Arquivo para a categoria 'Hip-Hop'

HIP-HOP AFIN NUM BREAK KINEMASÓFICO

Como vêm ocorrendo há um mês o espaço do cinema Kinemasófico se juntou com o Break do Hip-hop produzido por algumas crianças do Novo Aleixo, que organizaram um torneio de Break afinado. B’boys e B’girls que durante todo o mês de março estiveram disputando a eliminatória desta vez estavam na grande final. As duas duplas do crew que disputaram foram Maiconardo (Maicon e Eduardo) e Willian Júnior. Mas antes da competição a criançada curtiu o cinema

A LENDA DO VENTO NORTE

Título Original: La leyenda del viento del Norte
Ano: 1992
Diretores: Maite Ruiz de Austri, Carlos Varela
País: Espanha
Duração : 69 minutos
Sinopse (Resumo da História do Filme) : Duas crianças embarcam clandestinamente em um barco de caçadores de baleia. Durante a viagem, descobrem a dura realidade desde grandes animais e fazem de tudo para salvá-las. Porém eles correrão grande perigo pois um homem muito mau e poderoso se encontra no navio. Mas eles encontrarão um povo que vive recluso de quem pedem ajudas. Conseguirão eles salvar as baleias e acabar com a caça?
———————————————————————————————–

Após o fim do cinema, as duplas se aqueceram e entraram na roda para a grande final. Apresentadas para o público as duplas começaram a dança break e mostraram que o estudo e dedicação à arte do hip-hop vale a pena.

Acima vemos algumas fotos da apresentação da dupla Maicon Douglas e Eduardo que esbanjaram muita técnica e habilidade em seus passos. Porém a dupla William-Junior também não ficou pra traz mostrando em sua coreografia em provocação a outra dupla, como podemos ver abaixo.

E a competição foi esquentando a cada apresentação que se alternava e o nível ficava cada vez melhor. Aos poucos as duplas foram introduzindo novos movimentos fervilhando a comunidade toda que estava presente. Palmas pra que te quero…

E após a disputa o B’boy que treina o Crew elogiou o empenho de todos os garotos que participaram do torneio, e disse que são muito talentosos tendo um grande caminho na dança break… Porém ele também caiu na roda e mostrou sua habilidade e prática para todos recebendo muitos aplausos.

Chegou então a hora da votação. O público presente estava muito entusiasmado com os concorrentes o juri popular decidiu por empate. Então o juri técnico formado por professores, alguns dançarinos e pais presentes decidiu os vitoriosos: a dupla Willian e (Anderson) Junior que ganharam dois pares de tênis e um kit hip-hop. O segundo lugar também recebeu um kit hip-hop e uma calça de break.

E para repor as energias todas crianças receberam as tradicionais pipocas salgada e doce seguidas de um delicioso e nutritivo bolo de cenoura tradicional da Afin. E enquanto for produzida a alegria nunca acaba esta noite a festa continua hoje a noite com a festa de Judas.

VIDEO NOVO FORTALECE LA

“REGGAE-RAGGA-REP”: O BONDE NÃO PARA!!!

Clique para ampliar.

Para a irmandade rasta-black que curte o reggae, o rep, o hip-hop, eis o evento que ocorrerá amanhã (12), a partir das 21h, próximo à bola do 23 (Cidade Nova – Manaus), numa realização da Vira Lata H² Produções.

http://pt.netlog.com/dennyrapper/

HIP HOP MINHA VIDA!

Sábado, 06 de Março de 2010 às 23:30 na Hole Club (R. Augusta, 2203) acontece o inicio das gravações do Documentário Hip Hop MinhaVida, durante a festa Quilombo Hip Hop Party. A Quilombo Hip Hop Party, se destacou no ano de 2009 por inovar usando sistema de vídeo interativo no palco, e por apresentar atrações de grande porte como Mv Bill e o Raper Americano Afu – Ra. Tornando – se uma das grandes festas de Hip Hop em São Paulo.

Na primeira edição da festa em 2010, serão captados depoimentos de Artistas e do Publico, que nos dirão como o Hip Hop influenciou suas vidas. È importante reforçar que no documentário, a participação do Publico será bem destacada, pois são pessoas comuns que movimentam a cena hoje em dia.

No dia  Dj King  promete surpresas no palco, apresentando musicas nacionais inéditas, e apresentações especiais!!!

Participações de: Edy Rock, Kamau, Sandrão, Emicida, Thaide, Rincon Sapiência,Thig, Fernandinho Beat Box E DJ Cia.

Uma ótima oportunidade de conhecer a festa, porque quem conhece não vai perder.

Elas: R$10,00

Eles: R$ 15,00 (R$ 12,00 com flyer)

Djs Mf, Kefing e King

www.quilombohiphop.com.br

PRÉ-GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS 2009

O centro de Manaus, nos arredores do relógio municipal, ficou pequeno para a alegria dos movimentos sociais de Manaus ontem, 25 de agosto. Era ali que se compunha o Pré-Grito dos Excluídos e Excluídas de 2009.


O encontro veio promover a Carta Aberta à População, organizada e elaborada pela Arquidiocese de Manaus, Pastorais Sociais, Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, Cáritas Arquidiocesana, Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, Fórum pela Ética e Políticas Públicas, MCVE, MOCOCI, Rede de Educação Cidadã, Comitê Social, Movimento Fé e Política, Casa Mamãe Margarida, CEBI, CARMA, CPT, AMAFLORA, Marcha Mundial Pela Paz e Não Violência, AGNLBTT, Escolas e Fórum Fé e Política, Rádio Comunitária “A Voz das Comunidades”, CUT e FOPAAM.


A carta aborda problemas bem conhecidos da população amazonense, e cobra sua resolução através de políticas públicas que contemplem o acesso aos serviços básicos à população mais pobre. Em sintonia com os acontecimentos de uma cidade sem prefeito e cujos governantes são especialistas em criar armadilhas antidemocráticas para o povo, os movimentos sociais elegeram cinco grandes temáticas que foram abordadas na carta e, em linhas gerais, foram discutidas nesse belíssimo encontro:


Transporte Coletivo: a luta dos estudantes contra o fim da meia-passagem, o aumento abusivo do preço da passagem, o fim da integração temporal, a precariedade do serviço e a submissão do poder público ao empresariado (e a campanha contra o vírus IMTU/Sinetram deste bloguinho transitando entre os manifestantes).

Porto das Lajes: o posicionamento contrário à construção do porto das lajes, empreendimento social e ambientalmente insustentável, já que trará prejuízos à comunidade da Colônia Antonio Aleixo e ao encontro das águas. Os movimentos sociais não são contra a construção de novos empreendimentos de captação de água, mas se posicionam contrariamente à degradação social e ambiental que este projeto trará.

Saúde Pública: a piora no quadro de oferta de serviços da saúde pública, com a dificuldade na marcação de exames, o acesso a medicamentos, o mau atendimento, a sistematização terrorista e a tendência privatista da medicina de mercado.

Corrupção: a prefeitura sub judice, as relações entre a justiça e os poderes executivo e legislativo, a atuação do CNJ evidenciando o quadro grave da justiça amazonense, o caso Wallace Souza, a submissão do executivo estadual ao governador e o municipal ao prefeito.

Água – Bem Comum: a falta de água na cidade de Manaus, a privatização e a ineficácia no gerenciamento do sistema de distribuição,

clique aqui (Parte 1 e Parte 2) para baixar a carta em formato PDF.

O NEGRO COMO A COR DA LUTA


Longe do simbolismo mórbido que associa a cor preta à morte e ao lúgubre, os movimentos organizadores do pré-grito estenderam duas grandes faixas de tecido em cor negra no chão.

Em seguida, convidaram as pessoas que iam passando, e que se juntavam à festa democrática que ali ocorria, para que expusessem, através da pixação no pano preto, mensagens e palavras que chamassem a população à movimentar-se contra as forças reacionárias que impedem o estabelecimento de Manaus como cidade justa e democrática.



Neste sentido, a pixação incorpora a sua potência política de manifestação expontânea, discurso sem emissor determinado, que enuncia sem ser capturado pelas forças e pela ordem despótica de uma linguagem classificadora e rotuladora. Os pixadores, neste aspecto, são so revolucionários que apontam a inexistência da cidade como organismo em movimento intensivo.

Foi então que os animadores Moisés Aragão e Franci Júnior convidaram os participantes a cantar a música “Renovação”, de Candinho e Inês.

É hora de jogar as coisas velhas,

fora desse quarto,

Tomar nas mãos o leme desse barco,

Sair da tempestade, pôr ordem no tempo,

Sair de contra o vento e, cheio de vontade,

Sair desses porões e cantar ao céu, de

novo;

A voz já não aguenta e o peito já não cabe mais.

.

É hora de tomar nas mãos de novo a nossa geografia,

Pintar de liberdade o verde deste mapa,

Contar de novo a história como há muito tempo

Já não se ouve mais nem se contou verdade,

Bater na mesma nota e na mesma canção,

Cantar de braços dados, levantar a mão.

.

Canta, coração,

Por esta voz que canta em mim,

Esse desejo sem medida e paciência,

Quase já desesperado de esperar

Todo esse tempo e, esse grito

Sufocando a garganta sem parar

.

Canta, coração,

Por esta voz que canta em mim,

Esse desejo sem medida e paciência,

Quase já desesperado de esperar

Todo esse tempo e, esse grito

Sufocando a garganta sem sair.

.

Após a música, as pessoas se reuniram ao redor do relógio municipal. Ali, teatralmente, o relógio seria “vendado”, representando a cegueira da cidade para seus males, a desinformação da população da qual se aproveitam políticos exploradores e cultuadores da dor e da miséria social.


O relógio municipal foi coberto pelo manto negro, onde estavam escritos os dizeres de todas as pessoas que antes se manifestaram através da pixação. No momento em que os voluntários cobriam o relógio, uma pessoa que se identificou como administrador do monumento ameaçou chamar a polícia para impedir o ato, e foi lembrado por uma manifestante de que aquele monumento só existia por conta do povo que ali estava e era mantido pelo dinheiro das pessoas que ali se manifestavam.



Logo em seguida, representando o abrir de olhos da população diante dos problemas da cidade, completando a encenação, os voluntários retiraram o pano do “olho” do relógio. Daí o microfone ficou aberto para as demandas da população e dos movimentos sociais.



Daí se manifestaram sem-teto, a moçada do hip-hop que usa a batida do rap para desestabilizar o sistema, membros de associações de gênero, cidadãos, loucos, dentre muitos.

O companheiro Praciano aproveitou a deixa para convocar os movimentos sociais de Manaus a participar da campanha pela redução da jornada de trabalho, citando o exemplo do Pólo Industrial de Manaus, cujo crescimento dos lucros foi infinitamente maior do que o crecimento da oferta de emprego. Hoje, segundo o companheiro Praça, o trabalhador do PIM paga, com o seu trabalho gerando lucro, todos os encargos com salário e encargos trabalhistas que o patrão tem com ele durante o ano inteiro, trabalhando apenas uma semana. Praciano informou ainda em primeira mão a decisão da prefeitura interina da dupla Amazonino/Souza, que retirou o direito ao ticket-alimentação dos professores de modo retroativo: os professores ficam sem o benefício a partir de agora, e ainda terão descontados nos próximos contracheques o valor do benefício recebido nos meses anteriores. “Trabalho de Amazonino”, ironizou um estudante.


E NÃO PERCA:

07 DE SETEMBRO DE 2009

15o GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS

Vida em Primeiro Lugar:

A força da transformação está

na organização popular”.

Concentração: Bola do São José I (Próximo ao Terminal 5)

Horário: 15:00h

VENHA PARTICIPAR!

ORGANIZAR PARA TRANSFORMAR.

I CAMPEONATO AMAZONENSE DE HIP-HOP

Hip-Hop Batalha 31 por você.

Clique nas fotos para ampliá-las.

O barulho rolou na Av. Sete de Setembro, na quadra da escola Santa Teresinha, em Manaus, no último sábado, 20 de dezembro, desde as 17:30h. B-boys, B-girls, DJ’s, crews e a moçada que curte e se envolve afetivamente com a cultura hip-hop estiveram lá, dando o apoio, dançando, trocando idéias e participando dos torneios.

Hip-Hop Batalha 16 por você.
Hip-Hop Batalha 13 por você.

Contando com participação de grande parte da galera do hip-hop do Amazonas, o campeonato, organizado pelo pessoal da Cultura Hip-Hop, foi um sucesso de público, qualidade técnica e envolvimento da moçada.

Hip-Hop Batalha 07 por você.

Hip-Hop Batalha 22 por você.

A primeira parte do campeonato foi a disputa pelo melhor grupo, onde as equipes se apresentavam em conjunto e com coreografia definida. A segunda parte, os rachas de B-boys, em que as crews se encaravam no meio da roda, numa disputa da melhor performance.

Hip-Hop Batalha 01 por você.
Hip-Hop Batalha 02 por você.
Hip-Hop Batalha 04 por você.

Hip-Hop Batalha 38 por você.

A animação ficou por conta do DJ Bernardo Stumpf, do Rio de Janeiro, que também é coreógrafo e engajado na cultura Hip-Hop. As batidas levaram a moçada ao delírio. Bernardo é estudioso das Danças Urbanas, das manifestações sociais brasileiras aos vários estilos de dança ligados ao hip-hop pelo mundo.

Hip-Hop Batalha 24 por você.

Hip-Hop Batalha 11 por você.

Quem também arrebentou em performances que levantaram a galera foi o B-boy Muxibinha, conhecido internacionalmente, e considerado um dos melhores do Brasil. Muxibinha deu show!

Hip-Hop Batalha 26 por você.

Hip-Hop Batalha 08 por você.

Hip-Hop Batalha 14 por você.

Hip-Hop Batalha 05 por você.

Para completar o corpo de jurados que escolheria os vencedores da noite, também pintou e mandou bem foi o B-boy Will Robson, do grupo Over Bless, de Brasília, e Rafael Vieira, instrutor de Ragga Jam, um dos poucos no Brasil reconhecidamente mestre nesta área.


Hip-Hop Batalha 32 por você.

Hip-Hop Batalha 30 por você.

Os quatro, junto com a moçada do hip-hop amazonense detonaram na festa. No intervalo entre os rachas, muito som, dança, rodas, onde todos se apresentavam numa boa, competidores e jurados deixavam de lado a competição e confreternizavam ao som da batida, do ritmo e da poesia.

Hip-Hop Batalha 34 por você.

Hip-Hop Batalha 35 por você.

Hip-Hop Batalha 37 por você.

Hip-Hop Batalha 39 por você.

Na categoria Freestyle Grupo, as vencedoras foram as b-girls da Companhia Santa Teresinha, que faturaram 1000 tocos da premiação. Na categoria Batalha de B-Boys 5 x 5 (os rachas), Sonic Street Dance, G. Z. Crew (Parintins), Cristo Crew, Nativu’s Crew, MPU Style Crew (Manacapuru) e Flyer Boy. Os vencedores foram os 5 B-boys do Cristo Crew, que também faturaram 1000 Reais.

Hip-Hop Batalha 40 por você.

Hip-Hop Batalha 41 por você.

Hip-Hop Batalha 43 por você.

Ao final do evento, o B-boy Abraão Carlos, também apresentador do campeonato e membro da organização, falou sobre o movimento hip-hop e o campeonato:

Abraão Carlos com Stumpf
Abraão Carlos com Stumpf

Faço parte da cultura Hip-Hop, sou estilo B-Boy, e aqui em Manaus a cultura hip-hop está crescendo mais e mais a cada dia, e isto é uma satisfação muito grande. Nós tínhamos este sonho de fazer um evento trazendo pessoas de fora, do cenário do hip-hop do Brasil e do exterior. E conseguimos trazer, e esperamos que cada vez mais, a cultura do Amazonas possa reconhecer que este trabalho trambém faz parte da cultura. Isto é importante. Hip-hop é união, e isto é bonito, os caras de fora vieram, amaram a amazônia, e é isso aí, tem que valorizar o hip-hop, nossa cultura e o nosso Estado. Valeu! Este ano as categorias foram as de melhor grupo, onde todo mundo apresenta uma coreografia, e o ‘racha’, que é um contra o outro. Racha de B-Boys. E já estamos pensando futuramente em outras categorias. Convidamos para participar o Will Robson, de Brasília, do grupo Overbless, Rafael Vieira, de Brasília, instrutor de Ragga Jam, Bernardo Stumpf, DJ, Coreógrafo, do Rio de Janeiro, e o Ximbinha, o melhor B-Boy do Brasil, reconhecido mundialmente. Queremos também agradecer a FUCAPI, a Inside, a Engeplus, o Colégio Santa Teresinha e o Centro de Movimento Arnaldo Peduto”.

Apesar da competitividade e do altíssimo nível dos grupos e competidores, o clima era de confraternização, e o evento foi um grande sucesso!

Hip-Hop Batalha 45 por você.
Hip-Hop Batalha 44 por você.
Hip-Hop Batalha 49 por você.
Hip-Hop Batalha 15 por você.
Hip-Hop Batalha 50 por você.

EVENTO DO HIP-HOP DE MANAUS

- MHM -

MOVIMENTO HIP-HOP MANAUS

apresenta

Torneio MHM Manaus

(clique na imagem para ampliar)

Quando? Dia 29/06 (domingo)

Que horas? A partir do meio-dia.

Onde? Escola Estadual Ernesto Pennafort, na rua Marginal, S/N, São José II

Entrada: 3,00 paus

Contatos televirtuais: 9973-8188 / 8134-9205 / 9152-2993

!!!!! VALEU, MANO !!!!!

TODOS OS ELEMENTOS DO HIP-HOP MANÔ

Muitas batidas na pick-up do DJ Karapanã, B’Boys, grafiteiros e a moçada do movimento Hip-Hop de todas as zonas de Manaus estiveram neste domingo na Vila Olímpica. A festa foi a comemoração dos 14 anos do MHM (Movimento Hip-Hop Manaus).

Clique nas imagens para ampliá-las.

Na multidão, inúmeras rodas onde os dançarinos se desafiavam, cada um mostrando a expressividade lúdica do corpo na batida do som.

A força do movimento, a expressividade dos quatro elementos, e o toque das batidas aproximaram crews de norte a sul da metrópole manoniquim. O companheiro Maranhão nos falou um pouco sobre o que é o Hip-Hop:

Meu nome é Vandeildo mais conhecido como B’Boy Maranhão e faço um trabalho com o Hip-hop no bairro de Santa Etelvina há 7 anos. Dou aula pra muitos adolescentes, crianças, pré-adolescentes, pra dar um caminho pra cada um que procure entrar na sociedade, sair um pouco do vandalismo, ter um caminho melhor, um caminho da paz, entendeu. E o objetivo da cultura de rua é procurar mais adolescentes, dar mais apoio a eles, incentivando eles nas suas vidas, tendo uma boa educação, procurando estudar, caminhando um caminho novo, um caminho melhor, buscando melhorias de vida.

Eu dou aula de tudo, desde os conceitos da filosofia de vida, a dança, o power move, que é o giro corporal, e o Freestyle que é estilo livre e também as normas do B-Boy. A cultura Hip-hop, cultura da rua é bem ampla. A street dance é uma variação da cultura de rua. Na parte da dança, envolve estes vários movimentos, que dá origem ao break, e por isso tem o b’boy, o break-boy. Na expressão mais direta se tem o grafite, que aqui hoje não tem nenhuma apresentação. Os outros dois elementos são da música, o MC e o DJ, que fazem o trabalho musical e de uma mostra desta cultura pela voz. O popping e o locking estão ligados à dança.

O hip-hop ajuda em diversos movimentos, como mover minha coluna, tem que se suportar o peso do corpo e no power move trabalha com toda energia do seu corpo. Eles são um beneficio que o adolescente tem para ser um cara saudável, resistente e com uma disposição para lutar pelas coisas que interessam pra nosso povo. O hip-hop foi uma cultura que surgiu mesmo nos guetos e que grande parte das vezes é só analizada a partir da idéia que se tem da periferia. E quando a mídia trata destas questões é sempre desta forma excludente e levando a idéia de que o hip-hop são as músicas negras americanas que tratam apenas de dinheiro, carros, etc.

O rap, que é uma forma de criticar as formas de autoridades, pois eles mostram uma realidade que está concentrado dentro da periferia. Quando ele não pode chegar nestas pessoas, como ele vai enviar a mensagem? Através do rap. E muitas vezes as pessoas criticam a cultura hip-hop por que vem da periferia, mas hoje em dia estão buscando quebrar este tabu, por que de todas as classes está sendo vista esta cultura, bem social.

No elemento Grafite, este Bloguinho trocou uma idéia com o companheiro Árabe, que falou sobre a arte, o desentendimento da mídia, e sobre o grafite em Manaus:

A finalidade é expressar o lado artístico, envolvendo a expressão através da imagem, atualmente puxando tanto para as artes plásticas como para a tradicional, que são as letras. O Brasil tá na frente neste processo de diferenciar o seu grafite do resto do mundo. Aqui há um estilo diferente, que não é encontrado nos EUA, Europa, Ásia… Então o processo atual está em buscar algo que seja diferente do que é encontrado lá fora”.

Para a mídia e a sociedade civil, existe diferença entre grafite e pichação, mas dentro da cultura, lá mesmo nas quebradas, ela quase não existe, porque assim como o Brasil procura se diferenciar do grafite que é feito lá fora. Lá, pichação e grafite é tudo a mesma coisa, não se diferencia por exemplo a escrita com cor da sem cor. Aqui se diferencia porque começou a se achar que pichação é vandalismo e grafite é arte. Para eles, lá fora, grafite e pichação, tudo é vandalismo. Então alguns estudiosos começaram a ver que não existe diferença, que esta diferença foi colocada pela mídia, que acha que pichador é marginal e grafiteiro é artista, mas não. Existe sim, uma diferenciação estética, na hora de visualizar, mas o sentido de você ir pra rua, de você se sentir marginalizado é o mesmo. Aqui em Manaus se tem o costume de achar que pichador é de galera, que usa os sinais pra se comunicar. Galera é uma coisa, pichador é outra, ele não se envolve com violência, sai em turma pra curtir, pra namorar, mas não se envolve com violência. Isso foi uma coisa que a mídia brasileira inventou, isso de “resgatar” o cara da pichação pro grafite, mas a gente aproveita pra tentar mostrar pro cara que picha, e que não conhece o profundo talento que ele tem, e ajuda ele a ir pra um lado que afasta ele da violência, das drogas”.

Manaus é a terceira, quarta capital do norte-nordeste no Grafite. Em 2006 e 2007 foi muito produtivo, foram os anos em que começou a sair trabalho de artistas locais em revistas nacionais, artistas saíram daqui pra pintar lá fora, tem artista daqui no Rio, São Paulo, Maranhão, e tiveram dois encontros em Manaus no ano passado. Este ano ainda não teve nada por falta de organização, o pessoal não se reuniu”.

Sempre envolvido e acompanhando as manifestações do movimento, o companheiro Mc Fino, junto com seu parceiro, Bob, ambos da primeira geração do Hip-Hop de Manaus, marcaram presença no evento. Bob faz um trabalho de intercâmbio entre o Hip-Hop de Manaus e o de Paricatuba, interior da cidade de Iranduba. Fino, que é do MHF (Movimento Hip-Hop da Floresta), falou sobre a necessidade de expandir o movimento, sem perder a potência alternativa:

Enquanto o pessoal do Hip-Hop não se conscientizar deles mesmos, porque o Hip-Hop hoje em dia está muito deturpado, e isso começou a partir do momento em que pintou gente como Public Enemy, na verdade quem começou mesmo foi o NWWay, que foi na Casa Branca, falar com o George Bush, o pai, e quando aconteceu esse aperto de mão, desde aí o Hip-Hop já não é o mesmo. Hoje você vê o cara aí nessas emissoras. Não tô falando de evolução, porque você pode evoluir sem perder a essência. O que não pode é se aproveitar da imagem. O governo não está fazendo nenhum favor, o governo continua omisso com relação aos problemas sociais, o movimento Hip-Hop precisa cobrar a presença de políticas públicas na periferia, e a gente tem que ir na cobrança. E o pessoal precisa se conscientizar que Hip-Hop não é 50Cent, Eminem ou Dr. DRE, mas é atitude, é cultura, não é apenas música, é muito mais, é manifestação cultural”.

Outro membro da primeira geração do Hip-Hop em Manaus que esteve na festa foi o B’Boy e empresário Amarildo do Nascimento, conhecido nas quebradas como Gato, ou Mestre Gato, que contou um pouco da história dos B´Boys e de sua atuação em Manaus:

Já estou há muito tempo no Hip-Hop, na categoria B’Boy, desde a década de 80. Quando o Michael Jackson apareceu, nós já dançávamos, e somos da chamada primeira geração, como dizem por aí. B’Boy é uma gíria americana e quer dizer Break Boy, o Boy Quebrado, ou Grande Garoto, como alguns grupos americanos também usam. E chegou aqui pelo Brasil nos anos 90, antes nós só conhecíamos como Garoto Quebrado, ou Garoto que Quebrava. As primeiras danças foram difíceis de chegar por aqui, e nós tomamos contato através das fitas, na época. O B’Boy antigamente, nos Estados Unidos, ele brigava, era de gangues, e aqui em Manaus até chegou a parecer com isso, mas a moçada queria mesmo era aprender a dançar e se divertir. E a primeira geração foi o Zulu King, o Break Revenge, e muitos outros grupos que eu não recordo o nome. A segunda geração vem através dos Irmãos Fúrias, Irmãos Cobra… A atividade dos B’Boys aqui em Manaus é tentar expandir, que apareceu aqui no Brasil já com o Afrika Bombaatha, e alguns de nós damos aula gratuitamente nas escolas, muitos já até de idade, e os mais novos, que já vão aprendendo e passando para os outros toda a filosofia da dança em conjunto com a cultura Hip-Hop. A gente tenta passar pra comunidade o que tem de melhor no B’Boy, que tem algumas coisas de ruim, como a rivalidade, mas o verdadeiro B’Boy é exemplo de cidadania, inclusive para a própria sociedade”.

GOVERNO BURACO-NEGRO QUER CAPTURAR POTÊNCIA DO HIP-HOP

Percebendo a potência-comunitária que o movimento Hip-Hop engendra em Manaus, o governo do Estado já colocou as barbas para secar e começa a tentativa de capturar o fluxo-dança-som-imagem.

Embora a organização tenha sido do MHM, que é autônomo, o governo entrou com o espaço, e tentou “organizar” o evento, de acordo com as coordenadas semióticas dos eventos governamentais, que esvaziam todas as possibilidades de expressão autêntica de seus participantes.

Dois acontecimentos demonstraram o desentendimento do governo estadual sobre os movimentos. A tentativa de centralização do evento, e a competitividade capitalística. Com a ajuda do corpo de bombeiros, foi aberta uma área central, por onde deveriam se apresentar os grupos. No entanto, a prevalência das rodas dos dançarinos, que tentaram ser contidas pelos organizadores, em toda a área da quadra onde se deu o evento mostrou que o Hip-Hop é mais “espalhado”, no sentido micropolítico. Além disso, nessas rodas havia somente a disputa entre as coreografias e improvisações, sem o caráter fálico-paternal do governo, que pretendia organizar campeonatos onde somente o primeiro é o melhor, bem diferente das rodas, onde todos são livres para entrar, dar seu show, e sair com os aplausos dos amigos.

A tentativa de adesivar o evento à candidatura oficial do governo também ficou clara, com as constantes menções ao candidato oficial, tentando convencer que este está ao lado do movimento.

Como um buraco negro que captura as linhas e energias que passam perto de si, este tipo de governo tenta se aproveitar eleitoralmente dos movimentos sociais, enfraquecendo-os, eliminando as possibilidades de expressão autônoma e capturando as produções subjetivas.

Mas os manos tão espertos, tá ligado?


Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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