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PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO TERMINAM GREVE E MANDAM RECADO AOS PROFESSORES DE MANAUS-AMAZONAS

Em greve desde o dia 23 de abril reivindicando a incorporação de abono ao salário, entre outras pautas, os professores da rede pública do município de São Paulo colocaram fim a paralisação na terça-feira. O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem) chegou a um acordo junto a prefeitura de Fernando Haddad, membro do Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo com o sindicato, o prefeito acordou em incorporar o abono de 15,38% aos salários dos professores. Prestar atenção, professores de Manaus-Amazonas: o abono de 15,38% será incorporado aos salários dos professores. O que significa que o professor que ganha hoje o piso salarial de R$ 2,6 mil, passará a ganhar R$ 3 mil. Os professores aposentados terão um aumento de 13,45%. Esse feito é resultado do projeto de lei assinado pelo prefeito Haddad, em maio. Sacou, moçada telúrica?

E tem mais, os professores que aderiram à greve não terão seus pontos cortados. E aqueles que tiveram seus pontos cortados serão ressarcidos. E mais do mais, os dias de reposições das aulas ficam a critério de cada escola. E mais do mais do mais, a prefeitura vai realizar concurso público para professores da educação infantil e professores que trabalham com a primeira etapa do Ensino Fundamental. Serão 3.514 com jornada de 30 horas e salário de R$ 1.631,4. De acordo com a soma da pontuação os professores podem mudar a jornada para 40 horas com um salário de R$ 3 mil.

“A proposta contemplou nossa principal reivindicação porque o governo não se comprometia a dizer quando ocorreria a incorporação”, observou Cleyton Gomes, secretário-geral do sindicato.

Aqui em Manaus-Amazonas, os professores não realizaram greves, a primeira grande arma dos trabalhadores, como diz o filósofo Marx, realizaram diminutas passeatas que no final, por força de um casamento-feliz entre o Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) e os governos reacionários do estado e da prefeitura (Como diz um personagem de um filme de terceira: “casamento feliz é o que não deu certo”), conseguiram uns minguados 5,6% e 10%, e voltaram para casa como uma criança que finge ter visto Papai-Noel.

Como já foi tratado aqui nesse Blog Intempestivo, não é possível fazer comparação entre as condições dos professores de São Paulo e Manaus-Amazonas. São realidades distintas, sócio/culturalmente. Mas há um signo-notável que liga os professores tanto de lá com o de cá e o de cá com o de lá: é o significado de categoria. Como categoria ambos executam funções de saberes e dizeres de solidariedade-política imbricada intimamente com o corpo social. São trabalhadores que com seus corpos sensoriais e cognitivos comprometem a transformação do mundo através dos saberes e dizeres que são compostos juntos aos educandos.

Agora, há uma distância abismal que dificulta os diálogos entre a categoria e os governos daqui de Manaus-Amazonas. É que esses governos têm uma interpretação do mundo totalmente contrária à interpretação que tem Haddad. Enquanto os daqui são representantes das imensas riquezas mundiais, as fortunas dos 0,01% que representa US$ 21 trilhões nos paraísos fiscais, o de lá tem uma compreensão socialista. Pensa como trabalhador. Os nossos imaginam o mundo pela perspectiva solipsista de burguês. O que os impede de saberem o que é ser trabalhador. Além, dessa realidade política, há as diferenças de graus inteligências. O grau de inteligência necessário à disposição ao diálogo, os discernimentos sobre o objeto a ser examinado, à crítica das situações,  e as sínteses satisfatórias. Para isso, não precisa ser um gênio (gênio nem existe). Basta escapar das superstições e imaginações deslocadas da criatividade e produtividade.

Na dimensão superior ao mais baixo grau de inteligência, corpo-imóvel das direitas,  o trabalhador continuamente transforma o mundo com sua poieses e práxis dialética. O burguês no mais baixo grau de inteligência imobiliza o mundo com sua abstração capitalista.

GRUPO REDUZIDO DE PROFESSORES ERRA ENDEREÇO POLÍTICO: VAI AO ESTÁDIO QUANDO ERA PARA IR PARA SEMED E SEDUC

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A luta dos trabalhadores de todas as categorias por seus direitos é uma luta contra o que os governantes entendem por Estado, já que o Estado é o poder institucional que deve refletir a sociedade. E o que produz e mantém esse poder são as próprias leis constitucionais. A partir do momento em que os governantes não compreendem essa constitucionalidade expressada pelo Estado, os trabalhadores tendem a fazer com que seus direitos sejam garantidos, e para garantir esses direitos eles têm que realizar atos concretos através de suas representações como sindicatos. A primeira grande arma dos trabalhadores, como afirma o filósofo de Trier, Karl Heinrich Marx.

Assim, se inferi, que quando o sindicato não realiza sua função diante dos governantes, muitas vezes empresas privadas, os governantes se sentem muito bem protegidos e até crentes de que estão certos. Então, diante dessa miserável impotência sindical, os trabalhadores que não comungam com a posição do sindicato, tendem a procurar outras estratégias que resultam na consumação de seus direitos.

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Em Manaus, vários grupos de professores independentes do sindicato representante da categoria que se associou aos governantes, resolveram criar suas formas de reivindicar seus direitos como 20% de reposição salaria, vale transporte, vale alimentação e outros direitos trabalhistas. Para enfraquecer as reivindicações, o governo estadual concedeu 5,6%, e o prefeito, 10%. Os professores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) aceitaram pacificamente. Fazendo valer o dito-patronal de que o amazonense é um povo ordeiro. Sem entender que esse ordeiro quase sempre esconde o cordeiro. O cordeiro que é bom para o pastor. Ou para o mestre: ”Faremos tudo que o mestre mandar”.

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Mesmo assim, no dia de ontem, 30, um grupo reduzido de professores resolveu realizar na Avenida Djalma Batista, um point da triste não-cidade Manaus, uma manifestação para mostrar que nem tudo estar como o pastor gosta. Só que alguns participantes do grupo, com nítidos corpos direitistas, ignorando que tudo só acontece uma vez, conforme disse o filósofo Nietzsche em seu Amor Fati (o destino do amor de que não se pode escapar ficando somente a aceitação do real), e quando parece que se repete realmente é como farsa, como mostrou o mouro de Trier, resolveram seguir até o estádio de futebol.  

Como as direitas são destrambelhadas, quem sabe que estes professores não acreditavam que Ricardo Teixeira e Blatter (ou mesmo Dilma), poderiam se encontrar no território pebolístico e resolvessem as pautas das categorias. Como corpo obnubilado, das direitas, tudo se pode esperar. Mas foi uma frustração geral. Os ditos cujos não estavam lá. Mas tudo ficou compensado através do recurso da imaginação heroica de ser um revolucionário da história dissipada.  

Um erro político-replicante do junho que não aconteceu, quando as direitas se deslocaram até o mesmo local, comandada pelo PSDB, partido que defende os magnatas que representam 0,01% da população mundial que detém, só nos paraísos fiscais, US$ 21 trilhões. Sintetizados como as maiores riquezas do mundo. Riquezas construídas com a exploração dos trabalhadores através do mais-valor, e protegidas pelos lacaios das mídias de mercados como Arnaldo Jabour (cuja mulher foi assessora de Serra), Azevedo, etc.

Um erro político que a categoria não deveria se permitir quando a comunidade sabe que sua luta é com as posições dos que se sentem detentores das instituições educacionais no Amazonas e Manaus: Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc) e Secretaria de Educação do Município (Semed).

Mas nem tudo foi erro. Na hora da concentração, caiu um pau d’água e os mais sacais não caíram no logro dos coxinhas infiltrados como reivindicadores: deram por terminado suas participações no recinto. Uma prova de inteligência, mesmo que provocada por um fenômeno natural. Mas o homem também é natural. Uma boa composição.

PROFESSORES DE SÃO PAULO CONTINUAM A GREVE, MESMO COM 16% CONCEDIDO PELO PREFEITO. EM MANAUS 5,6% e 10% CALARAM OS PROFESSORES

É muito simples de entender. Desde o dia 23 de abril, os professores do ensino municipal de São Paulo iniciaram uma paralisação exigindo 20% de reajuste salarial, incorporação de um bônus complementar ao salário, valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. São direitos que eles reivindicam anos após anos. Reivindicações que vêm desde as gestões Maluf, Serra e … Direitos negados por todos os prefeitos das direitas.

Na primeira negociação, o prefeito Haddad, do Partido dos Trabalhadores, concedeu um reajuste de quase 16%, mas os professores não aceitaram e continuaram a paralisação. Ontem, dia 27, os professores tiveram uma reunião com os representantes da prefeitura. Não entraram em acordo e resolveram manter a paralisação.

Apesar da chuva, mais de 7 mil professores realizaram uma passeata pelo centro da cidade seguindo até à prefeitura, onde compuseram uma assembleia. De acordo com o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem) a adesão é de 30% a 40%.

Qualquer trabalhador, como personagem das forças produtivas e relações de produção, sabe que a greve foi a primeira grande arma que ele produziu contra a opressão-salarial imposta pela ditadura burguesa. E que para que ela seja vitoriosa é preciso que todos os trabalhadores estejam unidos. E a forma de se encontrar unido é através do sindicato. Foi o filósofo Karl H. Marx que mostrou esse instrumento do trabalhador contra sua opressão. Todavia, existe um número muito grande de trabalhadores que não conhecem esse instrumento. Inclusive muitos que participam de sindicatos, como acontece no sindicato dos professores no Amazonas.

Sabe-se que as duas situações são grandemente diferentes. O caso dos professores de São Paulo e o caso dos professores do Amazonas, principalmente, Manaus. Historicamente existe um grande abismo de separação entre as duas situações. Até mesmo no caso de educação política dos trabalhadores na educação.

Se em São Paulo, a discussão com a prefeitura reflete mais sensibilidade e inteligência, tanto por parte dos professores como do prefeito que é de um partido de esquerda, aqui, em Manaus, a situação é diametralmente oposta.  Tanto a prefeitura como o estado, são governados pelo que há de mais reacionário. O prefeito de Manaus é Arthur Neto, do PSDB da burguesia-ignara, e que ameaçou surrar Lula. O governador é José Melo, candidato à reeleição, e que faz parte do grupo conservador, tanto no sentido de conservar ideias desativadas democraticamente, como conservar no sentido de se manter no poder, que domina a cena bufa do Amazonas há 30 anos. Daí, não se esperar exemplos contagiantes de sensibilidade e inteligência. Presas na consciência do lucro máximo, às direitas, em suas multifaces, nunca pretendem negociações justas.

A diferença da categoria por região é facilmente observada no trato das negociações. Em São Paulo, os professores, quem têm um sindicato politicamente formado e engajado, não aceitaram os quase 16% oferecido pela prefeitura e mantém a greve. Aqui, com um sindicato apolítico e conivente, os professores com um salário humilhantemente-defasado, aceitaram o que foi oferecido pelo prefeito, 10%, e o que foi oferecido pelo governador, 5,6%. Embora eles reivindicassem 20% e outros direitos.

É visível a disparidade de consciência-trabalhista entre os dois estados. Lá, os professores mantém a luta por seus direitos. Aqui, os professores se calam e vão assistir televisão, já que, como diz o poeta Belchior, “ao vivo é muito pior”.

PROFESSORES DA SEMED QUEREM 20% DE REAJUSTE, MAS O PREFEITO ARTHUR (PSDB) LHES METEU 10% GOELA ABAIXO E ALGUNS ENGOLIRAM

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Por que é mais fácil ser prepotente do que racional? Porque a prepotência não pede qualquer esforço. Basta o prepotente ser reativo a tudo que ele toma como contrário de si. Já ser racional pede esforço, percepção dirigida, concentração, capacidade de discernimento, separação, escolha, análise atitudes racionais necessárias para se atingir a essência das ideias ou objetos que racionalmente se perscruta. Um verdadeiro processual racional de movimento do pensar. O que falta nos governos de direita que por se encontrarem aprisionados em ideias desativadas as defendem como se elas fossem reais.

Esse é o quadro anti-epistemológico que professores das redes de ensino do estado e do município, estão enfrentado: a prepotência dos reativos. Tornou-se quase impossível, já há muito tempo, poder discutir reajuste salarial com os representantes destes governos distanciados do conceito educação. Na semana passada foi a vez dos professores do estado serem violentados com um reajuste de 5,6% oferecido pelo governo e votado pelos parlamentares, seus cumpliciados, contra a educação. Ontem, dia 21, foram os professores da Secretaria de Educação do Município de Manaus (Semed), que viram os vereadores submissos ao prefeito Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, votarem os 10% enfiados goela abaixo da categoria. E o pior, indignamente, alguns professores, profissionais analfabetos, apoiaram.

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A maioria dos vereadores já estava totalmente acordada com a decisão de Arthur. O vereador, Wilker, chegou a afirma que era preciso votar logo porque era ordem “lá de cima”. Outro, como o vereador Mário Frota, que outrora se imaginava socialista, teve o desplante de comparar os aumentos concedidos pelo governo federal com o oferecido pelo seu eterno amigo, Arthur. Mas não teve a preocupação de comentar que, em São Paulo, o prefeito Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT) concedeu quase 16% de reajuste e os professores não aceitaram. Ainda mais, sendo a situação dos professores de São Paulo muito diferente dos professores da não-cidade Manaus.

ERRO NÃO É PECADO, MAS ACORDO COM A DIREITA É CONDENAÇÃO

Os gestalterapeutas tem uma enunciação otimista que afirma que erros não são pecados. Com isso eles querem dizer que as pessoas quando cometerem algum erro não devem se autocondenar. Condenar-se é manter-se escrava do sentimento de culpa que só imobiliza as pessoas. O erro é uma decisão que não teve um efeito bom. Mas saber que um erro é uma decisão cujo resultado não é verdadeiro, só é possível se a pessoa que errou passar a examinar não o erro, mas precipuamente os elementos que lhe levaram a escolher uma decisão errada.

Na campanha eleitoral para prefeito de Manaus, o professor Lambert, um dos fundadores da Asprom, reuniu, durante uma noite, alguns membros da categoria na Bola do Bairro de José para discutir temas referentes à profissão. Mas a reunião não ficou resumida somente aos temas de interesse geral dos professores. O professor Lambert, convidou alguns candidatos, mas não os candidatos á prefeito que ele acreditava que não se afinavam com a causa dos professores, como o ex-prefeito Serafim Correa.

Na verdade, quem teve um palanque particular foi o candidato reacionário Arthur Neto, que aproveito o presente oferecido pelo professor Lamberte, e fez promessas contagiantes aos professores, coadjuvado por seu braço direito, vereador Mário Frota, que também jurou lutar pelas causa dos professores. Na ocasião, o professor Lambert foi muito contestado por parte de alguns professores por ter levado Arthur a um evento que nada tinha a ver com ele, e ter transformado uma ocasião própria dos professores em uma ocasião eleitoral. Um verdadeiro curral eleitoral.

Ontem, depois da aprovação dos 10% pelos vereadores submissos ao prefeito, a vereadora da direita e sempre ligada aos governos reacionários Terezinha Ruiz, que já foi secretária de Educação, diante do protesto de alguns professores e vereadores da chamada oposição, teceu elogios ao professor Lambert, afirmando que ele foi um dos grandes responsável pelo reajuste que naquele momento foi votado. Para ela, Lambert teve um papel importante na elaboração do plano de cargos, carreira e salário.

Erro não é pecado, é uma escolha falsa. Mas o professor Lambert não atendeu os que lhe avisaram que com a decisão dele em levar Arthur, um representante do partido que mais perseguiu os funcionários públicos, ele falsificou o encontro dos professores naquela noite que agora tem o resultado que ofende a categoria.

Mas nem tudo foi erro. O professor Lambert teve o singelo reconhecimento da vereadora conservado Terezinha Ruiz.

PROFESSORES DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MANAUS (SEMED) VÃO DISCUTIR, HOJE, SEUS DIREITOS NA CÂMARA DOS VEREADORES

Para entender o que não precisa ser entendido de tão fácil que é. Os professores da Secretaria de Educação do Município de Manaus (Semed), em razão de seus salários encontrarem-se defasados há anos por causa do desconhecimento dos prefeitos do que seja educação ou profissional da educação, estão pedindo 20% de reajuste. O prefeito de Manaus, Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, que se toma social democrata, mas sem Rosa Luxemburgo, concedeu 10%. Um 10% que não reflete na realidade um reajuste.

Diante dessa determinação do prefeito que afirmou que iria surrar Lula, os professores das escolas do município de Manaus, resolveram comparecer hoje, dia 21, na Câmara dos Vereadores para forçar a mudança na orientação que o prefeito tomou em relação a essa questão trabalhista que envolve os profissionais da educação.

Os professores vão reivindicar outros direitos, além do reajuste real. Portanto, as lideranças da categoria estão convocando todos os professores para se fazerem presentes nesse dia de luta em benefício de seus direitos.

A hora é essa e esta, professores!

APÓS “REAJUSTE” SALARIAL DEBOCHADO, PROFESSORES INDEPENDENTES SE REÚNEM PARA TRAÇAR NOVOS ATOS

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Os professores reivindicam 20% de reajuste salarial, como forma de amenizar a defasagem que seus vencimentos vêm sofrendo nos transcurso dos anos em que a direita se apossou do estado do Amazonas e o transformou em seu feudo apolítico. A peleja tem sido aguerrida, ainda mais porque tanto o governador do estado como o prefeito,  encontram-se muito bem protegidos por seus comparsas e apaniguados ideológicos: parlamentares e vereadores.

Apoiado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam), que já teve momentos politicamente gloriosos, o governo do estado, juntamente com seus parlamentares comparsas, decidiu conceder o mísero reajuste de 5,6%. Como já era esperado, apesar dos protestos da maioria dos professores, os parlamentares-reacionários e o sindicato-pelego, comemoraram como um fato histórico. E que fato. E que história. Uma demonstração translúcida de que nem sequer desconfiam o que é história. Muito menos o que é o materialismo histórico, como é caso de alguns membros do Sinteam que se imaginam comunista. E muito menos do menos, sequer desconfiam que o comunismo, como movimento real, não é imobilizado pela subjetividade dominante de um governo eminentemente burguês.

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Seguindo o exemplo dos personagens estaduais, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, do PSDB, a degeneração da Social Democracia, o que prometeu surrar Lula, membro do partido da burguesia-ignara, se apressou e concedeu um aumento de 10% aos professores.  Mas é ilusório quando se entende da estratégia salarial aplicada sobre os professores do município durante todos esses anos. Apesar das duas situações serem visivelmente diferentes, em São Paulo, o prefeito Haddad, do Partido dos Trabalhadores, concedeu um aumento de quase 16% e os professores recusaram. Aqui, em Manaus, tem professor analfabeto profissional, afirmando, edipianamente: “Tá bom, gente! Já é alguma coisa. É uma vitória da categoria”. E o perscrutador-social, sorrindo, ironiza: “E que categoria, hein mano. Parece mais sentença de membros da ‘catiguria’”.

Diante do deboche apolítico, os professores independentes que são membros do PSTU, PSOL, Coletivo 5 de Maio (data do aniversário de Karl H. Marx- 1919), resolveram se reunir para tratar de pautas relativas as questões e, também, sobre quais decisões deverão ser tomadas diante do deboche. Dentre as considerações trabalhadas e analisadas alguns dos participantes se mostraram favoráveis à greve.

Mas a greve não depende apenas desses independentes. É preciso também ter a concordância de outros independentes e de outros professores que são independentes, mas que não fazem parte de nenhuma das entidades independentes e muito menos do Sinteam. Em função dessa cláusula grevista, os professores que compõem a Asprom, irão realizar na terça-feira, pela parte da tarde, uma reunião para discutir os dois deboches salariais: do governo e prefeitura. Além de outras pendências trabalhistas.  

AVANTE, CAMARADAS!

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SINTEAM SUBMISSO E PARLAMENTARES REACIONÁRIOS COMEMORARAM HUMILHAÇÃO IMPOSTA AOS PROFESSORES ESCRAVIZADOS

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Não precisa ter estudado Marx e muito menos ser marxista, para entender que todo profissional alienado é um ente metafísico e nessa condição é inimigo do trabalhador, e todo parlamentar reacionário é também metafísico e, portanto, também, inimigo do funcionalismo público como, também, inimigo do bem social e da democracia. É óbvio, mas não é óbvio para a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) e professores que lhe apoiam e os parlamentares que votaram ontem contra a educação no Amazonas representada, em sua parte docente, pelos professores independentes das neuroses de base dos que são contra o conhecimento como corpo revolucionário de uma sociedade. 

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Os professores independentes membros do PSTU, PSOL, Asprom e outras entidades educacionais estão tentando fazer valer seus direitos trabalhistas já há algum tempo, mas não são ouvidos. E quando são ouvidos, são ouvidos pelos ouvidos dos inimigos. O que não são os ouvidos da categoria dos professores. Os professores independentes reivindicam 20% de reajuste, vale transporte e vale refeição. O governo prometeu 5,6% de reajuste. Os professores independentes contestaram, mas o Sinteam, que é composto por membros do PCdoB que faz parte do governo cuja ideologia reacionária tem supremacia há 30 anos no estado Amazonas, aceitou.

A votação foi marcada para terça-feira na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), mas por reação imperiosa do presidente da mesa, deputado Belarmino Lins, vulgo Belão, figura que os professores independentes carregam ojeriza, a sessão foi suspensa. Na quarta-feira, novamente Belão, roubou a cena dos professores suspendendo mais uma vez, prepotentemente, a votação. Então, a votação ficou marcada para ontem. Mais um dia a-histórico para o Amazonas. Apesar de parlamentar reacionário, que não sabe o que é história, ter comemorado como histórico. A votação confirmou o raciocínio abstrato dos parlamentares e dos membros do Sinteam.

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Os abstratos-metafísicos parlamentares votaram pelo reajuste de 5,6% e negaram a aprovação do vale refeição e vale transporte, afirmando que essa questão não podia ser tratada para aquele momento. Os alienados-metafísicos irmanados com os reacionários-metafísicos foram ao delírio. “Vitória!”. Na verdade um ato deplorável de confirmação à submissão. Ainda mais quando se sabe que o PCdoB tem uma história invejável nas lutas pelas liberdades no Brasil. Se não é aceitável que reacionários-metafísicos parlamentares tomem a atitudes que humilham os professores para que eles permaneçam escravizados, mais aceitável ainda é que membros de um partido íntegro historicamente se junte com os reacionários contra os direitos dos trabalhadores.

Ocorrências antidemocráticas:

  • Antes do início da sessão professores independentes foram impedidos de adentrarem no plenário da Aleam. Foi permitida a entrada apenas dos membros do Sinteam e gestores de escolas. Os submissos que são indicados pelos dedos apolíticos, muitas vezes de parlamentares reacionários-metafísicos.   
  • Durante a tentativa de entrar na Aleam, professores independentes foram barrados pelo próprio presidente do Sinteam, Marcos Libório, que chegou a agredir uma professora que filmava com seu celular. Veja o vídeo com exibição explícita da delicadeza e amabilidade, do sindicalista defensor das causas antagônicas aos trabalhadores.

PROFESSORES DECIDEM MANTER GREVE

Professores das redes estadual e municipal do Rio, em greve, realizam assembleia para decidirem os rumos da paralisação (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Reivindicando desde o dia 12, reajuste salarial de 20%, redução da jornada semanal de trabalho dos profissionais administrativos para 30 horas e um terço da carga horária para preparar aulas, os professores decidiram manter a greve que já conta com mais de 27 mil profissionais paralisados no estado.

Os professores se reuniram no Clube Militar para formar uma comissão que irá negociar com o Poder Publico. De acordo com s diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais do Rio de Janeiro (Sepe), Marta Moraes, os governantes ainda não atenderam a categoria.

“Ainda não fomos recebidos pelos governos. Queremos negociar”. Disse a diretora.

Pela parte da tarde de ontem, dia 15, os professores foram até a Central do Brasil e Avenida Presidente Vargas para se reunir com manifestantes que se posicionam contra os gastos públicos e a realização da Copa.

Os professores também explicaram porque não compareceram ao encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para discutir o assunto.

“Fomos notificados na véspera e a reunião foi às 10h. Além disso, a audiência em Brasília só faria sentido se houvesse esgotado a etapa de negociação, que sequer tivemos”, disse Wiria Alcântara, membro do Sepe. 

DEPUTADO BELÃO APROVEITA LAMBANÇA PROVOCADA POR PRESIDENTE DO SINTEAM SUSPENDE SESSÃO E PROFESSORES CONTINUAM ESCRAVISADOS

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Para quem está entrando na peleja agora, é muito simples de entender. Há muito tempo, professores independentes do PSTU, PSOL, ASPROM, e outras entidades lutam para conseguir fazer valer seus direitos trabalhistas. Direitos que em uma democracia real nenhum trabalhador precisaria reivindicar, posto que todos os governos saberiam de suas existências. Mas como a realidade é da ausência de democracia real e predomínio da ignorância, os professores têm que partir para a peleja.

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Os professores reivindicam uma reposição salarial de 20%, vale alimentação e vale transporte. Mas de quebra, como forma de democratizar parte da escola, pretendem eleições diretas para diretores. Uma verdadeira pretensão, já que os diretores de escolas são indicados com auxílio de uma barganha política que os fazem cabos eleitorais de candidatos aos cargos Legislativo e Executivo. Uma violência contra a escola democrática, a pedagogia, o ensino e os estudantes, além dos professores. Mas os diretores indicados aplaudem e têm medo de perder a humilhação.

Pressionado, o governo resolveu oferecer um reajuste 5,6% agora, e mais 3,4%, em janeiro quando será outro governo. Os professores independentes não aceitaram, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), que comandado por membros do PCdoB que tem cargo no governo, como são aliados dos governos reacionários que vêm implodindo a cena política no Amazonas há trinta anos, aceitaram.

Na terça-feira, dia 13, Dia da Abolição da Escravidão, estava marcada a sessão de votação das pautas, principalmente, o reajuste. Os professores independentes compareceram para impedir a votação do deboche chamado de reajuste. O mesmo fizeram os professores do Sinteam, só que para defender a proposta do governo. Mas o presidente da sessão, deputado Belarmino Lins, vulgo Belão, que é um vezeiro dos governos reacionários, resolveu suspender a dita sessão para ser realizada no outro dia.

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Ontem, dia 14, dia de lua cheia, lá os professores foram para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) acreditando, mas nem tanto, que seus direitos seriam tratados com direito. Como havia a PEC dos Psicólogos e dos Assistentes Sociais para serem votadas, e foram, para o bem desses profissionais, as pautas dos professores foram deslocadas para o fim, por determinação da mesa. A sessão vinha sendo conduzida pelo deputado Josué Neto, mas quando chegou o momento da votação das pautas dos professores ele saiu e deixou em seu lugar o conservador, Belão. Personagem que os professores independentes sentem ojeriza, por tratar-se de figura de difícil trato. 

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Em um dado momento, o professor Lambert, membro da Asprom, se deslocou para falar com um deputado para que ele votasse com a categoria as ementas do vale transporte e vale refeição. Na volta, o presidente do Sinteam, Marcos Libério, interpelou o professor Lambert, falando ríspido com ele, o professor Jamerson, que também é membro da Asprom, interferiu e impediu a agressão. Libório, que não é transportado pela dialética, embora imagine ser comunista, foi para cima do professor Jamerson. Foi formada a confusão. Belão, que ‘ama’ os professores, aproveitou a lambança provocada por Libório, e com o tom autoritário que lhe é peculiar, suspendeu mais uma vez a sessão.

Dessa forma, ficou marcado para hoje a votação das pautas dos professores. Quer dizer, se não houver mais lambanças.

NA DATA DA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS PROFESSORES DO AMAZONAS CONTINUAM ESCRAVISADOS PELO GOVERNO E SEU SINDICATO

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O dia era propício, para a transformação da data simbólica, 13 de maio, Dia da Libertação dos Escravos, em uma data real, onde a liberdade mostrasse seus efeitos como expressão trabalhista. Mas o simbólico prevaleceu, o a-histórico se mostrou dominante. Nem o Dia de Nossa Senhora de Fátima foi respeitado.

Os professores se prepararam para o embate contra o poder oficial pelos seus direitos trabalhistas. De um lado os professores, profissionais analfabetos, os que são carregados por um conhecimento restrito de sua profissão no contexto de uma sociedade pluridimensional, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) aliado dos governos reacionários que dominam a cena apolítica no Estado do Amazonas. Do outro lado os professores com perspectiva política mais ampla, representados pelos grupos independentes, que também, de certa forma, se rivalizam, mas contrários à proposta do governo e a submissão do Sinteam, que é, para eles, uma representação ficcional da categoria.

Os primeiros concordaram com a proposta oferecida pelo governo de 5,6% agora e 3,6%, em janeiro de 2014, quando o governo será outro. Uma debochada bofetada na categoria que pede 20% de reposição. Os segundos não concordam com a proposta, e muito menos com a decisão de aceitá-la determinada pelo Sinteam.

 O dia 13 de maio seria o grande dia. Os deputados, mesmo em sua maioria pró-governo, iriam votar a proposta e os professores independentes iriam contestar a proposta que para eles é um acinte. Marcada a sessão para as nove horas, a galeria da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) estava lotada, mas nem todos os deputados estavam presentes. O próprio presidente da sessão, o reacionário Belarmino Lins, vulgo Belão, conhecido no Amazonas como defensor e beneficiário de todos os governos direitistas que há 30 anos atrasam o Amazonas, chegou às 10h30 quando a sessão já havia começado e logo ocupou a presidência da mesa.

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Reiniciada a sessão, com o retardatário-deputado, alguns professores tentaram se pronunciar, mas Belão, que politicamente não tem nada de belo, tentou impedir.  Só que ele não sabia que o deputado José Ricardo, do Partido dos Trabalhadores (PT), havia concedido seu tempo para que os professores se pronunciassem. Enfezado e censurando o deputado Zé Ricardo, Belão, o parlamentar antagônico da estética-política, teve que ouvir os professores.

Em seguida, em uma visível articulação, o deputado reacionário do Partido dos Trabalhadores, Sinésio Campos, também aliado dos retrógados governos, conseguiu que o presidente do Sinteam, Marcos Libório, ocupasse a tribuna para fazer seu pronunciamento em defesa do Sinteam e do governo. Intento frustrado: os professores independentes compuseram uma sonora vaia acompanhada por expressões: “Fora, pelego! Baba-ovo! Puxa-saco! Cavernoso!”, ente outros codinomes pelegais.

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Diante da reação dos independentes, Belão, resolveu suspender a sessão e nada foi votado. Os professores independentes não pediram arrego: armaram acampamento na frente da ALEAM. Uma espécie de vigília para evitar qualquer manobra, além da que já havia sido decidida.

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Os professores acamparam porque acreditam que pode haver qualquer articulação para que os governantes levem vantagem. Eles lembram que anos passados, na calada da madrugada, deputados afetados pela mesma subjetividade dominadora de agora, votaram uma aposentadoria para o então vice-governador, hoje ex-governador e candidato ao Senado, Omar Aziz, mas que depois foi desfeita. Para o bem do erário público, é certo.

Hoje, dia 14, dia de lua cheia, os professores voltam a ocupar a ALEAM devido à promessa de que a proposta será votada. Os professores independentes não abrem mão dos 20%. Ainda mais agora que descobriram que a proposta do governo, não trata dos 3,4% de janeiro, quando será outro governo.

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO AMAZONAS FAZ ACORDO COM GOVERNO CONSERVADOR E OFENDE A CATEGORIA

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O fato é de simples entendimento como produzir uma aula criativa, onde o professor não é um ensignador e muito menos faz de sua profissão uma prática de marcação de poder. Os professores do estado Amazonas, diga-se: os que sabem diferenciar o que é trabalho (a potência antagónica do capital) e emprego (o bem social), há anos tentam juntos aos governos estadual e municipal, dialogar sobre temas referentes à sua nobre e imprescindível profissão como princípio criador de democracia. Todavia, todas as tentativas foram infrutíferas.

Os professores e outros trabalhadores da educação só pleiteiam o que a lei trabalhista indica. Um salário baseado no que prega a Constituição, plano de saúde, auxílio alimentação, tique refeição e vale transporte. Direitos que em uma democracia real os profissionais nem precisariam reivindicar. Inicialmente pediram um ajuste salarial de 20% e junto com o pagamento de direitos que governos, como a prefeitura, não pagam. Com esses temas, também conhecidos como pauta, eles se organizaram e realizaram algumas passeatas reivindicatórias com o objetivo de chamar a atenção dos governos e, também, da sociedade que em grande maioria é alienada, principalmente a classe média.

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Ocorre, porém, que embora existam algumas entidades que lutam pela categoria como os professores ligados a Asprom, os que fazem parte do PSTU, PSOL, e até do PT, todos independentes aos dois governos, existe também o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) que é dirigido por membros do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e que há anos é ligado aos governos conservadores e manipuladores que dominam o cenário apolítico do Amazonas há 30 anos. A muralha reacionária que imobiliza o Amazonas.

Trabalhando sempre de acordo com esses (des) governos, o Siteam facilita a derrota das causas que os professores, que não são ensignadores, se engajam. Assim, foi que depois da última manifestação em praça pública realizada na semana passada, os professores conseguiram um aceno de que os governos iriam conversar com eles. Talvez, por ser tempo de eleição.

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As entidades independentes acreditaram (quem sabe nem tanto). Só que o Sinteam já estava firmando acordo com o governo do estado na pessoa do candidato ao governo, José Melo. Desse acordo, ficou como resultado, e aceito pela direção do Sinteam e professores que o apoiam, que o governo vai conceder um aumento de 5.6% a partir desse mês de maio, em janeiro de 2015, já com outro governo, mais um mísero 3.4%. O que resulta em um aumento de 9%. Uma bofetada na categoria. E mais, o auxílio alimentação, também, só será conferido em janeiro.

Ontem, dia 6, os professores independentes da submissão se reuniram e se declararam contrários à proposta do governo que fora aceita pelo Sinteam. No mesmo tempo, o Sinteam também se reuniu com seus comparsas para considerar acordo fechado com o governo. Alguns professores, embora filiados ao Sinteam, não comungam com suas alianças antidemocráticas , tentaram participar da reunião, mas foram impedidos pela força do sindicato – qualquer semelhança com a Força Sindical é compreensivo -, como o caso dos membros PSTU, PSOL, 5 de Maio (aniversário de Marx) que se sentiram profissionalmente ofendidos em seus direitos pelo sindicato.

Agora, como a matéria vai ser votada, na próxima semana, na Assembleia Legislativa (que é sustentada por eternos deputados ligados ao governo) os professores independentes da submissão governamental, prometem realizar um ato para tentar mudar o acordo que fere a categoria.

PROFESSORES PARTICIPAM DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO ESVAZIADA PELOS DEPUTADOS REACIONÁRIOS

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Se fosse em uma democracia-real, não haveria necessidade de Audiência Pública com professores: os governantes do estado e do município seriam sujeitos traspassados pela potência-política e saberiam de seus deveres e proporcionariam a realização dos direitos da classe. Se fosse pelo menos em uma democracia realisticamente representativa os professores também teriam seus direitos realizados, mesmo tendo que reivindicar. Mas que seria uma reivindicação conduzida por categorias da razão. Entretanto, como se trata de uma democracia-simulada, onde a maioria dos deputados finge ser democrata sem sê-lo, pois se encontra mais preocupada com seus interesses, que estão também ligados aos interesses do Executivo, os professores têm que lutar muito por seus direitos trabalhistas-profissionais garantidos. Luta que quase sempre não resulta profícua por força das tiranias dos governantes.

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Por isso, não é nada surpreendente que em uma audiência pública só compareçam três deputados, José Ricardo, Luiz Castro, opositores do governo reacionário, e Belarmino Lins, ex-Belão, presente pela força do cargo na ocasião: presidente da mesa. Como não é nada surpreendente a ausência da maior parte dos professores. Esses professores não sabem distinguir o que seja trabalho e emprego. Eles não sabem que emprego é o bem social, e que trabalho é a potência antagônica em relação ao capital. Capital quer seja privado ou estatal é marcador de condições sociais do trabalhador. Daí que o trabalhador precisa de emprego, mas com consciência da potência do trabalho. Sujeito de transformação do mundo.

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O certo é que com deputados ou sem deputados os professores presentes apresentaram suas pautas de reivindicação.

– 20% de reajuste salaria.
– Vale transporte e vale alimentação.
– HTP para o município e o estado.
– Plano de saúde.
– Posição das Secretarias de Educação contra as ameaças infringidas por diretores contra professores contratados.

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Das discussões foram extraídas algumas decisões. Os professores determinaram o dia 7 de abril como data para que os governos do estado e município respondam às suas reivindicações. Caso os dois seguimentos político-administrativos não respondam ou respondam contra suas reivindicações eles, no dia 11 de abril, vão se reunir para estudar uma greve geral. É a luta da potência-trabalho contra o capital perversamente distribuído.

LEIA AS 12 LIÇÕES IDEOLÓGICAS DE UM BURGUÊS E VEJA O VÍDEO ONDE, ELE, PROFESSOR DA USP, COMEMORA A DITADURA MILITAR

Eduardo Lobo Botelho Guallazi, professor de Direito da Universidade do Estado de São Paulo (USP) aproveitou aula para ler uma carta-aula de elogio à ditadura civil-militar instalada no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Mas estudantes realizaram uma manifestação protestando contra o ato do professor que agrediu os estudantes.

Para entender melhor a personalidade do professor é preciso ler suas 12 lições apresentada na carta-aula que mostram como ele cultuou seu eu-tirânico.

1 – Aristocratismo. 2- Burguesismo. 3. Capitalismo. 4- Direitismo. 5- Euro-brasilidade. 6-Família. 7- Individualismo. 8- Liberalismo. 9- Música erudita. 10- Panamericanismo. 11- Propriedade privada. 12 – Tradição judaico-cristã.

Veja o vídeo e analise como Eduardo pode ser professor.

 

EM ATO DE PARALISAÇÃO NACIONAL PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE MANAUS PROTESTAM CONTRA A CONDIÇÃO MISERÁVEL DO ENSINO PÚBLICO NA NÃO-CIDADE

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Há anos as pesquisas sobre as condições em que se encontra o ensino público no estado do Amazonas e, mormente, na capital, Manaus, não mudam seus resultados mostrando sempre o estado miserável em que estagnou. O estado e a capital permanecem entre os priores índices de fracassos quanto sua política pública. Não adiantaram os incentivos que o Ministério da Educação promoveu a partir dos governos Lula, e, agora, Dilma, porque o exercício local é lamentável. Os governantes, tanto do estado como do município, nunca foram capazes de estabelecer uma política de ensino que motivasse e transformasse esse quadro desabonador.

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Não é para menos. Além dos governantes não terem qualquer sentido de elevação do homem através da educação, que sempre fica na enunciação condicionante de suas perspectivas pessoais, os cargos de secretários de educação são sempre barganhados. Os secretários são escolhidos de acordo com suas posições de aderência aos interesses dos governos. É por isso que tanto no estado como no município secretários permaneceram anos após anos na função e o ensino público em disfunção. Os governantes acreditam e defendem que o secretário de educação é só para cumprir uma tarefa administrativo-financeira. Usar, às vezes, uma verba irrisória para manter algumas escolas parcamente em suas funções materiais. Uma triste qualidade onde o educando é afastado de sua condição de saber humanizado.

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No caso específico da Secretaria de Educação do Município, o primeiro secretário de educação do governo Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, foi o deputado federal do DEM, Pauderney Avelino, que afirmou que professor gosta mesmo é música brega, cantada pelo finado Regilnaldo Rossi. Contratado para ‘animar’ a festa dos professores, em 15 de outubro do ano de 2012. Pauderney não é transpassado por qualquer signo ontológico da educação-pública. Mas mesmo assim foi indicado pelo prefeito de Manaus que prometeu surrar Lula.

Agora, o ‘novo’ secretário de educação é Humberto Michilles, que já foi deputado. Em reunião na segunda-feira, dia 17, com diretores de escola disse que agora a coisa vai mudar. Todos terão que trabalhar. Diretores e professores têm que trabalhar, quem faltar será punido. A vigilância vai ser rigorosa. E para completar a carraspana, nos diretores que ouviam tudo calados e temerosos, disse que eles estavam no sonho, mas que a partir daquele momento eles passariam a ter pesadelos. Um quadro edipiano/freudiano. Michilles, o pai-castrador e os diretores, os filhos-culpados temerosos.

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Para validar e fortalecer sua posição-opiniática, ele reconheceu que o ensino fundamental das escolas de Manaus encontra-se nos últimos lugares no Brasil, mas que ele ia mudar o quadro nos próximos anos. Tudo dito com arrogância. Uma demonstração ‘sensível’ de seu engajamento educacional. E uma antecipação de que tudo vai ficar como se encontra ou piorar, visto que Michilles, como Pauderney, não têm qualquer corpo constitutivo necessário às ultrapassem do saber. Não é carregado por saberes e dizeres que criam variáveis em corpos imobilizados, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari.

Uma realidade-miserável que impulsionou os profissionais da educação a irem à rua, no Dia Nacional de Paralisação promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Foram mais de dois mil trabalhadores na educação como professores, merendeiras, pedagogos, administradores e outros profissionais da educação. Um número pequeno, mas mostrou que as chamadas autoridades não estão livres para fazerem o que bem querem com o ensino público e a categoria. Categoria que tem muitos trânsfugas que só defendem suas existências privadas e assim se cumpliciam com os inimigos da educação. São professores cujas sensibilidades e inteligências só compõem com a ‘elevação espiritual’ proferida pelo prefeito, o secretário e Reginaldo Rossi.

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Os profissionais da educação exigiram que fosse repassado 10% ao ensino nacionalmente, mais reajuste para categoria estadual de 20%, e auxílio alimentação e auxílio transporte. Sustentado por essas pautas, o professor-filósofo, Edmilson Lima, um militante que conhece os direitos democráticos da categoria, subiu ao carro-tribuna e proferiu um discurso mostrando a condição de desrespeito que hoje a categoria passa. O mesmo fez o professor, Vitor Cunha, que lembrou que até o dia de ontem, 18, a secretaria de educação não havia pago os 60% do Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (IDEB), que os professores têm direito. E completou afirmando que a categoria iria recorrer ao Ministério Público para que o prefeito Arthur Neto, cumpra uma norma do ensino cuja verba é oriunda do governo federal. Já o professor-filósofo-ator, Marcos Ney, explanou com detalhes o que viu e ouviu na reunião-carraspana do secretário Michilles, com os calados diretores de escolas do município. A categoria não gostou nada.

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ADENDO SINTÉTICO DO ATO

Em Manaus mais de dois mil professores participaram do dia nacional de paralisação pela educação há muito tempo paralisada pela SEDUC e SEMED.

A concentração foi na Praça da Polícia às sete horas da manhã com presença da multidão de trabalhadores em educação.  O que mais impressionou tanto os profissionais como os transeuntes.

O itinerário da passeata foi pela Avenida Sete de Setembro e Avenida Eduardo Ribeiro, até chegar à Praça do Congresso.  Mobilização histórica que não ocorria faz muito tempo desde os tristes tempos dos desgovernos de Fernando Henrique, amigo do prefeito Arthur Neto.

O estímulo que levou os profissionais da educação para o ato foi a luta pela valorização dos profissionais da educação e reajuste salarial já; 10% do PIB para a educação; combate ao Assédio Moral feito pelos diretores das escolas e outros .

Outro assunto importante que foi abordado no ato foi a questão do dinheiro do IDEB que a prefeitura de Manaus não repassou aos professores. E o engraçado é que quem levou a culpa foi o gato da música que os professores cantaram: “onde está o dinheiro? O gato comeu e ninguém viu”.

Outra questão chamativa foi a ausência total do SINTEAM, Sindicato dos Professores no Amazonas, dirigido pelo PC do B/AM . Partido do secretário de estado, Eron Bezerra, e da senadora, Vanessa. Sendo que este evento tratou-se de um ato nacional promovido pelo CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) entidade liderada pelo PC do B nacional. O SINTEAM já está fora da luta dos trabalhadores há mais de dez anos. E o pior, sempre ao lado dos governantes (Amazonino, Braga, Omar).

Na verdade a paralisação contou com a organização da luta dos professores: unificação dos pequenos grupos como: ASPROM (Associação dos professores do Amazonas); Associação dos Professores de Luta do Amazonas; Movimento de Oposição; Unificar para Lutar. Mais que já seguem rachados, pois que uns são a favor da retomada do sindicato pelego e outros são a favor da criação de um novo sindicato.

Por outro lado, a SEMED e SEDUC reuniram todos os diretores das escolas para impedir que este movimento cresça utilizando como arma contra os professores o velho assédio moral e perseguição das lideranças do movimento.

Outro fato que ocorreu foi que apesar do ato ter tido a presença de mais de 2000 mil professores sofreu a sabotagem do coronelismo regional da imprensa local que impediu a divulgação do evento para a população.

A paralisação foi programada para três dias com a realização de pequenos atos  na frente das escolas.

7º PRÊMIO PROFESSORES DO BRASIL HOMENAGEIA PROFESSORES ATIVOS E CRIATIVOS

Os professores que atuam criativamente na sala de aula de escolas do ensino público com projetos que auxiliam os educandos no desenvolvimento de suas faculdades humanas para uma melhor participação no mundo, os professores que se destacam por serem ativos e criativos, são premiados pelo Ministério da Educação (MEC). Essa foi à forma que a instituição federal encontrou para reconhecer a vocação, a disposição e o talento desses profissionais da educação.

O propósito do Prêmio Professores do Brasil é valorizar a atuação do professor resgatando sua importância histórica através de sua produção. Para isso, visibilizar na comunidade sua experiência educacional em sua escola que pode ser usada por outros professores e incluída no sistema de ensino.

Verenice Gonçalves de Oliveira, de São João Evangelista, em Minas Gerais, foi uma das vencedoras pela criação do projeto, Vó, Me Conta, que incentiva os educandos do ensino médio a produzirem obras literárias.

“Já estamos na terceira edição do projeto e do livro, que busca reunir as histórias antigas da nossa região, contadas pelos avós através das gerações”, disse a professora ativa e criativa Verenice de Oliveira.

 No momento da entrega dos prêmios, o ministro da Educação Aloísio Mercadante, falou sobre as políticas adotadas pelo MEC para implementação de formas necessárias para a fundamentação da educação. Ele falou sobre a informatização da escola, as creches, a alfabetização na idade considerada certa e expansão da jornada escolar.

“Quinze por cento das crianças brasileiras não são alfabetizadas até os oito anos de idade, e isso é decisivo para formar as habilidades cognitivas e determinante para vida escolar e profissional do aluno. Por isso, hoje temos 94% das crianças de 4 a 5 anos na escola.

A nova geração é toda digital e informatizada, mas essas ferramentas não substituem o professor: ele é o mediador e o líder do processo de aprendizagem. Por isso, estamos começando sempre com o professor”, disse o ministro.

SINDICATOS DOS PROFESSORES AFIRMAM QUE O ANO DE 2013 FOI DE LUTAS E GANHOS

Com mobilização marcada para o dia 4 dezembro, em Brasília, os sindicatos dos professores do Brasil fizeram uma avaliação de suas atuações no ano de 2013, e, segundo eles, o resultado foi de ganhos.

Foram muitas as manifestações realizadas pela categoria em todo o Brasil. As reivindicações foram desde a apresentação de pisos de carreiras e salários até melhores condições da educação no país. Principalmente no ensino público. A categoria que trabalha no ensino público do Rio de Janeiro foi a que mais demonstrou nacionalmente sua luta reivindicatória por salários justos e qualidade eficiente de ensino. Os professores do Rio foram perseguidos, espancados e presos, mas mesmo assim não desanimaram diante da intransigência das ditas autoridades do Estado.

Nos dias 23,24 e 25 de abril, a categoria fez paralização nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), na Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. Aderiram à greve convocada pela confederação professores de 22 estados; Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Os professores do estado do Amazonas não participaram pelos motivos óbvios: alienação profissional ou anemia molar, e sua condição de pelego. O sindicato dos professores dos Amazonas é braço reacionário dos governos que há quase 30 anos imobiliza o estado. Tanto governo estadual ou municipal. 

Fazendo justiça, não foi todo o Amazonas que mostrou seu corpo alienado e inerte. No município de Apuí, muito distante da capital Manaus, talvez por isso não contaminado pelo sindicato submisso – os professores realizaram greve entre os dias 3 e 5 de junho. Suas reivindicações foram por que eles não recebiam o Piso Salarial Nacional do Magistério, que chegou a defasagem de 31%. A greve chegou ao fim com a promessa do governo de pagar 14% de reajuste para os professores e 9% para outros trabalhadores da educação.           

“Foi um ano positivo dentro dos limites colocados para a gente. O salário e o plano de carreira são os dois grandes motes da negociação e temos todo um processo de mobilização que não conseguiu avançar, mas que manteve o piso e a carreira sem nenhuma redução. A mobilização foi mais de resistência e de impedir que a gente perdesse.

Ano que vem é um ano eleitoral e fica mais difícil nas redes estaduais porque só temos até abril para negociar. Depois disso a lei eleitoral impede. Porém, são anos que os estados abrem um pouco mais. Não chega no que a gente quer, mas historicamente conseguimos reajustes de dois dígitos.

Ao todo, 50% dos cursos de licenciatura são a distância e 70% deles estão no setor privado, que prioriza mais vender os produtos do que aprimorar sua qualidade. Sabemos que na prática temos um processo de defasagem de uma geração que não vivenciou a ditadura militar. A gente tem que resgatar a história e pensar em quais as demandas para o futuro”, analisou o secretário de assuntos educacionais da CNTE, Heleno Araújo.

PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO DOS MUNICÍPIOS DO RIO TERMINAM GREVE

A greve dos professores dos municípios do Rio de Janeiro por melhores condições salarial e melhores projetos para uma educação de melhor qualidade, terminou ontem, dia 25. A categoria estava em greve desde o mês de agosto. Durante esse tempo, várias manifestações foram realizadas com objetivo de conseguir dialogar com as autoridades da educação do estado e dos municípios.

Mas a luta não foi racional. Vários professores foram feridos e presos pela Polícia Militar nas ruas do Rio levando a população a protestar contra os dois governos. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil Rio de Janeiro e partidos políticos, entre outros se manifestaram a favor da reivindicação da classe e contra os atos de violência desferidos pela PM do Cabral.

Os governos tentaram parar a luta concedendo um plano de carreira e salários sem a participação dos professores. Eles recorreram à Justiça e ganharam: o plano foi desativado. Já na instância Federal, O Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu as reivindicações  dos professores e marcou uma audiência com eles as autoridades para abrir o diálogo.

Ontem, a categoria fez uma assembleia para decidir se a greve iria continuar ou parar e, com um resultado apertadíssimo, a classe resolveu o termino.

“A categoria sinalizou, em toda sua intervenção, que não vai sair da luta, no sentido de que ela rejeita o plano de Eduardo Paes e nós vamos continuar tentando abrir esse canal de negociação.

 A gente não aceita professor polivalente, a gente não aceita que a merendeira não seja chamada cozinheira, a gente não aceita percentual diferenciado na progressão por tempo de serviço e formação, um para professor outro para funcionário. Então a luta não acabou”, analisou Gesa Correa, coordenadora do Sindicato dos Profissionais Estadual de Educação (SEPE).

STF SUSPENDE DECISÃO DO TJ DO RIO DE JANEIRO DE GARANTIR AOS GOVERNOS ESTADUAL E MUNICIPAL O DIREITO DE CORTAR PONTOS DOS PROFESSORES EM GREVE

Depois de uma grande manifestação realizada ontem, data comemorativa da categoria profissional, os professores, depois de já terem sidos agredidos e presos pela Policia Militar do governo Sérgio Cabral – sem qualquer talento para sambista -, conseguiram uma contagiante vitória trabalhista. É que o ministro Luiz Fux – o mesmo que votou contra os embargos infringentes, e disse, antes de ser escolhido pelo governo popular para ser ministro, que o caso do mensalão “mataria no peito” – do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a decisão obtida pelos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro que determinava o corte dos pontos dos professores em greve. Em sua decisão o ministro criticou a posição adotada pelo governador Sérgio Cabral – o que não samba – e o prefeito Eduardo Paes – que não quer paz com os professores -, e de quebra o Tribunal de Justiça do estado.

“Desestimula e desencoraja, ainda que de forma oblíqua, a livre manifestação do direito de greve pelos servidores, verdadeira garantia constitucional”, disse o ministro que marcou o dia 22 como data para uma audiência de reconciliação, em Brasília.

Diante da decisão do STF, Marta Moraes, coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro, comemorou o fato jurídico.

“Ontem, fomos às ruas sem motivo para comemorar, para exigir educação pública de qualidade. No Dia do Professor, o que ganhamos do governo do Rio foram ameaças de corte de ponto e demissões, então com essa decisão nós nos sentimos respeitados, e foi um grande presente para os profissionais da educação.

Nossa pauta não e somente salarial, é principalmente pedagógica. Então, essa audiência de conciliação, esse espaço é muito importante para buscarmos uma solução, para que a gente possa pautar nossas propostas com relação ao plano de carreira e outros temas. Eles têm que nos ouvir, este é um dos papéis dos governantes”, analisou Marta.

Com todo respeito à companheira Marta, não foi um grande presente aos professores concedido do STF. O ministro – que votou constitucionalmente errado contra os embargos infringentes, segundo nos mostro o voto do ministro Celso de Mello – Fux só fez cumprir uma lei, no seu entender. Que foi superior ao entendimento do TJ do Rio.

Mas os professores não tiveram apenas esse contentamento jurídico. A juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública, Roseli Nalin, negou a revogação da liminar que anulou a sessão da Câmara dos Vereadores que estabeleceu o plano de cargos e salários da categoria sem a presença dos professores durante a votação.

“Ao que tudo indica, como demonstram os autos, questões de grande relevâncias não tratadas com o devido cuidado e com a profundidade necessária. Reitere-se que a discussão dos autos está centrada no processo legislativo, o que diferem em muito de eventual impetração contra lei em tese. Conforme se verifica, o Egrégio Superior Tribunal de Justiça assentou, expressamente, o entendimento de que a impetração, por parlamentar de mandado de segurança, contra atos dos órgãos de direção do Parlamento que venha acarretar afronta ao devido processo legislativo, difere-se, em absoluto, do questionamento contra a lei em tese”, sentenciou a juíza Roseli.

ENQUANTO EM MANAUS PROFESSORES SÃO INEBRIADOS POR SHOWS PATROCINADOS PELOS GOVERNOS, PROFESSORES DO RIO FAZEM PROTESTOS E CONTINUAM GREVE

Já é histórico: grande parte dos professores do estado do Amazonas não possuiu consciência política. É uma categoria que quando realiza reivindicação é apenas salarial. Questões sobre a fundamentação histórica do ser professor, jamais são discutidas. Compreender que a aula é um ato político não chega ao seu alcance, posto que para essa grande parte, a aula é apenas o momento em que conteúdos programáticos são repassados aos alunos. Por isso, não entende que antes de ser aluno – como diz o significado: sem luz -, é educando. Um devir-produtor de novos saberes e novos dizeres.

Sem a concepção política do que seja o devir/educação, sua realidade produtiva política, esses professores são facilmente inebriados, com o que lhe é oferecido pelos governantes, como forma de comemorar a data do dia 15 de outubro. Para eles, shows e sorteios de objetos de consumo, é uma maneira dos governos estadual e municipal reconhecerem a importância de seu trabalho. Nada de aproveitar a data para pensar sobre a amplitude da categoria e apresentar a esses governos os reais elementos construtores da educação.

Entretanto, ao contrário desses professores do Amazonas, os professores de educação da rede pública do município, do Rio, sabendo que “não há motivo para festa e para rir à toa (Belchior)”, depois de serem expulsos do plenário da Câmara Municipal, agredidos e presos por policiais militares que usaram, além de cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo, e terem o seu Plano de Cargo e Salários aprovado pela Secretaria de Educação sem as suas presenças – a Justiça suspendeu tal aprovação -, aproveitaram a data para continuarem seus protestos.

Com dois meses de greve, os professores se reuniram, ontem, dia 15, no centro da cidade, na frente da Igreja Candelária, e partiram em direção à Cinelândia. Juntaram-se a eles representantes do Movimento Sem Terra (MST) e os black blocs, além de outros manifestantes. A passeata foi pacífica, mas várias ruas foram fechadas, a Câmara Municipal, as proximidades do Palácio Pedro Ernesto, foram protegidas por grades de metal como forma de precaução dos governos do estado e do município.

Mais tarde, os professores se reuniram no Club Municipal, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, realizaram uma assembleia e decidiram pela continuação da greve.

Par não ficar de todo uma única alienação, umas dezenas de professores do Amazonas realizaram um pequeno ato contra a política salarial dos governos locais. O resto, a maioria, ficou na onda das “pernas pru ar que ninguém é de ferro”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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