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ESTADO DE SAÚDE DE LULA MELHORA

 Em consequência do tratamento para combater um câncer na laringe Lula teve queda de imunidade e com isso contraiu uma pneumonia apresentando leve febre, segundo seus médicos, e por este fator internado no Hospital Sírio-Libanês, onde fez todos os tratamentos quimioterápicos e radioterapia.

         Ao ser internado Lula foi examinado e logo em seguida foi lhe aplicado antibiótico endovenoso. Resultado: hoje Lula encontra-se sem febre e demonstrando contagiante animação. Uma boa notícia para os que pretendem vê-lo em seu processual político que tanto lhe faz bem e a democracia brasileira. Como também do mundo.  

 

MAIS TRÊS ÁREAS DE ATUAÇÃO MÉDICA SÃO CRIADAS PELO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Foi publicado hoje, dia1º, no Diário Oficial da União (DOU), pelo Conselho Nacional de Medicina (CFM), mais três áreas de atuação médica. Medicina do Sono, Medicina Paliativa, e Medicina Tropical.

Com a determinação de todos os profissionais da medicina poderão receber treinamento durante seu estágio de residência sobre as três áreas médicas. Significa que quando o médico estiver praticando residência em infectologia, por exemplo, ele deverá receber treinamento específico em medicina tropical.

Para a médica diretora dos Serviços de Cuidados Paliativos do Hospital dos Servidores Estadual (HSPE) de São Paulo, Maria Goretti Sales Maciel, a criação das três áreas vai tornar mais visível os três serviços que já existem e são exercidos com forte rigor científico.

A Medicina Paliativa atuará nos pacientes com doenças crônicas que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, chegam a 65%, e estão precisando de atendimentos paliativos. Os primeiros paliativistas do país serão definidos pela Comissão Nacional de Medicina Paliativa da Associação Médica Brasileira (AMB).

Já a área da Medicina Tropical, que está vinculada a área de infectologia, terá como campo de atuação médica o tratamento de enfermidades como malária, dengue, febre amarela, leishmaniose e esquistossomose.

As especialidades anestesiologia e neurologia, antes responsáveis pelo estudo e tratamento da dor, deverão ceder espaço para as práticas médicas de acupuntura, medicina física e reabilitação, neurocirurgia, ortopedia e traumatologia.

Também foi ampliado o número de especialidades relacionadas à hepatologia, que a partir desse momento está ligada à clínica médica e à infectologia.

FUNDAÇÃO MEDICINA TROPICAL JÁ TEM NOVA DIREÇÃO

Depois de muito frisson burocrático, relações políticas e conchavos para decidir se a atual direção da Fundação Medicina Tropical permanecia ou se seria substituída por outra, prevaleceu a opinião da maioria dos funcionários da Fundação.

A direção atual, que teve Sinésio Talhari como titular, será substituída amanhã, dia 14, pela Dra Graça Alecrim, esposa do secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, que por sua vez já foi, em outras luas, diretor-presidente do órgão. E que por outras luas foi o responsável maior pela destituição do médio José Carlos Ferraz, diretor-presidente da instituição, que resultou na trasladação de Sinésio Talhari, na época amigo de Alecrim, para o cargo tão cobiçado no organismo da saúde amazonense. (Ainda assim, como bom cristão não guarda rancor, Ferraz é um dos grandes apoiadores de Graça Alecrim.)

Com a nomeação de Graça Alecrim para o cargo de direção da instituição infecto-contagiosa, não termina a lógica da posse do poder nos órgãos públicos do Amazonas. Se, por um lado, o médico Sinésio Talhari, durante suas administrações em órgãos de Manaus já demonstrou fascinação por esse inexistente ente chamado poder – o poder é um vazio, diz o filósofo francês Baudrillard -, como ficou demonstrado em sua gestão na Fundação Medicina Tropical, e agora é destituído, com todo seu séquito de amantes do vazio do poder, a indicação da doutora Graça Alecrim, mesmo sendo a escolhida pela maioria dos funcionários, só confirma essa lógica que se atualiza nas decisões dos chefes do Executivo. Visto que a decisão não sai precipuamente da vontade-popular dos funcionários, mas da força oficial do governador. Pois, como sendo Graça Alecrim habitué do vazio do poder na instituição, a lógica permanece a mesma. Amar o vazio faz bem à dor.

E assim será até enquanto os próprios funcionários não escolherem os dirigentes de seus órgãos de forma democrática, com eleições diretas internas nesses órgãos. De qualquer sorte, Graça Alecrim, no momento, representa a vontade da maioria dos funcionários, o que forma um status (no latim: estado/situação) que pode ser trabalhado para um administração realmente pública.

No mais, nunca é demais lembrar a lógica daquele antigo barnabé, que sabendo que os fatos poderiam ser outros, afirmava: “Pior seria se pior fosse”.

MÉDICO AFIRMA O QUADRO ENFERMO DA SAÚDE NO AMAZONAS

O sonho que ele acalentava era ver o médico, pois com todo aquele tempo de espera ele nunca tinha visto um médico durante toda sua vida de porta de hospital e ele precisava ver como era um médico.”

Este blog reproduz abaixo depoimento-denúncia feito por um pai, membro da Associação Filosofia Itinerante de um desatendimento médico no Pronto Socorro da Criança mais conhecido como Joãozinho, que não é o sambista Trinta.

Relata o pai que não bastasse a epidemia de dengue, viroses que lotam hospitais na cidade de Manaus e Tefé no Amazonas, os cidadãos tem que conviver com a irresponsabilidade de alguns profissionais escalados para plantões, ganhando fortunas, mas que não aparecem para trabalhar.

Na tarde/noite do dia 02 de março de 2011, seu filho, KI, de 08 anos brincava com outras crianças quando caiu e bateu a cabeça. Horas depois começou vomitar, apresentar moleza e sonolência. A mãe procurou a emergência do referido hospital e foi atendida pelo neurologista de plantão, que, diante do quadro da criança, recomendou fazer um raio x da cabeça, internação para que ficasse em observação, receitou soro e às 07h do dia 03 seria avaliado por outro plantonista.

O hospital estava lotado de crianças internadas. Havia crianças sentadas e deitadas em cadeiras desconfortáveis, nos braços de cansadas mães, outras em camas, nos corredores. KI alojou-se numa maca de emergência e a qualquer hora poderia ser desalojado. Fomos às cadeiras às 07h, porque ia iniciar os atendimentos de emergência.

Por volta das 02h20min da madrugada o pai da criança substituiu a mãe para que esta providenciasse a documentação para o funeral de seu genitor falecido às 01h40min daquela madrugada em sua residência.

Como todo doente é irmão”, o pai conversava com outras mães sobre as péssimas condições de desconforto hospitalar. Indagando sobre o horário da troca de plantão, uma das mães falou que era 07h, mas que só seriam atendidos por volta das 09h. Isso preocupou o pai por dois motivos: o primeiro que a criança, por tratar-se de batida na cabeça, precisava ser avaliada e, segundo, por ter que estar às 12h num outro órgão do Estado.

Às 07h iniciou a troca de plantão. Além de KI havia outra criança acompanhada da mãe que necessitava de uma receita de remédio controlado porque sua filha estava com sequelas de meningite e tinha hora marcada para tomar.

O relógio passou das 08h, deu 09h e o vaticínio do Oráculo de Delfos daquela mãe dito na madrugada se confirmava e não confirmava. Não fomos atendidos às 09h.

Diante da situação, o pai de KI resolveu reclamar da irresponsabilidade do médico. Foi ao balcão de serviços e protestou. Enfermeiras(os), médicas solicitaram que procurasse a enfermeira chefe, Márcia. O pai não a viu, segundo seu depoimento-denúncia como uma chefa, uma líder, pois demonstrou incapacidade de encarar um neurologista da internação para ir pedir a receita para a criança que precisava tomar o remédio controlado. A enfermeira pediu que a mãe fosse e a mãe insistia que era a enfermeira que teria que ir lá com ele, pois a mãe havia conversado no corredor com o neurologista, por sinal, senhor de si, importante, nem parecia um médico, “porque um médico não é como um homem qualquer, se ele fosse um homem qualquer ele não seria médico, um médico deve ter alguma coisa superior e que é por isso que ele não aparece”, lembra o pai de KI de parte de um texto da peça Saúde, Doutor!, de 1998. A mãe conseguiu a receita depois de muito vai não vai. E ficava KI na expectativa da avaliação por um ser que não se sabia de sua existência.

Depois dos protestos do pai de KI, chamaram o neurologista de plantão pelo serviço de som, mas necas, disse o pai. A próxima a ser procurada foi a Assistente Social, mas também, como a enfermeira-chefe, não demonstrou autonomia, iniciativa para resolver a questão. Disse que o médico poderia estar no Hospital João Lúcio ou na Internação. O pai protestou que não estava correto, porque se era plantão de emergência era para estar na emergência, e se estava em locais onde em hipótese alegava era uma prova de que faltava médico para atender o povo.

Como nem a enfermeira-chefe, nem a Assistente Social resolveram a questão, o pai procurou a direção do hospital, que pediu um tempo e que daria uma resposta. Passados vinte minutos, a decisão estava tomada. Telefonaram para a Cooperativa do faltoso e colocariam falta no seu plantão.

Por volta de 11h15min, a direção solicitou que o neurologista acima apresentado atendesse KI, atendimento que ocorreu em menos de um minuto. O médico olhou o raio X, passou visto no prontuário e liberou a criança. Sequer indagou algo de K ou tocou na criança.

Essa situação é uma marca do péssimo atendimento médico-hospitalar no Estado do Amazonas. Se Pablo Picasso tivesse vivo poderia muito bem retratar a dor, o desespero como fez no quadro Guernica por ocasião do bombardeio dessa cidade durante a guerra civil espanhola ocorrida entre 1936 e 1939. Como Pablo vive doutra forma, diz o pai de KI, nos encarregamos de retratar esse quatro pela prosa. Prosa comprometida, porque são 30 anos de descaso com educação, habitação, saneamento, transporte e doenças dentre outros serviços de responsabilidade do Estado do Amazonas.

A questão das doenças virou caso mais sério porque se chegou ao ponto de não haver mais quase médicos do Estado, pois tudo agora vem se tornando um monopólio de Cooperativas que exploram, chantageiam, ameaçam com greve o governo em troca de aumento salarial, aumento para plantonistas, que, como o escalado para trabalhar no dia 03/03/11, não comparecem na emergência, colocando em risco a vida de pacientes.

Nas encenações do Teatro-Existência

Para concluir, o pai de KI relembrou da peça Saúde, Doutor! apresentada em Manaus, pelo pessoal do então Teatro Cabocão, hoje Teatro Maquínico da AFIN, que em forma de farsa satirizava o sistema de tratamento médico hospitalar de doenças no Amazonas e no Brasil, e dentre um dos quadros havia um diálogo entre dois personagens doentes que aguardavam atendimento médico. “Um falava que estava na fila há vários anos, cheio de doenças e que as doenças eram sua felicidade. Que se aposentara por tempo de espera para ser atendido por um médico. Que ele conhecia todo mundo do hospital, os médicos, enfermeiros inclusive nomeava-os. Que conhecia os doentes que estavam lá dentro e os que estavam fora. Os que chegaram pela primeira vez, os que chegaram pela segunda… Conhecia tudo perto do hospital. O velho do bombom, o rapaz do lanche, o cara da farmácia, a gatinha do mingau, o gordo que vendia caixão, o amarelão que vendia vela, o negão que vendia veneno. Com todo esse conhecimento e tempo de espera, o outro paciente perguntava para ele: “E porque o senhor ainda não morreu?” “Porque Deus não quis, porque sou teimoso e porque tenho um sonho.” O sonho que ele acalentava era ver o médico, pois com todo aquele tempo de espera ele nunca tinha visto um médico durante toda sua vida de porta de hospital e ele precisava ver como era um médico. Depois dele relatar que um cachorro fugiu com a perna de um paciente de dentro do hospital, muito emocionado ele avisou o companheiro que o atendimento ia iniciar. Ele olha pra dentro do hospital e grita: “Lá vem o médico! Lá vem o médico! Agora eu posso morrer. Realizar meu sonho. Abraçar-me com ele. Morrer em seus braços me desfazendo em sangue, pus, catarro, mijo, merda, largando todo o couro… (Solta um grito): “Ai, ai, ai, que dor. Eu não posso morrer agora. Ele tá chegando. Quase chegando. Quase…” (Cai morto) No outro quadro da peça um Terceiro doente explica a morte do paciente. “No dia que chegou a vez dele ser atendido ele estava muito feliz, ia ver o médico. Aí o homem de branco apareceu. Era o médico. (Cortando): “Ele realizou o sonho.” “Não.” “Não? O homem de branco não era o médico.” “Não era médico?” “Não. Era um acadêmico. Um estudante. Eu descobri depois.”

Assim caminha o não atendimento médico hospitalar no Estado do Amazonas. Que este relato-denúncia promova novas tomadas de decisões por parte do povo que muitas vezes se sente impotente diante do descaso com que são tratados pelo poder público de nosso Estado.

DENGUE MATA NO AMAZONAS… E ESTADO PENALIZA A POPULAÇÃO

A dengue se tornou uma epidemia no Amazonas. Os casos abundam nas unidades de saúde e as mortes já passam a ser ‘contabilizadas’, na acepção do poder oficial, por dia. Pela manhã veio a notícia de que um garoto de 9 anos, Mikaio César de Sá Nogueira, residente no bairro da Cachoeirinha, zona Sul de Manaus, faleceu vítima da dengue.

Mas não foi somente a dengue responsável pela morte do garoto. O pai da criança, Albert Marques Nogueira, indignado e inconformado, denunciou que o garoto começou a passar mal na sexta-feira (11). Com sua piora, o pai levou o menino ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do Colônia Oliveira Machado na segunda-feira (14), onde, segundo ele, não foi verificado nenhum tipo de exame para verificar se era um caso de dengue, mesmo com a epidemia alastrada no estado. Segundo o pai, o médico não informou que o menino estava com dengue e medicou-o com dipirona e um outro remédio.

Ontem pela manhã (15), o quadro de saúde de Mikaio piorou e o pai levou-o ao Pronto-Socorro da Criança. “Ele já estava inchado e nem podia andar. Tivemos de carregá-lo. E no hospital ainda não tinha vaga na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Todo o procedimento que deveria ter sido feito na UTI foi feito na Emergência do hospital”, afirma o pai.

Na madrugada de hoje (16), Mikaio veio a falecer, vítima de toda uma série de erros, negligências, descasos e irresponsabilidades do poder público.

Logo após a terrível notícia da morte – e, principalmente, da forma como se deu essa morte – de Mikaio, chegou a notícia de que outra pessoa, Maria de Lourdes Ribeiro de Souza, conhecida líder comunitária no bairro do São Jorge, zona Oeste de Manaus, também faleceu nesta mesma madrugada vítima de dengue.

Uma amiga da líder comunitária, Suzana Barreto, informa que Maria de Lourdes sentiu os sintomas da dengue na segunda-feira (14) à noite, quando foi até um pronto-socorro e liberada após ser medicada. Mas ontem à noite ela se sentiu pior e foi levada às pressas ao pronto-socorro 28 de Agosto, onde veio a falecer na madrugada de hoje.

Multa de até R$ 26 mil a quem manter foco de dengue

Há anos que ocorrem surtos de dengue em Manaus, sempre com milhares de casos e muitas mortes. Mas somente quando já se tornou epidemia é que o poder público se manifesta com operações de fiscalização e ataque a criadouros do mosquito Aedes aegypt, com nomes sugestivos, como o atual Impacto de Combate à Dengue.

Ontem a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) avisou que levará a cabo multas de até R$ 26 mil para quem mantiver criadouros do mosquito da dengue. Pelo procedimento, os moradores que tiverem áreas ou recipientes com água parada serão notificados e terão três dias para solucionar o problema. Não sendo realizado procedimentos para anular possíveis focos, eles serão multados.

E quem multa os irresponsáveis agentes públicos?

Como dissemos antes aqui neste bloguinho, nestas épocas, para fugir das suas responsabilidades e responsabilizações quanto aos surtos de dengue, secretários sempre utilizam a desculpa de que é impossível prevê-los.

Para se observar de como o Governo do Estado, assim como a Prefeitura de Manaus, não está cumprindo o seu papel – aliás, nunca o cumpriu -, basta observar que entre os principais focos de dengue no Amazonas e em sua capital, Manaus, estão justamente as escolas, tanto as públicas quanto as particulares.

Há mais de três décadas que o mesmo grupo domina o cenário político no Amazonas, principalmente na capital. Enquanto isso ocorrer, teremos sempre os Wilson Alecrim e os Francisco Deodato como secretários de Saúde.

Enquanto o entendimento, nesta que é uma das áreas mais fundamentais para a ‘qualidade de vida’ – expressão tão usual nos discursos de poder – da população, for assim retrógrado, desorganizado e irresponsável, milhares de casos e inúmeras mortes irão se suceder.

No Amazonas, o maior parceiro do Aedes aegypti é o poder público.

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Leia também:

O SURTO DENGUE E A PARALISADA SAÚDE DO AMAZONAS

PESQUISA MOSTRA QUE A POPULAÇÃO QUER MAIS MÉDICOS E MENOS ESPERA NO SUS, MAS SÓ ISSO NÃO MUDA A FACE DA SAÚDE PÚBLICA

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou hoje, dia 9, pesquisa realizada junto a 2.773 pessoas entre os dias 3 e 9 de novembro de 2010, que revela que a população brasileira tem como temas de suas maiores reivindicações referentes a Saúde a diminuição da demora no atendimento nos postos e centros de saúde e o aumento de médicos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa, que teve como objetivo principal compreender quais as percepções e entendimentos da população quanto à atuação do SUS em suas existências, realizou perguntas sobre planos de saúde e seguros privados.

O estudo mostrou que 46,9% dos entrevistados sobre atendimentos em postos e centros de atendimentos sugeriram que a quantidade de médicos fosse aumentada. Dos entrevistados sobre médicos especialistas, 37,3% também sugeriram que fosse aumentado o número de médicos. Já nos serviços de urgência e emergência, 33% afirmaram que é preciso aumentar o número de médicos.

A pesquisa também mostra a opinião de pessoas que têm planos de saúde e porque elas optaram por esse serviço. O estudo constata que 40% optaram por esse serviço por causa da rapidez nas consultas e exames; 29,2% por ser um benefício oferecido pelo empregador; e 16,9% pela liberdade de escolher o médico para ser atendida.

Dos entrevistados, 39,8% apontaram como principal problema dos planos os preços das mensalidades, e 35,7% o fato de que algumas doenças não são cobertas pelos planos.

Depender do atendimento nos hospitais públicos é horrível, não tenho como pagar um plano de saúde e toda vez que preciso desse serviço fico horas e horas na fila de atendimento e espera, fora a falta de preparo de funcionários. Tem que ter mais médicos e menos hora de espera nas filas. Estamos na capital do país e os políticos não fazem nada”, analisou Selma Maria da Costa, de 35 anos, moradora de Brasília.

A análise de Selma Maria da Costa mais o resultado da pesquisa do Ipea mostram qual é o quadro real do atendimento no Brasil, apesar da política socializante da Saúde que carrega o SUS. As queixas são gerais. Poucos médicos, funcionários despreparados, falta de segurança para os funcionários e os pacientes, além da subserviência dos diretores dos postos, centros, SPAs e hospitais que são indicados para os cargos por suas relações com representantes do Legislativo e Executivo. Ocupando cargos por dependência, ficam acanhados em reivindicarem melhorias para as instituições que dirigem. É lógico que, eticamente, só o fato de aceitar indicação para um cargo dessa forma já é contra a saúde coletiva. O que confirma que não são médicos.

A análise de Selma Costa comprova a inexistência de uma política pública de saúde nos estados que se encontre próxima da população. Ela se surpreende por morar em Brasília, mas no Amazonas as queixas são piores, resultante de 30 anos de domínio governamental da direita, que jamais pensou saúde coletiva (como pensar se pensar é tão difícil?).

Sem contar com a ineficácia científica de muitos médicos que trabalham(?) nesses órgãos. Verdadeiros atentados à saúde da população. No caso do Amazonas, a maioria formada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Amazonas (UFAM), alienada do saber social, e agora chegando a parcela da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O caso da inépcia científica de muitos desses profissionais é tão grave que quando alguns deles se encontram em conversa, escondidos do corporativismo da classe, comentam o tema, à boca pequena dizem: “Quando um parente adoece, é preciso saber qual o médico que está de plantão”.

A companheira Selma Costa sabe que só aumentar o número de médicos diminui o tempo de atendimento, mas não muda a qualidade. É preciso uma reforma na consciência social que atinja a subjetividade que constrói o profissional alienado e ambicioso.

INTERVENTOR VAI TOMAR POSSE NA FUNDAÇÃO MEDICINA TROPICAL ATÉ A INDICAÇÃO DA NOVA DIRETORIA

Por força de uma ação pedida ao Ministério Público (MP) pela candidata ao cargo de diretora da Fundação Medicina Tropical, Dra. Graça Alecrim, que viu falhas no processo de escolha dos candidatos com base no novo estatuto modificado na gestão do então diretor da instituição, Sinésio Talhari, a escolha do novo diretor pelo governador do estado está sub judice.

De acordo com o entendimento da Dra. Graça Alecrim, os itens apresentados pela diretoria atual, para servirem de parâmetros para contar pontos na seleção dos candidatos, fere a livre concorrência, e exorbita a isonomia dos proponentes ao concurso.

Como o diretor atual da instituição, Sinésio Talhari, pleiteia continuar no cargo, portanto apresenta-se, também, como candidato, o tempo de sua gestão terminou hoje, dia 31. Assim ele, e todo seu corpo administrativo, mais os funcionários indicados, deixam seus cargos nessa data.

Diante do impasse jurídico, foi designado para ocupar o cargo de diretor da instituição, com função de interventor, a partir do dia 3 de janeiro, o médico Marcos Guerra, funcionário da fundação, e ex-professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), cuja atuação ocorrerá durante três meses, prazo em que se espera que tudo tenha sido definido e o novo diretor escolhido.

Enquanto isso, o ambiente no interior da Fundação Medicina Tropical é de visível disputa direcional, envolvendo quase todos os funcionários, sendo que a maioria se mostra pró candidata Dra. Graça Alecrim. Para seus adeptos, a direção atual não administrou o órgão com o sentido democrático que exige toda instituição pública. A inter-relação e a infra-relação com os agentes públicos da instituição se traduziram em incômoda distância. O que impediu a realização de uma coerente administração, visto que o espírito público desapareceu diante da posição hierarquizante exacerbada da direção em relação aos funcionários. O que chega até a refletir no desempenha do exercício médico/científico/humano, o fundamento da existência da instituição: paciente/terapia/cura. A gestão de Sinésio Talhali, segundo funcionários, se resumiu ao significante técnico representado em ostensiva propaganda arquitetônica. Alterações na estrutura física da instituição.

COOPERATIVA MÉDICA DISCUTE FORMA DE PROTEÇÃO A MÉDICOS AMEAÇADOS NOS SPAs

O Instituto de Medicina Clínica e Pediátrica do Amazonas, responsável pelo atendimento de algumas unidades do Serviço de Pronto Atendimento (SPA), em Manaus, diante das constantes agressões e ameaças que têm sofrido seus profissionais, reuniu na noite de ontem, em sua sede no Conjunto Kissia, para estabelecer a forma de proteção eficaz contra a violência que vem impedindo que os trabalhos médicos sejam desenvolvidos com segurança nessas unidades, conforme necessita a prática médica.

A decisão do instituto de se reunir e tomar essa providência foi provocada por alguns atos de violência sofridos por vários médicos em SPAs distintos. Um médico foi agredido fisicamente por um paciente no SPA do Bairro Redenção por se negar a conceder um atestado médico. O médico teve que fazer Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito, além de ser deslocado do lugar onde exercia sua atividade. Uma médica, do SPA de São Raimundo, foi ameaçada de morte por um paciente, presidiário cumprindo pena em regime semiaberto, por pedir que ele esperasse um pouco para ser atendido. A médica também foi à delegacia registrar queixa em Boletim de Ocorrência. Outra médica, no SPA Platão Araújo, recebeu um soco desferido por um paciente. Como os outros agredidos, a médica também registrou queixa em delegacia através de Boletim de Ocorrência.

Como já é do conhecimento da maioria dos profissionais que trabalha em SPAs, as agressões sofridas pelos profissionais vêm ocorrendo há muito tempo. Mas como houve um maior crescimento nas últimas semanas, e passou a ser um caso de polícia, o instituto resolveu tomar essa decisão que deve ser acompanhada pela Secretaria de Saúde. Um caso profissional que por lei tem que ter todas as proteções possíveis, por tratar-se de segurança de trabalho. O que não havia sido observado antes pelo instituto. De certa forma, até a necessidade de policiamento no interior da unidade.

Embora a medida tomada pelo instituto seja acertada, entretanto ela não resolve o problema de todo. Muitas das reações agressivas executadas por pacientes são derivadas do fato de haver um número muito grande para ser atendido, e a quantidade de médicos não é suficiente para atender tal demanda que é provocada, também, pelas péssimas administrações que ordenam que sejam atendidas todas as queixas de enfermidades. Mesmo as que não são urgências, que são a maioria. Chegando, de acordo com o SPA, a mais de duzentos atendimentos por dia. De forma que é profissional e humanamente impossível fazer saúde pública e medicina democrática, quando um médico deve atender um paciente em pelo menos durante trinta minutos, tempo aproximado para analisar seus sintomas. Além da falta de condição física e técnica que essas unidades apresentam. É uma realidade que confirma a falta de uma política de saúde pública que há décadas atinge o estado do Amazonas.

CNJ VAI ANALISAR TODOS OS MANICÔMIOS JUDICIAIS DO PAÍS

Começou ontem, dia 12, em Salvador, o mutirão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que vai analisar em todo país a situação dos manicômios judiciais. O governo quer “apontar soluções” para os problemas que possam ser detectados nos mutirões, muito mais do que simplesmente produzir um relatório com a radiografia do sistema psiquiátrico de custódia, afirmou o juiz a auxiliar da presidência do CNJ, Márcio André Klepper Fraga.

São problemas de atendimentos mais dignos, questões de recursos humanos, carência de pessoal qualificado, questões materiais, questões de higiene, de alimentação”, considerou o juiz Márcio Fraga, sobre o que vai ser necessário realizar através do mutirão.

O juiz falou sobre o desafio quanto aos casos dos presos no manicômio portadores de psicoses e que têm tratamento diferentes dos outros internos.

O que ocorre em muitos casos é que o inimputável acaba recebendo tratamento mais grave que o próprio criminoso. Ele é jogado lá e não tem prazo para sair. Acaba institucionalizado, fica sem contato com a família, sem lugar para recebê-lo, fica lá cumprindo uma situação absolutamente surreal. Pode ficar preso ad eternum.

Temos que trazer para cena esse problema que não tem visibilidade muito boa e é um problema sério, de saúde pública, de segurança pública”, analisou o juiz Márcio Fraga.

MÉDICOS SÃO ACUSADOS DE JUNTO COM A CIA FAZEREM EXPERIMENTOS EM PRESOS TORTURADOS

Os profissionais de saúde contratados pela Agência Central de Inteligência (CIA) participam de experimentos juntos com os torturadores de presos suspeitos de terrorismo. É o que afirma a organização de médicos que trabalha na defesa dos direitos humanos, apoiada em documentos públicos.

Segundo a organização médica, os profissionais da saúde que trabalham com a CIA no acompanhamento das sessões de tortura, para avaliar a situação física e psicológica dos presos, também aproveitam para realizar experimentos nos momentos em que os presos estão sendo torturados. Esses médicos não se satisfazem apenas em acompanhar as torturas. Eles “extraíam conhecimentos gerais com o objetivo de aperfeiçoar os métodos”.

O relatório médico foi publicado pela Physician for Human Rights (PHR) – ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, em 1997 -, que pediu abertura de investigação pela violência contra os direitos humanos praticados pelos médicos.

Segundo Nathaniel Raymond, dirigente da PHR, “há provas de que os médicos avaliavam a dor causada pelas técnicas de interrogatórios e buscavam melhorar seus conhecimentos a respeito. Os médicos observam e experimentam todas as formas de tortura, como afogamento (submarino) – nessa chegaram a prevenir os torturadores que o preso se fosse submetido muitas vezes ao afogamento, poderia pegar uma pneumonia, por isso era preciso usar uma solução salina -, programa de privação do sono, nudez forçada e exposição a temperaturas extremas.

Esses atos violariam os padrões da ética médica, assim como da lei nacional e internacional. Em alguns casos, essas práticas podem constituir crime de guerra e contra o direitos humanos”, afirma o relatório da PHR.

Ainda segundo o relatório, essas práticas de tortura foram “aprimoradas, depois do episódio de 11 de setembro de 2001, amparadas pelo departamento de Justiça dos Estados Unidos, estimuladas pelo presidente Bush”.

REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS DE MÉDICOS ESTRANGEIROS

Universidades públicas do Brasil, no total de 25, estarão até o dia 12 de fevereiro com as inscrições abertas para iniciarem os processos de revalidação de diplomas de médicos estrangeiros.

De acordo com o novo critério que será adotado no exame da revalidação, o processo será rápido, podendo o resultado sair ainda no ano em que o médico fez sua inscrição, ao contrário do que ocorria antes, que levava anos para ser divulgado o resultado.

Serão reavaliados os diplomas cujo período de formação médica tenha ocorrido em seis anos, carga horária mínima de 7,2 mil horas, estágio prático correspondente a um mínimo de 35% da carga total do curso, e reconhecimento do diploma no país onde o médico se formou. Os candidatos que tiveram suas inscrições homologadas ficaram sabendo até o dia 23 de março.

O processo de revalidação do médico consta de exames teórico e prático, e será aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação.


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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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