SENADO REAFIRMA SEU ESPÍRITO ANTIDEMOCRÁTICIO: LIBERA AÉCIO PARA A BALADA. EDUARDO BRAGA E OMAR AZIZ, DO AMAZONAS, VOTARAM COMO SEMPRE VOTAM: CONTRA A DEMOCRACIA

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 Simples de entender. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento de Aécio, Mineirinho, Neves de seu cargo no Senado e lhe impôs a ordem de não poder sair pela noite. Depois, o próprio STF, decidiu que essas medidas cautelares deveriam ser julgadas pelo Senado. Como o Senado é composto, em sua maioria, por sujeitos-sujeitados sem qualquer dimensão política, não deu outra: 44 dos despossuídos  de dimensão política concederam a Aécio, o igual, direito para voltar às baladas.

   Há quem ainda lamente, se surpreenda, se diga envergonhado. Trata-se dos iludidos e analfabetos políticos que não sabem de que corpos se compõe o Congresso Nacional. Esqueceram da festa da imoralidade que essas aberrações proporcionam com a cassação dos direitos de mais de 54 milhões de eleitores, com o golpe que destituiu a presidenta Dilma do governo popular inaugurado por Lula.

   Não há porque se surpreender. A realidade congressista é esta: um corpo abjeto. Claro que tirando os 26 senadores que votaram pela saída do boêmio-mineiro envolvido com o transporte de mala de dinheiro.

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JURISTA EUGÊNIO ARAGÃO: “A LAVA JATO É UM PRODUTO DOS MENININHO BONITINHOS CHEIRADORES DE TAÇA DE VINHO COM TRÊS VIAGENS PARA MIAMI POR ANO E CARRO IMPORTADO NA GARAGEM”

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Uma aula pública sobre alguns dos aspectos que marcam a atual crise política brasileira foi o tom da palestra proferida na noite desta segunda-feira (16) pelo ex-Subprocurador Geral da República e ex-ministro da Justiça na fase final da gestão Dilma Rousseff, Eugênio Aragão. O evento aconteceu no auditório G2 e foi promovido pela Frente Brasil de Juristas pela Democracia e pelo grupo de pesquisa do curso de Direito da Unicap Recife Estudos Constitucionais (REC) com o apoio do Instituto Humanitas Unicap. Os professores Manoel Moraes e João Paulo Allain também fizeram parte da mesa.

No início da sua explanação, Aragão conceituou o Estado Democrático de Direito a partir do contexto histórico do Iluminismo citando as primeiras experiências da Prússia e analisando a atual situação do Estado enquanto centro de poder. “A legalidade por si só não é critério de governança legítima e democrática. A democracia tem que se articular com a ideia de Estado Democrático de Direito. A vontade popular é o critério de legitimidade numa democracia”.

Aragão classificou a relação do Brasil com a democracia como sendo “tortuosa”. De acordo com ele, desde 1822 até os dias atuais o Brasil só viveu 20 ou 30 anos de democracia. Para o ex-ministro da Justiça, pobres e ricos têm visões diferentes do que viria a ser a democracia brasileira. “Para quem vive nas periferias pobres urbanas deste país e vive sob permanente risco de assaltos ou de violência do Estado, na verdade, pouca diferença para ele há entre a ditadura militar e o governo civil. A polícia mata, tortura, persegue no regime militar e na tal da democracia do mesmo jeito.”

Num outro momento da explanção, Eugênio falou sobre o Impeachment de Dilma e fez críticas ao Partido dos Trabalhadores. Para ele, a fragilidade na resistência ao “golpe” está ligada ao afastamento do PT dos movimentos sociais que formavam a sua base de sustentação política e também ao que ele chamou de “falta de criação de uma Inteligência de Estado para entender o que estava acontecendo no Brasil. Aos poucos, os movimentos populares estavam ficando órfãos porque quem estava no poder estava mais preocupado em preservar esse projeto de poder do que propriamente implementar as demandas da sua clientela histórica. Muita coisa foi feita, mas muito mais deixou de ser feito”.

Além do efeito potencializador do discurso de ódio das redes sociais, Eugênio vê o enfraquecimento das instituições como outros elementos que contribuem para a atual crise do Estado brasileiro. “A inteligência por trás da construção das redes sociais visava justamente este resultado: a deterioração da cultura de governabilidade para deixar as grandes corporações soltas fazendo o que querem porque os governos estão desmoralizados. Nós trocamos a governabilidade da democracia, do Estado Democrático de Direito, pela governabilidade de mercado”.

Com a propriedade de quem é professor adjunto da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, Aragão fez críticas ao sistema de educação jurídica no Brasil. “Nós não ensinamos os nossos estudantes  a serem operadores do direito, ensinamos a ser intelectual, isso quando as faculdades são boas”, disse ele ao comentar também os efeitos negativos da meritocracia e do perfil dos concursos públicos brasileiros “que privilegia quem tem mais dinheiro”. Aragão tem doutorado pela Ruhr-Universität Bochum da Alemanha e mestrado em Direito Internacional de Direitos Humanos pela University of Essex da Inglaterra.

Ainda de acordo com Aragão, a formação jurídica brasileira tem favorecido aos interesses corporativistas pecuniários e ao crescente protagonismo político do Ministério Público. “Hoje, por exemplo, quando o sujeito é recém formado ele entra nos grandes escritórios de advocacia para ganhar entre cinco e oito mil reais por mês. No Ministério Público, o sujeito estuda três anos no cursinho e o seu primeiro salário é de 29 mil. Então, é claro que isso passou a atrair essa clientela que tem uma visão de mundo consumista, que dá valor a outras coisas que não ao serviço público propriamente dito. Na hora em que você bota um processo estratégico para o país na mão dessa galera…taí: Lavajato. Lavajato é tipicamente um produto disso, dos menininhos bonitinhos cheiradores de taças de vinho com três viagens para Miami por ano e carro importado na garagem”.

Ele não poupou críticas à magistratura. “Se o magistrado passa por cima das regras da liturgia do cargo, que não é arrogância, liturgia do cargo é se dar ao respeito ao jurisdicionado. Se o magistrado abandona a liturgia do cargo como se fosse comentador de futebol, começa a comparecer no show, começa a falar mal do jurisdicionado, externa preconceitos, usa um tom fora do lugar, de revolta, de indignação…ele perde aquela áurea de respeito que é a sua salvaguarda. A verdadeira liturgia do cargo é uma segurança para o magistrado. É aquilo que o mantém íntegro”.

Eugênio Aragão finalizou a palestra frisando os elementos multi-vetoriais da atual crise: o discurso de ódio nas redes sociais, o enfraquecimento das instituições e a qualidade da formação jurídica brasileira. “Para nós, juristas, começarmos alguma coisa, a primeira coisa que a gente tem que fazer é pensar seriamente sobre a forma como estamos educando nossos estudantes de direito. Fazer um debate sério nacional sobre isso. É só assim que a gente poderá realmente inaugurar um Estado Democrático de Direito e quiçá, algum dia, quando a gente se aperceber que a igualdade de todos perante a lei é fundamental para o convício pacífico entre todos nós, aí também teremos democracia”.

GGN: ALVOS NO CONGRESSO, TEMER E AÉCIO TENTAM APOIO MÚTUO

Aliança que formou a sustentação do governo peemedebista desde a derrubada de Dilma Rousseff, Temer quer vencer denúncia contra ele e o afastamento do senador tucano. Parceria de ambos continua, ainda que a intenção seja sair dos holofotes
 
Foto: Agência Brasil
Jornal GGN – Na berlinda por ações relacionadas a desdobramentos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o atual presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) passam pelo crivo do Congresso nas respectivas acusações a que são alvos.
 
E tanto o peemedebista quanto o tucano têm seus casos analisados nesta terça-feira (17) pelos deputados e senadores, respectivamente. Se, por um lado, o caso relacionado a Aécio não representa em si um risco de segregação da base do governo no Legislativo, Temer avista no apoio mútuo uma possibilidade de obter mais votos para o absolver na denúncia.
 
Diante deste contexto, Temer iniciou uma aproximação visitando o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), nesta segunda (16). O encontro, que ocorreu na residência do senador, foi interpretado por aliados como um sinal positivo do mandatário ao caso de Aécio.
 
 
Isso porque antes da chegada do presidente, foi também à casa do parlamentar o senador Antonio Anastasia (PSDB), um dos principais aliados de Aécio Neves. Eunício negou que as reuniões tiveram o tucano como tema.
 
Entretanto, os últimos movimentos do presidente da República têm sido o de atuar, por meio de articulações, para derrubar a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o afastamento de Aécio de suas funções legislativas.
 
Apesar de Aécio ter sido uma figura presente e determinante para a formação do governo peemedebista, assim que assumiu o Poder com a derrubada de Dilma Rousseff, o parlamentar mantinha sua imagem distante das articulações políticas desde que entrou para a mira da Operação Lava Jato.
 
Tanto ou mais quanto ele está Michel Temer, que não somente atua para si para derrubar as acusações da Procuradoria-Geral da República, sob o então comando de Rodrigo Janot nas denúncias, como também procura tirar a credibilidade das peças de Janot contra o seu antigo aliado Aécio.
 
O tucano é ficha descartada do PSDB para uma possível sucessão ao governo de Temer. Mas é, por outro lado, na visão do governo, uma possibilidade de reaproximar as bases PSDB e PMDB no Congresso, como uma troca de favores: as duas siglas trabalhando para absolver Temer e Aécio, na Câmara e no Senado.
 
Neste contexto entra em cena o encontro de Temer com Eunício, na noite desta segunda, na véspera da votação do Senado que vai definir se Aécio segue afastado, por determinação do Supremo.
 
Enquanto Eunício nega que Aécio tenha sido a pauta do encontro, admite que as acusações que recaem contra Temer tenham sido conversadas: “Ele veio aqui para atualizarmos as conversas após a minha viagem à Rússia. Explicou um pouco da história para o advogado da denúncia e disse que não foi proposital a declaração dele sobre os vídeos [do operador Lúcio Funaro]”.
 
Nesta terça, a visita do mandatário peemedebista foi para outro nome do PSDB, o do prefeito de São Paulo João Doria, em Brasília. À jornalista Andréia Sadi, da Globo, Doria disse que “foi um convite do presidente”. Os dois têm o encontro marcado para um jantar na noite de hoje.
 
Nos últimos meses, além de Doria, Temer tem se reunido com nomes presentes do PSDB para angariar alianças do PSDB, ainda que em parte, para derrubar a segunda denúncia contra ele na Câmara dos Deputados, que hoje, inclusive, está sendo analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

PORTAL FORUM: JORNALISTA DO PANAMÁ PAPERS É MORTA POR BOMBA APÓS EXPOR CORRUPÇÃO

Por Redação

Morreu na manhã desta terça-feira (17), após um atentado a bomba, a jornalista investigativa maltesa Daphne Caruana Galizia. Uma bomba foi plantada em seu carro, que ficou completamente destruído.

Premiada, Galizia era uma das jornalistas que compunham a rede global de investigação de corrupção conhecida como Panama Papers. Recentemente, ela havia exposto a participação de importantes nomes do governo de Malta no esquema que envolve o uso de empresas offshores para esconder dinheiro em paraísos fiscais.

Dias antes do atentado, a jornalista já havia revelado que vinha sofrendo ameaças de morte.

“O que aconteceu é inaceitável em vários níveis. É um dia triste para nossa democracia e liberdade de expressão”, afirmou.

Os Panama Papers consistem em uma série de reportagens, divulgadas pela primeira vez no início de 2016, que revelou um esquema global de corrupção, envolvendo políticos e empresários do mundo inteiro que utilizavam empresas de fachada e offshores para esconder dinheiro em paraísos fiscais. A empresa matriz desse esquema é a Monssak Fonseca, uma consultoria e firma de advocacia do Panamá – daí o nome da investigação.

Entre os nomes supostamente envolvidos nos esquema estão o de empresários e políticos brasileiros, como o do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, até membros da família Marinho, detentora do Grupo Globo.

LUIS NASSIF: O SENADO PODE SE IMPOR MORALMENTE SOBRE O SUPREMO

O Jornal de todos Brasis

Há uma boa possibilidade de que o Senado cumpra com seus deveres e vote contra Aécio Neves na votação desta terça feira.

A primeira razão é o fato do STF (Supremo Tribunal Federal) ter abdicado de suas obrigações de julgar e transferido a batata quente para o Senado. Será a oportunidade do Senado demonstrar que tem autorregularão. A degola de Aécio será uma demonstração irretorquivel da superioridade moral do Senado sobre o STF, afastando vez por todas os riscos da ditadura do Judiciário.

Ao contrário da Câmara, que se transformou em uma casa da mãe Joana, e do Supremo, que se transformou em uma Babel, no Senado ainda existe um grupo de senadores com responsabilidade institucional – mesmo entre aqueles que estão na linha de fogo da Lava Jato.

A segunda razão é que Aécio já era. Absolvido, será um cadáver político assombrando o Senado, cada passo seu sendo acompanhado pela opinião pública e cada aproximação com um colega sendo encarada com suspeição. Mantido no cargo, Aécio será um incômodo permanente, mesmo que não avancem as investigações sobre o helicoca.

Já o Supremo vive uma situação inédita de desmoralização. Se votasse pela cassação de Aécio, reforçaria os piores temores sobre a politização excessiva do órgão e sobre a caminhada na direção da ditadura do Judiciário. Não votando, salientou como nunca a ideia dos dois pesos, duas medidas: o voto que condenou Eduardo Cunha e Delcídio do Amaral é o que absolveu Aécio.

O voto estabanado da presidente Carmen Lúcia ampliou o desgaste da corte. Seu voto foi interpretado não como sinal de respeito por outro poder, mas como solidariedade ao conterrâneo: a Carminha salvando o Aecinho.

Fosse qual fosse a decisão sobre Aécio, o Supremo se enredou na armadilha da incoerência. Pressionado pelo clamor da turba, aprovou decisões, contra Cunha e Delcídio, que não passariam em um ambiente político “normal” – isto é, sem a presença do “inimigo”, no caso o PT. Abdicou de seus deveres constitucionais não por prepotência, mas por se curvar ao clamor das ruas.

Com isso, ficou prisioneiro dos seus atos.

No momento seguinte, não tem condições de sustentar a mesma posição, porque agora o alvo é alguém da banda branca. Por mais prudente e correta que seja a posição atual, de não confrontar o Senado, como justifica-la à luz das votações anteriores?

Não há mais o menor sinal de haver juízes no Supremo, ou seja, julgadores que se atenham aos fatos e saibam pesar todos os lados. Metade do Supremo é de vingadores em qualquer circunstância; metade é de garantistas em qualquer situação. E a presidente se achava indecisa, mas agora não tem muito certeza.

No pano de fundo, o esgarçamento total de princípios doutrinários, a fé na democracia, a defesa intransigente da Constituição, a busca do equilíbrio social, o combate às diferenças sociais e outros pontos centrais na Constituição brasileira. Hoje, o Supremo se permite Ministros dispostos a derrogar a Constituição sem terem recebido um voto sequer dos eleitores.

É nesse quadro que o Senado poderia assumir um papel relevante, de ser o coordenador institucional da volta à normalidade democrática. Basta ter a coragem de cortar a própria carne.

EDUCADORES E ENTIDADES SE MOBILIZAM EM DEFESA DE PAULO FREIRE

Movimento conservador quer tirar o título de Patrono da Educação Brasileira. “Qualquer exame da história comprova que legado é motivo de orgulho para a educação nacional”, diz manifesto
por Redação RBA.
 
                                LUIZ CARLOS CAPPELLANO/WIKIMEDIA COMMONS

Paulo Freire

Painel em homenagem a Paulo Freire, em Campinas. “Ideia legislativa” propõe revogar título dado ao educador

São Paulo – Educadores e entidades de todo o país se movimentam para manter o nome de Paulo Freire como Patrono da Educação Brasileira, título dado em 2012, ameaçado por um “obscuro momento pelo qual passa o país”, em que se articula a revogação da honraria. “Qualquer exame da História comprova que o legado de Paulo Freire é motivo de orgulho para a Educação Nacional, para a Pedagogia como campo científico e para o próprio Brasil”, diz manifesto organizado pelo instituto que leva o nome do educador.

As duas primeiras assinaturas do texto são de Ana Maria Araújo Freire (Nita Freire), educadora e viúva de Paulo Freire, que morreu há 20 anos, e da deputada Luiza Erundina (Psol-SP), autora do projeto que resultou na Lei 12.612, sancionada em 2012, que deu a ele o título de Patrono da Educação. Freire foi secretário municipal da Educação em São Paulo durante a gestão de Erundina, prefeita da capital paulista de 1989 a 1992, ainda pelo PT.

Também subscrevem o documento nomes como os de Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e Moacir Gadotti, professor e presidente de Honra do Instituto Paulo Freire (autor do livro Paulo Freire: Uma Biobibliografia, publicado pela Cortez em 1996), em um total de quase 400 pessoas (confira o manifesto ao final deste texto e uma carta dirigida ao Congresso Nacional), além de 72 instituições, entidades e movimentos.

Uma “ideia legislativa” apresentada por simpatizante do movimento Escola sem Partido propôs revogar o título dado a Paulo Freire. Como teve mais de 20 mil apoios, tornou-se a Sugestão 47, de 2017, que neste momento está na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, para relatoria de Fátima Bezerra (PT-RN), também educadora de origem. Na consulta virtual, a maioria dos votantes é contra a proposta.

Com a presença de Nita Freire, o legado do educador pernambucano será tema de evento durante todo o dia de amanhã (17), na Universidade de Sorocaba (Uniso), no interior paulista. Duas mesas discutirão “memória e herança de Paulo Freire na Uniso e na Unicamp” e “pedagogia freireana no tempo presente”. Haverá uma sessão de conversa sobre a presença da pedagogia de Freire na nova geração.

Leia a íntegra do manifesto, que pode receber adesões, por meio de mensagem para paulofreirepatrono@gmail.com.

 Movimentos ultraconservadores querem tirar de Paulo Freire o título de “Patrono da Educação Brasileira”. As signatárias e os signatários deste Manifesto expressam sua contrariedade perante tamanha injustiça, fruto do desconhecimento da pedagogia como ciência, da História da Educação e da própria História do Brasil.

Para quem desconhece os fatos, é necessário apresentar, brevemente, quem foi Paulo Freire.

Paulo Freire é o pensador brasileiro mais reconhecido no mundo, sendo considerado um dos maiores educadores da História. Como cidadão, sonhou em alfabetizar todos os brasileiros e todas as brasileiras, criando a principal proposta emancipadora de Educação de Jovens e Adultos, na perspectiva da Educação Popular e da Educação como Direito Humano.

Paulo Freire foi, essencialmente, um homem generoso e coerente. Sua produção teórica e leitura de mundo alimentaram sua prática cidadã e política – e por elas foram alimentadas. Criador de uma pedagogia viva, concebeu a educação como apropriação da cultura, e teorizou uma prática pedagógica alicerçada na conscientização dos cidadãos e das cidadãs por meio do diálogo entre o educador e o educando.

Dedicada à emancipação plena de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, a teoria freireana busca a construção de um mundo mais humanizado, afirmando que é preciso que todas e todos aprendam a ler o mundo e as palavras, ampliando os repertórios, desenvolvendo o senso crítico, a autonomia intelectual e a solidariedade.

Diante da grandeza de sua vida e obra, Paulo Freire foi o brasileiro mais homenageado da História. Entre inúmeras honrarias, foi laureado com 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades distribuídas por todo o mundo, sendo Professor Emérito de 5 universidades, incluindo a Universidade de São Paulo (USP). Também foi agraciado com diversos títulos da comunidade internacional, como o prêmio da UNESCO de Educação para a Paz, em 1986.

Pedagogia do oprimido (1968), considerada sua obra-prima, é a terceira mais citada em toda a literatura das Ciências Humanas, segundo pesquisa realizada por Elliott Green, professor associado à London School of Economics.

Entre 1989 e 1991, Paulo Freire foi Secretário de Educação do Município de São Paulo, na gestão da então prefeita Luiza Erundina. Até hoje é considerado o melhor gestor educacional da história paulistana, reconhecido tanto pela rede municipal quanto pelos estudiosos da gestão pública, chegando a ser aclamado “Presidente de Honra da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)”.

Em 13 de abril de 2012, por meio da Lei 12.612/2012, de autoria da deputada federal Luiza Erundina, Paulo Freire foi declarado Patrono da Educação Brasileira, em aprovação unânime no Congresso Nacional. Esse reconhecimento fez jus, em solo nacional, às homenagens que o educador nordestino, nascido em Recife (Pernambuco), já tinha obtido e acumulado ao redor do mundo.

Qualquer exame da História comprova que o legado de Paulo Freire é motivo de orgulho para a Educação Nacional, para a Pedagogia como campo científico e para o próprio Brasil. Porém, nesse obscuro momento pelo qual passa o país, pessoas que desconhecem por completo a obra e o legado de Paulo Freire se articulam para retirar-lhe o título de Patrono da Educação Brasileira, por meio de medida revogatória no Congresso Nacional. Permitir a tramitação de tal injustiça é ofensivo à Democracia, à Educação, ao povo brasileiro e à própria imagem do Brasil perante a Comunidade Internacional.

A sociedade brasileira não pode permitir tamanho acinte. Cassar de Paulo Freire o título de “Patrono da Educação Brasileira”, recebido in memoriam, representa impor a ele e à sua obra uma espécie de segundo exílio, tão violento quanto o primeiro (1964-1980), levado a cabo pela Ditadura Civil-Militar (1964- 1985).

É preciso que o Brasil encontre um mínimo de pontos de convergência. Nesse sentido, defender o legado de Paulo Freire nada mais é do que reconhecer o trabalho de um homem do povo, criador de um pensamento pedagógico único e radicalmente democrático e, por isso, revolucionário. Respeitar Paulo Freire é resguardar a História daquelas pessoas imprescindíveis que dedicam sua vida, dia após dia, à luta por um mundo livre, fraterno, igualitário, justo, próspero e sustentável.

É em nome de uma educação democrática que lutaremos pela manutenção do título que merecidamente lhe foi conferido em 2012. As cidadãs e os cidadãos que assinam este Manifesto, bem como as instituições signatárias, desejam vida longa à obra de Paulo Freire, declarando seu compromisso incansável e incondicional com a defesa do legado do maior educador da História do Brasil, legítimo e irrevogável Patrono da Educação Brasileira. “Se nada ficar dessas páginas, algo, pelo menos, esperamos que permaneça: nossa confiança no povo. Nossa fé nos homens e na criação de um mundo que seja menos difícil de amar.” (Paulo Freire, em Pedagogia do Oprimido).

BOB FERNANDES: “FUNARO TRAIU TEMER QUE TRAIU DILMA…


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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