Arquivo de julho \31\UTC 2008

DILMA ESTÁ SOLTA PARA AGITAR CAMPANHA ELEITORAL

Lula libera a ministra Dilma Roussef para fazer campanha

para os candidatos de suas afinidades políticas.

E agora Direitaça de Manaus?

Dilma vai apoiar quem?

Vocês ou Praciano?

IGREJAS E ELEIÇÕES

Digamos que em verdade Deus exista. E se Ele existe e acreditamos Nele é porque O conhecemos, mesmo que nosso conhecimento Dele não tenha passado por nosso sistema nervoso central, estrutura biológica, como o cérebro, fundamental para o conhecimento. Mas Ele existe: acreditamos. Tanto que ele criou o mundo, as coisas, os animais, dispôs tudo em seus territórios, com suas funções, ações e reações singulares. Entretanto, de todas suas obras, a mais magnífica e sublime foi o homem. Um ser a sua imagem e semelhança. Seu duplo. Seu gêmeo. Seu Alter-Ego. “A maior maravilha de todas as maravilhas”, disse o poeta filósofo.

Sim, Deus é bondade, e acima de tudo justo. O homem, sua criatura, também. Ele pensa. Colocou o homem na terra para um estágio de transição de retorno ao seu lado paradisíaco. O compromisso da transição envolve os princípios da bondade e da justiça entre todos os homens. Nada de tergiversar dos princípios semelhantes aos do Pai. Viver bem entre si é a sublimidade terrestre do homem. Harmonia absoluta do amor ao próximo. Nada de degradação da ordem do Senhor. Em verdade, o homem é o prolongamento de Deus. É inteligente, criativo, solidário, bondoso e, acima de tudo, justo. Justo executor do modelo de justiça do Pai.

MAS NA TERRA TEM ELEIÇÕES

Mas eis que ecoa a notícia: “Deus está morto!”. Mas não foram Copérnico, Galileu, o Iluminismo, a Idade das Luzes e, muito menos, o filósofo Nietzsche e o escritor Dostoievski seus assassinos. Foram os românticos arquitetos do teo-capitalismo que resolveram, em nome da construção do paraíso na terra, uma salvação mais concreta, fundar o Reino do Reflexo do Outro Mundo, a ponte de ligação deste mundo para o mundo da imortalidade, destino dos que foram justos diante das coisas da barriga. Não se alcança a plenitude celeste de barriga seca e, pelo menos, um pouco de glamour. Para isso, nada de pejo com este reino da ignorância, ambição, trapaça, luxúria e sensualismo. A moral dos valores imediatos. A mola basilar da segurança individualista que, por justiça, só alguns têm direitos. Entre eles, muitos pastores e muitos políticos.

Agora é tempo de eleição. É preciso ressuscitar o velho Deus, nem que seja em simulacro. É preciso pregar seus princípios: bondade e justiça. Princípios sem os quais não há democracia. É preciso esconder a glutonaria. A face voraz da materialidade capitalista. Agora é a vez e a hora da espiritualidade celestial. A busca da imortalidade construída através de ações teológicas. O bom cristão. As imagens se misturam. Eleitores ameaçados pela fúria apocalíptica do juízo final, com candidatos capitalizados na fraude eleitoral. Pois tudo é capital. A vida real, nada de vil metal. Vil metal é coisa do infernal. Inimigo da democracia. Ele afasta a alma da festa da irmandade e confunde a mais-valia. Eleição se ganha com oração! A bíblia na mão e voto como condição. Pastores candidatos e candidatos aos favores. Favores das igrejas sem pecadores.

Os pastores indicam os candidatos. Os fiéis, para quem Deus não morreu, olham os candidatos, verificam suas biografias, lembram dos princípios bondade e justiça, então confessam para si que não vêem a imagem e semelhança de Deus, em nenhum dos candidatos de seus pastores. Aí exclamam em bom som: “Deus está mais vivo do que imaginam as ambições dos fariseus! Eleição não é negócio de outro mundo, a não ser da democracia!”.

A MUSICALIDADE MINISTERIAL DE GIL

Foi uma surpresa quando Lula o apresentou como ministro na pasta da Cultura, e foi grata a surpresa quando se viu o desempenho democrático de suas ações, principalmente no que diz respeito a uma progressiva descentralização e, diríamos, descartelização de projetos culturais. Fez um acordo com Lula: 80% atividade ministerial, 20% musical. Mas na prática as atividades se interpenetravam e os percentuais desapareciam no som da política e na política do som. O artista ministro e o ministro artista. Quem não gostou de sua gestão foram o reto (des)humorista Jô Soares e até seu parceiro dos ventos tropicalistas, Caetano Veloso, querendo posar de outside, mas muito bem integrado à direita política e artística. “Toda arte é política”, diria o philopoietai Moacyr Félix. Ele mostrou que não fazia concessões. E também que não estava preso ao passado dos que sofreram perseguição na época da ditadura de fato ou por mera porralouquice. Ao contrário, viu que as ditaduras continuam em linha dura, que se tocam nos seus centros, formando sempre novas/velhas ditaduras, sendo elas que era necessário enfraquecer. Contra ele, nada. Sua gestão/potência democratizante não poderia mais ser emperrada pelo ressentimento da direita/elite/mídia, etc. No avanço cultural, em efervescência nietzscheanae não como mera pontuação burocrática molar paralisante civilizatória, criou o Plano Nacional de Cultura, mais de 800 pontos de cultura por todo o Brasil, dobrou a verba do Ministério da Cultura, aumento de incentivos em todas as áreas artísticas. E deixou a linha para ser desfiada por quem vier, como no já noticiado aqui no bloguinho Fórum Nacional de Financiamento da Cultura. Foi grato perceber que o artista carrega a razão construtora ativa no mundo, e que, assim como levou da atividade musical a suavidade na gestão ministerial, provavelmente levará experiências inimagináveis da atividade ministerial para o trabalho musical. Dessa forma, onde estiver arte e política estará perto Gil. Gilberto Gil!

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

CHAGÃO PERGUNTA

Considerado pelo jornalista Mário Filho como o primeiro técnico de fato da seleção brasileira, não cronologicamente, pois houveram outros, mas porque o primeiro a introduzir organização tática e critérios técnicos de jogo no plantel nacional, Gentil Cardoso, pernambucano, negro, considerado o técnico-filósofo, já fazia sucesso no futebol carioca na década de 40, e em 59 dirigiu a seleção nacional no Sul-Americano. Dizem que não foi maior porque o preconceito de cor impediu que assumisse a seleção em 1958. Cunhou frases que ficaram na história do futebol, e que ainda são usadas hoje em dia, como: “A bola é de couro, o couro vem da vaca, a vaca gosta de grama, então joga rasteiro, meu filho!”. Criador de expressões clássicas como “Cobra”, para se referir aos craques, e “deu zebra”, para apontar uma derrota tão improvável, tão improvável, que era equivalente a dar zebra no jogo do bicho (a zebra não consta dos animais do jogo do Bicho). O ‘Chagão Pergunta’ a partir desta edição da coluna, sairá às segundas, com respostas às quintas.

CONTA OUTRA, LEONOR!

A partir desta edição da coluna futeboleira ‘Chagão!’, o leitor intempestivo vai acompanhar a seção “Conta Outra, Leonor!”, onde vai poder ler textos da coluna e de terceiros voltados para a literatura, crítica, poesia, pintura, artes em geral ou curiosidades do mundo da Leonor, a gordinha dos volteios e piruetas mágicos, da alegria desejante do futebol como expressão do jogo do jogar. “Só quando joga, o homem é plenamente homem”, afirma o craque da ponta-esquerda, Jean-Paul Sartre. E em comemoração aos 78 da conquista da primeira Copa do Mundo pelos Uruguaios, a 30 de julho de 1930 (com um toque memorial-afetivo da moçada do blogue Futebol, Política e Cachaça), reproduzimos aqui o texto “A Copa do Mundo de 1930”, de Eduardo Galeano, o craque das letras tortas, publicado em seu livro “Futebol ao Sol e à Sombra”:

A COPA DE 1930

Um terremoto sacudia o sul da Itália enterrando mil e quinhentos napolitanos, Marlene Dietrich interpretava O Anjo Azul, Stalin culminava a sua usurpação da revolução russa, o poeta Vladimir Maiacovski se suicidava. Os ingleses jogavam Mahatma Gandhi, que exigindo independência e querendo pátria tinha paralisado a Índia, na prisão, enquanto sob as mesmas bandeiras Augusto César Sandino levantava os camponeses da Nicarágua nas outras Índias, as nossas, e os marines norte-americanos tentavam vencê-lo pela fome incendiando as colheitas.

Nos Estados Unidos havia quem dançasse o boogie-woogie, mas a euforia dos loucos anos vinte havia sido nocauteada pelos ferozes golpes da crise de 29. A Bolsa de Nova York tinha caído a pique e em sua queda aviltou os preços internacionais e estava arrastando para o abismo vários governos latino-americanos. No despenhadeiro da crise mundial, a ruína do preço do estanho derrubava o presidente Hernando Siles, na Bolívia, e colocava em seu lugar um general, e a queda dos preços da carne e do trigo derrubava o presidente Hipólito Yrigoyen, na Argentina, e em seu lugar instalava outro general. Na República Dominicana, a queda do preço do açúcar abria o longo ciclo da ditadura do também general Rafael Leónidas Trujillo, que inaugurou seu poder batizando com seu nome a capital e o porto.

No Uruguai, o golpe de Estado ia estourar três anos depois. Em 1930, o país só tinha olhos para o primeiro Campeonato Mundial de Futebol. As vitórias uruguaias nas duas últimas olimpíadas, disputadas na Europa, tinham transformado o Uruguai no inevitável anfitrião do primeiro torneio.

Doze nações chegaram ao porto de Montevidéu. Toda a Europa estava convidada, mas só quatro seleções européias atravessaram o oceano até estas praias do sul: Isso está muito longe de tudo – diziam na Europa – e a passagem sai cara.

Um navio trouxe da França o troféu Jules Rimet, acompanhado pelo próprio Dom Jules, presidente da FIFA, e pela seleção francesa de futebol, que veio contrariada.

O Uruguai estreou com bumbos e pratos um monumental cenário construído em oito meses. O estádio se chamou Centenário, para celebrar o aniversário da constituição que um século antes tinha negado direitos civis às mulheres, aos analfabetos e aos pobres. Nas arquibancadas não cabia nem um alfinete quando Uruguai e Argentina disputaram a final do campeonato. O estádio era um mar de chapéus de palha. Também os fotógrafos usavam chapéus, e câmeras com tripés. Os goleiros usavam gorros e o juiz vestia um calção negro que lhe cobria os joelhos.

A final da copa de 30 não mereceu mais que uma coluna de vinte linhas no jornal italiano La Gazzetta dello Sport. Afinal de contas, estava se repetindo a história das olimpíadas de Amsterdam, em 1928: os dois países do rio da Prata ofendiam a Europa mostrando onde estava o melhor futebol do mundo. Como em 28, a Argentina ficou em segundo lugar. O Uruguai, que ia perdendo de 2 a 1 no primeiro tempo, acabou ganhando por 4 a 2 e sagrou-se campeão. Para apitar a final, o belga John Langenus tinha exigido um seguro de vida, mas não aconteceu nada mais grave que algumas escaramuças nas arquibancadas. Depois, um bando apedrejou um consulado uruguaio em Buenos Aires.

O terceiro lugar no campeonato foi para os Estados Unidos, que tinham em suas fileiras alguns jogadores escoceses recém naturalizados e o quarto lugar ficou com a Iugoslávia.

Nem uma só partida terminou empatada. O argentino Stábile liderou a lista de artilheiros, com oito gols, seguido pelo uruguaio Cea, com cinco. O francês Louis Laurent fez o primeiro gol da história dos mundiais, jogando contra o México”.

LINHA DE PASSE

Enquanto Robinho é liberado para jogar amistosos, e a contusão que lhe tirou do torneio olímpico desapareceu mais rápido do que os amores que voltam com a ajuda da Maria Padilha, na Argentina, o atacante Lionel Messi já disse que vai encarar o Barcelona, e pretende ir a Beijing. Bem diferente do atacante brasileiro, mascote da Rede Globo, e que ficou caladinho no meio da confusão. Já o clube catalão ao menos não usou de recursos escusos, como o rival blanco de Madrid. Pretende ir até os últimos recursos jurídicos para que o seu principal jogador continue na equipe. Toda a temporada do Barça pode ser prejudicada se algo acontecer a Messi nas olimpíadas. Já a AFA (Associação de Futebol Argentina), ainda que tenha semelhanças quase genéticas com a CBF, em termos de negócios extra-campo, encarou, e a FIFA está do seu lado. Messi começa a temporada 08/09 como o principal destaque do seu time (herdou a 10 de Ronaldinho) e de sua seleção, ainda que Riquelme morra de ciúmes.

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Do seu lado, o Barcelona, juntamente com o Schalke 04 e o Werder Bremen (especificamente envolvendo jogadores brasileiros e argentinos), resolveu encarar a FIFA, que oficializou juridicamente a obrigatoriedade de cessão dos jogadores. Apelou ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), órgão máximo da justiça desportiva, que numa primeira decisão já tinha declarado ganho à FIFA. Messi já afirmou que não pretende esperar a decisão do tribunal, já que quem manda no futebol é a FIFA, de Blatter (um homem perigoso…) e seu amigo, Julio Grondona, o Teixeira da AFA. Sob uma ótica que escapa ao futebusiness, e vindo de quem fez sua leitura, Maradona instou a Messi que assumisse de vez sua condição de líder e de craque. Para Dieguito, se o Barça deu a ‘diez’ a La Pulga, é porque, como uma noiva virgem, ficará a esperar seu amado, ainda que ele dê uma escapadinha em terras chinesas. Diego sabe que a força do trabalhador é quem produz a riqueza. É o Marx do futebol. O resto é futebusiness…

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A torcida do América do México anda preocupada: é que, depois da síndrome de Sansão que atingiu El Mago Valdívia, quando cortou o cabelo, foi a vez de Salvador Cabañas, pesadelo das defesas brasileiras, cortar suas madeixas. De quebra, ainda emagreceu, está em nova forma. Que a superstição, no caso do atacante paraguaio, não permita que a fonte seque, e que o ex-gordinho não se transforme em ex-craque.

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Mundo afora pululam os torneios caça-níquel, em geral disputados em países onde o futebol é apenas um quadro ionizado de stripes em configuração RGB. Sempre existiram, é verdade, mas há alguns que ultrapassam a linha do inócuo e inútil ao esporte. O torneio de Dubai é um deles, mas ao menos permitiu uma curiosidade semiológica: uma final entre Inter e Inter, com vitória dos gaúchos. Dentre zil deles, que interessam somente aos investidores, panis et balipodus, os argentinos do Arsenal de Sarandí, atuais campeões da Sudamericana, enfrentaram os do Gamba Osaka, campeões da Copa do Japão, e faturaram a importantíssima Copa Suruga Bank. Nunca mais serão os mesmos.

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A pré-temporada da Champions League já está rolando pelos campos menos glamourosos da Europa. São times que jogam eliminatórias em ida-e-volta, pelo direito de constar nos grupos da fase principal do torneio. Alguns clubes grandes de países com menos reconhecimento econômico estão na parada. Na rodada de ida, ontem e hoje, jogaram Anderlecht (Bélgica), Glasgow Rangers, Fenerbahce (Turquia), Panathinaikos (Grécia), além de times da Finlândia, Eslováquia, Sérvia, Bósnia, Hungria, Israel, Polônia, Chipre, Áustria, Croácia, dentre outros. Dos chamados grandes pequenos, o vice-campeão belga e o vice da Copa UEFA passada se deram mal. O Anderlecht conseguiu perder por 2 a 1 para o BATE Borisov, time da Bielo-rússia, enquanto os Rangers não saíram do placar inicial com o Kaunas, da Lituânia. Já o Fenerbahce praticamente eliminou o MTK, da Hungria, 2 a 0.

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Confusão na Série C do Brasileirão. O jogador Rafinha, do Toledo (PR), afirmou que houve acerto de resultado na partida contra o Marcílio Dias (SC), pela sexta rodada da primeira fase da Série C. Segundo ele, houve acerto para que a partida terminasse sem gols, classificando os dois clubes e eliminando o Inter de Santa Maria (para desespero do ‘Impedimento!’) e o Engenheiro Beltrão. Com isso, os jogos que aconteceriam entre os classificados para a segunda fase foram todos suspensos. Segundo o jogador Rafinha, tudo foi feito em nome da família e dos bons costumes, já que desclassificados, os jogadores entrariam em “férias” mais cedo, deixando de receber. Rafinha só esqueceu que, na lógica cristã que defende, todo mundo é filho de Deus, inclusive os jogadores dos times eliminados. Por trás disso, a famigerada série D do ano que vem, invenção da CBF, que promete ser o buraco negro do profissionalismo futebolístico nacional. Com a nova série, os quatro círculos infernais ficariam assim*: 1o Círculo ou Série A: onde os clubes classe média lutam para não escorregar para a pobreza, mas ainda têm contato com alguns ricos, ou que fingem ser. De vez em quando o salário dos jogadores do líder do certame atrasa. 2O Círculo ou Série B: a pobreza que escorregou mas que sonha em estar sala de estar das boas famílias. Com a queda de um ricaço para o segundo círculo esse ano, ao menos duas vezes no ano estes times desfilarão nas telas da TV a Cabo. Quem escorrega para o próximo círculo vai para aquilo que o IBGE chama de “abaixo da linha da pobreza”. Pagar os jogadores é complicado pra quem não está na ponta de cima da tabela ou é clube-empresa, fazenda produtora de madeira (perna-de-pau). 3O Círculo ou Série C: aqui é o limbo do futebol brasileiro. Há quem tenha vindo, como o Fluminense, e tal como apenas uma vez em toda a história, foi içado deste círculo infernal diretamente ao paraíso por intervenção divina, mas só quem presenciou o anjo do Senhor com a espada flamejante em punho abrindo as portas para o tricolor carioca passar é que acredita em tamanho desvario divino. No mais, os clubes dificilmente saem deste nível, que só não é amador graças às benesses eleitorais que alguns destes clubes trazem a prefeitos, governadores, deputados e senadores. 4O Círculo ou Série D: “Por mim se vai à cidade das dores; por mim se vai à ininterrupta dor; por mim se vai à gente condenada. Foi justiça que inspirou meu autor; fui feito por poderes divinais, suma sapiência e supremo amor. Antes de mim, havia apenas coisas eternas, e eu, eterno, perduro. Abandonai toda a esperança, ó vós que entrais!”. * É importante lembrar que, pela lógica da circularidade, não há diferença de qualidade ou atributo entre os círculos, mas tão somente de arbitrária hierarquia humana, demasiado humana.

CAMPEONATOS NACIONAIS

Sete jogos nesta quarta-feira na Série A do Brasileirão. E hoje os mineiros que torcem para a Raposa vão dormir satisfeitos com a liderança provisória do seu time. Caso o Grêmio tropece no Coritiba hoje, a liderança se estende até o domingo, quando o time pega o Flamengo, descendo de elevador. O time disputou com o Palmeiras nesta noite de quarta o título de pior meio-de-campo da primeira divisão e venceu graças a Valdívia, que mesmo jogando 1/10 do que sabe, ainda faz a diferença no toque de bola. Do outro lado das cores vermelho e preta, está o Vitória, que venceu de virada o Atlético Paranaense e está na segunda posição. O Internacional, que já tinha ressuscitado o Ipatinga, agora usa o levanta-te e anda para insuflar nova vida no Santos, que tirou o nariz de dentro da sepultura. Já o Fluminense, como diz o seu técnico, Renato Gaúcho, continua brincando no Brasileirão. Brinca de forca. Alex Mineiro (Palmeiras) e Kléber Pereira (Santos) continuam na ponta da artilharia, com dez gols. Resultados:

16ª Rodada Série A – 30 e 31/07

Vitória 2 – 1 Atlético/PR

Cruzeiro 4 – 2 Náutico

Portuguesa 3 – 1 Fluminense

Botafogo 2 – 0 Goiás

Internacional 0 – 1 Santos

Figueirense 1 – 1 São Paulo

Palmeiras 1 – 0 Flamengo

Sport Recife – Ipatinga

Vasco – Atlético/MG

Coritiba – Grêmio

Classificação*

Cruzeiro  –  30

Vitória  –  29

Grêmio  –  29

Flamengo  –  28

Palmeiras  –  28

São Paulo  –  27

Coritiba  – 23

Botafogo  –  22

Internacional  –  22

Sport Recife  –  21

Figueirense  –  21

Portuguesa  –  19

Náutico  –  18

Atlético/MG  –  18

Atlético/PR  –  17

Santos  –  17

Goiás  –  17

Vasco  –  16

Fluminense  –  13

Ipatinga  –  13

* Em azul, os classificados para a Libertadores ’09; em verde, os classificados para a Sulamericana ’09, e em vermelho, os rebaixados para a série B.

A ENTREVISTA ‘DIET’ DE SERAFIM À IMPRENSA ‘LIGHT’ MAS NÃO MORDE

A edição desta semana do Roda Viva Amazonas, que entrevistou o candidato à reeleição municipal de Manaus, Serafim, foi a confirmação da submissão da imprensa manoniquim a esta ou àquela candidatura, e do comprometimento dos principais jornais da cidade com a Direita.

Dos tradicionais veículos de circulação de papel, somente o Diário, ofendido com o direito de não-resposta do governador Eduardo ‘guerreiro enfurecido de sempre’ Braga, não compareceu. Mesmo assim, não significa que seja diferente dos demais.

De um lado, jornalistas defensores quase explícitos das candidaturas oficial e da oficiosa, e de outro, um Serafim que, ou acredita fielmente na maquiagem que seus assessores preparam a cada caminhada, ou está bem próximo de ganhar o diploma “o melhor dos mundos” conferido pelo filósofo Pangloss.

Serafim, em geral, confundiu cordialidade com ética, e foi atacado num primeiro momento pelos jornalistas que compuseram a roda. Os temas principais foram os buracos – para os quais Serafim, dizem fontes intempestivas, tem argumento forte e que pode tirar votos de Amazonino, mas que não apresentou – e a rejeição quase arthur-nética que o atual prefeito tem acumulado na sua administração. Serafim mostrou que são dois pontos fracos que podem sim, atingi-lo, e para os quais ele ainda não tem um argumento incisivo que possa rechaçar.

Ainda que seja verdadeiro o argumento de que Manaus é uma cidade sem planejamento, que suas ruas não têm sistema de drenagem, e que as condições climáticas sejam um agravante, a assessoria do prefeito ainda não conseguiu evidenciar exatamente em que parte de Manaus, nos últimos três anos e meio, houve avanços na implantação de um sistema viário que tenha sistema de drenagem e que suporte mais do que uma semana do verão amazoniquim. Também não soube explicar satisfatoriamente porque, às vésperas da eleição, resolveu ordenar o tapamento a qualquer custo dos buracos da cidade, contradizendo o seu próprio argumento de “fazer devagar, mas fazer bem feito”. Serafim também perdeu a oportunidade de explicar as razões “pré-eleitorais” da falta de asfalto no mercado a que a prefeitura foi submetida no início do seu mandato.

No caso da impopularidade, Serafim afirma que não a sente. Sintoma do afastamento (ou melhor, de nunca ter se aproximado) dos movimentos sociais, ou da “preparação” que as secretarias e assessorias do prefeito faz quando ele anuncia que vai a algum lugar? Desconfiará Serafim que as ruas bem varridas, as sarjetas bem pintadas, a água nas torneiras e até mesmo muitos dos “populares” que estão nos eventos são preparados previamente pelas secretarias? Saberá ele que muitos dos aplausos que recebe são de funcionários municipais propositalmente à paisana e que estão ali para fazer claque? Será que Serafim desconfia que, se a casa da Dona Raimunda, que ele citou como exemplo, for em algum bairro da zona Leste ou zona Sul, ele corre o risco de chegar lá de surpresa e encontrar somente o assobio do vento nas torneiras? Serafim conhece o projeto Poseidon?

Evidentemente, não são problemas do prefeito, mas de uma cidade. O interessante é que essa personalização da política, para o bem e para o mal, é um acontecimento muito mais da classe média – de onde vem Serafim – do que propriamente das classes mais abaixo da pirâmide social. Grande parte desta impopularidade pela não-resolução de problemas recorrentes da cidade é como se fosse um “lavar as mãos” de Pilatos – ou Herodes, para Alfredo e Eduardo -, uma “transferência” de responsabilidade, má-fé de quem prefere capitular e fazer de conta que os problemas de uma cidade não lhe dizem respeito. Contentaram-se em eleger um pretenso salvador da pátria, e como não deu certo, a culpa não lhes pertence.

Serafim atribuiu grande parte da sua impopularidade a programas de exploração da miséria social, e que aproveitam para fazer ataque ao prefeito. Neste aspecto, a posição de Serafim coloca os órgãos de imprensa, os mesmos que o questionavam na entrevista, na berlinda, já que eles são contumazes locatários do horário televisivo para este tipo de interesse, na maioria dos casos, lucrando tanto financeiramente quanto no plano do conluio pré-eleitoral. Serafim neste quesito desnudou os jornalistas.

Dos vícios da imprensa, um dos que chamaram a atenção foi a tentativa de um dos jornalistas, aspirante a Walmir Lima, mas que não chegou ainda a Alex Deneriaz, que comprou – ou foi comprado, a ordem não altera o resultado – a versão de seu jornal, que continua a afirmar, mesmo com o próprio presidente Lula desmentindo, que Omar é o candidato do presidente. Do jornal, é possível. O jornalista afirma que não viu o desmentido de Lula. Não lê o proprio jornal onde trabalha, que foi obrigado, no dia seguinte a publicar as palavras de Lula, que afirmou ter recebido o governador e o vice-governadores na condição de presidente, como receberia qualquer outro brasileiro, e não como cabo eleitoral. Serafim lembrou que Lula tem sim, candidato, mas que não é nem ele e nem Omar.

Outra situação em que Serafim desnudou os jornalistas foi quando o questionaram sobre a atuação do filho, Marcelo Serafim. Ainda que a passagem de Marcelo pela prefeitura esteja longe do que apregoou o pai, este aproveitou para, mais uma vez, expôr o comprometimento da imprensa. Utilizou até de ironia, ele que não é dado a toques de humor, quando apresentou o episódio das tartarugas do Marcelo, perguntando porque a imprensa estava ao lado da polícia federal quando esta foi constatar a existência de dois quelônios regularizados na casa de Marcelo, mas “sumiu” do mapa quando a mesma PF foi à casa do denunciante e encontrou 13 tartarugas adquiridas irregularmente. Propaganda para Marcelo, furos n’água para o então candidato e a imprensa que o continua apoiando nestas eleições.

Ainda que tenha iniciado com um clima “inquisitorial”, diante dos desnudamentos promovidos por Serafim, a entrevista descambou para uma entrevista de cordialidade, onde até a lista da AMB foi colocada em pauta, e Serafim escapou com certa tranquilidade de mais uma armadilha.

Para os corajosos que assistiram até o final sem fraquejar, duas ilustrações: a certeza de que os candidatos oficial e oficioso tem um histórico conjunto de administrações tão danosas à cidade, que até um prefeito de mediano a ruim, como Serafim, se destaca. Outra: a certeza de que, se contarem com a inteligência da imprensa manoniquim, estes candidatos estão garantidos. No movimento dos sem-cargo.

O CONSENSO DAS COLIGAÇÕES DA DIREITA

A filósofa francesa Barbara Cassin, em seus estudos sobre a democracia grega como devir, e não coma idéia, mostra que a pluralidade dos semelhantes só se torna uma realidade social através da práxis do conceito-articulação: o consenso. Para a filósofa, o consenso como conceito-articulação democrático coordena-se em três domínios: o lógico (o logos como linguagem dialógica), ético (como consentimento das partes em presença) e o político (obter a concórdia). Articulados como práxis capazes de manifestar o consenso da homologia, identidade do discurso, e da homónoia, identidade do pensamento, fundam o corpus constitutivo da democracia. De forma que, o consenso sendo um conceito-articulação nas pluralidades do diálogo e do pensamento, manifesta-se como um processual contínuo de atualizações de significados sociais, defende a democracia contra o perigo de sua usurpação pela tirania, que, em sua força entrópica, elimina o lógico, o ético e o político da homologia e da homónoia.

AS COLIGAÇÕES DA DIREITA

Como a democracia é uma pluralidade constitutiva, sempre em movimento em função de sua potência política/ética/estética criadora, atualizada como Bem Social, infere-se que os corpus desprovidos desta pluralidade constitutiva, sua potência criadora, não podem aspirar à democracia. Desta forma, acredita-se que os partidos de direita, cujos corpus expressam a democracia como idéia, a abstração da política, não carregam o consenso como conceito-articulação, mas tão somente o entendimento imóvel de suas paixões reacionárias. Assim, em tempo de eleição, as coligações destes partidos, não vão além dos minutos somados nos meios de comunicação para suas propagandas já tão conhecidas dos eleitores, pois o lógico, o ético e o político, não se encontram inclusos em seus discursos provenientes de suas práticas entrópicas anteriores. Tanto faz um destes candidatos concorrer apenas por seu partido, como concorrer por dois, três, quatro, quantos forem, a democracia, como sociedade dos amigos, não se faz real.

No caso de Manaus, esta entropia-política é bem visível nos partidos de direita, recheados com parte da “esquerda”. Nisso torna-se grotescamente cômico a encenação bufa, neste pleito, destes partidos se contorcendo para se mostrarem diferentes de seus iguais. Saltam aos olhos e aos ouvidos suas identificações. Nenhum mínimo sinal de antagonismo. Tudo muito bem harmônico. Harmônico, como é no “presente-passado”, o grupo dominante dos semelhantes por seus próprios interesses. Daí que quando se puxa um fio das acusações de atos contra as políticas públicas, sempre contrai vários. Como permanecem na mesma entropia política, seus programas de governos se assemelham até na linguagem, sem contar em seus objetivos. Entrevistados, o que um fala é o eco do que os outros parceiros já emitiram.

Sendo assim, assistindo harmonia dos iguais na encenação bufa, restou ao eleitor-ator da cena democrática suas gargalhadas sobre as sofríveis performances que não lhe empatizam.

MINISTÉRIO DA CULTURA PROMOVE FÓRUM EM MANAUS

Fórum Nacional de Financiamento da Cultura

O Ministério da Cultura – MinC, por meio da Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura – SEFIC, realizará sete seminários e sete oficinas regionais de trabalho, em várias capitais do país, entre os meses de agosto de 2008 e setembro de 2009, dentro da programação do Fórum Nacional de Financiamento da Cultura, com o objetivo de estimular o debate com a sociedade sobre a formulação de diretrizes para revisão do atual modelo de financiamento da cultura.

A primeira Oficina de Redesenho do Modelo de Financiamento será realizada em Manaus, nos dias 14 e 15 de agosto, com o tema Novo Modelo Federal de Financiamento à Cultura. Entretanto, os participantes deverão ser, prioritariamente, da Região Norte.

O evento terá abertura oficial, com a presença de autoridades do Ministério da Cultura, apresentando o diagnóstico sobre políticas e os indicadores culturais, além da formação de grupos de debate.

As inscrições poderão ser realizadas, até as 22h00min do dia 07/08/2008, por meio do link indicado abaixo.

Como funcionam as Oficinas?

As oficinas compreenderão cinco Grupos de Trabalho – GTs, compostos por até vinte participantes, cada. Estes grupos de trabalho serão formados conforme o grau de interesse dos participantes, manifesto no ato da inscrição e de acordo com a disponibilidade de vagas. Cada grupo discutirá o conjunto de propostas apresentadas na relação de temáticas para discussão.

A distribuição por grupos visa a oferecer maior oportunidade de contribuição e avaliação específica de cada uma das cinco estratégias, além de facilitar o encaminhamento dos resultados de cada debate para a síntese final das propostas. Caso haja um desequilíbrio no total de inscritos por grupo, a coordenação de cada oficina efetuará a redistribuição de alguns participantes, de acordo com a ordem de prioridade estabelecida no ato da inscrição, a fim de garantir as condições adequadas à realização do debate.

Cada grupo de trabalho será coordenado por um mediador e terá um relator, podendo ser dividido em até quatro subgrupos de trabalho, sendo que cada subgrupo indicará espontaneamente um relator para a elaboração de textos de relatoria dos debates.

Ao final das discussões os relatores oficiais de cada GT deverão elaborar o relatório final do Grupo, que será uma compilação dos relatos dos subgrupos. O texto dos relatórios produzidos poderá subsidiar a formulação de diretrizes para revisão do atual modelo de financiamento da cultura.

Temas dos Grupos de Trabalho

Abaixo estão relacionadas as temáticas que serão discutidas pelos GTs e, conforme descrito anteriormente, no ato da inscrição, o interessado deverá indicar uma ordem de prioridade (para todos os Grupos), a fim de que se possa alocar adequadamente os participante, equalizando as discussões.

GT 1 – Cultura como direito

EMENTA: A Constituição Federal, em seu artigo 215, reconhece o acesso à cultura como um direito do cidadão e estabelece como obrigação do Estado garantir o acesso às fontes da cultura nacional. Vinte anos depois, pesquisas demonstram os investimentos em cultura realizados do período, embora tenham aumentado, não foram capazes de reverter o grave quadro de exclusão cultural do país. Que medidas concretas são necessárias para que se cumpra este dispositivo constitucional?

GT 2 – Cultura como fator de desenvolvimento econômico

EMENTA: Em 1995, uma pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro dava conta do grande potencial de empregabilidade e de geração de renda da produção cultural brasileira. Embora a Lei 8.313 de 1991 preveja mecanismo de apoio à produção cultural economicamente viável, não se percebe um resultado concreto de investimentos como alavanca para o desenvolvimento econômico do setor. Agora, quando a importância dos aspectos culturais para o desenvolvimento social e econômico do país é reconhecida, em que o marco legal deverá ser aprimorado para oferecer condições às cadeias produtivas da cultura para se desenvolverem?

GT 3 – Gestão

EMENTA: Tendo em vista que a proposta de um novo modelo de financiamento impõe a modernização de sua gestão, que seja sistêmica e transparente, como deverá ser organizada a governança desse novo modelo, com vistas a garantir a transparência, a eficiência e o controle social dos investimentos?

GT 4 – Relações institucionais: interfaces e parcerias

EMENTA: O novo modelo de financiamento á cultura deverá ser suficientemente flexível para acolher novas demandas e investidores, favorecer as parcerias necessárias, dispor de linhas de apoio e investimento compatíveis com os perfis dos demandantes e agentes e segmentos, com amplo compromisso dos entes federados e da sociedade. De que forma essas parcerias deverão se construídas, sem que o Estado renuncie ao seu papel de formulador de políticas públicas e fomentador da cultura no país?

GT 5 – Inovação e conhecimento

EMENTA: Os processos criativos humanos são a mola propulsora das mudanças. Quais são os mecanismos mais adequados para que o Estado estimule a experimentação artística, a apropriação e troca de conhecimentos e experiência, favorecendo aos agentes a plena exploração de seus potenciais criativos, sem subordinar tais práticas à lógica de mercado?

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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