Arquivo de outubro \31\UTC 2008

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

_____________Hiatos____________________O curso da Democracia é seu processual coletivo cujas variações produtivas escapam das vigilâncias paranóicas da posição rígida da tirania_______________           ))))))))))))))))))))))))))))________Emaranha-se como força-ativa entre as forças-reativas: o que não mata, rejuvenesce_____________
_________(((((((((((((((((((((((((((((______________Se o diabo existisse, possivelmente o corrupto o temeria: o dinheiro não seria valor para o senhor das luzes. Ajoelhado, o corrupto, chora clamando a Deus, não para ser perdoado, pois ele sabe que Deus é bondade, mas para buscar mais força para sua corrupção____________________((((((((

(((((((((((((((((((((((((((((((((___________Janus, o deus latino, têm duas faces: uma virada para trás, olha o passado; outra, virada para frente, mira o futuro. Janus não tem face no presente. Sendo ao mesmo tempo as duas faces, ele não ilude: o presente é um nada faceiro que nada conta___________________(((((((((((((((((((((((((__________A criança sentada faz percursos, trajetos, movimentos, repousos, velocidades, cortes, saltos, contrações, meios, produz afetos, enquanto, observando-a, sua mãe balbucia: “Como minha filha é ducada”_______________)))))))(((((((((((((_________

_____________Desenharam um imenso portão no deserto. A população inteira correu para ultrapassá-lo. Quando chegou do outro lado, percebeu que sua angústia continuava. Tentou voltar, mas o portão só abria para dentro_______________))))))))))))((((((((((((

)))))))))))))))))))))))))))______________________Há dois tempos: O tempo que perturba, e o tempo suave. Esse não mensura, daí não lhe ser útil__________________

__________________(((((((((((((((((((((((______________O escritor que extrai de suas vivências conteúdos para sua escritura, acredita ser necessário para seus leitores. Logo, credita-se Deus___________________________________))))))))))))))))))))))))))))))))))

____________Se a Obra de Arte é disjuntiva, a Exposição, para o mercado, é conjunção

COLUNA DO MEIO

.A FRAUDE DA ZONA FRANCA VERDE E OUTROS NEGÓCIOS.

Entre abril e agosto de 2005, aconteceu no Palais de la Découverte (Paris) a exposição Amazonia-Brasil, em comemoraçao ao Ano do Brasil na França. A abertura do evento ficou a cargo do governador do Amazonas com o “Seminário Desenvolvimento Sustentável no Amazonas: da Zona Franca de Manaus à Zona Franca Verde”. O programa foi inventado em 2003 e até hoje a maior parte dos municípios do Amazonas não receberam um centavo dos investimentos anunciados pelo governador. A alavancada marketeira desse governo guardião da floresta veio com a adesão do “Banco do Planeta” — o Bradesco — ao projeto megalomaníaco e desenvolvimentista que se adequa ao que o “Guerreiro de Sempre” chama de “mercado saudável” saudável para os produtos da Amazônia, e que essa “iniciativa” deve ser mostrada para o mundo inteiro.

Ano de 2008, município de Fonte Boa, a 665 Km de Manaus, teve o quarto maior PIB do Estado do Amazonas em 2007. Ao chegar no porto da cidade, encontramos uma placa com os dizeres: “Bem vido a Fonte Boa. A terra do manejo sustentável”. O governador poderia usar como exemplo e mostrar para o mundo esse município, que exibe diversos cartazes sobre o programa Zona Franca Verde, mas que desde 2004 não recebe sequer R$ 1 do Programa Zona Franca Verde. Porém, todos os anos no mês de novembro, quando encerram os trabalhos da pesca manejada, leva a mídia seqüelada para exibir os louros de mais uma conquista. O município e sede da Reserva Extrativista Auati-Parana, próxima da RDS Mamirauá (cuja sede se encontra em Tefé), ambas responsáveis por grande parte da producão pesqueira no período do manejo. Mas, ao conversar com as pessoas, percebemos a recessão e a falta de circulação de dinheiro na cidade, tanto que aqui ainda encontramos as notas de R$ 1, que já foram extintas. Os rapazes se revezam em dois tipos de atividades para conseguir dinheiro e sustentar a família: seu emprego oficial e o trabalho como mototaxista. Outra característica do município nesse período: constante falta de energia. Com isso, as pessoas se acumulam em enormes filas na frente do Correio e do único banco, o “Banco do Planeta”, suportando o calor e a espera. Mas isso não é revelado ao mundo. Esses são os benefícios que o programa mais famoso do estado na atualidade estão trazendo para o município.

As esquipes do Bolsa Floresta já estão na cidade fazendo o cadastramento dos moradores das comunidades. Filas enormes na sede do IDS (Instituto de Desenvolvimento Sustentável) do município — uma junção da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria). Eles têm a missão de proteger a floresta em pé e para tal empreitada receberão a quantia de R$ 50, como uma tentativa pobre de copiar o Bolsa Família do Governo Federal, que vem melhorando a vida da população brasileira.

A cidade ainda está em clima pós-eleição. Ainda encontramos os cartazes e os números dos candidatos pelos muros e nas portas das casas. Até aqui o prefeito foi reeleito, um candidato do PMDB, que contou com o apoio do “Pequeno Gigante” do PT Oh!, my Darling!, Sinésio Campos, que esteve em Fonte Boa para fazer campanha para o amigo.

Os negócios estão indo muito bem: frigoríficos enriquecem a cada ano de execução do manejo do peixe, o governo estadual, além de arrecadar dinheiro, aumenta seu prestígio midiático nos principais redutos dos “crentes” da preservação do Meio Ambiente, o “Banco do Planeta” aumenta suas reservas. Preservar o Meio Ambiente é o melhor negócio para os próximos anos. A “crise financeira mundial” passou despercebida em Fonte Boa. A noite não tem energia para assistir o Jornal Nacional e muito menos a novela. Crise é uma palavra desconhecida, já que em geral os moradores apenas sonham com aquilo que os indicadores do Pnud e Pnuma chamam de qualidade de vida. Como disse uma das pessoas com quem este bloguinho conversou: “Aqui é assim: as pessoas vão levando a vida com a barriga e é preciso ter muita criatividade pra isso”.

ANIVERSÁRIO DE MANAUS PROVA 339 ANOS?

Quando a cidade de Manaus, supostamente, fez 300 anos, ocorreu uma tertúlia histórica hilariante. Alguns professores de História na época não haviam historiadores nas terras dos Manaós , como a professora Neuza Ferreira, levantaram a questão do erro da data comemorativa. Manaus ainda não chegara ao 300tão. Alguns professores manifestaram também suas opiniões, uns afirmando que sim, e outros que não. O certo é que nunca ficou resolvida a tertúlia histórica. Não se sabe se a razão é a falta de pesquisa porque ainda não existem historiadores em Manaus capazes de mudarem os métodos para um conceito mais cartográfico dos acontecimentos como emergências de novas forças, mas o certo é que as comemorações continuam com a data dos 339 anos.

A CARTOGRAFIA DE UMA CIDADE

O filósofo Sartre chamava de Ilusão Biográfica “acreditar que uma vida vivida pode assemelhar-se a uma vida contada”. Nos supostos 339 anos de Manaus, cabe Sartre. Nada muda ter ou não ter esta idade histórica oficial, ou não. Nada muda com todos os ufanismos telúricos enrolados entre risos e lágrimas de salões. Nada muda com a encenação ostentadora do Teatro Amazonas. Cenas com o povo excluído. O que faz mudar são acontecimentos como emergência do novo produzido pelos entrelaçamentos das forças antagônicas dos discursos. O quase nada que Manaus vive, aí sua preocupação em só poder contar sua vida, e não poder confirmar em seu corpo sua vivência-acontecimento.

Uma cidade não é uma física Geo-Política distribuída em corpus econômico, administrativo, social. Uma cidade se faz corpo em seu discurso-desejo pluralidade dos semelhantes. O que cria as ocasiões, os fatos, os acontecimentos como realidade social, benefício de todos. As ações dos elementos materiais e imateriais (espaços construídos) que interpelam os habitantes como fluxos históricos, arquitetônicos, estilísticos funcionais promovendo a alegria afetiva e cognitiva (Guattari). O que pontua as ocorrências reais como tempo cartográfico: devires político, estético e ético. Não contagem ficcional tirada do modelo perpetrado e apresentado pelos governantes. Excludente dos habitantes. O efeito 339 anos de Manaus. Tempo dolorosamente concebido pela memória que não teve a população como fator criador de uma cidade.

Manaus, sem cartografia de desejos poiéticos, foi sempre um passeio retilíneo sem ondulações ontológicas, promovido por todos que a seqüestraram e a mantiveram em cativeiro. Sempre em nome da democracia. Cada tempo de eleição é a corrida para o assédio vampirante de Manaus, e ela sem poder produzir fabulosos monumentos-ativos (Nietzsche) seqüestrada que está nos interesses biográficos narrativos. A dissipação do real político como sintoma dominante nos poderes parlamentar e executivo.

Concebida desta forma, Manaus não carrega acontecimentos-habitantes, só narrativas-governantes; sendo assim, os professores de história tinham razão: Manaus se perdeu nos anos. Não possui tempo “vida vivida”.

Acesse também:

PARABÉNS, MANAUS!

O OLHAR DE GLAUBER ROCHA SOBRE TUA TRISTEZA PERMANECE NO SEGUNDO MILÊNIO…

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MANAUS, MANAUS, MANAUS… DESPERTA, MANAUS!

FORÇA-TAREFA DA PGU DE COMBATE À CORRUPÇÃO

Sabe-se que a fonte produtora da mais nociva patologia política, social e econômica de uma sociedade é a corrupção. Fator patógeno responsável por doenças, mortes, analfabetismo, enfermidade mental, desemprego, diminuição do crescimento econômico, injustiças, tudo que é contrário à existência. Sabe-se também que o produto desta fonte, o corrupto, é um agente pernicioso à sociedade por carregar uma índole amoral, não tendo qualquer afeto de culpa ao executar seu ato possessivo sobre o bem público. Sociopata-fronteiriço, ao enriquecer, por obra de seu delírio impulsionado por seu vazio ontológico, recorre a todos os expedientes para defender seu patrimônio construído amoralmente, como se fosse resultado de uma dedicação justa, e daí se portar como um cidadão acima de qualquer suspeita. Com direito de opinar sobre questões relativas às inseguranças públicas por se ter como a essência da honestidade. Na verdade, o emblema da sordidez.

A PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA E A CORRUPÇÃO

Entendendo os malefícios provocados pela corrupção ao organismo do Estado, principalmente a população, a Procuradoria Geral da União criou juntamente com a Advocacia Geral da União a força-tarefa de combate à corrupção, que vai trabalhar sobre a improbidade exercida por empresas, órgão públicos representados por prefeitos, deputados, servidores, e outros. Para isso, a Advocacia Geral da União está elaborando um modelo de ação para ter a eficácia necessária ao combate deste cancro social.

De acordo com PGU, já foram identificados 1.174 casos nos 26 estados do Brasil. Para tornar público sua atuação, a força-tarefa conta com 26 Advogados da União de todo Brasil, que estarão apresentando mais de 500 casos de improbidade no começo de dezembro, provavelmente no dia 9, data em que se comemora o Dia Internacional de Combate a Corrupção.

Grande feito jurídico-político-social para a ordem institucional da democracia brasileira. Principalmente quando se sabe que nestas eleições vários candidatos ficha-suja foram eleitos tanto para vereador como para prefeito. Os notórios corruptos, que, enriquecidos com o dinheiro público, agora se querem tomados como justos e honestos.

ELEIÇÕES EM MANAUS TAMBÉM PASSAM PELO TRANSTORNO MENTAL

Chegam a este Bloguinho através de fontes intempestivas informações que dão conta da ausência de profissionais ligados à área da saúde mental no DISA – Sul. Quem vai a este local em busca de informações ou orientações quanto à cobertura médica na saúde mental tem que se contentar com o fato de que não há nenhum profissional respondendo pela área atualmente.

Segundo as fontes afinadas, os profissionais que ali atuavam teriam se desligado da SEMSA, alegando receber pressões por parte de superiores para apoiar a candidatura de Serafim. Como estava todos “fechados” com Amazonino, preferiram sair, alegando que “em breve retornariam”.

O resultado final do cabo de guerra eleitoral é que a zona sul de Manaus não dispõe de nenhum tipo de coordenação na área de saúde mental até o final do ano. A ação dos profissionais, se realmente houve, demonstra o grau de entendimento que eles carregam sobe o que vem a ser uma política pública de saúde mental.

Se é verdade que os profissionais de saúde mental no Amazonas estão fazendo a “reforma psiquiátrica”, como afirmam lideranças do Estado e do Município, estão anos-luz distantes de compreender que a desinstitucionalização passa por pressões políticas e não se reduz em acabar com a internação ou com a marginalização do doente mental. A atitude de abandonar um trabalho – se é que aconteceu, e se é que existia este trabalho – nesta área por pressões políticas – também se estas existiram – apenas evidencia que o entendimento sobre a saúde e a doença mental por parte destes profissionais ainda não saiu do século XIX, onde o paradigma médico-clínico era dominante.

Ignoram eles que a mesma subjetividade perversa e antidemocrática que permite a existência de pressões corporativas a um candidato, ou mesmo a própria candidatura de um Amazonino Mendes, um Paulo Maluf, um Berlusconi, um Bush, é a mesma que produz as moléstias mentais, e que o trabalho de combate epidêmico neste aspecto não pode se dissociar de um embate político, de uma transformação no sentido de busca de mais autonomia e consolidação dos direitos políticos desta população. Nada que passe pelo “eu voltei, voltei para ficar” da prepotência e ressentimento de funcionários que perderam as benesses quatro anos atrás e que agora se insinuam para retornar à gostosa prefeitura. E la nave vá…

PARABÉNS DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO

Talvez existam duas formas de parabéns. Uma, como homenagem-reconhecimento de alguém para outra. Aniversário, um feito, conquista, realização, sempre um tributo reconhecedor. Homenagem que coloca ambos no círculo da dependência. O que homenageia precisa se mostrar capaz de compreender o outro naquilo que ele imagina de si. O homenageado precisa se sentir reconhecido como merecedor. Um acordo tácito chantagista. Outra, como confirmação de alguém por si mesmo como produtora do necessário para outro alguém. É nessa forma que se mostra a potência ontológica do parabéns do funcionário público.

PARABÉNS – Palavra-ação composta por dois termos: para, do grego, “ao lado”, “próximo”, e bens, do latim, “valores”. Em proximidade com os bens, sem se confundir com eles, mas envolvido, para poder entregá-los como valores em cumplicidade. Exaltação.

FUNCIONÁRIO – Composta por dois termos: função, “atividade”, e ário, do latim, “ofício”, “acervo”. Funcionário, aquele que age movido pelos elementos produtivos que carrega em seu acervo profissional.

PÚBLICO – Do latim, o que é de todos. De todos, por ser por si e para si.

O AUTO-PARABÉNS FUNCIONÁRIO PÚBLICO

A atuação social comprometida como público faz o funcionário ser ele mesmo produtor de seus parabéns. Isso por sua ação como funcionário não se restringir exclusivamente ao órgão em que está lotado. Sua ação se desdobra em todos territórios em que se encontra, o que faz tomar-se como necessário à funcionalidade pública de sua cidade como Imanência Democrática. É assim que, confiante em seu talento criador-coletivo, não se submete a ordens arbitrárias de seus superiores, e nem toma atitudes prepotentes contra aqueles que procuram seus serviços. Por isso, é um servidor, e não um ser vil. Não precisa que um chefe lhe renda homenagem, pois sua festa encontra-se em se sentir responsável pelos órgãos do Estado cujas existências são dependentes dos direitos dos cidadãos. Foram criados, mantidos e modificados, quando necessários, com o único fim de satisfazer as necessidades sociais de todos.

Talento, confiança, graça e virtude, são seus princípios gerais que carrega como funcionário público, fatores imprescindíveis à satisfação da coletividade e de sua alegria. Princípios propulsores de seu engajamento social. O seu parabéns. Sua práxis trabalhista, que nem sempre tem boa acolhida salarial. Daí que de vez em quando tem que recorrer às reivindicações profissionais, amparado em sua confiança e seu talento produtivo, para melhorar sua condição econômica e não ser devorado pela ganância da mais-valia estadual. Ato que participa sem medo e sem ressentimento, pois é movido mais pela razão que pelos impulsos; estes últimos, ponto fraco do trabalhador alienado, pelos quais o patrão age para neutralizar seus direitos trabalhistas.

Escritor e ator de seu próprio texto e performance, não teme as trocas de governantes. Não calcula ganhos e perdas. Não reivindica chefia. Apenas mantém sua atitude de constante parabenizado. Não teme as perseguições funcionais promovidas pelos subalternos e lambaios dos governantes. Sabe que o que dá sentido à estrada é o caminhante; por tal, não permite ser interceptado em seu movimento.

Da aposentadoria, não faz dela um fim desesperado a ser alcançado. Não a espera para poder realizar o que não podia quando envolvido que estava em suas tarefas profissionais. Sempre fora feliz. A aposentadoria é apenas a conseqüência do direito trabalhista por tempo de serviço. Nenhum paraíso como imaginam aqueles que sabotaram suas existências e a vêem como a realização de um sonho. Em verdade, o ócio improdutivo. Para ele, o ócio produtivo como fundamento de outro modo de ser na mocidade ou na velhice. A suavidade de outras auroras.

Por isso, como contínuo trabalhador, isso tudo não passa de Parabéns do Funcionário Público.

OBSCENATÓRIO DA IMPRENSA

UMA SACADA FORA (OB) DA CENA (SCENUS) DO LUGAR DA AÇÃO (TORIUS) DA IMPRENSA

–> A VOLTA DO CIPÓ NO LOMBO MIDIÁTICO DE QUEM MANDOU DAR: O “CQC” DE KASSAB.

Diego Barreto, diretor do programa “CQC”, custe o que custar, da Band, pediu à assessoria da campanha de Kassab, antes do final da propaganda eleitoral do segundo turno, que retirasse do ar uma cena em que o próprio candidato “adesiva” o paletó do repórter Rafael Cortez. Enquanto Cortez tentava fazer piada com Kassab, o candidato é quem “pegou” o repórter, e transformou-o em garoto-propaganda do 25. O programa, que sobrevive de tentar constranger políticos e as chamadas “celebridades” em troca da audiência, vendendo um viés “intelectual” (e tem quem compre), na realidade não faz humor: não passa de uma versão do casseta & planeta, que não carrega o humor por não movimentar as estratificações sociais, apenas reforçando os preconceitos. A diferença é apenas de ordem superficial: ao invés de homoeróticos, negros, gente feia e pobre, eles capturam o entendimento cristalizado de corrupção, de imoralidade e de ridicularização da política e transformam em clichê: nisso não são sequer originais, já que os próprios profissionais do executivo, se encarregam de parodiar-se a si mesmos e à política. Não faz a leitura do simulacro midiático, mas o reforça. Por isso não pode fazer humor. Daí o marketing eleitoral do DEM/PSDB kassabiano não se sentir constrangido em se aproximar e capturar a imagem do programa em benefício próprio, e para fins meramente comerciais. E ainda tem gente que custa a acreditar…

–> A NECROFILIA DO SIMULACRO MIDIÁTICO

A necrofilia midiática é um sintoma de que a mídia não tem interesse em informar, mas em ser a notícia. E ela, mais que nenhuma outra instância social – mais até do que as igrejas – reverbera a má consciência, o (in)desejo manifesto pela superstição de eliminar o efeito per si, e não a partir do conhecimento das causas. Um gosto pela violência social, mas apenas aquela que expõe a luta de classes e mobiliza claramente o enunciado da moral, caracteriza essa mídia necrófaga e necrófila. Daí a impossibilidade de compreensão dos fatos para além dos clichês. Por isso, lucra a Rede Record e o Portal Terra, quando mostram imagens de Lindemberg Alves, detido e espancado, obviamente pela polícia paulista. A informação também foi dada pela revista eletrônica Terra Magazine, do jornalista Bob Fernandes, voz lúcida que não se perde nem se confunde no meio midiático, que analisou mais racionalmente o fato, questionando a legalidade da ação, e chamando a atenção – através das palavras do jurista Luis Flávio Gomes – para o aviltamento dos direitos civis básicos, em nome do sentimento de vingança, da má consciência. No afã de satisfazer o corpo “mídia-videota” necrófago, atropela-se o fato de agentes do Estado terem simplesmente ignorado direitos civis e espancado uma pessoa ainda não julgada e condenada. O que abre um perigoso precedente para a tortura. Infelizmente, esta tem se tornado banal na residência da maior parte das pessoas: é só apertar o botão LIGA no controle remoto e começar a sessão.

–> O “ESPECIALISMO” DA TEVÊ ÀS VEZES FALHA

Em seu simulacro do real, a mídia, para sustentar e dar um verniz de credibilidade às notícias que produz, e por não possuir os signos da ordem do Estado como detentora dos saberes oficiais, apela a agentes externos quando o assunto em questão requer um “sublinhado” menos corriqueiro. Para isso, tem o seu exército de “especialistas”, dos quais se destacam com maior prevalência os economistas e os psicólogos. No caso dos economistas, o objetivo é menos tornar claro os falsos movimentos da economia de mercado e analisar as causas da alcunhada crise (como o foi na época de ouro do também alcunhado Neoliberalismo) do que envolver o telespectador-videota na verborragia econofástrica, donde o receptor deve sempre compreender o binômio “bem/mal” como entes absolutos. Miriam Leitão que o diga. No caso dos psicólogos, em sua maçiça maioria, o objetivo é reforçar e dar verniz pseudocientífico aos preconceitos abordados nas notícias. Não foi o caso, no entanto, do psicanalista e psiquiatra Raul Gorayeb, que foi ao insosso Jornal Hoje, apresentado pela ex-comediante Sandra Annenberg, e não endossou o discurso judicativo-condenatório a Lindenberg Alves. Ao contrário, colocou uma questão de ordem social necessária: a responsabilidade da sociedade. Atingiu em cheio a mídia, que se quer porta-voz e porta-estandarte desta sociedade. Ferida de morte, a ex-comediante tenta retomar o script de condenações e culpabilizações. Gorayeb nos sai com Shakespeare, o intérprete das paixões humanas, demasiado humanas. Este sim, o psicólogo de seu tempo, que soube, a despeito do isolamento autoimposto, fazer a leitura dos acontecimentos sociais e do envolvimento dos corpos-afetos na existência das pessoas. Quem matou Romeu e Julieta não foi o amor, mas o ódio cultivado pela sociedade. Da mesma forma, Gorayeb esboça um questionamento que deveria ser corrente nas análises midiáticas destes fatos. Infelizmente, pela cara dos apresentadores do referido jornal, ele não deve retornar tão cedo à cadeira de “especialista de plantão”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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BLOG PÚBLICO

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