociais e da luta política no Brasil. Expoente da Teologia da Libertação, enxerga tal proposta como um modo de analisar a própria “caminhada” de Deus em busca da libertação desde o êxodo até a ressurreição. Ao Brasil de Fato, ele conta um pouco da sua história.

Brasil de Fato – Dom Hélder Câmara, entre outros religiosos, antes de aderir à Teologia da Libertação, pertencia à ala mais conservadora da Igreja. E no seu caso, como ocorreu essa aproximação?

Dom Tomás – Eu tive uma trajetória diferente. Eu fiz o seminário com os dominicanos, em Uberaba (MG) e lá comecei o noviciado. Vim para São Paulo (SP) e encontrei um grupo de dominicanos chegado da França, com essas ideias. Depois vieram aquelas pregações de Frei Chico, lá em Perdizes [bairro da zona oeste de São Paulo]. Dessa maneira, o início de meu caminho, desde a minha juventude, foi um caminho de abertura. Eu tive chance também de estudar em Saint Maximin (Escola Teológica Dominicana), na França, de 1946 até 1950. Com a presença de Jacques Maritain (filósofo francês católico), tanto os dominicanos quanto os jesuítas. Isso me ajudou muito. Antes de voltar para o Brasil, eu tinha o sonho de trabalhar na área indígena. Mas fui encaminhado inicialmente para a faculdade. Lecionei na faculdade de Filosofia de Uberaba (MG), e depois fui para Juiz de Fora (MG), já em 1951.

O senhor vem de uma família religiosa?

Sim. Do lado materno eu tinha dois tios padres e do lado paterno um. Isso influenciou. Eles eram diocesanos e eu optei, nem sei por que cargas d’água, em ser frade. Houve muita oposição por elementos da família, porque meus tios eram diocesanos, ligados à família.

Com quantos anos o senhor descobriu sua vocação?

Isso nasceu comigo, parece. Quando criança eu “celebrava” missas, para a alegria e diversão do pessoal. Eu celebrava a missa com uma pedra de açúcar [risos] e imitava direitinho a fala em latim daquele tempo. E assim foi. Marcadamente um caminho religioso. Nunca tive assim um sobressalto de mudança, do que chamam de conversão. Talvez tenha sido até um defeito da minha trajetória.

Quando ocorre o Concílio Vaticano II (1962-1965), o senhor estava com 40 anos. Participou de alguma forma dele?

Eu participei através de minha ligação com Frei Romeu Dale, que era perito do Concílio. Ele tinha muita amizade comigo, foi meu professor. Depois eu fui prelado e ele insistiu para que eu fosse à última sessão. Não deu certo de eu ir. Tive que me preparar para ir ao Araguaia (da Prelazia de Santíssima Conceição do Araguaia, hoje Diocese de Marabá [PA]). Mas a gente estava muito informado do que estava acontecendo no Concílio, porque entre uma sessão e outra, ele ligava para casa. Ele morou no Rio e eu também. A gente debatia muitos temas.

Por que ocorreu o Concílio justamente naquele momento histórico?

Aquilo foi uma intuição do Papa [João XXIII]. Era para ser um papa de transição e os cardeais chegaram a um acordo de consenso para dar tempo para refletir. Mas ele, para a surpresa de todos, convocou o Concílio. A convocação do Concílio foi nitidamente uma abertura de visão de mundo.

Há quem diga que teria sido uma resposta à Reforma Protestante, 500 anos antes. O que o senhor acha?

O Concílio não teve nenhuma forma de, vamos dizer, “cruzada”. Pelo contrário. Queria abrir espaço, uma janela para outros cristãos de outras denominações. Foi pelo ecumenismo e se tornou um marco.

A sua Ordem dos Dominicanos abarca figuras com trajetórias extremamente distintas que vão desde Frei Betto a Tomás de Torquemada (o temível inquisidor). Como entender os dominicanos?

Eu e vários outros que comungam essa intuição de Domingos de Gusmão, temos como admiração o salto dado por ele. Um homem que saiu da clausura dos mosteiros para as cidades, para os burgos, as universidades. E ele vai para as missões. Internamente, outra coisa admirável é o sistema democrático da ordem. Os dominicanos sempre fizeram muita questão desse processo. Na ordem, se reúnem os capítulos. Os capítulos alternam-se entre os provinciais e os capítulos de não-provinciais. Há uns que são mais governistas, ligados ao trabalho interno, enquanto outros estão ligados a um trabalho mais amplo. Isso é um equilíbrio. Tanto que a ordem nunca teve cisão. É verdade que houve províncias mais fechadas que outras. Eu morei na França. A minha província era mais fechada, da estrita observância. Mas nós, brasileiros, engatamos com a província de Paris, que era aberta nos debates com o ecumenismo, com o operariado.

Nesse sentido, como o senhor enxerga o apoio dos dominicanos a Carlos Marighella?

Não são os dominicanos. Eles pertenciam à classe estudantil que começou ali na Juventude Universitária Católica (JUC) e na Juventude Estudantil Católica (JEC). E, depois, com muita coerência e muita lógica, se abriu para o social e para o político. A Ação Popular (AP), por exemplo, é uma decisão política de luta por enfrentamento à ditadura, e os dominicanos eram praticamente membros. Mas não era só uma expressão deles próprios. Não era mérito nem do Betto e nem de seus companheiros, como Fernando Britto, Tito e outros. Mas era porque eles estavam encarnados naquela realidade estudantil.

Até 1964 o senhor estava em Conceição do Araguaia. Quando ocorre a Guerrilha, a partir de 1972, o senhor não está mais lá?

Eu não participei de todo o processo. Foi o meu sucessor, Dom Estevão [Cardoso de Avellar].

Mas o senhor presenciou algum fato ligado diretamente à Guerrilha do Araguaia?

Nada. Mas quando eu estava na região, eles [guerrilheiros] já estavam por lá, trabalhando, fazendo serviços de médicos, dentistas, se entrosando com o povo.

E depois, quando o senhor foi substituído, chegou a tomar conhecimento de fatos por meio de Dom Estevão ou outros religiosos acerca da guerrilha?

Aí sim. Porque houve tensão entre os militares e os missionários. Um deles trabalhava na área indígena dos índios Suruí, dentro do território da Guerrilha. Os índios foram utilizados pelos militares como guias na mata. E depois, para mostrar quem era quem, abusavam dos índios de uma forma assim anti-ética, imoral, tentando incorporar as aldeias indígenas nesse serviço sujo.

Quais eram os missionários ligados à guerrilha?

O Frei Gil [Gomes Leitão] sempre foi um missionário naquela área. Ele que fez o primeiro contato com esses índios. Os índios não foram deslocados. O missionário chegou e fez amizades com eles. Foram várias tentativas e excursões para tentar o contato. Isso porque, quando os índios avistavam pessoas diferentes, fugiam. Frei Gil conseguiu. Os militares iam atrás dele, mas ele era muito esperto, se disfarçava bem. Certa vez, pediram a identidade dele, mas os missionários, os religiosos mudam de nome. E o nome dele, de identidade, é Dulce Leitão [risos]. Os militares o paravam, viam a identidade, e o descartavam. “Nós estamos atrás de um tal de Gil”. E aí, ele escapava.

Em 1972, o senhor foi um dos fundadores do Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Como foi esse processo?

Foi muito interessante. Os missionários já estavam muito tempo insatisfeitos com a estrutura das Prelazias, que estavam nas áreas indígenas, mas eram focadas em construções de igrejas, na expansão física. Havia uma busca de outro instrumento. Eles queriam uma prelazia de pessoas, como um território de pessoas. Eu fui consultado e respondi de uma maneira assim, jocosa. “Eu acho que esse prelado vai ficar isolado; e ele vai ser um prelado pelado” [risos]. Aí retiraram essa proposta. Porque prelazias são áreas pastorais confiadas como dioceses a uma congregação. Há a prelazia franciscana, a prelazia dominicana, dos padres jesuítas. Então criaram um instrumento sem mexer com essa estrutura e assim foi pensado no Conselho Indigenista, por meio de um encontro em Brasília.

Eu entrei puxado por D. Pedro Casaldáliga. Ele me disse que outros bispos estavam ali para resolver os problemas dos índios. E lá nasceu a criança, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Um conselho para cuidar da problemática indígena. E foi muito interessante, porque nós estávamos no pós-Medéllin [Conferência ocorrida em 1968], que fez uma opção pelos pobres, não considerando o pobre como objeto de nossa ação caritativa, mas como sujeito de sua própria caminhada. O Cimi nasceu sob essa inspiração. Houve muita tensão interna na equipe encarregada do Conselho, mas evoluiu no sentido de dar ao índio essa possibilidade de se afirmar como sujeito e ser protagonista, ter sua autonomia, sua terra, sua cultura. Havia missionários que andavam pelas prelazias e traziam informações para o Conselho. E numa dessas reuniões, um dos membros do Conselho, que era o padre Tomás Lisboa, um jesuíta, sugeriu a criação a assembleia de chefes indígenas. Por meio de nossa facilidade de diálogo com as lideranças das tribos, sugerimos esse encontro. Reunir gente que vivia em hostilidade, os Xavantes com Carajás, e isso foi o “ovo de colombo”. As assembleias aconteceram, os índios tinham momentos só deles, sem presença de missionários, de jornalista, de sociólogo ou antropólogo. E saíram dali com a seguinte decisão: primeiro recuperar nossa cultura; segundo, recuperar as nossas terras; terceiro, autonomia. Eles mesmos decidiram isso. Foi tudo registrado pelos cadernos do Cimi. E foi a partir dali que os indígenas começaram a caminhar com suas próprias pernas. Em muitas aldeias, os jovens missionários que estavam em outras regiões passaram a conviver com os índios e isso continua até hoje. Os Pataxós passaram a se tornar um povo antenado a toda a América Latina e não fechado neles mesmos.

E o processo de fundação da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975? Que anos depois o senhor passou a ser presidente?

A CPT nasceu de um processo conflitivo. Os bispos estavam achando que os militares “estavam dando” em cima dos padres que acompanham os lavra lavradores. Porque na proposta do golpe de 1964 estava, como prioridade, enfrentar os camponeses. Eles [militares] acompanhavam todos aqueles conflitos que estavam acontecendo. E achavam que, através de alguns lavradores, muitos camponeses entrariam no comunismo internacional. Então foram em cima dos lavradores mas também dos padres e freiras que só estavam acompanhando eles, por meio de um trabalho religioso. Aí o bispo se sensibilizou. Eles foram presos, ameaçados. Então nos reunimos e nasceu a Comissão Pastoral da Terra com uma proposta samaritana, de socorrer aqueles perseguidos [no caso, os religiosos], e mesmo os caídos, que eram os trabalhadores rurais. De imediato, a Pastoral da Terra foi cuidar de padres, freiras, e dos próprios lavradores.

Muitos dizem que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é filho da CPT, que surge como uma versão laica da CPT.

O nascimento é sempre complexo. Naquele livro Brava Gente, o [João Pedro] Stédile mostra que o processo é sempre complexo. Agora, não há dúvidas que era gente de origem das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), e também da CPT. Muitas pessoas faziam parte do trabalho da CPT e estavam engajados. Nesse sentido, a maternidade ou paternidade se dá como elementos que saem de uma igreja mais comprometida ilustrada sobretudo pelas CEBs.

Talvez o senhor tenha sido uma das vozes mais críticas, pela esquerda, do governo Lula. Como o senhor avalia os oito anos desse governo?

É complexo porque tem a compreensão da figura carismática e que até hoje é muito querida por pessoas da base. Às vezes, as próprias vítimas do processo não entendem as minhas críticas a ele, que tem a sua trajetória emblemática, do sertão nordestino até a presidência. O que chamou atenção no seu governo foi o fascínio pelo desenvolvimento econômico. Eu participei daquela marcha (dos movimentos sociais do campo, em 2005), num momento muito esclarecedor. Foi uma caminhada dos grupos sociais até Brasília. O Lula acabou aparecendo e comentou: “Quem é apressado come cru”. Logo depois houve aquele Plano Nacional da Reforma Agrária (PNRA). Teve até a participação na elaboração de gente como o Plínio de Arruda Sampaio. Tanto que por causa da demora de Lula, ele nem foi ministro. O programa veio, reduziram pela metade seus objetivos e foi-se esvaziando.

E em relação ao governo Dilma?

Em abril, todos os movimentos sociais foram para cima do governo, pressionando por posicionamento em relação à reforma agrária, à condição dos assentamentos, dos acampamentos. Chegaram a ocupar o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e várias outras instituições nessa linha de enfrentamento. Quer dizer, a Dilma pisou no freio da reforma agrária.

O que significa esse anel de tucum que o senhor usa?

Isso é o casamento com a causa indígena. Essa peça foi feita pelos índios Tapirapé e dá para ver como é bonito, ele brilha até. E a gente assumiu como uma ligação com a causa indígena, mas não só com essa causa, mas com toda a causa de mudança e de transformação com o povo em busca do Brasil que queremos.

Voltando à questão dos membros fundadores da Teologia da Libertação. Há alguns pensadores que estão indo, como o José Comblin (falecido em março de 2011). Além disso, Dom Pedro Casaldáliga está debilitado…

Mas ele está com a cabeça boa.

Claro. Mas qual perspectiva o senhor tem da Teologia da Libertação? E os novos pensadores?

Gustavo Gutierrez costumava dizer brincando: “Se a Teologia da Libertação morreu, eu não fui convidado para o enterro.”[risos]. Nós não acreditamos nisso. A Teologia da Libertação, para mim, é teologia. É a única teologia em uma situação de opressão.

Uma teologia, de fato, não morre?

Fica sempre. Teologia é um conhecimento de Deus, um mistério de Deus; da abertura de Deus aqui com os homens e as mulheres. Trata-se de uma teologia que vai analisar a caminhada de Deus e vai encontrar, o tempo todo a libertação. Desde o êxodo até a ressurreição é isso, é esse encontro. É a fundamentação teológica da linha da libertação. O fato de, por exemplo, [Karl] Marx ter ido por um caminho semelhante na análise sociológica não impede que haja Teologia da Libertação, até utilizando argumentos dele. Então, o pessoal se fechou achando que era outra coisa. Não é. Isso é muita estreiteza, inclusive no conhecimento de Deus.

Boa parte dos religiosos que levaram essa teologia adiante são estrangeiros. Europeus que vieram para a América Latina nos anos de 1960. Ou, como no seu caso ou de Leonardo Boff e Frei Betto, foram brasileiros que estudaram na Europa. O senhor acha que jovens seminaristas, estudando somente aqui no Brasil, caminharão nesse viés libertador?

Essa pergunta tem um quê de desvalorização da realidade acadêmica aqui no Brasil. O Boff estudou lá na Alemanha, num outro contexto, mas superou isso através dos mesmos instrumentos teológicos. Ele (Boff) padeceu. Hoje ele é dominicano. Foi o truque dele para se livrar do domínio do bispo diocesano, porque o padre diocesano é 100% do ensino religioso. E agora ele pode exercer a missão de teólogo dele de uma forma missionária. A gente não depende colonialisticamente do europeu. Foi um estímulo para ajudar no plano científico. Agora, nos conteúdos da América Latina, a meu ver, salvou o Concílio Vaticano II. Porque o Concílio foi uma abertura para o mundo. A verdadeira abertura evangélica para o mundo não é a abertura europeia, que é a abertura para o mundo dos ricos. A verdadeira abertura “conciliar”, evangélica, é a abertura dos pobres, onde existe o mundo subversivo. Medellín foi o salvador do Vaticano II, a meu ver, porque abriu, de fato, a Igreja para os “sem-nada”.

Nos últimos meses ocorreram essas manifestações contra a crise econômica, contra o capitalismo, contra os bancos. Nota-se essas mobilizações resgatam valores humanistas também. De que forma esse “espírito” da Teologia da Libertação dialoga com essas manifestações?

Houve um retrocesso no mundo. Uma tendência à direita é geral. O pessoal fala da Teoria do Pêndulo. Uma hora o pêndulo está na esquerda, outra hora ele está na direita. Então é surpreendente quando jovens estudantes, professores, da Europa e dos Estados Unidos fazem isso. Acho que é um campo para a Teologia da Libertação. Propício para uma reflexão com esse pessoal. Na medida do possível, porque ninguém quer ser mestre de ninguém, mas companheiro. E sobretudo a gente aprende. Ficamos surpresos. Por que aconteceu isso? Até a própria juventude alienada foi nessas manifestações.

Que mensagem o senhor nos deixa, talvez de motivação?

Acho importante isso. E está dentro da gente. E pode ser notada a partir, justamente, dos mais pobres entre os pobres. A gente está sabendo da situação dos pobres indígenas. Eles podem chorar na situação em que eles estão. Mas o que acontece? Alegria. Eles vivem a alegria e ninguém pode capturar isso de nós. Isso entre Kaiwowa, Xukuru, Pataxó. Todos vivendo o maior sofrimento, maior sufoco, a maior angústia de não ter perspectiva e então; esse pessoal vive de alegria pela esperança. Eu acho que essa lição, a partir deles, deve ser um recado do senhor Jesus para todos nós.

Brasil de Fato

O vale-tudo é mundial

É do conhecimento até do mundo mineral que a crise mundial é o efeito anunciado de uma nova religião de origem anglo-americana fiel do deus mercado, chamada neoliberalismo, responsável pelo surgimento de uma oligarquia financeira internacional à qual se sujeitam os governos nacionais. Epicentro do sismo Wall Street, com a inegável participação de outras praças satelitares. Mesmo assim, Obama, imperturbável enquanto o resto dos crentes ainda não abjurou, diz que culpada é a Grécia.

Excluída a possibilidade de que o presidente dos Estados Unidos se refira à inestimável contribuição da antiga Hélade à cultura do mundo, permito-me imaginar Obama dedicado à prática do pôquer. Tão logo lhe seja possível, deveria rumar para Monte Carlo, que de longe prefiro a Las Vegas, de sorte a explorar convenientemente seu talento, tão bem representado por suas faces pétreas. Cito Obama como a enésima prova de que o vale-tudo político não é exclusivo do Brasil.

Diante de uma declaração que esticaria o nariz de Pinóquio até o horizonte, prefiro a última fala de Paulo Maluf: “Perto do PT, hoje eu sou comunista”. Bem mais esperto, ou menos ingênuo, que o presidente americano. A respeito da surtida malufista, leiam Mauricio Dias em sua Rosa dos Ventos. Muitos petistas, aliás, para justificar o acordo Lula-Maluf a favor da candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, apressaram-se a lembrar que Fernando Henrique Cardoso já fez algo similar. Não menos que José Serra contra Marta Suplicy. Ora, ora, não seria lógico que os petistas pretendessem diferenciar-se dos tucanos?

Recordo tempos de patrulhamento feroz organizado pelo PT na oposição, ao defender uma pureza que faltava a todos os demais. A questão discutida na semana passada refere-se ao ritual encenado para sacramentar o entendimento. Assim como faz parte do jogo da política nacional a presença do PP de Maluf na base de sustentação do governo Dilma, o apoio a Haddad cabe na norma, por mais indigesta que pareça. A chamada realpolitik admite concessões, resta ver quais são seus limites.

É da norma, digamos, que os governos chamados a combater a crise tomem medidas que antes de mais nada aproveitam à oligarquia financeira? Até o momento, tudo que se fez não passou disso, e no caso a norma prejudica o mundo. Estamos à espera dos resultados da cúpula da União Europeia, onde se desenha o confronto entre Angela Merkel e François Hollande na esperança da mediação de Mario Monti, singular figura a representar com insólita dignidade uma Itália à deriva, até ontem entregue ao vale-tudo comandado por Berlusconi.

A resistência do euro e o abrandamento sensível de uma política toda voltada para a austeridade teriam efeitos benéficos globais. Contra o vale-tudo dominado pela prepotência e pela hipocrisia. O mesmo vale-tudo que no Paraguai pretende apresentar um golpe de Estado como ato legítimo absolutamente constitucional. Aos meus desolados botões pergunto: qual é a norma? Leio as reações da mídia nativa e lá vou com outra pergunta: e qual é, especificamente, a norma do jornalismo pátrio? Se a norma é a do vale-tudo sem limites, então, meu caro, sossegue seu coração, respondem os botões, entre a melancolia e a irritação.

Derrubar um presidente constitucionalmente eleito em nome da Constituição é o que é, e fica dentro da norma de uma América Latina que permanece bananeira. Quanto aos editoriais dos nossos jornalões, vivem uma norma duradoura há um lustro. Quem estiver em idade adequada e conservar a boa memória, haverá de pensar ter voltado atrás no tempo 48 anos exatos ao tropeçar nas análises da mídia nativa sobre a situação paraguaia. Esforço brutal fiz eu, depois de enfrentar alguns destes textos, para ter certeza de que a data não era um dia de março de 1964. Pois é, pasmem os homens de boa vontade, mas por aqui, pelas redações, a norma ainda é aquela. E só Deus sabe, como diria Armando Falcão, amigão e partícipe da tigrada, aonde seriam capazes de chegar.

De muitos pontos de vista continuamos ancorados no passado. Refiro-me, por exemplo, à chamada, absurda lei da anistia. Um torturador emérito como o coronel Brilhante Ustra tem de ser processado no Cível para ser levado a ressarcir a família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, torturado e assassinado nas masmorras da ditadura. Lembrei-me de um episódio marcante que remonta a 1977, em plena ditadura, quando os advogados Marco Antonio Barbosa e Samuel McDowell com rara coragem e competência processaram o próprio Estado ditatorial e conseguiram para a família o ressarcimento pela morte de Vlado Herzog em ação cível. Lei imposta pela ditadura não tem valor algum se vigora a democracia, mas ainda há quem discuta se a paradoxal lei da anistia permite demandas no Cível. Pois esta dita lei teria de ser letra morta, mesmo que tenha havido quem a aceitou naqueles tempos em nome de um justificável vale tudo. Ou a democracia, no caso, foi aposentada?

Mino Carta

Carta Capital

PARAGUAI É SUSPENSO DO BLOCO DO MERCOSUL E DA REUNIÃO DA UNASUL

Com decisão que não implica sanções econômicas, os países que compõem o bloco do Mercosul decidiram suspender o Paraguai, O prazo para a vigência da suspensão vai ser decido hoje na reunião da 43ª da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul que ocorre em Mendoza, na Argentina. Mas segundo alguns diplomatas, a suspensão pode se estender até o período das eleições, em abril, quando será escolhido o novo presidente do país.

Como efeito certo da suspensão o Paraguai não vai participar da próxima reunião da Cúpula do Mercosul que ocorrerá em dezembro no Brasil. Hoje, dia 29, o Brasil substitui a Argentina na presidência temporária do bloco.

O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, após a reunião do Mercosul que contou também com as participações dos chanceleres da Venezuela, Uruguai e Argentina, disse que os países do bloco lamentavam muito a decisão de suspender o Paraguai, mas “não existe uma plena vigência democrática no país”. A decisão de suspender o país do Mercosul surgiu assim que foi decretado o golpe de Estado que destituiu Fernando Lugo da Presidência, de forma célere jamais vista na história política, e que levou um dos conspiradores à Presidência, Federico Franco. De acordo com Patriota, o Paraguai não respeitou o Protocolo de Ushuaia, assinado na década de 90 pelos quatro países do bloco além do Chile e da Bolívia.

“Lamentamos muito essa situação. Tivemos 11 chanceles da Unasul no Paraguai e destacamos que havia dúvidas sobre o processo, com a falta de defesa do presidente Lugo. Isso levou a uma constatação de que não existe uma plena vigência democrática.

O Protocolo preconiza que a plena vigência democrática é uma condição essencial para o processo de integração. Então foi nesse sentido que se tomou a decisão de domingo passado e que deverá tomara a decisão de amanhã”, observou Patriota.

Na reunião do Conselho de Chefes de Estado e de Governo da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) que tratou da situação do Paraguai pelos países membros, o que ficou concreto mesmo foi que a destituição de Fernando Lugo da Presidência do Paraguai se deu com a  ruptura das instituições democráticas, cláusula de vigência democrática, e que o a Presidência de Federico Franco “é ilegítima”.

TSE DECIDE QUE CANDIDATOS COM CONTAS SUJAS PODERÃO PARTICIPAR DAS ELEIÇÕES DESTE ANO

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por 4 votos contra 3 que os candidatos que tiveram suas contas de campanhas rejeitadas pela Justiça poderão participar das eleições deste ano de 2012. Essa decisão do TSE tem uma nota hilária. O próprio tribunal havia decidido o contrário: os candidatos com contas sujas não poderiam ser candidatos nestas eleições. Agora ficou do jeito que a impunidade gostas. Todos estão comemorando.

A primeira votação havia terminado em empate de 3 a 3 sendo suspensa com pedido de vista do ministro Dias Toffoli. Ontem, dia 28, o ministro Toffoli, alegando que apresentação das contas é suficiente para deixar o candidato quite com a Justiça Eleitoral, mesmo que elas sejam aprovadas ou não, desempatou. Entretanto, o ministro Toffoli, lembrou que se as contas forem apresentadas sem documento “de forma fajuta” o político poderá ser impedido, pois a Justiça irá desconsiderá-las.

O ministro Henrique Neves, depois que o resultado foi proclamado lembrou que a decisão não libera os gestores públicos com a contabilidade reprovada por tribunal de contas. Eles continuam inelegíveis de conformidade com a Lei da Ficha Limpa. A decisão só liberou as contas de campanha.

Votaram proibindo os candidatos com contas sujas, por acreditarem que a intenção da lei é moralizar a atuação política, mesmo que isso não estivesse escrito expressamente no texto as ministras Cármen Lúcia, Nancy Andrighi, e o ministro Marco Aurélio.

Já os ministro Gilson Dipp, Henrique Neves, Arnaldo Versiani e Dias Toffoli votaram a favor dos candidatos com contas sujas por entenderem que o TSE havia extrapolado o que a lei exigi ao cobrar aprovação de contas.

Esse resultado só foi possível em função da mudança de ministros no TSE do mês de março até o momento. O ministro Marcelo Ribeiro foi substituído pelo ministro Henrique Neves, e o ministro Ricardo Lewandowski pelo ministro Dias Toffoli.

Os contas sujas agradecem enquanto a democracia treme. 

CACHOEIRA PERDE MAIS OUTRA. MINISTRO JOAQUIM BARBOSA ARQUIVA PEDIDO PARA SUA LIBERDADE

Continuando com sua cachoeira de pedidos de liberdade negada, o mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, teve mais um pedido contrário ao seu desejo de ver o sol de frente.

Seus advogados, comandados pelo ex-advogado de defesa de presos políticos no tempo da ditadura, Márcio Thomas Bastos, entraram no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para tentar cassar a decisão do ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que revogou a liminar do desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que concedia a soltura do contraventor que financiou a campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, segundo depoimento do jornalista Bordoni, que trabalhou em sua campanha.

Mas o pedido dos advogados não encontrou respaldo junto ao insigne ministro Joaquim Barbosa. O ministro arquivou o desejo cachoeiriano sem entrar no no mérito consolidado no STF que impede análise de recurso contra decisão individual de ouro tribunal superior. De acordo com Joaquim Barbosa, essa análise só pode ocorrer se houver uma ilegalidade evidente na decisão questionada. O que não foi o caso, segundo o ministro.

Em outras palavras, mas ficando nas mesmas, pois não muda nada, o pedido foi estimulado como consequência do habeas-corpus concedido ao contraventor no dia 15 de junho pelo desembargador Tourinho Neto, que ficou conhecido como “a poeira assentou”, expressão usada para fortalecer seu argumento que pedia a liberdade de Cachoeira das acusações das operações Vegas e Monte Carlo. Mas nada adiantou, o mafioso continuou preso por força da Operação Saint-Michel, onde é acusado de chefiar um esquema de fraude de bilhetagem no sistema de Transporte Coletivo do Distrito Federal (DF).

Para transbordar mais ainda a cachoeira de esperança de Cachoeira, no dia 21, o ministro Nilson Dipp, atendendo uma reclamação do Ministério Público (MP), cassou a decisão do “a poeira assentou”.

Assim, tudo ficou como dantes para o contraventor. 

PROUNI ABRE INSCRIÇÕES

O Programa Universidade Para Todos (ProUni), através do Ministério da Educação, abriu as inscrições para os estudantes de baixa renda que desejarem bolsas de estudos para estudarem em instituições particulares do ensino superior.

Estão disponíveis aos estudantes que vão cursar o segundo semestre de 2012, 90,311 bolsas. Sendo que desse total, 52 mil são integrais para estudantes cujas famílias tenham uma renda familiar per capta de ate 1,5 salário mínimo, e 37 parciais para estudantes cujas famílias tenham renda per capta de até 3 salários mínimos, são bolsas que o ProUni custeia 50% do valor do curso.

Só podem participar do programa os estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou em escolas particulares, mas na condição de bolsistas. Também que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) na versão 2011, e tenham atingido pelo menos 400 pontos como média, além de não ter zerado a redação, é claro.

Vamos lá, moçada! Às inscrições fecham no dia 2, segunda-feira. É só acessar o site do ProUni. Você pode escolher até dois cursos. Os candidatos pré-selecionados serão conhecidos no dia 5 de julho. 

                               

             Acessa, mano! O brasil precisa de teus conhecimentos para fortalecer a democracia, e acabar com a corrupção que puxa a miséria econômica e social.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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