Arquivo para a categoria 'Não-Cidade…'

CHEIA DOS RIOS AMAZONAS AVANÇA SOBRE CASAS E POLÍTICOS FAZEM FESTAS

O prefeito cassado da não cidade de Manaus, viajante dos feriados prolongados, Amazonino Mendes decretou estado de emergência em Manaus devido a cheia do Rio Negro na orla ribeirinha.

Estamos às vésperas de eleições para prefeito e vereadores. Uma situação dessa torna uma verdadeira mina político-eleitoreira. Com o estado de emergência pode tudo. Não se faz licitações e contrata-se  pessoal por tempo determinado.

Apesar de declarações do não prefeito ter afirmado que trata-se tão somente para atender aquela região, não é para toda a não cidade.

Professores tanto do estado como do município saíram na semana que terminou em protestos contra o reajustes e outras formas de ganhos pagos por esses entes. Moradores das áreas inundadas fecharam ruas, queimaram pneus, madeira protestando contra o descaso das autoridades pelos problemas por eles enfrentados. Esse mal estar dura mais de trinta anos.

Essa questão das cheias do Negro,  do Amazonas  e do Solimões é anunciada com bastante tempo pelo serviço hidrológico. Entretanto, o poder estadual e municipal só tomam a iniciativa de fazer algum serviço quando a água já inundou parte das casas das pessoas.

O que essas pessoas necessitam imediatamente é de madeira para os assoalhos,  tratamento de esgoto, limpeza das margens do rio que se encontra totalmente poluída com todo tipo de dejetos.

Destacamos aqui que o Amazonas possui o PROSAMIN, projeto de urbanização dos igarapés e orla ribeirinha,  mas que tem deixado de atender seus objetivos porque se tivesse resolvido a urbanização, saneamento básico, não teríamos pessoas perdendo seus bens, móveis e utensílios com mais uma cheia que os estudos científicos anunciam com bastante antecedência.

O que veremos nos próximos dias será a compra de muita madeira para pontes, assoalhos e paredes. Bem que parte da madeira apreendida na sexta-feira de origem não declarada já se poderia usá-la nesse serviço.

Contratação de pessoas nesses casos, na maioria são  ligadas a políticos e como tais agirão como cabo eleitoral. Na política amazonense essa prática é soberbamente praticada.

Manaus enfrenta esse problema somente na região do São Raimundo, Igarapé de São Jorge, Educandos e adjacências. Nesses locais muitas casas são de madeiras e na época das cheias ficam, muitas delas submersas. Mais submersas estão inúmeras cidades do Amazonas. Barreirinha, no Baixo Amazonas deve passar pelos mesmo problemas da última grande cheia. A cidade inundou-se. Manacapuru está submersa, Parintins, Tefé, Coari, cidades na região do rio Juruá todas estão alagadas.

Enquanto isso, políticos como Belarmino Lins dão jantar em seus currais eleitorais com rega bofe a base de tartarugas, tracajás e tambaquis, rindo, gracejando, porque esse estado de tristeza que causa no trabalhador ter que conviver com a adversidade rende muito votos a políticos inescrupulosos, fichas sujas que banham-se em cachoeiras e transações inéticas.
      

MANAUS: A NÃO CIDADE, SEM RUMO, SEM PRESENTE NEM FUTURO

Que futuro? Quanto ao tempo verbal é aquilo que vai acontecer. Mas ele se confunde com o presente. Este ocorre agora, no momento que produzimos este texto, mas a partir do momento que ele se constitui real o futuro já se materializou.

Isso não vem ocorrendo na não cidade de Manaus. O prefeito da no-city   não conseguiu até hoje recuperar-se do nocaute que foi sua cassação pela insigne juíza de direito Maria Eunice Torres do Nascimento.

Tanto que não teve um feriado prolongado que permanecesse na cidade. Hora está em São Paulo, noutro dia está no interior do Estado maquinando interesses pessoais. Enquanto isso a cidade e seus habitantes teem que conviver com problemas crônicos que o poder público municipal não resolve e que os meios de comunicação tornam públicos: falta de coleta de lixo, falta de alimentos nas escolas municipais que estão recheadas  só com bolachas de maisena, chocolatados, e para piorar, na última segunda feira mais de 500 mil usuários ficaram sem transporte coletivo numa greve dos rodoviários que prejudicou muita gente.

Isso tudo porque aqui será sede da copa do mundo de futebol de 2014 e a cidade está nos preparativos finais para o grande evento, símbolo do capitalismo mundial.

Capitalismo mundial que beneficia um número diminuto de pessoas e governos e prejudica quem produz a riqueza.

Os rodoviário de Manaus com a greve, organizada ou não, demonstraram uma força que pode medir como a cidade está sendo desgovernada a muito tempo. Além de terem que conviver com a disputa pelo sindicato da categoria que está sob intervenção, esses trabalhadores convivem com a incerteza quanto a seus direitos trabalhistas.

A cidade tem um sistema de transporte péssimo. Os empresários do ramo ganham muito dinheiro assaltando seus trabalhadores e os usuários.

Desde Jorge Teixeira, João Furtado, Manuel Ribeiro, passando por Alfredo Nacimento até  a época do prefeito 5%, Artur Neto quanto criou-se a ETAMA numa dessas fusões fraudulentas de empresas que os trabalhadores são prejudicados e perdem seus direitos. Sai prefeito, entra prefeito e o sistema de transporte sempre apronta das suas para com seus trabalhadores.

Com Serafim Correa fizeram uma licitação nacional e de nacional mesmo só as empresas que operavam aqui participaram originando a TRANSMANAUS que de 7 a 8 empresas que havia reduziu-se a uma, comandada pela Cascavel, do senador e prefeito vitalício de Manaus, Acir Gurgacz.

A criação desse monopólio pensada e comandada por um “socialista” e depois por um “comunista” na antiga EMTU demonstra como a situação só se agravou prejudicando o povo. De socialismo e comunismo não vimos nada, apenas suspeitas de favorecimentos envolvendo os dirigentes do órgão até então, como é o caso do atual deputado Marcelo Ramos e que agora no desgoverno de um ex-comunista expurgou um verme da presidência da SMTU por corrupção.

Com isso tudo, temos que pensar no futuro. Mas que futuro? O da incerteza. Porque Manaus não compõe nada que possamos dizer que ela é um cidade cosmopolita, uma cidade do futuro, futurista. Uma cidade que alguns dos seus ditos intelectuais choram a morte de um comerciante  e o consideram o último boêmio da city, deve mesmo manter seu título de no-city, sem presente, sem rumo e nem futuro.         

PROJETO POSEIDON E OS BURACOS DO DISTRITO INDUSTRIAL

Posseidon manda avisar que se a não-cidade de Manaus assim continuar vai o solo todo drenar e arrastar tudo pro fundo do mar

Este post foi motivado por mais um protesto público ocorrido na última semana na Av. Buriti. Os manifestantes há meses cobram das autoridades soluções…

O Projeto Posseidon chega agora ao Distrito Industrial, em uma área da não-cidade bastante valorizada não pela especulação imobiliária, mas pela concentração de industrias que representam um grande capital dentro da não-cidade.

Suas ruas recebem um grande numero de mercadorias através de caminhões, carretas e que vai provavelmente vai receber um grande fluxo de investidores antes, durante e depois da copa do mundo, que terá uma de suas etapas na não-cidade de Manaus.

SUFRAMA E SUAS DES-ADMINISTRAÇÕES

Embora seja um bairro dentro do perímetro urbano, o Distrito Industrial é administrado pela Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus, um orgão criado durante o governo militar na tão nociva e desenfreada “Ocupação da Amazônia” cujo objetivo era a integração do país. No Pará, esta ocupação gerou a produção de latifundios, opressão dos trabalhadores rurais,  trabalho escravo e depredação incalculável do meio ambiente pelo “agronegócio”. No caso da Zona Franca, houve um crescimento desordenado desta não-cidade, gerando diversos problemas por aqui, além de sérias dificuldades no desenvolvimento, desigualdade e dependência econômica de outros estados comoRoraima e Acre.

Os problemas da des-administração pública de Manaus frente a este crescimento é evidente, e quem não pode se sacode… e o diabo leve o último. Quanto a Suframa, esta foi sempre administrada pelos interesses do capital externo. Primeiro gerida através dos nomeados pelo governo militar, e posteriormente através das escolhas de pessoas que não estavam voltadas a um real desenvolvimento social da região. Recentemente basta citar a administração de Flávia Grosso, que pediu exoneração há seis meses após anos de corrupção, que sempre foi servil e em conjunto com os interesses dos des-governos de Eduardo Braga e Omar Aziz.

DAS RUAS DO DISTRITO

Assim como centenas de ruas de Manaus, as do Distrito Industrial foram ficando cada vez mais intrafegáveis e se somaram a corrupção que impediu que houvesse um contrato para o reparo das ruas pela Suframa. Com uma situação calamitosa no meio de um ano eleitoral, o Governo do Estado fez um serviço emergencial para cobrir temporariamente as enormes crateras do Distrito. Este mesmo governo que manteve a corrupção na superintendência através de sua gestora e impediu durante um longo tempo reparações nas vias públicas.

Devido a este descaso público diversas pessoas, moradoras e não-moradores da área fizeram um novo protesto organizado contra a falta de sinalização, faixa de pedestres, desgaste da malha viária, iluminação e outros elementos que põem em risco diariamente a vida de diversos cidadãos nas vias do distrito.

Além da crítica a Suframa e ao governo do estado, os manifestantes não esqueceram um dos grandes responsáveis pelos problemas socias, e pela não-cidade se encontrar hoje em um buraco sem fim: o prefeito Amazonino Mendes.

Em uma buraco enorme e profundo que coloca seriamente em risco os transeuntes, os manifestantes escreveram o nome do prefeito, e mostraram que aquele é o buraco de Amazonino, em sua des-administração.  Alguns podem perguntar se a responsabilidade das ruas do Distrito ainda é da Suframa, por que ainda se lembram de Amazonino? Pois Amazonino assim como a Suframa nasceu do governo militar. Foi prefeito biônico e é um dos grandes responsáveis pelas condições da cidade.

E como a Av. Buriti é a principal via dos trabalhadores e moradores do distrito, o buraco de Amazonino, Omar e a Suframa é um perigo a segurança. E a noite com a luminosidade a avenida sendo falha em vários pontos, há grandes riscos de acidentes.

Os manifestantes além de fazerem suas reinvindicações a des-administração pública, também mostraram que o povo é uma potência produtiva e fizeram um trabalho que já vêm fazendo há alguns meses, sinalizando os buracos, e ainda pintando na pista faixas de pedestres. Neste caso devido aos conjuntos residênciais e as indústrias é grande o número de transeuntes que atravessam a via buscando transporte ou deslocamento.

E as faixas de pedestres pintadas resistirão assim como a luta do povo pelos seus direitos contra os des-administradores desta cidade, que buscam se aproveitar de várias situações no ano eleitoral. Não adianta só fingir que está tapando os buracos. O Poseidon volta e carrega tudo pro fundo do buraco…

PROJETO POSEIDON E UMA MANAUS SEM PREFEITO

Poseidon carrega o solo aos lençois, destes aos rios que desaguam no mar, e Manaus continua um buraco sem fim

Manaus não é uma cidade. Isto porque para que um local geográfico se torne uma cidade, ela tem que ser produzida a partir da força de todas as famílias que constroem formas alegres de existir com educação, saúde, transporte, habitação, lazer para todos seus habitantes.

Este local chamado de Manaus não possui esta produção, uma vez que é governada há decadas pelos mesmos governantes que egoisticamente representam somente suas famílias e seus favorecidos. Nisto a não-cidade de Manaus continua fantasiosamente existindo dentro dos piores serviços de educação, saúde, transporte coletivo, saneamento básico, limpeza pública, etc de todas capitais brasileiras.

Quanto a questão do transporte coletivo, temos um dos piores serviços públicos, com ônibus sucateados, uma tarifa exorbitante, não prestação de contas da tarifa e atualmente a Superintendência de Transportes Urbanos sofre diversas denúncias de corrupção, tendo o antigo superintendente renunciado do cargo.

Isto sem contar com a quantidade de carros que impossibilita que haja o trânsito de veículos pelas ruas, e faz com que o carro perca sua funcionalidade de andar. E as ruas então… Com a acumulação de buracos que aumentam a cada governo, esta não-cidade deixa de ter ruas  e se transforma em um grande vazio do buraco sem fim.

O Buraco sem fim da des-administração da não-cidade de Manaus

Manaus há décadas não sabe o que é uma administração. Na última eleição um (sempre) velho Amazonino Mendes, cassado em primeira instância pela insigne Juiza Maria Eunice Torres durante mais uma manifestação de corrupção eleitoral, foi diplomado com uma medida cautelar. Porém a população de Manaus não se esquece que vivemos em uma não-cidade, devido exatamente aos anos de des-administração de Amazonino, Mestrinho e suas crias Braga, Aziz, Nascimento, Di Carli e muitos outros.

Só se fala em asfaltar uma rua quando a situação já saiu há muito pelo ladrão, e ainda usando um material que seria um elogio se chamassemos de asfalto. É só olhar os buracos que continuam aumentando a cada não-gestão parlamentar e executiva municipal e estadual.

É importante lembrar que segundo a Lei Orgânica de Manaus em seu artigo 4, as ruas são um bem  do Município cabendo a ele seu cuidado… E como esta prefeitura ignora seu próprio bem e responsabilidade.

OS BURACOS DA RUA MÉRIDA ( ENTRE MUITAS OUTRAS) DO BAIRRO NOVA CIDADE

O bairro Nova Cidade, que há menos de dois anos se tornou um bairro, continua não existindo (assim  como os outros) para a des-administração de Manaus. Os buracos que você vê neste relato pertencem à Rua Mérida, uma rua bastante (des)utilizada que está no entorno de uma praça de alimentação do bairro  constantemente repleta de veículos que se aventuram passar pela não-rua.

Digno de um cenário de descaso público, os moradores afirmam que não foi por falta de solicitações , e que inclusive, estes foram publicados em diversos meios de comunicação.

Há meses a população vêm solicitando que a não-rua possa ser enfim uma via pública, capaz de assegurar o direito constitucional de ir e vir, e cumprindo a competência da gestão municipal assegurada à população na Lei Orgânica de Manaus nos artigos 7 e principalmente no artigo 8, inciso XIX que diz: Compete ao Município: executar entre outras obras de:

a) abertura, pavimentação e conservação de vias;

Em conversa com alguns moradores, nos foi contado que no ano passado agentes públicos da Secretaria Municipal de Obras, Serviços Básicos e Habitação (SEMOSBH) estiveram no local, tirando o lixo dos buracos e cavando o que os deixou ainda maior. Os entulhos desta operação foram deixados na própria rua (ver foto abaixo).

Os agentes disseram que a Secretaria voltaria em breve para recolher o lixo e tapar os buracos, o que até o momento não aconteceu.

Esta des-administração da prefeitura acontece também com outras secretarias, o que prova que não adianta ter uma lei orgânica, se em sua praxis constituida Manaus continua a ser uma não-cidade sem prefeito e representantes. Relatamos diversas vezes o descaso quanto a limpeza pública, transportes, educação, saúde, entre outros.

Neste ano de eleição, esperamos que o povo possa se tornar povo e fazer finalmente Manaus uma cidade.

PROFESSORES DA SEDUC/AM SÃO REMANEJADOS DAS DISCIPLINAS QUE FORAM CONCURSADOS PARA MINISTRAREM DISCIPLINAS ALHEIAS

Professores de escolas do estado que foram aprovados em concurso promovido pela Secretaria de Educação do estado do Amazonas (Seduc/AM), de acordo com os cursos que são formados, estão protestando contra algumas escolas onde estão lhes obrigando a ministrarem disciplinas que fogem de sua formação universitária.

Por exemplo, professor de Língua Portuguesa foi remanejado para ministrar Ensino Religioso. Não importa que o professor seja ateu. E o mais tocante: algumas escolas estão necessitando de professores de Língua Portuguesa. Um caso de sabotagem do ensino visto que uma das maiores queixas sobre a deficiência da educação no estado do Amazonas encontra-se nas práticas ligadas ao ensino de Língua Portuguesa. O Amazonas é um dos estados do Brasil onde os jovens e as crianças têm pouca prática de leitura e escritura. Uma breve constatação é perceber quantas livrarias tem a não-cidade de Manaus e quantos escritores.

É um caso de violência pedagógica-educacional. O professor quando entra na universidade escolhe o curso que mais ele se identifica e acredita poder desdobrar os conhecimentos adquiridos em atos concretos na sociedade. Um professor quando é licenciado em geografia, acredita que pode muito bem expressar o discurso geográfico na escola em que vai trabalhar. Mas quando ele é remanejado para outro discurso de outra disciplina ele sofre uma violência epistemológica que o leva – para continuar lecionando – a entrar na ordem ficcional da disciplina que não domina o discurso. Como está em ficção seu ensino jamais se materializa como realidade necessária à sociedade. Essa violência é conhecida também como “quebra galho pedagógico”. Os professores que façam seus malabarismos mentais para continuar na escola e defender seus salários.  

As queixas de hoje não têm nada de novo. O fato já se tornou comum nas escolas do estado do Amazonas, mormente de Manaus. É uma prática muito bem estimulada pelas secretarias de educação dos governos reacionários que se apossaram do estado há quase 30 anos. A educação no estado é apenas um reflexo da insuficiência política desses alcunhados administradores.

Agora, cabe aos professores tomarem o fato como pauta imprescindível para ser discutida e tentar encontrar uma solução para esta violência. Uma discussão profissional em si mesma, porque pouco tem que esperar do governo.

Uma discussão filosófica/educacional que não conte com a presença do sindicato dos professores que é pelego, e vive atrelado a prefeitura e ao estado. Ainda porque, tratando-se de discussão filosófica/educacional o sindicato dos professores não tem qualquer corpus que possa compor com essa potência revolucionária/criadora que é o devir filosófico/educacional.

O ESTROPIADO CARNA BOI

Quando se é criança e se aprende algum saber que é contrário a moral familial é comum os pais dizerem aos filhos, como forma de admoestação, que eles só aprendem o que não presta. O que não segue a moral estabelecida pela cultura da família. Trata-se de um puro bairrismo de família que pretende fazer prevalecer o discurso próprio da família. Uma bela estultice visto que todo discurso familial é nada mais do que ressonância do discurso paranóico social que tende a se fixar em todos os territórios da família.

Seguindo esse enunciado paranóico-familial pode-se afirmar que os participantes do Carna Boi de Manaus são iguais aos filhos que “só aprendem o que não presta”. Afetados por enunciados carnavalizantes baianos do tipo “Carna”, “Carna”, manauaras tornaram-se suas imagens replicantes. Replicou-se o Carna Boi. Uma estropiada forma de tentar ligar carnaval com a cerimônia do Boi Bumbá de Parintins. Alias uma dupla ressonância, já que o Boi Bumbá de Parintins é pura clonagem da descarnavalização das escolas de samba do Rio de Janeiro, onde tudo está clivado por um modelo paranóico de rivalidade e classificação. Sem contar que o asfalto é pontuado pelas alas, todas codificadas.

Mas a grande estropiação é expressada no sentido Carna Boi. Os replicantes não sabem que a palavra carna tem o significado de carne, em latim, e nenhuma referência à festividade. Apeados por este desentendimento os replicantes não podem saber que no sentido literal o Carna Boi significa carne boi, nada de carnaval.

Mas bem que os replicantes poderiam tirar proveito do Carna Boi se fosse uma tremenda festa com carne de boi. Uma contagiante churrascada. Porém, nada disso pode acontecer. Os replicantes aprenderam magnificamente o conteúdo do “só o que não presta”.

Por isso, agora, só resta se iludirem no vazio sem carne e sem boi. E sem poderem nostalgicamente recorrer ao carnaval, já que no carnaval a carne vai. Ou seja, já se foi. No carnaval não há carne.     

LANTEJOULADAS ESPECTRAIS DO CARNAVAL OFICIAL DE MANAUS

Depois que o carnaval perdeu sua dimensão dionisíaca em função da força deletéria do capitalismo ele foi transformado em um espectro. E como de um espectro tudo pode se esperar, já que um espectro, por não ter uma idéia singular para formar sua própria  imagem, o que lhe seria próprio, ele pode se dar ao valor da banalização. Ou seja, um eco da saturação. A desrealização em forma de vazio, como afirma o filósofo Jean Baudrillard.

O carnaval oficial de Manaus, neste entendimento, não passa de um mero espectro que pretende simular o carnaval espectral das escolas de samba do Rio de Janeiro. E aqueles que se encontram enredados em qualquer de suas ordens só expressam essa ressonância espectral.

O desfile da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade ocorrido na madrugada de domingo gordo ofereceu um espetáculo espectral digno de um estudante das metamorfoses sem formas. O samba-enredo contando a história do santo salesiano Dom Bosco presenteou o público com uma descarnavalização própria das superstições que protegem as pedagogias reacionárias, magnamente distantes da criatividade, racionalidade, e da cientificidade imprescindíveis à educação. Principalmente quando se trata de falar ao povo, como  no caso do carnaval que é um devir constitutivo-democrático. Um samba-enredo sem qualquer possibilidade de desdobramento educacional o qual seus autores tanto acreditavam estar processando. Um senso comum desnecessário ao povo dionisíaco.

Mas deixando de lado o anêmico samba-enredo, que cumpriu com brilho seu propósito de enaltecer o colégio da classe média manauara – que se ufana de ter tido como alunos figuras reacionárias da alcunhada política da não-cidade, entre elas o ex-governador Eduardo Braga -, a forma espectral do carnaval oficial de Manaus ficou bem expressa através dos apresentadores e comentadores da TV reacionária, Amazonas Em Tempo, retransmissora da TV do camelô Silvio Santos, SBT.

Para ilustrar visualmente os sonhos “terríveis” que Bosco tinha com animais monstruosos, o carnavalesco confeccionou um carro alegórico com um elefante com as dimensões espectrais. Resultado: a tromba do elefante partiu ficando um pedaço para cima e outro para baixo. O comentarista sem qualquer entendimento teratogênico lamentou o ocorrido, quando deveria, ao ver a figura atrofiada, aproveitar para dizer que realmente os sonhos de Bosco eram povoados por figuras “terríveis”.

Outro momento espectral foi quando a própria figura de Dom Bosco não respondeu aos propósitos do carnavalesco. Confeccionaram uma imagem do santo zooparanóico que deveria mover a cabeça para o lado esquerdo e direito só que ocorreu uma atrofia no mecanismo da cabeça, e ela passou a se mover repetidamente só para o lado direito. Foi quando a comentarista usando de sua revolucionária verve disse que não havia problema, porque a cabeça estava olhando para o lado que o santo mais gostava onde havia uma torcida vestida de verde. Esquecendo a imaginativa comentarista que o santo é um mensageiro de Deus, que segundo afirmam os crentes, olha para todos e não só para direita.

Foi então que ao chegar ao final do espetáculo a Reino Unido mostrou ao que ele está unida. No espaço distensão,  repórteres entrevistaram o ex-deputado João Thomé, filho do ex-governador Gilberto Mestrinho, que teceu, de acordo com seus interesses, elogios à escola.

Em tempo: – sem ironia malsã – a Escola de Samba Reino Unido da Liberdade tem um histórico – como a maioria das outras escolas – de ser um centro de apoio eleitoral de candidatos retrógados muitos deles eleitos e reeleitos com os votos da comunidade Morro da Liberdade. Exemplo, o próprio João Thomé e seu pai, mais o atual prefeito cassado Amazonino Mendes. Sem precisar contar com as várias eleições de seu ex-presidente, Bosco Saraiva. Todos com estreita relação com o proprietário da TV Em Tempo.

Uma tristeza espectral que deixa uma ressaca muito pior que a ressaca do vinho Dom Bosco.

BANDINHA DO OUTRO LADO DESFILARÁ POR RUAS DO NOVO ALEIXO CHEIAS DE LIXO

Com sua marchinha cantando a defesa ambiental, a Bandinha do Outro Lado, da Associação Filosofia Itinerante e de todas as crianças que com alegria festejam o carnaval deste ano, desfilará logo mais, à partir das 16 h, no bairro Novo Aleixo, pela Rua Rio Jaú e adjacências tomadas pelo lixo.

Há de tudo, entulhos, vasos sanitários, galhos de árvores, colchão, sofá, mesas, aparelhos eletrodomésticos. Segundo os moradores da Rio Jaú, um funcionário da Prefeitura, no início de Janeiro passou avisando para os moradores limparem seus quintais que os carros da prefeitura passariam para coletá-los.

Como todo início de inverno, desde a época do prefeito português havia campanhas de prevenção contra a dengue, todos os moradores resolveram fazer um mutirão e colocaram tudo na rua esperando os carros da prefeitura.

O mês de janeiro passou, o carnaval está no domingo gordo, os instrumentos da bandinha todos aquecidos, cantores ensaiados, fantasias e máscaras  prontas, cinegrafistas posicionados para a festa dionisíaca com crianças e o lixo não foi coletado.

 Só não esperávamos desfilar cantando “Chegou! (a brincadeira)/ Chegou! (a fantasia)/Chegou! (a alegria)/ A bandinha do outro lado/ Pra mostrar seu carnaval/ Trazendo um tema/ que toca em todo  mundo/ O compromisso com a defesa ambiental/ A bandinha do outro lado/ É a criança brincando em sua beleza/ Por isso ela canta, dança, pula, bole/ Sempre livre/ Não dá mole/ Porque ela é natureza. Natureza que os governantes da  não cidade de Manaus não preservam. 

Do ponto de vista político e didático, aquele lixo na Rua Rio Jaú e adjacências servirá para as crianças e os adultos perceberem como é que se constitui uma não cidade como é Manaus que há muito tempo falamos. Aquele lixo, fonte transmissor de doenças comprova que temos um prefeito cassado que não se preocupa com os menos favorecidos porque se fosse numa Alameda na Ponta Negra, Adrianopólis onde moram os ricos o lixo não passava dois dias, mas como são pobres que estes fiquem com seus lixos.

A Jaú não é de hoje tema replicante neste Blog. Antigamente, ela virava mar, lama. Hoje ela é só lixo e no lixo nasce capim e árvores. Mas não será o lixo de um prefeito cassado que fará calar uma Bandinha do Outro Lado e suas crianças dionisíacamente envolvidas na maior festa popular do Brasil. 

JÓIAS DE FAMÍLIA UNEM AMAZONINO E EDUARDO BRAGA EM HILÁRIO LITÍGIO

O ex-governador do estado do Amazonas, senador Eduardo Braga (PMDB), vem em suas declarações cobrando do prefeito cassado de Manaus, Amazonino Mendes, a ausência da distribuição de água na não-cidade com a tarifa social. Suas cobranças, que envolvem a antiga privatização da COSAMA, a empresa de distribuição de água que foi privatizada pelo então governador da época Amazonino Mendes, tem deixado o prefeito tiririca da silva.

Na chamada abertura dos trabalhos da Câmara Municipal, o prefeito da não-cidade, em seu discurso lançou alguns adjetivos nada elogiosos que dizem ter sido em direção do governador. Adjetivos que seriam da verve da ralé se não se tratasse de apolíticos. Adjetivos como “picareta”, ‘caroneiro”, “enganador”. Mas que segundo o senador não foi com ele, por isso não iria tomar qualquer medida. A não ser contra os que fizeram dos adjetivos ilações contra sua pessoa.

No entendimento do prefeito da não-cidade, Amazonino Mendes, os ataques de Eduardo Braga estão sendo provocados por conta de sua candidatura à prefeitura de Manaus. Uma prefeitura que estar atraindo cobiçosamente a maioria dos candidatos em razão da Copa do Mundo de 2014. Todos se vêem como os imperadores do pebol capitalizado.

Entretanto, as performances apresentadas pelos dois manoniquins não passa de um hilário litígio, pois trata-se de cintilações de jóias de família. Os dois são parentes da mesma família que há quase trinta anos infelicita a existência dos amazonenses. São ilustradores das jóias retrógadas incrustadas na geo-política amazonense que impossibilita o estado do Amazonas processar sua própria história como um estado autônomo e produtivo. Uma família que nessas três décadas teve seu início com o finado patriarca Gilberto Mestrinho, três vezes governador do estado.

Gilberto Mestrinho inventou Amazonino Mendes que inventou “seu garoto”, Eduardo Braga. Era assim que Amazonino chamava Eduardo Braga. “Meu garoto”, tal a intimidade que as jóias da família promovem.

Amazonino criou Eduardo Braga para ser seu sucessor na prefeitura e no governo do Amazonas, como realmente sucedeu. Como se sabe que nenhum dos dois mudou sua concepção política, social e econômica – ambos são exuberantes capitalistas – só poderia dar em litígio hilário. Ambos continuam lustrando e preservando, com suas atitudes, as jóias da família.

O mais hilário desta cintilação familiar, é que os dois querem a prefeitura para construir uma cidade para Copa do Mundo de 2014. Logo eles, fiéis parentes, que durante quase três décadas vêem destruindo Manaus, daí porque não-cidade. Nem Hércules construiria uma cidade tão bem destruída em quase três décadas, em apenas um ano.

São as ilusões do brilho cintilante das jóias familiares.   

EDUCAÇÃO NO AMAZONAS REFLETE POLÍTICA MÍSTICA E VIOLENTA DE SEUS GOVERNANTES E DO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS – SINTEAM

O ano letivo escolar iniciou dia 01 de fevereiro de 2012 com  jornada pedagógica nas escolas estaduais e municipais da capital. No dia 02, a SEDUC-AM recepcionou os professores aprovados no último concurso  com a presença de convidados dentre estes o deputado federal Carlos Souza, irmão do falecido Wallace Souza, que deveria estar na abertura da Câmara Federal  e do vice-governador José Melo e ontem, dia 03/02/2012 a SEMED-MANAUS reuniu no auditório Canãa, da igreja Assembleia de Deus, os professores municipais. É sobre esses dois encontros que falaremos.
Que o governo do Estado através da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino promova um encontro de recepção aos  professores concursados para orientá-los quanto à relação professor-aluno, período probatório, metodologia de ensino, critérios de avaliação até que não seria ruim porque os profissionais ali presentes estariam lidando com temas relacionados à futura carreira profissional, mas trazer para palestrar um bacharel em administração e técnicas de liderança e gestão de pessoas não foi a melhor iniciativa.
Terminada as falas da professora responsável pelo projeto Eureka, do Secretário Gedeão Amorim e do vice-governador  o cerimonial liberou os presente para o “mata a broca”, para um “rango” de 5 “minutinhos”. Como, mais de 1.200 pessoas poderiam “rangar” em 5 minutos, quitutes como bacalhau, segundo nos informaram, salgados, refrigerantes, doces, café, leite, salada de frutas, etc? Não deu outra, o palestrante das lideranças chamava os presentes para seus lugares e não era atendido e nem adiantou declarar que naquela manhã havia conversado com Deus  (está aí o novo Moisés, declarou um professor) para este iluminá-lo em mais uma rentável palestra que só interessa para vendedores no capitalismo.
A educação no Amazonas é vista como mercado. Mercado que injeta muito dinheiro em buffet, aluguel do Clube do Trabalhador, pagamento do palestrante que viu sua platéia depois de satisfeita,  de “barriga cheia”, não lhe dar bolas e rumar para suas respectivas moradias.

VIOLÊNCIA SOBREPÕE-SE À TERNURA – UFC NAS ESCOLAS

A abertura do ano letivo da SEMED-MANAUS  foi semelhante. No momento que se luta contra a violência na não cidade de Manaus e nas escolas, o prefeito e o secretário municipal de educação receberam no encontro o lutador de UFC José Aldo Júnior, campeão na modalidade peso pena. Esse tipo de luta que só era apresentada na TV por assinatura, agora a TV Globo mostra ao vivo com o  penteador de macaco, Galvão Bueno e que vem recebendo inúmeras críticas por ser uma concessão pública autorizada pelo governo federal. Como o tal lutador identifica-se com uma não cidade violenta, como Manaus, o prefeito que é candidato à reeleição o utilizou como escudo para evitar as vaias e ainda entregou a chave da cidade ao mesmo. Entendemos como uma violência esse encontro com o lutador. Que o prefeito quisesse recebê-lo, que o fizesse noutro lugar, na sua casa, por exemplo, mas não num lugar público. Essa modalidade de violência é perniciosa, e motiva crianças, adolescentes e jovens a praticá-las no dia, inclusive dentro das próprias escolas.
Menos glamoroso no tocante ao “rango”, o prefeito que foi cassado pela juíza Maria Eunice Torres do Nascimento declarou que a cidade é outra, que está investindo maciçamente na educação, reformou escolas, aumentou salário de professores (aquele aumento que os professores discutiriam em inúmeros outros encontros e que foram enganados, embora tenham sido alertados que aquilo era jogo de cena)  e foi até condecorado por esses feitos com placas de plástico, bronze e ferro. O que o gestor público faz nada mais é do que sua obrigação e para isso não tem porque  se auto-elogiar a não ser com terceiras intenções: manter-se no cargo para conseguir mais benefícios para si e seus seguidores, como aqueles de branco que enfileirados lhe deram passagem, aliás esses nada auferem, pois a claque só tem uma função: ser claque. Se a claque fosse craque, não teríamos políticos como o prefeito da não cidade de Manaus.
De educação mesmo, nos dois encontros não tivemos nada. Tivemos sim, os velhos clichês de que nossa educação é a melhor, o Estado e a Prefeitura estão preocupados com a educação das pessoas, sendo que não é o que vemos na prática. Vemos sim, a manutenção do misticismo, o fato de um palestrante ter falado com Deus e uma prefeitura utilizado o auditório de uma Igreja comandada pelo Deputado Federal Silas Câmara que está sendo investigado por crimes  como falsidade ideológica, abuso de poder econômico, dentre outros. Não vemos isso como referência para mudanças na educação de crianças, adolescentes, jovens e das pessoas de uma não cidade. Manaus, assim, continuará sendo uma não cidade.

SOBROU PARA O SINTEAM

Um sindicato é o organismo representativo, de luta e de defesa dos interesses de seus associados. Num Sindicato, assim como nos governos, deve haver alternâncias de comando. Deve haver reuniões com a participação de seus associados. Mas não é o que vemos no atual SINTEAM. Nesses 32 anos de existência, boa parte da história da luta dos professores ainda remonta à antiga APPAM até idos de 1989. Depois, aqueles que combatiam os pelegos, tornaram-se pelegos e não querem “deixar o osso.”  Em época de eleição armam-se dos mais variados vícios para perpetuarem-se no comando do Sindicato, tanto é, que depois da última greve de professores inúmeros associados desligaram-se porque viram que seu sindicato não mais os representava. Se não mudar não adianta carta de boas-vindas nem convite para os professores associarem-se.

PROFESSORES DO PSS COM CONTRATOS RESCINDIDOS NÃO RECEBEM SUAS FÉRIAS E NEM UM TERÇO DAS MESMAS

Se o SINTEAM defendesse seus professores entraria com uma ação coletiva na justiça do trabalho para que o governo do Estado do Amazonas efetuasse o pagamento das férias e de um terço que os mesmos teem direito. Muitos professores foram dispensados da SEDUC-AM  e não recorrem à justiça porque temem represálias. É nessa hora que o Sindicato deve posicionar-se e tomar uma atitude. Diferente de muitas empresas que saldam seus débitos trabalhistas, muitas vezes via judicial,  é claro, o Estado do Amazonas é omisso nesta questão.
Concluímos dizendo que mudanças na educação jamais passarão por essas iniciativas. Não adianta gastar-se dinheiro dessa forma inútil quando nas escolas faltam máquinas xerográficas para reprodução de textos de história, língua portuguesa, física, matemática. Como cobrar resultados na Prova Brasil, olimpíada de matemática, de língua portuguesa, SADEAM, PISA, ENEM, PSC se faltam recursos que são utilizados noutros fins?

MAUÉS-AM PRECISA TORNAR-SE CIDADE

“Aqui não é uma cidade, logo não há prefeito”. “Realmente, cadê o prefeito dessa cidade?” Dois comentário emblemáticos que sintetizam a situação e um fato sobre a não-cidade de Maués. O prefeito não para na cidade. Estuda em Manaus e reside no luxuoso bairro do Parque das Laranjeiras e usa frequentemente aviões particulares para suas viagens à cidade com a família e leva de carona vereadores que o apoiam, dizem seus municípes.

Ontem, dia 22/01/2012 deu tudo errado  na não-cidade do não-prefeito Belexo. A ambulância que iria socorrer as vítimas não conseguiu vencer a areia. Foi preciso um jeep  para rebocá-la. Os corpos acabaram sendo transportados para o hospital Dona Mundiquinha na carroceria de  veículo de um morador do bairro da Maresia e pra complicar mais, não havia avião para transladar os corpos para Manaus. A prefeitura utilizou 4 lanchas para  o translado até Itacoatiara, onde chegaram por volta das 21 h os três que residiam em Manaus. Onde estavam os aviões?

“É preciso vigiar,”  comenta o internauta Deusarino Melo e acionar Brasília para que tomem conhecimento e providências sobre a tragédia.

A prefeitura deve promover um concurso público para contratação de guardas salva-vidas, brigadas de incêndio, para  dentre uma eventualidade ou outra, apagar o fogo do lixão quando o  verão chegar ou para a defesa civil e alocá-los permanentemente nas praias e nos eventos com grande concentração de pessoas.

Para nós da AFIN não interessa explorar midiáticamente a tragédia. Para nós vale o desdobrar do ocorrido que é lamentável, e ir às causas e propor soluções para os problemas existentes.  E Maués está cheia deles . O Presidente Lula que ali esteve na Caravana das Águas e agora a Presidenta Dilma deram toda a atenção para a cidade, tanto é que vários serviços com verbas federais como o Luz para Todos, construção da Escola Técnica, hoje IFAM,  é uma realidade, mas há outros que a CGU está marcando de perto e punindo os responsáveis por desvio de verbas. 

Para que uma  não-cidade se torne cidade é preciso a atuação permanente do prefeito, dos seus secretários, do povo, com inteligência para promover e criar condições de vida e não de morte como o acontecido ontem na Praia da Ponta da Maresia.

A VIDA COMO É NA NÃO CIDADE E NO INTERIOR DE MAUÉS-AM

Como marca das cidades no interior do Estado do Amazonas, Maués é uma cidade de contrastes. Há pessoas pobres e pessoas ricas. Casas simples e mansões. Algumas surgidas de uma hora para outra. Muitas delas de secretários e funcionários da prefeitura, por exemplo. Há mansões de comerciantes com muros altos. Há aquelas que estão invadindo áreas destinadas a banhistas na ponta da Maresia. Os donos da praia resolveram construir obras em local público, um deles, coletor aposentado da Receita Federal, agente público que deveria dar exemplo, se é que se pode dar exemplo. Assim como na não cidade Manaus, em Maués as casas também andam. Rumo à praia.

Por falar em contrastes o ex-prefeito de Maués, Sidney Leite está condenado pelo TCU por não ter aplicado verbas federais na construção de uma fábrica de redes na cidade. E logo em Maués que todo mundo  gosta de rede a indenização deveria ser mais do que esses 13, 5 mil.  Por causa disso está inelegível nas próximas eleições. No rio Apocuitaua, na comunidade chamada Liberdade na administração desse mesmo agente construíram um prédio onde funcionaria uma fábrica para processar os derivados da cana de açúcar. Não foram plantados os canaviais e o prédio deteriora-se às margens do rio.

Sem querer ser repetitivo mais o fato nos obriga a ser, não podemos deixar de nos manifestar sobre duas obras que já vai pra mais de cinco anos e elas não são concluídas. Trata-se da orla da frente da cidade e da estação hidroviária. As duas estão paradas. Estão envolvidas somas milionárias e não são concluídas. Não são obras de difícil execução, mas deduz-se que as empreiteiras que ganharam a licitação não possuíam capacidade técnica e operacional para realizarem a obra. A estação hidroviária só tem capacidade para atracar uma embarcação, a rampa de descida, como já nos manifestamos anteriormente, possui colunas fora dos padrões para suportar caminhões com  toneladas de cargas. A rampa destinada aos passageiros é estreita e o prédio, assim como a fábrica no rio Apocuitaua também está deteriorando-se.

Enquanto isso, a vida das pessoas, do povo no interior, especificamente no Alto Apocuitaua é de trabalho, labuta diária para sobreviver, caçando, pescando, fazendo farinha, plantando e tendo que conviver com a carestia de produtos básicos, mas também com a tranqüilidade de viver sem medo numa relação simbiótica com o meio. Essa relação é contada por trabalhadores, gente do povo do Alto Apocuitaua.         

Janderlei  Lacerda da Silva, morador da comunidade São João do Pacoval. Morando atualmente  na comunidade do Maçarico,  com a sogra. Trabalho com mandioca na produção de farinha.  O trabalho com a mandioca consiste na colheita que é levada  para o barracão, no segundo dia a tiramos a casca e em seguida passamos no motor, antes era no ralo de lata de querosene,  para ficar a massa. Depois desse processo misturamos a massa para deixar casar durante um dia, no dia seguinte ela é prensada para ficar seca e formar o delicioso caroço e depois ela é torrada. Essa é uma forma de trabalho aqui na Liberdade. É um produto não valorizado, apesar de ser trabalhoso não é  lucrativo, em média a saca é vendida por R$ 50,00 ou R$ 60,00 reais. Isso é uma baixaria vender por esse preço. Da mandioca é extraímos ainda o tucupi, a tapioca e a crueira da qual se faz o mingau com castanha do Pará que é muito delicioso. Tudo isso serve para vender e é um meio para manter nossa sobrevivência. Isso ocorre de janeiro a janeiro. Fora essa atividade temos também a colheita do guaraná nos meses de novembro  e dezembro. Esse é um produto mais valorizado do que a farinha. Consumimos caças e peixes apanhados só para nosso consumo. Com a política do governo não podemos mais matar caças para vender. Mas aqui quando alguém tem comida ela dá ou troca com outro alimento como farinha.

Antônio Almeida, artesão,  cultivador de guaraná, castanha, açaí,  graviola, bacaba, caju, laranja, lima, limão, mucajá, tangerina, saputi, caramuri, uichi, piquiá, tucumã, cupu e mais outras mais. No momento estou investindo na plantação, sobrevivo da extração nativa. O retorno dessa produção é muito demorado, é por isso que as pessoas não cultivam. Além do trabalho como agricultor desenvolvo um trabalho como escultor, sem financiamento, mas  pretendo expor meus trabalhos. Possuo umas cinqüenta peças e reproduzo animais da floresta. Estou explorando o que a natureza me dá. A madeira que utilizo é o molongó e a itaúba.

Gênesis da Silva – A vida do interior é muito diferente da vida na cidade, aqui não há outra forma de vivência. Você tem que desmatar, fazer uma roça ou outro tipo de plantação. Se a pessoa não fizer isso ela não sobrevive. Esse bolsa floresta diz que não é para desmatar mas aqui não tem jeito.  O governo deve aumentar o salário da bolsa floresta para melhorar a vida das pessoas. Meu pai trabalha com moto serra, o trabalho dele é tirar madeira, sendo que no lugar de uma derrubada já é plantada outra no seu lugar.

 Marcos Diones Pereira – nosso modo de vida é muito ruim. Vivemos do trabalho  pesado e fazemos isso para sobreviver, da roça, do guaraná. Vendemos farinha e tiramos para nosso consumo. Há fartura, temos muito peixes, no período das chuvas é muito difícil para pegar alimento. Nas cheias é bom para a caça. A caça é  só para o consumo. Extraímos da mata a castanha para vender. A lata da castanha do Pará custa R$ 20,00. A produção este ano está fraca. Quando dá muita castanha cai o preço da lata.

Jeremias  Silva e Silva –  Sou artesão, carpinteiro. Iniciei fazendo uma canoa, as pessoas gostaram e encomendaram duas. Estou com pouco tempo trabalhando. Trabalho também fazendo casas. Utilizo marupá, madeira branca, trabalho com itaúba, madeira pesada e dura muito tempo. A de marupá dura dois anos. Outra fonte de renda nossa  é a fabricação de farinha. A vida no interior é muito diferente da cidade. Tem uma parte boa e uma parte ruim. A parte boa é que a gente vive tranqüilo, sem medo de ser assaltado, morto. A desvantagem é que as coisas são muito mais difíceis,  principalmente relacionadas com a alimentação. Para comprar as coisas temos que ir à cidade. Existe um comércio na comunidade mais é muito mais caro. O preço aqui é dobrado do da cidade.

Nesta comunidade eles participam do projeto Pro-Chuva que consiste no armazenamento de água da chuva em tanques de 1.000 litros.

O INCRA iniciou a construção de casas para os trabalhadores,  mas até a presente data, assim como as obras na não cidade de Maués também estão paradas.

Como se vê, os contrastes são de classes. Há os pobres, trabalhadores que sobrevivem com a labuta dia-a-dia. Trabalhando na roça, fazendo farinha, canoa e recebendo os R$ 50,00 reais da bolsa floresta, mais a bolsa escola. Há os ricos que só são ricos porque exploram a força de trabalho do operário, do trabalhador. Mas há também, o rico, lambaio que não explora a força de trabalho do outro, mas que se locupleta de dinheiro público para fazer mansões de uma hora para outra sem nunca ter tido uma fonte de renda que justificasse tal empreendimento.

Assim é a vida em Maués, assim é a vida no interior do Estado do Amazonas.         

PREFEITO CASSADO AMAZONINO NA CIDADE DA CRIANÇA TRISTE E “LASCADO

É tempo de natal, é tempo de chantagem. O prefeito de Manaus Amazonino Mendes, cassado em primeira instância pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, não perdeu a atmosfera religiosa/consumista e mandou sua cena de quem há três anos não mudou nada na princesinha do norte.

Confraternizado com seus subalternos inaugurou a Cidade da Criança. Um local chamado por eles de área de lazer infantil. Na verdade, uma tosca imitação – se a imitação já é deplorável, imaginemos quando tosca – do que há de mais óbvio de amenidades no mundo da proibição imaginária. Um antigo horto de Manaus transformado em habitação de entes antropomorfizados pela mente capitalista de Disney. O terror das crianças.

Depois de ouvir o discurso de seu amigo funcionário Manuel Morrinhos Ribeiro, que já fora prefeito da triste cidade de Manaus cuja principal marca de sua patética administração foi criar praças com morrinhos, daí a razão do apelido, que em tom de ufanismo fantasioso disse que esses lugares serão a Disneylândia de Manaus, o prefeito cassado fez seu lamento.     

Mostrando um profundo descontentamento ele desabou seu lamento. Disse que não vai se candidatar à reeleição no ano de 2012. Uma decisão democraticamente bem vinda para o povo, um verdadeiro presente de natal, visto que em três anos ele manteve a cidade da mesma forma que encontrou, tirando as disneylândias,é claro.

Se a triste Manaus tinha uma face cheia de buracos, agora é uma verdadeira cratera. E não só nos bairros, mas também no centro. O transporte coletivo é outro convite para que ele não se candidate mesmo. Com uma das mais caras tarifas o transporte coletivo é mais uma violência que impede o povo de produzir cidadania. As constantes faltas de água e energia nos bairros são outros convites para retirada de sua candidatura. Os descasos com os prédios das escolas e o salário dos professores são outros convites. E outros convites que impõem uma cidade abandonada.

De lamento em lamento, Amazonino, acusou forças que durante estes três anos impediram que ele trabalhasse pelo seu povo. Forças que só acusaram seu governo (?), enquanto ele se mantinha calado. Por isso, ele estava triste e lascado. Pessoas e grupos de todos os lados só souberam criticar sua administração não vendo o que ele realizava.

Juntando o lamento/ressentido de Amazonino com o entendimento do que é infância do Manuel Morrinhos Ribeiro não havia momento mais significativo para ele declarar que não é mais candidato, que esse momento em que uma Criança vai nascer. Cristo sabe junto com o filósofo Baudrillard que a Disneylândia é uma simulação da infância para se acreditar que fora dela há um mundo adulto. Como sabe também, o que é polis, certamente com seu nascimento gostaria de encontrar uma cidade onde as crianças fossem felizes. Nada do que ocorre em Manaus. Tirando as políticas públicas do governo federal voltadas às crianças a administração de Amazonino não produziu nada para a saúde ambiental, social e mental das crianças.

Daí se aplaudir cristianamente a decisão de Amazonino.   

A PONTE DA ILUSÃO AFIRMA A CONCIÊNCIA PROVINCIANA DE ALGUNS MANAURAS

 

 O homem é prodigioso em criar reflexos de si mesmo para depois tomá-los como produzido por outro ente que lhe causa admiração, medo ou inveja. Mesmo quando ele sabe que foi ele o autor da criatura.

Sentindo-se desprovido de beleza, ele cria objetos para contemplar. Sentindo-se inseguro, ele cria objetos e idéias protetoras. Sentindo-se impotente, ele cria objetos para desapreciá-los. O que ele persegue mesmo são estágios metafísicos que lhe impedem de ter experiência real do que ele mesmo colocou no mundo.

Em Manaus a criação da ponte da ilusão que vai da não-cidade Manaus ao abandonado município de Manacapuru, obra superfaturada orçada inicialmente em R$ 500 milhões e finalizada em R$ 1 bilhão e 300 milhões, reaviva nas consciências de alguns manauaras um patético panorama provinciano– não visto da ponte – ocorrido quando foi construído, lá para bandas de 1949, o primeiro prédio na não-cidade. O prédio do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas, o famoso teluricamente, IAPETEC, depois transformado em prédio do INSS.

Na época, nos idos de 50, e até 60, era comum ver rumas de famílias aos fins de semana seguirem para frente do prédio para contemplá-lo, como se fosse uma obra extraterrestre. Um prédio, entre barracos e sobrados, era mesmo, para os contemplativos, obra de um deus. Um barraco, um sobrado o homem faz, mas um prédio é coisa de deus. Uma admiração que elevava o ego dos governantes da época que contavam, demagogicamente, com a confirmação em forma de votos nas eleições. “Foi na minha administração que o IAPETEC foi construído”, imaginaram eles. Barganha eleitoral.

O panorama provinciano – não visto da ponte – foi tão longamente vivenciado por estes manauaras que posteriormente, ao serem construídos outros prédios na não-cidade – o que a realidade geográfica é totalmente contrária -, serviu para piadas. Se, dizia: “Estão construindo muitos IAPETEC em Manaus”.

Hoje, a ponte da ilusão, que teve o início de sua construção na administração reacionária do ex-governador Eduardo Braga e sua inauguração no governo de seu amigo-sucessor, Omar Aziz, com claro propósito eleitoreiro, serve de contemplação para muitos manauaras. Rumas de famílias todo fim de semana rumam para a ponte da ilusão para admirá-la. Alguns se aventuram a atravessá-la até o município de Manacapuru, para depois voltarem desiludidos por não terem visto nada além da triste realidade que é o legado dos governos retrógados da direita que infelicita as vidas das populações do Amazonas.

Mas o que é bom, politicamente, na contemplação metafísica da ponte por esses manauaras é que ao se admirarem com a construção da ponte, pela força da imaginação mágica, eles passam a crer, sem perceber, que ela é obra de um ser extraterreno. E aí, nesse distanciamento, eles esquecem os responsáveis por sua construção. E no dia das eleições, a construção da ponte da ilusão, não servirá demagogicamente de moeda de compra de votos.

De formas, que o entretenimento-metafísico desses manauaras não se ligará com a realidade calculistas destes governantes. O patético panorama visto da ponte. Com todo respeito ao dramaturgo norte-americano Arthur Miller que emprestou o enunciado, “o panorama visto da ponte”.

MANAUS: A NÃO-CIDADE

Quando a polis grega surgiu foi devido as necessidades daquele povo   estabelecer relações políticas e religiosas. A cidade grega compreendia a organização de todas as famílias para a manutenção e preservação. Ela possuia um local chamado ágora (praça) onde as questões relacionadas à vida dos homens eram discutidas e solucionadas.

Noutros cantos bárbaros, cidades foram soerguendo-se. Na Europa, com a passagem e convivência do feudalismo com a nascente burguesia capitalística, esse modelo foi ganhando maiores proporções. A vida urbana a partir das crises européias e com o advento da revolução industrial na Inglaterra o homem passou a relacionar-se com uma cidade que vai oferecê-lo de tudo.

O capitalismo vai criar mecanismos de capturas do homem, ditando procedimentos e impondo formas de comportamento. Comportamento para o consumo e também para o alheamento, a não tomada de atitudes, ao servilhismo e  à imobilidade.

Manaus, que para nós a consideramos não-cidade, foge ao modelo grego acima mencionado. O local público onde se deveria discutir  temas relacionados à não-cidade, anula-se porque ali referenda-se as decisões do executivo municipal e poucas são as vozes contrárias na Câmara de Vereadores.

Neste blog já enumeramos várias características de Manaus que justificam o título de não-cidade. Mas a fundamental de onde saem todos os males é que ela sempre foi governada por famílias que mantiveram poder centralizador em detrimento da participação coletiva e disso resulta o alto índice de homicídios, tráfico de drogas, assaltos, falta de transporte coletivo, de atendimento médico-hospitalar satisfatório, educação reprovada tanto no nível fundamental, médio e superior como demonstrou o último ENADE com a maioria das faculdades sediadas aqui, falta de um plano diretor que fez com que a cidade transbordasse.

Manaus, a não-cidade é a única em que as casas andam e ruas se transformam em prédios particulares. Exemplo: A Casa do Eletricista foi construída numa apropriação de parte da Rua Barcelos com a Silva Ramos com a conivência da Prefeitura Municipal da não cidade de Manaus.  Ainda quando o português Eira governava por aqui, na Rua Silva Ramos, próximo ao Colégio Auxiliadora, uma casa avançou 35 cm sobre o passeio público e continua lá com seus porcelanatos reluzentes.

Nesta não-cidade, o pedestre arrisca a vida andando no meio da rua porque o passeio é tomado por carros que estacionam num total desrespeito às leis de trânsito.

Conhecemos  pessoas menos aquinhoadas que resolveram reformar ou construir casas de alvenaria, algumas modestas, outras não tanto, fruto das transformações econômicas vividas e proporcionadas pelo governo Lula. Talvez por denúncias, quando menos se esperava, os fiscais da antiga URBAN chegavam embargando a construção por falta da licença do órgão.

Em Manaus, a não-cidade, ocorrem fatos que não podemos deixar de questioná-los. Próximo ao 6º Batalhão, no Mutirão, há uma igreja da Assembléia de Deus e  um “largo” público. Primeiro construíram no “largo” um palco e agora está lá a lanchonete do Barroso. Tudo indica que a igreja ganha la babita orando e vendendo lo ranguito.

Um fato mais concreto que denega a cidade foi a violência praticada  contra um professor da UFAM pelo irmão do atual governador do Estado do Amazonas e que a título de indenização coube-lhe R$ 15.300,00 que foi recusado e repassado para uma casa que trata de crianças com câncer.

Pra finalizar, queremos noticiar, que na Avenida Autaz Mirim, antes Grande Circular, Zona Leste da não-cidade de Manaus, confronte a UBS Leonor Brilhante está sendo construído um prédio muito grande que populares declaram que será um shopping .

O que chama atenção é que no prédio,  pela Grande Circular não há nenhuma placa da Prefeitura com a licença onde indique o proprietário, o ramo de atividade, engenheiro responsável e valor da obra. Se por ventura, tal placa está para o lado do igarapé do Mindu que corta o Tancredo Neves, mesmo assim, indagamos: por que não está na Grande Circular.

Essa Avenida é bastante movimentada e ali passam diariamente deputados, vereadores e será que ninguém atentou para esse fato? Se por ventura, a placa esteja fixada  para o lado do Igarapé, o empreendimento cumpre o que determina a lei, caso contrário infringe-a.

A infração poderia ser estranha numa cidade, mas como trata-se de  uma não cidade, para os amigos os favores da lei, para os pobres o embargo da obra e os rigores da lei.

ACERCA DA PRIMAVERA DE MANAUS E DO AMAZONAS

O portal Luis Nassif Online deu para o Brasil uma grande contribuição divulgando, de duas em duas horas, no dia 12 de novembro de 2011, fatos ocorridos em Manaus, demonstrando a importância da internet livre na luta contra os coronéis e controladores de mídias nunca dantes utilizadas, para esclarecer fatos ligados às pessoas, muitas vezes injustiçadas.

Os fatos divulgados relatam como se dá a relação política de quem é amigo e de quem é adversário politico. E nesse contexto, não se vê a questão política em si, mas vai às raias da intolerância, da estupidez.

Nosso Estado do Amazonas é governado por uma oligarquia. Nessa oligarquia estão coronéis. Coronéis de Barrancos. Grossos. Tudo, primeiro é pra eles. A onda começa em 1982. Tínhamos um Partido dos Trabalhadores que ainda não havia se darlingnizado. Não havia sido cooptado pela direita do Amazonas. Com seu candidato ao governo, Osvaldo Coelho, não teve como combater Gilberto Mestrinho que naquela época já falava em governar o Amazonas por 30 longos anos.

A partir daí iniciava o poderio político da trupe que até hoje governa o Amazonas: Amazonino Armando Mendes, Eduardo Guerreiro de Sempre Braga, Alfredo Nascimento, Omar Aziz. Duas vezes nesses 30 anos a não-cidade de Manaus não foi governada por gente dessa trupe. Quando Artur Neto foi eleito prefeito numa disputa com Gilberto Mestrinho, mas que logo depois mantendo seu lado direitista, colloriu-se para depois tucanar-se e quando Serafim Corrêa, o português Eira, derrotou Armando Mendes e governou a cidade. Do governo de Serafim Corrêa na Prefeitura, mas precisamente na antiga EMTU temos um fato trabalhista que foi bater no Superior Tribunal do Trabalho e que um dia, também daremos ampla cobertura para que injustiças como aquela não atinja funcionários, trabalhadores na não-cidade de Manaus ou onde haja não-cidades.

A permanência do grupo de Gilberto Mestrinho depois tornou-se ação conjunta. Todos eram amigos. Ronaldo Tiradentes, Jefferson Coronel, Amazonino, Gilberto, Eduardo, Omar. Por detrás dando suporte, a imprensa local, comandada pela TV Amazonas do senhor Phelippe Daou e outras emissoras. O poder do grupo Daou-Globo é tão grande que serve de trampolim para eleger Senadores, deputados federais, estaduais, dentre esses elegeu Ronaldo Tiradentes e mais recentemente Elias Emanuel que era do lado de Amazonino, mas com o português na Prefeitura teve que virar a casaca e hoje é “socialista” que nem Amazonino Cassado Mendes.

Ronaldo Tiradentes chegou por aqui “pirangando.” Trabalhou em várias emissoras de rádios e televisão. Foi secretário de comunicação no governo de Amazonino e amealhou poderes e também uma série de denúncias que vai de pedofilia a difamador de idoneidade alheia. Bianca Abinader, Alfredo Nascimento, Jefferson Coronel. Derrotado politicamente, deixado de lado por alguns tempos por seu padrinho Amazonino o claque de Roberto Carlos surge como grande concorrente daquele que lhe criou: Phelippe Daou. Hoje, possui emissoras de rádios em Iranduba, Parintins, Canal de TV em Rondônia e brevemente em Manaus. Sua rádio de Iranduba atravessa o encontro das águas e o Rio Negro e espalha-se por toda a não-cidade de Manaus.Como ligada à CBN-GLOBO segue o padrão platinado do jardim Botânico. Para com os adversários os rigores da lei e além da lei. Para os amigos os favores da lei e muito dinheiro com Vorax ou sem Vorax. E Vorax na Secretaria Municipal de Finanças – SEMEF. Luis Nassif Online ressoou para o Brasil e para toda a nossa terra-mundi acontecimentos políticos que ocorreram já a algum tempo na terra de Ajuricaba mais que marcaram e estão marcando a vida particular de algumas pessoas, mas que entendemos que marca a vida de todos nós, porque como diz o filósofo Frederico Nietzche, “nada do que é humano me é estranho.” E nessa subjetividade não podemos ficar alheios. Afinal a primavera é a estação das flores e flores não se jogam a porcos.

O INSIGNE JORNALISTA LUIZ NASSIF ENUNCIA AS EFLORESCÊNCIAS DA PRIMAVERA DE MANAUS OU MELHOR: AMAZONAS

Enviado por luis nassif

Primavera de Manaus 6: a suspensão com base em um documento falso

Abriu-se novo inquérito.

A descrição abaixo é do blogueiro Mário Bentes:

Foi ouvida Eurinete Santana, chefe de Bianca na unidade de saúde Amazonas Palhano. Indagada sobre a denúncia da paciente desconhecida, informou que as acusações não foram comprovadas e atestou que “a indiciada atende normalmente os pacientes que comparecem na unidade.” (pág.7). 

Em março passado, a mesma Eurinete destacara na Avaliação Periódica de Desempenho (PDA) assinada por ela

“A servidora atende as expectativas nos aspectos funcionais e suas atuações. É assídua, pontual, compromissada com suas atividades.Precisa dinamizar suas atividades educativas. Propõe-se a otimizar as atividades acima citadas e manter seu padrão de atendimento.”

As cinco faltas que Bianca teve por ocasião da mudança da unidade de saúde, foram plenamente justificadas:

“As cópias das folhas de frequências, juntadas aos autos pelo setor de recursos humanos, demonstram que a indiciada obteve cinco faltas no período de 31/01/2011 a 04/02/2011. E de acordo com o depoimento de testemunhas que prestaram depoimento, a servidora se ausentou do serviço para resolver a questão de seu remanejamento, sendo que as faltas foram descontadas de sua remuneração.”

Apegou-se então a um documento apresentado por Ronaldo, com supostos ataques da médica contra Amazonino Mendes através do Twitter. Com base no Estatuto do Funcionário Público – quer proíbe críticas às chefias – pedia-se a suspensão da médica.

Era uma armação óbvia. Há quase um ano a médica havia desativado sua conta no Twitter, temerosa com as ameaças que recebia.

Ronaldo publicou no próprio blog os supostos comentários injuriosos contra Amazonino. Atribuiu-os a Bianca. Depois, imprimiu o conteúdo e o levou à prefeitura.

Dez testemunhas foram ouvidas: Bianca, Ronaldo, mais 8 testemunhas. As oito negaram conhecer o conteúdo dos comentários. Apenas Ronaldo sustentava a farsa.

O documento foi levado à perícia técnica, e o Secretário Executivo Adjunto de Inteligência concluiu: “não foi possível comprovar se as mensagens eletrônicas supostamente postadas no perfil denominado “bia abnader” no microblog Twitter são autênticas”. (pág.11)

Apesar da constatação do perito, o relatório da comissão foi o de que,  “diante da dificuldade probatória do suposto delito, a Comissão conferiu ao depoimento do denunciante, especial relevância.”, explica o relatório. (pág.14).

A Comissão citava o Código de Processo Civil para afirmar que os laudos periciais não devem ser o único elemento de formação de convicção de um juiz.

“(A Comissão) realizou um cuidadoso trabalho na apuração da suposta irregularidade, antes de qualquer pré-julgamento, ouvindo a servidora indiciada e várias testemunhas, no sentido de saber se realmente as declarações postadas na internet foram feitas pela indiciada” (pág.14)

O relatório culpando Bianca Abinader, de número 026/2011, foi assinado pela Comissão Permanente de Regime Disciplinar da Prefeitura de Manaus e publicado no dia 22 de setembro. Doze dias antes Ronaldo Tiradentes já sabia do seu teor e o divulgava pela CBN.

O relatório recomendou a suspensão da médica e o corte do seu salário por 90 dias com base nos supostos ataques pelo Twitter.

Mas, em seu programa na CBN. Ronaldo insistia na acusação de que a médica era relapsa no trabalho:

“Bianca nunca cumpriu integralmente os contratos que mantém com o estado e prefeitura. (…) Ou cumpre integralmente sua carga horária ou vai para o olho da rua.”

A denúncia foi repercutida em um blog ligado a Ronaldo, de Raimundo Holanda:

Médica twiteira suspensa

O prefeito Amazonino Mendes resolveu punir médica da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) que fazia plantão no Twitter. Com base no relatório conclusivo do processo administrativo nº 026/2011 – CPRD/Semad, Bianca de Oliveira Abinader fica em casa por 90 dias. A médica se diz perseguida pelo radialista Ronaldo Tiradentes, que literalmente pegou no seu pé nos últimos meses. Ronaldo está numa campanha contra médicos que faltam ao trabalho. E, no caso, o Twiiter foi o mal menor. Ficou comprovado que Abnader não comparecia ao serviço…

Como constatou o blogueiro Bentes:

“Bianca sofreu três sindicâncias, todas nascidas das denúncias exclusivas de Ronaldo Tiradentes, sobre suposta falta de atendimento de pacientes e faltas ao trabalho. E em todas foi inocentada. Pacientes e colegas foram ouvidos, documentos analisados, livros de ponto periciados. Ao final dos três procedimentos, restavam apenas os elogios de seus pacientes. Mas o prefeito Amazonino Mendes, amigo pessoal e de quem Ronaldo foi secretário de comunicação, não se convenceu sobre quem era o mentiroso, sua funcionária, concursada, ou seu amigo, que a denunciou três vezes e foi desmascarado em todas. Mesmo depois das sindicâncias provarem a falsidade das acusações”.

Ronaldo não ficou nisso. Inundou o blog de Bianca com mensagens ameaçadoras, usando o mesmo codinome de @caionunes que utiizou para os ataques ao meu Blog e o mesmo IP da região onde se localizava a  CBN Manaus:

10 de setembro, 12 dias antes da publicação da punição:

ALEA JACTA EST. MAKTUBE: RU

13 de setembro, 9 antes da publicação da punição:

ESTOU BONZINHO. VOU DAR UMAS FERIAS DE 90 DIAS. SE ME ENCHEREM O SACO, ETERNIZO AS FERIAS. VOU FICAR DE OLHO.

16 de setembro, 6 dias antes da publicação da punição:

ESTÁ CHEGANDO A HORA DAS SUPER FÉRIAS. É O COMEÇO. SE CHIAR, A PORRADA VAI CANTAR. TÁ OUVINDO, VAGABUNDA?

17 de setembro, 5 dias antes da publicação da punição:

SEMANA DE MÁS NOTICIAS PARA A VAGABUNDA.

20 de setembro, 2 dias antes da publicação da punição:

SÓ FALTA A CANETADA… LONGAS……LONGUISSIMAS FERIAS, DIDATICAS. PARA ENSINAR A RESPEITAR HORÁRIO E AS PESSOAS. É SO O COMEÇO

22 de setembro, 4 horas antes da publicação da punição:

ESSA FDP MEXEU COM CARA ERRADO. ESPERO QUE ELA E A CANALHADA PARE DE ENCHER O SACO. DAQUI PRA FRENTE, CAIO NUNES VAI ENDURECER MESMO.

22 de setembro, 48 minutos depois da publicação da punição:

MEDICA GAZETEIRA BIANCA ABINADER, CONHECIDA COMO MAGA PATALOGIKA E NOIVA CADÁVER, PEGA 90 DIAS DE SUSPENSÃO.

No dia 6 de maio publiquei o post “O massacre contiunuado da CBN Manaus contra a médica”. O tema bombou com o hastg #NojoCBN, entrando na lista dos 10 temas mais comentados do país.

Imediatamente Ronaldo Tiradentes deletou vários posts de sua conta fake – a @caionunes65 – que citava o nome de Bianca e os detalhes reservados da sindicância aberta.

A repercussão chegou até a CBN nacional, cujo Conselho de Ética o proibiu de citar o nome de Bianca. Foi a única atitude da CBN nesse circo de horrores jornalisticos.

No dia 14 de setembro, um dia antes de suspender Bianca, Amazonino nomeou Marcos Paz Tiradentes, irmão de Ronaldo, como assessor em seu próprio gabinete, como DAS-3, com salário de R$ 6 mil.

Marcos já trabalhava como gerente de limpeza pública na Semulsp, secretaria que também empregava a repórter Andrea Vieira, colocada pela CBN para perseguir a médica. Andrea era presidente de uma comissão, acumulando com o emprego na CBN. Quando Amazonino assumiu a prefeitura, Marcos, que era simples assessor, com cargo DAS-1 tornou-se gerente. O ato foi publicado em 15 de janeiro de 2010.

Pedaços do inquérito

O inquérito é das peças mais vergonhosas da administração pública brasileira.

Assinado pela procuradora Maria Roza, é de um arbítrio próprio de republiqueta das bananas.

Conclui que não havia provas de que a médica faltasse ao trabalho. Assim, iria se concentrar na segunda acusação – a de que chamara o prefeito Amazonino de “traficante” em seu Twitter.

Consta que não há como comprovar tecnicamente que as mensagens do Twitter (apresentadas por Ronaldo Tiradentes) saíram do perfil de Bianca. Uma das testemunhas, procuradora do estado e twitteira também, afirmou jamais ter lido qualquer comentário injurioso da parte da médica. Bianca acusava Ronaldo de ter escrito as mensagens no seu próprio blog, copiado e colado em um documento PDF.

Sem provas periciais, com testemunhos idôneos – como da procuradora Pordeus – em defesa da médica, o relatório conclui que, para formar juizo, o julgador poderia recorrer a outros elementos de convicção, que não as provas periciais.

Qual o elemento de convicção para a comissão de inquérito? Simplesmente conferir-se a designação de ëspecial releväncia” ao depoimento do acusador, o radialista Ronaldo Tiradentes cujas mentiras já haviam sido oficialmente comprovadas nos inquéritos anteriores sobre a médica.

O manifesto de desagravo do CRM

No dia 27 de setembro, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CREMAM-AM) divulgou documento de desagravo público contra a CBN Manaus, por conta das perseguições movidas contra Bianca nos dias 4, 5, 6 e 7 de janeiro de 2010 – quando a médica estava grávida.

O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado e também como anúncio pago em alguns jornais da cidade, depois de aprovado em 9 de junho em sessão plenária da entidade.

Dizia o manifesto: a profissional foi “difamada, bem como teve sua reputação profissional abalada em reportagem veiculada no dia 5 de janeiro de 2010 na rádio CBN Manaus”. 

A demora se deveu ao fato do CRM ter realizado uma investigação cautelosa para averiguar a consistência das denúncias de Ronaldo. A investigação concluiu pela total falta de base dos ataques.

O blogueiro Mário Bentes, contou a história com uma indagação objetiva:

“Só nos resta perguntar: quanto tempo levarão as próximas reações dos órgãos que representam os médicos neste Estado (e os cidadãos em geral) em relação às outras infindáveis acusações caluniosas de Ronaldo Tiradentes? Até quando a CBN, a troco da manutenção do status quo econômico fruto de uma relação de simbiose com a Prefeitura de Manaus, vai insistir em proliferar mentiras sem que os órgãos representantes dos direitos humanos façam alguma coisa? São perguntas que espero ver respondidas pelo menos antes que a filha de Bianca, que não chegou a ver os primeiros ataques contra a mãe, atinja a maioridade”.

O INSIGNE JORNALISTA LUIZ NASSIF ENUNCIA AS EFLORESCÊNCIAS DA PRIMAVERA DE MANAUS OU MELHOR: AMAZONAS

Enviado por luis nassif

Primavera de Manaus 3: as primeiras represálias ao movimento

A ideia do movimento Manaus de Olho seria a de colher contribuições para fazer outodoors denunciando os vereadores que votaram a favor da taxa do lixo.

Tentaram cinco empresas de outodoors, em vão. Conseguiram uma no dia 30 de dezembro. No dia 31, a empresa desistiu, depois de receber uma ligação no meio da noite. Acabaram conseguindo emplacar dois outdoores. Por coincidência ou não, nenhum dos vereadores conseguiu se eleger deputado estadualnas eleições de 2010.

Depois da primeira investida, houve recesso no dia 31 de dezembro.

No dia 4 de janeiro, primeiro dia útil do ano, a CBN foi bater no ponto de trabalho de Bianca Abinader. Dois homens não identificados chegaram na casinha e perguntaram diretamente pela médica. Era óbvio que tinham ido com foco certo na médica.

Na Medicina de Família, o médico atende e faz a parte burocrática. Ao chegar ao seu posto, a equipe da CBN foi informada que Bianca estava no distrito, perto da unidade, respondendo à sua chefe. Não quiseram saber. Saíram da unidade com uma matéria imputando-lhe a pecha de ausente do trabalho.

Promotora de Justiça, integrante do Movimento, Jussara Pordeus intercedeu por Bianca. Telefonou a Ronaldo Tiradentes, disse-lhe que a médica estava grávida de oito meses e que era boa menina.

Ronaldo recorreu a um expediente comum no atual jornalismo. Se ela entregasse naquele dia um documenbto provando que estava trabalhando, não iria vericular a reportagem. Era 9 da noite, impossível encontrar a chefe.

No Twitter, Bianca acusou Ronaldo de chantagea-la com um pedido impossível de ser atendido àquela hora.

No dia seguinte, a CBN veiculou dez minutos de reportagem, mencionando várias vezes o nome de Bianca, e informando falsamente que há três meses ela não comparecia ao serviço.

Na hora em que a matéria foi veiculada Bianca estava no consultório da sua obstetra, aguardando consulta. Quando começou a reportagem, correu para seu carro, para ouvir. Ouviu a CBN detonando seu nome por dez minutos. Começou a passar mal.

Para não prejudicar a gravidez, a obstretra deu-lhe três dias de licença. Nos meses seguintes, só conseguia dormir à base de remédios.

Com o atestado, acompanhada da chefe do distrito, foi até a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) para uma reunião com a subsecretária Denise Machado. Levou uma declaração de que, no momento da invasão da equipe da CBN Manaus, estava com a chefe tratando de assuntos da sua licença. E também uma declaração comprovando que jamais teve falta injustificada e não fora alvo de uma denúncia sequer da população de 5 mil pessoas atendidas por ela.

No rádio, Ronaldo havia dito que havia mais de mil denúncias diárias contra a médica.

Denise he garantiu que o Secretário de Saúde não iria misturar as coisas: se fosse boa funcionária, seria respeitada.

No dia seguinte, ligou o proprio Secretário da Saúde Francisco Deodato dizendo-lhe para não se preocupar. Bianca insistiu que queria uma sindicância, agora, para comprovar que trabalhava seriamente e limpar seu nome, sujado por Ronaldo Tiradentes..

A sindicância foi feita.

Foram sete dias de investigação. Recolheram as fichas e visitaram pacientes. Colheram o depoimento de sua chefe, informando que não havia nada que desabonasse sua conduta. Dos pacientes, 99% se disseram satisfeitos com a qualidade do serviço.

Mas o inquérito foi mantido sigiloso impedindo a médica de limpar seu nome.

Bianca entrou em licença no dia seguinte. Só um ano depois soube do resultado da sindicância. No dia 23 de feveiro de 2010 a denúncia foi arquivada. Comprovava que Tiradentes havia mentido sobre a médica.

Foi o relatório da primeira sindicância a que foi submetida.

Como a CBN nacional tratou as reclamações

Não foi melhor a sorte de outra líder do movimento, Carolina Coelho.

Depois dos primeiros ataques, enviou e-mail para Mariza Tavares, a diretora geral da rede CBN. Em vez de tomar providências, Mariza reenviou o e-mail para Ronaldo que imediatamente deu início à represália – indo até a empresa empregadora de Carolina pedir-lhe a cabeça.

Em e-mail que circulou depois disso, Carolina desabafou:

Isso tem a ver com a CBN Manaus. Eu mesma fui vítima do tal Ronaldo Tiradentes. Enviei e-mail para a sra. Mariza Tavares, solicitando esclarecimentos e ela “fez o favor” de encaminhar para o próprio Ronaldo Tiradentes responder. E em pouco dias ele tentou me intimidar no meu local de trabalho.

Minha história eu posso esclarecer posteriormente, caso seja necessário. Mas o fato é que ele fez mais uma vítima, das tantas que ele já tem por aqui.

Neste momento uma movimentação no twitter está acontecendo. Até quando a CBN vai manter-se calada, quando uma de suas filiais se comporta de maneira tão nojenta?

Bianca tirou seis meses de licença maternidade. No final de agosto, voltou para uma outra unidade, do Morro da Liberdade. Fazia visitas domiciliares.

Sob a complacência da CBN nacional, a obsessão doentia da CBN Manaus não parou por aí

O INSIGNE JORNALISTA LUIZ NASSIF ENUNCIA AS EFLORESCÊNCIAS DA PRIMAVERA DE MANAUS OU MELHOR: AMAZONAS

Enviado por luis nassif

Primavera de Manaus 2: a fonte do poder dos coronéis regionais

No federalismo torto brasileiro, do presidencialismo de coalizão ao modelo da radiodifusão, há uma lógica cruel em relação aos rincões.

O chamado eixo moderno – São Paulo, Rio e Sudeste – olha com desprezo o anacronismo político de estados comandados por coronéis. Mas a lógica federativa – e da radiodifusão – induz a alianças com o que tem de mais atrasado na política nacional. O governo, pelos três senadores de cada estado; as redes, pelas verbas publicitárias dos governos estaduais.

Foi esse modelo torto que garantiu o coronelismo do Amazonas dominado, inicialmente, por Gilberto Mestrinho, o Boto de Tucuxi; depois, por Amazonino Mendes, o “Negão”.

No centro-sul, pouco se sabe sobre as estripulias, esquemas empresariais e esbirros autoritários de personagens como Amazonino. É uma relação colonial: o governo extrai o poder político, as redes as verbas publicitárias. E deixam-se populações inteiras sob o jugo do atraso e do autoritarismo.

De vez em quando, um ou outro episódio ganha repercussão nacional.

Foi assim na história da compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso – na qual Amazonino desempenhou papel central. E também no episódio das 2 mil motosseras distribuídas por todo o Amazonas, depois vendidas a preço de banana para madeireiros.

A mansão alugada

Em 2001, a mansão de Amazonino foi tema nacional, 2.500 metros no Tarumã, com paredes de vidro, heliporto, piscinas, lagos artificiais, avaliada em mais de R$ 10 milhões. E também pelo fato de ele não se dizer dono dela, mas inquilino do empreiteiro Otávio Raman Neves, dono das duas maiores empreiteiras do Estado, a Capa e a Exata, que, suspeita-se, têm Amazonino como sócio oculto.

Na época, Amazonino informou o valor do aluguel pago: R$ 2.000,00 mensais.

O episódio serviu para revelar um pouco o que é a corte de Amazonino, atualmente no PDT fundado por Leonel Brizolla.

A CPI avançou um pouco mais e indiciou o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, também indiciado pela Polícia Federal na Operação Vorax, acusado de desvios de mais de R$ 70 milhões.

Seu sucessor também foi cassado, defendido pela CBN Manaus, por manter negócios com o irmão do diretor Ronaldo Tiradentes.

Nas relações espúrias da política amazonense, embora não seja da banda podre, Artur Virgilio se permitiu fazer comício de mãos dadas com Adail.

Outra CPI, da Exploração Sexual, conduzida pela Assembleia Legislativa, envolveu próprio governador Omar Aziz, que começou a carreira como Secretário de Segurança no governo Amazonino. Uma moça admitiu ter tido relações com ele aos 14 anos, mediante o cachê de R$ 150,00. Deu entrevistas para a revista Época que serviram de base para um inquérito da Polícia Federal (clique aqui).

Posteriormente a moça voltou atrás em suas declarações e um promotor ordenou o encerramento do inquérito sem ouvir mais ninguém. Tempos depois, irmãos de Aziz espancaram um professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas) que comentou o caso em sala de aula.

No ano passado, o vice-prefeito de Amazonino, Carlos Souza, foi afastado do cargo, por decisão do juiz da 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), suspeito de participar de uma organização criminosa comandada por seu irmão, ex-deputado Walace de Souza.

Nacionalmente, conhece-se um pouco da política do Amazonas através dos braços que conseguiram montar esquemas nacionais, como o ex-Senador Gilberto Miranda, que enriqueceu intermediando cotas de produção para empresas que se instalavam na Zona Franca de Manaus. Ou da empreiteira empreiteira Enconcel obteve contratos de mais de R$ 50 milhões com o governo do estado, na época do episódio da compra de voto.

As ligações de Amazonino com a empreiteira foram objeto de investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Acabou se livrando por suas ligações com a área federal.

Um dos pilares midiáticos centrais dessa estrutura é justamente a CBN Manaus e seu diretor Ronaldo Tiradentes, um dos principais personagens desta série.

O INSIGNE JORNALISTA LUIZ NASSIF ENUNCIA AS EFLORESCÊNCIAS DA PRIMAVERA DE MANAUS OU MELHOR: AMAZONAS

Enviado por Luis Nassif

A Primavera de Manaus

Ao longo do dia, vocês conhecerão em detalhes um episódio ilustrativo do Brasil contemporâneo, juntando de um lado jovens tuiteiros, de outro o pacto entre o coronelismo mais atrasado e as grandes redes de comunicação, em um dos mais podres sistemas políticos brasileiros: o do Amazonas.

Entenderão o cerne do poder político dos coronéis regionais, a parceria com o governo federal, para obter o apoio dos três senadores de cada estado, e com as grandes redes de comunicação, para terem acesso às verbas estaduais.

Saberão da hipocrisia daqueles que, no sudeste, criticam o atraso político em outras regiões, mas sustentam esse anacronismo por interesses muito objetivos.

Conferirão que não existem idiossincrasias nas relações políticas e midiáticas: Amazonino é do PDT de Leonel Brizolla; Tiradentes da CBN da família Marinho.

Próxima Página »


Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Você quer um corte de cabelo para completar o seu corpo ativo vá ao SALÃO DO SOUZA, o cabelereiro do executivo. Rua Rio Javari- Vieiralves

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
SORVETERIA SEMPRE FRIO (Todos os dias, na Praça de Alimentação do Dom Pedro).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Efeitos Justos para Suas Causas.
ADVOGADO ARNALDO TRIBUZY - RUA COMENDADOR CLEMENTINO, 379, SALA C (8114-5043 / 3234-6084).

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Frente Blogueira LGBT

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 2,485,564 hits

Páginas

 

junho 2012
D S T Q Q S S
« mai    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 77 other followers