Archive for the 'Negro' Category

“MAPA DA VIOLÊNCIA 2014” MOSTRA QUE HOMEM, JOVEM E NEGRO É O PERFIL DOS QUE MORREM VIOLENTAMENTE NO BRASIL

Capa da publicação do Mapa da Violência 2014

O Mapa da Violência 2014 divulgado mostra que 100 a cada 100 mil jovens entre 19 e 26 anos morrem violentamente no Brasil. O estudo descreve como morte violenta as mortes por homicídios, suicídios e acidentes de transportes terrestres e também barcos e aviões.

O perfil desses jovens é: homem, jovem e negro. Mas para o estudo esse quadro não é recente. Já no ano de 1980, a taxa era de 146 mortes para 100 mil jovens. Quando comparada a taxa com mulheres entre os anos de 1980 e 2012 a comparação fica assim: taxa de 2,3 para 4,8 de homicídios por 100 mil; entre os homens, 21,2 para 54,3, correspondendo um aumento de 156%.

Quando o estudo compara a cor, fica visível a diferença entre as mortes de jovens negros e brancos. Em 2012, morreram 146,5% mais negros que brancos. De 2002 a 2012, a vitimização dos negros duplicou comparada com a dos brancos. Neste mesmo período, o número de homicídios de homens brancos diminuiu 32,3%, enquanto o número de homicídios de negros aumentou 32,4%.

Para o sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, coordenar da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências, e responsável pelo estudo, essa diferença é decorrente das políticas públicas e enfrentamento da violência que foram aplicadas mais em locais onde a maioria da população é branca, e o acesso à segurança privada.

“Isso faz com que seja mais difícil a morte de um branco do que a de um negro”, afirmou  Jacobo.

DILMA SANCIONA LEI QUE GARANTE 20% DE VAGAS PARA NEGROS EM SERVIÇOS PÚBLICOS FEDERAIS DO PODER EXECUTIVO

Já se encontra valendo a lei que estipula 20% de vagas para negros nos concursos públicos federais no Poder Executivo. A lei que teve seu nascedouro em um projeto do Poder Executivo e foi enviada ao Senado no ano passado e que no dia 20 ele aprovou, foi sancionada pela presidenta Dilma Vana Rousseff.

A presidenta, durante seu discurso da sanção da lei, disse esperar que essa decisão possa servir de estímulo aos outros poderes e a iniciativa privada o que seria o reconhecimento dos direitos dos negros. Para ela o mérito ainda é o grande fator de classificação. A lei vai ter direito de existência durante dez anos.

De acordo com a lei poderão concorrer aos concursos as pessoas que se identificam como pretas ou pardas em inscrições de concursos público de acordo com o quesito de cor ou raça apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com sua classificação nos concursos, os negros concorrerão às vagas reservadas e às vagas relativas à ampla concorrência.

“Esta é a segunda lei que eu tenho a honra de promulgar com ações afirmativas, para fechar um poço secular de direitos e oportunidades engendrados pela escravidão e continuados pelo racismo, ainda existente entre negros e brancos em nosso país”, discursou Dilma.

Por sua vez, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, disse que a lei é um passo muito importante para superação das desigualdades raciais. Ela falou também sobre a celeridade do projeto enviado pelo governo.

“A discriminação é maior quanto mais é valorizada a ocupação, o que nos obriga a tomar dentro do mercado, medidas para corrigir esse tipo de distorção.

Em função de existirem em tramitação várias propostas sobre a população negra e igualdade racial, se deixássemos ao sabor de processo de discussão no Parlamento, poderia demorar. Como a aprovação da lei teve um apoio suprapartidário é um indicativo de aceitação que ela tem no conjunto da sociedade brasileira”, observou a ministra.

NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER ATVISTAS SE MOVIMENTAM PARA MAIORES DIREITOS NA POLÍTICA

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/03/mulheres-saem-as-ruas-por-igualdade-autonomia-e-contra-violencia-e-exploracao-sexual-5491.html/dia-internacional-das-mulheres/image_preview

Com a consciência de que a condição-oprimida da mulher mudou muito nas últimas décadas, e que resultou do próprio envolvimento dela na luta por sua emancipação, a mulher ainda tem muito que produzir como seus direitos. É assim que a consciência das mulheres ativistas se move. Na data que se comemora – nem todas as pessoas como os machistas /fálicos e as mulheres réplicas desses – o Dia Internacional da Mulher as mulheres negras fazem manifestação – manifestar: fazer surgir por si mesmas – reivindicando maior participação nos círculos político legislativo e executivo e outras esferas sociais onde sua participação é muito limitada.

Portadora de consciência libertária, Sandra Mariano, coordenadora da Articulação Popular e Sindical de Mulheres Negras do estado de São Paulo, falou, em entrevista a Rede Brasil Atual, sobre o desempenho, hoje, das mulheres negras no Brasil e pediu sua maior participação, notadamente, nas manifestações de ruas.

“Nós queremos estar dentro do Parlamento, aumentando o número de mulheres na bancada. É claro que é muito importante termo no alto comando uma mulher, mas nas centrais sindicais, a maioria é comandada por homens. E nos partidos políticos, a maioria dos presidentes também é formada por homens”, analisou Sandra.

Ela ainda falou sobre a importância da luta que resultou a Lei Maria da Penha, mas que é ainda muito ineficaz em função do número reduzido de delegacias das mulheres.

“Em São Paulo, por exemplo, existe apenas uma Delegacia da Mulher, o que limita demais o número de denúncias”, observou a ativista.

DILMA DISCURSA COM VERACIDADE NOS FUNERAIS DE NELSON MANDELA ENQUANTO OBAMA TENTA GANHAR PONTOS COM SEU POVO E OUTRAS NAÇÕES

Depois do gesto diplomático e cortês que a presidenta Dilma Vana Rousseff realizou ao convidar os ex-presidentes do Brasil Fernando Collor, José Sarney, Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva para participarem junto com ela nas cerimônias dos funerais do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, ela proporcionou ao povo brasileiro e ao mundo o conhecimento do sentimento veraz que move seu governo. Um sentimento de sobriedade e solidariedade com a democratização do mundo.

Dilma discursou, dentro do tom protocolar, mas deixou visível o sentimento de humanidade que é possuidora. Uma expressão que mostra ao mundo porque o Brasil é hoje uma nação respeitada internacionalmente. O seu discurso, foi uma demonstração de reconhecimento da importância de Nelson Mandela para a humanização do mundo. Um discurso que foi possível ser criado porque Dilma é uma mulher que também carrega muitos afetos que Mandela carrega. Seu discurso não saiu de um intelecto abstraído do mundo real, como ocorre com a maioria dos chamados chefes-de-Estado. E mais, Dilma não falou apenas por seu governo, o povo brasileiro, mas também por todos os povos sul-americanos, como bem frisou.

Dilma não apresentou um discurso que busca um propósito pragmaticamente pessoal, como foi o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que aproveitou a oportunidade para fazer publicidade de seu governo e com isso tentar conseguir alguns pontos diante do povo norte-americano, visto que há muito tempo vem tendo queda na aprovação de seu governo. Ele procurou ao mesmo tempo, discursar para comunidade internacional para tentar, também, diminuir o péssimo conceito que seu governo passou a ter internacionalmente com as espionagens executadas pela Agencia de Segurança Nacional (NSA) nos governos, órgãos públicos e cidadãos de vários países. A encenação de Obama foi tamanha que ele chegou a pegar na mão de Raul Castro, e dá um beijinho no rosto de Dilma. Uma espécie de convite para a presidenta visitar seu país, depois que ela se negou em virtude das espionagens.

Aí a diferença dos dois discursos das duas principais personagens presentes. Dilma não discursou para se defender ou fazer marketing de seu governo e sua pessoa. Ela falou da forma como é. O que a assemelha a Mandela. Já Obama, tinha que aproveitar e se mostrar também humanizado como Mandela: um lutador da paz. Só que sua administração não diz o mesmo, principalmente sua política internacional de intervenção em países considerados por seu governo como inimigos. Intervenção que mata criança, idosos e inocentes. Ato que nunca Mandela executou. Obama exaltou o sentimento de paz de Mandela e disse que Mandela fora o último herói do século XX. Se Mandela que lutava pela paz é o herói de Obama, por que Obama não o imita? Ou Obama vai aproveitar a morte de Mandela para liberar sua sanha imperialista e parafrasear a filosofia que diz: “Se Deus estar morto, agora tudo é possível”? Embora se saiba que, para os impérios, tudo já era possível.

“Nós os brasileiros, que carregamos com orgulho o sangue africano nas veias, choramos e celebramos o exemplo desse grande líder que faz parte do grande panteão da humanidade.

Ele soube fazer da busca da verdade e do perdão os pilares da reconciliação nacional e da construção da nova África do Sul. Devemos reverenciar essa manifestação suprema de grandeza e de humanismo representada por Nelson Mandela.

Sua luta transcendeu suas fronteiras nacionais e inspirou homens, mulheres, jovens e adultos a lutarem por sua independência e pela justiça social. Ele deixou lições não só para seu querido continente para todos aqueles que buscam paz, justiça e liberdade no mundo.

Trago o pesar de toda a América do Sul. Esta personalidade que conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea, o fim do apartheid na África do Sul”, diz parte do discurso de Dilma.

DILMA DECRETA SETE DIAS DE LUTO PELA MORTE DE MANDELA E VAI AO SEU ENTERRO NO DIA 15

mandela

A presidenta Dilma Vana Rousseff decretou, a partir de ontem, dia 6, sete dias de luto pela morte de Nelson Mandela, ocorrida ontem, dia 5, aos 95 anos de intensa existência revolucionária.

Dilma também afirmou que irá participar do enterro do primeiro presidente negro da África do Sul que será realizado no dia 15 de dezembro. Mandela que será enterrado com honras de chefe de Estado – e não poderia ser diferente -, será sepultado na aldeia de Qunu, no sul do país, onde passou sua infância. Vários chefes de Estados já confirmaram suas presenças na cerimônia de sepultamento.

O corpo de Nelson Mandela ficará exposto na sede da Presidência em Pretora entre os dias 11 e 13 para visita pública. No dia 10, no estádio de Soweto, em Johanesburgo, haverá uma cerimonia nacional em sua memória.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, decretou sete dias de luto a partir do dia 8, e disse que vai realizar uma cerimônia para que o sepultamento de Mandela seja digno da pessoa que ele foi como homem que durante toda vida lutou pela liberdade dos oprimidos não de seu país, mas de todo mundo.

“Vamos todos para trabalhar juntos para organizar as cerimônias dignas desse filho excepcional do nosso país e pai da nossa jovem nação, disse Zuma.

Quem conheceu os percursos que Mandela produziu, sabe que ele era um revolucionário movido pelos princípios mais dignos da existência humana: a liberdade, a coragem e a solidariedade. Só por esses três princípios, Mandela merece todas as formas sublimes de homenagens, apesar de se saber, que ele com sua candura e simplicidade, não era afeito a tributos. Mas todos que o amavam e o respeitavam também têm o direito de lhes oferecerem tributos, porque nesses há sinceridade e cumplicidade ontológicas com ele. Mas já os que não têm cumplicidade ontológica não têm direito de homenageá-lo. Como ocorreu com alguns – inclusive negros – que expressaram opiniões exaltadoras para Mandela quando suas existências não são honestas, são individualistas e covardes. Por isso, não possuem os princípios da existência humana para poderem tecer reconhecimentos ao grande pacifista e honesto homem que é Mandela. Esses homens indignos, expressão opiniões vazias como forma de chamar atenção para si através da mesma mídia sua semelhante, que não carrega princípios mandelanos. 

Para esses, Mandela não existiu.

AMANDLA! AWETHU! MANDELA PASSA, SEM APARTHEID, COM O PODER COM O POVO

Amandla ( Poder), gritava Mandela! Awethu (Poder o Povo), respondia o povo! Foi sempre assim sua ativa existência. Sempre lutando pelos oprimidos, junto com os oprimidos. Uma luta que vem desde criança quando escapou da morte, ocorrência banal para um negro no apartheid da África do Sul. Uma luta que se prolongou pela adolescência, juventude, maturidade e velhice.

Nelson Mandela, nascido em 1918, um nome que gerações ouviram falar como homem inquieto, lutador pelos princípios fundamentais da vida: a liberdade. Não bastaram 27 anos de condenação para lhe tirar a voz. Muito pelo contrário, na minúscula cela em que passou mais de duas dezenas de sua existência heroica, clamou, e estimulou seu povo para lutar por sua liberdade do julgo imposto pela força opressora dos brancos colonizadores que exploravam sua terra.

Nelson Mandela, um Prêmio Nobel da Paz que não pretendia reconhecimento a não ser a concretização de seu ideal: a liberdade de seu povo e a liberdade de todos os povos oprimidos. Uma luta que desdobrou em uma luta internacional deixando seu cunho regional. Mandela não necessitava do Prêmio Nobel da Paz. Seus prêmios eram suas conquistas juntos com povos humilhados que conseguiam seus direitos. Não precisava do reconhecimento da paz que carrega por um órgão que já concedeu o mesmo prêmio a Barack Obama, um homem que não pode ter sua existência comparada com a de Mandela em função de sua prática bélica internacional. Se Obama ao receber o prêmio se sente elevado, com Mandela é o contrário. É a instituição premiadora quem é elevada por Mandela. Nelson Mandela transcendia a qualquer premiação. Sua movimentação existencial não podia ser englobada por qualquer órgão premiador.

Em 1964, ano em que seria condenado à prisão perpétua, diante de um tribunal racista e discriminador, cúmplice de um poder opressor e insolente, Nelson Mandela proferiu seu discurso que iria marca sua história e a história de todos que lutam pela liberdade e os direitos que pretendem viver um mundo democrático.

“Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer”, disse Mandela.

Em 11 de fevereiro de 1990, Mandela, aos 70 anos, foi libertado depois de muita pressão feita pelo Congresso Nacional Africano (CNA) que fora banido em 8 de abril de 1960, permanecendo clandestino por algum tempo, e que ele, Mandela, certa vez presidiu, e por grande maioria da opinião pública internacional e autoridades de várias partes do mundo. Antes de sua liberdade, em 1990, nos anos 70 ele não aceitou a revisão de sua pena e, em 1988, recusou a liberdade condicional que lhe impunha a obrigação de não incentivar a luta armada.

“Quando me vi no meio da multidão, alcei o punho direito e estalou um clamor. Não havia podido fazer isso faz 27 anos, e me invadiu uma sensação de alegria e de força”, disse Mandela no momento em que deixou a prisão e foi carregado nos braços do povo em uma festa da liberdade.

 Em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do Sul. O primeiro presidente negro deste país em que a apartheid dominou por longos anos. Foi só uma consequência dos comprometimentos de lutas. O cargo não alterava sua jornada de homem inquieto que luta pelas igualdades, só lhe permitia tratar algumas políticas de modo oficial. Mas nada que pudesse mudar seu fator liberdade. Fez uma grande administração, além de estimular uma existência entre a população negra e branca com menos desconfiança. Existir de forma cortês e tolerante. Embora existissem os resistentes às mudanças. Mesmo os tempos sendo outros.

A existência de um homem não pode ser medida. Mas se acaso alguém quiser medir, não pode ser pelos seus anos de vida marcados pelo tempo pulsado. Uma existência transcende a essa pontuação. A existência de homem são suas produções. Assim, os 95 anos de Mandela são mínimos para a infinitude de sua aventura existencial que envolve princípios anteriores ao seu nascer, sua transição e a futuração da existência. Princípios que ele soube muito bem comprometê-los.

Sua infinitude é tão graciosa e pulsante que ele é um homem do século XX e XXI, mas sempre adiante. Essa singularidade que lhe moveu tocou em grande parte da sociedade mundial, por isso é o maior líder dos tempos contemporâneos. Daí porque Mandela é tão amado no Brasil. Amigo de Lula, dos governos populares. E tema de expressões culturais brasileiras. Daí se poder afirmar que Mandela, no Brasil, é cantado em verso e prosa. Um homem sempre homenageado. Sempre lembrado por suas lutas. Ele está nas vozes dos sambistas. Nas vozes de Beth Carvalho, Leci Brandão, entre outras e outros.

Viva, Vivo, Mandela!

DILMA E LULA PRESTAM HOMENAGENS A NELSON MANDELA

http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2013/12/dilma-mandela-conduziu-com-paixao-e-inteligencia-o-fim-do-apartheid-9840.html/mandela_lula.jpg

A presidenta Dilma Vana Rousseff publicou nota homenageando o pacifista e revolucionário Nelson Mandela. Em suas palavras ela afirmou que Mandela foi a maior personalidade do século 20. Ela disse também, que o governo e o povo brasileiro “se inclinam diante da memória de Mandela”.

“Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea – o fim do apartheid na África do Sul.

Seu combate transformou-se em um paradigma, não só para o continente africano, como para todos aqueles que lutam pela justiça, pela liberdade e pela igualdade.

O governo e o povo brasileiro se inclinam diante da memória de Nelson Mandela e transmitem aos seus familiares, ao presidente Zuma e aos sul-africanos nosso sentimento de profundo pesar. O exemplo deste grande líder guiará todos aqueles que lutam pela justiça social e pela paz no mundo”, considerou Dilma.

Já o ex-presidente e continuo metalúrgico Lula, estava no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC quando soube da notícia. Antes de discursar pediu um minuto de silêncio e falou sobre Nelson Mandela, seu amigo.

“Tive a grande satisfação de ter feito parte de uma geração que brigou contra o apartheid. Tive o prazer de me encontrar com o companheiro Mandela em 1994, em Cuba, na comemoração do 1º de Maio.

Tive o prazer de ser recebido pelo Mandela quando fui candidato e tive o prazer de sentir o significado da conquista da liberdade para um povo.

O grande legado de Mandela foi fazer com que o povo negro da África do Sul descobrisse uma coisa que parece simples, mas não é. Se a maioria do povo era negra, não tinha o menor sentido a minoria branca continuar governando aquele país. Mandela foi uma coisa boa que de vez em quando Deus projeta nas nossas vidas. O mundo perdeu uma das figuras mais extraordinárias que conheci”, considerou Lula.

COMUNIDADES QUILOMBOLAS RECEBEM TÍTULOS DE POSSE ASSINADOS POR DILMA

Conforme compromisso declarado ainda no governo Lula que as terras quilombolas iriam ser entregues a essas comunidades. A presidenta Dilma Vana Roussff realizou o compromisso, que também passou a ser seu, entregando títulos de propriedade de terras a dez comunidades quilombolas em oito estados brasileiros.

A cerimônia de assinatura dos decretos de desapropriação e imissão de posse das áreas ocupadas ocorreu no Palácio do Planalto, e contou as participações da ministra Luiza Bairros, da Igualdade Racial; ministra Miriam Belchior, do Planejamento, Orçamento e Gestão; ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;  ministro Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; e ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência.

Dilma afirmou que a assinatura dos decretos é um avanço no “resgate histórico” na questão das terras quilombolas.

“Hoje, avançamos no resgate histórico com a desapropriação e imissão de posse para comunidades. Além de reconhecer e titular os territórios, vamos também assegurar às famílias o acesso ao crédito subsidiado do Pronaf.

O Brasil é um país de muitas cores, raças e culturas. Temos a missão de construir um país de oportunidades para todos, sem discriminação”, disse a presidenta.

DEVIR-CRIANÇA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

IMG_5139

Em seu processual de produção coletiva de enunciados agenciadores de novas formas sentir, ver, ouvir e pensar a Associação Filosofia Itinerante (Afin) tem se movimentado em encadeamentos heterogênicos de conteúdos e expressões que pretendem uma nova forma de existir. Uma produção de novos saberes e novos dizeres. Sendo assim, a Afin – que se encontra em contínuo movimento produtivo com dizeres e saberes de múltiplos territórios -, aproveitou a sua sessão dominical de cinema para criança – que já se encontra em seu quinto ano, Kinemasófico, no Bairro Novo Aleixo, Zona Leste – o território mais pobre e abandonado pelos governos -, apara realização do Devir-Criança Consciência Negra.

IMG_5092

IMG_4907

IMG_4937

IMG_4957

Durante a noite de domingo, dia 24, as crianças foram, como sempre, as produtoras da festa. Foram exibidos alguns curtas com o tema negritude, o ser ontológico do negro, que permeou as comemorações da Consciência Negra durante a semana que passou. Embora seja um tema contínuo para novas formas de existir. As crianças no fim de cada exibição comentavam o conteúdo e manifestavam suas ideias. Depois das exibições dos curtas, as crianças passaram a usar recursos artísticos pessoais para expressarem suas relações com o tema, como a capoeira, a música, a poesia, a dança, as brincadeiras coletivas mostrando a subjugação dos negros pela força imperiosa dos brancos. Como foi a teatralização da fuga de alguns negros de uma fazenda. Nessa teatralização serviu de música incidental o trecho musical “Trabalha, trabalha negro. Trabalha, trabalha negro. O negro está cansado de tanto trabalhar…”

IMG_4965

IMG_4980

IMG_5008

IMG_5122

O que chamou muito a atenção foi o depoimento de crianças que afirmaram sofrer discriminação cotidianamente. Essas crianças afirmaram que são discriminadas nas ruas onde moram, na escola, e nos locais onde têm que ir algumas vezes, como nos comércios. Explicado para elas que a discriminação racial é crime, e que uma pessoa discriminada pode processar o discriminador, a criança Kailane, disse que ela ia processar todo dia muitas pessoas. Elas ficaram também contentes em saber que existe um ministério de Política para Igualdade Racial, criada no governo Lula. Foi fácil para elas entenderem a importância desse ministério, porque elas fazem parte do programa de transferência de renda o Bolsa Família. Compreendendo o objetivo do Bolsa Família, como política que visa diminuir a desigualdade social, o ministério de Política para Igualdade Racial, também tem esse objetivo. Elas apresentaram um saber por similitude.  

Durante as brincadeiras elas foram homenageadas com troféu Valeu, Zumbi!, criado por elas mesmas sob a coordenação do afinado filósofo, artista plástico e escritor, Marcos Nei. No fim, antes do fim, como manda a verdade biológica, elas encararam o mata-broca africano da cocada, passando pelo aluá, o vatapá, entre outras iguarias da culinária negra.

IMG_5129

IMG_5036

IMG_5056

IMG_5058

IMG_5066

IMG_5083

Foi uma festa na potência libertária de Zumbi, Ganga Zumba e outros. Uma festa tão profundamente negra que no meio das comemorações, baixou a comunidade negritude em forma celestial: faltou energia elétrica e a noite se mostrou em sua negritude total. Depois de dessa revelação-negra-natural, a energia se fez presente. Logicamente mais energizada. 

Valeu, Zumbi!

ESPECULAÇÃO CAPITALISTA AMEAÇA COMUNIDADES QUILOMBOLAS

De acordo com Fundação Cultural Palmares (FCP) das 2.408 comunidades certificadas por ela, somente 207 tem título de terra. E em muitas delas os moradores não quilombolas ainda não saíram da terra ocupada por eles. Nenhum deles ainda não foi indenizado. Entre os problemas trazidos pela falta da regularização das terras quilombolas se encontra as especulações feitas pelo capital empresarial que ameaça as tradições e a herança ancestral dos negros.

Segundo Alexandre Reis, diretor do departamento de proteção ao patrimônio afro-brasileiro da FCP, a Constituição protege os direitos de terra dos quilombolas. O Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias é claro sobre o assunto.

“A posse da terra é maior dificuldade enfrentada atualmente pelas comunidades quilombolas. A titulação é um direito fundamental prevista na Constituição Federal. Esse é o grande gargalo da questão quilombola nos dias de hoje.

“Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”, diz o Artigo 68.

À medida que isso não ocorre, a gente acaba prejudicando a comunidade porque outras pessoas acabam ocupando a terra quilombola. Vamos ter problema de expulsão, violência no campo, violência contra essas famílias, atuação de grileiros e atravessadores até na atividade produtiva da comunidade. Titular a terra é algo fundamental para a comunidade quilombola no Brasil e é o grande desafio que temos hoje”, analisou Alexandre Reis.

Falando sobre a questão, o secretário Viridiano Custódio, da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal, disse que o problema é que estas terras às vezes se encontram em litígio.

“Disputa política de território. Alguns setores, principalmente do meio agrário, são contra essa legalização porque os territórios, muita vezes, ficam dentro ou perto de alguma terra que está em litígio”, disse o secretário. 

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA!

http://farm3.static.flickr.com/2617/4119658340_7449b1903e_b.jpg

DAS NEGRAS CORES DE MINHA VIDA

A consciência é negra

O desatino é branco

 A cor é negra

O cutelo é branco

A potência é negra

O poder é branco

A essência é negra

O padrão é branco

A singularidade é negra

O clone é branco

A razão é negra

O contra senso é branco

A alma é negra

O peso é branco

A música é negra

O grunhir é branco

A terra é negra

O pé é branco

A flor é negra

O ódio é branco

A linha é negra

O ponto é branco

A atriz é negra

O bufão é branco

A alegria é negra

O pranto é branco

A liberdade é negra

O medo é branco.

* Assim Faço-me Inconfundivelmente Negra (AFIN).  

LULA É RAÇA NEGRA

Em função de suas políticas afirmativas e em particular, da política da igualdade racial, o ex-presidente Lula, mas contínuo metalúrgico, recebeu em cerimônia realizada na Faculdade Zumbi dos Palmares, o troféu Raça Negra. Participaram também do evento, que comemora os 10 anos da Faculdade e os 50 anos da morte de Martim Luther King, o reverendo norte-americano Jesse Jackson, representantes do governo angolano e Alpha Conde, presidente da Guiné.

Lula falou sobre a oposição que fizeram contra a criação do Ministério da Igualdade Racial e a oficialização das terras quilombolas. Lula disse ainda, que o preconceito está enraizado na cabeça da elite.

“Eu lembro quantas vezes nos acusaram porque estávamos fazendo uma política de legalização das terras de quilombos nesse país. Eu lembro quantas pessoas diziam: ’Já não chega a terra dos índios, já não chega os sem-terra invadindo terra, agora vem esse Lula querendo que os negros recuperem as terras dos negros neste país’.

O preconceito está enraizado na cabeça da elite. Não é, companheiros, uma batalha fácil. Porque muito além da lei, nós temos que enfrentar a história, temos que enfrentar o preconceito e temos que enfrentar a falta de vontade.

Muito mais do que as conquistas materiais é conquista da consciência política. A conquista da dignidade. Porque nós não queremos tirar nada de ninguém. Queremos apenas o que é nosso. E estamos conseguindo”, discursou Lula.

Por sua vez, em seu discurso, José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, afirmou que Lula é o presidente negro do Brasil. Ele lembrou que foi Lula quem nomeou a primeira ministra negra do país, Benedita da Silva. Também comentou a nomeação por parte de Lula, de Joaquim Barbosa para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O reitor só não analisou as diferenças entre os dois negros, Benedita da Silva e Joaquim Barbosa. A primeira uma militante da causa negra, o segundo uma espécie de Pelé, sem nenhuma militância pela causa racial.

LUTA DA CONSCIÊNCIA NEGRA É A LUTA DA LIBERDADE CONTRA A PATOLOGIA DA CONSCIÊNCIA BRANCA ABSTRAÍDA

São vários os entremeios em que a opressão se manifesta visivelmente ou ocultamente. Os filósofos Deleuze e Guatarri mostram esses entremeios em sua obra Mil Platôs. Há uma forma de opressão no princípio da binaridade: adulto-criança, homem-mulher, negro-branco. Sempre a posição dominante da maioria como modelo padrão que deve ser respeitado e seguido. Um assalto à mente do outro, diria o filósofo Sartre.

Desses entremeios pode ser extraída a opressão do branco sobre o negro que foi segmentarizada por múltiplos agenciamentos de dominação: econômico, social, cultural, religioso, antropológico, estético, moral, etc. Como o negro é um ser dotado das faculdades sensorial e cognitiva, que o fazem homem, ele pôde fazer a leitura desse modelo de dominação da consciência branca e daí partir para a luta da construção de sua consciência negra livre.

As comemorações do Dia da Consciência Negra não resultam de ações de brancos bonzinhos, cheios de compaixão cristã- paulina, que entenderam essa dívida histórica em forma de violência contra os negros e que a mesma deveria ser paga. Não, esse dia é resultado do entendimento que o negro teve de ser capaz de produzir sua liberdade distante das imposições da consciência branca, uma consciência anômica, avariada moralmente. Uma consciência abstraída de si mesma, como diria o filósofo Marx. Entender essa abstração foi a grande guinada epistemológica do negro. A efetuação de uma variável que escapa como devir-liberdade. Não querer estar aprisionado na abstração branca constitui-se em sua primeira saída. O negro compreendeu que estar em uma abstração era ser pior que essa abstração, e ele não queria essa condição de não-existir, condição da consciência branca abstraída. Uma condição alienada em uma consciência patológica.

O líder negro Zumbi dos Palmares, que nasceu em 1655, teve esse insight étnico que o conduziu à luta pela liberdade de seu povo. A criação da enunciação negritude. A negritude como um estar ontológico liberto, como mostra o filósofo da liberdade Sartre. Compor sua negritude é expressar sua originalidade através de seus atributos humanos de ser negro. A compreensão mundividente que a consciência branca abstraída não pôde e não pode atingir.

Entretanto, o princípio ôntico negritude, como ser que se manifesta em sua originalidade histórica, compreende que a consciência branca abstraída não é só representada pelos homens e mulheres brancas, mas também em alguns homens e mulheres negras que não atingiram o princípio ontológico da negritude. São negros capturados pelo modelo binário do padrão branco e, como sujeitos-sujeitados, assim se comportam. Reproduzem os valores corrompidos da cultura branca/patológica. A sociedade brasileira encontra-se repleta desses tipos de negros-embranquecidos que defendem esses valores corrompidos que são os suportes dessa patologia de dominação. Negros que até se opõem às políticas de cotas implementadas pelos governos Lula e Dilma (Ludi ou Dila). Negros que são instrumentalizados pela consciência abstrata branca para atacar esses governos. Como ocorre com as mídias acéfalas e todas às formas de seguimentos direitistas da sociedade brasileira. A cota nazifascista dessas consciências.

Em 1694, depois de ter escapado do julgo religioso/econômico lhe imposto pelo padre Antônio Melo, que o submeteu à violência étnica/linguística, batizando-o com o nome de Francisco – que não tinha nada a ver com Chico -, Zumbi conseguiu novamente fugir da violência dos colonizadores na pessoa do bandeirante Domingos Jorge Velho que invadiu o Quilombo dos Palmares, comandado por Zumbi, e o destruiu.

Construindo um novo esconderijo, Zumbi foi descoberto pelos perversos portugueses exploradores, em 20 de novembro de 1695. Foi submetido à tortura e logo depois, no mesmo dia, morto. Zumbi só foi encontrado pelos perversos portugueses exploradores, porque foi delatado por um de seus amigos. Um negro de consciência branca abstraída. Um negro que não alcançou a dimensão ontológica da negritude.

“OS NEGROS NO TRABALHO”, BOLETIM DIVULGADO PELO DIEESE, MOSTRA QUE ELES CONTINUAM INFERIORES NO SALÁRIO E POSIÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO

http://mancheteatual.com.br/sites/default/files/62d2713fa522f4828af5396685b60d1f.jpg

Pesquisa feita pelo Dieese junto com a Fundação Seade e o Ministério do Trabalho que foi divulgada mostra dados que já são do conhecimento público: os negros são muito discriminados na questão do trabalho, como por exemplo, salário. Sua maior participação no mercado do trabalho não lhe garante igualdade com os que não são negros, assim como o fator escolaridade não influi para que eles ocupem postos hierárquicos melhores. Nas regiões metropolitanas eles representam 48,2%, mas seu salário é 36,1% inferior aos que não são negros.

A pesquisa estudou as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, São Pulo e Salvador.

“De fato, o acesso dos negros à universidade e à qualificação é menor. No entanto, quando aumentam o grau de escolaridade, individualmente tem uma melhora de renda, mas não suficiente para reduzir desigualdade, porque apesar de melhor remuneração ela continua menor se comparada com a dos não negros.

Os negros, em todas as estruturas produtivas, estão em ocupação de menos prestígio. E mesmo quando têm maior escolaridade, estão em níveis mais precarizados. Os dados são uma comprovação de que existe um papel grande da discriminação racial no mercado de trabalho. A despeito do aumento da escolaridade, o negro vai se manter na ocupação que exige menos escolaridade. Porque é aquele emprego que é oferecido a ele, que destinado a ele.

O mercado teve melhora como um todo, isso é fruto do desempenho econômico, do crescimento, da melhoria de condições gerais. A população negra em alguma medida se beneficiou, aumentou sua ocupação, mas a desigualdade de inserção se mantém.

A política de cotas teve impactos positivos, pois cria mais oportunidade e ela a escolaridade da população negra, mas não é único elemento para acabar com a desigualdade no mercado de trabalho.

O movimento sindical tem iniciado esse debate, tem aparecido bastante nas negociações coletivas, para que esse tema seja debatido no espaço da empresa. Preconceito racial é subjetivo às vezes, embora tenha um reflexo objetivo no mercado. É importante incluir todos no debate, para ir aos poucos saindo do esquecimento, dessa capa de que há igualdade no mercado”, analisou Adriana Marcolino, socióloga do Dieese.

DILMA FAZ ABERTURA DA 3ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL ANUNCIANDO COTAS PARA NEGROS EM CONCURSOS PÚBLICOS

Anunciado um projeto de lei estabelecendo cotas de 20% para negros em serviços públicos promovidos pelo Executivo, a presidenta Dilma Vana Rousseff fez a abertura da 3ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial que acontece em Brasília. O anúncio elevou os ânimos da plateia que se encontrava presente. A presidenta vai pedir ao Congresso Nacional que o projeto de lei seja tratado com em caráter de urgência constitucional.

Para Dilma essa iniciativa do Poder Executivo é para permitir também intenções semelhantes no Legislativo, Judiciário e empresas privadas. Ela lembrou que o Censo mostrou uma grande participação dos negros nos programas nos programas sociais. A presidenta também comprometeu seu governo de acelerar os processos que incluem a demarcação das terras quilombolas.

“Nós todos sabemos que o Brasil possui, na sua origem, uma união de povos e comunidades tradicionais provenientes desse conjunto de povos, e cada um de nós tem dentro de si parte dessa união. Reconhecer e valorizar essa diversidade cultural, é fortalecer a democracia, lutar por uma democracia sem racismo, por um Brasil afirmativo.

Sem ações afirmativas não tornaremos realidade a igualdade de oportunidade para todos. Já vencemos várias batalhas, mas uma democracia plena vai exigir grande vontade política e é nossa vontade política lutar pela questão das igualdades raciais”, discursou a presidenta.

Para Luiza Barrios, ministra da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, o Brasil já vive um momento de transformação em relação às desigualdades.

“As ações e as políticas de promoção da igualdade racial não deixam dúvidas quanto à importância do papel do setor público nesta questão. Estamos conscientes disto e queremos buscar formas mais inovadoras para políticas que nos ajudem a avançar ainda mais”, disse a ministra.

Maria Julia Nogueira, militante da causa racial, e indicada para representar o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade, fez uma exposição das condições dos negros atualmente no país. Mostrou as discriminações, violências, principalmente contra os negros mais jovens, e alertou para que as conquistas não fiquem paradas. Se as crianças entraram nas escolas e os jovens nas universidades, é precisos que eles tenham condições de aí permanecerem. Ela lembrou ainda o tempo de omissão que os governos praticaram contra os negros.

“São 513 anos de omissão por parte de vários governos neste país. Anos de racismo, intolerância religiosa nos terreiros, de portas fechadas”, observou Maria Julia Nogueira.

ESTUDO DO INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA MOSTRA QUE DE TRÊS PESSOAS ASSASSINADAS DUAS SÃO NEGRAS

O estudo Segurança Pública e Racismo Institucional que faz parte do Boletim de Análise Político-Institucional do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que foi elaborado pelos pesquisadores da Diretoria de Estudos e Políticas do Estado das Instituições e das Democracias (Diest) divulgou que o racismo predominante no Brasil confirma que o homicídio de uma adolescente negro é 3,7 vezes maior do que de um branco. Para o estudo, embora o racismo institucional seja mais evidente nas ações das polícias, todavia outros grupos também praticam essa discriminação.

“O desvio comportamental presente em diversos outros grupos, inclusive aquele de origem dos seus membros.

Ser negro corresponde fazer parte de uma população de risco: a cada três assassinatos, dois são de negros. Cada ano uma maior proporção de jovens, cada vez mais jovens, é assassinada.

Contudo, a segurança pública é uma das esferas da ação estatal em que a seletividade racial se torna mais patente”, mostraram os pesquisadores Almir Oliveira Junior e Verônica Couto de Araújo Lima.

Diante a apresentação do estudo, na sede do Ipea, Daniel Cerqueira, diretor do Diest, que participou do Rio, em videoconferência, confirmou o teor da pesquisa sobre racismo institucional mostrando que mais 60 mil pessoas são assassinadas durante o ano no Brasil com uma grande parcela de negros.

“Há um forte viés de cor/raça nessas mortes. O negro é discriminado duas vezes: pela condição social e pela cor da pele. Como falar em direitos fundamentais e democracia.

Enquanto o homem negro perde 1,73 ano de expectativa de vida ao nascer, vinte meses e meio, a perda do branco é de 0,71 ano, o que equivale a oito meses e meio”, analisou Daniel.

Programa Nova África, da TV Brasil, ganha Prêmio Camélia da Liberdade

da Agência Brasil

A série de reportagens do programa Nova África, que mostra o continente e suas diversidades culturais do ponto de vista do próprio africano, com ênfase tanto nos problemas regionais do continente, como no desenvolvimento de soluções a partir dos próprios personagens locais, deu à TV Brasil o Prêmio Camélia da Liberdade.

Em sua 7ª edição, o Prêmio Camélia da Liberdade visa a incentivar instituições públicas, universidades, governos, empresas e veículos de comunicação a desenvolver projetos de ações afirmativas, de valorização da diversidade e inclusão étnica nos seus quadros e que, ao longo do ano, tenham demonstrado compromissos concretos com a inclusão dos afrodescendentes na sociedade brasileira.

O Nova África recebeu do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), o Camélia da Liberdade Ação Afirmativa, Atitude Positiva, na categoria Veículo de Comunicação. O prêmio foi pela primeira temporada do Nova África, exibida pela primeira vez em 2009 e produzida pela Baboom Filmes.

Em seus 26 episódios, o programa ouviu trabalhadores, políticos, intelectuais, artistas e ativistas sociais africanos, revelando facetas do continente pouco conhecidas pelos brasileiros. Ao comentar a premiação para o Portal da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a diretora de jornalismo da empresa, Nereide Brandão ressaltou o fato de que o prêmio “reconhece iniciativas da EBC que promovem ações para a superação das desigualdades raciais e sociais”.

Para o babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, ao premiar a TV Brasil com o Camélia da Liberdade, o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) fez justiça a um dos poucos veículos de comunicação do país que se dedica a explorar de forma diferenciada o continente africano, suas populações e suas diversidades.

“A premiação ao Nova África é importante porque, neste momento, em que existem poucos veículos de comunicação que se dedicam ao tema, o programa procura trazer a tona os problemas do continente africano, suas soluções e peculiaridades para um país onde a grande maioria da população é descendente da África”.

Lembrando que a Camélia era um simbolo abolicionista, Santos ressalta o fato de que o programa é uma forma de ajudar a entender melhor que a África tem uma diversidade cultural intensa. “A África não é um continente que serviu de celeiros de escravos para o mundo, mas sim um conjunto de Estados que pulsa e deu origem à civilização”.

Santos diz que, no Brasil, se fala muito da civilização europeia, considerada o berço mundial da cultura. “Isto não corresponde à verdade e o programa procura mostrar exatamente isto: que a África não é, necessariamente, um continente atrasado, mas sim um continente diferente e que é inclusive o berço da civilização mundial”.

Desde 2005 sob patrocínio da Petrobras, o projeto Camélia da Liberdade desenvolve uma série de ações voltadas para afirmação e promoção da comunidade negra. O desafio é criar justiça social em uma sociedade em que a desigualdade, provocada por fatores históricos e políticos e a injustiça são fatores geradores de conflitos sociais.

A marca do projeto é o resgate de um antigo simbolo abolicionista, uma Camélia, que procura por meio de sua popularização criar uma ação visual acerca das ações afirmativas em nosso país.

A entrega do prêmio por parte do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas ocorre na noite de hoje (24) na casa de espetáculos Vivo Rio, a partir das 20h. O tema escolhido é a Pequena África, região formada pelos bairros da Zona Portuária do Rio de Janeiro e que, até o início do século 20, era ocupada por um grande contingente de negros libertos, escravos e remanescentes dos antigos quilombos da Pedra do Sal.

Serão premiados com o Camélia da Liberdade instituições ou personalidades. A TV Brasil concorria ao prêmio Veículo de Comunicação com três programas: Caminhos da Reportagem, com o tema Herança Negra no Rio de Janeiro; Para Todos; e com o Nova África - que acabou levando a premiação.

O Ceap reconhece e premia instituições de ensino, empresas, órgãos governamentais, veículos de comunicação e personalidades que apoiam a integração do negro na sociedade. Rede Globo, Record, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Supremo Tribunal Federal (STF) estavam na lista de concorrentes.da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A série de reportagens do programa Nova África, que mostra o continente e suas diversidades culturais do ponto de vista do próprio africano, com ênfase tanto nos problemas regionais do continente, como no desenvolvimento de soluções a partir dos próprios personagens locais, deu à TV Brasil o Prêmio Camélia da Liberdade.

Em sua 7ª edição, o Prêmio Camélia da Liberdade visa a incentivar instituições públicas, universidades, governos, empresas e veículos de comunicação a desenvolver projetos de ações afirmativas, de valorização da diversidade e inclusão étnica nos seus quadros e que, ao longo do ano, tenham demonstrado compromissos concretos com a inclusão dos afrodescendentes na sociedade brasileira.

O Nova África recebeu do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), o Camélia da Liberdade Ação Afirmativa, Atitude Positiva, na categoria Veículo de Comunicação. O prêmio foi pela primeira temporada do Nova África, exibida pela primeira vez em 2009 e produzida pela Baboom Filmes.

Em seus 26 episódios, o programa ouviu trabalhadores, políticos, intelectuais, artistas e ativistas sociais africanos, revelando facetas do continente pouco conhecidas pelos brasileiros. Ao comentar a premiação para o Portal da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a diretora de jornalismo da empresa, Nereide Brandão ressaltou o fato de que o prêmio “reconhece iniciativas da EBC que promovem ações para a superação das desigualdades raciais e sociais”.

Para o babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, ao premiar a TV Brasil com o Camélia da Liberdade, o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) fez justiça a um dos poucos veículos de comunicação do país que se dedica a explorar de forma diferenciada o continente africano, suas populações e suas diversidades.

“A premiação ao Nova África é importante porque, neste momento, em que existem poucos veículos de comunicação que se dedicam ao tema, o programa procura trazer a tona os problemas do continente africano, suas soluções e peculiaridades para um país onde a grande maioria da população é descendente da África”.

Lembrando que a Camélia era um simbolo abolicionista, Santos ressalta o fato de que o programa é uma forma de ajudar a entender melhor que a África tem uma diversidade cultural intensa. “A África não é um continente que serviu de celeiros de escravos para o mundo, mas sim um conjunto de Estados que pulsa e deu origem à civilização”.

Santos diz que, no Brasil, se fala muito da civilização europeia, considerada o berço mundial da cultura. “Isto não corresponde à verdade e o programa procura mostrar exatamente isto: que a África não é, necessariamente, um continente atrasado, mas sim um continente diferente e que é inclusive o berço da civilização mundial”.

Desde 2005 sob patrocínio da Petrobras, o projeto Camélia da Liberdade desenvolve uma série de ações voltadas para afirmação e promoção da comunidade negra. O desafio é criar justiça social em uma sociedade em que a desigualdade, provocada por fatores históricos e políticos e a injustiça são fatores geradores de conflitos sociais.

A marca do projeto é o resgate de um antigo simbolo abolicionista, uma Camélia, que procura por meio de sua popularização criar uma ação visual acerca das ações afirmativas em nosso país.

A entrega do prêmio por parte do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas ocorre na noite de hoje (24) na casa de espetáculos Vivo Rio, a partir das 20h. O tema escolhido é a Pequena África, região formada pelos bairros da Zona Portuária do Rio de Janeiro e que, até o início do século 20, era ocupada por um grande contingente de negros libertos, escravos e remanescentes dos antigos quilombos da Pedra do Sal.

Serão premiados com o Camélia da Liberdade instituições ou personalidades. A TV Brasil concorria ao prêmio Veículo de Comunicação com três programas: Caminhos da Reportagem, com o tema Herança Negra no Rio de Janeiro; Para Todos; e com o Nova África - que acabou levando a premiação.

O Ceap reconhece e premia instituições de ensino, empresas, órgãos governamentais, veículos de comunicação e personalidades que apoiam a integração do negro na sociedade. Rede Globo, Record, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Supremo Tribunal Federal (STF) estavam na lista de concorrentes.

DIA INTERNACIONAL DE LUTA PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL É COMEMORADO COM A IMPLEMENTAÇÃO DO DISK RACISMO

Hoje se comemora em todo o mundo o Dia de luta pela eliminação da desigualdade racial, e o Brasil começou as atividades deste dia ontem, com o lançamento do serviço Disk Racismo que será uma ferramenta social pela proteção dos direitos das populações negra, indígena, quilombola, cigana e ribeirinha, e de zelo e manutenção das religiões de matrizes africanas.

Concebido pela Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal (Sepir/DF) o serviço além de fazer todo processo de acompanhamento da denúnicia oferecerá assitência gratuita de psicólogos e advogados. Para o secretário da Sepir, Viridiano Custódio Negrito, “os negros e pardos correspondem a 54% da população do DF. Com a iniciativa, o Distrito Federal se torna a primeira unidade da federação livre do racismo”.

A razão de se comemorar esta data se deve ao Massacre de Shaperville, onde 20 mil negros protestaram, na África do Sul, contra Lei do Passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, além de especificar os locais permitidos para circulação. Essa manifestação terminou com a morte de 69 pessoas e 186 feridos pelo exército. Este marco na luta contra a discriminação mostrou a importância de políticas publicas que não permitam diversas manifestações racistas e compostas de microfacismos no cotidiano de qualquer cidadão.

Segundo a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do governo federal, Luiza Bairros “a existência do Disque Racismo é uma afirmação do GDF para a população negra do DF de que nós temos direitos nessa sociedade e nós temos e podemos fazer valer esses direitos”.

Diversos orgãos públicos e movimentos sociais se manifestaram sobre o lançamento e este dia de luta como a conselheira do CFP responsável pelo tema, Marilda Castela que afirmou ser“ importante que a Psicologia admita o racismo e tome isso como tema transversal em suas ações, independente de onde as (os) psicólogas (os) estiverem atuando”.

O atendimento pelo telefone 156 opção 7, vai funcionar diariamente, das 7h às 19h. Em outros horários, a denúncia poderá ser feita pelo e-mail ouvidoriaracial.sepirdf@gmail.com. A vítima vai receber orientações para registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia com uma testemunha.

TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMPOSSA O PRIMEIRO PRESIDENTE NEGRO DE SUA HISTÓRIA

 

ABr050313PZB_2606

Ontem foi empossado como presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o ministro Carlos Alberto Reis de Paula, que se tornou o primeiro presidente negro da instituição. Compõe sua gestão, o vice-presidente Antônio José de Barros Levenhagen e a corregedoria-geral de Ives Gandra da Silva Martins Filho.

Na ocasião diversas personalidades do meio político e jurídico incluindo a Presidenta da Républica Dilma Vana Rousseff. Carlos Alberto governará durante o biênio 2013-2014, porém se aposentará em fevereiro antes do fim de sua legislatura.

O fato histórico de um negro em um tribunal de trabalho é realmente notavel. Os negros, que tanto trabalharam para construir este país enquanto os “corteses” se aproveitavam de sua força dominadora e controlavam os negros, tentando a todo custo calar as práticas culturais destes povos.

Porém os negros nunca se calaram mesmo sendo explorados, e fizeram na sua luta, e seu trabalho uma resistência a aculturação e empoderamento branco.

Desta maneira é muito importante a presença dos negros em cargos públicos, porém de nada vale estes cargos se os negros aplicarem a justiça brancaeuropeia, segregadora, preconceituosa e desigual e aplicarem a subjetividade dominadora que aprisiona os corpos. Que Pai Oxalá abençoe o novo presidente Carlos Alberto Reis de Paula e que a justiça seja feita com o poder da machadinha de Xangô. Kawo Kabiyesi le!

GOVERNO LANÇA PLANO NACIONAL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) através da Ministra Luiza Bairros lançou na tarde de ontem  no Ministério da Justiça em Brasília o 1 Plano de desenvolvimento sustentável para comunidades de matriz africana.

Segundo o ministério  o documento reúne políticas voltadas para a garantia de direitos, proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil e o enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão produtiva .

Ainda existe diversas barreiras culturais no Brasil quanto o respeito e aceitação das produções negras no Brasil. Além disso os direitos e participação dos negros na sociedade são constantemente suprimidas pela presença do modelo brancoeuropeu que nos foi e continua sendo imposto. Por isto para a Ministra o plano “resulta do reconhecimento por parte do governo federal, da necessidade de articular as iniciativas e os esforços dos diversos ministérios e órgãos para garantir direitos, efetivar a cidadania e combater o racismo e a discriminação que incidem sobre os povos e comunidades tradicionais de matriz africana no Brasil.”

Estiveram presentes no lançamento artistas, ativistas negros, representantes dos cultos afrobrasileiros, membros da sociedade civil, personalidades políticas e sociais. O plano  em sua constituição “é um instrumento de planejamento e implementação das ações prioritárias para esse segmento populacional, construído com base no Plano Plurianual, PPA 2012-2015”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Efeitos Justos para Suas Causas.
ADVOGADO ARNALDO TRIBUZY - RUA COMENDADOR CLEMENTINO, 379, SALA C (8114-5043 / 3234-6084).

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Frente Blogueira LGBT

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 3,166,496 hits

Páginas

julho 2014
D S T Q Q S S
« jun    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 181 outros seguidores