Archive for the 'Negro' Category

A LENDÁRIA ATIVISTA NEGRA DO BLACK POWER, ANGELA DAVIS, EM ENTREVISTA NA TV BRASIL, MOSTRA O QUE É SER UM DEVIR-POLÍTICO

Uma das personagens mais importantes da luta intensiva pelos direitos dos povos oprimidos, principalmente os negros, a lendária ativista do movimento, Panteras Negras e do Partido Comunista dos Estados Unidos, Angela Davis, esteve no programa Espaço Público, da TV Brasil.

Angela Davis, na década de 70, em função de sua luta, foi presa pelo FBI e colocada na lista dos mais procurados pela força policial norte-americana. Sua atuação pelos direitos humanos era tão forte que gerou o movimento coletivo “Libertem Angela Davis” que produziu uma reverberação internacional envolvendo artistas, intelectuais, filósofos, sociólogos, antropólogos, políticos ente outros.

A filósofa, escritora, conferencista, professora veio ao Brasil para participar do Festival Latinidade 2014: Griôs da Diáspora Negra, que ocorreu em Brasília, e terminou na segunda-feira. Ela foi entrevista pelos jornalistas Paulo Moreira Leite, apresentador do programa, a jornalista Juliana César Nunes, da Radioagência Nacional e o jornalista Florestan Fernandes Jr, da TV Brasil.

A visão que o Brasil tem de você ainda é muito conectada a Angela desse movimento Black Power da década de 1970, quando brasileiros faziam campanha pela sua libertação e pela libertação de Mandela e, ao mesmo tempo, pensavam em como libertar a Angela e o Mandela que existiam entre nós, entre homens e mulheres negras. Hoje, em que Angela as pessoas precisam pensar em libertar, em deixar fluir?

A campanha pela minha libertação foi de fato um momento importante. Eu sempre digo que meu nome só é conhecido hoje não tanto pelo que eu fiz, mas pelo que fizeram por mim. Nunca vou esquecer o enorme movimento de solidariedade que mobilizou pessoas em quase todos os continentes. Mas eu era apenas uma, e já naquela época, tinha consciência de que havia muitos outros presos políticos. Percebi que o problema não era só a repressão aos presos políticos, mas também o papel racista e repressor do sistema carcerário. Nas últimas décadas, venho batalhando pela libertação dos presos políticos e combatendo a indústria carcerária e muitos militantes desse movimento anticarcerário nos autodenominamos “abolicionistas”, porque defendemos a abolição da cadeia como forma dominante de punição.

Angela, você popõe a extinção dos presídios. A pessoa quando comete um crime, um crime bárbaro, um crime hediondo, ela tem que ser punida, tem que pagar pelo crime que cometeu e ser ressocializada para voltar à comunidade. Se acabam os presídios, que eu concordo que virou depósito de pessoas, o que fazer com os criminosos?

Concordo plenamente que quem tem conduta antissocial, quem faz mal a outras pessoas deve responder por isso. Mas isso não significa que basta punir. Quando simplesmente punimos os culpados, em geral o que acontece é que eles saem da cadeia pior do que entraram para cumprir a pena. As cadeias contribuem para reproduzir a violência e a conduta antissocial. A grande questão é como transformar a sociedade e lidar com essa questão da violência de tal forma que o agressor retorne à sociedade com uma perspectiva de vida melhor, sem revolta, sem recaída, mas disposto a contribuir com a sociedade. Acredito muito na reabilitação. Mas não acredito que ela seja possível na cadeia. É por isso que precisamos encontrar outras formas de responsabilizar as pessoas pelos crimes que cometem. E o pior é que muitas pessoas estão presas não porque cometeram um crime, mas por serem negras, jovens, ou porque estavam no lugar errado, na hora errada.

Angela, você tem criticado as políticas de combate à violência doméstica. Como garantir proteção para as mulheres de uma outra forma que não seja a criminalização dos agressores?

Estou com as pessoas que acreditam que simplesmente criminalizar a violência doméstica não basta para erradicá-la. Eu me preocupo com as vítimas da violência conjugal. E também porque é uma das formas mais comuns de violência no mundo. É uma forma de violência que ocorre em quase todo o mundo, inclusive nos países onde ela foi criminalizada. O índice de violência contra a mulher, de violência de gênero, não diminuiu. Alguma coisa está errada. Não podemos continuar simplesmente mandando as pessoas para a cadeia. Isso nos faz esquecer o problema. É por isso que sou contra o uso da pena de detenção. De certa forma, isso nos exime da responsabilidade de descobrir como acabar com essa violência horrível que tantas mulheres sofrem. Em muitos lugares, já surgiram alternativas à execução penal. Elas incluem Justiça restaurativa, ou até censura pública. Evidentemente, a perspectiva evolucionista não sugere que o agressor não deva responder pelo que fez. Em muitos aspectos, é mais difícil para o agressor encarar a vítima de frente e encontrar uma forma de se redimir do que ir para a cadeia. É mais fácil ficar na cadeia. É muito mais difícil localizar a raiz da violência dentro de si e encontrar uma forma de erradicá-la do mundo.

Onde fica o centro da sua força, essa força com que luta pelos direitos dos negros, tanto na África, quanto na diáspora?

De onde tiro minha força? Acho que posso dizer que ela vem das minhas comunidades, das pessoas com quem trabalho, meu sentimento de união com as pessoas que se dedicam às lutas por justiça e igualdade. Costumo contar uma história que aconteceu na época em que eu estava presa. O FBI foi me buscar. Fui levada para um presídio onde eu fiquei incomunicável, sem poder falar com ninguém. Puseram-me em uma ala do presídio reservada para pessoas com problemas psiquiátricos. Fiquei deitada ali na cela, sentindo-me totalmente sozinha. De repente, ouvi umas vozes ao longe. Mal dava para entender o que diziam. De repente, percebi o que estavam dizendo: “Soltem Angela Davis!”. As pessoas se aglomeravam fora do presídio, tarde da noite, e isso antes mesmo da campanha pela minha libertação. Elas vieram e aquilo me fez sentir que eu não estava só. Fiquei com essas lembranças, essa ligação com as pessoas e percebi que, por piores que fossem os meus problemas, eles não chegavam aos pés dos problemas das pessoas que passam a vida na cadeia, das pessoas na Palestina, das pessoas que têm de lutar pela própria liberdade de várias maneiras. Enfim, também tiro muita força dos jovens, porque continuo trabalhando com ativistas. Vejo que eles estão cada vez mais jovens. E eu estou cada vez mais velha. Isso é bom, é muito importante trabalhar com outras gerações. Vejo que os jovens estão dispostos a correr mais riscos que os mais velhos, porque às vezes somos prudentes demais.

Atualmente, temos algumas mulheres no comando de países. Aqui na América Latina, temos três mulheres coordenando três países, temos uma mulher na Europa. Como a senhora vê a atuação dessas mulheres no poder ? Houve uma modificação dos rumos do capitalismo? Agora, é a hora, depois de um negro, os EUA terem uma mulher?

Acho positivo que tenham elegido mulheres para cargos políticos na América do Sul e na Europa. Assim como foi bom um negro ter sido eleito nos EUA. Mas não sei se isso resolve nossos problemas. Não sei se ficar tentando apenas mudar o rosto das pessoas que estão no topo das hierarquias políticas ou econômicas vai mudar a realidade dos que estão na base. Como já disse algumas vezes, quando Obama disputou as eleições, se houvesse um candidato de outra identidade racial concorrendo com um programa mais ousado, com certeza ele teria o meu voto. Eu preferiria mil vezes um candidato branco que propusesse uma crítica ao capitalismo, ao inter-racismo e ao sistema carcerário a um candidato negro que deixasse as coisas como estão. É uma questão política. Precisamos superar essa mentalidade de que trocar apenas um rosto vai trazer uma revolução e entender que é preciso criar movimentos de massa, é preciso promover mudanças na base do sistema.

Como você vê o papel da mídia nesse contexto, basta democratizar o acesso? É preciso que haja uma mudança, na forma, no discurso da mídia, especialmente sobre a população negra, para mexer nas estruturas do racismo?  Aqui no Brasil, a imprensa, de maneira geral, é contra as cotas. Quase todo dia sai alguma notícia criticando a distribuição de cotas tanto nas universidades, quanto no serviço público.

Acredito que a mídia tem um grande poder de mudar a forma de pensar das pessoas, mudar a nossa forma de ver o mundo. Com o advento das mídias sociais, estamos nos deparando com a ampla influência de ideias que se propagam instantaneamente. Vejo que nos EUA, a grande mídia continua a promover algumas ideias retrógradas. O sistema de cotas – não gosto muito de usar o termo “cotas” porque ação afirmativa não é sinônimo de cotas, não é a mesma coisa, e quando chamamos assim, como a mídia costuma fazer, isso transmite uma impressão de que estamos jogando as pessoas umas contra as outras, quando, na verdade, trata-se de uma tentativa de começar um processo para reverter algo que já há muito [...] Um processo que vem de muito longa data. Costuma-se falar em ação afirmativa como se fosse um homem branco contra, digamos, uma mulher negra, por exemplo. Mas quando se entende que a ação afirmativa é uma forma de modificar a distribuição demográfica no mercado de trabalho, nas universidades, não se trata só de indivíduos, trata-se de comunidades, é uma questão de permitir a ascensão de comunidades, e isso também acaba beneficiando indivíduos. Mas acho que é preciso começar a mudar essa concepção de ação afirmativa como mera oposição entre brancos e negros. Ela está aí para mudar o mundo, para promover justiça e igualdade.

“MAPA DA VIOLÊNCIA 2014” MOSTRA QUE HOMEM, JOVEM E NEGRO É O PERFIL DOS QUE MORREM VIOLENTAMENTE NO BRASIL

Capa da publicação do Mapa da Violência 2014

O Mapa da Violência 2014 divulgado mostra que 100 a cada 100 mil jovens entre 19 e 26 anos morrem violentamente no Brasil. O estudo descreve como morte violenta as mortes por homicídios, suicídios e acidentes de transportes terrestres e também barcos e aviões.

O perfil desses jovens é: homem, jovem e negro. Mas para o estudo esse quadro não é recente. Já no ano de 1980, a taxa era de 146 mortes para 100 mil jovens. Quando comparada a taxa com mulheres entre os anos de 1980 e 2012 a comparação fica assim: taxa de 2,3 para 4,8 de homicídios por 100 mil; entre os homens, 21,2 para 54,3, correspondendo um aumento de 156%.

Quando o estudo compara a cor, fica visível a diferença entre as mortes de jovens negros e brancos. Em 2012, morreram 146,5% mais negros que brancos. De 2002 a 2012, a vitimização dos negros duplicou comparada com a dos brancos. Neste mesmo período, o número de homicídios de homens brancos diminuiu 32,3%, enquanto o número de homicídios de negros aumentou 32,4%.

Para o sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, coordenar da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências, e responsável pelo estudo, essa diferença é decorrente das políticas públicas e enfrentamento da violência que foram aplicadas mais em locais onde a maioria da população é branca, e o acesso à segurança privada.

“Isso faz com que seja mais difícil a morte de um branco do que a de um negro”, afirmou  Jacobo.

DILMA SANCIONA LEI QUE GARANTE 20% DE VAGAS PARA NEGROS EM SERVIÇOS PÚBLICOS FEDERAIS DO PODER EXECUTIVO

Já se encontra valendo a lei que estipula 20% de vagas para negros nos concursos públicos federais no Poder Executivo. A lei que teve seu nascedouro em um projeto do Poder Executivo e foi enviada ao Senado no ano passado e que no dia 20 ele aprovou, foi sancionada pela presidenta Dilma Vana Rousseff.

A presidenta, durante seu discurso da sanção da lei, disse esperar que essa decisão possa servir de estímulo aos outros poderes e a iniciativa privada o que seria o reconhecimento dos direitos dos negros. Para ela o mérito ainda é o grande fator de classificação. A lei vai ter direito de existência durante dez anos.

De acordo com a lei poderão concorrer aos concursos as pessoas que se identificam como pretas ou pardas em inscrições de concursos público de acordo com o quesito de cor ou raça apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com sua classificação nos concursos, os negros concorrerão às vagas reservadas e às vagas relativas à ampla concorrência.

“Esta é a segunda lei que eu tenho a honra de promulgar com ações afirmativas, para fechar um poço secular de direitos e oportunidades engendrados pela escravidão e continuados pelo racismo, ainda existente entre negros e brancos em nosso país”, discursou Dilma.

Por sua vez, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, disse que a lei é um passo muito importante para superação das desigualdades raciais. Ela falou também sobre a celeridade do projeto enviado pelo governo.

“A discriminação é maior quanto mais é valorizada a ocupação, o que nos obriga a tomar dentro do mercado, medidas para corrigir esse tipo de distorção.

Em função de existirem em tramitação várias propostas sobre a população negra e igualdade racial, se deixássemos ao sabor de processo de discussão no Parlamento, poderia demorar. Como a aprovação da lei teve um apoio suprapartidário é um indicativo de aceitação que ela tem no conjunto da sociedade brasileira”, observou a ministra.

NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER ATVISTAS SE MOVIMENTAM PARA MAIORES DIREITOS NA POLÍTICA

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/03/mulheres-saem-as-ruas-por-igualdade-autonomia-e-contra-violencia-e-exploracao-sexual-5491.html/dia-internacional-das-mulheres/image_preview

Com a consciência de que a condição-oprimida da mulher mudou muito nas últimas décadas, e que resultou do próprio envolvimento dela na luta por sua emancipação, a mulher ainda tem muito que produzir como seus direitos. É assim que a consciência das mulheres ativistas se move. Na data que se comemora – nem todas as pessoas como os machistas /fálicos e as mulheres réplicas desses – o Dia Internacional da Mulher as mulheres negras fazem manifestação – manifestar: fazer surgir por si mesmas – reivindicando maior participação nos círculos político legislativo e executivo e outras esferas sociais onde sua participação é muito limitada.

Portadora de consciência libertária, Sandra Mariano, coordenadora da Articulação Popular e Sindical de Mulheres Negras do estado de São Paulo, falou, em entrevista a Rede Brasil Atual, sobre o desempenho, hoje, das mulheres negras no Brasil e pediu sua maior participação, notadamente, nas manifestações de ruas.

“Nós queremos estar dentro do Parlamento, aumentando o número de mulheres na bancada. É claro que é muito importante termo no alto comando uma mulher, mas nas centrais sindicais, a maioria é comandada por homens. E nos partidos políticos, a maioria dos presidentes também é formada por homens”, analisou Sandra.

Ela ainda falou sobre a importância da luta que resultou a Lei Maria da Penha, mas que é ainda muito ineficaz em função do número reduzido de delegacias das mulheres.

“Em São Paulo, por exemplo, existe apenas uma Delegacia da Mulher, o que limita demais o número de denúncias”, observou a ativista.

DILMA DISCURSA COM VERACIDADE NOS FUNERAIS DE NELSON MANDELA ENQUANTO OBAMA TENTA GANHAR PONTOS COM SEU POVO E OUTRAS NAÇÕES

Depois do gesto diplomático e cortês que a presidenta Dilma Vana Rousseff realizou ao convidar os ex-presidentes do Brasil Fernando Collor, José Sarney, Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva para participarem junto com ela nas cerimônias dos funerais do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, ela proporcionou ao povo brasileiro e ao mundo o conhecimento do sentimento veraz que move seu governo. Um sentimento de sobriedade e solidariedade com a democratização do mundo.

Dilma discursou, dentro do tom protocolar, mas deixou visível o sentimento de humanidade que é possuidora. Uma expressão que mostra ao mundo porque o Brasil é hoje uma nação respeitada internacionalmente. O seu discurso, foi uma demonstração de reconhecimento da importância de Nelson Mandela para a humanização do mundo. Um discurso que foi possível ser criado porque Dilma é uma mulher que também carrega muitos afetos que Mandela carrega. Seu discurso não saiu de um intelecto abstraído do mundo real, como ocorre com a maioria dos chamados chefes-de-Estado. E mais, Dilma não falou apenas por seu governo, o povo brasileiro, mas também por todos os povos sul-americanos, como bem frisou.

Dilma não apresentou um discurso que busca um propósito pragmaticamente pessoal, como foi o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que aproveitou a oportunidade para fazer publicidade de seu governo e com isso tentar conseguir alguns pontos diante do povo norte-americano, visto que há muito tempo vem tendo queda na aprovação de seu governo. Ele procurou ao mesmo tempo, discursar para comunidade internacional para tentar, também, diminuir o péssimo conceito que seu governo passou a ter internacionalmente com as espionagens executadas pela Agencia de Segurança Nacional (NSA) nos governos, órgãos públicos e cidadãos de vários países. A encenação de Obama foi tamanha que ele chegou a pegar na mão de Raul Castro, e dá um beijinho no rosto de Dilma. Uma espécie de convite para a presidenta visitar seu país, depois que ela se negou em virtude das espionagens.

Aí a diferença dos dois discursos das duas principais personagens presentes. Dilma não discursou para se defender ou fazer marketing de seu governo e sua pessoa. Ela falou da forma como é. O que a assemelha a Mandela. Já Obama, tinha que aproveitar e se mostrar também humanizado como Mandela: um lutador da paz. Só que sua administração não diz o mesmo, principalmente sua política internacional de intervenção em países considerados por seu governo como inimigos. Intervenção que mata criança, idosos e inocentes. Ato que nunca Mandela executou. Obama exaltou o sentimento de paz de Mandela e disse que Mandela fora o último herói do século XX. Se Mandela que lutava pela paz é o herói de Obama, por que Obama não o imita? Ou Obama vai aproveitar a morte de Mandela para liberar sua sanha imperialista e parafrasear a filosofia que diz: “Se Deus estar morto, agora tudo é possível”? Embora se saiba que, para os impérios, tudo já era possível.

“Nós os brasileiros, que carregamos com orgulho o sangue africano nas veias, choramos e celebramos o exemplo desse grande líder que faz parte do grande panteão da humanidade.

Ele soube fazer da busca da verdade e do perdão os pilares da reconciliação nacional e da construção da nova África do Sul. Devemos reverenciar essa manifestação suprema de grandeza e de humanismo representada por Nelson Mandela.

Sua luta transcendeu suas fronteiras nacionais e inspirou homens, mulheres, jovens e adultos a lutarem por sua independência e pela justiça social. Ele deixou lições não só para seu querido continente para todos aqueles que buscam paz, justiça e liberdade no mundo.

Trago o pesar de toda a América do Sul. Esta personalidade que conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea, o fim do apartheid na África do Sul”, diz parte do discurso de Dilma.

DILMA DECRETA SETE DIAS DE LUTO PELA MORTE DE MANDELA E VAI AO SEU ENTERRO NO DIA 15

mandela

A presidenta Dilma Vana Rousseff decretou, a partir de ontem, dia 6, sete dias de luto pela morte de Nelson Mandela, ocorrida ontem, dia 5, aos 95 anos de intensa existência revolucionária.

Dilma também afirmou que irá participar do enterro do primeiro presidente negro da África do Sul que será realizado no dia 15 de dezembro. Mandela que será enterrado com honras de chefe de Estado – e não poderia ser diferente -, será sepultado na aldeia de Qunu, no sul do país, onde passou sua infância. Vários chefes de Estados já confirmaram suas presenças na cerimônia de sepultamento.

O corpo de Nelson Mandela ficará exposto na sede da Presidência em Pretora entre os dias 11 e 13 para visita pública. No dia 10, no estádio de Soweto, em Johanesburgo, haverá uma cerimonia nacional em sua memória.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, decretou sete dias de luto a partir do dia 8, e disse que vai realizar uma cerimônia para que o sepultamento de Mandela seja digno da pessoa que ele foi como homem que durante toda vida lutou pela liberdade dos oprimidos não de seu país, mas de todo mundo.

“Vamos todos para trabalhar juntos para organizar as cerimônias dignas desse filho excepcional do nosso país e pai da nossa jovem nação, disse Zuma.

Quem conheceu os percursos que Mandela produziu, sabe que ele era um revolucionário movido pelos princípios mais dignos da existência humana: a liberdade, a coragem e a solidariedade. Só por esses três princípios, Mandela merece todas as formas sublimes de homenagens, apesar de se saber, que ele com sua candura e simplicidade, não era afeito a tributos. Mas todos que o amavam e o respeitavam também têm o direito de lhes oferecerem tributos, porque nesses há sinceridade e cumplicidade ontológicas com ele. Mas já os que não têm cumplicidade ontológica não têm direito de homenageá-lo. Como ocorreu com alguns – inclusive negros – que expressaram opiniões exaltadoras para Mandela quando suas existências não são honestas, são individualistas e covardes. Por isso, não possuem os princípios da existência humana para poderem tecer reconhecimentos ao grande pacifista e honesto homem que é Mandela. Esses homens indignos, expressão opiniões vazias como forma de chamar atenção para si através da mesma mídia sua semelhante, que não carrega princípios mandelanos. 

Para esses, Mandela não existiu.

AMANDLA! AWETHU! MANDELA PASSA, SEM APARTHEID, COM O PODER COM O POVO

Amandla ( Poder), gritava Mandela! Awethu (Poder o Povo), respondia o povo! Foi sempre assim sua ativa existência. Sempre lutando pelos oprimidos, junto com os oprimidos. Uma luta que vem desde criança quando escapou da morte, ocorrência banal para um negro no apartheid da África do Sul. Uma luta que se prolongou pela adolescência, juventude, maturidade e velhice.

Nelson Mandela, nascido em 1918, um nome que gerações ouviram falar como homem inquieto, lutador pelos princípios fundamentais da vida: a liberdade. Não bastaram 27 anos de condenação para lhe tirar a voz. Muito pelo contrário, na minúscula cela em que passou mais de duas dezenas de sua existência heroica, clamou, e estimulou seu povo para lutar por sua liberdade do julgo imposto pela força opressora dos brancos colonizadores que exploravam sua terra.

Nelson Mandela, um Prêmio Nobel da Paz que não pretendia reconhecimento a não ser a concretização de seu ideal: a liberdade de seu povo e a liberdade de todos os povos oprimidos. Uma luta que desdobrou em uma luta internacional deixando seu cunho regional. Mandela não necessitava do Prêmio Nobel da Paz. Seus prêmios eram suas conquistas juntos com povos humilhados que conseguiam seus direitos. Não precisava do reconhecimento da paz que carrega por um órgão que já concedeu o mesmo prêmio a Barack Obama, um homem que não pode ter sua existência comparada com a de Mandela em função de sua prática bélica internacional. Se Obama ao receber o prêmio se sente elevado, com Mandela é o contrário. É a instituição premiadora quem é elevada por Mandela. Nelson Mandela transcendia a qualquer premiação. Sua movimentação existencial não podia ser englobada por qualquer órgão premiador.

Em 1964, ano em que seria condenado à prisão perpétua, diante de um tribunal racista e discriminador, cúmplice de um poder opressor e insolente, Nelson Mandela proferiu seu discurso que iria marca sua história e a história de todos que lutam pela liberdade e os direitos que pretendem viver um mundo democrático.

“Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer”, disse Mandela.

Em 11 de fevereiro de 1990, Mandela, aos 70 anos, foi libertado depois de muita pressão feita pelo Congresso Nacional Africano (CNA) que fora banido em 8 de abril de 1960, permanecendo clandestino por algum tempo, e que ele, Mandela, certa vez presidiu, e por grande maioria da opinião pública internacional e autoridades de várias partes do mundo. Antes de sua liberdade, em 1990, nos anos 70 ele não aceitou a revisão de sua pena e, em 1988, recusou a liberdade condicional que lhe impunha a obrigação de não incentivar a luta armada.

“Quando me vi no meio da multidão, alcei o punho direito e estalou um clamor. Não havia podido fazer isso faz 27 anos, e me invadiu uma sensação de alegria e de força”, disse Mandela no momento em que deixou a prisão e foi carregado nos braços do povo em uma festa da liberdade.

 Em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do Sul. O primeiro presidente negro deste país em que a apartheid dominou por longos anos. Foi só uma consequência dos comprometimentos de lutas. O cargo não alterava sua jornada de homem inquieto que luta pelas igualdades, só lhe permitia tratar algumas políticas de modo oficial. Mas nada que pudesse mudar seu fator liberdade. Fez uma grande administração, além de estimular uma existência entre a população negra e branca com menos desconfiança. Existir de forma cortês e tolerante. Embora existissem os resistentes às mudanças. Mesmo os tempos sendo outros.

A existência de um homem não pode ser medida. Mas se acaso alguém quiser medir, não pode ser pelos seus anos de vida marcados pelo tempo pulsado. Uma existência transcende a essa pontuação. A existência de homem são suas produções. Assim, os 95 anos de Mandela são mínimos para a infinitude de sua aventura existencial que envolve princípios anteriores ao seu nascer, sua transição e a futuração da existência. Princípios que ele soube muito bem comprometê-los.

Sua infinitude é tão graciosa e pulsante que ele é um homem do século XX e XXI, mas sempre adiante. Essa singularidade que lhe moveu tocou em grande parte da sociedade mundial, por isso é o maior líder dos tempos contemporâneos. Daí porque Mandela é tão amado no Brasil. Amigo de Lula, dos governos populares. E tema de expressões culturais brasileiras. Daí se poder afirmar que Mandela, no Brasil, é cantado em verso e prosa. Um homem sempre homenageado. Sempre lembrado por suas lutas. Ele está nas vozes dos sambistas. Nas vozes de Beth Carvalho, Leci Brandão, entre outras e outros.

Viva, Vivo, Mandela!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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