Arquivo de novembro \30\UTC 2008

MINISTÉRIO DA CULTURA PROMOVE SEMINÁRIO DO PLANO NACIONAL DE CULTURA – AMAZONAS

Como parte das medidas de democratização da gestão, produção e incentivo cultural promovidos pelo Ministério da Cultura, no governo Lula, acontecerá nestas segunda e terça-feira, no Hotel Da Vinci (Rua Belo Horizonte, 240 – Adrianópolis), o Seminário do PNC – Plano Nacional de Cultura, onde se discutirá alternativas para que esta democratização dos recursos para a área artística-cultural possam chegar efetivamente a quem produz artisticamente signos necessários ao fortalecimento da democracia. A AFIN – Associação Filosofia Itinerante – já garantiu a presença. Abaixo, o informativo do MINC:

SEMINÁRIO DO PLANO NACIONAL DE CULTURA – AMAZONAS

Gestores públicos e da iniciativa privada, artistas, produtores, mestres de cultura popular e representantes de movimentos culturais amazonenses se reúnem nos dias 1 e 2 de dezembro, em Manaus, para discutir propostas para o aprimoramento do texto que irá subsidiar a votação do projeto de lei do Plano Nacional de Cultura no Congresso Nacional.

O evento é uma iniciativa do Ministério da Cultura e da Câmara dos Deputados. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pela internet, no endereço www.cultura.gov.br/pnc.

O Amazonas é o último estado da região Norte e penúltimo do país a sediar um dos Seminários Estaduais sobre as diretrizes para o Plano. As discussões foram iniciadas em junho, em Minas Gerais, e foram realizadas no Ceará, Maranhão, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Salvador, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Amapá, Santa Catarina, Mato Grosso Sul, Paraíba, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rondônia, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

Além dos seminários de Roraima e Acre, que acontecerão dias antes do encontro do Amazonas, a etapa final do ciclo de discussões inclui o estado de São Paulo, onde as discussões sobre o Plano ocorrerão nos dias 4 e 5 de dezembro.

Com uma média de 200 participantes reunidos em cada capital, os Seminários Estaduais do Plano Nacional de Cultura oferecem espaço para a ampla discussão sobre as linhas de orientação para as políticas públicas de longo prazo para a cultura. O processo de construção dessas diretrizes está em curso desde 2003, por meio de ações organizadas pelo poder público e abertas à participação social.

As contribuições recolhidas em todos os estados são publicadas no endereço eletrônico www.cultura.gov.br/pnc, página que também oferece a todos os cidadãos interessados um fórum virtual para o envio de propostas.

MAIS INFORMAÇÕES: 61 3316-2289

SAIBA MAIS SOBRE O PLANO

O Plano Nacional de Cultura é um conjunto de estratégias e diretrizes para a execução de políticas públicas para a área cultural, que está sendo elaborado com a participação da sociedade brasileira. Tem por finalidade o planejamento e a implementação de ações de longo prazo voltadas à proteção e promoção da diversidade cultural brasileira. Diversidade que se expressa em práticas, serviços e bens artísticos e culturais determinantes para o exercício da cidadania, a expressão simbólica e o desenvolvimento socioeconômico sustentável do país.

Previsto na Constituição Federal desde a aprovação da emenda 48 em 2005, o PNC encontra-se em fase de sistematização de suas diretrizes, elaboradas a partir do diálogo entre Estado e sociedade e da realização de pesquisas e estudos. Esse processo de construção, iniciado em 2003, é realizado em parceria pelos poderes Executivo e Legislativo em âmbito federal e visa à aprovação do projeto de lei do Plano, que tramita na Câmara dos Deputados desde 2006.

Tecido por diversos cidadãos e grupos, o PNC é gerado com o respaldo em uma noção ampla e plural de cultura, atenta às especificidades das diferentes linguagens artísticas e manifestações simbólicas. Pretende, dessa forma, englobar orientações para campos de ação que vão de artesanato e culinária a moda e cultura digital, passando por artes cênicas e visuais, música, memória e patrimônio brasileiro.

Na medida em que estabelecer consensos para a ação do Estado, o Plano contribuirá para a concretização do Sistema Nacional de Cultura, com a efetiva integração de fóruns, conselhos e outras instâncias de participação federais, estaduais e municipais. Proporcionará ainda uma ampla base jurídica para a atualização dos instrumentos de regulação das atividades e serviços culturais, embasando critérios e perspectivas aos sistemas de financiamento e de execução das políticas públicas de apoio à cultura.

A elaboração do PNC reflete, ainda, a perspectiva de continuidade e institucionalização do recente amadurecimento das práticas de gestão das políticas públicas de cultura. Processo que se caracteriza por iniciativas como a política federal de seleção pública de projetos artísticos e culturais, realizada por editais adequados às particularidades das demandas de cada região do país e à diversidade das comunidades e grupos de identidade brasileiros.

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

SEXO NÃO TEM IDADE. PROTEÇÃO TAMBÉM NÃO” – A “QUALIDADE DE VIDA” E A MORAL DE CLASSE SÃO OS VETORES DA AIDS.

O JARDIM DO AMOR

Fui até o jardim do amor

E vi o que jamais vira antes:

Uma Capela erguida no centro

Onde eu costumava na relva brincar.

E estavam fechados os portões da Capela,

E havia mandamentos inscritos sobre a porta;

Por isso voltei-me para o jardim do amor.

Que tantas flores lindas tinha.

E vi que estava cheio de covas

E lápides onde as flores deveriam estar:

E Padres de negro faziam estas rondas

Atando com espinhos minhas alegrias e paixões.

In “Songs of Experience”, de Willian Blake.

Amanhã é o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, e o mote da campanha deste ano no Brasil é: “Clube dos Enta”. Cinquenta, sessenta, setenta, oitenta, noventa. É o novo nicho onde a AIDS tem se propagado.

Esta população, compreendida para a classificação cronológica como a terceira idade, tem se contaminado com impressionante rapidez nos últimos anos. Do ano 2000 para cá, o número de infectados dobrou, passando de 7,5 casos por 100 mil habitantes para 15,7/100 mil. Segundo o ministério da saúde, em 1996, na região Norte, haviam 3 casos por 100 mil, e em 2006 este número já era de 13/100.000. Aliás, é nesta região, juntamente com o Nordeste, que a epidemia tem avançado, enquanto no Sul estabilizou-se (ainda que com números preocupantes) e tem recrudescido no Sudeste e Centro-Oeste. Há, no entanto, que se comemorar o aumento da sobrevida dos pacientes acompanhados: de 58 meses/média em 1995, passou para 108 meses/média em 2008.

A explicação para o crescimento na população idosa, segundo alguns especialistas, é a melhoria da qualidade de vida desta população, patrocinado pelo avanço da medicina em relação ao funcionamento de certos processos biológicos, como a reposição/correção hormonal e os tratamentos mara disfunção erétil. Carlos Alberto Moraes e Sá, do hospital Gafree Guinle, no Rio de Janeiro, afirma até que o aumento da contaminação é um sinal positivo, que mostra a efetiva melhoria da qualidade de vida desta população (no link, a transcrição da entrevista dada por ele ao canal Globonews, interessante. Para ver em vídeo, clique aqui).

Um outro aspecto apontado para este aumento impressionante das contaminações nesta faixa etária são as experiências extraconjugais, e aí se insere o tema do homoerotismo. Muitos homens heterossexuais se contaminam em experiências sexuais homo, e contaminam suas parceiras, que nem desconfiam das “escapadelas” de seus íntegros maridos. O mesmo ocorre invertendo-se os papéis, mas culturalmente, a força falocrática coloca o homem como o agente da hipocrisia moral.

O governo, do ponto de vista técnico-científico, faz a sua parte, e a sociedade deve engajar-se nesta luta, que é de todos. Mas, sem o exame dos enunciados que constituem a subjetividAIDS (o conjunto de elementos corporais e incorporais, signos sociais que sustentam a propagação da epidemia), não se poderá combatê-la de modo eficiente.

QUALIDADE DE VIDA?

A sociedade alcunhada moderna (ou seria pós-moderna?) elegeu o mote qualidade de vida como o principal produto do século XXI. Através da ciência e das tecnologias, procura-se ampliar o tempo que é dado ao sujeito existir como corpo bio-social. Seus principais avatares são a medicina (em suas várias vertentes, dadas ao funcionamento do corpo, a boa alimentação, etc) e as tecnologias de facilitação da vida, do contato social, da locomoção, da informação.

No entanto, a sociedade que entende e cultua a vida como prolongação dos sinais vitais biofísicos não se pergunta: “O que é a Vida?”. “E a vida, e a vida o que é, diga lá meu irmão / Ela é a batida de um coração, ela é uma doce ilusão”, cantou o alegre-revolucionário Gonzaguinha. A sociedade que cultua um modo de existir sem compreender seus bloqueios, rachaduras e transbordamentos, não cultua a Vida, mas é tanática.

Tomemos o que se chama qualidade de vida na terceira idade. A medicina evolui como ciência/nicho mercadológico complementar à indústria alimentícia. Os diversos tratamentos de reposição hormonal visam sanar um problema metabólico criado pelas substâncias contidas nos alimentos processados, conservantes, corantes, realçadores de sabor, hormônios artificiais usados nos animais, manipulação genética e outros sintéticos. Um sintoma da relação de estranheza com a comida cotidiana foi visto numa escola particular de Manaus, cujos alunos se espantam quando descobrem que o animal que estão a dissecar na aula de ciências nada mais é do que o frango que comem no almoço. E o frango dissecado nem era o animal in natura, mas sua versão “supermercado”, congelado e embalado.

Ainda: a chamada terceira idade torna-se, com suas zil doenças, a maioria proveniente do modo de existência da moral de classe, o grande nicho da indústria médico-farmacológica, que tende a reduzir tudo ao espectro biofísico.

Medicina que vai anos-luz longe de uma medicina grega, uma medicina anti-socrática, uma medicina nietzscheana. Medicina que entende a vida como realização e produção existencial-ético-éstética. O que é uma ruga? Para a sociedade de consumo, um sinal indelével do fracasso em paralisar a passagem do tempo. O mote “terceira idade” se traveste: “melhor idade”. Sentença judicativa vinda de fora, falseação do existir. Não há melhor idade, se não se é causa da própria biografia.

O idoso a quem se destinam as políticas públicas – e que excluem o idoso homoerótico! – é uma falseação, tem que viver a existência como simulação decadente do tempo paralisado. Jovens outra vez, sem jamais o ter sido? Impossível. O idoso, improdutivo, preso no enredo dos “anos dourados” de uma nostalgia perversa, tentando resgatar o que lhe foi tomado nos anos de pujança biofísica, este não tem nada a ver com a vida. Vive, sem o saber, no ressentimento de tentar reviver o que não viveu. A sociedade de consumo aprisiona a Vida como devir. Gerações inteiras nascem já com os cabelos brancos, epígonos, ou como afirma o filosofante Nietzsche, os carregadores de valores, os camelos da sociedade, os escravos do “Tu Deves!”.

A sociedade de consumo, o trabalho dissociado da sua função ontológica, as relações humanas calcadas no ressentimento, é difícil escapar à armadilha da decadência, e ela inclui um papel para o velho: não ser velho.

Ser velho, efetivamente, é perigoso para o capital. É encontrar outras intensidades, outros devires, uma outra serenidade. O filósofo Deleuze afirma que tornar-se velho é encontrar/produzir um outro gosto pela existência. Gostar a vida, experimentá-la, não no sentido da experimentação do consumo, mas deixar-se atravessar por outras intensidades e produzir outros modos de sentir e existir. A lucidez e a maturidade não são uma maldição, mas uma beatitude. Nada disso passa pela armadilha terceira idade-melhor idade do capitalismo.

Como ter qualidade de vida numa sociedade que prolonga a performance biofísica/sexual do corpo, mas esta sexualidade é resultante de uma moral castradora? Se os corpos são estranhos a seus donos? O não uso do preservativo, neste sentido, é um dos sintomas de uma sexualidade alheada de si. Como chamar de qualidade de vida uma existência preservada pelos fármacos do mercado laboratorial, resultante da deterioração das funções biofísicas do corpo em virtude dos insumos artificiais produzidos pela indústria alimentícia? Trata-se de uma ciência que não vai às causas, mas confunde-a com seus efeitos. Não há, aí, nenhum rastro de Vida.

A SEXUALIDADE BINÁRIA E A DOMESTICAÇÃO DO HOMOEROTISMO

A sexualidade binária é menos uma função biológica que resultante de uma cultura falocrática. O binômio macho/fêmea não é equivalente ao binômio homem/mulher. Na Grécia, o comportamento homoerótico não tinha este viés sexista que carrega na sociedade capitalista, e mesmo lá, aquilo que era considerado “masculino” e “feminino” tinha a ver menos com a anatomia biofísica que com o comportamento, as atitudes e crenças. Mas foi na sociedade capitalista que esta binariedade passou a excluir qualquer tipo de alternativa, classificando-a como desvio. Percebe-se claramente isto na psiquiatria do século XX, que chamava o homoerótico de invertido.

Mesmo em alguns setores do movimento LGBT, procura-se transformar o homoerotismo numa espécie de terceira via, domesticação da sexualidade. É o que ocorre com os conteúdos pretensamente pró-causa que surgem na mídia, como o propalado beijo gay, ou a presença de gays nas novelas: trata-se mais de uma capturação de ordem consumista do que um aumento da potência política. Todo o elemento intempestivo, do uso e do auto-conhecimento do corpo correm risco à medida em que a ciência/mercado domestica a sexualidade desviante transformando-a em uma inócua (consegue?) prática ordeira.

Daí esta binariedade, esta pseudo-intimidade implodir quando se trata de falar e combater o vírus HIV. O comportamento sexual-padrão (homem-mulher-fidelidade) é, certamente, o menos praticado no mundo, e aquilo que se faz por debaixo das cobertas da moral (ainda que dissimulada) torna-se mais perigoso. A AIDS é uma doença menos eficientemente combatida de um viés médico/clínico (embora este seja essencial), do que por uma desmistificação da moral sexual. A prevenção ao vírus da AIDS passa por um auto-conhecimento do corpo e da própria sexualidade, bem como a sua publicidade, não no sentido do exibicionismo, mas no sentido de ser esta uma relação de honestidade consigo mesmo e com as pessoas do entorno.

Quando isto começar a ocorrer, teremos enfim a possibilidade de acabar com a epidemia.

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

NO PAGODE DA ESCOLA TEVE JUIZ PRESO E OFENSA RACIAL. SÓ NÃO TEVE SAMBA.

Há décadas, com a conivência e a vênia dos governantes que passaram e que ainda passam por Manaus, o pagode que acontece na Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, no bairro Morro da Liberdade, zona sul de Manaus, fecha o cruzamento das ruas São Benedito e Maués, aos sábados à noite, com som alto, cadeiras no meio da rua e muita gente circulando. As rotas de ônibus que por ali passam tem que, neste horário, modificar a sua rota. Considerando que a outra alternativa – a ponte do educandos, que liga o bairro à cachoeirinha – está interditada pelas obras do governo do Estado, somente uma volta de mais de 15 minutos fora do previsto pode evitar o incoveniente de ficar preso no engarrafamento causado pelo pagode. O local é tradicional reduto de prostituição infantil, já tendo sido alvo diversas vezes de blitzes da Polícia Militar e Delegacia da Infância e Juventude.

Na madrugada do último domingo, 23, por volta das 02h, uma batida da polícia militar tentou, após denúncias e reclamações de moradores pelo Disk-Denúncia, fechar o bar que funciona na quadra da Escola de Samba Reino Unido, enquadrando-a na Leis dos Bares, que impede o funcionamento de Bares e casas de shows que não tenham isolamento acústico após às 23 horas. A policial militar que comandava a operação – que tinha 12 policiais – percebeu que não poderia fechar o bar “à força da lei”, e negociava com o responsável, quando – versão da policial – foi abordada por um homem embriagado que a teria chamado de “macaca”. O mesmo foi preso, mesmo alegando ser juiz de Direito. Mais tarde, descobriu-se que se tratava do Excelentíssimo Juiz da 2a Vara da Família, Bismarque Gonçalves Leite, 35 anos. Na versão dele, o mesmo fotografava a ação policial quando teve a prisão decretada pela comandante da operação.

As entidades de classe do judiciário (AMAZON – Associação dos Magistrados do Amazonas, MPE – Ministério Público Estadual, e TJ – Tribunal de Justiça do Amazonas) já pediram a cabeça da policial, alegando “arbitrariedades cometidas”.

PERGUNTA DE PROVA DE CURSINHO PREPARATÓRIO PARA A OAB/AM.

CAPÍTULO V – CÓDIGO DE ÉTICA DA MAGISTRATURA.

INTEGRIDADE PESSOAL E PROFISSIONAL

Art. 15. A integridade de conduta do magistrado fora do âmbito estrito da atividade jurisdicional contribui para uma fundada confiança dos cidadãos na judicatura.

Art. 16. O magistrado deve comportar-se na vida privada de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral.

PERGUNTA-SE: O que era que um juiz da Vara de Família – conhecedor portanto, dos direitos que protegem a integridade e a paz do seio familiar, incluindo aquele que proíbe som alto após às 23 horas – estava fazendo neste tipo de local às duas horas da madrugada?

ECCE NOME: JUÍZA MARIA EUNICE TORRES NASCIMENTO

Não importa a razão princípio racional que motivou a sentença. Se as provas apresentadas pela Polícia Federal são visivelmente consistentes, sem nenhuma possibilidade de refutação; se é preciso colocar a Justiça Eleitoral em seu topos, em virtude da descrença pública quando se trata de personagens amparadas pelo poder econômico, o que vigora há anos no Brasil, no caso específico, no Amazonas; o que conta mesmo é que a juíza Maria Eunice Torres Nascimento, com a cassação dos candidatos Amazonino Mendes (PTB) à prefeitura e Carlos Sousa (PP), vice, inaugurou um novo tempo de práxis jurídica no estado do Amazonas. Como diria um poeta: “Tempos outros fluem tecendo o existir”.

Contam que Maria fez um curso de filosofia, mas nenhum curso faz ser comunidade. A UFAM já distribuiu vários diplomas no curso de filosofia, entretanto, não existem filósofos no Curso de Filosofia da UFAM. O que existem são funcionários públicos atentos às suas carreiras, arautos da aposentadoria. Assim, como alguns graduados no curso são cabos-eleitorais de Amazonino. Um chegou a compará-lo com Che. Por tal, sabe-se com o filósofo Nietzsche, e posteriormente com os filósofos Deleuze e Guattari, que ser filósofo é de outra ordem: da ordem de não ser filósofo. Eis que Maria escapou do direcionamento das doutrinas e dos sistemas filosóficos do curso, em si, História da Filosofia, ou Teologia, que confundem o ser filósofo, e, então, se fez filósofa interpretando a Lei, desdobrando-a em potência democrática como jurisprudência/filosófica, o movimento que escapa da rigidez legislativa condicionada pela necessidade da ocasião. Maria sabe que, se o jus nasceu em comunhão, não pode servir para desunião. Aí seu devir filosofante. Aí o reconhecimento do filósofo Marx: “Os filósofos não brotam da terra como cogumelos. Eles são frutos da sua época, de seu povo.” E Vandré diria para Maria: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.” Tudo que Maria fez: interpretou sua época, compreendeu os anseios de seu povo, e não esperou acontecer fez a hora.

Maria causa inveja. Seus contemporâneos de profissão devem está incomodados com sua atitude. No caso Henrique Oliveira, tiveram suas oportunidades, não a usaram. A inveja, diriam Freud, Shakespeare e o filósofo Gracian, é desejar o que é do outro como se fosse seu: “Ele me roubou o que não tenho e nunca terei.” Maria não roubou nada de ninguém, fez apenas brotar o que é de todos nós: a justiça. Não é uma heroína, é apenas uma filosofante. É fácil ser herói sem guerra. Quantos hoje não afirmam que foram perseguidos pela ditadura e nunca sequer pegaram um “chá de burro” (esfregar a parte inferior da mão, aberta, sobre o couro cabeludo do outro. Recurso muito usado pelo padre Fellinto nos meninos que freqüentavam o Oratório do Dom Bosco).

Maria, com sua posição nos leva a Cristo quando liberta almas individuais da alma coletiva tiranizada pelos sacerdotes judeus e o Império Romano. Cristo, no meio do povo, informam-lhe que sua mãe encontra-se ali. Ele responde que é filho de todas as mulheres. Maria Eunice Torres Nascimento se apresenta filha de todos os cidadãos: a democracia.

Não importa o que possa acontecer no desenrolar dos apriorísticos fatos jurídicos. O que importa é o que começou com essa Maria à priori.

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ LULA COBRA AUMENTO DE BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA.Não haverá crise no mundo que me faça tirar um centavo dos pobres, afirmou o presidente Lula na cerimônia do prêmio Práticas Inovadoras de Gestão do Bolsa Família. O recado é para as viúvas no neo-liberalismo, que continuam apregoando na imprensa a necessidade de conter gastos, quando os governos dos países ricos continuam abrindo as torneira e já mandaram às favas o Consenso de Washington – se é que um dia o adotaram. A maior prova é o neo-fóssil Bush, que continua batendo na tecla do Estado mínimo, enquanto os seus comandados (ou seriam já de Obama?) despejam dinheiro público para socorrer o moribundo mercado. A quem ainda parece duvidoso que a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar (leia-se os especuladores), a iminente falência da toda-poderosa GM é argumento mais que suficiente. Cá em terras locais, Sadia e Aracruz, a inimiga dos povos nativos, experimentam o amargor da ressaca financeira, travestida de crise. Lula cobrou, no encontro, que os prefeitos se empenhem em expandir o programa federal de transferência de renda. Ele ainda encontra, em suas andanças pelo país, famílias pobres que não recebem o benefício. Sabe o Sapo Barbudo que a verdadeira crise que o capitalismo provoca é a fome, física, social, de democracia e de direitos iguais. I inda tem françêis…

@ BOLÍVIA DESINFECTA SEU TERRITÓRIO DE “PAÍS” ILEGAL. Existente há muitos anos, encravado dentro da província de Santa Cruz, existe um território vasto, que engloba várias cidades nas zonas de Chiquitanía e Cordillera, e tem sua sede na fazenda Caraparicito. Todo este território, maior que Andorra, Malta e San Marino, era comandado pelo estadunidense Ronald Larsen. Graças ao poder de fogo de Larsen, que mantinha exército particular e vasto arsenal, com metralhadoras, granadas e gás lacrimogêneo, o território era um verdadeiro país dentro da Bolívia, tolerado pelo governo santacruzense, maior opositor do governo de Evo Moralez. “Larsenlândia”, como era conhecido, chegou ao ponto de declarar guerra ao governo boliviano e sequestrar o Ministro de Tierras, em abril deste ano. O Ministro realizava trabalhos de recenseamento das terras bolivianas. Larsen contou com a conivência dos governos federais anteriores a Moralez, mas não existem registro legais de como ele conseguiu ser proprietário de tanta terra. Lá, utilizava a mão-de-obra dos nativos (os Abás Guaranís) em regime de escravidão. Era um dos focos do apoio estadunidense às tentativas de secessão por parte da província de Santa Cruz, que literalmente veio abaixo após o referendo revogatório. Numa operação admiravelmente bem organizada, e sem colocar em risco os seus homens, o governo boliviano adentrou a fazenda Caraparicito, prendeu Larsen e está realizando o recenseamento de terras. Aquelas que comprovadamente forem improdutivas, são automaticamente confiscadas, sem direito à indenização. Cento e vinte anos após o massacre dos Abás Guaranís por parte do governo boliviano, agora, este governo, capitaneado por um nativo, devolve aos locais as suas terras. Quanto a Larsen, será indiciado por roubo, sequestro e sedição. Já não há mais focos importantes de separatismo, e o governo, cada vez mais fortalecido, realiza a verdadeira revolução esquerdista da América do Sul. Ao contrário do que dizem os periódicos brasileiros, é Evo quem é mestre, e quiçá Chavez pudesse aprender algo com ele. I inda tem françêis…

@ FUNCIONÁRIO DO WAL-MART MORRE PISOTEADO EM MEGALIQUIDAÇÃO. Um homem de 34 anos, funcionário da rede de lojas de departamento Wal-Mart, morreu pisoteado na tradicional “Black Friday”, data posterior ao Dia de Ação de Graças que marca o início da temporada de liquidações pré-natalinas. O homem foi soterrado pela multidão de donas-de-casa e consumidores, que preferiram não perder aquela oferta “exclusiva” a socorrer o funcionário (nem poderiam, na verdade). O fato ocorreu em uma das lojas da rede, em Nova Iorque. A Wal-Mart emitiu um comunicado onde afirma que “a segurança de nossos clientes e funcionários são a nossa principal prioridade. Talvez a partir deste lema, a loja, que vende de tudo, tenha sido a escolhida pelos assassinos da Columbine High School, em 1999, para a compra das munições que seriam usadas no massacre. Com a ajuda de Michael Moore e de parte da comunidade estadunidense, a rede, sob pressão, deixou de vender “de tudo” – ou pelo menos armas e munição. Quem sabe fosse suficiente um aviso indicando que os consumidores só poderiam abater consumidores que não comprassem na Wal-Mart. Mas não se trata da loja, que é apenas mais uma na rede mundial do capitalismo. Este, sim, continua intacto, a despeito da crise e da morte do funcionário. Merry Christmas! I inda tem françêis…

@ ATAQUE TERRORISTA EM MUMBAI, começado na quarta-feira, com a morte dos últimos três terroristas entrincheirados no famoso hotel Taj Mahal, termina, segundo a polícia indiana. Mas o terror continua principalmente devido devido às características particulares do ataque. Formado por homens entre 20 e 25 anos de idade, que se apresentaram como pertencendo ao grupo Mujahedin do Deccan, mas todos os especialistas em redes terroristas afirmam que esse grupo não existe. “Mujahedin” são os guerreiros islâmicos e “Deccan” é uma região no sul da Índia. Seria uma forma de desvincular o atentado da da maior parte da minoria islãmica na Índia, que fica ao norte, e também do Paquistão. Já o governo indiano aproveita para tentar jogar a responsabilidade ao governo paquistanês. A CIA, por sua vez, diz que o ataque pode ser uma resposta a Obama. De qualquer forma, o saldo que se acrescenta às estatísticas do terror é de 25 terroristas mortos, mais 150 pessoas entre soldados, turistas estrangeiros e civis indianos, mas tudo desaparece na tela total do monitor de vídeo ou computador. Enquanto cidades como Mumbai vão se consolidando como centros financeiros, uma população cresce enquanto aumenta a segregação de seus direitos, de seus sentidos até a saturação. Mais do que o nome do grupo, ou cassar Osama, como quer Obama, é isso que governos como o indiano, considerado politicamente moderado, tem de resolver. I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Que se não chegarmos amanhã

É porque não fomos hoje…

CASSAÇÃO DE AMAZONINO CAUSA TREMOR EM SEUS “CABOS”


Com a notícia da cassação do candidato da direita tradicional, eleito ao cargo de prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB) e seu vice, Carlos Sousa (PP) pela Justiça Eleitoral do Amazonas, grande parte da população da cidade amanheceu em um só frisson-temor-tremor. A sentença histórica contra um candidato do maior grupo conservador da triste existência “política” do Amazonas, empurrou para um forte “baixo-astral” seus eleitores e comparsas calculistas que já demonstravam arrogância e prepotência desde o anuncio de sua eleição.

Calculistas, já fantasiavam as benesses que poderiam usufruir na gestão de seu predileto candidato e feitor. Entre eles profissionais da classe média, empresários, novos ricos, e velhos funcionários da prefeitura, e outros novos, que teciam planos de vingança contra funcionários, hoje, na gestão Serafim, a derrotada. Alguns entraram na onda vulgar do, “a partir de primeiro de janeiro quem vai pilotar a vassoura és tu!”. Atitude de reativo-ressentido, inveja que em nada constrói a democracia. Sem contar com funcionários que durante mais de três anos foram pró Serafim, e em campanha se mandaram para a direitaça. É lógico, sem nenhum discernimento do que venha ser direita, centro e esquerda em política. Mas só com o clamor gástrico: “Primeiro a barriga depois a moral” (Brecht).

O certo mesmo é que nesse momento a cidade de Manaus exala um extenso e insuportável amargor. Imaginemos se fosse uma posição contra uma perversa ditadura. Nem pensar. Muito deles nem sabem se o Brasil passou pelos anos de chumbo e pavor.

Perversa situação que aumenta mais o ódio vingativo, onde a irracionalidade é mater superior do orgulho de ser humano. “Cabos”, explodem: “Querem ganhar no ‘tapetão’!”. Não sabem: compra de voto é também “tapetão”. Recorrer ao “tapetão” é tentar uma vitória transgredindo as regras que direcionam um contrato oficial, ou particular. Não importa, nos dois casos é transgressão. E para que a transgressão não prevaleça, a justiça procura fazer cumprir a lei do contrato. No caso em questão: a Justiça Eleitoral. Aí não adianta estertores, rangeres dentes e mãos fechadas por rígido ódio.

A sentença não é definida, o cassado pode recorrer, mas a situação inusitada deixa a mostra as veias cianosadas da anti-democracia que fundamenta os afetos destes “cabos”. Patética realidade eleitoral da cidade de Manaus. Que os gregos tenham piedade dessas almas!

O FOGO AMIGO NA CASSAÇÃO DE AMAZONINO E ALGUMAS REAÇÕES DA POPULAÇÃO

Mesmo sem se pronunciar, sabe-se que a defesa de Amazonino deverá recorrer ao pleno do TRE. Lá, a vitória do candidato é certa como o céu não é azul. É que o presidente do Pleno, Desembargador Ari Moutinho, é o mesmo que psicopatizou a lei para beneficiar o servidor do TRE Henrique Oliveira, que à margem da lei, além de assumir o mandato, ainda preservou o emprego.

Além da “facilidade” que Moutinho tem para encontrar brechas na lei que beneficiem a corrupção eleitoral, ele é parte diretamente interessada na eleição de Amazonino. É que no caso de Amazonino efetivamente assumir, seu vice, Carlos Souza, se licencia do cargo de deputado federal, e assume em seu lugar o suplente, Ari Moutinho Júnior, o qual escapa dos processos das operações Albatroz, Saúva, e da acusação de ter sido pego em flagrante com uma mala de dinheiro para compra de votos no aeroporto Eduardo Gomes, na eleição de 2004. É um caso de pai para filho.

Curiosamente, foi o próprio Moutinho Pai quem denunciou à Polícia Federal a movimentação suspeita no posto de gasolina, que culminou com o flagrante e rendeu robustas evidências, suficientes, segundo o parecer da juíza Maria Eunica do Nascimento, para cassar a chapa, em qualquer tribunal. Como, diante dos fatos ocorridos após a eleição, não se pode contar com a possibilidade de Moutinho ter sido democraticamente justo na denúncia, só se pode concluir que, ou Moutinho cria na vitória do candidato Omar, do governador “Maria da Penha nele” Braga, já que a equipe do então candidato chegou a tempo de filmar a blitz da PF, ou então acreditava que a movimentação pertencia a algum outro candidato, como Serafim, por exemplo. A denúncia pode acabar resultando num caso raro de “parricídio eleitoral”.

A DEMOCRACIA NÃO SE REDUZ ÀS INSTITUIÇÕES, MAS PASSAM POR LÁ

A decisão da juíza Maria Eunice do Nascimento expõe, de sul a norte da cidade, opiniões e entendimentos. E serve para uma curta observação filo-sociológica sobre as características de um povo.

Um povo sequelado, vitimado pela subjetividade da dor que emana de seus governantes, nada afeitos à democracia ainda que eleitos no sistema democrático, é produzido a partir da negação das possibilidades de produções autônomas advindas deste povo. Prevalece neste tipo de sociedade a passividade, a imobilidade, o medo, a resignação. Como sintomas, surgem, nestes casos onde pessoas, como Amazonino, profundamente envolvidas nas engrenagens subjetivadoras da dor e do ressentimento, são cassadas ou punidas pelos atos ilícitos, falas características da capturação pela dor e pelo desespero: “isso não vai dar em nada”, “ele tem muito poder”, “se não conseguiu comprar essa, compra os outros”, “todos têm o rabo preso”. Mesmo quando este povo, por algum sortilégio dos acontecimentos, se encontra diante de uma situação que enfraquece esta subjetividade opressora, a dor ainda prevalece.

Ao contrário, um povo livre, não capturado por esta subjetividade, mesmo vivendo sob uma ditadura, civil, militar ou midiótica, é ativo, e não aceita que sua crença e sua potência de agir sejam diminuídos por estes corpos-sequelados antidemocráticos. É um povo que, mesmo diante de uma iniquidade ou de um ato que enfraquece a democracia, luta, e não se abate com as derrotas, não deixando de comemorar as vitórias, ainda que saibam que a batalha é constante.

Situação que ilustra este entendimento ocorreu hoje, quando um amazonense, comentando com uma argentina que vive em Manaus sobre a cassação do prefeito eleito, afirmou que não adiantava comemorar, pois ele escapava desta facilmente graças ao poder que tem. Ao que a argentina respondeu: “isto não importa; por hoje, ele está cassado”.

Sentença que só poderia vir de uma partícipe de uma nação que expurga seus criminosos das ditaduras ocorridas, e que, mesmo diante das dificuldades, não se entrega. Povo que soube, mais que muitos brasileiros, compreender o saque do livre Gonzaguinha: “eu acredito é na rapaziada”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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