Archive for the 'Umbanda' Category

Festa dos Ogans

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FESTA DO BLOCO AFRO

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Praticantes da umbanda, candomblé, macumba e ativistas da defesa da cultura afro-brasileira, se reuniram em uma festa de exaltação às cores, sons, danças e iguarias da África em cada um de nós. O objetivo, além de realizar parte do calendário, foi expressar junto à comunidade manauara a potência dos elementos culturais afro.IMG_7645 IMG_7649 IMG_7650 IMG_7651 IMG_7652 IMG_7653 IMG_7654 IMG_7656 IMG_7659 IMG_7661 IMG_7663 IMG_7664

O blog Afinsophia.com esteve presente com seus representantes cibernéticos e ouviu os enunciados de alguns presentes sobre suas atuações e a importância do culto as expressividades negras. IMG_7670 IMG_7672 IMG_7687 IMG_7689 IMG_7694 IMG_7696 IMG_7705 IMG_7714 IMG_7717 IMG_7721 IMG_7729 IMG_7733 IMG_7734

Segue as falas cada um do grupo.

“Eu trabalhei no MEC [Ministério da Educação] como diretora de diversidade, junto a lei 10639 com a educação etnoracial. Depois fui para presidência onde trabalhei na SEPPIR- Secretaria de Políticas de Promoção  da Igualdade Racial e agora voltei para o meu estado, o Espirito Santo, onde sou secretária de estado trabalhando na gestão. Dentro da minha secretaria tem a gerência de políticas públicas de igualdade racial. Nós temos umas coisas que o Amazonas ainda não tem como o Conselho estadual de promoção da igualdade racial, e umas políticas que avançaram um pouco mais. A gente veio fazer um diálogo com todos para ver se as coisas andam por que está tudo muito parado. Ontem viemos fazer uma conversa com as meninas do hip-hop e da capoeira e hoje viemos prestigiar o bloco, ver como as coisas vão andar para ver o que podemos articular , fazer as coisas acontecerem para poder ver as pautas de políticas públicas se instituírem. O que estamos vendo em Manaus é a pauta sendo tocada pelos movimentos sociais por que o governo não tem tocado nesta pauta etnoracial e o governo só anda sobre pressão. É muito importante que haja uma instucionalidade e vire política pública senão é muito difícil. E é lei, o Ministério Público tem que vir também fazendo a parte dele de cobrança, multa. O evento deste é importante para a questão da auto-estima, para as pessoas se reconhecerem, conviver melhor com sua negritude, ter este diálogo necessário por que geralmente as pessoas ficam muito separadas e também é o início de uma atividade coletiva que pode levar a outras atividades necessárias.” Leonor Franco de Araújo Sub-Secretária dos Movimentos Sociais do Espirito Santo.

“Sou mestrando em sociologia, professor de capoeira afastado, coordenador da Rede Amazônia Negra no Amazonas e estamos nos organizando hoje politicamente nesta discussão sobre o que se refere a cultura negra. Trabalhamos isto há tempos numa luta, onde nós precisamos mais do que nunca nos organizar, não só politicamente mas até religiosamente. Há lutas religiosas para que exista o Espaço sagrado dos Orixás para que haja nosso direito de ir até a natureza pra fazer o nosso culto que precisamos mas com preservação.  Eu concordo que Manaus cresceu, explodiu 30 anos pra cá, mas em sua maioria o povo de santo não acompanhou a explosão e a cidade engoliu as casas de terreiro, assim como engoliu os lugares sagrados,  tribos indígenas… Hoje queremos ter um espaço para que as pessoas possam fazer suas oferendas, o Espaço Sagrado ligado a sustentabilidade. Em 2006, eu e vários babalorixás e ialorixás fechamos a câmara municipal brigando por um espaço nosso, o Parque dos Orixás e o projeto não entrou em tramitação por que o estado pensa que ele não pode dar espaço algum pra entidade religiosa que é nosso caso, sendo que o que mais tem é áreas públicas sendo invadidas por pessoas de outras religiões“ Balalorixá Marlon Seabra.IMG_7674

“Fui feita no Rio de Janeiro, mas hoje sou filha de santo do Pai Geovano de Oxaguiã. Acho importante aqui esta renovação, tem muita coisa acontecendo . Vejo que as práticas também tem que ser preservadas por que hoje a tradição está sendo estilizado de acordo com que as pessoas pensam. O candomblé não tem que se adequar ao comportamento, o comportamento é que tem que se adequar ao candomblé por que é lá que a gente aprende a respeitar os ensinamentos que o candomblé passa e isto está sendo deturpado.  Eu quero resgatar as paramentas originais, com o tempo que você tem pra confeccionar e preparar um Yaô, as roupas de ração tem que ser caracterizadas pela tradição. Eu sou a favor da construção das paramentas no momento em que você vai recolher. Ai como psicóloga confronto esta produção com a questão da terapia ocupacional. Além disso quero pesquisar o comportamento do filho de santo na sua casa.

Também, se nós estamos preocupados com a sustentabilidade e meio ambiente cabe as pessoas de todos os terreiros discutimos as práticas e oferendas, mas também fiscalizar. O que é preciso? Vamos discutir o que é preciso. Cada barracão tem que ter sua comissão formada pela hierarquia. Eu não tenho medo por que eu sei a raiz que eu vim, eu sei da importância da religião, da descendência desta ancestralidade, eu sei exatamente o que eu quero dentro do axé e o que a partir dele quero tentar desenvolver. Mas não sei das brigas que vão vir pois tudo é momento e oportunidade. Acho que o primeiro passo é este encontro e antes de tudo temos que congregar.”

 Ialorixá Jhett Frota esposa do babalorixá Antônio D’andeú. IMG_7710

“Sou de Recife e vim trazer minha força junto ao Ganga Zumba quando fui convidado. Faço trabalho social e faço parte da casa Ilê Axé Oxum Agemum Iá Lê Mim de Mãe Nete e Pai Léo, e lá fazemos trabalho com cultura como coco de roda, oficina de costura, de corte de cabelo, dança afro, Bloco do viramundo (que sai agora dia 16),grupo de coco Chinelo de Iaiá, Coco de umbigada, e lá a casa não para, sempre agitando e tentando resgatar as raízes. Lá toda terça-feira tem a terça negra com grupos de afoxé, maracatu, hip-hop no pátio de São Pedro. Vim aqui compartilhar experiências e presenciar e ver. Percebi que o racismo aqui está mais forte que lá, tem racismo até dentro das casas de terreiro que tem aqui. Um evento deste fortalece muito e mesmo sendo trabalho de formiguinha, é um começo que o pessoal tem que insistir. E tem que começar dentro da casa mesmo, fazer com que os tomates podres não estraguem a caixa toda. Mas aqui se eles lutarem, criando eventos“ Jurandir de Recife IMG_7722

Grafiteiros participantes dos dois dias de eventos: Tiao da Bahia, Denis, Vanderlan, Sub, Brook, Atena, Kizy, Ina, Arab, Nois, as crews 3R, UDS (Usuários do Spray), GF (Guerreiros de fé), VAN (Violência Artística Nacional).

GAMGA ZUMBA-INSTITUTO DE MOBILIZAÇÂO E ESTUDOS AFRO AMZONICO BLOCO AFRO GAMGA ZUMBA

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Missão

Desenvolver trabalhos para a promoção da cultura afro-brasileira. Tendo como objetivos resgatar a autoestima e o orgulho dos afro-brasileiros, valorizar e divulgar a cultura do povo negro, Cidadania defender e lutar para assegurar os direitos civis e humanos dos marginalizados.

Na visão de conscientizar, trabalhar a autoestima, a nossa cultura nas comunidades e levar o resultado dessas oficinas para serem apresentados no processo do carnaval.

Trabalhar oficinas de percussão dentro de programações, no intuito de desenvolver educação e qualificação para o mercado de trabalho. Onde a comunidade possa aprender a brincar, restaurar instrumentos percussivos que são fundamentais para os ensaios e profissionalizar pessoas

Justificativa

Por muito tempo os seguimentos Afros permaneceram dispersos em sua atuação no Amazonas: Capoeira, Hip Hop, Grafite, Rap, Samba, Maracatu, Tambor de Crioula, Maculêlê, movimento das religiões de matrizes africanas, etc. A criação do Bloco Afro tem a intenção de unir todos esses, que trabalham para propagar e difundir a cultura Afra Brasileira e Africana, numa noite cultural, com apresentações de dança e musica. O Bloco se estabelecerá Na escola de Samba Vila da Barra ( Bairro da Compensa-Avenida Brasil) e trabalhará em conjunto com o Projeto Gamga Zumba, trazendo e trabalhando com a comunidade, durante o ano inteiro, com oficinas, seminários e encontros comemorativos e formativos. Através da Lei 12, que estabelece maior equidade entre os seguimentos artístico, cultural e desenvolver a cidadania para uma sociedade mais justa e respeitosa, garantido pelo estatuto da igualdade racial.

Objetivo Geral

Da maior visibilidade e resgatar a cultura Arfo Brasileira e Africana no estado do Amazonas

Objetivo específico

  • Trabalhar oficinas de percussão
  • Trabalhar Dança Afro
  • Realizar oficinas de Grafite e Hip Hop
  • Formar lideranças do Movimento negro em relação à temática
  • Realizar rodas de conversa sobre educação étnica Racial
  • Trabalhar em parceria com as escolas públicas por meio da Lei 10.639/03

Dia:09/03/2014.

Horário: A partir das 14h00min.

Contatos: India Neves (92) 94400080-Email:nathivadanny@hotmail.com.br

Luiz Fernando: (92) 9212-3564

 

FESTA DAS TOBOSSIS NA CASA DA MÃE EMÍLIA

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Mãe Emília mais uma vez ritualizou a Festa das Tobossis em sua casa de acordo com os afetos das Tobossis, meninas Voduns infantis cheias de energia, alegria e pujança. Mãe Emília segue o caráter cultuado nas Casas das Minas de São Luiz do Maranhão.

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Na festa não falta o dialeto africano. Não podia ser para menos, as Tobossis são descendentes da nobreza africana e como nobres se manifestam em singeleza e espírito superior, o que determina sua ludicidade infantil. Essas meninas brejeiras e cativantes, diferentes de outros Voduns, não erram: são perfeitas. Essas qualidades sustentam a festa da Feitura das Tobossis.

Videos só clicar nos links

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FESTA DE YEMANJÁ, A RAINHA DO MAR, NA CASA DE MÃE EMÍLIA

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MÃE D´ÁGUA  

Mãe D´Água

Rainha das Ondas

Sereia do Mar

Mãe D´Água

Teu canto é bonito

Quando faz luar

Auê, auê, Yemanjá

Auê, auê, Yemanjá

Rainha das Ondas

Sereia do Mar

Como é lindo o canto de Yemanjá

Faz até p escador chorar

Quem escuta Mãe D´Água cantar

Vai com ela pru fundo do mar.

20140202_14082920140202_14090920140202_14172620140202_143312 20140202_145929 20140202_151650 20140202_152537A festa da Rainha do Mar, Yemanjá. A festa é uma forma de cerimônia para homenagear a rainha protetora natural dos mares. Nas regiões de rios, como no Amazonas, a rainha da água doce. Com uma tênue semelhança com Iara, a deusa dos rios. É uma cerimônia ligada diretamente à potência das águas e sua influência boa na vida dos seres humanos. É uma festa umbandista e muito bem expressada quando da passagem do ano.

SAUDAÇÃO A YEMANJÁ

Noche huntái Emília Táy Lissá.

Roteiro:

Yamalá dos Orixás

Preparação do Furá – Feita Naná esposa de Oxalá.

Oração do Pai Nosso e de Ave Maria e oração aos Filhos de Santo.

Entrada no terreiro, e saída de Yemanjá.

Chegada das tobossis. As moças executam a dança das tobossis.

Festa de Caboco.

PONTO

Mãe da Casa

Junta seu povo

Hoje é dia

De Louvar Senhora.

P1050686 P1050692 P1050695 P1050703 P1050712 P1050713 P1050714 P1050716 P1050717Originada da Bahia, e com prática há mais de 40 anos, no Rio de Janeiro, a  cerimônia é efetivada através de cantos, danças, jogos de capoeira, flores, oferendas, e, como não poderia deixar de faltar, pedidos. Em Manaus, parte da festa ocorre timidamente, por razão administrativa municipal, na Praia da Ponta Negra, mas de forma mais alegre e livre em alguns centros, como no caso do Centro da Mãe Emília.

MÃE YEMANJÁ

Mamãe, mamãe, mamãe

Mamãe, mamãe, Yemanjá

Vim fazer um pedido

Muitas flores vou lhe dar

Dia dois de fevereiro

Faz a gente recordar

Que é o dia da Rainha

Da nossa Mãe Yemanjá.

P1050718 P1050721 P1050726 P1050727 P1050728 P1050732 P1050736 P1050749 P1050762 P1050767Como se mostra tradicionalmente, membros do vetor-jornalístico da Associação Filosofia Itinerante (Afin) se fizeram presentes, posto trata-se de um dos enunciados antropológico-filosófico-religioso trabalhado pelo devir-afinado. Responsáveis pela documentação da festa da Rainha do Mar, os afinados Alci Madureira e Ana Cristina, na intimidade publica, “Meu Bichinho”, fotografaram a cerimônia e conversaram com Mãe Emília que na ocasião os convidou a lhe acompanharem até São Luiz do Maranhão, para um encontro dos representantes das entidades.

SEREIA DO MAR

Odoié! Odoié!

Salve a Rainha do Mar!

Salve a Sereia do Mar!

Tarimã, tarimã, tarimã

Tarimã tá no fundo do Mar!

Ó gente, cadê Sereia?

A Sereia tá no fundo do Mar!

Que maicaral

Virou zi caçamba

De fundo pru ar!

Odoié! Odoié!

Salve a Sereia e Rainha do Mar!

P1050768 P1050776P1050805 P1050820 P1050830 P1050823Durante a cerimônia, Mãe Emília, sempre cortês e atenciosa, desenvolveu os trabalhos como pede o ritual de dedicação à Yemanjá.

FESTA DO CABOCO ROMPE MATO NO CENTRO DA IALORIXÁ IZABEL

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Mais uma fervorosa festa ao Caboco Rompe Mato foi realizada no Centro da Ialorixá Izabel, na Alameda dos Frances, esquina com a Rua 14, do Bairro da Alvorada. Izabel é ialorixá do terreiro de Ilê Axé Opô Oyá Tope. A Ialorixá Izabel, há 28 anos, produz suas obrigações em Manaus. Iniciou a prática com Urunkô e também efetivou a obrigação de 7 anos de Odun Eje, e a obrigação de 14 anos de Odun Ika. A grandeza da  festa cumpriu o objetivo para que foi realizada: abrir o calendário festivo do ano de 2014, no centro.

Clique em baixo e veja o video.

docs.google.com/file/d/0B5MZqhG0SlB1LURqUmk3bkxCV3c/edit?pli=1

CABOCO ROMPE MATO DA JUREMA

É um Rei! É um Rei!

É um Rei do Panaiá e de Jurema (bis).

Lá na Jurema

Rompe Mato é um Rei.

É um Rei do Panaiá e da Jurema.

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O Caboco Rompe Mato é da linha dos cabocos da umbanda cujo nome simbólico é Caboco Rompe Mato da Jurema. Com sua vestimenta verde e vermelha se manifesta nos afetos rigoroso, austero, mas caridoso, amoroso e aconselhador seguindo com dedicação o cruzeiro da luz dirigindo seus seguidores a evolução espiritual na luz de Cristo. É caboco Ogum na potência do Orixá Oxossi. É um caboco cuja singularidade é indígena.

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As fotos e os vídeos permitem o internauta, seguidor ou não dos princípios da umbanda, fazer uma inferência sobre o quanto foi encantadora a festa realizada pela Ialorixá Izabel, seus filhos, filhas e também os convidados que se fizeram presentes. A Ialorixá Izabel tem os afetos fundamentais para a realização festiva das obrigações. Os membros da Associação Filosofia Itinerante (Afin) se fizeram presentes, como fator jornalístico, e puderam constatara grandeza do trabalho. Onde não faltou sinceridade e dedicação.

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Uma nota importante da festa do Caboco Rompe Mato, nesse fim de janeiro, é que pela primeira vez a Afin faz um trabalho na Casa da Ialorixá Izabel. E pela primeira vez, divulga suas observações em forma de expansão no ciberespaço. O que torna, para a Afin, um importante fato-indígena-afro-religioso.

IEMANJÁ TEM FESTA DE PASSAGEM DO ANO NA PRAIA DA PONTA NEGRA DE MANAUS MESMO COM TODAS AS DISCRIMINAÇÕES

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Festa para Iemanjá! É fim de ano, e outro ano se desloca como um devir temporal. Embora seja um tempo pulsado, um tempo hominizado. Todavia, o que importa é a festa. Esse ano não foi “igual àquele que passou”. Foi pior. Com a praia da Ponta Negra de Manaus privatizada, como também poluída, os oferentes tiveram dificuldades de colocar suas oferendas à rainha das águas: Iemanjá.

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Diante de um ambiente hostil, onde até a iluminação se fez ausente, os pais e mães de santo realizaram suas oferendas e encenaram seus cultos. Foi a potência de Iemanjá que se presente impulsionando seus filhos ao festejo afro-brasileiro. Uma festa linda como afirmaram alguns participantes. Barquinhos lançados às águas, cobertos de flores, cantos e pedidos. Muita dança expressiva da cerimônia.

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Envolto a essa beleza afro-brasileira, o Blog Intempestivo da Associação Filosofia Itinerante (Afin), como acontece todos os anos, se fez presente com seus cabocos e cabocas, como também com suas crianças. Alguns pais e mães de santo, já conhecedores do trabalham da Afin, foram entrevistados e falaram da dificuldade da realização da festa e do vigor para realiza-la. E não deixaram de protestar contra a forma de tratamento que o governo local vem dispensando aos seus trabalhos. Trabalhos cada vez mais entrando na ordem da marginalização, em função das posições preconceituosas, discriminadoras e irracionais de membros das chamadas igrejas evangélicas e parlamentares.

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IMG_5857Apesar de todos os impasses oficiais e oficiosos, a Umbanda, o Candomblé, a Macumba, todas as expressões afro-brasileiras se fizeram presente na festa da rainha Iemanjá. Todos os pais e mães de santo desejaram muito axé e felicidades para o Brasil no ano de 2014. Desejaram felicidades e muito axé o Pai Antônio, do bairro Grande Vitória; Pai Santos, do bairro Jorge Teixeira, 1º etapa; Mãe Ana, do Prisamim; Pai Abel, do bairro Crespo; Cassiane, Filha de Santo, e os membros da Associação Cultural Toy Badé, no Conjunto Renato Souza Pinto, na Rua Grandes Rios, n° 33, Q 21. Todos também desejam muito axé para a Afin.

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Embora não tenha comparecido, em função de outro compromisso, Pai Giovane, do bairro Jorge Teixeira, também desejou muito axé para o ano de 2014, como desejo boas atuações comunitárias para a Afin. Pai Giovane foi o primeiro Pai de Santo a ser entrevistado pelo Blog Intempestivo. Foi a partir daí que o blog começou a trabalhar junto com os endereçamentos das culturas religiosas afro-brasileira para suas autênticas identidades. O que levou certos preconceituosos a, irracionalmente, condenar esse trabalho de cunho libertário que carrega as partículas políticas e religiosas dos povos.

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IMG_5850Agora, é só encadear potências com a rainha Iemanjá, através das fotos e vídeos.  

Muito axé, irmãos!

VEREADOR BAHIANO QUER PROIBIR A MANIFESTAÇÃO AFRORELIGIOSA NA TRADIÇÃO DE SACRIFÍCIO DE ANIMAIS

Na Bahia, terra de São Salvador e do Nosso Senhor do Bonfim, o vereador Marcell Moraes, do PV soteropolitano criou um projeto de lei baseado em sua própria concepção de mundo onde deve ser proibido o  sacrifício de animais em rituais de candomblé e em outros culto afrobrasileiros. Ele chamou o sacrifício de animais no candomblé de “tortura” e afirma que ainda um dia pretende lançar um projeto de lei que proiba comer carne.

Aceitar um projeto deste é aceitar a irracionalidade. Com um discurso pautado  na imbecilidade o projeto preve uma escolha pessoal sobre o coletivo. Falar mal sobre sacrificar animais é algo que envolve uma discussão mais ampla sobre a própria presença humana como ser carnívoro na terra. Estudos históricos/antropológicos/fisiológicos como  “As condições da evolução sexual” de Robin Fox mostra que o cérebro humano só cresceu e deu a funcionalidade como conhecemos graças ao abate e consumo de carne cozida pelo Homo Sapiens.

Este projeto enfoca no quesito religioso apenas, visto que o sacríficio de animais também ocorre (e neste caso violentamente e em grande quantidade) em criadouros, granjas, frigoríficos e outros locais que levam a carne ao prato da população.Por este motivo uma série de antropólogos e estudiosos se posicionaram contra o projeto, já que a carne do animal oferecida aos orixás é sacrificada sem maltratar e também serve de alimento para a comunidade que frequenta os terreiros.

Ao comentar seu projeto Marcell ainda mostrou um desconhecimento de sua função como vereador e da legislação brasileira que defende os cultos, querendo ele próprio propor mudanças nas práticas afro: Não tenho nada contra terreiros de candomblé. Eu apoio as religiões afro, mas essa oferenda precisa mudar. A própria religião prega que os orixás são bons e puros. Então, elas (entidades religiosas) vão compreender se trocar a oferenda e oferecermos folhas ou plantas no lugar dos bichos sacrificados”.

A legislação brasileira defende em vários lugares a prática e tradições religiosas. A Constituição Federal no Art. 5.º inciso VI afirma “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”. Já o Códico penal no Artigo 208 diz que “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.”.

Este projeto de lei além de não permitir o “livre exercício” desta tradição, não pretende discutir estes valores, já que se impõe como única verdade impedindo com que a sociedade bahiana e das religiões afro possam analisar suas formas culturais provenientes do povo negro que veio da África. De qualquer modo a mudança deve ocorre se os praticantes sentirem necessidade dela para sua manutenção.

Assim a opinião individual deste vereador não pode deixar o fluxo livre das matrizes africanas em se expressar, não por ser garantido por lei, mas pelo respeito as diferenças humanísticas dos negros que são brasileiros como nos fazemos a cada dia.

OFERENDAS E BARQUINHAS PARA IEMANJÁ POR UM BOM ANO NOVO DE 2013

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Em uma bela noite de cruviana a Prainha da Ponta Negra em Manaus recebeu diversas famílias, frequentadores das religiões afro e simpatizantes para que vieram fazer oferendas e pedir um bom ano para a rainha das águas e mãe de todos orixás Iemanjá e a dona das aguas doces Mamãe Oxum.

E a areia ficou enfeitada com o colorido das flores, das velas, dos pratos, da fé, dos pontos cantados e das barquinhas que foram oferecidos para Iemanjá. E na festa a nossa mães das águas todos se purificam e renovam assim como o ano novo que logo mais chega.

Eu fui lá na beira da praia,
Para ver o balanço do mar,
Eu vi um retrato na areia,
Me lembrei da Sereia,
Comecei a chamar,…
O Janaína, vem, vem,
O Janaína, vem cá,
Receber estas flores,
Que eu venho te ofertar.

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ele jurou bandeira
ele tocou clarim
com seu exercito branco
ele lutou por mim
na beira da praia
ogum sete ondas
ogum beira-mar

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Caminhando pela prainha vimos alguns babalorixás e ialorixás conhecidos deste bloguinho como a mãe Valkíria e o pai Belmiro, e nestes encontros praianos descobrimos a ausência de algumas casas que não estiveram pelas areias da Ponta Negra neste ano.

Mesmo assim os tambores e os pontos cantados pelos presentes mostraram toda a força que este encontro com oferendas  e agradecimentos possui. E para deixar a festa ainda mais bonita diversas entidades como o Caboclo Ubirajara, Cabocla Herondina, seu Joãozinho, Dona Mariana estiveram presente para oferendar Yemanjá.

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Meus amoriê, Meus amoriá
 
Na linha de umbanda

quem versa, quem manda

são os orixás

Ogum mora na lua

Xangô lá na pedreira

Oxossi na mata virgem

Mamãe Oxum na cachoeira

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Os pontos e orações se renovavam e eram cantados com a força das entidades presentes. Assim as oferendas para Yemanjá presente em cestas, barquinhas, buquê de flores eram enfeitadas e recebiam as velas, presentes e essências destinadas a rainha do mar.

Eu vi chover, eu vi relampejar
Mas mesmo assim o céu estava azul!
Firma seu ponto na folha da jurema
Que oxóssi é bamba no maracatu!

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Os pontos continuaram durante toda a noite, e com o cair da madrugada as barquinhas estavam prontas para levar as oferendas para Mamãe Oxum e Iemanjá.  Os pedidos, graças, e oferecimentos  também foram feitos para que o ano novo seja repleto de muito axé e que Iemanjá nos banhe com suas águas.

Aos poucos os barquinhos que estavam com na areia foram arrastado para as águas e cada grupo presente levava aos poucos suas preces e objetos para os braços das duas mães, dágua  doce e d’água salgada.

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Oh que barco tão lindo que vem

Sobre as ondas do mar  

Ele traz as vibrações de nossa

Mãe Yemanjá    

Yemanjá ,Yemanjá

Ela é a rainha do mar

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Odoyá Odociá minha mãe Yemanjá, Ai-iê-ieu mamãe Oxum

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E assim o mar ficou repleto de oferendas que coloriram e iluminaram um ano novo repleto de bençãos, realizações e muita fé para todos, e ainda um caminho onde a intolerância e preconceito religioso, que acontece muitas vezes com as religiões afro, possam ser superados.

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Após as oferendas a alegria continuou na areia e os tambores continuaram durante a madrugada prenunciando um bom ano novo de 2013 com muita paz, saúde, realizações e com as bençãos de nossa mãe Iemanjá.

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Os únicos que tentaram macular esta bela festa foi o prefeito Amazonino Mendes e a prefeitura de Manaus que não se contentam em terminar este (des)governo com as ruas cheias de buracos, e deixaram a escada, atualmente o único meio de acesso a Prainha, sem manutenção e cheia de burados,o que coloca a vida de centenas de idosos e crianças, religiosos e visitantes em risco fatal.

A prainha, que fica a uma grande altura da rua, poderia ser palco de alguma fatalidade, mas pela força de Iemanjá e dos orixás, tudo ocorreu bem.

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Desenvolvimento mediúnico na Umbanda

Escrito por Géro Maita pelo espírito José Severino.

Pergunta: O pai pode nos falar um pouco a respeito do desenvolvimento mediúnico na Umbanda?
Notamos que muitos médiuns adentram os terreiro sendo girados e logo são conduzidos para a sessão de atendimento após haver a incorporação isso é correto?

José Severino: Filho, o desenvolvimento mediúnico na Umbanda dever ser feito a custa de estudo e bom senso antes de mais nada. Abordamos isso logo no início desta respostas, pois é o que mais encontramos em meio as médiuns sejam homens ou mulheres que tentam ingressar na Umbanda nos dias de hoje, mais movidos por um sensacionalismo e ilusão do que por amor a religião, pois quem ama faz direito filho, pois faz mais com o coração.

Notamos ainda nos dias de hoje médiuns sendo girados dentro dos terreiros para manifestarem sua mediunidade, ato totalmente reprovável, pois o mesmo faz com o que o duplo etéreo do médium se desloque alguns centímetros ao lado de seu corpo, permitindo assim que o corpo mental capte a energia reinante no ambiente,

salientando que em certos lugares encontramos espíritos levianos se fazendo passar por pais e mães velhos, exus de lei e diversas outras entidades que compõem o grupo de espíritos comprometidos com a lei de Umbanda e neste ambiente desregrado, onde falta estudo acima de tudo se manifestam nesta ação iniciando-se processos de obsessão por fascinação que irão com o passar do tempo para casos mais complexos.

Quando promovemos os estudos da mediunidade em uma casa, em grupo de médiuns é estimulado o lado do conhecer a si próprio e ver o quanto o mesmo se trai com as ilusões disfarçadas nos atendimentos mediúnicos, pois notamos que a maioria dos colaboradores de um terreiro não querem varrer chão, limpar o banheiro ou serem cambonos, mas sim, movidos por esta ilusão desejam o ato da incorporação esquecendo-se que toda atividade que envolve um terreiro é viável e tem seu valor junto aos que frequentam o mesmo.

Nos estudos mediúnicos devem os médiuns primeiros compreenderem a responsabilidade que os espera, promover sua reforma intima, sua postura doutrinária e acima de tudo ligarem seus espíritos e propósitos mundanos com os propósitos de Deus. O que surge com o tempo dentro do fenômeno incorporativo é o resultado desta busca e isso não ocorre da noite para o dia.

Acreditamos que em futuro não tão distante estas casas que ainda hoje recorrem a estas práticas antiquadas em sem surtir efeito inteligente, mudem suas posturas doutrinárias, pois a maioria dos médiuns de hoje se voltam para o interesse de estudas a Umbanda e compreende-la separando o que é fundamento energético e ilusão temporária.

Para finalizar lembramos as palavras de um ponto de umbanda:

“Umbanda tem fundamento, é preciso preparar”

Preparo filho, não vem da noite para o dia, mas sim com o tempo e ainda vale rememorar: “Trabalhador pronto o trabalho aparece…”

Texto de José Severino
Canalizado por Géro Maita

FESTA DE PRETA MINA NO TERREIRO DE PAI ADALBERTO

A umbanda está em festa
Neste dia de alegria
Saravá a Preta Mina
Que hoje é seu grande dia

No último domingo o Terreiro do Pai Adalberto, localizado na Av. Presidente Keneddy no Bairro do Educandos, festejou a dona de sua casa, a encantada Preta Mina.

Com a casa em festa e lindamente organizada, Pai Alberto agradeceu a presença de todos em uma noite tão especial:

Obrigado pela presença de todos vocês. A casa é nossa, e são 39 anos  de Preta Mina, todos hoje são bem vindos, vamos curtir a festa. Sintam-se a vontade como se estivessem com sua família, dentro de sua própria casa.

Pai Adalberto contou um pouco a história de Preta Mina e sobre a realização deste ritual que festeja aquela que é a dona de sua casa, e grande celebrada neste dia.

A Festa da Preta Mina é tradicional no Amazonas tem 39 anos, e ela é a dona da minha casa. Como eu vivo na Região Norte, não interessa a nação, você pode fazer keto, jeju, angola que cai neste baião que eu toco, um baião de mina. E eu carrego uma vodunça velha, uma escrava que se chama Preta mina. Ela foi encantada em Rio de Conta em Minas Gerais e é encantada em uma cobra.

Na festa de Preta Mina eu abro a gira cantando pro meu santo dentro da mina, pro senhor badé que é Xango. Quando eu termino as três ou  quatro rezas que eu faço pra ele eu viro pra Toya Verequete já trazendo os encantados, por que ela é encantada. Ai Preta Mina chega e toma conta da casa.

E logo  os ogans ou tamborzeiros começaram a batucar prepararando a gira com a sonoridade engendrada no tempo da escravidão fazendo toda a casa vibrar diferente daquelas do cotidiano de cada um dos presentes.

Logo foram surgindo os primeiros encantados e entidades da religião, enchendo  de diversas cores, pontos e criando muito axé no terreiro. Nas fotos abaixo vemos Cabocla Moça Bonita, Cabocla Jussara, Caboclo Olho D’Água, Caboclo Rompe Mato, Seu Roxo, Cabocla Joana Gunça e Caboclo Ubirajara.

 

A minha barca é nova
Nela eu vim
Ela é feita de aroeira
E de casca de jasmim

A bandeira de Oxalá.
A Bandeira de Oxalá, Brilhou, Brilhou,
E a Bandeira de Oxalá, a umbanda clareou
Clareou na Terra,
Clareou no Mar,
Clareou no Terreiro
Salve pai Oxalá.

E então a dona da casa, a encantada Preta Mina desceu na cabeça de Pai Adalberto deixando a festa ainda em maior esplendor. Os tambores rufaram mais forte e a gira continou até o começo da madrugada.

Está iluminada nossa umbanda
Está cheio de flor nosso congá
O Preta Mina é tudo que eu faço
O Preta Mina ilumina o caminho por onde eu passo

Preta Mina agradeceu a presença de todos  e convidou para continuar a festa na parte de trás do terreiro, onde se brindou mais um ano de Preta Mina na cabeça de Adalberto e onde estava posta uma mesa, repleta de deliciosos bolos e comidas.

Agradecida, agradecida
pela irmandade eu estou muito agradecida
Agradecida, agradecida
pela união estou muito agradecida
Agradecida, agradecida
Senhores todos estou muito agradecida
Agradecida, agradecida
Se precisar meus filhos contem comigo
Recebam flores, recebam flores
recebam flores e também os meus amores

Então chegou a hora de Preta Mina se despidir e voltar para o reino dos encantados. Mas antes deixou seus desejo de que todos tenham muitas realizações, paz e axé durante todo este ano.

Na paz de Deus eu cheguei
Na paz de Deus eu vou embora

Na paz de Deus ela chegou
Na paz de Deus ela vai embora
Jesus que fique com todos
Eu vou com Nossa senhora

Ao fim da festa conversamos com Pai Adalberto, que estava ao lado de Mãe Iara que veio de São Paulo para participar da festa, nos contou um pouco sobre o umolocô e sobre os preconceitos da religião afro.

A minha nação é Umolocô, o pessoa fala besteira e diz que Umolocô está totalmente extinta e não é verdade. Aqui em Manaus, o único casa de Umolocô é a minha casa, de Preta Mina. Eu nasci no Umolocô e minha falecida mãe de santo Ivone de Oxum, que fez Xango em cima de mim, e eu sou Adalberto de Xango, sou robono da casa. E eu fui feito dentro de Umolocô que é uma raiz de angola, onde as pessoas as vezes dizem que são angoleiros, mas é uma angola bate folha, que na verdade é umolocô. A diferença do Umolocô pro keto e pro angola é que o umolocô não raspa, a gente só catula, a gente não carrega kelê, a gente carrega senzala e o mucan no nosso período dos três meses. E umolocô é uma nação unida que vai de Exu a Oxalá, depende de quem tem fundamento pra fazer. A gente não tem espécie de santo, se é Xango é Xango, e não interessa a espécie do Xango. É Oxum é Oxum. A gente fala pros filhos as espécies mas não faz qualidade.

Na minha casa eu faço todos os tipos de trabalho. O umolocô é uma nação tão unida que abrange a tudo. Eu sou obrigado a abrir na minha casa no mínimo uma vez, e no máximo duas vezes por ano, eu fazer mesa branca e cirurgias espirituais. Eu toco duas vezes sacaca onde eu trago povo do fundo que vem na base do toari, da pena e do maracá pra fazer cura, tirando bicho, tirando feitiço. São linhagens totalmente diferente, então o umoloco pega todos os orixas sem ficar ninguém de fora, no caso Irôko, Ossain, Oxumare. Yéyé que eu anda nem tenho fundamento dele, ainda vou pegar, e no Brasil é um orixá que poucas pessoas conhecem, e é tratado que nem o Irôko pois não leva louça, leva cabaça, que é uma cuia. Então o umolocô puxa encantamentos de todas as regiões, ainda mais na nossa região que é muito rica, com os indigenas, os caboclos.

A maioria das pessoas quando ouve falar que somos espíritas fica com pé atrás, por que não se vê uma obra, um espírito, uma bondade, só vem um querendo acabar com a vida do outro, mas isto não leva a nada. Para você poder crescer você tem que dar incentivo e batalhar, tirar estas coisas negativas de achar que o teu colega é melhor que você. Mas ele não é. Você tem a mesma capacidade dele, lutando, estudando e se ele é bom você pode ser melhor. No instante que entram na minha casa eu quero que sempre peçam isto: quero voltar a ser visto, conquistar meu espaço, quero paz comigo, com meus amigos e inimigos e que eu tenha um bom caminho.

Assista o vídeo de apresentação do Curso On-line Clãs Ciganos na Umbanda

Convite Feijoada

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PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ FAZ PRE-VISÕES PARA 2012

Estivemos ontem junto de Pai Geovano de Oxaguiã que atendeu a equipe da Afin para fazer as previsões para o ano vindouro através dos búzios. Um ano de muitas mudanças e algumas surpresas para alguns. Mas um ano novo com vários acasos para todos. Oxalá 2012.

A REGÊNCIA DO ANO

A regência do ano começa com os erês e quem vai receber o ano são as crianças. Passando para Oxalá ou na forma Oxaguiã ou Oxalufã e no final do ano entregando a Oxum. Por isso que muitas concretizações vão ser ruins de serem feitas  no começo, vai se tornar uma brincadeira para as pessoas que tem responsabilidade e vão levar as coisas muito assim a la vonté por que as crianças vão estar regendo no começo do ano, no meio do ano Oxalá rege e passando pra Oxum no fim do ano. Estes são os orixás que vão reger neste ano de 2012.

AS ELEIÇÕES DE 2012

Haverá uma grande mudança na política do Amazonas, mudança pra melhor mas as caras vão ser quase as mesmas só que com tendência a melhor. Os políticos estão caindo na real e parece que este ano vai ser um ano de eleições limpas, de uma moral digna pra todos, principalmente para os políticos. Uma eles estão visando outra coisa, algo maior e a política vai ser boa. Vai ter mudanças radicais aqui no Amazonas, as caras a gente já conhece, vão sair de um partido pra outro, alguns vão se reeleger de novo e outros políticos vão trocar de cargo ou coisa deste gênero.Na prefeitura há mudança sim. Tem candidatos que vão querer se recandidatar de novo e vão perder. Há mudanças boas e o que já temos vai ficar melhor. Não vejo uma mudança radical na prefeitura.

AS OLIMPÍADAS

As Olimpiadas deste ano que vêm vai ser boa, mas não como as pessoas esperam. Haverá muita decepção no atletismo amazonense, há muita decadência e sem apoio de quase nada. Então a expectativa que as pessoas querem não vai ter, vai ser bem notável que os atletas precisam de ajuda, e o Amazonas precisa de ajuda neste contexto. Vai ter bons resultados, mas não com a perspectiva que esperam.

O PELADÃO BRASILEIRO

O futebol brasileiro vai continuar em decadência; cada ano que passa torna-se decadente, os outros países se destacam visivelmente à frente do Brasil que era uma potência futebolística. Vejo que o futebol continua só financeiramente deixando os jogadores ricos sem fazerem quase nada. E o titulo de campeão olímpico de futebol não virá. E continuará na decadência se as pessoas não se tocarem que o esporte é um divertimento, um lazer, um amor e não uma máquina de fazer dinheiro, uma máquina de exploração financeiro.

AS MULHERES

As mulheres este ano vão estar em destaque, mas não de crédito bom. Vai ser um ano de pouca perspectiva para mulheres, e mais voltado para os homens. Vai acontecer muitas coisas boas para algumas outra vão cair como manga madura do pé. O ano para presidente Dilma vai ser difícil e não vai ser bom, vai ser um governo de muitas críticas e reclamações.

AS RELIGIÕES AFROBRASILEIRAS

A questão das religiões afrobrasileiras se estabilizou. Foram anos que vencidas etapas significantes, mas no momento vão se estabilizar. Vamos ter dentro da religião vitórias importantíssimas, mas também haverão derrotas significantes. É um ano de renovação e pra nossa religião afro vai caminhar lento. A perspectiva que vemos é esperar e aguardar que as pessoas entendam que religião é religião seja ela católica, afro, ameríndios, então é muita consciência que as pessoas ainda não tem para mudar. Mas a força de Oxalá há de conseguir.

DAS MORTES

Neste ano que vem os políticos pode se esbanjar de energia por que este ano vai morrer poucos políticos. Para os atores, atrizes e o pessoal da sociedade alta tem uma baixa muito pouca, morrendo pouca gente. Pelo contrário vai ser um ano de reiniciação para atores, atrizes, cantores principalmente, vai surgir bastante. Não vejo muitas mortes de alguém muito famoso, vejo sim bastante doenças, mas poucas mortes.

A CIDADE DE MANAUS

Realmente estaremos em um ano de renovação, de crescimento e Manaus e parece que neste ano as coisas vão alavancar e incrementar uma nova diretriz pra Manaus. Manaus no ano que vem vai estar mais bonita, mais forte, com um Pólo Industrial mais firme, empregos bons e melhores e esta é a previsão que tenho pra Manaus.

AFIN

O que precisa neste próximo ano pra Afin  é uma boa diretriz, um bom ponto de vista que tem de vir calçado de inteligência e força de vontade. As vezes não se precisa só da força de vontade, a inteligência tem de vir junto. Isto que está deixando a faltar, o que alguns tem não estão querendo dividir com o outro e aí que enfraquece o elo de amizade e de força da própria instituição. A previsão que faço pra Afin é que vai demorar um pouco mais de tempo pra se tornar algo forte, uma coisa concreta, é muito sonho para vocês. Mas vai se tornar realidade por que tem coisas boas vindo pra afin  que vai surpreender vocês.


SEU ZÉ PILINTRA E DONA JUREMA NO ANIMADO TERREIRO DE MÃE MARIA

Zé Pilintra, Zé Pilintra
Boêmio da madrugada
Vem na linha das Almas
e também na encruzilhada

O amigo Zé Pilintra
que nasceu lá no sertão
Enfrentou a Boêmia
Com seresta e violão

Hoje na lei de Umbanda
Acredito no Senhor
Pois sou seu filho de fé
Pois tem fama de doutor

Com magias e mirongas
Dando forças ao terreiro
Saravá seu Zé Pilintra
O amigo verdadeiro

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Clique nas imagens para ampliá-las.

Como já falamos aqui neste bloguinho, terreiro animado é o terreiro de Mãe Maria do Seu Jacaúna, lá no Zumbi dos Palmares. Quanto mais quando a festa é de um dos maiores curandeiros da velha Umbanda boa, e que é também um grande sambista, mulherengo e jogador, o mais conhecido e respeitado dos malandros: Zé Pilintra.

À direita, seu Marinheiro na cabeça de seu Francisco.foto

À esquerda, Dona Jarina na cabeça de Socorro.

fotoSeu Tapindaré na cabeça de Lídia.

Mas quando chegamos quem estava no maravilhoso congá era justamente o dono do terreiro, Seu Jacaúna, que comandou a chegada de diversas entidades na cabeça dos médiuns da casa.

fotoCaboca Brava na cabeça de Graciete.

Sou gavião real, eu sou nagô

Eu venho voando pelo céu azul


fotoOs irmãos Mônica Oda e Marcílio Colares, acompanhados do ‘mineiro’ Diego, que deu suas contribuições artísticas nas imagens deste trabalho.

O tambor continuava sem parar, enquanto os cabocos e demais entidades preenchiam o tempo com suas vozes melodiosas e o espaço com suas danças vigorosas, baixando para receber as saudações de todos os presentes e abençoar a todos que ali se encontravam em comunhão espiritual, reunidos na força e no calor da Umbanda boa, da Umbanda de fé…


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E a força da corrente abençoada nas rezas preencheu o ambiente com alegria e devoção dos filhos da casa, de todos os convidados, todos os presentes. Foi então que seu Jacaúna foi embora do corpo de Mãe Maria, babalorixá que tanto demonstra seu zelo e responsabilidade aos cultos afro-brasileiros.

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Ela veio de tão longe sem conhecer a ninguém,

Ela veio colher as rosas que nas roseiras tem

Quem quiser saber o seu nome pergunte ao seu irmão

Ela se chama Toya Jarina, filha do Rei Sebastião

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Foi então que baixou o homenageado da noite: Seu Zé Pilintra. Foi então que se viu toda a autenticidade das religiões afro-brasileiras, carregada de entes que, ao mesmo tempo que fazem lembrar ciclos da nossa história remota, estão presentes em efetividade religiosa. Uma festa magnífica para os olhos e o coração de todos aqueles que vivem a crença ou apreciam o ritual afro-religioso como verdadeira manifestação religiosa do povo brasileiro.

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Ai, ai, meu Deus, que cavaleiro é esse?

Que cavaleiro é esse que chegou agora?

De terno branco, seu punhal de aço puro

Saravá seu Zé Pilintra, na Umbanda ele é doutor

À esquerda, Mãe Vera com o boiadeiro Seu Baiano.

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Conversamos com Mãe Maria, que nos deu os detalhes desta festa para este caboco tão conhecido dos terreiros de Umbanda do Brasil, realizado no seu terreiro, assim como estendeu suas compreensões a outros diversos aspectos sobre a Umbanda.

Eu nasci na Bahia, mas fui criada aqui. Meu pai batia tambor, minha mãe era evangélica, mas depois que eu cresci ela abandonou e entrou no ritmo. Nós realizamos esta festa há oito anos. Antes era só uma pequena comemoração, então começou a festa a partir da Jandira, aquela minha filha de santo da Dona Jurema. Então ficou a festa de Seu Zé Pilintra e da Dona Jurema. Seu Zé vem na minha cabeça há 26 anos. Mais velho só Seu Jacaúna, meu pai, que vem desde eu criança.

fotoSeu Pena Azul e seu cantar singular.


fotoSeu Boiadeiro e sua vigorosa voz.

Zé Pilintra é um catimbozeiro, era muito boêmio, em vida foi doutor, e era, quer dizer, é um malandro. Ele faz trabalho de cura, de demanda, ele é um curandeiro. Muita gente considera ele um Exum, mas ele não é um Exum, ele é um esquerda.

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Ô pisa caboco, quero ver você pisar

Ô pisa caboco, quero ver você pisar

Na pisada do caboco pra poeira levantar

Na pisada do caboco faz poeira levantar

À esquerda, seu Surrupira. À direita, Mãe Zelca com seu Pena Verde.

Hoje eu vejo a questão da religião como uma verdadeira libertação, porque antes a gente vivia escondido, se escondendo, não podia fazer isso, não podia fazer aquilo, porque se o vizinho estivesse do lado já era ‘macumba’. Hoje nós começamos a ser vistas como pessoas tradicionais dos terreiros. Antes a gente tinha vergonha, tinha medo, alguém podia denunciar. Hoje nós somos livres, assim como os evangélicos, como os católicos, desde que a gente respeite o direito de cada um.

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Umbanda não é ritual. Umbanda é espiritismo. Umbanda é amor. A gente faz o terreiro ser animado. Não existe tristeza aqui, não existe maldade. Onde há malícia é que existe tristeza, desilusão. Aqui, não. Aqui nós somos alegres, nós somos felizes, porque somos umbandistas. Aqui é animado; ainda mais quando o Gilson entra, todo mundo tem que ficar alegre. Nós trabalhamos juntos há muito tempo.

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Meu navio está no porto

Enfrentando a maresia

Já chegou a bela turca

A donzela da Turquia

Elielza, com seu Martín Pescador.

Nós éramos livres, mas éramos uns livres presos, hoje nós somos livres libertos. Mas tem muito preconceito ainda no Brasil, mas tem muita coisa pra gente vencer. Nós estamos no começo do caminho ainda. Mas com altos e baixos, com pedra no caminho a gente chega lá.


Pai João, apreciando à esquerda.

Que as pessoas acreditem mais, que as pessoas procurem compreender, entender e conhecer. É conhecendo que a gente pode falar, senão a gente vai sempre achar que é ritual, que estão fazendo macumba pros outros, e não é assim. A gente só faz coisa boa, a Umbanda é paz e amor. As pessoas discriminam porque não conhecem o que a gente faz. Eu espero que as pessoas possam conhecer mais da nossa caminhada, todo mundo segurando na mão dos outros pra ver se a gente chega em algum lugar. Tem gente que inventa, que fica fazendo deboche, mas a gente não tem que ligar não. A gente tem fé no nosso Pai Oxalá e nos nossos guias trabalhadores.”

fotoÀ esquerda, Dona Mariana na cabeça de Mãe Selma.

Seu Marinheiro na cabeça de Pai Carlos.

Seu Gilson, que acompanha Mãe Maria há muitos anos e comanda o tambor, sendo amado por todos da casa, como explica Mãe Maria, nos falou também de seu Zé e de algumas histórias que são divulgadas, como a história que circula na internet de que Zé Pilintra teve uma rusma com Lampião por causa de Maria Bonita.

Essa história de que Seu Zé Pilintra tinha brigado com Lampião por causa de Maria Bonita é só folclore, não existe isso não. A única mulher de Zé Pilintra foi Rosinha. Mas malandro naquele tempo significava outra coisa, era que ele gostava de jogo, mulheria, gostava de dançar, fazer seresta, esse negócio todo. Ele teve várias mulheres, mas Rosinha foi a mulher que ele amou. Essa história de Maria Bonita não procede. Quem ele conheceu foi Rosinha, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, a mulher que ele amou, porque ela também era uma mulher de jogo de bar, vivia bebendo, vivia jogando, fumando, então eles se deram bem. Essa história o pessoal acha bonito e sai espalhando.



Muitas pessoas acham que Seu Zé Pilintra é uma coisa que ele não é; ele é uma pessoa muito experiente. Tem pessoas que misturam as coisas, porque ele é muito alegre, e sempre foi. Antigamente, quando a pessoa tocava violão, gostava de seresta, gostava de jogar, chamavam de ‘malandro’. Ele gostava disso tudo, gostava de mulher, isso não é defeito, ele era um homem mulherengo. E ele é um ótimo guia, uma ótima entidade, que ajuda a todos que procuram ele. Todas as pessoas que procuram ele, graças a Deus, sempre tem êxito. A gente tem muita alegria com ele, quando ele chega anima todo mundo, ele sempre foi assim, sempre esteve aí para ajudar, para afirmar e fazer aquilo que pedem a ele. Ele aqui vem pra ajudar, pra curar, quando precisam dele.”

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E assim seguiu o maravilhoso tambor pela madrugada a dentro, onde todos os da casa e todos os convidados viram a manifestação do sonoro, colorido e espiritualizante culto da vigorosa afro-religião e assim prosseguiu até o raiar do dia. Tudo em comunhão, em paz, alegria, felicidade, com todo o axé do terreiro de Mãe Maria…
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●●●CENTRO ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO●●●

Mãe Maria do Seu Jacaúna

Beco Cel Bolsinha, nº 119 — Zumbi I (Manaus-AM)

Fone: (92)9122-2612

SEU PENA VERDE NA ABERTURA DO TERREIRO DE PAI JOEL

Eu tenho Sete Espadas pra me defender
Eu tenho Ogum em minha companhia
Ogum é meu Pai, Ogum é meu guia, Ogum é meu Pai
Eu vivo com Deus e a Virgem Maria

fotoClique nas imagens para ampliá-las.

E mais uma vez o ‘casuá’ de Pai Joel de Ogum, que é conhecido como o Pai Joel do Zé Malandro, estava organizado para mais uma festa, mais um ano que se inicia, trazendo as obrigações internas de toda casa de culto afro-brasileiro, assim como os trabalhos para o povo e as festas públicas, como essa que foi uma festa para Seu Pena Verde e foi a festa de abertura das atividades da casa.

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Como sempre, a festa começou animada e na força da corrente abençoada as rezas preencheram o ambiente com alegria e devoção dos filhos da casa, de todos os convidados, todos os presentes.
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Sou filho de Umbanda, tô chegando agora
Saravá Ogum, Iemanjá, minha senhora
Filhos de umbanda salvem a estrela guia
Salvem os pretos-velhos que chegaram da Bahia
Vou bater cabeça no pé do congá
Vou pedir axé pra Ogum e Iemanjá


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Nessa atmosfera, Seu Zé Malandro veio logo para animar mais ainda a festa com seu gingado suave e ligeiro, cada vez mais apurado, de velho sambista da Mauá, enquanto presenteava a todos com suas rezas e seus sambas.
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Seu Zé conversou com este bloguinho e fez sua avaliação do ano passado e distribuiu suas bênçãos aos filhos, aos presentes e todas as pessoas que cultual ou simpatizam com os cultos afro.

Só tenho a agradecer pelas coisas boas que aconteceram. Esse ano começou meio difícil, mas vamos vencer, porque quem tem fé tem tudo, quem não tem fé não tem nada. Eu espero que Oxalá abençoe todos os filhos esse ano, dando paz, saúde, firmeza, sabedoria, tranquilidade, que eles estejam presentes, praticando a sua caridade. Que Oxóssi dê muita fartura! Que senhor Ogum, que rege nesta casa, abra todas as portas para que cada filho, presente ou ausente, entre em caminho correto. Que senhora Oxum, que é o segundo santo da casa, dê riqueza a todos, principalmente riqueza espiritual, que é mais importante para a gente conquistar tudo de bom no nosso caminhador.”

fotoO explendor da Caboca Brava, na cabeça de Giuliana, filha carnal de Pai Joel


Caboco mora na folha
Na folha ele se criou
Caboco cresceu na folha
Na folha se batizou


Seu Pena Verde, o homenageado da festa, com Seu Zé ao lado

Enquanto diversas outras entidades vinham chegando, Seu Zé, numa descontráida conversa que tivemos com ele, compartilhou sua sabedoria, brindando-nos com dois aforismas, dois provérbios de sua lavra da malandragem…

Malandro que espera defunto morrer pra ganhar o sapato é melhor andar descalço.

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Os galos que cantam hoje ainda ontem eram ovos.


fotoSeu Mineiro chegando com todo o seu vigor

E então o terreiro já estava repleto de diversas entidades, que se revezavam à frente do tambor para receber os aplausos dos presentes e distribuir as bênçãos a partir de seus pontos cantados com ritmo e axé.


Ao lado de Seu Pena Verde, Marinheiro Júlio vem pela praia


fotoSeu Mineiro, Marinheiro Fernando e Dona Mariana

Seu Flexeiro me disse que na sua aldeia não falta caboco
Seu Flexeiro me disse que na sua aldeia não falta caboco
Ele pisa e no rastro do outro o caboco
Ele pisa e no rastro do outro o caboco

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Seu Flexeiro ao lado de Seu Mineiro
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Então chegou a hora de todos cantarem e exaltarem a bravura de Seu Pena Verde na cabeça de Elenice de Iemanjá.
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E Seu Pena Verde passou ao ritual em que todos acendiam uma vela e recebiam, segundo sua escolha, uma de suas frutas. Enquanto isso, colocamos as palavras de Elenice sobre seu pai.

Tem cinco anos que eu trabalho com meu caboco Pena Verde, e também sou feita no santo há dois anos, como filha de Iemanjá. Esse caboco rege a minha cabeça na linha de Oxóssi. Seu Pena Verde é um índio, é um caçador, é um caboco muito conhecido dentro desse Amazonas. Agora estou aqui no terreiro do Pai Joel, trabalho com cura nesse roçador.”

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Eu sou índio
Eu sou índio
Caboco da pena real
Eu sou caboco Pena Verde
Eu sou índio
Pena de arara real

fotoCaboca Ita escolhendo sua fruta predileta



●●● PAI JOEL DE OGUM ●●●

Rua São Marçal, nº 619 — Cidade de Deus (Manaus-AM)

Telefone: (92) 9142-8873

PELA LIBERDADE DE CULTO ÀS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Seu doutorzinho quer que chame de doutor
Seu doutorzinho quer que chame de doutor
É duvidoso, cativeiro acabou
É duvidoso, cativeiro acabou
Branco sabe ler, também sabe escrever
Só não sabe dia em que morre
O preto é quem vai dizer!

Em memória ao Pai Francisco do Morro da Catita, com seu Umbandão pé no chão, que foi para o Orun no início desse ano.

Uma das principais questões hoje no Brasil, como ficou visível nas últimas eleições, é a defesa da liberdade religiosa, é a defesa constitucional do Estado laico que é o Brasil, onde se pode, segundo a lei, desde que não se ofenda a outrem, cultuar a religião que se quiser: Cristianismo, Budismo, Hinduísmo, Xamanismo, Agnosticismo, Espiritismo, Candomblé, Umbanda, Mina Jeje-Nagô, Umolocô…

É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” (Constituição, Art 5º-VI)

Quem não quiser também estará livre para não cultuar nenhuma: Ateísmo. E há no Brasil até quem invente novas formas de religião a partir do que venha a ser religião e da importância de se cultuar uma religião. No emaranhado de interesses mesquinhos em que se consagram todos os sistemas de todas as eras, praticamente todas as religiões se jogam na busca pela Verdade, seja para auto-aperfeiçoamento, seja como direcionador de ações. Atualizemos filosoficamente a questão em Aldous Huxley, quando ele trata a religião como sendo um filtro para conhecimento da realidade, ou no sentido de “ver o íntimo das coisas”, como diz Nietzsche sobre a poesia. Assim, mesmo alguém que se diz ateu pode estar imbuído de religiosidade.

Que lindo! Poderíamos até dizer que foi assim que Jesus Cristo, o palestino, sonhou. Mas por que a intolerância gera tantos conflitos que até se gerou um leniente ditado que diz que “religião e política não se discute” quando, ao contrário, quando a religião sai da esfera do foro íntimo – crença individual – e adentra à esfera da coletividade – persuasão política -, tem-se que se discutir? Elementar: é que grande parte das religiões, principalmente as chamadas Grandes Religiões, se emaranharam a mesquinhos interesses. Por isso que, no Brasil, dentre as inúmeras formas de discriminação que constituem o racismo está a intolerância religiosa aos cultos afro.

Para se perceber as discrepâncias que daí resultam sobre as religiões afro, basta observar um fato ocorrido numa das escolas onde a AFIN, de quem este bloguinho é vetor virtualizante, foi fazer sua explanação com o tema que vai no título deste texto. Acontece que se um adepto de uma religião cristã procura uma escola, fato corriqueiro em Manaus, para “pregar a palavra do Senhor”, ninguém chega sequer a aventar uma falta de “interesse público”, como prevê a Constituição, de catequização religiosa em espaços públicos; agora se o pessoal da AFIN aparece com um pai de santo, e neste caso com “interesse público” comprovado, e sem catequização, mas sim discutir a autenticidade das religiões afro e desfazer certas estigmatizações, há professores que protestam e ameaçam se retirar. Daí se percebe que a laicidade do Estado não está sendo observada por parte de muitos cristãos.

Não fazemos aqui uma crítica ao Cristianismo em si, que acreditamos uma religião autêntica, mas à irracionalidade de adeptos individuais e de vis interesses que subvencionam essa religião desde pelo menos sua oficialização no Império Romano, quando tendências distintas, à época de Santo Agostinho, se engalfinhavam com palavras esdrúxulas, pedras e armas, até que uma dessas tendências prevaleceu pela força física mais do que ideológica ou de fé. Desde aí, passando pelas Cruzadas, pela Reforma Protestante, pela Contra Reforma, pela Caça às Bruxas, chegando até os dias atuais com a deprimente divisão do mundo entre Ocidente cristão e Oriente islâmico, vê-se uma epopeia sangrenta que pouco tem a ver com a simplicidade e ternura do filho de Maria.

Como o Cristianismo é a maior religião no Brasil, muitas igrejas e manifestações individuais demonizam outras religiões, julgando-as violentamente segundo seus dogmas irredutíveis. Em Manaus conhecemos budistas que se queixam do preconceito que sofrem. Quer dizer, não são apenas os cultos de matriz africana, mas como os adeptos dos cultos afro, tendo o Brasil nos negros uma das etnias de nossa formação, as condenações sumárias para estes é muito mais abundante e frequente, sabendo-se que só em Manaus há cerca de 3 mil lugares, entre terreiros, barracões e bancas, onde se cultua alguma religião de matriz africana.

Talvez isso não ocorra em todo o Brasil. Ouvimos seu Baianinho do Tambor de Mina, na cabeça de Pai Miguel de Vondoreji, do Terreiro da Fé em Deus, contar que no Maranhão há padres que rezam a missa e que depois vão ao terreiro e incorporam aí suas entidades. Mas em Manaus, e provavelmente em muitos outros lugares, a lista de estigmatizações é imensa. Semana passada ouvimos uma jovem dizer que “nos terreiros de macumba as pessoas bebem sangue”. É muito comum ouvirmos que os orixás, cabocos e voduns são demônios e que todos os macumbeiros vão para o inferno.

Com argumentos rápidos e certeiros, mesmo para nós deste bloguinho, que não somos diretamente adeptos dessas religiões nem antropólogos especializados, é fácil derrubar tais preconceitos aberrantes. Esses três anos de trabalho incansável, desde que num domingo à tarde baixamos no terreiro de Pai Jeovaņo de Ajagùnnọn, já nos levaram a entrar em contato com cerca de uns 100 terreiros e barracões e nos deram algumas informações necessárias para isso, ao que juntamos nossa filosofante vontade de amor e comunhão. “Os homens são diferentes, mas não desiguais, nem separados: são como os dedos da mão. Iká ko dogbá, os dedos não são iguais, diz um aforismo nagô”, declara o filósofo candomblecista Muniz Sodré.

Para começar, vulgarmente se utiliza a palavra “macumba” de forma pejorativa e generalizada. As pessoas que assim o fazem não sabem sequer que não existe apenas uma religião afro, mas diversas, entre elas o Candomblé, a Umbanda, Mina Jeje-Nagô, Umolocô. Sem falar que os cultos afro congregam na verdade vários outros credos e entidades que não são propriamente de matriz africana, como as pombogiras, como os cabocos indígenas, o povo cigano, santos, anjos e até bruxas.

No Brasil, o caso mais curioso é a aproximação de santos católicos com orixás dos cultos afro, o que se denomina sincretismo. Como os escravos não tinham permissão para cultuar seus orixás, eles escondiam uma imagem deles entre os santos ou cultuavam algum santo que de alguma forma tinha característica que se aproximava de um orixá. Por exemplo, como a entidade por assim dizer maior católica era Jesus Cristo, então os negros relacionavam-no a Oxalá, seu orixá maior. Assim foi que Nossa Senhora da Conceição virou Oxum, São Sebastião virou Oxóssi, São Jorge virou Ogum, São Lázaro virou Obaluaê, Santa Bárbara virou Iansã e por aí vai.

Uma das maiores polêmicas ocorre na aproximação vulgarizada de Exu com o Diabo. Mas se percebe que essas aproximações são apenas providenciais; mas não, essenciais. Enquanto no Cristianismo o Diabo, o Satanás é tido como uma entidade terrível com a qual nenhum acordo deve ser feito, a não ser que se queira vender a alma ao capiroto, nos cultos afro Exu é o primeiro orixá a se louvar, sendo que é ele quem abre os bons caminhos e fecha a soleira da porta do barracão para o mau olhado. Hoje há também quem diga que Exu é na verdade o Espírito Santo. De qualquer modo, todos os adeptos dos cultos afro com os quais conversamos foram sempre unânimes de não levar a sério essa história de sincretismo, que, para eles mais auxiliaria na demonização de suas religiões, uma vez que prevaleceria, embora o Brasil sendo laico, a religião dominante.

Se observamos que uma religião como o Candomblé é muito mais antiga do que o Cristianismo, mais antiga até que o Judaísmo, e originada em uma outra realidade geográfico-política, como que ela poderia ser julgada por este? Só há uma forma: até hoje, muitos cristãos – não todos, claro – tendem a querer impor à força para as outras nações, para outras pessoas o seu credo como único e verdadeiro. Já houve muitos casos em que meios de comunicação usaram de truculência contra as religiões de matriz africana, e é por isso que existem hoje leis contra racismo e intolerância religiosa para punir as manifestações violentas e agressivas.

Em Manaus há entidades que lidam diretamente com a questão, como a Federação de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros do Estado do Amazonas (FUCABEAM), presidida pela querida Nochê Hunjaí Emília de Toy e Lissá, e a Federação Brasileira de Umbanda, Cultos Afro-Brasileiros e Ameríndios (ABUCABAM), presidida por Pai Lairton da Oxum. A luta dessas entidades se faz também na medida de modernizar as práticas nos terreiros, como já explicou em entrevista neste bloguinho Pai Ribamar de Xangô, coordenador no Amazonas da Federação Nacional dos Cultos Afro-Brasileiros no Amazonas (FENACABI). Há ainda a Associação Movimento Orgulho Negro do Amazonas (AMONAM), presidida pelo companheiro Luiz Costa, que faz um trabalho diretamente nas escolas.

Mas há pessoas que, embora estando no “mais baixo grau de entendimento”, repetem estigmatizações ofensivos às religiões afro apenas por medo e falso misticismo, mas que merecem alguns argumentos que lhes faça abrir os olhos. “Ter os olhos abertos é derrubar as paredes divisórias das ditas raças, classes, crenças e conceitos. Apertar o Outro contra o coração como se fosse um membro de sua própria família é coisa digna só de gente” (Muniz Sodré).

Como já dissemos, as religiões afro congregam vários outros credos. E se há preconceitos de muitos cristãos contra as afro-religiões, não os há destas para com aqueles. “Agradeço a todos os orixás e a Nosso Senhor Jesus Cristo…”, é o que dizem praticamente todos os pais de santo. Em Manaus há vários centros que realizam festas católicas, mormente os que praticam Mina Jeje-Nagô, com direito a novenas, terços e cânticos hagiográficos. Transparece que o preconceito é mais arraigado entre os chamados evangélicos, mas também estes, além de não estarem acima das leis, devem aprender a con-viver com a diferença e perceber o Outro sem as barreiras extremistas do fanatismo.

Deixamos a melhor parte para o final. Como não somos adeptos, não estamos fazendo nenhum estudo antropológico sistemático, não ganhamos nada a não ser a bênção dos orixás, cabocos, voduns e outras entidades, uma pergunta sempre recorrente nos é colocada: “Você acreditam nisso?” O filósofo da Feira de Santana citado acima, numa entrevista de 2003, falando sobre Pierre Verger, explica que a palavra “acreditar” tem vários sentidos, entre eles “aceitar”, “confiar” e “dar crédito”. Um dos motivos que causam o medo que provoca o preconceito de muitos é o vigor das religiões afro e sua autenticidade. Para quem observou fotos e conversas que tivemos, alguém que nunca foi num terreiro, se souber olhar, verá uma pequeníssima demonstração de toda a beleza que vimos nessas noites inteiras acompanhando esses rituais. Sabe quanto conhecimento e ternura há numa conversa com um preto velho? Você já viu alguém mais alegre do que aquela pombogira? Onde já se viu cigana tão linda? Que harmonia no gingado das baianas! Tantos pontos, tantas rezas maravilhosas! E o que é para os ouvidos toda a musicalidade do tambor de mina? A voz daquele caboco lembra uma história que não foi contada pela História oficial…

O papel que nos propomos não é convencer ninguém, mas não nos repitam mais aquela pergunta tola. Lutar pela liberdade de culto às religiões afro-brasileiras é hoje no Brasil a principal luta contra o racismo e, ainda mais, é a defesa constitucional do Estado laico.

Nosso papel também não é convidar ninguém para ir ao terreiro, mas se quiser ir com certeza lá nos encontraremos, porque, livres de todos os medos e preconceitos, lá sempre nos sentiremos bem e completos de corpo e alma. Axé!

FESTA DE PRETO-VELHO NO TERREIRO DO PAI TOTA

Vovô não quer casca de coco no terreiro

Que é pra não lembrar do tempo do cativeiro
Preto-Velho 01 por você.

Durante todo o mês de maio foram feitas obrigações no terreiro de Pai Tota como preparação da sagrada festa dos pretos-velhos que se realizou no primeiro sábado de junho. Pai Tota, que é conhecido há década dos moradores do Conjunto Ajuricaba por sua alegria e seu axé dentro dos cultos afro, falou-nos de sua trajetória como babalorixá desde o Recife e sobre a festa para os pretos-velhos da qual este bloguinho participou.

Preto-Velho 05 por você.

Preto-Velho 02 por você.

Abaixo, Mãe Orny ao lado de Pai Tota.

Preto-Velho 04 por você.

Eu sou neto de baluartes da religião, pois meus avós eram do santo, me criei dentro do santo e fiz minhas primeiras obrigações dentro do santo, ainda tinha 9 anos de idade, cultuando mais o caboco na época, e com 12 anos eu dei o primeiro toque, que por sinal foi pra Oxum, que eu sou filho de Oxum, sou primeiro Obá Sirimin, do terreiro de Mestre Val, que já foi, já está no andar de cima. Comecei a tomar conta de obrigações de filhos de santo com 15 anos. De lá pra cá a minha vida foi essa: trabalhar, fazer filho, procurando fazer tudo certo. Quando meu Pai tava vivo, quando eu recolhia um filho, eu chamava ele pra ele jogar e confirmar se realmente aquele filho estava pronto, se aquele ori pertencia àquele orixá que eu tinha dado. Eu sempre procurava fazer e procuro do jeito que ele me ensinou. Um baluarte hoje, um zelador de santo tem que conhecer a folha, tem que saber cantar pra folha, tem que saber cantar para um bori. Aqui em Manaus só teve uma coisa que eu encontrei e que eu não gostei foi essa história de que o filho não é feito, não quer cumprir os mandamentos de um pai de santo e abre casa, aí vai fazer trabalho errado. Quantas pessoas já não vieram aqui, assim como com a Mãe Emília, procurando auxílio porque fulano e sicrano fez trabalho errado.

Eu quis vir pra cá porque eu gostei aqui de Manaus. Eu deixei uma casa lá no Recife com 38 metros de comprimento por 14 de largura pra vir pra cá. Manaus é uma terra boa, uma terra que tem muitas folhas boas, e tem muitos filhos bons. Eu queria trazer dois filhos meus pra cá, pra viver aqui, então Manaus me segurou. Encontrei em Manaus amor, carinho e talvez uma vida até melhor. É uma terra em que a gente sente o axé, sente a força. Fiz agora aqui nessa casa 21 anos e acho que, graças a Deus, tenho uma vida muito boa. Inclusive os meus vizinhos são pessoas maravilhosas, porque aguentar uma casa de santo tem que ser bom, porque a zoada que se faz, seis tambores batendo. Eles aplaudem, porque gostam. Quando não tem, eles perguntam: “Cadê, não vai ter não é?” Aqui, vai ter a festa do seu Zé Pilintra agora, começa sexta-feira, termina segunda, batendo. Os vizinhos às vezes ainda vem ajudar a enfeitar a casa.

Acima, a querida e respeitada presidenta da FUCABEAM, Mãe Emília de Toy e Lissá, juntamente com Flor de Navê e a linda Jéssica de Iemanjá. Completando, o companheiro Luiz Costa, presidente do AMONAM (Associação do Movimento Orgulho Negro do Estado do Amazonas).

Preto-Velho 10 por você.

Preto-Velho 06 por você.

A casa é Nagô, mas cultua o caboco. Toda casa Nagô cultua o caboco. Por quê? Que é o pro caboco poder zelar o santo, porque é o caboco que traz o médium, traz o cliente, que pra jogar, falar com uma entidade. E aquele dinheiro que fica da contribuição daquilo que ele está fazendo, a gente usa pra zelar a casa e fazer as obrigações.

Toda ano a gente faz a festa do Preto Velho Pai Joaquim. A gente começa no começo de maio com o trabalho do cachimbo, o verdadeiro catimbó. A gente trabalha 29 dias no catimbó, aí as pessoas que querem fazer pedido pra trabalho, pra saúde. Todos os dias nós temos duas de trabalho com o cachimbo. O cachimbo é o poder da mente. No dia da festa a gente não usa cachimbo, porque tem a comida, muita comida, e já se fumou demais nos 29 dias de trabalho. Todo ano essa festa é uma tradição aqui dentro da casa.

Preto-Velho 11 por você.

Preto-Velho 12 por você.

Preto-Velho 14 por você.

A gente oferece para os pretos-velhos todas as comidas que eles usavam. Por que os pretos tinham força dentro do lugar onde eles estavam? Porque eles cultuavam o santo. Quem libertou Pai Joaquim, Pai João, Pai José de Angola? Essa história é longa. Quando eles estavam na senzala, eles cultuavam o santo ali dentro escondido, que na época chamava-se lapinha. Quando o Barão vinha, eles escondiam os assentamentos dos santos e botavam as imagens, Nossa Senhora da Conceição, São Jorge. Eles estavam cantando em dialeto africano pro santo e os brancos não sabiam porque não entendiam. Quando o barão saía, levantava de novo o santo que estava escondido e continuava a tocar. Eles não podiam mostrar pra eles por quê? Porque eles condenavam, na época eles diziam que era bruxaria.

Preto-Velho 15 por você.

Preto-Velho 16 por você.

Um dia, a filha do fazendeiro adoeceu, ficou coberta de chagas. Pra que servia as pretas? Só pra amamentar os brancos. Aí ele vai lá pra ver a menina doente, e ele disse que curava a menina. O velho disse pra ele: “Se você não curar minha filha você morre.” A menina tava quase morta, porque naquele tempo você pegava catapora, sarampo, você morria, não tinha cura. Resultado: o preto foi lá e disse que curava. Levou a menina lá pra dentro da senzala, pra um lugar que se chama lubaça, e ele viu que Obaluaê respondeu, que é o deus da peste, o deus das chagas, Omolu. Ele foi e se comprometeu. A baronesa chamou o marido e disse: “Marido, a nossa filha já está a bem dizer morta. Por que não deixa ele tentar?” O velho disse afirmou novamente que se ele não conseguisse ele morria. Ele perguntou: “Tudo que eu precisar o senhor me dá?” O velho disse: “Dô.” Aí o preto mandou tirar toda a roupa da menina. Deitou ela numa esteira, cantou o afrexô e levaram a menina lá pra senzala. Lá ela passou 21 dias. Tudo o que ele precisou ele pediu. Então era pato, era galinha, era boi. Tudo entrava e não saía. Então, passados os 21 dias, eles mandaram chamar o padre e outras pessoas para ver a saída da menina dali de dentro. O pai não sabia que quem ia sair de lá era o santo. Quando cantaram, o velho ficou esperando que a filha saísse. Então o preto chegou e disse: “Sua filha tá aí.” E quando tirou aquelas palhas que são as vestes de Obaluaê, o velho viu que a menina não tinha uma chaga. Só tava com a cabecinha raspada, porque tinha raspado o santo. E foi então que ficou liberado pra zelar o santo dentro da senzala.

Preto-Velho 17 por você.

O casal afinado Vinicus e Bianca, presidenta da Afin, também aproveitaram para degustar as maravilhosas e abençoadas comidas dos pretos-velhos.

Preto-Velho 13 por você.

Preto-Velho 18 por você.

Por que os pretos têm as forças? Umbora matar um boi, pé, bucho, cabeça, vísceras, tudo ia pra senzala dos pretos, e os brancos comiam só a carne. Não sabiam que ali é que estava o que fortificava as pessoas. É por isso que os pretos eram fortes, porque onde tá a força dos boi é nos músculos, não é na carne. E hoje a gente faz tudo o que eles comiam na época, e que hoje estão nos melhores restaurantes, e a gente faz pra festejar eles e também para a gente comer. Toda aquela comida que você viu ali, a feijoada, o mocotó, tudo era comida dos pretos-velhos. Além da feijoada, tinha vatapá, tinha porco assado, guisado, galinha à cabidela, assada, galinha com salpicão, tinha arroz doce, tinha mungunzá, tinha tapioca, cocada, bolos, tinha frutas, farofas, bebidas, tinha tudo, não faltou nada. Antes de distribuir a comida pro pessoal, já tá tudo lá no canto separado para eles, tudo guardadinho, oferecido a eles. De tudo que tem ali a gente tira um bocado pra eles.

Preto-Velho 22 por você.

Filha de Tia Xica, que nasceu em Minas e se criou em Salvador, tendo completados 87 anos, com mais de 50 anos de santo.

Preto-Velho 20 por você.

Preto-Velho 19 por você.

Como eu falei, eu tinha 8 anos quando seu José veio pela primeira vez em mim. Aí era esquisito, porque uma entidade baixando num menino de 8 anos, pedindo bebida, não podia dá até por causa da polícia. Mas o seu José disse: “Eu vou criar ele.” Foi o seu José que cortou o meu umbigo quando eu nasci. Eu nasci no meio de um terreiro, no itô da casa. Ali minha mãe não aguentou, deitou em cima de uma esteira. E seu José veio, junto com Mestre Carlos, seu Zé Pilintra de Santaninguê. Meu umbigo foi cortado com uma faca de mesa. O primeiro leite que eu tomei foi da lata de leite comprada por um cliente de seu José que comprou pra mim. Quando eu tava com 8 dias de nascido, minha mãe ganhou uma vaca de presente já dando leite, pra poder me sustentar. Foi Zé Pilintra que me criou e até hoje ele me cria. Tudo que eu peço a seu José ele me dá. Eu não vou pedir fortuna nem dinheiro, mas seu José é um grande juremeiro, em todos os meus filhos aqui ele bota a mão. eu só tenho a dizer que seu José é maravilhoso e agradecer tudo o que ele faz por mim.

Preto-Velho 21 por você.

Preto-Velho 26 por você.

Preto-Velho 28 por você.

Faço um chamado a todos os babalorixás a se levantarem contra esse pessoal da Igreja Universal, porque eu vi uma coisa muito feia. Eu fui fazer uma oferenda numa encruzilhada pra seu Tranca Rua, eu cheguei eles tavam quebrando tudo lá. Quando eu cheguei, eles correram. Mas os pais de santo precisam se levantar, porque les crescem às custas da gente. Peço até para meus companheiros de religião que não levem mais nome, endereço pra encruzilhada, porque o orixá não lê não, mas eles pegam e levam pra igreja e ficam lá lendo o nome das pessoas. Então, nós precisamos nos levantar contra isso, porque nós somos protegidos pela Constituição, nós temos nossa segurança perante a Lei. O que eu peço a todos os pais de santo é que façam bonito, que façam certo e vamos pra frente.

●●● PAI TOTA DE OXUM ●●●

Rua B-1, nº 598 — Conj. Ajuricaba (Manaus-AM)

Telefone: (92) 3654-1301 / 9114-9454

SEU ZÉ PILINTRA NO TERREIRO DE MÃE ORNY

Quem tá batendo na porta?
Quem nessa porta bateu?
É Jesus sacramentado
Que Zé Pilintra sou eu…

Ogum 01 por você.

Clique nas imagens para ampliá-las.

Essa festa que trazemos hoje a este bloguinho na verdade ocorreu no final do mês de abril, pelas festividades referentes às comemorações de São Jorge, a qual foi realizada no animado e abençoado terreiro de Mãe Orny da Oxum, mãe de santo conhecida de todos, pois é filha de Mãe Emília e por diversas vezes já a vimos nas festas desta conhecida e respeitada presidente da Fucabeam.

Ogum 03 por você.

Ogum 02 por você.

Ai, eu nasci da meia-noite
Minha mãe jogou no mar
Ai, eu vim pra macumba
Deixa a macumba girar

Ogum 04 por você.

Ogum 12 por você.

E enquanto os convidados iam chegando, os abatazeiros tocavam com vontade o tambor, os pontos, as rezas e as danças enchiam o terreiro de toda a alegria e beleza de se festejar a verdadeira religião afro no terreiro de Mãe Orny.

Ogum 13 por você.

Ogum 14 por você.

Baixou então seu Zé Pilintra, com toda a sua graça, seu humor e sua sabedoria. Veio para receber as salvas de todos os presentes e a eles distribuir suas bênçãos, suas curas e seus maravilhosos conselhos de mestre-doutor.

Ogum 15 por você.

Sou Caboco Roxo
Eu sou guerreiro
Guerreiro do Maranhão
Meu arco eu trago na cinta
E a minha taquara na mão

Ogum 20 por você.

E outros cabocos também vieram para essa comunhão e também honraram os tambores e receberam de todos os convidados e filhos da casa o reconhecimento merecido. Além do Caboco Roxo (acima), vieram também, entre outros, Seu Zé Raimundo e Seu Jaltino, respectivamente, assim como Dona Jurema mais abaixo.

Ogum 10 por você.

Eu sou caboco que moro
No morro de areia
Meu pai é rei da bandeira
Eu me chamo Jaltino

Ogum 21 por você.

E assim seguiu o maravilhoso tambor pela madrugada a dentro, onde todos os da casa e todos os convidados degustaram a deliciosa comida em homenagem a São Jorge, enquanto a lua pairava no céu de verão, e assim prosseguiu até o raiar do dia. Tudo em comunhão, em paz, alegria, felicidade, com todo o axé do terreiro de Mãe Orny de Oxum, assim como todos de sua casa!

Ogum 07 por você.

A Jurema é minha madrinha
Jesus é meu protetor
A Jurema é pau sagrado
Para todo curador

Ogum 16 por você.

Ó céu azul, ó céu azul
É com Deus e Nossa Senhora
Que haveremos de vencer
Seu Zé Pilintra é mestre da Jurema

●●● M ÃE ORNY DE OXUM ●●●>
Rua Milton Mourão, nº 100 — São Francisco (Manaus-AM)
Telefone: (92) 3664-4443

SEU ZÉ MALANDRO NO TERREIRO DE MÃE VALKÍRIA

Moleque perigoso era meu nome
Na roda de baralho eu me criei
Por causa de uma mulher perdi meu nome
Por causa de uma mulher me regenerei

Zé Malandro Melo 01 por você.

Um dia desses, em outras festas de Umbanda boa, conversamos com Melo, filho de Mãe Valkíria, sobre a entidade que ele recebia e que fazia uns movimentos rápidos e vigorosos, lembrando ginga da capoeira, e ele disse que ainda não sabia quem era, que a entidade ainda ainda não revelara seu nome. Mas antes de completar um ano na cabeça de Melo ele realiza sua primeira cerimônia pública, e ao toque dos tambores diz a que veio. Era Zé Malandro.

Zé Malandro Melo 02 por você.

Tem coruja no telhado
Hoje é noite de magia
Quem trabalha com exu
Não tem hora, não tem dia

Zé Malandro Melo 08 por você.

Então conversamos com seu Zé Malandro na cabeça de Melo, jovem filho de santo de Mãe Val:

Eu não tenho nem um ano na cabeça de meu filho. Isso aqui é como se fosse uma reunião. Tenho muita coisa pra fazer. Ele é um abiã, não é nem um yaô ainda. Mas em tudo há um começo, então ainda há muitos caminhos pra trilhar. Eu já ajudo ele há muito tempo. A tendência é ele se desenvolver cada vez mais, ninguém nasce sabendo tudo. Eu também tô aprendendo, não é porque eu sou uma entidade que eu sei tudo. Ele, meu filho, é uma pessoa boa, Mãe Val é uma ótima mãe de santo. É uma ótima casa, aqui tem muito axé. Agradeço muito à Maria Molambo, à Dona Mariana, que estão me ajudando nesta primeira festa. Eu espero que todas as pessoas levem mais a sério a sua mediunidade. E muito axé, muita luz, muita paz, caminhos abertos, que Ogum abra os caminhos de todos os que comungam das religiões afro-brasileiras. Agradeço a todos os convidados.”

Zé Malandro Melo 12 por você.

Mulher ingrata, por que me fazes sofrer?
Por que me maltratas assim?
A noite é nossa, você é linda
Sete Maridos, eu não vivo sem você…

Zé Malandro Melo 15 por você.

Dona Sete Maridos

Duas padilhas. À direita, na cabeça de Dona Dora.

Entre as várias pombogiras que vieram prestigiar Zé Malandro, chamou-nos a atenção o divertido desafio que a pombogira Maria Rosa levou a cabo com um ogan do terreiro de Mãe Val. Surpreendeu-nos a gira que ela puxou que vai abaixo de sua foto.

Zé Malandro Melo 05 por você.

Você diz que sabe tudo
Você diz que sabe mais
Se eu fosse Maradona
Fazia o que você não faz

Maradoniano como é esse bloguinho, adoramos a gira improvisada e estedemos nosso afeto à pombogira Maria Rosa e sua inconfundível voz.

Zé Malandro Melo 07 por você.

Me esmolambei para ver como é que fica
Me esmolambei para ver como é que é
Saravá, exu Maria Molambo
Na encruzilhada eu sou mulher de Lucifer

Zé Malandro Melo 16 por você.

Umbanda, tua rainha chegou
Umbanda, mais uma estrela brilhou
Oi salve, salve a Pombogira
Que veio da encruzilhada
Para alegrar essa gira

Zé Malandro Melo 03 por você.

E olha que moças maravilhosas você encontra no terreiro de Mãe Val! Se há lugar onde existe preconceito, aqui no terreiro de Umbanda elas ficam no centro para enfeitar a festa com suas inefáveis belezas, como se fora três estelas que baixaram do céu ao terreiro.

Zé Malandro Melo 11 por você.

Nós gostamos de vir ao terreiro porque aqui é muito divertido, as festas são animadas. Aqui ninguém tem preconceito com a gente. Se não podemos ir pra igreja, é até melhor, que aí a gente vem aqui pro terreiro. E aí gente pede uma ajuda pros santos ajudarem a ter mais tutu e ser cada vez mais belas, mais maravilhosas, como você está vendo…”

Zé Malandro Melo 14 por você.

Ao centro, seu Julico.

Zé Malandro Melo 04 por você.

Você dizia que amava
Você me abandonou
O seu amor é um pedaço de papel
Caiu n’água, se molhou
Arranje outro amor
Que o meu acabou

Zé Malandro Melo 13 por você.

Finalmente, chegou Dona Mariana, que tomou conta da festa até o sol raiar. Foi com ela que conversamos e que nos fez a avaliação dessa bonita cerimônia.

Zé Malandro Melo 21 por você.

Essa foi uma reunião, uma obrigação que fizemos pra Zé Malandro, na cabeça de um filho aqui do meu casulo. Agradeço aqui ao Julico, que está até uma hora dessas comigo, Zé Raimundo, e também aos filhos que estão aqui. Pra mim cada um dia é um dia. Pra mim é uma ‘sastifação’ eu tá com o Zé Malandro aqui dentro da minha casa. Pra mim é uma ‘sastifação’ a gente fazer essa pequena homenagem, terminando numa paz, terminando em harmonia, terminando com ‘aleguia’. Isso é que é um axé. É paz, prosperidade, caminhos abertos, muita saúde, que é o que eu desejo pra cada um filho.”

Zé Malandro Melo 18 por você.

Na porta do cemitério
Uma rosa ali nasceu
Foi naquele lugar
Aonde ela floresceu
Olhe, eu sou Maria Rosa
Da porta do cabaré
Eu cheguei nesse lugar
Pra saravá a Lucifer

Zé Malandro Melo 19 por você.Acima, o afinado Maurício querendo entrar para a falange da malandragem.

No morro sim que é lugar de tirar onda
Malandro toma cachaça
Fuma bagulho e cai no samba

Zé Malandro Melo 17 por você.

●●● MÃE VALKÍRIA DE IANSÃ ●●●
Rua Coiama, nº 20 — João Paulo II (Manaus-AM)
Telefone: (92) 9143-2507


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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