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O SOCIALISTA FRANÇOIS HOLLANDE É O NOVO PRESIDENTE DA FRANÇA

Hoje, dia 06 de de maio de 2012 é um dia histórico na França, na Europa e no mundo. Acaba de ser eleito presidente da República francesa o socialista, François Hollande. Com uma vantagem expressiva ele derrota Nicolas Sarcozy que governa o país.

Assim que foi anunciado o resultado da pesquisa de boca de urna que dava vantagem ao socialista, o prsidente francês jogou a toalha e se pronunciou à nação reconhecendo a vitória socialista.

François Hollande demorou um pouco mais a falar porque se dirigiu a sua cidade natal, reduto eleitoral e onde foi prefeito. Uma multidão o aguardava. Se pronunciou, agradeceu os votos e declarou que será o presidente de todos o franceses. Reconheceu que a França e a Europa vivem um momento difícil mas que reverterá  esse quadro a favor do povo francês.

François Hollande chega ao poder na França depois de 1994 quando ali governava o socialista François Mitterrand. Na última eleição, sua ex-esposa Segollene foi derrotada pelo atual presidente Nicolas Sarcozy.

O presidente eleito neste momento está indo para Paris onde fará um pronunciamento na Praça da Concórdia e onde milhares de franceses o aguardam.

Assim como no Brasil quando o povo brasileiro elegeu Lula e depois Dilma, o povo francês terá uma noite de gala, de festas, de alegria. de muita alegria, pois o mês de maio chegou trazendo flores, muitas flores para François Hollande,mas também haverá muitas manifestações por várias partes do mundo devidos a situação política e econômica causada pelo capitalismo.

A Grécia também com eleições hoje dá uma demonstração de que políticos conservadores devem sair para que novas ideias e política inovadoras ganhem espaço e beneficie a maioria da população e não um grupo de privilegiados.

Os franceses residentes no Brasil, 63% votaram  em François Hollande. Queremos neste dia de festa democrática congratularmos com o povo francês e parabenizar o novo Presidente da República. 

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

#    -  A Operação Monte Carlo desencadeada pela Polícia Federal, em Goiás, que prendeu o mafioso, contraventor, Carlinhos Cachoeira, e que implicou o simulador da moral parlamentar, senador Demóstenes Torres, do partido da ultradireita DEM, aquele que posava de campeão da moralidade para combater o governo Lula e agora o governo Dilma, também chegou no ninho do jornalismo ignóbil de mercado: a revista Veja.

      As gravações realizadas pela Polícia Federal mostram a relação estreita da revista nazi-fascista com o contraventor através de uma de suas principais figuras editoriais. Trata-se do não menos conhecido jornalista do mercado da conspiração Policarpo Junior. Policarpo Junior é um jornalista de intrigas cujas matérias são recheadas de signos conspiratórios contra a democracia e um de seus mais conspiradores trabalhos foi o que forjou o mensalão.

       Policarpo recebeu das mãos do policial Jairo Martins de Souza, em 2005, a fita que aparecia o funcionário dos Correios, Maurício Marinho, recebendo a propina de R$ 3 mil, e publicou o material. Só que o policial é amigo de Carlinhos, o contraventor amigo do senador Demóstenes, e aparece nas gravações realizadas pela Polícia Federal. O que significa que a amizade da Veja com o contravetor é muito antiga.

      O bom jornalista servil, Policarpo, aparece em 200 gravações no maior papo com o contraventor, amigo do senador Demóstenes do DEM. Uma amizade que resultou em grandes negócios para conspirar. Depois da solidificação da amizade de Policarpo com o mafioso ele foi alçado ao cargo de diretor da sucursal da revista nazi-fascista.

      Uma relação perigosa para democracia.

#    -  A chamada convenção do partido voz da direita ignara brasileira PSDB com o objetivo de escolher seu candidato à prefeitura da capital do estado de São Paulo pode ser considerada como um verdadeiro espetáculo de simulação: fingir ter o que não se tem, como diz o filósofo Jean Baudrillard. Fingir ter um corpus partidário capaz de proporcionar aos seus membros um ritual democrático de escolher candidatos quando não tem esse corpus. Pelo menos como voz ativa de decisão.

      O que o PSDB, com sua verve reacionária, mais uma vez mostrou ao mundo partidário político do país foi que embora se considere um partido democrático encontra-se longe de sê-lo. A simulação de sua convenção querendo deixar transparecer que havia uma disputa entre pré-candidatos á prefeitura do município de São Paulo não deixa dúvida que é um partido de proprietários. Um partido em que escolher pluralmente um candidato é blefe.

    A escolha de Serra para disputar a prefeitura formaliza de vez a simulação de um partido que finge ter bases e que escutas suas vozes. Serra já estava escolhido até muito antes de se tomar como pré-candidato. Sempre foi assim e assim será enquanto o maior partido da direita retrógada do Brasil tiver como seus principais pilares figuras como Fernando Henrique, Alckmin, Sérgio Guerra e outros proprietários que tripudiam de seus filiados que pretendem outros direcionamentos para o partido.

     Como toda simulação a escolha – na verdade indicação dos proprietários do partido – Serra confirma que o PSDB não tem qualquer signo democrático que se realize além da sigla.

#    -  O III Fórum de Sustentabilidade que ocorreu semana passada em Manaus além de mostrar uma expressão inofensiva em razão de seu grau de imaturidade por tratar a causa com amenidades próprias de quem não tem qualquer engajamento filosófico ou científico, pois trata-se de um fórum rico de glamour, apresentou notas hilárias quanto ao se querer prestigiado.

       Durante todos os dias do evento perdurou um clima de frustração e ressentimento, que foi exacerbado no último dia, por causa das ausências de representações de países como a China e os Estados Unidos. O lamento mostra o grau de imaturidade de seus participantes principalmente porque se sabe que o governo dos Estados Unidos não tem compromisso com meio ambiente e sustentabilidade se não estiver pontuados pelos códigos capitalistas de mercado.

      Exigir a presença de representantes dos Estados Unidos no fórum além de confirmar ignorância sobre o quadro dos países que estão comprometidos com a sustentabilidade mostra também que o fórum não tem elementos que os sustentem como comprometido intrínseca e extrinsecamente com o tema.

       O fórum não é nada mais do que uma vitrine para frisson, glamour e turismo da burguesia ignara que finge engajamento na causa.

#    -  Bento XVI vai à Cuba, mas antes passou pelo México onde falou sobre o sofrimento dos povos sem mostrar a causa principal: o poderio necrofílico do capitalismo. Como personagem que joga todas as dores terrenas para serem solucionadas com a outra vida, a vida pós morte, o Papa, afirmou que o marxismo acabou, não tem importância para o mundo de hoje. Mesmos assim o Papa fala em salvação dos fiéis sem passar pela força bruta do capital.   

     Bento XVI tem razão em afirmar, sem qualquer censura, que o marxismo encontra-se acabado. Ele não tem preocupação com as possibilidades de transformação do mundo real para que o homem possa viver plenamente na terra. Dessa ótica o Papa afirma que nunca leu o marxismo, visto que para ele sempre esteve morto.

      Mas o que é incrível é o Papa falar em miséria reduzindo o mundo ao capitalismo sem qualquer possibilidade de uma outra, saída a não ser a salvação metafísica.  

#    -  E as pernadas continuam. O Coringão pernou o Periquito. Se fosse o contrário estaria tudo dentro da regra. Assim continuou com o São Pulo e o Peixe do mascarado Neymar, que ganhou convencendo as pernadas.

          Pelas pernas do Rio o Mengão deu a volta no Redonda, nada inusitado. Ontem, o Vascão suou para empatar com o Resende, como poderia ser o suor do Resende. E o Fogão continua sua perna no foguinho.

INDA TEM FRENCÊS QI DIZ QI A JENTI NUM SEMO SERO

@    -  SEMINÁRIO SOBRE COMUNICAÇÃO PÚBLICA propõe a criação de um Conselho Nacional de Comunicação com caráter deliberativo, participação democrática e a indicação de seus membros pela sociedade civil. Esta foi uma das principais propostas apresentadas pelo manifesto por uma regulação democrática para a comunicação pública no país no Seminário Internacional de Regulação da Comunicação Pública que foi encerrado no dia de ontem, 23. Outra proposta importante foi a implantação de um fundo público para financiar o campo público da comunicação.

      O documento que saiu do seminário vai servir de base para os parlamentares apresentarem projetos sobre o tema de interesse nacional.

    Para Francisco Pereira, representante do Sindicato dos Radialistas, o documento “é uma carta de compromissos”.

     “Hoje, estamos meio desapadrinhados nessa questão. Esse documento é uma carta de compromissos, para cairmos em campo para fortalecimento da comunicação pública no país”, afirmou o radialista.

     O seminário para a deputada Luiza Erundina (PSB/SP) e presidenta da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação com Participação Popular, foi importante porque possibilitou a criação de iniciativas concretas como a proposta para criação do 1º Fórum Nacional do Campo Público de Comunicação.

    “A criação desse fórum é uma iniciativa importante. Vai definir mais claramente que projeto de regulação a gente quer, em diálogos com a sociedade, a gente imagina que deva ser até para apresentar ao governo.

      Se a sociedade vem e, por meio de uma frente parlamentar e diz “estamos propondo isso”, vamos dizer isso em voz alta para ver se o Congresso acorda e o Executivo se sensibilize, porque está atrasado”, considerou a deputada Erundina. Inda tem francês…

@    -  SENADOR DEMÓSTENES TORRES (DEM/GO), congressista que mais faz questão de afirmar que é ético e se transformou no mais feroz detrator do governo Lula e, agora, Dilma, tinha linha de telefone direta para falar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, além de lhe pedir dinheiro emprestado e também pedir que o contravetor, chefe da máfia do bicho e da exploração de caça níqueis do Estado de Goiás, pagasse suas contas.

       A afirmação pública foi feita pela Polícia Federal que ontem, dia 23, divulgou parte das gravações das conversas, autorizadas pela Justiça, do ‘ético’ senador Demóstenes com seu parceiro Carlinhos Cachoeira.

       Desde 2009, o relatório com as gravações e outros indícios de envolvimento de Demóstenes com o crime organizado, está em poder da Procuradoria Geral da República (PGR). Todavia, o procurador-geral Roberto Gurgel ainda não se pronunciou sobre o caso político-policial. De acordo com a Polícia Federa, o contravetor era confidente de Demóstenes sobre temas que ocorriam nas reuniões especiais do Legislativo, Executivo e Judiciário. O trânsito era fácil para o senador em razão do mesmo haver ocupado o cargo de secretário de Segurança do Estado de Goiás.

       Ainda segundo o relatório, Demóstenes, não era o único político que mantinha relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Os deputados Carlos Leréia (PSDB/GO) e João Sandes Junior (PR/GO) eram também do círculo de envolvimento do bicheiro. Três anos antes da Policia Federal deflagrar a Operação Monte Claro, que revelou o envolvimento dos parlamentares na rede de crimes, o trio já estavam na mira.

        Para impedir as escutas telefônicas, segundo o relatório, das conversas reservadas de Demóstenes com seu parceiro, Carlinhos Cachoeira, o senador usava um rádio Nextel “habilitado nos Estados Unidos”. O deputado Leréia também fazia uso de um rádio Nextel para proteger suas conversas íntimas com o bicheiro. Inda tem francês…

@    -  CÚPULA DOS POVOS que ocorrera paralelamente a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro, terá a participação das comunidades quilombolas que irão defender, como prioridades, a titulação e a sustentabilidade dos territórios.

     Para os representantes das comunidades quilombolas o governo federal pouco tem feito para conceder às populações remanescentes dos quilombos a propriedade das terras que viveram seus antepassados. Para eles em termos de ação objetiva nada foi feito.

     Segundo Damião Braga, líder quilombola e presidente do conselho diretor da Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo Pedra do Sal (Arqpedra), de todas as comunidades quilombolas no país nem 10% são tituladas. No entender de Damião as comunidades estão sempre ameaçadas pelo lobby dos parlamentares ruralistas e, agora, com a votação da PEC 215 que tira da União a atribuição para demarcação de terras indígenas e a titulação de territórios quilombolas, transferindo para o Congresso o poder que ainda é do Executivo.

      “Vários direitos que nós tínhamos garantidos dentro da Constituição Federal estão sendo ameaçados por esse setor”, disse Damião.

     Ele também afirmou que a luta não é só pela titulação dos quilombos.

      “Não é só você titular. O que a gente discute aí é uma reparação histórica que o Estado brasileiro deve às nossas comunidades. Com a certeza de que nenhum ator público ou privado ameace esses territórios em função de algum projeto desenvolvimentista”, afirmou Damião. Inda tem francês…  

@    -  NAS PRÓXIMAS SEMANAS O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (MPF) vai entrar com ações criminais contra militares pelo desaparecimento de 24 pessoas que lutavam contra a ditadura que perdurou no Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

       O MPF vai usar a mesma tese que usou contra o coronel torturador, Sebastião Curió, acusado de sequestro, prisão, tortura e assassinato de cinco membros da Guerrilha do Araguaia. Para o MPF, como os corpos não foram encontrados, o crime é continuado e os militares não estão beneficiados pela Lei da Anistia, que proíbe punição aos atos executados até 1979. Inda tem francês…

SEDUC-AM NÃO ESCLARECE O PORQUÊ NÃO CONVOCA TODOS OS PROFESSORES CONCURSADOS

A professora Bia através de um comentário solicitou que fizéssemos uma matéria sobre a situação dos candidatos aprovados no último concurso da SEDUC-AM- 2011 e que ainda não foram convocados.

A SEDUC-AM convocou no dia 29 de dezembro de 2011 professores e administrativos. Não constou nessa convocação nenhuma outra categoria, como os pedagogos por exemplo. Mas o que vem deixando a professora Bia apreensiva, preocupada é que ela fez o concurso para as séries iniciais do ensino fundamental e foram oferecidas 395 vagas e 31 para portadores de deficiência especial, totalizando 426.

A SEDUC-AM convocou os concursados das séries iniciais do ensino fundamental do 1º ao 300º e do 301º ao 382º. Faltaram entrar nessa lista 13 aprovados, sem contar com os portadores de deficiência especial, que são 31.

A professora declara, que busca incansavelmente resposta para o porquê dessa não convocação e não vem obtendo resposta. Relata  que já foi à SEDUC-AM, já contatou com funcionários, escreveu email para o Secretário, mas até agora não foi atendida nem obteve respostas para as suas indagações.

E o que causa mais preocupação à professora Bia e a todos os aprovados que não foram convocados ainda, é que foi feito um Processo Seletivo Simplificado em 2011 e já iniciaram as convocações.  A Secretaria poderá dizer, não, é só para aquela áreas que não houve aprovados, sim, mais isso precisa ser dito de forma oficial.

Nosso país, no período de 1964 a 1985 viveu um período de ditadura militar. Naquela época, eles através do SNI controlavam a vida das pessoas através da espionagem para identificarem quem era a favor ou contra a ditadura. Os contra a ditadura eram torturados física, moral e psicologicamente, que o diga Frei Tito, Marighela,  nossa Presidenta e milhares de outros brasileiros que amavam e amam nosso Brasil.

A partir de 1988 quando se promulgou a nova Constituição da República Federativa do Brasil, um dos pontos chaves nessa nova carta foi exatamente voltado para que os órgãos públicos prestassem todas as informações solicitadas por seus cidadãos e disse que os feitos públicos deveriam obedecer a impessoalidade e a transparência, especialmente nos órgãos do Estado.

Mas não é o que vemos na SEDUC-AM quanto ao pleito da professora Bia. E, logo numa Secretaria responsável pela formação do estudante como cidadão. O que dizer para os alunos sobre cidadania, direitos, deveres, quando um órgão público se nega a emitir um comunicado dizendo: Nos dias tais e tais convocaremos os demais concursados.

Insistimos. O que nos preocupa, é que temos histórias no Amazonas e especialmente na cidade de Manaus de desconcusados. E antes mesmo da SEDUC-AM ter convocado os professores no dia 29/12/2011, nós, aqui no Blog já havíamos nos manifestado sobre esse tema.

Somos pródigos em  fraudes. A última foi no concurso da Defensoria Pública do Estado do Amazonas onde filhos de funcionários públicos foram beneficiados. Ainda bem que foi anulado. Não queremos com isso, em hipótese alguma aventar, colocar sob suspeita o Concurso feito pela SEDUC-AM e executado pelo CESPE, mas queremos sim, que se fale francamente com aqueles que aguardam ser convocados e pertencer ao quadro de servidores do Estado, pois para isso submeteram-se a um concurso e foram aprovados.

Não podemos deixar de mencionar também, que o concurso da SEDUC-AM poderia ter formado cadastro de reserva, pois vários candidatos obtiveram notas excelentes, mas ficaram fora do limite de vagas oferecidas e com isso, se mantêm o PSS que é uma forma que prejudica o funcionário porque ele trabalha com um contrato determinado e depois pode ser demitido como está acontecendo desde o final do ano passado. O Estado lucra com isso, mas o trabalhador perde. E o SINTEAM, não faz nada.

Uma resposta para Bia, esse era o título que tínhamos imaginado para esta matéria, mas trocamos, visto que, a postada acima provocará  os agentes do Estado, e eles responderão às indagações que lhes são dirigidas, caso contrário, Bia, é só constituir um advogado, que seja conhecedor dos trâmites processuais e que dependa da profissão, e entrar na justiça, pois, já  há jurisprudência que reza que  nenhum candidato aprovado em concurso público de provas e títulos poderá ser alijado de sua posse nos entes federativos.  Valeu, Mana!

Argentina: antigos centros de repressão viram lugares da memória

Na lógica do “Nunca mais”, o Estado argentino desenhou um plano de memória, verdade e justiça que busca recuperar e tornar visíveis as atrocidades cometidas durante a ditadura, por meio da Rede Federal de Lugares da memória, a cargo do Arquivo Nacional da Memória, o Estado assinalou 26 lugares vinculados com o terrorismo de Estado, 24 dos quais foram centros clandestinos de detenção. Segunda dados oficiais, mais de 500 centros clandestinos funcionaram durante a ditadura.

Francisco Luque – Direto de Buenos Aires

Passaram-se mais de 30 anos, mas ainda podem escutar-se as vozes dos prisioneiros. Os centros clandestinos de detenção, aquelas instalações secretas empregadas pelas forças armadas e pelos órgãos policiais para executar o plano sistemático de desaparecimento de pessoas implementado pela ditadura militar argentina, são o testemunho material e a prova contundente das práticas aberrantes de extermínio empregadas pelos repressores e genocidas que atuaram com total impunidade e com o amparo de um Estado terrorista.

Na lógica do “Nunca mais”, o Estado argentino desenhou um plano de memória, verdade e justiça que busca recuperar e tornar visíveis as atrocidades cometidas durante a ditadura, por meio da Rede Federal de Lugares da memória, a cargo do Arquivo Nacional da Memória, o Estado assinalou 26 lugares vinculados com o terrorismo de Estado, 24 dos quais foram centros clandestinos de detenção. Segunda dados oficiais, mais de 500 centros clandestinos funcionaram durante a ditadura.

O programa de identificação de lugares vinculados ao terrorismo do Estado surgiu em 2003 e se consolidou através de diversas experiências de recuperação e marcação dos lugares que foram utilizados pelas forças de segurança para deter, torturar e fazer desaparecer os opositores políticos. Seus objetivos são a reflexão crítica e a construção de memórias democráticas para que o terrorismo de Estado “não volte a se repetir nunca mais”.

Os 26 lugares vinculados com o terrorismo de Estado são sinalizados com placas ou com três pilares de cimento de 7 metros de altura unidos por uma viga horizontal que tem gravado o texto: “Aqui funcionou o centro clandestino de detenção conhecido como…durante a ditadura militar que assaltou os poderes do Estado entre 24 de março de 1976 e 10 de dezembro de 1983”.

No dia 24 de março de 2004, com a recuperação da Escola de Mecânica da Armada (ESMA) como espaço para a memória, começou a sinalização destes lugares. Segundo um informe do Arquivo Nacional da Memória, a sinalização formal de centros clandestinos de detenção começou em novembro de 2005 e foi “O chalé” no Hospital Posadas, na localidade bonaerense de El Palomar, o primeiro a ganhar uma placa com as palavras Memória, Verdade e Justiça.

Mas a recuperação histórica envolve mais tempo. Em 2006 foi sinalizada a Base Aeronaval “Almirante Zar” e, em 2007, o antigo aeroporto de Trelew, em Chubut, lugares relacionados com o Massacre de Trelew, em 1972. Em 2010, foi sinalizada a estância “A Anita”, no Calafete, Santa Cruz, onde ocorreu a execução de trabalhadores rurais em 1921, na denominada Patagônia Trágica.

Na cidade de Buenos Aires foram sinalizadas a Superintendência de Segurança Federal (ex-“Coordenação Federal”) da Polícia Federal Argentina, em abril de 2011; e a Garagem Olimpo (cuja história foi levada ao cinema e funcionou como dependência da Polícia Federal) foi marcada em agosto de 2011. Na província de Buenos Aires, foram sinalizados a Guarnição Campo de Maio do Exército (2008), o “Destacamento de Arana” ou “Poço de Arana”, destacamento policial da bonaerense (2009), e o “Poço de Banfield”, Brigada de Homicídio da polícia bonaerense (2008), onde se planeja construir um local de memória.

Em Buenos aires também foram assinaladas “A cova”, na Base Aérea de Mar del Plata, a Base Naval Mar del Plata; “Monte Peloni”, Regimento da Cavalaria de Atiradores Blindados 2, em Olavarría, onde se planeja um sítio de memórias; e “La Cacha”, ex-unidade penitenciária 8, cárcere.

O projeto de sinalização de centros de detenção envolve todo o país.

Na província de Córdoba, marcou-se no dia 24 de março de 2007 “La Perla”, um dos maiores centros clandestinos que funcionou no Esquadrão de Cavalaria Paraquedista 4 do III Corpo do Exército, onde atualmente funciona um Espaço para a Memória , Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.

Na província de Tucumán foram sinalizados o “Batalhão de Arsenais 5, Miguel de Azcuénaga”, “A Chefatura”, Chefatura Central da Polícia de Tucumán, e a “Escolhinha” – Escola Diego de Rojas, Faimallá (2011), onde este ano se inaugurou uma escola pública.

Na província de Entre Ríos sinalizou-se o Esquadrão de Comunicações 2 do Exército no Paraná e a Delegação Concepción do Uruguai, da Polícia Federal argentina.

Na província de Misiones, em 2011, sinalizou-se “A Casinha de Mártires”, em Posadas, e a Delegação Posadas, da Polícia Federal Argentina. Na província de Santiago del Estero, em 2010, o Batalhão de Engenheiros de Combate 141, na capital. E na província de La Rioja, também em 2011, a Base Aérea Militar de Chamical, atual Esquadrão de Apoio Operacional.

Além disso, está previsto para este ano que sejam sinalizados a “Garagem Azopardo”, em Buenos Aires; a Escola de Suboficiais de Infantaria da Marinha, o Farol de Mar del Plata; a Brigada Aérea de El Palomar; a VII Brigada Aérea de Morón; a Casa do SIN, em Thames e Panamericana, San Isidro; o Comissariado 1 de Escobar; e a “Escolinha”, de Baía Blanca. Na província de Neuquén, está prevista a identificação da “Escolinha” no ex-Batalhão de Engenheiros de Construções 181, e, em Tucumán, a sinalização definitiva de Faimallá e da Brigada de Investigações da polícia provincial.

*Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

A VIAGEM-ENCONTRO DE DILMA À ÁFRICA NA PRÓXIMA SEMANA

No governo da presidenta Dilma Vana Rousseff, as viagens são encontros democratizantes para movimentação das potências dos povos. Por isso existem algumas viagens previstas para a presidenta realizar, como a viagem á África já na próxima semana.

Segundo informações da Agência Brasil, em menos de uma semana, a presidenta Dilma Rousseff desembarcará em Durban, na África do Sul. Ela vai participa da 5ª Cúpula do Ibas – que reúne Índia, Brasil e África do Sul. Dilma, que deve desembarcar no país no dia 18, deve ir também a Pretória, a capital política da África do Sul. Na visita, a presidenta destacará o interesse brasileiro em ampliar as parcerias na região.

É provável, mas ainda sem confirmação, que a presidenta visite ainda Moçambique e Angola. Segundo a notícia, “a ideia é que Dilma visite Maputo, capital moçambicana, e Luanda, a angolana”, pois em Moçambique, as empresas brasileiras mantêm uma série de investimentos em vários setores, sendo que a exploração de carvão é um dos principais. E esta visita se torna estratégica, uma vez que Moçambique é alvo de negócios da China. Segundo ainda a notícia, para enfrentar a competição com os chineses, o governo brasileiro oferece investimento em território moçambicano usando a mão de obra local.

A viagem à África não é somente de estratégia econômico-comercial, mas de diagramação de políticas para afirmação da linha de parceria já estabelecida no governo Lula e que agora tende a se afirmar com Dilma na proximidade de duas nações que sofreram as violências da colonização e agora devem seguir irmanadas num processual contínuo de liberdade.

E, assim que retornar da África, Dilma logo estará se preparando para ir à Cúpula do G20 (o grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), em Cannes, na França, a ocorrer no início de novembro, onde Dilma, segundo ainda a notícia, deverá discutir os impactos da crise econômica mundial e o fracasso da Rodada de Doha. Nas reuniões, Dilma deverá lembrar os esforços feitos pelo governo brasileiro para diminuir os efeitos da crise, como ocorreu durante a participação dela nas discussões da União Europeia, na Bélgica.

RESULTADO DO CONCURSO DA DEFENSORIA PÚBLICA: ANULADO

Por R$ 1 milhão, o Instituto Cidades, que tem matriz em Fortaleza, organizou a prova para defensor público a ser preenchida na Defensoria Pública do Estado do Amazonas. Mais de 5.000 candidatos realizaram a prova para as 60 vagas oferecidas para o cargo. Cada inscrição custou R$ 200.

Ao sair o resultado, chamou a atenção a nota igual de alguns candidatos filhos de defensores públicos e de secretários municipais, além do irmão do superintendente regional do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes): todos com 80 belos pontos.

Após detectar os indícios de fraude do concurso, o Cao-Crime (Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Amazonas, ordenou ao governo estadual cancelar a prova. A Polícia Civil foi acionada e apreendeu malotes de provas violados, computadores e documentos na empresa Instituto Cidades. As buscas também foram realizadas na casa de Tibiriça Valério de Holanda Filho, filho de Tibiriça Holanda, defensor público geral.

Conforme o Cao-Crime, são investigados por suspeitas de fraudes nas provas, além de Tibiriça Valério de Holanda Filho, Newton Sampaio de Mello (irmão do subdefensor público geral, Wilson Mello), Luiz Domingos Zahluth Lins (irmão de Afonso Lins, superintendente do Dnit do Amazonas) e Américo Gorayeb Neto (filho do secretário municipal de Obras, Américo Gorayeb).

“Os indícios são fortes que a empresa favoreceu pessoas que passaram no concurso”, afirmou o promotor Alberto Nascimento.

Unidade na ação para diminuir a homofobia

Toni Reis*

Algumas pessoas se dizem descontentes com o trabalho do movimento LGBT. Porém, geralmente essas pessoas que ficam reclamando fazem pouco ou nada para melhorar a situação. Ou são autonomistas que não têm base social, ou não participam de reuniões periódicas de base. Essas pessoas geralmente não conhecem a realidade em que milhões de LGBT estão inseridos, algumas nunca atenderam o apelo desesperado de uma vitima da homofobia.

É importante lembrar para as pessoas que fazem criticas construtivas, que elas não se encaixam nas observações anteriores.

É necessário ter planejamento para atingir nossos sonhos. Você tem planos e idéias para melhorar a situação LGBT no Brasil?

Você tem um site que ajuda a construir o movimento? Ou você só quer detonar o que está sendo feito? Você já escreveu para Bolsonaro, Miriam Rios, Du Loren ou Malafaia protestando, ou fica esperando que os(as) outros(as) façam o que você poderia fazer? Você já protestou contra um vereador da sua cidade, ou um deputado do seu estado? Já parabenizou parlamentares aliados, ou prefere dizer que eles poderiam fazer melhor? Quantas cartas abertas você já escreveu? Quando uma organização LGBT pediu a sua opinião ou colaboração, você contribuiu ou só ficou falando depois como as coisas deveriam ter sido feitas. Quando convidaram para organizar a Parada LGBT em sua cidade, você ajudou ou simplesmente saiu falando que é um carnaval fora de época?

Você já aceitou assumir um cargo em uma organização LGBT? Ou recusou alegando falta de tempo e depois saiu criticando com afirmações do tipo: “essa turma quer é ficar sempre nos cargos”? Quando as pessoas estiverem trabalhando com boa vontade e com interesse para que tudo corra bem, há quem afirma que a entidade está dominada por um grupinho. Você já fez isto? Também há quem não lê o que é postado nas listas de e-mail e depois fica reclamando que nunca é informado de nada. Você já fez isto?

Quando há divergências com uma pessoa da diretoria ou da entidade, você procura com toda intensidade vingar-se na organização e nas listas de discussão e boicotar seus trabalhos, inclusive colocando as outras entidades congêneres contra?

E quando cessarem as publicações, os projetos, as reuniões e todas as demais atividades, enfim, quando nossa entidade morrer, você é daqueles que estufa o peito e afirma com orgulho: ‘’Eu não disse?’’?

Às pessoas que ficam reclamando, sugiro a leitura do texto abaixo, baseado em artigo sobre as obras de Erika Andersen e publicado no site Olhar digital;

Dica um: Tenha objetivos razoáveis na militância.

O (a) Ativista precisa entender exatamente o que o(a) inspira e qual o trabalho que pode dar mais prazer no futuro para definir um trabalho social e ideal. E precisa ser realista em seus objetivos: se sua ambição é criminalizar a homofobia, você pelo menos tem que falar com os(as) congressistas senadores(as), deputados (as). Com quantos(as) você já conversou sobre o assunto? Vai depender deles os votos.

Pense no trabalho baseado nos conhecimentos que já possui, experiências e interesses, além de, obviamente, descobrir ser tem os recursos necessários para trabalhar na área desejada. Busque apoio nas boates, saunas e sites LGBT. Eles(as) podem ajudar muito.

Foque no que você gostaria realmente de fazer e que acha ser possível. Aconselho que o(a) militante escreva suas principais conclusões e, a partir daí, trace um plano de ação para atingir seus objetivos, em determinado tempo. Se seu objetivo vai depender de formar uma ONG ou ganhar muito mais experiência profissional, pense em algo de longo prazo. Já se você quiser fazer um simples avanço em que está sendo feito, junte-se a quem está trabalhando É muito difícil trabalhar em grupo, mas, no final é gratificante. Temos hoje nove redes nacionais LGBT no país e 302 ONG registradas, e 35 fóruns informais, e mais 167 listas LGBT e muitas comunidades no Face book e Orkut e outras redes sociais.

Dica dois: Seja honesto sobre os obstáculos

Infelizmente tem homofobia para todo mundo trabalhar.

Depois de ter uma clara ideia de que gostaria de conseguir e quanto tempo vai ser necessário para atingir o trabalho dos sonhos, se prepare para as barreiras que podem surgir no caminho. Eu sugiro que você enxergue os obstáculos na política, nos recursos e nas pessoas.

Entre os exemplos de situações que precisam ser analisadas, destaco que o(a) ativista deve enxergar se a cidade o estado em que mora tem espaço para o trabalho que quer fazer, se está disposto a abrir mão de parte do salário atual para entrar em uma nova área; se vai ter dificuldade para aprender novas coisas que serão fundamentais na área que pretende seguir, entre outros. Lutar pelo coletivo, é só receber críticas, geralmente. O que você fizer receberá 97% de criticas e 3% de reconhecimento.

Dica três: Organize o plano de ação e vá à luta

Após entender exatamente o que quer fazer e quais os obstáculos vai enfrentar pela frente, o(a) ativista deve detalhar todos os esforços que serão necessários, na ordem correta, para atingir os objetivos.

Por exemplo, se você descobre que precisa buscar conhecimentos adicionais para atingir a cidadania dos sonhos, deve traçar um plano de ação específico para isso, em ordem cronológica. Como exemplo: 1) falar com as pessoas no movimento LGBT para entender o que elas pensam que é mais importante em termos de conhecimento e formação; 2) pesquisar os cursos e encontros específicos; 3) definir quais são as opções razoáveis em termos de tempo e dinheiro; 4) determinar a melhor opção.

Concluir a decisão de definir os rumos da própria atuação como ativista serve como um estímulo para qualquer militante. “Minha experiência é que muitas coisas boas se seguem a isso: mais energia, aumento da autoconfiança, moral elevada e uma excelente sensação de sucesso”.

Estamos firmes na luta pela cidadania plena LGBT.

* Toni Reis

Presidente da ABGLT

SEMINÁRIO DE CRIAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DO COMITÊ POPULAR MANAUARA PARA MONITORAMENTO DAS VIOLAÇÕES DA COPA DE 2014

A Copa do Mundo e Jogos Olímpicos são dois grandes eventos esportivos que serão recepcionados pelo Brasil em 2014 e 2016, respectivamente. Festejados por alguns e temidos por outros, eles podem significar tanto oportunidades para a cultura, o esporte e a infra-estrutura das cidades-sede, quanto ameaças de maior exclusão e violação de direitos às populações e comunidades locais, especialmente de baixa renda, já marginalizadas historicamente. O caminho a ser tomado depende dos interesses em jogo e de quem efetivamente terá direito de decidir sobre a forma de condução das preparações. A sociedade não pode ser mera espectadora de tudo isso.

Na região metropolitana de Manaus já se faz notar o grande impacto dessas intervenções na realidade urbana e na vida de milhares de pessoas, causadas por grandes obras públicas que alteram parte da paisagem da nossa cidade, e são resultantes da expectativa dos eventos da Copa do Mundo (2014) gerando grande lucro para o capital imobiliário.

Essas intervenções constituem o que chamamos de Mega Projetos, que são: as obras da Arena da Amazônia; do Monotrilho e BRT; da Revitalização do Centro de Manaus (p.ex.: Camelódromo); Porto de Manaus; Reforma do Aeroporto e obras no entorno.

Todas essas intervenções poderão gerar deslocamentos da população carente, muitas vezes com grande violência, intimidação, cooptação, remoção e despejo para outras áreas mais distantes da cidade e, o que é pior, com freqüente violação da dignidade da pessoa humana, ferindo a Constituição Federal e a vigente legislação, em especial o Estatuto da Cidade.

Diante deste cenário, desde o início de 2011, um grupo de entidades se uniram para a articulação e criação do Comitê Popular da Copa 2014.

O Comitê Popular da Copa tem por objetivo reunir movimentos populares, organizações e outros setores da sociedade civil para desenvolverem mecanismos de monitoramento, estratégias de resistência e publicização de abusos. Outro objetivo é o de lutar contra a apropriação da cidade pelo capital, o que se materializa sobretudo, nas mudanças e obras que ocorrerão, em Manaus, e que podem servir para agravar a exclusão social da qual a classe trabalhadora e desempregados/as da cidade já são vítimas! Mas os impactos da Copa não param por aí, por isso, o Comitê também foi criado para denunciar e combater o turismo sexual que só é ampliado com tais megaeventos; os ataques ao meio ambiente e a faxina social que está em curso e tende a se agudizar durante os jogos, pois os pobres serão literalmente escondidos para dar lugar a uma cidade com a falsa imagem de paraíso sem contradições.

Participe! Venha trocar experiências!

SEMINÁRIO DE CRIAÇÃO DO COMITÊ POPULAR COPA 2014 MANAUS/AM

Data: 22/07/2011 (Sexta)

Local: Auditório Mãe Paula – CEFAM (Centro de Formação da

Arquidiocese de Manaus)

Av. Joaquim Nabuco, nº 1023 – Centro

Tel: 3212-9047/ 3212-9045

PROGRAMAÇÃO

14h – ABERTURA

Contextualizando as ações e desafios para a construção do Comitê

14h15min – PALESTRAS:

1º Momento: Atuação dos órgãos de controle de contas públicas nas ações estatais referentes à Copa

Convidados: representantes da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU)

2º Momento: Impactos de econômica e urbanística decorrentes da realização do Mundial da FIFA no Brasil

Convidados: representantes do CREA

3º Momento: Os Megaeventos e as violações aos direitos humanos e sociais

Convidados: representantes do CDH e OAB

15h15min – DEBATE

15h45min – CRIAÇÃO DO COMITÊ:

Adesão das entidades participantes ao Comitê

Estruturação:

Núcleo gestor (incluindo secretaria)

Comissão de Mobilização

Comunicação

Apoio técnico

Apoio Jurídico

Carta aberta à população de Manaus

16h30min – Construindo nossa AGENDA

Frentes de Atuação:

1. Transparência e acesso à informações;

2. Projetos: Mobilidade, Estádio, Aeroporto – Implicações para a cidade e para a população;

3. Desafios, parcerias e estratégias de ação.

18h – ENCERRAMENTO

VEREADOR WALDEMIR JOSÉ DESCONFIA DOS “NOVOS” ÔNIBUS DE MANAUS

Foto: Sérgio Oliveira

No início desse ano, o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, cassado pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, anunciou mais 800 ônibus novos na cidade de Manaus – o mais é porque de quando em quando esses 800 ônibus são prometidos -, devendo a partir daí a passagem subir de R$ 2,25 para massacrantes R$ 2,75.

A prefeitura adiou a entrega dos ônibus para agosto, e reduziu a quantidade pela metade. Agora são somente 400 que chegarão em agosto, e os demais 400 só posteriormente.

Ontem a prefeitura anunciou que estão chegando ainda nessa sexta-feira 40 ônibus de Porto Velho (RO). O fato chamou a atenção do vereador Waldemir José (PT), “uma vez que a cidade é sede da Eucatur, empresa de ônibus de propriedade do ex-presidente do sindicato, Acyr Gurgacz”.

O vereador “estranhou o fato de que no dia 29 de junho, o diretor-presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Marcos Cavalcante, visitou as fábricas de ônibus do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro, no entanto, os coletivos agora chegam do estado de Rondônia”.

A pergunta que fica é quem construiu esses ônibus? Será que os 40 ônibus são novos ou maquiados”, questionou Waldemir José.

Segundo a notícia da assessoria do vereador, Waldemir é autor da CPI da Licitação do Transporte Coletivo e está coletando assinaturas para levar a investigação adiante, mas ela continua barrada pela mesa diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM)”, que é subserviente ao prefeito.

O vereador é favorável à criação do Fórum sobre Trânsito e Transporte para que discutir o problema na cidade, que embora planejado para enterrar a proposta de CPI. Ele defende que o fórum deva ocorrer em diversos bairros de Manaus para que atinja seu objetivo democrático.

DILMA NÃO GOSTA DO TOM DA PRODUÇÃO DO KIT HOMOFOBIA E MANDA SUSPENDER TODAS AS PRODUÇÕES

A presidenta Dilma Vana Rousseff, ao assistir a produção do Kit Homofobia, que estava sendo editado pelos Ministérios da Saúde e Educação, disse que não gostou do tom da produção.

Em seguida, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, se encontrou com representantes da bancada evangélica – na verdade disangélicos, os que carregam a má mensagem, como diz o filósofo Nietzsche – composta por 30 finíssimos reacionários que censuraram a produção do Kit. Resultado: Dilma resolveu mandar suspender todas as produções e sua distribuição.

Mas os retrógrados moralistas não vão levar essa como pretendem suas tristes consciências. Segundo Gilberto Carvalho, depois de serem consultados os setores da sociedade interessados, incluindo os disangélicos, o material sobre “costumes” voltará a será produzido.

A presidenta resolveu suspender esse material e também a distribuição. A presidenta se comprometeu, daqui para a frente, que todo material sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade, inclusive as bancadas que têm interesse nessa situação. Nós entendemos que é importante, que para ser produtivo e atingir seu objetivo, esse material seja fruto de uma ampla consulta à sociedade, para não gerar esse tipo de polêmica que, ao fim, acaba prejudicando a causa para qual ele é destinado.

Na verdade o governo recebeu a bancada evangélica e católica que vieram contestar os materiais atribuídos aos ministérios da Saúde, Educação e Cultura. O governo informou aos deputados que estão suspensas todas as distribuições de materiais que falem dessas questões, sobretudo dessa questão comportamental.

A posição do governo é clara. Estão suspensas a edição e distribuição desse material. E qualquer material daqui para frente passará por um crivo de uma debate mais amplo com a sociedade”, disse Gilberto.

Deixando de lado, por enquanto, a estupidez e irracionalidade retrógrada da bancada disangelista, é bom lembrar que o projeto do Kit Homofobia que seria distribuído em seis mil escolas do ensino médio foi muito bem aceito pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), para quem o material iria contribuir para redução do estigma e da discriminação.

Mas é impossível fazer democracia com quem elimina a razão para reagir por impulso, tendo como base a imaginação supersticiosa, como os reativos disangelistas.

SENADO DO URUGUAI ANULA LEI DA ANISTIA

Após uma votação apertada, o Uruguai se tornou em mais um país na América Latina a derrubar sua Lei de Caducidade da Pretensão Punitiva do Estado, conhecida como Lei da Anistia, cuja principal prática era impedir que militares que cometeram torturas durante a ditadura militar (1973-1985) fossem julgados.

O resultado estava empatado em 15 votos pela derrubada e 15 pela manutenção, mas o vice-presidente do Uruguai, que também é o presidente do Senado, deu o voto de minerva.

A Lei da Anistia foi aprovada no Uruguai no final de 1986, um ano após o fim oficial da ditadura, e foi mantida na íntegra até 2005, uma vez que durante todos esses anos o Uruguai havia sido governado pelos partidos de direita Nacional e Colorado. As discussões só começaram a ocorrer quando Tabaré Vázquez ganhou em 2005, e, finalmente, se consolidaram com a vitória do revolucionário, ele mesmo tendo sido torturado, José Pepe Mujica, o presidente-poeta.

Do Senado, a anulação da Lei da Anistia vai para a Câmara dos Deputados e depois vai para a sanção de Mujica, que deve se dar ainda no início de maio.

JOSÉ RICARDO QUER CPI PARA INVESTIGAR FRAUDE ENVOLVENDO A UEA E A FUNDAÇÃO MURAKI

O deputado estadual José Ricardo Wendling (PT), após a denúncia de um esquema que teria desviado cerca de R$ 50 milhões, envolvendo licitações fraudulentas entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Fundação Muraki e também as empresas Jobast Produções Cinematográficas e o Sistema de Comunicação Sol, entrou com requerimento para que seus representantes legais expliquem suas irregularidades.

A princípio, estamos convocando esses representantes para esclarecerem essas denúncias. Se a Polícia Federal fez apreensões, é porque já existe uma investigação com indícios de irregularidades. E, caso não haja um esclarecimento satisfatório, esta Casa deve fazer uma investigação, por meio de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que tem instrumentos necessários para esclarecer esses fatos”, afirmou o deputado.

Ontem, a Polícia Federal a partir da “Operação Sol Dourado”, que cumpriu seis mandados de busca e apreensão nos escritórios da Jobast, da Fundação Muraki e do Sistema de Comunicação Sol, apreendeu 18 notas fiscais frias, as quais teriam sido usadas nas negociações com a Jobast, que tem como principal cliente o Governo do Estado. Ao que tudo indica, o Sistema de Comunicação Sol, por sua vez, funciona apenas de fachada.

José Ricardo citou ainda outros escândalos somente nesta semana envolvendo dinheiro público que tem ocorrido no Amazonas, como os R$ 80 milhões desviados por 15 construtoras da cidade, devido a pendências relacionadas à compra e venda de imóveis, detectados pela “Operação Pirâmide”, da Delegacia da Receita Federal, e a má aplicação de recursos públicos por conta de contratos entre a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação (Fucapi).

Não podemos ficar omissos diante de três grandes casos de desvio de recursos públicos. É dinheiro que sempre falta para aplicar na educação, na saúde e na segurança pública, por exemplo”, finaliza.

DERRUBADA DO MASTRO DE SÃO SEBASTIÃO NO TERREIRO DE MÃE MARIA

O meu São Sebastião
Fostes preso e amarrado
Livrai-nos dos inimigos
Que nos traz acorrentado

fotoClique nas imagens para ampliá-las.
Todo ano no Dia de São Sebastião, depois de vários rituais internos, há a festa para derrubada do mastro de São Sebastião, que na Umbanda é tido no chamado sincretismo por Oxóssi, o santo das matas, o caçador, que traz as caças e as frutas, para que todos os filhos vivam em fartura durante todo o ano.

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fotoAê, meu pai orixalá

Aê, meu pai orixalô

Vamos festejar nosso reinado

Que é feito de paz e amor

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E assim chegou o tempo de derrubar o mastro no Centro Espírita Nossa Senhora da Conceição, mais conhecido como o Terreiro de Mãe Maria do Seu Jacaúna, lá no bairro Zumbi dos Palmares. Foram feitas as rezas em uníssono, os pedidos particulares e com as bênçãos de São Sebastião e de Oxóssi todos correram a pegar as deliciosas e santificadas frutas, bebidas, bombons e outras guloseimas.

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E que terreiro animado é o Terreiro de Mãe Maria! Após a derrubada do mastro, todo mundo voltou para o salão e o tambor continuou, com a presença de diversos cabocos e cada vez chegando mais para receber as saudações de todos os presentes e abençoar a todos que ali se encontravam em comunhão espiritual, reunidos na força e no calor da Umbanda boa, da Umbanda de fé…

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Eu venho de tão longe

Sem conhecer ninguém

A procura de uma rosa

Que a roseira tem

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Então chegou um dos pontos altos do ritual. A distribuição da “jurema” para os filhos da casa, para os cabocos, para os convidados, para todos que quisessem beber a bebida sagrada, bebida medicinal para o corpo e para a alma. E todos quiseram, alguns porque já conheciam a deliciosa jurema, outros porque queriam conhecer…

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Eu vou beber minha jurema

Dê no que der

Lá no pé da juremeira

Dê no que der

Se a jurema for boa

Dê no que der

Aqui mesmo eu bebo

E aqui mesmo eu caio

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Caboco bebeu Jurema

Caboco se embriagou

Na folha do mesmo pau

Caboco se levantou

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Se a jurema for boa? Maravilhosa a jurema. O terreiro ficou mais animado ainda depois do calor e da saúde do corpo e alegria para a alma que a santificada jurema trouxe a todos. Um tambor continuou sem parar, enquanto os cabocos e demais entidades preenchiam o tempo com suas vozes melodiosas e o espaço com suas danças vigorosas…

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Aqui a Mãe Pequena da Casa e as três cavaleiras de Oxóssi, que, com dedicação, estão entre as principais responsáveis pela beleza dessa maravilhosa festa.

Caiu uma folha da Jurema

Veio o sereno e molhou

E aí veio o sol enxugou, enxugou

E a jurema se abriu toda em flor

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Tremer, tremer

Eu vi terra tremer

Tremer, tremer

Eu vi terra tremer

Eu vi terra tremer

Eu vi terra tremer

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●●● CENTRO ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO ●●●

Mãe Maria do Seu Jacaúna

Beco Cel Bolsinha, nº 119 — Zumbi I (Manaus-AM)

Uma defesa que não explica e mais o implica

Welton Yudi Oda*

Senhores Barões da terra
Preparai vossa mortalha
Porque desfrutais da terra
E a terra é de quem trabalha…
Vinícius de Moraes

O carinho de um crápula é, invariavelmente, um esforço inútil, já que sua rudeza e amargura tornam tal ato quase uma agressão.

De qualquer modo, devemos reconhecer os sinceros esforços de Nero Berlusconi Mendes para fazer jus ao prêmio Patacoada do Ano, onde concorre com o parlamentar banheirista Romário e também com o líbio, deus de si próprio, Muammar Gaddafi.

Não bastasse o recente episódio – o patético brado fascista anti-paraense, um tresloucado piti (Uuuuiii!), – e, com incrível rapidez, o famigerado prefeito de Manaus protagoniza mais uma ópera bufa: “O Berlusconi Tropical ataca de novo: peruanos e bolivianos também são seres humanos”.

O “espetáculo” bem que poderia ter sido exibido no Palácio Amazonense dos Barões da Terra, o Teatro Amazonas, mas para tristeza de seu protagonista, realizou-se em ambientes sem o luxo e o fausto (e a cafonice) da belle époque. Seu primeiro ato desenrolou-se na beira de um barranco na periferi-periferi, enquanto o segundo foi realizado numa reles calçada (que nem era a “da fama”, mas apenas uma calçada onde se difama).

A tal ópera-bufa contou com Laudenice Paiva, no papel de Moradora Paraense; Nero Berlusconi Mendes como… Nero Berlusconi Mendes; protagonizando um Marqueteiro sem escrúpulos, Nizan Guanaes ou congênere e no papel de Pseudo-repórter Paraense pseudo-ofendido (no segundo ato, juntamente com outros figurantes, encenando repórteres e pseudo-repórteres ao redor de Mendes), uma “pena amestrada” (como diria Ciro Gomes, referindo-se aos articulistas baba-ovos do Serra). No primeiro ato participam da cena ainda um Camera Man atrás de um furo de reportagem, uma mãe-de-santo, um pastor, uma beata, um sambista, um picolezeiro e, escondidos dentro de suas casas (pela presença do prefeito e o consequente temor de uma deportação), bolivianos e peruanos.

É claro que a tal obra-prima (do mau gosto) não tem nem a sombra da arte expressa, por exemplo, na mozartiana “Assim fazem todas”, mas em comum com a referida obra, retrata fielmente a frivolidade de uma época.

Nem se pode dizer que a tal ópera tem alguma importância no contexto musical latino-americano, no qual uma plêiade de artistas como Mercedes Sosa, Bebo Valdés, Chico Buarque, Atahualpa Yupanqui, Tom Zé e Violeta Parra, cantam e decantam nossas morenas nações bolivarianas tratando-os como protagonistas, personagens centrais na história das Américas e não como seres “também” humanos.

Na ópera de Amazonino, peruanos e bolivianos são menos humanos do que o histórico cachorro do ex-ministro Rogério Magri (que, em entrevista, afirmou que seu amigo canino era um ser humano como qualquer outro). Seriam talvez, na opinião do excelentíssimo, tão importantes quanto os vira-latas para a carrocinha.

E, se na lógica fascista do prefeito, os amazonenses são mais importantes do que peruanos e bolivianos, poderíamos replicar seu comentário usando os argumentos de pessoas que sempre lutaram contra estas fronteiras artificiais impostas pelo colonizador europeu. Disse, certa vez, Moacir Gadotti, numa conferência do Fórum Social Mundial, que não se importava por não saber falar a todos usando um espanhol “bien hablado”, já que o portunhol seria mesmo a língua da futura nação bolivariana.

Sua menção indireta à Simón Bolívar nos remete a um projeto que talvez esteja, há muito, em curso: “O novo mundo deve estar constituído por nações livres e independentes, unidas entre si por um corpo de leis em comum que regulem seus relacionamentos externos”, sentenciou o velho profeta guerreiro.

*Welton Yudi Oda é doutorando em Biologia.

1º HOMOSSEXUAL A GANHAR NA JUSTIÇA PENSÃO MILITAR

José Américo Grippi, hoje um bancário aposentado de 66 anos, teve uma união estável durante 35 anos com o capitão do Exército, em Juiz de Fora, Darci Teixeira Dutra, que veio a falecer em 1999. Os bens do capitão – casa, sítio, apartamento, dois carros -, acabaram nas mãos das duas irmãs do capitão. Grippi não aceitou e entrou na Justiça, ganhando direito à metade dos bens depois de dois anos de luta.

Mas a luta maior ainda estava por vir. Grippi deu entrada num pedido de pensão militar, mas o Exército prontamente negou. Mas Grippi não desistiu e agora, após 12 anos, com a determinação do juiz Renato Grizotti Júnior, da Segunda Vara Federal de Juiz de Fora, a 4ª Região Militar terá que passar a pagar um terço da pensão a Grippi, isso porque ele fechou ano passado um acordo com as duas irmãs do falecido capitão Dutra para que cada um receba uma parte do benefício.

“A essa mensagem que eu passo para as pessoas que tiveram a mesma coragem que eu tive, que vão à luta por seus direitos”, afirmou Grippi, contagiado com a ideia de que ficará como um marco na luta pela democratização dos direitos no Mundo Gay, e que muitas outras pessoas, a partir da sua luta, também não desvanecerão diante da discriminação e do preconceito.

Valeu, companheiro Grippi, todo o Mundo Gay festeja com você!

Jornalismo para quem precisa: uma proposta para 2011

Publicado originalmente no blog Brasília, eu vi

Há alguns dias, lancei na minha página do Facebook uma idéia que venho acalentando há tempos, desde que encerrei um curso de extensão para uma faculdade privada de jornalismo, aqui em Brasília. O curso, de Técnica Geral de Jornalismo, reuniu pouco mais de 10 alunos, basicamente, porque era muito caro. Embora tenha sido uma turma de bons estudantes, gente verdadeiramente animada e interessada no ofício, me senti desconectado da real intenção do curso, que era de fazer um contraponto de método, opinião e visão ideológica a esse jornalismo que aí vemos, montado em teses absurdas, em matérias incompletas e mentirosas, omissas em tudo e contra todos, a serviço de um pensamento conservador, reacionário e golpista disseminado, para infelicidade geral, c omo coisa normal. Não é. E é sobre isso que eu queria falar enquanto ensinava, dia a após dias, os fundamentos práticos da pauta, da entrevista, da redação jornalística, da nobre função do jornalista na sociedade, no Brasil, na História.

Perguntei, então, no Facebook, o que estudantes de jornalismos e jornalistas formados achariam de eu transferir essas aulas para um espaço barato e democrático, capaz de levar esses conhecimentos a muito mais gente, sobretudo ao estudante pobre – e, quem sabe, credenciar também os pobres a brigar por uma vaga nas redações, que se tornaram ambientes muito elitistas. Encaretadas por manuais de doutrina e comportamento, adestradas pela conduta neoliberal dos anos 1990, quando passaram a responder diretamente pelas demandas do Departamento Comercial, as redações brasileiras se desprenderam da ação política, dos movimentos sociais, do protagonismo histórico a favor dos direitos humanos e da luta contra a desigualdade. Passaram, sim, a reproduzir um universo medíocre de classe média, supostamente a favor de uma modernidade pós-muro de Berlim, onde bradar contra privatizações e a adoração ao deus mercado passou a ser encarado como esquerdismo imperdoável e anacrônico.

Não por outra razão, os movimentos corporativos a favor da manutenção da obrigatoriedade do diploma de jornalista, que resistiram a todo tipo de investida patronal ao longo de duas décadas, foram definitivamente golpeados com o apoio e, em parte, a omissão, da maioria dos jovens profissionais de imprensa, notadamente os bem colocados em redações da chamada grande mídia. Vale lembrar que o jornalismo é, provavelmente, a única profissão do mundo onde existem profissionais que pedem o fim do próprio diploma. Há muitas nuances, claro, nessa discussão, inclusive porque há gente muito boa que, historicamente, se coloca contra o diploma, sobretudo velhos jornalistas criados em velhas e românticas redações, cenas de um mundo que, infelizmente, não existe mais.

Na essência, o fim da obrigatoriedade do diploma não é uma demanda de jornalistas, mas de patrões, baseada num argumento falacioso de liberdade de expressão – na verdade, de opinião –, quando a verdadeira discussão está, justamente, na formação acadêmica dos repórteres. E há uma distância abissal entre opinião e reportagem, porque a primeira qualquer um tem, enquanto a segunda não é só fruto de talento, mas de aprendizado, técnica e repetição.

Nas grandes empresas, o fim da obrigatoriedade do diploma coroou uma estratégia que tem matado o jornalismo: a proliferação de cursinhos internos de treinees, tanto para estudantes como para recém-formados, cuja base de orientação profissional é a competitividade a qualquer custo, um conceito puramente empresarial copiado, sem aparas, do decadente yupismo americano. Digo que tem matado porque esses cursinhos de monstrinhos competitivos relegam o papel universal do jornalista ao segundo plano, quando não a plano algum. A idéia de que o jornalista deva ser um profissional solidário, inserido na sociedade para lhe decifrar os dramas e transmiti-los a outros seres humanos passou a ser um devaneio, um delírio socialista a ser combatido como a um inimigo. Para justificar essa sanha, reforça-se o mito da isençã o e da imparcialidade de uma mídia paradoxalmente comprometida com tudo, menos com a sua essência informativa, originalmente baseada no universalismo e no compromisso com o cidadão.

Na outra ponta, o fim da obrigatoriedade do diploma abriu a porteira para jagunços e capangas ocuparem as redações da imprensa regional, longe da fiscalização da lei e dos sindicatos, alegremente autorizados a fazer, literalmente, qualquer coisa com qualquer pessoa. Mesmo para o novo modelo de jornalismo que se anuncia na internet, baseado em disseminação mútua de informações primárias, como no caso dos vazamentos do Wikileaks, haverá sempre a necessidade do tratamento jornalístico dos conteúdos. E, para esse serviço, não há outro trabalhador credenciado senão um bom repórter treinado e formado para essa missão. Formação esta que, insisto, deve ser feita na academia e reforçada na experiência diária da reportagem.

Recentemente, li sobre a criação, em 2010, do Instituto de Altos Estudos em Jornalismo, sob os auspícios da Editora Abril. Entre os mestres do tal centro estavam o dono da editora, Roberto Civita, mantenedor da Veja, e Carlos Alberto Di Franco, do Master de Jornalismo, uma espécie de Escola das Américas da mídia nacional voltada para a formação de “líderes” dentro das redações. Di Franco, além de tudo, é um dos expoentes, no Brasil, da ultradireitista seita católica Opus Dei, a face mais medieval e conservadora da Igreja Católica no mundo.

Sinceramente, não vejo que “altos estudos”, muito menos de jornalismo, podem sair de um lugar assim. Não tenho dúvidas de que a representação do tal instituto não é acadêmica, embora seja dirigido por Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás no governo do PT, renomado estudioso da imprensa no Brasil. Trata-se de uma representação fundamentalmente ideológica, a reforçar as mesmíssimas estruturas de poder das redações, estruturas ultraverticalizadas, essencialmente antidemocráticas e personalistas, onde a possibilidade de ascensão funcional, sobretudo a cargos de chefia, está diretamente ligada à capacidade de ser subserviente aos patrões e bestas-feras com os subordinados.

Felizmente, o surgimento da internet deu vazão a outro ambiente midiático, regido por outras regras e demandas, um devastador contraponto ao funcionamento hermético das grandes redações e ao poder hegemônico da velha mídia brasileira, inclusive de seus filhotes replicadores e retransmissores Brasil adentro. O fenômeno dos blogs e sua capacidade de mobilização informativa é só a parte mais visível de um processo de reordenamento da comunicação social no mundo. As redes sociais fragmentaram a disseminação de notícias, fatos, dados estatísticos, informes e informações em um nível adoravelmente incontrolável, criando um ambiente noticioso ainda a ser desbravado por novas gerações de repórteres que, para tal, precisam ser treinados e apresentados a novas técnicas e, sobretudo, a novas idéias.

A “era do aquário”, para ficar numa definição feliz do jornalista Franklin Martins – aliás, contrário à obrigatoriedade do diploma –, está prestes a terminar. O jornalismo decidido por cúpulas restritas, com pouco ou nenhum apego à verdade dos fatos, está reduzida a um universo patético de mau jornalismo desmascarado instantaneamente pela blogosfera, vide a versão rocambolesca da TV Globo sobre a bolinha de papel na cabeça de José Serra ou a farsa do grampo sem áudio que uniu, numa mesma trama bisonha, a revista Veja, o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

Não será a escola de “altos estudos” da Veja e do professor Di Franco, portanto, a suprir essa necessidade. Essa demanda terá que ser suprida por repórteres ciosos de outro tipo de jornalismo, mais aberto e solidário, comprometido com a verdade factual e a honestidade intelectual, interessado em boas histórias. Um jornalismo mais leve e mais humano, mais preocupado com a qualidade da informação do que com a vaidade do furo. Um jornalismo vinculado à realidade, não a interesses econômicos. E isso, certamente, só poderá ser viabilizado dentro de outro modelo, cooperativo e democrático, a ser exercido a partir das novas mídias virtuais.

Por isso, é preciso estabelecer também um contraponto à ideologia da mídia hegemônica no campo da formação, em complemento aos cursos superiores de jornalismo. Abrir espaço para os milhares de estudantes de comunicação, em todo o Brasil, que não têm chance de participar dos cursinhos de treinees dos jornalões e das grandes emissoras de radiodifusão. Dar a eles, de forma prática e barata, uma oportunidade de aprender jornalismo com bons repórteres, com repórteres de verdade.

Foi nisso que pensei quando idealizei, em 2007, a Escola Livre de Jornalismo, junto com outros dois amigos, ambos ótimos jornalistas, Olímpio Cruz Neto e Gustavo Krieger. Com eles, ajudei a montar bem sucedidos ciclos de palestras e oficinas de jornalismo em Brasília. Em 2009, um ano antes do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, em São Paulo, a Escola Livre, em parceria com o IESB, já havia conseguido reunir, na capital federal, os principais expoentes desse movimento no país: Luis Nassif (Blog do Nassif), Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Rodrigo Vianna (Escrevinhador), Marco Weissheimer (RS Urgente) e Luiz Carlos Azenha (Viomundo). Uma semana de debates ricos, bem humorados, em um auditório permanentemente lotado de estudantes de jornalismo e jornalistas profissionais. Foi nosso único evento gratuito e, claro, o de maior sucesso. Os ciclos e oficinas, embora tenham tido boa audiência, esbarravam sempre no problema do custo para os estudantes: como nos cursinhos de treinee da velha mídia, acabávamos por privilegiar um segmento de jovens já socialmente privilegiados. É dessa frustração e dessa armadilha que proponho fugir agora.

Por isso, expus no Facebook a idéia de ministrar minhas aulas de Técnica Geral de Jornalismo, divididas em módulos, de modo que cada estudante pague um valor baixo por cada aula. Ou seja, os estudantes vão às aulas que quiserem, pagam na entrada e participam de duas horas de aula de jornalismo sobre tópicos práticos e temas relevantes. Minha idéia é convocar outros repórteres de Brasília a participar desse movimento da Escola Livre de Jornalismo, com o compromisso de, em troca da aula de duas horas, receber 70% do valor arrecadado no dia, porque 30% serão sempre destinados à administração e organização do curso.

Além do valor da aula, ainda a ser estipulado, cada aluno deverá também levar um alimento não perecível qualquer, a ser distribuído para comunidades pobres do Distrito Federal ou instituições de assistência social a serem definidas com futuros parceiros. Esses mantimentos, inclusive, poderão ser usados como moeda de troca para podermos utilizar gratuitamente algum espaço físico em Brasília para ministrar as aulas. É algo ainda a ser definido.

A idéia está lançada. No Facebook, recebi quase 100 adesões imediatas de estudantes, jornalistas, incluindo alunos e ex-alunos realmente satisfeitos com a perspectiva de participar de um movimento interativo desse nível, a preços populares. Espero poder iniciar as primeiras aulas em fevereiro de 2011 e, desde já, conto com a participação de todos os amigos e colegas jornalistas do Brasil que quiserem compartilhar essa experiência. Quanto mais gente boa dando aula, mais gente boa a ser formada. Como nas experiências anteriores, a Escola Livre de Jornalismo espera contar com a parceria das faculdades de jornalismo do DF para transformar em crédito a freqüência dos estudantes nas aulas, de modo a colaborar com uma necessidade acadêmica deles, as horas extra-sala de atividades complementares.

Por favor, quem quiser participar dê o ar das graças. Nossa missão inicial é achar um lugar amplo e legal, com cadeiras e uma boa mesa de professor, para dar as aulas. A depender do nível de adesão dos colegas jornalistas, vamos organizar uma agenda para as aulas, que serão sempre aos sábados, em princípio, das 9 às 11 horas da manhã.

Por enquanto, é esse o meu manifesto, é essa a minha idéia. O resto virá, tenho certeza, na garupa de bons ventos.

*Fonte: Carta Maior

FAF PRECISOU SER ARROMBADA PARA NOVO INTERVENTOR TOMAR POSSE

*Lionel Ferreira

Dia 24, (ontem) o Oficial de Justiça, sr. Joel Souza, compareceu ao endereço Av.Constantino Nery, 282 – Centro, para Cumprir DESPACHO do Juiz de Direito Plantonista, Dr. Leoney Figliuolo, para ARROMBAR os cadeados e fechaduras do prédio que dá lugar à FEDERAÇÃO AMAZONENSE DE FUTEBOL para dar entrada ao novo INTERVENTOR, Dr. ALCEBÍADES CAVALCANTE, e FEZ, em virtude de os antigos Administradores não terem sido encontrados pelo Oficial de Justiça para serem comunicados de seus afastamentos… Agora, todas as fechaduras e cadeados são outros.

Que coisa feia, até parece aqueles meninos do BUCHÃO que colocam a bola debaixo do braço, não querendo que os outros meninos brinquem.

No Amazonas o jogo acabou por isso, colocaram a bola debaixo do braço e não deixaram mais ninguém jogar. Só que agora apareceu alguém (MUITO PUTO) que foi lá, tomou a bola e disse taí, VÃO JOGAR BOLA…

OBRIGADO Ministério Público, agora vai ter FUTEBOL NO AMAZONAS NOVAMENTE.

TORCEDORES DO SULÃO, vizinhos DO CAMPO DO BARIRI, aqui na GLÓRIA.

* Psicocrítico do futebol amazonense.

MAIS UM PROCESSO DO DEPUTADO-PASTOR SILAS CÂMARA SOBE AO STF

Nessa quarta-feira (1º), mais um processo contra o deputado federal Silas Câmara (PSC) subiu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Neste, que se soma a outros tantos, que são pouco divulgados devido a seu foro privilegiado, o pastor-deputado é acusado de peculato.

Segundo a denúncia, Silas, que, além de deputado, é um dos principais líderes da igreja Assembleia de Deus no Amazonas, teria se apropriado de forma indevida de salários de funcionários e teria também contratado funcionários fantasmas para seu gabinete.

A denúncia havia sido enviada ao STF pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) no ano passado, ficando sob a relatoria do ministro Joaquim Barbosa. Mas ao ser levado ao plenário em março desse ano, o ministro Dias Toffoli pediu vistas. No retorno da votação nessa quarta, Toffoli disse que não havia “nenhum dos motivos para se rejeitar essa denúncia”, o que foi seguido por unanimidade.

Veja outras notícias sobre Silas e outros Câmara que estão para chegar aos céus na quantidade de estrelas, mas só que, neste caso, nada brilhantes:

EVANGÉLICOS CONTRA CRISTO POR SEUS FERVOROSOS CANDIDATOS

MAIS UMA DOS CÂMARA: 100 MIL SANTINHOS IRREGULARES NA GRÁFICA DO FILHO DO PASTOR-DEPUTADO

ENTRE O PSC E O PCC: MEGAOPERAÇÃO DA POLÍCIA CONTRA NEY SANTOS

PF APREENDE MAIS DE R$ 470 MIL NUMA CAIXA DE PAPELÃO QUE PERTENCERIAM À BISPA ANTÔNIA LÚCIA CÂMARA, CANDIDATA NO ACRE

LAVAGEM DE DINHEIRO E EVASÃO DE DIVISAS NA ASSEMBLEIA DE DEUS NO AMAZONAS: OPERAÇÃO “FAROL DA COLINA” PROSSEGUE NO ENCALÇO DO CLàCÂMARA

OS SEGREDOS DO PASTOR-DEPUTADO SILAS CÂMARA TRANSBORDAM NO STF

O ABRAÇO TANÁTICO ENTRE PPS E PSDB

Como é sabido até no reino mineral, como diria o jornalista-filósofo Mino Carta, desde que a transDILMAção tomou conta do Brasil, enterrando de uma vez por todas o sonho de Otávio Frias – que seria um tenebroso pesadelo para o povo brasileiro – de ver Serra presidente do Brasil, sabe-se que os partidos nanicos PSDB, DEM e PPS seriam extintos.

Ontem, o deputado federal – eleito apenas porque trocou seu domicílio eleitoral de Pernambuco para São Paulo – Roberto Freire, do PPS, confirmou que foi procurado pelo senador, também de São Paulo, Aloysio Nunes, do PSDB, com a proposta de fundir as siglas em um novo partido, que congregaria os 53 deputados e 11 sedadores deste e os 12 deputados e 01 senador daquele.

A parte mais engraçada do fantasioso encontro impotente é quando Roberto Freire explica que o novo partido deve incorporar segmentos da “esquerda democrática”. Vê-se que ele nada compreende do que seja “esquerda” nem ao menos no sentido mais canhestro de agremiação política. Estaria Freire se referindo ao DEM como “esquerda”? E ainda por cima “democrática”, o que não passa de uma tautologia na boca de um verborrágico em desespero. Assim como seria uma incongruência terrível usar, por exemplo, uma expressão como “direita democrática”. Ou seja, PPS e PSDB são tão de “esquerda” quanto o DEM é “democrata”.

Mas o que se ouve mesmo, principalmente no PSDB, que tem um número maior de parlamentares é o estertor de moribundos ressentidos e amargurados engalfinhando-se. Aécio Neves, tentando livrar-se do jugo dos paulistas, fala em refundar o PSDB. E Fernando Henrique dá-nos o gosto de uma estrondosa gargalhada ao cobrar “defesa explícita do legado da era tucana no governo federal”. Dessa forma, o medo maior dos caciques que foram depostos pelo voto democrático é que, muitos tucanos aproveitem a ocasião para debandar para outros galhos, como o PMDB.

De qualquer sorte, tente o que tentar, PSDB, PPS e DEM estão em vias de extinção e existem apenas como uma quimera esvaziada de qualquer realidade e substância. Bom para o tucano real, uma ave tão singular, que estará livre dessa holografia tosca, antropomorfizada, podendo voar solto no céu para a imensidão da natureza-democracia.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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