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EDUCAÇÃO NÃO COMBINA COM APROVAÇÃO NEM REPROVAÇÃO

Os periódicos de Manaus na semana que terminou divulgaram um assunto que merece  comentário.  Trata-se da aprovação e reprovação de alunos na rede escolar.

 De um lado, professores acusam a SEDUC-AM de obrigá-los a aprovar os alunos. De outro, a SEDUC-AM diz que o professor deve fazer as recuperações paralelas quantas forem necessárias caso o aluno não obtenha a nota mínima para aprovação.

 Não resta dúvida que tudo isso tem por tras somas altas de dinheiro principalmente envolvendo a Secretaria  e o Ministério da Educação. Mas por outro lado, trava-se uma briga que tanto a Secretaria de Educação como professores não percebem que educar não combina com aprovar ou reprovar.

Infelizmente, nos dias atuais ainda vemos professores sentirem prazer em reprovar alunos. Salas de professores, que deveria ser um lugar de alegria, prazer é um verdadeiro purgatório de maldade. Muitos são grosseiros, reprovadores de alunos e ainda criticam professores que adotam outras formas de relações, avaliações  e metodologias com os estudantes e não se preocupam em aprovar ou reprovar.

Evidentemente que o aluno numa escola deve dominar determinados conhecimentos e saberes de matemática, português, história, geografia, química, física, artes, língua estrangeiras, biologia, mas não se deve fazer da educação um campo de batalha.

Nessa questão de aprovar e reprovar certos professores não perceberam ainda que não se está fazendo nada de criativo nos vários compontentes curriculares. Está se repetindo o que está posto. As provas que são feitas o professor sabe as respostas e na maioria são pegadinhas. E agindo dessa forma, relacionamo-nos com “a-lunos”, aquele que não possui luz e não com estudantes, aquele que busca, descobre, inventa e por isso eles não obtem a nota que o Estado cobra e os professores digladiam-se com a Secretaria e entre si.

Educar é promover o novo e aí não tem nada com aprovação nem reprovação porque os dois são cobrados a partir de uma posição hierárquica de superioridade e dominação. Sendo o professor possuidor desses saberes não era para ter posicionamentos negativos na relação com os estudantes, mas sim refletir sobre ordenamentos partidos da Secretaria que precisem ser questionados para que depois não mantenham  clichês  nos dizeres  que tais políticos, juízes, advogados, médicos, enfermeiras, garis, lenhadores, atores, pedreiros e padeiros passaram por suas mãos.     

 

 

TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO PARTICIPAM DE MANIFESTAÇÕES EM DEFESA SALARIAL

Reunidos ontem, dia 10 de março de 2012, às 14 h, no antigo Centro de Estudos de Comportamento Humano – CENESC, o Movimento dos Trabalhadores em Educação expôs pauta cuja temática versava sobre o chamamento para a greve geral da educação programada para os dias 14, 15 e 16 de março corrente e panorama que trata sobre o pagamento do piso nacional dos trabalhadores em educação.

Decidiu-se na reunião, que o movimento, para não deixar, no Amazonas passar sem nenhum evento ao chamado da CNTE para a greve nacional, que fará, conforme decidido/decidindo as seguintes manifestações:

Dia 14/03/2012, às 8 h, concentração no Teatro Amazonas, frente para a Avenida Eduardo Ribeiro. Descerá essa Avenida até a Praça da Matriz, local onde realizará uma manifestação pública. Às 14 h, na Assembleia Legislativa será realizada uma Audiência Pública proposta pelo deputado estadual José Ricardo para tratar sobre a Educação no Amazonas.

No dia 15/03/2012 foi proposto manifestações com carro de som tanto de manhã como à tarde nos principais pontos de maior concentração de pessoas, como terminais de ônibus por exemplo.

No dia 16/03/2012 ficaram decidindo se realizariam uma carreata ou manifestações nas portas das escolas.

Isso tudo, está sendo feito dessa forma, porque, alguns, mais que vem aumentando a cada reunião, decidiram tomar uma atitude diante da inexistência do Sindicato da categoria. A quimera que se transformou o SINTEAM não é mais digno de ser o representante da categoria. É uma quimera pelega, vendida, subserviente, insegura,   declararam participantes  insatisfeitos.

REAJUSTE JIQUITÁIA-MUCUIM

Por ser quimera, dia 09/03/2012, simulou convocação de uma Assembleia Geral para tratar sobre o reajuste salarial cuja data base dos trabalhadores em educação da SEDUC-AM foi no dia 01/03/2012. No cartaz de convocação havia um aviso que só entraria quem tivesse quite financeiramente com a quimera. Pelo que sabemos o desconto é em folha. Só não estariam quites aqueles que a SEDUC-AM não efetuou o pagamento de fevereiro e que estão mais lisos do que caramujo africano.

Mesmo assim, segundo, informações, apareceram umas vans transportando professores do Iranduba e Manacapuru. Segundo cálculos apareceram uns 60 associados que foram comunicados que a quimera havia conversado com o governador na terça-feira e que este declarou que só podia pagar 6%. Como se vê, proposta abaixo do índice da inflação.

Os fantoches pcdobanas como estão bamburrando no money, esqueceram de colocar na proposta, R$ 300,00 de ticket alimentação, 44 vales transportes,  plano de saúde e os 33% de HTP que não há para os trabalhadores de educação da SEDUC, já contemplado parcialmente na SEMED.

Ademais, discutir salário, tem sido a tônica da categoria. Não se parou ainda para discutir a atuação do educador como agente transformador do que ai está. No próximo texto falaremos sobre isso e a questão da representatividade, abordando a quimera e as propostas cortantes do Movimento dos Trabalhadores em Educação do Amazonas.  
    

MEC DEFINE PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO: R$ 1.451

Em meio a grita de governadores, prefeitos e proprietários de empresas de ensino o Ministério da Educação (MEC) definiu o piso nacional do magistério em R$ 1.451. Em relação ao piso de 2011, o aumento foi de 22,22%. O reajuste é calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no mesmo período.

De acordo com a Lei do Piso, nenhum professor deve receber menos que o valor estabelecido em uma jornada de 40 horas semanais. É aí que os governadores estrebucham sem qualquer sucesso, porque o Supremo Tribunal Federal (STF) com firmou a legislação.

Os governadores estrebucham afirmando que não têm orçamento suficiente para pagar o piso integral estabelecido pelo governo federal. Quando os governos não têm verba para pagar os professores a União complementa o que está faltando, só que desde 2008, nenhum estado ou município recebeu o complemento, porque nem os estados e municípios conseguiram provar falta de verba.

Outro fator que leva os governantes a estrebucharem é o critério de reajuste. Para eles o reajuste deveria ser feito como em outras categorias: seguir o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Mas os governantes não estão estrebuchando sozinhos. A Câmara dos Deputados tramita um projeto de lei cujo objetivo é alterar o parâmetro da correção para o índice da inflação.

Mas a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) não dorme no ponto. Já convocou, para defender os direitos da categoria que se encontram ameaçados, uma paralisação geral dos professores para os dias 14, 15 e 16 de março. A meta principal é cobrar o cumprimento da Lei do Piso.

GOVERNADORES PRESSIONAM A CÂMARA PARA APRESSAR A VOTAÇÃO DO PROJETO DE LEI QUE REDUZ O PISO DOS PROFESSORES

O projeto de Lei que reduz o reajuste do piso nacional dos professores dos atuais 22%, este ano, para 6% que tramita na Câmara dos Deputados, teve uma nota que causou temor e tremor na categoria. É que os governadores Jacques Wagner, da Bahia, Antonio Anastasia, de Minas Gerais, Cid Gomes, Ceará, Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, e Renato Casagrande, do Espírito Santo, foram pressionar o presidente da Câmara Federal, Marco Maia (PT/RG) para que ele apresse a votação do projeto de Lei que diminui o piso salarial dos professores.

Perguntado pela imprensa se o fato ocorreu mesmo, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, disse que na véspera, durante a posse da nova presidenta da Petrobrás, Maria das Graças Foster, havia sido procurado pelos cinco governadores, mas desconversou.

“Uma coisa é a pressão dos governadores, outra é a matéria entrar na pauta do Plenário”, afirmou Maia.

Diante da prepotência antidemocrática dos governadores, Roberto Franklin de Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), já preparado para a greve nacional nos dias 14 e 16 de março, indignado com a atitude dos executivos disse que a greve será o grande momento enfrentar os governadores inimigos da educação.

“A greve nacional será o momento em que os professores irão enfrentar estes cinco inimigos da educação. A intenção deles é romper o acordo feito no Senado, que mantinha o reajuste da categoria nas bases definidas pela Lei 11. 738, de 2008, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação Fernando Haddad”, disse Leão.

De acordo com Roberto Leão, durante a discussão no Senado, os senadores decidiram manter o parágrafo único do Artigo 5º que determina o reajuste dos professores de acordo “com o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente”. Os critérios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), o que leva o piso salarial a ser reajustado em 22%. Tudo que os governadores não querem. O que eles querem é que este fator seja substituído pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que reduziria o salários dos professores em 6%, atingindo 2 milhões de professores que atuam apenas no Ensino Básico.

“Lamento profundamente que estes governadores se posicionem contra a valorização do magistério. Eles se colocam no mesmo nível daqueles que interpuseram um recurso contra a legislação que visa reduzir injustiças históricas contra os professores.

O mais lamentável, ainda, é a participação nesse grupo do governador da Bahia, Jacques Wagner, que acaba de enfrentar uma greve de segurança. Ele contradiz tudo aquilo porque o Partido dos Trabalhadores sempre lutou. O mínimo que poderia fazer é se desligar desta legenda e procurar um partido liberal”, considerou Leão.

SEDUC CONVOCA 152 PROFESSORES APROVADOS EM PROCESSO SELETIVO

A Secretaria de Educação do Amazonas- Seduc divulgou uma lista de convocação de 152 professores  aprovados no Processo Seletivo Simplificado de Professores (PSS).

Os professores cujo o nome estiver na lista deverão comparecer até amanhã (9 de fevereiro), de 8 as 12 horas, na sede da Instituição localizada na Avenida Waldomiro Lustosa, nº. 250, bairro Japiim 2 e se dirigir à Gerência de Promoção e Valorização do Servidor/Departamento de Gestão de Pessoas. Os professores devem estar portando  RG (Identidade), CPF, PIS/PASEP (comprovante/extrato), Título de Eleitor, Comprovante de Quitação Eleitoral, Certificado Militar (para homens), Comprovante de Residência (Água ou Telefone), Extrato de Conta Corrente (somente Bradesco) Comprovante de Habilitação (Certificado ou Diploma), e 2 (duas) Fotos 3×4.

BAIXE AQUI a lista divulgada pela Seduc com os aprovados.

CASO NÃO CONSIGA VISUALIZAR BAIXE A NOVA VERSÃO DO FLASH PLAYER

EDUCAÇÃO NO AMAZONAS REFLETE POLÍTICA MÍSTICA E VIOLENTA DE SEUS GOVERNANTES E DO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS – SINTEAM

O ano letivo escolar iniciou dia 01 de fevereiro de 2012 com  jornada pedagógica nas escolas estaduais e municipais da capital. No dia 02, a SEDUC-AM recepcionou os professores aprovados no último concurso  com a presença de convidados dentre estes o deputado federal Carlos Souza, irmão do falecido Wallace Souza, que deveria estar na abertura da Câmara Federal  e do vice-governador José Melo e ontem, dia 03/02/2012 a SEMED-MANAUS reuniu no auditório Canãa, da igreja Assembleia de Deus, os professores municipais. É sobre esses dois encontros que falaremos.
Que o governo do Estado através da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino promova um encontro de recepção aos  professores concursados para orientá-los quanto à relação professor-aluno, período probatório, metodologia de ensino, critérios de avaliação até que não seria ruim porque os profissionais ali presentes estariam lidando com temas relacionados à futura carreira profissional, mas trazer para palestrar um bacharel em administração e técnicas de liderança e gestão de pessoas não foi a melhor iniciativa.
Terminada as falas da professora responsável pelo projeto Eureka, do Secretário Gedeão Amorim e do vice-governador  o cerimonial liberou os presente para o “mata a broca”, para um “rango” de 5 “minutinhos”. Como, mais de 1.200 pessoas poderiam “rangar” em 5 minutos, quitutes como bacalhau, segundo nos informaram, salgados, refrigerantes, doces, café, leite, salada de frutas, etc? Não deu outra, o palestrante das lideranças chamava os presentes para seus lugares e não era atendido e nem adiantou declarar que naquela manhã havia conversado com Deus  (está aí o novo Moisés, declarou um professor) para este iluminá-lo em mais uma rentável palestra que só interessa para vendedores no capitalismo.
A educação no Amazonas é vista como mercado. Mercado que injeta muito dinheiro em buffet, aluguel do Clube do Trabalhador, pagamento do palestrante que viu sua platéia depois de satisfeita,  de “barriga cheia”, não lhe dar bolas e rumar para suas respectivas moradias.

VIOLÊNCIA SOBREPÕE-SE À TERNURA – UFC NAS ESCOLAS

A abertura do ano letivo da SEMED-MANAUS  foi semelhante. No momento que se luta contra a violência na não cidade de Manaus e nas escolas, o prefeito e o secretário municipal de educação receberam no encontro o lutador de UFC José Aldo Júnior, campeão na modalidade peso pena. Esse tipo de luta que só era apresentada na TV por assinatura, agora a TV Globo mostra ao vivo com o  penteador de macaco, Galvão Bueno e que vem recebendo inúmeras críticas por ser uma concessão pública autorizada pelo governo federal. Como o tal lutador identifica-se com uma não cidade violenta, como Manaus, o prefeito que é candidato à reeleição o utilizou como escudo para evitar as vaias e ainda entregou a chave da cidade ao mesmo. Entendemos como uma violência esse encontro com o lutador. Que o prefeito quisesse recebê-lo, que o fizesse noutro lugar, na sua casa, por exemplo, mas não num lugar público. Essa modalidade de violência é perniciosa, e motiva crianças, adolescentes e jovens a praticá-las no dia, inclusive dentro das próprias escolas.
Menos glamoroso no tocante ao “rango”, o prefeito que foi cassado pela juíza Maria Eunice Torres do Nascimento declarou que a cidade é outra, que está investindo maciçamente na educação, reformou escolas, aumentou salário de professores (aquele aumento que os professores discutiriam em inúmeros outros encontros e que foram enganados, embora tenham sido alertados que aquilo era jogo de cena)  e foi até condecorado por esses feitos com placas de plástico, bronze e ferro. O que o gestor público faz nada mais é do que sua obrigação e para isso não tem porque  se auto-elogiar a não ser com terceiras intenções: manter-se no cargo para conseguir mais benefícios para si e seus seguidores, como aqueles de branco que enfileirados lhe deram passagem, aliás esses nada auferem, pois a claque só tem uma função: ser claque. Se a claque fosse craque, não teríamos políticos como o prefeito da não cidade de Manaus.
De educação mesmo, nos dois encontros não tivemos nada. Tivemos sim, os velhos clichês de que nossa educação é a melhor, o Estado e a Prefeitura estão preocupados com a educação das pessoas, sendo que não é o que vemos na prática. Vemos sim, a manutenção do misticismo, o fato de um palestrante ter falado com Deus e uma prefeitura utilizado o auditório de uma Igreja comandada pelo Deputado Federal Silas Câmara que está sendo investigado por crimes  como falsidade ideológica, abuso de poder econômico, dentre outros. Não vemos isso como referência para mudanças na educação de crianças, adolescentes, jovens e das pessoas de uma não cidade. Manaus, assim, continuará sendo uma não cidade.

SOBROU PARA O SINTEAM

Um sindicato é o organismo representativo, de luta e de defesa dos interesses de seus associados. Num Sindicato, assim como nos governos, deve haver alternâncias de comando. Deve haver reuniões com a participação de seus associados. Mas não é o que vemos no atual SINTEAM. Nesses 32 anos de existência, boa parte da história da luta dos professores ainda remonta à antiga APPAM até idos de 1989. Depois, aqueles que combatiam os pelegos, tornaram-se pelegos e não querem “deixar o osso.”  Em época de eleição armam-se dos mais variados vícios para perpetuarem-se no comando do Sindicato, tanto é, que depois da última greve de professores inúmeros associados desligaram-se porque viram que seu sindicato não mais os representava. Se não mudar não adianta carta de boas-vindas nem convite para os professores associarem-se.

PROFESSORES DO PSS COM CONTRATOS RESCINDIDOS NÃO RECEBEM SUAS FÉRIAS E NEM UM TERÇO DAS MESMAS

Se o SINTEAM defendesse seus professores entraria com uma ação coletiva na justiça do trabalho para que o governo do Estado do Amazonas efetuasse o pagamento das férias e de um terço que os mesmos teem direito. Muitos professores foram dispensados da SEDUC-AM  e não recorrem à justiça porque temem represálias. É nessa hora que o Sindicato deve posicionar-se e tomar uma atitude. Diferente de muitas empresas que saldam seus débitos trabalhistas, muitas vezes via judicial,  é claro, o Estado do Amazonas é omisso nesta questão.
Concluímos dizendo que mudanças na educação jamais passarão por essas iniciativas. Não adianta gastar-se dinheiro dessa forma inútil quando nas escolas faltam máquinas xerográficas para reprodução de textos de história, língua portuguesa, física, matemática. Como cobrar resultados na Prova Brasil, olimpíada de matemática, de língua portuguesa, SADEAM, PISA, ENEM, PSC se faltam recursos que são utilizados noutros fins?

CONCURSADOS DA SEDUC-AM PODERÃO CONTINUAR NO PSS E CORREM PERIGO DE TORNAREM-SE DESCONCURSADOS

Fazer concurso no Amazonas além  dos candidatos irem para a prova temendo que filhos de procuradores, secretários já tenham a resposta das questões vem sendo uma característica a outra  éque os aprovados na SUSAM, SEMSA, SEMED da época do português e que Amazonino não convocou e nem prorrogou o prazo já conhecem muito bem: tornaram-se desconcursados.

Cantado e decantado como o maior concurso público já realizado pelo governo do Estado através do CESPE, o da SEDUC-AM, divulgou o resultado final e os aprovados aguardam suas respectivas convocações para entrega de documentos e exames médicos a partir de janeiro de 2012. A junta médica do Estado vai virar verdadeiro pandemônio.

Estranha-se neste momento a divulgação de que essa mesma SEDUC-AM promoverá mais um Processo Seletivo Simplificado/2012 tanto para a capital como para o interior.

O Processo será feito através do CETAM para todos os componentes curriculares. Inicialmente as inscrições serão feitas pela internet no site, HTTP://www.concursoscopec.com.br, entre zero hora de 22 de dezembro de 2011 até as 23h59min do dia 26 de dezembro de 2011, preenchendo a Ficha de Inscrição e imprimindo-a, declarando atender às condições exigidas. Depois de feito isso o candidato deverá dirigir-se ao local de efetivação da inscrição para a entrega dos documentos, juntamente com a ficha de inscrição no período de 26 a 28 de dezembro de 2011 das 8h às 14h nos respectivos Distritos.

A justificativa dada para a realização desse processo é que o número de concursados não suprirá as vagas que a secretaria necessita. Há, no entanto alguma coisa errada nisso. Ou os técnicos da SEDUC-AM não tem visão administrativa, não calculam, estimam a necessidade de profissionais que a Secretaria necessita ou por trás disso continua o Estado mantendo um número considerado de trabalhadores apenas com vínculo contratual temporário não tendo com este nenhuma responsabilidade futura e deve lucrar financeiramente com o prejuízo do trabalhador temporário.

Que o concurso vigente estabeleceu número de vagas não há como discordar, mas pelo fato de não formar cadastro de reservas foi um item que ninguém questionou. Nem os candidatos nem o Sindicato. Apenas quem reagiu foi a Associação dos Sociólogos que viu sua proposta sendo atendida. O concurso atual, além dos aprovados, aparece centenas de candidatos com notas elevadas, mas que não serão convocados porque o concurso não formou cadastro de reserva, exatamente para dar margem para que houvesse sempre essa forma de manter o trabalhador dependente de processos seletivos, mazela viciada que historicamente mantém milhares de trabalhadores sem vínculo efetivo com o Estado. E depois ainda cobram que a educação melhore, que os índices do SADEAM, PISA, PROVINHA E PROVONA BRASIL e ENEM  obtenham as médias projetadas. Da forma como se trata o professor fica difícil mudar essa situação.

PROFESSORES ANALFABETOS POLÍTICOS DA SEMED TIVERAM REAJUSTE JIQUITAIA-MUCUIM APROVADO NA CÂMARA A MANDO DE AMAZONINO

Lendo comentários feitos neste blog, percebemos que ainda há na categoria de trabalhadores da educação  aqueles que desconfiam de tudo que a direita, os patrões oferecem como dádiva, como reconhecimento. Quando numa das formações em pólo da SEMED-MANAUS foram eleitos diretores, pedagogos e professores para reelaborarem a lei 1126/2007 que instituiu o PCCS já havia certa desconfiança. Essa desconfiança aumentou por ocasião da primeira reunião na SEMED-MANAUS, no dia 31 de agosto de 2011 com parte setorial da categoria eleita, declarou um professor.

Na ocasião foi falado pelo assessor Suamy,  pela Gerente de Pessoal e pelo próprio Secretário Mauro Lippi, que ali iniciava um processo de discussão para reformulação do PCCS, pois, que consultados vários planos de salários de outras secretarias pelo Brasil, havia no da SEMED-MANAUS vários equívocos que só prejudicavam os trabalhadores e que com os debates seriam corrigidos.

Tanto o assessor, Suamy como o secretário Mauro Lippi elogiavam o prefeito pela iniciativa e que provavelmente haveria pessoas que sairiam daquele encontro falando mal da iniciativa. Fizeram questão de reafirmar que não visava interesses eleitoreiros e que todos participariam dos debates, dos cálculos e percentuais de ganhos.

Na ocasião, algumas vozes destoaram do proselitismo babal.  Havia professores desconfiando dos métodos de como seriam as reuniões, como  tratariam as propostas do novo PCCS, desconfiaram de como um político da categoria de Amazonino abria discussão para debater reajuste de salário de trabalhadores da educação quando no seu histórico nunca houve tal preocupação;  defendeu-se na ocasião que fosse adotado o piso nacional estabelecido para os professores.

Pela boca grande circulava que o prefeito-cassado daria um presente para a categoria por ocasião do dia dos professores. Realmente um “presente de grego” como fala o manifesto dos professores em movimento tendo à frente o professor Lambert e outros, foi confirmado.

Não houve mais discussões na SEMED-MANAUS. O projeto de PCCS que iniciou como promessa morreu e ressuscitou pelas mãos do deus Amazonino que tudo sabe acerca de custo de vida,  apenas com três alterações: pagamento integral de carga dobrada, aposentadoria e reajuste de 10%, votado dia 12 de dezembro de 2011, às 16 h na Câmara Municipal de Manaus, às pressas, impondo, como fez essa mesma Câmara e o Prefeito Serafim Correa numa  4 h da madrugada de 2007 mais uma derrota à categoria, que infelizmente possui ainda, apesar de professores, muitos analfabetos políticos que aplaudem Amazonino e participam de seus bailes e bailando vão dançando a valsa da vida enganada.

E o jiquitaia-mucuim reajuste de 10% só será pago no mês de janeiro de 2012 porque a folha dos barnabés fecha no próximo dia  15 de dezembro e não dará tempo para  sancionagem do prefeito e pagamento “festivo” ainda este ano.

Outros professores ouvidos pelo blog declararam que o SINTEAM não se manifestou sobre o assunto e  como alternativa há o “professores em movimento” discutindo questões políticas, salariais, pedagógicas de enfrentamento aos patrões e ao Sindicato.

Para esses professores a categoria sofreu um prejuízo enorme porque tal reajuste impõe perdas dissociadas do plano nacional de educação   e que só serão corrigidas com a categoria discutindo, debatendo e organizando-se, caso contrário a política da prefeitura perpetuar-se-á impondo revés que muitos professores não merecem, exceto, a claque e professores  analfabetos políticos que não são poucos.

PROFESSOR DE FILOSOFIA SOFRE RETALIAÇÕES DA SEDUC-AM

O fato ocorrido com o professor Ivan do Nascimento, da Escola Estadual Dom Milton Correa Pereira, foi divulgado por alguns órgãos de imprensa local apenas como fato, não fazendo do evento um desdobramento, uma análise, pois como se sabe, todos os jornais e demais órgãos jornalísticos no Amazonas, sem exceção, estão ligados ao poder constituído e nada que o critique é publicado.

Nesta ocasião, estamos publicando um boletim de esclarecimento produzido pelo professor Ivan do Nascimento e outros educadores,  sobre o acontecimento do dia 25 de outubro de 2011, ocorrido na frente da Assembleia Legislativa do Amazonas.

“O professor de Filosofia, Ivan do Nascimento, da Escola Estadual Dom Milton Corrêa Pereira, localizada no Bairro Cidade Nova, em Manaus, fez seu plano de aula tendo como tema, Filosofia e Cidadania.  Como gesto concreto da atividade filosófico-educadional, os estudantes fizeram um abaixo-assinado coletando seis mil e quinhentas assinaturas em prol da reforma da escola.

A atividade filosófico-educacional culminou com um evento público em frente à Assembleia Legislativa do Estado no dia 25 de outubro de 2011, exigindo a reforma da escola abandonada a mais de 10 anos pelo Governo do Estado. O evento era chamado de aula de cidadania.

A aula da cidadania teve participação da Rádio Libertária Candiru, trabalhadores em educação, escritores e estudantes do Ensino Médio.

Professores e estudantes do Ensino Médio levaram o abaixo-assinado à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.

O abaixo-assinado em prol da reforma da escola foi entregue no ato ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Nicolau, numa aula de cidadania, ministrada por professores com Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM.  Mas a Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino – SEDUC, na pessoa do seu Secretário de Estado e professor do Departamento de Filosofia da UFAM, Gedeão Timóteo Amorim retaliou o movimento da cidadania, suspendendo o professor de Filosofia por um tempo de cinco dias. Com efeito, esta conduta do Secretário pode representar estratégia de terror contra a comunidade escolar.

Por causa da aula da cidadania, em 03 de novembro, o professor de Filosofia foi conduzido pela direção da escola a assinar o Registro de Ocorrência (RO) sendo suspenso de suas atividades educacionais por cinco dias sem lhe terem concedido o constitucional direito de defesa, caracterizando assédio moral contra o professor, numa conduta do governo, reacionária e extremamente repressiva, só comparável aos governos fascistas.

Essa conduta revela o desejo do governo em querer sabotar e acabar com o estudo de Filosofia na rede estadual de ensino do Amazonas. Parece vingança de Gedeão, que fora derrotado pela Associação dos Sociólogos do amazonas, que juntamente com os professores e  de maneira pacífica conquistaram a realização de aulas de filosofia nos três anos consecutivo do Ensino Médio. Revoltado com esta situação, o secretário em questão, agora persegue professores que promovem a formação da cidadania.

Que moral tem este secretário para suspender professores? Secretário que emprega professores em condições sub-humanas através de processos seletivos e em cargas dobradas. Secretário que permite educadores sofrerem constrangimentos  e vexames na hora das chamadas renovação de contratos, onde os professores são forçados a curvarem a cabeça e a submeter-se a avaliações inadequadas feitas por seus diretores que também são professores e a cada eleição transformam-se em meros cabos eleitorais fazendo da escola  trampolim eleitoral.”

Além do Manifesto, o professor Ivan do Nascimento e demais educadores traçam o quadro tanático do ensino no Estado do Amazonas e indagam porque no último resultado do Exame Nacional do Ensino Médio fomos os piores. Como causa,  indicam: processo seletivo contínuo, concurso público de 2011 ainda não concluído mas que não atenderá ao número de vagas; silêncio do SINTEAM que se encontra vendido ao governo; silêncio das massas; questão salarial, gestão escolar e estrutura física das escolas.

A educação no Amazonas tem sido tema constante neste blog. Nos últimos dias abordamos a questão da inutilidade que é comitiva da SEDUC-AM participar de Mostras de Painéis quando há outros mecanismos de avaliar o desempenho de uma escola como através da própria internet e do SADEAM, especificamente. Tratamos da educação municipal com o prefeito  cassado, distribuindo prêmios e fazendo promessas.

A atitude do professor Ivan do Nascimento, numa escola conservadora, inerte, fechada, para o sistema é um vexame. Vexame para a direção da Escola e de seus pedagogos que pelo visto não acompanham o planejamento dos professores, pois se o acompanhassem teriam visto que o mesmo havia colocado no seu plano de aula o tema Filosofia e Cidadania e como parte prática a coleta de assinaturas num abaixo-assinado exigindo a reforma da escola. Teriam discutido, refletido sobre a proposta. Como não há planejamento e cada professor faz o seu, acontecem situações como essas. O professor fugiu da aula desértica, da aula do livro. O professor foi para a aula prática e cidadania é práxis, é vivência e o viver daquilo que estudou, leu e com a razão, distancia-se e refletindo, participa da vida coletiva. Exigir a reforma de uma escola degradada, sem condições, sem quadra para a prática de esporte não pode jamais ser considerado como crime e que sem dar o direito de defesa, punir o profissional com suspensão como se aluno fosse. Escola não é lugar para punição, nem de professor, nem de aluno ou de quem quer que seja. Em havendo tais arbitrariedades,  significa que não possuímos escolas democráticas e por isso nossos índices nas avaliações nacionais dão sinais de que há muita coisa errada na educação do Amazonas.

SEDUC/AM CONVOCA PROFESSORES

Acesse site pra ver o resultado:

http://www.seduc.am.gov.br/arquivos/download/arqeditor/27_convocacao-19-07-2011.pdf

PROFESSORES DO RIO DE JANEIRO, EM GREVE, SÃO AGREDIDOS POR POLICIAIS COM GÁS DE PIMENTA

Há 35 dias em greve, reivindicando aumento emergencial de 26%, fim do salário de R$ 681,44 para carga horária de 20 horas, incorporação da gratificação Escola Nova, cujo início está previsto para 2015, plano de carreira para os funcionários administrativos e não execução de plano de metas, além de educação gratuita e de qualidade, professores do estado invadiram o prédio da Secretaria Estadual de Educação, do Rio de Janeiro.

Durante a invasão, houve tumulto entre os professores e os seguranças da instituição que tentaram colocar os grevistas para fora do recinto. A Polícia Militar foi chamada e entrou no confronto contra os professores, fazendo uso do gás de pimenta lançado contra os manifestantes.

Segundo o professor Leonardo de Souza Oliveira, que trabalha há três anos na rede pública de ensino, o governo do Estado não está querendo manter o diálogo com os professores grevistas, por isso eles foram levados a invadir a Secretaria de Educação.

Temos um governo que está formando robôs para que apenas trabalhe, sem ter conhecimento dos seus direitos e sem poder de reivindicar nada”, disse Leonardo.

Em nota, a Secretaria de Educação repudiou a invasão ao prédio da instituição, e disse estar aberta ao diálogo.

PROFESSORES PROTESTAM PELO BRASIL AFORA PARA QUE SEJA PAGO O PISO SALARIAL DEPOIS DA DECISÃO DO SUPREMO

Professores se mobilizaram em todo o Brasil, reivindicando que os estados e as prefeituras paguem o piso salarial referente à categoria. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), estimulada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que nenhum professor de escola pública pode ganhar menos que R$ 1.187,17 por uma jornada semanal de 40 horas, invalidando assim o recurso na Justiça que algumas entidades questionavam sua constitucionalidade, convocou uma paralisação pelo cumprimento do piso do magistério. A mobilização é uma forma de pressão contra algumas prefeituras que afirmam não ter verba para pagar tal valor.

Os prefeitos choram muito. Eu nunca vi nenhuma prefeitura ir à falência porque investiu muito em educação, porque construiu mais escola. Eu vejo problema com desvio de verba do Fundeb, da merenda escolar, do transporte escolar”, afirmou o presidente da CNTE, Roberto Leão.

ENQUANTO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE AMAZONINO CURTE A BALADA DE SEU ANIVERSÁRIO, OS ALUNOS “DANÇAM”

Alguns dirão que se trata de comportamento provinciano, o secretário de Educação do Município de Manaus, Mauro Lippi, aniversariar e mandar suspender as aulas dos horários da tarde e da noite para que os professores possam participar da balada narcísica. Mas não se trata de provincianismo, mas sim de estúpida prepotência de quem acredita que pode fazer e desfazer nas instituições públicas que, ao invés de serem um produto da sociedade, acabam sendo a propriedade privada desses que se arrogam superiores aos direitos constitucionais.

A arbitrariedade do secretário de Educação de Manaus é uma violência constitucional que atinge diretamente a sociedade manauara que, diante do ato natalício arrogante, passa como mera espectadora da história que ela deveria ser autora.

Alguém pode querer sintetizar, ingenuamente, a arbitrariedade natalícia como decisão pura simplesmente do secretário, mas não é. A arbitrariedade tem a participação direta do prefeito cassado Amazonino, que já tem um longo currículo no Amazonas de fazer uma administração de acordo com seus interesses e de seus apaniguados, sendo o resto da população apenas abstração. Administração antidemocrática que visa tão somente os benefícios das famílias daqueles que lhe prestam serventia.

Fosse o prefeito cassado um democrata, jamais teria permitido que essa violência contra os estudantes fosse executada. Ainda mais, sabendo do calendário anti-educacional das escolas do Amazonas e Manaus, onde constantemente as aulas são paradas por força de decisões dos dois governos, o que obriga professores e estudantes a estarem sempre submissos a cronologia desses governantes, não podendo organizar junto a suas famílias encontros de fins de anos.

Mas Amazonino faz dessas porque sabe que tem uma forte parceria com uma parte do professorado de Manaus com triste vocação para o capachismo. Um professorado com baixa auto-estima, que acredita que se torna importante quando sente os afagos dos governantes, mesmo não sendo reais, e sim calculistas. O “amor” no sorteio de um objeto qualquer. Recurso usado pelo prefeito para manter esses professores escravizados. Escravidão que eles gostam e lutam para permanecer no mesmo estado. Sofrível pragmatismo dos demagogos que encontram retorno nesses professores.

Nisso existe outra face dessa escravidão. É que além desses professores terem essa vocação para o capachismo, também carregam o desânimo que todo escravo carrega. Daí que quando são informados que não vai haver aula ficam eufóricos de alegria, ainda mais quando é um feriado oficializado, com a cumplicidade do secretário e do prefeito.

Todavia, tirando a violência consumada contra os estudantes, que ficaram sem aula, o bom dessa balada amazoniniana é a certeza que se o secretário realizou esse evento para se sentir amado, pode esquecer o intento amoroso, porque, como diz o filósofo Nietzsche, quem é escravo não pode ser amigo e quem é tirano não pode ter amigo. Na linguagem dos estudantes, escravo não ama, assim como tirano não pode ser amado.

Enquanto o secretário, o prefeito e o tal professorado vão à balada natalícia, a presidenta Dilma Vana Roussef vai praticando a política educacional como prioridade de seu governo irmanada com a política de combate à miséria.

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO TERÁ COMO METAS PRIORITÁRIAS SALARIO E FORMAÇÃO DOS PROFESSORES

O novo Plano Nacional de Educação (PNE), de acordo com afirmação do ministro da Educação Fernando Haddad, terá como metas prioritárias as que estão relacionadas à remuneração e formação dos professores.

Se fosse apontar as metas que mais dialogam com os principais problemas da educação brasileira, diria que são as metas relacionadas ao magistério, no que diz respeito à formação e à remuneração”, afirmou o ministro depois de participar na Assembleia do Estado de São Paulo de audiência pública sobre o Plano Nacional de Educação.

Em relação à formação dos professores, o novo PNE traz como metas garantia, em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos professores de educação básica tenham educação específica de nível superior, obtida na área de conhecimento em que atuam; diplomação de 50% de professores da educação em nível de pós-graduação lato e stricto senso e a garantia a todos de formação continuada em sua área de atuação.

Em relação à remuneração e valorização do professor da educação básica, com o intuito de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de 11 anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade relativa; e a garantia, no prazo de dois anos, da existência de planos de carreira para os profissionais em todos os sistemas de ensino.

Sabemos que o magistério brasileiro tem uma remuneração que é 60% da média das demais profissões com nível superior. Se quisermos valorizar a educação, não há como dissociar a modernização da educação da valorização daqueles que são responsáveis pela educação.

Temos uma meta específica que também conta com estratégias específicas de equalizar a remuneração média do professor vis-a-vis a remuneração média com nível superior.

Se os estados e municípios começarem um debate sobre seus próprios planos, não vai acontecer o que ocorreu com o plano anterior, que foi aprovado, mas não houve uma mobilização para aprovação dos planos estaduais e municipais. E a educação básica é estatal e municipal. Ela não é federal”, considerou o ministro.

PISO NACIONAL DOS PROFESSORES É CONSTITUCIONAL, DIZ STF

Essa é uma notícia tenebrosa para os patrões-governadores que entraram com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que a Corte determinasse que o termo piso fosse interpretado como remuneração mínima, alegando que os estados e os municípios não teriam recursos para arcar com o aumento. O STF confirmou constitucionalidade em favor dos professores.

Mais uma vez, lá estava o insigne ministro Joaquim Barbosa, relator da ação, discorrendo sobre seu voto.

Não há restrição constitucional ao uso de um conceito mais amplo para tornar o piso mais um mecanismo de fomento à educação”, discorreu, inteligente, o ilustre ministro.

Resultado, a notícia tenebrosa para os patrões se fez promissora para os professores. Por 8 votos contra 1, do ministro ultraconservador Marco Aurélio Mello, o STF confirmou a constitucionalidade da lei do piso nacional para os professores da rede pública.

Sendo assim, vingou o entendimento das entidades sindicais que defendiam o valor estabelecido pela lei como vencimento básico, determinando também que as gratificações e outros extras não devem ser incorporados na conta do piso. Desta forma, os professores devem receber, a partir de 2011, o salário de R$ 1.187,14.

O outro item questionado pela Adin dos patrões referente à regra de que um terço da carga horária do professor deve ser dedicada para atividades extra- classe, como planejamento de aula e atualização, que, segundo os patrões, fere a autonomia dos estados e municípios em organizar seus próprios sistemas de ensino, ficou para ser votada na outra semana.

Os patrões-governadores que protestaram, quando a legislação foi sancionada em 2008, foram dos estados do Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Enquanto isso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) comemorou o piso salarial nacional como vencimento inicial em jornada de 40 horas.

Não é uma vitória apenas dos professores, mas de todos que defendem uma escola pública de qualidade. A partir de hoje, temo um novo patamar para a educação brasileira”, considerou o presidente da CNTE, Roberto Leão.

PARABÉNS, PROFESSOR(A), PELO DIA E PELO ANO ALIADO COM DILMA PELA EDUCAÇÃO!

O dia 15 de outubro seria uma data qualquer se ela não tivesse o significado político e social de transformação. Esse dia é um dia que vai além da pontuação anual. Um dia que não se reduz a uma simples comemoração profissional. Mas que manifesta o engajamento cotidiano do devir educare dos que se encontram comprometidos com a história da humanidade através dos processuais educacionais de gerações de educandos. A potência transformadora que constrói o mundo como atuação e responsabilidade, como afirma a filósofa Hannah Arendt.

Os professores que não são só uma designação profissional, mas educadores, têm no 15 de outubro a data que formaliza a congratulação existencial que expressa sua condição investida de contínua práxis de produção de saberes e dos princípios da solidariedade; da ética, como comunidade dos amigos, e da estética da beleza democrática. Signos educacionais que confirmam a importância política e social de suas jornadas.

Um saber que vivifica. Um saber que afirma a vida, como alegria ontológica de ser, é seu exercício cotidiano como poiética do novo. Criação da vida valorativa, sem renúncia, sem medo, sem culpa, sem castigo, sem avaliação e julgamento condenatório. Mas um devir afetivo e cognitivo como processuais de novas formas de sentir, perceber e pensar. Os fundamentos que afirmam que existir é a responsabilidade alegre de produzir transformações.

Mas o professor como profissional que movimenta a sociedade com seus saberes entrelaçados com as sensibilidades e inteligências dos educandos é um ser que come, se veste, habita, se locomove, se diverte, e para isso precisa de um salário real que possa lhe permitir ativar todas essas necessidades e satisfazê-las. Todavia, embora os professores tenham seus salários, os mesmos não correspondem às suas necessidades reais. Sua existência material relacionada ao fator econômico é constantemente violentada. E quando se trata de fazer uso de seu salário em ocasiões que implicam sua saúde, ou de parentes, é aí que se percebe com mais clareza a violência e a injustiça que transporta esse salário.

No Brasil, o piso salarial dos professores, suas garantias trabalhistas e profissionais dependem dos governantes. No caso de professores de instituições federais, do governo federal; estaduais, dos governadores; e municipais, dos prefeitos. No caso da situação federal, o governo Lula estabeleceu uma política educacional que atinge todos os profissionais dessa instituição, como nunca um presidente realizou no Brasil. Nos casos estadual e municipal, ou seja, especificamente no estado do Amazonas e do município de Manaus, os profissionais da educação sofrem há quase trinta anos com seus salários defasados sem direito a qualquer reivindicação da classe, visto que o sindicato da categoria encontra-se submetido às dominações dos governos estadual e municipal.

Saindo da ordem regional e ampliando para o seguimento brasileiro. A profissão do professor, nesse momento em que se disputam dois projetos de governo para o Brasil, encontra-se ameaçada caso o candidato da direita, José Serra, seja eleito. A história do Brasil, tendo Fernando Henrique, indicador de Serra, por si só, mostra o perigo da volta do PSDB para o governo. Nenhum professor esqueceu o sofrimento que esse governante impôs a sua classe. Foram oito anos de desprezo geral e humilhação contra esse profissional produtor de saberes fundamentais para o desenvolvimento e a segurança do Brasil.

O professor que conhece a história do Brasil sabe da ação funesta de Serra enquanto governador do estado de São Paulo e prefeito da capital em relação a sua categoria. Serra aplicou em São Paulo os mesmos métodos de desprezo à categoria. Hoje o professor de São Paulo tem Serra como seu maior inimigo, por isso tem lutado para que ele não chegue à Presidência da República. Como a categoria é solidária, os professores de São Paulo não querem que os companheiros de todo o Brasil sofram o que eles têm sofrido.

Diante dessa dolorosa ameaça, urge que nesse dia 15 de uutubro, todos os professores do Brasil se solidarizem com sua causa profissional e escolha a candidata que tem compromisso em continuar a política educacional do governo Lula, posto que governar é uma ação educacional. E Dilma é uma ilustre educadora. Uma mulher que tem princípios para defender como os princípios dos professores afirmados no engajamento e na responsabilidade pelo mundo.

Portanto, professores, votar em Dilma é assegurar a claridade da educação e impedir que as trevas da estupidez, da prepotência e do autoritarismo prevaleçam no Brasil.

PARABÉNS, PROFESSORES!

FILÓSOFA PROPÕE CAPACITAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PARA PROFESSORES

A filósofa Vera Maria Candau, membro do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, participando da 1ª Semana de Educação em Direitos Humanos, realizado pela Universidade Metodista, afirmou que os docentes e os agentes multiplicadores devem estar aptos para lidar com o tema para auxiliarem na disseminação de novos valores, e que para isso é preciso que as universidades devam intensificar a capacitação dos professores sobre os Direitos Humanos nos cursos de licenciatura e pós-graduação.

Muitos ainda assimilam os direitos humanos a uma questão de proteger bandidos. Desconstruir essa visão e demonstrar que os direitos não estão a serviço de um determinado grupo ainda vai exigir uma longa caminhada já que a sociedade brasileira foi construída a partir de muita desigualdade e autoritarismo. A cultura dos direitos humanos coloca em questão toda essa visão estrutural na medida em que vai questionando essas disparidades e o autoritarismo.

A educação em direitos humanos é uma educação necessariamente voltada para a mudança, já que visa conscientizar as pessoas de que elas são sujeitas de direitos e de que esses direitos não são dádivas nem são concedidas porque os governos querem ou não os querem.

Para formar essa consciência é preciso haver agentes multiplicadores desta perspectiva e uma mídia atuante. Assim, os direitos humanos vão penetrando lentamente na sociedade”, afirmou a filósofa, professora do departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

EM ÉPOCA ELEITORAL GOVERNO ESTADUAL DISTRIBUI NOTEBOOKS PARA PROFESSORES

Sem disfarçar, diretamente, na saída da Arena Amadeu Teixeira, em Manaus, lá está a fotografia do ex-governador Eduardo Guerreiro de Sempre Braga e do atual governador Omar Aziz. A Constituição Federal é taxativa. A propaganda de governo deve ser impessoal. Naquela fotografia, além da propaganda política antecipada há uma infração de desrespeito à Constituição Federal e uma grande vantagem em relação aos outros candidatos.

O atual governador não compareceu à Arena Amadeu Teixeira ontem, dia 24, para a distribuição dos computadores, mas sua fotografia e do candidato ao Senado lá estavam. A esposa do governador esteve por lá. Mas quem falou foi o Secretário de Educação, Gedeão Timóteo Amorim. Segundo informações de professores que estiveram naquele local no início do evento não houve manifestações de aplausos nem vaias. Mantiveram-se indiferentes.

Também, segundo nossa fonte, não foi mencionado na fala do secretário que esses notebooks que os professores receberam foram adquiridos com recursos do governo federal. O governo do Estado utiliza disso para se promover. Se promove porque monta um espetáculo que obriga todos os professores da capital se dirigirem para um único local onde muitos permaneceram das 9h até quase 17h para receber o equipamento.

E, pra complicar, segundo depoimento de professores, por erro de logística, faltaram computadores e os professores, cansados, tiveram que aguardar por mais de uma hora a chegada dos equipamentos.

Para dar espetáculos eles fazem isso. Por que não encaminharam para as escolas esses computadores e lá se faria a distribuição? Não era seguro? Como? Será que o governo pensa assim?

É época de campanha e tudo que for feito onde se possa reunir claque será sempre muito bom para as montagens de programas de televisão do horário político que há de vir. Que o diga o prefeito cassado Amazonino Mendes com a sua ação conjunta e os amarelinhos. Ainda bem que a população, assim como muitos professores, mantém-se indiferente ao circo que no Amazonas já perdura por mais de 30 anos.

SEMED BLOQUEIA PAGAMENTO DOS PROFESSORES POR SER DESATUALIZADA

Atualizar no sentido filosófico seria pegar os elementos que ainda são virtuais e torna-los reais. Para que isto aconteça é necessário haver uma distinção do que no momento se constitue como real e o real que se vai atualizar. Se os elementos que existem no virtual não trás nada de novo ao real, este real petrificado vai continuar a se fazer realidade e não haverá atualização.

O real triste e desatualizado da SEMED

A Semed – Secretária Municipal de Educação é um orgão que mesmo que carregue novas possibilidades de criar outras idéias de educação, nunca consegue se atualizar pois os elementos virtuais são tão  duros, tão imóveis quanto a  própria realidade da instituição que nada tem haver com uma educação libertadora.

Dirigida pelo inescrupuloso Vicente Nogueira, sustou o pagamento de centenas de professores pelo fato de os mesmos não terem atualizados seus cadastrados no CENSO (uma espécie de banco de dados que deve ser atualizada anualmente). A situação em si se faz alarmante pois os professores e funcionários da Semed não foram comunicados da obrigatoriedade desta atualiazação e que se estão sem o direito de receber seu salário mensal mesmo tendo a frequencia (folha de ponto) em dia.

De acordo com informações que por aqui chegaram, os funcionários que se cadastrar até amanhã no setor pessoal da Semed – localizada a rua Recife -entrará em folha de pagamento extra e devem receber seu pagamento lá pelo dia 7 de abril. Isso é mais uma prova de que o prefeito Amazonino Mendes , cassado pela magnanima Juiza Maria Eunice Torres do Nascimento,   nos dá de sua incompetência, onde vem tratando com castigo e punição os trabalhadores da área da educação. Este boicote sugere que a prefeitura da cidade de Manaus vem segurando dinheiro em caixas públicos para encherem bolsos de terceiros.

Belo exemplo esse de educação !¿ E ainda se diz que está transformando a cidade!¿ Para que o real seja outro somente criando outras formas de governo e entendimento.

PROFESSOR TEM REAJUSTE SALARIAL EM 7,86%

Defendendo o reajuste salarial e afirmando ser o aumento “suportável” para os estados e municípios, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou os 7,86% do novo piso salarial dos professores onde o menor salário da categoria, em uma jornada de 40 horas de trabalho, será de R$ 1.024,67. O reajuste começará a ser pago a partir de 1º de janeiro.

Comentando sobre a verba para a merenda e o transporte escolar, o ministro Haddad afirmou que a mesma teve um aumento de R$ 2 bilhões, passando de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões. Verba repassada pelo Fundo de Educação Básica da União (Fundeb).

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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