Arquivo para a categoria 'Rostidade'

TORTURADORES NORTE-AMERICANOS NÃO USAM SÓ HEAVY METAL PARA TORTURAR, MAS TAMBÉM MÚSICAS DO PROGRAMA INFANTIL VILA SÉSAMO

Segundo antigas informações de 2008, divulgadas pela imprensa norte-americana, os militares torturadores norte-americanos usam, em sua sessões de tortura contra presos no Iraque e Afeganistão, músicas do heavy metal de bandas como Metálica e AC/DC, como “playlist” imposto pelo exército.

Mas, não é só o heavy metal que é usado pelos torturadores. Eles também usam as músicas do programa educativo infantil, Vila Sésamo, que surgiu nos Estados Unidos, em 1969, e que no Brasil   foi apresentado na década de 70 e 2007. Assim, não é somente o som pesado, como se identifica o metal, mas também as musicas ditas leves que são usadas nas sessões de torturas.

A rede de TV Al Jazeera, que fez a revelação através de um documentário que mostra as torturas na base militar norte-americana em Guantánamo, em Cuba, entrevistou o compositor das músicas do programa Vila Sésamo, Christopher Cerf, e ele se mostrou aterrorizado ao saber como seu trabalho estava sendo usado.

“Minha primeira reação foi: isso não pode ser verdade”, exclamou Christopher Cerf.

POLICIAIS MILITARES SÃO SUSPEITOS DE ASSASSINATOS DURANTE A PARALISAÇÃO NA BAHIA

A paralisação dos policiais militares na Bahia reivindicando melhoria salarial teve, além dos fatos já conhecidos como a forte ostentação agressiva dos mesmos com exibição de armas, tiros e seqüestro de viaturas, um elemento que chamou a atenção das autoridades baianas. O número de homicídios durante os dias de paralisação. Foram 180 homicídios, sendo 111 na região metropolitana e 69 nos outros municípios

Com a quantidade de homicídios, o mês de fevereiro quebrou a média diária de homicídios que era antes da paralisação de 6,7. O mês de fevereiro com maior número de homicídios foi em 2010, com 172. Daí que as autoridades do governo da Bahia levantam suspeitas de há fortes indícios de que houve participação de policiais em partes desses assassinatos. Nos 180 homicídios, 45 são atribuídos a policiais militares ou ex-policiais.

Alguns crimes segundo o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Arthur Gallas, relacionados à segurança de comerciantes feita por policiais e que são difíceis de investigação, porque os integrantes da PM dão pouca colaboração.

“Os suspeitos de envolver policiais são característicos desses grupos que fazem segurança clandestina em áreas populares, a pedido de comerciantes. Em todos esses casos, as vítimas são jovens, negras, usuárias de drogas, sem residência fixa, com histórico de furtos e roubos na região em que circulavam. Pessoas que prejudicam os negócios dos comerciantes.

As corporações têm conhecimento de muitos casos, mas eles são abafados pela própria cultura dos militares”, disse Gallas.

No meio desses assassinatos o que chamou a atenção das autoridades baianas foram as possíveis autorias de policiais que participavam da manifestação nesses assassinatos com “a intenção de causar comoção na sociedade para pressionar o governo”.

“Ainda não temos elementos para atribuir os homicídios ao comando da greve, mas há fortes indícios, em alguns casos, da intenção de causar comoção na sociedade para pressionar o governo.

O que notamos foi um crescimento dos índices de criminalidade dentro da proporcionalidade (territorial) que era observada antes da greve, então temos de ter cuidado de avaliar o que foi, de fato, resultante da paralisação.

O que é certo é que, com a greve, tivemos um campo mais fértil para a criminalidade. As apurações vão ser feitas e é claro que vamos instaurar os inquéritos,” afirmou o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa.      

SECRETÁRIO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO SOCIAL É AGREDIDO PELA POLÍCIA DE ALCKMIN EM PINHEIRINHOS

Paulo Maldos, secretário nacional de articulação social, com larga experiência em movimentos populares, foi designado pela Secretaria-Geral da República para dialogar com a comunidade que vivia em Pinheirinhos e o governo do estado de São Paulo para resolver o impasse na reintegração de posse. Ao chegar, no local, às 8 horas de domingo, ao saber da presença de policiais fortemente armados no local, foi dialogar com o comandante da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo, presente ali por ordem do governador, mas não foi atendido.

Impossibilitado em sua missão, Maldos, recuou e foi conversar com os moradores que pacificamente observavam os movimentos dos policiais. De repente, para o desespero dos moradores, os policiais começaram a atirar com balas de borracha e lançar bombas de gás lacrimogêneo. Foi então, que pela primeira vez, Maldos, sentiu o impacto de balas em seu corpo.

“A comunidade de Pinheirinhos foi agredida de forma brutal. Fui ver as perspectivas para construir um programa habitacional para aquela comunidade. Fui passar o dia para conversar sobre a possibilidade de verticalização, construção de prédios.

Ouvi os gritos dos policiais dizendo para eu voltar. Peguei um cartão da Presidência da República, mas recebi armas apontadas para mim.

Estavam todos perplexos com aquela situação. Quando estava de costas, recebi tiros dados pela Tropa de Choque, que me atingiram na perna. Tenho militância há algumas décadas e é pela primeira vez que sou agredido dessa forma. Atiraram também contra a Polícia Rodoviária Federal.

Houve uma agressão ao pacto federativo. Tínhamos esse dois acordos, que para mim eram incompatível com aquela realidade de presença militar ostensiva”, afirmou Maldos.

Havia uma decisão da Justiça Federal suspendendo a reintegração de posse, um acordo entre os governos federal, estadual e municipal de 15 dias de trégua para criar proposta aos moradores, tudo isso o governador de São Paulo, Geraldo Alck,im, rasgou em nome da violência contra famílias desarmadas e indefesas em todos os sentidos urbanos.

O governador Alckmin, com sua polícia, proporcionou ao mundo civilizado, atos que afirmam a vida real do nazismo-estatal, digno do cinema do cinegrafista grego Costa Gravas.

A PAZ CRISTÃ DOS ESTADOS UNIDOS E DAS POTÊNCIAS EUROPEIAS NAS PESSOAS DE SEU PRESIDENTE OBAMA E A OTAN

Assistam o curta “Mentira Tem Pernas Curtas e Cassetetes Longos” e as imagens, antes e depois, da família Khaleda, ser bombardeada pelos mísseis da paz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).  A destruição da Líbia que para Obama e a OTAN foi um sucesso para a democracia e a segurança dos povos. 

http://www.khaleda.org/brochure.pdf

RAPAZ É TIDO COMO HOMOSSEXUAL POR GRUPO NAZISTA E É AGREDIDO

Mais um caso comum de agressão contra pessoas homossexuais, ou tidas por homofóbicos homossexuais, ocorreu ontem, dia 4, na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro.

Um rapaz, que voltava do 5º DP, no centro do Rio, onde fora declarar que havia perdido seus documentos, ao caminhar por uma rua encontrou um grupo de homens – nazistas em razão de suas posições – que gritavam contra pessoas que passavam e as agrediam com impropérios. O rapaz, atraído pelos gritos e a confusão, olhou para saber o que estava ocorrendo no momento em que o grupo o percebeu.

Não deu outra: o grupo nazista, acreditando trata-se de um homossexual, foi em sua direção e o agrediu com um pedaço de madeira. O rapaz com ferimentos no rosto, ligou para a delegacia narrando o que havia lhe ocorrido.

Foi então, que o delegado Alcides Alves Pereira, aconselhou a procurar um atendimento médico contra os ferimentos.

“Ele disse está machucado e eu o orientei a procurar atendimento médico antes de voltar para registrar a ocorrência”, disse o delgado do 5° DP.

PREMIÊ DA NORUEGA DIZ QUE EUROPA VAI MUDAR DEPOIS DO ATENTADO, MAS SEU PAÍS CONTINUARÁ PREGANDO A DEMOCRACIA

Um assassinato em massa de civis, concretizado por outro civil, não é o mesmo que o assassinato em massa executado por um país intervencionista, como os Estados Unidos, em alguma coalizão, junto com a própria Noruega em ação chamada por eles de guerra.

Na chamada guerra, se posta como motivo dos assassinatos as discordâncias das posições dos países dominadores sobre os vitimados. O que parece diminuir a culpa e a cobrança dos que não aceitam essas estratégias de dominação. Agora, o ato do civil tem outra interpretação tanto dos elementos internos e externos. São irmãos, conterrâneos, vivendo no mesmo solo como os mesmos valores, consideram. É aí que a observação leva para uma análise mais detalhada da prática política do sistema vigente nesse país. A Noruega é uma democracia, e atualmente governada pelo partido Trabalhista, um dos motivos apresentados pelo assassino do ataque.

O primeiro-ministro Jens Stoltenberg diz que o governo não pode ter o país protegido 100% do terrorismo. É verdade. Mas o que leva um homem se armar em um país democrata, e matar 76 pessoas? Seria só a patologia mental em si mesma, ou entendimento dos recursos usados pelos Estados imperiais e os grupos terroristas, e que como modelo servem para um só indivíduo delirar como justiceiro?

O assassino Anders Breivik recorreu ao modelo que ele encontrou à sua frente para cometer o assassinato em massa. Para ele, não serviram as prédicas cristãs como meio de aproximação aos seus irmãos. A prédica alteridade/solidária. Nele a força terrorista de todas às formas que vivenciou cotidianamente foram mais fortes do que as abstrações religiosas. O terror é situado em tempo e espaço. As abstrações religiosas são inatingíveis, são diáfanas, deslocadas, não servem como apoio ao concreto. No caso em questão, só para balizar o fato, eliminando a culpa.

O primeiro-ministro diz que a Europa vai mudar depois do atentado e que a Noruega vai continuar defendendo os valores democráticos e abertura. Isso é bom, mas a Noruega deve também pensar a sua democracia como práxis interna e como práxis externa. Isso ajuda a perceber a ação dos valores democráticos sobre a sociedade, e tornar mais visível seus inimigos. Porque o terrorismo tem sua marca de igualdade tanto por grupos fundamentalistas como por grupos amparados pelo poder econômico e as designações estatais. O terrorismo é um modelo de alcançar por via da violência os objetivos tanto ideais como matérias de quem faz seu uso.

RAIO EM CEU AZUL? ATIRADOR DE OSLO MILITOU POR 7 ANOS NO PARTIDO NORUEGUÊS DE EXTREMA-DIREITA, 2ª FORÇA DO PAÍS

A primeira reação da chamada grande imprensa diante dos atentados de dimensões catastróficas ocorridos em Oslo, em que morreram cerca de 90  pessoas, foi relacionar sua autoria a grupos terroristas islâmicos. O ‘New Yok Times’ chegou a divulgar um texto atribuído a um desses grupos,  que confirmava a autoria dos massacres. A informação foi rapidamente replicada em todo o mundo, sem qualquer investigação empírica, como algo dotado de uma lógica  autoexplicativa. Era falso. Tudo isso aconteceu antes que o próprio governo norueguês fornecesse uma pista para elucidar as motivações dos atentados. Quando se pronunciou, foi para advertir  que as maiores suspeitas recaíam sobre Anders Behring Breivik,  jovem branco, alto, louro, de olhos verdes e de classe média, islamofóbico, que  militou durante sete anos (1999/2006) no Partido do Progresso, uma legenda norueguesa de extrema direita, nacionalista e xenófoba. Segunda força do país, com 29% dos votos e 41 cadeiras no Parlamento, o PP é uma espécie de emulação nórdica do Tea Party norte-americano e a única legenda da Noruega que em plena crise mundial defende o corte de impostos e de gastos governamentais. Nisso se identifica com a ala bushiniana do Partido Repúblicano dos EUA e congêneres nativos. O enredo não fazia sentido. Na pauta esfericamente blindada da narrativa dominante  quase não há espaço para interações entre crise econômica,  extrema direita e violência terrorista. É bom ir se acostumando. O estreitamento do horizonte social produzido por interesses financeiros que levaram o mundo a uma espiral ascendente de incerteza, desemprego e volatilidade gera impulsos mórbidos que a extrema direita historicamente instrumentalizou. Vide as duas guerras mundiais do século 20. Uma precipitação da mídia em circunstancias como essa envolve o risco, nada desprezível, de desencadear represálias violentas contra comunidades etnicas e religiosas em diferentes pontos do planeta. É inevitável lembrar que a manipulação do medo e do ódio nos EUA, através de mídias como a Fox News, de Rupert  Murdoch, após o repulsivo atentado de 11 de Setembro, pavimentou o caminho de uma guerra desordenada em busca de ‘armas de destruição em massa’, de resto nunca encontradas. Sobretudo em situações extremas, a pluralidade da informação de alcance isonômico mostra-se uma salvaguarda indispensável da democracia contra a manipulação do medo e da dor pelo império do preconceito e da intolerancia.
 
*(Carta Maior; Domingo, 24/07/ 2011)
 

TROPAS DA OTAN MATAM CRIANÇAS E DEPOIS PEDEM DESCULPAS

As tropas militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), formadas por militares de vários países europeus, encontram-se no Afeganistão desde a invasão comandada pelo ditador norte-americano, presidente Bush, cujos objetivos são se vingar dos ataques às duas Torres Gêmeas no 11 de setembro provocados pelos terroristas comandados por Bin Laden, e proteger a população afegã contras as investidas dos inimigos internos da democracia. O vetusto discurso para validar as invasões norte-americanas nos países que considera uma ameaça para si, ou uma possibilidade de faturamento econômico, como ocorre, por exemplo, no Iraque.

Domingo, essas tropas militares da OTAN, no afã de proteger os civis contra os inimigos da democracia bombardearam 14 civis, sendo 12 crianças e dois adultos. E soe ocorrer em situações como essas, os comandantes responsáveis pelo terror correram para pedir desculpas. Uma preocupação que deve ser entendida por dois planos. Um como uma falha dos militares membros da OTAN, que se ufanam de perfeitos nas técnicas bélicas, e outro como um ato inútil, pois as desculpas jamais ressuscitarão as crianças e os adultos assassinados em nome da paz que só os pacifistas bélicos entendem e praticam.

Levantes populares: do Oriente Médio ao Meio Oeste

Há apenas algumas semanas, a solidariedade entre jovens egípcios e policiais do Wisconsin, ou entre trabalhadores líbios e funcionários públicos de Ohio, seria algo inacreditável. O levante popular na Tunísia foi provocado pelo suicídio de um jovem chamado Mohamed Bouazizi, universitário de 26 anos de idade, que não encontrava trabalho em sua profissão.Nos conflitos que vemos hoje em Wisconsin e Ohio há um pano de fundo semelhante. A “Grande Recessão” de 2008, segundo o economista Dean Baker, ingressou em seu trigésimo mês sem sinais de melhora. O artigo é de Amy Goodman.

Amy Goodman – Democracy Now

Cerca de 80 mil pessoas marcharam no sábado passado ao Capitólio do estado de Wisconsin, em Madison, como parte de uma crescente onda de protesto contra a tentativa do flamante governador republicano Scott Walker, não só de acossar os sindicatos dos servidores públicos, mas de desarticulá-los. O levante popular de Madison ocorre imediatamente em seguida aos que vêm ocorrendo no Oriente Médio. Um estudante universitário veterano da guerra do Iraque, levava um cartaz que dizia “Fui ao Iraque e voltei a minha casa no Egito?”. Outro dizia: “Walker, o Mubarak do Meio Oeste”.

Do mesmo modo, em Madison, circulou uma foto de um jovem em uma manifestação no Cairo com um cartaz que dizia: “Egito apoia os trabalhadores de Wisconsin: o mesmo mundo, a mesma dor”. Enquanto isso, em uma tentativa de derrubar o eterno ditador Muammar Kadafi, os líbios seguem desafiando a violenta ofensiva do governo, ao mesmo tempo que mais de 10 mil pessoas marcharam terça-feira em Columbus, Ohio, para se opor à tentativa do governador republicano John Kasich de dar um golpe de estado legislativo contra os sindicatos.

Há apenas algumas semanas, a solidariedade entre jovens egípcios e policiais do Wisconsin, ou entre trabalhadores líbios e funcionários públicos de Ohio, seria algo inacreditável.

O levante popular na Tunísia foi provocado pelo suicídio de um jovem chamado Mohamed Bouazizi, universitário de 26 anos de idade, que não encontrava trabalho em sua profissão. Enquanto vendida frutas e verduras no mercado, em repetidas oportunidades foi vítima de maus tratos por parte das autoridades tunisianas que acabaram confiscando sua balança. Completamente frustrado, ele ateou-se fogo, o que acabou incendiando os protestos que se converteram em uma onda revolucionária no Oriente Médio e Norte da África. Durante décadas, o povo da região viveu sob ditaduras – muitas das quais recebem ajuda militar dos EUA -, sofreu violações dos direitos humanos, além de ter baixa renda, enfrentar altas taxas de desemprego e não ter praticamente nenhuma liberdade de expressão. Tudo isso enquanto as elites acumulavam fortunas.

Nos conflitos que vemos hoje em Wisconsin e Ohio há um pano de fundo semelhante. A “Grande Recessão” de 2008, segundo o economista Dean Baker, ingressou em seu trigésimo mês sem sinais de melhora. Em um documento recente, Baker diz que devido à crise financeira “muitos políticos argumentam que é necessário reduzir de forma drástica as generosas aposentadorias do setor público e, se possível, não cumprir com as obrigações de pensões já assumidas. Grande parte do déficit no sistema de aposentadorias se deve à queda da bolsa de valores nos anos 2007-2009”.

Em outras palavras, os mascates de Wall Street que vendiam as complexas ações respaldadas por hipotecas que provocaram o colapso financeiro foram os responsáveis pelo déficit nas pensões. O jornalista vencedor do prêmio Pulitzer, David Cay Johnston disse recentemente: “O funcionário público médio de Wisconsin ganha 24.500 dólares por ano. Não se trata de uma grande aposentadoria; 15% do dinheiro destinado a esta aposentadoria anualmente é o que se paga a Wall Street para administrá-lo. É realmente uma porcentagem muito alta para pagar Wall Street por administrar o dinheiro”.

Então, enquanto a banca financeira fica com uma enorme porcentagem dos fundos de aposentadoria, os trabalhadores são demonizadas e pede-se a eles que façam sacrifícios. Os que provocaram o problema, em troca, logo obtiveram resgates generosos, agora recebem altíssimos salários e bonificações e não estão sendo responsabilizados. Se rastreamos a origem do dinheiro, vemos que a campanha de Walker foi financiada pelos tristemente célebres irmãos Koch, grandes patrocinadores das organizações que formam o movimento conservador tea party. Além disso, doaram um milhão de dólares para a Associação de Governadores Republicanos, que concedeu um apoio significativo à campanha de Walker. Então, por acaso resulta surpreendente que Walker apoie às empresas ao outorgar-lhes isenções se impostos e que tenha lançado uma grande campanha contra os servidores do setor público sindicalizado?

Um dos sindicatos que Walter e Kasich têm na mira, em Ohio, é a Federação Estadunidense de Empregados Estatais de Condados e Municípios (AFSCME, na sigla em inglês). O sindicato foi fundado em 1932, em meio à Grande Depressão, em Madison. Tem 1,6 milhões de filiados, entre os quais há enfermeiros, servidores penitenciários, seguranças, técnicos de emergências médicas e trabalhadores da saúde. Vale a pena lembrar, neste mês da História Negra, que a luta dos trabalhadores da saúde do prédio n° 1733 de AFSCME fez com que o Dr. Martin Luther King Jr. Fosse a Memphis, Tennessee, em abril de 1968. Como me disse o reverendo Jesse Jackson quando marchava com os estudantes e seus professores sindicalizados, em Madison, na semana passada: “O último ato do Dr. King na terra, sua viagem a Memphis, Tennessee, foi pelo direito dos trabalhadores negociarem convênios coletivos de trabalho e o direito ao desconto da quota sindical de seu salário. Não é possível beneficiar os ricos enquanto se deixa os pobres sem nada”.

Os trabalhadores do Egito, formando uma coalizão extraordinária com os jovens, tiveram um papel decisivo na derrubada do regime deste país. Nas ruas de Madison, sob a cúpula do Capitólio, está se produzindo outra mostra de solidariedade. Os trabalhadores de Wisconsin fizeram concessões em seus salários e aposentadorias, mas não renunciaram ao direito a negociar convênios coletivos de trabalho. Neste momento seria inteligente que Walker negociasse. Não é uma boa época para os tiranos.

Amy Goodman – Democracy Now

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Blog Carta Maior

GOVERNO DE BAHREIN USA REPRESSÃO VIOLENTA PARA INIBIR PROTESTOS

O que seria o terceiro dia de protestos contra o governo de Bahrein realizado pelo povo, que exige mudanças e reformas, como criação de empregos, construção de casas populares, libertação de prisioneiros políticos, além da criação de um Parlamento mais popularmente representativo, já que o país é governado pela família real de minoria sunita, se transformou em pesadelo para milhares de pessoas que se encontravam concentradas na Praça Pearl (Pérola) Square, no centro de Manama.

Centenas de tanques de guerra e milhares de soldados tomaram conta da praça e de outras ruas da cidade, atirando bombas de gás lacrimogêneo e batendo de bastão nos manifestantes que se encontravam dormindo. A repressão violenta caiu sobre crianças, mulheres e homens de todas as idades que se encontravam na Praça em concentração para iniciar mais um dia de protesto.

Diante do saldo de quatro mortos e centenas de feridos, os militares afirmaram que controlaram “as partes-chave da cidade”, e todas as formas de protestos estavam proibidas. A manifestação que vinha sendo realizada de maneira pacífica foi condenada em vários países que viram no ato repressor uma ação desnecessária.

Havia centenas de mulheres e crianças acampadas aqui. As pessoas dormiam em barracas. Agora há uma densa névoa de gás lacrimogêneo e essas pessoas podem estar presas aqui, inalando esse gás”, analisou Ibrahim Sherif, membro do partido secular Waad.

Bahrein é um dos aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, lá está instalada uma Base da Quinta Frota Naval dos Estados Unidos, daí que o governo Obama não estava vendo com bons olhos as manifestações populares que vinham ocorrendo, embora tenha afirmado que o governo de Bahrein devesse agir com moderação e respeitasse os “direitos universais de seus cidadãos”.

Na verdade, os Estados Unidos vêm se preocupando muito com a onda de manifestações populares que estão a exigir reformas profundas nos países muçulmanos no norte da África e no Oriente Médio, onde ele tem ingerência. O governo Obama teme que ocorra nesses países o que ocorreu na Tunísia e no Egito.

POLÍCIA DE SÃO PAULO VIOLENTA ESTUDANTES

A polícia militar de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana, como já é comum quando ocorre em manifestações por melhorias profissionais ou reivindicações populares, fizeram uso de cassetetes, bomba de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra estudantes que ontem, dia 17, protestavam contra o aumento da passagem de ônibus que no último dia 5 passou de R$ 2,70 pata R$ 3.

Explicando o motivo da truculência policial, o capitão da Polícia Militar Amarildo Garcia afirmou que a ação foi necessária para restabelecer a ordem na frente da prefeitura, já que os estudantes quebraram a ordem.

Houve a quebra da ordem. Eles incitaram contra a Polícia Militar, quebraram o alambrado, quiseram invadir a prefeitura. Jogaram rojão e pedra contra a prefeitura”, ajuizou o policial.

Durante a violência, um estudante teve o nariz quebrado por policias no momento em que foi imobilizado e que os policiais lhe aplicavam vários chutes. Para justificar a ação violenta, o capitão Garcia afirmou que o rapaz havia ferido três policiais com uma bandeira.

Mas não foram só os estudantes que sentiram o peso da pressão policial. Dois vereadores do Partido dos Trabalhadores (PT), Antonio Donato e José Américo, também foram vitimados pela fúria da polícia.

Fui tentar impedir a loucura da polícia. Atirar contra jovens desarmados é um absurdo”, protestou o vereador Donato.

Os estudantes, mesmo com toda a repressão, afirmam continuar durante toda noite em vigília na frente da prefeitura. De acordo com Nina Cappello, uma das dirigentes do Movimento Passe Livre, a manifestação visa pressionar a prefeitura a negociar um valor menor para a passagem.

OAB DE PERNAMBUCO SE POSICIONA CONTRA POLICIAIS MILITARES QUE OBRIGARAM PRESOS SE BEIJAREM

A violência contra os direitos humanos provocada por policiais militares de Pernambuco, que obrigaram dois presos a se beijarem, gravada, inclusive pelos próprios policiais, propagou-se com grande rapidez pela internet, precipuamente no Youtube.

O ato dos policiais foi tão aviltante para os internautas que chegou ao pique de acessos. Mas, para o bem da consciência e dignidade brasileira, a maioria das opiniões dos que acessaram foi contrária ao abuso de poder perpetrado pelos inconstitucionais agentes públicos.

O vídeo mostra os policiais, na força de suas prepotências, com os presos impotentes diante das fardas, das armas e da indiferença com os princípios públicos de polícia, obrigando que eles se beijem na boca por repetidas vezes, além de um dos policias cometer o crime de racismo, chamando-os de macacos.

Diante do fato constrangedor para a maioria da sociedade brasileira, que não apoia abuso de poder cometido por policiais que violentam os princípios institucionais que regem o órgão público. É bom lembrar que o estado de Pernambuco, que tem uma população cultural e intelectual racionalmente esclarecida e atuante, tem como governador Eduardo Campos – o mais votado no Brasil nas últimas eleições –, um homem de esquerda que luta pela defesa dos direitos humanos.

Daí que a posição do secretário da Defesa Civil, Wilson Damázio, ao ver o vídeo e depois afirmar que o que viu é “bastante constrangedor”, e por isso vai identificar os policiais envolvidos, investigá-los e, comprovado o crime, poderão receber penas de prisão domiciliar ou demissão do serviço público. Se realizada, mostrará que o governador Eduardo Campos tem propósito racional de não tolerar a violência contra os direitos humanos, tão disseminada no Brasil, como afirmam os relatórios das entidades nacionais e internacionais que trabalham com esse tema.

Foi assim que, diante desse quadro, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Pernambuco (OAB/PE), através de seu presidente, Henrique Mariano, se posicionou contrária ao ato dos policiais militares, afirmando que é um ato estimulado pela certeza da impunidade, posto que a violência aplicada aos presos não tem nenhuma relação com o crime cometidos por ele.

Está claro que é apenas um abuso de autoridade baseado na certeza da impunidade”, afirmou Mariano.

As cenas filmadas pelos próprios policiais com seus celulares mostra a afinidade com as violências cometidas por soldados americanos que filmaram suas próprias violências contra prisioneiros no Iraque e que correu o mundo. O que confirma que a necessidade de causar dor no outro é universal. Nisso, a preocupação dos organismos dos diretos humanos se encontrar em ação em todo o mundo.

Mas há um signo que chama atenção nesse ato dos policiais militares obrigarem os presos a se beijarem, e na boca. O signo do beijo. O que representa o beijo para eles? Será que eles acreditaram que os dois presos tinham o mesmo sentido do beijo que eles, policiais, e se sentiriam humilhados aos se beijarem, pois sabiam que quem soubesse iria tachá-los de homossexuais, visto beijo entre dois homens, para os policiais, é ato gay, portanto imoral, repugnante e forma de castigo? Se for dessa forma entendido, é lógico se tratar de posição homofóbica.

Nesse seguimento, saltam algumas questões da ordem libertária, cultural e teosófica. Como agiriam estes policiais se pegassem o livre Maradona beijando um de seus amigos? E se fossem a um país europeu onde o beijo, culturalmente, entre os homens é comum (ao contrário do Brasil, onde alguns policias afirmam que a tortura é cultural) e não carrega nenhum signo moral de castração, mas, pelo contrário, afirma a consciência de alguém que não tem dificuldade de lidar com sua sexualidade? E se soubessem, teosoficamente, que Cristo, que não tinha qualquer relação com a opressão e nenhum medo dos tiranos, também beijava seus discípulos, como agiriam?

Um fato é real. Se encontrassem tanto ato explícito do beijar entre os homens, eles não tomariam o beijo como uma forma de castigo, já que o único objetivo do castigo é punir, assim como quem pune é ao agente moral. Mesmo que seja um castigo injusto, como afirma o filósofo Nietzsche.

O SHOW DA CONSCIÊNCIA COAGULADO DA DIREITA NA CPIM

Consciência coagulada é um enunciado do filósofo Sartre para significar o homem dos subterfúgios. Aquele que faz uso constante das fugas como forma de contornar a existência. O homem de má-fé: o que se esconde nas transcendências para não enfrentar o mundo. A insuportável conseqüência, jamais princípio. O cabotino, o covarde, o burguês. O sujeito dos projetos existenciais malogrados,

CONSCIÊNCIA ANDRÉ EDUARDO

Foi esta consciência coagulada da direita que se mostrou (sempre se mostra) nos depoimentos do assessor do senador Álvaro Dias, e do funcionário da Casa Civil, José Aparecido. O depoente da direita, André Eduardo, perdido na impossibilidade de recorrer à má-fé, a fuga através dos subterfúgios, que estavam muito bem limitados, nos presenteou com o buraco negro da significância lingüística, expressando seu estado mental e sua realidade sensorial na rostidade da semiótica dominante. O muro branco da inscrição paranóica do sistema capitalístico com sua moral molar. O que não dá para esconder em razão da pulsação ecolálica: a repetição cruel dos regimes de signos imobilizados. A rostidade como subjetivação da dor se mostrava com maior contágio quando ele tentava garatujar um sorriso no canto da boca. A exibição da dolorosa vertigem. Plasticidade reveladora que eliminava a necessidade de ouvir as palavras usadas como argumentos de sua defesa. Triste sofrimento quando se quer ser verdade e se mostra o contrário.

CONSCIÊNCIA ÁLVARO DIAS

Na platéia, seu chefe, senador Álvaro Dias, também sujeito da consciência coagulada, ricocheteava na rostidade buraco negro, tentando inutilmente escapar, recorrendo à má-fé com a transcendência: “Temos que investigar o substantivo: quem fez o dossiê, e a mando de quem”. Negação do tempo e espaço com sua expressão e conteúdo como ato dos depoimentos. A dor do projeto malogrado: nenhum homem pode fugir de seu acontecimento. O acontecimento do senador Dias é sua escolha de ter entregue os dados oficiais para a revista Veja. Tudo que agora tenta deslocar da investigação que lhe envolve. Como nenhum homem pode dissipar o real ao recorrer à lógica da inobservância, o senador era só sofrimento. Um homem abatido, procurando a todo custo se mostrar seguro e convicto de sua posição. Mas tudo só malogro. Suas vãs tentativas ricocheteavam em suas próprias palavras transcendentes de sua má-fé: suas viscosas fugas. Nada de escapar do destino que ele mesmo traçou pata si, mandando às favas o decoro parlamentar. Agora, ecoa em seus ouvidos, pois sua razão há muito foi abandonada, o enunciado de Sartre: “Todo homem é responsável por sua escolha”.

CONSCIÊNCIA AGRIPINO MAIA

Tentando re-esculpir a auto-imagem que imaginou para si de um democrata, fragmentada depois que a ministra Dilma Roussef revelou ao Brasil sua genética política concebida na demagogia dos coronéis de barranco, que lhe permitiu durante décadas gozar dos privilégios matérias que este tipo de trono concede, o senador líder do PFL, Agripino Maia, fisgado em sua consciência coagulada, afirmou está vendo um desfile de mentiras. E que o que a sociedade brasileira (dele) queria saber, não ia ser revelado: quem fez o ‘dossiê’, e amando de quem. Como sabia que ali isso não seria revelado, ia depositar sua esperança na investigação da Polícia Federal. Visível subterfúgio para não assumir o erro de tentar confundir a democracia com intriga. Como diria o senador Cristovam Buarque, sem pauta para o Brasil, seu Agripino envereda pela única senda que sabe viajar: a intriga. O que ele chama de fiscalização e cobrança do governo Lula. Está longe o tempo, talvez jamais chegue, em que a imagem que o senador zelava como real para poder trocar com possíveis brasileiros incautos, seja restaurada par poder ser exibida como seu maravilhoso fator democrático.

CONSCIÊNCIA ARTHUR NETO

Muro branco, cujas inscrições significantes ecoam em impulsivos clichês vazadores da voz, fala clonada da consciência coagulada da burguesia, o senador Arthur Neto baixou suas defesas afetivas e mostrou a inscrição rostidade de um sujeito aprisionado no imponderável. Dada sua compulsiva performance simulante, exibiu o rosto-inscrição: nada a fazer. Não há como pela má-fé recorrer a uma transcendência para eliminar o real do momento que jamais queria. Agora, estava ali, como joguete à mercê dos acasos e a das certezas de seus inimigos. Mesmo assim, recorreu às suas cartas-blefes, inseparáveis. A acusação engendrada por sua consciência coagulada onipotente: Dilma é a culpada! O ‘dossiê’ foi feito por sua ordem. Confundindo sua prática intrigante com democracia, tirou de si mesmo, sem perceber, uma depreciação contra o governo Lula: “A que nível chegou a democracia do Brasil”. Enfurecido em sua paraindignação, o maior indignado dos indignados, afirmou ter acabado seu respeito com o senador Tião Viana senador que suprimiu uma hora do dia acreano, determinando o único estado do Brasil a ter 23 horas , pelo mesmo haver lhe dito que André Eduardo entregara uma cópia do tal ‘dossiê’ a seu assessor. Encurralado e manietado como uma insuportável conseqüência, andava, gesticulava, pedia palavra, mas tudo era imponderável para si naquele recinto: muitas vaidades, desesperos e medos.

A direita, em sua consciência coagulada, blefou em inventar CPI, agora desliza em seu próprio visgo existencial.


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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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