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HIP-HOP AFIN NUM BREAK KINEMASÓFICO

Como vêm ocorrendo há um mês o espaço do cinema Kinemasófico se juntou com o Break do Hip-hop produzido por algumas crianças do Novo Aleixo, que organizaram um torneio de Break afinado. B’boys e B’girls que durante todo o mês de março estiveram disputando a eliminatória desta vez estavam na grande final. As duas duplas do crew que disputaram foram Maiconardo (Maicon e Eduardo) e Willian Júnior. Mas antes da competição a criançada curtiu o cinema

A LENDA DO VENTO NORTE

Título Original: La leyenda del viento del Norte
Ano: 1992
Diretores: Maite Ruiz de Austri, Carlos Varela
País: Espanha
Duração : 69 minutos
Sinopse (Resumo da História do Filme) : Duas crianças embarcam clandestinamente em um barco de caçadores de baleia. Durante a viagem, descobrem a dura realidade desde grandes animais e fazem de tudo para salvá-las. Porém eles correrão grande perigo pois um homem muito mau e poderoso se encontra no navio. Mas eles encontrarão um povo que vive recluso de quem pedem ajudas. Conseguirão eles salvar as baleias e acabar com a caça?
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Após o fim do cinema, as duplas se aqueceram e entraram na roda para a grande final. Apresentadas para o público as duplas começaram a dança break e mostraram que o estudo e dedicação à arte do hip-hop vale a pena.

Acima vemos algumas fotos da apresentação da dupla Maicon Douglas e Eduardo que esbanjaram muita técnica e habilidade em seus passos. Porém a dupla William-Junior também não ficou pra traz mostrando em sua coreografia em provocação a outra dupla, como podemos ver abaixo.

E a competição foi esquentando a cada apresentação que se alternava e o nível ficava cada vez melhor. Aos poucos as duplas foram introduzindo novos movimentos fervilhando a comunidade toda que estava presente. Palmas pra que te quero…

E após a disputa o B’boy que treina o Crew elogiou o empenho de todos os garotos que participaram do torneio, e disse que são muito talentosos tendo um grande caminho na dança break… Porém ele também caiu na roda e mostrou sua habilidade e prática para todos recebendo muitos aplausos.

Chegou então a hora da votação. O público presente estava muito entusiasmado com os concorrentes o juri popular decidiu por empate. Então o juri técnico formado por professores, alguns dançarinos e pais presentes decidiu os vitoriosos: a dupla Willian e (Anderson) Junior que ganharam dois pares de tênis e um kit hip-hop. O segundo lugar também recebeu um kit hip-hop e uma calça de break.

E para repor as energias todas crianças receberam as tradicionais pipocas salgada e doce seguidas de um delicioso e nutritivo bolo de cenoura tradicional da Afin. E enquanto for produzida a alegria nunca acaba esta noite a festa continua hoje a noite com a festa de Judas.

3 ANOS DO MOVIMENTO CRIANÇA KINEMASÓFICO

No último domingo o Kinemasófico, movimento criança que acontece todo os domingos no Bairo Novo Aleixo da não-cidade de Manaus, estava em um clima festivo comemorando os 3 anos deste encontro dominical.

O kinemasófico é como todas atividades da Afin, um trabalho gratuito que pretende trazer outros tipos de imagens e percepções diferentes das imoveis imagens existentes na mídia e muitas vezes na escola e na casa das crianças.

A comemoração começoucom uma conversa sobre esta experiência dos três anos em um trabalho com cinema, passando pelo curso de cinema, atividades de leitura, apresentações de dança e muitas outras atividades.Na fala das crianças percebe-se que o cinema já é uma realidade para as famílias e para o bairro e que cada domingo que passa participam mais criançase pais.

Outro fator importante levantado pelas crianças é que eles percebem a diferença das imagens que são assistidas na televisão e em alguns filmes que eles assistem em casa. Na foto acima Eduardo, Michael e Biel comentam sobre estas novas percepções que tiveram com o cinema e o que auxiliou em suas vidas.

Depois da conversa filosofante kinemasófica, chegou o momento onde as crianças deixam seu papel de apenas expectadores e se vêem como atores. Isto pois durante o ano são tiradas fotos das sessões de kinemasófico e alguns vídeos são feitos pelas crianças, então chega a hora destas imagens e videos se tornar um photo kinema. Desta vez o video de 50 minutos engoblou uma retrospectiva dos 3 anos do Kinemasófico, mostrando também a produção do ano de 2011.

Após a projeção do vídeo algumas crianças decidiram mostrar alguns passos de dança do hip-hop, envolvendo vários estilos com o break. A criança afinada Bia deu a idéia de se criar um concurso de dança com os interessados, e a calçada da Afin que recebe o cinema, virou o palco da dança.

E para continuar a alegria criadora do kinemasófico durante todo ano de 2012, tem que se recuperar as energias com o delicioso mata-broca que teve vatapá, bola, bolo de chocolate, maria mole e o delicioso sorvete do afinado Nelson Noel que também esteve celebrando esta festança.

E hoje, logo mais, na boca da noite tem mais cinema na Rua Rio Jaú com a projeção de um novo cinema, trazendo novas imagens para os pais, jovens e crianças presente.

ENTREGA DE CARTEIRINHAS NO KINEMASÓFICO E ENSAIO DO AFIN-SAMBA

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Como ocorre todos os domingos na sede da Associação Filosofia Itinerante – AFIN, de quem este bloguinho é vetor virtualizante, há uma multiplicidade de atividades disjuntoras que movimentam encontros imprevisíveis, onde tudo se torna possível. Uma alegria de festejar a vida.

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Após os ensaios e conversas sobre as virtualizações que a Afin pretende atualizar, veio o Kinemasófico, como soi a ocorrer há dois anos e meio. Nesse domingo, o cinema selecionado pelo Vinicius Padilla foi O Serviço de Entregas da Kiki (Majo no takkyûbin, 1989), do diretor japonês Hayao Miyazaki, o mesmo diretor de Castelo Animado, Meu Vizinho Totoro, A Viagem de Chihiro e Ponyo, entre outros.

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Sinopse: Kiki é um descendente de uma comunidade de bruxas e está fazendo 13 anos. Conforme os costumes de seu povo deve aprender a se virar sozinha. Então lhe é dada uma vassoura e Kiki vai para a cidade grande. Para e, para conseguir sobreviver, acaba ajudando em um estranho serviço de entregas.

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Enquanto isso, o Nelson Rocha (Noelson), auxiliado por uma moçada afinada, preparava lá atrás um delicioso cachorro-quente para compartilhar o mata-broca depois da projeção.

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Ao final, veio a entrega das novas carteirinhas da Afin, que desenvolve várias atividades, como o próprio Kinemasófico, a Bibliosofia, Atendimento Esquizo-Terapêutico, Cursos de Inglês e Espanhol, Curso de Fantoche, entre outros que você pode conferir no “sobre a Afin” acima.

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Todas as atividades da Afin são gratuitas e sem qualquer fim lucrativo, politicogástrico, etc. A única gratificação são os encontros gratificantes.

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E então o desbrocante já estava preparado e foi o momento da festa dionisíaca alimentícia, enquanto rolava aquele som e a criançada brincava e sorria em mais um domingo festivo.

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E ainda tinha mais. Como o Welton Oda já estava no embalo com a garotinha Kaidara, era só pegar o pandeiro. Chegou a hora do ensaio do Afin-Samba, uma reunião de música, bebes e outras questões democratizantes que será realizado pela Afin com o pessoal da comunidade do Novo Aleixo.

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Logo logo estaremos deixando o convite neste bloguinho para quem quiser participar dessa festança da ginga que movimenta o corpo e a alma para outros planos de existências… A Liê já caiu no meio! Vamos lá, Cafuzim, segura no cavaco! Olha a ginga no corpo, Lucicléia! A vida é um samba!

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KINEMASÓFICO: 2 ANOS DE FESTA-CORTE NO OLHAR

Todas as Crianças Kinefilosofantes
e
Associação Filosofia Itinerante – AFIN

apresentam

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= KINEMASÓFICO =

2 Anos de Produções Alegres e Novas Imagens

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Há dois anos, sem exceção, todos os domingos à boquinha da noite a moçada da Afin entra numa proximidade artística, filosofante, educativa do olhar com crianças que chegam até sua sede – à rua Rio Jaú, nº 43 – Novo Aleixo – para realizar o Kinemasófico.


O Kinemasófico é uma experiência óptico-sonora que tenta realizar corte imagéticos existenciais para que as crianças – e também os adultos, pois cada vez mais aparecem pais, amigos e vizinhos nas sessões – tenham alternativa de perceber novas imagens. Assim, nada de Disney e Hollywood.

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Para dar uma olhada na seleção de cinemas apresentada durante esses dois anos, basta dá uma olhada no outro espaço virtualizante da Afin, o bloguinho Esquizofia.


Mas rola pipoca? Claro. Tem doce e tem salgada. Mas só após a apresentação da fita. Afinal cada criança precisa se envolver e experimentar a imagem, e isso sem as imposições intelectualoides, mas também sem as interferências alienantes dos filmes shopipocola.

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Como no ano passado, este ano produzimos um Kinemasófico especial, contendo fotos das sessões, imagens dos cinemas projetados, com a trilha sonora dos filmes e depoimentos de pais das crianças presentes. Confira algumas destas falas…

Olha! Dois anos do cinema! Eu nem me lembrava! Dois anos do cinema, é legal, é muito bacana porque ocupa nossas crianças, todas crianças gostam. Servem para todos nós, crianças e adultos. Eu acho muito bacana, uma iniciativa muito legal. Eu assisto o cinema, eu gostei daquele do peixinho. Ah!, Ponyo. É muito bom e eu acho que tem que repetir.Kelly

fotoTambém os craques do Novo Aleixo estavam lá para ver.

Nos 2 anos eu sempre vou lá. É pai d´égua lá! Gostei! Os meninos também gostam de lá. Pedem demais para ir pra lá: “Papai, eu vou pra lá!” Agora eu é porque não tenho ido, fiquei preguiçoso. Mas é bom, tá inteirando 2 anos e é muito bom pra vocês, para os meninos. Lá eles aprendem muita coisa; mas coisas boas, não coisas más. E se Deus quiser vai mais pra frente, cada ano que passa vai melhorando mais, depende do pessoal ser unido também. Mas vocês trabalham muito bem, gostei de ver o trabalho de vocês!Silvio

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Eu acho muito bom que é um investimento para as crianças para tirar um pouco elas da rua. Eu assisto os cinemas, é um divertimento muito bom pra gente.Dona Antônia

Eu acho muito importante o cinema aí da Afin porque trabalha com a garotada da comunidade e eu acho que isso dá uma maior aprendizagem e também porque são filmes selecionados por pessoas que tem algum conhecimento na área.Miriam Colares

fotoA chuva chegou, e foi preciso mudar a projeção para o pátio coberto, que fica ao fundo. Nesses dois anos, a sessão sempre continua…

É muito importante o cinema com a garotada aí, um programa interativo para eles durante o final de semana, no domingo. Eles aprendem o que acontece por trás das câmaras e até mesmo a fazer filme e gravações. E além disso é um aprendizado para vida deles. Em vez deles estarem correndo aí pela rua, eles estão aqui no domingo, no final da tarde, assistindo um filme. E esses dois anos aí para criançada é muito importante porque são de aprendizado e eles sabem que todo final de semana eles podem contar com a Afin que tem um filme aí para eles assistirem.Failo Alves

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Oi, eu sou a Bárbara, eu moro aqui há dez anos e eu nunca tinha tido essa oportunidade para os meus meninos, de estudar. Gosto muito que eles vão para lá. Eles aprendem, eles se desenvolvem mais. Principalmente para as meninas. A gente tem medo, eu assim como mãe. Quando elas dizem assim: “Mãe, eu vou lá para o professor. Lá, a Afin.” “Tá, quem é que tá lá?” Eu conheço as pessoas que estão lá, que trabalham lá. Então eu acho assim que se tivesse mais oportunidade, para eles terem mais conhecimento. Hoje, se você não tiver uma sabedoria, um estudo profundo, porque hoje tudo é através do digital e cada vez mais vai se prolongando mais e tendo mais coisas. E eu queria assim, que se precisasse também a gente corre atrás para ver se vocês tem mais coisas para eles. E eu gosto muito desse negócio aí e a gente vai ajudar sim, para a gente ter coisas para os nossos filhos. Eu, como mãe, quero que eles vão do além do além, que eles sejam bem informados. É por isso também que eu peço para eles irem pra lá…
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O cinema é muito bom, eles chegam e contam: “Mãe, eu vi esse filme, aquele assim”. Então eles veem lá uma coisa e eles falam aqui para mim e eu acho muito interessante e eu digo para eles: “Vão aprendendo mais”. Eu gosto também do dia de carnaval e eles vão brincar lá. E eu digo: “Vão, vocês são criança, tem que aprender mesmo e façam bom proveito que isso daí é para vocês”. E eles batalham pra isso. O Kiriku foi o primeiro que eles assistiram. Aí uma vez eu tava vendo um jornal e tinha esse negócio do Kiriku. Aí os meus dois sobrinhos são doidos para vir, só que eles moram lá pra Cidade Nova e não tem como. Eles pedem. E eu digo que é só eles virem que o pessoal lá tá pronto para atender vocês. Aí a mãe deles acha um pouco distante, mas nada que é para o saber do nosso filho a gente não pode pôr dificuldade, não é. Eu, como mãe, eu me dedico a eles, e se é isso que eles querem, então vamos lá que eu tô aqui para ajudar.Bárbara (ao centro na foto acima)
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E como era um dia especialíssimo, de muita festa de corte do olhar, além da pipoca, também era preciso cortar os deliciosos bolos e compartilhar o desbrocante.
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O Kinemasófico é uma atividade que está associado a outros trabalhos que a Afin realiza com as crianças das adjacências de sua sede, como técnicas de cinema, cursos de línguas estrangeiras, fantoche, entre outras.

Além das sessões ordinárias todos os domingos na sede, também são realizadas extraordinariamente sessões em escolas e outros estabelecimentos, conforme convites.

Assim como todas as atividades que a Afin realiza, o Kinemasófico é gratuito. Sendo gratificante assim o encontro propiciador da criação de novas formas de comunidade. Ver!

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KINEMASÓFICO: “Photokinema-Criança”

Associação Filosofia Itinerante – AFIN®

enuncia

PHOTOKINEMA-CRIANÇA

Especial 1 Ano de Kinemasófico

Diretores: Crianças

Atores: Crianças

Ano: 2010

Duração: 32 Minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme): Este photokinema foi produzido nos entremeios de um ano de Kinemasófico. O Kinemasófico foi criado pelas crianças do bairro Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus, juntamente com a AFIN, e traz todos os domingos, na boca da noite (com dente ou sem dente) um cinema especialmente escolhido que tenha a ver com uma produção alegre de movimentação intensiva do devir-criança. Foram escolhidas produções de animadores e diretores de diversos países, como Michel Ocelot, Charles Schultz, Charles Chaplin, Buster Keaton, Albert Lamorrise, Jacques Demy, entre outros. E até quando vai haver o Kinemasófico? Até o dia que tiver uma criança a perguntar: Vai ter cinema hoje?

A platéia compôs com o cinema sendo ao mesmo tempo ator/espectador.

Foi apresentada e empossada a nova diretoria da Afin (da direita para a esquerda): Miguel Oliveira (secretário),  Bianca Sotero (Presidenta) e Anderson Littaif (Tesoureiro).

No final teve a distribuição do complemento dionisíaco: sanduiche, pipoca e sorvete cedido pelo amigo afinado Nelson Rocha, o Papai Noelson (antes, durante e depois das quadras natalinas).

Para baixar o vídeo Photokinema-Criança,  com imagens de um ano de caminhar, via torrent, clique aqui.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

KINEMASÓFICO: “A fuga de Tarzan”

Associação Filosofia Itinerante – AFIN

Enuncia

A Fuga de Tarzan

Titulo Original: Tarzan Escapes

Atores: Johnny Weissmuller (Tarzan), Maureen O’Sullivan (Jane Parker), John Buckler (Captain Fry), Benita Hume (Rita)

Diretor: Richard Thorpe

Ano: 1936

País/ Duração: Estados Unidos / 90 minutos

Sinopse: Em mais uma aventura na selva africana Tarzan descobre um acampamento de homens brancos que captura os animais, inclusive a querida macaca Chita. Lá ele descobre que existem amigos de Jane, porém a maldade de alguns homens ganaciosos faz Tarzan correr um grave perigo. Será que ele conseguirá escapar e salvar Jane da manipulação dos inimigos? Só o cinema contará.

Nayana “Nanguá” fez a leitura de mais uma histórinha antes do cinema começar.

Foram mostrados os fantoches que entraram em uma composição alegre com as crianças.

Será feito na sede da Afin um novo curso para as crianças fazerem seus próprios fantoches.

Depois Tarzan e Jane tocaram a festa, batucando nos tambores e tomando um banho de rio.

O ator Johnny Weissmuller, que faz o Tarzan, é um grande nadador, 5 vezes campeão olímpico, batendo 05 recordes mundiais.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

KINEMASÓFICO: “FELIZ ANO NOVO, CHARLIE BROWN”

Diretor: Charles Schultz e Bill Mendelez

Personagens: Snoopy, Charlie Brown, Patty Pimentinha, Marcy, Lucy, Linus, Sally, Schroder, Pig Pen, Franklin, Heather (a garotinha ruiva)

Duração: 50 minutos

Ano:1986

Nome Original: Happy New Year, Charlie Brown

Sinopse (resumo da história do filme): Para a vespera de Ano Novo Patty Pimentinha e Marcie decidem criar uma grande festa de comemoração convidando toda a turma. Mas no ultimo dia de aula a professora de Charlie Brown passa uma redação para as férias sobre o romance russo “Guerra e Paz” de Leon Tolstoi e talvez por isso não vai poder ir a festa.

Antes de começar a sessão kinemasófica a leitura foi feita desta vez por Aline.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

KINEMASÓFICO: KIRIKOU E A FEITICEIRA

Diretor: Michel Ocelot

Duração: 40 minutos

Ano: 1998

Nome Original: Kirikou et la sorcière

Sinopse (resumo da história do filme):

Kirikou, um garoto sempre curioso, ao sair do ventre de sua mãe, se interessa em saber por que Karaba, a feiticeira faz seu povo sofrer tanto. Em seus percursos Kirikou aprende que nenhum mal pode vencer a inteligência e a união de um povo.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

Kinemasófico: Artista da fome e Vizinhos Vigilantes

Diretor:Tom Gibbons

Duração:16 minutos

Ano: 2002

Nome Original: The Hunger Artist (baseado na Obra de Franz Kafka)

Sinopse (resumo da história do filme):

O artista, criador de novas idéias e formas, vai contra todas as vantagens e melhores julgamentos, recusando a proposta de abandonar sua habilidade artesanal e deixar o mundo com a mesma forma sempre.

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Diretor:Buster Keaton

Duração:18minutos

Ano: 1920

Nome Original: Neighbors

Sinopse (resumo da história do filme):

Dois vizinhos de uma vila se apaixonam, mas as famílias dos apaixonados não parecem se dar muito bem o que faz todos passarem por grandes confusões e marmotagens dignas da comédia de Keaton.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de leitura seguida de um cinema. Mais informações, clique aqui.

Kinemasófico: “Marco Polo – Retorno a Xanadu”

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Diretor: Ron Merk

Duração: 81 minutos

Ano: 2001

Nome Original: Marco Polo – Return to Xanadu

Sinopse (resumo da história do filme):

O jovem Marco (descendente do explorador
Marco Polo) encontra motivação, amizade e
aventura numa antiga profecia viajando pelo
reino de Xanadu. Entre os desafios encontra
a Princesa Ming Yu, descendente de Kubla
Khan, e com sua ajuda, Marco reúne as duas
metades do medalhão mágico. Devido essa
façanha são perseguidos e entram em
muitas aventuras.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

Kinemasófico: “A Pequena Banda”

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Associação Filosofia Itinerante – Afin

Kinemasófico apresenta: “A Pequena Banda”

Atores: Andrew Chandler, Hélène Dassule, Nicole Palmer, Hamish Scrimgeour, Katherine Scrimgeour, Nicolas Sireau

Diretor: Michel Deville

Duração: 85 minutos

Ano/País: 1983/ /França

Nome Original: La Petite Bande

Sinopse (resumo da história do filme): Um grupo de crianças inglesas que decidem embarcar em uma aventura sozinhas e se metem em diversas confusões. Nestes percursos percorridos as crianças acabam descobrindo um grupo de pessoas que estão tramando algo maligno e que podem por um fim a esta aventura. E somente estas crianças que estão livres de qualquer disciplina podem desafiar estes perversos.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

“AMAZONAS, AMAZONAS”, DE GLAUBER ROCHA, NO KINEMASÓFICO

O filme sobre o Amazonas é meu primeiro ensaio em cores. Cheguei no Amazonas com uma ideia preconcebida e descobri que não existia a Amazônia lendária e mágica, a Amazônia dos crocodilos, dos tigres, dos índios etc…(Glauber Rocha)

AMAZONAS, AMAZONAS é um documentário dirigido por Glauber Rocha no final de 1965 e lançado no ano seguinte, encomendado pelo Governo do Amazonas, na gestão do historiador Arthur Cézar Ferreira Reis.

A AFIN, a partir do vetor Kinemasófico – que desenvolve todos os domingos à boca da noite um plano para crianças e adolescentes sobre técnicas e entendimentos cinematográficos, sempre seguidos da projeção de um cinema -, nesta semana que culmina com o chamado aniversário de Manaus (24 de outubro) projetou este documentário de Glauber para tecer uma discussão em torno das imagens atuais da cidade.

Já mundialmente conhecido por Deus e o Diabo na Terra do Sol, este foi na verdade o primeiro documentário de Glauber e também o seu primeiro trabalho em cores. Esteticamente inquieto e engajado politicamente, o cineasta do Cinema Novo tinha uma vida muito movimentada em viagens, publicações de livros, projetos cinematográficos e manifestos políticos-culturais.

Em novembro de 1965, durante a reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Rio de Janeiro, Glauber, juntamente com Joaquim Pedro de Andrade, Mário Carneiro, Flávio Rangel, Antonio Callado, Carlos Heitor Cony, Jaime Rodrigues e Márcio Moreira Alves, é preso devido a um protesto contra a ditadura militar. Pela repercussão internacional negativa das prisões, que leva os cineastas franceses François Truffaut, Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Joris Ivens e Abel Gance a enviar-lhe um telegrama, o presidente Castelo Branco se vê obrigado a libertar os presos. Saindo da prisão, Glauber vem direto para o Amazonas, onde passa o natal filmando Amazonas, Amazonas.

Segundo consta, Glauber considerava Amazonas, Amazonas um filme “completamente falho”. Ele aceitara o convite mais pensando em angariar fundos para seu projeto Terra em Transe (1967) e apenas faria um documentário clássico, seguindo a visão de viajantes e naturalistas, mas ao se deparar com a realidade de Manaus e outros municípios do estado, surge a duplicação do título. Inspirado, então, em Aruanda, de Linduarte Noronha, que ele considerava um marco do documentário nacional, Glauber capta o contraste entre a exuberância da selva, dos rios, das riquezas naturais e o marasmo econômico e o descaso social.

A primeira imagem é a imagem do título com a palavra Amazonas fragmentada. Em seguida, o documentário tem início com imagens aéreas grandiosas: a imensa floresta, o encontro das águas, enquanto vão sendo declamadas as palavras do conquistador Francisco de Orellana:

O Negro encontra o Solimões. Duas águas desembocam numa só. Grandes águas; grande rio que descobri a 22 de junho de 1542 em missão do reino espanhol. Eu, Francisco de Orellana, enfrentei o desconhecido, dei combate a índios de longos cabelos que lembravam mulheres guerreiras de outras lendas. Vencidos os perigos, batizei a conquista: Amazonas! Amazonas!”

E a câmara vai aproximando, vê cachoeiras, o interior das matas, ouve o canto dos pássaros, até a música epopeica composta por Villa-Lobos dar lugar ao som de uma charamela; distante, homens em uma canoa; mais próximos, amolando os machados, e a narrativa muda.

O Amazonas que conhecemos é outro. O Amazonas de hoje, maior estado do Brasil, onde o homem já fixou suas raízes e luta para desenvolver sua civilização, onde o homem, transformando árvores em casas, busca uma cultura a partir de suas visões especiais do meio.”

Como se, num estudo, Glauber fosse percebendo o material que está diante de si, até poder falar com essa gente. A entrevista com o trabalhador é uma demonstração da mobilidade e luta, tentativas do povo amazonense, autóctone e migrante, pela sobrevivência.

É verdade que muito pouco se vê em Amazonas, Amazonas da consistência cinematográfica do cineasta, mas ele é um documento fundamental do sufocante período entre o segundo surto da borracha durante a Segunda Guerra e a implantação da Zona Franca de Manaus em 1968, quando o Amazonas era uma região maldita com um passado faustoso. “Mas enquanto se pensa no futuro, a realidade do presente faz pensar no mais remoto passado.” Por isso as imagens deixam os trabalhadores manuseando rusticamente o sernambi e saltam para o teto do Teatro Amazonas, templo maior, “onde os caudilhos fixaram suas leis homicidas”, e por isso, no dizer de Arthur Reis, fazendo do Amazonas “a região mais subdesenvolvida do país”. A partir daí a câmera irá documentar as formas mas rudimentares de agricultura, criação, a juta, a madeira, o guaraná e o incipiente comércio da cidade, os casarões centrais do chamado Centro Histórico carcomidos, os velhos ônibus, as poucas ruas asfaltadas, os serviços públicos inexistentes, etc.

PARABÉNS, MANAUS!

O OLHAR DE GLAUBER ROCHA SOBRE TUA TRISTEZA PERMANECE NO SEGUNDO MILÊNIO…

Mas, apesar disso, acreditamos, não somente por fazer um documentário encomendado como propaganda, mas observando com proximidade os trabalhadores e suas produções, Glauber Rocha via de maneira positiva as imensas possibilidades abertas ao povo amazonense.

Manaus à espera que o Amazonas seja incorporado ao Brasil, não como uma peça acessória, mas como agente de nosso processo econômico.”

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

Mas dois anos depois de ele lançar o documentário, foi instalado por decreto em Manaus mais um surto, este que predomina até hoje: a Zona Franca de Manaus. Incentivos fiscais e mão-de-obra barata como barganha para as multinacionais fazerem ponte-aérea das riquezas do estado.

Quase todos os interiores continuam economicamente semelhantes ao que o cineasta viu em suas andanças por Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, etc. Pior, aquela “busca por uma cultura” que o cineasta pressentia acabou submetida pela indústria de turismo e marketing governamentais em manifestações artificiais mercadológicas, como o Boi-Bumbá, por exemplo.

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

Em Manaus, desde a ZFM, além do inchamento populacional, sem qualquer planejamento urbano, a população continua desassistida ou precariamente servida nos principais serviços públicos, como saneamento básico, saúde, educação, transporte, lazer, moradia, alimentação, etc.

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

Os prédios históricos, que aparecem abandonados, depauperados, foram restaurados no Centro Histórico, e lá governador e prefeito preparam suas peças de propaganda; mas toma um ônibus em direção à zona Leste, vai a uma escola na zona Norte, tenta vaga num hospital público… Vê as condições da morosa e desorganizada reforma do mercado Adolpho Lisboa. Mesmo em um momento propício da economia brasileira, com um governo federal preocupado com as modificações sociais necessárias, Manaus continua com seus caudilhos recentes. Aliás, caudilhos simplórios e impotentes, mas lucrando com um modelo econômico baseado na exploração capitalística e sempre a todo momento sob ameaça de que a aprovação de qualquer incentivo econômico a qualquer dos outros estados venha imediatamente promover a derrocada desse modelo artificial.

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

Mas é bom que sejam impotentes e artificiais, pois, assim como Glauber Rocha viu, mesmo sem nada que possa afirmar a imagética glauberiana, o imperceptível, a capacidade de um povo de não se deixar capturar, mesmo nas condições mais adversas, hoje também, em Manaus e provavelmente nos outros municípios do Amazonas, novas vozes, novas lutas, suas distintas e singulares trajetórias vão passando movimentos imperceptíveis e incapturáveis de resistência e criação, para além da miséria e da exploração.

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

A Amazonas das invasões europeias e o Amazonas moderno. O Amazonas de Glauber e o Amazonas pós-moderno. O Amazonas propagandeado e o Amazonas real. Não são dois Amazonas, mas diversos Amazonas. O que se percebe e é o que verdadeiramente importa do documentário de Glauber, e para além dele, é que há sempre um outro Amazonas. Amazonas, Amazonas.

Para baixar o documentário, clique Amazonas, Amazonas.

KINEMAZÓFICO: O MOVIMENTO CRIADOR DO OLHAR

AFIN – Associação Filosofia Itinerante ®

enuncia

Planos-Sequência Kinemasófico

Kinema_Azur_e_Asmar12 por você.

A Afin (Associação Filosofia Itinerante) sempre viu o cinema além de uma mera mercadologização artística, pois entende que o cinema possui uma força pedagógica e, inclusive, terapêutica, a partir da educação dos olhos pela desconstrução de imagens já concebidas. Por isso sempre, afinadamente, busca o cinema seja em uma sala de aula, pra resolver uma bronca com a namorada (o), emprestando um cinema pra tentar descolar um caso, para bater um papo com uma moçada sobre assuntos que tocam nossa existência,  para uma ampliação continua do que é o mundo… Novas formas de percepção. O que o filósofo Deleuze chama de “perceptos”.

O cinema é potência criadora, ao contrário do filme. Neste intuito, desde final do ano de 2008, a Afin começou a a compor junto com as crianças um curso de cinema seguido de uma projeção cinematográfica onde se criassem novas percepções. Esta, como todas as atividades da Afin, é uma atividade gratuita, tendo seu valor agregado apenas na importância existencial de compor afetos alegres com a criançada do Novo Aleixo, das proximidades da sede da Afin.

Desde janeiro desse ano – quando foi apresentado o cinema de animação de Michel Ocelot, Principes e Princesas -, o Kinemasófico, que já fora apresentado várias outras vezes, mas de forma esporádica, passou a ocorrer regularmente todos os domingos, a partir das 18:30h.  A partir daí passou também a funcionar o curso que leva o nome no título que dá nome a esse texto: “Kinemasófico: o Movimento Criador do Olhar”, que trabalha com as crianças os conceitos necessários para criar estas novas percepções. Por isso que o trabalho de escolha dos cinemas a serem exibidos tem que ser feito com inteligência, para não compor com os afetos tristes presentes na maioria das produções cinematográficas infantilizantes, principalmente americanas.

Kinema_Pele_de_Asno9 por você.

Kinema_Pele_de_Asno8 por você.

As projeções feitas à ‘beira’ da rua vem atraindo cada vez mais cinéfilos, que, escapando, não precisam compor com os afetos domingueiros tristes adultos, podendo criar seus percursos por outras ruas, outros rostos, outras alegrias, outros espaços. Dentre os cinemas que passaram pelo ecrán afinado, temos produções de Charlie Chaplin, Buster Keaton, Albert Lamorisse (O Balão Vermelho), Michel Ocelot (cinco deles), Jacques Demy (Pele de Asno), Jiri Trnka (A Mão e outros curtas), Jan Svankmajer (Dimensões do Diálogo), Charles Schultz (Vários do Snoopy e Charlie Brown), entre outros.

UM PLANO PARA CRIANÇAS

Entrega dos livros de cinema pelas crianças

Para a realização do curso de cinema, além das várias técnicas e exercícios, a AFIN produziu um livro de cinema para as crianças: Breves Cenas sobre a História do Cinema: um Plano para Crianças. O material compõe didaticamente com a vida e os entendimentos destas crianças e a ampliação do que vem a ser cinema. Este material foi entregue para as crianças que vem cada vez mais ampliando suas imagens, e conhecendo cada vez mais novos lugares.

As sessões de cinema continuarão ocorrendo todos os domingos. Estão convidados todos interessados em compor bons encontros cinematográficos, sendo que não se restringe aos comunitários. O livreto de cinema será disponibilizado em breve para fins de utilização do mesmo, podendo ser impresso na íntegra para fins educacionais e artísticos, contanto que não seja para fins monetários, ou seja, para se ganhar dinheiro. Então vamos nesta que domingo já tem uma nova sessão.

CINESQUIZO O BALÃO VERMELHO

Uma cidade é constituída de diversos territórios, pessoas, profissões, idéias. As coisas que acontecem na cidade acontecem pelo encontro de forças existentes pessoalmente ou socialmente. Na maior parte das vezes as, pessoas desconhecendo sua potência no processo de construção contínua da cidade creem que as coisas que existem continuarão da forma que são, não havendo nenhuma possibilidade de mudança. Quando algo que se mostra diferente do que já está constituído como “normal de se ver”, da rotina que não se muda, as pessoas tendem a confrontar as novas formas que constituem a cidade.

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E quando esta nova imagem na vida destes habitantes da cidade é um garoto com um grande balão vermelho? Estas novas imagens que co-habitam com as pessoas e os espaços não são bem aceitas. Por exemplo, o balão não pode entrar em um bonde. Um bonde é um espaço para trabalhadores, pessoas sérias que vão pro trabalho e tem seus afazeres. As crianças também tem suas tarefas cotidianas como ir para escola, fazer os deveres, etc. E se uma das crianças estiver com o balão? Ela não pode entrar no bonde, que é definido como o lugar do transporte, ou na escola que é um local sério de estudos. É como se o balão representasse uma subjetividade livre, viva, alegre e a seriedade dos outros espaços por serem tão pontuados não há espaço para novas imagens.

Assim sendo, o garoto sente sua alegria confrontada por idéias que barram sua expressão. Os outros garotos de sua idade também não suportam ver aquele grande balão vermelho voando livre no ar e correm para atacar o balão. Só que mesmo sozinho com o balão percebemos que nunca estamos sozinhos. Que a construção ou desconstrução de tudo só ocorre em comunalidade, em socialismo, com o encontro de sigularidades só assim é possível produzir e sonhar. É à possibilidade de encontros com novos imagens que o cinema O Balão Vermelho, de Albert Lamorisse, nos convida…

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As sessões e os planos-sequências do Kinemasófico acontecem todos os domingos às 18h, na sede da AFIN, situada à Rua Rio Jaú, 43, Novo Aleixo (Manaus-AM).

Albert Lamorisse
Albert Lamorisse

KINEMASÓFICO: O MOVIMENTO CRIADOR DO OLHAR

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O filólogo/filósofo Roman Jakobson afirmou que “o objeto da ciência literária não é a literatura, mas a “literaridade”, ou seja, o que faz de determinada obra uma obra literária”. Para o Teatro Maquínico da AFIN, o objeto da subjetividade teatral não é o teatro, mas a “teatralidade”, o que faz da existência um entrelaçamento ontológico de saberes e dizeres como devir trágico, a potência do novo. Já o crítico de cinema Barthélemy Amengual, disse que “o objeto da semiologia cinematrográfica não é o cinema, mas a “cinemacidade”, ou seja, aquilo que torna uma determinada obra uma obra cinematográfica”. Pois é exatamente no emaranhado das potências da “teatralidade” e da “cinemacidade”, a atuação ontológica do homem em movimento poiético, que a AFIN vem tentando compor todos os domingos com crianças O Movimento Criador do Olhar. Um Plano seqüência educativo para novas percepções e novas cognições.

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Composto o quarto domingo, as crianças sequenciaram os momentos kinemazóficos com os enunciados: as artes. O cinema como arte. As ligações do cinema com as outras artes e cinema como plano Educação. Neste domingo vindouro, elas sequenciarão a linguagem cotidiana, a linguagem das artes, e a linguagem do cinema, já implícita nas práticas anteriores, que elas realizaram quando conheceram os planos e seus significados.

Para as crianças que queiram participar dos encontros dos olhares criativos, basta apenas se mostrar no endereço da AFIN, a partir das 17h, acompanhado da liberação dos pais, ou responsáveis.

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A PROJEÇÃO DO CINEMA DO DOMINGO PASSADO

SINOPSE:

A BELA E A FERA, de Roger Vadim

O filme, cujo tema é o conto de fadas A Bela e a Fera, e que já fora também realizado como cinema, em preto e branco, pelo teatrólogo francês, Jean Cocteau, conta a história de um príncipe, enfeitiçado pelas fadas, e transformado em Fera, que vive sozinho na floresta. Depois de ter colocado seu palácio à disposição de uma caminhante, e ainda ter lhe alimentado, condena-o a morte pelo fato dele haver tirado uma flor para levar à sua filha Bela.

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Em contrato com a Fera, o pai de Bela, para não morrer, e deixar suas três filhas sozinhas, aceita que Bela vá morar no castelo com a Fera. Com o passar do tempo a Fera se apaixona por Bela, que por sua vez desenvolve uma terna confiança na Fera, e posteriormente se… Assiste o filme.

Realização: 1983. França.

Elenco : Klaus Kinski, impecável como Fera.

Susan Saradon, lindíssima e talentosa como Bela.

Angélica Huston, intrigantemente bem como Marguerite.

Nancy Lenehan, exuberantemente invejosa como Georgette.

Stephen Elliott, amorosamente como bom paizão.

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KINEMASÓFICO

AFIN – Associação Filosofia Itinerante

enuncia

Planos-Sequência Kinemasófico

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PELE DE ASNO

de Jacque Demy

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Dando continuidade às atividades do Kinemasófico, neste domingo (08 de março), batemos um papo com as crianças sobre Planos.

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Os trabalhos foram iniciados com o Tio Biscoito explicando o que são planos, vários tipos de plano. Neste momento houve a participação de todos.

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Para uma das crianças o plano é o “desenvolvimento da câmera”, como a câmera se mexe e mostra os pedaços das pessoas e das coisas…

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Enquanto alguns encenavam outros participavam como a câmera …

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A demonstração do plano destaque após o exercício de imaginação com os participantes.

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Em seguida, com a ajuda do Biscoito e do Vinícius, os diversos tipos de plano…

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Após a atividade foi exibido o filme Pele de Asno, de Jacques Demy (França, 1970), Catherine Deneuve (Pele de Asno), Jacques Perrin (O Príncipe), Jean Marais (O Rei), Delphine Seyrig (A Fada Madrinha).

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KINEMASÓFICO

AS AVENTURAS DE AZUR E ASMAR

de Michel Ocelot

(Azur et Asmar, 2006, Belgica, França, Itália e Espanha)

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Clique nas imagens para ver de perto.

E dando continuidade aos trabalhos afinados do Kinemasófico, no último domingo, 03 de março, foi exibida a animação As aventuras de Azur e Asmar.

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Azur é filho de um nobre francês, e após a morte de sua mãe, foi criado por Jenane, sua ama-de-leite e serva da família. Jenane tem um filho, Asmar, da mesma idade de Azur e vieram das terras distantes do continente africano. Azur e Asmar cresceram juntos ouvindo as histórias contadas por Jenane sobre a Fada dos Djins, que vive presa numa terra encantada a espera de um jovem príncipe que possa libertá-la.

Após alguns anos, quando acha conveniente, o pai de Azur expulsa Jenane da casa e manda o filho para outra cidade aos cuidados de um tutor. Mas ao chegar na idade adulta, Azur resolve partir para as terras de sua ama-de-leite e tentar libertar a Fada dos Djins.

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Este é o terceiro filme do realizador Michel Ocelot que apresentamos no Kinemasófico. Ele nasceu em 1943 em Côte d’Azur (França), mas passou a infância e a adolescência na África e hoje vive em Paris. Estudou Belas Artes em Rouen, em seguida em Paris e começou a se interessar por cinema de animação. Ele adora trabalhar com as técnicas mais simples possíveis. Após um trabalho amador com amigos, usando técnicas simples, ele desenvolveu o projeto que mais tarde daria origem ao Príncipes e Princesas (exibido em janeiro no Kinemasófico).

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Em mais um dia de ativididades do Movimento Kinemasófico, curso que faz parte do Kinemasófico e antecede as sessões de cinema, houve um bate-papo sobre cinema, ação e movimento. Em seguida, as crianças criaram uma história coletiva. Aos poucos foram fazendo a identificação e caracterização dos personagens e compondo um roteiro. E foram produzindo a história…

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E assim, aquilo que poderia ser uma simples exibição de filme se transformou numa criação coletiva das crianças, saindo da condição de meros expectadores para criadores, atores e executores da ação cinematográfica…

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MOVIMENTO KINEMASÓFICO

As sessões do Kinemasófico acontecem todos os domingos às 18h, na sede da AFIN, situada à Rua Rio Jaú, 43, Novo Aleixo (Manaus-AM).

Antes de cada sessão são realizadas oficinas sobre cinema e ao final cada participante receberá um certificado.

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ATENÇÃO! Não percam a próxima sessão…

Próximo domingo às 18h com o filme Pele de Asno, de Jacques Demy.

KINEMASÓFICO CARNAVALIZANTE: SASSARICANDO

Ô Abre alas que eu quero passar…

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Aproveitamos o clima carnavalesco para mais uma apresentação do Kinemasófico, que aconteceu nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, na sede da AFIN. Desta vez foi exibido o espetáculo Sassaricando – e o Rio inventou a marchinha.

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Um musical apresentado em 2007, com os cantores Alfredo Del-Penho, Pedro Paulo Malta, Eduardo Dussek, Juliana Diniz, Sabrina Korgut e Soraya Ravenle, e lançado pela gravadora Biscoito Fino, conta a uma certa história do Brasil por meio das marchinhas de carnaval, que animavam o carnaval, no tom galhofeiro e caricatural, até serem “substituídas” pelos sambas de enredo.

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Há controvérsias nessa história de origem da marchinha, representada pela rixa entre Rio e São Paulo, mas o que fica é a importância de algumas dessas composições para a animação do carnaval, sem esquecer a crítica política.

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Desta vez foi diferente! Apresentamos o kinemasófico na calçada da sede da AFIN, sediada à Rua Rio Jaú, bairro Novo Aleixo, para que as pessoas que passavam pudessem chegar e participar da festa.

Daqui não saio…

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A partir de agora, o Kinemasófico, que era apresentado esporadicamente, vai a público todos os domingos, às 19h, na sede da AFIN. Além disso, não ficará restrito apenas à projeção de filmes, mas será acompanhado de uma oficina prática sobre os processos de técnicos e subjetivos do cinema. Portanto, no próximo domingo (01/03), aguardamos a sua presença.

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KINEMASÓFICO APRESENTA: PRÍNCIPES E PRINCESAS, DE MICHEL OCELOT

A noite chega,

Deixando-nos viver

Nosso cinema imagiário.

Se você fosse isso,

Se você fosse aquilo,

Se você desenhasse,

Se você decidisse.

E se nós inventássemos,

E se nós atuássemos…

É hora da ação!

“E SE EU FOSSE UMA PRINCESA…”

Foi neste clima que sexta-feira (30/01/09), a AFIN, em sua sede, realizou mais uma sessão do Kinemasófico com o cinema Príncipes e Princesas (Princes et Pricesses, 1999), do animador francês Michel Ocelot.

Este cinema é composto por seis histórias criadas e encenadas por um velho e dois jovens, no seu “cinema imaginário”. Num trabalho considerado artesanal, por renunciar às tecnologias da indústria hollywoodiana de animação desde o seu primeiro longa-metragem Kirikou et la Sorcière (1998), Príncipes e Princesas tem como base e inspiração o teatro de sombras.

A festa contou com a participação das crianças da comunidade, que não se colocaram numa posição passiva diante da tela, mas que deram uma contribuição fundamental no desenvolvimento da atividade.

Após a pipoca e a conversa iniciais, as imagens começaram a ser projetadas.

O desenrolar das histórias causou espanto para alguns e estranhamento para outros, pois elas não se seguram numa moral – à la Bruno Bettleheim dos contos de fada – a ser interiorizada nas crianças, como parte da “educação exemplar”. Nas seis histórias contadas pelo autor Ocelot o fundamental é a quebra com os padrões disney estabelecidos, que geralmente se encontra nas infantilizadas imagens na tela da tv. Aqui não há exemplo para o caminho a ser seguido, nem o dualismo bem X mal, muito menos o padrão do amor nos contos de fada.

O Príncipe prefere a Bruxa, a Princesa beija o Príncipe e ele vira um sapo…

Após a projeção do cinema, a animação ficou por conta do afinado “tio” Biscoito e sua equipe, que chamou a criançada para criar seus desenhos a partir do que viram, sentiram e perceberam na exibição do cinema.


As crianças se sentiram à vontade e com autonomia, elas “têm a sua própria lógica, que nos escapa” (Truffaut), e na segunda parte da atividade – que seria um bate-papo sobre planos – quem deu a aula foram as crianças, os adultos apenas assistiram espantados tentando lembrar do tempo em que tinham facilidade para criar…

O “cinema imaginário” continuou rolando e as crianças apresentaram suas produções em meio ao furdunço de quem agora de certa forma saía do papel de invisibilidade para o primeiro plano em sua história.

A próxima sessão já está sendo organizada e faremos o anúncio no bloguinho. Lembrem-se que elas não estão restritas apenas aos comunitários do Novo Aleixo, convidamos pessoas de todos os bairros para participar deste encontro.


Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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