Archive for the 'Professor' Category

DESNARCISADOS, PROFESSORES DE MANAUS, TRAPACEIAM MOVIMENTO

IMG-20150327-WA0002O mito de Narciso é um dos principais mitos da mitologia grega – embora não fosse originalmente grego – e um dos mais conhecidos no mundo embora apresente basicamente três versões que servem aos discursos da psicanálise, política, sociologia, antropologia, religião, etc.

O mais conhecido é o que narra que Narciso, ao se encontrar diante de um lago, viu sua própria imagem refletida, e por ela se enamorou. Para alguns, se apaixonou. Enamorado-apaixonado por sua imagem, Narciso, mergulhou em seu encontro e lá ficou. Em outra narrativa, Narciso, que tinha um irmão gêmeo, se apaixona pela imagem do irmão depois que o mesmo morre. Na narrativa do filósofo Rousseau, Narciso, chega à margem de um lago e vislumbra, nas águas, a imagem de um jovem belo e se enamora por ela.

IMG-20150327-WA0004Nas três narrativas observa-se a predominância da imagem que Narciso tem de si mesmo. Na primeira, é ele mesmo; na segunda, é ele mesmo, projetado como irmão-gêmeo; e na terceira, ele mesmo, como outro, mas sempre ele mesmo. O certo é que Narciso se ama. O discurso do amor por si mesmo é apresentado por Freud em seu trabalho, Introdução ao Narcisismo, embora o pai da psicanálise em nenhum momento se refira ao mito grego. Freud chama de fase narcísica o momento em o bebê investe sua libido em si mesmo. O que significa afirmar que ele basta a si mesmo. O investimento da libido no exterior só ocorrerá no momento em a criança corte o fluxo dessa energia libidinal em si. O que seria o investimento do desejo em um objeto no exterior.

Historicamente, a segunda parte do enunciado revolucionário proferido por Cristo: “Amarás teu próximo como a ti mesmo”, é narcísica, mas como preparação de investimento do desejo no mundo como produção coletiva. Seria: é preciso primeiro amar a si para poder ir fora como amor com os outros. A formação revolucionária-coletiva. Como se sabe, essa é a grande ligação de Marx com Cristo, mesmo com o mouro de Trier, afirmando que “a religião é o ópio do povo”. Cristo sabia que era primeiro preciso libertar as almas individuais para depois libertar a alma coletiva. Aí o elemento persecutório criado pelos romanos contra Cristo.

A psicanalista francesa François Dolto, quando se sentia meio que triste, ela afirmava que precisava se narcisar, porque estava desnarcisada. O que significava que ela não estava com a libido em si mesma em forma de autoestima capaz de lhe colocar novamente em ligação com o mundo. Seu enunciado destrói o significado do senso comum que diz que uma pessoa é narcisista quando se prende a si mesmo. Não compactua com o mundo exterior. Quer tudo para si e nada para os outros. Ao contrário, ser narcisado é se encontrar em devir coletivo. É atualizar o virtual como real ou, se for o caso, realizar o possível.

Pois bem, os professores do ensino público estadual e municipal de Manaus marcaram para ontem e hoje uma paralização para discutir, em publico, os encaminhamentos da categoria que apresentariam aos governos como formas de reivindicação. Como pagamento da data base em 20%, plano de saúde, auxílio alimentação por cadeira e não matrícula, vale-transporte sem descontos, reforma das escolas, material escolar e merenda para os estudantes.

Compareceram mais de 6 mil professores. Um número expressivo capaz de abalar as pretensões antieducacinais dos governos. Abalaria se não fosse apenas o numeral que é quantitativo, molar, código-imóvel. E não o numerante que é qualitativo, molecular, devir-movimento. Em linguagem narcísica: a maioria dos professores, principalmente os chamados líderes, não estava narcisada para agenciar o movimento transformador na exterioridade.

A maioria, desnarcisada, permaneceu imobilizada nas correntes perversas de seus fantasmas familistas dissimulados em ideias de partidos de esquerda que desejam uma educação libertadora, transformadora e produtora de uma nova realidade. Na verdade, o que se viu e ouviu foi a cristalização do desconhecimento revolucionário de Paulo Freire. Uma desnarcisação tamanha que tem a mesma importância reivindicadora que teve o desnarcisismo da burguesia-ignara-branca da Avenida Paulista. Um desnarcisismo que confluiu com os representantes das direitas que se alcunham de professores.

Ninguém teve a ideia – seria querer demais – de pegar o microfone e gritar por Narciso. Nada disso, na falta de Narciso a saída era o microfone para que a trapaça contra o movimento prevalecesse. Um mundo desnarcisado é perversão crua. Por tal, não houve debate de propostas. Faltou a dimensão política necessária para que o debate fosse estabelecido e movimentado. Por isso, faltou alteridade, cordialidade e tolerância, princípios fundamentais para a produção da democracia. Princípios constitutivos da educação.

Trapaceado o movimento, restaram três propostas inócuas, decorrente da falta de dimensão politica. Uma: acampamento na frente do palácio do governo estadual e na frente da Secretaria de Educação do Município. Outra: chamar o bispo para interceder na temática (o famoso jargão: “vai te queixar pru bispo!”). E outro: criação de um calendário de luta. O defensor dessa proposta não sabe que o calendário é a morte do devir. Não sabe que o não pagamento da data base é uma expressão da imobilidade do tempo calendarizado.

IMG-20150327-WA0003Como os corpos-numerais conseguiram bloquear algumas ruas, alguns tristes professores, efusivos, afirmaram que foi uma vitória. O que o filósofo Paul Virilio,  filósofo da dromografia, diria que nada mudou. Só houve um movimento-quantitativo – nada dialético – no espaço perceptivo que não transforma o que já se encontra estabelecido. “Mostramos nossa força!”, alguns dirão com sentidos e cognição dissipados, já que se assemelha a força dos coxinhas paulistanos.

Politicamente, o que poderia ser um movimento transformador e criador de novos enunciados, não passou de uma trapaça contra o movimento. E diante dessa deplorável condição onde faltou o principal educador, Narciso, os governos, antieducacionais, só comemoram.

No mais, é aproveitar o feriado triste, autodeterminado pelos próprios professores. O que os professores pelegos e trapaceiros agradecem.

PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO ESTADUAL E MUNICIPAL DE MANAUS FAZEM PARALIZAÇÃO HOJE E AMANHÃ. MOTIVO: DEFESA DOS DIREITOS DA CLASSE.

IMG-20150318-WA0016Como até a pedras que não rolam sabem, por isso não criam limo, a educação no estado amazonas é, em função do que fazem os governantes, um caso de polícia. E não um caso de política. Caso de polícia, porque o método que os governos usam em relação aos professores tem o mesmo teor do método repressivo policial. Um exemplo: reprimem os direitos da categoria quando não pagam o Fundeb, cuja verba é federal direcionada aos professores para os mesmo apliquem em seus desenvolvimentos profissionais.

Outro exemplo: a data base. O governo do estado ainda não convocou uma reunião com a categoria para discutir o pagamento que ocorre nesse mês de março. O que já é, policialmente, insegurança, pois leva a categoria, visto que o pagamento ocorre somente no mês de junho. Desrespeito profissional e trabalhista que os professores não aceitam.

Mas o governo extrapola de sua função, porque tem apoio do sindicato-pelego que é seu aliado, mas que concretamente não tem o poder real de representatividade da categoria. Uma clara demonstração de uma aliança apática é que esse sindicato não reivindica qualquer política de incremento e estimulo as práticas educacionais nas escolas. Há falta de merenda nas escolas, falta de matéria, e inúmeras escolas estão avariadas, mas o sindicato não convoca os governantes para assumirem esse fundamental compromisso democrático que é de promover a educação.

Diante desse quadro perniciosamente preocupante, os professores fazem paralização hoje e amanhã na frente da Arena da Amazônia, às 8 horas. Nos dois dias os professores realizarão assembleias para discutirem as pautas opressivas e tirarem indicativos. Entre eles a possibilidade de uma greve geral.

Tudo porque o governador Zé Melo e o prefeito Arthur Neto, aquele que quando senador ameaçou dar uma surra em Lula, do PSDB, partido da burguesia-ignara-parasita, não sabem que educação é uma caso de política.          

 ENQUANTO ISSO, EM SÃO PAULO, 140 MIL PROFESSORES FAZEM GREVE

Vejam o vídeo que eles produziram para divulgar o motivo do ato político que é a greve e entra no seu 16° dia.

PROFESSORES DAS REDES ESTADUAL E MUNICIPAL REALIZARAM MANIFESTAÇÃO, EM MANAUS, REIVINDICANDO SEUS DIREITOS

IMG-20150318-WA0016Como a educação pública é um caso de política, visto que implica os conhecimentos e as práxis significadoras do educar da classe que nela está engajada, o que confirma a dimensão ontológica do educador, todo ano já é pauta da categoria concretizar reivindicações, porque os governantes não possuem o entendimento do que é publicamente educação.

Embora a reivindicação seja dos professores, a educação é um caso de política, porque não termina nos queres desses profissionais. Ela envolve também as escolas, os funcionários da escola, os estudantes, os pais, a comunidade, porque, de maneira geral, reflete todo o sistema de ensino. O professor trapaceado em seu seguimento profissional, como seu salário, expressa a trapaça a todos os trabalhadores. Portanto, não é uma reivindicação isolada, como muitos acredita, entre os muitos os próprios governantes com seus capachos. Entre os capachos, professores submissos, analfabetos políticos, ou masoquista, que gozam sob a opressão destes governos.

IMG-20150318-WA0001 IMG-20150318-WA0002 IMG-20150318-WA0003 IMG-20150318-WA0004 IMG-20150318-WA0007 IMG-20150318-WA0010Foi exatamente com essa compreensão que centenas de professores da rede pública do estado e do município realizaram manifestação, em Manaus, reivindicando seus diretos tendo como pauta principal a data base. Um tema fácil de compreender, mas impossível de aceitar.

Com referência ao estado, a data base, que é um reajuste no salário da categoria que pede 20%, ocorre no mês de março. Só que o governo, em sua infinita sabedoria, até o dia de ontem, dia 18, data da reivindicação, não havia se pronunciado. Como o mês de março caminha para o seu fim, os professores acreditam que vai ocorrer o mesmo que vem ocorrendo durante anos: o pagamento da data base só ocorrerá lá para as bandas de junho quando o dinheiro já tiver tomado outra feição que não a de salário dos professores.

IMG-20150318-WA0014 IMG-20150318-WA0015 IMG-20150318-WA0017 IMG-20150318-WA0018Para materializar a reivindicação, os professores a partir das 8 horas, seguiram para a Avenida Brasil, locais das sedes do governo estadual e municipal. Quando chegaram ao topos estadual, foram informados que o sindicato, considerado pelos manifestantes como pelego, já havia dialogado com o governo. Mostrando o quanto sabe que educação é um caso de política. Para ele simples pelegagem.

IMG-20150318-WA0019 IMG-20150318-WA0020 IMG-20150318-WA0023 IMG-20150318-WA0024Os manifestantes não se abateram e nem imitaram as direitas que são imobilizadas por um eterno estado de depressão. Professores subiram ao carro de som e expressaram seus discursos de descontentamento com o estado de coisa que violenta a educação no Amazonas há décadas sob a força opressora dos governos reacionários. Depois seguiram em direção à sede da prefeitura sob o ideário neoliberal do partido da burguesia-ignara-parasitária, PSDB, comandada pelo prefeito Arthur Neto, que quando senador, afirmou que iria surrar Lula. Semelhante como ocorreu na frente da sede do governo estadual, os professores também discursaram de forma veemente e convincente diante da sede da prefeitura.

Como não foram atendidos pelos governos, a categoria, em assembleia no local, decidiu que na quinta-feira e sexta-feira da próxima semana haverá um paralisação geral. No dia 26, na frente da Arena da Amazônia, haverá um assembleia para decidir a greve geral. Uma decisão que mostra que esses professores compreenderam, junto ao filosofo Marx, que a potência política do trabalhador é a mobilização. E que em alguns casos leva à greve comandada pela classe.

IMG-20150318-WA0026 IMG-20150318-WA0027 IMG-20150318-WA0028 IMG-20150318-WA0030 IMG-20150318-WA0031 IMG-20150318-WA0032 IMG-20150318-WA0035 IMG-20150318-WA0036 IMG-20150318-WA0040 IMG-20150318-WA0042 IMG-20150318-WA0043 IMG-20150318-WA0045Enquanto a decisão confirma que a educação é um caso de política, para os capachos e pelegos, que não comparecem às reivindicações, a decisão é um momento de confirmar suas alienações como intrusos na educação, porque irão aproveitá-la como um bom feriado. Um convescote ou uma oportunidade para irem livremente e saltitantes ao shopping ou supermercado, suas praias efusivas promovidas pelo consumo capitalista. Uma prática que se configura como a exploração da mais-valia, sobretrabalho, que os professores manifestantes produzem e os pelegos tomam para si. 

DEPOIS DE UM MÊS DE GREVE PROFESSORES DO PARANÁ MANTÉM PARALIZAÇÃO DIANTE DA OBSTINAÇÃO DO GOVERNO

image_largeSão várias vozes ecoando que o governador do Paraná, Beto Richa, do partido da burguesia-ignara paulistana PSDB, que já mostrou através de seu guru Fernando Henrique que não tem dimensão política para tratar da educação, quebrou o estado. Envolvidos por essas vozes, os democratas paranaenses entendem, sem aceitar, que a educação no estado também foi atingida de forma cruel.

Milhares de professores lotaram o Estádio Durival de Brito, do Paraná Clube, para discutir os temas que obstinadamente o governador do estado procura não trata como deve ser tratado. Depois que vários professores usaram suas vozes e inteligências reivindicatórias foram tiradas as decisões. A APP Sindicato, entidade sindical dos professores paranaenses, decidiu junto com a categoria que a paralização continua. Uma decisão que vem contando com o apoio da população do estado. Segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisa, encomendada pelo jornal Gazeta do Povo, 90% dos entrevistados sabem da existência da greve e a apoiam, e 80% apoiaram a ocupação da Assembleia Legislativa, no dia a10 de fevereiro.

Como parte ironicamente-humorística, 76% da população paranaense desaprova a administração do governador. Em dezembro ele tinha 65% de aprovação.

“Nós fizemos uma avaliação ontem, com o comando estadual de greve, com mais 200 pessoas reunidas e decidimos pela continuidade da greve porque entendemos que o governo não pode fechar as portas, não pode entregar isso na mão do Judiciário, tem que vir discutir os pontos pendentes. A organização escolar ainda não está suficiente. Queremos que todas as condições efetivas para trabalhar estejam adequadas” disse Marlei Fernandes, secretária de finanças da APP Sindicato.

PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO DO AMAZONAS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA OS GOVERNOS ESTADUAL E MUNIICIPAL POR SE SENTIREM LESADOS

IMG-20150112-WA0007A educação é um caso de política. Não confundir: não é um caso de polícia. Caso de polícia é da ordem marcadora de poder, vigiar e punir. Atos do super-eu. Manutenção de um estado de coisa já constituído. Educação é ato do eu. O eu livre e criador. Criação de novos saberes que se transformam em dizeres transformadores do estado de coisa constituído propulsor do caso policial. Entendimento-criador da objetividade dominante que impulsiona a transcendência-dialética.

Embora haja um sentido cômico nessa diferenciação entre caso de política e caso de polícia, todavia, no caso do Amazonas a educação pode ser assemelhada com o segundo caso. Porque, historicamente, a educação no estado do Amazonas sempre foi tratada como uma forma policial de manutenção do estado de coisa estabelecido. Por tal realidade, nunca houve nenhum governo, tanto estadual como municipal, capaz de entender que educação é um caso de política. Daí, os governantes indicarem para o cargo de secretário de educação, indivíduos capazes de manter o estado de coisa determinado.

IMG-20150112-WA0016Os secretários bem estabelecidos em seus valores molares, valores como defesa de seus estados sedimentados, respondem muito bem para os propósitos alienantes dos governantes. Eles não sabem que a educação é um devir poiético que se atualiza como práxis. Como não têm esses conhecimentos e essas vivências eles são personagens perfeitas para as perspectivas dos governantes que também estão malogrados quanto esse devir. Para entender melhor o que é essa ignorância basta ouvir e analisar a linguagem dos governantes e dos secretários. Nenhum código-linguístico que exprima a educação como filosofia-política. Somente uma linguagem muito bem sedimentada em códigos-burocráticos-administrativos. Nada de corte-esquizo que possa proporcionar uma educação-produtora de novas formas sentir, ver, ouvir e pensar.

DA PATOLOGIA DA EDUCAÇÃO NO AMAZONAS

IMG-20150112-WA0002 IMG-20150112-WA0003 IMG-20150112-WA0004 IMG-20150112-WA0005Essa patologia educacional é responsável pela miserável realidade que o ensino público no Amazonas se mantém. Tanto o ensino público estadual quanto o municipal encontram-se nos últimos lugares nas avaliações proporcionadas pelo Ministério da Educação sobre o desempenho das escolas no Brasil.

Mas é fácil de entender, mas impossível de aceitar, no seguimento governamental no estado do Amazonas e no município de Manaus, não há mudança de ideário político. No governo estadual predomina um modelo inaugurado antes da ditadura e que foi fortemente resguardado por todos os governadores que passaram como, também o que se mantém. O mesmo ocorrendo com o município. Todos os prefeitos desconheciam os princípios filosófico-político da educação da mesma forma que o prefeito atual Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, desconhece.

MANIFESTAÇÃO E ARGUMENTOS DOS PROFESSORES

Entendendo que educação é um caso de política e não de polícia, os professores das duas redes de ensino público se reuniram ontem, dia 12, em uma manifestação contra os governos estadual e municipal exigindo que seus direitos sejam respeitados, já que eles estão se sentindo lesados pelas autoridades responsáveis. Segundo declarações dos professores, o pagamento do Fundeb, que é um direito federal criado pelo governo Lula, não foi pago. Para os professores deve ter ocorrido desvio dessa verba para uso nas campanhas politicas e outras promoções que visavam esse mesmo fim.

IMG-20150112-WA0006 IMG-20150112-WA0008 IMG-20150112-WA0009 IMG-20150112-WA0010Para defenderem seus argumentos, os professores citaram o caso, triste, mas cômico, dos milhares de “salgadinhos” que foram comprados por preço faturado para serem distribuídos nas reuniões da secretaria de educação do estado como cabo eleitoral. Outra suspeita em relação ao não cumprimento de seus deveres pela secretaria de educação do município, eles indicaram a campanha eleitoral do deputado Arthur Bisneto, filho de Arthur, todos envolvidos na névoa-familiar iniciada pelo avô e bisavô, que foi eleito deputado federal pelo mesmo partido da burguesia-ignara com o maior número de votos. Os professores afirma que foram inúmeras reuniões da prefeitura com diretores de escolas e professores cabos eleitorais compromissados com a eleição do Bis. A mesma prática usada por Zé Melo o candidato ao governo que era vice de Omar Aziz, o governador anterior.

Para os professores risível prática “filosófica-política” das autoridades.

HANNAH ARENDT E A AUTORIDADE PARA SER AUTORIDADE

Uma digressão para um pouco de Hannah Arendt que se sentia mais professora do que filósofa. Hannah Arendt afirma em sua obra Condição Humana que autoridade são todos seres que agem através da razão. Ou seja, são praticantes dos princípios fundamentais da razão que criam uma vida coletiva política solidária. Por isso, para ela, quando a razão falta se alojava a tirania, a força do poder. O perigo para o movimento das instituições que representam os desejos de todos em uma democracia. Seguindo Hannah Arendt, como o a educação no Amazonas não é um caso de política não há autoridades responsáveis por ela nas secretarias do estado e do município.

IMG-20150112-WA0011 IMG-20150112-WA0012 IMG-20150112-WA0013 IMG-20150112-WA0014 IMG-20150112-WA0015É essa falta de autoridade sujeito-histórico racional que os professores têm que enfrentar para conseguir o restabelecimento de seus direitos. Como falta o pensamento de Hannah Arendt nesses governos, os professores não podem e nem devem se submeter à força. E para isso têm que sensível e racionalmente tentar produzir o diálogo entre a classe para concretizar diretamente com os governos, mas sem se deixar prender nas linguagens deles.

ATENÇÃO PROFESSORES DO AMAZONAS, VAI HAVER ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES DAS ESCOLAS!

7a9030ed-4f22-4d14-8fc5-d9d54568dc4cUma excelente aplaudida decisão democrática: eleições diretas para escolha dos diretores das escolas. Uma verdadeira práxis-educacional política. Professores, alunos, pais de alunos e funcionários escolherem o diretor da escola através da eleição direta.

Com a escolha dos diretores das escolas através de eleição direta acaba o feudalismo-escolar, onde um professor passa anos ocupando o cargo, o servilismo-capacho do diretor que ocupa o cargo por indicação política, a função cabo eleitoral do diretor que faz campanha para os candidatos do Executivo e Legislativo, e, ao mesmo tempo, impede que diretores possam continuar praticando atos dos mais ignóbeis que uma pessoa pode praticar: a submissão, a bajulação e o rastejar imoral. Atos que não podem ser considerados da condição humana. Se humilhar, por livre e espontânea vontade, diante de governantes para conseguir um cargo é indigno do ser humano-democratizado.

Mas, essa atitude imoral do professor, que por sentimento de inferioridade busca o cargo de diretor por indicação do governante para aumentar o salário e se sentir respeitado, que é um respeito-ilusório, não é sustentada apenas pela psicologia-lambaio do professor. Faz parte, também, da psicologia orgulhosa desses governantes que acreditam que são amados quando observam alguém rastejando em sua frente. Faz parte da psicologia social da classe-burguesa. Na verdade é uma psicopatologia-social que a eleição direta para diretor de escola psicanalisa para que a prática da democracia se movimente livremente. 

Essa relação de dependência professor-servo e governante-patrão, é muito boa para a sociedade compreender quem são esses personagens. A partir do momento em que a sociedade observa essa relação patológica, em função de seus componentes-perversos, ela passa a conhecer eles como desnecessários à democracia, porque ambos usurpam um direito que é de todos e não dos que se julgam privilegiados. O governante que indica o diretor para defender seus interesses, e o diretor que defende os interesses do governador contra os interesses da sociedade. Uma simbiose que atenta contra os direitos e deveres democráticos.

Aí, um sinal-chamativo para que a sociedade se uma com os professores contra essa psicopatologia-educacional que coloca em perigo a prática educacional do ensinar, aprender e atuar que são os corpos básicos do professor e o estudante. Agora, com a escolha dos diretores das escolas através da eleição direta, essa psicopatologia-educacional vai enfraquecer.

Por isso, que o governador, através do Decreto 30.619, já autorizou que a comunidade escolar composta também pelos pais dos estudantes, se organize e se prepare para participas das eleições.

Só que para alegria dos capachos e tristeza dos professores-democráticos do Amazonas, esse decreto é determinação do governador do Maranhão, Flávio Dino do PCdoB. E, enquanto o Maranhão revoluciona a política escolar, o Amazonas e sua triste capital, Manaus, continua na prática do sadismo-governamental e o masoquismo-professoral. 

Breve lembrete! Professores das redes públicas de ensino municipal e estadual do Amazonas vão realizar um ato de protesto contra o prefeito Arthur Neto do partido da burguesia-ignara, PSDB, e o governador Zé Melo, por falta de cumprimento de seus deveres administrativos referentes à categoria. Entre eles, o não pagamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorizção dos Profissionais da Educação (Fundeb) que foi criado no governo Lula pela Emenda Constitucional n° 53/2006 e regulamentado pela Lei n° 11.494/2007 e pelo Decreto n° 6.253/2007.

 Vamos à luta, professores! A potência do saber é mais criativa e transformadora que os ecos dos partidos de direita!

NA 2ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO, EDUCADORA PEDE RESPEITO À DIVERSIDADE E QUALIFICAÇÃO DO PROFESSOR

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Com a participação de mais 2,6 delegados de todo o país foi encerrada a 2ª Conferência Nacional de Educação (Conae) cujos participantes produziram um documento que traz como temas principais o acesso da população brasileira a uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade, onde a diversidade do país seja tida como fundamental. Além da qualificação dos professores. O documento será avaliado no próximo dia 9, momento em será eleito a nova coordenação.

Falando sobre a realização da Conae, Maria Margarida Machado, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), salientou a importância de uma política de educação que respeite a diversidade. Ela também falou sobre a necessidade de qualificação do professor, e lembrou que o piso salarial nacional foi uma luta dos professores, já que os prefeitos e governadores só tencionavam em realizar simples reajustas salariais.

“O sistema nacional de educação não pode esquecer que o país é muito diverso. Temos que compreender e respeitar essa diversidade. Uma política de educação que não respeita a diversidade vai manter a situação da população no campo, onde temos o maior índice de analfabetismo; vai permanecer a segregação das pessoas com necessidades especiais, porque o sistema não assume a educação inclusiva; e vai deixar a educação de jovens e adultos como uma área marginal da política educacional, desconsiderando essas tantas pessoas sem escolaridade.

A gente tem que parar de ficar mendigando. Somos profissionais. Isso aqui não é missão, nem sacerdócio. Não dá mais para gente considerar que um trabalhador da educação formado, graduado, continue recebendo esses salários.

Somos muitos e muitas pessoas precisam de estudar. Esta lógica tem que ser compreendida. Todo esse discurso aqui não para lugar algum se não houver dinheiro. Financiamento público para a escola pública, 10% do PIB, recurso do pré-sal. Temos que cuidar para que se possa fortalecer essa defesa da educação pública para todos.

A partir desse momento, todas as instituições e entidades, têm que ter esse documento, todos os fóruns estaduais e municipais têm que ter esse documento como roteiro de pauta política. Vamos disputar espaço a espaço na construção dos planos estaduais e municipais de educação a partir do temos aqui”, analisou Maria Margarida Machado.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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