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APESAR DE TODAS AS TRAMAS DA DIREITA A POPULARIDADE DE DILMA BATE RECORD

A presidenta Dilma Vana Rousseff vem mostrando que segue a mesma pegada do ex-presidente Lula no quesito “quanto mais apanha mais cresce”. Desta vez a comprovação do dito ficou por conta da pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)/IBOPE, entre os dias 16 a 19 de março, com 2002, em 142 municípios do Brasil.

A pesquisa CNI/Ibope mostrou a popularidade de Dilma passando de 72%, em dezembro de 2011, para 77% agora, em março de 2012. Uma subida de 5 pontos percentuais. A avaliação do governo em ótimo ou bom permaneceu no mesmo percentual: 56%.

Comparado o governo de Dilma com o de Lula, não poderia ser diferente. Entre os entrevistados 60% consideraram os dois governos iguais.

Com estes números pode-se aventar que se houvesse eleição hoje, Dilma seria eleita com larga margem de votos. Ainda mais se o candidato fosse o ultraconservador Serra.

ESTUDO MOSTRA QUE APESAR DAS CRISES ECONÔMICAS NO MUNDO A POBREZA NO BRASIL CAIU 7,9%

 Pesquisa “De Volta ao País do Futuro” do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas afirma que em 2012 o Brasil atingiu o menor nível de desigualdade desde 1960, apesar da crise econômica na Europa e Estados Unidos. O índice Gini que varia de o a1, sendo menos desigual mais próximo de zero, caiu de 2,1% em janeiro de 2011 a janeiro de 2012, chegando a 0,5190.

      Para Marcelo Neri, coordenador da pesquisa “a queda é espetacular e deve continuar”. A projeção é que a desigualdade continue reduzindo no País, levando o índice a 0,51407 em 2014.

      “A má notícia é que ainda somos muito desiguais e estamos entre os 12 países mais desiguais do mundo. Mas a queda é espetacular e deve continuar”, afirmou Marcelo Neri.

       A pesquisa mostra que a renda familiar per capita média dos brasileiros cresceu 2,7% nos doze meses terminados em janeiro. É o mesmo percentual de crescimento registrado entre 2002 e 2008, um período tido como a era de ouro do mundo, e superior ao 0,% de 2009, em função da crise financeira daquele ano.

       A queda da pobreza no percentual de 7,9% entre janeiro de 2011 e 2012 se apresenta em um ritmo três vezes mais rápido que a meta do milênio da Organização das Nações Unidas (ONU). A redução da desigualdade foi imprescindível para queda da pobreza. Na última década a renda dos 50% mais pobres do Brasil cresceu 68%, já a renda dos 10% mais ricos cresceu somente 10%.

     Uma das perspectivas do estudo mostra que em dois anos as populações das classes A e B será 29% maior, e a classe C crescerá 11,9%.

     “Agora falaremos da nova classe AB, como falamos da nova classe média”, disse Marcelo Neri.

       A projeção do estudo é que em 2014, 60,1% da população brasileira estará na classe C, enquanto que em janeiro de 2011, 55% estavam nessa classe. Mais de 40 milhões de pessoas chegaram de 2003 a 2011, à nova classe média. E a expectativa é que serão mais 12 milhões em 2014, somando cerca de 118 milhões de pessoas.

      Enquanto isso, as populações das classes D e E continuarão em estágio de redução em função da queda da desigualdade e ascensão para outros seguimentos econômicos.

       “A crise não afetou esse movimento que teve Lula como pai e Fernando Henrique como avô, pela estabilização. E a educação foi o fator mais importante”, analisou Marcelo Neri.

DATAFOLHA EXPLORA O RECALL DE SERRA: MAS VAIAS SINALIZAM TONIQUETE DE REJEIÇÃO E DESCRÉDITO

O primeiro dia de campanha de rua do pré-candidato José Serra, neste sábado, foi planejado para passar uma imagem de popularidade e renovação. Nada melhor que uma visita  ao Centro Cultural da Juventude “Ruth Cardoso”, na empobrecida zona norte da capital, para colher cenas de integração entre o tucano e a juventude da periferia. O dia era ideal: um show do rapper Criolo reunia centenas de moços e moças em fila que serpenteava as instalações do centro em busca de ingressos. O tiro do oportunismo saiu pela culatra do desgaste. Tão logo a figura do arestoso ex-governador despontou no local, cercado de comitiva e câmaras para colher cenas destinadas à propaganda eleitoral, irrompeu a espontânea, esférica, densa e incontrolável catarata de vaias e apulpos. Serra recolheu-se no interior do recinto em ‘visita às instalações’. Inútil: à saída, nova muralha de vaias e xingamentos ofuscaria a comemoração dos 30% de intenções de votos alardeados em seguida pelo Datafolha. O episódio simbólico da presença oportunista na periferia da capital deu substancia a um teto de 35% de rejeição e demolidores 66% de descrédito que cercam o nome de José Serra, onde quer que ele vá. Inclusive dentro do seu próprio partido, como mostra a análise da editora de Política de Carta Maior, Maria Inês Nassif, em sua coluna nesta pág (Leia também a análise de Emir Sader e a coluna de Mauro Santayana sobre o cenário político eleitoral; e o Blog das Frases, sobre a herança ruinosa do comodato Serra/Kassab numa São Paulo que passou a contar com um novo tipo de chuva: pedaços de concreto despencam de viadutos e pontes com alarmante regularidade, por falta de manutenção).

PESQUISADORA DIZ QUE GOVERNO DEVE OUVIR COMUNIDADE CIENTÍFICA ANTES DE RECONSTRUIR BASE DA ANTÁRTICA

Lucélia Donatti, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) disse que o governo federal deve ouvir a comunidade científica antes de construir a nova base científica na Antártica, depois do incêndio que destruiu mais de 70% da Estação Antártica Comandante Ferraz. Ela lamentou a descontinuidade do projeto, a perda de material biológico e equipamentos.

“Não importa que leve um, dois ou três anos. Esperamos que a comunidade científica seja ouvida, consultada, sobre a nova base.

Há pesquisas, como a nossa, que não podem ser feitas em navios, dependem de uma base fixa” disse Lucélia Donatti.

A mestranda Maria Rosa Pedreiro, também da UFPR que faz pesquisa na base, em entrevista junto com a professora Lucélia, disse que quer voltar para a base, principalmente para afirmar ao militares mortos no incêndio, que “eles não lutaram em vão”.

“Aos poucos o fogo foi atingindo módulo por módulo ao longo da madrugada, e eu preferi não ficar olhando. A dor de ver aquele local queimando foi grande.

Pela memória dos militares que morreram, quero voltar para aquele lugar, até para mostrar que eles não lutaram em vão”, disse Maria Rosa. 

PESQUISA MOSTRA QUE PESSOAS DE ESQUERDA SÃO MAIS INTELIGENTES. AFIRMAÇÃO QUE NÃO REFLETE MEMBROS DO PT E PCdoB DE MANAUS

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brock, de Ontário, no Canadá, que levou mais de 50 anos coletando dados concluiu que pessoas de esquerda têm inteligência superior às pessoas das ideologias conservadoras, as da direita.

Segundo o estudo, depois de entrevistar mais de 15 mil no Reino Unido do ano de 1958 a 1970, compararam os níveis de inteligência com a posição política dos participantes depois de adultos. Não deu outra.

Os conservadores – retrógados – aparecem com Quociente Intelectual (QI) de 94 pontos, quando a média é 100 pontos. Os de centro com 100 de QI, e os da esquerda com 106 de QI.

Munido com o resultado do estudo alguém pode perguntar: “E qual é o QI dos membros do PT e PCdoB de Manaus?” Fácil resposta. QI mínimo. Ao contrário do QI superior dos primeiros criadores do Partido dos Trabalhadores. Pessoas como Florestam Fernandez, Sérgio e Aurélio Buarque de Hollanda, Antônio Cândido, Lélia Abramo, Apolônio de Carvalho, Gonzaguinha etc.

Como os retrógados representam a imobilidade da vida expressada na ambição da posse e do mando, uma demonstração de QI inferior, antidemocrático, aqueles que formam conluio com eles também possuem a mesma inteligência. A inteligência que por medo teme o novo. O novo que é o movimento do pensamento. Experiência que só tem os de inteligência superior.

Em Manaus, a maior parte do PT que está submissa aos governantes – por isso não pretende candidatura própria para prefeito -, assim como o PCdoB, confirma sua baixa inteligência quando refletem suas alianças com os reacionários Amazonino, Eduardo Braga, Omar Aziz, entre outros. Os de QI inferior. Estes, que por razão de seus baixos QIs impuseram o triste atraso ao estado do Amazonas e a angustia ao povo.

Em seus baixíssimos QIS eles se iludem acreditando que porque têm um curso superior têm uma superior inteligência. Leda ilusão quando se sabe que grande parte dos professores das universidades também são portadores dessa síndrome do QI inferior. O QI dos reacionários.

Em síntese, esses dois partidos precisam urgentemente, para sobreviverem, buscar filiações de pessoas com QI superior caso queiram sobreviver como partido políticos. Agora, se é para continuarem como grêmio recreativo, devem permanecer como se encontram. Mas assumam suas inferioridades. Nada de pruridos de intelectuais de shopping.

IPEA MOSTRA QUE O NORTE E O NORDESTE TEM MENOR NÚMERO DE MÉDICOS NO SUS

A pesquisa o Estado no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que a média de médicos por habitantes que atendem no Sistema Único de Saúde (SUS) é menor nas regiões Norte e Nordeste sendo de 3,1, enquanto na região Sul é de 1,9, e na região Sudeste 2,4. Para o IPEA pode-se inferir através da pesquisa que os médicos mais bem qualificados encontram-se nos centros mais desenvolvidos.

Para Márcio Pochmann, presidente do IPEA a desigualdade na saúde é resultante dos equipamentos e a presença dos profissionais diferenciada.

“O Estado tem uma atuação bastante complexa do ponto de vista de um país continental e com uma população que é a quinta do mundo. Essa complexidade é maior pelo fato de termos um sistema único d saúde especialmente na atuação pública fazendo com que todo o país seja atendido embora as regiões mais ricas sejam aquelas que possuem melhores equipamentos e maior presença de profissionais, quando os estados mais pobres não têm o mesmo padrão de intervenção”, disse Marcio.

O resultado do estudo mostrando as diferenças de estados quanto ao ensino fundamental e médio, confirma que o acesso à presença na escola não é universalizado no país. A freqüência permanente no ensino fundamental é maior no Mato Grosso Sul com 94,4%, no Ceará com 93,5%, e em São Paulo com 93,4%, Pernambuco 87,6%, Sergipe 87,3%, e Pará 87,2%.

Quanto ao ensino médio o Distrito Federal tem a maior taxa com 68,8%, Goiás 64,1%. As piores taxas então com Roraima 31,6%, Acre 33,3% e Amazonas com 34,4%.

“A taxa de freqüência do ensino médio é inaceitável. O Brasil precisa universalizar não apenas o ensino fundamental, mas também o médio, pois eles são requisitos básicos da sociedade de conhecimento e construção”, afirmou Pochmann.

PESQUISA DIVULGADA PELO IPEA MOSTRA QUE GASTOS PÚBLICOS CRESCEM EM ANO ELEITORAL

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma pesquisa que mostra o óbvio só para confirmar o óbvio em país em que democracia e investimento sociais comprometidos são sinônimos. O instituto em seu estudo mostra que em ano eleitoral os investimentos dos governos federal, estadual e municipal crescem. Enquanto no ano posterior às eleições volta ao que era. Ou seja, voltam às contenções de despesas. O estudo ainda mostra que os investimentos crescem de dois em dois anos em função das relações das eleições federal e estadual, e municipal.

“Os anos subseqüentes às eleições presidenciais e dos governadores estaduais normalmente coincidem com quedas muito fortes da taxa de investimento público, relacionadas a programas de ajustes fiscais, que posteriormente são revestidas no decorrer do ciclo eleitoral.

A taxa de investimento do governo municipal, por sua vez, apresenta um comportamento muito mais irregular e uma influência mais marcada do ciclo bienal. Os anos não eleitorais (ímpares) são caracterizados por quedas (ou estabilidade) da taxa de investimento dos municípios, enquanto os anos eleitorais ( pares) ocorrem elevação da taxa de investimento”, mostra o comunicado da pesquisa.

A avaliação do Ipea, para o economista Gil Castelo Branco, do site Contas Abertas, é pertinente. Tradicionalmente, nos anos eleitorais “os gasto costumam ser são expandidos e o Congresso fica mais benevolente. Fica claro que o ritmo está mais relacionado ao interesse político do que ao interesse público”.

Camila Vallejo é a figura mais popular do Chile

Uma sondagem publicada terça-feira pela consultora Imaginación, Rádio Cooperativa e a Universidade Técnica Federico Santa María, revela que 35,3 por cento dos pesquisados elegeu Camila Vallejo como a personagem do ano no Chile. A líder estudantil foi a mais citada como a figura mais relevante de 2011, seguida muito de longe pelo presidente de direita Sebastián Piñera, que recebeu 20,4 por cento das menções.

Christian Palma – Correspondente da Carta Maior em Santiago

Embora tenha perdido a presidência da Federação de estudantes da Universidade do Chile (Fech) – uma das vigas-mestras do movimento estudantil chileno-, ela continua sendo reconhecida como uma liderança que conseguiu instalar a problemática educacional no debate chileno e que se reconhecera transversalmente como um sistema esgotado, falido. Herança da ditadura de Pinochet. Trata-se de Camila Vallejo, a militante comunista que aglutinou as massas e tirou a juventude chilena de sua apatia política.

Uma sondagem publicada terça-feira pela consultora Imaginación, Rádio Cooperativa e a Universidade Técnica Federico Santa María, revela que 35,3 por cento dos pesquisados elegeu Camila Vallejo como a personagem do ano no Chile.

A líder estudantil foi a mais citada como a figura mais relevante de 2011, seguida muito de longe pelo presidente de direita Sebastián Piñera, que recebeu 20,4 por cento das menções, do poeta Nicanor Parra, o último ganhador do prêmio Cervantes (14,8 por cento) e de Alexis Sánchez, o jogador chileno de futebol (14,7 por cento).

Atacada, admirada, vaiada e homenageada. Assim tem sido o clima das aparições públicas de Vallejo, desde que, a meados do ano, começou a aparecer em programas de televisão de conteúdo político e a se tornar conhecida. Também se destacou em suas participações no próprio Congresso Nacional chileno, quando defendeu a qualidade e a gratuidade da educação ou ao enfrentar públicos de até 500 mil pessoas em algumas das marchas realizadas este ano.

Graças a ela e a outros líderes de universitários, como Giorgio Jackson ou dos secundários, como Freddy Fuentes, se conseguiu que o governo de Piñera tivesse que dar um novo impulso às reformas educacionais, implementar bolsas e outros auxílios para estudantes, a reprogramação de créditos universitários e a criação da superintendência de educação superior. Ainda que não respondam à totalidade das demandas estudantis, é um passo que jamais teria sido dado sem este movimento.

Em uma de suas últimas entrevistas, Camila Vallejo, que continuará ligada ao movimento estudantil no cargo de vice-presidente da Fech, se permitiu falar francamente a respeito do mundo político. Disse, por exemplo, que presentearia o ministro de Educação, Felipe Bulnes, com uma garrafa de álcool para que “ele fique brando como pessoa e politicamente, de coração e de cabeça e que entenda que isto não é una guerra contra o governo”.

Em relação à Piñera, a dirigente estudantil lhe ofereceu como presente “um curso de marketing ou uma assessoria comunicacional”.

Além disso, reiterou sua crítica ao Parlamento pela aprovação do Orçamento da Educação, cujo montante de US$ 12 bilhões não satisfez aos dirigentes. “Porque não tivemos 80% (dos votos) no Parlamento, se 80% da população sinalizam uma coisa? Então nós acreditamos que o movimento tem que disputar esses espaços através de seus representantes”, sustentou. Isto em um cenário onde os universitários voltaram às urnas internas em suas correntes e que, de transpor isto ao mundo político, poderia modificar qualquer cenário ou projeção nas próximas eleições municipais de 2012 e presidenciais de 2014.

Adicionalmente, a pesquisa de opinião revelou que 46,6 por cento estimam que o principal tema do ano é a educação, enquanto 25,3 por cento citam a delinqüência e 20,8 por cento os movimentos sociais.

A respeito da educação, 66,2 por cento dos entrevistados está de acordo com a eliminação do sistema municipalizado, enquanto 81,9 por cento acreditam que é necessário a eliminação do lucro na educação e 60,3 por cento dos pesquisados está de acordo que a educação seja gratuita para todos.

Na área econômica, 37,1 por cento considera que o governo está manejando bem os temas econômicos no país, o que representa uma diminuição de 42 pontos porcentuais quando comparado a avaliação de setembro deste ano.

Finalmente, 80,4 por cento dos consultados não se sentem protegidos frente a eventuais abusos que as grandes empresas, as instituições de crédito e emissores de cartões do comércio possam cometer.

Tradução: Libório Júnior

PESQUISA MOSTRA QUE DILMA, EM SÃO PAULO, TEM AVALIAÇÃO POSITIVA MAIOR QUE ALCKMIN: PSDB TREME

O Instituto Unidade de Pesquisa (UP) realizou entre os meses de outubro e novembro uma sondagem com a população de São Paulo para saber quem teria melhor avaliação, se Dilma ou Alckmin. Não deu outra: Dilma. A presidenta do Brasil superou o governador de São Paulo que pertence ao partido que domina o estado há duas décadas.

Na sondagem a administração de Dilma aparece nos quesitos administração ótima e boa com 51,8%, e Alckmin, nos mesmos quesitos, com 49,7%. No quesito regular, Dilma, desponta com 28,8%, Alckmin, 33,1%. Nos quesitos ruim ou péssima, Dilma, tem 16,5%, e Alckmin, 11%.

Com o resultado na pesquisa em mãos, os direitistas do partido burguês PSDB, tremeram. Não é para menos. Ano que vem é ano de eleições e o partido defensor da consciência reacionária teme que esse prestígio de Dilma com a população de São Paulo possa ajudar nas eleições dos candidatos às prefeituras do governo federal. Principalmente o candidato à prefeitura da capital, Fernando Haddad.

Um temor real. Os direitistas retrógados têm todo o direito de tremer.

TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL DIZ QUE GOVERNO DILMA TEM VONTADE POLÍTICA DE ALTO NÍVEL NO COMBATE À CORRUPÇÃO

Alejandro Salas, diretor para América Latina da Transparência Internacional, organização não governamental como sede em Berlin, evidenciou o governo da presidenta Dilma Vana Rousseff, como um governo que tem demonstrado vontade política de alto nível para combater a corrupção cuja sociedade está cada vez menos resignada a viver governada por governos corruptos.

Em sua observação lisonjeira sobre o governo da presidenta Dilma, o diretor da Transparência internacional fez referência como exemplo de combate à corrupção a demissão de cinco ministros e ameaça do sexto, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Para Alejandro Salas, o que dificulta uma melhor colocação do Brasil na lista dos países menos corruptos – em uma escala de 182 países, o Brasil ocupa o 73° lugar – é que no país coexistem dois mundos. Um mundo moderno que segue as regras estabelecidas, e outro mundo com estruturas centenárias que mantém as mesmas práticas corruptas como compras de voto, nepotismo e caciquismo.

“Há uma vontade política de alto nível” para mostrar “os problemas sob o tapete”.

É um ótimo exemplo, muito positivo. Há um castigo administrativo, mas é preciso ver à longo prazo se vai haver punição ou impunidade. Se a Justiça vai estar a altura das circunstâncias e se vão investigar.

Há no Brasil vários mundos, com setores muito abertos que se inserem no sistema global e jogam pelas regras estabelecidas, outros com estruturas centenárias de poder”, observou o diretor para América Latina da Transparência internacional.

DAS 2.176 ESCOLAS DE ENSINO SUPERIOR DO BRASIL AVALIADAS PELO ÍNDICE GERAL DE CURSOS SÓ 27 ALCANÇARAM A NOTA 5. VÁRIAS DO AMAZONAS ESTÃO ENTRE AS PIORES

Na avaliação do Índice Geral de Cursos (IGC) realizada em 2010, que tem como indicador os conceitos de 1 a 5, somente 27 instituições de ensino superior alcançaram a nota máxima. Dessas instituições 16 são instituições públicas as outras 11 são instituições privadas.

As instituições particulares Escola Brasileira de Economia e Finanças (Ebef) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, a Faculdade de Administração de Empresas (Facamp), de Campinas, São Paulo, e a Escola de Economia de São Paulo, foram classificadas com os três primeiros lugares.

Já pelas instituições públicas, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi classificada em quarto lugar. Embora não seja obrigada a participar do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), por instituição estadual, a Unicamp participou em 2010. O que levou o ministro da Educação Fernando Haddad, a sugerir que a Universidade de São Paulo (USP), que é estadual, participe também.

Não pode ser olvidado que na avaliação do Enade que leva em consideração a infraestrutura da escola, o corpo dos professores e o projeto pedagógico, em 2010, de 4.143 cursos, 594 tiveram avaliação insatisfatória, com nota de 1 a 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC) que leva em consideração as notas de 1 a 5. Seguindo esse critério de avaliação os cursos que obtiveram a nota 3 são considerados satisfatórios. Já os que obtiveram notas 4 e 5 são considerados bons.

Assim, no cômputo das avaliações 80%  obtiveram notas entre 3 e 5, e só 58 cursos obtiveram CPC máximo. Na avaliação significa que em cada 5 cursos 1 é reprovado pelo  Ministério da Educação (MEC). Diante desse deplorável resultado, o Ministério da Educação (MEC) promete cortar 50 mil vagas de cursos de faculdades de qualidade sofrível. É bem provável que alguma – ou algumas – do Amazonas esteja na mira.

Os cursos que serão afetados serão das áreas de saúde, administração e ciências contábeis.

Na avaliação do IGC, a universidade federal que melhor foi pontuada foi a Universidade Federal de Lavras ( UFLA). Como já era de se esperar, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), nem sequer se aproximou das 27 classificadas. Mas se encontra entre as piores do Amazonas com nota 1 e 2.

Eis a lista das melhores avaliadas:

1 – Escola Brasileira de Economia e Finanças (Ebef -FGV), Rio de Janeiro (RJ) – privada

2 – Faculdade de Administração de Empresas (Facamp), Campinas (SP) – privada

3 – Escola de Economia de São Paulo (Eesp), São Paulo (SP) – privada

4 – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas (SP) – pública

5 – Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), São José dos Campos (SP) – pública

6 – Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, Campinas (SP) – privada

7 – Ínsper Instituto de Ensino e Pesquisa, São Paulo (SP) – privada

8 – Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP), São Paulo (SP) – privada

9 – Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho (EG), Belo Horizonte (MG) – pública

10 – Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape-FGV), Rio de Janeiro- privada

11 – Faculdade Fucape, Boa Vista (RR) – privada

12 – Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras (MG) – pública

13 – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre (RS) – pública

14 – Instituto Militar de Engenharia (IME), Rio de Janeiro (RJ) – pública

15 – Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), Minas Gerais (MG) – privada

16 – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo (SP) – pública

17 – Faculdade de Economia e Finanças IBMEC (IBMEC), Rio de Janeiro (RJ) – privada

18 – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte (MG) – pública

19 – Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), São José do Rio Preto (SP) – pública

20 – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos (SP) – pública

21 – Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa (MG) – pública

22 – Faculdade de Tecnologia de Mococa (Fatec), São Paulo (SP) – pública

23 – Centro Universitário Municipal de São José (USJ), São José (SP) – pública

24 – Escola de Direito de São Paulo (Direito GV), São Paulo (SP) – privada

25 – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro (RJ) – pública

26 – Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba (MG) – pública

27 – Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Itajubá (MG) – pública

E acesse o link para ver as piores. Entre elas as do Amazonas.

http://www1.folha.uol.com.br/saber/1007973-mais-de-680-instituicoes-sao-reprovadas-pelo-mec-veja-lista.shtml

Desigualdade cai 11,5% em dez anos no Brasil; DF destrona CE e é o mais desigual

Marcel Gomes – Carta Capital

Desigualdade cai 11,5% em dez anos no Brasil; DF destrona CE e é o mais desigualIBGE divulga mais dados do Censo 2010. Desigualdade de renda entre os domicílios caiu em todas as unidades da federação desde o Censo 2000, mas de modo mais intenso em umas do que em outras. Entre as macrorregiões, Nordeste é a mais desigual e Sul, a mais igual. Na média, desigualdade do Brasil ainda é duas vezes maior do que a de países desenvolvidos.

São Paulo – Nos dez anos que separam o censo de 2010 do de 2000, o Distrito Federal superou o Ceará e tornou-se a unidade da federação mais desigual do país em termos de renda nos domicílios. Os novos dados do Censo 2010 foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (16) e permitem atualizar o mapa da desigualdade no país.

Ao longo da última década, a diferença de renda, medida pelo índice de Gini, caiu em todas as unidades da federação brasileiras, mas de maneira mais intensa em umas do que em outras. Por isso houve a inversão no topo do ranking. Desde 2000, a taxa do Ceará despencou 11,3%, para 0,556, enquanto a do Distrito Federal diminuiu apenas 6,8%, para 0,573.

O índice de Gini varia de 0, a menor desigualdade, até 1, a maior. Entre os dois censos, a taxa média do Brasil caiu 11,5%, para 0,536. É um avanço, mas ainda o dobro do registrado nos países mais desenvolvidos da União Européia e no Canadá.

Após o Distrito Federal, dois Estados nordestinos surgem com altas taxas de desigualdade no Censo 2010. Sergipe registrou índice de 0,563 e Piauí, de 0,560.

No lado oposto do ranking, as três unidades com maior igualdade de renda estão na região Sul. Santa Catarina apurou índice de 0,448, Paraná de 0,488, e Rio Grande do Sul de 0,490. No Censo 2000, os Estados mais igualitários eram Santa Catarina (0,544), São Paulo e Rio Grande do Sul (ambos com 0,566) e Rondônia (0,578).

Uma outra inversão no ranking diz respeito às macrorregiões. O Nordeste tirou do Centro-oeste o título de região mais desigual do país. Em dez anos, o índice de Gini caiu no Nordeste 10,3%, para 0,555, porém uma queda mais intensa ocorreu no Centro-oeste, de 12,4%, para 0,547.

O IBGE aponta ainda que a distribuição do rendimento no Brasil ainda é marcada por grandes desigualdades. Em 2010, o rendimento médio mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade com rendimento foi R$ 1.202. Na área rural, representou 46,1% (R$ 596) daquele da zona urbana (R$ 1.294).

A questão de gênero é um recorte marcante. O rendimento das mulheres (R$ 983) representou 70,6% dos homens (R$ 1.392), com maior diferença na região Sul – R$ 1.045 para as mulheres, ou 70,3% dos R$ 1.486 recebidos pelos homens.

Em termos regionais, Centro-oeste (R$ 1.422) e Sudeste (R$ 1.396) tiveram os rendimentos mais elevados, seguidos pelo Sul (R$ 1.282). A região Nordeste teve o menor rendimento (R$ 806) – 56,7% do verificado no Centro-oeste.

A parcela dos 10% com os maiores rendimentos ganhava 44,5% do total e a dos 10% com os mais baixos, 1,1%. Já o contingente formado pelos 50% com os menores rendimentos concentrava apenas 17,7% do total.

ESTUDO MOSTRA 56,8% DE NEGROS E PARDOS COMO PREDOMINANTES NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

Segundo o Mapa da População Negra & Parda no Brasil que seguiu os Indicadores do Censo de 2010 o número de negros e pardos aumentou em 7,6 pontos percentuais, entre 2000 e 2010. Passou de 49,2% para 56,8%.

O estudo que foi elaborado pelo Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser) mostra que em 1.021 cidades (18,3% do total) negros e pardos são mais de 75% da população.  

As pessoas que se declararam negras, em uma década, passou de 6,2% para 7,6%. Mas o número de pessoas que se declararam pardas foi muito maior. No mesmo período passou de 38,3% para 43,1%.

Aproximadamente, em 2010, 91 milhões de pessoas se classificaram com brancas, 15 milhões como negras, 82 milhões como pardas, 2 milhões como amarelas e 817 mil como indígenas.

No Censo de 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), introduziu a pergunta sobre cor ou raça para todos os domicílios não mais usando o método por amostra, como era feito anteriormente.

Para Marcelo Paixão, coordenador da pesquisa, os indicadores com base no Censo de 2010 foram influenciados pelo processo de valorização da presença afrodescendente na sociedade brasileira e a execução de políticas públicas afirmativas.

“Esses dados demonstram não só uma mudança demográfica, mas também política, social e cultural, porque expressa uma nova forma de visibilidade da população negra brasileira ao estimular que as pessoas assumam sua cor de pele de uma maneira mais aberta.

O interessante para 2020 é verificar se esse percentual da população negra e parda vai continuar aumentando. Por que é claro que tem também uma população que não é negra. O ideal é que as bases de dado expressem melhor o perfil da população brasileira, que corresponde a realidade”, observou Marcelo.

O estudo constatou que São Paulo é o estado que tem o maior número de negros e pardos, em todo o Brasil, com cerca de 4,2 milhões. O Rio de janeiro, em segundo lugar, com cerca de 3 milhões. E, em terceiro, a Bahia com cerca de 2,7 milhões.

Quando são considerados apenas negros, a Bahia surge no primeiro lugar com 743,7 mil negros. Em segundo lugar São Paulo com 736 mil. Em seguida o Rio com 724 mil.

Mostrando negros e pardos pelas regiões, o Norte, tem 97,1% nos municípios. O Nordeste, 96,1%. Centro-Oeste, 75,5%. Sudeste, 37,1%. No Sul, 2,3%. Com a cidade de Cunhataí, em Santa Catarina, sem pessoas que se declaram negras.

BRASIL REAGIU CONTRA O IDH QUE O COLOCA NA 84º POSIÇÃO SEM LEVAR EM CONSIDERAÇÃO OS AVANÇOS SOCIAIS RECENTES

Ao tomar conhecimento que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) havia classificado o Brasil, em uma lista de187 países, na 84º posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), subindo um ponto, o ex-presidente Lula telefonou, indignado, para a Presidência da República protestando contra a classificação e exigindo que o governo reagisse.

“Ele telefonou para falar sobre os números do Pnud. Estava irado, dizendo que o relatório era injusto e que o governo tinha que reagir”, disse Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Não deu outra. A ministra Tereza Campelo, do Desenvolvimento Social tomou frente da preocupação do governo afirmando que o relatório não reflete os avanços mais recentes do país na saúde, educação e transferência de renda.

A contestação do governo se baseia exatamente ao Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) que avalia além da renda as privações nas áreas da saúde, educação e padrão de vida para saber se uma pessoa é pobre. O IPM é um dos indicadores complementares do Pnud. As privações são consideradas em dez indicadores, como nutrição, acesso à água potável, saneamento, acesso à energia, e anos mínimos de escolaridade o que informa que uma pessoa é considerada multidimensionalmente pobre quando ela é privada pelo menos de um terço desses indicadores. Na classificação do Pnud, 2,7 dos brasileiros, que corresponde 5 milhões de pessoas, ocupam este nível de pobreza.

“Preocupa-nos que o relatório trate do IPM com indicadores de 2006, porque é exatamente a partir de 2006 que o Brasil avançou num conjunto de elementos. Incorporando essa multidimensionalidade da pobreza, se preocupando com a pobreza não só do ponto de vista da renda. A partir de 2007 que se incorporou uma parcela muito grande da população no Bolsa Família.

Se conseguirmos incorporar esses elementos nas estatísticas e relatórios do Pnud, certamente teremos um salto muito grande e um impacto muito maior nos próximos relatórios. O Pnud mostra que o Brasil avança, continua melhorando, mas, na nossa avaliação, esse avanço é ainda maior.

Há vários anos pedimos ao Pnud para que estatísticas recentes do país sejam consideradas no relatório. É muito preocupante usar dados de 2006. Parcela dessa metodologia não é nem conhecida pelo governo brasileiro, fica até difícil fazer uma discussão sobre a metodologia porque não a conhecemos”, analisou a ministra Campelo.

Todavia, em meio as suas análises, a ministra conseguiu ver na avaliação do Pnud resultados positivos referentes ao Brasil.

“Estamos entre 36 países que subiram no ranking em 2011. Nos últimos cinco anos, estamos entre os 24 que subiram três ou mais posições”, disse.

PESQUISAS MOSTRAM QUE A PRESIDENTA DA ARGENTINA CRISTINA KIRCHNER CONTINUARÁ PRESIDENTA

Diante do mais próximo concorrente com 40 pontos de diferença, senhora de um governo bem avaliado pelo povo, sustentado por sentimentos de segurança e simpatia, e uma forte e racional administração do país, a atual presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, deverá continuar como presidenta da terra de Che e Maradona. Para o bem da América do Sul.

Essa informação política e histórica encontra-se confirmada nas pesquisas que estão sendo feitas apenas para cumprir tabela de marketing eleitoral, visto que a realidade da Argentina atual não precisa de nenhuma pesquisa para asseverar a vitória da dama da terra do tango.

Com 50% dos votos válidos, podendo ultrapassar os 55%, Cristina Kirchner não corre qualquer perigo em sua reeleição. Sua vitória, segundo analistas, vem se demonstrando desde antes da morte de seu marido, o ex-presidente argentino Nestor Kirchner, em outubro de 2010.

Para o analista de opinião pública, Ricardo Rouvier, que tem como certa a reeleição de Cristina, os avanços na política social durante estes oito anos de kirchnerismo é um dos fatores responsáveis pela posição privilegiada e intocável da presidenta.

Há a visão de um grande gestão, há uma boa comunicação das realizações, há grande confiança na presidenta”, analisou Rouvier.

TRABALHADORES TERCEIRIZADOS GANHAM MENOS E TRABALHAM MAIS

Empresas que contratam serviços terceirizados fragilizam a qualidade dos empregos no país. Essa, a conclusão apresentada na pesquisa realizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que mostra a desvantagem de ser um trabalhador terceirizado. Comparado com um trabalhador do emprego direto, o trabalhador terceirizado trabalha mais e ganha menos.

De acordo com o estudo apresentado pela CUT, o contrato do trabalhador terceirizado representa 25% do mercado formal, correspondendo a 10,8 milhões de empregados. O estudo será usado como base de argumentação do presidente da central, Artur Henrique, na audiência pública sobre A Terceirização e a Mão de Obra, que ocorre no Tribunal Superior do Trabalho, (TST), em Brasília.

Levantamento feito pelo estudo mostra que em dezembro do ano passado os assalariados terceirizados ganhavam menos 27,1% a menos que os empregados diretos. Os dados foram baseados na Pesquisa De Emprego e Desemprego (PED), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego.

ATÉ O CNI/IBOPE CONFIRMA: APROVAÇÃO DO GOVERNO DILMA SÓ SOBE…

Como dizíamos outro dia neste intempestivo bloguinho, toda pesquisa de opinião é pura fantasia, cujo único objetivo é criar em seus executores a ilusão que sabem o que ela é, e o que lhe interessa. As sondagens não refletem a “opinião pública” da massa. Quanto mais quando o instituto de pesquisa é o CNI/Ibope, que, juntamente ao Datafolha, é ligado diretamente à direita e à mídia sequeladas.

Apesar de que muitas pesquisas estejam sendo feitas rapidamente, e de forma ignominiosa, para aproveitar a demissão de alguns ministros que não seguiram a ética e o compromisso do governo popular de Dilma-Mulher, os institutos, mesmo o Ibope, só tem podido divulgar o aumento dos índices de aprovação de seu governo.

Resultado: a avaliação positiva do governo da presidente Dilma Vana Rousseff, entre julho e setembro, segundo a pesquisa divulgada na manhã de hoje (30), subiu. O índice de pessoas que consideram como ótimo/bom passou de 48% para 51%. Assim, diminuiu a o número de entrevistados que consideram sua gestão como regular e também os que avaliam como ruim/péssimo. O índice dos que consideram regular a gestão da presidente passou de 36% para 34%. Os que avaliam como ruim/péssimo passou de 12% para 11%.

Ao contrário do que a direita/mídia canhestra queria, os dados mostram que a postura de Dilma diante da corrupção, o que eles chamam de “faxina” – desde a divulgação da pesquisa anterior, dois ministros do atual governo caíram após denúncias de corrupção: Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais (Turismo) -, não está provando um impacto negativo na sua gestão. Muito pelo contrário, a população está vendo como uma demonstração de integridade da primeira mulher presidenta do Brasil.

Também houve crescimento do índice de aprovação pessoal da presidenta. Em março, pelo CNI/Ibope, o índice era de 73%, caiu depois para 67% em julho e agora subiu para os atuais 71%. Os que desaprovam a presidente Dilma eram 12% em março, 25% em julho e agora são 21%.

Apesar da irrelevância da pesquisa Datafolha, que ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios do País, com margem de erro de dois pontos percentuais – mas se ela toda é um erro -, para mais ou para menos, ela se torna relevante porque forçou a mídia retrógrada e a direita atabalhoada e extinta, mais uma vez, como diria Lula, a reconhecer a linha democrática-decmocratizante sempre em ascensão do governo da presidenta Dilma Vana Rousseff, a primeira mulher na presidência do Brasil. Vamos nessa, Dilma-Mulher!

AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS DO BRASIL REALIZADA PELO ENEM CONFIRMA A PATÉTICA REALIDADE DO ENSINO NO AMAZONAS: ABAIXO DA MÉDIA

Os conteúdos programáticos das matérias selecionadas nas escolas são extraídos do pensamento dogmático do Estado. São imagens que refletem o que o Estado acredita ser necessário que o estudante aprenda para poder ser agente de proteção da tradição cultural de seu país, e também criador de formas de produção, sempre tendo como modelo essa imagem.

Quando um professor vai para uma escola ele carrega essa informação histórica-pedagógica que tentará aplicar em sala de aula para conseguir com que os alunos aprendam e se tornem sujeitos orientados para o propósito determinado pelo Estado, mesmo que esse modelo não esteja sensível e racionalmente coordenado com a potência criativa dos alunos. Como ocorre com as escolas em regime de ditaduras, onde o ensino não passa de reverência aos ditadores.

De formas que a avaliação do ensino praticado pelas escolas do país, tanto escolas particulares ou públicas, tem sempre como meta encontrar a identificação do modelo determinado com sua execução: a prática escolar. Para essa avaliação pelo órgão do Estado, no caso em pauta, o Ministério da Educação, através do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é usado uma média que confirmará se a escola foi produtiva em relação ao que é determinado pelo Estado.

Na avaliação das escolas do Brasil realizada pelo Enem no ano passado foi estabelecido como ponto médio a nota 537. Ou seja, nessa média a escola encontra-se sem relevância, abaixo dessa média em estado distante do modelo, e acima da média mais próxima do modelo. O Estado do Amazonas, com suas 5.516 escolas, entre privadas e públicas, ficou abaixou da média, com 522, embora algumas escolas particulares tenham tido um desempenho mais próximo do modelo determinado pelo pensamento dogmático do Estado.

Essa patética avaliação, mesmo considerando o modelo da imagem do pensamento do Estado, que impõe o conteúdo que deve ser oferecido aos alunos para que eles apreendam e aprendam, jamais pode expressar o que pode um corpus-educando por se encontrar além das designações pragmáticas do Estado, não surpreende. Quer dizer: não é novidade. Isto porque o ensino público no Amazonas sempre foi tratado sem importância. Os responsáveis por esse segmento social sempre foram ligados aos interesses dos governantes. Governantes que entendem a educação apenas com professor na sala de aula e estatística de números de alunos matriculados e aprovados ou reprovados. Nunca o sentido filosófico que traduz a inquietação do saber, como diz o filósofo Nietzsche. O que só pode ser vivenciado em uma rede de relações educacionais para além da coisificação do espírito humano.

Escola para os governantes do Amazonas sempre foi tratada com o mesmo sentido pragmático-capitalista: um universo técnico-burocrático que, se não produz dinheiro, produz valores eleitorais. Nada do saber como desejo. Nunca escola como revolução social. Como produção de novas formas ontológicas históricas.

Deixando de lado a condição alienada de parte do corpo docente, sempre disposta a servir os interesses dos seus superiores, o certo é que se não fossem as leis federais referentes à aplicação dos recursos financeiros e técnicos no ensino público no Amazonas, esse já havia há muito acabado.

O que significa que se o ensino público no Amazonas ainda é comentado é porque os pais dos alunos, envolvidos na antiga aura do ensino como necessário ao desenvolvimento de seus filhos, teimam em mandá-los para a escola. Se um dia essa aura mística desaparecer, finda o ensino público no Amazonas.

No mais, se os governantes e secretários de educação querem que o quadro mude, mesmo para igualar o ensino ao modelo do pensamento do Estado, como fazem as escolas privadas, meras produtoras desse sentido de escola, é preciso mudar o entendimento sobre o que é educação escolar. Mas fica uma dúvida: será que essas personagens têm a vontade de saber, como diz o filósofo Nietzsche, para tal aprendizagem? A história do Amazonas tem mostrado que não. Se a história continua, todos estão reprovados. E não precisa do Enem.

A REINCIDÊNCIA DOS PRESOS NO BRASIL É UMA DAS MAIORES DO MUNDO

Durante cerimônia de renovação de parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente do Supremos Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Cezar Peluzo, afirmou que de dez presos que são libertos do sistema penitenciário, sete reincidem. É uma das maiores taxas de reincidência do mundo. Hoje, no país, existem 500 mil presos cumprindo pena privativa de liberdade.

“A taxa de reincidência no nosso país chega a 70%. Isso quer dizer que sete em cada dez libertados voltam ao crime. É um dos maiores índices do mundo”, disse Cezar.

Durante a cerimônia, o CNJ lançou a Cartilha do Empregador cujo teor é composto de informações para os empresários aderirem ao programa de inserção dos presos no mercado de trabalho, e que serve de suporte para a parceria entre o CNJ e a Fiesp no programa Começar de Novo.

“O programa Começar de Novo visa à sensibilização de órgãos públicos e entidades da sociedade civil para que forneçam postos de trabalho e recursos de capacitação profissional aos presos e egressos do sistema carcerário. O objetivo do programa é promover a cidadania e, consequentemente, diminuir a criminalidade”, afirmou Peluso.

Por sua vez, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, falando sobre a parceria com o CNJ, disse que a entidade da indústria paulista vai contribuir com indicação de presos às empresas que poderão empregá-los, e criando cursos de formação de mão de obra para atender as exigências do mercado.

“Estamos aqui renovando este convênio e dizendo que a indústria precisa ajudar na quebra do ciclo de criminalidade. É uma série de passos para chegar em um único objetivo que é “começar de novo”, dar uma oportunidade para aquele que errou, pagou pelo erro e tem direito de ter uma nova oportunidade”, observou Skaf.

OS PAIS COMO AGENTES DO BULLYING FAMILIAR

Pesquisadores da violência praticada pelos adultos em crianças e adolescentes sugeriram que quando a lei que proíbe o uso da violência na educação delas for aprovada, que sejam criadas nacionalmente campanhas com crianças sendo encorajadas a falar sobre os assuntos que mais lhes afligem. É uma boa ação pedagógica, mas é preciso também que as campanhas mostrem os traços psicóticos que carregam os pais espancadores, ou adultos espancadores, já que não é preciso ser pai e mãe para espancar.

Mostrar que se eles espancam é porque internalizaram como forma de educar os resíduos paranoicos de seus pais que os espancaram também, visto que já é notória a máxima de Freud que diz que a violência é estupidez, e toda estupidez é produto da repressão. Como se sabe, a violência é o fim do diálogo, e onde não há diálogo prevalece a estupidez em forma de medo, materializado em violência. É o que fazem os países do império em nome da democracia. Vide exemplos as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) intervindo nos países que elas consideram inimigos. Ou ameaçadores.

Desta forma, os adultos que espancam crianças e adolescentes são sujeitos-sujeitados frustrados, privados em criança de suas liberdades pela repressão paranoica exercida por seus pais em nome de um modelo moral coercitivo. Traumatizados na infância pela força da presença paranoica dos pais, ele tornam-se adultos – nada de adulto – pretendentes da violência dos pais com os quais se assemelham, e então procuram sublimar a violência sofrida espancando os filhos apoiados no modelo moral paranoico internalizado e, quando profissionais, tratando as pessoas, fora de seu núcleo familiar, com desprezo e prepotência.

É um patrão que explora o trabalhador, um polícia que não sabe que é funcionário público, um torturador que tortura porque acredita que é assim que se faz justiça, um pastor que usa seu medo para ameaçar os fiéis, um professor que persegue os estudantes porque os toma como ameaça, um governador que, em seu proveito, anula o sentido de democracia, um advogado que defende qualquer crápula com tanto que lhe pague, etc. E por aí vai a onda ecolálica da repressão infantil sendo sublimada pela violência. Sujeitos-sujeitados exaltando a aparência, como diz Marx, produzida pela moral capitalista.

E nunca esquecer também que a violência praticada pelos adultos sobre as crianças e adolescentes não é só a física, mas é também afetiva. Aquela que corta sem deixar marcas visíveis. E que também, que todos os dois tipos de violências não são privilégios de uma classe, mas de todas. O burguês é tão violento com seus filhos como um pobre é com os seus.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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