A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados se mobilizou para investigar as denúncias feitas por menores contra policiais militares por abuso sexual e violência física. A mobilização da Câmara dos Deputados tem semelhança com as investigadas pelo Ministério Público em 2009. Uma adolescente e moradora de ria de 16 anos denunciou dois policiais militares de abuso sexual.
A perversão praticada pelos policiais militares são contadas por adolescentes em um vídeo produzido pela deputada federal Érika Kokay (PT/DF), vice-presidenta da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara. Menores denunciam policiais de prática desumanamente perversa de espancamento, abuso sexual e apropriação de pequenas quantias de dinheiro dos menores. Como se não se sentissem satisfeitos com esses ultrajes, que fere a dignidade humana, os policiais militares ainda obrigam os menores se atirarem da Ponte do Bragueto, área nobre de Brasília, sobre o Lago Paranoá, algumas vezes com os pés e as mãos amarradas.
A deputada Érika Kokay enviou um ofício junto com o vídeo ao secretário de Segurança, Sandro Avelar, onde os nomes dos policiais são indicados.
“O importante é que tudo seja apurado. Além de muito coerentes, as denúncias guardam, entre si, uma lógica muito intensa e vêm de diferentes pontos da cidade, de adolescentes e crianças que, muitas vezes, não se conhecem”, afirmou a deputada.
Uma educadora social integrante do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente disse que várias denúncias já foram feitas à Corregedoria da PM, mas não houve retorno, e mais denúncias feitas por menores continuam ocorrendo. Entre elas vários casos de abuso sexual de menores.
“Até hoje não tivemos retorno da Corregedoria da PM. O que sabemos é que pelo menos um dos policiais denunciados continua atuando na rodoviária. E novas denúncias continuam chegando ao nosso conhecimento”, disse a educadora.
Para Michel Platini, presidente do Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, tem que haver apuração rigorosa das denúncias.
“Parece haver um Estado paralelo, cujos agentes atuam na clandestinidade. São denúncias muito graves que, apesar das dificuldades, precisam ser apuradas. Considerando os depoimentos, há muita violência acontecendo na madrugada de Brasília. Enquanto a cidade dorme alheia a tudo, as sessões de tortura acontecem”, disse Michel Platini.































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