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A NÃO CIDADE DE MANAUS É DESARBORIZADA E TEM 20,2% DE ESGOTO A CÉU ABERTO

Às vésperas da reunião dos chefes de Estados de vários países do planeta que acontecerá no mês de junho de 2012, no Rio de Janeiro, temas como Código Florestal, cheias do Rio Amazonas e resultados do Censo Demográfico de 2010 feito pelo IBGE servirão para  análise e um alerta do que está ocorrendo no nosso planeta.

Não é de hoje que ambientalistas e gente do povo vem falando que a poluição do ambiente causada pelo homem vem provocando alterações na vida de todos os seres vivos do planeta.

Ignacio Ramonet, no livro Guerras do Século XXI, novos temores e novas ameaças, publicado pela Editora Vozes,  tece dizeres nada vislumbrantes sobre a vida na Terra. Os desastres ecológicos estão se sucedendo. Teremos problemas com falta de água doce e as florestas morrerão.

Por falar em florestas, a não cidade de Manaus está no meio da floresta amazônica. Era pra ser a cidade mais arborizada do planeta. Mas não é o que vemos. No último censo demográfico de 2010 feito pelo IBGE que apresenta as características urbanísticas do Entorno dos domicílios,  consta que é uma não cidade depenenada, desarborizada, pois só aparece com 25,1% de árvores.

Essa desarborização de Manaus começou no período da ditadura militar a partir de 1964. Na ocasião foi indicado como prefeito-interventor o coronel de exército, Jorge Teixeira. Nessa época as principais avenidas e ruas  da cidade  como João Coelho, Constantino Nery, Luis Antony, Sete de Setembro, Estrada do Aleixo possuíam frondosas mangueiras, flamboyans, pau pretinho,  castanheiras, dentre outras árvores típicas da região.

No afã capitalístico de mercado, empresas construtoras e funcionários públicos municipais iniciaram um reordenamento urbanísticos da cidade começando pela derrubada de árvores históricas para ampliação e asfaltamento dessas vias. O resultado é o que vemos hoje, uma cidade sair num levantamento do IBGE com 25,1% de arborização.

Pra rearborizar algumas avenidas como a Djalma Batista, Max Teixeira, Grande Circular, em 2004 o prefeito Alfredo Nascimento importou de Goiás palmeiras imperiais. Na época foi bastante criticado devido o preço das mudas e a dificuldade que teriam para adaptação. Na ocasião engenheiros agrônomos  disseram que não dariam certo e o recomendado era plantar pau pretinho, típico da região e que oferece uma envergadura ampla com bastante sombra. As palmeiras não evoluíram e estão por aí raquíticas como politicamente está o senador que as importou.

Mas a cidade não apresenta só esse caos. Consta com 20,2% de esgoto a céu aberto, 6,2% de lixo acumulado. Esgoto e lixo são os principais responsáveis por uma série de doenças que vai da simples verme a doenças mais sérias como hepatite, viroses, micoses, meningites.

Manaus era pra ser uma cidade. Com o pólo industrial e um povo trabalhador não era para vivermos num lixão como esse. E os responsáveis estão ai mexendo no tabuleiro polítco “brigando” para indicar o candidato para continuar a saga que governa o Estado a mais de 30 anos e quer gerir a administração da descapital.

Se esses senhores tivessem compromissos com o povo era para essa não cidade ser arborizada, não possuir esgoto a céu aberto, não acumular lixo, possuir um sistema de transporte que não humilhasse sua população.

Mas como não há essa preocupação, estamos na passagem do período chuvoso para o verãnoso e ai nos preparemos para os 40º graus na sombra de nossas casas e trabalhos, porque nas ruas desarborizadas vai “feder chifre queimado”.

- Por que tu não falas também sobre Belém que não aparece nada bem nas estatísticas? Belém é Belém. Está assim porque a cidade das mangueiras antes da Carepa que deu uma reorganizada, foi administrada pelo partido do príncipe do sociólogos, Fernando Henrique Cardoso que se preocupou mais em privatizar as empresas brasileiras do que se preocupar com o povo paraense e dos demais estados brasileiros.

Concluindo, queremos dizer que o encontro das autoridades no Rio de Janeiro para debater sobre o meio ambiente vem em  boa hora, pois nosso país vive uma degradação ambiental, moral e ética que precisa ser discutida para que a gerações futuras não sofram as conseqüências de desastres ecológicos como a falta de árvores, de água doce, jaraquis e tambaquis de rio, este último, hoje, já bastante escasso.               

 

CHEIA DOS RIOS AMAZONAS AVANÇA SOBRE CASAS E POLÍTICOS FAZEM FESTAS

O prefeito cassado da não cidade de Manaus, viajante dos feriados prolongados, Amazonino Mendes decretou estado de emergência em Manaus devido a cheia do Rio Negro na orla ribeirinha.

Estamos às vésperas de eleições para prefeito e vereadores. Uma situação dessa torna uma verdadeira mina político-eleitoreira. Com o estado de emergência pode tudo. Não se faz licitações e contrata-se  pessoal por tempo determinado.

Apesar de declarações do não prefeito ter afirmado que trata-se tão somente para atender aquela região, não é para toda a não cidade.

Professores tanto do estado como do município saíram na semana que terminou em protestos contra o reajustes e outras formas de ganhos pagos por esses entes. Moradores das áreas inundadas fecharam ruas, queimaram pneus, madeira protestando contra o descaso das autoridades pelos problemas por eles enfrentados. Esse mal estar dura mais de trinta anos.

Essa questão das cheias do Negro,  do Amazonas  e do Solimões é anunciada com bastante tempo pelo serviço hidrológico. Entretanto, o poder estadual e municipal só tomam a iniciativa de fazer algum serviço quando a água já inundou parte das casas das pessoas.

O que essas pessoas necessitam imediatamente é de madeira para os assoalhos,  tratamento de esgoto, limpeza das margens do rio que se encontra totalmente poluída com todo tipo de dejetos.

Destacamos aqui que o Amazonas possui o PROSAMIN, projeto de urbanização dos igarapés e orla ribeirinha,  mas que tem deixado de atender seus objetivos porque se tivesse resolvido a urbanização, saneamento básico, não teríamos pessoas perdendo seus bens, móveis e utensílios com mais uma cheia que os estudos científicos anunciam com bastante antecedência.

O que veremos nos próximos dias será a compra de muita madeira para pontes, assoalhos e paredes. Bem que parte da madeira apreendida na sexta-feira de origem não declarada já se poderia usá-la nesse serviço.

Contratação de pessoas nesses casos, na maioria são  ligadas a políticos e como tais agirão como cabo eleitoral. Na política amazonense essa prática é soberbamente praticada.

Manaus enfrenta esse problema somente na região do São Raimundo, Igarapé de São Jorge, Educandos e adjacências. Nesses locais muitas casas são de madeiras e na época das cheias ficam, muitas delas submersas. Mais submersas estão inúmeras cidades do Amazonas. Barreirinha, no Baixo Amazonas deve passar pelos mesmo problemas da última grande cheia. A cidade inundou-se. Manacapuru está submersa, Parintins, Tefé, Coari, cidades na região do rio Juruá todas estão alagadas.

Enquanto isso, políticos como Belarmino Lins dão jantar em seus currais eleitorais com rega bofe a base de tartarugas, tracajás e tambaquis, rindo, gracejando, porque esse estado de tristeza que causa no trabalhador ter que conviver com a adversidade rende muito votos a políticos inescrupulosos, fichas sujas que banham-se em cachoeiras e transações inéticas.
      

CONSUMIDORES PROTESTAM CONTRA A EMPRESA ÁGUAS DO AMAZONAS

Já é comum no Amazonas, principalmente na capital, Manaus, a população usar o bordão/dito/popular: “Como que pode, um estado banhado pelo maior rio do mundo, faltar água”. Um fato que atinge principalmente os moradores dos bairros mais pobres, guetos de sustentação dos “políticos” eleitos com votos desses que sofrem na miséria.

Como se não bastasse essa afronta à cidadania que a população nunca alcança, visto que os próprios governos unidos aos empresários lhes proíbe, tornou-se agora comum os consumidores de água em Manaus serem violentados em seus direitos sociais quando procuram a empresa responsável pelo abastecimento da cidade, Águas do Amazonas, para tratar de alguns de seus direitos.

Além dos erros nos cálculos dos gastos de água, os consumidores quando procuram a empresa para solucionar um problema criado pela própria empresa são obrigados a ficar horas e mais horas para serem atendidos. Ontem, por exemplo, alguns consumidores procuraram este Blog Intempestivamente público para denunciar a faltar de respeito da dita empresa contra eles.

Esses consumidores afirmaram que passaram mais de três horas na fila esperando para ser atendidos. Um fato inaceitável, quando se sabe que a tecnologia moderna e as novas leis de atendimentos ao público, promulgadas pelo governo Lula, são capazes de evitar essas violências, acelerando os atendimentos e impedindo assim que os consumidores percam seus preciosos tempos que devem ser usados em outras necessidades particulares.

A empresa Águas do Amazonas é uma das empresas que presta serviços em Manaus que mais recebe reclamações por seus péssimos serviços. Mas não era para menos, a sua entrada no mercado de serviços no Amazonas foi uma jogada política do então governador Amazonino Mendes, que até hoje é tema de discussões quanto à forma do acordo estabelecido. Embora esse tema deva ser discutido, o que a população quer nesse momento é que a empresa mude sua forma violenta de atendimento aos seus consumidores, posto que se a cidade vive em regime democrático, pelo menos, constitucionalmente, é obrigação da empresa ter um comportamento democrático. E atendimento racional dos consumidores faz parte das enunciações políticas do Direito Civil, que é garantia social da sociedade.

FALTA D’ÁGUA PODE CHEGAR A METADE DOS MUNICÍPIOS EM 2015

Embora sendo o país com a maior bacia hidrográfica de água doce do mundo, o Brasil pode chegar a 2015 com mais da metade de seus municípios sofrendo com problema da falta d’água. É o que aponta o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, que a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou esta manhã, que fez a mapeação dos 5.565 municípios brasileiros quanto à distribuição de água.

A maior parte dos problemas de abastecimento urbano do país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção, impondo alternativas técnicas para a ampliação das unidades de captação, adução e tratamento”, diz no texto do relatório.

Conforme a notícia na Agência Brasil, de acordo com a disponibilidade hídrica e as condições de infraestrutura dos sistemas de produção e distribuição, em 2015, 55% dos municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água, entre eles grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal. O percentual representa 71% da população urbana do país, 125 milhões de pessoas, já considerado o aumento demográfico.

Segundo o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, como 90% dos domicílios brasileiros têm abastecimento de água, essa realidade não é percebida ou parece muito distante. “Existe uma cultura da abundância de água que não é verdadeira, porque a distribuição é absolutamente desigual. O atlas mostra que é preciso se antecipar a uma situação para evitar que o quadro apresentado [de déficit] venha a ser consolidado”, assinala.

Há muito nas regiões Norte e Nordeste…

No caso das regiões Norte e Nordeste, há muito que a população já sofre com esse problema que se generalizará caso não ocorra um trabalho real de enfrentamento do problema.

Mesmo contendo 81% dos mananciais hidrográficos do país, a região Norte é a região onde a população mais sofre com o problema da falta d’água. Apenas 14% da população tem fornecimento satisfatório de água.

No caso do Nordeste esse percentual é de 18%, sendo que aí ao menos pode-se dizer que a escassez de chuvas e a pequena quantidade de mananciais pode ser usada como desculpa, apesar que em muitos casos o problema ocorre tal qual o nosso do Norte: descaso e incompetência governamentais.

Que fazer?

Segundo estimativa do atlas, será necessário o investimento de R$ 22 bilhões para evitar o problema, devendo a maior parte desse montante ser utilizado nas capitais, grandes regiões metropolitanas e para o semi-árido nordestino. “Em função do maior número de aglomerados urbanos e da existência da região do semi-árido, que demandam grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água, o Rio de Janeiro, São Paulo, a Bahia e Pernambuco reúnem 51% dos investimentos, concentrados em 730 cidades”, esclarece o atlas.

Ainda segundo a Agência Brasil, além do dinheiro para produção de água, o levantamento também aponta necessidade de investimentos significativos em coleta e tratamento de esgotos. O volume de recursos não seria suficiente para universalizar os serviços de saneamento no país, mas poderia reduzir a poluição de águas que são utilizadas como fonte de captação para abastecimento urbano.

Andreu espera que o diagnóstico subsidie a elaboração de projetos integrados, compartilhados entre os órgão executores. “Ao longo do tempo, o planejamento acabou se dando apenas no âmbito do município, que busca uma solução isolada, como se as cidades fossem ilhas. É preciso buscar uma forma de integração, de planejamento mais amplo, preferencialmente por bacia hidrográfica”, sugere o diretor-presidente da agência reguladora. “Ainda não estamos no padrão de culturas que já assumiram mais cuidado com a água. Mas estamos no caminho, e o atlas pode ser um instrumento dessa mudança”.

À beira do maior rio do mundo

Quando há tempos atrás o deputado federal Francisco Praciano tocou no Congresso no problema da falta d’água no estado do Amazonas, os deputados de outros estados se assustaram. E em meados de 2008, em programa televisivo, a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, usou como exemplo de irresponsabilidade com o uso do dinheiro público o fato de Manaus, a cidade “banhada pelo maior rio do mundo”, sofrer com falta d’água.

Assim, observa-se que se os gestores dos recursos públicos estaduais e municipais dos outros municípios forem tais quais os nossos, podem ser quantos bilhões forem, nunca chegarão para resolver o problema, uma vez que falta inteligência, falta vontade política e abunda a corrupção e desvio de verbas.

MANAUS TAMBÉM SOFRE COM A FALTA D’ÁGUA

As roupas pra lavar… as vasilhas todas sujas… a roupa encardida… crianças que não vão à escola… trabalhadores que não vão trabalhar… e não dá nem pra namorar. Tudo isso está acontecendo mais uma vez no bairro do Novo Aleixo, sona Leste de Manaus. Vai pelo quinto dia que não cai uma molécula de água na torneira e no chuveiro.

Quando o deputado federal Francisco Praciano falou na tribuna da Câmara federal sobre falta d’água em Manaus, os outros deputados se assustaram. Como? A cidade banhada pelo maior rio do mundo? E o encontro das águas? Quer dizer que a cobra grande morreu de sede?

Os moradores se queixam que ligam para os números constantes na conta de água para reclamações e serviços, mas no 0800-920195 uma gravação diz que aquele número não é de um serviço válido e o no (92)3627-5130 ninguém atende. Alguns moradores falaram com o presidente do bairro, que disse que o problema é porque a bomba de água do poço do Novo Aleixo queimou. Ele disse também que logo no primeiro dia informou a Água do Amazonas sobre o problema e eles se comprometeram em reparar o problema o mais breve possível.

Segundo os moradores, o sentido dessas palavras “comprometimento” e “possível” são escassos tal qual a água das Águas do Amazonas. Entre os moradores, os que tem carro, estão indo pegar água na casa de parentes em outros bairros, quem tem um trocadinho, compra no posto de gasolina ou no caminhão pipa, que vende a 15 paus o camburão de 200 litros. Acredita?

Mais do que um caso fortuito e particular, em todas as zonas da cidade, há lugares onde não dá água e as pessoas ainda utilizam cacimba ou pagam pela água das casas que tem poços e dos caminhões pipa. Estes só não cobram pela distribuição em tempos de eleições quando a água é distribuída gratuitamente em troca apenas do número do título de eleitor.

Os moradores dizem que vão confeccionar uma placa para colocar lá no Encontro das Águas para os turistas deslumbrados verem: “Manaus também sofre com a falta d’água.”

Leia também:

POSEIDON DA FALTA D’ÁGUA DIANTE DO “MAIOR RIO DO MUNDO”

PRÉ-GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS 2009

O centro de Manaus, nos arredores do relógio municipal, ficou pequeno para a alegria dos movimentos sociais de Manaus ontem, 25 de agosto. Era ali que se compunha o Pré-Grito dos Excluídos e Excluídas de 2009.


O encontro veio promover a Carta Aberta à População, organizada e elaborada pela Arquidiocese de Manaus, Pastorais Sociais, Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, Cáritas Arquidiocesana, Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, Fórum pela Ética e Políticas Públicas, MCVE, MOCOCI, Rede de Educação Cidadã, Comitê Social, Movimento Fé e Política, Casa Mamãe Margarida, CEBI, CARMA, CPT, AMAFLORA, Marcha Mundial Pela Paz e Não Violência, AGNLBTT, Escolas e Fórum Fé e Política, Rádio Comunitária “A Voz das Comunidades”, CUT e FOPAAM.


A carta aborda problemas bem conhecidos da população amazonense, e cobra sua resolução através de políticas públicas que contemplem o acesso aos serviços básicos à população mais pobre. Em sintonia com os acontecimentos de uma cidade sem prefeito e cujos governantes são especialistas em criar armadilhas antidemocráticas para o povo, os movimentos sociais elegeram cinco grandes temáticas que foram abordadas na carta e, em linhas gerais, foram discutidas nesse belíssimo encontro:


Transporte Coletivo: a luta dos estudantes contra o fim da meia-passagem, o aumento abusivo do preço da passagem, o fim da integração temporal, a precariedade do serviço e a submissão do poder público ao empresariado (e a campanha contra o vírus IMTU/Sinetram deste bloguinho transitando entre os manifestantes).

Porto das Lajes: o posicionamento contrário à construção do porto das lajes, empreendimento social e ambientalmente insustentável, já que trará prejuízos à comunidade da Colônia Antonio Aleixo e ao encontro das águas. Os movimentos sociais não são contra a construção de novos empreendimentos de captação de água, mas se posicionam contrariamente à degradação social e ambiental que este projeto trará.

Saúde Pública: a piora no quadro de oferta de serviços da saúde pública, com a dificuldade na marcação de exames, o acesso a medicamentos, o mau atendimento, a sistematização terrorista e a tendência privatista da medicina de mercado.

Corrupção: a prefeitura sub judice, as relações entre a justiça e os poderes executivo e legislativo, a atuação do CNJ evidenciando o quadro grave da justiça amazonense, o caso Wallace Souza, a submissão do executivo estadual ao governador e o municipal ao prefeito.

Água – Bem Comum: a falta de água na cidade de Manaus, a privatização e a ineficácia no gerenciamento do sistema de distribuição,

clique aqui (Parte 1 e Parte 2) para baixar a carta em formato PDF.

O NEGRO COMO A COR DA LUTA


Longe do simbolismo mórbido que associa a cor preta à morte e ao lúgubre, os movimentos organizadores do pré-grito estenderam duas grandes faixas de tecido em cor negra no chão.

Em seguida, convidaram as pessoas que iam passando, e que se juntavam à festa democrática que ali ocorria, para que expusessem, através da pixação no pano preto, mensagens e palavras que chamassem a população à movimentar-se contra as forças reacionárias que impedem o estabelecimento de Manaus como cidade justa e democrática.



Neste sentido, a pixação incorpora a sua potência política de manifestação expontânea, discurso sem emissor determinado, que enuncia sem ser capturado pelas forças e pela ordem despótica de uma linguagem classificadora e rotuladora. Os pixadores, neste aspecto, são so revolucionários que apontam a inexistência da cidade como organismo em movimento intensivo.

Foi então que os animadores Moisés Aragão e Franci Júnior convidaram os participantes a cantar a música “Renovação”, de Candinho e Inês.

É hora de jogar as coisas velhas,

fora desse quarto,

Tomar nas mãos o leme desse barco,

Sair da tempestade, pôr ordem no tempo,

Sair de contra o vento e, cheio de vontade,

Sair desses porões e cantar ao céu, de

novo;

A voz já não aguenta e o peito já não cabe mais.

.

É hora de tomar nas mãos de novo a nossa geografia,

Pintar de liberdade o verde deste mapa,

Contar de novo a história como há muito tempo

Já não se ouve mais nem se contou verdade,

Bater na mesma nota e na mesma canção,

Cantar de braços dados, levantar a mão.

.

Canta, coração,

Por esta voz que canta em mim,

Esse desejo sem medida e paciência,

Quase já desesperado de esperar

Todo esse tempo e, esse grito

Sufocando a garganta sem parar

.

Canta, coração,

Por esta voz que canta em mim,

Esse desejo sem medida e paciência,

Quase já desesperado de esperar

Todo esse tempo e, esse grito

Sufocando a garganta sem sair.

.

Após a música, as pessoas se reuniram ao redor do relógio municipal. Ali, teatralmente, o relógio seria “vendado”, representando a cegueira da cidade para seus males, a desinformação da população da qual se aproveitam políticos exploradores e cultuadores da dor e da miséria social.


O relógio municipal foi coberto pelo manto negro, onde estavam escritos os dizeres de todas as pessoas que antes se manifestaram através da pixação. No momento em que os voluntários cobriam o relógio, uma pessoa que se identificou como administrador do monumento ameaçou chamar a polícia para impedir o ato, e foi lembrado por uma manifestante de que aquele monumento só existia por conta do povo que ali estava e era mantido pelo dinheiro das pessoas que ali se manifestavam.



Logo em seguida, representando o abrir de olhos da população diante dos problemas da cidade, completando a encenação, os voluntários retiraram o pano do “olho” do relógio. Daí o microfone ficou aberto para as demandas da população e dos movimentos sociais.



Daí se manifestaram sem-teto, a moçada do hip-hop que usa a batida do rap para desestabilizar o sistema, membros de associações de gênero, cidadãos, loucos, dentre muitos.

O companheiro Praciano aproveitou a deixa para convocar os movimentos sociais de Manaus a participar da campanha pela redução da jornada de trabalho, citando o exemplo do Pólo Industrial de Manaus, cujo crescimento dos lucros foi infinitamente maior do que o crecimento da oferta de emprego. Hoje, segundo o companheiro Praça, o trabalhador do PIM paga, com o seu trabalho gerando lucro, todos os encargos com salário e encargos trabalhistas que o patrão tem com ele durante o ano inteiro, trabalhando apenas uma semana. Praciano informou ainda em primeira mão a decisão da prefeitura interina da dupla Amazonino/Souza, que retirou o direito ao ticket-alimentação dos professores de modo retroativo: os professores ficam sem o benefício a partir de agora, e ainda terão descontados nos próximos contracheques o valor do benefício recebido nos meses anteriores. “Trabalho de Amazonino”, ironizou um estudante.


E NÃO PERCA:

07 DE SETEMBRO DE 2009

15o GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS

Vida em Primeiro Lugar:

A força da transformação está

na organização popular”.

Concentração: Bola do São José I (Próximo ao Terminal 5)

Horário: 15:00h

VENHA PARTICIPAR!

ORGANIZAR PARA TRANSFORMAR.

ANO NOVO, TORNEIRA VAZIA NA ZONA SUL DE MANAUS

Desde há cinco dias, tem faltado água intermitentemente nos bairros Betânia, São Lázaro, Morro da Liberdade, Santa Luzia, Educandos, Colônia Oliveira Machado. Quando vem, é apenas por algumas poucas horas, insuficiente para impedir que o trabalhador falte no seu emprego, que a dona-de-casa lave as verduras, legumes e frutas para o consumo, que a criança brinque na rua, que o comerciante mantenha a higiene do seu local de trabalho, que se lave a roupa, que se viva dignamente, enfim.

Neste dia de hoje, completam-se dois dias inteiros em que a água não aparece, senão vinda do céu, como chuva.

Ironia de Deus: zil vezes invocado, louvado, celebrado nos discursos dos políticos responsáveis pela falta d’água em Manaus, responsabilizado injustamente por estes governantes e pela mídia quando a cidade – por falta de planejamento urbano – alaga, quando a casa levantada nos barrancos é levada pela enxurrada (“É a natureza, a chuva castigando a região.”), é justamente a chuva, tradicionalmente atribuída ao guardião das chaves do céu, São Pedro, que corre para suprir a necessidade criada para os homens, pelos homens.

E lá se vão tantos baldes e bacias para juntar a água da chuva. A alegria, o riso, as crianças a brincar, tudo o que os governantes não suportam e não esperam de um povo que eles pensam subjugado.

Se não fosse tão precioso o líquido da vida, alguns desses baldes, cheios de água da chuva, poderiam ser usados aqui, como o sapato foi usado no Iraque.

POST SCRIPTUM: em contato com a empresa francesa “Águas do Amazonas”, concessionária do abastecimento de água em Manaus, este bloguinho recebeu a seguinte resposta sobre a falta d’água na zona Sul: “Não há nenhum motivo para estar faltando água na sua rua, Senhor. Não tem nenhum problema no sistema, e não está ocorrendo nenhuma manutenção na área”. E ainda tem francês que diz que a gente não somos sérios!

POSEIDON DA FALTA D’ÁGUA DIANTE DO “MAIOR RIO DO MUNDO”

E mais uma noite se passou em que casais não dormiram juntinhos… E já vai mais uma manhã que crianças não vão à escola… E no ônibus, depois da longa espera, alguém se afastou… Tudo por causa da falta d’água no bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus. Já vão duas semanas que noticiamos aqui a falta d’água. Além de a água vir por curtos períodos pela manhã e à tarde, vem escassamente, sem força suficiente para subir às caixas dos moradores que as têm. Mas esta é uma longa história…

Há três anos atrás, em 2005, um grupo de estudantes e comunitários da zona Leste de Manaus realizou um levantamento sobre o problema da falta d’água em Manaus, grande parte das informações foi fornecida pelo então vereador Praciano, hoje deputado federal, que, inclusive, fez a sugestão do título do debate. Este bloguinho reproduz aqui o texto do folheto distribuído aos participantes.

POR QUE NÃO TEMOS ÁGUA?

Nos idos não muito distantes, a distribuição de água em Manaus era feita na forma estatal pela COSAMA. Para demonstrar a ineficiência e falta de qualidade do serviço basta lembrar que a antiga Companhia recebeu o apelido de COLAMA.

No final da década passada, os governantes confirmaram a incapacidade ou falta de vontade de tentar solucionar os problemas do abastecimento de água na cidade de Manaus e, no início de 2000, a COSAMA foi a primeira empresa estatal de serviço a ser privatizada no Brasil; a compra da “concessão” deu-se pelo grupo SUEZ, grupo francês muito poderoso internacionalmente, que passou a usar aqui o nome de ÁGUAS DO AMAZONAS.

A venda teve alguns pontos estranhos:

—> o valor do patrimônio da COSAMA foi fixado pelo Governo do Estado em R$ 480 milhões;

—> misteriosamente o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDS) fixou como preço mínimo do leilão R$ 173 milhões;

—> depois da venda ser embargada duas vezes pelo vereador Praciano, por entender que o preço era muito baixo, o grupo SUEZ acabou arrematando o leilão por R$ 193 milhões.

A concessão diz respeito à prestação de serviços pelas ÀGUAS DO AMAZONAS durante 30 anos, e a empresa apresentou como principais pontos do “Plano de Metas” até 2006:

—> 96% da cobertura de água na cidade;

—> 99,9% da qualidade da água;

—> 31% da cobertura da rede de esgoto, com tratamento.

O que foi cumprido disso até agora, quase ao término do estabelecido? Nada. O que resulta disso para a população?

—> inúmeras partes da cidade não têm canalizações de forma nenhuma. Em outras partes funcionam precariamente, dando água 2 ou 3 vezes por semana durante um período muito curto de tempo;

—> os problemas de saúde são os mais diversos, desde os causados pela acidez da água, os verminoses encontrados nela até coliformes fecais;

—> quanto ao esgoto, pelo que consta, não foi construído metro algum, o que corrobora com a poluição dos igarapés, o mau cheiro e a proliferação de doenças.

Esse é um resumo da degradação social, do descaso com as comunidades por parte do poder público, dificultando a criação da cidadania na cidade de Manaus. No nosso entender, um tema que precisa ser discutido e ampliado, para as vozes das comunidades serem ouvidas e praticadas.

O problema da falta d’água em Manaus, apesar da cidade ser banhada pelo maior rio do mundo, como diria Dilma Roussef, é histórica, foram produzidas e continuadas por todas as gestões dos governos que por aqui passaram tanto antes da ditadura quanto depois da ditadura, e está ligada a outros problemas de infraestrutura, como a falta de planejamento urbano e saneamento básico de forma geral. Uma das principais bandeiras de campanha do atual prefeito, Serafim Corrêa (PSB) era resolver o problema da falta d’água das zonas Norte e Leste. Em 2006, a ÁGUAS DO AMAZONAS não havia cumprido praticamente nenhum dos principais pontos do “Plano de Metas”, e até então nenhuma sanção ou exigência foi realizada pela Prefeitura de Manaus, mediante as cláusulas do contrato. Ao contrário, foi feito o repactuamento com a ÁGUAS DO AMAZONAS. Como essa gestão de Serafim está no fim, parece que a antiga bandeira foi tão somente transformada em out-door.

ÁGUA: ENQUANTO UNS NÃO TÊM…

E enquanto mais da metade dos habitantes manoniquins meneiam a cabeça em concordância com a ministra Dilma, e aguardam a pirotécnica manobra prefeitural que deixou a outra metade da cidade (que dispõe de água de péssima qualidade e que também concordou com Dilma) durante toda a quarta-feira e a madrugada de quinta, leitores intempestivos contactaram este Bloguinho para fazer duas observações sobre a questão do abastecimento de água na cidade que não são colocados no rol das eternas “propostas”, ou como eram conhecidas antigamente, promessas, mas que fazem parte do pacote que deixaram todos os prefeitos anteriores e que deixará, quem sabe em situação até pior, o atual prefeiro, Serafim:

1) Parte da zona Sul de Manaus, que envolve os bairros da Betânia, Morro da Liberdade, Santa Luzia e parte do Crespo, São Lázaro e Educandos, o regime de recebimento de água nas torneiras segue todos os procedimentos de racionamento, embora sem a mesma divulgação por parte da Prefeitura. Na Santa Luzia, por exemplo, falta água religiosamente – sem Deus, é claro – entre as 11h e as 18h, bem no horário em que as louças do almoço estão por ser lavadas e o sol está em seu melhor momento para enxugar a roupa. Em partes da Betânia, o líquido precioso só dá o ar de sua graça durante a parte da manhã e de madrugada. Isto começou, segundo leitores-moradores das áreas, há uns três anos, e vem seguindo assim.

2) Segundo depoimento informal de um leitor entendido nas questões físico-químicas, o cloro usado no processamento das águas que saem pelas torneiras manoniquins – quando saem – é de péssima qualidade, daí a cor esbranquiçada da água que chega de manhã cedo ou no finalzinho da tarde, ou mesmo em qualquer horário em que ela tenha faltado e esteja retornando. O cloro, nestas condições, não é bem solucionado na água, e pode fazer mal, além de provocar reações alérgicas.

Claro que se pode afirmar, dentro da lógica do abastecimento de água que permeia ainda a administração pública de Manaus, que os moradores das áreas que têm estes problemas devem dar-se por satisfeitos por ainda terem água para reclamar da qualidade. Mas assim como o transporte público não se reduz a colocar ônibus novos nas ruas, assim como saúde pública não se reduz ao salário dos médicos, educação não se reduz à reforma nas escolas, abastecimento de água para uma população não se deve reduzir a ter água na torneira de qualquer jeito, sem atentar para a qualidade e constância do serviço, que interfere diretamente na vida de uma cidade, impedindo seus moradores de exercerem plenamente seus direitos e deveres.

DILMA E AS ÁGUAS QUE NÃO CHEGAM A MANAUS

Mesmo sendo uma tortura aos bons afetos assistir ao humor reto, falso humor, carregado de preconceitos e senso rasteiro ao comum, do globolálico programa do Jô Soares, mas no caso da presença de Dilma Roussef…

Sabia-se que, dada a limitadíssima capacidade do apresentador, os temas seriam, como em toda a seqüelada mídia, as mesmas perguntas em torno do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e a tentativa de incriminar a ministra da Casa Civil no caso do suposto dossiê sobre o invejoso/rancoroso Fernando Henrique. Além disso, é claro, do jeito que a Globotária está desesperada com a contínua perda de audiência, sabendo-se que o Governo Lula está numa audiência maravilhosa, decorrente de sua prática democrática/democratizante, ela tenta capturar um pouco do ibope fugidio. (Foi essa a razão de convidar Lula Imaginem! para a comemoração do milésimo programa do Faustão.) Mas como sabemos, ao contrário do falacioso apresentador, da alegria, da autenticidade e da inteligência de Dilma, dessa vez seria um bom encontro, que nem mesmo a violência epistemológica do programa poderia atrapalhar.

Selecionando entre tantas batidas perguntas e as necessárias respostas de Dilma, tomamos aqui quando o obtuso truão perguntou a respeito de como era feita a fiscalização do uso das verbas do PAC nos estados e municípios. Dilma deu como exemplo Manaus, uma cidade banhada pelo maior rio do mundo e sofrendo de falta d’água, além de não possuir saneamento básico, acrescentando que o Governo Federal envia as verbas para solucionar questões básicas, mas depende da boa utilização pelos prefeitos e governadores, e que existem, caso não sejam cumpridos os projetos, as instâncias de fiscalização governamentais.

Quem não deve ter gostado do exemplo de Dilma são o governador Eduardo Braga e o prefeito Serafim Corrêa. Principalmente que o exemplo não saiu ao acaso, embora se saiba que cidades na mesma situação de Manaus existem em abundância pelo Brasil (daí a necessidade do PAC), mas Dilma, juntamente com Lula, esteve recentemente na cidade e percebeu a histórica realidade dos serviços elementares na “Princesinha do Norte”; e principalmente porque ambos sabem que a avaliação final é da população. A mesma população que reconhece o esforço democrático de Lula e Dilma, pode não referendar as pífias atuações dos governos municipais e estaduais passadas e atuais.

POSEIDON DA FALTA D’ÁGUA

E bem depois que a Cosama foi dubiamente privatizada pelo grupo Suez, tornando-se Águas do Amazonas, e enquanto o marketing do prefeito Serafim é levar água para as zonas Norte e Leste de Manaus, moradores do bairro Novo Aleixo vão queixando-se que, além de não terem rua, agora também não tem água. Já são cinco dias que o líquido precioso vai faltando nas torneiras.

No feriado de Corpus Christi, muitas famílias religiosas cancelaram suas comunhões devido à falta d’água… A roupa por lavar… As vasilhas todas sujas… Cinco dias sem tomar banho… No final de semana não deu pra ir à balada, à missa, ao shopping… Houve até quem perdeu a namorada, o emprego… Sabe o que são cinco dias sem água? E anos? E décadas? Em Manaus, há lugares onde nunca houve água encanada.

Para os turistas, vale um passeio pelo encontro das águas do Negro e do Solimões, mas não é possível ver o encontro das águas com a população. Ao contrário, até então, desde a estatal, passando pela privada, aliadas sempre às más gestões municipais, em relação à população, têm sido sempre um mau encontro. Apesar do nome Águas do Amazonas, as águas do maior rio do mundo não estão chegando até Manaus. Mas a população lembra que as eleições, sim, estão próximas. Aí as águas vão rolar… Água rola?


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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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