Arquivo de março \31\UTC 2009

ATENÇÃO, ESTUDANTES! ABERTAS INSCRIÇÕES DO FIES

O Fundo de Financiamento Estudantil – FIES é um programa agenciado pela Caixa Econômica Federal de amparo e estímulo à participação no processo escolar do estudante do ensino superior privado, auxiliando-o financeiramente a pagar suas mensalidades.

Então, companheiro estudante desta ordem, o FIES abriu suas inscrições para você. O período, que começou ontem, dia 30, vai até o dia 17 de abril. As inscrições devem ser feitas pela internet, e suas fichas entregues na instituição de ensino em que você estuda.

SOBRE O PROGRAMA

A Caixa apresenta dois planos de financiamentos aos estudantes que não podem pagar integralmente suas mensalidades:

  1. O estudante recebe 50% de financiamento.

  2. O estudante recebe 75% de financiamento.

Das taxas de juros ao ano:

3% para os cursos de licenciatura, pedagogia, normal superior e tecnologias.

6% para outras formas de graduações.

O estudante que depois de formado terá seis meses de carência para pagar suas prestações, de acordo com seu contrato, durante todo o período de seu curso, pagará a cada 3 meses a quantia de R$ 50.

Mais informações sobre o programa e as inscrições, acesse o site da Caixa.

http://www.caixa.gov.br/

OS CONCEITOS “RECONSTRUINDO” E “FORMA LEGAL” NA GESTÃO CASSADA

O sistema capitalista é o produto da transformação da experiência objetiva do capitalista em fetiche. Em outras — ou nas mesmas — palavras, a abstração da mercadoria, extraída da força de produção do trabalhador como alienação transfigurada em lucro. Um “absurdo”, como sentenciou Marx.

Isto faz com que o capitalismo, como sistema, tenha como seu organismo de sustentação um princípio de valores sem suporte real. Uma inconsequente abstração sem relação sujeito e objeto produtivo. Mas tão somente fetichismo: o objeto reificado em uma idéia que o oculta e é tomada como construção social. Daí que, como fetichismo, os problemas que a sociedade capitalista põe ao homem são falsos problemas. O que torna este homem, na busca das soluções, uma simulador. Como os problemas e as soluções são falsas, a sociedade capitalista é doente: o homem é uma abstração.

Então cabe à dialética social “apropriar-se da matéria em pormenor, analisar todas suas formar de desenvolvimento, e encontrar os seu elos internos” (Marx), para, assim, realizar a desconstrução fetichista em que está envolvida a matéria. E então construir o mundo objetivo real à experiência e ao conhecimento. O fim da abstração.

Desconstruir é apanhar as falsas proposições do capitalismo em todos seus encadeamentos, que em seu conjunto se apresenta como construção representativa, e tentar, “pacientemente”, com novos signos-disjuntivos, liberar as forças aprisionadas que no exterior são travestidas de necessidades pelo capitalismo, para torná-las forças produtivas. Pois, fora do método social da dialética, o mundo permanece abstração.

A ABSTRAÇÃO DA GESTÃO CASSADA

Observando em geral as manifestações das enunciações políticas e publicitárias, a maior parte da população entende que é muito difícil encontrar aí vida inteligente. Se o Brasil dependesse dos arroubos intelectuais/criativos destes profissionais, sua história seria muito prior. Peguemos o que nos mostra a gestão, em Manaus, da “nova prefeitura”.

Com quase três meses de empossado, em função de uma medida cautelar, pois fora cassado em Primeira Instância pela ilustríssima juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, a gestão auto-denominada de “nova prefeitura” de Amazonino, convivendo com a angústia de a qualquer momento ser afastada definitivamente do cargo municipal, e, ao mesmo tempo, tendo que apresentar respostas ás indagações administrativas da população, usa como recurso, a mais escabrosa técnica de persuasão coletiva: o marketing. Para isto, usa os chavões “reconstruindo” e “forma legal”. O fracassado método de denegrir o outro para tentar ser tido como importante. É aí que a “nova prefeitura” mostra suas veias em estases: paralisia do sangue administrativo.

SOBRE O “RECONSTRUINDO”

Dois entendimentos — Um entendimento. No entendimento senso comuníssimo, que é da ordem demagógica, reconstruir é sempre sobre o que foi desconstruído. Logo, reconstruir com o mesmo modelo. Dar continuidade. Ou seja: nada de novo. Aqui, a “nova prefeitura” está somente simulando o novo com seu marketing. Outro entendimento. Este é da ordem do novo. Para reconstruir é preciso desconstruir a estrutura antiga para fazer emergir uma nova, como dizem os filósofos marxistas da Escola de Frankfurt. Aqui, a gestão Serafim revela o engodo da “nova prefeitura”. Como Manaus foi tomada durante décadas pelas gestões da direita, e sendo Serafim, prefeito da gestão passada, do PSB, ele teve que desconstruir as estruturas fetichistas que predominavam na administração pública de Manaus para revelar, pelo menos em partes, o novo. Síntese da obra ficcional: A “nova prefeitura” está realmente “reconstruindo” Manaus: está recorrendo ao velho modelo que Serafim desconstruiu.

SOBRE A “FORMA LEGAL”

Dizem os psicólogos da Gestalt que a forma é o que salta do fundo como conhecimento. A lógica da figura/fundo para o homem conhecer e criar o seu habitat natural e social. A forma como potência poiética. Nada que exista em marketing. Portanto, a forma do marketing da “nova prefeitura” é um espectro.

Quanto ao legal, dizem o juristas que são as normas que direcionam os homens em sociedade para suas atitudes de direito. Como diria o filósofo Platão: a justiça como justo. A “nova prefeitura” sentencia “forma legal” como uma claríssima alusão que a administração Serafim não foi legal. Digamos que não seja isto. Então saltam duas morais: a que servia a Serafim, e a que, agora, serve à “nova prefeitura”. Como no Estado não existem duas justiças sociais, uma das duas não é justa. Ou então confirma-se o objetivo persuasivo do marketing: o blefe. O que faz do blefe na administração pública um ato ilegal. Vender o que não existe, e ainda comprometendo a honra de outro. No mínimo do mínino jurídico, dá Procom. E coletivo.

É bem provável que todo este desconforto administrativo tenha sua causa principal no entendimento do que seja democracia constitutiva. A democracia em que as potências do povo são quem constrói a cidade. A polis dos desejos coletivos, onde não há espaço para o fetichismo social e nem o blefe publicitário.

TRÊS MESES DO “NOVO” NA CIDADE DE MANAUS

Um governo que se localiza próximo a uma tirania ou ditadura caracteriza-se menos pelos seus adereços de ordem fascistas do que pelas interdições que carregam e tentam disseminar no plano das relações coletivas de um povo. Assim, uma ditadura não precisa dos militares para existir, assim como também podem existir governos tirânicos à esquerda e à direita, ao menos num plano ideológico.

A linguagem é uma das vítimas preferidas dos governos de interdição. A proibição de palavras, bem como a modificação do seu sentido são recursos usados pelas ditaduras. Assim, por exemplo, na obra “1984”, do indo-britânico George Orwell, os ministérios do Amor, da Verdade e da Paz cuidavam, respectivamente, do ódio, da mentira e da guerra.

Em Manaus, guardadas as devidas proporções em termos de inteligência, também já houve diversas manifestações de governos autoritários de interdição. Em uma eleição, anos atrás, o ex-governador, ex-prefeito e atual prefeito cassado, Amazonino Mendes, utilizou a justiça (outra distorção semântica…) para proibir durante o horário eleitoral gratuito, a palavra “sistema”, usada pelos adversários para se referir à máquina governamental usada por ele na campanha.

Mas, atualmente, é o uso da palavra “novo”, pela população, que vem sendo modificada a fim de, pelo humor, mostrar a ausência de um prefeito para a cidade

TRÊS MESES DO “NOVO”

Aos 90 dias da administração amazonínica, à guisa de medida cautelar debilmente segura pelo TRE-AM, e sob perigo iminente no TSE, a palavra novo é usada de forma irônica pela população e até por servidores municipais em diversas situações. Por exemplo:

O contribuinte que vai à SEMEF pagar uma conta e descobre que as facilidades que existiam desapareceram e acresceram significativas horas de espera em filas, exclama, ou ouve do servidor: “é a nova gestão!”.

Um comunitário vai até um centro de assistência social em busca de um curso profissionalizante, ou grupo de atividades infantis, adultas ou para a chamada terceira idade, ouve do funcionário que as atividades estão suspensas desde o início do ano, e exclama: “é a nova gestão!”.

Alguém que passa de manhã em uma rua atingida pelo plano emergencial da prefeitura, olha e não vê buracos. De tarde, depois de uma chuva rápida, passa pela mesma rua, e lá estão os antigos conhecidos, até maiores. E vê o barro que foi usado pelo plano de emergência na sarjeta, carregado pela força reveladora das águas. Exclama: “é a nova gestão!”.

Professores e servidores da educação pública, que precisam de licença médica ou de afastamento por outros motivos, e que têm direito à tal, quando procuram a administração da SEMED, recebem um sonoro não, além de ter que conviver com o atraso no pagamento da carga dobrada, no caso dos professores. Nos corredores, a frase: “é a nova gestão”.

Servidores da assistência social em regime de prestação de serviços, alguns tendo trabalhado abertamente na campanha do atual prefeito interino, frustrados ante à expectativa de regularização dos seus contratos – mais próximos estão de ser demitidos! – têm de ouvir a gozada de colegas: “é a nova gestão!”.

Funcionários demitidos, muitos que votaram na atual gestão, crendo supersticiosamente que não as haveria numa gestão amazonínica, ouvem quando chegam em casa: “é a nova gestão!”.

E assim vai, pelas ruas, praças, corredores, macas, salas de aula, centros comunitários, mesas de bar, púlpitos igrejais, a frase que marcou os três primeiros meses da administração breve de Amazonino. Mas não se engane o leitor intempestivo que só agora chega a este bloguinho. Desde os primeiros dias da “nova gestão”, o engodo marketístico já não enganava quem enxerga para além das imagens fantasmáticas da interdição ditatorial: nova gestão, só depois da cassação.

SEU ZÉ MALANDRO NO TERREIRO DE PAI JOEL DE OGUM

Zé Malandro 01 por você.

Clique nas imagens para ampliá-las.

Mais uma vez o terreiro de Pai Joel de Ogum estava arrumado para mais um dia de festa e rituais da Umbanda praticada com devoção e alegria. E então a roda se fez e Mãe Maria, que é mãe de santo de Pai Joel, e Pai João, que é pai de santo de Mãe Maria, puxaram as rezas…

Zé Malandro 02 por você.


Zé Malandro 05 por você.

Zé Malandro 06 por você.

Logo Seu Zé Pelintra baixou em Mãe Maria e Seu Sibamba em Pai João, e tudo estava preparado para o primeiro ritual a ser realizado nessa noite: o casamento de Pai Joel e Dona Joana na Umbanda. A noiva já estava pronta, e o ritual do casamento prosseguiu.

Zé Malandro 07 por você.

Zé Malandro 09 por você.

Zé Malandro 08 por você.

Deixamos aqui a fala emocionada de Dona Joana, por estar realizando agora em sua religião, sob as bênçãos da Umbanda, o casamento com Pai Joel.

Eu agradeço a Deus e ao Seu Zé Malandro. Este é um dia em que me sinto muito vitoriosa, e por isso agradeço a eles e a todos os meus irmãos de santo, todos os filhos do terreiro de Mãe Maria, e também a todos os convidados. (Dona Joana, esposa de Pai Joel)

Zé Malandro 13 por você.


Zé Malandro 11 por você.

Zé Malandro 12 por você.

A noiva ainda jogou o buquê, e olha o sorriso de quem aparou, a bela morena Cíntia, filha carnal de Mãe Maria, que atenção rapaziada solteira, adeptos e simpatizantes dos cultos afro! , perguntada se já tinha noivo, revelou-nos que, ao contrário, estava sozinha. Pretendentes é o que não deve faltar.

Zé Malandro 16 por você.

E os abatazeiros, conduzidos por Seu Gilson, acertaram o vigoroso ritmo dos pontos batidos e cantados com devoção, e logo baixou Seu Zé Malandro e mais várias outras entidades.

Zé Malandro 17 por você.

Zé Malandro 15 por você.

E é pelas palavras de Seu Gilson, presidente do terreiro de Mãe Maria e também neste de Pai Joel que se percebe toda a energia que tomou conta daquele espaço e de todos ali presentes.

Eu agradeço pela força, pela luz, os dias que me trazem com muita força, com muita luz. Seu Jacaúna, que é o Pai da casa de Dona Maria, que é meu pai de santo; eu digo que é meu pai de santo, porque é pai da cabeça de Dona Maria, que é um caboco muito forte, muito formoso, que nos traz muita força e muita luz. Eu agradeço a todos os médiuns da casa de Dona Maria, que me tem respeitado, que me tem um carinho muito grande. Eu vou conduzir essa firmação, e para todos, o que eu posso fazer, eu vou fazer pra todos. A todos vocês, muito agradecido!


Também outros babalorixás presentes foram ao salão compartilhar suas bênçãos e seus pontos com a casa e honra a todos os presentes.

Zé Malandro 23 por você.

Pai Geovano de Ajagunnon

Zé Malandro 25 por você.

Pai Francisco (à direita) e Pai Alberto (ao centro)



Na harmonia que tomou conta de todos na festa, Seu Cardoso, o filho mais velho de Pai Joel, com seu vozeirão, fez um retrospecto sobre a trajetória de Pai Joel e seu caminho e amadurecimento na religião, que trazemos aqui entremeado com imagens dessa maravilhosa festa.

Não sei se estou em condições emocionais, mas quero falar algumas coisas a respeito do homem e do pai de santo também. Este rapaz veio da cidade do Rio de Janeiro aqui para a nossa cidade de Manaus. Chegou aqui, fixou residência. Há uns sete anos atrás, eu tive a satisfação de conhecer este rapaz, e meu pai me deu como um filho, fora do centro, porque aqui no centro ele é meu pai. E eu o recebi com muita alegria, e com muita emoção também. Lutou pra chegar onde está. É um rapaz muito batalhador, é um amigo, é um pai e um irmão, é um filho que Deus me deu depois de grande.


Zé Malandro 36 por você.

Trouxe na bagagem uma entidade muito boa, muito prestativa, muito amigo, chamava-se José dos Anjos da Silva. Nascido em 19 de março de 1843, desembarcou no Rio de Janeiro, na Praça Mauá. Hoje se encontra nesta nossa cidade de Manaus, nesse nosso maravilhoso barracão, ajudando a todos que o procuram, sem olhar a quem, tanto o homem Pai Joel quanto o Senhor Zé Malandro. Nós, os filhos da casa, estamos aqui à disposição de qualquer um cidadão ou cidadã que precise da nossa ajuda. Quero na presente data desejar sucesso, saúde, paz, muita força espiritual. Que o Senhor Deus nos dê força e luz, e para todos aqueles que nos procuram. Pai Joel, muito obrigado!

Zé Malandro 33 por você.

Zé Malandro 34 por você.

Zé Malandro 38 por você.

Zé Malandro 31 por você.

O POVO CONTRA A CORRUPÇÃO

O corrupto é uma degenerescência. Um sujeito que escolheu enfraquecer seu espírito social impulsionado pela vontade de se apossar de tudo que possa ser de direito coletivo. Psiquiatricamente, um corrupto, o que se apossa do dinheiro público em seu benefício próprio, é um sociopata. Ele não carrega qualquer afecção de culpa que o faça se sentir responsável pelo sofrimento que causa à sociedade, principalmente sua parcela mais pobre, quando de seu ato de se apossar do dinheiro público socialmente comprometido com o direitos de todos. Saúde, educação, trabalho, transporte, lazer, habitação, etc, o que auxilia na construção da cidadania. Qualquer dor que a população venha sentir por causa da ausência da verba a ser empregada nestes seguimentos sociais, não afetam o corrupto. Sua patologia é tamanha que depois de enriquecer, apossando-se do dinheiro público, ele se quer prestigiado e respeitado, apresentando-se como um sujeito que enriqueceu por sua inteligência e seu trabalho. Quer-se um cidadão acima de qualquer suspeita, chegando a exigir uma justiça exclusiva para proteger sua fortuna. Este tipo é muito comum no parlamento e no executivo, mas também é encontrado no judiciário.

O POVO COMBATE A CORRUPÇÃO JUNTO COM A CGU

A corrupção no Brasil o coloca entre os principais países corruptos do mundo. Entretanto, hoje, sua condição está melhor. É visível quando comparado com governos passados, só um exemplo: o governo Fernando Henrique, em que se montou a maior rede de corrupção do Brasil pós-moderno, e agora o governo Lula tenta sanar este mal cuja raiz se encontra em solos profundos.

Para nossa confiança, em entrevista à Agência Brasil, o controlador da Controladoria-Geral da União – CGU, o ministro Jorge Hage, diz que com a ajuda do povo, denunciando em todo Brasil a corrupção, esta patologia social tem diminuído. De acordo com o ministro, são mais de 5 mil denúncias por ano, sendo que a sua maioria sofre investigações. O povo já não tem medo de denunciar.

No início, a população tinha medo de denunciar. Com o passar do tempo, ganhou confiança e as nossas equipes chegavam nas cidades e não conseguiam sair por conta de tantas denúncias que recebiam”, disse o ministro.

De acordo com a CGU, de 2003 a 2009, mais de 2mil servidores foram expulsos do serviço público. Entre estes, 166 ocupavam cargos de confiança, de direção ou estratégicos. Nestes casos mais preocupantes, as investigações são realizadas pelas equipes de auditores, que executam a ação conhecida como procedimento ordinário. Já os procedimentos simplificados são considerados os casos mais brandos.

Nos procedimentos, a CGU comunica aos órgãos investigados e procura saber se alguma atitude foi tomada O que fica bem patente é que a atuação da CGU junto com o povo não livra nenhuma denúncia das investigações sejam os poderes que sejam.

A ação correcional não se volta apenas para o peixe pequeno. Ela atinge todos os níveis. Estamos preocupados, principalmente, com as irregularidades envolvendo funcionários do mais alto escalão”, examinou o ministro.

O ministro ainda afirmou que a maior preocupação da CGU são as atividades em que o servidor tem contato com a iniciativa privada, onde pode correr o suborno através da propina, por que os interesses são maiores. Por isso, a CGU promove mais atenção em órgãos como a Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, Previdência Social e agências reguladoras, e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura-DNIT.

Outra preocupação é quanto ao corporativismo nestes órgão denunciados. Assim, o ministro se pronuncia: “Não confiamos que haja condições reais de esse processo ser feito e bem feito no órgão onde ocorreu por conta do corporativismo.”

Em síntese, o ministro Jorge Hage possibilita a compreensão que para se construir uma democracia real é preciso acabar com a corrupção, e este fato político/social só é possível com o povo em ação.

E o povo pode entrar em ação, inclusive, fazendo denúncias no próprio sítio da Controladoria-Geral da União:

http://www.cgu.gov.br/

DO FARDAMENTO COMO MARCADOR DE PODER

Diferentemente do imperativo hierárquico da Idade Média, as formas de dominação na modernidade funcionam por uma marcação milimétrica e minuciosa do espaço e do tempo para subjugar o corpo. E, como ensina Spinoza, aquilo que ocorre ao corpo se estende à alma. Um dos detalhes utilizados tanto para incluir uns quanto para excluir outros é o fardamento. Através dele se decide quem pode entrar, sair, dar ordens, realizar determinadas atividades, etc. As justificativas para a rigorosidade no traje nas instituições são, geralmente, as mais absurdas. Por exemplo, nas escolas é para diferenciar quem é aluno e quem não é por medidas de segurança. E quase sempre, quanto mais rigorosa sua atenção, este expediente numa instituição funciona para maquiar, criar um rosto belo e encantador onde existe apenas vazio, insegurança, simulação.

NUMA ESCOLA DE MANAUS

Um exemplo desse tipo de cuidado excessivo com o fardamento vem sendo denunciado neste bloguinho intempestivo por pais e responsáveis de alunos da Escola Estadual Ernesto Penafort. Segundo eles, hoje pela manhã, ao levar os filhos para a escola, cerca de 80 crianças foram barradas na entrada devido à calça comprida que trajavam. Segundo o vigia e outros funcionários, a ordem da diretora da escola, Graciete Simão, era somente permitir a entrada dos alunos trajando calça comprida jeans azul ou preta. Segundo pais, o rigor era tão forte que se a calça tivesse algum outro tipo de coloração — um pouco esverdeada, um jeans envelhecido, arroxeado, etc — não era permitida a entrada, parecendo-lhe um critério na verdade muito abstrato. Segundo pais, havia uma dificuldade dos funcionários em verificar a cor de calça de determinadas crianças, que, embora estando totalmente dentro dos critérios adotados, foram impedidos de entrar. Outros dizem que, sabendo-se a dificuldade de se encontrar em lojas de Manaus calças jeans as mais básicas possíveis, será difícil enquadrar as crianças no fardamento exigido na escola.

Detalhe, as crianças estavam todas usando camisa de farda “comprada” da escola. Algo comum em Manaus, onde, mesmo sendo obrigatória a distribuição de fardamento gratuito na rede pública de ensino, as escolas adotam outra farda “particular” para diferenciar-se notoriamente das outras.

Depois de acalorada discussão no portão da escola Ernesto Penafort, na qual os pais e responsáveis presentes acusaram a direção da escola de “irresponsabilidade”, “abuso de poder” e “discriminação”, somente quando um grupo de mães, indignadas, resolveram derrubar o portão foi que o acesso das crianças foi permitido. Uma das mães filmou a ocorrência, e os pais pretendem organizar-se e fazer denúncia formal da situação. Segundo eles, amanhã estarão preparados novamente pela manhã à frente da escola.

Como quase todas as escolas de Manaus se avultam entre as melhores do estado do Amazonas, a escola Ernesto Penafort há muitos anos se autointitula entre estas. Enquanto isso, o Amazonas vai garantindo a lanterna do Enem, enquanto esse rosto mascarado, formado por detalhes como fardamento, esconde a fraude de um sistema educacional defasado e inconsistente. Como diria Michel Foucault, o poder é muito frágil, por isso ele necessita de uma infinidade de nós para se manter, mas qualquer sopro pode fazer desmoroná-lo.

O FASCISTA BERLUSCONI SIMPLIFICA AS PALAVRAS POVO E LIBERDADE

A Itália é um país que, politicamente, é fácil de se compreender. Sempre criou forças democráticas historicamente capazes de influenciar alguns países da Europa. Entretanto, ao mesmo tempo em que se configura como forças não consegue fazer emergir estas forças permitindo ser ocultada pelas armadilhas místicas/capitalistas dos grupos reacionários. Constatação: a configuração do fascismo.

Desta maneira, vista pela crítica política, a Itália é um país de esquerda, só que sofre de uma síndrome que se manifesta com grande vigor no momento em que é convocada a se constituir poder. É neste momento que a potência democrática/socialista/comunista carregada pelos filósofos, intelectuais, artistas, cientistas, professores, operários, todos anti-fascistas, se separam pelo fator “minha idéia é mais adequada”, e a direita aproveita e faz a festa. Assim, a esquerda na Itália tem se mostrado nestas últimas décadas o elemento político construtor da hegemonia da direita fascista.

É neste constante andante de ruptura desnarcisada das esquerda que um fascista como Berlusconi esparge seu dom de canastrão do universo da desrealização do mundo. Desta maneira, dando seqüência a este dom, ele invade palavras originariamente políticas e as simplifica, vampirizando suas potências sociais, transfigurando-as em semiótica esvaziada de qualquer sentido político. Aí está ele como presidente do novo Partido do Povo da Liberdade. Misto de dois partidos fascistas, o seu, Forza Itália, mais o Aliança Nacional.

Povo e Liberdade, duas práxis historicamente políticas, transfiguradas em uma alusão linguística vazia. Duas quimeras. Visto que não possuem essência como vivência multitudo, povo, como afirma o filósofo italiano Toni Negri, e nem existência, como engajamento político das classes trabalhadoras representantes produtivas do povo.

Diante de uma esquerda romantizada e rivalizada, o fascista chefe do governo italiano, Berlusconi, faz das palavras Povo e Liberdade dois signos vazios suficientes para usá-los como simulacros democráticos facilmente casados com as colorações de seu show delirantes.

E neste realismo fantástico da política italiana, onde a esquerda é tão somente coadjuvante, a crítica socialista não aceita a jocosidade reducionista: enquanto Berlusconi debocha, a esquerda se afrouxa. Mas sim, em Povo e Liberdade, Berlusconi não é verdade!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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