Archive for the 'O Mundo é Gay' Category



LÉSBICAS FORAM ESPANCADAS DENTRO DE MC DONALD’S EM TABOÃO DA SERRA

Dois casais de lésbicas foram realizar um ameno lanche numa lanchonete McDonald’s em Taboão da Serra no domingo (11) à noite. Bem, não tão ameno assim, já que o McDonald’s é um dos pontos visíveis de subjetividade dura de controle do corpo pelos aparelhos de biopoder capitalísticos. Nesse caso, a violência torna-se maior ainda quando esses dois casais de lésbicas acabam agredidos por pessoas homofóbicas.

Foto: Eduardo Toledo

De acordo com as moças, elas já haviam realizado o pedido quando dois homens e uma mulher, sem proferir qualquer palavra, chegaram e começaram a agredi-las com brutalidade. Uma das vítimas, Patrícia Odinéia Garcia, de 32 anos, chegou a desmaiar devido às agressões. Ela teve espoliações na cabeça, nas pernas e ainda fraturou um dedo.

Mesmo sem ter proferido palavras, as mulheres afirmam que foi um crime homofóbico, reforçado ainda pelo fato que o único rapaz no grupo, não foi agredido. Segundo testemunhas, havia cerca de duas dezenas de pessoas no estabelecimento. Testemunhas também anotaram a placa do carro, um Renault Clio prateado, no qual os agressores fugiram.

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CARTA ABERTA AO POVO DE TABOÃO DA SERRA E SUAS AUTORIDADES

PELO NOSSO DIREITO DE VIVER!

BASTA DE INTOLERÂNCIA E HOMOFOBIA!

A Organização Não Governamental DIVERSITAS – Diversidade em Taboão da Serra, que desenvolve ações com o objetivo de combater a homofobia e promover a cidadania da população LGBT (lésbicas, gays, travestis e transexuais), vem através desta carta aberta solicitar um posicionamento das autoridades locais e o apoio e solidariedade de todo o povo taboanense.

No ultimo domingo, 9 de janeiro, conforme publicou o portal de notícias O Taboanense, Taboão da Serra aderiu à triste e inaceitável onda de ataques preconceituosos e intolerantes ocorridos nos últimos meses no Estado de São Paulo e foi cenário de um terrível e violento crime homofóbico.

Dois casais de lésbicas foram agredidos por dois homens e uma mulher de forma gratuita dentro da loja do restaurante MC Donalds no Centro de Taboão. As vítimas estavam sentadas aguardando seus pedidos e foram agredidas sem motivação alguma pelos individuos, que fugiram após a agressão. Uma das vítimas chegou a desmaiar e outra teve um dedo fraturado.

A ONG DIVERSITAS, que promoveu em setembro de 2010 a 1.a Parada do Orgulho LGBT de Taboão da Serra, evento que contou com grande apreço popular e reuniu cerca de 5 mil pessoas na Praça Luiz Gonzaga, vem através desta carta aberta registrar sua indignação com o ocorrido. A homofobia tem feito milhares de vitimas fatais todos os anos e deixado marcas de violência na memoria de milhares de outras pessoas. Taboão da Serra não pode aceitar inerte á essa onda de violência absurda através de demonstrações claras de machismo e homofobia.

Nossa cidade tem se destacado por seu avanço no desenvolvimento da qualidade de vida das pessoas, não podemos aceitar que comportamentos de violência e que infrija o direito à vida fiquem impunes. O tema da 1.a Parada de Taboão foi: Somos muitos, estamos em todos os lugares e queremos direitos iguais. Esta frase remete perfeitamente o anseio da população LGBT de Taboão. SOMOS MUITOS: homens e mulheres, negros, brancos e orientais e seres humanos comuns que vivem assim como os outros EM TODOS OS LUGARES, que trabalham diariamente e contribuem para o avanço da cidade, que amam suas familias e esperam ansiosamente o dia em que possam usufruir de DIREITOS IGUAIS, de poder ir até um restaurante da sua cidade sem receios de ser agredido, o direito de poder ir e vir sem a tensão de sofrer algum tipo de violência, o direito de viver plenamente sua vida e seu papel de cidadão assim como qualquer outro.

PELA APURAÇÃO DOS FATOS E PUNIÇÃO IMEDIATA DOS AGRESSORES!

PELA APROVAÇÃO DE MOÇÕES DE APOIO AO PLC 122 NA CÂMARA MUNICIPAL!

PELA CRIAÇÃO DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA LGBT EM TABOÃO!

POR UMA SOCIEDADE SEM MACHISMO, RACISMO E HOMOFOBIA QUE VALORIZE AS DIFERENÇAS HUMANAS E CELEBRE O DIREITO DE AMAR!

ATO DE REPÚDIO AO ATAQUE HOMOFÓBICO EM TABOÃO DA SERRA

DIA 13 DE JANEIRO – 19 HORAS – EM FRENTE AO MC DONALDS DO CENTRO

INFORMAÇÕES: 11-9239-9687

DIVERSITAS – DIVERSIDADE EM TABOÃO DA SERRA

WANDERLEY BRESSAN – PRESIDENTE

EM SÃO PAULO, TRANSEXUAIS PODERÃO RETIRAR ÚTERO E MAMA PELO SUS

A partir do final desse mês, o Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids, pertencente à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, estará oferecendo operação aos transexuais masculinos (mulheres que se sentem homens) que desejam retirar o útero e as mamas.

Segundo a notícia na Agência Aids, “os pacientes triados no CRT serão encaminhados para o hospital estadual Pérola Byington para avaliação e realização de histerectomia (retirada do útero).

Os transexuais terão atendimento personalizado, com quartos individuais e equipe treinada para lidar com as demandas específicas desta população. Já há, no ambulatório do CRT, cinco transexuais para serem encaminhadas”.

Após esse procedimento, a Secretaria também encaminhará, a hospital de referência ainda em processo de escolha, os transexuais para realizar a retirada da mama.

Trata-se de uma grande vitória contra a discriminação e a legitimação dos direitos desta população”, diz Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP.

Dede setembro de 2010, o Conselho Federal de Medicina considera que os procedimentos de retiradas de mamas, ovários e útero no caso de homens transexuais deixam de ser experimentais e podem ser feitas em qualquer hospital publico e/ou privado que sigam as recomendações do Conselho. O tratamento de neofaloplastia (construção do pênis) ainda não foi liberado e permanece em caráter experimental.

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

PLC 122, a PEC da Homofobia, pode ser arquivada definitivamente

E o Ano Novo começa no Mundo Gay com notícias retrógradas. É que a PLC 122, a PEC da Homofobia, que tipifica e criminaliza a discriminação e violência contra homossexuais, pode ser arquivado no Senado.

Isso ocorre porque, segundo a revista Lado A, “pelo regulamento do Senado, propostas que foram apresentadas há mais de duas legislaturas são arquivadas, se não houver um requerimento dos senadores serão retiradas de pauta e será preciso encaminhar um novo projeto”.

Mas ainda há tempo. A partir da entrada dos novos parlamentares, no início de fevereiro, haverá dois meses (60 dias) para conseguir um terço de assinaturas – ou seja, 27 – dos senadores.

Criado em 2006 pela deputada Iara Bernardi, a PLC 122 vem para “punir com rigor a violência e preconceito contra homossexuais”. O problema, como sempre quando diz respeito aos direitos dos homossexuais, é a bancada evangélica, que teme ver-se criminalizada por demonizar os homossexuais.

A militância LGBT está acompanhando de perto e exigindo a manutenção da PLC em pauta, e conversará individualmente com cada um dos senadores, como explica Beto de Jesus, secretário da região Sudeste da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e representante no Brasil da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersex (ILGA). “Se começarmos a dizer os nomes dos senadores que são favoráveis ao projeto, estamos dando de bandeja para a oposição fazer advocacy contra a nossa proposta” (no Mix Brasil).

A parte boa da notícia, é que o projeto já tem uma nova relatora. Conta com o fundamental engajamento na causa da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que também conversará com os membros da Casa, tentando fazê-los compreender a importância da aprovação da PLC 122, principalmente após a série de assassinatos contra homossexuais, crimes homofóbicos, no ano passado.

Concurso cultural de prevenção tem as travestis como público alvo

Pelo terceiro ano o Ministério da Saúde, por meio do Programa de DSTs, Aids e Hepatites Virais, realiza o concurso Vida em Crônicas – Retratos da Aids no Brasil é voltado este ano para travestis, e visa aumentar a auto estima de quem vive com o HIV e quebrar mitos.

Segundo a revista Lado A, “para participar, é preciso ser travesti e ter 18 anos. Os candidatos podem se inscrever em duas categorias: pessoas vivem com HIV/aids e que convivem com o vírus. As inscrições devem ser feitas até o dia 20 de janeiro. As ganhadoras serão conhecidas no dia 29 de janeiro e as três primeiras colocadas em cada categoria ganharão um notebook.

O site Vidas em Crônica foi criado para dar voz àqueles que desejam contar suas histórias, suas experiências e, de alguma forma, dar força a quem precisa enfrentar a doença, o preconceito e a discriminação. Esse espaço serve para estimular os soropositivos e as pessoas que convivem com HIV/aids a descreverem suas trajetórias de vida, a fim de promover a redução de estigma dessas pessoas, bem como promover um histórico da resposta brasileira em HIV/aids, diz o site que promove o concurso”.

Para saber mais:

http://www.aids.gov.br/vidas


Talvez eu seja gay mesmo´, ironiza James Franco em entrevista

do CenaG

James Franco não se importa com os rumores sobre sua sexualidade. Em recente entrevista para “Entertainment Weekly“, o ator ironizou esses boatos de que seria gay.

O engraçado é que do jeito que essas coisas são faladas em blogs tudo é tão preto e branco. ´Ele é hétero ou é gay?´ Ou, ´esse é seu terceiro filme gay – sai do armário logo!´”, disse.

O ator já interpretou diversos personagens homossexuais no cinema, como: o ativista Scott em “Milk“, o poeta Hart Crane em “The Broken Tower” e o escritor Allen Ginsberg em “Howl“.

Há muitas outras razões para se interessar por personagens gays do que eu querer sair e fazer sexo com outros caras. E também há muitos outros aspectos destes personagens que me interessam, além da sexualidade” e completou: “Parte do que me interessa é como essas pessoas que viviam estilos de vida não convencionais lidavam com a oposição. Ou, quer saber, talvez eu seja gay mesmo.”

It’s gets Better: campanha pelo You Tube contra bullying homofóbico conta com constelação de artistas

do Mix Brasil

O que o presidente Barack Obama, o ator assumido Neil Patrick Harris, a atriz meia-linda-e-talentosa Anne Hathaway, o ator gato Zachary Quinto (de Star Trek) e o gatinho gay Chris Colfer, de Gle, têm em comum? Todos eles gravaram vídeos contra o bullying homofóbico e publicaram no You Tube.

Os vídeos fazem parte da campanha “It gets better” e conta com muito mais gente legal: Perez Hilton, Ellen Degeneres, Jake Shears, Michael Urie, Elton John, Eve, Lance Bass, Ricky Martin, Joel Madde, Hillary Clinton…

A campanha surgiu depois que o caso do suicídio de um garoto de 15 anos, Billy Lucas, em setembro passado, foi divulgado. Em um texto que o próprio adolescente explica o motivo de seu ato, publicado no Facebook, ele afirma que não agüentava mais sofrer perseguição homofóbica no colégio. O garoto, como ameaçou no texto, se jogou de uma ponte e morreu.

A tragédia acabou revelando outros suicídios de jovens gays nos Estados Unidos. Um rapaz de 17 anos viu fotos suas fazendo sexo com outro menino sendo divulgadas pelo seu colega de quarto pela internet e se suicidou; um menino de 19 anos perseguido na universidade por ser gay também se matou… A onda de bullying e suas consequentes tragédias motivaram essa enxurrada de vídeos de artistas e políticos no YouTube, todos dizendo que é ok ser homossexual, condenando o bullying e ainda afirmando que tudo fica mais fácil quando se torna adulto. Programas de TV também entraram na história. Glee, por exemplo, a maior audiência atual da TV americana, está tratando do assunto como tema central desta segunda temporada. Os episódios são focados em Kurt (Chris Colfer) que está sendo perseguido no colégio por um brucutu. Kurt chegou a mudar de colégio para fugir de uma ameaça de morte, já que os diretores de sua escola original “nada puderam fazer”. No episódio “Furt”, contudo, a escola toda se une para apoiar Kurt e elogiar suas qualidades. É um capítulo emocionante.

Se você quiser ver todos esses vídeos, além de incontáveis de anônimos, políticos e artistas poucos conhecidos no Brasil, clique no canal da campanha no YouTube:

http://www.youtube.com/ItGetsBetterProject

Para que serve essa sua “realidade”?
Raso realismo, o de vocês.
O argumento da experiência reservada
…………………….é um mau argumento
reacionário.
…………………….…..Gilles Deleuze

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA GARANTE REPRODUÇÃO ASSISTIDA PARA CASAIS GAYS

Estão sendo publicadas hoje (06), no Diário Oficial da União (DOU), as novas regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina para reprodução assistida. Após 18 anos, as regras são novamente alteradas para se atualizar às inumeráveis inovações na medicina nos últimos anos. As novas regras permitirão que o número de pessoas que recorram a esse método de reprodução aumente, assim como tornará mais rígida a avaliação dobre o trabalho dos médicos. Todos os pacientes devem ser devidamente informados de que a média de casos bem-sucedidos de gravidez assistida é de 40%, ou seja, menos da metade das tentativas.

Universalização

A principal alteração diz respeito às pessoas que podem se utilizar da reprodução assistida. Anteriormente o método era facultado apenas a casais heterossexuais. Pelas novas regras, foi universalizado, não depende mais do estado civil, estendendo principalmente esse direito aos homossexuais. Anteriormente era necessária a expedição de uma permissão especial do CFM.

Mas não foram apenas os homossexuais contemplados com a universalização da possibilidade de utilização da reprodução assistida. Também as pessoas solteiras poderão requerê-la.

Responsabilidade

Pelas novas regras, a reprodução assistida deve ser realizada com o máximo de responsabilidade possível e todos os riscos devem ser informados.

Uma das principais regras diz respeito ao número de embriões que uma mulher pode implantar. Para as mulheres com idade até 35 anos, poderão ser implantados um ou dois embriões. Entre 36 e 39 anos, até três embriões. De 40 anos em diante, até quatro embriões.

Óvulos e espermatozoides deverão ser adquiridos a partir de doação de pessoa desconhecida. Para evitar ainda o comércio das chamadas “barrigas de aluguel”, os homossexuais masculinos, assim como heterossexuais masculinos solteiros, a gestação terá que ser feita no útero de pessoa próxima (mãe ou irmã).

Pelas novas regras, fica expressamente proibido alterar o sexo ou qualquer característica do bebê. Outra mudança é que embriões, óvulos e espermatozoides poderão ser utilizados mesmo após a morte do doador, desde que haja autorização reconhecida em cartório.

O CFM aprovou por unanimidade as novas regras. Caso algum médico as descumpra, conforme explica Roberto d’Avila, presidente do órgão, “a própria lei dos conselhos determina uma punição que vai da advertência até a cassação, dependendo da gravidade da conduta do médico”.

CRIMES HOMOFÓBICOS: DUAS TRAVESTIS ASSASSINADAS E TRÊS FERIDAS EM CURITIBA

Em mais uma demonstração da brutalidade dos crimes homofóbicos no Brasil, na madrugada de ontem (21), por volta de 5h, dois homens invadiram um restaurante chamado ‘Gato Preto’ e desferiram 15 tiros contra um grupo de 5 travestis, matando duas e deixando as outras três feridas.

Segundo notícias na rádio Banda B, os dois homens chegaram ao local numa moto, dizendo-se policiais e armados de pistolas. Um dos homens rendeu o segurança e o outro foi até a mesa onde se encontravam as travestis e efetuou os disparos.

Além das travestis, consta que um desembargador aposentado que também comia no local foi atingido de raspão. Após esse incidente, os criminosos foram até um videokê próximo dali e efetivaram outros disparos, mas sem conseguir ferir ninguém.

Investigadores foram até o hospital e conversaram com as três travestis sobreviventes, que informaram que o crime pode estar relacionado a um carro que elas teriam atirado pedras devido terem jogado cervejas nas mesmas.

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) encaminhou ainda ontem dois ofícios pedindo apuração rápida e exemplar dos crimes ocorridos. Seguem abaixo os ofícios encaminhados pelo presidente Toni Reis.

À Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

À Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

Maria do Rosário, futura ministra dos Direitos Humanos é a favor do casamento gay

Com certeza uma das escolhas mais acertadas da presidenta Dilma foi escolher para ministra dos Direitos Humanos, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

Conhecida pela sua eticidade e integridade, a futura ministra ressalta que vai cumprir na íntegra o que prevê o Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH3), além de manter em amplo debate questões que os movimentos sociais colocarem e que não estão contemplados no Plano. “Vou assumir uma pasta que já tem um programa. Portanto, nós vamos cumpri-lo plenamente como ele está, com as mudanças feitas pelo presidente Lula. Os temas que os movimentos sociais avaliarem que ficaram insuficientemente tratados serão mantidos em debate aberto, franco e tranquilo. O plano é uma referência e nós vamos trabalhar com ele sem medo”, diz ela.

Ao contrário do que declarou recentemente o ministro da Defesa, Nelson Jobim – o qual não gostaríamos fosse mantido por Dilma -, que não há como julgar mais os crimes dos militares da época da ditadura devido à anistia, Maria do Rosário foi contundente ao falar do tema. “Vários países do mundo, de forma madura, instituíram comissões da verdade e da memória e conseguiram enfrentar suas questões mais sentidas, os dramas sociais mais perversos da sua história, fazendo um processo de reconciliação nacional. O que há é a necessidade dos cidadãos brasileiros de terem um encontro com esse período da ditadura militar”.

Da mesma forma, a futura ministra foi contundente em garantir a adoção por casais gays. “A secretaria irá cumprir o plano. Quando a gente trata, por exemplo, da possibilidade de as famílias homoafetivas fazerem a adoção, nós estamos trabalhando com algo que é muito importante para as crianças em abrigos. O Brasil deve assegurar o direito à família a essas crianças. A orientação sexual das pessoas não determina se elas serão bons pais ou mães. A superação desse preconceito é importantíssimo.”

Após os recentes atos de violência contra homossexuais em São Paulo, Maria disse que o combate à homofobia vai ser uma das principais lutas logo no início de seu Ministério. “A secretaria vai intensificar o seu trabalho em relação ao combate à homofobia. Quero tratar dessa questão com a emergência que ela exige. Nós estamos diante de crimes motivados pelo ódio à condição humana dos homossexuais. Quero trabalhar com Estados e municípios para compor uma rede que consiga enfrentar essa violência com mecanismos concretos de responsabilização. Será uma das minhas primeiras medidas.

Crente na parceria com os movimentos sociais, antes de votar leis consideradas controversas, Rosário diz que irá mobilizar a comunidade. “Quem tem urgência não espera a lei ser votada no Congresso. Muitas vezes as legislações demoram nessa área de direitos humanos mais do que deveriam. Não vou começar pela lei, mas pela mobilização nacional.”

Ela criticou também a forma de como o aborto foi explorado na campanha política pelo candidato da direita truculenta, José Serra, apoiado por partes das igrejas terrorificantes. “A motivação pela qual eles entraram no debate, especialmente pelos setores de oposição, foi alimentar o preconceito da sociedade brasileira e tentar com isso estabelecer dividendos eleitorais a partir dos setores conservadores. Não acho que essa é uma boa estratégia. O momento eleitoral foi um momento triste diante disso.”

A futura ministra finalizou, afirmando que colocará em pauta a questão do aborto como saúde pública. “Não pretendo, ao iniciar os trabalhos da secretaria, oferecer posições que sejam mais pessoais do que aquelas de trabalho. Vou seguir plenamente o que o plano de direitos humanos estabeleceu e o que a presidente assumiu durante a campanha. Defendo o tema como uma questão de saúde pública.”

Para quem acompanha a atividade de Maria do Rosário como parlamentar, ficamos na expectativa de ver e se aproximar de sua atuação como ministra.

Finalmente militares americanos podem assumir o Mundo Gay

Essa foi uma semana democrática nas câmaras dos Estados Unidos. Militares americanos já podem perguntar se outro é gay e já podem assumir em público suas homossexualidades. É que a lei “Don´t ask, don´t tell” (Não pergunte, não conte), que vinha desde 1993, foi definitivamente e plenamente derrubada.

Primeiro a Câmara dos Representantes, num placar de 250 votos contra 175, que derrubou a terrível lei no início da semana. Segundo a CenaG, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, considerou a votação uma conquista.

E ontem, numa votação de 65 contra 31 votos, o Senado americano selou finalmente a lei que já foi responsável pelo julgamento humilhante e expulsão de mais de 12 mil militares das forças armadas.

“Ao acabar com a política, nosso país não vai mais rejeitar o serviço de milhares de americanos patriotas que são forçados a deixar as Forças Armadas apesar de anos de desempenho exemplar só porque são gays”, declarou o presidente Barack Obama, a quem a medida foi enviada para ser sancionada. Ele acrescentou ainda que assim “muitos milhares não vão ter mais de viver uma mentira para poder servir ao país que amam”.

A derrocada da eberrante lei é um passo para a diminuição da homofobia nos Estados Unidos e talvez seja um outro passo também contra o embrutecimento dos militares americanos, principalmente contra os povos estrangeiros, talvez seja uma caminhada em busca de um verdadeiro mundo de paz e comunhão, como é o Mundo Gay.

Papa Bento XVI se delicia com show erótico de homens sarados

E não é que o Papa Bento XVI, conhecido por posicionamentos homofóbicos, tem ficado menos ranzinza nos últimos dias. Primeiro foi a defesa algumas semanas atrás de que as prostitutas devam usar camisinha. Mas nessa quarta-feira Bento VXI surpreendeu ao aceitar a apresentação de um grupo de quatro equilibristas, os Irmãos Pellegrini, que fizeram um show erótico na presença de Sua Santidade apenas sorria, deliciado. Ao final o Papa até se levantou para saldar entusiasticamente os jovens artistas.

Assim como defendemos a derrubada do celibato clerical, quem sabe um dia não haverá um papa casado e pai de dois filhos… Quem sabe um dia não haverá um papa gay… Santificado seja o Mundo Gay!

Toni Reis diz que Lula é o “Papai Noel dos gays”

Segundo a revista LadoA, em um encontro com os movimentos sociais, ocorrido na quarta-feira passada, o presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), Toni Reis, lembrou do “reconhecimento dos companheiros gays em união estável pelo INSS e na declaração do imposto de renda” que ocorreram nos últimos dias do governo Lula. Apesar de criticar a “ausência de leis no país para combater a homofobia ou reconhecendo o casamento gay”, Reis destacou os encaminhamentos para aprofundamento do debate a estas questões.

No final, Reis arrancou gargalhadas de todos ao chamar Lula de “Papai Noel dos gays”. “O Lula é muito gente boa. Tem até a barba branca, é o Papai Noel dos gays”, afirmou o ativista, entregando uma bandeira do arco-íris para o Sapo Barbudo, que posou para fotos com ela.

Winona Rider revela que Mel Gibson sempre foi racista, anti-semita homofóbico

Nas rodas de fofoca hollywoodeanas, a gravação de uma discussão entre Mel Gibson e sua ex-namorada, a cantora Oksana Grigorieva, na qual o ator usa expressões racistas, é assunto amplamente discutido.

Numa discussão, Gibson acusa a cantora de se vestir de forma vulgar. Ele diz: “Se você for estuprada por um bando de negros, será culpa sua.” Além disso, o alienado ator e diretor usa o termo “nigger”, que empregado nos Estados Unidos pejorativamente contra negros.

Essa semana, numa entrevista à revista GQ, a atriz Winona Rider disse que as declarações do mortífero Gibson não a surpreenderam, e relatou um caso de anti-semitismo homofóbico ocorrido há 15 anos. “Eu estava em uma dessas grande festas de Hollywood. E ele estava muito bêbado. Eu estava com um amigo, que é gay. Ele fez uma piada horrível sobre gays. E eu me dei conta de que sou judia. Ele disse algo sobre os ‘sacanas do forno’ [oven dodger], mas eu não entendi. Eu nunca havia ouvido aquilo antes. Foi um momento muito, muito estranho. Pensei: ‘Ele é um anti-semita homofóbico’, mas ninguém acreditou em mim.”

Pior do que isso, só os filmes mortíferos e sangrentos do preconceituoso Gibson, que demonstram seu baixo grau de inteligência e sensibilidade. Pior ainda quem os assiste.

Ricky Martin diz que só se casará quando seu país oficializar o casamento gay

O cantor Ricky Martin, que no início do ano assumiu sua homossexualidade, afirmou que está namorando e que só se casará quando seu país, Porto Rico, oficializar o casamento gay. “Eu estou num relacionamento agora, mas não estamos falando em casamento ainda. Eu quero ter os direitos de toda a gente no meu país. Eu não quero ser um cidadão de segunda classe. Eu quero fazê-lo na ilha onde nasci e onde vou morrer”, afirmou que recentemente se tornou pai de gêmeos gerados em uma barriga de aluguel.

Para que serve essa sua “realidade”?
Raso realismo, o de vocês.
O argumento da experiência reservada
…………………….é um mau argumento
reacionário.
…………………….…..Gilles Deleuze

TONI REIS RECEBE PRÊMIO DIREITOS HUMANOS

Há tempos dizíamos aqui neste bloguinho que o mui digno presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT era uma dos mais importantes nomes da luta pelos Direitos Humanos no Brasil.

Ontem pela manhã, o companheiro Antonio Martins dos Reis, conhecido como Toni Reis, recebeu das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), e do ministro da Cultura, Juca Ferreira, o Prêmio Direitos Humanos.

Em 16ª edição, o prêmio é a mais alta condecoração para aqueles que, ativamente, colocam seu tempo e sua vida, incansavelmente, na luta pela defesa dos direitos da pessoa humana no País.

Segundo informações no portal do governo federal, “a estatueta entregue neste ano foi idealizada pelo artista gráfico Elifas Andreato. Fundida em bronze com acabamento em pátina, base de granito preto e plaqueta banhada a ouro, a escultura chama-se “Maternidade”, e foi desenhada a partir da figura de uma mãe carregando seu filho”.

Valeu, Toni! O prêmio que recebeste é uma festa democrática para todo o Mundo Gay…

MILITARES AMERICANOS ACEITAM QUE SOLDADOS POSSAM SE ASSUMIR GAYS

Um estudo divulgado ontem pelo Pentágono aponta que a grande maioria dos militares nas forças armadas dos Estados Unidos é a favor da derrubada da lei que proíbe que militares assumam-se homossexuais em suas corporações. A lei que vigora desde 1993, conhecida como Don’t ask, Don’t tell” (DADT), “Não pergunte, Não conte”, não proíbe que um militar seja gay, mas ele não pode externar ou deixar perceber sua orientação homoafetiva.

Como já dissemos neste bloguinho, na prática seria assim, os soldados podem ser gays, mas, caso não queiram ser expulsos, não podem revelar aos companheiros sua homoafetividade. Se indagados sobre o assunto, têm de negar. Se revelados por terceiros, negar com mais convicção ainda.

A erradicação da famigerada lei, responsável pela expulsão de mais de 13 mil militares das forças armadas, havia sido uma das promessas de Obama. O Pentágono se colocou favoravelmente à derrubada da lei. Esse estudo, que revelou apenas uma resistência de alguns generais, segundo eles, preocupados com as forças que atuam no exterior, é mais um passo nesse sentido. O secretário de Defesa, Robert Gates, pediu que o Congresso americano vote a derrubada da lei ainda este ano.

A notícia é fundamental para minar a homofobia nas forças armadas. Oxalá sirva para alterar a política intervencionista americana que Obama continua!

MINISTÉRIO PÚBLICO QUER CONSOLIDAR INCLUSÃO DE PARCEIRO HOMOSSEXUAL DEPENDENTE NO IMPOSTO DE RENDA

A luta pelos direitos LGBT é uma luta incansável e contínua. Exemplo disso é que em março do ano de 2002 a AIESSP (Associação de Incentivo à Saúde de São Paulo) entrou com uma ação na qual pedia que a União aprovasse a inclusão de parceiro homossexual como dependente na declaração de Imposto de Renda seguindo os mesmos critérios utilizados no caso de parceiros heterossexuais.

Além disso, a ação pedia também que que a Receita Federal efetuasse a inscrição dos companheiros homossexuais, declarações em conjunto ou de dependência, para fins de Imposto de Renda. No entanto, o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região, sem julgar o mérito da questão, extinguiu-a, dizendo que aos casais homossexuais não se aplicaria o instituto da união estável, acrescentando que tal união, para fins de dependência e declaração conjunta no Imposto de Renda, não poderia ser equiparada.

Já houve vários casos individuais nos quais a Receita já garantiu o princípio constitucional da igualdade, sem discriminar o sexo dos casais, desde que tenham relacionamento comprovadamente estável. Faltava apenas uma ação coletiva afirmativa nesse sentido, o que foi realizado a partir do parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, aprovado pela Receita, que garante o direito.

Para finalizar definitivamente a questão de uma forma a garantir o direito de toda a comunidade LGBT, o MPF (Ministério Público Federal) enviou, na última segunda-feira (22), um documento no qual pede a reconsideração da decisão da justiça federal em primeira instância, no caso aquela do TRF-3 em 2002, e consolide de vez o direito da inclusão do parceiro homossexual dependente no Imposto de Renda.

MISSIVA DE DENÚNCIA: CONSULADO PORTUGUÊS EM MINAS GERAIS SE RECUSA A CELEBRAR CASAMENTO GAY

Este bloguinho recebeu, via companheiro Daniel Ferreira e ABGLT, a missiva de denúncia do cientista social Daniel Santos, português residente no Brasil, que está sendo impedido de casar com seu parceiro, advogado Gustavo Franco, no consulado português em Minas Gerais, ao que tudo indica apenas por (des)razões homofóbicas. Como ele percebe muito bem no final da missiva, não é um caso particular, e por isso este bloguinho publica-a agora na íntegra.

Nova Lima, 22 de novembro de 2010.

Exmos(as). Srs(as),

Expresso-me por meio desta missiva de denúncia no intuito de informar aos órgãos de imprensa e associações de defesa de direitos dos cidadãos LGBTs sobre o que pode ser uma inaceitável discriminação que eu e meu companheiro estamos a sofrer. Eis abaixo um resumo dos factos (feito por nosso advogado), em seguida, a íntegra da situação.

Resumo:

Consulado Português em Minas Gerais se recusa a celebrar casamento gay

O cientista social Daniel Santos, português residente no Brasil, está desde setembro deste ano a tentar se casar no consulado de Portugal em Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, com seu companheiro brasileiro o advogado Gustavo Franco, porém tem estado frustrado com os impedimentos segundo ele levantados por tal secção consular. “Nas primeiras vezes que estive lá, disseram-me que ainda havia a necessidade de avaliar a validade da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Fiquei surpreso, já que todas as médias já divulgaram que consulados portugueses estavam a realizar casamentos homossexuais, tendo inclusive havido um no Brasil” afirmou.

Depois de ter feito contactos com o Ministério da Justiça, Santos voltou ao consulado munido de informações e, segundo afirmou, o consulado terá mudado a argumentação. “Ao voltar lá pela terceira vez, trazendo comigo o parecer técnico IRN, eles mudaram o argumento e me disseram, então, que já o conheciam e que ainda assim a decisão daquele consulado era de não celebrar este tipo de casamento por um prazo não definido. Em seguida sugeriram-me que me casasse em outro consulado”. Segundo diz, o consulado ter-lhe-á também afirmado que tal impedimento se dá somente para os casamentos gay. “Perguntei se esta decisão se referia aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo e, antes mesmo que eu terminasse a frase, o funcionário respondeu-me que “sim, casamentos deste tipo. Senti-me ultrajado”.

Segundo o esclarecimento do Instituto dos Registos e do Notariado sob a lei n.º 9/2010 de 31 de maio, é permitida a celebração de casamentos como o do casal de Minas Gerais. “Quero crer que estou errado, mas não consigo perceber razão outra para tal postura que não preconceito”, lamenta o cientista social que pretende agora recorrer à Procuradoria da República.

Íntegra dos factos:

Eu, Daniel Santos, cientista social, português, e meu companheiro Gustavo Franco, advogado, brasileiro, estamos sendo impedidos de aceder ao nosso direito de casamento por parte do Consulado de Portugal em Belo Horizonte (capital de Minas Gerais, Brasil) por motivos que, ao que tudo indica, parece ser preconceito homofóbico.

Uma vez que – conforme já fora noticiado na média portuguesa e internacional – a rede consular de Portugal está a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo (o que já ocorreu na Austrália e inclusive no Brasil – ver, ao final, link 1), decidimos meu companheiro e eu, com quem vivo há 4 anos no Brasil, nos casarmos no referido consulado (pois moramos na região metropolitana de Belo Horizonte).

Porém, já fui cinco vezes ao consulado e em todas as vezes eles se recusam a dar entrada no meu pedido de casamento sob as mais fúteis das alegações. Desde a primeira vez que fui, em Agosto de 2010, o consulado impediu-me de solicitar a celebração do meu casamento sob a suspeita argumentação de que “o cônsul precisava verificar a validade da lei de matrimônio entre pessoas de mesmo sexo”. Afirmaram-me, ainda, não ter prazo para um a resposta, mas pediram-me para aguardá-la, pois eles entrariam em contacto - o que jamais aconteceu em mais de três meses.

Entrei imediatamente em contacto com a Conservatória dos Registros Centrais, com o Ministério da Justiça, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, com a Embaixada de Portugal em Brasília, e até mesmo com a Embaixada de Portugal em Buenos Aires, e (com excepção do MNE que ainda não me respondeu) absolutamente todos estes me reafirmaram a validade da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo nas redes consulares, além de que muitos ficaram perplexos com o subterfúgio utilizado pelo referido consulado para se impor dificuldades à celebração de meu casamento.

Voltei em outubro ao consulado com todos estes contactos impressos, inclusive com o parecer técnico do Instituto dos Registros e do Notariado que me foi dado pelo Ministério da Justiça (como pode ser visto em
http://www.irn.mj.pt/IRN/sections/irn/a_registral/registo-civil/docs-do-civil/esclarecimento-lei-n-9/) e quando viram estes documentos o funcionário do consulado, de forma empedernida, respondeu-me que já estavam cientes deste parecer e que ainda assim se recusavam a casar-me devido à tomada de decisão daquele consulado. Perguntei se essa recusa se tratava apenas de casamentos entre pessoas de mesmo sexo e, sem tergiversar, o funcionário me respondeu “sim, esta é a decisão deste consulado”. Em seguida sugeriu-me casar em outro consulado.

Ora, se outros consulados no Brasil podem realizar tal acto, qual a razão para que o de Belo Horizonte não o realize?

Escrevi, então, à Embaixada de Portugal em Brasília para verificar a possibilidade de casar-me por lá, explicando o motivo, de sorte que me responderam orientando-me de forma que não seria necessário meu deslocamento a outro Estado pois – o que é óbvio – o consulado de Belo Horizonte não pode se recusar celebrar meu casamento, e orientaram-me a voltar a tal posto, com o qual a Embaixada já teria entrado em contacto.

Ao chegar lá, no dia 22-11-2010, já munido de toda a documentação necessária para requerer o casamento (tanto minha e de meu companheiro, quanto de nossas testemunhas – o que me acarretou custos financeiros), qual não foi minha surpresa e decepção por não poder entregar meus documentos pois ouvi que, mesmo depois da advertência da Embaixada, o cônsul André Sopas de Mello Bandeira ainda assim não nos casaria. Disseram-me que “somente no ano de 2011 o cônsul irá verificar a possibilidade de realizar este casamento”, e isto foi dito mais uma vez sem fornecerem-me uma data específica.

Pois se meu casamento fosse heterossexual eu poderia agendá-lo (pois isso me fora expressamente dito), mas, uma vez que se trata de um casamento entre suas pessoas do mesmo sexo, eu terei que aguardar indefinidamente por uma decisão pessoal do cônsul?

Quero crer que toda esta situação seja um mal entendido, caso contrário tal protelação injustificada se configurará na manutenção de uma estratégia inadmissível de constrangimento e discriminação. Vale notar que tal recusa desarrazoada, a meu ver, poderá até ser entendida possivelmente como crime de abuso de poder previstos no art. 382 do Código Penal.

As instituições públicas não podem jamais ser operadas pelo princípio da pessoalidade. São espaços púbicos, de todos, pois. Não podem ser privatizados por pessoas que nelas (im)põem seus valores privados e seus julgamentos voluntariosos. Sinto-me indignado na minha condição de cidadão português por entender que posso estar sendo tratado de maneira indisfarçadamente discriminatória. Não sou cidadão de segunda categoria, e não admito ser tratado de tal forma.

Se um funcionário público, tendo recebido investidura legal para prestar um serviço público, não se sente à vontade para realizá-lo ou entende que esse fere seus princípios ou valores, então que este funcionário deixe seu cargo para quem o faça com a devida competência. Se permitirmos que o Estado Português e seus representantes consulares apropriem-se da coisa pública de forma personalista, como poderá ser o facto em questão, estaríamos a regressar ao Estado Absolutista, além de que estaríamos a negar os valores mais basilares da Modernidade.

Tenho tido preciosa ajuda do Deputado Miguel Vale de Almeida que muito tem me orientado nessa situação que tem constrangido não somente a mim e meu companheiro, mas também a nossos pais e irmãos, amigos e inclusive nossa comunidade religiosa, esta que, vale dizer, aguarda a diligência das autoridades civis para que celebre conosco uma bênção ao nosso casamento que já está agendada – o que, aliás, o cônsul acintosamente não acreditou, pedindo-me os contactos do clérigo e da igreja (!) para comprovar que eu não estaria a mentir.

Voltarei a solicitar a embaixada em Brasília que realize meu casamento, mesmo que isto nos obrigue a casar distante 800 quilômetros de nossa família e comunidade. Pretendo fazer uma queixa formal à Procuradoria da República. Por fim, peço ajuda da imprensa e dos grupos LGBTs para que tal acção discriminatória não se mantenha oculta e não venha a se repetir com outros portugueses.

Agradeço desde já pelo tempo e consideração,

Daniel Santos

Link 1:
http://www.oa.pt/Conteudos/Artigos/detalhe_artigo.aspx?idc=31623&idsc=31624&ida=102059

INTERNAUTAS PODERÃO PARTICIPAR DO SEMINÁRIO “ESCOLA SEM HOMOFOBIA”

A partir das 13:30h de hoje, será realizado na Câmara federal o seminário “Escola sem Homofobia” e a entrega do prêmio “Educando para a Diversidade Sex”.

O seminário tem por objetivo aprofundar as a discussão em torno da defesa dos direitos LGBT no ambiente das escolas do País e contará com a presença de diversos participantes/atuantes na luta contra a homofobia e pela afirmação do respeito à diversidade sexual, como André Lázaro, Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, e Toni Reis, Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (ABGLT). A lista completa dos participantes, assim como os premiados, você encontrará aqui no Mundo Gay.

O seminário ocorre após a pesquisa Homofobia na Comunidade Escolar, realizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com a Gale, Reprolatina, Pathfinder, Ecos e Ministério da Educação, revelou que as escolas não estão respeitando os direitos LGBTs. Segundo a pesquisa, os professores não sabem como trabalhar adequadamente a questão tanto da diversidade sexual quanto de combate à homofobia. As consequências, segundo a pesquisa, para os meninos e meninas é baixa autoestima, queda no rendimento ou abandono escolar e depressão.

Educadores, estudantes e todas as pessoas interessadas na defesa dos direitos quanto à diversidade sexual de todo o país poderão acompanhar ao vivo a transmissão do evento pela Agência Câmara. Além disso, poderão encaminhar perguntas aos participantes do seminário pelo e-mail pergunte@camara.gov.br, utilizando o campo assunto CLP. O sítio da Câmara dos Deputados informa que “as perguntas serão encaminhadas aos deputados que integram a comissão, para que eles possam redirecioná-las aos convidados no momento do debate”.

MANIFESTAÇÕES E PROTESTOS CONTRA A HOMOFOBIA EM SÃO PAULO

ABGLT PUBLICA NOTA CONTRA VIOLÊNCIA HOMOFÓBICA

NOTA OFICIAL CONTRA A VIOLÊNCIA HOMOFÓBICA

No último domingo (14/11/2010) foram noticiados em cadeia nacional dois casos separados de atos extremos de violência contra homossexuais.

Em São Paulo, em plena Avenida Paulista, um grupo de cinco jovens perpetrou dois ataques diferentes que, segundo testemunhas, foram gratuitos e caracterizados como homofóbicos pelos xingamentos feitos pelos atacantes.

No Rio de Janeiro, após a 15ª Parada LGBT, um jovem gay foi baleado no estômago no Arpoador, também gratuitamente. Segundo a vítima, o agressor é um militar que trabalha nas redondezas, no Forte de Copacabana.

Felizmente, desta vez, nenhuma das vítimas morreu.

Para a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), estes casos, infelizmente, são apenas a ponta de um imenso iceberg, e ganharam visibilidade nacional inusitada, porém bem-vinda.

Diariamente, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) sofrem violência desta natureza em nosso país. E pior, a cada dois dias, em média, uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil, segundo dados do Grupo Gay da Bahia.

Portanto, a ABGLT vem se manifestar, mais uma vez, pelo fim imediato de toda e qualquer violência homofóbica, e pela promoção de uma cultura de paz e respeito à diversidade, conclamando:

Ao Poder Executivo, em todos os níveis, que tome as medidas cabíveis e apure os fatos destes e de outros crimes de violência cometidos contra LGBT, identificando e punindo exemplarmente os culpados, sem deixar os crimes impunes. A impunidade gera mais violência.

Que o Governo Federal acelere a implementação do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos de LGBT.

Que os governos estaduais e municipais elaborem e também implantem seus planos de combate à homofobia.

Que promova a educação para o respeito à diversidade sexual, para que as novas gerações possam aprender a conviver com e respeitar as diferenças.

Que promova no âmbito estadual e municipal, eventos de sensibilização de agentes da segurança pública, como o II Seminário de Segurança Pública para LGBT, que na semana passada no Rio de Janeiro capacitou 150 policiais de todo o país em questões específicas à segurança da população LGBT.

Ao Congresso Nacional, que aprove legislação específica contra toda e qualquer forma de discriminação no Brasil, inclusive a discriminação homofóbica, e que certos parlamentares deixem de afirmar que a população LGBT não precisa de legislação que a proteja desta forma. Os fatos sobre a violência e a discriminação contra LGBT estão expostos, é hora de agir e cumprir o papel de legisladores eleitos para representar todos e todas os/as brasileiros/as, sem distinção. O Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 está tramitando no Congresso Nacional desde 2001 (P/L 5003/2001). São nove anos de inércia e desrespeito à população LGBT, nove anos de incentivo à continuação da violência e discriminação contra LGBT, nove anos de endosso da impunidade.

Em parceria com diversas instituições, com o intuito de despertar para este cenário, nos dias 23 e 24 de novembro, a ABGLT estará apoiando a realização de três eventos consecutivos no Congresso Nacional: o Seminário Escola Sem Homofobia, a Audiência Pública Bullying Homofóbico nas Escolas, e o Seminário sobre os Assassinatos de LGBT.

Ao Judiciário, que continue julgando favoravelmente as demandas pela igualdade de direitos, condenando os casos de homofobia, punindo de forma rigorosa a violação dos direitos humanos de LGBT.

Que continue baseando suas decisões nos preceitos constitucionais da não-discriminação, da dignidade humana, da intimidade, da segurança e do direito à vida.

Aos Religiosos, que ajudem a semear a cultura da paz e do amor ao próximo. E que determinados religiosos fundamentalistas parem imediatamente de incitar a discriminação e o ódio contra as pessoas LGBT, ao nos categorizarem como “doentes” ou “anormais”.

Temos testemunhado que essa intolerância pregada por setores fundamentalistas cristãos tem sido transformada em violência extrema. A pregação religiosa que ataca os homossexuais acaba por legitimar atitudes de ódio.

Infelizmente, temos assistido a uma onde conservadora, que ganhou contornos fortes na campanha presidencial. Ela atinge mulheres, negros, nordestinos e LGBT.

É preciso dar um basta a todo e qualquer tipo de preconceito. Vivemos em um país democrático, onde a igualdade e a não-discriminação são preceitos fundamentais. Esta violência há de parar. A vida humana não pode ser banalizada desta e nem de qualquer outra forma.

Que a sociedade brasileira se conscientize da gravidade do problema da homofobia e da difusão de preconceitos. E que o Estado brasileiro aja para garantir direitos e reprimir exemplarmente atitudes de violência e discriminação.

Por uma cultura de paz e respeito à diversidade.

ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

“BULLYING HOMOFÓBICO NAS ESCOLAS” É TEMA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NO SENADO

O requerimento assinado pela atuante senadora Fátima Cleide (PT) para discussão de um tema dos mais prementes em serem solucionados nas escolas – o bullying em sua faceta homofóbica – foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal.

O evento ocorrerá no dia 24 de novembro, das 10h às 12h, e contará com a presença, entre outros, de Jean Willys (Educador e Deputado Federal), Carlos Laudari (Diretor da Pathfinder do Brasil), Luma Andrade (Doutoranda em Educação), Fernando Haddad (Ministro da Educação), Vincent Defourny (Representante da UNESCO no Brasil) e Beto de Jesus (Diretor da ABGLT).

Para ler a íntegra da justificativa no requerimento, em pdf, clique aqui. Para ampliar a imagem em jpeg, clique abaixo.

II SEMINÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA PARA LGBT

“Pela Defesa da Dignidade Humana”

Começou ontem, segunda-feira (8), e vai até à próxima quinta-feira (11), no Hotel Windsor Guanabara, no Rio de Janeiro, o II Seminário Nacional de Segurança Pública para LGBT: Pela Defesa da Dignidade Humana. O evento é uma realização da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça (MJ), através do Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia (GTCH).

Além dos representantes da SENASP, participam também representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), das Instituições de Segurança Pública Estaduais (Polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros Militar) e de movimentos sociais LGBT. Os participantes debateram produções de estudiosos e pesquisadores com o tema sobre Segurança Pública, Violência Homofóbica, Tráfico de Travestis e Redução de danos. Segundo a Senasp, grande parte dessas pesquisas foi realizada mediante fomento de instituições conveniadas à SDH e à SENASP através da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (RENAESP), projeto de educação permanente voltado aos profissionais de segurança pública.

Ao todo, constam 240 participantes inscritos de diversos órgãos de segurança pública e da sociedade civil de todo o país, que deverão construir neste seminário Planos Estaduais de Segurança Pública para a População Vulnerável de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais LGBT.

Para nortear os debates, o Grupo de Trabalho de Combate á Homofobia fez nos últimos um levantamento sobre o atendimento ao público LGBT em delegacias especializadas e centros de referência nos Estados do Rio de Janeiro, Piauí, São Paulo, Sergipe e Paraíba. Durante as visitas, realizaram-se ainda verificação sobre as boas práticas na área e fomentou-se políticas públicas de combate e prevenção à homofobia.

Assim, nesse encontro será discutida a implementação de propostas de combate à discriminação e violências contra pessoas LGBT em todos os estados do Brasil, isso mediante as ações que já foram acordadas nas Conferências LGBT, Segurança Pública e Direitos Humanos.

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

Parada Gay na Argentina homenageia Kirchner

“¡Derechos / legales / para travestis y transexuales!”

Daniel Garci/AFP

Mi Buenos Aires querido estava toda enfeitada, toda brilhante, toda colorida pela multidão que saiu às ruas para celebrar sua Marcha do Orgulho Gay 2010. Além dos portenhos, compareceram também milhares de participantes em caravanas de outras cidades, como San Luis, La Pampa, Santa Fé Córdoba e Entre Rios.

Entre tantas canções e dizeres, duas manifestações deram o tônus do movimento conglomerado ontem à noite em frente à Casa Rosada: a afirmação dos direitos LGBT e as homenagens a Néstor Kirchner. A parada percorreu o caminho que vai da histórica Praça de Maio até a sede do Congresso Argentino, onde houve diversos discursos acompanhados de inúmeras apresentações musicais e artísticas.

foto: Laura Gallo

Os manifestantes lembravam com alegria que ali estiveram durante horas do dia e da noite e que na madrugada do dia 15 de julho desse ano a Argentina se tornou o primeiro país da América Latina a aprovar a legalização da união civil de pessoas do mesmo sexo.

Muitos aproveitaram para homenagear o ex-presidente Néstor Kirchner, falecido no último 27 de outubro, e que, como deputado federal, foi um dos que mais lutou pela aprovação do casamento gay e outros direitos LGBT. Os emocionados discursos e poemas estenderam-se a sua companheira, a atual presidenta Cristina Kirchner.

Congratulações e Solicitação à presidenta eleita Dilma Rousseff

O presidente da ABGLT, Toni Reis, e o coordenador nacional da Rede Afro LGBT, Nilton Luz, enviaram na última sexta-feira (5) à presidenta eleita Dilma Rousseff um ofício no qual fazem suas congratulações e solicitação. Reproduzimos aqui o corpo do ofício distribuído.

Assunto: Congratulações e Solicitação

Cara Presidenta Dilma,

Em primeiro lugar, gostaríamos de parabenizá-la pela vitória na disputa eleitoral de 2010, que a elegeu a primeira mulher presidenta do Brasil. Sabemos que o sucesso eleitoral reflete as mudanças promovidas pelo Governo Lula, aprovadas por maioria popular, o que também nos leva a compartilhar as felicitações com o atual presidente.

É importante lembrar o apoio expressivo recebido pela então candidata na comunidade LGBT, como esperança de que o caminho apontado pelo Governo Lula seja aprofundado pela futura presidenta na perspectiva de superar a homofobia e resgatar a cidadania LGBT. Nossa expectativa é que, nesse governo, sejam aprovados pelo congresso e sancionados pela presidenta os projetos que criminalizam a homofobia, permitem a substituição do prenome de travestis e transexuais e garantem a união estável de casais do mesmo sexo. Naturalmente, nossa tarefa é reivindicar as mudanças em uma luta cotidiana, que se dá nos espaços criados no processo recente de democratização do Estado, mas também e prioritariamente nas ruas, com o povo.

Recebemos com alegria a informação de que a primeira incursão internacional da presidenta eleita seria pelos continentes africano e asiático. Reforçamos a importância de valorizar as regiões mais exploradas historicamente em tempos de reconfiguração geopolítica do poder global, na qual o Brasil tem desempenhando um papel central.

É oportuna, também, a visita a uma fábrica de medicamentos. Sabemos que a homofobia é uma das principais responsáveis pela vulnerabilização da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em Moçambique e outros países africanos de perfil similar, como o Mali, o Senegal e o Congo, na prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DST), em especial o HIV/AIDS. A homofobia institucional se reflete nas agressões aos direitos humanos de LGBT pelo próprio Estado.

Na Uganda, que recentemente analisou lei que punia a homossexualidade com pena de morte, jornais homofóbicos têm revelado a identidade e informações pessoais de homossexuais e pedindo que sejam agredidos ou presos, prática coibida apenas por decisão judicial no caso do jornal Rolling Stone, dias atrás.

Sabemos que boa parte dos estados-nacionais africanos são solapados de seu povo por uma elite a serviço dos interesses imperialistas. Uma das formas mais vis de desviar o foco dos problemas sociais e econômicos que afetam a toda a população é insuflar o ódio às diferenças. E o passado colonial cuidou de deixar a marca do conservadorismo nas nações africanas, reforçadas pelo fundamentalismo religioso com sede nos Estados Unidos.

Acreditamos que o governo brasileiro pode influenciar decisivamente pelo cumprimento dos tratados internacionais dos direitos humanos por parte de estados africanos como Moçambique e Uganda. Pedimos ao presidente Lula, bem como à presidenta eleita Dilma Rousseff, que envidem esforços nesse objetivo.

No mais, desejamos que a viagem possa representar a continuação de uma política externa soberana e democrática, em sintonia com o sonho de um mundo onde as diferenças não se transformem em desigualdades. E sabemos que o papel do Brasil nesse cenário pode ser estratégico. Queremos que as vítimas da homofobia institucional nessas nações saibam disso.

Respeitosasmente

Toni Reis, Presidente da ABGLT

Nilton Luz, Coordenação Nacional da Rede Afro LGBT

As taras, enrustimento e homofobia de Berlusconi

foto: Julien Warnand/Efe

O premiê Berlusconi é famigerado no mundo não apenas por ser um dos políticos mais grotescos e corruptos do mundo, mas também por suas compulsões sexuais, que já lhe renderam inúmeros escândalos. O último desses escândalos ocorreu essa semana, devido às acusações de que ele estaria explorando sexualmente uma garota marroquina de 17 anos conhecida como Ruby.

Como sempre, ao falar, Berlusconi dá vazão a suas perversões travestidas de preconceitos e patologias. “Como sempre, eu trabalho sem interrupção e, se ocasionalmente ocorreu de eu olhar nos olhos de uma garota bonita, é melhor gostar de garotas bonitas do que ser gay”, justificou ele no decorrer de uma reunião em uma exposição da indústria de motocicletas em Milão.

Como sempre, a justificativa só piora o enunciado de violência. Alguém pode achar que um homem de 74 anos, como Berlusconi, expressar sua suposta virilidade demonstra sua saúde sexual. Não. Primeiro porque hoje se sabe que a diminuição da atividade sexual dos velhos é uma lenda. O fato de Berlusconi, para tentar justificar seu ato, vangloriar-se demonstra, pelo contrário, seu sentimento de inferioridade, a infantilidade e a corrupção de seu desejo. Por trás de sua riqueza e de sua compulsão sexual está uma existência vazia. É um buraco oco que Berlusconi tenta preencher, mas que é impossível preenchê-lo. Assim, Berlusconi jamais teve uma relação real com uma mulher.

Assim, para não nos alongarmos mais, como que Berlusconi pode falar da experiência de ser gay. Para ele, o caso de já ter tido ou não, em todas essas décadas de altíssima compulsão sexual, um relacionamento homossexual, não teria como ser uma relação homoafetiva. Berlusconi não pode sentir, apenas a ilusão da posse.

Assim, além do crime da exploração sexual, Berlusconi é, provavelmente no mundo de hoje, a face mais verossimilhante do poder: um vazio como primeiro-ministro da Itália.

ABGLT congratula Haddad por questão sobre homofobia no Enem

A questão:

Pecado nefando” era expressão correntemente utilizada pelos inquisidores para a sodomia. Nefandus: o que não pode ser dito. A Assembleia de clérigos reunida em Salvador, em 1707, considerou a sodomia “tão péssimo e horrendo crime”, tão contrário à lei da natureza, que “era indigno de ser nomeado” e, por isso mesmo, nefando.

O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em 2009. De acordo com o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), nesse ano foram registrados 195 mortos por motivação homofóbica no País.

A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e, muitas vezes, expressa-se sob a forma de comportamentos violentos. Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e assassinatos de homossexuais no país estão associadas

A) à baixa representatividade política de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania dos homossexuais.

B) à falência da democracia no país, que torna impeditiva a divulgação de estatísticas relacionadas à violência contra homossexuais.

C) à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer seus direitos políticos.

D) a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formas recorrentes de tabus e intolerância.

E) a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.

Corpo do ofício da ABGLT

Ao: Exmo. Sr. Fernando Haddad

Ministro da Educação

Exmo. Sr. Joaquim Soares Neto

Presidente

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)

Assunto: ENEM 2010 – congratulações

Senhor Ministro, Senhor Presidente,

Como é de seu conhecimento, a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma entidade de abrangência nacional que congrega 237 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população.

Neste sentido, gostaríamos de congratular o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira pela inclusão da pergunta (na folha anexo) sobre homofobia no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) realizado ontem (06/11).

É gratificante ver as deliberações da Conferência Nacional de Educação sendo respeitadas, e esforços sendo feitos para contribuir para o cumprimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos de LGBT.

Sem mais, renovamos nossos votos de estima e consideração.

Cordialmente

Toni Reis

Presidente

Beijaço para Bento XVI em Barcelona

Foto: Pere Duran

O papa foi bem recebido hoje em Barcelona. O grupo Queer Kissing Flashmob (Mobilização Beijaço Gay, em tradução literal) organizou pelo Facebook um beijaço que se realizou hoje na passagem de Bento XVI pela cidade espanhola. Casais de lésbicas e gays, além de vários casais heterossexuais simpatizantes participaram da manifestação.

Milhares de pessoas se reuniram, contando com a presença não apenas de ativistas LGBT, como também de faministas e outros movimentos alternativos, numa festa de protesto pacífico contra posições dogmáticas da Igreja, que é contra o casamento gay, a liberação do aborto e o uso de contraceptivos.

Não estamos contra o Papa, o beijo coletivo é uma forma de manifestar o nosso desacordo com a maneira como a igreja vê as relações entre as pessoas”, disse Joan Pérez, um dos organizadores das manifestações.

Audiência Pública “Escola sem Homofobia” e entrega do prêmio “Educando para a Diversidade Sex”

Esta audiência pública e este prêmio foram encaminhados pela ABGLT e recebida e acatada pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, passando por diversas comissões e oficializado o evento. Quem informa é Toni Reis, digno presidente da ABGLT.

Audiência Pública “Escola sem Homofobia”

23 de novembro de 2010, das 13.30 às 18 horas, Plenário 03, Anexo II, Câmara dos Deputados

PROGRAMAÇÃO (em 05/11/2010)

13h30 – Abertura

- Deputado Ângelo Vanhoni, Presidente da Comissão de Educação e Cultura

- Deputado Paulo Pimenta, Presidente da Comissão de Legislação Participativa

- Deputada Iriny Lopes, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

- Deputada Fátima Bezerra, Representante da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

- Dr. Pedro Chequer, Coordenador no Brasil do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids – UNAIDS

- Dr. Dirceu Greco, Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

- Yone Lindgren, Coordenação Política Nacional da Articulação Brasileira de Lésbicas – ABL

- Jovanna Baby, Presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais – ANTRA

- Toni Reis, Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

14h – Escola sem Homofobia

Moderador(a): Deputado Iran Barbosa

Tema: Projeto Escola Sem Homofobia

- Carlos Laudari, diretor da ONG Pathfinder do Brasil

Tema: Pesquisa Escola Sem Homofobia

- Margarida Díaz, presidente da ONG Reprolatina

Lançamento – Materiais Didáticos do Projeto Escola Sem Homofobia

- Lena Franco, ONG Ecos – Comunicação em Sexualidade

Tema: Unicef: Políticas de Inclusão e Diversidade na Escola

- Marie-Pierre Poirier, Representante do Unicef no Brasil

Tema: Por uma Educação que Respeite a Diversidade Sexual

- Deputado Carlos Abicalil

Tema: Conferência Nacional de Educação – Diversidade Sexual na Escola

- André Lázaro, Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade  do Ministério da Educação

16.30h – Entrega do Prêmio Educando para a Diversidade Sexual

Premiados(as):

(Relação de premiados(as) abaixo)

18h – Encerramento

Promoção

Comissão de Educação e Cultura

Comissão de Legislação Participativa

Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Apoio

Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

GALE – Aliança Global para Educação LGBT

ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

ABL – Articulação Brasileira de Lésbicas

ANTRA – Articulação Nacional de Travestis e Transexuais

ABRAGAY – Associação Brasileira de Gays

E-jovem e Escola Jovem LGBT

GHP – Associação Brasileira de Pais e Mães de Homossexuais

Revista Viração

Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Ministério da Saúde – Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

UNAIDS – Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids

UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância

Conselho Federal de Psicologia

Conselho Federal de Serviço Social

Pathfinder do Brasil

Reprolatina – Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva

Ecos – Comunicação em Sexualidade

PRÊMIO EDUCANDO PARA A DIVERSIDADE SEXUAL – EDIÇÃO 2010

PREMIADOS(AS)

Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero: Publicação: “Homofobia nas Escolas: o papel dos livros didáticos”

Dayana Brunetto Carlin dos Santos: Dissertação de Mestrado (UFPR, 2010) “Cartografias da Transexualidade: a experiência escolar e outras tramas

Luma Andrade - Homenagem especial à travesti doutoranda em educação pela Universidade Federal do Ceará

ECOS – Comunicação em Sexualidade: Boletins Escola Sem Homofobia – Bolesh

Escola Estadual de Ensino Fundamental Rio de Janeiro (Porto Alegre): Diga não è homofobia escolar, valorizando as singularidades e as diferenças

Grupo de Teatro do Oprimido Diversidade EnCena: Espetáculo de Teatro-Fórum Coisas de Menina

Maria Alcina Ramos de Freitas: Dissertação de Mestrado (UFAL, 2009) “Purpurina na Terra do Cangaço: refletindo a homossexualidade na escola”

Mary Neide Damico Figueiró: Grupos de Estudos sobre Educação Sexual e GEES/Escola: a criação de “Rede de Formadores”

Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social / Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate à Homofobia (Mato Grosso do Sul): Projeto Educar para a Vida é Educar para a Diversidade

Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Projeto Diversidade Sexual na Escola

Menção Honrosa – de iniciativas inscritas

Eliana Teresinha Quartiero: Dissertação: “A Diversidade Sexual na Escola – produção de subjetividade e políticas públicas

Fernando Silva Teixeira Filho / Carina Alexandra Rondini Marretto: Artigo: “Ideações e tentativas de suicídio em adolescentes com práticas sexuais hetero e homoeróticas”:

Paula Beatriz: Monografia: “Homossexualidade na Escola: inclusão ou exclusão”

Agradecimentos Especiais pela dedicação à Educação para o Respeito à Diversidade Sexual

Senadora Fátima Cleide

Deputado Federal Iran Barbosa

Deputado Federal Carlos Abicalil

* Caso você precise de um convite personalizado, para fins de dispensa do trabalho etc., ou para conseguir passagens e diárias para ir a Brasília, favor pedir através do e-mail gisele.villasboas@camara.gov.br ou clp@camara.gov.br.

O desnecessário Álvaro Dias

O retrógrado senador pelo Paraná Álvaro Dias, que ainda tem quatro anos de mandato pelo apequenado partido PSDB, demonstra porque, num momento de consolidação da democracia no Brasil, seu partido cada vez se divide e se extingue mais.

Em plena página sua na internet, ao ser inquirido por um internauta, que pediu para ele votar contra a PLC 122 – a PEC da Homofobia – ele chamou-a de “desnecessária”. “Prezado senador, vote contra a lei PL 1200/2006. Por favor”, disse o internauta. “Você deve estar se referindo ao PLC 122/2006, que trata da homofobia. Fique tranquilo. Entendo que o grupo que esse projeto pretende defender já encontra suficiente amparo na legislação em vigor no país”, secundou o homofóbico senador.

O Mix Brasil, que noticiou e tentou entrar em contato com o senador, não o encontrando, informa que o projeto, “de autoria da ex-deputada petista Iara Bernardi, o PLC 122 tramita há anos no Congresso Nacional e hoje aguarda para ser votado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal”.

Por tais posições, Álvaro Dias demonstra porque não serve para o Senado, assim como seu partido, PSDB, não serve para o Brasil.

Disponibilização do Guia de Advocacy e Prevenção do Curso Virtual do Projeto Interagir

Pessoal;

Tudo bem?

Estaremos disponibilizando aos 242 participantes do curso virtual do projeto  Interagir  o  Guia de Advocacy e Prevenção, através do correio convencional - sistema  PAC.

Neste  sentido, vimos por meio deste solicitar o endereço completo de  todos e  todas os(as) participantes e também pessoas que queiram receber o Guia de forma inteiramente gratuita.

O curso virtual está sendo executado por 7 tutores(as). Através do site www.asical.org/br. Infelizmente não há mais vagas nesta turma. Era para 70 pessoas e já estamos com 242.

Em fevereiro e março, teremos 7 cursos presenciais de 5 dias de duração, cada um para 10 cursandos selecionados(as) dentre os participantes do curso virtual, nas seguintes cidades: Salvador, Belém, Rio de Janeiro, Florianópolis, Alfenas, Recife, Campo Grande.

Sobre o projeto Interagir:

A Associação Paranaense da Parada da Diversidade – APPAD, em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a ASICAL , vem desenvolvendo o “Projeto Interagir – Ações de Advocacy e Prevenção em HIV/Aids para a comunidade de gays e outros HSH”

O Projeto está sendo desenvolvido em rede desde janeiro de 2009, através de 7 organizações distribuídas entre as 5 macrorregiões do país:

Norte – Grupo Homossexual do Pará

Nordeste – GLICH e Instituto Papai

Sudeste – Cellos e Movimento Gay de Alfenas

Sul – Cepac

Centro-Oeste – Associação de Travestis e Transexuais do Mato Grosso do Sul

O Projeto prevê ações de advocacy no Executivo estadual e municipal, visando ao fortalecimento das atividades dos Planos de Ações e Metas em HIV/Aids, na área de gays e outros HSH, a implementação dos Planos Estaduais de Enfrentamento da Epidemia da AIDS e das DST entre Gays, HSH e Travestis, inclusive no que diz respeito a ações de prevenção. Também prevê a promoção da cidadania e dos direitos humanos de pessoas vivendo com HIV/Aids e da população LGBT, por meio de ações de advocacy no Legislativo estadual e municipal.

Informações com os pontos focais/tutores regionais.

Cordialmente

Marcio Marins

Presidente da APPAD

Toni Reis

Coordenador Geral

O Mapa de Combate à Homofobia

Clique para ampliá-lo.

Estimad@s colegas,

Em um esforço realmente coletivo e nacional conseguimos finalizar o mapa IDAHO-Brasil.

Muitas foram as vozes que se escutou para que este produto pudesse tomar forma. Das sugestões sobre as cores à reivindicações do símbolo que representaria a legislação, as sugestões foram sendo incorporadas quase em tempo real. O companheiro Dartanhã Silva (AM) teve papel fundamental na busca e revisão da legislação, que é superior em número ao que imaginávamos.

Infelizmente algumas sugestões não puderam ser incorporadas. Como é o primeiro mapa acho que podemos nos dedicar a uma melhor sistematização dos dados para o ano que vem. Também não há como sabermos, por enquanto, se as ações realmente aconteceram e o público atingido, variáveis sugeridas para serem incorporadas na valoração dos estados.

Finalizo o mapa 2010 sabendo que há muito a ser feito e melhorado, mas com a certeza que essa imagem nos dá uma clareza de como podemos avançar nessa política mundial do Dia de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.

Fazendo coro com o presidente da ABGLT e coordenador do Comitê IDAHO-Brasil, há modelos de projetos de lei sobre o 17 de Maio no site da ABGLT (http://www.abglt.org.br/port/leis_homofobia.php). Fica a sugestão de atualização do site da ABGLT segundo nosso mapa e o trabalho intenso do Dartanhã.

Penso que revisões serão necessárias e que o processo não acabou. É apenas o começo! Para ações de análise e sistematização futuras vamos melhorar o que ficou bom e abandonar o que ficou ruim. Que acham?

Espero que o mapa contribua para a política, nos mostrando ações bem  sucedidas e lugares que podem avançar ainda mais.

Por fim acho que o Comitê IDAHO-Brasil, que reúne pessoas de várias instituições e de todo o país, poderia começar a pensar em uma forma de sistematizar os dados das ações para que facilitasse tanto a leitura do relatório nacional como uma imagem global da política. Penso numa “ficha” com todos os dados e variáveis sugeridos: título da ação, resumo, número de pessoas afetadas, fotografias, etc.

Quem quiser se integrar no Comitê IDAHO-Brasil envie um email para idahocontrahomofobia-subscribe@yahoogrupos.com.br.
Obrigado a tod@s que enviaram críticas construtivas!!!!!

Um grande abraço!

Felipe

Seminário sobre Assassinatos de LGBT na Câmara dos Deputados

Mais um seminário que foi encaminhado pela ABGLT e que foi recebido e acatado pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, passando por diversas comissões e oficializado o evento. Quem informa é Toni Reis, digno presidente da ABGLT, que distribuiu a programação.

Ele informa ainda que, “caso você precise de um convite personalizado, para fins de dispensa do trabalho etc, ou para conseguir passagens e diárias para ir a Brasília, favor pedir através do e-mail gisele.villasboas@camara.gov.br  ou clp@camara.gov.br”, salientando que “não há passagens ou diárias disponíveis através da organização do evento”.

O Seminário ocorrerá no dia 24 de novembro de 2010, das 13h30 às 17 horas, Plenário 09, Anexo II, Câmara dos Deputados.

Clique para baixar a programação.

Pastor Gay lança segundo livro sobre a Bíblia*

Pastor gay lançará seu segundo livro: “Pode a Bíblia Incluir? Por um olhar inclusivo sobre as Escrituras”, pela editora Metanoia.

No próximo dia 10 de novembro, a partir das 19 horas, o Rev. Márcio Retamero lançará seu segundo livro pela editora Metanoia, no Centro Cultural da Justiça Federal na Cinelândia, Rio de Janeiro.

A obra é um guia de leitura inclusiva da Bíblia usando o método histórico crítico de análise das Escrituras, o método mais ensinado nas mais renomadas faculdades de teologia do mundo e ainda não aplicado no Brasil.

O livro é um golpe no fundamentalismo religioso praticado pela maioria das igrejas cristãs no nosso país. O assunto é urgente e necessário, pois o Brasil, nestas eleições, sentiu o peso da ala fundamentalista dos cristãos que ditou o “tom” do segundo turno, trazendo para o debate eleitoral temas como homossexualidade, PLC 122, casamento gay e aborto. Os acordos que os candidatos fizeram com a ala fundamentalista das igrejas cristãs nos põem de alerta para o crescimento em progressão geométrica desta ala da igreja e para o peso eleitoral e capital simbólico que eles já possuem, sendo 25% da população brasileira.

O Rev. Márcio Retamero é teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói e pastor da Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo e da ICM Betel do RJ. É o autor de “O Banquete dos Excluídos”, editora Metanóia e assina a coluna Religião do site LGBT “A Capa”.

* Texto também enviado por Toni Reis

Para que serve essa sua “realidade”?
Raso realismo, o de vocês.
O argumento da experiência reservada
…………………….é um mau argumento
reacionário.
…………………….…..Gilles Deleuze

A CAMPANHA HOMOFÓBICA DE SERRA E A POSIÇÃO DEMOCRÁTICA DE TONI REIS

A paráfrase que Dilma colou a Serra – “o candidato de mil caras” – colou porque ele não cansa de confirmá-la sem pejo. Não foi somente no caso de Paulo Preto, que o tucano disse não conhecer num dia, mas, acuado por este, teve que desdizer no outro dia e reconhecer em Paulo Preto o homem mais justo das obras paulistas, entre elas a Rodoanel, e de sua campanha, mesmo tendo desviado R$ 4 milhões dela.

O dito nunca é desdito. Da mesma forma, Serra, que há poucos dias tinha se colocado a favor da união civil de pessoas do mesmo sexo, na quarta-feira passada (26), na Foz do Iguaçu, no Paraná, durante a 50ª Convenção Anual das Igrejas Assembleias de Deus, ele prometeu vetar a Lei da Homofobia, já aprovada na Câmara federal, caso ela passe também no senado.

O homofóbico candidato acrescentou que não terá problemas em vetá-lo, já que teria (!) a maioria no Congresso facilmente. Antecipando-se aos fieis que abriram os olhos em meio à sua falseada oração, Serra fianlisou em voz débil: “… sem barganha”. Creem, meus bons cristãos? Claro que não, já que Serra não será presidente, por isso usou um tempo verbal hipotético.

É por essas e outras que o engajado Toni Reis, mui digno presidente da ABGLT, publicou seu voto em Dilma e depois os segmentos de todo o Brasil lançaram seu manifesto LGBT pró-Dilma. Então um desconhecido Núcleo de Diversidade Sexual do PSDB, que deve existir apenas como simulação – aliás como todo o PSDB; isto é, se restar-lhe algum resquício após o próximo domingo -, fez uma nota pública criticando a posição de Toni. Apesar de a nota ser um vazio – que é o que esconde toda e qualquer simulação -, Toni escreveu uma carta aberta para o tal núcleo psdbista, conforme segue abaixo.

********

Carta Aberta ao Diversidade Tucana – Núcleo de Diversidade Sexual do PSDB

Recebi a nota pública do Diversidade Tucana – Núcleo de Diversidade Sexual do PSDB, que considerou “inconveniente meu posicionamento público enquanto presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais” em favor da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República (Anexo I abaixo).

Primeiro, quero dizer que assinei a carta como qualquer outro cidadão brasileiro que tem o direito à livre expressão, e também assinei com todas as representações que tenho, inclusive a presidência da ABGLT.

Para esclarecimento, não sou filiado ao Partido dos Trabalhadores, e tenho a admiração por partidos social-democratas.

Sempre me pautei pelos interesses maiores dos avanços da cidadania da população LGBT, dialogando com governos de todos os matizes políticos. Continuarei assim, seja com Dilma ou com Serra.

Neste momento o que está em jogo é a continuidade dos avanços, sociais, políticos e econômicos. Sou gay e ativista dos direitos humanos, mas sou também um cidadão que quer ver um país mais igual, com distribuição de renda, sem machismo, sem racismo. Com Lula eu tive, e com Dilma continuarei tendo. Não posso pensar num país somente pelo viés LGBT, seria muito estreito e forçado.

Não voto em Dilma simplesmente por ser gay. Além disso sou trabalhador, professor, e comparando os índices de todas as áreas no atual governo, com o que eram na época do governo anterior, é evidente que as coisas melhoraram muito.

Sou arco-íris, defendo a cidadania. Voto Dilma.

Defendo os direitos LGBT de forma plural. Sempre dialoguei com todas as posições políticas. Isso não quer dizer que não tenha posição como cidadão e como militante. Legitimamente, expressei esta opinião, sem usar de termos desrespeitosos ou agressivos.

Nunca gostei de armário em minha vida. Sempre assumo minhas posturas. Por exemplo, aos 14 anos falei para minha mãe que era (sou)  gay… desde então nunca mais voltei para o armário.

Numa eleição presidencial, não poderia ficar alienado e ficar mofando num armário. Sou Dilma, sim. Com convicção, com toda a justificativa abaixo. (Anexo II, abaixo)

Não desmereço nem um pouco José Serra, por quem tenho admiração (vide o Anexo III) Mas no contexto geral e das alianças estabelecidas pelo Serra… eu li, vi e escutei e ponderei entre os dois projetos políticos, e optei por Dilma.

Afinal, não se pode negar o direito de ninguém de manifestar suas posições políticas. O próprio candidato do PSBD, José Serra, têm afirmado isso em seus pronunciamentos.

Gostaria de citar vários(as) reitores(as) de universidades federais, que defendem Dilma; as centrais sindicais, que estão com Dilma (à exceção da UGT, que apóia o Serra). Também tem a União Brasileira de Mulheres e a Confederação Nacional de Associações de Moradores, apoiando Dilma. Segundo alguns analistas, o Estadão e a Veja estariam apoiando Serra, e Carta Capital e IstoÉ estariam apoiando Dilma. Esses posicionamentos são todos legítimos, ou não.

Fiquei muito feliz quando o Serra falou no Jornal Nacional que é era favorável à união estável. Porém fiquei muitíssimo triste em ouvir claramente que “José Serra, aumentou ontem a polêmica sobre o projeto de lei que criminaliza a homofobia. Durante a 50ª Convenção Anual das Igrejas Assembleias de Deus do Paraná, em Foz do Iguaçu, o tucano prometeu vetar o texto caso seja aprovado no Senado, se for eleito. Para ele, o projeto, como foi aprovado na Câmara, pode tornar a pregação de pastores evangélicos contra a prática homossexual um crime ‘semelhante ao racismo’.”

Isto infelizmente é falta de informação. Veja o que diz projeto PLC 122 (Anexo IV).

Ao passo que Dilma disse que sancionará o projeto nos artigos que não ferirem o direito de livre expressão religiosa, que, pelo que entendo, não existem no projeto. (Vide o projeto abaixo).

As eleições terminam para mim no dia 31 de outubro. Depois é arregaçar as mangas e fazer o trabalho de reivindicação através de uma ação de advocacy, com quem foi eleito. Estamos num país democrático e republicano.

Enquanto dirigente da ABGLT, no Paraná já estamos estabelecendo diálogo com Beto Richa (PSDB), em Santa Catarina com Colombo (DEM), no Rio Grande do Sul com Tarso (PT). Em São Paulo seguiremos o trabalho com Alckmin (PSDB), com Anastasia (PSDB) em MG, no Rio com Sérgio Cabral (PMDB) e assim por diante, para citar exemplos. Diálogo e negociação em política é tudo.

Quero pedir ao Diversidade Tucano para nos ajudar e colaborar com a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT.

Reafirmo meu voto e meu apoio a Dilma presidenta. E peço a todos/as os/as ativistas do movimento LGBT, das paradas LGBT, parentes e amigos de LGBT, que também votem e mobilizem apoio à Dilma.

Vou de Dilma. Com um avalista como o Lula, quem não vai dar crédito para a Dilma?

Toni Reis

- Professor

- Especialista em Sexualidade Humana

- Mestre em Filosofia

- Doutorando em Educação

- Secretário do Conselho Diretor da ASICAL – Associação para Saúde Integral e Cidadania na América Latina e Caribe

- Presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (gestão 2010-2012).

- Diretor para América Latina da Aliança Global pela Educação LGBT – GALE

- Integrante do Comitê Internacional do Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia – IDAHO

Para ler os anexos clique para ver mais.

Continuar lendo ‘A CAMPANHA HOMOFÓBICA DE SERRA E A POSIÇÃO DEMOCRÁTICA DE TONI REIS’

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

Segmentos LGBT de todo o Brasil lançam Manifesto Pró-Dilma

Devido aos grandes avanços no governo Lula pela afirmação dos direitos dos homossexuais, e tendo a certeza de que no governo Dilma esses direitos serão mais ainda e cada vez mais consolidados, lideranças de entidades LGBT de todos os estados do Brasil publicam também o seu manifesto de apoio à candidata Dilma Rousseff.

Abaixo-Assinado (#7340): Lideranças LGBT com Dilma para continuar mudando o Brasil:

Nós, cidadãs e cidadãos LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais brasileiras/os, somos chamados a um novo desafio: impedir retrocessos e permitir que o Brasil continue mudando e para tal é urgente e necessário eleger Dilma Rousseff, a primeira mulher Presidente da República.

No passado, já demos provas compromisso democrático quando lutamos por liberdades políticas para o povo brasileiro que viveu durante décadas sob uma ditadura militar. No presente, queremos também ser protagonistas de um projeto que se propõe uma nação justa e solidária, com igualdade de oportunidades para toda a população.

Enquanto cidadãos e cidadãs, eleitores e eleitoras, temos o direito à livre orientação sexual e identidade de gênero como preconiza a Constituição Federal que veda qualquer tipo de discriminação. Além disso, o Estado brasileiro é laico, isto é, assegura ampla liberdade de crença e culto mas não se confunde nem se submete a qualquer uma delas. Por isso, queremos a continuidade das Conferencias Nacionais LGBT. Queremos a implantação do Plano Nacional de Saúde Integral da população LGBT. Defendemos a ampliação da Coordenadoria Nacional LGBT, criada pelo Governo Lula junto à Secretaria de Direitos Humanos. Para tal, é imprescindível o absoluto respeito ao Estado Laico para que as instâncias governamentais não sejam invadidas por esta ou aquela denominação religiosa, violando assim direitos e garantias democráticas que são asseguradas pela nossa Carta Magna.

Ainda marcados por um cotidiano repleto de homofobia, isto é, de preconceito e discriminação, o que nos leva a afirmar que exigimos – porque temos esse direito – uma vida livre de todas as formas de violência e opressão. Que não sejamos marginalizados ou impedidos de estudar, de trabalhar, de constituir um núcleo familiar, de sermos atendidos pelos serviços de saúde, de locomoção, de usufruir da cultura e do lazer.

Permanecemos vivas, vigilantes e combativas, apesar do ódio com que muitas vezes somos tratados e dos assassinatos com que tenta nos sufocar e calar. Estamos alerta e não abrimos mão de participar do novo projeto nacional de desenvolvimento, onde haja o devido lugar e o justo reconhecimento dos LGBT nos espaços de poder e decisão.

Por tudo isso, eleger Dilma Presidente significa renovar essas esperanças na certeza de que podemos avançar ainda mais. Com ousadia para buscar a justiça e consolidar as mudanças ocorridas no Brasil sob o Governo Lula.

Nós LGBT continuamos a clamar por igualdade social que implica em combater qualquer tipo de discriminação de raça, cor, etnia, orientação sexual, identidade de gênero, de geração ou por deficiência.

Apoiamos Dilma porque de seu futuro governo depende a conquista de um Brasil com mais desenvolvimento e soberania, com distribuição de renda, socialmente equilibrado e ambientalmente sustentável.

Votamos em Dilma pela sua história em defesa da liberdade, pelo seu compromisso com a erradicação da pobreza através das políticas sociais, da educação de qualidade e da geração de empregos.

Votamos em Dilma porque foi no Governo do Presidente Lula que ela, como Chefe da Casa Civil garantiu: a realização da primeira conferencia nacional LGBT; a presença do presidente Lula no evento; a criação do Plano Nacional de Cidadania LGBT; a implantação de Grupos de Trabalho em variados Ministérios visando implementar políticas de combate à homofobia; a portaria do SUS que permite a operação de readequação do sexo; a portaria que garante o uso do nome social de Travestis e transexuais no Serviço Público Federal; políticas de inclusão das mulheres bissexuais e lésbicas nos planos de enfrentamento a feminilização da Aids e outras importantes políticas das Mulheres. Também permitiu a inclusão do quesito “cônjuge do mesmo sexo” no censo 2010, implantou políticas de isonomia de direitos entre casais homossexuais e heterossexuais em várias empresas estatais e Ministérios. Em suma, foi responsável por manter abertas as portas de 17 Ministérios para políticas públicas para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, apoiando mais de 250 paradas LGBT com recursos da Saúde, da Cultura e do Turismo e permitindo a concessão de titulação de terra rural para casais LGBT, entre outras ações.

No atual momento social, econômico e político pelo qual passa o Brasil, temos clareza e firmeza ao afirmar que há muito o que fazer pela criação e garantia plena de direitos a todas e todos, sejam hetero, bi ou homossexuais, mas queremos seguir mudando na direção apontada pelo Presidente Lula e pela Ministra que mais se destacou em seu governo: Dilma Rousseff.

ASSINAM ESTE MANIFESTO LIDERANÇAS LGBT COM DILMA – 13 – PRESIDENTE DO BRASIL!

AC
Germano Marino – Presidente da Ahac
Rose Farias – Diretora da Ahac
AL
Ana Moura – Coordenadora Estadual da ABGLT em Alagoas
Claudemir Martins – Presidente Sohmos
Josenildo Correia – Presidente do Grupo Gay de Alagoas
Manoel Estevão – Presidente da AHBENTES
Marcelo Nascimento – Ex- Presidente da ABGLT
Maria José – Coordenadora do Movimento de Lésbicas DANDARA
Negra Cris – Rede Afro LGBT- Delmiro Golveia
Renata Junor – Presidente Transfemea
AM
Fabrício Nunes – Presidente do Orquídeas
Francisco Nery Furtado -Ass. da Parada do Orgulho LGBTROSINALDO RODRIGUES-Presidente da Associaçao Garotos da Noite –AGN
AP
Paula Neri – Diretora do Gatha
Reginaldo Santana – Presidente da ALSGBT AP
BA
Bárbara Alves- Ativista do movimento de mulheres e LGBT da Bahia
Fábio Ribeiro – presidente do GLICH
Franklin Silva -Presidente do Grupo Gay de Lauro de Freitas
Ícaro Celta – Coord. geral do Instituto Adé diversidade- Extremo sul
Leandro Colling – coordenador do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade da UFBA
Marcelo Cerqueira – Presidente do GGB
Nilton Luz -Rede Nacional de Negras e Negros LGBT / Fórum Baiano LGBT
Renildo Barbosa – Presidente da PRO-HOMO Paulo Paixão – Presidente GGC
Sueli Messeder – professora da Universidade do Estado da Bahia
Vinícius Alves – Suplente da Coordenação Estadual da ABGLT na Bahia
CE
Chico Pedrosa – Presidente do Grab
Dediane Souza, Diretora do Grupo de Resistência Asa Branca
Denise Falcão, advogada, coordenadora do grupo de criação da Comissão da Diversidade Sexual da OAB/CE, membro do Instituto Brasileiro de Direitos Humanos
Elizio Loiola, diretoria do GRAB
João Alves Diretor do GALOSC
Orlaneudo Lima – Ex- Secretário de Saude da ABGLT
Regger Oliveira – Movimento Iguatuense pela Livre expressão Sexual – MILES
DF
Carla Palattuci – Secretária-geral do Elos
Davi Santos – Coordenador Núcleo Elos – Sobradinho II/DF
Evaldo Amorim – Coordenador Distrital da ABGLT
Odirley Rodrigues – Diretor Financeiro do Elos
Sérgio Nascimento – Coordenador de Comunicação e Marketing do Elos
Thaminne Medeiros – Coorenadora Núcleo Elos – Gama/DF
Débora Guirra – Coordenadora Núcleo Elos – Sobradinho I/DF
Iuri Ferreira – Coordenador Núcleo Elos – Planaltina/DF
Carlos Alexandre – Coordenador Núcleo Elos – Ceilândia/DF
Kleyton Campelo – Coordenadro Núcleo Elos – Paranoá/DF
Angela Moyses – Grupo Independente de Combate à Homofobia
Francisco Leandro – Grupo Liberdade, Igualdade e Fraternidade do Paranoá – Distrito Federal (GLIF);
André Ferreira Pinto – Grupo Integração LGBTS do Recanto das Emas – Distrito Federal;
Joana D’arc – Grupo Integração LGBTS do Recanto das Emas – Distrito Federal;
Ernane Queiroz – Editor do site http://www.Gay1.com.br
Ludymilla Anderson Santiago Carlos – ANAV-TRANS – Associação do Núcleo de Apoio e Valorização à Vida de Travestis, Transexuais e Trangêneros
Patrick Thiago Bomfim – Psicólogo, Professor, Co-fundador e Conselheiro Permanente do Ministério Nação Ágape
GO
Léo Mendes – Diretor Executivo da ABGLT
Rita de Cassia – Presidente do GLG
Odílio Torres – Presidente da Associação dos Jovens Gays e Bi de Goiás
Terry Marcos Dourado -Presidente da ACDHRIO
Gilbran Dias – Pres AJDH Novamente
Cicero Diniz – Pres AGTLA
Pedro Henrique – Presidente da Orgulhosa Resistencia
Kayke Fernandes – Pres ALGBT Trin
Weder Candido – Pres. MCDH-CAT
Adriano Ferreto– Presidente da ADGLT-AG
MA
Airton ferreira – Presidente do Gayvota
Benedito Guilhom –Centro DRAG
Carlos Alberto Mendes Lima grupo gayvota
Janice Alves – Coordenadora Grupo Flor de Bacabal -
Leda rego – Ex- Secretaria do Nordeste da ABGLT
Paulo Santana-Coordenador geral GAPDST- IMPERATRIZ/MA
MG
lvaro Boechat – Diretor do cellos
Anyky Lima – Vice-presidente do CELLOS-MG
Carlos Bem – MGRV – São João del-Rei
Carlos Magno – Secretário de Comunicação da ABGLT
Marcos André Martins – Presidente da SHAMA
Paulo Cesar – Presidente do CELLOS-MG
Anyky Lima – Vice-presidente do CELLOS-MG
Grazielli Santiago- Direção do CELLOS-MG
Charlene Duarte de Souza – Direção do CELLOS-MG
Mateus Uérlei Perreira da Costa – Direção do CELLOS-MG
Gustavo Henrique Teixeira – Direção do CELLOS-MG
Roberto Dutra de Souza Junior – Direção do CELLOS-MG
Eliane Leandra Gomes-Direção do CELLOS-MG
Tiago de Paula Roberto – Direção do CELLOS-MG
Cristiano Silva Batista- Direção do CELLOS-MG
Edvaldo Procópio- Direção do CELLOS-MG
Soraya Menezes – Direção da Alem
Margareth Marçal- Direção da Alem
Suely Martins- Direção da Alem
Eliane Dias- Direção da Alem
Denise Deia – Direção da Alem
Josiane Mota- Direção da Alem
Vivane Cunha- Direção da Alem
Jully Soares -Associação Lésbica de Minas
Carolina Benzaquen – MOOCAH Movimento Organizado de Combate € à Homofobia(Contagem/MG)
Anderson Cunha Santos – CELLOS- Contagem
Dimas Monteiro Rocha – CELLOS – Contagem
Ivan Carlos Ferreira – CELLOS – Contagem
MS
Lucélia – Coordenadora Estadual da ABGLT
MT
Leonardo Henrique – Coordenador estadual da ABGLT
Rosana Pitanga – MT – Presidenta do Mescla MT
LILIT PRADO _ Astramt
ADRIANA SALES-Astramt
Clovis Arantes – Livre Mente
PA
Paulo Lessa – Presidente da Apolo
Roger Nascimento – APOLO – Militante
PB
Fernanda Benvennuti – Coordenadadora Estadual da ABGLT
Felipe dos Santos – Diretor do Mel
JWFERREIRA- Ferreirinha -Coordenador GVP – GAYRREIROS DO VALE DO PARAIBA
PE
Rildo Veras – leões do Norte
Edson Axé – Rede Afro LGBT (Pernambuco)
Carlos Tomaz – Rede Afro LGBT (Pernambuco)
Jânio Barreto – Leões do Norte
Luciano Freitas- Vice-presidente da ONG Leoes do Norte
Cinthia Fernanda Gomes – CANDACES – BR
Tatiana Ranzani Maurano – Psicóloga e Conselho Consultivo CANDACES – BR.
Fernando Rodrigues-secretario nordeste da ABGLT
PI
Jovana Baby – Presidenta da Antra
Safira Bengell – Coordenadora do GRUPO ANJOS LGBT/ PIAUI
Katia Tapety Ex Vice Prefeita Travesti do Piaui
Laura Lean Secretária Geral da Articulação Piauiense das TTs
Mirela Montila Grupo GGLOS Picos Piaui
PR
Toni Reis – Presidente da ABGLT
Marcio Marins – Secretario da Região Sul da ABGLT
Carla Amaral do Transgrupo Marcela Prado de Curitiba no Paraná
Rafaela P. H. Lopes dos Santos – APLSurdos – PR
Lyndsen Andrade Gabardo – APLSurdos –PR
liza Minelly – Rede Nacional de Pessoas TRANS
Sirlene Candido – ABL PR
Amauri Ferreira Lopes – AVIVER – Associação Voluntaria “Esperança e Vida”
Rafaelly Wiest – Presidente do Dignidade
RJ
Victor de Wolf – primeiro suplente da Diretoria executiva da ABGLT
Rodolpho Campbell – Presidente GRUPO IGUAIS
Neusa das Dores Pereira -Diretora Executiva -Empreendedora Social Ashoka
Yone Lindgren – Vice Presidente da ABGLT
PAULA THEODRO -D´ELLAS / CEDIM/ ABL/ ABGLT-RJ
RN
José Dantas – Coordenador Estadual da ABGLT
Érica Maia – Membro do Coletivo de Mulheres da ABGLT , Gal e ABL
RO
Karen de Oliveira – Coordenadora Estadual da ABGLT
Adeangelo Chaves – Presidente do Tucuxi
DENISE LIMEIRA – ABGL – Coordenação Redeelen
WELLINGTON MOTA- GRUPO GAY DE RONDÔNIA
RR
Silvia Reis – Diretora do Diverrsidade
RS
Alexandre Bouer – Diretor do Somos
Claudia Penalvo – Pedagoga
Everlei Rangel Martins – Grupo Diversidade Cruz Alta
Gabriel Galli – Estudante
Gustavo Bernardes – Advogado e diretor do Somos
Luísa Helena Stern -Ativista Transexual na ONG Igualdade
Sandro Ka – Designer
Sadessa Vieira – Presidenta da ATNH
SC
Fabricio Lima – presidente do Roma
MARIA GUILHERMINA CUNHA SALASARIO MCLGBT/NUCLEO ROMA,
SE
Marcelo – Presidente do Adhons
Jessica Telho presidente da Unidas
Agnaldo Augusto Junior -Presidente da ASTRAES Estanciana
Tathiane Araujo – Secretaria de Direitos Humanos da ABGLT
SP
Alexandre Sanches – Presidente da ong Visibilidade LGBT de São Carlos
Anselmo Figueiredo – Coordenador do CASVI de Piracicaba e Executiva do Fórum Paulista LGBT
Ideraldo Luiz Beltrame=Sociólogo e Doutor em Saúde Pública Presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBTSP – POGLBTSP
Julian Rodrigues – Coordenador do Setorial LGBT Nacional do PT
Luiz André Moresi – Presidente da ong REVIDA de Jacareí
Lula Ramirez – Coordenador do Corsa e Executiva do Fórum Paulista LGBT
Marcos Freire – Tesoureiro da APOLGBT SP
Phamela Godoy – Executiva do Fórum Paulista LGBT e vice presidente da visibilidade LGBT
Wanderley Bressan – Presidente do DIVERSITAS – Taboão da Serra
LOURDES SOLA DE PAULA DE ANGELO CALSAVERINI tesoureira da Visibilidade LGBT
Cláudia Regina dos Santos Garcia -Vice-Secretária da ApoLGBT
Márcia Cabral – Rede Afro LGBT (São Paulo)
Walmir ( wal) membro d cons. de ética da parada, membro do coletivo da diversidade da Cut
MARIA IZABEL DA SILVA (Bel) – Membro do Coletivo da Diversidade Sexual – CUT
Eduardo Piza Gomes de -Advogado e membro do IEN – Instituto Edson Neris
Irina Bacci -Coletivo de Feministas Lesbicas Secretaria geral da ABGLT
Deco Ribeiro – Gay, Diretor Regional da ABRAGAY e Diretor da Escola Jovem LGBT
Lohren Beauty (Chesller Moreira) – Drag Queen, Presidente Nacional do Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados e Conselheiro Nacional de Juventude
Julian Rodrigues – membro do Corsa
Beto de Jesus – Secretario da Região Sudeste da ABGLT
Rick Ferreira – Militante Grupo CORSA – SP
Marisa Fernandes – CFL
Paulo Mariante -advogado, militante do Identidade – Grupo de Luta Pela Diversidade Sexual, de Campinas, e do Núcleo LGBT do PT Campinas
Marcelo Gil – ABCD’S – Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual
Breno Agnes Silva Queiroz – Membro do Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados, Professor de Expressão Gráfica da Escola Jovem LGBT.
TO
Silvanio Motta – presidente do Giama
Wanderson Lira – diretoria do GIAMA
Julio Cesar Theodoro da Silva – diretoria do GIAMA
Aroldo Carlos da Silva – diretoria do GIAMA
Frederico Raniere – diretoria do GIAMA
Renilson Cruz Carvalho – diretoria do GIAMA
Carlos de Lima Furtado – coordenador do Coletivo LGBT do SINTET e integrante do Coletivo LGBT da CUT e CNTE.

Versão 22.10.2010

Querendo assinar, mande seu nome, cargo, ONG e estado para Léo Mendes: liorcino@yahoo.com.br

POR QUE VOTO DILMA 13?

Toni Reis*

Passamos por um momento muito especial. Está em jogo o futuro do Brasil. Em 31 de outubro, todas/os brasileiras e brasileiros decidiremos se continuaremos ou não a trilhar um caminho de inclusão e respeito à diversidade.

Para garantir e aprofundar as conquistas que o país teve, em todas as áreas nesses dois mandatos do governo Lula, é preciso eleger Dilma Rousseff nossa primeira presidenta.

Abaixo, listo 13 razões que me levam, enquanto ativista dos direitos humanos da população LGBT, a votar em Dilma e também a pedir que todas/os lésbicas, gays, travestis, transexuais, bissexuais e pessoas que apoiam a luta pela nossa cidadania também o façam.

1) O governo Lula e Dilma criaram o Programa Brasil Sem Homofobia, com ações em 10 ministérios.

2) O governo Lula e Dilma convocaram a 1ª Conferência Nacional LGBT, a primeira no mundo, com a participação das 27 unidades da federação. 12.322 pessoas participaram, de todo o Brasil.

    3) O governo Lula e Dilma implantaram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com 166 ações, 51 diretrizes, envolvendo 18 Ministérios.

    4) O governo Lula e Dilma criaram a Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos de LGBT.

    5) O governo Lula e Dilma receberam representantes da comunidade LGBT 3 vezes, e na semana de 17 de maio de 2010, 14 Ministros receberam a ABGLT. Apoiaram no âmbito das Nações Unidas, sendo a ABGLT a primeira ONG LGBT de um país em desenvolvimento do hemisfério sul a receber o status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas.

    6) O governo Lula e Dilma apoiaram o projeto Escola Sem Homofobia (pesquisa, materiais didáticos e capacitação), a fim de minimizar a dor e o sofrimento que milhões de LGBT vivenciam nas escolas, muitos evadindo do ambiente escolar em razão disso.

    7) O governo Lula e Dilma reconheceram o nome social de servidores travestis e transexuais em todo o serviço público federal, no Sistema Único de Saúde e criaram o programa do Ministério da Saúde para transexuais.

    8.) O governo Lula e Dilma reconheceram os direitos de casais do mesmo sexo no Itamaraty, e em diversas empresas estatais, como Banco do Brasil, Furnas e Caixa Econômica Federal; o Ministério da Previdência reconheceu os direitos de casais do mesmo sexo para fins de INSS; o Ministério da Fazendo reconheceu os direitos de casais do mesmo sexo para fins de declaração conjunta do imposto de renda; o Conselho Nacional de Imigração reconheceu os direitos de casais binacionais do mesmo sexo.

    9) O governo Lula e Dilma decretaram o Dia Nacional de Combate à Homofobia.

    10) O governo Lula e Dilma determinaram que o Censo 2010 perguntasse sobre casais homoafetivos, apoiaram mais de 116 Paradas LGBT em 2009, criaram Centros de Referência e Núcleos de Referência LGBT e apoiaram projetos de cultura e educação LGBT.

    11) Lula e Dilma e seu governo têm hoje Grupos de Trabalho LGBT nos Ministérios da Cultura, Saúde, Educação, Direitos Humanos, Trabalho e Emprego, Justiça, Mulheres, Igualdade Racial, trabalhando para a inclusão da população LGBT nas políticas públicas.

    12) O governo Lula e Dilma sempre ouviram a população e promoveram 72 Conferências Nacionais com a ampla participação popular nas mais diversas áreas. A ABGLT participou de 15 delas.

    13) O governo Lula e Dilma criaram planos contra a discriminação a pessoas LGBT e pessoas vivendo com HIV/Aids: fizeram o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres; a Política Nacional de Saúde Integral de LGBT; o Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST; o Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre Gays, HSH e Travestis; e apoiaram 22 ações pró LGBT no Programa Nacional de Direitos Humanos III.

    Pensei, comparei – Voto Dilma 13, por Lula e para o Brasil continuar mudando para melhor.

    Dilma vai respeitar a diversidade cultural, regional, étnica, religiosa e sexual. Eu confio.

    Dilma é mulher.

    Dilma já sentiu na vida e nessa campanha a crueldade do machismo, raiz da homofobia, que nós LGBT sentimos diariamente.

    Dilma fará ainda mais para a comunidade LGBT.

    Dilma fará ainda mais para o Brasil.

    Voto na Dilma 13, e peço voto a todas as pessoas LGBT, defensoras dos direitos humanos, familiares e amigos.

    *Toni Reis é professor, especialista em Sexualidade Humana, mestre em Filosofia, doutorando em Educação, secretário do Conselho Diretor da ASICAL – Associação para Saúde Integral e Cidadania na América Latina e Caribe, presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (gestão 2010-2012), diretor para América Latina da Aliança Global pela Educação LGBT – GALE, integrante do Comitê Internacional do Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia – IDAHO.

    CIDADANIA LGBT E AS ELEIÇÕES 2010

    Toni Reis*

    Já na primeira semana do segundo turno das eleições presidenciais de 2010, dois Projetos de Lei – da competência do Legislativo Federal – surgiram no debate acerca das candidaturas ao mais alto cargo do Executivo. Nesta confusão entre competências das esferas governamentais, trouxe-se para a arena eleitoral a discussão da cidadania da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), como se a questão dos direitos humanos de determinados setores da sociedade fosse algo que pudesse ser usado para desmerecer uma ou outra candidatura à Presidência da República.

    À luz das discussões e declarações feitas aos meios de comunicação na semana passada sobre os Projetos de Lei em questão: o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 122/2006 e o Projeto de Lei nº 4914/2009; sinto-me obrigado a fazer umas considerações e a reproduzir na íntegra o texto de ambas as proposições, para que – em vez distorções e afirmações inverídicas a seu respeito – os(as) leitores(as) possam conhecer, avaliar e chegar às suas próprias opiniões sobre os mesmos. Recorrendo ao filósofo grego Aristóteles, quando disse “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”, vamos à reflexão:

    O PLC 122/2006 objetiva amparar setores da população que ainda não contam com legislação específica que os garanta a proteção contra a discriminação, criando um paralelo com outras leis já regulamentadas que dispõem sobre crimes de discriminação, como é o caso do racismo. Ademais, o PLC 122/2006 não se restringe somente à proteção da população LGBT, sendo muito mais abrangente do que isso.

    Projeto de Lei da Câmara nº 122, de 2006:

    (Substitutivo, aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal em 10/11/2009)

    Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:

    Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

    Art. 2º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com as seguintes alterações:

    Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

    Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais semelhantes abertos ao público.

    Pena: reclusão de um a três anos.

    Parágrafo único: Incide nas mesmas penas aquele que impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público de pessoas com as características previstas no art. 1º desta Lei, sendo estas expressões e manifestações permitidas às demais pessoas.” (NR)

    Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

    Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (NR)

    Art. 3º O § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:

    § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

    ……………………………………………………………………” (NR)

    Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    No caso especifico da população LGBT, determinados setores no Congresso Nacional têm argumentado desde a Constituinte que basta a disposição generalizada constante do Art. 3º da Constituição Federal, de que não haverá “preconceitos de … sexo, … e quaisquer outras formas de discriminação.”

    Ora, se fosse assim, não ocorreriam em média 200 assassinatos de pessoas LGBT por ano no Brasil; a impunidade dos autores destes crimes não seria corriqueira; não haveria estudos científicos produzidos por organizações de renome, como a Unesco, e até pelo próprio Ministério da Educação, comprovando inequivocamente a existência de níveis elevados de práticas e atitudes discriminatórias contra pessoas LGBT nas escolas; não haveria estudos da Academia confirmando esta mesma discriminação na sociedade brasileira como um todo. O Governo Federal não teria implantado o Programa Brasil Sem Homofobia, e não estaria implementando o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, se não existissem discriminação e violência contra esta população.

    Parte do propósito do PLC 122/2006 é contribuir para reverter este quadro vergonhoso de desrespeito aos direitos humanos básicos da população LGBT no Brasil, como descreveu o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello:

    São 18 milhões de cidadãos considerados de segunda categoria: pagam impostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas de preconceitos, discriminações, insultos e chacotas” … e que as vítimas dos homicídios … “foram trucidadas apenas por serem homossexuais”.

    O PLC 122/2006 tem sido apelido por determinados setores de “mordaça gay”. Afirmamos que a liberdade de expressão é universal, um direito de todos, inclusive a liberdade de expressão de crença religiosa, conforme garantida constitucionalmente. O projeto não veda que dentro do estabelecimento religioso se manifestem as crenças e se mantenham as posições religiosas, nem existe a possibilidade de padres ou outras autoridades religiosas serem presos por estes motivos e muito menos a Bíblia ou outros livros sagrados serem “modificados”. Mas a liberdade de expressão, seja de quem for (das religiões, das pessoas LGBT, de todo mundo), também há de respeitar o próximo, sem discriminá-lo. Isto vale para todos, e não se constitui em uma espécie de penalidade às religiões. É apenas a aplicação do preceito constitucional da universalidade da não discriminação e da não violência.

    Ademais, o PLC 122/2006 foi motivo de várias audiências públicas e já sofreu alterações no Senado, visando atender aos anseios acima expostos. Ao terminar sua tramitação no Senado terá que voltar para a Câmara dos Deputados em razão das modificações que sofreu e ainda poderá vir a sofrer. Sempre estivemos abertos ao diálogo com todas as partes interessadas para que a proposição final tenha a melhor redação possível, ao mesmo em que garanta a não discriminação, inclusive das pessoas LGBT.

    O outro projeto de lei que teve seu propósito distorcido no debate das eleições presidenciais diz respeito à união estável entre pessoas do mesmo sexo. Reproduzo aqui o texto desta proposição:

    Projeto de Lei nº 4914/2009 de 2009:

    Art. 1º – Esta lei acrescenta disposições à Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, relativas à união estável de pessoas do mesmo sexo.

    Art. 2º – Acrescenta o seguinte art. 1.727 A, à Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, Código Civil.

    Art. nº 1.727 A – São aplicáveis os artigos anteriores do presente Título, com exceção do artigo 1.726, às relações entre pessoas do mesmo sexo, garantidos os direitos e deveres decorrentes.”

    Art. 3º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Como se pode ver, o P/L nº 4914/2009 propõe tão somente o alterar o Código Civil para que reconheça a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Em nenhum momento propõe o casamento, pelo contrário: faz exceção a esta possibilidade.

    Cabe indagar, por que tanta polêmica acerca do “casamento gay nas igrejas”. Onde será que está escrito isso no projeto de lei acima?

    O P/L nº 4914/2009 visa apenas garantir os direitos civis de pessoas do mesmo sexo que convivem em união estável. Isto porque estudos mostram que, comparando um casal heterossexual com um casal homossexual, este último não tem acesso a pelo menos 78 direitos garantidos ao casal heterossexual, entre eles: não têm reconhecida a união estável; não têm direito à herança; não têm direito à sucessão; não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz. Em alguns casos essa falta de amparo aos casais do mesmo sexo chega a ser cruel, como no caso da morte de um(a) parceiro(a), onde o(a) parceiro(a) sobrevivente – às vezes depois de muitos anos de convivência – além de perder o(a) parceiro(a), fica sem nenhum bem e nem sem onde morar, porque a família do(a) falecido(a) exerce o direito sobre a propriedade deste(a), enquanto o(a) sobrevivente é desamparado(a) pela lei na forma como está.

    Aqui tem-se um caso patente do descumprimento das disposições Constitucionais da igualdade, da não discriminação e da dignidade humano, que o P/L nº 4914/2009 visa corrigir.

    Há de se lembrar que tanto o PLC nº 122/2006 como o P/L 4914/2009 tratam de questões de direitos civis. São proposições legislativas fundamentadas na lei maior da nação brasileira, a Constituição Federal.

    Ainda, o Brasil é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e os princípios, direitos e garantias fundamentais de nossa Constituição se baseiam nela. A Declaração é “Universal” porque os direitos humanos são indivisíveis. Ou seja, aplicam-se igualmente a todos os seres humanos, independente de sua nacionalidade, cor, etnia, convicção religiosa, e independente de serem heterossexuais, bissexuais, homossexuais, ou de qualquer outra condição.

    Outro princípio fundamental que deve ser preservado acima de tudo neste debate é o princípio da laicidade do Estado. Desde a Proclamação da República, em 1889, o Estado brasileiro é laico. Isso quer dizer que no Estado laico não há nenhuma religião oficial, e há separação entre o governo e as religiões. Assim sendo, os cultos, as crenças e outras manifestações religiosas são respeitadas, dentro de suas esferas independentes, da mesma forma que o Estado tem sua independência das religiões.

    Creio piamente que os direitos humanos não se barganham, não se negociam, simplesmente se respeitam, e que devemos escolher nossa candidatura pelas propostas que tem pelo país, pela biografia, pela capacidade de governar, e pela capacidade de fazer valer a Constituição Federal, indiscriminadamente.

    Como disse Ulisses Tavares precisamos olhar de novo: não existem brancos, não existem amarelos, não existem negros: somos todos arco-íris.

    *Toni Reis, Presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais


    USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

    EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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    VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

    Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

    "Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

    Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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