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INEP ESTUDA POSSIBILIDADE DE TRADUTOR DE LIBRAS NO ENEM

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estuda pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul para que os estudantes com deficiência auditiva que vão se submeter ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tenham direito a intérpretes ou tradutores de libras, a língua brasileira de sinais, na hora da prova. Para o MPF, o profissional deve ter aprovação em proficiência em libras e nível superior.

No entender do MPF, na hora do exame de redação o desempenho do candidato fica comprometido pela ausência desse profissional. “Atualmente a tradução de libras para o português é prejudica porque os profissionais não têm a devida habilitação.”

O Inep tem dez dias para responder à recomendação do MPF. Embora a recomendação não tenha valor de ordem judicial, o Inep vai observá-la para evitar futuras ações judiciais.

DIREITA VOLVER NO CHILE OURIÇA DIREITA DO BRASIL

A direita volver no Chile não excitou apenas os reacionários chilenos. Ultrapassou fronteiras. Chegou em todos os territórios das Américas – por que não dizer do mundo? -, onde ela não dormita um só segundo tal sua avidez capitalista. Nessa sua ultrapassem fronteiriça, ela mostrou seus tentáculos, principalmente no Brasil, que não satisfeita, e saudosa, com apenas sete anos fora do que ela alucina ser poder, e próximo às eleições gerais de 2010, babou de contentamento com Piñera eleito.

De acordo com seu entendimento – o mais baixo grau de inteligência, diria o filósofo Spinoza – a elevação da direita ao poder chileno, disputando com um candidato centro-esquerda, apoiado pela presidente Bachelet, com 81% de aprovação de seu governo pela população, e que não conseguiu ser eleito, permite-lhe acreditar que a eleição para Presidência da República, com seu eterno candidato Serra, está no papo.

Como a interpretação não é, fundamentalmente, atributo da razão, mas da imaginação e superstição, ao contrário do exame e da análise, fatores dialéticos, e como o que a move são suas próprias fantasias produzidas no absurdo de sua alienação, ela crê, de pés juntos, que Lula será a Bachelet de Dilma. Assim como Dilma será o Eduardo Frei de Lula nas eleições no Brasil. Um ridículo reducionismo que compromete a genitalidade dos personagens e sua opções sexuais.

Imobilizada nessa interpretação, e agora amparada pelas declarações do reacionário Piñera, afirmando que popularidade de governante não é transferida em eleição para o seu candidato, ela se pôs a ‘polivociferar’. E haja ‘agripinagem’, misturada com’ ‘demostenagens’ e ‘psdbzagem’, as vozes do múltiplo ignorante-ignóbil.

A POESIA DE NERUDA E LULA

Qualquer aluno da oitava série sabe que Marx disse que “todos os grandes acontecimentos e personagens históricos se repetem por assim dizer… a primeira vez como tragédia e a segunda vez como farsa”. Como tragédia, é o novo, onde cabe a eleição de Lula, em um Brasil amaldiçoado pela direita. Como farsa, em um passado próximo, a eleição de Fernando Henrique. No Chile, a eleição de Piñera, o velho conservadorismo apoiado pelas oligarquias chilenas, militares que participaram da ditadura, a classe média indiferente, uma grande parte da juventude alienada, e o antigo modelo político do tempo da sangrenta ditadura Pinochet.

Como o velho conservadorismo é uma subjetividade despótica mundial, não foi acidental que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou, em meio às suas fantasias farsescas, que Piñera – uma espécie de Berlusconi chileno, visto ser proprietário de um time de futebol, o Colo-Colo, e detentor de concessões de canais de TV, além de um dos homens mais ricos do Chile -, pode fazer grandes reformas políticas e sociais que a esquerda não fez no Chile, durante seus vinte anos no poder. Uma clara “lógica” de que se a direita ganhar no Brasil, fará as reformas que o governo Lula não fez. Diante dessa afirmação estapafúrdia de Torres, todo aluno da oitava série entende que ele não leu Marx. E o mais terrível é que ainda há sujeitos que afirmam ter sido o ensino antigo muito melhor do que o de hoje.

Deste modo, a interpretação da direita leva à desaparição antropológica, biológica, cultural, social, econômica, política, religiosa, e até esportiva, dos dois países, magicando em seus lugares a unicidade projetada por seu delírio. Para ela não contam as experiências originais de cada povo, que fazem com que cada um seja singular para o outro. Nisso, ela não vê que o povo, com Lula, carrega afecções que Neruda carregava com o povo chileno, e que não se encontram nos eleitores de Piñera. Afecções que não são capturáveis pelas enfermidades conservadoras. Aí a poesia de ambos. O que não há na cacografia da direita.

Mas há algo de bom para a democracia brasileira na interpretação da direita. Ela afirma que está se pelando (por nossa educação francesa, não podemos usar outro termo) de medo da Dona Dilma, e tem certeza que seu grande cabo eleitoral é Lula. E que ele vai compor sua potência de agir com o povo como modus de eleição da companheira. Esse medo mostra que, apesar da direita não ter lido Marx, e nem ter feito a oitava série, ela sente que a história se faz, apesar das contradições impostas pelos reacionários.

TRÊS MESES DO “NOVO” NA CIDADE DE MANAUS

Um governo que se localiza próximo a uma tirania ou ditadura caracteriza-se menos pelos seus adereços de ordem fascistas do que pelas interdições que carregam e tentam disseminar no plano das relações coletivas de um povo. Assim, uma ditadura não precisa dos militares para existir, assim como também podem existir governos tirânicos à esquerda e à direita, ao menos num plano ideológico.

A linguagem é uma das vítimas preferidas dos governos de interdição. A proibição de palavras, bem como a modificação do seu sentido são recursos usados pelas ditaduras. Assim, por exemplo, na obra “1984”, do indo-britânico George Orwell, os ministérios do Amor, da Verdade e da Paz cuidavam, respectivamente, do ódio, da mentira e da guerra.

Em Manaus, guardadas as devidas proporções em termos de inteligência, também já houve diversas manifestações de governos autoritários de interdição. Em uma eleição, anos atrás, o ex-governador, ex-prefeito e atual prefeito cassado, Amazonino Mendes, utilizou a justiça (outra distorção semântica…) para proibir durante o horário eleitoral gratuito, a palavra “sistema”, usada pelos adversários para se referir à máquina governamental usada por ele na campanha.

Mas, atualmente, é o uso da palavra “novo”, pela população, que vem sendo modificada a fim de, pelo humor, mostrar a ausência de um prefeito para a cidade

TRÊS MESES DO “NOVO”

Aos 90 dias da administração amazonínica, à guisa de medida cautelar debilmente segura pelo TRE-AM, e sob perigo iminente no TSE, a palavra novo é usada de forma irônica pela população e até por servidores municipais em diversas situações. Por exemplo:

O contribuinte que vai à SEMEF pagar uma conta e descobre que as facilidades que existiam desapareceram e acresceram significativas horas de espera em filas, exclama, ou ouve do servidor: “é a nova gestão!”.

Um comunitário vai até um centro de assistência social em busca de um curso profissionalizante, ou grupo de atividades infantis, adultas ou para a chamada terceira idade, ouve do funcionário que as atividades estão suspensas desde o início do ano, e exclama: “é a nova gestão!”.

Alguém que passa de manhã em uma rua atingida pelo plano emergencial da prefeitura, olha e não vê buracos. De tarde, depois de uma chuva rápida, passa pela mesma rua, e lá estão os antigos conhecidos, até maiores. E vê o barro que foi usado pelo plano de emergência na sarjeta, carregado pela força reveladora das águas. Exclama: “é a nova gestão!”.

Professores e servidores da educação pública, que precisam de licença médica ou de afastamento por outros motivos, e que têm direito à tal, quando procuram a administração da SEMED, recebem um sonoro não, além de ter que conviver com o atraso no pagamento da carga dobrada, no caso dos professores. Nos corredores, a frase: “é a nova gestão”.

Servidores da assistência social em regime de prestação de serviços, alguns tendo trabalhado abertamente na campanha do atual prefeito interino, frustrados ante à expectativa de regularização dos seus contratos – mais próximos estão de ser demitidos! – têm de ouvir a gozada de colegas: “é a nova gestão!”.

Funcionários demitidos, muitos que votaram na atual gestão, crendo supersticiosamente que não as haveria numa gestão amazonínica, ouvem quando chegam em casa: “é a nova gestão!”.

E assim vai, pelas ruas, praças, corredores, macas, salas de aula, centros comunitários, mesas de bar, púlpitos igrejais, a frase que marcou os três primeiros meses da administração breve de Amazonino. Mas não se engane o leitor intempestivo que só agora chega a este bloguinho. Desde os primeiros dias da “nova gestão”, o engodo marketístico já não enganava quem enxerga para além das imagens fantasmáticas da interdição ditatorial: nova gestão, só depois da cassação.

O MEDO DA MÍDIA-MAIOR E O FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

Passado o período do Fórum Social Mundial, FSM Amazônia 2009, eis que a mídia-maior, a chamada grande imprensa, continua procurando razões para desqualificar o evento.

Mesmo com o seu término, os jornalões e a grande mídia se esmeram em mostrar que o fórum foi um “fracasso”. No Estadão, por exemplo, questionou-se até as barracas e o lixo produzido pelo fórum. Tudo o que foge do padrão ou nega numa superficialidade os propósitos do fórum serve aos interesses. A questão é: por que?

O SIGNIFICANTE DESPÓTICO E O PAVOR DA MÍDIA-MAIOR

Presa a uma linguagem laminada, a imprensa afeita aos melindres do capitalismo é vítima da limitação semiótica: capturada pelo significante despótico, a ela só resta a repetição ad infinitum do mesmo discurso capturado pela ordem do ilocutório. Uma linguagem limitada, feita menos para comunicar do que para ordenar. Palavra de ordem, não comunicação.

Daí o pavor diante de elementos semióticos que rompam com esta ordem. Ou como afirma o filosofante Michel Serres: quando um átomo-letra entra na composição e provoca a declinação, temos outro texto, outra textura, outra realidade.

Daí a textualidade em rede semiótica do Fórum, com sua pluralidade linguística, seu liames, suas linhas de força, suas declinações, seus enunciados sem sujeitos, representarem uma ameaça à própria condição de existência da mídia-maior.

Como noticiar um acontecimento que foge aos parâmetros da sua limitada linguagem? Daí o pavor da mídia, que usa aquilo que conhece: procurar descaracterizar o adversário ao invés de seus argumentos.

Noticiar o Fórum Social Mundial é muito mais complexo do que noticiar o Fórum de Davos, mesmo em tempos de crise. É que a crise não evita que lá os códigos continuem os mesmos. Familiaridade epistemológica, ainda que reduzida.

É impossível para a mídia-maior compreender que os fluxos intensivos produzidos no FSM são elementos da polivocidade maquínica, incapturáveis pela codificação tradicional. Igualmente, para desespero deles, estes códigos-fluxo carregam uma potência democrática que transbordam o social de forma muito mais eficiente do que a grande mídia. Algo relevante ocorre, por exemplo, entre os blogues midialivristas e os grandes jornais e tevês: enquanto a diferença se marcar pela semiótica, os blogues levarão vantagem. O outro mundo possível já existe.

Daí a relevância de um fórum que não tem na seriedade uma de suas “virtudes”. Ao contrário, é contra a seriedade da sociedade de consumo que ele existe. Ainda que, para isso, certos signos desta sociedade sejam subvertidos pela caosmoticidade do Fórum Social Mundial.

NOVAS REGRAS DA LÍNGUA PORTUGUESA COMEÇAM A VALER

As novas regras de ortografia da língua portuguesa entraram em vigor no primeiro segundo no ano novo. Resultado de um acordo ortográfico entre os países de língua portuguesa, o tratado tem como objetivo eliminar diferenças ortográficas entre as grafias do Português em todos os países onde a língua é adotada. Segundo a linguista Stella Bortoni, da UNB, em notícia publicada na Agência Brasil, a unificação é importante no fortalecimento da língua como força internacional. Mas o leitor intempestivo não precisa ter pressa. Apesar da nova grafia passar a ser cobrada em vestibulares e concursos públicos, já a partir de 2009, haverá um período de transição em que a regra antiga e a nova coexistirão. No plano da Pragmática Linguística (e o trema caiu do “u”), o acordo não altera e nem consegue eliminar os elementos semânticos e semióticos que diferenciam o português falado em cada país. Como a língua, através da fala, dos dialetos, da literatura, não pertencem aos governos, mas são patrimônios públicos, não será por um acordo que se estabelecerá novas formas de falar. Somente na práxis é que a letra, como átomo constitutivo do corpus-linguagem, o movimento intensivo, o Novo. De qualquer sorte, também fisgado da Agência Brasil, este Bloguinho traz um resumo das novas regras de ortografia.

Brasília – Pelo novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa essas são as novas formas de se escrever. O documento unifica o idioma em todos os países que o adota e começa a valer hoje (1º) no Brasil. Até dezembro de 2012, a forma atual também é aceita. O resumo tem como colaboradora a professora Stella Bortoni, linguista da Universidade de Brasília (UnB). Confira:

ALFABETO
Hoje tem 23 letras, agora passa a ter 26. O k, w e y voltam ao alfabeto oficial, porque o acordo entende que é um contra-senso haver nomes próprios e abreviaturas com letras que não estavam no alfabeto oficial (caso de kg e km). Além disso, são letras usadas pelo português para nomes indígenas (as línguas indígenas são ágrafas, mas os linguistas estudiosos desses idiomas assim convencionaram). Na prática: nenhuma palavra passa a ser escrita com essas letras – “quilo” não passa a ser “kilo” – por serem “pouco produtivas” ao português, na opinião da linguista.

SOMEM DA ORTOGRAFIA

Trema: somem de toda a escrita os dois pontos usados sobre a vogal “u” em algumas palavras, mas apenas da escrita. Assim, em “linguiça”, o “ui” continua a ser pronunciado. Exceção: nomes próprios, como Hübner.

Acento diferencial: também desaparecem da escrita. Portanto, pelo (por meio de, ou preposição + artigo), pêlo (de cachorro, ou substantivo) e pélo (flexão do verbo pelar) passam a ser escritos da mesma maneira. Exceções: para os verbos pôr e pode – do contrário, seria difícil identificar, pelo contexto, se a frase “o país pode alcançar um grande grau de progresso” está no presente ou no passado.

Acento circunflexo: Desaparece nas palavras terminadas em êem (terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo de crer, ver, dar…) e em oo (hiato). Caso de crêem, vêem, dêem e de enjôo e vôo.

Acento agudo:

1 – Nos ditongos abertos éi e ói, ele desaparece da ortografia. Desta forma, “assembléia” e “paranóia” passam a ser assembleia e paranoia. No caso de “apóio”, o leitor deverá compreender o contexto em que se insere – em “Eu apoio o canditato Fulano”, leia-se “eu apóio”, enquanto “Tenho uma mesa de apoio em meu escritório” continua a ser escrito e lido da mesma forma.

2 – Desaparecem no i e no u, após ditongos (união de duas vogais) em palavras com a penúltima sílaba tônica (que é pronunciada com mais força, a paroxítona). Caso de feiúra.

USO DO HÍFEN

Deixa de existir na língua em apenas dois casos:

1 – Quando o segundo elemento começar com s ou r. Estas devem ser duplicadas. Assim, contra-regra passa a ser contrarregra, contra-senso passa a ser contrassenso. Mas há uma exceção: se o prefixo termina em r, tudo fica como está, ou seja, aquela cola super-resistente continua a resistir da mesma forma.

2 – Quando o primeiro elemento termina e o segundo começa com vogal. Ou seja, as rodovias deixam de ser auto-estradas para se tornarem autoestradas e aquela aula fora do ambiente da escola passa a ser uma atividade extraescolar e não mais extra-escolar.

EM PORTUGAL

Caem o “c” e o “p” mudos, como “óptimo” e “acto”. Passam a ser grafadas como o Brasil já fazia. Palavras como “herva” e “húmido” também passam a ser escritas como aqui: erva e úmido”.

A ARMADILHA LINGUÍSTICA DOS CLONES: OMAR, BRAGA, ALFREDO

O ministro Alfredo Nascimento afirma na propaganda eleitoral do seu candidato, Omar Aziz, que “tem a palavra do presidente Lula” de que terá recursos para investir na capital.

A frase é um recurso linguístico que tenta capturar o receptor através de uma ilusão criada pelo significante.

A palavra é uma construção fonética ou pictória que carrega um significado dentro da linguagem. Como a língua é uma relação humana, ela não tem “dono”, não pode ser convertida em propriedade, ainda que alguns governos tentem se apropriar de algumas palavras que carreguem significados perigosos para a sua existência. Principalmente os tiranos, que têm ojeriza à palavras como Amor, Liberdade, Conhecimento, Sexo, dentre outras.

Spinozianamente, a palavra é um corpo. Como tal, carrega intensidades que, em encontro com outros corpos, pode aumentar ou diminuir a potência de agir, ativando ou não a Vida. Mas este corpo-palavra é uma produção de outro corpo, o emissor, que carrega o corpo-palavra com afetos movimentadores de intensidades.

Assim a mesma palavra – democracia, por exemplo – pode ser proferida por Alfredo e por Lula, e nenhum dos dois será proprietário dela. No entanto, a semelhança entre a “democracia” de Alfredo e a de Lula terminam na grafia e na fonética da palavra. Enquanto Lula, mesmo com vários escorregões anti-democráticos que tem cometido, é de longe um democrata, para Alfredo, a palavra só tem efeito no seu conteúdo significante.

ALFREDO E A “REVOLUÇÃO” DOS CLONES

Alfredo, que participa da “revolução” dos clones (parceria Omar-zonino, Eduardo Brag-onino e Alfred-onino, todos clones do agora inimigo de ocasião, Amazonino), chegou à prefeitura praticamente como um desconhecido, ficou dois mandatos, e o legado de sua prefeitura se reduz às Palmeiras Reais dos canteiros dos divisores de algumas avenidas, que foram importadas à peso de ouro e morreram à míngua no forte calor manoniquim, e o Expresso, apelidado pela população de Extresso, que hoje está praticamente desativado, e que custou caro ao bolso do contribuinte local. Alfredo, à época chamado a assumir o ministério dos transportes indicado pelo seu partido, o então PL, hoje PR, hesitou em assumir, visto que as denúncias e dossiês fartos em provas de corrupção o aguardavam em Brasília. Assumiu com a vênia dos chamados caciques locais, e a garantia de que não seria atacado. Como Braga, é adepto das obras de ocasião, próximas ao período eleitoral, para tentar capturar a crença (e o voto) do eleitor inatento. Daí que surjam, agora, depois de muito tempo, notícias sobre a famigerada BR-319. Ou isso, ou Alfredo é mais um ministro de vitrine, aqueles que são nomeados como forma de contar com os votos da bancada do partido nas casas legislativas, mas que na prática não têm nenhum poder de decisão. Vide o caso das Minas e Energia, e o Sr. Edison Lobão.

É bom lembrar que, em matéria de censura, prática dos governos tiranos em proibir o uso de determinadas palavras, ou usar outras com um significado capturado aos seus interesses, os clones “-oninos” são reincidentes: em eleições anteriores, o seu clone-mor, Amazonino, já tentou judicialmente proibir o uso da palavra “sistema”.

LULA, E A CONCILIAÇÃO NÃO-DEMOCRÁTICA

Por que Lula, cujo candidato em Manaus é Praciano, permite que Alfredo cite seu nome na propaganda eleitoral de um adversário? Lula dá razões para isso. Com seu tom conciliatório, de quem não quer briga com os “aliados”, Lula abre margem para que, em todo o Brasil, oportunistas usem seu nome e colem à imagem do Sapo Barbudo aos candidatos alpinistas. Um equívoco anti-democrático de Lula, que prefere não usar – ou não tem consciência – da potência democrática que ele corporifica, e que é a potência democrática do Brasil. O mesmo equívoco que o levou a abraçar o foragido número 1 da Polícia Federal do Amazonas, Adail Pinheiro, em Coari.

Além disso, Lula, também a contento da chamada base aliada, não se posiciona claramente a favor dos candidatos que apóia nas capitais e principais cidades brasileiras.

Ao não ativar, nas suas palavras, a potência democrática que ele carrega e que está mudando o Brasil, Lula permite que outros políticos, estes sim corpos anti-democráticos, usem a sua imagem – consentida – para enfraquecer a política como práxis emancipadora do homem. Aí, Lula não pode ser considerado democrático. Sua palavra não vale, senão como mercadoria.

FERNANDO HENRIQUE: SETE LÍNGUAS, NENHUMA VOZ

Uma voz é uma práxis humana constituída essencialmente de elementos fisiológicos, sociais, psicológicos e intelectivos, cujas particularidades lingüísticas encontram-se em seu discurso construído por enunciados diversificados. É sempre uma expressão realizada em um conteúdo expresso. Seja uma voz particular, de um indivíduo; ou, uma voz geral, de um povo, é sempre produto da experiência social, a materialização da língua como instituição social.  No caso propriamente da língua instituição social, de onde a voz salta, pode-se encontrar duas unidades políticas sociais,  pragmáticas, rigidamente definidas. A língua como unidade padrão significada em uma semiótica dividida em três enunciados  de ordens que são: selecionadora — escolhe o que lhe é necessário por sua semelhança; classificadora — estabelece valores, e; hierarquizadora — determina posição. Estes enunciados de ordens se encontram em todo regime de signos como unidade lingüística dominante, como no caso do capitalismo. O modelo lingüístico despótico. A outro unidade é a que se chama de regime lingüístico de classe: toda voz é construída em uma classe social definida arquitetada principalmente por seus elementos econômicos. Desta forma, entende-se que a voz e a língua sintetizam a pragmática semiótica como manifestação semiótica de enunciação social significada.

O SETE LÍNGUAS

Fernando Henrique, em sua peculiar bazófia/invejosa, que o revela um exímio sabotador da velhice, afirma falar sete línguas e Lula nenhuma. Pelos meandros lingüísticos acima denotados e conotados, infere-se muito bem quais são as sete línguas orgulhos do sabotar da velhice: a semiótica dominante com seu regime de signos paranóicos — aquele que anuncia uma voz de comando paranóico, invariância de significados. A ecolalia: um significante saltando a outro significante formando a cadeia da redundância lingüística capitalística. O português que ele fala é o mesmo inglês, francês, italiano, etc, três construídos com as estruturas sígnicas do sistema capitalista. Logo, o sabotador da velhice não fala nenhuma língua. Para falar uma língua neste sistema teria que ser democrata. O que não é. Daí não possuir voz, pois a voz para deixar de ser apenas um instrumento sonora de reprodução de signos já estabelecidos em um sistema dominante definido, ela precisa ser uma enunciação de minoria, um dialeto dentro ou nas bordas da prepotente língua padrão. Tem que se tornar uma linha disjuntiva, uma variação, um devir-louco, a potência constitutiva do novo como democracia. A univocidade política do que se chama povo. E quem percorre, tece essa rede unívoca/democrática em alternações de forças/amigas? Quem faz ouvir esta voz? Lula! É lula que em suas viagens internacionais consegue, no meio da semiótica dominante, compor com dialetos democráticos locais que escapam de tal regime de signos. Sua inteligência, produto de suas experiências diretas com homens reais, lhe permitiu compreender que em um sistema despótico não pode existir democracia, só mesmo como figura de retórica à lá Fernando e Bush. O Sapo Barbudo compreendeu que a democracia é o outsider, o maldito, o estranho do capitalismo imperial decadente. Irmanado com o filósofo Nietzsche, compreendeu que a filologia não é a ciência das línguas, mas acima de tudo, arte de interpretar realidades para transformá-la. E aí também irmanou-se com Marx. Tudo que a insuficiência intelectual do sabotador da velhice não compreende. Por tal e qual, este sabotador é um deplorável (deplorável porque quanto mais democrata melhor para o mundo) confirmador das duas unidades políticas — sócias, pragmáticas: seleciona o mal, classifica a inveja, e hierarquiza a ambição; conceitos produzidos em suas experiências com homens abstratos da classe média. Por isso, no ocaso de sua mudez, o sabotador da velhice, comete as duas piores vilanias que um sujeito pode cometer contra si mesmo: uma, se auto elogiar, revelando o quanto se sente inferior a outro que toma como objeto de sua inveja, no seu caso psicanalítico, Lula; outra, precisar dos aplausos de alguém para se iludir com a alegoria das palmas que é necessário para a política nacional, no seu caso bufonado, o senador ecolálico, Arthur Neto.  No mais, a bazófia invejosa de suas sete línguas só serve para asseverar, que embora tenha se deslocado no espaço perceptivo, jamais saiu do lugar, simplesmente por ser desprovido de voz. E nessa denegação ontológica, não ouviu a democracia, portanto, não pode pensar democraticamente.

VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

O SUJEITO ARTHUR E OS CARTÕES CORPORATIVOS

Arthur é sempre sujeito de enunciado, nunca de enunciação. Jamais produz o novo através da linguagem, já que só consegue carregar em sua existência as imagens e signos-clichês da enunciação subjetivadora do Regime Significante Despótico, que anula a potência do corpo-fala. Agora, imaginem um sujeito de enunciado tentando se posicionar como “sujeito” numa frase. É o erro da sintaxe normatizada:

“Usei o cartão através de um assessor. Mas a responsabilidade dos gastos é minha. Se algum assessor me fez de bobo e gastou no que não devia, a culpa é minha” (Sobre o uso de cartões corporativos durante o tempo em que foi chefe da casa civil do governo FHC, onde existiram também irregularidades).

Lógica para Criança Xuxeada: 1) Se foi ele, a culpa é do assessor; 2) se foi o assessor, a culpa é dele, mas é do assessor, porque o fez de “bobo”.

É o “laranja” lingüístico – e jurídico, se for o caso. Assume a culpa em qualquer circunstância. Arthur fala em responsabilidade. Não sabe, sartrianamente, ser impossível assumir a responsabilidade de outrem.

Mas se Arthur já é “laranja” de FHC, de quem será o “laranja” de Arthur? Entre FHC (sujeito de enunciado) e o assessor, há apenas um sujeito. Sujeito-Sujeitado.

E agora, Sujeito?

E agora, sujeito?

DAS MINORIAS SEM (GRANDE) MÍDIA

Amanhã, dia 10, o Movimento dos Sem-Mídia fará uma nova manifestação, esta à frente da Rede Globo, em São Paulo.

Movimentando-se a partir das inquietações do Eduardo Guimarães, que entrou numa relação de vizinhança com muitas outras singularidades para compor uma potência democrática capaz de tentar diminuir a força da chamada grande mídia, desobstruindo os sentidos interditados pelo exagero de informações distorcidas e liberando o entendimento para outras formas de pensar.

O MSM, fundado como ONG oficialmente em 13 de outubro de 2007, e que já vem de uma manifestação no dia 15 de setembro diante do prédio da Folha de São Paulo, antes de ser oficializado como ONG, o que deixa mais visível ainda o caráter de fluxo político/comunitário do Movimento, que vem como potencialização da agregação de minorias excluídas do suposto poder dos mass media. Assim, participam blogueiros, entidades, ONG’s, estudantes, professores, jornalistas, enfim, todos que percebem na forma da grande mídia a incapacidade de qualquer dialogicidade a partir da razão.

Seguindo essa linha é que o MSM fará a manifestação de amanhã, sabendo que somente com alegria e inteligência se pode fragmentar o bloco de impérios como o da Globo e, afinal, descobrir que esses blocos, sendo vazios, pouca consistência têm ou terão quando se fazem aparecer outras linhas de atuação para além e aquém das informações que desinformam.

Os globotários, assim como os demais enrijecidos pela falseação capitalística da mídia, já estão sem compreender porque não conseguem mais (algum dia por acaso o conseguiram?) como gostariam manipular as eleições, os governos, a opinião pública e seus sinais de deterioração já vão muito agravados em seu próprio coração. E a internet vai abrindo outras linhas flexíveis, mesmo na alteração formal da ordem mercadológica, ou mesmo, e fundamentalmente, linhas de corte operados por minorias excluídas do controle que impossibilita a comunicação, forçando, portanto, a linguagem para proporcionar encontros democráticos, intensivos, éticos e livres…

MÍDIA X mídia

No entanto, há que se propor um entendimento diverso daquele que carrega a chamada grande mídia. A internet é também mídia, uma vez que é intermediária do chamado processo de comunicação. Igualmente, também está impregnada por blogs, sites e outros entes internéticos que carregam os mesmos códigos proferidos pela Globo, Estadão, Folha, Veja, Época, e seus iguais. Inclusive, estas empresas já possuem seus referentes na rede, oficialmente e através de pessoas que utilizam o espaço internético para disseminar os signos do capital produzido nestas grandes mídias. Assim, a questão não está no tipo de mídia usada. Não é uma briga Internet X Meios Tradicionais de Mídia, mas sim uma guerra de linguagem, um confronto de regimes de signos. O que ocorreu foi uma abertura tecnológica que permitiu ser a internet o meio (mídia) pelo qual se propagam idéias sem a ingerência obrigatória do regime significante do capital.

GRANDE MÍDIA E MÍDIA-MINORIA

A Grande Mídia trabalha somente com o Significante (parte do signo correspondente à unidade de representação, o som, no caso da pronúncia, os símbolos gráficos, no caso da escrita). O enunciado emitido, enfraquecido no seu vínculo com o significado não permite ao receptor decodificar a mensagem, ordenando-a dentro dos seus esquemas epistemológicos. Acontece então a impossibilidade do telespectador, leitor ou ouvidor da grande mídia, compreender a notícia num contexto de sua existência, a fim de que as informações possam ser incorporadas à sua cotidianeidade. O que o enunciado carrega, neste caso, é palavra de ordem, mais impositiva-imperativa do que discursiva. Daí o sujeito-receptor só pode compor com esta informação como sujeito de enunciado, restando-lhe obedecer, e reproduzir muitas vezes essa informação automaticamente. O mesmo acontece nos blogs e sites que reproduzem este regime na internet. As informações são as mesmas, e o enunciado redundante (do significante ao significante) produz os mesmo efeitos no internauta que sai da TV ou do jornal para o blog ou o site.

O trabalho de uma linguagem que rompa com esse regime significante do signo passa por desmontar esta estrutura impositiva do enunciado, permitindo a construção de outras formas de enunciação, que carregue a possibilidade de descodificação por parte do receptor, a fim de que o enunciado possa compor com a sua existência, permitindo-lhe incorporar esta informação, fazendo-se sujeito de enunciação. É abrir-se para outras possibilidades de expressão, produzindo notícias de forma que o receptor possa entender o contexto onde o fato está ocorrendo, e os interesses dos envolvidos, ampliando o acontecimento para além de sua banalidade; é ainda usando outras formas de expressão, como o humor, a potência criadora, a ternura, deixando escapar os fluxos desejantes do existir, deslocando assim a perspectiva padrão da seriedade e da falsa objetividade da Grande Mídia, tornando a informação menos significante, e mais signo-afetante, posicionando no mundo as pessoas diante do fato. É criando linhas alternativas aos blocos de ressentimentos criados pela força da mídia oficial. Foi assim, como ilustração, que o filósofo Félix Guattari, juntamente com outras pessoas, imigrantes e outros alienígenas do olhar paranóide da grande mídia puderam, na década de 80, com suas rádios piratas e ondas alternativas, minar o discurso autoritário das rádios oficiais da França, que não carregavam em suas programações nenhum elemento que escapasse à ordem do capital. Foi assim, outra ilustração, que a internet se transformou em meio para disseminação e contaminação de milhares de pessoas no Brasil inteiro, combatendo as produções factóides da grande mídia contra o governo e a candidatura de Lula em 2006, que trocavam emeios, faziam blogues, imprimiam notícias e levavam para discussão em escolas, centros comunitários e onde mais se fizesse possível a reunião de pessoas interessadas em algo além do vazio da mídia oficial.

É desta forma que o MSM, que tem mídia sim – não a grande mídia, que não tem voz e não oferece nada de interessante às pessoas – mas que produz um movimento de mídia-minoria, esta carregando plurivocidade de enunciados, que se faz não minoria pelo número, mas pela intensidade que a diferencia da ausência do movimento na chamada mídia oficial, pretende movimentar os acontecimentos políticos neste e nos próximos eventos.

O PRESTÍGIO DAS PALAVRAS

As palavras são recursos lingüísticos usados pelo homem como crença em um mundo imóvel e definido. A lógica da segurança como ilusão necessária à sua existência espaço-temporal. Ou história constituída. Modelo referencial para o desenrolar de suas ações. Por tal, dependendo da importância da época, algumas palavras são capturadas e se tornam elementos figurativos a-dialógicos exibidos no mercado da sedução lingüística. Status palavrório. Os clichês enfáticos dos momentos dominantes. Pérolas rolantes dos salões das estrelas das amenidades política, social, econômica artística, mística, etc. Sem elas não há dança. Quer dizer: o mundo não faz que gira. São palavras enunciadas solitárias, mas com grande força discursiva. Ou, palavras se destacando em um texto. De qualquer sorte, elas mostram em qualquer ocasião seus prestígios, pois sem elas o sujeito do discurso não é nada. Não é tido como inteligente, sério e responsável no território onde procura enfatizar seu estado de coisa. Deus, trabalho, ética, moral, segurança, educação, amor, vergonha, corrupção, natureza, são algumas das prestigiosas. Sem essa lógica da imobilidade lingüística, não dá para acreditar na seriedade de um homem se em sua atividade profissional ele, compulsivamente, não evocar a palavra Deus. Ainda mais se confessar-se temente a Ele. O governo Serra em São Paulo não se torna real se não atentarmos para seu marketing: “O governo trabalhando por você”. Assim como, em Manaus, a eficiência da prefeitura sem o seu: “A prefeitura mostrando trabalho”. O mesmo ocorre com o parlamento. Sem as enunciações sígnicas ética, moral, corrupção e vergonha, ele não é crível. Vejamos no nosso caso, principalmente se não forem enuciadas por nossos orgulhos telúricos, Jefferson Peres e Arthur. Já na promoção da fobia social, a segurança cai como um bem enunciativo incontestável a quem faz uso. “A educação que transforma”, excita os educalólogos. O amor, principalmente o “amor ao próximo”, faz um grande bem material ao seu usuário. Embora algumas palavras sejam mais prestigiadas em lugares particulares, entretanto, neste momento a palavra que é o bicho linguístico do glamour palavrório, é a tal da natureza. Mesmo sem ninguém apresentar o seu objeto e seu conceito, ela corre solta em múltiplas bocas e ouvidos. Nem o Ibama, o Inpa, o Gren peece, Ongs, igrejas, universidades, tecnologias… Está na crista da onda. Quer ser enturmado mundialmente? Enuncie: “natureza”. Até o Bush enuncia. Todavia, nunca esquecer a fonte usual deste carrossel palavrório, de onde saltam livres e soltas, sem nenhum pejo estas palavras calculisticamente aderentes: as mídias. Território da festa geral, próprio para o sedutor e inebriante desfile cacolálico regido pela entropia racional. Lá, onde não há movimento, só palavras prestigiadas.


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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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