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Entidades realizam marcha contra o racismo em SP

Entidades convocam marcha para este sábado (11), às 14 horas, com saída marcada na praça do metrô Santa Cecília, no centro de São Paulo. Para organizadores da manifestação, racismo, higienização sócio-racial e criminalização da pobreza são algumas marcas da administração do Estado e da cidade de São Paulo. Ações recentes da Polícia Militar mostrariam ligação entre esses temas.

Fábio Nassif

Racismo, higienização sócio-racial e criminalização da pobreza. Essas são algumas marcas da administração do Estado e da cidade de São Paulo, na opinião de diversas entidades que realizarão uma marcha neste sábado (11), às 14 horas, que será iniciada na Praça do metrô Santa Cecília, no centro da capital.

Ações recentes da Polícia Militar mostram a ligação entre os dois temas. São majoritariamente negros os desalojados na Favela do Moinho e no Pinheirinho, os expulsos da Cracolândia e os executados pela polícia paulista por “resistência seguida de morte”.

No manifesto de convocatória do ato, são citados os casos de Ester Elisa da Silva Cesário, obrigada a alisar o cabelo para permanecer com seu emprego; Michel Silveira, preso injustamente por dois meses (apesar das provas evidentes de inocência), e Nicolas Barretos, agredido pela PM dentro da USP.

“O racismo brasileiro é isso: assassinato direto e indireto, maus tratos, falta de políticas públicas, desleixo, naturalização da desgraça, criminalização da pobreza”, afirma o texto. Douglas Belchior, da Uneafro (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora), afirma que o racismo é o pano de fundo de várias ações do Estado.

“De um lado está o poder, a arma, a força repressiva e do outro lado está o povo pobre na sua esmagadora maioria composta por negros”, disse Belchior. Perguntado se ele enxerga um aumento de casos de racismo no último período, o professor de história se indigna com fatos que não param de acontecer, mas diz que “a diferença é que isso tem sido mais explorado, pois nosso povo tem gritado mais. As pessoas têm ficado menos calada diante da discriminação racial. Isso pra nós é positivo”.

O Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra, que organiza a marcha, pretende ainda realizar uma aula pública, apresentação de grupos culturais e outras atividades na quinta-feira (9), em frente ao Teatro Municipal, como forma de convocação para a marcha.

*Carta Maior

PLEBISCITO PARA DIVISÃO DO PARÁ. CUIDADO!!! POVO PARAENSE CORRE PERIGO

Quando um povo vive num determinado território ele cria os mais variados vínculos. Materiais, espirituais, afetivos. A Terra é para o povo um local sagrado, não o sagrado  paulíneo, forjado, teológico, imposto por dogmas religiosos, ela não é vista como fonte de riqueza. Com o passar do tempo, claro que isso modifica-se.

Observando o que está acontecendo neste momento no Estado do Pará,  onde sua população eleitora  responde duas perguntas sobre a criação do Estado do Tapajós e de Carajás, afirmamos  que é mais uma tentativa do sistema capitalista impor sua ganância pelo lucro em detrimento do povo.

Há na relação com a posse da terra, muitos tipos de invasores, divisores. Os relatos históricos estão cheios deles. Os judeus subtraem a terra dos palestinos,  os curdos enfrentam esse problemas com os países limítrofes. Os índios, os Sem Terra os sem teto no Brasil.  A Terra sempre foi motivo de disputas e sempre foi muito valiosa. Por isso existiu o feudalismo na Europa, mais tarde, no Brasil, as capitanias hereditárias, as sesmarias, o senhor de engenho e mais recentemente os latifundiários, responsáveis, em todo o Brasil e mais precisamente no Estado do Pará por um número considerável de  assassinatos envolvendo disputas de terras. Só no massacre de Eldorado dos Carajás  foram assassinados 19 trabalhadores.

No capitalismo, diferente do socialismo, só há divisão. E para os agentes do capitalismo, o que pensam, é tudo relacionado ao “desenvolvimento.” Desenvolvimento capitalístico deles. Porque se o Estado do Pará, com as dimensões territoriais que possui se houvesse políticas públicas de atendimento ao povo, que só começaram a ter com o governo do presidente Lula, não era mais para se usar a bandeira da divisão para que este se desenvolvesse.

Uma forma de postergar atenção a essas regiões faz parte do processo colonialista desde a invasão portuguesa. Belém desponta nesse cenário em 1616 e a partir daí consegue  impor-se política e economicamente na região sendo esta reconhecida pelo governo imperial como Estado do Grão Pará.

Exerceu forte hegemonia durante muitos anos. O Amazonas desvincula-se politicamente do Pará por ocasião da criação da Província em 1850. Por lá, os paraenses já havia participado de guerras, levantes e da Cabanagem contra a política regencial que os sujeitavam à miséria e a dominação oligárquica de grupos que prosperaram explorando o trabalhador. Diferente de nós que nunca nos levantamos, nunca fizemos guerra. Pra não dizer que não participamos da Cabanagem, a região do baixo Amazonas deu guarida a muitos cabanos. Parintins, Maués receberam balas cabanas. A arqueologia desses municípios comprovam o fato. Por cá, excetuando-se Ajuricaba, levante nenhum houve. Há muita lenda urbana.  A “batalha do Igarapé de Manaus” nunca existiu. O que houve foi o seguinte. Os professores da rede estadual insatisfeitos com seus proventos salariais, apoiados pela Vanessa Grazziotin, Eron Bezerra, e outros partidários  pcdobistas resolveram cutucar o Boto Tucuxi com arpão em vez de arpuá-lo. Gilberto não contou desgraça como diz o dito popular, mandou a polícia militar sentar o cacete. Subiram a Rua Major Gabriel correndo e foram abrigar-se no antigo ICHL onde foram recebidos por seu diretor Bosco Araújo. Este fato, segundo José Ribamar Bessa Freire passou a  ser chamado de a “batalha do Igarapé de Manaus”.

No Pará não. A moçada sempre foi politicamente contestadora e defensora de seus direitos. Não vai ser agora, que correndo perigo de ver seu Estado retaliado que ela vai corroborar com isso.

Falamos aqui em post anterior que há por trás dessa divisão muitos interesses políticos, econômicos e pessoais. Há políticos no Amazonas de olho em candidatar-se pelo Estado do Tapajós, porque por aqui só ganha graças à puxada pelo colarinho e à legenda. Há muitos lobistas querendo a divisão. A região de Carajás é rica em minérios. Daniel Dantas numa possível divisão será um dos principais beneficiados, pois as melhores terras estão sob seu domínio. A BBC Brasil diz que “caso seja criado, Tapajós teria quase metade de seu território ocupado por reservas indígenas ou florestais, incluindo o vale do Xingu, onde o governo pretende construir a usina hidrelétrica de Belo Monte.”

Para finalizar queremos dizer que um povo se configura por suas singularidades dentro de um território onde estabelece suas relações com o meio: rios, terras, igapós, praias, montanhas. Há nisso criações de códigos construído no caso do Estado do Pará por indígenas, negros, escravocratas que vai constituir  o povo paraense, que mesmo com a divisão não deixará de ser paraense. Fazer essa divisão fragmenta a unidade que foi configurada pelo trabalho e pelas lutas de valorosos paraenses que de quebra causa dor de muitos amazonenses que não compreendem o processo político, cultural e traduzem num preconceito inútil chegando à intolelância de um “Que morra!” proferido pelo prefeito cassado da não cidade de Manaus, Amazonino Mendes.

Paraenses, não deixem o Estado ser dividido. Os capitalistas, os homens da privataria querem entregar para o sistema capitalístico mundial recursos que cada vez mais estão ficando escassos: minérios, carbono, água potável, a Terra e nisso os paraenses são ricos. Votem, votem pelo NÃO a Carajás, NÃO ao Tapajós. Com Lula e Dilma o Brasil passou a ver o desenvolvimento de outra maneira.

RAPAZ É TIDO COMO HOMOSSEXUAL POR GRUPO NAZISTA E É AGREDIDO

Mais um caso comum de agressão contra pessoas homossexuais, ou tidas por homofóbicos homossexuais, ocorreu ontem, dia 4, na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro.

Um rapaz, que voltava do 5º DP, no centro do Rio, onde fora declarar que havia perdido seus documentos, ao caminhar por uma rua encontrou um grupo de homens – nazistas em razão de suas posições – que gritavam contra pessoas que passavam e as agrediam com impropérios. O rapaz, atraído pelos gritos e a confusão, olhou para saber o que estava ocorrendo no momento em que o grupo o percebeu.

Não deu outra: o grupo nazista, acreditando trata-se de um homossexual, foi em sua direção e o agrediu com um pedaço de madeira. O rapaz com ferimentos no rosto, ligou para a delegacia narrando o que havia lhe ocorrido.

Foi então, que o delegado Alcides Alves Pereira, aconselhou a procurar um atendimento médico contra os ferimentos.

“Ele disse está machucado e eu o orientei a procurar atendimento médico antes de voltar para registrar a ocorrência”, disse o delgado do 5° DP.

ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL COMPLETA 1 ANO CIENTE DE SUA IMPORTÂNCIA

Hoje, dia 20 de julho, o Estatuto da Igualdade Racial completa 1 ano de sua criação, contando alguns ganhos, algumas perspectivas, mas ciente de sua importância. O projeto de lei que deu origem ao estatuto de autoria do senador Paulo Paim (PT/RG), e que foi sancionado pelo presidente Lula como Lei 12.288/2010, antes de ser promulgado, tramitou por quase uma década pelo Congresso, tal sua importância demonstrada pelos obstáculos que teve que superar.

Mas o estatuto ainda não se encontra em total funcionamento. Alguns artigos considerados polêmicos foram extraídos, e o Executivo, através da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), analisará os pontos da lei para que sejam desdobrados em leis específicas para facilitar sua aplicação.

O senador Paim, embora lamente que a regulamentação desses pontos ainda não tenha ocorrido, mesmo passado 1 ano da sanção da Lei, ele considera que houve um avanço na aplicação dos direitos das pessoas que sofrem discriminação.

Quando você aprova um estatuto em 2010 para combater o preconceito significa que a sociedade e o Congresso brasileiro reconhecem que o preconceito é forte no Brasil.

O texto é uma compilação do que há de melhor em matéria de legislação e aponta caminhos para se quebrar e combater preconceito”, analisou Paim.

BOLSONARO VAI SER INVESTIGADO EM PROCESSO DISCIPLINAR INSTAURADO PELO CONSELHO DE ÉTICA

O deputado nazi-racista-homofóbico Jair Bolsonaro (PP/RJ) teve instaurado contra si pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados um processo disciplinar por suposta quebra de decoro.

O Conselho de Ética respondeu à representação movida pelo P-SOL contra o deputado nazi-racista-homofóbico pela posição racista e homofóbica que ele defendeu em um programa de televisão, e por causa da agressão contra a senadora do partido socialista Miranor Brito, quando ela, depois da reunião da Comissão dos Direitos Humanos, defendia a distribuição do Kit Homofobia que seria produzido pelo Ministério da Educação e distribuído nas escolas públicas.

No momento da instauração do processo, o presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araujo (PDT/BH), depois de mandar notificar o deputado agressor, afirmou que o processo será apreciado sob as novas regras do Conselho de Ética que foram aprovadas a pouco tempo pela Câmara dos Deputados.

O colegiado, ao analisar o processo de Bolsonaro, amparado pelas novas regras, caso ele seja condenado, ele poderá ser punido com a suspensão de seus direitos parlamentares, uma advertência oral, como também ser cassado. Tudo que a democracia espera.

NO VELÓRIO DO LÍDER NEGRO ABDIAS DO NASCIMENTO, LULA DIZ QUE RACISMO É DOENÇA DE DIFÍCIL CURA

Participando do velório do líder negro, militante, ator, teatrólogo, economista e ex-senador Abdias do Nascimento, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o ex-presidente do Brasil, Lula, amigo de Abdias, falando sobre a importância do militante negro na luta pelo fim da discriminação racial, disse que o preconceito é uma doença de difícil cura.

Acho que os negros já conquistaram muitos espaços desde a Constituição de 1988, mais ainda falta muito. O preconceito é uma doença que não tem cura fácil. O remédio para combater o preconceito leva anos, mas eu penso que estamos avançando.

Eu acho que o Brasil perde uma das figuras mais extraordinárias contra a desigualdade racial, na luta pela redemocratização, na luta pelos direitos do povo negro. Eu convivi com Abdias desde os anos 80. Ele morreu, mas as ideias dele vão permanecer.

As cotas nas universidades são uma realidade. O ProUni, colocando 40% de jovens negros nas universidades, é uma revolução e Abdias faz parte de todas essas conquistas”, considerou Lula.

SEMANA SANTA: LADY GAGA É MARIA MADALENA NO SINGLE ‘JUDAS’

Foto: Francois Guillot/AFP

E novamente Lady Gaga, a talentosa cantora do pop music, arremete em cheio contra a moral burguesa-cristã-paulínea. Dessa vez devido ao segundo single do CD Born This Way, chamado “Judas”.

Segundo a revista americana NME, na qual a Lady é capa esta semana, no clipe de Judas, que deve sair ainda essa semana, Gaga vai interpretar Maria Madalena, enquanto o ator Norman Reedus interpretará Judas Iscariotes.

Antes mesmo de ser lançado o clipe, devido à música ter se tornado febre na rede – aliás como tudo que gira em torno da pop -, grupos religiosos ortodoxos saíram em ataque à cantora, acusando-a de se aproveitar de imagens cristãs devido a sua falta de talento.

Na entrevista, Gaga rebate os moralistas segundo seu feitio: “Vou te falar uma coisa: Se você rasgar a droga do meu couro cabeludo e da minha peruca da droga da minha cabeça, meus sapatos, meu sutiã, tudo em meu corpo, e me jogar em um piano com um microfone, vou te fazer chorar. Sinto como se eu tivesse que eternamente provar quem eu sou. Tenho sido muito franca sobre isso. E parece que ninguém ainda conseguiu entender.Se você quer que eu seja fabricada, vá se ferrar.

Laurieann Gibson, coreógrafa do clipe, também não tergiversou: “Eu acho que Deus inspirou e se colocou nos corações de todos nós. Acho que Gaga fez algo realmente mágico. E dança de forma incrível”, finalizou.

BOLSONARO APRESENTA DEFESA E DIZ QUE ESTÁ COM A CONSCIÊNCIA TRANQUILA

O nazi/racista deputado Bolsonaro (PP/RJ) apresentou ontem, dia 13, pela parte da tarde, na Corregedoria da Câmara dos Deputados sua defesa contra as representações movidas contra ele, acusando-o de homofóbico e racista quando em programa de TV disse que torturaria um filho seu se descobrisse que ele era gay, e chamou os negros de promíscuos.

O deputado nazi/racista, argumentando que se trata de investigação em sigilo, não quis comentar o conteúdo que forma sua defesa. Entretanto, disse que se encontrava seguro e ia demonstrar sua inocência.

Estou com a consciência tranquila que não cometi nenhum delito”, disse.

Bolsonaro tem vendido como argumento para se livrar do decoro parlamentar duas posições/versões. Uma, no episódio do racismo, quando foi perguntado pela artista Preta Gil o que faria se soubesse que um filho seu namorava com uma negra, e respondeu que não aceitaria promiscuidade. Nessa posição/versão, ele jura de pés juntos que não entendeu a pergunta que para ele era se fosse gay. Tentativa de escapar da condenação por racismo. Outra, quando diz não ter atingido a Câmara. “Não fiz nada contra a Câmara, nem contra qualquer deputado”, tergiversa.

Comentando sobre sua posição homofóbica, o nazi/racista diz que denunciou o “tsunami cor-de-rosa, proposto pelo governo para as escolas públicas do 1º Grau com a distribuição do Kit Gay”.

Com tsunami gay ou promiscuidade negra, o certo é que o nazi/racista vai ter que se estressar muito enquanto espera a decisão da Corregedoria que depois de analisados os documentos elaborará um parecer que será encaminhado à Câmara, que engavetará ou abrirá processo de cassação, o que todo democrata espera.

ENTIDADES ISLÂMICAS NEGAM LIGAÇÃO DE ATIRADOR DO RIO COM O ISLAMISMO

Em nota oficial, a União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil, por meio de seu presidente, Jamel El Bacha, negaram há pouco a improcedente veiculação de que Wellington Menezes de Oliveira, que matou 11 alunos em uma escola do Rio de Janeiro, tenha qualquer tipo de vínculo com a religião, e classificou a ocorrência como um ato “insano e inexplicável”.

Em relação às informações sobre uma possível vinculação desse cidadão com a religião islâmica, depois desmentidas por pessoas próximas a Oliveira, reafirmamos que ele não é muçulmano e não tem qualquer vínculo com as mesquitas e sociedades beneficentes mantidas pela comunidade em todo o Brasil”, diz a nota oficial.

Jamel diz na nota que o Islamismo prega a seus adeptos uma “postura absolutamente diversa à que algumas pessoas querem de forma precipitada atribuir à religião e a seus adeptos”.

Segundo a nota, “quem tirar a vida de uma pessoa inocente é como se tivesse assassinado toda a humanidade, diz o Alcorão Sagrado”. E acrescenta: “Estamos direcionando todas as nossas orações para as vítimas desse brutal ato de violência contra inocentes crianças e para os seus familiares.”

Uma advertência que sai dessa nota das entidades islâmicas é que ninguém deveria ter o direito de tecer comentários preconceituosos e irresponsáveis quanto ao Islamismo e seus princípios sem conhecer o Alcorão, não apenas neste caso de criminosa irresponsabilidade midiática, mas em todos os casos.

BOLSONARO FOGE PARA NÃO SER NOTIFICADO PELA CORREGEDORIA DA CÂMARA

Hoje, dia 6, a Corregedoria da Câmara dos Deputados vai tentar, pela segunda vez, notificar o deputado nazi/racista/homofóbico Bolsonaro (PP/RJ) sobre as quatro representações movidas contra ele no órgão parlamentar apresentadas à Mesa Diretora cujos conteúdos são suas posições racistas e homofóbicas declaradas em um programa de televisão, exibido no dia 28 de março, na TV Bandeirantes. As representações, por tratarem da mesma denúncia, foram anexadas uma na outra, e enviadas pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT/RG), à Corregedoria.

A Câmara deverá realizar três tentativas de notificação. Caso o nazi/racista/homofóbico não for encontrado, a notificação será apresentada através do Diário Oficial da União (DOU), ainda durante toda essa semana. Então, o representante da dor e do ódio terá até cinco sessões para apresentar a defesa. Defesa democraticamente indefensável.

O cerco em volta do apologista da violência e da perseguição paranoica, deputado Bolsonaro, continua se fechando e se estreitando. Apesar de já se encontrarem na Corregedoria da Câmara quatro representações, sendo uma do deputado Edson Santos (PT/RJ), outra da Comissão dos Direitos Humanos, outra do deputado Luiz Eduardo (PT/BA), e mais outra do ouvidor da Secretaria de Políticas de Promoção as Igualdade Racial, Carlos Alberto Junior, mais duas estão sendo esperadas: uma da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB/RJ) e outra da procuradora da Mulher na Câmara, deputada Elcione Barbalho (PMDB/PA).

BOLSONARO “É A VOZ QUE EMERGE DO FUNDO DAS CATACUMBAS DA DITADURA MILITAR”, DIZ DEPUTADO

As declarações racistas e homofóbicas do deputado nazi-racista Bolsonaro (PP/RJ) estão longe de arrefecer suas trepidações. Os movimentos sociais que lutam pelas igualdades e liberdades de expressões de gênero, sexo, raça, religião, entre outras, e mais a maioria da sociedade brasileira, juntamente com os deputados que pediram investigação sobre o ato irracional e repressor do deputado, que o coloca em posição de parlamentar que quebrou o decoro do Poder Legislativo, crescem pedindo sua punição.

Analisando a situação preocupante criada com as declarações do parlamentar ultraconservador, os deputados Emiliano José (PT/BA), Brizola Neto (PDT/TJ), Jandira Feghali (PC do B) e Ivan Valente (P-SOL//SP) teceram profundas considerações sobre os fatos racistas e homofóbicos.

Analisando política e psicanaliticamente os destemperos retrógrados de Bolsonaro, o deputado Emiliano José se referiu à representação da ditadura militar que é o deputado nazi-racista e seu desconhecimento sobre homofobia por não conhecer a posição do criador da psicanálise, Freud.

Ele é uma voz que emerge do fundo das catacumbas da ditadura militar. Ele é uma espécie de eco. Bolsonaro recupera todo o pensamento monstruoso e traz para o nosso tempo.

Eu diria que ele deve procurar uma explicação para essa raiva contra o movimento gay. Para Freud, essa raiva tem outra explicação, que talvez Bolsonaro se surpreenda ao se aprofundar.

Ele é o próprio contrassenso. Um deputado é livre para expressar sua opinião, mas não pode cometer crimes como ele cometeu. O de racismo e de homofobia, que eu considero crime também”, analisou Emiliano.

Para o deputado Brizola Neto, Bolsonaro é representante do passado de uma cultura preconceituosa e discriminatória, “um passado que envergonha o país”. Para Brizola é inadmissível que um parlamentar cometa crime prescrito no código penal como inafiançável e não conheça as leis “que nós mesmos somos responsáveis por criar”.

No entendimento da deputada Jandira, Bolsonaro pode se livrar das representações movidas contra ele por força da consciência conservadora que predomina na Câmara dos Deputados, mas que é preciso todo o cuidado para que ele não articule a direita na Casa e seja visto como herói da opinião pública.

É preciso ter cuidado para não amplificar a voz dos idiotas”, disse Feghali.

Já o deputado Ivan Valente tem opinião diferente da deputada do PC do B. Para ele, vai haver na Câmara uma forte pressão, e Bolsonaro vai ser punido. “Eu acredito que a pressão vai ser muito forte para a punição. E creio que se fará justiça”, asseverou Valente.

MOVIMENTOS CONTRA O DEPUTADO NAZI/RACISTA JAIR BOLSONARO CRESCEM EM TODO O BRASIL

Embora diga que não tem medo de perder o mandato de deputado federal e que ande exibindo espetáculo de fanfarronice, dizendo que “o soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde”, o deputado nazi/racista Jair Bolsonaro (PP/RJ) vem demonstrando muita preocupação com a armadilha que armou para si próprio, em mais uma de suas destemperanças ao chamar os negros de promíscuos quando da resposta à cantora e apresentadora Preta Gil.

Preocupado, o deputado nazi/racista tentou emendar sua armadilha, recorrendo à descaracterização do que falou à Preta Gil. O embusteiro deputado nazi/racista afirmou que não entendeu a pergunta e no lugar da palavra negra ouviu gay. “Se seu filho de apaixonasse por uma negra?” Embuste total. A sonorização e a grafia/fonemática /negra/ é totalmente diferente, de /gey/. Como não conseguiu convencer ninguém, e muito menos a si mesmo, ao sentir que não pegava, mudou o embuste. Afirmou que houve problema de edição da produção do programa.

Mas agora, todos esses embustes pouco importam. As entidades que viram nas declarações do deputado nazi/racista propósito ofensivo, estão se movimentado para que a Câmara dos Deputados tome medida para que o antidemocrata seja processado por quebra de decoro parlamentar.

Cada vez que ele se defende complica mais a situação jurídica”, analisou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Rio de Janeiro, Wadih Damous, que encaminhou uma representação à Corregedoria da Câmara dos Deputados para que seja aberto um inquérito por quebra de decoro parlamentar contra o nazi/racista.

Falando sobre as declarações persecutórias do deputado, que, envolto na névoa do medo revelador, desqualificou homossexuais e negros, o presidente da OAB/RJ disse que “o teor foi altamente ofensivo”.

As declarações têm um teor altamente ofensivo de cunho racista e homofóbico. O deputado deixou explícita a hostilidade a esses setores da sociedade brasileira. Ele manifesta ódio e desqualifica aquele ou esse grupo da população. Parece-me que isso não condiz com as responsabilidades de um parlamentar”, afirmou Damous.

Por sua vez, o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT), vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), divulgou nota pedindo que a Procuradoria-Geral da República instaure “investigação criminal para apuração para apuração do crime de racismo e injúria e difamação contra a população de mulheres e LGBT”.

Já o Movimento Negro e associações defensoras de igualdade racial se manifestaram, condenando as declarações do deputado nazi/racista.

Todos pretendem tomar posição para que ele não saia desse episódio sem nenhuma punição.

O DEPUTADO RACISTA JAIR BOLSONARO PODERÁ SER INVESTIGADO PELA CORREGEDORIA DA CÂMARA

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados recebeu ontem, dia 29, uma representação assinada por 20 parlamentares do P-SOL, PDT e PC do B, pedindo que a corregedoria da Casa investigue o deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) por ter feito comentários racistas ao responder pergunta feita no programa CQC, apresentado na noite de segunda-feira, dia 28, pela cantora e apresentadora Preta Gil. Preta Gil é filha do cantor, compositor e ex-ministro da Cultura do governo Lula, Gilberto Gil.

O deputado comentarista racista poderá também perder seu cargo na Comissão dos Direitos Humanos e Memória da Câmara Federal se seu partido atender ao pedido feito pelos parlamentares, incluso na representação. De acordo com a análise da deputada do PC do B, Manuela D’Ávila, um parlamentar que não defende os direitos humanos não pode ser membro de uma comissão que tem como objetivo esse ideal.

O deputado Bolsonaro é conhecido nos meios políticos e parte da sociedade como um alguém que defende as posições retrógradas que caracterizam os amantes da opressão. É contra os direitos humanos, consequentemente contra a criação da Comissão Nacional da Verdade, contra a liberdade dos homossexuais, a favor da repressão policial como forma de combater a violência, a favor da tortura, e agora se mostrou em público o que já se suspeitava: um racista.

No programa, depois de afirmar que se pegasse seu filho fumando maconha, o torturaria, e se posicionar contra a cota para os negros, ao ser indagado o que faria se seu filho se apaixonasse por uma negra, como um alguém profundamente interditado pela moral castradora patriarcal/burguesa/cristã, respondeu o que todos ‘alguéns’ similares respondem.

Ô Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu.”

Qualquer estudante iniciante de psiquiatria sabe que ao ler os enunciados de Bolsonaro encontra-se diante de um alguém com a mente controlada pelas mais terríveis forças de acusação, eis porque ele faz questão de mostrar o controle que tem sobre seus filhos, porque trata-se do pavor de se descontrolar e aí permitir que as forças paranoides rompam e um outro alguém se manifeste indefeso. O que os estudos psiquiátricos encontraram nas mentes dos nazistas e dos ditadores. Seres acuados, em estados entrópicos, onde a identificação com a opressão é a sublimação do medo da vida. Medo da liberdade. Em linguagem psiquiátrica elementar, consciência tanática, amante da morte. Todo tirano é o pretendente-imagem da sentença de seu juiz. Seu opressor-moral.

DEPUTADO DO DEM DISCRIMINA MINISTRO JOAQUIM BARBOSA. AQUELE “MORENO ESCURO DO SUPREMO”, DISSE

Era uma reunião do DEM. Por aí já se sente o clima, estava em questão o fim da prisão especial para as chamadas autoridades, que faz parte da reforma do Código do Processo Penal, que será votada hoje, dia 23.

Lá para as tantas, o ex-governador do Mato Grosso, agora deputado federal pelo DEM, Júlio Campos, que defendia – defende – o continuísmo da prisão especial para as autoridades, preocupado que os processos pudessem cair nas mãos de um ministro afeito ao fim da tal prisão especial, com receio que sua posição fosse frustrada, disse que eles poderiam cair nas mãos do “moreno escuro do Supremo”.

Não deu outra. Começou o diz que diz. O deputado quis se defender, afirmando que não era isso que queria dizer, muito pelo contrário. ACMZinho foi em sua defesa, dizendo que “a frase não teve caráter preconceituoso”. Júlio continuou se defendendo contra a acusação de racista, comentando que “quando usou a expressão ‘ilustre ministro moreno escuro’ em menção ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi somente por não lembrar naquele momento do nome do magistrado”.

Envolto na preocupação, o deputado disse que “para evitar possíveis constrangimentos e interpretações dúbias” entrou em contato com o gabinete do ministro.

Com desculpas ou sem desculpas, houve, no mínimo linguisticamente, preconceito. Toda enunciação é coletiva e as frases palavras de ordem cunhadas como clichês, como as usadas pelo deputado, fazem parte do acervo discriminador que ainda perdura fortemente na memória-linguagem de muitos brasileiros. E quando se faz uso desses clichês segregadores, mesmo quando não se lembra do nome de um ministro, é porque ainda se está tentando potencializar essas palavras de ordem. Ou seja, ainda não se desativou em si a força linguística-social que essas sentenças racistas exercem como marcadores de poder discricionário-discriminador.

Possivelmente o deputado do DEM, um partido ultraconservador, profundamente burguês, daí modelado nas ideias do padrão homem branco, jamais chamaria um ministro branco, ao esquecer seu nome, de “aquele branquelo claro do Supremo”.

CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO PARA A IGUALDADE RACIAL É LANÇADA PELO GOVERNO FEDERAL

Aproveitando as comemorações do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o governo federal, através da Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou uma campanha de conscientização para a igualdade racial no Brasil, que vai fazer também parte das ações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

De acordo com ministra Luiza Bairros, da Seppir, a campanha é para fazer com que a sociedade repense a questão das diferenças raciais. “O objetivo é promover a igualdade. Isso não é uma ação exclusiva do movimento negro e não é uma responsabilidade apenas do Estado brasileiro. É uma preocupação coletiva”, asseverou a ministra.

A campanha também, segundo a ministra, servirá para tentar diminuir os números de homicídios praticados contra os negros, principalmente jovens. “Todo o nosso esforço será tendo em vista a redução desses índices. Essas mortes violentas que acontecem na população negra, em especial na juventude, não são questões de âmbito exclusivo da segurança pública, mas de cunho social”, afirmou Luiza.

Ainda na cerimônia de lançamento da campanha, foi entregue para as escolas municipais e estaduais de educação o Selo Educação para Igualdade Racial, em comemoração à implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, que obteve um grande êxito.

PREFEITO DE MANAUS, AMAZONINO, DISCRIMINA PERUANO E BOLIVIANO

O filósofo Nietzsche diz que existem pessoas que passam pela vida e não sabem que tem consciência. Elas fazem seus percursos instintivamente sem que encontrem obstáculos que lhes obriguem a observar a si mesmas, para, posteriormente, ter a necessidade de observar o mundo. O produtor dos obstáculos, agenciador do surgimento da consciência. O que fundamenta o aparecimento da comunicação. Porque a consciência surge pela necessidade de comunicação, quando as pessoas precisam falar sobre seus obstáculos.

Também existem pessoas cujos conteúdos de suas consciências são sempre adequações do que elas encontraram no mundo e que lhes agradou. Essas pessoas não são nada mais do que reproduções de partes do mundo. Suas opiniões são apenas projeções dessas partes. Assim, elas nunca elaboram raciocínios que escapem ao que elas adequaram em si do mundo. Possuem sempre enunciações linguísticas e físicas ordenadas pelo mundo. Suas existências são um insuportável por e dispor do já posto. São peculiares. Também são personagens nietzscheanas. Não têm consciência de suas consciências. Comentam um fato por comentar. Falam por falar.

No episódio promovido para o Brasil através da internet, e também em outras partes do mundo, pelo prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), cassado em primeira instância pela ínclita juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, em que ele desejou que a senhora Laudenice Paiva, de 37 anos, que ela morresse, e a discriminou por ela ser paraense, que o levou a cogitar desculpas pelo ocorrido, dizendo que estava nervoso e também que a senhora estava com “comportamento desajustado”, percebe-se a presença do filósofo da Vontade de Potência.

Como foi visto por milhões de pessoas pela internet, a discriminação contra os paraenses não é confirmada apenas pelas palavras judicativas de Amazonino, quando depois de perguntar para a senhora de onde ela vinha e ela responder que era do Pará, e ele sentenciar “Pronto, está explicado!”. A discriminação se concretiza, brechtianamente, mais ainda, no momento em que ele gesticula. Sua gesticulação é um complemento de sua enunciação ecolálica, uma redundância, marcadora de poder: “Pronto, está explicado”. Ele, “nervoso”, como juiz, sabe por que a senhora está querendo construir uma casa em uma área de risco. Ela é paraense.

Mas Amazonino cogitou desculpar-se, mesmo dizendo que não tinha que se desculpar. “Por que eu tenho que pedir desculpas à moradora se eu fui lá salvar a vida dela?”, disse em sua certeza de deus. Mas, desapercebidamente, em seu argumento de quem não cometeu nenhum ato injusto, Amazonino confirmou concretamente o filósofo da crítica da moral, Nietzsche.

Como sempre ocorre com políticos que adequam o mundo a si, governam mais por impulso do que pela razão – daí dizer que estava nervoso -, o prefeito cassado cometeu mais duas discriminações. Dessa vez, contra dois povos. Contra duas nações.

Nós somos todos da Amazônia e não se pode discriminar no espírito republicano ninguém. Nem se fosse peruano que tivesse aqui, boliviano…”, sentenciou ele, segundo reportagem do Jornal do Brasil.

Nem se fosse peruano, boliviano”. Amazonino sem tomar consciência do mundo, do “espírito” amazônico, nisso não ter criado para si a necessidade da ação comunicativa, conforme apresentam os filósofos da Escola de Frankfurt, que passa pela reflexão, pela crítica, em razão do outro ser uma alteridade social, segregou os dois povos. O “nem se fosse” é uma sentença judicativa que procura qualificar alguém que não se encontra inserido no modelo – no caso em questão, capitalista -, considerado normal pelos que são responsáveis pela determinação do que é real, necessário, e importante. Ou seja, as classes e grupos dominantes, criadoras das opiniões que, naqueles em que a consciência não é uma reflexão sobre o mundo, determinam o preconceito. Uma opinião que não passa pela experiência racional. Pelo argumento de Amazonino, ele não discriminaria dona Laudenice nem se ela fosse peruana ou boliviana.

Na verdade, o prefeito cassado fez uso ressonante – enquanto sujeito-sujeitado como ressonância linguística – do que os filósofos Deleuze e Guattari chamam de “palavra de ordem”. Uma enunciação linguística ordenada como realidade coletiva que aqueles que estão capturados pela subjetividade dominante, ou do momento, fazem uso. No caso de Amazonino, uma enunciação “palavra de ordem” de uso despótico. “Nem se fosse”.

Agora Amazonino não pode dizer para os peruanos e bolivianos que quando ele teceu esse argumento estava nervoso, e os peruanos e os bolivianos estavam com “comportamento desajustado”.

E Amazonino ainda quer ser tomado como intelectual que lê os pensadores. Ainda bem que Nietzsche não é um pensador.

VEREADOR WALDEMIR JOSÉ PROPÕE MOÇÃO DE REPÚDIO A AMAZONINO E CRIAÇÃO DE CONSELHO DE HABITAÇÃO

Foto: Sérgio Oliveira

A alçada do ex-vereador José Ricardo (PT) não deixou seu lugar em vacância suas posições críticas e independência parlamentar na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Em seu lugar assumiu o suplente Waldemir José, histórico militante do Partido dos Trabalhadores, e que faz parte de um dos núcleos resistentes do partido que continua atuante em Manaus, o núcleo de Petrópolis.

Ainda não tínhamos apresentado aqui neste bloguinho as atuações do vereador Waldemir, mas elas estão ocorrendo. Comecemos então por suas proposições de hoje em torno da estupidez de Amazonino, que mandou que uma mulher de uma área alagadiça da periferia da cidade morresse quando ela inquiriu o prefeito sobre projetos para auxiliar os moradores de sua comunidade. Além da truculência, a estupidez de Amazonino foi ao auge ao disseminar o preconceito contra os paraenses. Por tal, o engajado vereador propôs uma moção de repúdio ao estúpido prefeito.

Waldemir enfatizou que na semana passada três pessoas morreram vítimas de soterramento, e propôs à prefeitura a criação do Conselho Municipal de Habitação para “combater, prevenir e discutir soluções para as áreas de risco em Manaus que possui um déficit habitacional de 25% da população”. O vereador lembrou que o governo federal possui uma verba para cuidar da habitação que só pode ser liberada depois de a prefeitura se habilitar para recebê-la. “Não é com arrogância ou preconceito que se cuida da população, mas com políticas preventivas e com assistência rápida e digna”, disse o parlamentar.

Além dessas duas propostas, o vereador também entrou com requerimento para realização de uma Tribunal Popular com o Fórum Amazonense de Reforma Urbana, movimento da sociedade civil que pensa as políticas de habitação para Manaus.

Waldemir José descentraliza as ações da CMM para dar voz às comunidades e ação às entidades civis, sabendo das viciações e conluios do chamado poder público em Manaus.

SENADORA PARAENSE REPUDIA ESTUPIDEZ DE AMAZONINO

A senadora Marinor Brito, do PSOL-PA, foi ontem à plenária do Senado repudiar a atitude do prefeito de Manaus Amazonino Mendes, que, além de ordenar que uma moradora da periferia morresse, ainda atacou-a com a discriminação da mesma ser paraense, como se pode ler mais abaixo neste bloguinho.

Ainda predomina uma visão escravocrata entre uma parcela importante da sociedade brasileira que não quer lidar com o cotidiano de favelados de centros urbanos, com a realidade de milhões e milhões de cidadãos e cidadãs que são obrigados a morar em condições subumanas”, criticou Marinor.

A senadora anunciou também que irá entrar com representação junto à Procuradoria Geral da República (PGR) solicitando as providências cabíveis sobre o caso. Lembrando das 800 pessoas que morreram no início desse ano no Rio de Janeiro pela “falta de implantação de infraestrutura urbana adequada pelas autoridades locais e estaduais”, ela observou que “a migração das populações pobres no Brasil não ocorre em razão de estudos ou de opção de trabalho, mas se dá em situação de humilhação, de falta de habitação, de emprego e de atendimento na área da saúde”.

O senador paulista Eduardo Suplicy (PT) apoiou a atitude de Marinor, dizendo que “o povo paraense é responsável pela construção da cidade de Manaus e pela cultura da Amazônia e que, tanto paraenses quanto pessoas oriundas de outros estados do Norte e do Nordeste, se veem forçados a migrar por falta de condições de sobrevivência em seus estados de origem”.

O PREFEITO AMAZONINO, AMALDIÇOADOR DE POBRE E DISCRIMINADOR DE PARAENSE, E A VELHA E SUBMISSA IMPRENSA

No episódio tanático/nazista deplorável em que o prefeito de Manaus Amazonino Mendes, cassado em primeira instância pela proba e democrata juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, impulsionado pela força tanática administrativa, mandou dona Laudenice Paiva, de 37 anos, morrer e discriminou-a, nazistamente, por ela ser paraense, há quem acredite que a velha e submissa imprensa amazonense, tão dada ao capachismo governamental, mudou. Isto porque o fato ditatorial foi divulgado nos meios de comunicação de Manaus. Sem nenhuma análise democrática, mas foi divulgado. O que para os inocentes inúteis da inteligência amazoniquim corresponde à mudança de linha editorial dessa conveniente e condescendente imprensa sequelada de mercado.

Triste inteligência manoniquim, que reage sempre pelo “pensamento” mágico. Não houve mudança em uma linha editorial dessa imprensa, basta olhar – só olhar, não precisa ler (mas não há o que ler) – suas matérias relativas aos atos governamentais. Principalmente estadual. Tudo continua como dantes (nada Alighieri).

O fato do ato ditatorial de Amazonino ter sido divulgado decorre exatamente de uma perspectiva política calculista de mercado. A divulgação se deu por causa das eleições para prefeito no ano 2012. Como política e administrativamente Amazonino encontra-se no ocaso de sua carreira pessoal, que durante anos foi confundida com coletiva, a imprensa já se encontra em sua impulsiva campanha. Amazonino não tem nenhuma chance de ser reeleito, a não ser que apareça outro Serafim para lhe tirar o pijama e colocá-lo nas ruas, como afirmou o deputado federal Praciano.

Essa imprensa tem seu candidato óbvio. O ex-governador Eduardo Braga, que não tem “perfil” nem para ministro, como ele mesmo afirmou, e nem para senador, já que, segundo se comenta, pretende deixar o Senado para realizar por mais uma vez o antigo quadro que acredita ter perfil. O de prefeito. Como Eduardo Braga indicou o atual governador Omar Aziz, e essa imprensa está aliada com ele, é mais do que óbvio que quanto mais cedo tirar Amazonino da disputa a missão será cumprida.

Uma imprensa que racionalmente e democraticamente jamais entendeu que jornalismo é serviço público e disciplina cívica, e não entretenimento doméstico para servir aos patrões-burgueses e embalar os bocejos da classe média indiferente, como afirma o jornalista-filósofo Ignácio Romanet, não iria se encher de afetos e razão éticos nesse momento para divulgar a violência do prefeito contra dona Laudenice Paiva, capturada pela insegurança social produzida pelos governantes do estado do Amazonas e da cidade de Manaus durante 30 longuíssimos anos nos quais os ultraconservadores dominaram o estado com a conivência da classe média parasitária, essa mesma imprensa não republicana, e os seus submissos partidos alcunhados de esquerda, seus aliados.

Os fiéis correligionários de Amazonino podem inferir desse quadro político/midiático/patológico que se ele ainda fosse o “imperador do Norte”, como lhe chamava o seu amigo de ideais políticos, senador Antonio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza, ou como imaginava com entusiasmo anti-democrático grande parte do povo, que ele era o onipotente “Negão”, essa imprensa jamais teria divulgado o fato tanático/nazi. Pelo contrário, se o repórter ou a repórter chegasse todo(a) feliz, em sua ingenuidade inútil, por ter realizado um bom trabalho democrático-jornalístico e apresentasse para seu editor-chefe, o editor-chefe, consciência-capacho do proprietário do meio de comunicação, em menos de um segundo censurava a matéria e, de quebra, bem de quebra, demitia o repórter que ousou denegrir a imagem do “Negão”.

Mas há uma enunciação que afunda ainda mais a subserviência dessa imprensa. É o sentido democrático de dona Ludenice Paiva, cujo conatus em perseverar a vida a impulsiona no processual de cidadania que deu como motivo a expressão do prefeito cassado, e que se tornou um fato na luta pela habitação. Essa enunciação jamais será censurada, porque se movimenta como vozes comunitárias que não precisam da mídia sequelada. O fato se encadeia como potência da razão comunicativa. Tudo que essa mídia não carrega.

E a grande ironia enunciadora é que mais uma vez um paraense se mostra engajado pela democracia aos amazonenses-nazi, que, em suas inseguranças, ainda elegem quem é contra a razão-democrática. Bem-vindos, paraense! Outros amazonenses agradecem!

Quem é mesmo o prefeito de Manaus? Pronto, então tá explicado!

Welton Yudi Oda*

Quem se surpreendeu com a reação do “Senhor Perfeito” é porque, de fato, não conhece a peça. Cenas como a ocorrida na Comunidade Santa Marta, no dia 21, são comuns na aldeia baré, comandada, no cabresto, por seus renitentes coronéis.

O importante do fato, é que a cena foi registrada. “Morra, minha filha, morra!” – disse Amazonino, retrucando a moradora que pedia casas populares para uma comunidade que, segundo ela, não tinha aonde morar. Bem… uma coisa não se pode negar; o desejo do prefeito foi expressado de maneira bastante sincera.

É óbvio que não é somente os paraenses que esta gangue de políticos corruptos que governa a cidade quer ver morta. No momento da discussão o prefeito somente buscou o motivo mais óbvio para o seu preconceito, mas caso ela se declarasse maranhense, cearense, acreana ou até mesmo amazonense, o desejo de morte não seria menor.

Mesmo tendo dito “ah! Então ta explicado!”, assim que a moradora se declarou paraense, sendo ela também pobre, crente, macumbeira, petista, fastiana ou paulivense, seria considerada, de qualquer modo, um empecilho para “o desenvolvimento sustentável”, para a “defesa civil”, para a “segurança nacional”!

Mas a senhora era paraense! Uma das tantas irmãs amazônicas que migraram de sua terra natal, quer “expulsas” por conflitos agrários devido à expansão do agronegócio, quer pela “faxina étnica” promovida pela nazista polícia tucana da gangue dos Jatenes, quer pela fome e miséria imposta pela política social destes mesmos crápulas ou ainda, como tantas outras famílias de paraenses, veio por vontade própria, para ficar próximo dos parentes em Manaus, situação bastante comum, já que tantos manauaras possuem laços de parentesco com os paraenses (e vice-versa).

O importante, após o brado nazi-fascista do prefeito, é impedir que outros amazonenses abestados, impunemente, possam entoar este brado de estupidez. Porque, com um prefeito como Amazonino, idiotices como estas estão “mais do que explicadas”.

*O autor é doutorando em Biologia.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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