Arquivo para maio \31\UTC 2008

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ BRASIL VAI CRIAR FUNDO SOBERANO. Embora ainda se estejam discutindo as condições e formatos do investimento, já se sabe que o Brasil terá um fundo soberano. Isto significa que o país, que é atualmente a 8ª reserva internacional do mundo, irá usar parte desse dinheiro para investir, como também já o fazem países como a China, a Arábia Saudita, Cingapura, dentre outros. Um fundo soberano garante maior rentabilidade ao dinheiro aplicado, apesar dos riscos também serem proporcionalmente maiores. Principalmente porque as correntes macroeconômicas divergentes entre Ministério da Economia e Banco Central podem transformar a boa idéia do fundo em algo desastroso, principalmente se a atual taxa de juros continuar. Mesmo se tratando de uma falsa crise mundial (o capitalismo não tem crise, produz crise), países como o Brasil, a Índia e a China têm desafios diferentes de economias como os EUA e a Europa. Caso não se tenha um entendimento para além das rusgas ideológicas e escolas econômicas, o Brasil pode perder a chance de alçar-se à condição ao menos de um país com menos dissiparidades sociais, já que o caminho do capitalismo para todos, tentado pelo governo Lula, não pode prescindir da pobreza. O capitalismo precisa dos pobres. I inda tem françêis…

@ PROPINA TUCANA PASSOU EM PARAÍSOS FISCAIS. O Ministério Público da Suíça enviou à justiça brasileira documentos que mostram, no período de 1998 a 2001, gratificações ilícitas pagas em forma de comissões pelo trabalho fictício de consultorias. O pagador: o grupo francês Alston T&D (Transmission and Distribution), que venceu várias concorrências para obras no metrô de São Paulo nos governos de Mário Covas e venceu a concorrência para a extensão do atual metrô paulista, que custará US$ 45 milhões. Os recebedores: membros do governo Covas e do PSDB, ainda não divulgados. Os pagamentos eram feitos através de empresas offshore, que se localizam em paraísos fiscais, não cobram impostos e dificultam investigações de fraudes financeiras. Fizeram parte das negociações à época os tucanos David Zylbersztajn (genro de FHC), Andrea Matarazzo (atual secretario de coordenação das subprefeituras de São Paulo) e Mauro Arce, atual secretário de transportes. A conexão da propina chega até o malfadado caso Banestado, que parece envolver políticos de norte a sul do Brasil. Mas esta notícia dificilmente será veiculada nos meios televisivos abertos, em notas maiores que 05 segundos. Enquanto o Brasil caminha para uma democracia capitalista mais desenvolvida, a imprensa permanece com o ranço do provincianismo de colônia. I inda tem françêis…

@ A ARMA-BÍBLIA DE GAROTINHO.Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, indiciado na Operação Segurança Pública, da Polícia Federal, esta semana, afirmou em seu programa de rádio, que os agentes federais que cumpriram mandato de busca e apreensão em suas duas residências procuravam por armas, mas acabaram encontrando uma bíblia em cada quarto. “A única arma que uso é a bíblia”, teria dito. A operação da PF investiga uma quadrilha que facilitava a ação de contraventores da máfia de caça-níqueis no Rio. O próprio Garotinho e seu comandante da polícia civil à época, o deputado estadual Álvaro Lins dos Santos (PMDB) são acusados de serem os chefes da quadrilha. A frase de Garotinho se pretende teodemagógica, na medida em que procura colocar a falsa dicotomia bem/mal em relação à operação, arrogando-se o status de perseguido político. Mas as palavras ultrapassam a significação que o indiciado quis dar. “O meu pastor não sabe que eu sei / Da arma oculta na sua mão”. Mais perigosa que mil armas, uma bíblia, quando usada como corporificação de enunciados do microfascismo teológico de São Paulo (dor, culpa, ressentimento), já mataram tantos mais quanto uma arma de destruição em massa é capaz. A moral cristã, sem Cristo, de Garotinho, é responsável pela corrupção do homem, que nega a si mesmo como potência de agir no mundo e se impõe o grau zero de produção intensiva (o ideal ascético). Por isso Garotinho só é capaz de entender a Bíblia como arma, zil anos-luz de distância do palestino e filho de Maria, cuja frase-ironia se aplica bem ao casal infantil-xuxeado da RioGlobo: “amarás ao próximo como a ti mesmo”. I inda tem françêis…

@ A TV SENSO COMUM E O APRESENTADOR. Brito Junior, um dos apresentadores do programa Hoje em Dia, da Record, se baseou no senso comum para poder fazer uma série de questionamentos para o Dr. George Sanguinetti, deixando de lado a racionalidade e o bom senso como fundamento das perguntas proferidas, como se pode perceber no blog Bodega Cultural. Sanguinetti foi contratado pelos advogados de defesa da família Nardoni com o objetivo de verificar e avaliar os laudos da perícia do Instituto de Criminalística de São Paulo do caso Isabella. O apresentador, em seus questionamentos, fez clara a xenofobia televisiva quando enfatizou o fato do legista vir de Alagoas para questionar peritos de São Paulo. Fica claro nestes questionamentos, o fato da TV proceder através do senso comum, uma vez que esta prática não é exclusiva da Record, mas comum às outras emissoras. Tampouco é um ato solitário de Brito Júnior, pois os questionamentos são constituídos não somente pelo apresentador, mas pela direção, produção e toda a equipe responsável pela organização do programa. O que nos leva a inferir que a TV se distancia da produção de um conhecimento pautado em critérios racionais, críticos e científicos que garantam a clareza das noticias e dos comentários montados e surgidos. O que parece é que tais práticas televisivas ocorrem não com a preocupação de levar à opinião pública problemas que possam ser discutidos racionalmente, mas na ânsia de levantar a própria mídia como uma espécie de justiceira da sociedade moderna e pós-moderna. I inda tem françêis…

@ PETROBRÁS ENCONTRA MAIS PETRÓLEO NA COSTA BRASILEIRA. A Petrobrás descobriu mais óleo na Bacia de Santos. A questão é que além de ser mais uma das descobertas importantes para o crescimento do país durante o governo Lula, o óleo que foi descoberto foi identificado como sendo do tipo leve. Isto significa que este tipo de óleo possui 36 graus API. Na classificação da qualidade do óleo, esta sigla funciona como medidor: quanto mais próximo de 50 API, mais leve o óleo e maior o seu valor. Tudo indica que esta nova descoberta vai gerar elevadas produções. E pensar que uma das maiores empresa petrolíferas do mundo, que é a Petrobrás, quase foi extinta durante o governo de FHC. Mas para longe dessa lembrança, é realizado o movimento suave do caminho democrático do governo Lula aonde o óleo vai sendo levemente embalado. I inda tem françêis…

@ EXCOMUNHÃO PARA MULHERES SACERDOTES.A Congregação Para a Doutrina da Fé (hierarquia da Igreja Católica que substituiu a Santa Inquisição e que era ocupada antes por Joseph Alois Ratzinger, atual Papa Bento XVI no Vaticano) publicou um documento onde a ordenação de mulheres ao Sacerdócio é considerada um delito. O documento ainda determina: “tanto quem confira a Ordem Sagrada a uma mulher, como a mulher que recebe incorrem em excomunhão latae sententiae (automaticamente), reservada a sede Apostólica”. A Igreja dá mais uma amostra de como o seu entendimento religioso é limitado aos ditames de ressentimento e culpa constituídos por Paulo de Tarso, o que afasta cada vez mais a instituição terrena de Cristo, o filho de Maria, e de suas experiências sociais, alegres e libertadoras. A igreja dá mais um passo na conservação dos preconceitos construídos pelos homens. I inda tem françêis…

@ MORRE O “BICHO” AUSTREGÉSILO CARRANO.Crítico do sistema psiquiátrico de uma perspectiva a que poucos se atreveram, Austregésilo Carrano, 51 anos, morreu nesta terça-feira, por complicações de um câncer no fígado. Quem sabe, adquirido no mau encontro com o sistema psiquiátrico brasileiro, cópia da psiquiatria de confinamento européia e de uma Psiquiatria menos científica que moral. Carrano, que denunciou os três anos e meio em que foi diagnosticado como doente mental após ser pego com uma trouxinha de maconha na bolsa, não se contentou em ser uma insuportável conseqüência. Brigou, escreveu o livro “Canto dos Malditos”, onde descreve, dando nomes aos médicos, as torturas e a pseudociência que é a Psiquiatria, aliada da moral de classe da burguesia do capital. O livro deu origem ao filme “Bicho de Sete Cabeças”, da cineasta Laís Bodanski. Ao contar em prosa o que sofreu, mostrando que uma existência transcende à sua individualidade e transborda no social, entrou em outro litígio: a Psiquiatria, servil aos desígnios do Estado, ameaçada, recorreu a este. Austregésilo foi condenado pela justiça do Paraná a pagar indenização aos seus carrascos (60 mil Reais), censura ao livro, além de 5 mil a cada vez que mencionasse em veículo de divulgação público as torturas, os choques, a ingestão de fármacos, a humilhação, o confinamento e a interrupção da existência aos 17 anos. Não cedeu. O movimento antimanicomial o tomou como símbolo, o que Carrano não era. Como símbolo, ele imobilizaria novas possibilidades de atuação: um ícone, substituindo um objeto ausente. Carrano foi corpo, incomodou o corpo-Estado e suas leis. Há quem pense ter feito o mesmo com uma greve de fome que terminou com um sistema de saúde mental pública inexistente, mais de 20 anos depois e muita pose no meio do caminho. Carrano não precisava dos holofotes. Sua luta ainda é nas ruas, no movimento-fluxo da política como atuação do homem. E não termina com o fim do corpo biológico: o político continua como fluxo. Valeu, bicho! I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Que quem foi não chegou

E quem chegou não foi…

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CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

___________________susto_________impulso__________deslocamento__________

O STF – Superior Tribunal Federal julgou, por seis votos a favor, constitucional a pesquisa genética com células-troncos embrionárias. Insigne acontecimento para a comunidade científica e a sociedade brasileira, que possui  tecnologia capaz de avançar nas investigações científicas para produzir terapias capazes de modificar estágios enfermos de vários pacientes que esperam os resultados destes investimentos científicos.                       FUNDAMENTAL EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO, que teve que se opor aos dogmas religiosos em benefício da saúde humana.               Para o filósofo Nietzsche, a arte como potência do vir a ser não é da esfera religiosa, já que não cria o novo com os códigos humanos historicizados.             A arte é uma questão de arrebatamento disjuntor. Visibilizar o ainda não posto.       A religião põe o já posto: os corpus seculares do já posto. O dogma. O dogma é a Lei regrada orientadora dos seus fiéis, ao mesmo tempo que é o censor dos não fiéis. A história está repleta deste antagonismo promovido pelo dogma religioso, e em um deles a ciência. Galileu confirma.        Quando se pretende que o mundo seja somente o reflexo de uma idéia providente, o homem pára em sua jornada ontológica.             Os opositores da pesquisa refletem essa imobilizada-idéia, já que não vão além do dogma. Daí não entenderem a vida como um à priori  ao dogma, que é teo-político-histórico-cultural.                    Presos a esta perspectiva, não podem ver que o homem é apenas um percurso da vida que se movimenta em sua duração infinitamente imortal. Engendra a emergência humana na terra, e o guardará após seu desaparecimento bio/cultural. A herança genética-múltipla do seu ter existido. ESTAMOS ANTES DE ESTARMOS, ESTAREMOS DEPOIS DE TERMOS ESTADO. O que nenhum dogma poderá preservar, pois não terá para quem enunciar este percurso-vital. Assim, sendo a ciência, como investigação filosófica desta duração-vital, só tenta encontrar sinais-naturais e inventar modelos científicos para serem inclusos na existência humana. Tudo o que ainda não se tornou real. “Quem tem razões para acreditar na sua ‘vida após a morte’ precisa aprender a suportar sua ‘morte’ durante a vida” nietzsche.           ______________________________________Uma folha nunca cai, compõe com um território aéreo e, como outro corpo, comporá com o solo a emergência de um segundo corpo “Ri, pode rir, não faz mal, todo amor afinal deixa o peito sangrando” Alexandre Nardoni, acusado e preso, sob suspeita de haver assassinado em parceria com sua companheira Ana Carolina sua filha, a meiga Isabella, atribuiu ao governo Lula a causa da hiper publicidade, praticada pelos meios de comunicação, da morte de sua filha. Para ele, toda massificação do acontecimento foi para esconder os problemas graves que o país passa.                  Alexandre com seu argumento confirma a lógica da indiferença da classe média a qual pertence: nada sabe o que acontece  no Brasil do governo Lula. Não sabe da diminuição do desemprego, do aumento da confiança do povo brasileiro no governo, do crescimento industrial, diminuição da pobreza, produção de petróleo, o PAC, ingresso do Brasil no rol dos países para grandes investimentos anunciado pela agência de classificação de risco, Fitch,…                                   Mas o pior é que, se tratando de economia de mercado, Alexandre não sabe que a super-exposição do fato que ele está sendo acusado, é produto do sistema de informação e da mídia. Não sabe que todo acontecimento é abstraído pela informação para transformá-lo em não-acontecimento para  circular como signo negociável “em termos de modelo” no Star-System da aldeia global.

Sequer desconfia que o acontecimento morte da criança Isabella, como tempo real, foi esvaziado, desativado, codificado e transformado em imagem-virtual, signo-mercadoria sem auto-referente, “permutável no mercado cultural da informação” (Baudrillard). Esvaziada, “desvitalizada historicamente” a singularidade-acontecimento-morte-Isabella, a mídia simplesmente recolocou a imagem-virtual em uma órbita-comunicacional-artifical, “cena transpolítica da informação”. Aí a comoção patética dos consumidores.                         A mesma maquinação que a Globo tentou manipular contra a reeleição de Lula, quando escamoteando a notícia da queda do avião da Gol, exibiu as fotos do dinheiro do suposto dossiê contra o candidato do PSDB. Não causou a patética comoção esperada pela emissora conspiradora.        Pode ser que seja um recurso usado por seus advogados de defesa.   Não emociona.  ___________________

__________________O último é só a paralisação mágica da seqüência.  Fora da mágica a vida é que continua.                        “Vocês tão vendo aquela casa abandonada, lá no alto da chapada, (…) ali morava uma caboca apaixonada” caboquinho do norte

O BEIJO GAY DA GLOBO NA FRENTE PARLAMENTAR ABGLT

Um beijo, seja na boca ou em outra parte do corpo, não é só uma composição sensório-erótica. É uma enunciação que carrega corpos materiais e imateriais político, social, histórico, moral, religioso, estético, reservas de uma movimentação da economia ontológica do homem sempre a agir como dispositivo da liberdade. E, então, quando se trata de um beijo entre seres homoeróticos, mais liberdade, já que as clivagens castradoras materiais e imateriais, nestes corpos, tinham, e tem, o destino de suas eliminações.

Um beijo tem duas forças de deslocamentos (trepidações) destes códigos enunciativos. Um, no ato de beijar. Outro, no ato do olhar. No primeiro, há certeza da liberdade. No segundo, a liberdade ainda é dúvida. De qualquer forma, o beijo é sempre composição elevadora do existir. Nisso a fundamentação da presença dos beijantes. Quem olha não beija, é desviado pelo fetiche que substitui as bocas.

Um beijo em televisão, principalmente em telenovela, não carrega qualquer disjunção libertadora. Um beijo neste território é sempre uma mercadoria. Um fetiche que elimina o objeto do desejo: os lábios transgressores condutores à liberdade. Um beijo-mercadoria carrega a dupla abstração (Marx) do objeto (como o dinheiro) que impossibilita a realização do signo político-social, já que perdeu suas notas visuais e representativas, por tratar-se de um fetiche. A desrealização dos corpos. Surge como corpo fálico, virtual, sem potência signo: a sua realidade social. Sua referência lingüística. Em telenovela não há vida. Portanto, não há beijo. “Tão falso como um beijo de telenovela”, diz o irônico poeta sobre seu amor-virtual. Querendo-se hiper-real, até o hálito é descondensado.

O BEIJO GAY DA GLOBO

Dada a exclusão perpetrada historicamente pela moral hebraica-cristã-burguesa, o beijo homoerótico se insinua duplamente como fetichismo. Para esta moral, o beijo homoerótico não é real. Não habita o universo sensual da realidade moral heterossexual. Daí ser transformado pela Globo-Aguinaldo, em moeda de troca de audiência. Não há a transgressão que ambos tentam embalar no universo psicodélico da indústria de consumo. A dupla jamais se permitiria isto. Há um caricato beijo, grotescamente exibido como patética mercadoria refletora de uma estúpida curiosidade. Bizarrice: O gay é de outro mundo. “Viu o beijo na boca do gay da Globo-Aguinaldo?” Serve como mercadoria de sondagem para desvalidos-sexuais de jornal, como a reacionária Folha de São Paulo. Diria, este sim transgressor, Tom Zé: “Pra vender muito jornal”. Alguém poderia perguntar: “E se os atores forem gays, o beijo não seria real?” Não. Seria a triplicação fetichista do beijo. Nenhum gay finge beijar. A TV como abstração formal da vida posta à simulação. Um beijo antes de ser gay, ele é bio/cultural: os bebês produzem os seios de suas mães sugando/beijando. Fora da codificação sexo/classificatória como pretendem a Globo-Aguinaldo.

A FRENTE PARLAMENTAR MISTA PELA CIDADANIA GLBT

A transmissão desta cena será de grande valia, pois desta forma será mostrado ao público que a manifestação de afeto entre duas pessoas do mesmo sexo…”, defende a deputada do PT-RJ, Cida Diogo. Caiu na armadilha Globo-Aguinaldo. Gay não é virtual. É real. Beija na vida real. Em telenovela não há afeto. Afeto, como diz o filósofo Spinoza, é corpo que compõe encontros que diminuem ou aumentam a potência de agir. Em telenovela não há corpos compossíveis. Só quimeras: entes imaginativos sem essência e existência. Cida pretende convidar Aguinaldo-Globo para participar do encontro nacional sobre “Direitos Humanos e Políticas Públicas: O Caminho para Garantir a Cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais”. Convictamente, afirma: “O Aguinaldo Silva está fazendo um trabalho importantíssimo junto à sociedade”. Não está. Faz parte da máquina despótica devoradora de mentes, e alienadora de telespectadores globotizados. Aguinaldo é reacionário desde o tempo (70) do Lampião da Esquina (talvez o primeiro jornal com temas homo), do escritor Gasparino da Mata, Cury, etc. A sociedade brasileira para Aguinaldo é a folia psicótica que a Globo produz e defende. Por isso que ele é quindim desta telespectral. Aguinaldo é tão importante para os gays quanto o ‘Cansei’, por isso coloca diálogos em seus personagens que insinuam agressões contra o governo Lula.

Não é um fálico beijo-gay na telenovela da Globo-Aguinaldo que vai auxiliar na autenticação ontológica dos homoeróticos. Pelo contrário, vai ajudar mais ainda no fortalecimento do conceito de que são entes curiosos, bizarros, descarnados do amor, liberdade e atuação na vida. Meros saltitantes entes ficcionais. Motivo para a trapaça do põe ou não põe na tela. Motivo da carta da deputada à Globo que não entendeu que o Mundo É Gay.

A UNIVERSIDADE E A POLÍTICA DA MULHER

Algumas pessoas que acreditam no enunciado que determina relações de hierarquia e valor dos saberes a partir das instâncias do conhecimento oficial determinadas pelo Estado tendem a acreditar que há diferença entre o ensino universitário público e o privado. Esse enunciado, que sustenta a divisão dos saberes em uma ordem hierárquica (fundamental, médio, superior, pós-graduação, doutorado, pHDeus…) cria idéias equivocadas a respeito do conhecimento, fortalecendo não uma relação do saber efetiva como corpo constitutivo da democracia, mas como corpo-objeto fetichizado como mercadoria, com valor de uso e de troca nas relações do mercado, independente se “de origem” pública ou privada.

Assim, alguns incautos acreditam que, porque estudaram na “federal”, são melhores do que os que estudaram nas privadas. Esquecem, por exemplo, que os mesmos professores que dão aula na pública, também o fazem na privada, com a mesma “competência”, e que, pior, muitos professores que fazem carreirismo nas universidades privadas foram alunos das federais, e reproduzem lá o que aprenderam, em termos de saber e de prática em sala de aula. Um desastre educacional.

Por isso, talvez apenas a estes incautos soe estranho que UNINORTE, UFAM, Ciesa, UEA e Nilton Lins tenham convidado para falar sobre a atuação da mulher na política a deputada estadual Conceição Sampaio (PP), que foi alçada à cadeira na ALE-AM graças ao seu aprendizado no antigo programa A Hora do Povo, que já era cópia de programas policialescos e de exploração da miséria da população, e do igual Câmera 13, onde continua a usar a condição de miserabilidade criada pelos governos anteriores e atuais, dos quais seu mentor e professor, Francisco Garcia, é aliado, para benefício eleitoral próprio.

Conceição afirma em suas palestras que é preciso fazer o povo gostar de política, porque não gostando, estará sempre condenado a ser governado pelos que gostam. Não fosse a certeza da incapacidade da deputada em produzir humor, diríamos que a frase é um sarro aos vetustos doutores, que ou não entenderam a tirada da deputada, ou compartilham do mesmo conceito de política que ela. Os cursos de jornalismo das universidades também não se manifestaram quanto aos catedráticos considerarem Conceição autoridade intelectual em assuntos diversos, como a condição da mulher na sociedade, ela que se orgulha de ter entrevistado o ex-jogador Roberto Dinamite, ele só de toalha, no vestiário do Vivaldão. Exemplo de jornalismo feminista engajado.

Assim, Conceição e as Universidades ilustram duas situações: a estreiteza intelectual da Academia (pública e privada), que trabalha com saberes inertes, que não tocam a realidade social das pessoas, e que permite a prevalência do microfascismo da política de exploração da miséria praticada por Conceição e da desimportância da própria universidade no existir cotidiano das pessoas, e a inexistência de vida inteligente nos movimentos sociais voltados para as questões de gênero em Manaus, que se calam diante desse episódio. Nem a direita da esquerda, com a emblemática Vanessa Graziotin, se manifestou. Consentiu.

UM BREVÍSSIMO PASSEIO PELA ALE DO AM

Quando se conhece a subjetividade da democracia representativa esculpida pelos corpos materiais e imateriais da inteligência e a moral do sistema capitalista, já se carrega à priori o entendimento de que não existe diferença na atuação da maioria dos parlamentares da Câmara de vereadores de Manaus e da Assembléia Legislativa do Amazonas. Seja em um breve passeio em qualquer hora, dia, mês e ano, a subjetividade dolorosa se mostra com suas teias imobilizadoras.

UMA EXPOSIÇÃO DA DOR A-DEMOCRÁTICA

Tema Discussão para assinaturas da instalação de uma CPI (imitação da moda da direita do Congresso) proposta pelo deputado Wallace Souza, irmão do deputado federal Carlos Souza, candidato à prefeito de Manaus, ambos apresentadores de programa de TV em que a miséria tem lhes servido de dividendo eleitoral. Modelo perverso importado das TV’s de São Paulo e Rio. Objetivo da CPI: investigar o prefeito do município de Coari, Adail, sob suspeita de corrupção, posse do dinheiro público, além de crime sexual contra a infância e adolescência. Já sob investigação da Polícia Federal e Ministério Público.

Deputado Libermam Moreno Defendendo a instalação da CPI, faz elogio aos deputados que já assinaram, aproveitando para julgar o deputado Sinésio, líder do governo, que, segundo ele, um jornal da cidade publicara que o líder estava tentando convencer deputados a não assinarem o documento para instalação da CPI.

Deputado Sinésio Com a palavra, mas antes de expor seus argumentos, afirma enfático que aquele que tivesse que falar seu nome deveria antes lavar a boca com água boricada ou soda cáustica.

Deputado Belarmino Lins Presidente da Assembléia, eterno servidor de todos os governadores, Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, e, agora, Eduardo Braga, como sempre, destilando deboche, o que estimula mais ainda o povo a desacreditar na importância democrática destes parlamentares, manda que as palavras do deputado Sinésio não constem nas notas taquigráficas.

Deputado Sinésio Rebate, afirmando que não importa, pois já ouviram.

Deputado Belarmino Lins Coadjuvado por outros deputados, continua o deboche em nuance de desumor-televisivo (niilismo-reativo) de quem nunca aprendeu com os gregos que humor é vitalidade, o que dispõe o homem à alegria da Vida , pede para o deputado Sinésio se controlar, pois sua pressão arterial está 16 por 10.

Deputado Libermam Moreno Com a palavra, faz a tréplica ao deputado Sinésio, afirmando que antes de sair de casa escovara os dentes…

E assim, interditando a democracia parlamentar, eles vão consumindo o dinheiro público que eles chamam de salário conquistado com o suor de suas verves parlamentares.

Lógica deste compromisso parlamentar: Todos, de uma forma ou de outra, sempre fizeram parte do chamado grupo político dos governadores. Do qual o prefeito do município de Coari também fez e faz.

E como perguntaria o cantor popular: “E há sinceridade nisso?”.

*……….::::: CHAGÃO:::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo
deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

Θ DEMOCRACIA BLAUGRANA. Duas temporadas de seca e muitos problemas de relacionamento depois, o Barcelona começa enfim a reformular o plantel que foi bicampeão da Liga, campeão da Champions e vice do Mundial Interclubes. Com Deco confirmadamente fora, e com Ronaldinho ainda indefinido, o clube acena com contratações mais modestas (até o momento o bielorusso Hleb, o malinês Keita e o espanhol Piqué). Mas o que está chamando a atenção da torcida e dos quase 120 mil associados do clube é a moção de censura, coordenada pelo associado Oriol Giralt. A moção é uma forma de repreender publicamente o presidente do clube catalão, Joan Laporta, e a diretoria pelos maus resultados e gestão das últimas temporadas. Giralt já tem as 7000 assinaturas de associados para colocar em prática o ato, que já foi usado por Laporta 10 anos atrás, quando então pleiteou a presidência do Barça e perdeu. Mesmo assim, dois anos depois, o então presidente Nunez caiu. Agora, após uma sonora vaia recebida após a última partida da Liga, quando mais de 40 mil torcedores aplaudiram jogadores, o então técnico Frank Rijkaard mas não pouparam Laporta, o clube tem tudo para entrar em uma crise da qual não sairá ileso. No entanto, trata-se de uma crise democrática, já que o presidente do clube blaugrana é eleito através do voto dos associados, mundo afora. Laporta já se declarou incapaz de resistir às pressões, e alguns analistas afirmam que não deve permanecer no cargo. Embora ele seja apenas um elemento da crise que tomou conta da agremiação, o caso mostra como um grande empreendimento se comporta quando se dispõe de mecanismos da democracia representativa. Imagine uma moção de censura à Eurico Miranda, pelos anos em que colocou o Vasco na condição de clube coadjuvante do futebol nacional. Ou à diretoria do Corinthians, que conseguiu mudar sem mudar, trocando Dualib por Andrés Sanches, e uma torcida iludida por um time voluntarioso, mas aquém das grandes equipes que já desfilaram por Parque São Jorge. É possível imaginar uma moção de censura às décadas de péssima gestão do futebol braziniquim capitaneadas por Ricardo Teixeira e à seleção despatriada do Brasil? Quem sabe a onda democrática (ainda que na sua versão representativa) chegasse à FIFA, onde a família Havelange-Blatter tem se esforçado em acabar com o futebol como patrimônio imaterial da humanidade para transfetichizá-lo em mercadoria… Enquanto isso não acontece, a bola rola, e homens que não agüentam correr 50 metros e nunca chutaram uma bola – entre eles, alguns ex-craques, como Pelé e Platini – decidem pra que lado a bola rola, e os maiores interessados, os jogadores, dizem amém.

Θ MANCHESTER CONTRA O FASCISMO BLANCO.O Manchester United pretende levar até a FIFA uma queixa formal contra o comportamento do Real Madrid em relação ao provável melhor jogador do mundo em 2008, o português Cristiano Ronaldo. Minutos após a vitória dos Red Devils na Liga dos Campeões, o presidente do Real, Ramón Calderon, afirmava o desejo de contratar o meia para as hostes blancas. Começou então uma massiva campanha do jornal Marca, que é notório veículo de transmissão de notícias e factóides favoráveis ao clube merengue. O problema é que pelas regras da FIFA, o contato deve ser feito entre os clubes, e não diretamente ao jogador, o que está sendo feito pelo Real. Diante da campanha agressiva e ilegal do clube espanhol, o Manchester resolveu ameaçar um apelo à FIFA para que tome uma atitude frente ao ocorrido. O que fez com que a diretoria do clube madrilenho se manifestasse imediatamente pedindo ao seu presidente que não mais falasse do desejo do clube em ter Ronaldo. A prática não é desconhecida no Brasil, onde jogadores e técnicos tem verdadeiros esquemas que envolvem pressões, condições extra-campo para escalar ou contratar aquele jogador ou este técnico. O que mostra que o futebusiness não se reduz às gafes capitalistas dos cartolas nacionais, mas envolve um entendimento do jogador como objeto-mercadoria para além de qualquer outra perspectiva que se possa ter sobre ele. Cristiano Ronaldo é um jogador mediano, que se sobressai em tempos de escassez de craques. Quanto valeria no bazar das pernas hoje em dia um Reinaldo? Ou um Garrincha?

Θ FIFA VOLTA ATRÁS COM VETO À ALTITUDE. Teria sido a campanha do meia-atacante Evo Moralez, apoiado por todas as federações nacionais da América do Sul, com exceção da brasileira? Ou quem sabe Josef Blatter (um sujeito perigoso…) percebeu que a FIFA pode ter mais força que a ONU (ao menos pra ele), mas que não manda mais que os países europeus ou os grandes clubes do velho continente. De qualquer forma, apelando para o argumento de que novos estudos médicos são necessários, envolvendo não somente a altitude, mas condições extremas de condições climáticas (extremo frio/calor), o veto a partidas na altitude está temporariamente suspenso. Significa que a Bolívia poderá, contra o Brasil, jogar em La Paz. Quanto às outras seleções, a exemplo do Chile, já haviam se manifestado a favor da causa do futebol livre. Bola baixa para a FIFA de Blatter, que não consegue emplacar medidas de fortalecimento das seleções nacionais e de proteção de jogadores que atuam em seus países contra a invasão dos estrangeiros. Blatter não tem a força que pensava que tinha. Evo tem muito mais potência do que a FIFA pensava…

Θ INTERCLUBES NÃO SERÁ NO JAPÃO. A FIFA se rendeu ao deserto verde-e-preto dos petrodólares do Oriente Médio. Em 2009 e 2010, o torneio que deixou de ser apenas um confronto entre América do Sul e Europa para trazer os campeões continentais da América do Norte e Central, Ásia e Oceania (ainda que atualmente coadjuvantes) irá deixar a terra do sol nascente para ir à Dubai. Pesaram os petrodólares que correm como o caudaloso Rio Amazonas na terra dos Sheiks. O país inclusive terá direito a um clube local na disputa. Com o dinheiro rolando, não será difícil que os barões do ouro negro comprem os destaques de cada time que vai ao torneio (incluindo sim, os europeus) e monte um supertime apenas para a competição e leve o caneco. Com essa descaracterização do aspecto esportivo em favor do financeiro, já aconteceu o que a FIFA nem desconfia: a diluição da sua força como entidade mediadora do esporte. Ao mesmo tempo em que tenta salvar o aspecto de nacionalismo, se vende ao lucro fácil de transformar um torneio com força mundial em uma copa caça-níquel. Perde, como sempre, o futebol. Não por ter saído do Japão, mas por ter saído por dinheiro somente.

Θ CHAGÃO PERGUNTA: Em 1943, nos primeiros anos da ditadura de Franco, o Barcelona enfrentou o Real Madrid pelas semifinais da Copa Generalíssimo Franco. Antes da partida, o diretor de segurança do Estado “lembrou” aos blaugranas que muitos deles estavam na Espanha pela “benevolência” do ditador Franco, que havia perdoado a “falta de patriotismo” deles, e que eles deviam retribuir de acordo. O recado foi entendido, e o time branco enfiou sonoros 11 a 1 no clube catalão. Agora o ‘Chagão!’ quer saber: houve um jogador, considerado o melhor de todos os tempos, mais ainda que Pelé e Maradona, e que, mesmo após ter acertado com o Barcelona, foi para o rival madrilenho por ingerência direta de Franco. Quem foi/é este jogador? Tá fácil.

Θ COPA DO BRASIL. Um paulista e um pernambucano farão a final da Copa do Brasil. Corinthians mostrou mais uma vez a vontade de vencer, e o Sport perdeu a chance de terminar a partida nos 90 minutos, pra ganhar a vaga nos penaltis. Amanhã, na sede da CBF, o sorteio da ordem dos jogos da final. Abaixo, os comentários:

Semifinais

Botafogo/RJ 2 – 1 Corinthians/SP

Corinthians/SP 2 – 1Botafogo/RJ

O Botafogo entrou no jogo para se defender, e o Corinthians, com a sua tradicional ausência de técnica, mas com muita vontade, insistiu. Um primeiro tempo que passou perto do medonho e que terminou para a alegria dos alvinegros cariocas. No segundo tempo, um gol de Acosta colocou o Timão à frente, mas nem deu tempo de comemorar, já que Renato Silva empatou em seguida. Tudo ia bem para um Botafogo que escolheu a defesa, quando Chicão numa falta deixou o Corinthians em condições de tentar a classificação nos penais. Aí o Botafogo botafogueou, enquanto o Timão mostrou porque queria vencer o confronto desde o início. O carioca até acertou os quatro primeiros, mas no último, Zé Carlos parou nas mãos do Felipe e na trave. Timão na final.

Sport Recife/PE 2 – 0 Vasco da Gama/RJ

Vasco da Gama/RJ 2 – 0Sport Recife/PE

O Sport perdeu gols incríveis no primeiro tempo e deu chance para o time de São Januário, no sufoco e no segundo tempo, fazer os dois gols que precisava para levar a decisão para os penais. Destaque para o vovô Edmundo, velho para o futebol mas não para a vida. No jogo, Edmundo salvou. Nos penais, o Animal perdeu o seu, à lá Baggio. Depois os goleiros deram show, não debaixo das traves, mas nas cobraças. Enquanto o do Vasco cobrou com paradona e por cobertura, o do Sport colocou onde a coruja dorme. No final, o Sport converteu os cinco, e mandou Eurico rever sua promessa de que venceria tudo em 2008. Sport Clube do Recife na final.

Θ LIBERTADORES DA AMÉRICA II Partidas de ida das quartas-de-final:

Quartas-de-Final

América (MEX) 1 – 1 LDU Quito (EQU)

LDU Quito (EQU) América (MEX)

Cheio de moral, o América encontrou um time que parou a sua boa sequência. O América abriu o placar, mas a Liga de Quito conseguiu empatar a partida e vai com uma grande vantagem para o Equador. Vantagem contra o América? Nenhuma. Os dois clubes gozam a vantagem de não serem favoritos, e da imprensa brasileira achar que deste confronto sairá o vice-campeão. Será mais uma a subestimar o America?

Boca Jrs (ARG) 2 – 2Fluminense (BRA)

Fluminense (BRA) Boca Jrs (ARG)

O Boca começou pressionando no Juan Domingo Perón, estádio do Racing Club. E abriu o placar com Riquelme, em triangulação com Palermo e Palacio. Quatro minutos depois, Thiago Souza sobe mais que todo mundo e empata o jogo. O primeiro tempo termina sem maiores emoções. No segundo tempo, Riquelme brilhou de novo e colocou o Boca à frente. Mas o time xeneize mostrou porque chegou a esta semifinal aos trancos e barrancos. Num chute de Thiago Neves, o goleiro Migliore aceitou, deixando tudo igual. O segundo tempo foi marcado pelo Fluminense se defendendo e saindo perigosamente no contra-ataque, e o Boca insistindo. No final o resultado foi bom para o tricolor carioca, sem esquecer que as melhores atuações do clube xeneize foram fora de casa. A volta promete ser um jogão.

BREVÍSSIMO PASSEIO PELA CÂMARA DOS VEREADORES

Passeio frugal. Maio das flores, noivas, mães, Marx e do Devir 68. Câmara dos Vereadores 28, dia de diplomação do Pequeno Parlamentar. Projeto da Casa para modelar estudantes à atuação parlamentar. Com a participação, de além de parentes dos estudantes diplomados, autoridades escolares do município, vereadores, o presidente da sessão, Gilmar Nascimento, afetado pelo tema do momento, abriu os trabalhos lembrando daquele que para o vereador, “foi o ícone da moral do Brasil”: Jefferson Peres. Exemplo a ser seguido pelos estudantes, segundo o presidente da sessão.

Todo homem que tenta ser modelo de algum ente social, descarna ontologicamente de si próprio: nem é ele mesmo, e nem o modelo. Mas sim uma ilusão. A abstração de si mesmo o torna um ente retido, equilibrado, contido como um insuportável em si lutando tenazmente para que nada entre em si que não seja suas próprias abstrações. Logo, o modelo é uma fantasia que ilude quem o segue. Nisso, o seguidor segue uma abstração nunca um ente real que pode ser experimentado e pensado. Resultado: sua existência torna-se espectral. Por tal, a moral do ente perfeito não se sustenta.

Como se não bastasse o malogro ontológico proporcionado por aquele que se pretende modelo de existência, no projeto da câmara o rito determina que os  vereadores sejam  padrinhos dos estudantes-vereadores escolhidos em suas escolas por seus amigos. Uma bela ironia modelar ao se conhecer as atuações desta maioria de edis. O modelo-vereador Massami Miki apresentando projeto para limitar o direito dos estudantes sobre o passe livre. O modelo-vereador Jorge Maia aprovando o projeto de instalação de câmaras de vídeos nas escolas para, segundo ele, inibir alunos nos corredores namorar aos beijos nas bocas. O modelo-vereador Jorge Luis debochando de estudantes quando presidente de sessão. Mais a infidelidade partidária, a subserviência ao governador, ex-governadores, prefeito, populismo, nepotismo, anorexia intelectual, desconhecimento das necessidades democráticas da população, etc.

Em si, fantasioso modelo que enquanto leva estes vereadores a tomarem, como verdade, a ineficiência de tal projeto, os estudantes, crianças e adolescentes, “vozes das massas silenciosas que não refratam os desejos de suas sondagens” como afirma o filósofo Baudrillard, em seus percursos inteligentes infanto/juvenil/lúdico, tomam-no como uma simples brincadeira logo, logo esquecida. Para o bem de Manaus.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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