Os periódicos de Manaus na semana que terminou divulgaram um assunto que merece comentário. Trata-se da aprovação e reprovação de alunos na rede escolar.
De um lado, professores acusam a SEDUC-AM de obrigá-los a aprovar os alunos. De outro, a SEDUC-AM diz que o professor deve fazer as recuperações paralelas quantas forem necessárias caso o aluno não obtenha a nota mínima para aprovação.
Não resta dúvida que tudo isso tem por tras somas altas de dinheiro principalmente envolvendo a Secretaria e o Ministério da Educação. Mas por outro lado, trava-se uma briga que tanto a Secretaria de Educação como professores não percebem que educar não combina com aprovar ou reprovar.
Infelizmente, nos dias atuais ainda vemos professores sentirem prazer em reprovar alunos. Salas de professores, que deveria ser um lugar de alegria, prazer é um verdadeiro purgatório de maldade. Muitos são grosseiros, reprovadores de alunos e ainda criticam professores que adotam outras formas de relações, avaliações e metodologias com os estudantes e não se preocupam em aprovar ou reprovar.
Evidentemente que o aluno numa escola deve dominar determinados conhecimentos e saberes de matemática, português, história, geografia, química, física, artes, língua estrangeiras, biologia, mas não se deve fazer da educação um campo de batalha.
Nessa questão de aprovar e reprovar certos professores não perceberam ainda que não se está fazendo nada de criativo nos vários compontentes curriculares. Está se repetindo o que está posto. As provas que são feitas o professor sabe as respostas e na maioria são pegadinhas. E agindo dessa forma, relacionamo-nos com “a-lunos”, aquele que não possui luz e não com estudantes, aquele que busca, descobre, inventa e por isso eles não obtem a nota que o Estado cobra e os professores digladiam-se com a Secretaria e entre si.
Educar é promover o novo e aí não tem nada com aprovação nem reprovação porque os dois são cobrados a partir de uma posição hierárquica de superioridade e dominação. Sendo o professor possuidor desses saberes não era para ter posicionamentos negativos na relação com os estudantes, mas sim refletir sobre ordenamentos partidos da Secretaria que precisem ser questionados para que depois não mantenham clichês nos dizeres que tais políticos, juízes, advogados, médicos, enfermeiras, garis, lenhadores, atores, pedreiros e padeiros passaram por suas mãos.















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