Archive for the 'Professor' Category

PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO DO AMAZONAS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA OS GOVERNOS ESTADUAL E MUNIICIPAL POR SE SENTIREM LESADOS

IMG-20150112-WA0007A educação é um caso de política. Não confundir: não é um caso de polícia. Caso de polícia é da ordem marcadora de poder, vigiar e punir. Atos do super-eu. Manutenção de um estado de coisa já constituído. Educação é ato do eu. O eu livre e criador. Criação de novos saberes que se transformam em dizeres transformadores do estado de coisa constituído propulsor do caso policial. Entendimento-criador da objetividade dominante que impulsiona a transcendência-dialética.

Embora haja um sentido cômico nessa diferenciação entre caso de política e caso de polícia, todavia, no caso do Amazonas a educação pode ser assemelhada com o segundo caso. Porque, historicamente, a educação no estado do Amazonas sempre foi tratada como uma forma policial de manutenção do estado de coisa estabelecido. Por tal realidade, nunca houve nenhum governo, tanto estadual como municipal, capaz de entender que educação é um caso de política. Daí, os governantes indicarem para o cargo de secretário de educação, indivíduos capazes de manter o estado de coisa determinado.

IMG-20150112-WA0016Os secretários bem estabelecidos em seus valores molares, valores como defesa de seus estados sedimentados, respondem muito bem para os propósitos alienantes dos governantes. Eles não sabem que a educação é um devir poiético que se atualiza como práxis. Como não têm esses conhecimentos e essas vivências eles são personagens perfeitas para as perspectivas dos governantes que também estão malogrados quanto esse devir. Para entender melhor o que é essa ignorância basta ouvir e analisar a linguagem dos governantes e dos secretários. Nenhum código-linguístico que exprima a educação como filosofia-política. Somente uma linguagem muito bem sedimentada em códigos-burocráticos-administrativos. Nada de corte-esquizo que possa proporcionar uma educação-produtora de novas formas sentir, ver, ouvir e pensar.

DA PATOLOGIA DA EDUCAÇÃO NO AMAZONAS

IMG-20150112-WA0002 IMG-20150112-WA0003 IMG-20150112-WA0004 IMG-20150112-WA0005Essa patologia educacional é responsável pela miserável realidade que o ensino público no Amazonas se mantém. Tanto o ensino público estadual quanto o municipal encontram-se nos últimos lugares nas avaliações proporcionadas pelo Ministério da Educação sobre o desempenho das escolas no Brasil.

Mas é fácil de entender, mas impossível de aceitar, no seguimento governamental no estado do Amazonas e no município de Manaus, não há mudança de ideário político. No governo estadual predomina um modelo inaugurado antes da ditadura e que foi fortemente resguardado por todos os governadores que passaram como, também o que se mantém. O mesmo ocorrendo com o município. Todos os prefeitos desconheciam os princípios filosófico-político da educação da mesma forma que o prefeito atual Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, desconhece.

MANIFESTAÇÃO E ARGUMENTOS DOS PROFESSORES

Entendendo que educação é um caso de política e não de polícia, os professores das duas redes de ensino público se reuniram ontem, dia 12, em uma manifestação contra os governos estadual e municipal exigindo que seus direitos sejam respeitados, já que eles estão se sentindo lesados pelas autoridades responsáveis. Segundo declarações dos professores, o pagamento do Fundeb, que é um direito federal criado pelo governo Lula, não foi pago. Para os professores deve ter ocorrido desvio dessa verba para uso nas campanhas politicas e outras promoções que visavam esse mesmo fim.

IMG-20150112-WA0006 IMG-20150112-WA0008 IMG-20150112-WA0009 IMG-20150112-WA0010Para defenderem seus argumentos, os professores citaram o caso, triste, mas cômico, dos milhares de “salgadinhos” que foram comprados por preço faturado para serem distribuídos nas reuniões da secretaria de educação do estado como cabo eleitoral. Outra suspeita em relação ao não cumprimento de seus deveres pela secretaria de educação do município, eles indicaram a campanha eleitoral do deputado Arthur Bisneto, filho de Arthur, todos envolvidos na névoa-familiar iniciada pelo avô e bisavô, que foi eleito deputado federal pelo mesmo partido da burguesia-ignara com o maior número de votos. Os professores afirma que foram inúmeras reuniões da prefeitura com diretores de escolas e professores cabos eleitorais compromissados com a eleição do Bis. A mesma prática usada por Zé Melo o candidato ao governo que era vice de Omar Aziz, o governador anterior.

Para os professores risível prática “filosófica-política” das autoridades.

HANNAH ARENDT E A AUTORIDADE PARA SER AUTORIDADE

Uma digressão para um pouco de Hannah Arendt que se sentia mais professora do que filósofa. Hannah Arendt afirma em sua obra Condição Humana que autoridade são todos seres que agem através da razão. Ou seja, são praticantes dos princípios fundamentais da razão que criam uma vida coletiva política solidária. Por isso, para ela, quando a razão falta se alojava a tirania, a força do poder. O perigo para o movimento das instituições que representam os desejos de todos em uma democracia. Seguindo Hannah Arendt, como o a educação no Amazonas não é um caso de política não há autoridades responsáveis por ela nas secretarias do estado e do município.

IMG-20150112-WA0011 IMG-20150112-WA0012 IMG-20150112-WA0013 IMG-20150112-WA0014 IMG-20150112-WA0015É essa falta de autoridade sujeito-histórico racional que os professores têm que enfrentar para conseguir o restabelecimento de seus direitos. Como falta o pensamento de Hannah Arendt nesses governos, os professores não podem e nem devem se submeter à força. E para isso têm que sensível e racionalmente tentar produzir o diálogo entre a classe para concretizar diretamente com os governos, mas sem se deixar prender nas linguagens deles.

ATENÇÃO PROFESSORES DO AMAZONAS, VAI HAVER ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES DAS ESCOLAS!

7a9030ed-4f22-4d14-8fc5-d9d54568dc4cUma excelente aplaudida decisão democrática: eleições diretas para escolha dos diretores das escolas. Uma verdadeira práxis-educacional política. Professores, alunos, pais de alunos e funcionários escolherem o diretor da escola através da eleição direta.

Com a escolha dos diretores das escolas através de eleição direta acaba o feudalismo-escolar, onde um professor passa anos ocupando o cargo, o servilismo-capacho do diretor que ocupa o cargo por indicação política, a função cabo eleitoral do diretor que faz campanha para os candidatos do Executivo e Legislativo, e, ao mesmo tempo, impede que diretores possam continuar praticando atos dos mais ignóbeis que uma pessoa pode praticar: a submissão, a bajulação e o rastejar imoral. Atos que não podem ser considerados da condição humana. Se humilhar, por livre e espontânea vontade, diante de governantes para conseguir um cargo é indigno do ser humano-democratizado.

Mas, essa atitude imoral do professor, que por sentimento de inferioridade busca o cargo de diretor por indicação do governante para aumentar o salário e se sentir respeitado, que é um respeito-ilusório, não é sustentada apenas pela psicologia-lambaio do professor. Faz parte, também, da psicologia orgulhosa desses governantes que acreditam que são amados quando observam alguém rastejando em sua frente. Faz parte da psicologia social da classe-burguesa. Na verdade é uma psicopatologia-social que a eleição direta para diretor de escola psicanalisa para que a prática da democracia se movimente livremente. 

Essa relação de dependência professor-servo e governante-patrão, é muito boa para a sociedade compreender quem são esses personagens. A partir do momento em que a sociedade observa essa relação patológica, em função de seus componentes-perversos, ela passa a conhecer eles como desnecessários à democracia, porque ambos usurpam um direito que é de todos e não dos que se julgam privilegiados. O governante que indica o diretor para defender seus interesses, e o diretor que defende os interesses do governador contra os interesses da sociedade. Uma simbiose que atenta contra os direitos e deveres democráticos.

Aí, um sinal-chamativo para que a sociedade se uma com os professores contra essa psicopatologia-educacional que coloca em perigo a prática educacional do ensinar, aprender e atuar que são os corpos básicos do professor e o estudante. Agora, com a escolha dos diretores das escolas através da eleição direta, essa psicopatologia-educacional vai enfraquecer.

Por isso, que o governador, através do Decreto 30.619, já autorizou que a comunidade escolar composta também pelos pais dos estudantes, se organize e se prepare para participas das eleições.

Só que para alegria dos capachos e tristeza dos professores-democráticos do Amazonas, esse decreto é determinação do governador do Maranhão, Flávio Dino do PCdoB. E, enquanto o Maranhão revoluciona a política escolar, o Amazonas e sua triste capital, Manaus, continua na prática do sadismo-governamental e o masoquismo-professoral. 

Breve lembrete! Professores das redes públicas de ensino municipal e estadual do Amazonas vão realizar um ato de protesto contra o prefeito Arthur Neto do partido da burguesia-ignara, PSDB, e o governador Zé Melo, por falta de cumprimento de seus deveres administrativos referentes à categoria. Entre eles, o não pagamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorizção dos Profissionais da Educação (Fundeb) que foi criado no governo Lula pela Emenda Constitucional n° 53/2006 e regulamentado pela Lei n° 11.494/2007 e pelo Decreto n° 6.253/2007.

 Vamos à luta, professores! A potência do saber é mais criativa e transformadora que os ecos dos partidos de direita!

NA 2ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO, EDUCADORA PEDE RESPEITO À DIVERSIDADE E QUALIFICAÇÃO DO PROFESSOR

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Com a participação de mais 2,6 delegados de todo o país foi encerrada a 2ª Conferência Nacional de Educação (Conae) cujos participantes produziram um documento que traz como temas principais o acesso da população brasileira a uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade, onde a diversidade do país seja tida como fundamental. Além da qualificação dos professores. O documento será avaliado no próximo dia 9, momento em será eleito a nova coordenação.

Falando sobre a realização da Conae, Maria Margarida Machado, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), salientou a importância de uma política de educação que respeite a diversidade. Ela também falou sobre a necessidade de qualificação do professor, e lembrou que o piso salarial nacional foi uma luta dos professores, já que os prefeitos e governadores só tencionavam em realizar simples reajustas salariais.

“O sistema nacional de educação não pode esquecer que o país é muito diverso. Temos que compreender e respeitar essa diversidade. Uma política de educação que não respeita a diversidade vai manter a situação da população no campo, onde temos o maior índice de analfabetismo; vai permanecer a segregação das pessoas com necessidades especiais, porque o sistema não assume a educação inclusiva; e vai deixar a educação de jovens e adultos como uma área marginal da política educacional, desconsiderando essas tantas pessoas sem escolaridade.

A gente tem que parar de ficar mendigando. Somos profissionais. Isso aqui não é missão, nem sacerdócio. Não dá mais para gente considerar que um trabalhador da educação formado, graduado, continue recebendo esses salários.

Somos muitos e muitas pessoas precisam de estudar. Esta lógica tem que ser compreendida. Todo esse discurso aqui não para lugar algum se não houver dinheiro. Financiamento público para a escola pública, 10% do PIB, recurso do pré-sal. Temos que cuidar para que se possa fortalecer essa defesa da educação pública para todos.

A partir desse momento, todas as instituições e entidades, têm que ter esse documento, todos os fóruns estaduais e municipais têm que ter esse documento como roteiro de pauta política. Vamos disputar espaço a espaço na construção dos planos estaduais e municipais de educação a partir do temos aqui”, analisou Maria Margarida Machado.

PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO TERMINAM GREVE E MANDAM RECADO AOS PROFESSORES DE MANAUS-AMAZONAS

Em greve desde o dia 23 de abril reivindicando a incorporação de abono ao salário, entre outras pautas, os professores da rede pública do município de São Paulo colocaram fim a paralisação na terça-feira. O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem) chegou a um acordo junto a prefeitura de Fernando Haddad, membro do Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo com o sindicato, o prefeito acordou em incorporar o abono de 15,38% aos salários dos professores. Prestar atenção, professores de Manaus-Amazonas: o abono de 15,38% será incorporado aos salários dos professores. O que significa que o professor que ganha hoje o piso salarial de R$ 2,6 mil, passará a ganhar R$ 3 mil. Os professores aposentados terão um aumento de 13,45%. Esse feito é resultado do projeto de lei assinado pelo prefeito Haddad, em maio. Sacou, moçada telúrica?

E tem mais, os professores que aderiram à greve não terão seus pontos cortados. E aqueles que tiveram seus pontos cortados serão ressarcidos. E mais do mais, os dias de reposições das aulas ficam a critério de cada escola. E mais do mais do mais, a prefeitura vai realizar concurso público para professores da educação infantil e professores que trabalham com a primeira etapa do Ensino Fundamental. Serão 3.514 com jornada de 30 horas e salário de R$ 1.631,4. De acordo com a soma da pontuação os professores podem mudar a jornada para 40 horas com um salário de R$ 3 mil.

“A proposta contemplou nossa principal reivindicação porque o governo não se comprometia a dizer quando ocorreria a incorporação”, observou Cleyton Gomes, secretário-geral do sindicato.

Aqui em Manaus-Amazonas, os professores não realizaram greves, a primeira grande arma dos trabalhadores, como diz o filósofo Marx, realizaram diminutas passeatas que no final, por força de um casamento-feliz entre o Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) e os governos reacionários do estado e da prefeitura (Como diz um personagem de um filme de terceira: “casamento feliz é o que não deu certo”), conseguiram uns minguados 5,6% e 10%, e voltaram para casa como uma criança que finge ter visto Papai-Noel.

Como já foi tratado aqui nesse Blog Intempestivo, não é possível fazer comparação entre as condições dos professores de São Paulo e Manaus-Amazonas. São realidades distintas, sócio/culturalmente. Mas há um signo-notável que liga os professores tanto de lá com o de cá e o de cá com o de lá: é o significado de categoria. Como categoria ambos executam funções de saberes e dizeres de solidariedade-política imbricada intimamente com o corpo social. São trabalhadores que com seus corpos sensoriais e cognitivos comprometem a transformação do mundo através dos saberes e dizeres que são compostos juntos aos educandos.

Agora, há uma distância abismal que dificulta os diálogos entre a categoria e os governos daqui de Manaus-Amazonas. É que esses governos têm uma interpretação do mundo totalmente contrária à interpretação que tem Haddad. Enquanto os daqui são representantes das imensas riquezas mundiais, as fortunas dos 0,01% que representa US$ 21 trilhões nos paraísos fiscais, o de lá tem uma compreensão socialista. Pensa como trabalhador. Os nossos imaginam o mundo pela perspectiva solipsista de burguês. O que os impede de saberem o que é ser trabalhador. Além, dessa realidade política, há as diferenças de graus inteligências. O grau de inteligência necessário à disposição ao diálogo, os discernimentos sobre o objeto a ser examinado, à crítica das situações,  e as sínteses satisfatórias. Para isso, não precisa ser um gênio (gênio nem existe). Basta escapar das superstições e imaginações deslocadas da criatividade e produtividade.

Na dimensão superior ao mais baixo grau de inteligência, corpo-imóvel das direitas,  o trabalhador continuamente transforma o mundo com sua poieses e práxis dialética. O burguês no mais baixo grau de inteligência imobiliza o mundo com sua abstração capitalista.

GRUPO REDUZIDO DE PROFESSORES ERRA ENDEREÇO POLÍTICO: VAI AO ESTÁDIO QUANDO ERA PARA IR PARA SEMED E SEDUC

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A luta dos trabalhadores de todas as categorias por seus direitos é uma luta contra o que os governantes entendem por Estado, já que o Estado é o poder institucional que deve refletir a sociedade. E o que produz e mantém esse poder são as próprias leis constitucionais. A partir do momento em que os governantes não compreendem essa constitucionalidade expressada pelo Estado, os trabalhadores tendem a fazer com que seus direitos sejam garantidos, e para garantir esses direitos eles têm que realizar atos concretos através de suas representações como sindicatos. A primeira grande arma dos trabalhadores, como afirma o filósofo de Trier, Karl Heinrich Marx.

Assim, se inferi, que quando o sindicato não realiza sua função diante dos governantes, muitas vezes empresas privadas, os governantes se sentem muito bem protegidos e até crentes de que estão certos. Então, diante dessa miserável impotência sindical, os trabalhadores que não comungam com a posição do sindicato, tendem a procurar outras estratégias que resultam na consumação de seus direitos.

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Em Manaus, vários grupos de professores independentes do sindicato representante da categoria que se associou aos governantes, resolveram criar suas formas de reivindicar seus direitos como 20% de reposição salaria, vale transporte, vale alimentação e outros direitos trabalhistas. Para enfraquecer as reivindicações, o governo estadual concedeu 5,6%, e o prefeito, 10%. Os professores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) aceitaram pacificamente. Fazendo valer o dito-patronal de que o amazonense é um povo ordeiro. Sem entender que esse ordeiro quase sempre esconde o cordeiro. O cordeiro que é bom para o pastor. Ou para o mestre: ”Faremos tudo que o mestre mandar”.

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Mesmo assim, no dia de ontem, 30, um grupo reduzido de professores resolveu realizar na Avenida Djalma Batista, um point da triste não-cidade Manaus, uma manifestação para mostrar que nem tudo estar como o pastor gosta. Só que alguns participantes do grupo, com nítidos corpos direitistas, ignorando que tudo só acontece uma vez, conforme disse o filósofo Nietzsche em seu Amor Fati (o destino do amor de que não se pode escapar ficando somente a aceitação do real), e quando parece que se repete realmente é como farsa, como mostrou o mouro de Trier, resolveram seguir até o estádio de futebol.  

Como as direitas são destrambelhadas, quem sabe que estes professores não acreditavam que Ricardo Teixeira e Blatter (ou mesmo Dilma), poderiam se encontrar no território pebolístico e resolvessem as pautas das categorias. Como corpo obnubilado, das direitas, tudo se pode esperar. Mas foi uma frustração geral. Os ditos cujos não estavam lá. Mas tudo ficou compensado através do recurso da imaginação heroica de ser um revolucionário da história dissipada.  

Um erro político-replicante do junho que não aconteceu, quando as direitas se deslocaram até o mesmo local, comandada pelo PSDB, partido que defende os magnatas que representam 0,01% da população mundial que detém, só nos paraísos fiscais, US$ 21 trilhões. Sintetizados como as maiores riquezas do mundo. Riquezas construídas com a exploração dos trabalhadores através do mais-valor, e protegidas pelos lacaios das mídias de mercados como Arnaldo Jabour (cuja mulher foi assessora de Serra), Azevedo, etc.

Um erro político que a categoria não deveria se permitir quando a comunidade sabe que sua luta é com as posições dos que se sentem detentores das instituições educacionais no Amazonas e Manaus: Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc) e Secretaria de Educação do Município (Semed).

Mas nem tudo foi erro. Na hora da concentração, caiu um pau d’água e os mais sacais não caíram no logro dos coxinhas infiltrados como reivindicadores: deram por terminado suas participações no recinto. Uma prova de inteligência, mesmo que provocada por um fenômeno natural. Mas o homem também é natural. Uma boa composição.

PROFESSORES DE SÃO PAULO CONTINUAM A GREVE, MESMO COM 16% CONCEDIDO PELO PREFEITO. EM MANAUS 5,6% e 10% CALARAM OS PROFESSORES

É muito simples de entender. Desde o dia 23 de abril, os professores do ensino municipal de São Paulo iniciaram uma paralisação exigindo 20% de reajuste salarial, incorporação de um bônus complementar ao salário, valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. São direitos que eles reivindicam anos após anos. Reivindicações que vêm desde as gestões Maluf, Serra e … Direitos negados por todos os prefeitos das direitas.

Na primeira negociação, o prefeito Haddad, do Partido dos Trabalhadores, concedeu um reajuste de quase 16%, mas os professores não aceitaram e continuaram a paralisação. Ontem, dia 27, os professores tiveram uma reunião com os representantes da prefeitura. Não entraram em acordo e resolveram manter a paralisação.

Apesar da chuva, mais de 7 mil professores realizaram uma passeata pelo centro da cidade seguindo até à prefeitura, onde compuseram uma assembleia. De acordo com o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem) a adesão é de 30% a 40%.

Qualquer trabalhador, como personagem das forças produtivas e relações de produção, sabe que a greve foi a primeira grande arma que ele produziu contra a opressão-salarial imposta pela ditadura burguesa. E que para que ela seja vitoriosa é preciso que todos os trabalhadores estejam unidos. E a forma de se encontrar unido é através do sindicato. Foi o filósofo Karl H. Marx que mostrou esse instrumento do trabalhador contra sua opressão. Todavia, existe um número muito grande de trabalhadores que não conhecem esse instrumento. Inclusive muitos que participam de sindicatos, como acontece no sindicato dos professores no Amazonas.

Sabe-se que as duas situações são grandemente diferentes. O caso dos professores de São Paulo e o caso dos professores do Amazonas, principalmente, Manaus. Historicamente existe um grande abismo de separação entre as duas situações. Até mesmo no caso de educação política dos trabalhadores na educação.

Se em São Paulo, a discussão com a prefeitura reflete mais sensibilidade e inteligência, tanto por parte dos professores como do prefeito que é de um partido de esquerda, aqui, em Manaus, a situação é diametralmente oposta.  Tanto a prefeitura como o estado, são governados pelo que há de mais reacionário. O prefeito de Manaus é Arthur Neto, do PSDB da burguesia-ignara, e que ameaçou surrar Lula. O governador é José Melo, candidato à reeleição, e que faz parte do grupo conservador, tanto no sentido de conservar ideias desativadas democraticamente, como conservar no sentido de se manter no poder, que domina a cena bufa do Amazonas há 30 anos. Daí, não se esperar exemplos contagiantes de sensibilidade e inteligência. Presas na consciência do lucro máximo, às direitas, em suas multifaces, nunca pretendem negociações justas.

A diferença da categoria por região é facilmente observada no trato das negociações. Em São Paulo, os professores, quem têm um sindicato politicamente formado e engajado, não aceitaram os quase 16% oferecido pela prefeitura e mantém a greve. Aqui, com um sindicato apolítico e conivente, os professores com um salário humilhantemente-defasado, aceitaram o que foi oferecido pelo prefeito, 10%, e o que foi oferecido pelo governador, 5,6%. Embora eles reivindicassem 20% e outros direitos.

É visível a disparidade de consciência-trabalhista entre os dois estados. Lá, os professores mantém a luta por seus direitos. Aqui, os professores se calam e vão assistir televisão, já que, como diz o poeta Belchior, “ao vivo é muito pior”.

PROFESSORES DA SEMED QUEREM 20% DE REAJUSTE, MAS O PREFEITO ARTHUR (PSDB) LHES METEU 10% GOELA ABAIXO E ALGUNS ENGOLIRAM

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Por que é mais fácil ser prepotente do que racional? Porque a prepotência não pede qualquer esforço. Basta o prepotente ser reativo a tudo que ele toma como contrário de si. Já ser racional pede esforço, percepção dirigida, concentração, capacidade de discernimento, separação, escolha, análise atitudes racionais necessárias para se atingir a essência das ideias ou objetos que racionalmente se perscruta. Um verdadeiro processual racional de movimento do pensar. O que falta nos governos de direita que por se encontrarem aprisionados em ideias desativadas as defendem como se elas fossem reais.

Esse é o quadro anti-epistemológico que professores das redes de ensino do estado e do município, estão enfrentado: a prepotência dos reativos. Tornou-se quase impossível, já há muito tempo, poder discutir reajuste salarial com os representantes destes governos distanciados do conceito educação. Na semana passada foi a vez dos professores do estado serem violentados com um reajuste de 5,6% oferecido pelo governo e votado pelos parlamentares, seus cumpliciados, contra a educação. Ontem, dia 21, foram os professores da Secretaria de Educação do Município de Manaus (Semed), que viram os vereadores submissos ao prefeito Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, votarem os 10% enfiados goela abaixo da categoria. E o pior, indignamente, alguns professores, profissionais analfabetos, apoiaram.

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A maioria dos vereadores já estava totalmente acordada com a decisão de Arthur. O vereador, Wilker, chegou a afirma que era preciso votar logo porque era ordem “lá de cima”. Outro, como o vereador Mário Frota, que outrora se imaginava socialista, teve o desplante de comparar os aumentos concedidos pelo governo federal com o oferecido pelo seu eterno amigo, Arthur. Mas não teve a preocupação de comentar que, em São Paulo, o prefeito Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT) concedeu quase 16% de reajuste e os professores não aceitaram. Ainda mais, sendo a situação dos professores de São Paulo muito diferente dos professores da não-cidade Manaus.

ERRO NÃO É PECADO, MAS ACORDO COM A DIREITA É CONDENAÇÃO

Os gestalterapeutas tem uma enunciação otimista que afirma que erros não são pecados. Com isso eles querem dizer que as pessoas quando cometerem algum erro não devem se autocondenar. Condenar-se é manter-se escrava do sentimento de culpa que só imobiliza as pessoas. O erro é uma decisão que não teve um efeito bom. Mas saber que um erro é uma decisão cujo resultado não é verdadeiro, só é possível se a pessoa que errou passar a examinar não o erro, mas precipuamente os elementos que lhe levaram a escolher uma decisão errada.

Na campanha eleitoral para prefeito de Manaus, o professor Lambert, um dos fundadores da Asprom, reuniu, durante uma noite, alguns membros da categoria na Bola do Bairro de José para discutir temas referentes à profissão. Mas a reunião não ficou resumida somente aos temas de interesse geral dos professores. O professor Lambert, convidou alguns candidatos, mas não os candidatos á prefeito que ele acreditava que não se afinavam com a causa dos professores, como o ex-prefeito Serafim Correa.

Na verdade, quem teve um palanque particular foi o candidato reacionário Arthur Neto, que aproveito o presente oferecido pelo professor Lamberte, e fez promessas contagiantes aos professores, coadjuvado por seu braço direito, vereador Mário Frota, que também jurou lutar pelas causa dos professores. Na ocasião, o professor Lambert foi muito contestado por parte de alguns professores por ter levado Arthur a um evento que nada tinha a ver com ele, e ter transformado uma ocasião própria dos professores em uma ocasião eleitoral. Um verdadeiro curral eleitoral.

Ontem, depois da aprovação dos 10% pelos vereadores submissos ao prefeito, a vereadora da direita e sempre ligada aos governos reacionários Terezinha Ruiz, que já foi secretária de Educação, diante do protesto de alguns professores e vereadores da chamada oposição, teceu elogios ao professor Lambert, afirmando que ele foi um dos grandes responsável pelo reajuste que naquele momento foi votado. Para ela, Lambert teve um papel importante na elaboração do plano de cargos, carreira e salário.

Erro não é pecado, é uma escolha falsa. Mas o professor Lambert não atendeu os que lhe avisaram que com a decisão dele em levar Arthur, um representante do partido que mais perseguiu os funcionários públicos, ele falsificou o encontro dos professores naquela noite que agora tem o resultado que ofende a categoria.

Mas nem tudo foi erro. O professor Lambert teve o singelo reconhecimento da vereadora conservado Terezinha Ruiz.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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