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HPV IN RIO 2011 – III SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PAPILOMAVIROSE HUMANA

Em função de grande parte da população brasileira desconhecer o papilomavírus humano (HPV), responsável por uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comum do mundo, e com o objetivo de discutir a prevenção e a forma de tratamento, especialistas de alguns estados vão se reunir a partir de hoje durante três dias no Rio de Janeiro, no HPV In Rio 20011 – III Simpósio Brasileiro de Papilomavirose Humana.

Segundo o coordenador do Centro de Referência em Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense (UFF), Mauro Romero, organizador do simpósio, o número de pessoas atingidas pela doença é muito preocupante, daí a necessidade de uma política de conscientização da população sobre como evitar o contato com o vírus. O HPV é responsável por 90% dos casos câncer de útero e outras doenças, de acordo com Romero.

Esse vírus causa uma série de patologias tanto no homem como na mulher, como câncer de colo de útero, na vulva, na vagina, no ânus, no pênis. São registrados no Brasil, a cada ano, mil casos de amputação de pênis por causa da doença. É preciso que haja uma mobilização maior para que a população, os profissionais de saúde e de educação saibam mais sobre a doença, façam a profilaxia corretamente e procurem um serviço de saúde quando surgirem os sintomas”, explicou Romero.

Ainda de acordo com Romero, as formas eficientes de prevenção são o uso de preservativos e vacina, mas que infelizmente esta só está disponível em clínicas particulares ao preço de R$ 300. A realização de exames ginecológicos preventivos, como o papanicolau, pode identificar a doença ainda em estado precoce, o que torna grandemente a eficácia do tratamento, disse Romero.

Entre as atividades do simpósio, será exibido o curta-metragem realizado pelos estudantes da Faculdade de Cinema UFF, O Show de Lara. Um filme em que toca no tema de forma descontraída e hilária. O curta se encontra no site http://www.dst.uff.br.

CAMPANHA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PELA SEMANA DO PEIXE

SÓ ESTE ANO 5,5 MILHÕES RECEBERAM GRATUITAMENTE REMÉDIO PARA HIPERTENSÃO E DIABETES, AFIRMA DILMA

Na manhã desta segunda-feira, no programa de rádio Café com a Presidenta, a presidenta Dilma Vana Rousseff afirmou que, somente nos primeiros sete meses deste ano cerca de 5,5 milhões de pessoas receberam remédios para hipertensão e diabetes gratuitos por meio do programa Aqui Tem Farmácia Popular.

Em janeiro deste ano, 850 mil pessoas compraram remédios para diabetes e para pressão alta nas farmácias do governo e na rede “Aqui tem Farmácia Popular”. Naquela época, Luciano [Seixas, apresentador], o governo dava um bom desconto e o paciente pagava uma parte do preço do remédio. Em fevereiro, nós começamos a distribuir os remédios de graça e, a partir daí, um número muito maior de pessoas passou a ter acesso a esses medicamentos”, disse Dilma.

A presidenta salientou também que o número de farmácias credenciadas no Brasil subiu de 15 para 20 mil estabelecimentos em 3 mil municípios brasileiros. Segundo ela, o foco do atendimento são as cidades mais pobres, onde a rede “Aqui tem Farmácia Popular” já chegou a 70% delas.

Todos, agora, podem fazer o tratamento direito, sem interrupção, sem se preocupar com o dinheiro para comprar o remédio. O governo garante o remédio de graça, ressaltou a presidenta.

Segundo a notícia no Blog do Planalto, Dilma falou também sobre as medidas que o governo tem adotado para enfrentar a questão da falta de médicos, uma vez que o número de formandos é aquém do necessário para atender a população. Uma dessas ações é a abertura de 4,5 mil vagas em cursos de Medicina, com foco nas cidades do interior. Outra estratégia apresentada pela presidenta é o incentivo para que os médicos recém-formados prestem serviços em postos e centros de saúde públicos. Com isso, o recém-formado que trabalhar em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) terá sua dívida do Financiamento Estudantil reduzida.

Um dos maiores objetivos do meu governo é fazer com que a qualidade de atendimento do Sistema Único de Saúde seja igual àquela praticada, por exemplo, nos grandes hospitais privados do nosso país. Vamos garantir atendimento humano e de qualidade, e isso é um compromisso a ser buscado todos os dias”, finalizou.

Um olhar pedagógico sobre a Saúde Pública

O empenho do governo Dilma em levar adiante o empenho do governo Lula em facilitar o acesso ao remédio e a uma Saúde Pública realmente pública dão-se pelas preocupações democratizantes de seu governo, de quem entende que o erário público devem servir para a melhoria de condições de existência de toda a coletividade, não envolvendo, portanto, somente as questões de melhoria do SUS, mas, como já colocamos diversas vezes neste bloguinho, uma percepção da população sobre as questões que envolvem a saúde do corpo e da alma.

Segundo dados do Ministério da Saúde, ao todo, 40 milhões de pessoas no Brasil sofrem de hipertensão ou diabetes. É certo que este número seria muito menor não fossem hábitos, principalmente alimentares – sal de cozinha e carnes gordurosas, por exemplo -, que se acumulam para atacar o corpo a cada pratada. E isso não é uma questão individual de escolher entre comer ou não comer aquela gordurinha deliciosa, mas diz respeito a toda a coletividade, ressaltamos, quando se observam os montantes de dinheiro público empregados devido a este hábitos.

Assim, as questões que envolvem a saúde individual são, na verdade, questões que envolvem a saúde pública e o envolvimento democrático com os outros e o mundo.

DIRETRIZES PARA O TRATAMENTO DE USUÁRIOS DE CRACK É PUBLICADA PELO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Diretrizes Gerais para Assistência Integral ao Crack, é o título do documento publicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que visa tratar os dependentes do uso do crack. Segundo o documento, apresentado em forma de protocolo, os procedimento adotados para o tratamento dos usuários devem seguir três eixos: policial, saúde e social.

O eixo policial se responsabiliza por ações de inteligência com objetivo de reprimir a entrada de drogas no país, assim como, também, mapear os principais pontos de venda do crack. O eixo saúde será responsável pela estruturação e capacitação do sistema público de saúde para receber usuários. Mais a implementação de Centros de Apoio Psicossociais (CAPs), hospitais de apoio e grupos de autoajuda. Já o eixo social prevê a criação de centros de convivência com biblioteca, lazer, cultura e inclusão digital.

O presidente do CFM, Roberto Luiz D’Avila, durante o lançamento do protocolo, cobrou do governo federal financiamento condizente com a necessidade do enfretamento do problema.

“Precisamos que p poder público financie adequadamente essas ações. São ações múltiplas, não só ações de tratamento médico e emergencial na fase aguda”, disse.

Por sua vez, o vice-presidente do CFM, Carlos Vital Lima, pediu ao governo federal aumento no financiamento no combate ao crack.

“Precisamos ter um tratamento sistematizado. Não é uma questão apenas terapêutica, no sentido de medicamentos. É preciso enfrentar os fatos sociais que são múltiplos, ter uma rede integrada de assistência. Processos de ordem social, como o desemprego, têm que ser combatidos. A questão do apoio do ponto de vista psicossocial tem que ser feito de maneira integrada”, disse Vital Lima. 

DEUS E OS ESPÍRITOS DO CAMPO ENCONTRAM-SE NA METAFÍSICA DE CHÁVEZ PARA VENCER E VIVER

O inquieto bolivariano presidente da Venezuela, Hugo Chávez, depois que foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor canceroso na pélvis, em Cuba, amparado pela ciência médica da Ilha, vem desenvolvendo um transtorno que já era esperado em situações como essas em pessoas como ele. O TAPP: Transtorno da Ansiedade Politicamente Participativa.

Talvez, como um nietzscheano, Chávez tenha visto durante sua doença a potência criativa da vida e, por isso, tenha desenvolvido esse transtorno. O transtorno da vontade do viver. O viver a vida como um combate permanente. Não um combate bélico contra inimigos imobilizados como os zumbis do capitalismo, mas um combate da produção do necessário saído da potência da vida. A produção que liberta a potência reprimida, que se encontra em estado entrópico determinada pela força do medo criada pelo capitalismo predador – que tautologia: todo capitalismo é predador. A produção cujo tempo da vida é vivido livre e criativamente.

Daí que Chávez, no twitter, mandou para seus patrícios mensagem com teor metafísico, afirmando que onde diz que se encontra ansioso para voltar com toda força para suas atividades de presidente do país bolivariano. E que, para ajudar em sua convalescença e restabelecimento, tem se apegado fielmente a Deus e aos espíritos do campo.

Olá, meus queridos companheiros! A partir daqui, Chávez, paciente, na batalha pelo retorno completo! Com meu Deus e os espíritos do campo. Viver e vencer!”, twuittou Chávez.

O CÂNCER DE CHÁVEZ E A PATOLOGIA DA DIREITA E DA MÍDIA SEQUELADAS

Diante de sua redução intelectiva e ausência de planos políticos, sabe-se que a direita, de outrora e de agora, daqui, dali, de qualquer lugar, emprega sempre qualquer tipo de fraude para tentar “derrotar” seus adversários. Às vezes, em sua impotência, quando já está estrebuchando de desespero, algum acontecimento vem trazer à direita algum alento, podendo ser até mesmo uma doença. Neste caso, em seu frenesi patológico, a direita vibra com a doença do adversário, tentando a partir de toda forma de sordidez, minar as forças deste.

Em todos os casos, na doença da doença, a direita conta sempre com o apoio sequelado da grande mídia carpideira. Esse quadro patológico foi o que se viu quando no início de 2009, no Brasil, a direita e a mídia souberam que a candidata de Lula à Presidência, Dilma Vana Roussef, estava acometida de um câncer. E é também o que a direita e a mídia da Venezuela fazem ao descobrir que o presidente Hugo Chávez está com câncer, este o motivo de sua estadia prolongada em Cuba. Há dias que a a-posição venezuelana afirma que o país está sem presidente e exorta o vice-presidente Elias Jaua a assumir a Presidência, o que seria um golpe de Estado. Enquanto isso, a mídia, de forma torpe, especulava a doença que acometia o presidente.

Somente ontem, em um vídeo enviado ao povo venezuelano, Chávez tornou público que está acometido de um tumor maligno na região pélvica. “Fidel Castro em pessoa, o mesmo do quartel Moncada, o mesmo do (barco) Granma, o mesmo da Sierra Maestra, o gigante de sempre, veio me anunciar a dura notícia da descoberta cancerígena”, relatou Chávez, durante pronunciamento à população.

O ardil da direita e da mídia se dá principalmente porque Chávez já anunciou que será candidato à reeleição no próximo ano, e parece imbatível. Por isso a direita e a mídia se agarram ao câncer de forma maligna e ignominiosa. E, no caso de Chávez, não é apenas a direita e a mídia venezuelanas, mas de toda a América do Sul e também dos Estados Unidos, uma vez que, como já dissemos neste bloguinho intempestivo, Chávez foi a grande potência que impulsionou a desterritorializa da América do Sul, liberando-a da dominação ianque.

Mas todos os grupelhos e meios parasitários recuam frustrados em seus intentos. Ao contrário do que queriam, o vice presidente Jaua diz que nada vai interpor ele e Chávez e que a revolução bolivariana há de prosseguir sem entraves. “Com otimismo e esperança do presidente temos que, povo e governo, continuar avançando. Exortamos todos os poderes públicos a unir-se na consolidação do Estado democrático”, afirmou Jaua em um comunicado público na Palácio de governo, acompanhado da maioria do gabinete.

Outro fator que desespera a direita e a mídia é que Chávez está sendo tratado em Cuba, um país que, a despeito do embargo econômico que tentou – e tenta – há meio século barrar seus avanços, tem a medicina que é considerada a melhor do mundo. Se Chávez se cura do câncer, é uma vitória socialista em todos os planos.

O câncer, em si, nada tem a ver com esse câncer maior, produzido pela direita e a mídia, que, em sua patologia, tentam minar a vitalidade do Estado democrático venezuelano e de toda a América Latina. É contra esse câncer maior que o povo venezuelano toma a Praça Bolívar, em Caracas. Como na afirmação do jornaleiro Pedro Contreras: “Não sei, meu coração me diz que alguma coisa mais está acontecendo. É uma situação perigosa. Hoje à noite não vou dormir, estou vigilante”.

Em vigília está todo o povo sulamericano. Daqui do Brasil, enviamos a Chávez duas experiências de como combater esse câncer maior, que quer se alastrar por todos os espaços. Uma, a do vice-presidente dos dois governos Lula, de José Alencar, o amante da vida, que em nenhum momento deixou abater-se sua singularidade e sua atuação. Outra, a de Dilma, que não somente se curou do câncer, como ainda se tornou a primeira presidenta brasileira.

Cada corpo vivencia suas experiências, o que importa é que o câncer pixelizado da direita e da mídia não possam minar/capturar os avanços do corpo-Chávez. Uma potência democrática.

DILMA EM MANAUS PARA LANÇAR PROGRAMA DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DE MAMA E CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

Em sua primeira viagem oficial ao Amazonas, estado que lhe deu o maior percentual de votação nas eleições passadas, a presidenta Dilma Rousseff chega daqui a pouco para promover, juntamente com ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o lançamento do programa de Fortalecimento e Prevenção do Câncer de Colo de Útero e do Câncer de Mama.

A passagem de Dilma será rápida, mas fundamental, já que estes tipos de câncer estão entre as principais causas de morte de mulheres no Brasil, sendo que a procura por exames que deveriam ser rotineiros, como a mamografia e o papanicolau, é baixíssimo no Amazonas.

Segundo o Ministério da Saúde, “dentre as principais ações do Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo do Útero, o Governo Federal vai garantir o acesso ao exame preventivo e com qualidade às brasileiras com idade entre 25 e 59 anos de idade – população-alvo do programa. O objetivo é que, após a realização de dois exames anuais consecutivos com resultado negativo para o câncer, as brasileiras passem a fazer o exame preventivo a cada três anos. Já para o Câncer de Mama, o objetivo é ampliar o acesso aos exames de prevenção do câncer de mama. Quando detectado precocemente, este tipo de câncer apresenta elevada possibilidade de cura”.

Para implementação do programa, serão disponibilizados R$ 4,5 bilhões, inseridos na Política Nacional de Atenção Oncológica, os quais deverão ser aplicados até 2014.

Acompanhando Dilma e Padilha, virá também um grupo de mais de dez mulheres midiaticamente conhecidas, sendo cantoras, atrizes televisivas e desportistas.

VPH INFECTA METADE DOS HOMENS

Há muito que as informações sobre a Doença Sexualmente Transmissível (DST) denominada VPH (Vírus do Papiloma Humano) ou HPV (Human Papiloma Virus, em inglês) davam conta de que sua maior incidência era nas mulheres, correspondendo a uma porcentagem média de 20%. No entanto, um estudo realizado concomitantemente no Brasil, México e Estados Unidos verificou que o número é bem maior nos homens, atingindo cerca de 50% destes. Foram analisados pelo estudo 1.159 homens na faixa etária entre 18 e 70 anos, todos residentes em São Paulo, em Cuernavaca (Flórida) e na Flórida (Estados Unidos).

Durante muito tempo acreditou-se que o VPH caracterizava-se apenas pelo aparecimento de verrugas comuns pelo corpo. Nos últimos anos, há estudos no Brasil que demonstram que mais de 90% das mulheres que tiveram câncer uterino foram antes infectadas por este vírus, o que acarretou a ligação premeditada. Mas com o atual estudo percebeu-se que também nos homens o VPH é altamente cancerígeno.

Um dos problemas para se conter doenças associadas ao VPH é que métodos como preservativo não são eficazes, pois o VPH pode desenvolver-se fora de regiões genitais. Segundo o estudo, o VPH está altamente associado ao câncer oral, podendo ser contraído por relações sexuais ou mesmo pelo beijo.

Não querendo colocar ‘grilo’ na transa de ninguém, mas a questão é de urgência de saúde pública. Portanto, se queres por longos anos as experiências cósmicas do sexo liberador, nada como conversar com o companheiro, com a companheira – seja hétero, homo, bi, trans e outras opções sexuais – e com uma saudável higiene prolongar essas sensações.

PESQUISA MOSTRA QUE A POPULAÇÃO QUER MAIS MÉDICOS E MENOS ESPERA NO SUS, MAS SÓ ISSO NÃO MUDA A FACE DA SAÚDE PÚBLICA

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou hoje, dia 9, pesquisa realizada junto a 2.773 pessoas entre os dias 3 e 9 de novembro de 2010, que revela que a população brasileira tem como temas de suas maiores reivindicações referentes a Saúde a diminuição da demora no atendimento nos postos e centros de saúde e o aumento de médicos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa, que teve como objetivo principal compreender quais as percepções e entendimentos da população quanto à atuação do SUS em suas existências, realizou perguntas sobre planos de saúde e seguros privados.

O estudo mostrou que 46,9% dos entrevistados sobre atendimentos em postos e centros de atendimentos sugeriram que a quantidade de médicos fosse aumentada. Dos entrevistados sobre médicos especialistas, 37,3% também sugeriram que fosse aumentado o número de médicos. Já nos serviços de urgência e emergência, 33% afirmaram que é preciso aumentar o número de médicos.

A pesquisa também mostra a opinião de pessoas que têm planos de saúde e porque elas optaram por esse serviço. O estudo constata que 40% optaram por esse serviço por causa da rapidez nas consultas e exames; 29,2% por ser um benefício oferecido pelo empregador; e 16,9% pela liberdade de escolher o médico para ser atendida.

Dos entrevistados, 39,8% apontaram como principal problema dos planos os preços das mensalidades, e 35,7% o fato de que algumas doenças não são cobertas pelos planos.

Depender do atendimento nos hospitais públicos é horrível, não tenho como pagar um plano de saúde e toda vez que preciso desse serviço fico horas e horas na fila de atendimento e espera, fora a falta de preparo de funcionários. Tem que ter mais médicos e menos hora de espera nas filas. Estamos na capital do país e os políticos não fazem nada”, analisou Selma Maria da Costa, de 35 anos, moradora de Brasília.

A análise de Selma Maria da Costa mais o resultado da pesquisa do Ipea mostram qual é o quadro real do atendimento no Brasil, apesar da política socializante da Saúde que carrega o SUS. As queixas são gerais. Poucos médicos, funcionários despreparados, falta de segurança para os funcionários e os pacientes, além da subserviência dos diretores dos postos, centros, SPAs e hospitais que são indicados para os cargos por suas relações com representantes do Legislativo e Executivo. Ocupando cargos por dependência, ficam acanhados em reivindicarem melhorias para as instituições que dirigem. É lógico que, eticamente, só o fato de aceitar indicação para um cargo dessa forma já é contra a saúde coletiva. O que confirma que não são médicos.

A análise de Selma Costa comprova a inexistência de uma política pública de saúde nos estados que se encontre próxima da população. Ela se surpreende por morar em Brasília, mas no Amazonas as queixas são piores, resultante de 30 anos de domínio governamental da direita, que jamais pensou saúde coletiva (como pensar se pensar é tão difícil?).

Sem contar com a ineficácia científica de muitos médicos que trabalham(?) nesses órgãos. Verdadeiros atentados à saúde da população. No caso do Amazonas, a maioria formada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Amazonas (UFAM), alienada do saber social, e agora chegando a parcela da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O caso da inépcia científica de muitos desses profissionais é tão grave que quando alguns deles se encontram em conversa, escondidos do corporativismo da classe, comentam o tema, à boca pequena dizem: “Quando um parente adoece, é preciso saber qual o médico que está de plantão”.

A companheira Selma Costa sabe que só aumentar o número de médicos diminui o tempo de atendimento, mas não muda a qualidade. É preciso uma reforma na consciência social que atinja a subjetividade que constrói o profissional alienado e ambicioso.

EM SÃO PAULO, TRANSEXUAIS PODERÃO RETIRAR ÚTERO E MAMA PELO SUS

A partir do final desse mês, o Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids, pertencente à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, estará oferecendo operação aos transexuais masculinos (mulheres que se sentem homens) que desejam retirar o útero e as mamas.

Segundo a notícia na Agência Aids, “os pacientes triados no CRT serão encaminhados para o hospital estadual Pérola Byington para avaliação e realização de histerectomia (retirada do útero).

Os transexuais terão atendimento personalizado, com quartos individuais e equipe treinada para lidar com as demandas específicas desta população. Já há, no ambulatório do CRT, cinco transexuais para serem encaminhadas”.

Após esse procedimento, a Secretaria também encaminhará, a hospital de referência ainda em processo de escolha, os transexuais para realizar a retirada da mama.

Trata-se de uma grande vitória contra a discriminação e a legitimação dos direitos desta população”, diz Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP.

Dede setembro de 2010, o Conselho Federal de Medicina considera que os procedimentos de retiradas de mamas, ovários e útero no caso de homens transexuais deixam de ser experimentais e podem ser feitas em qualquer hospital publico e/ou privado que sigam as recomendações do Conselho. O tratamento de neofaloplastia (construção do pênis) ainda não foi liberado e permanece em caráter experimental.

INTERVENTOR VAI TOMAR POSSE NA FUNDAÇÃO MEDICINA TROPICAL ATÉ A INDICAÇÃO DA NOVA DIRETORIA

Por força de uma ação pedida ao Ministério Público (MP) pela candidata ao cargo de diretora da Fundação Medicina Tropical, Dra. Graça Alecrim, que viu falhas no processo de escolha dos candidatos com base no novo estatuto modificado na gestão do então diretor da instituição, Sinésio Talhari, a escolha do novo diretor pelo governador do estado está sub judice.

De acordo com o entendimento da Dra. Graça Alecrim, os itens apresentados pela diretoria atual, para servirem de parâmetros para contar pontos na seleção dos candidatos, fere a livre concorrência, e exorbita a isonomia dos proponentes ao concurso.

Como o diretor atual da instituição, Sinésio Talhari, pleiteia continuar no cargo, portanto apresenta-se, também, como candidato, o tempo de sua gestão terminou hoje, dia 31. Assim ele, e todo seu corpo administrativo, mais os funcionários indicados, deixam seus cargos nessa data.

Diante do impasse jurídico, foi designado para ocupar o cargo de diretor da instituição, com função de interventor, a partir do dia 3 de janeiro, o médico Marcos Guerra, funcionário da fundação, e ex-professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), cuja atuação ocorrerá durante três meses, prazo em que se espera que tudo tenha sido definido e o novo diretor escolhido.

Enquanto isso, o ambiente no interior da Fundação Medicina Tropical é de visível disputa direcional, envolvendo quase todos os funcionários, sendo que a maioria se mostra pró candidata Dra. Graça Alecrim. Para seus adeptos, a direção atual não administrou o órgão com o sentido democrático que exige toda instituição pública. A inter-relação e a infra-relação com os agentes públicos da instituição se traduziram em incômoda distância. O que impediu a realização de uma coerente administração, visto que o espírito público desapareceu diante da posição hierarquizante exacerbada da direção em relação aos funcionários. O que chega até a refletir no desempenha do exercício médico/científico/humano, o fundamento da existência da instituição: paciente/terapia/cura. A gestão de Sinésio Talhali, segundo funcionários, se resumiu ao significante técnico representado em ostensiva propaganda arquitetônica. Alterações na estrutura física da instituição.

COOPERATIVA MÉDICA DISCUTE FORMA DE PROTEÇÃO A MÉDICOS AMEAÇADOS NOS SPAs

O Instituto de Medicina Clínica e Pediátrica do Amazonas, responsável pelo atendimento de algumas unidades do Serviço de Pronto Atendimento (SPA), em Manaus, diante das constantes agressões e ameaças que têm sofrido seus profissionais, reuniu na noite de ontem, em sua sede no Conjunto Kissia, para estabelecer a forma de proteção eficaz contra a violência que vem impedindo que os trabalhos médicos sejam desenvolvidos com segurança nessas unidades, conforme necessita a prática médica.

A decisão do instituto de se reunir e tomar essa providência foi provocada por alguns atos de violência sofridos por vários médicos em SPAs distintos. Um médico foi agredido fisicamente por um paciente no SPA do Bairro Redenção por se negar a conceder um atestado médico. O médico teve que fazer Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito, além de ser deslocado do lugar onde exercia sua atividade. Uma médica, do SPA de São Raimundo, foi ameaçada de morte por um paciente, presidiário cumprindo pena em regime semiaberto, por pedir que ele esperasse um pouco para ser atendido. A médica também foi à delegacia registrar queixa em Boletim de Ocorrência. Outra médica, no SPA Platão Araújo, recebeu um soco desferido por um paciente. Como os outros agredidos, a médica também registrou queixa em delegacia através de Boletim de Ocorrência.

Como já é do conhecimento da maioria dos profissionais que trabalha em SPAs, as agressões sofridas pelos profissionais vêm ocorrendo há muito tempo. Mas como houve um maior crescimento nas últimas semanas, e passou a ser um caso de polícia, o instituto resolveu tomar essa decisão que deve ser acompanhada pela Secretaria de Saúde. Um caso profissional que por lei tem que ter todas as proteções possíveis, por tratar-se de segurança de trabalho. O que não havia sido observado antes pelo instituto. De certa forma, até a necessidade de policiamento no interior da unidade.

Embora a medida tomada pelo instituto seja acertada, entretanto ela não resolve o problema de todo. Muitas das reações agressivas executadas por pacientes são derivadas do fato de haver um número muito grande para ser atendido, e a quantidade de médicos não é suficiente para atender tal demanda que é provocada, também, pelas péssimas administrações que ordenam que sejam atendidas todas as queixas de enfermidades. Mesmo as que não são urgências, que são a maioria. Chegando, de acordo com o SPA, a mais de duzentos atendimentos por dia. De forma que é profissional e humanamente impossível fazer saúde pública e medicina democrática, quando um médico deve atender um paciente em pelo menos durante trinta minutos, tempo aproximado para analisar seus sintomas. Além da falta de condição física e técnica que essas unidades apresentam. É uma realidade que confirma a falta de uma política de saúde pública que há décadas atinge o estado do Amazonas.

CONTINUAM AS AMEAÇAS AOS MÉDICOS E FUNCIONÁRIOS DO SPA DE SÃO RAIMUNDO

Manaus, como uma das cidades mais violentas do país, não tem um território funcional de seu corpus social que não esteja sob ameaça dessa perversa ação urbana. Ruas, comércios, bancos, escolas, igrejas, todos os territórios estão à mercê de qualquer tipo de violência, sejam assaltos, agressões físicas e psicológicas, chantagens, todas as séries produzidas pela patologia social urbana.

Todavia, uma dessas violências que mais chama atenção por sua peculiaridade, é a violência nos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs). A peculiaridade se mostra pelo fato de ser o órgão um lugar em que os usuários procuram terapias para suas enfermidades, mas que em razão da ausência de uma política de saúde no estado capaz de tornar o serviço de atendimento profícuo para a população, torna, em verdade, já em si mesmo, uma violência.

São números excessivos de pacientes que buscam atendimentos, que apesar da dedicação profissional dos médicos, enfermeiros, corpo técnico e assistentes sociais, o atendimento não se torna eficaz em face dessa quantidade de pessoas. Uma demanda que impossibilita um atendimento digno, respeitoso e científico, como exige a saúde pública. Os SPAs, cuja função precípua são os casos de urgência, distribui fichas para pacientes com uma simples coceira.

Assim, com uma grande demanda, decorrentes da falta de uma número maior de SPAs, e a ausência de uma pedagogia de esclarecimento à população sobre a função desse órgão de saúde, formam-se imensas filas, que levam alguns usuários a se irritar com a demora no atendimento, e então passam a ameaçar os médicos, enfermeiras, e funcionários do órgão.

Mais um caso profundamente preocupante ocorreu ontem, dia 16, no SPA de São Raimundo quando um rapaz, mostrando-se totalmente descontrolado, cujo comportamento causou medo aos outros pacientes, se voltou enfurecido contra a médica de plantão, ameaçando-a aos gritos e impropérios, porque a médica teve que ir para o seu almoço, no próprio estabelecimento, que durou nada mais do que 30 minutos.

Na volta, a médica sentindo que não havia condições emocionais para atender o violento rapaz, disse que não o atenderia, e o encaminhou para outra médica no consultório ao lado. Ensandecido, o rapaz voltou a ameaçá-la, obrigando-a a atendê-lo. A médica manteve sua decisão, e ele gritou afirmando que ela não sabia o que ia lhe acontecer. Pelo corredor, gritou que iria matá-la. Fato testemunhado por todos os presentes.

Foram chamados alguns policiais que fazem ronda na rua, posto que o SPA não tem segurança, que pegaram o ameaçador rapaz e perguntaram se a médica queria que ele fosse preso. Por sua vez, ela disse que não. O rapaz foi levado até o consultório da outra médica, para ser atendido em sua queixa médica. Sua queixa médica não passava de uma simples gripe.

Os funcionários, preocupados com a ameaça do meliante, disseram à médica que ela deveria fazer um Boletim de Ocorrência no Distrito Policial, o que ela fez. O rapaz é um preso cumprindo pena em regime semi-aberto.

Esse é só mais um caso de violência nesses órgãos de saúde em Manaus, cuja causa encontra-se na péssima administração do serviço público que envolve as ditas autoridades superiores até os administradores desses órgãos que ocupam os cargos de diretores como consequência de suas relações políticas.

CUIDEM-SE, VERMES! A VACINA VEM AÍ!

A empresa Ourofino, que tem seu corpo 100% nacional, estará produzindo a primeira vacina do mundo usada para o combate de vermes, especificamente a vacina contra a esquistossomose.

A esquistossomose – conhecida na linguagem popular como barriga d’água – que acomete 200 milhões de pessoas no mundo, em 74 países, causando a morte de 200 mil por ano, poderá, de acordo com a ação da vacina, estar com seu dias contados.

Para realização desse empreendimento científico nacional, a Ourofino comprou a licença da tecnologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Alvos Consultoria, que a detinha em seu poder desde 2005.

Falando sobre a atuação da Ourofino no campo da pesquisa científica, seu diretor de pesquisa e inovação, Carlos Henriques, disse: “A Ourofino é uma empresa que investe e acredita na pesquisa nacional. Entendemos que o futuro está na prospecção da biotecnologia e no controle das doenças por meio da prevenção.”

Confiante na produção da vacina pela Ourofino, a coordenadora da equipe que desenvolveu a pesquisa contra a esquistossomose iniciada no começo da década de 90, e que logo depois descobriu a proteína SM 14, antígeno contra o verme Schistossoma mansonin, causador da esquistossomose, a cientista, pesquisadora titular da Fiocruz, médica Miriam Tendller, afirmou: “De nada adianta tanto esforço se as pesquisas permanecem dentro do laboratório. A tecnologia gerada precisa chegar às populações a que se destinam e para isso precisamos de parceria industrial.”

Na evolução da pesquisa descobriu-se que a mesma proteína SM 14 serve também de proteção contra a fasciolose hepática que no mundo atinge 300 milhões da cabeças de bovinos e ovinos, causando prejuízo de mais de três bilhões de dólares. E a Ourofino já se encontra trabalhando em uma vacina contra o mal.

O Brasil é primeiro país em desenvolvimento em criar uma tecnologia para o controle de uma doença endêmica. E a Ourofino, que se orgulha de ser 100% brasileira, vai tornar a pesquisa realidade”, afirmou confiante o presidente-fundador da Ourofino, Norival Bonamichi.

MPF VAI ACOMPANHAR PROCESSO DO MEC QUE ACABA COM CURSO DE MEDICINA DA NILTON LINS

Quando no início de 2008, o Ministério da Educação (MEC) apresentou novas regras para os cursos de Medicina, deve ter tirado o sono de reitores e secretários de saúde — principalmente da família Alecrim, que ocupava os dois cargos, na SUSAM e na Nilton Lins.

A criação do curso de Medicina da Nilton Lins seguiu os ditames do desregramento da criação de diversas universidades particulares e de multiplicação exponencial de cursos e vagas nas já existentes e nas recém-criadas nos tempos de Fernando Henrique. Calcula-se, pelos números do próprio MEC, que as faculdades de medicina tenham pelo menos dobrado neste período.

Àquela época, tocante à Uni Nilton Lins, do então governador Eduardo Braga (à qual o ministro da Educação, Fernando Haddad, já havia cortado o número de vagas do curso de Direito), perguntávamos aqui neste bloguinho, conforme o texto do link acima: “Como ficará o curso de medicina da Nilton Lins, implantado pela família Alecrim (a coordenadora do curso é a esposa do secretário, Graça Alecrim), que teve a aprovação do MEC de Paulo Renato Souza em tempo recorde, quando de sua implantação?”

Um ano depois, devido ao enganoso universal dos 100 anos da Universidade Federal do Amazonas, questionávamos, também aqui neste bloguinho a imbricação de todas as universidades do estado do Amazonas, principalmente da capital, Manaus, mormente a falta de capacidade de questionamento do ex-alunos, agora profissionais, para sequer incomodar a consciência mercadológica-apologética: “Consciência essa que não se afasta sequer por um milímetro da imagem (idéia equivocada) patologizada do complexo de inferioridade: ‘Fazes medicina onde?’. ‘Nilton Lins, e tu?’. ‘Ih, foi mal, a minha é federal’. Pergunta-se: Onde se formaram os talentosos professores que dão aula nas universidades particulares?”

A ILOCUTÓRIA RESPOSTA DA NILTON LINS

Dois anos depois, como o Centro Universitário Nilton Lins não cumpriu os pré-requisitos cobrados pela equipe coordenada pelo médico Adib Jatene, que, a despeito de ter sido ministro de FHC – apesar disso, um bravo defensor da CPMF -, que definiu as novas regras de funcionamento das faculdades de medicina no Brasil, o MEC instaurou um processo administrativo para desativação do seu curso de Medicina.

Conforme a Nota Técnica nº 143/2010 CGSUP/DESUP/SESU/MEC, “o Centro Universitário Nilton Lins não cumpriu satisfatoriamente as medidas e condições estabelecidas em Termo de Saneamento de Deficiências celebrado com a Secretaria de Educação Superior em relação ao seu curso de Medicina ofertado no município de Manaus/AM, especialmente em relação a aspectos essenciais para o efetivo saneamento e a reestruturação do curso”.

Acrescente-se ainda na mesma nota a preocupação do MEC com a “possibilidade ou fundado receio da ocorrência de lesão irreparável ou de difícil reparação ao direito da coletividade representada pelos alunos e possíveis ingressantes nos cursos”.

Não obstante, a universidade recorreu e o MEC acabou por atenuar a medida cautelar administrativa para permitir a oferta de sessenta vagas anuais para o curso de Medicina da Uni Nilton Lins. Por tal o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) instaurou hoje (20), por sua vez, “inquérito para apurar processo de supervisão do curso de medicina da Nilton Lins” pelo MEC:

O MPF/AM solicitou da reitoria do Centro Universitário Nilton Lins uma cópia do Termo de Saneamento de Deficiências firmado com o MEC para o curso de Medicina, além da lista de providências adotadas ou a serem adotadas pela instituição para assegurar a qualidade do curso e o atendimento das exigências. O MPF/AM determinou também que a Secretaria da Educação Superior do MEC encaminhe cópia integral do processo de supervisão do curso, além das providências a serem adotadas em caso de eventual desativação.”

Para conferir a portaria completa do MPF em pdf, clique aqui.

Quanto àquela pergunta de “como ficará o curso de medicina da Nilton Lins, implantado pela família Alecrim, que teve a aprovação do MEC de Paulo Renato Souza em tempo recorde, quando de sua implantação”, a resposta parece ser só uma: NÃO FICARÁ.

MINISTÉRIO DA SAÚDE QUER PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL DESDE A INFÂNCIA

Falando na 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental que se realiza em Brasília, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que é preciso trabalhar na promoção da saúde do indivíduo desde sua concepção, através de ações intersetoriais que envolvam outros ministérios. Como exemplo, o ministro fez referência ao Projeto Brasileirinhos e Brasileirinhas Saudáveis: Primeiro Passo para o Desenvolvimento Nacional, cujas experiências em alguns municípios do Brasil vem demonstrando bons resultados.

Precisamos de políticas intersetoriais voltadas à mulher na gestação, na atenção ao parto e na capacidade dessa mãe de cuidar de seu bebê até os cinco anos. É nesse período que se estrutura, do ponto de vista biológico e psíquico, o que vai ser o futuro cidadão.

Precisamos evitar que a doença se instale no desenvolvimento emocional primitivo do indivíduo, nos primeiros estágios da vida. Isso tem muito a ver com evitar o transtorno mental e a drogadição quando esse bebê se tornar jovem e adulto.

A principal conquista da reforma psiquiátrica é a luta contra o estigma, o preconceito e a exclusão. Temos que defender a reforma psiquiátrica como um patrimônio do Brasil. Ela não será estagnada como querem alguns movimentos conservadores”, afirmou o ministro.

NO BRASIL 23 MILHÕES DE PESSOAS SOFREM DE TRANSTORNOS MENTAIS

A Sociedade Brasileira de Psiquiatria divulgou estudo que mostra que 23 milhões de brasileiros sofrem de algum transtorno mental. O que corresponde a 12% da população brasileira. Entre esse percentual, 5% sofrem de transtornos graves e persistentes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, os transtornos predominantes são ansiedade, depressão e transtornos de ajustamentos. Quanto à política de saúde mental no Brasil, há uma maior prioridade para os transtornos como esquizofrenia e transtorno bipolar, considerados os mais graves. Em sua política de saúde mental, o governo brasileiro aplicou R$1,4 bilhão. Essa verba tem uma relação direta com a Lei da Reforma da Psiquiatria, Lei nº 10.216/2001 cujo investimento é mais direcionado para a aplicação de uma terapêutica que venha a auxiliar no tratamento da loucura e estimular o processo de desinstitucionalização dos usuários de hospitais e clínicas psiquiátricas, fazendo com que eles possam viver com suas famílias ou nos centros comunitários.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 400 milhões de pessoas são afetadas por transtornos mentais, o que faz com essas pessoas tenham dificuldade de participar no mundo como sujeitos produtivos e transformadores.

Com a Reforma da Psiquiatria, que obrigou a mudança de métodos em relação aos pacientes, foram criados em alguns dos estados do Brasil os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), entretanto ainda há uma grande influência do antigo método de internação manicomial prolongada.

Embora tenha havido uma grande mudança nesse tema psiquiátrico, alguns estados ainda não possuem instalados em quantidades suficientes para suas demandas seus territórios, esses CAPS. No caso do Amazonas, que tem uma população de 3 milhões de habitantes, só foram instalados apenas quatro. E exatamente como ocorre com os estados do Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Tocantins, Alagoas e Distrito Federal, no Amazonas ainda não foram instaladas as residências terapêuticas.

MÉDICOS COOPERATIVADOS CONQUISTAM SALÁRIO BOM, MAS AMEAÇAS NÃO ACABARAM

Qual é o valor do salário mínimo? Só sabe o Presidente Lula, seu governo e os trabalhadores que o recebem. Hoje está R$ 515,00, nos informa uma aposentada do INSS que declarou seu voto para a candidata Dilma Rousseff para presidenta do Brasil, para que continue os programas sociais do Sapo Barbudo.

Qual é o valor do salário de um professor? Depende, declara um docente da Prefeitura. Se tiver trabalhando há 14 anos no município, recebe o subsídio de R$ 1.279,01. Na SEDUC, com cinco anos, processo seletivo, com uma carga horária de 20 horas, sai a bagatela de R$ 1.019,90.

Qual é o salário de um médico terceirizado trabalhando no Estado, que deveria possuir seus próprios médicos efetivos, aprovados em concurso público?

Após a ameaça de greve coordenada pelo Instituto de Cirurgias do Amazonas – ICEA, depois também da ameaça de prisão feita pelo promotor Mirtil Fernandes do Vale contra a diretoria do referido Instituto, eles aceitaram o reajuste de 8,58% que eleva o salário mensal dos médicos para R$ 17.600,00 por mês. Com o reajuste, os médicos, que ganhavam R$ 1.023,00 por plantão de 12 horas, passarão a receber R$ 1.110,00.

O pior é o seguinte, mesmo com esse salário, já ameaçaram o governo que em novembro deverão voltar a negociar.

Lendo os matutinos de ontem e seguindo as orientações de um professor Lituano, Antropólogo autodidata que lecionava Antropologia Cultural no extinto Centro de Estudos de Comportamento Humano – CENESC, na Avenida Joaquim Nabuco, Padre Salesiano, Kazys Beksta (Padre Casimiro) nos falava que devíamos sempre ler as colunas sociais dos jornais e de quebra passar pelos classificados. Por quê? Perguntávamos. Ele respondia – são nessas colunas que as notícias estão escondidas.

Desde essa época, sempre tivemos a curiosidade de procurá-las. E hoje, passando exatamente por essas colunas, nos deparamos de novo com mais uma notícia-ameaça, que jornal nenhum estampou, comentou, divulgou. Ganharam dinheiro, é claro, pois um edital desse não é barato. Neste blog nós publicamos de graça, porque acima do lucro, nossa flechada visa promover o debate, principalmente quando a vida corre perigo. Leiam conosco:

O presidente da COOPERCLIM AM – Cooperativa de Clínica Médica do Amazonas, convocava todos os cooperados em número de 102 para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 24 de maio de 2010, no Auditório do Conselho Regional de Medicina, às 18 horas com 2/3 dos cooperados presentes e às 19:00 horas com a metade mais um, para deliberarem a seguinte ordem do dia:

1. Definição do valor do capital da firma;

2. Encerramento das Atividades na Policlínica Danilo Corrêa e

3. Seguro Vida em Grupo/SERIT.”

Assina o edital o senhor Emerson Rios Carvalho Sena, Diretor-Presidente

Para quem não sabe, a Policlínica Danilo Corrêa fica situada na Avenida Noel Nutels, na Cidade Nova I. Atende milhares de pacientes. É mais uma Policlínica que deverá ficar sem médicos. Voltamos a insistir naquilo que publicamos recentemente neste blog. A cada dia que passa o Estado do Amazonas fica refém dessas cooperativas médicas.

Não adianta o Secretário de Saúde, Aguinaldo Costa, dizer que não há médicos especializados suficientes para dar plantão.

O que é necessário é a realização de concurso público, com Edital em nível nacional para termos médicos efetivos do Estado, acabando de uma vez por todas com o monopólio dessas firmas (não são cooperativas?) e do famigerado Processo Seletivo.

Enquanto isso, todos os trabalhadores que recebem seus R$ 515,00 e os demais que ganham dois, três, caminham na busca de um Brasil que prossiga melhorando cada vez mais a vida das pessoas, com suas políticas sociais, educação, transportes e, claro, com dinheiro para comprar o rango, pois um povo bem alimentado é sadio, não adoece e aí estaremos nos lixando para médicos que deverão buscar outras profissões, porque as doenças não mais existirão e o povo será feliz e alegre.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE A DECLARAÇÃO DE ALEXANDRE GARCIA SOBRE TRANSMISSÃO VERTICAL DA AIDS

Quando o HIV foi detectado e identificado pelos médicos décadas atrás no século passado, houve um pânico geral. Havia quem acreditasse que a aids poderia ser transmitida por contaminação olfativa, assim como a gripe; que ela poderia ser transmitida por picada de carapanã, como a malária; que o simples fato de abraçar uma pessoa com aids ou abraçá-la… beijá-la na boca então, nem pensar. Logo, mas não tão rápido, todos esses preconceitos foram sendo derrubados.

Alguns ainda restam, no entanto, como se vê com a irresponsável declaração do globotário “jornalista” Alexandre Garcia quanto à chamada transmissão vertical (a transmissão da mãe para o feto). Ainda há quem pense que se uma mulher com aids fica grávida ela automaticamente transmite a síndrome à criança.

Seguindo um questionamento do companheiro Deusarino de Melo na Carta Aberta de Toni Reis a Alexandre Garcia – Uma Carta contra o Preconceito – o mui digno presidente da ABGLT, que já havia explicado em linhas gerais que essa forma de transmissão está em vias de extinção, nos encaminhou a Nota de Esclarecimento do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde que ora publicamos, com agradecimentos ao atuante presidente.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação à edição desta sexta-feira (7 de maio) do Boletim “Mais Brasília”, com Alexandre Garcia (ouça o áudio na íntegra), o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde contesta e esclarece as seguintes informações:

1. A infecção pelo HIV não restringe os direitos sexuais nem os direitos reprodutivos dos cidadãos. Como o próprio Alexandre Garcia afirmou na sua coluna, “a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Não permitir que pessoas que têm HIV/aids tenham filhos é tirar delas o direito à cidadania. Negar isso é violar os direitos humanos fundamentais.

2. É a segunda vez que o jornalista discrimina as pessoas que vivem com HIV/aids em suas declarações. Uma lástima e um retrocesso para o jornalismo brasileiro. A primeira vez pressupõe desinformação, a segunda é uma clara demonstração de preconceito. Com o avanço da terapia antirretroviral no Brasil, há comprovado aumento da sobrevida e melhora significativa na qualidade de vida dos soropositivos. O diagnóstico não é mais uma sentença de morte. Pelo contrário, essas pessoas hoje fazem planos, querem casar e constituir família.

3. A afirmação de que o Ministério da Saúde está estimulando pessoas com HIV a engravidarem é equivocada. A decisão de constituir família é pessoal. No caso das pessoas que vivem com HIV, o Ministério da Saúde deve fornecer informações que possibilitem ao profissional de saúde orientar cada pessoa que deseje ter filhos com as informações mais precisas – sempre embasadas na melhor evidência científica disponível. Países como a Itália e a Inglaterra publicaram, recentemente, recomendações semelhantes. Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) precisam saber sobre os métodos e riscos envolvidos nessa decisão, pois eles possuem esse direito – se assim desejarem – e já o fazem. Não cabe ao governo interferir no desejo da mulher de ter ou não filhos, mas sim permitir que essas mulheres que querem ser mães tenham seus filhos nas condições mais seguras para elas, para seus parceiros e para seus futuros bebês. Isso não é uma novidade. Em 2008, por exemplo, 3 mil mulheres sabidamente soropositivas engravidaram, comprovando essa realidade. O que se percebe na fala do jornalista é um preconceito descabido e uma desinformação que não condiz com o veículo sério do qual ele é porta-voz.

4. Desde meados da década de 1990, seguindo padrões internacionalmente estabelecidos, o Ministério da Saúde dispõe de um conjunto de diretrizes para prevenção da transmissão vertical do HIV. Essas medidas buscam a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos de brasileiros e brasileiras. Estudos nacionais e internacionais comprovam que, quando todas as medidas preventivas são tomadas – uso de medicação antirretroviral durante pré-natal e parto, inibição da lactação e tratamento do bebê por seis semanas – a chance de transmissão do HIV da mãe para o bebê é reduzida para menos de 1%. Ao afirmar que a iniciativa “é uma maluquice”, o jornalista demonstra desconhecer os avanços científicos que reduzem a possibilidade de transmissão do HIV para o filho. O comentarista também deveria saber que o simples fato de “respingar sangue” de uma mulher infectada pelo HIV, durante o parto, não é suficiente para que ocorra transmissão do vírus. O controle da infecção em ambientes hospitalares pressupõe rotinas com precauções universais, não só em relação ao HIV, mas também no que se refere a outras doenças. Além disso, vários artigos científicos sobre o assunto foram publicados recentemente, mostrando a correlação entre transmissibilidade do HIV quando a carga viral é indetectável no sangue, no esperma e nos fluidos vaginais. Tais estudos tornam mais claros os riscos, dependendo da situação clínica de cada indivíduo.

5. Reduzir o número de crianças infectadas pela transmissão vertical, como vem acontecendo no Brasil, tem sido um avanço. O Ministério da Saúde conta com o apoio da emissora para dar à população a informação correta, sem preconceitos, de forma inclusiva, permitindo que essas pessoas exerçam a sua cidadania. Uma declaração discriminatória, como feita pelo jornalista Alexandre Garcia, traz um enorme prejuízo para as pessoas que vivem com HIV/aids.

Atenciosamente,

Mariângela Simão
Diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

Para mais informações, acesse o portal:
http://www.aids.gov.br/

PATENTE DO VIAGRA DERRUBADA NO STJ

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ontem (28) que a patente do Viagra, pertencente ao fabricante Pfizer, acaba no próximo dia 20 de junho.

Para Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), “não foi concedido nem um dia a mais nem um dia a menos para a empresa, assim como diz a lei brasileira, que não prevê extensão de patente”. Segundo ele, a lei brasileira permite que um laboratório explore um medicamento no mercado por 20 anos.

Levando-se em conta a patente do tipo “pipeline”, que ser válido no Brasil uma patente em concomitância com o país de origem. O caso do Viagra se tornou confuso porque a primeira patente desse medicamento para disfunção erétil foi registrada na Inglaterra, em 20 de junho de 1990, a qual foi abandonada um ano depois. Segundo a Pfizer, a data válida seria a de quando o registro foi validado, ou seja, 7 de junho de 1991.

Mas o STJ deu ganho de causa ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) num score de 4 votos contra 1.

GENÉRICOS MAIS BARATOS

Sabendo-se que a patente é auferida sobretudo para fabricante não sair no prejuízo; ao contrário, segundo a Pró Genéricos, apenas em 2008, o Viagra vendeu mais de 2,9 milhões de unidades e faturou mais de R$ 160 milhões somente no Brasil. Ainda segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ele ocupa o posto de 11º remédio mais vendido do país.

Finotti disse também que ao menos sete laboratórios já estão com testes avançados na Anvisa para comercialização do remédio, por isso ele diz trabalhar “com o horizonte de que no dia seguinte ao fim da patente haverá produtos genéricos no mercado”.

Isso é ótimo para o usuário. De início, o preço no mercado deve cair ao menos 35% do valor atual, que varia entre R$ 25 a R$ 40. Com a entrada de outros laboratórios, a expectativa é que esse preço vá ficando cada vez mais acessível.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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