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O TESTAMENTO DO JUDAS 2013

O Beijo de Judas, Pintor Anônimo do Século XII

O Beijo de Judas, Pintor Anônimo do Século XII

O Cristianismo em seu decorrer histórico após a morte de Cristo tinha que escolher um culpado pela morte de Jesus, o que aumentaria mais ainda a culpa cristã. Como sabiam que os sacerdotes e o governo dos romanos e judeus se opuseram por várias vezes aos ensinamentos de Jesus, eles não poderiam ser “demonizados” pela condenação. Era preciso que houvesse algo que incutisse mais profundo a culpa e foi utilizado o recurso da traição. Um homem que mesmo traído segue firme em seu caminho à morte é algo que aumenta a dívida impagável deixada pelo cristianismo paulíneo.

Judas então é colocado como o grande traidor, aquele que mostrou ao exército quem era Jesus com um beijo. Porém, sabemos que Jesus era bastante conhecido por diversos povos com o qual teve contato, e não  necessitava de alguém que informasse quem era Jesus. Logo, o recurso de expiar Judas usado pelo cristianismo paulino buscava somente mitificar ainda mais Cristo e fortalecer o dogma da igreja.

Judas, tendo ou não tendo beijado Cristo, não deve ser “demonizado”, afinal Cristo foi morto pelos romanos e judeus, pois não quis ser rei de nenhum povo, e tinha grande influência. Assim, Judas que descendia de uma família de posses nunca precisou de 30 moedas para entregar o Homem, e a cada ano não deve ser execrado e sim, lembrado como apóstolo de Cristo que ao morrer deixa seus bens em seu testamento que é escrito neste Bloguinho. Judas, assim como Cristo é a renovação da morte, da vida, da partilha.

Neste ano o testamento do Judas é inspirado nas sextilhas do cordel que fez sua presença no nordeste brasileiro. Cabra bão que é Judas…

À presidenta Dilma Vanna Rousseff
Que governa com sabedoria e razão
Mulher valente e guerreira
Com recorde de aprovação
Deixo a alegria dos brasileiros
Que lhe garantirá a reeleição.

Ao Companheiro Lula
Que tanto lutou pelo povo
Amigo de longas caminhadas
Produzindo sempre um Brasil novo
Deixo minha força e esperança
Para que sejas Tu e Dilma de novo.

Ao Pastor Marco Feliciano
Que compõe tristeza com seu racismo e homofobia
Não representa nosso povo
Que vive com alegria
Deixo a força do nosso povo
Que deixará sua cadeira vazia.

Para a direitaça reacionária
Que vê o Brasil melhorar
Criam o Instituto Milleniumm
Para disso discordar
Deixo os sem mídias
Para no Brasil prosperar.
 
Para  a mídia golpista
Voltada aos interesse do mal
Tentando manipular o povo
Com seu discurso parcial
Deixo a escrita libertária dos blogs
E da redação da Carta Capital.

Ao meu amigo Mino
Que tem no jornalismo um compromisso existencial
E em sua escrita carrega
A liberdade editorial
Deixo minha camisa do pobre palestra
E uma adega para o degustar do intelectual.

Ao Principe sem Trono Fernando Henrique
Que tem um existir malogrado
Maldizendo a presidenta Dilma
Invejando o Sapo Barbado
Deixo o Zaratustra de Nietzche
Para que não continue escravizado.

Aos movimentos sem mídia
Que lutam por uma outra sociedade
Com sua busca pela informação
Não aceitando qualquer verdade
Deixo os escritos de Qorpo Santo
Para que criem a mídia para a comunalidade.

Para o ministro Joaquim Barbosa
Que com suas dores julgou
Não teve mensalão algum
Mas Dirceu, Genoíno e outros
 Ele os  condenou
Deixo-lhe uma nova Ordem jurídica
Que Lewandosky compilou.
 
Para o Sindicato dos professores do Amazonas
Que atrelado ao governo está
Não defende professor
E desse jeito não dá
Deixo minha idéia revolucionária
Para uma nova diretoria chegar lá.

Aos deputados e senadores
Que pelo royalties do petróleo vem brigando
E na ganância pelo dinheiro
Vão logo se anulando
Deixo a coleção dos petrolíferos discos de vinils
Para que façam as pazes ao som de Wando.

Às Comissões da Verdade
Que com coragem vem investigando
Parte negra da nossa história
De torturas, mortes, e atos tão nefandos
Deixo meu baú de memórias
Para que nunca mais haja tamanho desmando.

Ao prefeito Arthur Neto
Que desgoverna a não-cidade de Manaus
Aumentando a passagem, os buracos, as filas
Tornando  maior o caos
Deixo a revolta do povo
Para que você continue de pior a mau.

Ao movimento dos sem terra
Que buscam a reforma agrária
Na luta pelo direito à vida
Façam que a luta não retraia
Deixo a experiência de Anapu
Da Anoni, de São Félix do Araguaia.

Ao movimento sem-teto
Lutando pelo direito constitucional da moradia
Exigindo uma cidade mais justa
Onde haja a alegria
Deixo meus lençois e cobertas
Para enquanto durarem as noites frias.

Ao Técnico Felipão
Cuja seleção ninguém dá bola
Infestada de pernas de pau
Que o cupinzal adora
Deixo o futebol arte de Maradona e Messi
Com el tango bailante de Piazzolla.

Ao povo palestino
Que resiste a brutalidade de Israel
Tem suas cidades destruídas
E tem que suportar seu fel
Deixo os ensinamentos do Palestino Jesus
Pois, é dos oprimidos o reino do céu.

Para o presidente Nicolas Maduro
Que de Chaves foi Chanceler
Governa hoje a Venezuela
Tendo sido já chofer
Deixo milhares de votos
Pois, assim o povo quer.

As Coréias do Sul e do Norte
Que o imperialismo as quer ver guerrear
Dependentes dos americanos
Buscam a guerra nuclear
Deixo a lembraça de Hiroshima e Nagasaki
Que viu a vida aniquilar.

Às companheiras domésticas
Cujo trabalho foi reconhecido
Pela nova lei que vai deixar
Os direitos garantidos
Deixo o saber marxista de Paulo Freire
E sua Pedagogia do Oprimido.

À presidenta Cristina Kichner
Cuja a luta pelas Malvinas é notória
Enfrentando os imperialistas ingleses
Que criou uma guerra tão inglória
Deixo a música de Che e Violeta Parra
“Hasta la Victória”.

 
Para o PT “Oh My Darling”
Que em Manaus não tem vida
Não reúne e nem discute
Nem se mostra comprometido
Deixo-lhe a obra de Marx
Para um dia ser lida.
 
Assim encerro meu testamento
E ao povo brasileiro
Desejo um bom ano
Deixando um abraço verdadeiro
Na próxima páscoa voltarei
Versando pro mundo inteiro.

O TESTAMENTO DE JUDAS 2012

Depois de se apropriar da matéria traição, concebida por seus inimigos, analisar todas suas formas de desenvolvimento e encontrar todos seus elos internos que historicamente refutam a acusação dos fariseus romanos e judeus de que vendera seu companheiro Cristo, filho de Maria, Judas Iscariotes, resolveu deixar sua terra e viajar, com sua consciência-revolucionária livre.

Deixando para trás as lides revolucionárias, em função da situação não se encontrar, no momento próprio para evoluir, Judas, se despediu do companheiro Cristo, e transmudou-se caosmoticamente para o Brasil. Judas queria conhecer o terceiro governo popular que fora implantado no País pela potência-povo.

Afetado spinozianamente de elevada potência-alegria, Judas, transmudou-se caosmoticamente com o sonho transcendente de conhecer Lula e a presidenta Dilma Vana Roussef. Gente, que para ele, também acreditava nas mudanças políticas capazes de eliminar territórios onde pudessem proliferar tiranos como Herodes, Pilatos e os sacerdotes judeus cuja única atividade era anemizar e exaurir as potências do povo.

Na ânsia de conhecer Lula e Dilma, Judas, se dirigiu para Brasília. Dominado por uma força impulsiva, não quis tomar conhecimento da divisão e localização dos três Poderes, e foi logo direto para o Congresso Nacional. Talvez, mais por força do hábito político que construíra em sua terra.

Entrou no Senado e se sentou junto ao povo. Sem qualquer juízo pré-concebido, para melhor perceber e entender o real da cena da política brasileira, Judas, ficou vendo e ouvindo os pronunciamentos. Cada um era como se fosse uma lança debochada em sua alma democrática. A inquietação tomou conta de si. Quis levantar e protestar contra os senadores que defendiam o Código Florestal, para ele um perigo imenso para o meio-ambiente do Brasil. Diante da frouxidão e do descaso de alguns senadores frente à Comissão da Verdade, quase vomita. Conforme os temas que ameaçavam a nação eram comentados em total apatia, mais Judas se inquietava.

Mais indignado ficou quando percebeu que o tom maior das conversas entre a mídia, o povo e alguns senadores era a corrupção. Ficou embasbacado quando tomou conhecimento do caso do senador Demóstenes Torres e seu amigo Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira. Disse para si mesmo que a história não serviu para nada para esse politicofastros – o político degenerado – do Brasil. Não aprenderam nada com a corrupção do Estado Romano com seu Direito que só era direito para os mandatários, razão da condenação de seu companheiro Cristo. Imaginou com suas sandálias que quem sabe não seria diferente na Câmara Federal.

Chegou à Câmara Federal, balançou a cabeça, coçou a pelanca do testículo esquerdo – uma coceira que cultivava ha décadas e que se pronunciava com fervor em situações desumanas – e pronunciou em solilóquio um pianíssimo “cararro”. Compreendera que uma Casa era reflexo da outra, salvo pequenas exceções. Pouquíssimos senadores e deputados com o talento democrático que ele e seu companheiro Cristo carregavam. E o que muito lhe pungiu o coração foi saber que a maioria usava abundantemente o nome de seu companheiro Cristo, com a cara mais lavada. Principalmente os reacionários dos vulgos cultos alcunhados de evangélicos. Na verdade tudo disangelistas: os que carregam a má noticia a cobrança, a dívida, a culpa, o pecado, o castigo, o rancor, o ressentimento, o niilismo. Nenhuma estimação de Cristo.

Meio que abalado, mais pra lá do que pra cá, já sem ânimo, deu um rolê até o Poder Judiciário, tomou um susto de alegria ao ouvir o pronunciamento do ministro Joaquim Barbosa. Quis ir abraça-lo, mas manteve o protocolo da Casa. Porém, quando ouviu os pronunciamentos de mais três ministros conservadores, voltou a ficar triste. E disse para si que era muito difícil transformar o Brasil em uma verdadeira nação livre e democrática.

Enquanto tentava saber como faria para falar com Lula e Dilma foi até um boteco para meter umas troacas – em linguagem  amazônica, cachaça -. Enquanto empurrava as cortantes, olhou para um aparelho estranho audiovisual. Não deu outra: desistiu de ficar no Brasil, e deixou a conversa com Lula e Dilma para outra ocasião.

Pediu um caderno e uma caneta ao dono do boteco, e começou a escrever seu testamento. Perguntou ao senhor do boteco se só havia aquelas imagens daquele aparelho e o homem disse que não. Mudou de canal até chegar ao canal da TV Brasil, onde enguiçou o controle remoto. Judas ficou contente vendo a programação. Então, chamou o dono do boteco e perguntou onde ficava aquele canal. O homem apontou pra frente mostrando o prédio da TV Brasil. Judas sorriu.

Terminado seu testamento, chamou o senhor, agradeceu a boa bebida, pagou em moedas de ouro, deu uma polpuda gorjeta de moedas de prata, e seguiu sorrindo em direção do prédio da TV Brasil.

O TESTAMENTO 

Ao aguerrido companheiro Lula

Que com bravura o câncer venceu

Deixo como lembrança

O fogo de Prometeu.

 

A minha querida companheira Dilma

Que mantém um governo popular

Deixo a certeza da reeleição

Para a direita se rasgar de chorar.

 

Para o duplicado Demóstenes Torres

Cuja moral era simulada

Deixo-lhe as águas da cachoeira

 Para a carreira ser afogada.

 

À mídia ultraconservadora

Que trama contra a democracia

Deixo os manuscritos de Hitler

Que mostra o que é tirania.

 

Ao movimento dos Sem-Mídia

Que luta por um ético jornalismo

Deixo ao conhecimento do público

A grande mídia como falso moralismo.

 

Aos trabalhadores do Movimento Sem Terra

Cuja reforma agrária move seu pensamento

Deixo os ruralistas ambiciosos

Com seu lobby no enfraquecimento.

 

Aos moradores de Pinheirinho

Que o governo Alckmin fez expulsar

Deixo minha força democrática

Para não parar de lutar.

 

Aos políticos corruptos

Que enxovalham a nação

Deixo o Ficha Limpa

Em qualquer eleição.

 

Ao príncipe sem trono Fernando Henrique

Que inveja Lula premiado

Deixo-lhe uma péssima notícia:

“Por Cristo Lula será laureado”.

 

Ao narcisista ambicioso Serra

Cuja palavra é de falastrão

Deixo sua derrota inconteste

Nessa derradeira eleição.

 

Ao Mano Meneses da Seleção

Que só tem perna-de-pau

Deixo a certeza irrefutável

Que essa Copa ó… babau!

 

Aos vergonhosos programas de TV

Alcunhados de Humor

Deixo a obra completa

E a existência de Millor.

 

Aos traficantes de pessoas

Para exploração do trabalho e sexual

Deixo a perda de seus investimentos

Em todos os ramos do capital.

 

Ao prefeito Amazonino Mendes

Que fez de Manaus um buracão

Deixo a alegria do povo

Por não disputar a reeleição.

 

Ao senador Eduardo Braga

Para quem colunismo social é liderança

Deixo as gafes de Luiz V

Como forma de minha lembrança.

 

Ao jornalismo do Amazonas

Que aos governos cultua subserviência

Deixo a obra da Romanet

Para tentarem a independência.

 

Ao PT e PC do B do Amazonas

Que da direita são ativistas

Deixo a minha tese de doutorado

“O infantilismo dos comunistas”.

 

Deixo ao sindicato dos professores do Amazonas

Que também pela direita foi cooptado

Vagas no jardim da infância

Para tentar ser politizado.

 

Para a educação do Amazonas

Que continua uma das piores do país

Deixo meu diploma do jardim,

Minha cartilha e uma caixa de giz.

 

Assim, habitantes do Brasil

Eu deixo meu testamento

Aos que me amam meu amor

Aos que me odeiam mais tormento.

                                    Bijusssss!

O TESTAMENTO DE JUDAS 2011

Naquele tempo, ano 33, o mundo andava muito conturbado. Havia muitas ilusões, muitas descrenças, mas algumas certezas de que o Novo estava acontecendo. Nessas subjetividades de ilusões, e descrenças, duas enunciações de faziam visíveis: o desespero da ruína do Império Romano e a ansiedade dos sacerdotes hebreus, que depois de assassinarem Moisés, e esperarem a vinda do Messias, como restauração da culpa do assassinato, o que outro judeu no século XIX, o criador da psicanálise, Freud, conceituou como síndrome da impotência, desatinavam, condenando Cristo como traidor de suas ilusões místicas.

Nestas subjetividades negadoras da Vida, algumas pessoas tentavam compor percursos entre a única fissura que se fazia real: Jesus Cristo, filho de Maria. Filho da mulher-devir, a mulher-liberdade poiética.

Foi então que, estando estas subjetividades expostas, necessitando serem fragmentadas para que a Vida brotasse em sua potência coletiva, eis que surge um homem com consciência revolucionária, colocando sua inteligência e seu vigor em composição com outras potências produtivas de Alegria, voltadas para a construção de outro Existir, diferente do que era pregado, principalmente, pelo Império Romano. Esse homem, crente na potência da desutopia, por saber que a Vida é produção e não privação, era conhecido como Judas.

Certo dia, estando Jesus dialogando com seus companheiros sobre a libertação das almas individuais, foi lhe apresentado Judas, que lhe causara grande admiração. Por sua vez, Judas, diante de Jesus, tornou-se maravilhado com a fluidez e a clareza das palavras coletivas que Cristo usava, fazendo aparecer diante de todos o que o próprio Cristo já havia visto: a Vida. Naquele momento, Judas teve a certeza que se encontrava diante do homem que se identificava com seus ideais revolucionários. E como a amizade só existe entre aqueles que são livres, daquele momento em diante Cristo e Judas tornaram-se amigos.

Mas como as subjetividades negadoras se originam, se alimentam, e se mantém pelo medo, o medo fez com as subjetividades-tirânicas, pela força-persecutória, passassem a destruir as duas amizades. Sacerdotes e Império se uniram para destruir Cristo e Judas.

Assim, foi arquitetada uma rede de intrigas para inimizar os dois grandes homens, propagada pelos sacerdotes e o Império Romano. E a base das notícias espalhadas entre a sociedade era a traição que Judas tecia contra Cristo.

Estando Cristo, meditando sobre sua obra, eis que lhe apareceu diante seu pensamento o amigo Judas. Cristo, sorrindo, disse: “Não te preocupes, ainda esta noite estarei contigo”. Cristo permaneceu meditando, e em seguida foi ao encontro do amigo na taverna do Dionísio, na orla da cidade, onde o mar, vento e o aroma compunham a beatitude do encontro.

Cristo, adentro na taverna, em um ambiente de contagiante alegria, cumprimentou a todos os presentes, e se dirigiu à mesa onde se encontrava Judas, sozinho. Ao ver Cristo, Judas levantou- se e abraçou o amigo profundamente. Os dois sentaram-se, e Dionísio serviu Cristo com uma caneca do vinho de sua preferência, a mesma preferência de Judas.

JUDAS (Muito contente) – Pois não é que eu estava lembrando de ti, e de repente tu apareceste. Parece que adivinhaste o meu lembrar.

CRISTO (Sorrindo) – Não esquece que eu sou filho de Deus (os dois gargalharam).

JUDAS – Pois não é!

CRISTO – Eu vim, porque como logo mais vamos todos cear, eu precisava falar contigo em particular, e tu sabes que se este assunto for colocado entre todos companheiros, vai ser o maior auê. Parece que estou vendo Pedro fazendo uso da pedra que carrega, querendo resolver tudo como uma rocha. Sem falar em André, que na força de sua juventude ainda não atentou para a potência da quietude.

JUDAS (Apreensivo) – É.

CRISTO – Eu quero que tu não te angusties com o que a imprensa fascista anda propagando contra mim e contra ti.

JUDAS – Eu não posso negar que não esteja angustiado, mas não por mim, e sim pelo que o povo possa acreditar, e então se afastar da luta pela nossa libertação. Essa imprensa fascista sabe como estimular os sentimentos fracos, e individualistas de uma parte da sociedade.

CRISTO – Eu sei que as notícias que estão sendo propagadas te colocando contra mim não te angustiam, porque eu também não me angustio por saber de seu propósito mentiroso. Os infelizes não suportam ninguém feliz, por isso eles nos odeiam. Mas o ódio maior deles é contra o povo, que vem acreditando em nossa causa. E é aí que eu peço que não te angusties, porque o povo, por sua própria potência, vai ser povo. Pode não ser enquanto estivermos vivos, mas vai acontecer.

JUDAS (Sereno) – Muito antes de te encontrar, eu sempre acreditei em tuas palavras. Agora, estou mais confortado.

CRISTO – Também não te preocupa com a notícia que propagam, afirmando que vais me trair por trinta denários.

JUDAS – Mas se essa mentira passar para a história como verdade?

CRISTO (Sorvendo uma talagada, sorrindo) – Isso vai acontecer. Mas só acreditarão os fariseus antidemocratas, a ralé mais baixa da inteligência, como os sacerdotes e imperadores, mas os democratas, os que não acreditam na dor maléfica das intrigas, nos que persevera a potência de agir, não.

JUDAS (Gargalhando) – Mas aí criamos um problema.

CRISTO (Também gargalhando) – Ora, se criamos um problema, e como um problema real é uma criação, é lógico que ele mesmo traz sua solução. Isso até o filósofo grego Aristóteles sabia.

JUDAS (Irônico) – Será que ele sabia mesmo? Sei não…

CRISTO (Também irônico) – É… Quem deu uma finalidade para a Vida não pode ter sabido dessa verdade criadora. Mas qual é o problema?

JUDAS – O problema é o seguinte… Mas antes vamos meter mais umas canecas. Dionísio, meu santo, solta mais duas canecas com o néctar dos deuses. (Olhando para porta de entrada) Olha quem chegou.

CRISTO (Olhando) – Linda!

JUDAS – Que mulher, essa Maria Madalena! Sabe quem é afim dela?

CRISTO (Sorrindo) – Não, o afeto amoroso particular das pessoas não me interessa.

JUDAS – Que é isso, Cristo, logo tu responderes assim. Tu o mais amoroso, o ser do Amor Absoluto. (Dionísio chega com as canecas com vinho) E tu, Dionísio, sabes quem é afim de Madalena?

DIONÍSIO (Olhando para Cristo, e depois saindo) – “Só sei que nada sei.”

JUDAS – Porra, Cristo, fostes falar em Aristóteles, apareceu logo o Sócrates.

CRISTO – Mas sim, qual é o problema que te incomoda?

JUDAS – Escuta. Se eu não te trair por trina denários, tu não vais morrer, e tu não morrendo, eu não vou me culpar, e, de quebra, não vou me enforcar.

CRISTO (Batendo palmas) – Mas é isso que vai acontecer, companheiro!

JUDAS – Então vai mudar tudo.

CRISTO – Não vai mudar nada, a história vai se fazer real.

JUDAS – Mas assim não serei o traidor, o AntiCristo, o elemento motivo da catarse social. O fator da liberação da culpa social dos verdadeiros traidores de ti. O que sustenta aqueles parasitas indiferentes que querem que tu morras para salvá-los.

CRISTO – Cada homem é responsável por sua própria escolha, se essa raça de parasitas escolheu uma existência indiferente, malograda, cheia de subterfúgios, não serei eu quem lhe salvará.

JUDAS (Batendo palmas) – Grande Jesus! É por isso que ninguém te pega para cristo! Sabe, já saquei a solução. É que tu falas nas fissuras das palavras. O meu problema era como ficariam os festejos de Sábado de Aleluia, sem a malhação do Judas, que é tão lúdico para as pessoas.

CRISTO – Elas vão te malhar na maior.

JUDAS – Tô sabendo. E sabendo por que.

CRISTO – É por isso mesmo. Como não me traíste, elas te malharão porque tu não fizeste o que elas queriam fazer: me trair. Era esse o trunfo da imprensa fascista: ela quer me matar, mas coloca a culpa em ti, e aqueles que acreditaram são os que querem te malhar. Como já disseste, uma expiação de suas próprias culpas.

JUDAS (Batendo palmas) – Grande Jesus! Não canso de reafirmar, ninguém te faz de cristo. Ecce Home. Eis o Homem!

CRISTO (Empurrando uma dose do néctar dos deuses) – “Tu o dizes!”

JUDAS (Gargalhando) – Essa Pilatos não esperava, não vai poder se elevar usando tua pessoa. Então eu, livre da história infeliz, como um homem historicamente real, fora da ficção dos cultuadores do medo, posso elaborar um testamento real para os democratas e os antidemocratas.

CRISTO – Perfeito, perfeitamente perfeito! A hora é essa!

MADALENA (Puxando uma cadeira para sentar) – Se Cristo falou, tá falado! Pisa forte que a terra é tua, o Brasil, o povo mais cristão do mundo.

Agora, tenho a grata e cristã honra de apresentar o Testamento de Judas. Quer dizer, o meu testamento, a transferência do que me é material e imaterial para aqueles que acredito merecerem. Alguns odiarão o legado que receberão, e outros ficarão alegres. Fazer o quê? Como disse Cristo/Sartre, cada homem é responsável pelo que faz de si mesmo. Aos ativos, suas alegrias. Aos enfermos, suas tristezas.

Para o companheiro Lula
Da direita, temor e tremor
Deixo o saber de seu povo
O mais nobre título de doutor.

Para a companheira Dilma
Que faz do Brasil um sucesso
Deixo-lhe a chave do futuro
Para que a direita não tenha regresso.

Para o invejoso Fernando Henrique
Que tem alergia do povão
Deixo o coaxar do Sapo Barbudo
Para perturbar sua solidão.

Ao insosso José Serra
Da direita candidato eterno
Deixo uma cadeira de balanço
Para curtir seu nostálgico inverno.

Aos membros reacionários partidos
PPS, DEM e o líder PSDB
Deixo a canção que odeiam
A irônica “Apesar de Você”.

Ao boyzinho Aécio Neves
Flagrado com carteira vencida
Deixo a certeza eleitoral
De uma Presidência perdida.

À sequelada mídia de mercado
Que escamoteia a comunicação
Deixo a Lei dos Médios
Para acabar com a manipulação.

Ao derrotado senador Arthur Neto
Que quer exercer a diplomacia
Deixo as conferências de Lula
Para aprender o que é democracia.

Para o deputado Bolsonaro
Que o nazismo vive a cultuar
Deixo sua cassação
Por decoro parlamentar.

Para todos os amigos homossexuais
Que clamam por Justiça e Lei
Deixo minha ação maior
Meu eterno beijo gay.

À deputada Jaqueline Roriz
Que pegou a grana e se diz inocente
Deixo mais outros vídeos
Para saber que o eleitor não é demente.

Aos latifundiários
Que combatem o Código Florestal
Deixo os pequenos agricultores
Como defesa ambiental.

Ao jornalista engajado
Cuja escrita a grana não ata
Deixo o troféu da Ética
“Jornalista Mino Carta”.

Para o triste Roberto Carlos
Agora um setentão
Deixo o povo feliz
Protegido de sua depressão.

Para os movimentos sociais
Consciência atuante do Brasil
Deixo meu método de combate
“Como me impus ao Império Vil”.

Para todo blogueiro engajado
Cuja informação real não larga
Deixo maior velocidade
Na tecnologia da banda larga.

Para o prefeito cassado Amazonino
Que fez de Manaus a cidade da dor
Deixo contra si a arma do povo
O seu título de eleitor.

Aos estudantes de Manaus
Que lutam contra o aumento da condução
Deixo a certeza democrática
Amazonino jamais ganhará eleição.

Para a mídia do Amazonas
Cuja subserviência é um encanto
Deixo o Decálogo jornalístico
De meu amigo Qorpo Santo.

Para o ex-governador Eduardo Braga
Hoje senador, pretendendo ser prefeito
Deixo o manauara atento
Para que ele não seja eleito.

Para a esquerda do Amazonas
Que fez da submissão sua profissão de fé
Deixo o diploma dos capachos
“Como é bom ser Zé Mané”.

Para todos os times de futebol
Que para a Globo abriram as pernas
Deixo o Atlético Mineiro Campeão
Com todos eles com suas lanternas.

Aqui termino meu Testamento
Que para alguns não foi do agrado
Cristo também não agradou
Embora não tenha errado.
Mas o que importa mesmo
É que não me sinto culpado.
Em 2012 estarei de volta
E farei outro Testamento
Para um mundo menos descrente
Com mais contentamento
E, como é lógico, um Brasil
Em pleno desenvolvimento.

Abraços Judasianos Cristãos!

TESTAMENTO DE JUDAS 2010

o-beijo-de-judas

Companheiros do cristianismo e, também, de outras religiões que foram afetadas pelo discurso que se propagou historicamente sobre minha pessoa e que ainda hoje me desabona.

 

Eu, Judas Iscariotes, quero nesse Testamento de 2010, aclarar o fato ocorrido entre mim e o Homem mais livre que conheci, e que por isso ainda não fui compreendido por estes que me condenam sem qualquer direito à defesa, e, assim, me tomam como ímpio.

 

Companheiros, há uma grande inversão do que realmente aconteceu na relação entre mim e o mais amado e corajoso ser que convivi, Cristo. Sei que tudo decorre do fato da maioria de vocês não saberem nada do que eu era diante do Estado Romano, do que eu fazia e aspirava como homem politizado. Daí, toda essa incompreensão sobre minha conduta, e a acusação de traidor, produto da mais pura superstição saída do mais baixo grau de conhecimento que é a experiência vaga do ouvi dizer.

 

Companheiros, antes de eu concretizar uma amizade com o maravilhoso filho de Maria, Cristo, eu lutava contra o Império Romano, pois via nele o grande mal que aniquilava a força e a esperança do povo. A minha luta era uma luta política. Eu não estava sozinho, não se faz a revolução só. Todos sabem que a revolução é uma molécula social que faz vibrar a vida como atributo da liberdade humana. E vocês sabem que Roma não era só os romanos. Roma era também um misto de vários povos, entre eles os hebreus, com sua dívida à pagar depois que eliminaram Moises. Os hebreus como bem disse o filósofo Spinoza – outro mártir da superstição, da ignorância -, esperavam o Messias, que para eles era Moises ressuscitado. Uma espécie de sublimação-culposa, como disse, outro que estudou muito a História do Povo Hebreu – principalmente Moises -, Freud.

 

Foi exatamente nesse território, com um estado de coisas definido, e uma semiótica dominante que eu tentei realizar meu sonho revolucionário. Era um mundo de muitas opiniões contrastantes. Um mundo de difícil comunicação e compreensão. Este, também, o mundo em que Cristo, viveu sua sublime missão revolucionária. Que muitos tomam como frustrada, mas que em verdade floresceu em todo o mundo, até os tempos atuais.

 

 

ONDE EU ME REVELO UM ESTÚPIDO

 

 

Companheiros, quando comecei a mais importante experiência de minha vida que fora com Cristo, encontrava-me na força de minha fé revolucionária. Quando vi e ouvi Cristo, falando e tratando os homens com suavidade e segurança, movido por uma potência-natural como a substância de si mesmo, por si mesmo, eu disse, muito antes de Pilatos, Ecce Homo! Esse é o Homem! Esse é o Homem Livre capaz de conduzir a revolução. Não esperei. Me lancei como um de seus adeptos. Talvez, até com um certo ciúme de outros de seus discípulos, visto que via em alguns, total alienação da luta que me propunha.

 

Creiam, durante todo o tempo em que estive junto com ele, experimentei, como diz o filósofo Spinoza, só afetos alegres. Minha potência de agir jamais enfraqueceu. Meu modus de existir era produção democrática.

 

Mas eis que aconteceu o meu equívoco-epistemológico, que depois redundou em meu erro político. Acreditava que estava entendendo Cristo, mas não estava. Dizem que àqueles que morrem afogados, no momento em que se encontram no desespero que antecede o ato final, recapitulam suas vidas. No meu caso, descobri que os que morrem enforcados, no estertor que precede a morte, o que vai morrer lembra-se do fato mais importante de sua vida.

 

Foi exatamente, nesse momento, que, lembrando o ocorrido, entendi o meu equívoco que depois se transformou em meu erro político. Eu queria que Cristo fosse chefe do movimento, que ele nos conduzisse contra a tirania romana, e contra a fantasia dos povos que o tinham, pela superstição, como o salvador. Mas, Cristo, era um Homem Livre, não queria ser chefe de ninguém. Ele, era um libertador das almas individuais, como depois confirmei lendo o filósofo, Nietzsche. Ele queria todos os homens livres em si, para depois realizarem democraticamente unidos, a liberdade coletiva. Isso só entendi no momento do enforcamento, mas já era tarde. Antes, me afastei de Cristo, muito decepcionado, e durante dias perambulei mundo afora sofrendo angustiado. Foi quando resolvi me suicidar.

 

Quanto a traição que me imputam por 30 moedas, não passa de produto de uma mente maligna de quem pretendeu se salvar prendendo Cristo na cruz. Já que atribuindo à mim responsabilidade de haver entregue o amado Cristo, aos seus algozes, se criaria a figura do mal e do bem. Não Cristo, como bem, mas essa figura maligna que distorceu a filosofia do Amor que Cristo pregava, transformando seu nome em um triste símbolo de existência onde prevalece a dívida, a culpa, o ressentimento, a dor, a punição, o castigo, tudo que enfraquece a Vida. A Vida que Cristo pregou.

 

Companheiros, para finalizar quero mostrar dois pontos que desfazem à acusação de que eu vendi Cristo por 30 moedas, e o dedurei para às autoridades romanas. Um, eu tinha dinheiro suficiente para viver uma vida de soberano, não precisa de reles 30 moedas, para trair um Homem como Cristo. Dois, Cristo, era uma pessoa pública. O povo e as chamadas autoridades os conheciam, inclusive os judeus. Ele não vivia tramando nas cavernas, nos becos e ruelas. Ele era visível. Sua revolução era visível. Era um Homem Livre. Um Homem Livre é visível. Tão visível que causa inveja e ódio nos que existem aprisionados na arrogância, insolência, prepotência, vaidade e orgulho, afetos tristes produtos do medo. Cristo não tinha medo. Cristo era Amor. E foi exatamente o que Pilatos viu nele e o que o faz, exclamar:”Ecce homo”. Cristo era o Homem, e Pilatos, soube. O lavar às mãos não foi ato de omissão dele, mas um sinal que àqueles que o iam assassinar eram responsáveis. O mesmo aconteceu com o ladrão que na cruz, reconheceu Cristo como filho de Deus. O filho da Vida.

 

Companheiros, dito tudo foi dito, sem mais delongas, vamos ao Testamento. Quero lembrar que àqueles que não aparecerem aqui nesse Testamento 2010, eu não os esqueci. No próximo Testamento, se eu ainda estiver vivo, se os ímpios continuarem me condenando, aparecerão seus belos presentes. Então, vamos nessa que a alma tem pressa.

 

 

 

Quero começar esse Testamento

Falando de um grande brasileiro

Que com sua inteligência e trabalho

Tirou o povo do cativeiro.


 

Refiro-me ao Sapo Barbudo

Que livrou seu país da condição vil

Dando-lhe respeito e dignidade

Falo de Lula, filho do Brasil.


 

Quero que ao deixar o governo

Com o país próspero e desenvolvido

Tenha uma vida feliz com os seus

Pois do povo jamais será esquecido.


 

Também, ao amigo de todas as horas

Vice-presidente José Alencar

Deixo-lhe milhões de votos

Para uma cadeira no Congresso ocupar.

 

 

À economista Conceição Tavares

Que em 24 de abril faz 80 anos

Por sua inteligência e brio de mulher

Deixo-lhe minha ampulheta para criar outros planos. 

 

Ao meu amigo, Mino Carta

Jornalista de texto ferino

Deixo como lembrança

Minha adega com vinho fino.


 

Ao meu amigo, Emir Sader

Cujo texto a mentira não glosa

Deixo como lembrança

Minha coleção de Spinoza.


 

Para meu amigo, Nassif

Economista/jornalista/musical

Deixo-lhe de presente

Minha coleção de marchinhas de carnaval.


 

Ao meu amigo, Paulo Henrique Amorim

Cuja Conversa Afiada corta e não erra

Deixo-lhe como pauta diária

A campanha enferrujada de Serra.


 

Para meus amigos “Sem Mídias”

Internéticos da comunicação

Deixo-lhes sensíveis-sensores

Rastreadores da boa informação.


 

Para a tramadora Rede Globo

Cuja queda de audiência angustia

Deixo o sucesso da TV Pública

Produtora de democracia.


 

Para a Folha de São Paulo

Que persegue Lula em todo canto

Deixo a Ética do jornalismo

O Decálogo de Quorpo-Santo.


 

Ao tramador jornal Estadão

Que a notícia-verdade descura

Embora ao fato me oponha

Quero que continue em censura.


 

Às revistas Veja, Istoé, e Época

Produtoras de torpe leitura

Deixo o povo esclarecido

Para acabar com sua ditadura.


 

Aos alienados do Big Brother

Modelos do mais baixo grau de inteligência

Deixo às apostilas da Provinha Brasil

Para ajudar à saírem da demência.


 

Para a apresentadora Xuxa,

Como seus baixinhos, encruada

Deixo-lhe maracá e chupeta

Mimos de sua sina infantilizada.


 

Para os jornalistas esportivos

Que ganham dinheiro sem trabalho

Deixo o Manual do Trabalhador

“A Ofensa pelo Salário”.


 

Ao Fernando Henrique Cardoso

Que de Lula morre de despeito

Deixo para aumentar sua inveja

“Oito anos de um governo perfeito”.


 

Para os PPS/DEM/PSDB

A Trinca dos Freire, Agripino e Guerra

Deixo o descaso de Lula

Pois um bom cabrito não berra.


 

Ao senador “Orgulho do Amazonas”

Arthur Neto da direita o falastrão

Deixo o filme, “Lula, Filho do Brasil”.

Para se deleitar ao perder a reeleição.


 

Para a juíza Maria Eunice

Mestra do Direito Eleitoral do Estado

Deixo-lhe a homenagem do povo

Ao ver Amazonino de vez cassado.


 

 

Para o ex-governador Eduardo Braga

Que tem a natureza como divinal

Deixo-lhe o mosquito da malária

Uma realidade racional-tropical.


 

Para o deputado estadual Sinésio

Em Manaus, fundador do PT burguês

E líder do governo reacionário

Deixo-o postado na política da insensatez.


 

Ao PC do B de Manaus

Cujas lutas jogou às lonas

Ao se aliar com a direita

Deixo-lhe as idéias de João Amazonas.


 

Para o autêntico petista do Amazonas

Deputado federal Francisco Praciano

Deixo-lhe mais um mandato

Para que o povo escape do engano.


 

Ao outro autêntico do PT, José Ricardo

Vereador em constante luta social

Para que o Amazonas mude

Deixo-lhe um mandato de deputado estadual.

 

Aos candidatos amazonenses

Para o cargo de governador

Deixo o desprezo do povo

Pelos anos que o fizeram sofrer tanta dor.


 

Aos exploradores do povo na TV

Políticos com doença rara

Deixo-lhes a derrota nas eleições

E a maldição de Santa Clara.


 

Às empresas de comunicação de Manaus

Servis dos governantes locais

Deixo vírus em seus computadores

Até enquanto não se tornarem morais.


 

Aos meus amigos homossexuais

Que cada vez têm conquistando espaço

Deixo-lhes minhas idéias de liberdade

E, é claro, aquele abraço.


 

Aos meus amigos das religiões afro

Que também crescem no Brasil inteiro

Deixo-lhes como lembrança

Minhas terras para construir terreiro.


 

Aos meus amigos negros e índios

Cujas conquistas têm se solidificado

Deixo-lhes de presente

Quilombolas, reservas e fazendas de gado.


 

Aos meus amigos torcedores do Brasil

Cuja Copa imaginam ser campeão

Lamento, mas vou ter que lhes deixar

Essa grande frustração.


 

O eterno candidato da direita, José Serra

À quem o deputado Ciro, chama de perigoso

Imagina ser eleito presidente do Brasil

Coisa que nem comentar ouso.


 

Mas democracia representativa é assim

Qualquer sujeito pode se candidatar

Mas para o Brasil não retroceder

Vou deixar para Serra, quatro anos para descansar.


 

Já a minha amiga, Dilma

Que por suas lutas libertárias se assemelha a mim

Vejo em sua candidatura à Presidência da República

Um grito nacional do sim.


 

Portanto, para  fechar esse Testamento

E comungar com o povo o meu presente

Deixo para minha ilustre amiga, Dilma

O cargo de presidente!


 

 

FELIZ PÁSCOA A TODOS, COMPANHEIROS!

 

 

O TESTAMENTO DE JUDAS 2009

o-beijo-de-judas

Olha eu de novo aqui, gente!, “perturbando a paz, exigindo o troco” (Paulo Cesar Pinheiro/Maurício Tapajós)! Eu, Judas Iscariotes! Eu, Judas, sempre renovado pelos viés da história, novíssimo para ler meu testamento a quem de direito.

Não me querem? Fogem de mim como se foge do Diabo, por isso me malham no sábado da Aleluia? Se não me querem, liberem Cristo de Paulo, e eu de Cristo. Sem Paulo, Cristo é libertado, e, consequentemente, eu também. Não traí Cristo. Não precisava mostrar com um beijo, aos sacerdotes e aos romanos quem era Cristo. Cristo era por demais conhecido de todos, eu não precisava mostrá-lo. E ainda mais, por que sujar o beijo? A quem interessava macular um encontro entre duas superfícies sensórias que compõem a singeleza do beijo, se não os verdadeiros assassinos de Cristo?

Não traí Cristo. Cometi um terrível engano quanto a sua potência de vida libertadora. Como não havia ainda lido Karl Marx, eu não sabia da dialética. Não sabia que para fazer qualquer tipo de revolução é preciso conhecer o método: “Apropriar-se da matéria em pormenor, analisar todas as suas diversas formas de desenvolvimento e descobrir todos os seus elos internos”. E só depois deste trabalho realizado que o movimento real pode ser exposto. Quando se consegue isto, quando a vida da matéria se reflete nas idéias, podemos julgar que estamos perante uma construção ‘a priori’.” Nada disto era de meu conhecimento. Foi por isto que não entendi que ele, Cristo, só tinha um objetivo como “o mais doce, o mais amoroso” (Nietzsche/Deleuze): libertar a alma individual dos homens aprisionada na alma coletiva tirânica dos sacerdotes e dos poderosos romanos, cuja idéia maldita era o Poder. Não entendi, como um revolucionário ingênuo que era, como eram os socialistas utópicos Saint Simon, Blanc e Fourier, que a mudança se dá pela forma dialética no entendimento do aprisionamento individual de cada homem. Só depois, no século XIX, lendo o filósofo Nietzsche, que aprendi que Cristo não queria o Poder que perseguiam o Império Romano e os sacerdotes judeus, com a culpa judaica por terem morto Moisés, e por isso queriam que Cristo fosse Moisés ressuscitado.

Cristo não queria ser chefe, mestre, comandante de homens. O que ele pretendia, e pretende, é que cada homem, liberto em si mesmo, possa tornar-se uma individuação e criar, como intensidade produtiva, uma sociedade em que todos possam ser, poieticamente, criadores de bens comuns.

Mas eu nada entendia. Queria que ele se unisse ao nosso próprio propósito político. Queria que ele fosse o grande comandante de nossa revolução. Não sabia que um homem livre não precisa de herói, como depois aprendi com o teatrólogo Brecht. O homem não precisa de um juiz para julgar seus atos e sutilmente dominá-lo. Nada dista era de Cristo, que só pretendia acabar com poder de julgar dos sacerdotes e dos romanos. Não queria a doutrina do juízo, como depois foi instituída por Paulo, usando seu nome. Como muito bem nos mostrou Nietzsche, ao afirmar que “São Paulo contentou-se em deslocar o centro de gravidade de toda esta existência para trás desta existência. (…) No fundo, a vida do redentor não podia ser-lhe de nenhuma utilidade, ele precisava da morte na cruz e de algo mais…” O mesmo, o Apocalipse ao transfigurar o amor de Cristo, em juízo de ódio: “E vi tronos, e aos que neles se assentaram foi dado o poder de julgar”. Nada disto era Cristo. Sua Boa Nova, seu evangelho, não pregava a culpa, a punição, a recompensa, a morte e a imortalidade, como pregam os disangelistas cultuadores da má notícia que sustenta a doutrina do julgamento.

Então, minha gente, se vocês querem que eu desapareça de vez por toda, libertem Cristo de Paulo, que assim é desfeita a idéia da má consciência, do ressentimento e do ideal ascético, porque eu, Judas Iscareotes, não existirei mais. Pois, como afirma o escritor D.H. Lawrence, o principal personagem do cristianismo de Paulo sou eu, Judas. “Não vedes que é o príncipe de Judas que adorais de fato? Judas é o verdadeiro herói, sem Judas todo o drama seria um fracasso… Quando as pessoas dizem Cristo, querem dizer Judas. Nele encontram um gosto saboroso…”, diz ele.

É preciso que eu seja o traidor para que Paulo, por seu ideal, pregue Cristo na cruz para que a doutrina da dor permaneça, e o homem continue o pecador/devedor que nunca consegue pagar sua dívida. Dívida que ele não contraiu.

Todavia, minha adorada e reconhecedora gente, se vocês não liberarem Cristo, e acreditarem que podem continuar a malhar Judas, malhem. Pois, como diz o filósofo Baudrillard, eu, historicamente já fui desrealizado. Não existo no tempo real da malhação. A memória da culpa não me ativa. Hoje, sou um anedótico simulacro que serve par animar a festa de Páscoa. E isto é muito bom. É bom ver o povo em festa, brincando, bebendo, comendo, e as crianças soltas em suas criativas fuzarcas. Eu adoro saber que a imagem desrealizada de mim serve para alegrar meus irmãos. Portanto, neste sábado, vamos brincar. Vamos ‘piar’ a Aleluia.

Agora vamos ao meu testamento. Como vocês sabem, sou uma figura do viés da história, e, como um viés, absorvi valores culturais bons e maus. Assim, posso distribuí-los entre os homens. Aos que considero maus, inimigos da felicidade democrática, deixo-lhes presentes de valores maus. Aos que considero amigos da sociedade democrática, deixo-lhes presentes bons, que aumentam a potência de agir necessária para a contínua produção de democracia.

O TESTAMENTO

Ao prefeito Amazonino

Cassado junto com seu vice

Deixo a justiça democrática

Da juíza Maria Eunice.

À juíza Maria Eunice, sendo

Eunice, em grego, Bela Vitória

Deixo seu nome gravado

No patamar da história.

Ao governador Eduardo Braga

Que faz da sede da Copa obsessão

Deixo o mapa do Amazonas

Com a miséria do povão.

Para o PT de Manaus

Que corruptela de revolução

Deixo o ideal reacionário

Do deputado Belão.

Ao cassado Amazonino

Sofrendo de amnésia eleitoral

Deixo o método para memória

O Povo desfaz o mal”.

Para a reacionária Folha de São Paulo

Que sonha levar à presidência Serra

Deixo o hit parade popular

Dilma, a força que o povo eleva.”

Ao insigne delegado Protógenes

Revelador de Daniel Dantas em seus crimes capitais

Deixo a medalha de ouro

Brasil, corrupção nunca mais!”

Ao senador José Sarney

Eterno presidente do Senado

Deixo o reino imortal

Morada do enganado”

Ao invejoso Fernando Henrique

Democrata do absurdo

Deixo o livro real

Memórias de um Sapo Barbudo”

Para o senador Arthur Neto

Do PSDB o Agripino

Deixo a “Provinha Brasil”

Para dar adeus ao menino

Ao senador Agripino

Do PFL o Arthur Neto

Deixo a lógica de Aristóteles

Para ser democrata correto

Deixo ao jornalista Mainardi

Retrógrado texto da Veja

O ódio de ver realizado

O contrário que a Lula deseja

Ao jornalista Reinaldo

Onde a inteligência política não tem vez

Deixo as notas macabras

Da mídia da insensatez

Deixo à direita raivosa

Cujo ‘amor’ é conspirar

Um pedaço de minha corda

Para feliz se enforcar

À anestesiada Rede Globo

Audiovisual conspirador

Deixo o projeto político/social

Como acabar com o predador

Ao Movimento LGBT

Que luta por seus direitos sociais

Deixo a democracia real

Para poder gozar em paz

Para todas as religiões Afro

Com suas entidades, cantos e cores

Deixo a liberdade de culto

Para tocarem seus tambores

Deixo ao Paulo Henrique Amorim

Do Blog Conversa Afiada

A certeza política que Gilmar Mendes

É pura conversa fiada

Ao arigó Carlinhos Medeiros

Do Blog Bodega Cultural

Deixo meu estúdio completo

A seu talento político/musical

Deixo à trepidante La Pasionária

Do Blog Metropolitano

O intempestivo Dionísio

Criador do belo insano

Ao companheiro Morcego Vermelho

Que do cyber space está distante

Deixo minha Rede Net

à sua criação instigante

Ao Blog Malfazejo

Herdeiro de Ismael Benigno

Deixo o Boca do Inferno

Para traçar político indigno

Ao Boris Casoy

Transformador da vergonha em clichê

Deixo o Clip de seu passado

Envergonhado em lhe ver na TV

Ao companheiro, Tedeia

Do Blog Prática Radical

Deixo a esquerda latina

Como matéria ideal

À turma dos Sivuqueiros

Pavor da mídia sequelada

Deixo mais Blogs lutando

Pela informação libertada

À companheira Cássia

Do Blog Tem (Quase) de Tudo

Deixo poemas e contos

Do mundo que não me iludo

Ao companheiro Mello

Cujo Blog tem seu nome

Deixou uma outra maré

Para tirar o Rio da fome

Ao companheiro Azenha

Do Blog Vi o Mundo

Deixo fatos reais

Que não enganam Raimundo

Aos companheiros do Movimento Negro

Cuja luta é verdadeira escola

Deixo livre suas terras griladas

Para criar Quilombola

Às companheiras prostitutas “As Amazonas”

Guerreiras contra os exploradores

Deixo o certificado de utilidade pública

Negado pelos covardes vereadores

Ao companheiro Nassif

Músico economista

Deixo a minha transversal flauta

Para perturbar direitista

Deixo ao resistente jornalista Mino Carta

Cujo blog tirou da virtualização

Um aforismo de Nietzsche:

A inimizade é o triunfo da nossa espiritualização”.

Aos companheiros índios

Violentados pelo choque cultural

Deixo meus arcos e flechas

Para reconquistarem sua terra natural

Agora, para finalizar

Esta entrega de presente

Deixo ao companheiro Lula

Dilma como presidente!

Assim, caro cristão

Termino meu Testamento

Se você não entrou nele

Outra aleluia será seu momento

Beijos liberados!

O TESTAMENTO DE JUDAS

Para brotar uma afecção alegre, como pede a Páscoa verdadeiramente cristã, e o momento maravilhosos que vive agora o povo brasileiro, quero começar o testamento cantando uma homenagem feita a alguns anos para mim, na voz do criador do samba de breque, o Morengueira: Moreira da Silva, o bom malandro. Canto sem ressentimento, só para ligar seu texto com algumas atitudes de certos homens hoje em dia. Segura, meu povo!

Eu, imitando Morengueira:

A Judas eu estou me referindo.
O homem que a história condenou.
O qual depois de me abraçar sorrindo,
Muito sério para mim assim falou.”

Eu mesmo me imitando:

Eu traí a um só amigo e enforquei.
Mostrei ao mundo ser um homem de valor.
Errar é humano, e eu errei.
E só por isso me chamam de traidor.
Mas eu vejo a toda hora e a cada instante,
Os senhores que aí estão a me acusar,
Traindo e vendendo o semelhante
E a Dona História não vê isso pra contar.”

Valeu! Massa!

O TESTAMENTO

Ao meu amigo Lula
Presidente operário
Deixo como lembrança
Seu povo revolucionário.
Ao vaidoso Fernando Henrique
O “príncipe” do Farol da Alexandria
Deixo-lhe as lições de Lula
Como Produzir Democracia”.
Ao senador Arthur‘5,5%’Neto
Dublê de parlamentar
Deixo o Bolsa Família
Para poder se formar.
Ao sapeca senador
Dos Maia o Agripino
Deixo-lhe calças compridas
Para trocar com a de menino.
Para o lustroso ACMzinho
Do vovô o avoado
Deixo-lhe um atabaque
Para esquecer o deputado.
Para Ivete Sangalo
A rebelde musa do ‘Cansei’
Deixo-lhe os embalos dos ritos
Da ordem da Opus Dei.
Para o Arnaldo Jabor
O possesso da fala oca
Deixo-lhe a maracujina
A vela, a cama e a touca.
Ao encruado Jô Soares
Que não se acanha de fazer bico
Deixo como lembrança
Um babador, um maracá e um pipo.
Ao meu amigo Paulo Henrique
Cujo Henrique Fernando não lista
Deixo-lhe um novo Blog
Terror da imprensa golpista.
Ao amigo Mino Carta
Jornalista que a pena não nega
Deixo as obras de Mollière
E minha envelhecida adega.
À Agência Carta Maior
Cujos textos o jornalismo ergue
Deixo como lembrança
A Imprensa de Gutemberg.
À meiga Dilma Roussef
Ministra do olhar consciente
Deixo os eleitores de Lula
Para lhe fazer presidente.
À minha amiga Ana Carepa
Governadora da terra do açaí
Deixo minhas receitas de tacacá,
Maniçoba e pato no tucupi.
À suave Marina Silva
A Minerva do Meio-Ambiente
Deixo meu Tratado Ecológico
Que impede que a Terra esquente.
À dupla PSDB-PFL
Herdeira da UDN
Deixo o purgatório
Para que sua alma pene.
A tramadora Rede Globo
Que do golpe não arreda
Deixo o Prêmio Lesa-Pátria:
Conspirador Carlos Lacerda”.
Ao jornal Folha de São Paulo
Que quer Serra na presidência
Deixo o Manual de Redação:
Como Curar a Demência.”
Para a lastimável Veja
Que na falência solta seus ais
Deixo uma passagem
Ao Reino do Nunca Mais.
Ao jornal Estadão
Assumido reacionário
Deixo a chave do cofre
Da herança do otário.
À obnubilada Época
Siamesa da revista Caras
Deixo o Museu do Horror
Da Imprensa Pautada nas Taras.
Para a mídia seqüelada
Reduto de triste paixão
Deixo uma caixa de Prozac
Pra suportar a depressão.
Ao meu amigo Sivuca:
Sem Mídias” blogueiros
Deixo a Rede da Net
Para delatar trapaceiros.
Ao meu amigo Nassif
Por Mainardi invejado
Deixo meu bandolim
Para afogar a inveja num fado.
À Pasionaria Selênia
Blogueira dos alegros poéticos
Deixo minha coleção de Spinoza
Filósofo dos Afetos Éticos.
Ao bravo Carlinhos Medeiros
Como Lula um nordestino
Deixo além da cachaça
Meu gibão e o punhal de ouro fino.
Ao meu amigo Morcego Vermelho
Que é Morcego; mas não, chupão
Deixo meu Manto Escarlate
Tecido com o amor de um irmão.
Ao amigo Prática Radical
Vitrine das notas libertadoras
Deixo notícias inéditas
Colhidas das direitas opressoras.
Ao meu amigo Azenha
Jornalista que não escamoteia
Deixo o meu microscópio
Para ver onde a Globo faz teia.
Ao Tem (Quase) de Tudo
Blog de contos e poemas
Deixo a estátua de Apolo
Pois a vida exige destes temas.
Ao Portal do Envelhecimento
A vida presente e não futuro
Deixo a alegria e as delícias
Do Jardim de Epicuro.
Ao amigo Periferia do Império
Que vê o que o Império faz
Deixo o livro, além de Pilatos:
O Ideário de Barrabás”.
Para os manos do Hip-Hop
Que abalam o sistema
Com o som e com o corpo
Eu deixo este poema.
Aos demagogos de Manaus
Que ambicionam a prefeitura
Deixo o desprezo do povo
Para acabar com a loucura.
À classe artística de Manaus
Sabujo da classe governante
Deixo uma equipe de cirurgiões
Para realizar um transplante.
À esquerda eufemística de Manaus
Que chama de aliança submissão
Deixo todos os batons roxos
Para beijar o patrão.
Para o prefeito Serafim
Que a reeleição quer tentar
Deixo antecipadas condolências
Pela derrota que o povo vai lhe dar.
Para os eleitores manoniquins
Decepcionados com Serafim
Deixo santinhos de candidatos
Que tiveram o mesmo fim.
Para o governador Eduardo Braga
Que trata subordinado de joelho
Deixo uma foto do Amazonino
Pra não mais precisar de espelho.
Para o tostado Wilson Alecrim
Fritado na secretaria de saúde
Deixo uma lápide de madeira roída
Pra enfeitar seu ataúde.
Ao PTista “Oh, My Darling” Sinésio
Que se diz o maior dos campeões
Deixo meu título e meu voto
A presidente do Sindicato dos Bufões.
Para os amigos grevistas da saúde
Que pelejam por melhores dias
Deixo o humor brechtiano
Para que multipliquem as alegrias.
Para o sindicalista Alberto Jorge
Psicólogo, quase padre e falso truão
Deixo títulos e diplomas inúteis
Pois destes ele faz coleção.
A minha amiga Maria Padilha
Entidade do céu e profundeza
Deixo a força da luta
Que sempre vence a tristeza.
Aos meus amigos Pais de Santo
Respeitados na Umbanda e Candomblé
Deixo as minhas terras quitadas
Para as alegres festas no ilé.
Por fim, aos que não foram agraciados
Tanto o bom como o desafeto
Peço que não fiquem frustrados
Segue Sedex direto.

Ame com a comunhão Pascal

Vibre, festeje e goze

Aproveite que o Brasil é seu aval

Ano que vem Lula aumenta a dose.

Beijos de Judas!

Leia também:

O TESTAMENTO DE JUDAS 2009


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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