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PROFESSORES PARTICIPAM DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO ESVAZIADA PELOS DEPUTADOS REACIONÁRIOS

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Se fosse em uma democracia-real, não haveria necessidade de Audiência Pública com professores: os governantes do estado e do município seriam sujeitos traspassados pela potência-política e saberiam de seus deveres e proporcionariam a realização dos direitos da classe. Se fosse pelo menos em uma democracia realisticamente representativa os professores também teriam seus direitos realizados, mesmo tendo que reivindicar. Mas que seria uma reivindicação conduzida por categorias da razão. Entretanto, como se trata de uma democracia-simulada, onde a maioria dos deputados finge ser democrata sem sê-lo, pois se encontra mais preocupada com seus interesses, que estão também ligados aos interesses do Executivo, os professores têm que lutar muito por seus direitos trabalhistas-profissionais garantidos. Luta que quase sempre não resulta profícua por força das tiranias dos governantes.

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Por isso, não é nada surpreendente que em uma audiência pública só compareçam três deputados, José Ricardo, Luiz Castro, opositores do governo reacionário, e Belarmino Lins, ex-Belão, presente pela força do cargo na ocasião: presidente da mesa. Como não é nada surpreendente a ausência da maior parte dos professores. Esses professores não sabem distinguir o que seja trabalho e emprego. Eles não sabem que emprego é o bem social, e que trabalho é a potência antagônica em relação ao capital. Capital quer seja privado ou estatal é marcador de condições sociais do trabalhador. Daí que o trabalhador precisa de emprego, mas com consciência da potência do trabalho. Sujeito de transformação do mundo.

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O certo é que com deputados ou sem deputados os professores presentes apresentaram suas pautas de reivindicação.

– 20% de reajuste salaria.
– Vale transporte e vale alimentação.
– HTP para o município e o estado.
– Plano de saúde.
– Posição das Secretarias de Educação contra as ameaças infringidas por diretores contra professores contratados.

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Das discussões foram extraídas algumas decisões. Os professores determinaram o dia 7 de abril como data para que os governos do estado e município respondam às suas reivindicações. Caso os dois seguimentos político-administrativos não respondam ou respondam contra suas reivindicações eles, no dia 11 de abril, vão se reunir para estudar uma greve geral. É a luta da potência-trabalho contra o capital perversamente distribuído.

LEIA AS 12 LIÇÕES IDEOLÓGICAS DE UM BURGUÊS E VEJA O VÍDEO ONDE, ELE, PROFESSOR DA USP, COMEMORA A DITADURA MILITAR

Eduardo Lobo Botelho Guallazi, professor de Direito da Universidade do Estado de São Paulo (USP) aproveitou aula para ler uma carta-aula de elogio à ditadura civil-militar instalada no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Mas estudantes realizaram uma manifestação protestando contra o ato do professor que agrediu os estudantes.

Para entender melhor a personalidade do professor é preciso ler suas 12 lições apresentada na carta-aula que mostram como ele cultuou seu eu-tirânico.

1 – Aristocratismo. 2- Burguesismo. 3. Capitalismo. 4- Direitismo. 5- Euro-brasilidade. 6-Família. 7- Individualismo. 8- Liberalismo. 9- Música erudita. 10- Panamericanismo. 11- Propriedade privada. 12 – Tradição judaico-cristã.

Veja o vídeo e analise como Eduardo pode ser professor.

 

EM ATO DE PARALISAÇÃO NACIONAL PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE MANAUS PROTESTAM CONTRA A CONDIÇÃO MISERÁVEL DO ENSINO PÚBLICO NA NÃO-CIDADE

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Há anos as pesquisas sobre as condições em que se encontra o ensino público no estado do Amazonas e, mormente, na capital, Manaus, não mudam seus resultados mostrando sempre o estado miserável em que estagnou. O estado e a capital permanecem entre os priores índices de fracassos quanto sua política pública. Não adiantaram os incentivos que o Ministério da Educação promoveu a partir dos governos Lula, e, agora, Dilma, porque o exercício local é lamentável. Os governantes, tanto do estado como do município, nunca foram capazes de estabelecer uma política de ensino que motivasse e transformasse esse quadro desabonador.

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Não é para menos. Além dos governantes não terem qualquer sentido de elevação do homem através da educação, que sempre fica na enunciação condicionante de suas perspectivas pessoais, os cargos de secretários de educação são sempre barganhados. Os secretários são escolhidos de acordo com suas posições de aderência aos interesses dos governos. É por isso que tanto no estado como no município secretários permaneceram anos após anos na função e o ensino público em disfunção. Os governantes acreditam e defendem que o secretário de educação é só para cumprir uma tarefa administrativo-financeira. Usar, às vezes, uma verba irrisória para manter algumas escolas parcamente em suas funções materiais. Uma triste qualidade onde o educando é afastado de sua condição de saber humanizado.

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No caso específico da Secretaria de Educação do Município, o primeiro secretário de educação do governo Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, foi o deputado federal do DEM, Pauderney Avelino, que afirmou que professor gosta mesmo é música brega, cantada pelo finado Regilnaldo Rossi. Contratado para ‘animar’ a festa dos professores, em 15 de outubro do ano de 2012. Pauderney não é transpassado por qualquer signo ontológico da educação-pública. Mas mesmo assim foi indicado pelo prefeito de Manaus que prometeu surrar Lula.

Agora, o ‘novo’ secretário de educação é Humberto Michilles, que já foi deputado. Em reunião na segunda-feira, dia 17, com diretores de escola disse que agora a coisa vai mudar. Todos terão que trabalhar. Diretores e professores têm que trabalhar, quem faltar será punido. A vigilância vai ser rigorosa. E para completar a carraspana, nos diretores que ouviam tudo calados e temerosos, disse que eles estavam no sonho, mas que a partir daquele momento eles passariam a ter pesadelos. Um quadro edipiano/freudiano. Michilles, o pai-castrador e os diretores, os filhos-culpados temerosos.

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Para validar e fortalecer sua posição-opiniática, ele reconheceu que o ensino fundamental das escolas de Manaus encontra-se nos últimos lugares no Brasil, mas que ele ia mudar o quadro nos próximos anos. Tudo dito com arrogância. Uma demonstração ‘sensível’ de seu engajamento educacional. E uma antecipação de que tudo vai ficar como se encontra ou piorar, visto que Michilles, como Pauderney, não têm qualquer corpo constitutivo necessário às ultrapassem do saber. Não é carregado por saberes e dizeres que criam variáveis em corpos imobilizados, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari.

Uma realidade-miserável que impulsionou os profissionais da educação a irem à rua, no Dia Nacional de Paralisação promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Foram mais de dois mil trabalhadores na educação como professores, merendeiras, pedagogos, administradores e outros profissionais da educação. Um número pequeno, mas mostrou que as chamadas autoridades não estão livres para fazerem o que bem querem com o ensino público e a categoria. Categoria que tem muitos trânsfugas que só defendem suas existências privadas e assim se cumpliciam com os inimigos da educação. São professores cujas sensibilidades e inteligências só compõem com a ‘elevação espiritual’ proferida pelo prefeito, o secretário e Reginaldo Rossi.

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Os profissionais da educação exigiram que fosse repassado 10% ao ensino nacionalmente, mais reajuste para categoria estadual de 20%, e auxílio alimentação e auxílio transporte. Sustentado por essas pautas, o professor-filósofo, Edmilson Lima, um militante que conhece os direitos democráticos da categoria, subiu ao carro-tribuna e proferiu um discurso mostrando a condição de desrespeito que hoje a categoria passa. O mesmo fez o professor, Vitor Cunha, que lembrou que até o dia de ontem, 18, a secretaria de educação não havia pago os 60% do Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (IDEB), que os professores têm direito. E completou afirmando que a categoria iria recorrer ao Ministério Público para que o prefeito Arthur Neto, cumpra uma norma do ensino cuja verba é oriunda do governo federal. Já o professor-filósofo-ator, Marcos Ney, explanou com detalhes o que viu e ouviu na reunião-carraspana do secretário Michilles, com os calados diretores de escolas do município. A categoria não gostou nada.

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ADENDO SINTÉTICO DO ATO

Em Manaus mais de dois mil professores participaram do dia nacional de paralisação pela educação há muito tempo paralisada pela SEDUC e SEMED.

A concentração foi na Praça da Polícia às sete horas da manhã com presença da multidão de trabalhadores em educação.  O que mais impressionou tanto os profissionais como os transeuntes.

O itinerário da passeata foi pela Avenida Sete de Setembro e Avenida Eduardo Ribeiro, até chegar à Praça do Congresso.  Mobilização histórica que não ocorria faz muito tempo desde os tristes tempos dos desgovernos de Fernando Henrique, amigo do prefeito Arthur Neto.

O estímulo que levou os profissionais da educação para o ato foi a luta pela valorização dos profissionais da educação e reajuste salarial já; 10% do PIB para a educação; combate ao Assédio Moral feito pelos diretores das escolas e outros .

Outro assunto importante que foi abordado no ato foi a questão do dinheiro do IDEB que a prefeitura de Manaus não repassou aos professores. E o engraçado é que quem levou a culpa foi o gato da música que os professores cantaram: “onde está o dinheiro? O gato comeu e ninguém viu”.

Outra questão chamativa foi a ausência total do SINTEAM, Sindicato dos Professores no Amazonas, dirigido pelo PC do B/AM . Partido do secretário de estado, Eron Bezerra, e da senadora, Vanessa. Sendo que este evento tratou-se de um ato nacional promovido pelo CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) entidade liderada pelo PC do B nacional. O SINTEAM já está fora da luta dos trabalhadores há mais de dez anos. E o pior, sempre ao lado dos governantes (Amazonino, Braga, Omar).

Na verdade a paralisação contou com a organização da luta dos professores: unificação dos pequenos grupos como: ASPROM (Associação dos professores do Amazonas); Associação dos Professores de Luta do Amazonas; Movimento de Oposição; Unificar para Lutar. Mais que já seguem rachados, pois que uns são a favor da retomada do sindicato pelego e outros são a favor da criação de um novo sindicato.

Por outro lado, a SEMED e SEDUC reuniram todos os diretores das escolas para impedir que este movimento cresça utilizando como arma contra os professores o velho assédio moral e perseguição das lideranças do movimento.

Outro fato que ocorreu foi que apesar do ato ter tido a presença de mais de 2000 mil professores sofreu a sabotagem do coronelismo regional da imprensa local que impediu a divulgação do evento para a população.

A paralisação foi programada para três dias com a realização de pequenos atos  na frente das escolas.

7º PRÊMIO PROFESSORES DO BRASIL HOMENAGEIA PROFESSORES ATIVOS E CRIATIVOS

Os professores que atuam criativamente na sala de aula de escolas do ensino público com projetos que auxiliam os educandos no desenvolvimento de suas faculdades humanas para uma melhor participação no mundo, os professores que se destacam por serem ativos e criativos, são premiados pelo Ministério da Educação (MEC). Essa foi à forma que a instituição federal encontrou para reconhecer a vocação, a disposição e o talento desses profissionais da educação.

O propósito do Prêmio Professores do Brasil é valorizar a atuação do professor resgatando sua importância histórica através de sua produção. Para isso, visibilizar na comunidade sua experiência educacional em sua escola que pode ser usada por outros professores e incluída no sistema de ensino.

Verenice Gonçalves de Oliveira, de São João Evangelista, em Minas Gerais, foi uma das vencedoras pela criação do projeto, Vó, Me Conta, que incentiva os educandos do ensino médio a produzirem obras literárias.

“Já estamos na terceira edição do projeto e do livro, que busca reunir as histórias antigas da nossa região, contadas pelos avós através das gerações”, disse a professora ativa e criativa Verenice de Oliveira.

 No momento da entrega dos prêmios, o ministro da Educação Aloísio Mercadante, falou sobre as políticas adotadas pelo MEC para implementação de formas necessárias para a fundamentação da educação. Ele falou sobre a informatização da escola, as creches, a alfabetização na idade considerada certa e expansão da jornada escolar.

“Quinze por cento das crianças brasileiras não são alfabetizadas até os oito anos de idade, e isso é decisivo para formar as habilidades cognitivas e determinante para vida escolar e profissional do aluno. Por isso, hoje temos 94% das crianças de 4 a 5 anos na escola.

A nova geração é toda digital e informatizada, mas essas ferramentas não substituem o professor: ele é o mediador e o líder do processo de aprendizagem. Por isso, estamos começando sempre com o professor”, disse o ministro.

SINDICATOS DOS PROFESSORES AFIRMAM QUE O ANO DE 2013 FOI DE LUTAS E GANHOS

Com mobilização marcada para o dia 4 dezembro, em Brasília, os sindicatos dos professores do Brasil fizeram uma avaliação de suas atuações no ano de 2013, e, segundo eles, o resultado foi de ganhos.

Foram muitas as manifestações realizadas pela categoria em todo o Brasil. As reivindicações foram desde a apresentação de pisos de carreiras e salários até melhores condições da educação no país. Principalmente no ensino público. A categoria que trabalha no ensino público do Rio de Janeiro foi a que mais demonstrou nacionalmente sua luta reivindicatória por salários justos e qualidade eficiente de ensino. Os professores do Rio foram perseguidos, espancados e presos, mas mesmo assim não desanimaram diante da intransigência das ditas autoridades do Estado.

Nos dias 23,24 e 25 de abril, a categoria fez paralização nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), na Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. Aderiram à greve convocada pela confederação professores de 22 estados; Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Os professores do estado do Amazonas não participaram pelos motivos óbvios: alienação profissional ou anemia molar, e sua condição de pelego. O sindicato dos professores dos Amazonas é braço reacionário dos governos que há quase 30 anos imobiliza o estado. Tanto governo estadual ou municipal. 

Fazendo justiça, não foi todo o Amazonas que mostrou seu corpo alienado e inerte. No município de Apuí, muito distante da capital Manaus, talvez por isso não contaminado pelo sindicato submisso – os professores realizaram greve entre os dias 3 e 5 de junho. Suas reivindicações foram por que eles não recebiam o Piso Salarial Nacional do Magistério, que chegou a defasagem de 31%. A greve chegou ao fim com a promessa do governo de pagar 14% de reajuste para os professores e 9% para outros trabalhadores da educação.           

“Foi um ano positivo dentro dos limites colocados para a gente. O salário e o plano de carreira são os dois grandes motes da negociação e temos todo um processo de mobilização que não conseguiu avançar, mas que manteve o piso e a carreira sem nenhuma redução. A mobilização foi mais de resistência e de impedir que a gente perdesse.

Ano que vem é um ano eleitoral e fica mais difícil nas redes estaduais porque só temos até abril para negociar. Depois disso a lei eleitoral impede. Porém, são anos que os estados abrem um pouco mais. Não chega no que a gente quer, mas historicamente conseguimos reajustes de dois dígitos.

Ao todo, 50% dos cursos de licenciatura são a distância e 70% deles estão no setor privado, que prioriza mais vender os produtos do que aprimorar sua qualidade. Sabemos que na prática temos um processo de defasagem de uma geração que não vivenciou a ditadura militar. A gente tem que resgatar a história e pensar em quais as demandas para o futuro”, analisou o secretário de assuntos educacionais da CNTE, Heleno Araújo.

PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO DOS MUNICÍPIOS DO RIO TERMINAM GREVE

A greve dos professores dos municípios do Rio de Janeiro por melhores condições salarial e melhores projetos para uma educação de melhor qualidade, terminou ontem, dia 25. A categoria estava em greve desde o mês de agosto. Durante esse tempo, várias manifestações foram realizadas com objetivo de conseguir dialogar com as autoridades da educação do estado e dos municípios.

Mas a luta não foi racional. Vários professores foram feridos e presos pela Polícia Militar nas ruas do Rio levando a população a protestar contra os dois governos. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil Rio de Janeiro e partidos políticos, entre outros se manifestaram a favor da reivindicação da classe e contra os atos de violência desferidos pela PM do Cabral.

Os governos tentaram parar a luta concedendo um plano de carreira e salários sem a participação dos professores. Eles recorreram à Justiça e ganharam: o plano foi desativado. Já na instância Federal, O Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu as reivindicações  dos professores e marcou uma audiência com eles as autoridades para abrir o diálogo.

Ontem, a categoria fez uma assembleia para decidir se a greve iria continuar ou parar e, com um resultado apertadíssimo, a classe resolveu o termino.

“A categoria sinalizou, em toda sua intervenção, que não vai sair da luta, no sentido de que ela rejeita o plano de Eduardo Paes e nós vamos continuar tentando abrir esse canal de negociação.

 A gente não aceita professor polivalente, a gente não aceita que a merendeira não seja chamada cozinheira, a gente não aceita percentual diferenciado na progressão por tempo de serviço e formação, um para professor outro para funcionário. Então a luta não acabou”, analisou Gesa Correa, coordenadora do Sindicato dos Profissionais Estadual de Educação (SEPE).

STF SUSPENDE DECISÃO DO TJ DO RIO DE JANEIRO DE GARANTIR AOS GOVERNOS ESTADUAL E MUNICIPAL O DIREITO DE CORTAR PONTOS DOS PROFESSORES EM GREVE

Depois de uma grande manifestação realizada ontem, data comemorativa da categoria profissional, os professores, depois de já terem sidos agredidos e presos pela Policia Militar do governo Sérgio Cabral – sem qualquer talento para sambista -, conseguiram uma contagiante vitória trabalhista. É que o ministro Luiz Fux – o mesmo que votou contra os embargos infringentes, e disse, antes de ser escolhido pelo governo popular para ser ministro, que o caso do mensalão “mataria no peito” – do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a decisão obtida pelos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro que determinava o corte dos pontos dos professores em greve. Em sua decisão o ministro criticou a posição adotada pelo governador Sérgio Cabral – o que não samba – e o prefeito Eduardo Paes – que não quer paz com os professores -, e de quebra o Tribunal de Justiça do estado.

“Desestimula e desencoraja, ainda que de forma oblíqua, a livre manifestação do direito de greve pelos servidores, verdadeira garantia constitucional”, disse o ministro que marcou o dia 22 como data para uma audiência de reconciliação, em Brasília.

Diante da decisão do STF, Marta Moraes, coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro, comemorou o fato jurídico.

“Ontem, fomos às ruas sem motivo para comemorar, para exigir educação pública de qualidade. No Dia do Professor, o que ganhamos do governo do Rio foram ameaças de corte de ponto e demissões, então com essa decisão nós nos sentimos respeitados, e foi um grande presente para os profissionais da educação.

Nossa pauta não e somente salarial, é principalmente pedagógica. Então, essa audiência de conciliação, esse espaço é muito importante para buscarmos uma solução, para que a gente possa pautar nossas propostas com relação ao plano de carreira e outros temas. Eles têm que nos ouvir, este é um dos papéis dos governantes”, analisou Marta.

Com todo respeito à companheira Marta, não foi um grande presente aos professores concedido do STF. O ministro – que votou constitucionalmente errado contra os embargos infringentes, segundo nos mostro o voto do ministro Celso de Mello – Fux só fez cumprir uma lei, no seu entender. Que foi superior ao entendimento do TJ do Rio.

Mas os professores não tiveram apenas esse contentamento jurídico. A juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública, Roseli Nalin, negou a revogação da liminar que anulou a sessão da Câmara dos Vereadores que estabeleceu o plano de cargos e salários da categoria sem a presença dos professores durante a votação.

“Ao que tudo indica, como demonstram os autos, questões de grande relevâncias não tratadas com o devido cuidado e com a profundidade necessária. Reitere-se que a discussão dos autos está centrada no processo legislativo, o que diferem em muito de eventual impetração contra lei em tese. Conforme se verifica, o Egrégio Superior Tribunal de Justiça assentou, expressamente, o entendimento de que a impetração, por parlamentar de mandado de segurança, contra atos dos órgãos de direção do Parlamento que venha acarretar afronta ao devido processo legislativo, difere-se, em absoluto, do questionamento contra a lei em tese”, sentenciou a juíza Roseli.

ENQUANTO EM MANAUS PROFESSORES SÃO INEBRIADOS POR SHOWS PATROCINADOS PELOS GOVERNOS, PROFESSORES DO RIO FAZEM PROTESTOS E CONTINUAM GREVE

Já é histórico: grande parte dos professores do estado do Amazonas não possuiu consciência política. É uma categoria que quando realiza reivindicação é apenas salarial. Questões sobre a fundamentação histórica do ser professor, jamais são discutidas. Compreender que a aula é um ato político não chega ao seu alcance, posto que para essa grande parte, a aula é apenas o momento em que conteúdos programáticos são repassados aos alunos. Por isso, não entende que antes de ser aluno – como diz o significado: sem luz -, é educando. Um devir-produtor de novos saberes e novos dizeres.

Sem a concepção política do que seja o devir/educação, sua realidade produtiva política, esses professores são facilmente inebriados, com o que lhe é oferecido pelos governantes, como forma de comemorar a data do dia 15 de outubro. Para eles, shows e sorteios de objetos de consumo, é uma maneira dos governos estadual e municipal reconhecerem a importância de seu trabalho. Nada de aproveitar a data para pensar sobre a amplitude da categoria e apresentar a esses governos os reais elementos construtores da educação.

Entretanto, ao contrário desses professores do Amazonas, os professores de educação da rede pública do município, do Rio, sabendo que “não há motivo para festa e para rir à toa (Belchior)”, depois de serem expulsos do plenário da Câmara Municipal, agredidos e presos por policiais militares que usaram, além de cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo, e terem o seu Plano de Cargo e Salários aprovado pela Secretaria de Educação sem as suas presenças – a Justiça suspendeu tal aprovação -, aproveitaram a data para continuarem seus protestos.

Com dois meses de greve, os professores se reuniram, ontem, dia 15, no centro da cidade, na frente da Igreja Candelária, e partiram em direção à Cinelândia. Juntaram-se a eles representantes do Movimento Sem Terra (MST) e os black blocs, além de outros manifestantes. A passeata foi pacífica, mas várias ruas foram fechadas, a Câmara Municipal, as proximidades do Palácio Pedro Ernesto, foram protegidas por grades de metal como forma de precaução dos governos do estado e do município.

Mais tarde, os professores se reuniram no Club Municipal, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, realizaram uma assembleia e decidiram pela continuação da greve.

Par não ficar de todo uma única alienação, umas dezenas de professores do Amazonas realizaram um pequeno ato contra a política salarial dos governos locais. O resto, a maioria, ficou na onda das “pernas pru ar que ninguém é de ferro”.

A FILÓSOFA HANNAH ARENDT MOSTRA O ENGAJAMENTO DO EDUCADOR/PROFESSOR COMO PRODUTOR DE SUA RESPONSABILIDADE E AUTORIDADE PELO MUNDO JUNTO AO EDUCANDO

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“Normalmente a criança é introduzida ao mundo pela primeira vez através da escola. No entanto, a escola não é de modo algum e não deve fingir sê-lo; ela é, em vez disso, a instituição que interpomos entre o domínio privado do lar e o mundo com o fito de fazer com que seja possível a transição, de alguma forma, da família para o mundo. Aqui, o comparecimento não é exigido pela família, e sim pelo Estado, isto é, o mundo público, e assim, em relação à criança, a escola representa em certo sentido o mundo, embora não seja ainda o mundo de fato. Nessa etapa da educação, sem dúvida, os adultos assumem mais uma vez uma responsabilidade pela criança, só que, agora, essa não é tanto a responsabilidade pelo bem-estar vital de uma coisa em crescimento como por aquilo que geralmente denominamos de livre desenvolvimento de qualidades e talentos pessoais, é a singularidade que distingue cada ser humano de todos os demais, a qualidade sem virtude da qual ele não é apenas um forasteiro no mundo, mas alguma coisa que jamais esteve aí antes.

“Qualquer pessoa que se recuse a assumir a responsabilidade coletiva pelo mundo não deveria ter crianças, e é preciso proibi-la de tomar parte em sua educação”

Na medida em que a criança não tem familiaridade com o mundo, deve-se introduzi-la aos poucos a ele; na medida em que ela é nova, deve-se cuidar para que essa coisa nova chegue à fruição em relação ao mundo como ele é. Em todo caso, todavia, o educador está aqui em relação ao jovem como representante de um mundo pelo qual deve assumir a responsabilidade, embora não tenha feito e ainda que secreta ou abertamente possa querer que ele fosse diferente do que é. Essa responsabilidade não é imposta arbitrariamente aos educadores; ela está implícita no fato de que os jovens são introduzidos por adultos em um mundo em contínua mudança. Qualquer pessoa que se recuse a assumir a responsabilidade coletiva pelo mundo não deveria ter crianças, e é preciso proibi-la de tomar parte em sua educação.

Na educação, essa responsabilidade pelo mundo assume a forma de autoridade. A autoridade do educador as qualificações do professor não são a mesma coisa. Embora certa qualificação seja indispensável para a autoridade, a qualificação, por maior que seja, nunca engendra por si só autoridade. A qualificação do professor consiste em conhecer o mundo e ser capaz de instruir os outros acerca deste, porém sua autoridade se assenta na responsabilidade que ele assume por este mundo. Face à criança, é como se ele fosse um representante de todos os habitantes adultos, apontando os detalhes e dizendo à criança: – Isso é nosso mundo”.

Texto extraído da obra da filósofa Hannah Arendt; Entre O Passado e O Futuro. 

PARA ARTHUR NETO, PREFEITO DE MANAUS PELO PSDB, A SENSIBILIDADE E A INTELIGENCIA DO PROFESSOR SE REDUZ A REGINALDO ROSSI

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O filósofo alemão Karl Marx disse que o trabalhador é explorado pelo capitalista através da mais-valia: o lucro do patrão sugado do tempo excedente de trabalho necessário para seu salário. O sobretrabalho. O trabalho não pago. Um salário apenas para repor a energia física gasta durante a produção. Entretanto, Marx não reduziu a mais-valia apenas ao tempo de trabalho que a força de trabalho do trabalhador é apropriada pelo capitalista. Ele foi mais longe. Afirmou que o tempo que o trabalhador permanece sob a força coercitiva do capital é o tempo livre que lhe é roubado para satisfazer suas necessidades intelectuais, sociais e de entretenimento postos pelo estagio da civilização. Uma realidade histórica.

Dessa forma, Marx, constata que o capital ao se apropriar desse tempo particular do trabalhador o quer embrutecido. Reduzido apenas a força física. Quanto menos o trabalhador elevar sua sensibilidade e sua inteligência, melhor para o patrão. Porque trabalhador limitado pela opressão é “uma besta de carga”, de fácil dominação para seu lucro. Visto que o capital só tem uma tendência natural; “crescer, criar mais-valia, absorver, por meio da sua parte constante, os meios de produção, a maior massa possível de trabalho extra. O capital é trabalho morto, que, qual vampiro, só se anima sugando o trabalho vivo, e a sua vida é tanto mais alegre quanto mais ele suga”.

O QUE ARTHUR IMAGINA SER PROFESSOR

Todos sabem que o Estado tem suas leis estabelecidas de acordo com o poder econômico. Logo, o Estado é patrão, e os governantes são seus gestores. Mas sabe-se que um governo pode auxiliar na produção de novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar, além desse poder. Mas não é o que o governo de Arthur vem realizando. Arthur que foi apoiado por Amazonino Mendes, tem sido só um imitador deste. Um exemplo triste é como comemora o Dia dos Professores. Da mesma forma que Amazonino. Contrata cantor que carrega a mesma semiótica sobrecodificadora imobilizadora dos sentidos e da inteligência: Reginaldo Rossi. Um agente da linguagem que torna o indivíduo vítima do buraco-negro do capitalismo consumista. Assim, como Seu Jorge, Roberto Carlos, Ana Carolina etc. Talvez, porque Arthur acredita que os professores têm a sensibilidade embrutecida e só respondam a esse tipo de estímulo sonoro que lhe concede uma falsa sensação de prazer. O que é a opinião do secretário de Educação do Município, Pauderney Avelino (DEM) que afirmou que professor gosta de Reginaldo Rossi.

Usando esse recurso comemorativo, Arthur, realiza a mais-valia do professor: seu tempo, ilusoriamente tido como livre, é usado para a continuidade de seu embrutecimento, iniciado com seu valor salarial. Uma ofensa a quem transcende a Reginaldo Rossi. Nessa condição, Arthur, não pode proporcionar aos professores a educação dos sentidos através do exercício transcendente de todas as faculdades humanas que fazem nascer na sensibilidade outra potência, como nos ensina o filósofo Deleuze. Transcender aos sentidos e a inteligência capturada pela lógica paranoica do capitalismo, para poder ser outro sujeito como novas formas de sentir e pensar. Ser um educador capaz de entender que uma aula é um ato político. Um momento de vivências originais com sujeitos singulares.

Em sua lógica, Arthur, está certo. Arthur gosta de UFC. É amante de ‘esportes’ brutos. No Congresso prometeu surrar Lula. Por que os professores devem ter outra sensibilidade e outra forma de pensar diferente da alienação massificadora? Não, os professores têm que permanecer no estágio de servilismo em que se encontram. Para o bem do poder representado por Arthur, os professores devem contrariar o teatrólogo, poeta, ativista, alemão Bertolt Brecht: não deve pensar.

APESAR DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO RIO AFIRMAR QUE A GREVE DOS PROFESSORES ENCONTRA-SE DIMINUTA OS PROFESSORES CONTINUAM NA LUTA

Os profissionais da educação do estado e do município do Rio de Janeiro não desvanecem do objetivo de sua luta por condições profissionais melhores. Apesar de já terem sido agredidos violentamente pela Polícia Militar que além de cassetetes fez uso de gás lacrimogêneo e prendeu vários professores, sob a ordem do governador Sérgio Cabral – que por falta de talento não seguiu a profissão de sambista do pai e resolveu ser profissional da ‘política’, um mal para a população – com a cumplicidade do prefeito Eduardo Paes – que não tem qualquer intimidade com a paz dos direitos dos professores -, eles continuam a reivindicar seus direitos.

Depois de realizarem na segunda-feira o enterro simbólico da educação no estado, eles resolveram acampar na Rua Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, próximo a sede do Palácio Guanabara. Apesar do vigor, demonstrado pelos profissionais da educação em manter a greve que começou no dia 8 de agosto, a Secretaria de Educação do Estado vem divulgando que o movimento diminuiu, e que só contou até o momento, com 1% dos profissionais. O que é desmentido pelo sindicato da categoria e pelo testemunho da população que vem acompanhando o descaso oferecido pelas chamadas autoridades que não pretendem o diálogo para resolver o impasse da relação estado-patrão e professor/público.

A secretaria afirma com veemência na diminuição dos participantes no movimento grevista, porque se respalda na decisão da Justiça que considerou a greve ilegal. E também mandou cortar os pontos dos professores faltosos a partir do dia 26 de setembro. Como pode ser entendido à secretaria se mostra confiante por ter ao seu lado a força-oficial. Que não se assemelha à educação. E não a potência democrática, como diz o filósofo Spinoza.

EDUCAÇÃO DO RIO TEM ENTERRO SIMBÓLICO

Em greve, desde o dia 8 de agosto, os professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro vêm sofrendo literalmente grandes dores. Tanto dores afetivas e intelectivas como dores físicas. Na luta por direitos trabalhistas da categoria eles já tentaram de várias formas, encontrar uma saída para o impasse criado pela impossibilidade de diálogo com as autoridades responsáveis pela educação no município. Principalmente com o prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes. Que de acordo com os resultados das ações policiais sobre os professores, não tem nada de paz.

Os profissionais da educação do município já foram expulsos do plenário da Câmara Municipal. Já foram espancados na rua quando resolveram acampar na calçada do prédio municipal. Já foram presos e objetos da violência do gás lacrimogêneo usado pela Polícia Militar. Já tiveram o Plano de Carreiras aprovado pela Secretaria de Educação do município sem a participação de nenhum membro da classe. Quer dizer, os profissionais da educação do Rio estão sendo tratados como os trabalhadores do século XVII eram tratados pelos primeiros grandes – grandes no sentido de força monetária -empresários da indústria europeia. A violência é tamanha que vários seguimentos da sociedade protestaram contra as agressões. Como foi o caso da Ordem dos Advogados do Brasil, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, entre outros.

Diante de tantas violências frustradoras, os professores resolveram realizar o enterro simbólico da educação no Rio. Levaram um caixão, flores e cruzes para o enterro realizado na entrada principal da Central do Brasil que fica ao lado da Secretaria de Segurança.

O enterro simbólico tem uma importância não pelo fato de sacramentar a morte da educação em si, que não é este o propósito dos professores, como propriedade das faculdades sensorial e intelectiva do homem, mas como enterro do sentido de educação que têm estas ditas autoridades. Que em verdade, seguindo esse sentido, o enterro não é simbólico, é real.

MINISTRA DOS DIREITOS HUMANOS CONDENA A AÇÃO VIOLENTA DA POLÍCIA CONTRA PROFESSORES

Depois de serem expulsos do plenário da Câmara Municipal, no sábado passado, por meios violentos executados pela Polícia Militar do Rio de Janeiro que afirmou cumprir ordem da justiça, os professores da rede de ensino municipal resolveram acampar do lado fora do prédio da Câmara. Ontem, dia 1º, os vereadores, aliados do prefeito Eduardo Paes, aprovaram o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos professores sem a participação deles. Os profissionais da educação protestaram e foram novamente agredidos pela força repressora do governo Cabral. Só que dessa vez, houve até uso de bomba de gás lacrimogêneo, balas de borrachas e alguns professores saíram feridos e vinte foram presos.

Diante de tamanha truculência perpetrada pela força opressora do estado, através de sua Polícia Militar, a ministra secretária dos Direitos Humanos, Maria do Rosário – que é do ramo – resolveu se pronunciar. Tanto como ministra como também como cidadã. Para Maria do Rosário, em uma democracia nada justifica o uso da violência ainda mais contra professores. Para isso, existe o diálogo. A ministra disse, também, que recebeu a carta enviada pela ONG Justiça Global que denuncia a violência contra os profissionais da educação.

“Nada justifica ações violentas da polícia contra professores. Diálogo, respeito constroem soluções entre governo e sociedade na democracia”, disse a ministra.

Diante do quadro opressivo desencadeado pela polícia a Ordem dos Advogados do Brasil, Rio de Janeiro, também publicou nota de repúdio.

“O uso da força está sendo praticado de forma desmedida e desproporcional e os nossos professores, que já são tão sofridos, não merecem apanhar em praça pública só porque reivindicam melhores condições de trabalho.

O diálogo ainda é a melhor solução. Os policiais não são jagunços. O papel da policia é proteger a sociedade”, diz trecho da nota.

PROGRAMA MAIS PROFESSORES É COGITADO PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apresentou ontem, dia 21, na Câmara dos Deputados a tese do Programa Mais Professores que semelhante ao Programa Mais Médicos objetiva levar professores às escolas de áreas onde eles não chegam. Esse programa faz parte do Compromisso Nacional pelo Ensino Médio que já havia sido comentado pelo ministro, mas só agora foi apresentado em seus detalhes. Entretanto, o compromisso ainda encontra-se em faze de desenvolvimento e dependendo do Orçamento disponível.

O Programa Mais Professor deverá atuar em municípios com índices de desenvolvimento humano baixos ou muitos baixos e que também sejam caracterizados com um baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que é calculado a partir da atuação escolar e a performance dos estudantes em exames nacionais.

O MEC quer conquistar bons professores para melhorar o baixo ambiente estudantil, para isso, os professores receberão uma bolsa, e também é cogitada a participação de professor aposentado que tenha interesse em voltar à sala de aula. De acordo com o ministro as disciplinas com maiores carências são matemática, inglês, química e física.

O ministro também aproveitou a oportunidade para pedir que a Câmara discuta o reajuste do piso salarial dos professores. Mercadante afirmou que os professores nos últimos anos tiveram um reajuste de 64%.

“Nem sempre conseguiram ter um aumento de receita proporcional ao aumento salarial”, afirmou o ministro.

ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AFIRMA QUE ALCKMIN DESVALORIZA PROFESSORES

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Tal como em outros estados, como aqui no Amazonas, a classe dos professores do estado de São Paulo protesta contra a forma com a política educacional é conduzida pelo governador Geraldo Alckmin. Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeosesp) a medida do governo através da Secretaria de Educação do Estado em abrir inscrições para 181,5 professores efetivos e estáveis acumular o cargo e aumentar a carga até 65 horas semanais, é uma forma de desvalorizar o trabalho do profissional da educação. Para a secretaria o professor que faz 40 horas semanais vai acumular 25 horas extras, com um ganho financeiro de R$ 1400 ao mês.

Para a presidenta da (Apeosesp) Maria Izabel Noronha, a Bebel, o governo de São Paulo trata os professores “como escravos da educação”. Para Bebel a medida não valoriza o professor, pois não atende as reivindicações que a categoria realiza há anos como a jornada com o piso salarial nacional. As horas extras serão na condição temporária onde os direitos trabalhistas são por demais reduzidos.

“O governo do estado não tem tido sensibilidade para tratar os professores, os trata como escravos da educação.

O que está por trás é a política de desoneração do governo. E desvalorizar os professores, tipo ‘quer ganhar um pouco mais, dá mais aulas’. Não é isso que queremos. Queremos ganhar mais, valorizar nossos salários, mas com a jornada que já temos e aplicação do piso salarial, isso sim é política de valorização.

O professor será admitido em caráter temporário, da forma mais precária que existe, não tem direito a ficar doente, a nada. É algo muito contraditório. A ideia é resolver problemas de falta de professores, mas a condição centra para isso é ter um plano de cargos com salários atrativos para os professores que fazem opção de estar só na rede estadual.

Vamos fazer uma grande caminhada em defesa da escola pública, do piso salarial profissional nacional e pela valorização dos profissionais da educação”, analisou Bebel.

SEDUC CONVOCA PROFESSORES APROVADOS NO PSS

A Secretaria de Estado de Educação  do Estado do Amazonas (Seduc) está convocando 82 professores que foram aprovados nos últimos Processo Seletivo Simplificado (PSS 2012 e 2013).Além disto a secretaria divulgou uma lista de professores selecionados via PSS nas disciplinas artes e religião,

Os convocados deverão comparecer hoje (4 de julho) à Seduc, cuja sede está localizada na Avenida Waldomiro Lustosa, nº 250, bairro Japiim 2, os selecionados deverão apresentar originais e três cópias legíveis dos seguintes documentos: Carteira de Identidade, CPF, PIS/PASEP (comprovante/extrato), Título de Eleitor, Comprovante de Quitação Eleitoral, Certificado Militar (para homens), Comprovante de Residência (Água ou Telefone), Extrato de Conta Corrente (somente Bradesco) Comprovante de Habilitação (Certificado ou Diploma), além de duas fotos 3×4. Caso possuam, pede- se que os candidatos apresentem, também, documentação que comprovem sua especialização.

Acesse a lista no link abaixo:

LISTA DE CONVOCADOS

LISTA PROFESSORES ARTES E RELIGIÃO

GOVERNO PROPAGA QUE PROFESSORES RECEBERÃO 10% MAS NÃO DIZ COMO

Uma não verdade quando falada várias vezes acaba por passar como verdade. Os jornais nos últimos dias, na não cidade de Manaus divulgaram que tanto o governo do Estado quanto a Prefeitura reajustarão o salário dos professores em 10%.

Os dois entes federados só não falam como será feito isso. Para a opinião pública isso ressoa como verdade. Para a categoria ela conviverá enganada. Os dois entes declararam o reajuste acima, mas pagarão de forma parcelada. O Estado repassará agora 6,31% agora retroativo a março e o restante só no dezembro vindouro.

Há nisso apenas reposição da inflação e nenhum ganho real. No governo do Estado ainda, os professores que se submeteram a avaliação para promoção horizontal também terão um reajuste.

Quanto a isso, já falamos que é um recurso no mínimo inconstitucional, porque atinge apenas uma categoria de servidores e não há isonomia. Tudo isso se dá por falta de um plano de cargos e salários abordando a questão.

Os movimentos de professores continuam organizados e buscando solução para esse entrave.

Por fim, o importante é, dizer isso. O governo fala uma coisa, mas é outra. Joga uma categoria contra a população e esta poderá concluir que os professores estão ganhando muito bem.

PROFESSORES DO DISTRITO FEDERAL RECEBEM TREINAMENTO SOBRE IDENTIFICAÇÃO DE ABUSO SEXUAL INFANTIL

Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal que estão fazendo cursos de formação continuada realizaram ontem um treinamento para identificar sinais de abuso e exploração sexual em crianças e adolescentes. Segundo o Ministério da Saúde este mal é crecente e no último ano contou com 67 mil casos em todo país.

O treinamento que usa a cartilha para professores intitulada “Guia escolar” elaborado pela educadora italiana Rita Ippolito e lançada em 2004 junto a Secretaria dos Direitos Humanos da presidência da república.

Voltada para professores a cartilha traz informações importantes que auxiliam a identificar e denunciar casos de abusos. Sinais como timidez excessiva, variações nas notas escolar, marcas pelo corpo são alguns que podem auxiliar na identificação de casos deste problema.

Não esquecendo que ao identificar este problema o professor deve denunciar o caso para o conselho tutelar, delegacia de polícia, Disque 100 e acompanhar o desenvolvimento destes orgãos. No próximo sábado, dia 18 de maio, acontece o Dia Nacional de combate de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Professores de todo Brasil podem também ter acesso gratuitamente ao material dividido em 4 partes que disponibilizamos no nosso  bloguinho via turminha do MPF: Parte 1Parte 2Parte 3- Parte 4.

PROFESSORES DA SEDUC E SEMED REALIZAM 4º ATO PÚBLICO EM MANAUS PELAS CAMPANHAS SALARIAIS 2013 E ESCOLAS ENFRETAM PROBLEMAS

Sem apoio do SINTEAM, professores da rede pública  de ensino do Amazonas, antenados pela ASPROM – Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus irão às ruas da capital do Estado no próximo dia 14 de maio de 2013, terça-feira, às 7:30 na sede da Prefeitura e depois, às 8:45 rumarão para a sede da Assembleia Legislativa do Estado onde às 09:30 programam uma grande manifestação para pressionar o governo do Estado e os deputados para garantirem emendas ao projeto encaminhado à ALE-AM sobre reajuste salarial e outros direitos que precisam ser colocados em prática.

Segundo os organizadores do evento essas manifestações estão sendo realizadas porque o governador do Estado sabendo que a data base de reajuste salarial dos professores é em março,  até hoje não efetivou o reajuste, estando os mesmo com atraso de mais de dois meses na data base.

Por informações que a ASPROM possui, o governo concedeu um reajuste de 6% repondo apenas a inflação do período e a manifestação que se fará na Assembleia é para que os deputados façam emendas ao projeto do executivo.

Na SEMED a data base ocorreu no dia 1º de maio. Por ocasião do último ato público, dia 24 de abril de 2013 foi protocolado uma pauta de reivindicações contendo 12 itens, sendo 3 que os professores não abrem mão: 30% de reajuste salarial; Piso salarial nacional e HTP de 33% para todos, indistintamente.

Os diretores da ASPROM nos informaram que no dia 24 de abril ficaram aguardando o prefeito até as 11 horas e não foram recebidos e que o mesmo tem até um dia antes do próximo ato para abrir o diálogo com os representantes da categoria. Caso isso não aconteça, buscarão seus direitos com mais força  e mostrarão ao tucano que são capazes de se defenderem.

BARATAS NO RANGO E FALTA DE PEDAGOGOS INFESTAM ESCOLAS DA SEDUC

Não bastasse a falta do pagamento salarial reajustado dos professores da SEDUC , a maioria das escolas da capital continuam sem pedagogos e os antigos “apoios”. As escolas estão sendo geridas por quem as conhece: os professores.

Há outros problemas também. No CETI João Braga a alimentação servida  está toda comprometida. Há relatos de alunos que diariamente encontram na alimentação,  baratas e outros tipos de insetos. A comunidade já se manifestou, protestou e temos informações de que o governador estará visitando a escola na próxima segunda-feira.

PROVA BRASIL, IDEB E SADEAM

O que esperar dessas três avaliações no final do ano se as escolas não estão com o quadro completo de profissionais. Há escolas que no ensino médio falta professores de língua portuguesa e Física. E, claro, falta pedagogos que são os profissionais que atuam diretamente com os professores nas orientações e auxílios no processo ensino aprendizagem. Do jeito que vai, esse tem se constituído no pior início de ano na rede Estadual de Ensino no Estado do Amazonas,  disse uma professora seguidora do Blog da AFIN.   

SEDUC ABRE INSCRIÇÕES PARA PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) abrirá a partir da próxima segunda as inscrições para o novo Processo Seletivo Simplificado (PSS) que contratará temporariamente professores das mais diversas especialidades para atuar na capital e no interior do Amazonas, inclusive na educação escolar indígena.
Segundo a Secretaria haverá um banco de cadastro que a partir da disponibilidade de novas vagas chamará os candidatos para a investidura. Os interessados em participar da seleção é só se inscrever gratuitamente, no endereço eletrônico www.concursoscopec.com.br entre 18 e 21 de fevereiro . Após o preenchimento do formulário, o candidato deverá imprimir o documento e efetivar sua inscrição entregando-o juntamente com os documentos pessoais (cópias), comprovante de escolaridade e currículum, entre os dias 18 e 22 de fevereiro nos postos de recebimento da capital e do interior indicados no edital.
 
Os candidatos da capital devem optar qual zona geográfica da cidade que desejará atuar, enquanto os do interior optam pela comunidade desejada caso haja interesse em atuar no projeto Ensino Mediado por Tecnologias  em comunidades rurais.
Na capital, a Seduc abriu vagas para professores habilitados em Língua Inglesa, Física, Química e Sociologia e na Educação Especial (nas habilitações de Língua Portuguesa, Matemática e Linguagem Brasileira de Sinais-Libras).
 
Para o interior, há vagas para docência nas áreas de Educação Especial (Matemática, Língua Portuguesa e Libras), além dos componentes curriculares de Artes, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Matemática e Biologia. Para a Educação Escolar Indígena, que conta com um edital específico, há oportunidades para atuação no Ensino Fundamental e Ensino Médio, com vagas para professores indígenas e não indígenas.
 
A remuneração dos candidatos aprovados e  convocados varia entre R$ 1.099,96 e R$ 1.345,01, valores correspondentes a 20h de atividades semanais.
Até o dia 22 de fevereiro estão abertas inscrições também um processo seletivo da Seduc,  pelo sítio do CIEE , para estagiários de ensino médio (a partir do 2º ano e com no mínio 16 anos) para atuarem em Manaus, com carga horária de 20 horas semanais e remuneração de R$ 311,00. Lembrando que após se inscrever haverá uma prova online de conhecimentos em Língua Portuguesa, Matemática, Conhecimentos Gerais e Informática.
Acesse os editais dos Processos Seletivos Simplificados (PSS)  da Seduc/AM
 
 
 
 
 

 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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