LUIS NASSIF: O GENERAL FALOU, E BARROSO NÃO PIOU

Gilmar e Luis Barroso são dois Ministros falantes, cada qual com seu estilo, cada qual a seu talante, um com a rudeza bovina, outro com a fala elegante, um, direto, ofegante, outro latino finório como são os novos-ricos que ocuparam Miami.

Falam muito, muito opinam, sempre falam, falam sempre, nunca se negam a falar, e se as frases por aqui, eu misturo e embaralho é porque é o seu retrato, pulando de galho em galho, falando de déu em déu, jogando palavras ao vento, pontificando ao léu.

Dão palpite em política, em reforma trabalhista, Gilmar é mais detalhista, Barroso é orelha de livro, Gilmar é um garantista sempre em defesa dos seus; Barroso é o maneirista encobrindo o filisteu.

Ambos são candidatos a campeões do Supremo.

Mas quando um general produziu um terremoto, não contendo no discurso a incontinência verbal, o tosco saiu em viagem, o astuto escafedeu e o país ficou esperando quem seria o campeão que sairia a campo em defesa da Constituição.

E coube a Marco Aurélio, Ministro que pouco opina fora dos autos sair em defesa dos seus, confirmando, na prática, aquele dito veraz: aquele que fala muito, muito fala e pouco faz. 

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VIOMUNDO- MPF REBATE MOURÃO: INTERVENÇÃO AUTÔNOMA DO EXÉRCITO É CRIME INAFIANÇÁVEL E IMPRESCRITÍVEL

O papel das Forças Armadas no Estado Democrático de Direito é defender os poderes constituídos, afirma PFDC

do MPF

Nota pública esclarece que não há no ordenamento jurídico brasileiro hipótese de intervenção militar autônoma – seja em situação externa ou interna, e independentemente de sua gravidade

O texto esclarece que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, as Forças Armadas são integral e plenamente subordinadas ao poder civil, e que seu emprego depende sempre de decisão do presidente da República, que a adota por iniciativa própria ou em atendimento a pedido dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados.

De acordo com informações que circularam na imprensa brasileira nesta semana, o general do Exército Antônio Hamilton Mourão teria declarado que uma intervenção militar poderia ser adotada no Brasil, caso o Poder Judiciário “não solucionasse o problema político”, em referência à crise política vivenciada no país.

Na nota pública, o Ministério Público Federal ressalta que não há no ordenamento jurídico brasileiro hipótese de intervenção autônoma das Forças Armadas – seja em situação externa ou interna, e independentemente de sua gravidade.

“Nem mesmo em situações de exceção constitucional, como o Estado de Sítio ou o Estado de Defesa, as Forças Armadas podem assumir um papel fora de seus limites constitucionais”, esclarecem a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, e o procurador federal dos Direitos do Cidadão adjunto, Marlon Weichert, que assinam o documento.

Confira a íntegra da nota pública:

O papel das Forças Armadas no Estado Democrático de Direito é defender os poderes constituídos

As Forças Armadas brasileiras – constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica – são instituições integrantes do arcabouço constitucional de promoção e proteção do Estado Democrático de Direito.

Subordinadas à autoridade suprema do Presidente da República, receberam da Constituição Federal a função de defesa da Pátria, garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Além dessas três funções constitucionais, as Forças Armadas receberam da Lei Complementar nº 97, de 1999, a atribuição de missões subsidiárias, compatíveis com a sua missão constitucional e respectivas capacidades técnicas, tais como participação em operações de paz, cooperação com o desenvolvimento nacional e a defesa civil, reforço à polícia de fronteira, promoção da segurança pessoal das autoridades nacionais e estrangeiras em missões oficiais, ordenação da segurança marítima e do espaço aéreo, dentre outras.

As Forças Armadas, em qualquer caso, são integral e plenamente subordinadas ao Poder Civil, e seu emprego na defesa internacional da Pátria ou em operações de paz, assim como em atuações internas de garantia dos poderes constituídos ou da lei e da ordem, depende sempre de decisão do Presidente da República, que a adota por iniciativa própria ou em atendimento a pedido dos Presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados (Lei Complementar nº 97/1999, art. 15, caput e § 1º).

Não há no ordenamento jurídico brasileiro hipótese de intervenção autônoma das Forças Armadas, em situação externa ou interna, independentemente de sua gravidade.

Nem mesmo em situações de exceção constitucional, como o Estado de Sítio ou o Estado de Defesa, as Forças Armadas podem assumir um papel fora de seus limites constitucionais.

A postulação de existência de um poder de intervenção militar por iniciativa própria, em qualquer circunstância, arrostaria a Constituição, que definiu essa iniciativa como crime inafiançável e imprescritível contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (artigo 5º, XLIV).

A conformação das Forças Armadas nos termos do artigo 142 da Constituição é uma conquista democrática e expurga do cenário brasileiro o risco de golpes institucionais.

O papel desempenhado nas últimas décadas pelas Forças Armadas tem notoriamente reforçado a consolidação do Estado Democrático de Direito e é incompatível com a valorização do período passado no qual o País enveredou pelo regime ditatorial e a violação de direitos humanos.

DEBORAH DUPRAT
Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão
Ministério Público Federal

MARLON WEICHERT
Procurador Federal dos Direitos do Cidadão Adjunto
Ministério Público Federal

DEFESA DE LULA PEDE AO TRF4 FIM DA PROVA SECRETA

 Sem Título-1
Na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizemos na data de hoje (21/09) o protocolo de pedido (“habeas corpus”) ao Tribunal Regional Federal da 4a. Região (TRF4) para que suspenda liminarmente a ação penal n. 5063130-17.2016.4.04.7000 até que seja superada a “prova secreta” instituída no caso pelo Juízo da 13a. Vara Federal Criminal de Curitiba.
 
Referida “prova secreta” consiste em documento que foi apresentado em 23/08/2017 pelo Ministério Publico Federal na secretaria da 13ª. Vara e que por determinação expressa do Juízo não pode ser acessado pela Defesa do ex-Presidente Lula (“Inviável fornecer cópia dos sistemas Drousys ou MyWebDay à Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva ou a qualquer outra”). O mesmo documento está sendo utilizado pelos procuradores para a elaboração de relatórios unilaterais e agora, por determinação do Juízo, será submetido a uma perícia. Tivemos que apresentar quesitos para essa perícia sem conhecer o material.
 
A situação claramente viola a garantia constitucional do direito de defesa e a isonomia das partes no processo (paridade de armas). Torna-se ainda mais grave na medida em que há questionamentos sobre a idoneidade de documentos que tiveram a mesma origem, qual seja, o acordo de leniência da Odebrecht. Alguns questionamentos foram apresentados por ex-colaboradores da própria empresa, como é o caso do corréu Paulo Melo, que pediu perícia grafotécnica em documento juntado aos autos e que é a ele atribuído.
 
Nessa ação penal já foram ouvidas 98 testemunhas. Nenhuma delas confirmou a base da acusação do Ministério Público Federal, que seria a utilização de recursos provenientes de 8 contratos específicos firmados entre a Petrobras e consórcios com a participação da Odebrecht para a compra de dois imóveis em favor de Lula. Um dos delatores e réus da ação, Marcelo Odebecht, negou em seu depoimento qualquer vinculação de recursos desses contratos da Petrobras com a compra de imóveis.
 
Pedimos ao TRF4 que, no final do julgamento, reconheça a nulidade da decisão de primeiro grau que negou à Defesa de Lula acesso pleno ao documento apresentado em 23/08/2017 pelo MPF e, ainda, a declaração da nulidade da perícia para que outra seja realizada, com a oportunidade de apresentação de quesitos após conhecermos o documento.
 

FACHIN LIBERA DENÚNCIA CONTRA TEMER PARA ENVIO À CÂMARA

A decisão foi tomada pelo ministro após a deliberação do plenário do STF que autorizou o envio por 10 votos a um
por André Richter, da Agência Brasil.
 
                                              CARLOS MOURA/SCO/STF

No julgamento, os ministros seguiram entendimento do relator do caso, ministro Edson Fachin

Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin liberou hoje (21) o envio à Câmara dos Deputados da segunda denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer. A decisão foi tomada pelo ministro após a deliberação do plenário que autorizou o envio por 10 votos a um.

A formalidade será cumprida pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, que deverá determinar ao diretor-geral do Supremo o envio da comunicação ao gabinete do presidente da Casa, Rodrigo Maia. O rito pode ser cumprido ainda hoje.

No julgamento, os ministros seguiram entendimento do relator do caso, ministro Edson Fachin, no sentido de que cabe ao Supremo encaminhar a denúncia sobre o presidente diretamente à Câmara dos Deputados, sem fazer nenhum juízo sobre as acusações antes da deliberação da Casa sobre o prosseguimento do processo no Judiciário.

O entendimento do Supremo contraria pedido feito pela defesa de Temer, que pretendia suspender o envio da denúncia para esperar o término do procedimento investigatório, iniciado pela PGR, para apurar ilegalidades no acordo de delação da JBS, além da avaliação de que as acusações se referem a um período em que o presidente não estava no cargo, fato que poderia suspender o envio.

Saiba mais:

PAPO COM ZÉ TRAJANO

SUBPROCURADORA ELENCA NOVE RAZÕES PARA STJ ANALISAR PEDIDO DE SUSPEIÇÃO DE MORO; DEFESA DE LULA DIZ QUE JUIZ PERMITE “AS PROVAS SECRETAS” E QUER PERÍCIA

Da Redação do Viomundo.

A subprocuradora da República Aurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre deu parecer favorável a que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considere o pedido da defesa de Lula para que se discuta a suspeição do juiz Sérgio Moro, que comanda três processos contra o ex-presidente.

 

Segundo a defesa do ex-presidente, a cronologia foi a seguinte:

1 — Moro deixou de reconhecer sua suspeição;

2 — O TRF4 julgou a suspeição por meio da 8a. Turma e negou o pedido;

3 — Apresentamos recurso especial contra o acórdão do TRF4, que foi indeferido pela presidência do tribunal;

4 — Apresentamos agravo ao STJ contra essa decisão, pedindo o processamento do Resp e a discussão da suspeição;

5 — A subprocuradora opinou pelo provimento do agravo.

Em sua decisão, tomada segunda-feira, Aurea Pierre elencou nove razões apresentadas pelos advogados do ex-presidente para opinar pelo provimento:

Questões trazidas (da e-fl 1505/1508):

1 — Na APn 5046512-94.2016.404.7000 – linguagem de certeza de condenação no recebimento da Denúncia (Apartamento 164-A);

2 — Na mesma Decisão esclarecimento sobre a Denúncia apresentada pelo MPF – quanto à individualização da responsabilidade;

3 — Evento em 06/12/216, ‘Revista Isto É’  – fotografia trazida;

4 — A defesa do magistrado na Queixa-Crime apresentada;

5 — Vídeo com divulgação em redes sociais – figurando o magistrado com membros do órgão de acusação;

6 — Brasil apresentou informações em 27/01/2017 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, referente à comunicação do Agravante em 28/7/2016;

7 — Em audiência de 16/12/2016, permitido o tratamento indevido para com o Acusado;

8 — O magistrado após audiência, fora da gravação, dirigiu provocação ao Advogado do Agravante;

9 — Inquirição de Testemunhas com potencial de prejudicar o Acusado.

A foto a que se refere a subprocuradora causou escândalo: num evento da revista IstoÉ, o juiz Sergio Moro aparece conversando ao pé do ouvido com o senador tucano Aécio Neves.

Em entrevista ao Viomundo, gravada antes que a decisão da subprocuradora fosse de conhecimento público, o advogado Cristiano Martins Zanin afirmou que o juiz Moro está cerceando a defesa do ex-presidente no processo em que Lula é acusado de receber benefícios da Odebrecht.

Segundo Cristiano, a acusação utiliza informações supostamente coletadas na chamada “área de operações estruturadas” da empreiteira, sem permitir que a defesa faça perícia para saber se os documentos são verdadeiros.

De acordo com Zanin, anotações sem assinatura e papéis sem origem foram apresentados pelo MPF como se fossem “documentos” com valor legal.

O advogado diz que Moro tem negado sistematicamente os pedidos da defesa para que os papéis sejam periciados e a origem deles claramente definida.

Zanin sustenta que Moro está permitindo a utilização de “provas secretas” no processo (veja íntegra acima; a partir dos 13 minutos, o trecho sobre as provas que a defesa diz serem duvidosas).

“Nós pedimos várias perícias, porque a acusação juntou ao processo diversos papéis, papeis apócrifos, sem origem e diz que são ‘documentos’. Nós temos que ter uma perícia para identificar o que são e qual a origem destes papéis. Além disso, o MPF e Marcelo Odebrecht levaram ao processo alguns papéis que eles afirmam terem sido retirados do suposto sistema paralelo de contabilidade da Odebrecht. Nós da defesa queremos ter acesso a esse material para verificar a idoneidade dos documentos que estão sendo colocados no processo. O juiz Moro negou acesso”, conta Cristiano.

Para o advogado, é cerceamento de defesa: “De um lado você tem o MPF reconhecendo que tem acesso a esse material desde maio deste ano. O Marcelo Odebrecht diz que tem acesso pleno a esse material. Por outro lado, a defesa, segundo o juiz Moro, não pode ter acesso ao mesmo material. Ora, um principio básico do processo é a chamada paridade de armas. Tanto a acusação quanto a defesa devem estar na mesma página”.

Faz uma acusação grave: “Negar a prova à defesa significa produzir um processo ilegítimo. O juiz Moro está agora introduzindo a prova secreta no processo, o que só vem a confirmar tudo o que sempre dissemos: estes processos não estão sendo tratados dentro da lei e da Constituição Federal”.

No vídeo, o entrevistador se equivoca sobre o número de processos nos quais Lula já se tornou réu: agora são sete.

“LULA: NO SÉCULO 21, PT E ESQUERDAS TÊM QUE TER CORAGEM DE INOVAR”

No lançamento de plataforma “Brasil que o Povo Quer”, criada para debater com sociedade novo projeto de país, ex-presidente falou da urgência do PT e da esquerda terem ideias mais avançadas sobre temas como drogas, sexualidade e religião
por Redação RBA.
 
                REPRODUÇÃO/FACEBOOK
Lula e Gleisi

Lula e Gleisi Hoffmann chegam a evento no centro de São Paulo, para lançamento da plataforma “Brasil que o Povo Quer”

São Paulo – O PT e a Fundação Perseu Abramo lançaram na manhã de hoje (21) a plataforma “Brasil que o Povo Quer”, para ouvir e debater com a sociedade o processo de construção de um novo programa para o Brasil. A iniciativa é ancorada em uma base digital, aberta à participação da população, com debates transmitidos ao vivo pela internet, além de reuniões nos diretórios do PT. O lançamento do projeto contou com a participação de várias lideranças do partido, a começar de sua presidenta, Gleisi Hoffmann, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e representantes de inúmeras entidades do movimento social, como UNE, MST, MTST, CUT, entre outras.

“Fazer um chamamento à sociedade para que ela diga o Brasil que quer é a primeira demonstração de que o PT evoluiu e a esquerda evoluiu para compreender que o país não é nosso, nós é que somos do país”, resumiu Lula, sobre o significado da proposta. “Não vamos ter medo do que a população tem a falar”,  pediu.

Em sua fala, comentou sobre a importância de o partido usar a plataforma para entender a evolução da sociedade e suas necessidades no mundo contemporâneo. “O PT está precisando produzir não apenas novos programas, mas novos dirigentes, gente com a cabeça no século 21”, disse.

Ele mencionou as questões das drogas, da religiosidade e da sexualidade como exemplos de temas que exigem abordagens mais avançadas pela legenda. “Não podemos aceitar o voto de um juiz que acha que a homossexualidade é coisa de psicólogo. Em nome da diversidade, a gente tem que ter coragem de dizer que uma pessoa é o que ela quer ser. Como a gente vai tratar a questão de drogas no país? Como se fosse caso de polícia? A gente vai ver jovens meninos negros e meninas da periferia e, porque é encontrada com um baseado, é presa e fica dois anos sem alguém pra liberar essa criança?”, disse. “O PT tem que ter coragem de dizer que não aceita que nenhuma religião tenha supremacia sobre a outra. O partido tem que assumir essas coisas porque, no século 21, a gente tem que ter coragem de inovar.”

Ele afirmou que, no mesmo momento em que se pronunciava, teve a ideia de propor reuniões com todas as instituições que trabalham com dependentes químicos, incluindo as igrejas católica, evangélica e terreiros de umbanda, para ajudar a desenvolver propostas.

Lula afirmou que a opinião das pessoas expressa por meio da plataforma Brasil que o Povo Quer vai servir ainda para esclarecer temas que são objeto de “confusão”, como as avaliações críticas ao seu modelo de governo, por ter incentivado o consumo. “Vejo as pessoas falarem em consumo como se fosse uma coisa nefasta. Eu não consigo ver produção sem consumo. O consumo é a base do desenvolvimento produtivo de qualquer lugar do mundo. Imagina fazer a Revolução Russa se não fosse pro povo consumir o que não consumia no tempo dos czares?”.

Para defender programas sociais e inclusivos de seu governo e o de Dilma Rousseff, ele usou a ironia. “Não tenho bronca de quem não entende as coisas. Como um jovem que mora na Avenida Paulista vai compreender o que significa o Luz para Todos?”, questionou, por exemplo. “Ele não sabe o que é viver com candeeiro. Aliás, não sabe nem o que é um candeeiro. Não fico chateado quando as pessoas não compreendem o valor do asfalto. Não sabe o que é sair para ir trabalhar pisando no barro. Quem mora aqui não tem noção do que é uma cisterna.”

“Desfaçatez mentirosa”

O ex-presidente avalia o atual momento pelo qual passa o país como “difícil, mas excepcional”. “As pessoas estão procurando alguma coisa, um caminho, precisam de alguém que ajude a procurar esse caminho. Estou convencido de que finalmente o PT acordou para o processo de criminalização que tentam fazer contra o partido.” Ele se referiu à célebre entrevista coletiva de Deltan Dallagnol em que o procurador da República “prova” que Lula é “comandante máximo” de um esquema de corrupção por meio do PowerPoint. “É a maior desfaçatez mentirosa contra o partido mais importante da América Latina, que mais fez inclusão social da história deste do país”, disse. “O crime do PT foi governar para o povo pobre.”

Para Lula, procuradores e investigadores do tipo de Dallagnol “são verdadeiros analfabetos políticos”. Sobre os processos pelos quais as denúncias são construídas, acrescentou: “A imprensa mente, a Polícia Federal faz inquérito mentiroso, o Ministério Público faz uma denúncia criminosa, e o juiz aceita. E depois eu que tenho que provar que não fiz”.

O ex-presidente ainda avisou: “Eles mexeram com quem não deveriam. Estão mexendo um político que não roubou, não tem medo deles e a única coisa que tem é a sua honra”.

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad defendeu a retomada de “uma agenda forte na educação”, tal como desenvolvida nos governos Lula e Dilma, dos quais foi ministro da área. “Essa plataforma é importantíssima e vai revelar o desejo de que o processo libertário pela educação seja retomado com Lula presidente em 2019.”

Em rápida fala, Gleisi Hoffmann elogiou a iniciativa e comentou as prioridades do governo Michel Temer. “Fiquei abismada ao ver o orçamento da área social. Estão destruindo todo o sistema de seguridade do país.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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