Archive for the 'Racismo' Category

O DEPUTADO HEINZE (PP/RS) DISCRIMINOU NEGROS, ÍNDIOS E HOMOSSEXUAIS, AGORA A FRENTE PARLAMENTAR QUER SUA PUNIÇÃO

O Discurso Racista e Homofóbico de Heinze.

“Hoje os invasores de terra têm os direitos e as pessoas de bem não têm direito nenhum. Em Sananduva, no Rio Grande do Sul, tem um pequeno produtor que foi expulso de sua terra e os índios estão certos? Essa gente presta?

Estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta está alinhado ali, e eles têm a direção e o comando do governo”, discursou o deputado  racista e homofóbico, Luiz Carlos Heinze.

O discurso do deputado ocorreu no mês de novembro do ano passado, passou a ter repercussão agora. Seu discurso, além de ter o objetivo de amealhar eleitores reacionários, procurava atingir o Gilberto Carvalho, ministro Secretário-Geral da Presidência da República. Também o deputado Alceu Moreira (PMDB/RG), entrou na roda de discriminação, e juntos, os deputados, estimularam os proprietários rurais a se rebelarem contra os índios e os quilombolas. Além de acusarem o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) de ser o “orquestrador” da posição que os índios tomam na defesa de suas terras, acusaram-no de estar a serviço de organismos internacionais contra o agronegócio.

Agora, que as posições discriminatórias de Heinze chegaram a público, ele iniciou um desmentido com significado hilário. Entretanto, a deputada Érica Kokay (PT/DF), presidenta da Frente Parlamentar dos Direitos Humanos, não riu da piada sem graça de Heinze e afirmou que suas declarações ferem o decoro parlamentar. Por isso, ela vai entrara na Corregedoria com pedido contra o homofóbico racista por quebra de decoro parlamentar.

“Ele incitou a violência e desqualificou gays, quilombolas e indígenas. É inadmissível que nós possamos encarar que isso é natural”, disse a deputada.

“OS NEGROS NO TRABALHO”, BOLETIM DIVULGADO PELO DIEESE, MOSTRA QUE ELES CONTINUAM INFERIORES NO SALÁRIO E POSIÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO

http://mancheteatual.com.br/sites/default/files/62d2713fa522f4828af5396685b60d1f.jpg

Pesquisa feita pelo Dieese junto com a Fundação Seade e o Ministério do Trabalho que foi divulgada mostra dados que já são do conhecimento público: os negros são muito discriminados na questão do trabalho, como por exemplo, salário. Sua maior participação no mercado do trabalho não lhe garante igualdade com os que não são negros, assim como o fator escolaridade não influi para que eles ocupem postos hierárquicos melhores. Nas regiões metropolitanas eles representam 48,2%, mas seu salário é 36,1% inferior aos que não são negros.

A pesquisa estudou as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, São Pulo e Salvador.

“De fato, o acesso dos negros à universidade e à qualificação é menor. No entanto, quando aumentam o grau de escolaridade, individualmente tem uma melhora de renda, mas não suficiente para reduzir desigualdade, porque apesar de melhor remuneração ela continua menor se comparada com a dos não negros.

Os negros, em todas as estruturas produtivas, estão em ocupação de menos prestígio. E mesmo quando têm maior escolaridade, estão em níveis mais precarizados. Os dados são uma comprovação de que existe um papel grande da discriminação racial no mercado de trabalho. A despeito do aumento da escolaridade, o negro vai se manter na ocupação que exige menos escolaridade. Porque é aquele emprego que é oferecido a ele, que destinado a ele.

O mercado teve melhora como um todo, isso é fruto do desempenho econômico, do crescimento, da melhoria de condições gerais. A população negra em alguma medida se beneficiou, aumentou sua ocupação, mas a desigualdade de inserção se mantém.

A política de cotas teve impactos positivos, pois cria mais oportunidade e ela a escolaridade da população negra, mas não é único elemento para acabar com a desigualdade no mercado de trabalho.

O movimento sindical tem iniciado esse debate, tem aparecido bastante nas negociações coletivas, para que esse tema seja debatido no espaço da empresa. Preconceito racial é subjetivo às vezes, embora tenha um reflexo objetivo no mercado. É importante incluir todos no debate, para ir aos poucos saindo do esquecimento, dessa capa de que há igualdade no mercado”, analisou Adriana Marcolino, socióloga do Dieese.

DIA INTERNACIONAL DE LUTA PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL É COMEMORADO COM A IMPLEMENTAÇÃO DO DISK RACISMO

Hoje se comemora em todo o mundo o Dia de luta pela eliminação da desigualdade racial, e o Brasil começou as atividades deste dia ontem, com o lançamento do serviço Disk Racismo que será uma ferramenta social pela proteção dos direitos das populações negra, indígena, quilombola, cigana e ribeirinha, e de zelo e manutenção das religiões de matrizes africanas.

Concebido pela Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal (Sepir/DF) o serviço além de fazer todo processo de acompanhamento da denúnicia oferecerá assitência gratuita de psicólogos e advogados. Para o secretário da Sepir, Viridiano Custódio Negrito, “os negros e pardos correspondem a 54% da população do DF. Com a iniciativa, o Distrito Federal se torna a primeira unidade da federação livre do racismo”.

A razão de se comemorar esta data se deve ao Massacre de Shaperville, onde 20 mil negros protestaram, na África do Sul, contra Lei do Passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, além de especificar os locais permitidos para circulação. Essa manifestação terminou com a morte de 69 pessoas e 186 feridos pelo exército. Este marco na luta contra a discriminação mostrou a importância de políticas publicas que não permitam diversas manifestações racistas e compostas de microfacismos no cotidiano de qualquer cidadão.

Segundo a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do governo federal, Luiza Bairros “a existência do Disque Racismo é uma afirmação do GDF para a população negra do DF de que nós temos direitos nessa sociedade e nós temos e podemos fazer valer esses direitos”.

Diversos orgãos públicos e movimentos sociais se manifestaram sobre o lançamento e este dia de luta como a conselheira do CFP responsável pelo tema, Marilda Castela que afirmou ser“ importante que a Psicologia admita o racismo e tome isso como tema transversal em suas ações, independente de onde as (os) psicólogas (os) estiverem atuando”.

O atendimento pelo telefone 156 opção 7, vai funcionar diariamente, das 7h às 19h. Em outros horários, a denúncia poderá ser feita pelo e-mail ouvidoriaracial.sepirdf@gmail.com. A vítima vai receber orientações para registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia com uma testemunha.

GOVERNO LANÇA PLANO NACIONAL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) através da Ministra Luiza Bairros lançou na tarde de ontem  no Ministério da Justiça em Brasília o 1 Plano de desenvolvimento sustentável para comunidades de matriz africana.

Segundo o ministério  o documento reúne políticas voltadas para a garantia de direitos, proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil e o enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão produtiva .

Ainda existe diversas barreiras culturais no Brasil quanto o respeito e aceitação das produções negras no Brasil. Além disso os direitos e participação dos negros na sociedade são constantemente suprimidas pela presença do modelo brancoeuropeu que nos foi e continua sendo imposto. Por isto para a Ministra o plano “resulta do reconhecimento por parte do governo federal, da necessidade de articular as iniciativas e os esforços dos diversos ministérios e órgãos para garantir direitos, efetivar a cidadania e combater o racismo e a discriminação que incidem sobre os povos e comunidades tradicionais de matriz africana no Brasil.”

Estiveram presentes no lançamento artistas, ativistas negros, representantes dos cultos afrobrasileiros, membros da sociedade civil, personalidades políticas e sociais. O plano  em sua constituição “é um instrumento de planejamento e implementação das ações prioritárias para esse segmento populacional, construído com base no Plano Plurianual, PPA 2012-2015”.

DAS NEGRAS CONSCIÊNCIAS BRASILEIRAS

Dia da Consciência Negra para as todas consciências brasileiras. Hoje, o dia em que se comemora e se reflete sobre a existência negra no país e sua importante produção para o que chamamos cultura brasileira. Afinal estes brasileiros que há tempos para cá vieram trabalhar se miscigenaram não apenas na cor da pele que resultou nos mulatos, mamelucos chamados de mestiços mas em sua então de suas formas de cultivos (cultura) e composições com os corpos aqui já existentes, muitas vezes estes corpos de opressão de uma cultura alienigena que se queria dominante, soberana e que busca alijar-se que qualquer forma de miscigenação ou contato que estava presente em seu delírio. Estes valores colonialistas que se pautam pelo racismo e pela irracionalidade e ainda hoje estão presente nas atitudes cotidianas.

Os negros por sua vez vem lutando e não “acreditou na besteira” discriminatória do branco como versou Itamar. Há em todo país foruns de discussão, comunidades quilombola, grupos de rap e hip-hop, pontos de cultura, terreiros (seja estes de umbanda, candomblé, tambor de mina, tambor de crioula, fundo de quintal onde sempre rolou os pagodes, ou qualquer outra forma de expressão), projetos culturais nas escolas, que vem produz formas de ser e pensar culturalmente negras e brasileiras, fazendo com que haja a educação das novas gerações extingua as consciências medievais do racismo e o etnocídio.

NOVEMBRO DE NOVAS CONSCIÊNCIAS

Como a cada dia somos uma nova pessoa (tanto cronobiologicamente quanto na psicologia dos afectos), novas consciências e formas de relação constituem aquilo que chamamos de real ou realidade. Portanto nosso país também está em constante transformação de seus cidadãos, de seus valores e consciências. Este dia 20 de novembro, é mais do que uma homenagem, ou um dia, uma semana ou um mês de luta. É um espaço temporal que faz parte da transformação intempestiva dos valores sociais que tem também em seu discursos a prática do racismo colonialista e escravocata.

Em um país onde mais da metade da população é negra ou mestiça, ainda temos uma televisão, rádio e outros meios de comunicação onde a programação não é educativa, transformadora e é repleta de preconceitos de todos os tipos. Estudos como de Joel Zito Araújo mostra como o negro é retratado na programação e principalmente nas telenovelas, principalmente da Rede Globo, somente expõe as concepções retrogradas da casa grande.

Devemos sim exigir que os meios de comunicação concessionados tragam uma programação de qualidade para todos os brasileiros e que seja fruto de nossa cultura feito pelos vários movimentos que vão além das três raças tristes que Belchior cantava em seu rock em parceria com Levi-Strauss. Além disso a busca pelo respeito e livre produções da cultura negra e mestiça deve ser buscado em todas relações.

DA NEGRA CULTURA BRASILEIRA

E a cultura que os brasileiros, negros, brancos, índios, mestiços produziram como o jongo, a congada, o lundu, o samba, a umbanda, a capoeira, a feijoada, a ‘marvada’ cachaça, e fizeram aparecer diversos pensadores brasileiros que não deixaram ser abalados pela estrutura linha dura do colonialismo, criaram suas produções que aumentaram a potência do povo brasileiro e abalaram a estrutura da casa grande como o jogador Paulo César Caju, os geografos Milton Santos e Josué de Castro, o teatrologo e criador do Teatro Experimental do Negro Abdias do Nascimento, músicos como Chiquinha Gonzaga, Gilberto Gil, Robson Miguel, Monarco, Ivone Lara, Clementina de Jesus, B’Negão, Candeia, Roberto Ribeiro, Itamar Assumpção, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Tony Tornado, Tim Maia, Gerson King Combo, Criolo, Gog e tantos outros, o fotografo Mário Cravo Neto, os cineastas Zózimo Bulbul, Joel Zito Araújo, pensadores como Muniz Sodré, Celso Prudente e tantos outros negros e brancos que independente de qualquer dosagem de melanina mostraram sua negri-ati-tude na diluição destes discursos e valores retrógrados.

Abaixo deixamos o curta O Xadrez das Cores que discute o racismo latente e iminente nas atitudes diárias de cada um, e os modos de transformação progressiva destes.

PROFESSORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ É ACUSADA DE PRÁTICA DE RACISMO

Seguindo a mesma linha dura fascista do deputado homofóbico Jair Bolsonauro, a professora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Lígia Regina Klein, usou a sala de aula para projetar seus conflitos raciais em duas alunas negras. Eliane Regina Graciano e Kely Cristina Cunha, estudantes do segundo ano de Pedagogia.

“Vocês, só fazendo lanchinho. Duas macaquinhas comendo banana. Eu também gosto de banana. Em doces e bolos”, observou a educastradora racista.

Ainda não satisfeita com a expressão de seus conflitos raciais, a educastradora, Lígia Kein, aproveitou o momento em que constatou que as estudantes não haviam levado um texto que ela pedira, e voltou a mostrar sua tara racial.

“Esqueceu de trazer o texto, mas a bananinha não esqueceu, né”, julgou a infeliz educastradora que se passa como educadora na universidade que ainda encontra-se em greve por melhores salários.

Diante do claro sinal de racismo praticado pela educastradora, o Ministério Público (MP) formulou denúncia de racismo na Universidade Federal do Paraná que foi recebida pelo juiz Mauro Bley Pereira Junior, da 3ª Vara Criminal de Curitiba. Baseada em inquérito policial, a denuncia só foi protocolada no 17 de julho. Segundo a promotora Marilú Shnaider Paraná de Souza, em tese, a professora cometeu crime previsto no Artigo 140 do Código Penal, que trata de injúria racial, cuja pena prevista é reclusão de um ano a três anos, com multa.

“Analisando a denúncia e os documentos juntados, observam-se indícios da alegada injúria na utilização de elementos referentes à raça e cor, e da autoria delituosa da acusada, pelo que recebo a denúncia”, diz trecho de despacho assinado no dia 30 de julho pelo juiz Mauro Pereira Junior.

Segundo André Nunes da Sillva, advogado das estudantes que sofreram a discriminação, houve por parte de professores corporativismo para as duas não denunciassem. Além de tentativas de desqualificação da denúncia.

“Houve pressões corporativas dentro da universidade para que as alunas não registrasse o caso na delegacia de polícia. Não é por acaso que o intervalo entre o fato e o boletim de ocorrência é de 20 dias.

Tentaram colocar panos quentes, desqualificando a denúncia e dizendo que a repercussão do caso afetaria a universidade. Em um segundo momento, iremos ingressar com uma outra ação contra a UFPR por causa desse constrangimento”, analisou o advogado.

A professora para se defender durante seu depoimento na delegacia, usou um argumento dizendo que ela chamara as duas estudantes de “macaquinhas” motivada por “uma lembrança afetiva da infância” quando seu irmão lhe chamava de “macaquinha”, porque gostava de comer bananas.

Entre gostar de comer bananas e ser chamada de macaquinha, onde o nome macaco é usado como forma de depreciação contra os negros, há um gritante antropomorfismo. Uma lógica desproporcional ao conceito de educadora, que julga a discriminadora.

JURISTAS QUE ELABORAM O NOVO CÓDIGO PENAL AFIRMAM QUE RACISMO E TRABALHO ESCRAVO PODEM VIR A SER CRIMES HEDIONDOS

Em reunião realizada ontem, dia 11, a comissão de juristas responsáveis pela elaboração do novo Código Penal, afirmou que os crimes de racismo e exploração o do trabalho escravo podem vir a ser tratados como crimes hediondos. Junto com esses crimes, também podem ser incluidos os crimes de financiamento do tráfico e os crimes contra a humanidade.

Até o dia 25 de junho a comissão de juristas vai copilar todas as sugestões em um anteprojeto que será usado como base para votação no Congresso do novo Código Penal. Nas sugestões a comissão estabeleceu penas mais duras para os crimes violentos e mais penas mais brandas para os crimes de menor ofensividade. Por exemplo, a pena para o chamado encontrão, onde o assaltante pega a carteira da pessoa que ele deu o encontro, a pena pode ser mais leve. Já a invasão de residência passa a ser um crime mais grave. Outro ponto que a comissão tornou mais pesada a pena, é o referente aos maus-tratos em pessoas.

“Diversas figuras de descarcerização foram pensadas, o que se chama hoje de justiça restaurativa. Se a pessoa reparou o dano integralmente, ela obterá a extinção da punibilidade.

Já havíamos feito isso em relação aos animais. O ser humano é um animal também, não faria o menor sentido que a pena dos maus-tratos do ser humano fosse inferior, e não será mais”, disse Luiz Carlos Gonçalves, relator da comissão, e procurador da República.

Entidades realizam marcha contra o racismo em SP

Entidades convocam marcha para este sábado (11), às 14 horas, com saída marcada na praça do metrô Santa Cecília, no centro de São Paulo. Para organizadores da manifestação, racismo, higienização sócio-racial e criminalização da pobreza são algumas marcas da administração do Estado e da cidade de São Paulo. Ações recentes da Polícia Militar mostrariam ligação entre esses temas.

Fábio Nassif

Racismo, higienização sócio-racial e criminalização da pobreza. Essas são algumas marcas da administração do Estado e da cidade de São Paulo, na opinião de diversas entidades que realizarão uma marcha neste sábado (11), às 14 horas, que será iniciada na Praça do metrô Santa Cecília, no centro da capital.

Ações recentes da Polícia Militar mostram a ligação entre os dois temas. São majoritariamente negros os desalojados na Favela do Moinho e no Pinheirinho, os expulsos da Cracolândia e os executados pela polícia paulista por “resistência seguida de morte”.

No manifesto de convocatória do ato, são citados os casos de Ester Elisa da Silva Cesário, obrigada a alisar o cabelo para permanecer com seu emprego; Michel Silveira, preso injustamente por dois meses (apesar das provas evidentes de inocência), e Nicolas Barretos, agredido pela PM dentro da USP.

“O racismo brasileiro é isso: assassinato direto e indireto, maus tratos, falta de políticas públicas, desleixo, naturalização da desgraça, criminalização da pobreza”, afirma o texto. Douglas Belchior, da Uneafro (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora), afirma que o racismo é o pano de fundo de várias ações do Estado.

“De um lado está o poder, a arma, a força repressiva e do outro lado está o povo pobre na sua esmagadora maioria composta por negros”, disse Belchior. Perguntado se ele enxerga um aumento de casos de racismo no último período, o professor de história se indigna com fatos que não param de acontecer, mas diz que “a diferença é que isso tem sido mais explorado, pois nosso povo tem gritado mais. As pessoas têm ficado menos calada diante da discriminação racial. Isso pra nós é positivo”.

O Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra, que organiza a marcha, pretende ainda realizar uma aula pública, apresentação de grupos culturais e outras atividades na quinta-feira (9), em frente ao Teatro Municipal, como forma de convocação para a marcha.

*Carta Maior

VÍDEO MOSTRA POLICIAL MILITAR AGREDINDO ESTUDANTE NO CAMPUS DA USP

A agressão policial ocorreu no momento em que uma equipe da Polícia Militar entrou na sede do Diretório Central dos Estudantes para desalojá-los por ordem da atual administração da Reitoria que diz pretender reformar.

No auge da discussão entre os estudantes e um policial que comandava a equipe para desalojá-los, um estudante disse que a policia deveria ter uma ordem legal para realizar ação, o que, segundo ele, o policial não tinha.

De repente, o policial perde o controle e ao ouvir outro estudante protestar, se dirige a ele perguntando se ele era estudante, ao que rapaz respondeu que sim. O policial pede que ele se identifique com a carteira, e o rapaz responde dizendo que tem é sua palavra. Então o policial destrambelho e foi para cima do rapaz, esmurrando, chegando a lhe ameaçar com o revolver. Uma demonstração de despreparo de um funcionário público cuja função é realizar a segurança da sociedade.

Entrevistado pelo Blog Outro Brasil o estudante agredido Nicolas Menezes Barreto, músico e aluno do curso de Ciências da Natureza, na Escola de Artes, Ciências e Humanidade (EACH/USP), afirmou que foi escolhido para ser agredido por ser negro e ser o único lá, com dread – cabelo rastafári.

“Eu era o único negro lá, com dread. Sem dúvida foi racismo. Ele foi falar comigo porque pensou que eu não era um estudante, e sim um traficante, algo assim. Tanto que se surpreendeu quando viu que eu era estudante.

 O cara estava virado no capeta, não sei o que aconteceu. Tem de pagar as contas também, né. Mas não aceito.

Quando eu falo no vídeo, com o punho de mão fechado, estava dizendo que nós estávamos cuidando do espaço e que não precisamos da reforma da Reitoria. Ele não entendeu isso e veio pra cima de mim.

Tentei me defender para não tomar um tapa na cara, ou um tiro na barriga, pois ele me apontou a arama”, disse Nicolas.

Para o comandante da PM na zona oeste da capital paulista, o sargento Andre Luiz Ferreira, o tresloucado agressor, teve um comportamento que pode ser classificado como “destempero emocional”.

De acordo com o comandante da PM o sargento agressor foi afastado de suas funções temporariamente.

Ver o vídeo para desdobrar análise do que é segurança pública.

ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL COMPLETA 1 ANO CIENTE DE SUA IMPORTÂNCIA

Hoje, dia 20 de julho, o Estatuto da Igualdade Racial completa 1 ano de sua criação, contando alguns ganhos, algumas perspectivas, mas ciente de sua importância. O projeto de lei que deu origem ao estatuto de autoria do senador Paulo Paim (PT/RG), e que foi sancionado pelo presidente Lula como Lei 12.288/2010, antes de ser promulgado, tramitou por quase uma década pelo Congresso, tal sua importância demonstrada pelos obstáculos que teve que superar.

Mas o estatuto ainda não se encontra em total funcionamento. Alguns artigos considerados polêmicos foram extraídos, e o Executivo, através da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), analisará os pontos da lei para que sejam desdobrados em leis específicas para facilitar sua aplicação.

O senador Paim, embora lamente que a regulamentação desses pontos ainda não tenha ocorrido, mesmo passado 1 ano da sanção da Lei, ele considera que houve um avanço na aplicação dos direitos das pessoas que sofrem discriminação.

Quando você aprova um estatuto em 2010 para combater o preconceito significa que a sociedade e o Congresso brasileiro reconhecem que o preconceito é forte no Brasil.

O texto é uma compilação do que há de melhor em matéria de legislação e aponta caminhos para se quebrar e combater preconceito”, analisou Paim.

NO ENTENDER DA MINISTRA DA IGUALDADE RACIAL, BOLSONARO PRATICOU CRIME DE RACISMO

Não podemos confundir liberdade de expressão com a possibilidade de cometer um crime. O racismo é crime previsto na Constituição. Qualquer caso de discriminação deve ser repudiado.

Cada setor do Estado e da sociedade deve assumir o seu papel de combate ao racismo. Nós devemos deixar para que a Câmara Federal encaminhe esse caso e tome decisões contra o deputado dentro das instâncias do Legislativo. O crime tem que ser punido e tem que ser combatido em qualquer lugar, principalmente se ele é cometido em um espaço como o Parlamento brasileiro.

Nós não devemos ficar assustados com esse tipo de declaração, e é isso que o movimento negro tem denunciado nas últimas décadas. O que deixa a sociedade indignada é ela ter partido de um deputado federal.

Espera-se que o Legislativo tenha capacidade de tomar a decisão mais coerente com o que tem sido discutido pelos movimentos negros e LGBT”, afirmou a ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial.

O DEPUTADO RACISTA JAIR BOLSONARO PODERÁ SER INVESTIGADO PELA CORREGEDORIA DA CÂMARA

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados recebeu ontem, dia 29, uma representação assinada por 20 parlamentares do P-SOL, PDT e PC do B, pedindo que a corregedoria da Casa investigue o deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) por ter feito comentários racistas ao responder pergunta feita no programa CQC, apresentado na noite de segunda-feira, dia 28, pela cantora e apresentadora Preta Gil. Preta Gil é filha do cantor, compositor e ex-ministro da Cultura do governo Lula, Gilberto Gil.

O deputado comentarista racista poderá também perder seu cargo na Comissão dos Direitos Humanos e Memória da Câmara Federal se seu partido atender ao pedido feito pelos parlamentares, incluso na representação. De acordo com a análise da deputada do PC do B, Manuela D’Ávila, um parlamentar que não defende os direitos humanos não pode ser membro de uma comissão que tem como objetivo esse ideal.

O deputado Bolsonaro é conhecido nos meios políticos e parte da sociedade como um alguém que defende as posições retrógradas que caracterizam os amantes da opressão. É contra os direitos humanos, consequentemente contra a criação da Comissão Nacional da Verdade, contra a liberdade dos homossexuais, a favor da repressão policial como forma de combater a violência, a favor da tortura, e agora se mostrou em público o que já se suspeitava: um racista.

No programa, depois de afirmar que se pegasse seu filho fumando maconha, o torturaria, e se posicionar contra a cota para os negros, ao ser indagado o que faria se seu filho se apaixonasse por uma negra, como um alguém profundamente interditado pela moral castradora patriarcal/burguesa/cristã, respondeu o que todos ‘alguéns’ similares respondem.

Ô Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu.”

Qualquer estudante iniciante de psiquiatria sabe que ao ler os enunciados de Bolsonaro encontra-se diante de um alguém com a mente controlada pelas mais terríveis forças de acusação, eis porque ele faz questão de mostrar o controle que tem sobre seus filhos, porque trata-se do pavor de se descontrolar e aí permitir que as forças paranoides rompam e um outro alguém se manifeste indefeso. O que os estudos psiquiátricos encontraram nas mentes dos nazistas e dos ditadores. Seres acuados, em estados entrópicos, onde a identificação com a opressão é a sublimação do medo da vida. Medo da liberdade. Em linguagem psiquiátrica elementar, consciência tanática, amante da morte. Todo tirano é o pretendente-imagem da sentença de seu juiz. Seu opressor-moral.

CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO PARA A IGUALDADE RACIAL É LANÇADA PELO GOVERNO FEDERAL

Aproveitando as comemorações do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o governo federal, através da Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou uma campanha de conscientização para a igualdade racial no Brasil, que vai fazer também parte das ações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

De acordo com ministra Luiza Bairros, da Seppir, a campanha é para fazer com que a sociedade repense a questão das diferenças raciais. “O objetivo é promover a igualdade. Isso não é uma ação exclusiva do movimento negro e não é uma responsabilidade apenas do Estado brasileiro. É uma preocupação coletiva”, asseverou a ministra.

A campanha também, segundo a ministra, servirá para tentar diminuir os números de homicídios praticados contra os negros, principalmente jovens. “Todo o nosso esforço será tendo em vista a redução desses índices. Essas mortes violentas que acontecem na população negra, em especial na juventude, não são questões de âmbito exclusivo da segurança pública, mas de cunho social”, afirmou Luiza.

Ainda na cerimônia de lançamento da campanha, foi entregue para as escolas municipais e estaduais de educação o Selo Educação para Igualdade Racial, em comemoração à implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, que obteve um grande êxito.

RACISTAS AMEAÇAM A ESCOLA DE SAMBA DE TUCURUVI (SP) POR APRESENTAR SAMBA ENREDO HOMENAGEANDO OS NORDESTINOS

Sabe-se que a posição discriminatória de alguns indivíduos, grupos e entidades contra os nordestinos em São Paulo já vem de longos anos. As causas dessa posição paranoica/nazista são várias. Todavia, nesses últimos oito anos uma causa trouxe à visibilidade dessa posição preconceituosa, segregadora e separatista: a eleição do presidente Lula. Um nordestino que em nenhum momento nega sua origem regional. Pelo contrário, sempre deixa amostra, sem jamais, como presidente ou como um cidadão comum, fazer desse exercício regionalista, uma diferenciação em relação às outras regiões. A política administrativa de seu governo está limpidamente direcionada para todas as regiões do Brasil.

Mas os indivíduos capturados pela força da tirania que degenera a vida não podem conceber essa realidade, visto que se encontram aprisionados em seus próprios mundos tanáticos, onde as forças imóveis são as que lhes servem de impulso para suas reações. Mundos que lhes fixaram no mais baixo grau de inteligência. No gênero da percepção do ter ouvido, o que forma o preconceito. O estado do sujeito/sujeitado para quem o mundo é um pré-juízo; não um exame racional, mas tão somente o prolongamento da opinião que herdou de outros sem passar pelo exame racional. A base da subjetividade nazista.

Essa reação nazista contra os nordestinos que está ocorrendo em São Paulo, no momento, por força da coincidência ou não, recrudesceu exatamente nessas eleições de 2010, para a Presidência da República quando a candidata Dilma Vana Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, disputou o cargo presidencial contra o candidato da ultra-direita, José Serra, do partido PSDB, partido com 16 anos no poder Executivo do Estado de São Paulo.

Os comentários difamatórios que serviram de armas antidemocráticas contra a candidata Dilma Vana Rousseff não se resumiram apenas nela, se estenderam até o presidente Lula. Mesmo até após as eleições que deram a candidata Dilma a Presidência da República. Exemplo, foi a mensagem divulgada no Twitter da estudante de direito Maiara, que sentenciava: “Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado”.

Agora, dando continuidade à tara nazista, os segregadores e separatistas atacam a Escola de Samba Acadêmicos de Tucuruvi, cujo samba enredo é uma homenagem aos nordestinos que, com seus trabalhos, ajudam São Paulo crescer, ameaçando-a com e-mails claramente psicopáticos. Como sempre ocorre nestes casos, onde a covardia prevalece, já que a coragem e a prudência são princípios dos sábios, os e-mails não são assinados. Mas com a denúncia feita pela direção da escola, à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), foi instalado um inquérito para que tudo seja apurado.

Foram oito e-mails recebidos pela escola. Todos com mensagens com o mesmo teor nazista. “Eu, como paulistano, tenho nojo dessa escola de samba e seu samba enredo. Assim como vários paulistas e paulistanos, repudio esse enredo nojento e absurdo. Querem exaltar o Nordeste, desfilem por lá.”

Como a polícia já se encontra investigando o caso racista, e estamos vivendo uma quadra duplamente de alegria, as festas de fim de ano e a posse da primeira presidente do Brasil, é preciso ficar atento a essa reação nazista e denunciá-la, mas sem perder a alegria. Para isso nada melhor do que cantar o samba enredo da Escola de Samba Acadêmicos de Tucuruvi. Vamos nessa que Momo quer festa.

Oxente, o que seria da gente sem essa gente? São Paulo: a capital do Nordeste”

Sou cabra da peste, vim lá do Nordeste
São Paulo é minha capital
Levando alegria, eu vou por aí
Eu sou valente, sou Tucuruvi
.
Vou embarcar nessa aventura
Em busca de um lugar ao sol
Trago no peito desafio e esperança
Na bagagem a lembrança,
sonho ou realidade.
Vou construindo ilusão,
erguendo os pilares da cidade,
deixando marcas da minha tradição:
Ao som do tambor, a fé em louvor, religião
“Oxente” festeira, acende a fogueira, é São João
.
Vem, vem provar
O sabor que vem de lá
Esse gosto, esse tempero
é de fato brasileiro.
Da sanfona um acorde tocou forte o coração
Olha o povo dançando pra lá,
arrastando a sandália pra cá,
o forró ta danado de bom
Um sorriso é a moldura do meu traço cultural
Quando a gente se encontra, a mistura é natural.
Carrego na alma a bravura
e o orgulho de ser quem eu sou
Vai meu samba, vai! reconheça o meu valor!

Para ouvir o samba, clique no caminho abaixo:

http://www.academicosdotucuruvi.com.br/sambaenredo.html

UMA GENEALOGIA E ESCAMOTEAÇÕES DO RACISMO NO BRASIL

Aqui no Brasil o problema do racismo é mais social.” O enunciado foi proclamado em 1979 advindo nada menos do que da verve do Rei do Futebol e remete a uma ideologia americanizada.

Los brasileños dirão: “Lá vem sacanear Pelé esses cabeludos da Afin, esses fãs de Maradona, aquele cheirador.” Está claro que existe um preconceito de estratificação social senão não existiria um adjetivo nefasto como “pobretão”. Sim, e também há o de localização geográfica, como o dos amazonenses contra os paraenses, dos paulistas contra os nordestinos. Há o preconceito devido à diferença de crença religiosa, que analisaremos com profundidade em outro texto. Há ainda o preconceito que opera na ordem da sexualidade, entre várias outras formas de manifestação do estatuto da intolerância.

Todas as formas de preconceito operam a partir da fantasia, do irracional, do fascismo, em suma, a partir do “mais baixo grau de entendimento”, como diria Spinoza. Esses são os pontos molares que ligam as diversas formas de discriminação.

Mas há também pontos de distinção entre essas diversas formas de segregação. Sem nos ater a cada uma delas, distingamos na prática em que consiste o racismo. Tomemos o jogo ocorrido anteontem em que a Itália empatou em 1 a 1 com a Romênia, quando os italianos passaram a xingar com enunciados racistas o jogador Mario Balotelli. Não é a primeira vez que Balotelli sofre este tipo de ataque nazista. Pelo mundo, e mesmo no Brasil, onde os jogadores negros são em sua maioria, isso é um problema recorrente.

Acontece que nunca se viu algum fanático torcedor xingar um jogador chamando-o, por exemplo, de “branquelo”, enquanto há infindáveis exemplos de termos e expressões ofensivas contra jogadores negros. Ou seja, se um torcedor for xingar um jogador branco, fará de uma forma localizada e particular e não de uma forma universal e totalitária. É nisso que se constitui o racismo, ele ataca toda uma raça em todos os tempos e lugares. No Brasil há outras formas, mormente aos casos ligados à xenofobia, mas nada se compara ao racismo contra os negros.

Tomamos aqui o futebol para uma demonstração de como se preenche o abominável imaginário do racismo, assim como tomaremos para análise outros temas e áreas ligadas a questões em torno do Dia da Consciência Negra. Este dia, assim como toda a Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece “História e Cultura Afro-Brasileira” nas escolas, se faz fundamental na medida que o racismo é provavelmente a prática mais violenta arraigada historicamente no Brasil. Para tornar o racismo mais pernicioso ainda, há formas de escamoteação veiculadas às vezes até por cidadãos negros desavisados.

Muitos sociólogos e filósofos já estudaram essa questão, como a engajada literata Heloisa Buarque de Hollanda, que aponta essa forma “americanizada” que diria não haver racismo para um negro bem-sucedido. Ora, um negro conhecido mundialmente, que tira suas “casquinhas” com uma modelo loirinha e de olhos azuis que, após uma temporada como atriz pornô, viria a tornar-se a “Rainha dos Baixinhos”, só poderia oferecer o tri-campeonato mundial da seleção brasileira para as “criancinhas do Brasil”, enquanto entidades de Direitos Humanos pediam que ele o oferecesse aos negros e pobres. O enunciado proferido por Pelé não se esconde: “Não há racismo no Brasil” é sua verdadeira face. Dessa forma, não há racismo no Brasil e em lugar nenhum. Pelé pode até ser o Rei do Futebol, mas nas escamoteações do racismo não é o único. Outros negros vestiram o anátema da americanização, como o tresloucado Wilson Simonal, de quem se dizia ter sido informante da ditadura, e Toni Tornado, que se tornaria alienado ator globólico.

Em outras áreas, como na política, por exemplo, a situação é ainda pior. Depõem hoje contra essa “americanização do negro” a luta que Obama teve enfrentar para ser eleito. E podemos dizer que os argumentos torpes contra ele, mesmo após sua consolidação nas urnas (isso antes das últimas eleições parlamentares), não advém apenas de sua ineficiente, até então, política econômica.

Balotelli tem razão quando percebe que a questão não é individual. “Eu estava muito decepcionado ontem (quarta-feira) e não quis dizer nada. Sei apenas que não posso fazer nada sozinho. Todos precisam ajudar na luta contra o racismo”, diz ele. Assim é que todos os dias, negros “bem sucedidos” ou “homens simples do povo” lutam contra ofensas que, além de serem calúnias e difamações individuais, estigmatizam toda sua raça, todos os seus irmãos.

No Brasil, em todas as áreas, em toda a sua história, sempre houve resistência de muitos negros que não iam pelo viés americanizado. Para citar um exemplo apenas, desde a juventude até os dias de hoje, Paulo César Caju, craque do Botafogo e da seleção de 1978, sempre disse que os jogadores brasileiros são alienados, indiferentes e não sabem a força que tem.

E as questões da negritude são questões de todas as minorias. Assim, compañeros, Maradona, que, por sua ações, não se deixa estigmatizar pelos apedrejamentos moralistas e sempre salta das quatro linhas para a política e para a vida, está sempre, ao contrário de Pelé, engajado na liberdade e defesa dos direitos da pessoa humana. As outras formas de preconceitos não devem servir como escamoteação do racismo, mas sim para apresentar com mais clareza suas entranhas e criar a possibilidade de fissurá-lo no Brasil e em todo o mundo.

SÓ OS HOMENS BRANCOS ESTÃO CONTENTES COM A REPRESENTATIVIDADE DE MULHERES E NEGROS NAS GRANDES EMPRESAS

Duas constatações da segregação racial e de gênero que perdura no Brasil foram confirmadas hoje pela pesquisa publicada pelo Instituto Ethos/Ibope, conforme foi observado em duas matérias na Rede Brasil Atual: a primeira que “mulheres e negros são barrados na diretoria de grandes empresas” e a segunda que “presidentes de grandes empresas consideram suficiente a presença de negros e mulheres”.

O levantamento voluntário, denominado “Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e Suas Ações Afirmativas”, enviou questionários às 500 maiores empresas segundo ranking do anuário “Melhores e Maiores 2009″, da revista Exame.

De 1.162 diretores, há somente 119 mulheres executivas, o que corresponde a 13,7% do total dos executivos nessas empresas. Para acirrar ainda mais a disparidade, somente 6 mulheres – ou seja, 0,5% dessas mulheres – são negras ou pardas. No caso dos homens negros, apenas 5,3% são executivos nessas grandes empresas.

Segundo as notícias com os links acima, onde se pode colher números mais detalhados, a pesquisa tem como objetivo dar bases às corporações e ao poder público para combater a baixa presença de negros e mulheres nas empresas. “Esses estudos podem aproximar as empresas dos movimentos que estão acontecendo na sociedade. Queremos incentivar a criação de políticas afirmativas”, afirma o presidente do Ethos, Jorge Abrahão.

No entanto, pela posição dos presidentes das empresas, vê-se que não é tarefa fácil. A grande maioria dos presidentes, 85%, vê como normal – para não dizer natural – a representatividade das mulheres e dos negros no cargos executivos e até tentam justificar essa realidade.

Segundo eles, a baixa presença das mulheres e dos negros se dá devido a “falta de qualificação, ausência de interesse e de experiência. As mulheres são preteridas, na visão de 49% dos presidentes, por falta de conhecimento da empresa para lidar com as responsabilidades. Em relação a negros, 61% dos presidentes avalia que falta qualificação profissional”.

O ignominioso preconceito aparece bem ao se saber, pela pesquisa, que “as mulheres têm um número médio de anos de estudo superior ao dos homens (7,4, ante 7, respectivamente) e são maioria entre os brasileiros que atingiram pelo menos 11 anos de estudo”.

Por sua vez, Paulo Itacarambi, diretor-executivo do Instituto Ethos, percebe que “não há disposição para mudanças” e que “falta interesse de ações afirmativas para reverter o quadro (4% e 3% para mulheres e negros, respectivamente)”. “Segundo o estudo, 62% das empresas não têm nenhuma medida de incentivo à presença de mulheres em cargos de direção. Apenas 4% possuem ações nesse sentido planejada. O estímulo à participação dos negros tem um quadro ainda pior: 72% das empresas não tem nenhuma medida, enquanto apenas 3% têm metas específicas.”

Para Jorge Abrahão, “a desigualdade racial existente no universo corporativo resulta de uma questão cultural e da falta de ações afirmativas”. Ele cita o estabelecimento de cotas como uma possibilidade para as empresas irem revertendo esse nefasto quadro que demonstra todo o preconceito racista e machista ainda existente no Brasil, mesmo quando vemos um negro Obama, tornar-se o presidente dos Estados Unidos e, aqui mesmo no Brasil, termos recentemente elegido a primeira presidenta de nossa história.

Só os homens brancos estão contentes com a representatividade de mulheres e negros nas grandes empresas.

ESTUDANTE PAULISTA É PROCESSADA PELA OAB/PE POR RACISMO CONTRA NORDESTINOS

Movida pelo ódio, a estudante de direito Mayara Petruso, depois da derrota de seu candidato, José Serra, usou o microblog Twitter para divulgar palavras de ordens racistas contra os nordestinos, que, segundo a alucinada jovem, foram responsáveis pela eleição de Dilma Vana Rousseff à Presidência da República.

Em sua tara racista, a estudante paulista deu vazão a todo seu ódio tirânico escrevendo no Twitter a frase nazista: “Nordestino não é gente. Façam um favor a SP, matem um nordestino afogado”. Diante da sordidez da jovem racista, os twitteiros reagiram de formas variadas, mas protestando, todos, contra a posição da irracional jovem estudante de direito.

Entendo que se trata de crime de racismo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE), secção estado de Pernambuco, resolveu entrar na Justiça de São Paulo com uma representação criminal contra a estudante.

De acordo com Henrique Mariano, presidente da OAB/PE, Mayara pode responder por crime de racismo com pena de dois a cinco anos de prisão, mais multa. E responder também por crime de incitação pública de prática de ato delituoso com pena de três a seis meses de detenção, ou multa.

É uma atitude lastimável vinda de uma futura profissional que deveria defender a justiça social e os direitos humanos. O fato dela ser estudante de direito só agrava sua situação. Esse comportamento não condiz com um bacharel de direito”, disse Henrique Mariano.

Henrique Mariano ainda falou sobre a abrangência das redes sociais e a área da Justiça em que elas estão submetidas. “As redes sociais hoje têm maior alcance que os meios de comunicação convencionais. Elas atingem o país inteiro e se difundem de forma rápida. Os crimes cometidos nesse meio são de ordem federal”, disse Mariano.

Como a estudante odiosa era estagiária do escritório de advocacia Peixoto e Cury Advogados, os responsáveis se apressaram em divulgar uma nota. “O Peixoto e Cury Advogados confirma que a estudante de Direito Mayara Petruso foi sua estagiária, porém, não faz mais parte dos quadros do escritório. Com muito pesar e indignação, lamenta a infeliz opinião pessoal emitida, em rede social, pela mesma, da qual apenas tomou conhecimento pela mídia e que veemente é contrário, deixando, assim, ao crivo das autoridades competentes as providências cabíveis”.

SANCIONADO POR LULA O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL E A LEI QUE CRIA A UNILAB

Depois de tramitar por mais de sete anos no Congresso Nacional, e ser aprovado pelo Senado no mês passado, foi sancionado pelo presidente Lula o Estatuto da Igualdade Racial, que estabelece garantias de políticas públicas e valorização dos negros.

A sanção do Estatuto da Igualdade Racial, segundo o ministro Eloi Ferreira de Araújo, “coroa o esforço de muitos e muitos anos das comunidades negras do Brasil”. Uma luta que não contou só com os grupos, entidades, quilombolas, expressividades do movimento negro, mas também de outras entidades que estão envolvidas nas reivindicações pela diminuição das discriminações contra as minorias. O acontecimento é um avanço democrático do povo brasileiro irmanado com o presidente Lula.

O documento do Estatuto da Igualdade Racial é constituído de 65 artigos, e, de acordo com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, tem como objetivo a correção de desigualdades históricas referentes às oportunidades e os direitos dos descendentes dos escravos do país.

No ato, o presidente Lula também sancionou a Lei que cria a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira, a UNILAB, cuja localização será no município de Redenção, no maciço de Baturité, a 66 quilômetros de Fortaleza.

Embora a construção do Campus da UNILAB só comece nos meados de 2011, entretanto as atividades acadêmicas iniciarão no começo do ano, provisoriamente, em prédios cedidos pela prefeitura de Redenção.

O objetivo geral da UNILAB é promover atividades de cooperação internacional com os países da África, através de acordos, convênios e programa de cooperação internacional. Como também contribuir na formação acadêmica de estudantes dos países que formam o grupo de parcerias.

AFIRMAÇÃO DAS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS E COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NA CONFERÊNCIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DE IGUALDADE RACIAL

Os líderes das religiões de matriz africana tiveram atuação marcante na 2ª Conferência Nacional de Promoção de Igualdade Racial, encerrada nesse domingo (28). A plenária final referendou uma série de propostas destinadas a garantir o combate à intolerância religiosa.

Os delegados recomendaram o mapeamento cartográfico social dos terreiros de todo o país, a garantia de aposentadoria para religiosos e a responsabilização de emissoras de TV ou rádio pela veiculação de matérias de cunho racista e discriminatório, com multas diárias no caso de práticas de intolerância.
O ministro da Secretaria Especial de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, se comprometeu a formular um plano nacional de combate à intolerância religiosa e a apoiar a criação de um fórum nacional do movimento de religiosos de matriz africana. “Estamos à disposição das entidades para essa luta, que consideramos extremamente legítima”, diz o ministro.
O diretor de projetos e pesquisa da Federação Brasiliense e Entorno de Umbanda e Candomblé, Ribamar Veleda, acredita que a conferência marcará uma novo momento na conscientização da sociedade. “É uma luz que estávamos buscando ao longo de muito anos e que agora começa a se acender. Sabemos que muito tem a ser feito, mas sabemos que o pontapé inicial está sendo dado aqui hoje”.

A comunidade indígena também avalia como positivos os debates e encaminhamentos da 2ª Conferência Nacional de Promoção de Igualdade Racial. A defesa dos territórios indígenas e do processo de regularização foi reforçada na plenária final por representante de outros movimentos, como negros e ciganos. No âmbito institucional, a Seppir se comprometeu a analisar a proposta de criação de uma subsecretaria indígena.

Para a representante do Conselho Nacional das Mulheres Indígenas, Maria Helena Azumezohero, a garantia de espaço para as comunidades na conferência e o diálogo com outros movimentos também são importantes conquistas. “Tivemos a participação aqui de representantes indígenas de todos os estados e, por isso, conseguimos avançar nas nossas propostas. Agora vamos aguardar uma resposta sobre a subsecretaria na Seppir.”

A liderança indígena também levou para aprovação na plenária final recomendações na área de educação, principalmente visando ao cumprimento do Plano Nacional de Educação Indígena e ao aumento da oferta de vagas para índios no ensino superior.

Reproduzido da Agência Brasil.

TÉCNICO DO MILAN DEIXA RASTRO DE RACISMO AO COMPARAR PATO COM BALOTELLI

Existem duas formas politicamente de se compreender o individual e o coletivo no plano das relações políticas: uma intensiva, outra extensiva.

Na forma extensiva, o número: um versus o coletivo. Extensividade num plano da quantidade. Um é menor que dois, dois é menor que dez, mil é menor que um milhão. Assim, é preciso ser sempre mais no plano perceptivo/cognitivo. Agem desta forma as tiranias, ditaduras, formas de governo contrárias à potência ativa da democracia agem e se estabelecem.

Na forma intensiva, desaparecem os referenciais perceptivos/cognitivos: a questão é da ordem da intelecção, das afecções. Não se trata mais do valor numérico, mas do movimento, engendramento de forças imateriais e velocidades, aumento/diminuição das potências de agir. Um regime democrático, um movimento social revolucionário, formas de existir, de comportamento, de sentir que não estão capturadas pelas estratégias de interdição da subjetividade capitalística.

Na Espanha onde predominavam forças reacionárias corporificadas pelo Generalíssimo Franco, por exemplo, havia a personificação do EU da ditadura através do Real Madrid, clube que vencia todas as competições que disputava, e era o baluarte do regime de ultra-direita que matou e violentou todo o país. Contrário à ele, o Barcelona, que nem era tão contrário assim, já que atuava no mesmo plano semiótico (EU x EU), e apenas equilibrava a correlação de forças.

No entanto, ainda no futebol, a torcida do Athletic Bilbao, representante do País Basco, despersonalizava-se, gritava, cantava e falava no dialeto basco, como multidão, sem rosto, dentro do estádio San Mamés. Uma resistência que não podia sequer ser combatida pelo regime franquista. Como lutar com um inimigo que não tem corpo? Como prender e capturar uma força semiótica cultural manifesta em multidão, sem rosto, sem referência? O regime franquista jamais conseguiu eliminar a multidão que cantava em basco nos jogos do Athletic.

Outra ilustração: a Inglaterra conseguiu eliminar os hooligans e implantou um dos mais seguros sistemas de monitoramento de estádios, transformando em menos de dez anos uma combalida liga de futebol no mais bem sucedido empreendimento do futebusiness pós-moderno, que causa calafrios até no todo-poderoso Josef Blatter, que vê o poder da FIFA enfraquecer diante dos oligopólios financeiros que suportam os clubes. Sem brigas, sem feridos, sem mortos. Mas os signos, os enunciados da extrema-direita, da xenofobia, da homofobia, da violência dos torcedores, persiste. Não chegou sequer a se enfraquecer; apenas encontrou outras formas de se manifestar. O que houve não foi uma cura, mas uma operação de assepssia moral e policial.

A XENOFOBIA ITALIANA NO (E PARA ALÉM DOS) GRAMADOS

A resistência espanhola, bem como a operação de ortopedia policial à inglesa não funcionaram no futebol italiano, que perdeu, dos anos 80 e 90 para cá, o status de principal liga nacional européia.

A xenofobia, produto do acirramento das desigualdades sociais de um modo de produção nocivo, naquele país, ultrapassa a questão pontual, e chega aos corredores do alcunhado poder: Berlusconi, ou Berlusca, ou Il Caimano, primeiro-ministro pelo terceiro mandato, traduz tudo o que a direita xenofóbica italiana tem de pior.

No futebol, são comuns os cânticos xenofóbicos, racistas, homofóbicos. As agressões, as violências, a rivalidade fratricida entre o sul pobre e o norte rico se manifestam igualmente nas arquibancadas. Os times grandes, os que disputam o scudetto, são controlados por megacorporações que vêem nele menos uma entidade futebolística que um investimento ou passatempo. Nada a ver com futebol.

Quando é a “torcida” que grita, o que pode fazer um governo, principalmente quando ele próprio é de extrema-direita e dissemina os signos da exclusão? Nada. Pertencem ao mesmo território, carregam os mesmos signos.

Ainda assim, no plano das relações internacionais, é preciso ao menos fazer o jogo do não-jogar, e fingir que combate-se a violência nos estádios. Quando um jogador é hostilizado por uma torcida, pune-se o clube, com multa ou com jogos sem a presença dos torcedores. Mas e quando a xenofobia/racismo vem de um técnico do time do primeiro-ministro?

O técnico do Milan (time que pertence a Berlusconi), Carlo Ancelotti, ao responder a comentários de que o time rossonero não revela jovens talentos, cometeu um equívoco técnico e outro de ordem criminal/discriminatório. Primeiro, citou o avante Alexandre Pato como revelação do clube italiano: os dirigentes e torcedores do Internacional de Porto Alegre discordam veementemente. Ilusão de quem crê ser possível comprar tudo, de reputações ao próprio tempo.

Segundo, e mais grave. Ao comparar o jovem jogador do Milan ao igualmente jovem atacante do Inter de Milão (arquirrivais), Mario Balotelli, filho de ganeses, negro com passaporte italiano, Carlo Ancelotti apelou para uma nem-um-pouco sutil carga racista: “Balotelli? Não. Ele não é nem parecido com o Pato”.

Apenas uma comparação futebolística, diria a imprensa esportiva epistemologicamente reduzida. Racismo nada dissimulado, diria quem consegue fazer ao menos uma conexão sináptica.

Fosse futebol o assunto, Carlo Ancelotti teria usado de outros argumentos, ou não seria técnico de futebol. Não se compara o talento de dois jogadores sob hipótese alguma, principalmente evocando a aparência, como o fez Ancelotti. Trata-se de racismo, chamar a atenção para as diferenças de cor e de etnia.

Ancelotti, com esta atitude, não apenas se iguala ao patrão, mas também ao primeiro-ministro, aos torcedores e à maioria que elegeu Berlusconi como o representante do ódio a si mesmo e ao outro que predomina politicamente na Itália e na maior parte do mundo, bem como à subjetividade intercessora que asfixia o futebol como manifestação livre do homem em coletividade.

Quem se encarregará de puni-lo?


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Efeitos Justos para Suas Causas.
ADVOGADO ARNALDO TRIBUZY - RUA COMENDADOR CLEMENTINO, 379, SALA C (8114-5043 / 3234-6084).

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Frente Blogueira LGBT

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 3,170,781 hits

Páginas

julho 2014
D S T Q Q S S
« jun    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 183 outros seguidores