Arquivo de janeiro \31\UTC 2009

LGBT, CIDADANIA, EDUCAÇÃO… TODAS AS EXPRESSÕES NO FSM AMAZÔNIA 2009

FSM 30-13 por você.

Despedindo-se do Fórum, a equipe AFINPRESS esteve na UFPA, onde acompanhou algumas oficinas e atividades, dentre as centenas que estão ocorrendo diariamente nos territórios do Fórum Social Mundial.

EDUCAÇÃO PLANETÁRIA

FSM 30-01 por você.

O que seria uma mesa de diálogo se transformou em uma grande conferência, onde os estudantes, sentados em roda, ouviam os palestrantes, que falavam com a ajuda de um megafone.

FSM 30-02 por você.

A atividade proposta pelo Instituto Paulo Freire, “Educação para a Cidadania Planetária” trouxe, dentre outros convidados, o pedagogo Carlos Rodrigues Brandão, que nos falou sobre suas impressões sobre o FSM: “Estou vendo este fórum, como eu disse na minha palestra, como uma resposta ao encontro de Davos. Aqui sendo o encontro para a busca de uma nova sociedade”.

FEMINISMO E MOVIMENTO LGBT

FSM 30-03 por você.

Enquanto de um lado a educação era a temática, do outro, ela também estava na pauta. Era a oficina da Liga Brasileira de Lésbicas (clique aqui para entrar no blogue) que trazia a temática “Lesbianidade Feminina: uma ferramenta de fortalecimento de mulheres lésbicas como sujeitos políticos”.

Com a sala cheia de interessados no assunto, mulheres e homens, de todas as orientações sexuais/eróticas (o Iranduba estava lá representado!), a discussão passou pela contextualização do movimento frente às demandas LGBT, explicando como a LBL está organizada nacionalmente.

FSM 30-04 por você.

Um dos temas que foi discutido foi o do envolvimento dos grupos LGBT com outras lutas:

Por que não se discutir a questão do nosso posicionamento enquanto homossexuais? Nós sabemos que a nossa categoria é vulnerável, somos deixados de lado pelas políticas dos governos e pela própria sociedade. Então quando nós restringimos, nós ficamos ainda mais vulneráveis”.

Aqui nós também somos a sociedade. Nós não queremos privilégios, queremos apenas os nossos direitos. E quando uma minoria é beneficiada, toda a sociedade se beneficia”.

FSM 30-06 por você.

O dia 30 no FSM, aliás, bem poderia ser o da temática LGBT. Duas mini-paradas ocorreram, uma na UFRA e outra na UFPA. Na federal, após a parada, ocorreu uma grande assembléia dos movimentos LGBT`s, enquanto que na UFRA, houve até, contam, um casamento gay para encerrar a festa democrática de um novo mundo possível.

NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

FSM 30-11 por você.

E na sala ao lado, o Núcleo de Mulheres Jovens da CAMTRA (Casa da Mulher Trabalhadora) realizou uma discussão sobre o combate às violências  histórico-culturais contra a mulher.

FSM 30-12 por você.

Foi enfatizado pela Camtra que o movimento feminista não pretende inverter a hierarquia homem/mulher, mas fazer uma militância não-hierárquica, deixando claro o entendimento que todos os movimentos de minorias têm de se aproximar e caminhar nesse sentido.

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA FESTA…

FSM 30-15 por você.

Atravessando a rua principal da UFPA Básica, uma alegre banda de música arrastava os passantes, numa animada passeata. Era o Estandarte do Gênero, Etnia e Sexualidade, esquentando a festa que viria, relamando o outro mundo possível e declarando a alegria do Fórum Social Mundial.

FSM 30-14 por você.

Em Davos não tem disso não…

COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral trouxe uma oficina intitulada “Como Combater a Corrupção Eleitoral”.

FSM 30-16 por você.

O objetivo da atividade foi apresentar o movimento nacional, compartilhar experiências de comitês estaduais, lançar a campanha 2009 de Corrupção Eleitoral em Saúde e falar sobre o sucesso da campanha “Ficha Limpa”.

Estiveram presentes à oficina o jurista Marlon Reis, da Abramppe, Jovita José Rocha, diretora da secretaria executiva do Comitê Nacional do MCCE, Suylan Midlej, secretária-executiva nacional do MCCE, e os representantes dos comitês do Pará, Pedro, do Maranhão, José Guilherme Zagalo, e Luciano Santos, do comitê 9840 – SP.

O início do movimento, os primeiros passos em direção à Lei 9840, passaram pelas reflexões da campanha da fraternidade. A compra e a venda de votos, como fenômeno cultural “normal”, e a mudança desta perspectiva é o objetivo maior do MCCE. As articulações nacionais para que o movimento possa atuar em todo o país, a fim de fortalecer o movimento tem grande importância, para Marlon, porque sem a pressão e a atuação da sociedade civil organizada, jamais leis de combate à corrupção seriam votadas e aprovadas.

FSM 30-17 por você.

Interessante notar que, de 1932 até 2000, pouco se tem notícia de candidatos que tenham perdido o mandato. Segundo Marlon, não chegam a 10. O número, no entanto, se opõe às práticas de compra de votos, comum em todas as regiões do país. Desde o início do movimento, no entanto, e com a aprovação da Lei 9840, muita coisa já mudou. Marlon cita, por exemplo, na eleição de 2004, uma cidade do Rio Grande do Norte, onde o prefeito e mais 23 vereadores foram cassados por compra de votos.

O companheiro Pedro, do Comitê 9840 do Pará ressaltou as mais de 1400 denúncias enviadas ao MPE, de 62 municípios do Pará, graças a um sistema eletrônico de denúncias criado pelo ministério daquele estado. A despeito destes avanços, Pedro criticou a atuação do judiciário, pela morosidade em julgar as denúncias.

Gulherme Zagalo, do Comitê 9840 Maranhão, citou diversos casos de violência contra juízes no interior do estado, que sofreram pressões para mudar decisões judiciais. Ele citou ainda pouca participação da OAB local no movimento, e as tentativas de mobilizar a sociedade por parte do comitê 9840. Segundo Zagalo, o quadro de cassação iminente do atual governador, Jackson Lago, cria um clima de instabilidade no estado, colocando partidários contrários e a favor da cassação em condição de conflito constante. Para ele, houve irregularidades sim na eleição de Lago, a qual, ele aponta, não representou uma mudança no paradigma político da cidade, que continua sob a influência do “Sarneyismo”.

FSM 30-18 por você.

Luciano, do Comitê de São Paulo, afirmou que, apesar do desenvolvimento econômico, o estado também enfrenta sérios problemas com corrupção eleitoral e compra de votos.

Em todos os depoimentos, percebe-se o engajamento desejante para mudar o contexto social das práticas políticas clientelistas no Brasil. Ao mesmo tempo, a falta de recursos e a atuação morosa, quando não parcialista, da justiça, dificultam o trabalho.

Em seguida, participantes de todo o Brasil trouxeram contribuições ao debate. Os afinados aproveitaram então para apresentar um breve panorama das eleições em Manaus, falaram sobre a cassação de Amazonino e o caso Henrique Oliveira, além de divulgar a Campanha Spinosista de Combate ao Mau Candidato, da Associação Filosofia Itinerante.

EQUIPE AFIN DE VOLTA A MANAUS

A equipe AFINPRESS se despede da edição 2009 do Fórum Social Mundial, depois de trazer um panorama do evento e a cobertura de alguns dos principais acontecimentos. Como vetor virtualizante intensivo dos sem (grande) mídia, a pauta do Bloguinho procurou contemplar, dentro das centenas de atividades que ocorriam ao mesmo tempo em diversos lugares dos territórios do FSM, os temas que perpassam a intempestividade afinada.

E este bloguinho ainda trará algumas entrevistas e imagens de acontecimentos provenientes do FSM; além disso, pela cartografia afinante de proximidade com os saberes populares, também estaremos disponibilizando nos próximos dias algumas atividades e pessoas que não forma incluídas no Fórum, como carimbó, capoeira, blocos de rua, etc.

Mas o FSM Amazônia 2009 continua, e para quem está na belíssima e acolhedora Belém, ainda tem Futebol Solidário no Baenão, Noam Chomski e Eduardo Galeano na UFPA e muito mais!

Jogo da solidariedade

Dia : 31 – sábado

Local: Baenão (Almirante Barroso) esquina da Antonio Baena

Horário: Mulheres (8h30) ? Homens (10h40)

Participantes: Indígenas, Quilombolas, MST e movimentos de mulheres.

Entrada Franca

Apoio: Secretaria de Esporte e Lazer (Seel)

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Programação Cultural do FSM 2009

Onde: Cidade Folia (quilômetro zero da Rodovia BR-316)

Quanto: 31 de janeiro (sábado)

Hora: a partir das 18 horas.

Aberto ao público

Abraços afinantes!

NÃO PERCA DE VISTA O FÓRUM SOCIAL MUNDIAL – FSM AMAZÔNIA 2009

ASSEMBLÉIAS DO ULTIMO DIA DO FSM 2009 (01/02)

De 9 as 12h

– Território da UFRA –

Juntos por Justiça Climática em Copenhagen – Tenda Multiuso 2

Assembléia de direitos humanos – Tenda Direitos Humanos

Assembléia dos Direitos Coletivos dos Povos – Tenda dos Povos sem Estado

Assembléia “Crise Civilizatória, Bem Viver e Direitos Coletivos” – Tenda Indigena

Assembléia Geral contra a guerra, bases militares, militarismo e armas nucleares – Tenda Multiuso 1

Assembléia Pan-Amazônica – Tenda Pan Amazônia

Diante da crise desenvolver o Fórum Social como um processo permanente a partir das propostas – Salão Verde

Assembléia Ciêncas e Democracia – Auditório da Prefeitura

Assembléia de Negras e Negros no FSM 2009 – Tenda Afro-negritude

Assembléia de Mulheres -Tenda Multiuso 4

Por um mundo sem dívida: Auditoria e Reparações Já! -Tenda Multiuso 3

Rede de intercomunicação e de boas experiências – Predio Central – Sala de Desenho

Globalizar a declaração das Nacões Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígena – Predio Central – Anfiteatro

Assembléia mundial da rede internacional unidas de direitos humanos – Tenda Reforma Urbana

Luta contra a corrupção e a impunidade – Predio Central – COO2

Justiça para a Amazônia – Tenda dos Povos da Floresta

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– Território da UFPA –

Fórum Mundial da Educação – Tenda Cuba 50 anos

Alternativas aos politicas migratorias securitárias – Auditório do CAPACIT

Uma resposta global contre a crise financeira – Auditório do ICJ

Cultura e educação transformadora – Tribunal do Juri

Alternativas para proteção dos ecossistemas Amazônicos – Auditório de Reitoria

O trabalho na crise global – Tenda Mundo do Trabalho

E as 14h30 Assembléia das Assembléias – Local: Palco principal da UFRA.

LULA E PRESIDENTES DA AMÉRICA DO SUL DESMISTIFICAM A CRISE NO FSM AMAZÔNIA 2009

Os 5 no Hangar 01 por você.

Desde cedo, no Hangar Centro de Convenções, a fila de pessoas, inscritas ou não no Fórum Social Mundial, já era grande. Tudo para garantir um lugar para ver e ouvir Lula, Chávez, Lugo, Moralez, Corrêa, Ana Júlia e outros convidados pelo Instituto Paulo Freire, pela CUT e pelo Ibase, que juntas organizaram o debate. Em foco, a alcunhada crise mundial e as iniciativas governamentais para que seus efeitos sejam minimizados na América do Sul.

Na coordenação da mesa, Cândido Grzybowski, diretor-executivo do Ibase, explanou sobre os objetivos do encontro: que cada presidente ou membro da mesa apresentasse, em curto discurso, um balanço das ações de seu governo ou entidade em relação à crise financeira que ameaça os empregos no mundo todo.

A primeira a falar foi a governadora Ana Júlia Carepa, que foi aclamada pelo público. Ao anunciar os presentes, saudando-os, Ana provocou vaias da platéia ao citar o nome do prefeito de Belém, Dulciomar Costa, mas levou a mesma platéia ao delírio ao citar a presença da chefe da casa civil, Dilma Rousseff. Ao cumprimentar os prefeitos presentes, a governadora citou o caso da prefeita cassada de Santarém (já citado neste Bloguinho aqui), e conclamou aplausos à prefeita, alegado que seu único pecado foi fazer um concurso público e ser nomeada procuradora. Ana Júlia equivoca-se, quando desfaz de uma decisão soberana do TSE, que nada mais fez do que preservar as regras do jogo democrático, seja na prefeita de Santarém ou no vereador mais votado de Manaus. Em seu discurso, falou da aproximação do seu governno com as idéias dos governos de esquerda da América do Sul, dos avanços e dificuldades de seu governo. Festejou com o público a perda e a conquista de um título: o Pará deixa de ser o campeão de conflitos de terras para se tornar o estado que mais tem diminuído a quantidade de casos do tipo. Foi muito aplaudida, ao lançar a candidatura da cidade de Belém para receber novamente o FSM na nova edição.


Em seguida, diretamente de Burkina Faso, a presidente da Confederação Sindical Internacional, que alertou para a necessidade de “construir uma verdadeira solidariedade mundial frente à crise”, e arrancou aplausos ao defender a necessidade de ampliação dos direitos trabalhistas como forma de diminuir os efeitos da crise financeira.

Em nome das plantas, dos rios, dos animais, dos seres viventes”, o FSM recebeu representante dos povos indígenas do Equador. Em seu discurso, ela mostrou que a chamada crise financeira é o resultado do modo de existência do homem branco, que dá as costas à natureza, fazendo do mundo o seu próprio inimigo.

O aborto, as condições de trabalho na amazônia e a importância da valorização da mulher nas políticas públicas tomou a pauta anti-crise, na participação da representante dos movimentos sociais.

Evo Moralez, presidente da Bolívia, apresentou quatro proposições para combater a crise, dentre elas, defendeu uma mudança radical nos padrões de consumo, a fim de que se possa eliminar o predatismo econômico. “Ou acabamos com o capitalismo, ou o capitalismo acaba com o povo”, afirmou. Evo citou ainda o massacre de Gaza como uma prova de que o imperialismo ainda resiste, e a despeito de seus próprios erros, pretende perpetuar a violência e as desigualdades sociais.

Em um longo discurso, o presidente Rafael Corrêa fez uma defesa apaixonada do Socialismo do Século XXI, como a única alternativa que se contrapõe com eficiência ao neoliberalismo. Ele lembrou que a América do Sul foi um grande laboratório para o neoliberalismo, e defendeu a pluralidade cultural e a necessidade de se criar um país que proteja e incentive as diferentes culturas que residem nele. Ele citou como exemplo a nova constituição equatoriana, que garante direitos iguais e proíbe qualquer tipo de discriminação.


Ao discursar, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, questionou a ausência de responsabilização internacional daqueles que criaram esta crise. Ele disse que se fossem os pobres os responsáveis, certamente estariam presos. Segundo ele, os países desenvolvidos atribuem a crise aos efeitos estruturais do capitalismo, quando ela é resultado da exploração e da ineficiência do sistema em criar um mundo melhor para todos. E convocou uma assembléia geral internacional para discutir o futuro do mundo. “Mas para isso, estamos esperando os outros: os responsáveis”. Lugo lembrou que a experiência do Fórum Social Mundial foi importantíssima para que se pudesse acabar com os 60 anos de unipartidarismo no poder, no Paraguai.

Chávez foi recebido com um mar de aplausos, e conclamou os movimentos sociais a tornar permanente a luta contra as causas da crise. Ele afirmou que na Venezuela, a crise não será tão grande, porque se descolou da onda neoliberal que tomou conta da América do Sul nos anos 80 e 90. “O novo mundo não é apenas possível, é necessário, está nascendo, vocês o estão fazendo, e nada poderá detê-los”.

Aí foi a vez de Lula, aclamado pela maçiça maioria da platéia, com algumas vaias, às quais o próprio presidente, em seu discurso, se referiu, lembrando a pluralidade e a liberdade de expressão que caracteriza os atuais governos da América do Sul. Abaixo, trechos do discurso de Lula, que fechou o encontro.


Queria começar dizendo para vocês que guardem esta fotografia, porque hoje a gente pode até reclamar dos presidentes que nós temos, mas a verdade é que até pouco tempo, na América Latina, aqueles que ousavam discordar do presidente, eram perseguidos e mortos. O que nós conquistamos hoje é, na verdade, o resultado da morte de muita gente, de muitos jovens que resolveram pegar em armas para derrubar os regimes do Chile, da Argentina, do Uruguai, do Brasil e de quase todos os países. E nós estamos fazendo parte daquilo que eles sonhavam fazer”.

O que essa gente não percebeu é que hoje o povo mais humilde da América Latina, os índios da Bolívia, os índios do Equador, os índios brasileiros, os trabalhadores da Venezuela, do Paraguai, as pessoas aprenderam a não ter mais intermediários para escolher os seus dirigentes. As pessoas votam diretamente e escolhem os seus governantes”.

A crise não nasceu por causa do socialismo bolivariano do Chávez, nem das brigas contra o Evo. A crise nasceu porque durantes os anos 80 e os anos 90, ao estabelecerem a lógica do consenso de Washington, eles estabeleceram a lógica de que o estado não serve para nada. E que o Deus Mercado iria desenvolver os países, e fazer a justiça social. Este Deus Mercado quebrou por irresponsabilidade, por falta de controle, por causa da especulação”.


Eu liguei para o presidente Bush, e disse: ‘Bush, o que é que você quer que fique na sua biografia? A guerra no Iraque, ou a assinatura do acordo da rodada de Doha? Bush, por que você não coloca na sua biografia a rodada de Doha?’ Não colocou. Colocou a guerra no Iraque e a pior crise financeira que a história já presenciou”.

O mundo não pode mais eleger governantes que não têm sensibilidade, que não conversam com os movimentos sociais, com os sindicalistas, com os índios, com as mulheres”.

Aqui no Brasil nós vamos investir. É hora de investir, de construir. Nós vamos construir 500 mil casas em 2009, e mais 500 mil casas em 2010, e vocês do movimento dos sem-teto vão ser chamados para sentar com a gente e discutir essas casas”.

Esta crise é uma oportunidade para a gente mostrar, não com arrogância, não com petulância, para aqueles que pensavam que sabiam mais do que nós, como eles devem se comportar para resolver o problema do povo que está ficando desempregado. Porque até agora eles só deram dinheiro para banqueiro. Mas aqui neste país, eu posso dizer para vocês, que o povo pobre não será o pagador desta crise, não terá a sua vida piorada por causa da irresponsabilidade dos banqueiros”.


…E O FÓRUM PROSSEGUE COM ALTERNATIVAS PARA UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL

29-01 por você.

Neste dia 29, a equipe AFINPRESS esteve na UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia), acompanhando as tendas temáticas, as atividades e todo o movimento livre que percorre o Fórum Social Mundial.

TENDA DOS DIREITOS HUMANOS

O CIDSE e o FIDH realizaram na manhã de ontem a oficina “Criminalización de La Protesta Social”, com participações diversas.

Os grupos de trabalho apresentavam o resultado das discussões do dia anterior, com propostas para a melhoria da atuação dos grupos de direitos humanos na América Latina. Como exemplo de trabalho bem sucedido, foi apresentada uma parceria entre as polícias da Argentina e da Holanda, uma troca de informações que ocorreu nos últimos 3 anos, e que resultou na diminuição drástica da violência repressiva a grupos sociais no país portenho.

TRABALHO ESCRAVO

29-03 por você.

Demos uma passada na animada discussão sobre o trabalho escravo, na oficina “Escravizados no Século XXI”, organizado pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e pela Frente Nacional Contra o Trabalho Escravo. Com participações, dentre outros, do senador José Nery (PSOL/PA), do advogado da CPT, José Batista Gonçalves Afonso e do jornalista, blogueiro e coordenador da Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto.

REFORMA URBANA

29-04 por você.

O Fórum Nacional de Reforma Urbana realizou o encontro “Alternativas ao Neoliberalismo e o Direito à Cidade – Lutas pela Reforma Urbana”.

Com a participação de diversos grupos ativistas pelo uso racional do espaço urbano e pela democratização do ordenamento das cidades, o fórum contou com a participação, dentre outros, da ativista Séverine Calza, da ONG SPIDH, e do geógrafo marxista norte-americano Ddavid Harvey, autor do livro “A Condição Pós-Moderna”.

29-05 por você.

Harvey é uma das vozes da esquerda estadunidense, e que evidencia bem a ausência da democracia naquele país. Em muitas universidades, seus livros são proibidos. O geógrafo possui um site onde está dando um curso virtual sobre o primeiro tomo d’O Capital, de Marx, e também este em muitas universidades estadunidenses se encontra bloqueado o acesso.


Na pauta do encontro, críticas às políticas públicas de moradia e de organização do espaço urbano nas cidades.

De quebra, o Bloguinho Intempestivo encontrou uma voz levantada para falar sobre o equívoco do Prosamim: a moçada do conjunto Arthur Bernardes, de Manaus, entre o São Geraldo e o São Jorge, que enviou representante para apresentar ao Fórum Nacional da Reforma Urbana um relatório mostrando a realidade que não sai na tevê. Em breve, este bloguinho trará mais informações sobre o caso.


LETRA DA CORREGEDORIA GERAL ELEITORAL DO TSE TOCANDO DE LEVE NOS “JUSTOS”

Em tempo de eleição basta um olhar ligeiro sobre a amostragem dos candidatos com suas enunciações no momento da campanha, ou em seus envolvimentos cotidianos para percebermos dois tipos de pretendentes.

Um é aquele que carrega uma enunciação viciada, muito bem aderida no lugar comum, própria da demagogia, fruto da limitação intelectual e de uma indiferença ética, o espectro da miséria política. A entrada para o parlamento ou para o executivo tem um único fim: locupletar-se pelas fendas econômicas que os dois poderes podem facilitar. Nesta perspectiva faz uso dos meios mais escusos para ser eleito. Arisca. Se for pego praticando crime eleitoral, e encontrar um representante da magistratura probo, vai “as barras da justiça”: é cassado. Não valeu arriscar: a justiça se fez. Melhor procurar outra causa para poder exercitar sua voracidade material. Caso contrário, se não for pego, “viva a trapaça”! Carrega a lógica do se dar bem: “Quem não arisca não petisca!”. Assegura sua perspectiva de politicofastro: o falso democrata, inimigo do povo.

Outro é aquele que ao suspeitar da existência posta como única finalidade – uma pura verdade, a verdade que sempre interessa as classes dominantes, que o mundo não é para ser transformado, é apenas para ser preservado e continuado nos desígnios morais dos antepassados – procura comprometer sua individuação entrelaçada com outras individuações produzindo a estética coletiva, a forma política de agir como ética. Sabe que é preciso “construir comunidades mais vastas. Tornar-se construtor do outro. (…) Transformar o próprio no comum”, como afirmam Negri/Spinoza. Em Manaus, esse é diminuto. É um espírito raro. Ou uma ave democrática rara.

A LETRA DA CORREGEDORIA GERAL ELEITORAL

Apropriando-nos, e lendo a letra da Corregedoria Geral Eleitoral do TSE, temos o entendimento de ser seu espírito axiológico a imanência veladora da democracia contra a ameaça do primeiro tipo de candidato, o corruptor do Bem Comum. É uma enunciação breve manifestada em três corpos que se tocam formando uma unidade, porém com intensiva potência jurídica constitutiva. Vejamos:

MISSÃO

Velar pela regularidade dos serviços eleitorais, assegurando a correta aplicação de princípios e normas.

VISÃO DE FUTURO

Ser reconhecida como órgão responsável pela promoção da excelência na prestação de serviços eleitorais.

VALORES

Honestidade, lealdade, compromisso, humildade, respeito e responsabilidade”.

Cientes destes enunciados axiológicos que implicam a justiça democrática, o eleitor, especificamente o manauara, acredita que todos aqueles que fizeram uso de meios escusos para serem eleitos, julgados como crime eleitoral, serão punidos e afastados da vivência pública/política. Esta a ação de uma instituição jurídica cuja razão de existir é a democracia.

UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL NOS CAMINHOS DO FSM AMAZÔNIA 2009

28-01 por você.

Uma produção intensiva de afetos, variação contínua polĩtica-democrática que engendra novos possíveis, efetivando o mote do FSM Amazônia 2009: “Um Outro Mundo Possível”. Um apenas não, como pôde comprovar este Bloguinho Intempestivo, que passeou pelas centenas de atividades animadas por grupos de todo o planeta, proponentes e participantes.

28-03 por você.

Onde quer que o viajante intempestivo se encontrasse, fosse na UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia) ou na UFPA, no campus de ensino básico ou profissionalizante, havia sempre zil eventos a visitar, tantas mais pessoas a conhecer, tantos conhecimentos e experiências a compartilhar.

28-05 por você.

28-06 por você.

28-07 por você.

28-09 por você.

Como já visto aqui neste bloguinho, o dia começou com uma agitação de várias etnias indígenas na Tenda da Pan-Amazônia. De lá, os afinados encontraram o pessoal do grupo de Carimbó Raio de Sol e Marujada Quatikuru. Falamos com o regente do grupo, Raimundo Rodrigues Borges, conhecido como Mestre Come-Barro:

28-10 por você.

Neste nosso grupo, a gente toca tudo, a gente faz xote, a gente faz valsa, madruga, a gente toca marujada, ladainha… Eu mesmo, de trabalho, tenho 41 anos, mas o grupo está com oito anos. Eu brinco desde a idade de nove anos. Eu aprendi com os negros antigos lá da minha cidade, Quatipuru, daqui mesmo do Pará. Os meninos aqui já são da nova geração, porque os antigos foram se acabando, destes só tá eu de resto, aí já estou pegando mais jovens para aumentar o grupo, que é para não morrer. O rapaz que toca clarinete é um jovem de 16 anos, tem o vocalista, e o que mais nós apresentamos é o carimbó e a marujada. Mas retumbão, chorado, tudo isso a gente apresenta. Principalmente no festival de Quatipuru, que é em dezembro. Na cantoria de Reis o nosso grupo também sabe, também se apresenta”.

28-13 por você.

28-11 por você.

28-12 por você.

E enquanto o grupo Raio de Sol encantava os outromundistas com seu lindo bailado em ritmo de Marejada, o companheiro Júlio César, do grupo Raízes, de Icoaraci:

Meu pai é filho de Santarém Novo, que é próximo de Quatipuru, aí ele criou esse conjunto de carimbó, e veio a falecer, e eu estou dando continuidade. Lá na cidade de Algodoal, tem família do meu pai e que formou um grupo chamado Os Praianos, então a gente está tentando divulgar o carimbó, e preservar esta que é uma das principais raízes do Pará. O carimbó na verdade é a mistura das três etnias, do índio, depois veio o europeu e depois o negro, então foi desta fusão que nasceu o carimbó. Tem pessoas que dizem que dizem que o carimbó veio da África, através do batuque, mas isso não existe. Porque ele nasceu aqui, é raiz nossa”.

Deixamos o pessoal da marujada, as atividades dos grupos proponentes do turno 3 (15h) estavam por começar. A grande festa e o movimento frenético de pessoas já adiantava que a tarde seria de bons encontros.

NOS 50 ANOS DA REVOLUÇÃO CUBANA

Uma tenda foi armada especialmente para se debater as questões em torno de uma das revoluções que persistem diante de embargos econômicos, ataques midiáticos de todas as partes, meio século ante o Capital Global: a Revolução Cubana. Vários ativistas pró-Cuba se alternaram num debate que durou o dia inteiro e entrou pela noite.

28-14 por você.

28-16 por você.

DEBATE LGBT ANIMA CENTENAS DE PARTICIPANTES

O Identidade – Grupo de Ação pela Cidadania LGBT, promoveu uma mesa intitulada “O Fórum Social Mundial e as Lutas LGBT’s: desafios e perspectivas”. Inicialmente, a atividade estava marcada para uma das salas, no entanto a participação foi tão grande que todos acabaram sentados sob a sombra de uma frondosa árvore. De lá, um dos coordenadores da atividade explicou o objetivo do encontro:

28-17 por você.

Hoje, mais importante do que fazer grandes reflexões, não que não seja importante, mas a gente pode fazer 500 reflexões sobre homofobia, de como ela destrói a vida das pessoas. Mas esta não é a pauta principal hoje. Hoje queremos discutir dois pontos importantes do movimento: um, criar um vínculo, um canal orgânico com um conselho de voz, uma organização da voz. Esta é uma questão. A outra é: desde 2001, o Fórum tem tentado, não de forma perfeita, maravilhosa, mas tem conseguido articular uma agenda dentro de cada movimento. Então de nada adianta nós discutirmos aqui e depois ir cada um para o seu lado, sem levar em conta as pautas e a agenda do Fórum. Com muita dificuldade, mas desde 2001 a gente vem participando, e isso envolve algumas iniciativas, o que significa que este espaço, bem ou mal, tem sido ocupado. Mas tem uma questão que a gente não conseguiu responder: qual as alternativas que a gente tem de dar continuidade às demandas levantadas no fórum, quando este terminar, e como fazer com que as demandas do fórum englobem a campanha contra o preconceito e a homofobia”.

Um dos destaques da discussão, que foi tão boa que ultrapassou o horário estipulado para o final do turno 3, foi a participação e intervenção do Colectivo Contranaturas, do Peru, que destacou a necessidade de uma agenda comum internacional, e a criação de um dia temático para o movimento LGBT, como já existe por exemplo, o dia dos povos indígenas. O movimento destacou ainda a urgência de uma articulação para combater a criminalização dos movimentos sociais, que no caso LGBT é mais intensa ainda.

28-18 por você.

O ponto negativo da reunião foi a tentativa de um participante do evento LGBT, estrangeiro, tentar impedir uma apresentação de bumba-meu-boi que ocorria próximo dali. Com o pretexto de reclamar do barulho, o participante esqueceu-se do aspecto congregador do fórum, que existe exatamente para reunir iniciativas que, em situações comuns, jamais se encontrariam. E considerando-se que nenhum outro participante sequer reclamou do “barulho”, ficou claro que foi um ato descolado da temática e da disposição democrática do grupo LGBT.


CAPOEIRA E CONFLUÊNCIAS ARTÍSTICAS-SOCIAIS DO BAIRRO GUAMÁ

A equipe AFINPRESS aproveitou, então, para acompanhar a apresentação do grupo de bumba-meu-boi “Flor de Todo Ano”, do bairro Guamá, de Belém.  “Esse boi é minha vida”, quem fala é Sandra Maria, “segunda-dona do boi”. O grupo existe há 20 anos, e é uma iniciativa familiar que engloba a vizinhança. Com a participação de crianças das proximidades, o grupo passou a oferecer também cursos profissionalizantes, como corte e costura, confecção de instrumentos e percussão.

28-23 por você.

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28-26 por você.

Das ondas percussionais do boi paraense, bem mais próximo do bumba maranhense do que o cocanestlelizado pasteurizado do governo amazonense, os afinados foram atraídos pelo ritmo e a mensagem da oficina do grupo de capoeira Eu Sou Angoleiro, que há mais de duas décadas trabalha em Belo Horizonte, e que também atua em Belém há alguns anos.

28-19 por você.

Voo de Angola

É pra menino e mulher

Salomé, Salomé

Só não brinca quem não quer

28-20 por você.

Lá, rolou um papo com o Mestre Bira:

O trabalho aqui em Belém não é ainda um trabalho de longo tempo, é novo ainda, tem quase oito anos que trabalhamos aqui, e sempre mudando, mas a gente tem as nossas bases em Belo Horizonte, com o Mestre João, é o mestre que nos apóia neste trabalho, que nos fortalece. E eu aqui desenvolvo um trabalho voltado mais para o social, tipo, a gente trabalha com o pessoal da universidade, alunos que já tem um tempo dentro da academia, e dentro da conjuntura da capoeira, a gente coloca eles à disposição para realizar trabalhos nas comunidades quilombolas, nas periferias, para trabalhar a capoeira com exercício pedagógico, resgatando o seu conhecimento, sua própria cultura, sem próprio entrelaçamento na sociedade. É esta a finalidade do trabalho. E uma das partes mais gratificantes, significantes, é que a gente etá trabalhando com as comunidades negras, que são os quilombos. Inclusive nós estamos aqui com dez crianças destas comunidades, e para eles é muito importante estar vendo o povo que vem de fora, a imprensa que vai dando cobertura, e a gente falando deles, e isso ajuda a fortalecer a consciência deles”.

28-21 por você.

Dos versos da capoeira, passamos para o Rap consciente e evangelizador de DJ Ênfase, MC Sandrão e outros do grupo JCMC. Fazendo um rap de raiz, falando e denunciando a corrupção da política local, dos falsos profetas e pastores e pregando a revolução social:

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O grupo tem 18 anos de trabalho, faz um rap gospel, a gente começou com teatro, e a intenção era resgatar, e vimos que o teatro não estava legal, fomos para o street dance até chegar no hip-hop mesmo. Cantando mesmo, temos 15 anos, e temos uma associação chamara ABRC, associação brasileira de rap cristão, porque a gente não usa o termo gospel. Eu sou pastor, e a gente trabalha com os jovens, ex-traficante, ex-prostituta, só a turma do ‘ex’. E este é o nosso traabalho, temos dois álbuns gravados (Mundo de Sonhos e África Brasil), um no ano passado e outro que sai este ano, já está pronto, no estúdio. Todo movimento social, que se diz social, tem que estar trabalhando pelo povo, com o povo, porque muitas vezes temos que nos esquecer de nós mesmos, o exemplo está aí, Che Guevara, o próprio Jesus, que é o nosso revolucionário-mestre, Zumbi, e todos aqueles que doaram a sua vida, viveram para o povo. O trabalho social só é social quando os seus agentes seguem a máxima de Cristo: ‘amarás ao próximo como a ti mesmo”.


E ainda deu tempo de curtir a apresentação do Grupo da 3a idade “Casa do Açaí”. O palco era todo dos movimentos artísticos do bairro Guamá, de Belém.

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A gente está aqui para mostrar que o nosso bairro tem muita coisa, muito mais do que a violência. A violência na realidade é o resultado de tudo o que a gente não tem e não consegue acessar”.

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DIRETAMENTE DE CAMETÁ, A LENDA (E A DANÇA) DO SIRIÁ

O Grupo de Cultura Regional Iaçá, da paróquia luterana, no bairro da Pedreira, em Belém, apresentou aos visitantes danças típicas da região:

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Chegou um tempo em que a alimentação do negro ficou escassa, e ele não tinha mais do que se alimentar. Então, em busca desse alimento, chegaram à beira de uma praia, e viram muitos siris. E o que era interessante é que na hora do negro pescar esse siri, o siri não oferecia resistência nenhuma. E durante muito e muito tempo, o negro pôde se alimentar deste siri. Nada mais justo, portanto, que fazer uma homenagem aos seus deuses, que os abençoaram com este alimento, fazendo uma dança com o nome de Siriá”.

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Como não podia faltar, também o nosso carimbó. Nós dos movimentos artísticos do Pará estamos numa grande campanha para transformar o carimbó em patrimônio cultural. Mas antes disso, tomem cuidado, porque tem uma lenda que diz o seguinte: quem recusa o convite de um dançarino ou uma dançarina de carimbó tem sete anos de azar”.

Perguntem se alguém ficou parado…

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AS CRIANÇAS INSTRUMENTISTAS

Na praça, encontramos as crianças da Associação Sócio-Ambiental Cultural , que além de aprender a construir instrumentos, tocam e se apresentam com ritmos regionais e muita alegria.

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JOSÉ RICARDO NO FSM AMAZÔNIA 2009

E como não podia deixar de faltar, o engajamento político social do vereador José Ricardo, do PT do Amazonas, voz numericamente única, mas intensivamente de muitos, na câmara municipal de Manaus, esteve visitando as atividades do primeiro dia do fórum, e contou-nos as suas impressões:

É a quinta vez que eu participo do Fórum Social Mundial, faço questão de vir, é uma oportunidade de ver as experiências das lutas, do trabalho, e daquilo que está acontecendo em outros estados e em outras partes do mundo. Isso fortalece a nossa caminhada, para trabalharmos na nossa cidade e continuarmos as lutas que nós temos, neste caso, a luta política. Como vereador, participo de várias oficinas e debates com temas relacionados à cidade e à população. Principalmente a questão urbana, a moradia, a água, e a grande temática do fórum que é o meio ambiente, então é bom sabermos o que está sendo feito em outros lugares em relação à defesa do meio ambiente, aos direitos dos povos, para que também isso, não só em Manaus, mas em toda a Amazônia, nós possamos defender, e usar a biodiversidade a favor da população daqui”.

E NÃO SE PERCA DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL AMAZÔNIA 2009!

Entre tantas atividades que você pode sempre selecionar no site do FSM Amazônia 2009, amanhã é o dia da:

Coletiva “PELOS DIREITOS COLETIVOS DOS POVOS”, que contará com a presença de Tomás Huanacu (CONAMAQ, Bolívia), Boaventura de Souza (UPMS, Portugal), Emir Sader (CLACSO, Brasil), Humberto Cholango (Ecuarunari), Xosé Manuel Beiras (Fundação Galícia Sempre), Walter Wendellin (Euskal Herria), S.V. Kirubaharan (Centro Tamil para os Direitos Humanos) e Jamal Juma’ (Anti-Wall Campaign, Palestina), entre muitos outros. O evento ocorrerá às 9h da manhã, na UFRA.

“PERSPECTIVAS DA INTEGRAÇÃO POPULAR DA AMÉRICA LATINA”, com a participação dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Corrêa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai). O evento ocorrerá às 13h, no ginásio da Universidade Estadual do Pará, no campus da avenida Almirante Barroso.

E, finalmente, Lula se reunirá aos quatro presidentes citados acima e com os cinco será realizado o “FÓRUM DE AUTORIDADES LOCAIS – FAL”. O evento ocorrerá às 19h, no Hangar.

Para ler a programação completa, clique no site do FSM:

http://www.fsm2009amazonia.org.br/

ROBINHO LEVADO À POLÍCIA POR ABUSO SEXUAL

Enquanto o Fórum Social Mundial debate as variáveis dos pensamentos quanto a produção de um mundo mais livre da opressão, discriminação, violência e da dor, um mundo em que o homem possa escapar das privações que lhe tiram a condição ontológica de existir como um ser político, ético e estético, como cartografia de desejos alegres, o jogador do time inglês Manchester City, Robson “Robinho” de Souza é acusado de abuso sexual por uma jovem universitária, de Leeds. De acordo com o depoimento da jovem, o jogador brasileiro atacou-a na área VIP da boate Space na madrugada de 14 de janeiro.

Levado à polícia de West Yorkshire, o acusado Robinho, jogador do Manchester City, negou a acusação, e se disse disposto a ajudar nas investigações. Segundo o jornal inglês The Daily Telegraph, o jogador fez amostra de DNA. Após pagar fiança, Robinho foi liberado, segundo a TVBBC.

Em nota pública, a diretoria do clube Manchester City, afirma dar todo apoio ao jogador, além de confirmar sua presença no jogo de hoje, dia 28, contra New Castle. Quem for ver, verá?


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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