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GLOBO ESPORTE PÓS BMG “BARCELONA ME GOLEOU”, QUE NEM COM SANTOS TEMOS FUTEBOL

Para  Por Fora de Futebol

Salvo rara exceções, não há vida inteligente no futebol brasileiro e nem na crítica desse esporte no nosso país.  Esse tema já foi abordado aqui. Todavia, o que vemos nos últimos dias após a hecatombe do cardume de peixes além do oceano pacífico são comentários de que o Brasil não possui futebol. Será só porque isso partiu do mascarado Neymar que após a goleada se pronunciou dizendo que havia participado de uma aula de futebol?

O Globo Esporte de ontem, dia 19/12/2011 da Vênus platinada e de hoje, dia 20, segundo fontes que assistiram ao programa, resolveram expor o seguinte: que o futebol brasileiro não está bem a começar pela seleção que chamam do Brasil – nós dizemos que não é do Brasil porque não contempla no seu plantel jogadores das 27 unidades da federação, então não pode ser chamada de seleção do Brasil. Falaram seus apresentadores que o futebol não vai bem porque promover amistosos no Gabão, Haiti, Irã não é possível testar o nível dos jogadores. E quando criticavam que não se estava jogando futebol choviam críticas nas redes sociais, na internet, pela falta de nacionalismo.

Tomando esse posicionamento dos apresentadores da Vênus cabe o seguinte comentário. A Rede Globo de Televisão nunca teve interesse de promover, incentivar o esporte brasileiro, quer seja o futebol ou outra modalidade. Tanto não promove que chama para si o monopólio das transmissões do futebol e não deixa as outras emissoras mostrarem jogos diferentes para expor as pernadas que o futebol brasileiro anda dando e que prende o telespectador ao pacote negociado com a CBF.

Pra Rede Globo só interessa aquilo que dá lucro e promova o enrijecimento do telespectador para seus programas anódinos, não inteligentes, porque se usassem a inteligência, característica que não possuem, contribuiriam para desmitificar que a muito tempo no Brasil, especialmente no futebol não aparece nenhum craque.

As crianças de hoje, infelizmente, só veem pernas de pau disputando um peladão no Brasil. Já afirmamos isso aqui várias vezes. São crianças órfãs e que não viram jogar, por exemplo, Garrincha, Afonsinho, Paulo César Caju, Rivelino, Ademir da Guia, Sócrates, Falcão, Zico, Roberto Dinamite, Marcial, Wladimir, Raí. Foram jogadores, craques com a dendeca , inteligentes, pois além das pernas o cérebro  de alguns desses atletas extrapolavam o entendimento do só jogar bola. Eles posicionavam-se politicamente. Do grupo desses jogadores, no Corinthians, nasceu a democracia Corinthiana, que promoveu uma nova forma de relacionamento entre jogadores, administradores do clube e daí se posicionarem politicamente, participando, inclusive de manifestações políticas como  criação de sindicatos, nos comícios pelas diretas já, lei do passe;  concentrações e a importância do futebol na vida do povo brasileiro.

O futebol no Brasil sempre foi usado para mascarar realidades perversas. O tricampeonato conquistado no México  em 1970 e festejado, escondia prisões ilegais, torturas e mortes de pessoas que se posicionavam contra da ditadura militar no Brasil, comandada e auxiliada pelos Estados Unidos da América. Pergunta-se: quantas vezes, o craque, o rei, Negro de Alma branca, Pelé se manifestou contra essas arbitrariedades? Abriu a boca uma vez pra dizer que o povo brasileiro não sabia votar. Mesmo não sabendo votar, o “craque” chegou a ser ministro de um presidente eleito pós-ditadura militar.

No futebol brasileiro atual não há um jogador que após a partida fale algo importante. Aproveite a ocasião de uma entrevista para emitir uma opinião sobre um fato relacionado à vida da população brasileira. Falam sim: “não deu, vamos trabalhar mais, vamos levantar a cabeça, futebol é assim mesmo, tomamos uma lição de futebol…”

A TV Globo critica agora, porque num jogo dessa importância, principalmente para o Santos a partida estava sendo transmitido para várias partes da Terra e ela teve um prejuízo enorme. Já imaginaram mandar equipes para a maioria das casas dos jogadores para filmar suas reações de alegria pela conquista do caneco em várias partes do Brasil. Colocar uma equipe na casa do jogador Danilo, que se contundiu e não foi à Terra do sol nascente? A TV Globo chora porque com o banho que o Barcelona deu no peixe capitalisticamente não deu para expor e ganhar dinheiro com a tristeza de um Muricy, o irritado e prepotente, com um mascarado lacrimoso.

Além do prejuízo financeiro, a emissora do Jardim Botânico dissemina um ranço preconceituoso contra os africanos, pois entendem que jogar no Gabão não é válido, não é teste para a seleção do técnico das calças coladas, apertadinhas, Irmão Menezes. A seleção tem sim, que jogar, na África, principalmente na África para mostrar o que se fez com aquele continente no período colonial e ainda hoje. Tem que se jogar noutros continentes, fora do circuito Paris, Londres, Roma, Milão, Madrid,  para aprender a jogar diferente. Pra não ser humilhado como foi o peixe num domingo que santistas achavam que não se confirmaria o que estava estampado em sua camisa – BMG: “Barcelona Me Goleou”, como assinalou hoje de manhã um professor flamenguista vendo a propaganda na camisa do time litorâneo, vizinho de São Vicente, Praia Grande, Itanhaém e Peruíbe.

O futebol brasileiro será melhor quando quebrarmos o monopólio da TV globo, não acharmos que somos os melhores do mundo; que Neymar não é melhor que Messi e os técnicos devem começar a colocar na roda os jogadores para brincar de bobos com um toque só, sem firulas, a não ser que surjam craques como Maradona, Garincha e Messi, cuja arte não deve, jamais ser podada, além de colocar todos para estudar no clube em horários alternativos. Brincar, jogar, mas estudar também. Com isso tudo, poderemos melhorar o futebol na Terra do craque, paraense Sócrates.

COMEMORA POVO CATALÃO, ESPANHOL E TODO PLANETA AMANTE DE FUTEBOL: O BARÇA É BICAMPEÃO MUNDIAL

Especial para o Por Fora de Futebol. A torcida brasileira do Santos, a impresa dormiram pensando no título, comemorado, imaginado por  ela e por ex-jogadores do clube tendo a frente Pelé com ufanismo próprio de que jogamos o melhor futebol do mundo.

Não foi o que assistimos, hoje, a partir das 6:30 deste 18 de dezembro de 2011, domingo, na cidade japonesa de Yokolohama. Desde o início do brasileirão este blog adjetivou a disputa nacional de 2011, de Peladão e muitos jogadores eram pernas de pau. Hoje esse fato foi confirmado. A perna dos jogadores do Santos está toda corroída por cupins. E para piorar, nenhum clube brasileiro neste ano conquistou nenhum caneco internacional. O Vasco da Gama foi reprovado pelo Universidade do Chile “porque não tinha Vargas” e o Santos acaba de ser goleado pelo Barcelona e Neymar, o mascarado, perna que cupim rói, declara para a Terra toda aquilo que falamos durante o ano:”Não jogamos futebol. Hoje tomamos uma aula e aprendemos a jogar futebol.  Vamos levar a lição para o Brasil. O time deles segue imbatível. Ficou  a tentativa  e vamos estudar para voltar aqui no próximo ano.”

O time catalão impôs do início até o fim da peleja o que aprendeu das lições ensinadas por seu professor e técnico Pep Guardiola. Domínio,  controle e arte no trato com a pelota. No primeiro tempo foram 74% de controle da dendeca para os catalães e 26% para o peixe. O time do técnico Muricy, o irritado, levava um banho. Foram precisos 17 minutos do primeiro tempo para “El 10 de oro” como chamou o Jornal Olé, da Argentina, Messi colocar a dendeca no fundo da meta de Rafael, goleiro de Santos. Depois Xavi aos 24 e  Cesc Fábregas aos 45 jogava a redonda pro fundo da baliza.

Passado 20 minutos do segundo tempo o Barça possuia 73% de controle da circunferência, enquanto o Santos ficava com 27%. Quando chegou aos 30 minutos havia locutor de uma emissora de TV brasileira que comemorava. “Faz mais de trinta minutos que o Santos não toma um gol.” Já se comemorava não levar mais gol. Só que 7 minutos depois, “El 10 de oro” completava a goleada. Barcelona 4, Santos 0.

Perdeu o Santos e perdeu parte da imprensa esportiva brasileira que faz vista fina para o nosso futebol. É muito elogio para nenhuma arte. O mesmo locutor que comemorava não tomar gol, declarava: “dá pra sentir um certo desânimo nos jogadores do Santos; parece aquele tipo de treino que faz o jogador de bobo; impressionante; num jogo de maior audiência de todos os tempos, Neymar ficou devendo”. O Globo Esporte resumiu – “foi frustrante.”

Messi marcou dois gols, foi escolhido o melhor jogador, ganhou prêmios, ficando Neymar com o terceiro, mais para consolo devido três ou quatro chutes à meta de Valdés e Xavi Alonso ficou em segundo lugar. O Al Sadd, dirigido pelo técnico uruguaio Fossati ficou em terceiro lugar derrotando nos pênaltis o time japonês dirigido por Nelsinho Batista, do Brasil.

Pra finalizar reproduzimos a fala do capitão Puyol que disse estarem muito felizes por serem campeões, que eram muito fortes; que respeitaram muito o time do Santos, mas ele, Neymar, não jogou.

Neymar voltará para casa com seus companheiros para fazer a lição. Primeira: brincar de bobo no gramado da Vila  Belmiro para sincronizar as jogadas e ter o domínio da dendeca que tanta falta fez. Por exemplo, computado todo o domínio do jogo o Barça, ficou com 71% e o Santos com 29%.

À torcida do Barça na Catalhunha, na Espanha e no planeta Terra fica nossa alegria compartilhada porque pelo menos vimos pela parte de um time como se trata a redonda e Neymar deve estudar muito porque hoje, como diz o Jornal Marca  de Madrid “ele não pode nem ser sombra de Messi.”

MARADONA FAZ A TAUTOLOGIA DO ÓBVIO


O futebol é o território onde não há vida inteligente. Qualquer torcedor que trafegue além da linha de demarcação do óbvio, sabe disso. Todo o vazio intelectivo no futebol é manifestado através dos jogadores, dos dirigentes e da mídia futebolística. Essa, uma deusa da inutilidade.

Não é por acaso que as trapaças que ocorrem no território futebolístico são até vistas como irreais. Daí que denunciar o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o ex-presidente da FIFA, João Havelange, e o atual presidente da FIFA, Blater, como corruptos, entre outros, é como tratar de algo sem qualquer importância. Não que a corrupção no futebol seja inócua apenas por ocorrer em um território onde na há vida inteligente, porque ela existe em outros territórios. Exemplo do dia, a corrupção na saúde – enferma – do governo Alckmin. Mas sim por tratar-se de entretenimento que envolve o capital, que em sua lógica confirma, como diz o filósofo Baudrillard, a inexistência de qualquer relação desse capital com qualquer contrato social. Território perfeito para o capital ser volatizado nas mãos dos dirigentes em conluio com a mídia e jogadores.

Enquanto em outras instituições a corrupção é vista como um atentado ao organismo social democrático, porque o dinheiro encontra-se imbricado com necessidades materiais da população, uma espécie de fiscal da aplicação orçamentária, no futebol o dinheiro torna-se virtual dadas as combinações desses agentes desprovidos de inteligência, faculdade imprescindível para materializar o dinheiro em sua função social. No futebol, é simulado tanto o brincar, o play is play, que o mundo torna-se uma brincadeira magicamente dissipadora do princípio de realidade. Daí o poder de atração sobre esses agentes. Jogadores, dirigentes e a mídia.

Entretanto, esse território não é de todo inabitável pela inteligência. De corpo diminuto, mas existindo, aí surgem pequenas fissuras por onde passa uma tênue luz de inteligência. Afonsinho, Paulo Cesár Caju, Sócrates, Raí, Wladimir, João Saldanha, Vicente Fiola, Zezé Moreira, entre outros poucos brasileiros comparados com outros estrangeiros.

E entre esses estrangeiros não há como não tomar como equivalência de inteligência no futebol, o argentino Diego Maradona, um jogador que se encontrava muita acima dos que ambulavam pelos estreitos campos e luzes fosforescentes alimentadoras da inércia intelectiva. Ainda como jogador, mas atento para o mundo onde transitava, Maradona mostrou as trapaças comandadas pela FIFA fora e dentro dos campos, denunciando o até então presidente João Havelange, cartola que o descartou da Copa dos Estados Unidos, protegido ferozmente por parte da mídia internacional e a maior parte da mídia nacional.

Fora dos gramados, Maradona continuou sua prática de ativista político com atuação nacional e internacional. Tornou-se amigo de um dos mais invejados líderes das esquerdas no mundo, a ponto de aumentar mais ainda a ira da mídia reacionária contra si, sem contar com a ira de torcedores brasileiros sem vida inteligente responsáveis grandemente pela alienação geral do futebol brasileiro.

É movimentando sua existência comprometida politicamente com a liberdade do homem que Maradona continua emitindo opiniões sobre o que se mostra como realidade querendo tornar-se única. Os mais atentos sabem que a posição de Maradona em relação a Pelé não se reduz ao campo estreito do futebol. A posição do argentino em relação ao rei brasileiro está implícita aos compromissos políticos que Maradona carrega e Pelé, não. Enquanto Maradona é atuante nas causas que implicam possibilidades de mudanças na tristeza construída pelo sistema capitalista opressor, Pelé se quer eternamente um ‘garotão’, vedete do glamour capitalista anestesiante. Um bom amigo dos cartolas, principalmente da FIFA.

É desse território, para além das dimensões estreitas do campo de futebol, que Maradona extrai uma tautologia, uma repetição do óbvio, ao comentar o mascarado Neymar, Pelé e Messi.

Esse menino é um mau-educado, não tem respeito, assim como Pelé. O Messi é excepcional, duvido que alguém vá superá-lo”, reafirmou tautologicamente Maradona.

Comentar Messi é tautologia. Assim como comentar Neymar e Pelé idem. Dessa vez, Maradona repetiu exacerbadamente o óbvio.

A copa do mundo no Brasil

Paulo Luiz Mendonça*

Parabéns a todos os torcedores de futebol do Brasil. Agora sim, tudo estará às mil maravilhas, os problemas! Para que pensar neles, tudo estará bem, a copa nos tirará dos sofrimentos do dia a dia, se não tirar as agruras das nossas vidas pelo menos fantasiará um pouco nossas esperanças.

Sabem por que é possível fazer a copa no nosso país? Porque dinheiro para construir estádios sempre se arranja. Dizem os entendidos que a copa gera muito lucro para todos, inclusive para o insaciável governo. Até aí tudo bem, temos que aceitar sem questionar, o povão não questiona, só obedece, esta é a lei dos países de terceiro mundo, nós nem sabemos o que é cidadania.
Sabem por que não há dinheiro para construir hospitais, escolas e muitos outros benefícios públicos? Porque isso não gera lucro, somente gera custos e o governo não gosta de aplicar dinheiro onde não dá dividendos, pois sendo um governo capitalista não há tempo de pensar no sofrimento do povo e, como se sabe, tempo é dinheiro, eles não irão perder tempo com pobre precisando de atendimento médico adequado, ou os mesmos precisando de uma melhor educação e melhor segurança.

Outra coisa, se pobre está feliz da copa ser aqui, não se entusiasmem, nenhum pobre irá aos estádios ver jogos, os preços dos ingressos serão proibitivos, pobre é só na telinha da Rede Globo. Espero que outros canais também transmitam, porque exclusividade não é próprio de um país democrático. Nada de participar de ola nos estádios, se quiserem fazer ola façam em casa com os amigos ou com a família. É o máximo que podemos ter. Sabem quem está imensamente feliz de ter a copa aqui no Brasil? Não sabem! Os felizardos são as empreiteiras de obras, os políticos corruptos e os comerciantes os quais irão deitar e rolar sugando o bolso dos estrangeiros que aqui virão assistir a copa. Pobre se entusiasmar com este evento está mostrando que além de pobre financeiramente é também pobre de espírito.

*Comentário aqui no bloguinho intempestivo.

ANDRÉS SANCHEZ, PRESIDENTE DO CORINTHIANS, CHAMA A GLOBO DE GÂNGSTER

A fórmula de Jean Baudrillard nunca envelhece: “O segredo do secreto é não ter nenhum segredo”. Todo mundo sabe que o futebol mercadológico, mundialmente, é uma máfia de fazer fortuna inexplicáveis e de manipular os mais diferentes poderes. Assim, é sabido até dos minerais, como diria Mino Carta, que o Clube dos 13 é uma verdadeira famiglia organizada. Todos sabem de seu conluio com a tirânica Rede Globo.

Mas, como diria Deleuze, o segredo sempre escapole da mala do espião. Ou seja, aquilo que se queria segredo para todos é revelado sempre pelo seu próprio guardador. Todo mundo sabe que Andrés Sanchez também faz parte da máfia futebolística brasileira, mas de repente, numa reunião do Clube dos 13, ele resolve chamar, inadvertidamente, a Globo de gângster:

“Sou amigo do Ricardo Teixeira mesmo, sou amigo da Globo mesmo, apesar de ser gângster, sou amigo de não sei de quem… Eu não tenho problema, não. Acabou! Eu vejo o meu clube.”

É verdade. “Não existe segredo, tudo está na cara”, como disse Paulo Leminski. Na fala de Sanchez ele se coloca, juntamente com todos os dirigentes do Clube dos 13 – porque não são 13, é um clube só -, juntamente com a fascista Globotária, dentro do mesmo saco. Um saco que não tem farinha, mas apenas o produto vil e podre do futebol de mercado, seja na Europa, seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo onde não existe futebol, mas tão somente a simulação por onde se esparrama a pesada e imensa bola do capital.

Tentando velar a revelação, o presidente do Corinthians decidiu divulgar uma nota para se justificar: “O termo não foi utilizado na sua acepção injuriosa, mas sim como uma tentativa de descrever que, nas negociações acerca dos direitos de transmissão do futebol, as partes negociantes, entre elas as emissoras de televisão, tentam, como é natural, tirar o maior proveito comercial de todas as negociações, lançando mão de todas as cartas que possuem”.

A justificativa é sempre pior que o ato em si. Sanchez acaba afirmando mais o que todos já sabem: que o futebol brasileiro mercadológico é um jogo sujo onde o que vale são as cartas na manga, o blefe e a trapaça. Tá fora, manô!

LIBERTADORES CONFIRMA O ESTADO PELADEIRO DO FUTEBOL BRASILEIRO

Especial para o Por Fora de Futebol

A TV Globo comemorou o contrato assinado com o Clube dos 13 para ser até 2014 a transmissora exclusiva do Campeonato Brasileiro, conhecido também como Brasileirão, mas sua prática real Peladão.

A comemoração deixou muitos torcedores democratas chateados coma confirmação, mais uma vez, do monopólio da família Marinho & Cia no futebol brasileiro. Entretanto, existem outros democratas da terra do esporte bretão que não ficaram nada chateados, apesar de lutarem pelo fim do monopólio na mídia, em favor supremacia democrática das comunicações. Esses torcedores não entraram na chateação, porque sabem que de nada vai adiantar as transmissões das partidas entre os clubes, principalmente os 13 capachos futebolísticos apelidados de elite, porque sabem que as tais partidas serão nada mais do que deprimentes e humilhantes desfiles de peladeiros. Serão partidas medíocres dignas do que se vê hoje nas principais praças do ramo. O futebol brasileiro das principais praças do ramo não passa de pelada. Exemplo claro e incontestável, os Campeonatos Carioca e Paulista.

Para que não haja qualquer dúvida quanto à realidade peladeira, as duas principais regiões do Brasil consideradas mais desenvolvidas, economicamente e futebolisticamente, Região Sudeste e Sul, na noite de ontem foram mediocremente humilhadas como campeões da pelada nacional através dos times da Colômbia, Paraguai, Uruguai e Chile.

O Once Caldas, da Colômbia, meteu 2 a 0 no Cruzeiro, representante da Região Sudeste, em solo brasileiro, depois de ganhar a primeira partida por 2 a 1 do Once, na Colômbia; o Inter, do garotão da Globo, Falcão, representante da Região Sul, levou couro de 2 a 1 do Peñarol do Uruguai, dentro do Beira-Rio, depois de empatar em 1 a 1, na casa dos companheiros de Mujica; o Grêmio, depois de perder de 2 a 1, em pleno Olímpico, perdeu de 1 a 0, do Universid Católica, no Chile; e, por último, outro representante da Região Sudeste, o Fluzãozinho, depois de ganhar em casa, no Engenhão, por 3 a 1 do Libertad, levou um couro de 3 a 0 no Paraguai.

Por enquanto, só escapou o time do mascarado Neymar, e do técnico de “palavra”, Muricy. Muricy, que tenta mostrar que é um técnico cheio de princípios morais futebolísticos, tenta ser diferente dos outros seus companheiros, ao sair do Fluzãozinho disse que ia dar um tempo em sua vida, ficar longe do futebol. Não passou um mês, o “íntegro” técnico confirmou sua ida para o time do rei do futebol garoto da FIFA, Pelé.

Diante do óbvio, o torcedor democrata, que luta pela democratização dos meios de comunicação tem razão. Para que perder tempo assistindo pelada, ainda mais na TV Globo, quando se sabe que não assistir a TV Globo é uma questão de princípio moral e inteligência?

MESSI É BOLA DE OURO! E DAÍ?! QUEM NÃO SABIA? ATÉ O PAULO COELHO SABIA

Especial para o Por Fora de Futebol

Mais uma vez ‘certos’ brasileiros se rasgam de inveja – como Fernando Henrique e sua trupe do PSDB – ao constatarem que o cracaço do futebol mundial, o argentino Messi, jogador do Barcelona, foi escolhido, pela segunda vez, o Bola de Ouro no concurso anual da FIFA. Vá lá que é a suspeitíssima Federação Internacional de Futebol, mas o mundo do futebol sabe que o craque do Barcelona é o melhor do mundo.

Até o mago Paulo Coelho, que é um ente ficcional, sabe dessa obviedade. Portanto, não houve surpresa alguma quanto à indicação do canhotinha de ouro, diamante, ou petróleo. Só houve (?) surpresa para jornalistas esportivos que, pontuado pelas superstições da FIFA, acreditavam – na verdade, queriam, por inveja dos hermanos argentinos – que fosse Xavi ou Iniesta, já que é praxe da entidade escolher, em ano de Copa, um jogador da seleção campeã. No caso, a Espanha.

Messi concorreu com seus bons companheiros do Barcelona, os espanhóis Xavi e Iniesta, dois craques que se também tivessem ganho a Bola de Ouro seriam merecedores. Todavia, houve um porém que impediu essa ocorrência: concorrer com Messi. Fosse contra qualquer brasileiro, um dos dois levaria. Só que não havia brasileiro algum na parada internacional do pebol. O pebol brasileiro internacional ainda vive nostalgicamente dos rastros do bichado pastor Kaká, e do bom baladeiro Ronaldinho.

Não esperava vencer. É uma felicidade muito grande e quero compartilhar com meus companheiros, pois sem eles não estaria aqui.

Gostaria de dar os parabéns a dois fantásticos treinadores, Vicente Del Bosque – técnico da Seleção da Espanha, Campeã da Copa Sul Africana – e Pep Guardiola – técnico da equipe do Barça -. Trabalhei muito para chegar aqui, mas não cheguei aqui sozinho”, discursou o cracaço argentino Messi, confirmando que “um tango argentino pega bem melhor que um blue” (Belchior).

NEYMAR: UM MASCARADO INTERNACIONAL

Durante todo o ano de 2008, acompanhamos aqui neste bloguinho, na coluna Por Fora de Futebol, várias demonstrações de atitudes pedantes e cretinas do jogador Neymar, endeusado no Santos Futebol Clube.

O que víamos – e vemos – em Neymar é um jogador mediano – para não dizer medíocre -, alavancado pela mídia esportivo-mercadológica, que faz com ele mais ou menos o que fez com Robinho, outro mediano, que fracassou no futebol europeu, assim como Neymar vai provavelmente fracassar. Não que estejamos agourando, mas é que procuramos ver o real sem as inflações de ego dos Galvão e Luciano.

Muitos puxa-saco televisivos, seu pai e parte da diretoria do Santos diziam: “É uma criança, essa fase vai passar.” Outros, enraivecidos, quase chegavam, não fosse a Lei sancionada por Lula em contrário, a prescrever umas palmadas para o adolescente.

A este bloguinho nunca houve pretensão de observar as atitudes de Neymar nem de uma forma nem de outra. Nem com preconceitos infantilistas nem com a crença de que uma sanção disciplinar resolveria. Também não acreditamos em essencialismo da alma humana. A este bloguinho interessa o que aparece nas linhas e entrelinhas. Neste caso de Neymar, suas ações dentro e fora de campo. Depois de perceber que ele persiste na linha do jogo-do-não-jogar foi que publicamos um texto muito acessado aqui neste bloguinho.

NEYMAR: NASCE UM MASCARADO

Depois disso, Neymar persistiu na linha dura de seu narcisismo infantilizado na lógica dos adultos basbaques. Entre outras, chamou a atenção da mídia internacional a confusão com o técnico Dorival Jr, que acabou sendo mandado embora do Santos por querer aplicar penalidades ao mascarado.

Mas a percepção maior foi quando o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, não colocou o nome de Neymar na lista de convocação para os dois próximos amistosos canarinhos.

Hoje o jornal New York Times realizou uma matéria completa com o título A Young Star at Risk of Burning Out (Uma Jovem Estrela em Risco de se Queimar), observando que “um mês após sua espetacular estreia na equipe, marcando um gol contra os Estados Unidos, Neymar, 18, foi deixado de fora da relação”.

O jornal comenta a fala de Mano Menezes de que um dos motivos de não se ter convocado Neymar foram seus problemas extra-campo e opina que o técnico brasileiro estaria sendo simpático com o jogador, e destaca também a afirmação do técnico do Atlético goianiense, que disse: “Nós estamos criando um monstro, alguém precisar educá-lo para o bem do esporte.”

Assim, Neymar vai se tornando um mascarado internacional. Mas, para este bloguinho, entenda-se, não é Neymar como uma individualidade, mas como uma subjetividade que reúne cartolas futebolísticos e mídia esportiva. Individualmente, Neymar é muito fraco, e os que o embrutecem subjetivamente hoje serão os primeiros a, objetivamente, varrer suas cinzas de estrela morta.

MARADONA NÃO FAZ CONCESSÕES E SAI DA SELEÇÃO ARGENTINA

Animado protesto a prato e zabumba e cantoria em frente à sede da AFA para que Maradona continuasse como técnico da seleção argentina. (foto: Leo la Valle/EFE)

Quando Diego Armando Maradona retornou à Argentina depois da eliminação da Copa do Mundo África Nós, uma multidão de torcedores foi, efusivamente, com faixas, recebê-lo a ele e sua comissão técnica no aeroporto e manifestar seu desejo para que El Díez continuasse à frente da seleção. Até a bela presidenta Cristina Kirchner manifestou-se a respeito e publicamente em uma reunião popular na periferia de Buenos Aires: “Avante Maradona, a seleção, avante Argentina também! Vamos!”, exclamou entusiasmada. Mas o que mais chamou atenção a este bloguinho foi a posição de Julio Grondona, presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino), quando disse que Maradona só sairia se quisesse. A diferença entre essa associação e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) seria tão grande quanto a diferença entre Maradona e Dunga, que foi enxovalhado e sumariamente demitido pelo tirano Ricardo Teixeira?

Quem acompanhou a chegada de Maradona como técnico da Argentina sabe que ele nunca teve uma relação amistosa com Grondona, principalmente que este é nada menos que vice-presidente Executivo e Presidente Financeiro da FIFA, entidade que Maradona tantas vezes criticou por suas falcatruas e mercadologização do futebol. Quanto mais que ano que vem haverá eleições e o engajamento esquerdista de Maradona colocaria o aliado da direitaça argentina, Grondona – assim como a Macri, presidente do Boca Junior e prefeito de Buenos Aires –, em iminente derrota.

Portanto, Maradona não é o tacanho e submisso Dunga e Grondona não é o truculento Teixeira. Grondona sabe da potência política, da inteligência de Maradona. Por isso, enquanto dizia que Maradona era o único argentino que podia “fazer o que quisesse”, que poderia ficar até a próxima copa, lhe preparava um pretexto para tirá-lo da seleção como se este que tivesse querido se retirar. Ou seja, diferente de Maradona, os outros da comissão técnica – Alejandro Mancuso, Héctor Enrique e o preparador físico Fernando Signorini não podiam “fazer o que quisessem”.

Grondona sabia o que fazia. Maradona, pela proximidade ética com seus companheiros, não faria concessões. Como poderia, tendo um companheiro como o preparador Signorini, que deu recentemente uma declaração tão maradoniana, ao lhe perguntarem a respeito da pressão da AFA sobre a equipe técnica: “Renunciaria, mas sem calar-me. Sabia que me expunha quando denunciei as barbaridades que faz a FIFA. Eu repito. Se tenho que ir, vou fazer ruído ao fechar a porta.”

Maradona não faz nem grandes nem pequenas concessões. Como dizíamos poucos dias, quando percebemos as artimanhas de Grondona, nada mais natural para quem conhece – para além dos preconceitos midiáticos dos ressentidos – a história desse “Deus Sujo”, como diz Eduardo Galeano, como quem sempre colocou sua arte futebolística como um tributo ao povo, que levou Che Guevara para os estádios, quem fez manifestações contra a dominação das Malvinas pelos ingleses, contra a visita do sanguinário Bush à Argentina. Dieguito sempre foi um companheraço para seus parceiros de clube e de seleção. Quem não lembra das rusgas que teve com Daniel Passarela para defender companheiros de humilhações e violências do técnico-ditador, arrancando a braçadeira de capitão na marra?

Mas, como diz o filósofo Sartre, “o homem só é livre quando joga”. Quem viu (e vê) Maradona jogar, sabe que o jogo nunca acabou. E, para este bloguinho, como dizem los hermanos, “Maradona es D10S”.

DISSICA TENTA MAIS UMA FRAUDE E MPE NOMEIA NOVO INTERVENTOR

Lionel Ferreira*

Mais uma vez o Ministério Público demonstra interesse em arrumar a casa do futebol do Amazonas. Um dia o MP moveu uma ação de INTERVENÇÃO na FAF, que foi acatada em parte, e o juiz, Dr. Ronnie Frank, nomeou em março de 2009 o próprio “ALGOZ do Futebol”, Dissica Tomaz, como interventor.

Não satisfeito com os desmandos de 18 anos, ele tentou ludibriar o JUÍZO e registrou um Estatuto datado de 2006, uma eleição em 2008, tentando legalizar com a ILEGALIDADE (há época ele não era interventor) a situação da FAF… Aí o MP acompanhou o processo, recolheu certidões e solicitou desarquivamento do processo e solicitando, dia 29 de março, um NOVO INTERVENTOR, pelos motivos óbvios, para regularizar uma bagunça de 18 anos.

Creio que o Dr. Ronnie Frank não gostou nada de terem tentado LEZAR SUA BOA FÉ, quando deu a oportunidade dele, Dissica, arrumar a casa. Agora o Dr. Ronnie Frank intimou-o para em 10 dias comparecer e justificar sua tentativa de ENGANAR O JUIZO COM REGISTRO de documentos datados em época em que não era interventor e muito menos Presidente.

* Psicocrítico do futebol amazonense.

DISSICA TENTA MAIS UMA FRAUDE E MPE NOMEIA NOVO INTERVENTOR

NEYMAR: NASCE UM MASCARADO

especial para o Por Fora de Futebol

Freud dizia que “a criança é o pai do homem”. Lógico que ele fez um reducionismo arbitrário da existência do homem eliminando qualquer possibilidade dele ser responsável por suas escolhas adultas, o que o filósofo Sartre contrariou. Para Sartre, o homem é responsável por suas escolhas em situação. Nada preso no passado infantil. Se o homem adulto é infantilizado, foi sua escolha permanecer um sujeito sujeitado ao malogro.

Mas parece que no futebol brasileiro tanto Freud como Sartre estão certos. Muitos jogadores que começaram suas carreiras ainda adolescentes como mascarados permaneceram, na vida adulta, mascarados. Isso é Freud e Sartre. No primeiro, a máscara serviu para o futuro. No segundo, a permanência da máscara é uma escolha.

O jogador do Santos F.C., que foi campeão ontem, com ajuda do juiz/bandeirinha, Neymar, parece carregar esse componente Freud/Sartre. Ele, que vem tendo bom rendimento nas partidas que tem atuado em função de ter bons parceiros, e não por si mesmo, vem tendo atitudes próprias dos jogadores mascarados que aderem à máscara por um erro de percepção e inteligência: acreditam que são mais do são em verdade.

Criam para si uma imagem/ideia de superioridade com intenção de iludir os outros. Passam a se mostrar com direitos acima de todos. Acreditando que sempre estão certos e são os outros que se encontram errados, e por isso devem acolher suas opiniões e decisões. Por isso, são prepotentes, arrogantes e narcisistas.

Neymar, que não é um craque, nem nos moldes de um Coutinho, mesmo com toda a mídia inflando seu Ego, tem se mostrado nessa máscara. Ele ofende juiz, trapaceia contra companheiros de profissão, usa recursos sórdidos – para não dizer nazistas – para induzir juízes ao erro para prejudicar os adversários, e se toma como mais importante que a força da torcida de seu time.

Mas Neymar não se encontra só nessa mascarada, alguns inertes do jornalismo esportivo estimulam a pintura dessa máscara, apoiando e elogiando tais condutas, já outros desses inertes dizem que se trata de atos da idade, e que depois ele muda. Pode ser. Mas o rapaz tem demonstrado um discurso próprio dos ofendidos, que querem sempre a compulsão da vingança contra todos que ameaçam sua imagem/ideia de superioridade nascida da insegurança.

Esses inertes do jornalismo erram. Neymar não é um adolescente – na idade cronológica é – e muito menos uma criança. Ele expressa a dor dos carregadores dos valores cruéis milenares que são bem visíveis na subjetividade capitalista: o sucesso e admiração acima de tudo. O ídolo da sociedade de consumo. O sentido da glória nascido na inglória.

Por isso, Neymar é um jogador, mas não um cidadão. Não tem a potência criadora do futebol democrático. O futebol para ele não é um entretenimento, mas um território com uma enunciação de guerra como se fosse o princípio fundamental da existência humana.

Neymar pintou sua máscara que, por enquanto, permanece como seu discurso. Mas no momento em que todos os fluxos deixarem de se moverem nele, como tem acontecido nesse momento, ele vai sentir ser difícil mantê-la na mesma forma, e nas mesmas cores.

FOGÃO! FOGÃO! FOGÃO! TRÊS VEZES CAMPEÃO!

especial para o Por Fora de Futebol

…………………………………………………… Foto: Bruno Domingos/Reuters

Campeão da Taça Guanabara!

Campeão da Taça Rio!

Campeão do Campeonato Carioca!

FÁBIO KOFF É REELEITO PRESIDENTE DO CLUBE DOS 13, DERROTANDO KLEBER LEITE, CANDIDATO DA GLOBO E DA CBF

especial para o Por Fora de Futebol

Em eleição realizada hoje, dia 12, o presidente da entidade futebolística Clube dos 13, a elite do futebol brasileiro, Fábio Koff, candidato apoiado pela TV Record, Juvenal Venâncio, presidente do São Paulo, e a maioria do clubes dos 13, foi reeleito para mais um mandato, derrotando Kleber Leite, cartola do Flamengo e candidato da TV Globo e de Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Doze votos a favor reconduziram Koff, e oito mantiveram Kleber na ilusão.

Durante os dias que antecederam à eleição, a direita tirânica do futebol brasileiro, comandada por Ricardo Teixeira e a TV Globo, usou os mesmos recursos condenáveis que são usados por demagogos em eleições legislativas e executivas. A CBF ameaçou dirigentes de clubes, fez promessa e emprestou dinheiro ao Botafogo. Por seu lado, a TV Globo adiantou pagamentos para o Corinthians (logo o clube que Lula torce). Com a trapaça, Botafogo, Goiás e Curitiba, que se posicionavam pela democracia, trocaram as camisas e foram para o lado de Kleber Leite. Resultado: perderam e saíram como anti-éticos do futebol brasileiro.

A vitória de Fábio Koff é um fortalecimento da democracia no futebol brasileiro, que vive sob a ditadura das decisões da CBF e das ingerências da TV Globo, principalmente no que tange às programações das partidas de futebol transmitidas pela ex-deusa do Jardim Botânico.

Com sua reeleição, Fábio Koff deve ter mais espaço e sustentação para mudar os empecilhos criados pelas duas entidades tirânicas do futebol. Um desses empecilhos é o horário das transmissões dos jogos pela TV Globo, que segue os critérios exclusivos da rede de programação dos Marinhos.

Pode ser o começo do fim do monopólio da rede Globo nos negócios do futebol brasileiro. Algo que é muito bom para o Brasil.

MESSI E MARADONA: A PULGA E A BOLA

LA PULGA: “Nem que passem milhões de anos eu vou estar no nível de Maradona. Eu quero fazer minha própria história e não me comparar. Ele é o maior de todos os tempos”, disse Lionel Messi, o craque argentino, atualmente no imbatível Barcelona.

LA BOLA: “Hoje é muito fácil dizer que Messi é o melhor do mundo. Na seleção não o tiramos nunca de campo e acreditamos que ele irá explodir em algum momento. Falei com alguém que neste momento está amadurecendo a passos gigantescos. Já não é mais um menino. Tem direitos conquistados dentro de campo e terá que fazer valer sua liderança dentro dele”, falou Maradona, escolhido essa semana o maior craque de todas as copas, atualmente técnico da Argentina, em entrevista à rádio “Cooperativa”, de Buenos Aires.

Quando Maradona marcou aquele gol na Inglaterra na copa 1986, todos o consideraram imediatamente o gol mais bonito de todos os tempos das histórias das copas. No ano passado Messi marcou um gol semelhante, e todos aproximaram com a lembrança os dois gols.

Um drible ali outro ali, um carinho na dendeca, e a imprensa internacional, nacional, estadual, municipal força a comparação entre Maradona e Messi. Tudo bem, Messi já respondeu e, não por modéstia, mas porque sabe que a comparação é falsa quando se fala de um craque. Serve apenas para humilhar os ressentidos, como Pelé.

O que se sabe, o que se vê é que Messi ainda caminha para os 23 anos e, existencialmente, tem todas as possibilidades de esgarçar as quatro linhas e levar nossa azul-celeste não só ao título da próxima copa, mas pode trazer para ela o real enlevo de ver o futebol-devir-criação enlevar corpos e espíritos de todo o mundo. Maradona, o técnico que abraça os jogadores, e que tem um carinho especial por Messi, sabe disso: “Seria terrivelmente estúpido pedir uma posição fixa a Messi. Menotti e Bilardo me diziam: ‘Vá e jogue’. Então digo a Messi que ele deve se preocupar somente em jogar. Ele tem um potencial muito grande para se movimentar e saber onde deve estar em campo”.

Assim, tomando as palavras de Messi, pode ser que daqui a milhões de anos ele não seja igualmente comparado a Maradona, mas que se faça lá a comparação ao menos como entre a pulga (chamam Messi de La Pulga) e a bola (Maradona se autodenominava La Bola): duas singularidades do futebol entre os quais a diferença poderá até ser de graus, mas não de essência.

especial para o Por Fora de Futebol

JORNAL INGLÊS CONFIRMA O QUE O MUNDO JÁ SABIA: MARADONA FOI MELHOR QUE PELÉ

especial para o Por Fora de Futebol

É quase unanimidade entre os especialistas do futebol afirmar que Maradona foi melhor jogador do que Pelé. Só não é unanimidade porque de vez em quando após uma dessas eleições é logo convocada uma outra pelos amigos de Pelé na Fifa.

O jornal inglês The Times divulgou ontem uma lista onde enumera dez maiores craques da história das Copas do Mundo. Quais foram os dois primeiros? Advinha advinhão? Maradona em primeiro e Pelé em segundo.

Seguindo a lista aparecem Franz Beckenbauer, Giuseppe Meazza e Gerd Müller. O imprevisível Garrincha – que para nós, por fora de futebol, ficaria em segundo – foi posto na sexta colocação. Ronaldo, o “jaca que cai”, maior artilheiro da história das Copas, é o oitavo, logo atrás de Johan Cruyff. O inglês Bobby Moore e o húngaro Ferenc Puskas fecham a relação.

Tudo bem, Pelé era craque. Como também é verdade que não há jogador que se compare nem um tantinho assim ao que ele foi na atualidade no Brasil, embora muitos queiram operar essa falcatrua temporal. Mas daí comparar Pelé com Maradona é forçação de barra. Afora nossa simpatia pelo engajamento político-afetivo-existencial de Dieguito fora das quatro linhas, a sua singularidade em conduzir a dendeca onde tudo era possível, sempre traçando coordenadas coletivas, fazendo do futebol uma verdadeira festa onde as cores do baile eram azul-celeste, colocam-no fora de qualquer possibilidade de comparação. Ele é o incomparável.

No mais, que Pelé seja o rei. Como dizem los hermanos: “Todo bien, Maradona es D10S!”

POR FORA DE FUTEBOL

“Eu entro em campo pra ser feliz.” Valdivia, craque chileno

O O O O Bola não é só para rolar, pular e parar. É também para alegrar.

###################### FOGÃO NÃO NEGA A RIMA. É CAMPEÃO!

Quando o Vascão subiu para a primeirona do futebol brasileiro, depois de passar todo o ano de 2009 na segundona, esse Bloguinho Intempestivo afirmou que naquele momento a esquadra lusitana estava apta a participar do campeonato carioca.

Pois bem, hoje, na festejança da estrela que faz de sua solidão a produção constelação, queremos fazer nossa retificação. O Vascão também não está preparado para disputar o campeonato carioca. Ele está preparado para participar do campeonato amazonense que não existe.

ESSE CAMPEONATO É FOGO, TIO LAURO!

Os filósofo da antiguidade, preocupados em encontrar o elemento primeiro que deu origem ao mundo apresentaram a água, o ar, a terra e o fogo. Cristo, falando sobre o desejo, disse que Ele era o Fogo, e quem estivesse longe dEle estaria longe da Vida. Então o filósofo e Cristo se fizeram em BOTAFOGO. O que está na Vida. Pelo menos no Maracá contra o Vascão.

Com filósofo e Cristo, os jogadores do Fogão foram queimando os lusitanos. Não para lhes transferir a Vida, mas para torrá-los como um bom prato comestível. É fácil. Bota um Loco na frente, um Lúcio no meio e um negro talentoso no gol. Pronto! Não há como escapar. Mas não esquecer de um Joel Santana, com sua prancheta, na margem do campo. Não dá outra: FOGÃO CAMPEÃO!

O tio Lauro torcia pelo Botafogo no tempo do Garrincha e Nilton Santos. Joel Santana, sem querer, lembrou tio Lauro: Dedicou a conquista ao Nilton Santos, a Enciclopédia do futebol brasileiro.

A festa estava rolando quando de repente, não mais que de repente, apagaram as luzes do Maracá. Alguém acredita que escureceu a noite dos ‘engarrinchados’? Não escureceu. Tudo ficou claro. Era o Fogão o Campeão! O FOGÃO clareou todo o estádio. O FOGÃO tem luz própria!

Para não ficar nenhuma desavença entre Vascões e Mengões, é preciso lembrar que todos dois levaram couro do Fogão. Pronto! Ninguém tira sarro do outro. É a democracia do futebol carioca instalada pelo FOGÃO!

O TIME DO RACISTA VENCE O SÃO PAULO. QUE SÃO PAULO?

Esta semana o São Paulo vai estrear na Libertadores. A diretoria do time tricolor fica afirmando que ele joga no campeonato paulista com o time titular, mas com olho na Libertadores. Campeonato Paulista e Libertadores. Os jogadores entram em campo contra o time do racista com um olho no Palestra e outro no meio da semana. Onde se encontra o São Paulo? Ou que São Paulo encontra-se diante do Palmeiras do racista?

Resulta resultado. Os comandados pelo racista metem duas dendecadas nos sãopaulinos. Robert é o herói do racista com as duas dendecadas, e os incautos fazem a festa.

Outras partidas virão, e os comandados pelo racista não encontraram um São Paulo diáfano, um São Paulo enevoado sem saber onde se encontra. Aí, toda trapaça feita pela diretoria do Periquito, demitindo Muricy e contratando o racista Antônio Carlos, mais um limitado do futebol, vai procurar outra alma penada do futebol brasileiro para contratar. Porque o real do Palmeiras é não ter administração. E a sorte dele é que o futebol brasileiro está nivelado por baixo como por baixo ele se encontra.

Robert, chorou pelos gols que fez. Babaquice de quem não sabe da lógica da hierarquia que controla o futebol. O choro dele é um choro de quem ganhou de um time na disputa do campeonato paulista que nada, ou pouco, vale no ranking futebolístico. Se Robert pudesse saber porque o São Paulo não chorou, ele ia saber que a vitória do Palmeiras não tem nenhuma importância para o São Paulo, que disputa a Libertadores, enquanto o Palmeiras necas.

############### PERGUNTA SOBRE CRAQUES

Quem mais viu craques fora dos campos oficiais?

Resposta: A Lua.

DEIXA QUE EU CHUTO, MEU!

MURICY É DEMITIDO DO PALMEIRAS QUANDO SERIA O PALMEIRAS PARA SER DEMITIDO

especial para o Por Fora de Futebol

Há tempos o Palmeiras não é tempo de Muricy. O que deveria ser no Palmeiras um esporte coletivo se transformou em “cada um cuide de si”. Às constantes derrocadas que o time do Palestra vem colecionando não tem nada a ver como o ex-técnico Muricy Ramalho. Tem a ver com a realidade do futebol capitalizado e mais as péssimas administrações que se sucederam nos transcursos desses mais de dez anos.

Muricy, acostumado a grandes conquistas em sua carreira, principalmente no São Paulo, hoje amarga a realidade do futebol de resultado – não importa como – que tomou conta dos times do mundo inteiro, inclusive na seleção brasileira de Dunga e seus submissos. A demissão de Muricy segue a ordem da estupidez da ilógica da vantagem do futebol: “Ganhou? Foram os jogadores. Perdeu? Foi o Técnico”. Alguém tinha que ser responsabilizado pelos fracassos do Palmeiras, este alguém é o Muricy. Não é o Diego Souza e seus comparsas, almas penadas se arrastando pelos campos. Não é a péssima administração do talentoso economista professor Belluzo, mas insuficiente administrador de um clube de futebol. O Serra do Palmeiras.

Vagner Love, como um deslumbrado burguês, não é confiável, mas ele afirmou, quando saiu do Palmeiras, e vendo o time continuar sua série de derrotas, que o problema do Palmeira não era ele. Aí o baladeiro-sensual acertou. O impasse do Palmeiras é o próprio Palmeiras como instituição futebolística, cujo dirigentes perderam a orientação real de como um clube transcende às afecções individuais e existe pelos jogadores e sua torcida.

O Palmeiras de hoje não possui dirigentes e jogadores, pelo menos, medianos, mas com o sentido coletivo. O mínimo que Muricy pretendia e a diretoria não queria. O que esperar de uma diretoria que acredita resolver as dificuldades de seu time com a contratação de um simples Ewerton? Pobre percepção e concepção do que seja futebol. Esse, o pobre Palmeiras que desde julho de 2009 vinha ofendendo Muricy. Talvez, se alguém perguntar para o Muricy, qual o time em que ele mais se sentiu impotente, é possível que responda que foi no Palmeiras. Principalmente por ser um time grande, de tradição, mas que não consegue lidar com os afetos racionalmente.

POR FORA DE FUTEBOL

“Eu entro em campo pra ser feliz.” Valdivia, craque chileno

################# FOGÃO QUEIMA AS URUBUZUDAS

Em uma partida com duas óbvias expressividades – a ressaca do carnaval e a medíocre performance do futebol carioca – o Fogão empurrou duas dendecadas no Mengão, que fez uma.

O Mengão começou na frente, com seu já manjado futebol, acrescido do visível cansaço dos baladeiros Wagner Love e Adriano. Ex-imperador com um preparo físico que lembrava os plebeus explorados pelos patrícios, dava mais bandeira. Houve um momento que se imaginou que ele ia desmaiar ou pedir para sair. Refluxos do carnaval, que ninguém é Zeus.

Dominando a partida, os Urubuzudas dendecaram com gol de Pacheco. Ainda no primeiro ‘time’, os da estrela solitária, em uma constelação imensa, empataram. A partida estava com a cara de Joel Santana. Faz que está morto e ataca para ver como fica.

Segundo ‘time’, os Urubuzudas não baixaram a bola, foram para a frente. Mas lá estava o esquema do homem da prancheta: os urubuzudas não dendecavam. Era uma partida, no olhar do incauto, dominada pelos Urubuzudas que à qualquer momento marcaria e sairia com a vitória. E marcou mesmo. Só que bobeira. Um toque de bola rápido, nos minutos próximos ao final, Caio caiu disputando a dendeca com o zagueiro menguista, o goleiro Bruno saiu, mas a dendeca foi deitar no canto da rede.

Resultado do falso domínio dos Urubuzudas é que eles estão fora da disputa da Taça Guanabara que ocorrerá domingo, às 16h, no Maraca, entre Fogão e Vascão. Na busca de explicação para a derrota, alguém pode dizer que os Urubuzudas desprezaram os foguistas. Não foi nada disso. O Fogão levou a melhor por força de seus jogadores e, claro, os saques futebolísticos do ex-bigode Joel Santana, que esquematizou o Mengão em seus truques.

########## PERIQUITO É DEPENADO NA PRÓPRIA ÁRVORE

Se apresentando no mesmo estilo quero perder, façam-me um favor, o velho cansado Palmeiras levou uma senhora goleada em sua própria casa. Os operários azulinos bailaram no salão verde-amarelado do Periquito e meteram 4 dendecadas coma maior facilidade, contra uma dendecada.

Para quem gostar de caminhar, a partida foi um passeio dos operários pelos intermezzos da zaga palestrante, que de zaga só se via os atacantes operários bailando.

Para quem gosta de sofrer, é de causar dor a face do Muricy no momento da entrevista, tentando explicar o óbvio. Que dor para quem era, até pouco tempo, um vencedor. Já andam comentando que é praga exalada do Serra, que é Conselheiro do Clube.

######## POR SUA VEZ, O TIMÃO PERDE O CARNAVAL, MAS GANHA O PEBOL

Disputando com um Mogi Mirim, que se mostrou sem qualquer criatividade e movimentação da infância, o Timão, depois de perder a disputa do carnaval com a Gaviões da Fiel, meteu três dendecadas nos falsos mirins, com direito a duas de Souza.

Bem na tabela de classificação, o Timão só tem olhos para a Libertadores, e espera contar com sua estrela publicitária, Ronaldo ‘Jaca Que Cai’, que continua tentando se recuperar da última queda.

,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, COISAS DA DUPLICIDADE

Pela Liga dos Campeões, nos jogos de terça-feira, os dois times do pastor Kaká perderam: Milan e Real Madrid. O do mafioso Berlusconi perdeu em casa, apesar do gol do baladeiro-sensual, Ronadinho Chupeta. Dessa forma, os duplos estão em péssimas condições para o seguimento na competição futebolística mais importante do planeta, segundo os capitalistas que empresariam o evento bilionário.

· * * * * De quem são as estrelas?

CABAÑAS FEZ CIRURGIA PARA RETIRADA DE BALA

especial para o Por Fora de Futebol

http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/05/195_1617-caba2.jpg

O craque da Seleção Paraguaia, Cabañas, 29 anos, terror da Seleção Brasileira e alguns times do Brasil, hoje, jogando no México, foi submetido a cirurgia para retirar uma bala que se alojou em seu cérebro depois de ser baleado, na madrugada dessa segunda-feira, na Boate Bar-Bar no México.

Segundo o primeiro boletim médico divulgado aos parentes e amigos do jogador, depois de ter dado entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) às 6h local, seu estado de saúde é grave.

Miguel Angel Mancera, procurador de Justiça da Cidade do México, afirmou que ainda não sabe o motivo do disparo. “Ainda não sabemos os motivos. O projétil ficou alojado na cabeça. Ele não perdeu a consciência, mas estava com um problema cardíaco que os médicos tentam resolver”, afirmou.

Muito preocupada com o estado de saúde de seu marido, Maria Alonso Mena pediu para que todos rezem, pois a situação é grave. “As coisas estão um pouco críticas. Rezem por ele, pois seu estado é muito grave”, disse muito emocionada.

Vários jogadores amigos de Cabañas, como Ochoa, Pardo, Daniel Montenegro, Mosquera e Michel Bauer, encontram-se no Hospital Ángeles Del Pedregal, preocupados com o ocorrido e suas consequências dolorosas para o jogador, parentes, amigos e também o futebol mundial, já que se trata da vida de um craque.

Da parte desse Bloguinho Intempestivo, que tantos afetos alegres compôs com as jogadas de Cabañas, principalmente quando ele fazia gols contra os times pernas de pau arrogantes e prepotentes do futebol de São Paulo e Rio de Janeiro, ficam nossos desejos de melhoras. Que ele volte a compor novos afetos alegres com este Bloguinho.

Faz mais um Gooooooooooool, Cabañas!

POR FORA DE FUTEBOL

“Eu entro em campo pra ser feliz.” Valdivia, craque chileno

FUTEBOL E CARNAVAL, QUEM VAI?

O bom do futebol no Brasil é que ele é como carnaval: todo ano tem. Mas o bom do carnaval no Brasil é que ele apresenta sempre performances novas, tudo que não acontece como o futebol, onde entra ano e sai ano, e tudo continua o mesmo.

############ CAMPEONATOS. E OS ATOS?

Novo ano, vida nova. Novo ano, futebol? O mesmo.

Sábado, 11 estados iniciaram seus campeonatos. Entretenimento, diversão, brincadeira e manipulação. Cartolas estarão de mãos e bocas abertas, ávidos para lucrar. Com eles, grande parte da mídia esportiva que está torta de saber que o futebol nos grandes centros é um desfile de pernadas de pernas-de-pau, mas não divulga, chegando até a posição ridícula – para não escrever patética – de no final do Campeonato Brasileiro escolher sua seleção dos melhores. O que, para para esse Por Fora de Futebol, foi a dos piores. O que começa no campo se materializa socialmente nas telas e nas ondas sonoras das rádios.

CAMPEONATO PAULISTA

O começo do campeonato é o momento da tiração de broncas dos times que perdem ou empatam. “O campeonato está apenas no começo”, dizem como conforto. Entretanto, quando chega no final e o time perde o campeonato ou é rebaixado, vem outra realidade: “Nós se demo mal por causa daquela partida que a gente perdemo no começo do campeonato. Agora é bola pra frente”. Como bola pra frente, se a bola sequer foi tocada?

Início de temporada. Janelas às vistas! Contrata um ‘love’ aqui, um ‘louro’ ali, documentos ainda não chegaram, vamos com que temos, concentração, e coisa e tal. Tal a coisa que na primeira rodada o ‘timaço’ do São Paulo, com ‘louro’ e tudo, leva um couro da meiga e simpática ‘Luzinha’. Três dendecadas contra uma. O Coringão, com seus representantes da longevidade lulista, não passa de um empate com o Monte Azul. E era porque o monte era azul, imagine se fosse vermelho. O peixe, um grande, escapou da rota dos dois paulistanos, metendo 4 dendecadas no Rio Branco, que de tão branco não se sujou com ao menos uma dendecada a seu favor.

No sábado, o Periquito, em seu galho, meteu 5 dendecadas contra uma do Mogi Mirim. Entendido: era mirim. Mas, de qualquer sorte, aconteceu a profecia de Muricy. Ele dizia que o Palmeiras, ao contrário dos outros times grandes que andavam alardeando suas contratações, o Periquito estava calado, esperando a hora do vamos ver. Quem viveu, viu.

CAMPEONATO CARIOCA

O já visto se mostrou crente que nunca fora visto. O bom e velho campeonato carioca se mostrou outra vez. Bom, porque é passivo, inerte. Velho, porque todo ano é o mesmo. Velho sem nada de novo. Só não é o pior campeonato do Brasil porque tem o campeonato amazonense, que não passa da fantasia ‘copista’ do governador, o prefeito e imprensa amazonense.

Ontem o Vascão, em casa portuguesa, depois de trocar de técnico e fazer auê de contratação, recebeu o Tigres, supostamente sem presas, e não passou de uma dendecada contra nenhuma do rival. Uma peleja que bem poderia ser chamada de pelada. Domingo, em pleno Maraca vazio, o Mengão recebeu o Duque de Caxias, que, no primeiro tempo, já mostrou porque permaneceu na segundona. Passou todo o primeiro ‘time’ na frente do Mengão com uma dendecada. Somente no segundo ‘time’ os urubuzudas foram pra frente e logo meteram duas dendecadas para o Duque, em sua nobreza, empatar já na casa dos 30 minutos. Mas, em uma bobeira da zaga em cobrança de escanteio, o Mengão se garantiu como vitorioso em uma partida própria do futebol amazonense, que não existe.

COISAS DO FREUD

Analisando os campeonatos estaduais, com exceção os que não são apresentados pelas mídias venais, o criador da psicanálise, Freud, diria que se trata de uma neurose de compulsão. Os times sempre repetem o mesmo. O futebol medíocre de todo santo ano. Mas o Freud não escreveu sobre a mídia, que, além de repetir o mesmo, tenta apresentá-lo como novo. E muito menos Freud escreveu sobre o torcedor que paga para ver o mesmo e ainda vibrar.

Parece que esse ano os campeonatos vão além de Freud…

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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