Posseidon manda avisar que se a não-cidade de Manaus assim continuar vai o solo todo drenar e arrastar tudo pro fundo do mar
Este post foi motivado por mais um protesto público ocorrido na última semana na Av. Buriti. Os manifestantes há meses cobram das autoridades soluções…
O Projeto Posseidon chega agora ao Distrito Industrial, em uma área da não-cidade bastante valorizada não pela especulação imobiliária, mas pela concentração de industrias que representam um grande capital dentro da não-cidade.
Suas ruas recebem um grande numero de mercadorias através de caminhões, carretas e que vai provavelmente vai receber um grande fluxo de investidores antes, durante e depois da copa do mundo, que terá uma de suas etapas na não-cidade de Manaus.
SUFRAMA E SUAS DES-ADMINISTRAÇÕES
Embora seja um bairro dentro do perímetro urbano, o Distrito Industrial é administrado pela Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus, um orgão criado durante o governo militar na tão nociva e desenfreada “Ocupação da Amazônia” cujo objetivo era a integração do país. No Pará, esta ocupação gerou a produção de latifundios, opressão dos trabalhadores rurais, trabalho escravo e depredação incalculável do meio ambiente pelo “agronegócio”. No caso da Zona Franca, houve um crescimento desordenado desta não-cidade, gerando diversos problemas por aqui, além de sérias dificuldades no desenvolvimento, desigualdade e dependência econômica de outros estados comoRoraima e Acre.
Os problemas da des-administração pública de Manaus frente a este crescimento é evidente, e quem não pode se sacode… e o diabo leve o último. Quanto a Suframa, esta foi sempre administrada pelos interesses do capital externo. Primeiro gerida através dos nomeados pelo governo militar, e posteriormente através das escolhas de pessoas que não estavam voltadas a um real desenvolvimento social da região. Recentemente basta citar a administração de Flávia Grosso, que pediu exoneração há seis meses após anos de corrupção, que sempre foi servil e em conjunto com os interesses dos des-governos de Eduardo Braga e Omar Aziz.
DAS RUAS DO DISTRITO
Assim como centenas de ruas de Manaus, as do Distrito Industrial foram ficando cada vez mais intrafegáveis e se somaram a corrupção que impediu que houvesse um contrato para o reparo das ruas pela Suframa. Com uma situação calamitosa no meio de um ano eleitoral, o Governo do Estado fez um serviço emergencial para cobrir temporariamente as enormes crateras do Distrito. Este mesmo governo que manteve a corrupção na superintendência através de sua gestora e impediu durante um longo tempo reparações nas vias públicas.
Devido a este descaso público diversas pessoas, moradoras e não-moradores da área fizeram um novo protesto organizado contra a falta de sinalização, faixa de pedestres, desgaste da malha viária, iluminação e outros elementos que põem em risco diariamente a vida de diversos cidadãos nas vias do distrito.
Além da crítica a Suframa e ao governo do estado, os manifestantes não esqueceram um dos grandes responsáveis pelos problemas socias, e pela não-cidade se encontrar hoje em um buraco sem fim: o prefeito Amazonino Mendes.
Em uma buraco enorme e profundo que coloca seriamente em risco os transeuntes, os manifestantes escreveram o nome do prefeito, e mostraram que aquele é o buraco de Amazonino, em sua des-administração. Alguns podem perguntar se a responsabilidade das ruas do Distrito ainda é da Suframa, por que ainda se lembram de Amazonino? Pois Amazonino assim como a Suframa nasceu do governo militar. Foi prefeito biônico e é um dos grandes responsáveis pelas condições da cidade.
E como a Av. Buriti é a principal via dos trabalhadores e moradores do distrito, o buraco de Amazonino, Omar e a Suframa é um perigo a segurança. E a noite com a luminosidade a avenida sendo falha em vários pontos, há grandes riscos de acidentes.
Os manifestantes além de fazerem suas reinvindicações a des-administração pública, também mostraram que o povo é uma potência produtiva e fizeram um trabalho que já vêm fazendo há alguns meses, sinalizando os buracos, e ainda pintando na pista faixas de pedestres. Neste caso devido aos conjuntos residênciais e as indústrias é grande o número de transeuntes que atravessam a via buscando transporte ou deslocamento.
E as faixas de pedestres pintadas resistirão assim como a luta do povo pelos seus direitos contra os des-administradores desta cidade, que buscam se aproveitar de várias situações no ano eleitoral. Não adianta só fingir que está tapando os buracos. O Poseidon volta e carrega tudo pro fundo do buraco…

























































































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