Arquivo para a categoria 'Ilusão'

EM VÍDEO O DEPUTADO PROTÓGENES QUEIROZ MOSTRA A SORDIDEZ DAS REVISTAS VEJA E ISTOÉ E ELOGIA CARTA CAPITAL

REVISTA ‘VEJA’: COMO TRABALHA; A QUEM SERVE

O dispositivo midiático demotucano tem martelado em tom de condenação sumária que a construtora Delta — suspeita de ser uma espécie de caixa de compensação bancária do esquema Cachoeira/Demóstenes– é a empresa com o maior volume de contratos junto ao PAC. Esse traço evidenciaria, sugere o tom do noticiário, um comprometimento automático do governo e do PT com a quadrilha manejada por Cachoeira.
Mais de 80% das licitações vencidas pela Delta são de obras sob a responsabilidade do Dnit, o Depto Nacional de Infraestrutura de Transportes. Dos R$ 862,4 milhões pagos à construtora em 2011, 90% vieram do órgão. Nesta 3ª feira, uma pequena nota escondida num canto de página da Folha, baseada em escutas da PF mostra que: a) o Dnit estava insatisfeito com a qualidade e irregularidades das obras tocadas pela Delta; b) desde 2010 o Dnit iniciou uma série de processos que poderiam levar a perdas de contratos pela construtora, ademais de submetê-la a investigações da PF e do Tribunal de Contas; c) o agravamento dos atritos levou a Delta a acionar Cachoeira e seu grupo, que passaram a trabalhar pela queda do então diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, uma indicação do PR, o Partido Republicano; d) em gravações feitas pela PF no primeiro semestre de 2011, Cachoeira diz a Claudio Abreu, diretor da Delta, que já estava fornecendo informações sobre irregularidades no Dnit para a revista “Veja”; e) a presidente Dilma Rousseff pediu o afastamento de Pagot no dia 2 de junho, depois que ‘denúncias’ contra o Dnit foram publicadas pela ‘Veja’, envolvendo suposto esquema de propinas que beneficiariam o PR; f) Pagot alegou inocência e resistiu até o dia 26 de julho, quando entregou a carta de demissão, em meio a uma crise que já havia derrubado toda a cúpula do ministério dos Transportes ligada ao PR (incluindo o ministro) ; g) o ex-presidente Lula tentou evitar a queda de Pagot. Não por acreditar em querubins.
Preocupava-o a rendição recorrente ao denuncismo gerado por disputas entre quadrilhas associadas a órgãos de imprensa.
Lula estava certo
 
*Carta Maior

SENADOR DEMÓSTENES, AMIGO DO MAFIOSO, VAI SER EXPULSO DO DEMOCRATA

Os desdobramentos da Operação Mote Carlo realizada pela Polícia Federal que resultou na prisão do mafioso contraventor Carlinhos Cachoeira, mais outros comparsas e envolveu políticos, já surtiu o primeiro efeito prático. O partido dos Democratas, cujo presidente, principal personagem do partido, senador Agripino Maia, também é denunciado em sua terra, Rio Grande do Norte, vai expulsar o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) em razão das fortes denúncias e provas de sua amizade com o contraventor Cachoeira. 

Demóstenes, segundo Agripino, terá uma semana para apresentar sua defesa, tempo de duração do processo de expulsão. Claro que já são favas contadas. O DEM ao conceder tempo para defesa do senador está só fingindo aplicar os estatutos do partido, visto que depois que Demóstenes já foi triturado por seus amigos da mídia venal de mercado, não há como mudar o veredicto. Demóstenes não serve mais nem para sua grande amiga Veja, e sua não menos companheira TV Globo.

“Pela reiterada perda de conduta partidária, nós decidimos abrir um processo de expulsão do senador Demóstenes Torres. Eu diria que dificilmente o partido tomará outra decisão. O incômodo partidário está posto. A Casa, o Senado, está em xeque. A classe política, como um todo, também está. Mas quem mais está em xeque é formulação programática do partido. É a conduta partidária do Democratas, que não convive com a perda do padrão ético ”, encenou Agripino. Demóstenes já está expulso do DEM, Agripino não precisa fingir que está seguindo as regas do partido.

DILMA TROCA, JUCÁ, LÍDER DO GOVERNO NO SENADO, POR EDUARDO BRAGA, E NÃO PERCEBE SEMELHANÇA NA TROCA

 Em meio às brumas da derrota sofrida na última semana ao não ter a recondução de Bernardo Figueiredo para a Diretoria-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, pelo Senado, a presidenta Dilma Vana Rousseff, resolveu trocar seu líder na Casa, o senador Romero Jucá (PMDB/RR) pelo senador Eduardo Braga (PMDB/AM). A notícia foi divulgada pelo senador Renan Calheiros (PMDB/AL) depois de uma reunião que teve com a presidenta.

         Segundo Calheiros a presidenta disse que a função de Eduardo Braga será unir os elementos do PMDB quando das votações de interesse do governo. E que também pretende impor rotatividade nas lideranças. Dilma não vinha gostando nada do comportamento tíbio de Jucá quando das votações, e a rejeição pelo Senado do nome de seu interessado foi o ponto final.

     Dilma facilita a vida de Eduardo Braga ao dizer que sua função é unir seus parentes de partido, porque se ela tivesse intenções mais elevadas como exigi o ser político, ela confirmaria que se encontra com sua percepção e cognição comprometida com a realidade triste da chamada vida política dos profissionais da política no Brasil, que é tão triste e improdutiva.

     Tanto Romero Jucá e Eduardo Braga não têm elevadas dimensões políticas para compor subjetividade necessária à produção democrática em um corpus como o Congresso Nacional. O estar-político de ambos se fecha e termina na amenidade do conceito provinciano do que é política partidária que é projetado como busca de ganhos da agremiação, e não elevação de categorias políticas. O chamado espírito democrático constituinte/metafísico, como afirma o filósofo  italiano Toni Negri.

       Assim, Dilma, ao acreditar que muda só fortalece as semelhanças.

        Há um porém que não se sabe se Dilma sabe: Eduardo Braga é tido como candidato à prefeitura de Manaus que está seno lustrada pela Copa de 2014 – há um frisson nas candidaturas que buscam o glamour de ser prefeito na Copa – , talvez, concorrendo de frente contra seu criador, atual prefeito, Amazonino Mendes, que embora diga que ainda não se decidiu, já se acredita em campanha.

       Amazonino, que foi cassado em primeira instância pela ilustre juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, tem profunda atração por isso que a inteligência ignara alcunha de poder.  

DATAFOLHA EXPLORA O RECALL DE SERRA: MAS VAIAS SINALIZAM TONIQUETE DE REJEIÇÃO E DESCRÉDITO

O primeiro dia de campanha de rua do pré-candidato José Serra, neste sábado, foi planejado para passar uma imagem de popularidade e renovação. Nada melhor que uma visita  ao Centro Cultural da Juventude “Ruth Cardoso”, na empobrecida zona norte da capital, para colher cenas de integração entre o tucano e a juventude da periferia. O dia era ideal: um show do rapper Criolo reunia centenas de moços e moças em fila que serpenteava as instalações do centro em busca de ingressos. O tiro do oportunismo saiu pela culatra do desgaste. Tão logo a figura do arestoso ex-governador despontou no local, cercado de comitiva e câmaras para colher cenas destinadas à propaganda eleitoral, irrompeu a espontânea, esférica, densa e incontrolável catarata de vaias e apulpos. Serra recolheu-se no interior do recinto em ‘visita às instalações’. Inútil: à saída, nova muralha de vaias e xingamentos ofuscaria a comemoração dos 30% de intenções de votos alardeados em seguida pelo Datafolha. O episódio simbólico da presença oportunista na periferia da capital deu substancia a um teto de 35% de rejeição e demolidores 66% de descrédito que cercam o nome de José Serra, onde quer que ele vá. Inclusive dentro do seu próprio partido, como mostra a análise da editora de Política de Carta Maior, Maria Inês Nassif, em sua coluna nesta pág (Leia também a análise de Emir Sader e a coluna de Mauro Santayana sobre o cenário político eleitoral; e o Blog das Frases, sobre a herança ruinosa do comodato Serra/Kassab numa São Paulo que passou a contar com um novo tipo de chuva: pedaços de concreto despencam de viadutos e pontes com alarmante regularidade, por falta de manutenção).

A PALAVRA DE HONRA DE SERRA

José Serra, político reacionário representante da elite ignara paulista, foi eleito prefeito de São Paulo em 2004. Durante sua campanha eleitoral jurava de pés juntos que iria terminar o mandato para o qual foi eleito, por isso pedia a consideração do eleitor. O eleitor considerou, o elegeu, mas um ano e três meses depois deixou a prefeitura de sua jura para se candidatar governador de São Paulo.

Eleito governador jurou novamente de pés juntos que se o eleitor lhe depositasse consideração e fosse eleito iria completar o mandato ao qual foi eleito. Chegado o frisson da eleição para o cargo da Presidência da República o reacionário Serra largou o governo de São Paulo para se candidatar à Presidência. Levou um belo e inesquecível couro da primeira presidenta do Brasil, Dilma Vana Roussefff.

Hoje, ano 2012, ano de eleição municipal, o velho reacionário continua circulando em sua posição molar. Vai disputar as prévias de seu partido, o retrógado representante da direita ultraconservadora do Brasil, PSDB. Ciente que vai ganhar a indicação para concorrer à prefeitura da capital do estado de São Paulo o molar Serra já jurou de pés juntos que vai cumprir o mandato que termina em 2016.

“Estou sendo candidato para governar a cidade até quando o mandato terminar, até 2016. Sei que esta questão vai ser posta, principalmente pelos adversários, mas vou cumprir os quatro anos, e isso é mais do que uma promessa.

O sonho – da Presidência – não está enterrado, mas sim adormecido. Estou no auge da minha energia”, afirmou o sincero Serra.

Será que alguém ainda acredita em Serra?

YoaniFraude: “Langley, temos un problema”

Nunca um dissidente cubano – e de nenhum outro lugar no mundo – conseguiu tantos prêmios internacionais em tão pouco tempo e com uma característica particular: deram a Yoani Sánchez dinheiro suficiente para viver tranquilamente em Cuba até o resto de sua vida. Na realidade, a blogueira tem retribuído à altura os 250 mil euros que recebeu, o que equivale a mais de 20 anos do salário mínimo em um país como a França, a quinta potência mundial. O salário mínimo em Cuba é de 420 pesos, o equivalente a US$ 18 ou 14 euros. Isto é, Yoani Sánchez recebeu 1.488 anos de salários mínimos cubanos por sua atividade opositora.

Yoani Sánchez tem estreita relação com a diplomacia estadunidense em Cuba, como demonstra um documento “secreto”, por seu conteúdo sensível, emitido pela Seção de Interesses Norte-americanos (Sina). Michael Parmly, ex-chefe da Sina em Havana, que se reunia regularmente com Yoani Sánchez em sua residência diplomática pessoal como indicam os documentos confidenciais da Sina, manifestou a sua preocupação em relação à publicação dos documentos diplomáticos dos EUA pelo WikiLeaks: “Ficaria muito incomodado se as numerosas conversações que tive com Yoani Sánchez fossem publicadas. Ela poderia pagar as consequências por toda a sua vida”. A pergunta que vem imediatamente à mente é a seguinte: por quais razões Yoani Sánchez estaria em perigo se a sua atuação, como afirma, respeita o marco da legalidade?

Em 2009, a imprensa ocidental divulgou massivamente a entrevista que o presidente Barack Obama havia concedido à Yoani Sánchez, e que foi considerado um fato excepcional. Yoani também afirmou que enviou um questionário similar ao presidente cubano Raúl Castro e que o mesmo não se dignou a respondê-lo. No entanto, os documentos confidenciais da Sina, publicados pela WikiLeaks, contradizem essas declarações. Foi descoberto que foi um funcionário da representação diplomática estadunidense, em Havana, quem, de fato, redigiu as respostas à dissidente e não o presidente Obama.

Mais grave ainda, o Wikileaks revelou que Yoani, diferente de suas afirmações, jamais enviou um questionário a Raúl Castro. O chefe da Sina, Jonathan D. Farrar, confirmou a informação através de um e-mail enviado ao Departamento de Estado: “Ela não esperava uma resposta dele, pois confessou que nunca enviou (as perguntas) ao presidente cubano”.

A conta de Yoani Sánchez no Twitter

Além do sítio Generación Y, Yoani Sánchez tem uma conta no Twitter com mais de 214 mil seguidores (registrados até 12 de fevereiro de 2012). Somente 32 deles moram em Cuba. Por outro lado, a dissidente cubana segue a mais de 80 mil pessoas. Em seu perfil, Yoani se apresenta da seguinte maneira: “Blogger, moro em Havana e conto a minha realidade através de 140 caracteres. Tuito, via sms sem acesso à web”. No entanto, a versão de Yoani Sánchez merece pouco crédito. Na realidade é absolutamente impossível seguir mais de 80 mil pessoas apenas por sms, a partir de uma conexão semanal em um hotel. É indispensável um acesso diário para isso na rede.

A popularidade na rede social Twitter depende do número de seguidores. Quanto mais numerosos, maior a exposição da conta. Da mesma maneira, existe uma correlação entre o número de pessoas seguidas e a visibilidade da própria conta. A técnica que consiste em seguir diversas contas é utilizada para fins comerciais, assim como para a política durante as campanhas eleitorais.

O sítio www.followerwonk.com permite analisar o perfil dos seguidores de qualquer membro da comunidade do Twitter. O estudo do caso Yoani Sánchez é revelador em vários aspectos. Uma análise dos dados da conta do Twitter da blogueira cubana, realizada através de seu sítio, revela que a partir de 2010 houve uma atividade impressionante de sua conta. A partir de junho de 2010, ela se inscreveu em mais de 200 contas por dia, em uma velocidade que poderia alcançar até 700 contas em 24 horas. Isto é, passar 24 horas diretas fazendo isto – o que parece improvável. O resultado é que é impossível ter acesso a tantas contas em tão pouco tempo. Então, parece que isto só é possível através de um robô.

Da mesma maneira, descobrimos que cerca de 50 mil seguidores de Yoani são, na realidade, contas fantasmas ou inativas, que criam a ilusão de que a blogueira cubana goza de uma grande popularidade nas redes sociais. Na realidade, dos 214.062 perfis da conta @yoanisanchez, 27.012 são novos (e sem fotos) e 20.600 são de características de contas fantasmas com atividades inexistentes na rede (de 0 a 3 mensagens enviadas desde a criação da conta). Entre estes fantasmas que seguem Yoani no Twitter, 3.363 não têm nenhum seguidor e somente 2.897 seguem a blogueira, assim como a uma ou duas contas. Algumas apresentam características bastante estranhas: não têm nenhum seguidor, seguem apenas Yoani e emitiram mais de duas mil mensagens.

Esta operação destinada a criar uma popularidade fictícia, via Twitter, é impossível de ser realizada sem acesso à internet. Necessita de um apoio tecnológico e um orçamento consequente. Segundo uma investigação realizada pelo diário La Jornada, com o título El ciberacarreo, la nueva estrategia de los políticos en Twitter, sobre operações que envolviam os presidenciáveis mexicanos, diversas empresas dos Estados Unidos, Ásia e América Latina oferecem este serviço de popularidade fictícia (“ciberacarreo” ou em português ciber transporte) por elevados preços. “Por um exército de 25 mil seguidores inventados no Twitter , escreveu o jornal, pagam até US$ 2 mil, e por 500 perfis manejados para 50 pessoas é possível gastar entre US$ 12 mil a US$ 15 mil”.

Yoani Sánchez emite, em média, 9,3 mensagens por dia. Em 2011, a blogueira publicou uma média de 400 mensagens por mês, O preço de uma mensagem em Cuba é de um peso convertido (CUC), o que representa um total de 400 CUC mensais. O salário mínimo em Cuba é de 420 pesos cubanos, ao redor de 16 CUC. Yoani Sánchez gasta, por mês, o equivalente a dois anos de salários mínimos em Cuba. Assim, a blogueira gasta em Cuba com o Twitter, um valor correspondente, caso fosse francesa, a 25 mil euros mensais ou 300 mil euros por ano. Qual a procedência desses recursos para estas atividades?

Outras perguntas surgem de maneiras inevitáveis. Como Yoani Sánchez pode seguir a mais de 80 mil contas sem acesso permanente a internet? Como conseguiu se inscrever em 200 contas diferentes por dia, desde junho de 2010, com índices que superam até 700 contas/dia? Quantas pessoas seguem realmente as atividades da opositora cubana na rede social? Quem financia a criação das contas fictícias? Qual o objetivo? Quais os interesses escusos detrás na figura de Yoani Sánchez?

*Salim Lamrani é graduado na Universidade de Sorbone, professor encarregado dos cursos da Universidade Paris-Descartes e da Universidade Paris-Est Marne-la-Vallée e jornalista francês, especialista nas relacões entre Cuba e Estados Unidos. Autor de Fidel Castro, Cuba y Estados Unidos (2007) e Doble Moral. Cuba, la Unión Europea y los derechos humanos (2008), entre outros livros.

*Fonte: La Jornada
*Tradução de Sandra Luiz Alves

PROFESSORES DA SEDUC/AM SÃO REMANEJADOS DAS DISCIPLINAS QUE FORAM CONCURSADOS PARA MINISTRAREM DISCIPLINAS ALHEIAS

Professores de escolas do estado que foram aprovados em concurso promovido pela Secretaria de Educação do estado do Amazonas (Seduc/AM), de acordo com os cursos que são formados, estão protestando contra algumas escolas onde estão lhes obrigando a ministrarem disciplinas que fogem de sua formação universitária.

Por exemplo, professor de Língua Portuguesa foi remanejado para ministrar Ensino Religioso. Não importa que o professor seja ateu. E o mais tocante: algumas escolas estão necessitando de professores de Língua Portuguesa. Um caso de sabotagem do ensino visto que uma das maiores queixas sobre a deficiência da educação no estado do Amazonas encontra-se nas práticas ligadas ao ensino de Língua Portuguesa. O Amazonas é um dos estados do Brasil onde os jovens e as crianças têm pouca prática de leitura e escritura. Uma breve constatação é perceber quantas livrarias tem a não-cidade de Manaus e quantos escritores.

É um caso de violência pedagógica-educacional. O professor quando entra na universidade escolhe o curso que mais ele se identifica e acredita poder desdobrar os conhecimentos adquiridos em atos concretos na sociedade. Um professor quando é licenciado em geografia, acredita que pode muito bem expressar o discurso geográfico na escola em que vai trabalhar. Mas quando ele é remanejado para outro discurso de outra disciplina ele sofre uma violência epistemológica que o leva – para continuar lecionando – a entrar na ordem ficcional da disciplina que não domina o discurso. Como está em ficção seu ensino jamais se materializa como realidade necessária à sociedade. Essa violência é conhecida também como “quebra galho pedagógico”. Os professores que façam seus malabarismos mentais para continuar na escola e defender seus salários.  

As queixas de hoje não têm nada de novo. O fato já se tornou comum nas escolas do estado do Amazonas, mormente de Manaus. É uma prática muito bem estimulada pelas secretarias de educação dos governos reacionários que se apossaram do estado há quase 30 anos. A educação no estado é apenas um reflexo da insuficiência política desses alcunhados administradores.

Agora, cabe aos professores tomarem o fato como pauta imprescindível para ser discutida e tentar encontrar uma solução para esta violência. Uma discussão profissional em si mesma, porque pouco tem que esperar do governo.

Uma discussão filosófica/educacional que não conte com a presença do sindicato dos professores que é pelego, e vive atrelado a prefeitura e ao estado. Ainda porque, tratando-se de discussão filosófica/educacional o sindicato dos professores não tem qualquer corpus que possa compor com essa potência revolucionária/criadora que é o devir filosófico/educacional.

O ESTROPIADO CARNA BOI

Quando se é criança e se aprende algum saber que é contrário a moral familial é comum os pais dizerem aos filhos, como forma de admoestação, que eles só aprendem o que não presta. O que não segue a moral estabelecida pela cultura da família. Trata-se de um puro bairrismo de família que pretende fazer prevalecer o discurso próprio da família. Uma bela estultice visto que todo discurso familial é nada mais do que ressonância do discurso paranóico social que tende a se fixar em todos os territórios da família.

Seguindo esse enunciado paranóico-familial pode-se afirmar que os participantes do Carna Boi de Manaus são iguais aos filhos que “só aprendem o que não presta”. Afetados por enunciados carnavalizantes baianos do tipo “Carna”, “Carna”, manauaras tornaram-se suas imagens replicantes. Replicou-se o Carna Boi. Uma estropiada forma de tentar ligar carnaval com a cerimônia do Boi Bumbá de Parintins. Alias uma dupla ressonância, já que o Boi Bumbá de Parintins é pura clonagem da descarnavalização das escolas de samba do Rio de Janeiro, onde tudo está clivado por um modelo paranóico de rivalidade e classificação. Sem contar que o asfalto é pontuado pelas alas, todas codificadas.

Mas a grande estropiação é expressada no sentido Carna Boi. Os replicantes não sabem que a palavra carna tem o significado de carne, em latim, e nenhuma referência à festividade. Apeados por este desentendimento os replicantes não podem saber que no sentido literal o Carna Boi significa carne boi, nada de carnaval.

Mas bem que os replicantes poderiam tirar proveito do Carna Boi se fosse uma tremenda festa com carne de boi. Uma contagiante churrascada. Porém, nada disso pode acontecer. Os replicantes aprenderam magnificamente o conteúdo do “só o que não presta”.

Por isso, agora, só resta se iludirem no vazio sem carne e sem boi. E sem poderem nostalgicamente recorrer ao carnaval, já que no carnaval a carne vai. Ou seja, já se foi. No carnaval não há carne.     

LANTEJOULADAS ESPECTRAIS DO CARNAVAL OFICIAL DE MANAUS

Depois que o carnaval perdeu sua dimensão dionisíaca em função da força deletéria do capitalismo ele foi transformado em um espectro. E como de um espectro tudo pode se esperar, já que um espectro, por não ter uma idéia singular para formar sua própria  imagem, o que lhe seria próprio, ele pode se dar ao valor da banalização. Ou seja, um eco da saturação. A desrealização em forma de vazio, como afirma o filósofo Jean Baudrillard.

O carnaval oficial de Manaus, neste entendimento, não passa de um mero espectro que pretende simular o carnaval espectral das escolas de samba do Rio de Janeiro. E aqueles que se encontram enredados em qualquer de suas ordens só expressam essa ressonância espectral.

O desfile da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade ocorrido na madrugada de domingo gordo ofereceu um espetáculo espectral digno de um estudante das metamorfoses sem formas. O samba-enredo contando a história do santo salesiano Dom Bosco presenteou o público com uma descarnavalização própria das superstições que protegem as pedagogias reacionárias, magnamente distantes da criatividade, racionalidade, e da cientificidade imprescindíveis à educação. Principalmente quando se trata de falar ao povo, como  no caso do carnaval que é um devir constitutivo-democrático. Um samba-enredo sem qualquer possibilidade de desdobramento educacional o qual seus autores tanto acreditavam estar processando. Um senso comum desnecessário ao povo dionisíaco.

Mas deixando de lado o anêmico samba-enredo, que cumpriu com brilho seu propósito de enaltecer o colégio da classe média manauara – que se ufana de ter tido como alunos figuras reacionárias da alcunhada política da não-cidade, entre elas o ex-governador Eduardo Braga -, a forma espectral do carnaval oficial de Manaus ficou bem expressa através dos apresentadores e comentadores da TV reacionária, Amazonas Em Tempo, retransmissora da TV do camelô Silvio Santos, SBT.

Para ilustrar visualmente os sonhos “terríveis” que Bosco tinha com animais monstruosos, o carnavalesco confeccionou um carro alegórico com um elefante com as dimensões espectrais. Resultado: a tromba do elefante partiu ficando um pedaço para cima e outro para baixo. O comentarista sem qualquer entendimento teratogênico lamentou o ocorrido, quando deveria, ao ver a figura atrofiada, aproveitar para dizer que realmente os sonhos de Bosco eram povoados por figuras “terríveis”.

Outro momento espectral foi quando a própria figura de Dom Bosco não respondeu aos propósitos do carnavalesco. Confeccionaram uma imagem do santo zooparanóico que deveria mover a cabeça para o lado esquerdo e direito só que ocorreu uma atrofia no mecanismo da cabeça, e ela passou a se mover repetidamente só para o lado direito. Foi quando a comentarista usando de sua revolucionária verve disse que não havia problema, porque a cabeça estava olhando para o lado que o santo mais gostava onde havia uma torcida vestida de verde. Esquecendo a imaginativa comentarista que o santo é um mensageiro de Deus, que segundo afirmam os crentes, olha para todos e não só para direita.

Foi então que ao chegar ao final do espetáculo a Reino Unido mostrou ao que ele está unida. No espaço distensão,  repórteres entrevistaram o ex-deputado João Thomé, filho do ex-governador Gilberto Mestrinho, que teceu, de acordo com seus interesses, elogios à escola.

Em tempo: – sem ironia malsã – a Escola de Samba Reino Unido da Liberdade tem um histórico – como a maioria das outras escolas – de ser um centro de apoio eleitoral de candidatos retrógados muitos deles eleitos e reeleitos com os votos da comunidade Morro da Liberdade. Exemplo, o próprio João Thomé e seu pai, mais o atual prefeito cassado Amazonino Mendes. Sem precisar contar com as várias eleições de seu ex-presidente, Bosco Saraiva. Todos com estreita relação com o proprietário da TV Em Tempo.

Uma tristeza espectral que deixa uma ressaca muito pior que a ressaca do vinho Dom Bosco.

JÓIAS DE FAMÍLIA UNEM AMAZONINO E EDUARDO BRAGA EM HILÁRIO LITÍGIO

O ex-governador do estado do Amazonas, senador Eduardo Braga (PMDB), vem em suas declarações cobrando do prefeito cassado de Manaus, Amazonino Mendes, a ausência da distribuição de água na não-cidade com a tarifa social. Suas cobranças, que envolvem a antiga privatização da COSAMA, a empresa de distribuição de água que foi privatizada pelo então governador da época Amazonino Mendes, tem deixado o prefeito tiririca da silva.

Na chamada abertura dos trabalhos da Câmara Municipal, o prefeito da não-cidade, em seu discurso lançou alguns adjetivos nada elogiosos que dizem ter sido em direção do governador. Adjetivos que seriam da verve da ralé se não se tratasse de apolíticos. Adjetivos como “picareta”, ‘caroneiro”, “enganador”. Mas que segundo o senador não foi com ele, por isso não iria tomar qualquer medida. A não ser contra os que fizeram dos adjetivos ilações contra sua pessoa.

No entendimento do prefeito da não-cidade, Amazonino Mendes, os ataques de Eduardo Braga estão sendo provocados por conta de sua candidatura à prefeitura de Manaus. Uma prefeitura que estar atraindo cobiçosamente a maioria dos candidatos em razão da Copa do Mundo de 2014. Todos se vêem como os imperadores do pebol capitalizado.

Entretanto, as performances apresentadas pelos dois manoniquins não passa de um hilário litígio, pois trata-se de cintilações de jóias de família. Os dois são parentes da mesma família que há quase trinta anos infelicita a existência dos amazonenses. São ilustradores das jóias retrógadas incrustadas na geo-política amazonense que impossibilita o estado do Amazonas processar sua própria história como um estado autônomo e produtivo. Uma família que nessas três décadas teve seu início com o finado patriarca Gilberto Mestrinho, três vezes governador do estado.

Gilberto Mestrinho inventou Amazonino Mendes que inventou “seu garoto”, Eduardo Braga. Era assim que Amazonino chamava Eduardo Braga. “Meu garoto”, tal a intimidade que as jóias da família promovem.

Amazonino criou Eduardo Braga para ser seu sucessor na prefeitura e no governo do Amazonas, como realmente sucedeu. Como se sabe que nenhum dos dois mudou sua concepção política, social e econômica – ambos são exuberantes capitalistas – só poderia dar em litígio hilário. Ambos continuam lustrando e preservando, com suas atitudes, as jóias da família.

O mais hilário desta cintilação familiar, é que os dois querem a prefeitura para construir uma cidade para Copa do Mundo de 2014. Logo eles, fiéis parentes, que durante quase três décadas vêem destruindo Manaus, daí porque não-cidade. Nem Hércules construiria uma cidade tão bem destruída em quase três décadas, em apenas um ano.

São as ilusões do brilho cintilante das jóias familiares.   

O PREFEITO DE SÃO PAULO, KASSAB, TENTA IRONIZAR LULA OFERECENDO-O UM TERRENO PARA SEU INSTITUTO NA EX-CRACOLÂNDIA

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do partido retrógado PSD, que anda as tontas para formação de aliança para as eleições municipais deste ano de 2012, disse que vai doar um terreno público para o ex-presidente Lula na região da Luz, ex-cracolândia, palco de mais uma violência contra pessoas pobres que faziam daquele local ponto para uso de crack.

O prefeito, que tem a menor aprovação dos últimos tempos, disse que vai doar o terreno para que seja construído o Instituto Lula. Entretanto, ele advertiu que a doação só será efetuada se as portas do instituto forem abertas ao publico para realizar visitas e consultas das obras lá contidas. Uma exigência banal se tudo se resumisse apenas na doação.

O que vai além da doação é saber se Lula vai aceitar um terreno em uma área que faz parte do plano de revitalização da cidade que estimula especulação imobiliária justamente com empresários próximos ao prefeito e o governado de São Paulo, Alckmin, participante também da ação violenta de retirada dos usuários de crack da área junto com o prefeito Kassab.

A doação de Kassab soa como uma ironia contra o sentido ético-político que Lula, apesar de vários petistas afirmarem que o PSD de Kassab é aliado do PT.

AMAZONINO FAZ MARKENTING COM OBRAS DO GOVERNO FEDERAL E ESTADUAL

Estamos a menos de um ano das eleições para prefeito das capitais e cidades do Brasil. Ontem, dia 27 de janeiro de 2012 dentro de um coletivo uma usuária reclamava do prefeito de Manaus que durante esses três anos não “mostrou pra que veio” , dizia, e  completava: o pior é que ele ainda pode ser eleito. Pois bem, licenciado para ir à São Paulo, depois Brasília, Manaus foi comandada por três vereadores que nada fizeram a não ser terem aumentado seus proventos no final do mês.

Essa ausência do prefeito foi bastante criticada e pra desanuviar o desgaste, convocou a imprensa, dia, 27/01/2012, para expor o que fará nesse restante de mandato. Como sempre, políticos do tipo de Amazonino gostam muito de cifras. Sapecou. R$ 732 milhões para ser aplicado em projetos de melhoria da cidade, porque “você merece uma cidade melhor”. Esta cidade não é melhor,  por isso o slogan, porque se ela fosse melhor, não mereceríamos uma cidade melhor. Dessa forma justifica-se para nós da AFIN, caracterizá-la como não cidade.   

E como não cidade, Amazonino acha que pode em poucos meses fazer o que não fez em quatro anos. Vai resolver o problema habitacional. Através da Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários em parceria com o governo federal que já vem colocando em prática “Minha Casa Minha Vida” na cidade de Manaus e dinheiro de investidores internacionais. O que é incrível é que Amazonino não resolveu esse problema quando foi governador, senador e prefeito. O déficit habitacional na cidade de Manaus é gritante. Aqui temos vários Pinheirinhos. Teve um secretário seu pra área habitacional e fundiária quando era governador na época, cuja maior preocupação foi construir pousadas/motel dentre as quais uma sobre um igarapé, afluente do rio goiabinha, no Núcleo 16, no bairro Cidade Nova IV, próximo à Escola Estadual Engenheiro Artur Soares Amorim (provavelmente não constará no seu nome).

O atual secretário da SEHAF, Valtair Cruz, da cota do PT My Darlyg, ligado ao presidente da sigla municipal Waldemir Santana, projeta soluções na área habitacional, transitividade (ciclovias) com prazo de 15 anos. O que vemos é a transferência de problemas de um prefeito para outro.
E por estarmos no período  pré-eleitoral, o prefeito anunciou o PROURBIS e  “ação conjunta”. Manaus será um brinco. Cinco mil trabalhadores do governo do Estado e da prefeitura recuperarão as vias públicas, taparão rachaduras no asfalto e buraco nenhum ficará para sapo contar estórias.
Criará o Amazonarium. Já temos o bairro Amazonino Mendes também chamado de Mutirão. Apareceu o Amazon Bus. Mas, Amazonarium não estava escrito como proposta de sua campanha para prefeito. No porto das Lajes construirá um grande aquário onde constará de um lado o Rio Negro e do outro o Solimões. Num será representado como o caboclo lida com o meio e no outro receberá várias espécies de répteis. Amazonino quer ser a maior invenção já criada pelo homem: Deus.

Como o manauense merece uma cidade melhor, implantará o BRT. Deu certo no México, Curitiba, Bogotá, Londres, cidades chinesas… O BRT não vai prosperar porque seu mandato tem menos de um ano de duração e nesse ano de duração não conseguirão aprontar nem o edital. Se uma coisa que nessa cidade nunca deu certo foi projetos: de casas, projetos de transporte coletivo. O metrô de superfície do Alfredo Nascimento e do Amazonino não deu certo, nunca saiu da simulação tele-imagética  assim como o Expresso que consumiu mais de 120 milhões do BNDES.

A não cidade de Manaus está instransitável. Há muitos carros  e todos os utilizam para irem a seus trabalhos. Como não há transporte coletivo suficiente a cidade vira um caos. E não adianta construírem viadutos e elevados. Desafoga numa área e congestiona noutra. O Manaustran já deve ir projetando rodízio de veículos para a área comercial da cidade (porto), porque do jeito que está a  cidade a cada dia fica “imexível”. Mas para isso, deverá a prefeitura oferecer um sistema de transporte coletivo, com horário, segurança, e conforto para que o usuário possa utilizá-lo, contribuindo assim para criar-se uma cidade melhor.

E uma cidade melhor não é produzida faltando nove meses para o término de um mandato. Uma cidade melhor é construída a partir do primeiro dia de mandato. Com secretários inteligentes numa comunhão com o povo, ouvindo o povo. Uma cidade não é construída a partir de gabinete, de conchavos, corrupção, fraudes em concursos. Uma cidade melhor é aquela onde as pessoas se sentem bem, contente e felizes. Mas infelizmente, não é isso que vemos na Manaós de Ajuricaba. E como naquela época já demonstrava o que seria hoje, ele resolveu desaparecer, resolveu “pular o muro”. Manaus, um dia será melhor. E nosso slogan será. Manaus: esta, é a melhor cidade. Vai demorar muito, porque, temos que derrotar pessoas e ideologias, mas estamos construindo o caminho. Valeu,  mano.

A GLOBO E SUA FORÇA PERVERSA DE ASSALTAR A MENTE DE SEUS TELESPECTADORES

MILITAR NORTE-AMERICANO DIZ QUE MATOU 255 PESSOAS NO IRAQUE E TEM A CONSCIÊNCIA LIMPA DIANTE DE DEUS

O militar norte-americano, reformado, Chris Kyle, de 37 anos, que serviu durante os anos de 1999 e 2009, o pelotão Charlie, terceiro grupo da força Seal da Marinha dos Estados Unidos, declarou no livro American Sniper, que matou 255 pessoas durante suas participações nas quatro viagens ao Iraque. Só na batalha de Fallujah, no fim de 2004, ele matou 40 inimigos. Apesar de seu somatório, o Pentágono diz que só foram, oficialmente, 150 mortos. Ele teima que foi mais. O que não importa tanto, porque ele bateu o recorde ultrapassando um atirador que durante a guerra do Vietnã matou 109 inimigos. Doentio recorde, seguidor de Deus, Pátria, Família e o Capital, propulsores da defesa americana contra os outros povos.

Kyle, conhecido também pelas alcunhas bélicas-irracionais como “a lenda”, “o exterminador” e “diabo de Ramadi”, se orgulha de seus feitos por ter limpado da terra “selvagens” que fazem o mundo feder. Em sua missão-militarista-mística ele diz que se “as circunstâncias fossem diferentes – se minha família não precisasse de mim – eu voltaria em piscar de olhos”. Suma verdade: ele voltaria.

A forma como ele descreve no livro suas atuações durantes os combates deixa claro a semelhança de sua pessoa com a classificação psiquiátrica feita durante a Segunda Guerra Mundial, que tinham estes tipos de atiradores como serial killer, os assassinos em série que colecionavam a quantidades de soldados executados por eles. Caso psiquiátrico de psicopata necessário em tempos de guerra, mas perigosos durante os tempos de paz.

Ele conta, que durante uma incursão em um subúrbio xiita de Sadr City, nos arredores de Bagdá, a uma distância de 2.100 metros conseguiu atingir um inimigo, com ajuda de Deus.

“Deus soprou aquela bala que o atingi”, disse orgulhoso e crente. Sabe-se que o sentido de Deus é particular, daí ele servir para todos os tipos de delírios pessoais.

Trechos do livro mostram, até para os piegas, o quanto uma guerra serve para sublimar patologias de muitos combatentes. A guerra por si só, já é patológica, visto que é o resultado do fracasso do consenso político entre os povos. A negação da razão, em proveito da dominação perversa.

“Adorei o que fiz. Ainda adoro. Se as circunstâncias fossem diferentes – se minha família não precisasse de mim – eu voltaria em um piscar de olhos.

Posso me colocar diante de Deus como uma consciência limpa em relação ao meu trabalho.

O lugar fedia como um esgoto o fedor do Iraque é algo a que nunca me acostumei.

Verdadeiramente, profundamente odeio o mal que aquela mulher possuía. Odeio até hoje ( foi a sua primeira vítima).

Mal selvagem, desprezível. É isto que estávamos combatendo no Iraque. É por isso que muitas pessoas, incluindo eu, chamavam os inimigos de “selvagens”.

O número não é importante para mim. Apenas queria ter matado mais gente. Não para poder me gabar, mas porque acho que o mundo é um lugar melhor sem selvagens à solta tirando vidas americanas”.

Compulsões homicidas, limpeza ética, exacerbação mística do dever pela força em um Deus cruel, misoginia, exaltação egóica, alguns sintomas psiquiátricos apresentados pelo auto-glorificado Kyle, que hoje trabalha prestando serviços as Forças Armadas norte-americana instrutor de atiradores de elite.    

PREFEITO CASSADO AMAZONINO NA CIDADE DA CRIANÇA TRISTE E “LASCADO

É tempo de natal, é tempo de chantagem. O prefeito de Manaus Amazonino Mendes, cassado em primeira instância pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, não perdeu a atmosfera religiosa/consumista e mandou sua cena de quem há três anos não mudou nada na princesinha do norte.

Confraternizado com seus subalternos inaugurou a Cidade da Criança. Um local chamado por eles de área de lazer infantil. Na verdade, uma tosca imitação – se a imitação já é deplorável, imaginemos quando tosca – do que há de mais óbvio de amenidades no mundo da proibição imaginária. Um antigo horto de Manaus transformado em habitação de entes antropomorfizados pela mente capitalista de Disney. O terror das crianças.

Depois de ouvir o discurso de seu amigo funcionário Manuel Morrinhos Ribeiro, que já fora prefeito da triste cidade de Manaus cuja principal marca de sua patética administração foi criar praças com morrinhos, daí a razão do apelido, que em tom de ufanismo fantasioso disse que esses lugares serão a Disneylândia de Manaus, o prefeito cassado fez seu lamento.     

Mostrando um profundo descontentamento ele desabou seu lamento. Disse que não vai se candidatar à reeleição no ano de 2012. Uma decisão democraticamente bem vinda para o povo, um verdadeiro presente de natal, visto que em três anos ele manteve a cidade da mesma forma que encontrou, tirando as disneylândias,é claro.

Se a triste Manaus tinha uma face cheia de buracos, agora é uma verdadeira cratera. E não só nos bairros, mas também no centro. O transporte coletivo é outro convite para que ele não se candidate mesmo. Com uma das mais caras tarifas o transporte coletivo é mais uma violência que impede o povo de produzir cidadania. As constantes faltas de água e energia nos bairros são outros convites para retirada de sua candidatura. Os descasos com os prédios das escolas e o salário dos professores são outros convites. E outros convites que impõem uma cidade abandonada.

De lamento em lamento, Amazonino, acusou forças que durante estes três anos impediram que ele trabalhasse pelo seu povo. Forças que só acusaram seu governo (?), enquanto ele se mantinha calado. Por isso, ele estava triste e lascado. Pessoas e grupos de todos os lados só souberam criticar sua administração não vendo o que ele realizava.

Juntando o lamento/ressentido de Amazonino com o entendimento do que é infância do Manuel Morrinhos Ribeiro não havia momento mais significativo para ele declarar que não é mais candidato, que esse momento em que uma Criança vai nascer. Cristo sabe junto com o filósofo Baudrillard que a Disneylândia é uma simulação da infância para se acreditar que fora dela há um mundo adulto. Como sabe também, o que é polis, certamente com seu nascimento gostaria de encontrar uma cidade onde as crianças fossem felizes. Nada do que ocorre em Manaus. Tirando as políticas públicas do governo federal voltadas às crianças a administração de Amazonino não produziu nada para a saúde ambiental, social e mental das crianças.

Daí se aplaudir cristianamente a decisão de Amazonino.   

ESTUDANTES DA UNICAMP, MOVIMENTO TEMPESTADE EM COPO D’ÁGUA, PRODUZEM VÍDEO-HUMOR-INTELIGENTE QUE DISSIPA OS AMESTRADOS DA TV GLOBO

DEPUTADO RACISTA E HOMOFÓBICO, BOLSONARO, AGRIDE DILMA

Todo homem que tem um sentido exacerbado da heterossexualidade é um desesperado, um impotente sofredor. Como não existe um único modelo de heterossexual esse tipo de homem cria para si uma personagem que serve para ele como elemento de sua orientação conflitada na objetividade. Uma personagem para interpretar a fantasia castradora que persegue esse tipo de homem fazendo com que ele projete em todas as expressões sociais seu desespero produzido pela ilusão exacerbada do que é ser heterossexual. O que ele não sabe ser.

Esse tipo de homem modelado em uma heterossexualidade exacerbada que não encontra troca, semelhante, na objetividade, sofre desesperadamente por exigir demais de si como alguém que desempenha esse papel atrofiado. Como não pode saber o que é ser heterossexual ele dirigi todas suas inseguranças àqueles, que por força de seu delírio paranóico, representam uma ameaça à sua heterossexualidade castrada. Ou melhor: sua sexualidade infantilizada coberta de cenas eróticas paranóicas. É por isso, que todos esses heterossexuais sempre interpretam personagens violentos. Porque a base de sua fortaleza alucinatória é uma criança acuada. Seus atos violentos são executados para, em sua fantasia, agradar àqueles que eles consideram modelo de força-moral. Assim, eles nunca vivem por si, mas pelos outros que eles nomeiam como corretos e exemplares.

É por esse sofrimento que eles nomeiam os que para eles representam fragilidade, como as minorias, negro, gay, mulher, índio, inimigos que devem ser banidos. Era esse sofrimento que tocava a turma do Hitler, e hoje toca os neo-nazistas de todas as matizes e sons.

O deputado racista e homofóbico Jair Bolsonaro (PP/RJ) reflete esse tipo de heterossexual. Sua postura violenta fortalece essa imago da dor. É por essa situação, que ele não entende o que é viver em democracia e quando se manifesta agredindo os outros que são contrários às suas fantasias, e estes lhe contestam, ele replica afirmando que está sendo censurado. E com ele se expressa um coro que cultua também a violência e a dor.

Como Bolsonaro não chega à exterioridade com clareza, ele nomeia essa minoria para representar o mal que deve ser combatido. Assim, ele toma o gay como pecaminoso, sujo e que não tem direito ao convívio social. Gay, para ele, é uma palavra ofensiva. Pois foi exatamente com esse entendimento heterossexual-desesperado que ele usou a palavra gay para tentar ofender a presidenta Dilma ao dizer que “se (ela) gosta de homossexual, assuma”.

“O kit gay não foi sepultado ainda. Dilma Rousseff , pare de mentir. Se gosta de homossexual, assuma. Se teu negócio é o amor com homossexual, assuma. Mas não deixe que esta covardia entre nas escolas do primeiro grau”, vociferou o deputado racista-homofóbico.

Bolsonaro agrediu Dilma, porque na véspera duas comissões da Câmara realizaram um seminário para discutir a possibilidade de combater a homofobia a partir do Plano Nacional de Educação 2011-2012.

Mas o deputado da extrema-direita racista-homofóbico não se satisfez só em agredir a presidenta, vociferou também contra o ministro da Educação Fernando Haddad, que é candidato do Partido dos Trabalhadores à prefeitura de São Paulo.

“Oh, povo paulistano. Será que o Haddad como prefeito de São Paulo vai implantar a cadeira de homossexualismo nas escolas do primeiro grau?”, atacou o representante da extrema-direita.

Mas Bolsonaro não ficou apenas mandando na cena, agredindo todos que estivessem contra sua posição. Ele teve que ouvir a posição do deputado Alfredo Syrkis (PV/RJ) que lutou contra a ditadura que ele participou e defendeu.

“Não costumo polemizar com ele, porque sei que ele joga pra platéia. Tem um eleitorado de extrema-direita que gosta da forma absolutamente desrespeitosa que ele aborda uma série de temas.

O que nós ouvimos aqui hoje foi novamente um discurso de ódio, um discurso de preconceito. Um discurso inclusive que, se eu entendi direito, faltou com o decoro parlamentar ao fazer insinuações a respeito da própria presidente da República”, discursou Syrkis.

Como a violência do direitista extremista repercutiu muito contra ele, e como sempre ocorre com esse tipo de gente em situações como esta, ele correu para se defender afirmando que ele não foi entendido, porque a língua portuguesa possibilita uma série de interpretações.

Mas o vídeo mostra sua linguagem chula muito além da riqueza de interpretações que possibilita a língua portuguesa.

A PONTE DA ILUSÃO AFIRMA A CONCIÊNCIA PROVINCIANA DE ALGUNS MANAURAS

 

 O homem é prodigioso em criar reflexos de si mesmo para depois tomá-los como produzido por outro ente que lhe causa admiração, medo ou inveja. Mesmo quando ele sabe que foi ele o autor da criatura.

Sentindo-se desprovido de beleza, ele cria objetos para contemplar. Sentindo-se inseguro, ele cria objetos e idéias protetoras. Sentindo-se impotente, ele cria objetos para desapreciá-los. O que ele persegue mesmo são estágios metafísicos que lhe impedem de ter experiência real do que ele mesmo colocou no mundo.

Em Manaus a criação da ponte da ilusão que vai da não-cidade Manaus ao abandonado município de Manacapuru, obra superfaturada orçada inicialmente em R$ 500 milhões e finalizada em R$ 1 bilhão e 300 milhões, reaviva nas consciências de alguns manauaras um patético panorama provinciano– não visto da ponte – ocorrido quando foi construído, lá para bandas de 1949, o primeiro prédio na não-cidade. O prédio do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas, o famoso teluricamente, IAPETEC, depois transformado em prédio do INSS.

Na época, nos idos de 50, e até 60, era comum ver rumas de famílias aos fins de semana seguirem para frente do prédio para contemplá-lo, como se fosse uma obra extraterrestre. Um prédio, entre barracos e sobrados, era mesmo, para os contemplativos, obra de um deus. Um barraco, um sobrado o homem faz, mas um prédio é coisa de deus. Uma admiração que elevava o ego dos governantes da época que contavam, demagogicamente, com a confirmação em forma de votos nas eleições. “Foi na minha administração que o IAPETEC foi construído”, imaginaram eles. Barganha eleitoral.

O panorama provinciano – não visto da ponte – foi tão longamente vivenciado por estes manauaras que posteriormente, ao serem construídos outros prédios na não-cidade – o que a realidade geográfica é totalmente contrária -, serviu para piadas. Se, dizia: “Estão construindo muitos IAPETEC em Manaus”.

Hoje, a ponte da ilusão, que teve o início de sua construção na administração reacionária do ex-governador Eduardo Braga e sua inauguração no governo de seu amigo-sucessor, Omar Aziz, com claro propósito eleitoreiro, serve de contemplação para muitos manauaras. Rumas de famílias todo fim de semana rumam para a ponte da ilusão para admirá-la. Alguns se aventuram a atravessá-la até o município de Manacapuru, para depois voltarem desiludidos por não terem visto nada além da triste realidade que é o legado dos governos retrógados da direita que infelicita as vidas das populações do Amazonas.

Mas o que é bom, politicamente, na contemplação metafísica da ponte por esses manauaras é que ao se admirarem com a construção da ponte, pela força da imaginação mágica, eles passam a crer, sem perceber, que ela é obra de um ser extraterreno. E aí, nesse distanciamento, eles esquecem os responsáveis por sua construção. E no dia das eleições, a construção da ponte da ilusão, não servirá demagogicamente de moeda de compra de votos.

De formas, que o entretenimento-metafísico desses manauaras não se ligará com a realidade calculistas destes governantes. O patético panorama visto da ponte. Com todo respeito ao dramaturgo norte-americano Arthur Miller que emprestou o enunciado, “o panorama visto da ponte”.

ACERCA DA PRIMAVERA DE MANAUS E DO AMAZONAS

O portal Luis Nassif Online deu para o Brasil uma grande contribuição divulgando, de duas em duas horas, no dia 12 de novembro de 2011, fatos ocorridos em Manaus, demonstrando a importância da internet livre na luta contra os coronéis e controladores de mídias nunca dantes utilizadas, para esclarecer fatos ligados às pessoas, muitas vezes injustiçadas.

Os fatos divulgados relatam como se dá a relação política de quem é amigo e de quem é adversário politico. E nesse contexto, não se vê a questão política em si, mas vai às raias da intolerância, da estupidez.

Nosso Estado do Amazonas é governado por uma oligarquia. Nessa oligarquia estão coronéis. Coronéis de Barrancos. Grossos. Tudo, primeiro é pra eles. A onda começa em 1982. Tínhamos um Partido dos Trabalhadores que ainda não havia se darlingnizado. Não havia sido cooptado pela direita do Amazonas. Com seu candidato ao governo, Osvaldo Coelho, não teve como combater Gilberto Mestrinho que naquela época já falava em governar o Amazonas por 30 longos anos.

A partir daí iniciava o poderio político da trupe que até hoje governa o Amazonas: Amazonino Armando Mendes, Eduardo Guerreiro de Sempre Braga, Alfredo Nascimento, Omar Aziz. Duas vezes nesses 30 anos a não-cidade de Manaus não foi governada por gente dessa trupe. Quando Artur Neto foi eleito prefeito numa disputa com Gilberto Mestrinho, mas que logo depois mantendo seu lado direitista, colloriu-se para depois tucanar-se e quando Serafim Corrêa, o português Eira, derrotou Armando Mendes e governou a cidade. Do governo de Serafim Corrêa na Prefeitura, mas precisamente na antiga EMTU temos um fato trabalhista que foi bater no Superior Tribunal do Trabalho e que um dia, também daremos ampla cobertura para que injustiças como aquela não atinja funcionários, trabalhadores na não-cidade de Manaus ou onde haja não-cidades.

A permanência do grupo de Gilberto Mestrinho depois tornou-se ação conjunta. Todos eram amigos. Ronaldo Tiradentes, Jefferson Coronel, Amazonino, Gilberto, Eduardo, Omar. Por detrás dando suporte, a imprensa local, comandada pela TV Amazonas do senhor Phelippe Daou e outras emissoras. O poder do grupo Daou-Globo é tão grande que serve de trampolim para eleger Senadores, deputados federais, estaduais, dentre esses elegeu Ronaldo Tiradentes e mais recentemente Elias Emanuel que era do lado de Amazonino, mas com o português na Prefeitura teve que virar a casaca e hoje é “socialista” que nem Amazonino Cassado Mendes.

Ronaldo Tiradentes chegou por aqui “pirangando.” Trabalhou em várias emissoras de rádios e televisão. Foi secretário de comunicação no governo de Amazonino e amealhou poderes e também uma série de denúncias que vai de pedofilia a difamador de idoneidade alheia. Bianca Abinader, Alfredo Nascimento, Jefferson Coronel. Derrotado politicamente, deixado de lado por alguns tempos por seu padrinho Amazonino o claque de Roberto Carlos surge como grande concorrente daquele que lhe criou: Phelippe Daou. Hoje, possui emissoras de rádios em Iranduba, Parintins, Canal de TV em Rondônia e brevemente em Manaus. Sua rádio de Iranduba atravessa o encontro das águas e o Rio Negro e espalha-se por toda a não-cidade de Manaus.Como ligada à CBN-GLOBO segue o padrão platinado do jardim Botânico. Para com os adversários os rigores da lei e além da lei. Para os amigos os favores da lei e muito dinheiro com Vorax ou sem Vorax. E Vorax na Secretaria Municipal de Finanças – SEMEF. Luis Nassif Online ressoou para o Brasil e para toda a nossa terra-mundi acontecimentos políticos que ocorreram já a algum tempo na terra de Ajuricaba mais que marcaram e estão marcando a vida particular de algumas pessoas, mas que entendemos que marca a vida de todos nós, porque como diz o filósofo Frederico Nietzche, “nada do que é humano me é estranho.” E nessa subjetividade não podemos ficar alheios. Afinal a primavera é a estação das flores e flores não se jogam a porcos.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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