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Greve expõe problemas no processo de expansão do ensino superior

A greve deflagrada pelos professores do ensino superior, na semana passada, segue forte, com adesão rápida e crescente. Para o Comando Nacional de Greve do Andes-SN, a surpreendente mobilização se ancora no fato de que esta é uma greve atípica, centrada não na luta mais imediata da categoria por reajuste salarial, mas em questões conjunturais que afetam o conjunto da comunidade acadêmica.

Najla Passos

Brasília – A greve deflagrada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), na quinta (17) passada, segue forte, com adesão crescente. Já são 42 universidades paradas, além de dois institutos e de um centro de formação técnica. Duas outras instituições já oficializaram ingresso no movimento a partir da próxima segunda. Os servidores técnicos-administrativos discutem a adesão e assembleias estudantis representativas, em todo o país, referendam o processo. Cenário raro em tempos de desmobilização do movimento sindical.

Para o professor da Universidade Federal do Rio Grande (UFRG), Billy Graeff, membro do Comando Nacional de Greve do Andes-SN, a surpreendente mobilização se ancora no fato de que esta é uma greve atípica, centrada não na luta mais imediata da categoria por reajuste salarial, mas em questões conjunturais que afetam o conjunto da comunidade acadêmica. E, consequentemente, o projeto de oferta de um ensino público de qualidade no país.

A pauta de reivindicações da categoria está centrada em dois pontos principais: a reestruturação da carreira docente, considerada pouco atraente e funcional há décadas, e a melhoria nas condições de trabalho.

A primeira, segundo o Sindicato, já havia sido negociada com o governo, para ser implantada até o final de março deste ano, junto ao reajuste de 4%, acordado em 2010. O reajuste saiu, por meio de medida provisória enviada ao congresso pela presidenta Dilma Rousseff em 14 de maio, mas a reestruturação da carreira permaneceu pendente. “Nós estamos negociando desde agosto de 2010, mas o governo se mostra intransigente frente às nossas reivindicações”, justifica.

A segunda decorre de uma insatisfação latente da categoria, compartilhada com estudantes e servidores técnicos-administrativos. “Os professores não suportam mais esses anos de expansão universitária irresponsável”, afirma o professor. Ele se refere ao programa de expansão universitária iniciado durante o governo Lula, o Reuni, mais efetivamente entre 2006 e 2008. Segundo o professor, aumentou-se o número de alunos matriculados nas universidades, sem a devida contrapartida em contratação de pessoal e ampliação da infraestrutura.

“Estamos preparando um dossiê da precarização para mostrar a verdadeira face do Reuni”, conta Billy. Conforme ele, os problemas são inúmeros, principalmente nos campi novos e nos cursos recém implantados. Faltam professores, laboratórios, bibliotecas, restaurantes universitários, casas do estudante e até banheiros. “Estamos levantando também a qualidade dos prédios recém construídos e os problemas ambientais decorrentes dessas obras. As denúncias são alarmantes”, antecipa.

Em entrevista coletiva nesta quarta (23), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que todos os acordos firmados em 2011 com os professores universitários da rede federal foram cumpridos pelo governo. Segundo ele, a negociação referente à reestruturação da carreira é para 2013 e ainda está aberta. E acrescentou que há tempo até 31 agosto para enviar a proposta para a aprovação do orçamento no Congresso. “A greve faz parte da democracia, mas quando se faz um acordo e o governo cumpre, não consigo ver razões e necessidade de uma greve. Não há qualquer prejuízo material para os docentes”, esclareceu.

O ministro acrescentou que uma paralisação, neste momento, não contribui para o esforço que o Brasil faz para desenvolver o ensino superior. “São 220 mil novas vagas, 14 universidades e 132 novos campi para dar suporte a esse 1 milhão de matrículas. Desde 2005, investimos R$ 8,4 bilhões na reestruturação da rede federal. Somente em 2012, o investimento é de R$ 1,4 bilhão. Temos 3.427 obras”, anunciou.

Expectativas
No próximo dia 28, os professores realizam nova reunião com o governo para tentar solucionar o impasse.

No dia 5/6, outras categorias de servidores públicos federais se juntam aos professores para realizar uma marcha à Brasília. Após o protesto, realizarão plenária unificada em que será discutida a possibilidade de paralisação de novas categorias, a partir de 11/6.

Os servidores públicos defendem pautas específicas, mas também uma com eixos comuns, como a definição da data-base em 1° de maio; política salarial permanente com reposição inflacionária e reajuste linear em 22,08% (referente a soma da inflação de maio de 2010 e maio de 2012 e a variação do PIB neste mesmo período); e valorização do salário base e incorporação das gratificações.

Os servidores reivindicam, também, a retirada do Congresso dos projetos de lei e medidas provisórias que, conforme análise das categorias, ferem direitos conquistados pelos trabalhadores.

Carta Maior

MINISTRO DA EDUCAÇÃO PEDE AOS PROFESSORES DAS UNIVERSIDADES PARAQUE PARALISEM GREVE, MAS ELES DIZEM NÃO

O ministro da Educação, Aluizio Mercadante, tentou convencer os professores das universidades a paralisarem a greve que começou no di 18, e já conta com 44 universidades das 51 que existem no país, mas só ouviu um contestador não. Para Mercadante não há motivo para a greve porque “o governo demonstra todo o interesse em cumprir o acordo e há tempo para negociar”, mas os grevistas docentes não entendem assim e afirmam que só paralisarão o movimento quando o governo apresentar uma nova proposta para suas reivindicações.

De acordo com, Marina Barbosa, presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), não ocorreu nenhum fato novo que pudesse levar a greve à paralisação. O único fato foi o pronunciamento do ministro da Educação, que,segundo ela, mostra a força da greve. De acordo com Marina, há um grande apoio dos estudantes para que a greve continue.

Ela afirmou que embora os professores das universidades tenham conseguido um aumento de 4% e incorporação de algumas gratificações retroativas a março, entretanto a promessa de reestruturação da carreira o governo não cumpriu.

“O debate está acontecendo desde agosto de 2010. O dia 31 de março era o prazo definitivo para o governo apresentar a reestruturação da carreira, fechado a partir de um acordo emergencial feito em agosto de 2011. O processo corrido não justifica o atraso que ocorreu,, nem a posição irredutível que o governo tem mantido na mesa de negociação. Não apresentaram nenhuma proposta.

Estamos há praticamente dois anos negociando e não há predisposição do governo em movimentar suas peças no tabuleiro. E as condições de trabalho estão precarizadas, com muita crise ocorrida no processo de expansão das universidades”, analisou Marina Barbosa.

De acordo com as decisões dos comandos de greve, encabeçados pelo Andes, o movimento deve continuar até que o governo apresente proposta para ser analisada pela categoria nas  assembleias.

A greve dos professores das universidades foi deflagrada estimulada pelas reivindicações de incorporação de gratificações, acréscimo de titulação, melhores condições de trabalho e reestruturação do plano de carreira no campi criados com o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), aumento do piso salarial dos atuais R$ 557,51 para R$ 2. 329, 35, valor calculado pelo Dieese.

A greve é um direito do trabalhador de tentar amenizar a tirania da mais-valia – se é que isso é possível. No caso dos funcionários públicos, que alguns especialistas da sócio-economia afirmam não dever existir, porque não há mais-valia no setor público, uma forma de mostra que a mais-valia encontra-se em qualquer território do Estado capitalista.

No caso do servidor público a mais-valia não lhe rouba apenas em seu salário, mas também em sua condição de se fazer funcionar em seu local de trabalho.                   

EDUCAÇÃO NÃO COMBINA COM APROVAÇÃO NEM REPROVAÇÃO

Os periódicos de Manaus na semana que terminou divulgaram um assunto que merece  comentário.  Trata-se da aprovação e reprovação de alunos na rede escolar.

 De um lado, professores acusam a SEDUC-AM de obrigá-los a aprovar os alunos. De outro, a SEDUC-AM diz que o professor deve fazer as recuperações paralelas quantas forem necessárias caso o aluno não obtenha a nota mínima para aprovação.

 Não resta dúvida que tudo isso tem por tras somas altas de dinheiro principalmente envolvendo a Secretaria  e o Ministério da Educação. Mas por outro lado, trava-se uma briga que tanto a Secretaria de Educação como professores não percebem que educar não combina com aprovar ou reprovar.

Infelizmente, nos dias atuais ainda vemos professores sentirem prazer em reprovar alunos. Salas de professores, que deveria ser um lugar de alegria, prazer é um verdadeiro purgatório de maldade. Muitos são grosseiros, reprovadores de alunos e ainda criticam professores que adotam outras formas de relações, avaliações  e metodologias com os estudantes e não se preocupam em aprovar ou reprovar.

Evidentemente que o aluno numa escola deve dominar determinados conhecimentos e saberes de matemática, português, história, geografia, química, física, artes, língua estrangeiras, biologia, mas não se deve fazer da educação um campo de batalha.

Nessa questão de aprovar e reprovar certos professores não perceberam ainda que não se está fazendo nada de criativo nos vários compontentes curriculares. Está se repetindo o que está posto. As provas que são feitas o professor sabe as respostas e na maioria são pegadinhas. E agindo dessa forma, relacionamo-nos com “a-lunos”, aquele que não possui luz e não com estudantes, aquele que busca, descobre, inventa e por isso eles não obtem a nota que o Estado cobra e os professores digladiam-se com a Secretaria e entre si.

Educar é promover o novo e aí não tem nada com aprovação nem reprovação porque os dois são cobrados a partir de uma posição hierárquica de superioridade e dominação. Sendo o professor possuidor desses saberes não era para ter posicionamentos negativos na relação com os estudantes, mas sim refletir sobre ordenamentos partidos da Secretaria que precisem ser questionados para que depois não mantenham  clichês  nos dizeres  que tais políticos, juízes, advogados, médicos, enfermeiras, garis, lenhadores, atores, pedreiros e padeiros passaram por suas mãos.     

 

 

Rede Desenvolvimentista: os intelectuais vão à luta

A disposição de discutir os desafios do país, não de um ponto de vista diletante ou apenas acadêmico, mas engajado, organizado e direcionado à busca de soluções para os gargalos do desenvolvimento brasileiro, reuniu meia centena de economistas das mais diversas especialidades na semana passada na Unicamp. A iniciativa, desdobrada em três dias de debates, divididos em cerca de uma dezena de mesas, foi o segundo passo na implantação da Rede Desenvolvimentista. Nascida na universidade, a Rede pretende consolidar-se como uma caixa de ressonância da agenda do desenvolvimento, ancorada em propostas e projetos para o Estado brasileiro e a integração sul-americana.

A iniciativa tem um significado histórico encorajador. Cada época tem sua usina de reflexão estratégica. A Cepal cumpriu esse papel nos anos 50/60, de um ponto de vista progressista. O nacional desenvolvimetismo do ISEB funcionou como um tink thank das reformas de base que agitaram a vida política e intelectual do país até 1964. O ocaso da agenda do desenvolvimento a partir dos anos 90 tem razões políticas conhecidas. A hegemonia do credo neoliberal tornava dispensável a reflexão de natureza propositiva sobre os rumos do país. O mercado era rei. Seus centuriões midiáticos, mas também academicos, blindavam a agenda econômica e o debate político.O círculo de ferro circunscrevia governos, partidos e intelectuais nos limites das reformas requeridas à livre ação dos capitais, ungidos à condição de sinônimo de eficiência e autossuficiencia na ordenação da economia e da sociedade.

A desordem financeira que eclodiu em 2008 rasgou a fantasia desse corso afinado na ditadura do Estado mínimo com suas privatizações e regressividade social. Ao dobrar a aposta nesse enrêdo anacrônico a Europa hoje figura como um condensado pedagógico da natureza letal do credo ortodoxo na vida dos cidadãos e da engrenagem produtiva. Mais que tudo ,porém, a chocante desagregação da sociedade europeia nos recorda que o colapso de um ciclo não leva automaticamente ao passo seguinte da história.

Novos atores e novos projetos devem assumir o comando do destino brasileiro.
A Rede Desenvolvimentista avança nesse hiato entre dois mundos. E se propõe a pavimentar um pedaço da travessia organizando a discussão de agendas estratégicas para superar os gargalos da supremacia neoliberal sedimentados na esfera financeira, industria, cambial e tecnológica.

O termo ‘social desenvolvimentismo’ sintetiza o eixo desse comboio de idéias e forças políticas que busca resgatar o direito soberano de uma sociedade planejar o seu crescimento com maior equidade entre os cidadãos.

Com o risco de afrontar nuances pode-se dizer que uma constatação permeou os três dias de debates na Unicamp: o desenvolvimento brasileiro vive uma dobra decisiva; o equilíbrio frágil entre crescimento e justiça social, perseguido a partir de 2003, e que diferencia o desenvolvimentismo hoje da versão economicista dos anos 50, requer um salto estrutural para se instaurar de forma consistente e duradoura. O modelo chinês de arrocho salarial não serve por princípio –assim como não serve a eficiência exportadora alemã, ancorada igualmente em arrocho.

“Voces sabem quanto ganha uma administradora de empresas terceirizada na Alemanha de Merkel? Pois bem, ganha 800 euros, quase o salário de empregada doméstica no Brasil”, exemplificou Luiz Gonzaga Belluzzo em sua intervenção sobre os componentes da crise internacional. O tripé requerido, feito de aceleração do investimento, salto de produtividade e avanços sociais, sobretudo na educação, não está,portanto, resolvido;nem há modelos prontos a perseguir. O fenômeno da desindustrialização evidencia o custo de se prolongar essa indefinição no tempo. O fôlego industrial do país hoje é 5% inferior ao que existia no pré-crise de 2008. Poderá recuar mais 5%, advertiu-se no debate da Rede. Quem acha que é pouco deve ser informado que a corrosão ocorre justamente nos setores de ponta, que dão o comando aos demais segmentos da produção.

Não se trata de um fetiche manufatureiro: ter indústria significa ter um setor de bens de capítal arrojado capaz de irradiar competitividade e eficiência ao conjunto do sistema produtivo.

Inúmeras medidas são evocada na superação dessa regressividade fabril, que não decorre apenas do câmbio defasado e dos juros siderais, ainda que esses componentes tenham um peso importante. Um ensaio de consenso emergiu dos debates: o mercado não fará isso pela sociedade brasileira. Seja na frente do investimento, na da pesquisa, do crédito e do salto educacional requerido, o Estado democrático deve assumir um papel hegemônico no processo.

Não se trata de menosprezar a importância dos mercados nesse processo, sobretudo do mercado de capitais, mas as insuficiências da lógoca privada ficaram evidentes na recente queda de braços entre o governo e a banca em torno dos spreads . A pendência só se inclinou a favor da redução do custo do dinheiro (mas empacou na expansão do crédito) quando o governo Dilma decidiu politizar o tema e acionou uma poderosa alavanca indutora: os bancos estatais, que normatizaram o significado do interesse nacional nos dias que correm. Esse trunfo existe também na economia do petróleo, graças à regulação soberana das reservas do pré-sal.Mas inexiste em outros segmentos e esferas modeladoras do desenvolvimento. Fundos de investimento de longo prao, por exemplo, são diluídos e desconectados. A criação de um ‘fundo dos fundos’, que reunisse capitais públicos, caixas de pensão e mesmo capital estrangeiro de longo prazo –comandados por um grande ordenador estatal, como o BNDES– foi uma das idéias-força registradas no evento da Unicamp, na intervenção do economista Jorge Matoso.

Difícil sintetizar a rica diversidade das peocupações afloradas nesse engatinhar promissor da Rede Desenvolvimentista. Mas uma intervenção colhida no calor dos debates sugere que os limites do passado, finalmente, perderam a prerrogativa de pautar o futuro : “O Brasil tem que perder o medo de discutir novamente um tema interditado nos anos 90: a criação de novas empresas públicas, estatais que possam nuclear setores estratégicos e fazer o mesmo que os bancos públicos e a Petrobrás fazem hoje em suas áreas de referência: colocar o mercado a serviço do país’. É um bom ponto de partida para o aggiornamento do desenvolvimentismo no Brasil do século XXI.

Por Saul Leblon

Carta Maior

BIENAL DO LIVRO AMAZONAS: SEM ESCRITORES E NEM LEITORES

“Como Manaus é uma não cidade. Ela também não tem nem escritores, nem leitores. Mas  tem Parreira.”

No período de 27 de abril a 06 de maio de 2012,  Manaus, no Amazonas, sediou a primeira bienal do livro. Feito histórico, dizem seus promotores: os agenciadores do evento, o governo do Estado do Amazonas e as  livrarias que imaginaram lucros facilitados.

Sobre isso, faremos o seguinte comentário. Tradicionalmente essa exposição de livros acontece nas cidades do Sudeste, no Sul, uma ou duas cidades do Nordeste brasileiro. A bienal do livro acontece nessas cidades porque ali, há escritores e leitores. O que não é o caso do Estado do Amazonas. Por cá não temos nem escritores, nem leitores.

Tanto não há que a disciplina Literatura Amazonense foi retirada da grade curricular de uma Universidade no Estado por considerar a inexistência de uma literatura Amazonense. Sobre isso temos postado neste blog um artigo.

No nosso Estado as pessoas não tem o hábito de ler. Se não temos leitores não tem como haver escritores.

O governo declara que realiza a bienal para incentivar a leitura. Como se vai realizar um evento como esse para incentivar leitura, quando isso deveria ser hábito de muito tempo?

No nosso Estado, tanto antes desse governo que está aí há mais de trinta anos nunca houve uma política de leitura e incentivo à leitura.

O preço dos livros sempre foi caro, reclamam algumas pessoas, mas se o governo do Estado tivesse interesses que seu povo lesse criaria incentivos para publicações de livros mais baratos, como se faz, por exemplo, em Cuba e noutros países.

No governo do Senador Eduardo Guerreiro de Sempre Braga o governo do Estado, junto com a Secretaria de Cultura elegeram uma livraria-editora para publicar algumas obras de autores nacionais, foi quanto se apresentou aos leitores  literatura.

Quando dizemos que no Amazonas não há escritores é porque não vemos  nada de novo no que escrevem e no que se escreveu. Sempre recorreram e ainda recorrem a elementos da flora, da fauna: crisálidas, onças e jacarés, fábulas e descrições de lendas, encontro do Solimões com o Rio Negro, a boiúna e o curupira, Dom Bararuá.

Mas Milton Hatoum não é um escritor amazonense? É amazonense, porém, escreve com cânones e um estilo que foge aos que vemos por aqui, embora a temática contemple a cidade de Manaus e o Amazonas.

Essa bienal pode ser comparada a um cantor. Um desses cantores que produzem centenas de CDs e não vendem. Um dia ele resolve comprá-los. Esgota-se a edição e regravam-se outros. Todos são comprados por ele e repassados para amigos e familiares. Assim é essa bienal. O governo promove, e como já sabe que não tem uma comunidade leitora repassa para os professores da rede estadual R$ 100,00 para ser gasto no local. O governo promove e ao mesmo tempo paga e recebe de volta o dinheiro investido.

Pergunta-se. Esse investimento estava no orçamento do Estado, da SEDUC, da Secretaria de Cultura?

Não é assim que se vai incentivar a leitura. A leitura tem que ser uma iniciativa desde a pré-escola. A criança deve criar o hábito de ler e escrever. Como não foram incentivadas, hoje temos milhares de jovens viciados em televisão e telefones ligados à internet, novo boom nas salas de aulas. Se não fossem os milhares de programas anódinos, sofríveis que a TV Globo, SBT e congêneres transmitem, e houvesse a iniciação à leitura não teríamos que estar fazendo um comentário como esse, pois a realização de uma bienal numa cidade de escritores e leitores é um acontecimento tão importante que enche de alegria a todos.

Livros. Os livros sempre são maravilhosos. Desde que não seja literatura inútil. Segundo informações de quem foi ao local havia muito livro de auto-ajuda e religiosos-disangelistas. Nesse caso só pode ser uma bienal de tristeza e dor. Dor que nós temos que modificar.

Modificação essa que alguns professores estão realizando, por exemplo, como o incentivo à leitura de autores nacionais e estrangeiros como Machado de Assis, João Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, poemas e textos teatrais de Bertolt Brecht, Jean Genet, Sarte, Domingos Pelegrini, Camus, Manuel Bandeira, bem como incentivo do próprio governo federal junto com uma empresa privada promovendo a Olimpíadas de Língua Portuguesa devido ao iletrismo que há tanto aqui como em partes do nosso país e que nos governos de Lula e Dilma se incentivou e está sendo incentivado para que possamos mudar a vida no nosso país.

Que as bienais continuem sendo promovidas em cidades onde há escritores e leitores.

           

     

Docência Universitária

Prezado colega Professor(a) Universitári@

Esta tese foi idealizada como uma reflexão sobre a problemática cotidiana da prática docente no ensino superior e contém, além de pesquisa e análise sobre a Docência Universitária, apontamentos e indicações no sentido de contribuir para a adoção de práticas alternativas ao modelo tradicional de ensino.
Espero que possa ser útil e, por isso, disponibilizo este estudo.
Com um abraço,
do Welton
 

STF DECIDE QUE SISTEMA DE COTAS RACIAIS É CONSTITUCIONAL

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) depois da paralisação na quarta-feira do julgamento da ação ajuizada pelo partido ultraconservador DEM contra o sistema de cotas raciais em Brasília voltaram a se reunir ontem quinta-feira, e decidiram, por unanimidade, que a reserva de vagas nas universidades públicas com base no sistema de cotas raciais é constitucional. Dos 11 ministros nove seguiram o voto do relator do processo ministro Ricardo Lewandowsky.  O ministro Antonio Dias Toffoli não votou porque quando era advogado-geral da União posicionou sua opinião a favor do sistema de cotas raciais.

O presidente do STF, ministro Ayres Britto, justificando seu voto afirmou que os erros de uma geração podem ser corrigidos por outras gerações e que a política compensatória é justificada pela Constituição.

“O preconceito é histórico. Quem não sofre preconceito de cor já leva uma enorme vantagem, significa desfrutar de uma situação favorecida negada a outros”, disse o ministro Ayres Britto.

Argumentando sobre seu voto a favor das cotas raciais a ministra Carmen Lúcia, disse que em uma sociedade onde a igualdade não ocorreu naturalmente essa decisão é importante.

“As ações afirmativas não são as melhores opções. A melhor opção é ter uma sociedade na qual todo mundo seja livre para ser o que quiser. Isso é uma etapa, um processo, uma necessidade em uma sociedade onde isso não aconteceu naturalmente”, disse a ministra Carmen Lúcia.

A política de ação afirmativa está incluída no Plano de Metas para Integração Social, Étnica e Racial da Universidade Federal de Brasília (UnB) que foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Foram destinadas 20% de vagas para cada curso oferecido, e no primeiro vestibular, 18,6% dos candidatos foram aprovados no regime de cotas.  

A comissão que implementou as cotas para negros é a mesma que em 12 de março de 2004, firmou o convênio entre a UnB e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Um partido da ultradireita não pode ter o entendimento dos fundamentos da educação necessários na construção de uma sociedade sem desigualdade de qualquer tipo. Portanto, a decisão dos ministros só fundamentou mais a democracia brasileira.  

Por sua vez, diante da decisão democrática do STF, o movimento negro afirmou que vai fiscalizar e cobrar das universidades a aplicação das cotas raciais. De acordo com Frei Davi, fundador da Educafro, instituição que tem como objetivo realizar a inclusão de negros em instituições públicas e privadas de ensino superior, a organização vai procurar fundamentos jurídicos para fazer a pressão necessária.

“É impossível fazer política pública sem considerar a especificidade do povo negro”, disse Frei Davi.

Para o coordenador do Núcleo de Estudos Afro Brasileiro da Universidade de Brasília, Nelson Inocêncio, é preciso defender a cobrança das cotas.

“Não vai agradar a todos. Não se trata de uma questão afetiva. É primordialmente que a população negra seja respeitada. É preciso até que a gente faça ajustes na sociedade”, afirmou Nelson.

MINISTRO RELATOR DO PROCESSO AJUIZADO PELO DEM CONTRA COTAS RACIAS VOTA FAVORÁVEL ÀS COTAS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

O processo ajuizado pelo partido da ultradireita contra o regime de cotas da Universidade de Brasília (UNB) em julgamento ontem, dia 25, no Supremo Tribunal Federal (STF) teve sua intenção contrariada. O ministro do STF, Ricardo Lewandowsky, relator do processo, votou pela constitucionalidade da reserva de vagas nas universidades públicas com base nos sistema de cotas raciais.

O sistema de cotas, para o partido da ultradireita, viola preceitos fundamentais da Constituição. Segundo o ultraconservador partido, vão ocorrer “danos irreparáveis se a matrícula se basear em cotas raciais, a partir de critérios dissimulados, inconstitucionais e pretensiosos”.

Para o relator do processo, ministro Ricardo Lewandowsky, a finalidade dos programas de ação afirmativa visam terminar com os sentimentos de discriminação por pertencer à determinada raça. Para ele a prova da discriminação histórica encontra-se no número reduzido de negros e pardos, em posições de destaque, nos serviços públicos e privados.

“Não basta não discriminar. É precisos viabilizar. A postura deve ser, acima de tudo, afirmativa. É necessário que esta seja a posição adotada pelos legisladores. A neutralidade estatal mostrou-se, nesses anos, um grande fracasso.

Os programas de ação afirmativa, em sociedades onde isso ocorre, são uma forma de compensar essa discriminação culturalmente arraigada e praticada de forma inconsciente”, observou o ministro.

A sessão que foi suspensa ontem após o voto do ministro Lewandowsky deve continuar hoje, dia 26.

A ação proposta de inconstitucionalidade pelo partido ultraconservador de direita é em sua forma a projeção dos sentimentos reacionários que imobilizam a agremiação caduca. É uma projeção além de discriminadora uma tentativa de impedir o país se ordenar racionalmente democrático.

PREFEITO CASSADO DISTRIBUI BRINDES PARA PROFESSORES E SERÁ CANDIDATO

Estamos a 6 meses das próximas eleições. O atual prefeito cassado da não cidade de Manaus, Amazonino Mendes vem deixando seus seguidores numa grande dúvida. Ser ou não ser candidato.

Nas entrevistas concedidas diz que não será candidato. Que vai aguardar as eleições para governo do Estado em 2014.

Está a procura de um candidato que possa substituí-lo. O galo que já foi prefeito tampão  aparece como cotado.

Com políticos do tipo de Amazonino, José Serra, Demóstenes Torres,   ninguém pode confiar no que dizem. Quem os conhece devem ficar com os dois pés à frente.

Amazonino será candidato a prefeito, pensa em ganhar a eleição e formar vitrine para o pleito de 2014.

Por que fazemos essa afirmação? Pelo conjunto de atitudes que vem tomando nos últimos tempos. Tem demonstrado jogo de interesses na relação  com o funcionalismo municipal concedendo reajustes para algumas categorias que vai de 10 a 100% nos salários, promovendo concursos em várias secretarias, divulgando o que tem feito através de mídias numa campanha pré-eleitoral; autorizando a contratação de mais de 500 agentes de trânsito com salário acima de R$ 1.500.

Além disso, autorizou a SEMED distribuir para os trabalhadores da educação, principalmente professores, uma pasta contendo uma camisa amarela (símbolo da abelinha) e vermelha (homenagem aos petistas my Darling) com o símbolo de seu governo, pincéis, pendrive, caneta, marca texto.

Com isso, dizemos sem dúvida de errar que Amazonino, o prefeito cassado da não cidade de Manaus será candidato e com a distribuição desses brindes, contratação de pessoal sem concurso,  caracteriza compra de votos, marca que motivou sua cassação pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento no pleito passado.

Aos professores cabe um posicionamento: não vestir a camisa cabo eleitoral dele, pois se a educação está do jeito que se apresenta hoje, é conseqüência da falta de políticas responsáveis quando ele foi governador do Estado e prefeito antes do atual mandato.

A educação para Amazonino sempre ficou em último plano tanto é que nos últimos dias o que vem se falando, escrevendo, editando é que nos próximos concursos que a Prefeitura de Manaus irá realizar haverá funcionários com salários superiores de um professor para uma carga horária de 30 horas. Aí está a demonstração de um desrespeito à categoria do magistério. Mas infelizmente ainda há na categoria pessoas que não fazem a distinção de um político comprometido com a educação e um populista que quanto pior melhor para a manutenção dos mesmos nos comandos políticos da cidade e do Estado. E não adianta o Secretário de Administração justificar-se que já encontraram essas diferenças estabelecidas. Sim criadas pelo atual prefeito quando governou a cidade e quando governou o Estado. E tem sim, responsabilidades sobre a real situação.

Amazonino será candidato e virá apoiando um grupo de ex-secretários já fora de seu governo para o cargo de vereadores para lhes darem apoio na Câmara Municipal, pois Manaus como sede da copa do mundo desperta todos os interesses, tanto na Prefeitura como no Governo do Estado, e pessoas como Amazonino, não será um momento desses que o deixará  fora de cena, quando pessoas como ele, sentem-se sempre bem quando “paparicados” e no centro das atenções ocupando um cargo público e tem a mídia para exaltá-los como seres superiores aos demais.

   

    
        

FALTAM PROFESSORES NA SEDUC-AM E ESTUDANTES FICAM SEM AULAS

As ruas da não cidade de Manaus, tanto de manhã como no turno vespertino e noturno estão tomadas por estudantes saindo mais cedo das escolas porque há bastantes cargas vagas, isto é, não há professores na maioria das escolas.

O último concurso realizado não preencheu todas as vagas. Ainda faltam serem convocados vários candidatos aprovados. Estes reclamam porque estão aguardando convocação, mas a Secretaria está chamando candidatos do último PSS, inclusive há uma relação de 174 convocados para comparecerem à SEDUC no próximo dia 26 e 27/03/2012, das 8:00 às 12:00h levando todos os documentos.

Tem sido uma constante, em algumas escolas, a falta de professores. Uma das explicações para isso é que do concurso passado, muitos que assumiram 40 horas, devido o salário baixo estão pedindo exoneração e vão inscrever-se noutros concursos e trabalhar noutras áreas. Outros estão afastando-se por motivo de aposentadoria, licença especial, maternidade e doenças: hepatite A,B, e C, diabetes, depressão, bipolaridade, gastrite e outras deficiências neurofisiológicas.

Enquanto isso, alunos ficam sem aulas,  concursados pedem para sair e outros não são convocados. O Setor de Lotação está jogando corda com laço para ver se enforca professores para contratá-los.

A falta de professores causa um prejuízo muito grande para os estudantes. A Secretaria programa 200 dias de aulas efetivas e hoje caminhando para dois meses de atividades, estudantes e escolas sentirão os efeitos nas avaliações oficiais tanto do Estado como do governo federal.

Os danos são grandes, mas ouvindo alguns estudantes, estes declararam, que até gostam da falta de professores, porque muitos deles são chatos, irritados, prepotentes, chantagistas e que o melhor da escola é ficar “zuando”, conversando com os colegas e se a direção da escola permitir só saem quando a sirene soa  mandando-os para casa.

MOVIMENTO DE LUTA DOS PROFESSORES DE MANAUS

Com relação a questão salarial e que tem motivado o pedido de exoneração de professores procede porque, segundo o Movimento de Luta dos Professores de Manaus – MLPM, “nos últimos 7 anos a SEDUC sempre fez o que quis, dando somente a reposição da inflação e nada mais. Sempre com o apoio do SINTEAM. Neste ano não está sendo diferente. No dia 12/03 o Governo noticiou na imprensa que havia fechado um acordo com o SINTEAM onde definiram que será dado nada mais do que a reposição da inflação de 6%. Mais uma vez o SINTEAM trai a categoria.” Afirma o manifesto.

Segundo os professores do movimento, “a obrigação do SINTEAM era levar a proposta do governo para ser discutida em Assembleia Geral da categoria para que os professores pudessem dizer se concordavam ou não com esse percentual ridículo de reajuste salarial. Mas o SINTEAM não quer correr o risco de ser desmoralizado pela categoria e não vai fazer assembleia.”

Além da questão salarial, que inclui um debate sobre o pagamento do piso salarial nacional que o governo do Estado do Amazonas não paga, o movimento vem exigindo que a SEDUC implante HTP 33% já, vale transporte, tíquete alimentação, promoções a exemplo do que existe na Secretaria Municipal de Educação.

Como se lê, a educação no Amazonas vive dilemas e muitas  cobranças serão feitas de professores, diretores, pedagogos e alunos por resultados positivos no PISA, Olimpíada de Matemática, de Língua Portuguesa, Física e SADEAM no final deste ano. Só que as condições, conforme exposto, não são nada favoráveis.   
    
 

DILMA LANÇA PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO NO CAMPO

 Com o objetivo de formar agricultores em universidades e em cursos técnicos para que depois seus saberes sejam aplicados na produção do aumento de produtividade das pequenas empresas e garantir a distribuição de renda, a presidenta Dilma Vana Rousseff  lançou o Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo). Na prática o programa vai usar disciplinas e material condizentes com a realidade do campo. O que se realizará como uma educação diferenciada. As metas do programa estão previstas para o período 2012-2014.

        Os estados, municípios e Distrito Federal terão apoio financeiro e técnico do Pronacampo para que sejam implementadas as políticas de ensino voltadas para áreas de quilombolas e escolas de áreas rurais.

      Quatro são os eixos em que o programa está dividido.

      1 – gestão e práticas pedagógicas.

      2 – formação de professores.

      3 – educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica.

      4 – infraestrutura física e tecnológica.

     O programa tem também o direcionamento de atingir uma área grande de moradores dos quilombolas e assentamento de reforma agrária que vivem em extrema pobreza, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que pela educação podem mudar suas condições de existências.

     “Estamos apostando que esta geração e, sobretudo, que uma outra geração vai se beneficiar com tudo isto, mudando a feição do campo brasileiro, garantindo que ele será um local digno de se morar.

    Dentro de nossa estratégia de combate à miséria no país, este programa é um dos eixos estratégicos, porque aposta não retirar as pessoas da condição de miséria, mas em garantir que as gerações futuras tenham um outro tipo de horizonte, de oportunidades pela frente.

     E isso não se faz sozinho, mas em parceria com governadores, com entidades representativas do campo”, afirmou Dilma.

PROFESSORES DA SEDUC/AM SÃO REMANEJADOS DAS DISCIPLINAS QUE FORAM CONCURSADOS PARA MINISTRAREM DISCIPLINAS ALHEIAS

Professores de escolas do estado que foram aprovados em concurso promovido pela Secretaria de Educação do estado do Amazonas (Seduc/AM), de acordo com os cursos que são formados, estão protestando contra algumas escolas onde estão lhes obrigando a ministrarem disciplinas que fogem de sua formação universitária.

Por exemplo, professor de Língua Portuguesa foi remanejado para ministrar Ensino Religioso. Não importa que o professor seja ateu. E o mais tocante: algumas escolas estão necessitando de professores de Língua Portuguesa. Um caso de sabotagem do ensino visto que uma das maiores queixas sobre a deficiência da educação no estado do Amazonas encontra-se nas práticas ligadas ao ensino de Língua Portuguesa. O Amazonas é um dos estados do Brasil onde os jovens e as crianças têm pouca prática de leitura e escritura. Uma breve constatação é perceber quantas livrarias tem a não-cidade de Manaus e quantos escritores.

É um caso de violência pedagógica-educacional. O professor quando entra na universidade escolhe o curso que mais ele se identifica e acredita poder desdobrar os conhecimentos adquiridos em atos concretos na sociedade. Um professor quando é licenciado em geografia, acredita que pode muito bem expressar o discurso geográfico na escola em que vai trabalhar. Mas quando ele é remanejado para outro discurso de outra disciplina ele sofre uma violência epistemológica que o leva – para continuar lecionando – a entrar na ordem ficcional da disciplina que não domina o discurso. Como está em ficção seu ensino jamais se materializa como realidade necessária à sociedade. Essa violência é conhecida também como “quebra galho pedagógico”. Os professores que façam seus malabarismos mentais para continuar na escola e defender seus salários.  

As queixas de hoje não têm nada de novo. O fato já se tornou comum nas escolas do estado do Amazonas, mormente de Manaus. É uma prática muito bem estimulada pelas secretarias de educação dos governos reacionários que se apossaram do estado há quase 30 anos. A educação no estado é apenas um reflexo da insuficiência política desses alcunhados administradores.

Agora, cabe aos professores tomarem o fato como pauta imprescindível para ser discutida e tentar encontrar uma solução para esta violência. Uma discussão profissional em si mesma, porque pouco tem que esperar do governo.

Uma discussão filosófica/educacional que não conte com a presença do sindicato dos professores que é pelego, e vive atrelado a prefeitura e ao estado. Ainda porque, tratando-se de discussão filosófica/educacional o sindicato dos professores não tem qualquer corpus que possa compor com essa potência revolucionária/criadora que é o devir filosófico/educacional.

DEFESA DE TESE DE DOUTORADO DO BIÓLOGO YUDI ODA

O biólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM),Yudi Oda, cursando doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina estará defendendo sua tese no dia 28 de fevereiro às 14 horas no Auditório do PPGECT.

A tese de doutorado de Yudi Oda por seu ineditismo pode ser considerada um trabalho de grande envergadura científica, filosófica, pedagógica, política e sociológica. “Docência Universitária e Ensino de Parasitologia e Microbiologia: o caso da Região Norte”, o título da tese, por si só mostra a pluralidade de encadeamentos de saberes que carrega. Uma cartografia de saberes que não se reduz apenas a um trabalho universitário. Ou como se costuma burocraticamente dizer: uma dissertação acadêmica.

Os múltiplos percursos que o doutorando teve que compor como territórios existenciais de saberes e afetos fizeram com que todas as notas, antes virtuais, pudessem ser atualizadas como realidade que salta dos limites da tese. Uma concatenação de saberes e afetos que escapa do  simples exercício de quem precisa de um título acadêmico para concretizar seu carreirismo profissional, como ocorre com a maioria dos professores que se aventura no mestrado e doutorado. Acompanhado sempre da vaidade burguesa que domina os esquálidos e inseguros profissionais do ensino. Tudo que o pensamento dogmático do Estado espera de seus tristes súditos. 

                         Abraços afinados!

SEDUC-AM NÃO ESCLARECE O PORQUÊ NÃO CONVOCA TODOS OS PROFESSORES CONCURSADOS

A professora Bia através de um comentário solicitou que fizéssemos uma matéria sobre a situação dos candidatos aprovados no último concurso da SEDUC-AM- 2011 e que ainda não foram convocados.

A SEDUC-AM convocou no dia 29 de dezembro de 2011 professores e administrativos. Não constou nessa convocação nenhuma outra categoria, como os pedagogos por exemplo. Mas o que vem deixando a professora Bia apreensiva, preocupada é que ela fez o concurso para as séries iniciais do ensino fundamental e foram oferecidas 395 vagas e 31 para portadores de deficiência especial, totalizando 426.

A SEDUC-AM convocou os concursados das séries iniciais do ensino fundamental do 1º ao 300º e do 301º ao 382º. Faltaram entrar nessa lista 13 aprovados, sem contar com os portadores de deficiência especial, que são 31.

A professora declara, que busca incansavelmente resposta para o porquê dessa não convocação e não vem obtendo resposta. Relata  que já foi à SEDUC-AM, já contatou com funcionários, escreveu email para o Secretário, mas até agora não foi atendida nem obteve respostas para as suas indagações.

E o que causa mais preocupação à professora Bia e a todos os aprovados que não foram convocados ainda, é que foi feito um Processo Seletivo Simplificado em 2011 e já iniciaram as convocações.  A Secretaria poderá dizer, não, é só para aquela áreas que não houve aprovados, sim, mais isso precisa ser dito de forma oficial.

Nosso país, no período de 1964 a 1985 viveu um período de ditadura militar. Naquela época, eles através do SNI controlavam a vida das pessoas através da espionagem para identificarem quem era a favor ou contra a ditadura. Os contra a ditadura eram torturados física, moral e psicologicamente, que o diga Frei Tito, Marighela,  nossa Presidenta e milhares de outros brasileiros que amavam e amam nosso Brasil.

A partir de 1988 quando se promulgou a nova Constituição da República Federativa do Brasil, um dos pontos chaves nessa nova carta foi exatamente voltado para que os órgãos públicos prestassem todas as informações solicitadas por seus cidadãos e disse que os feitos públicos deveriam obedecer a impessoalidade e a transparência, especialmente nos órgãos do Estado.

Mas não é o que vemos na SEDUC-AM quanto ao pleito da professora Bia. E, logo numa Secretaria responsável pela formação do estudante como cidadão. O que dizer para os alunos sobre cidadania, direitos, deveres, quando um órgão público se nega a emitir um comunicado dizendo: Nos dias tais e tais convocaremos os demais concursados.

Insistimos. O que nos preocupa, é que temos histórias no Amazonas e especialmente na cidade de Manaus de desconcusados. E antes mesmo da SEDUC-AM ter convocado os professores no dia 29/12/2011, nós, aqui no Blog já havíamos nos manifestado sobre esse tema.

Somos pródigos em  fraudes. A última foi no concurso da Defensoria Pública do Estado do Amazonas onde filhos de funcionários públicos foram beneficiados. Ainda bem que foi anulado. Não queremos com isso, em hipótese alguma aventar, colocar sob suspeita o Concurso feito pela SEDUC-AM e executado pelo CESPE, mas queremos sim, que se fale francamente com aqueles que aguardam ser convocados e pertencer ao quadro de servidores do Estado, pois para isso submeteram-se a um concurso e foram aprovados.

Não podemos deixar de mencionar também, que o concurso da SEDUC-AM poderia ter formado cadastro de reserva, pois vários candidatos obtiveram notas excelentes, mas ficaram fora do limite de vagas oferecidas e com isso, se mantêm o PSS que é uma forma que prejudica o funcionário porque ele trabalha com um contrato determinado e depois pode ser demitido como está acontecendo desde o final do ano passado. O Estado lucra com isso, mas o trabalhador perde. E o SINTEAM, não faz nada.

Uma resposta para Bia, esse era o título que tínhamos imaginado para esta matéria, mas trocamos, visto que, a postada acima provocará  os agentes do Estado, e eles responderão às indagações que lhes são dirigidas, caso contrário, Bia, é só constituir um advogado, que seja conhecedor dos trâmites processuais e que dependa da profissão, e entrar na justiça, pois, já  há jurisprudência que reza que  nenhum candidato aprovado em concurso público de provas e títulos poderá ser alijado de sua posse nos entes federativos.  Valeu, Mana!

EDUCAÇÃO NO AMAZONAS REFLETE POLÍTICA MÍSTICA E VIOLENTA DE SEUS GOVERNANTES E DO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO ESTADO DO AMAZONAS – SINTEAM

O ano letivo escolar iniciou dia 01 de fevereiro de 2012 com  jornada pedagógica nas escolas estaduais e municipais da capital. No dia 02, a SEDUC-AM recepcionou os professores aprovados no último concurso  com a presença de convidados dentre estes o deputado federal Carlos Souza, irmão do falecido Wallace Souza, que deveria estar na abertura da Câmara Federal  e do vice-governador José Melo e ontem, dia 03/02/2012 a SEMED-MANAUS reuniu no auditório Canãa, da igreja Assembleia de Deus, os professores municipais. É sobre esses dois encontros que falaremos.
Que o governo do Estado através da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino promova um encontro de recepção aos  professores concursados para orientá-los quanto à relação professor-aluno, período probatório, metodologia de ensino, critérios de avaliação até que não seria ruim porque os profissionais ali presentes estariam lidando com temas relacionados à futura carreira profissional, mas trazer para palestrar um bacharel em administração e técnicas de liderança e gestão de pessoas não foi a melhor iniciativa.
Terminada as falas da professora responsável pelo projeto Eureka, do Secretário Gedeão Amorim e do vice-governador  o cerimonial liberou os presente para o “mata a broca”, para um “rango” de 5 “minutinhos”. Como, mais de 1.200 pessoas poderiam “rangar” em 5 minutos, quitutes como bacalhau, segundo nos informaram, salgados, refrigerantes, doces, café, leite, salada de frutas, etc? Não deu outra, o palestrante das lideranças chamava os presentes para seus lugares e não era atendido e nem adiantou declarar que naquela manhã havia conversado com Deus  (está aí o novo Moisés, declarou um professor) para este iluminá-lo em mais uma rentável palestra que só interessa para vendedores no capitalismo.
A educação no Amazonas é vista como mercado. Mercado que injeta muito dinheiro em buffet, aluguel do Clube do Trabalhador, pagamento do palestrante que viu sua platéia depois de satisfeita,  de “barriga cheia”, não lhe dar bolas e rumar para suas respectivas moradias.

VIOLÊNCIA SOBREPÕE-SE À TERNURA – UFC NAS ESCOLAS

A abertura do ano letivo da SEMED-MANAUS  foi semelhante. No momento que se luta contra a violência na não cidade de Manaus e nas escolas, o prefeito e o secretário municipal de educação receberam no encontro o lutador de UFC José Aldo Júnior, campeão na modalidade peso pena. Esse tipo de luta que só era apresentada na TV por assinatura, agora a TV Globo mostra ao vivo com o  penteador de macaco, Galvão Bueno e que vem recebendo inúmeras críticas por ser uma concessão pública autorizada pelo governo federal. Como o tal lutador identifica-se com uma não cidade violenta, como Manaus, o prefeito que é candidato à reeleição o utilizou como escudo para evitar as vaias e ainda entregou a chave da cidade ao mesmo. Entendemos como uma violência esse encontro com o lutador. Que o prefeito quisesse recebê-lo, que o fizesse noutro lugar, na sua casa, por exemplo, mas não num lugar público. Essa modalidade de violência é perniciosa, e motiva crianças, adolescentes e jovens a praticá-las no dia, inclusive dentro das próprias escolas.
Menos glamoroso no tocante ao “rango”, o prefeito que foi cassado pela juíza Maria Eunice Torres do Nascimento declarou que a cidade é outra, que está investindo maciçamente na educação, reformou escolas, aumentou salário de professores (aquele aumento que os professores discutiriam em inúmeros outros encontros e que foram enganados, embora tenham sido alertados que aquilo era jogo de cena)  e foi até condecorado por esses feitos com placas de plástico, bronze e ferro. O que o gestor público faz nada mais é do que sua obrigação e para isso não tem porque  se auto-elogiar a não ser com terceiras intenções: manter-se no cargo para conseguir mais benefícios para si e seus seguidores, como aqueles de branco que enfileirados lhe deram passagem, aliás esses nada auferem, pois a claque só tem uma função: ser claque. Se a claque fosse craque, não teríamos políticos como o prefeito da não cidade de Manaus.
De educação mesmo, nos dois encontros não tivemos nada. Tivemos sim, os velhos clichês de que nossa educação é a melhor, o Estado e a Prefeitura estão preocupados com a educação das pessoas, sendo que não é o que vemos na prática. Vemos sim, a manutenção do misticismo, o fato de um palestrante ter falado com Deus e uma prefeitura utilizado o auditório de uma Igreja comandada pelo Deputado Federal Silas Câmara que está sendo investigado por crimes  como falsidade ideológica, abuso de poder econômico, dentre outros. Não vemos isso como referência para mudanças na educação de crianças, adolescentes, jovens e das pessoas de uma não cidade. Manaus, assim, continuará sendo uma não cidade.

SOBROU PARA O SINTEAM

Um sindicato é o organismo representativo, de luta e de defesa dos interesses de seus associados. Num Sindicato, assim como nos governos, deve haver alternâncias de comando. Deve haver reuniões com a participação de seus associados. Mas não é o que vemos no atual SINTEAM. Nesses 32 anos de existência, boa parte da história da luta dos professores ainda remonta à antiga APPAM até idos de 1989. Depois, aqueles que combatiam os pelegos, tornaram-se pelegos e não querem “deixar o osso.”  Em época de eleição armam-se dos mais variados vícios para perpetuarem-se no comando do Sindicato, tanto é, que depois da última greve de professores inúmeros associados desligaram-se porque viram que seu sindicato não mais os representava. Se não mudar não adianta carta de boas-vindas nem convite para os professores associarem-se.

PROFESSORES DO PSS COM CONTRATOS RESCINDIDOS NÃO RECEBEM SUAS FÉRIAS E NEM UM TERÇO DAS MESMAS

Se o SINTEAM defendesse seus professores entraria com uma ação coletiva na justiça do trabalho para que o governo do Estado do Amazonas efetuasse o pagamento das férias e de um terço que os mesmos teem direito. Muitos professores foram dispensados da SEDUC-AM  e não recorrem à justiça porque temem represálias. É nessa hora que o Sindicato deve posicionar-se e tomar uma atitude. Diferente de muitas empresas que saldam seus débitos trabalhistas, muitas vezes via judicial,  é claro, o Estado do Amazonas é omisso nesta questão.
Concluímos dizendo que mudanças na educação jamais passarão por essas iniciativas. Não adianta gastar-se dinheiro dessa forma inútil quando nas escolas faltam máquinas xerográficas para reprodução de textos de história, língua portuguesa, física, matemática. Como cobrar resultados na Prova Brasil, olimpíada de matemática, de língua portuguesa, SADEAM, PISA, ENEM, PSC se faltam recursos que são utilizados noutros fins?

SEDUC-AM DIVULGA RESULTADO DO PSS-2012 DA CAPITAL

A SEDUC-Am divulgou hoje, dia 18/01/2012 a relação dos candidatos selecionados em seu Processo Seletivo Simplificado 2012, para a capital. O PSS foi feito para diversas áreas do magistério.

A relação com os aprovados pode ser acessado no link abaixo. A relação com os nomes dos aprovados será homologada no Diário Oficial do Estado do Amazonas  ainda esta semana e serão convocados de acordo com a necessidade da SEDUC-Am.

Estas vagas serão preenchidas pelos aprovados porque no concurso realizado em 2011  não foram preenchidas na sua totalidade.

Resultados dos Candidatos Classificados

Comunicado

Baixe os Editais em arquivo PDF.

ESTUDANTES DE TERESINA CONTINUAM COM OS PROTESTOS PELA DIMINUIÇÃO DA PASSAGEM DE ÔNIBUS

Depois de serem violentamente reprimidos pela Policia Militar por causa dos protestos contra o aumento da passagem de ônibus de R$1,90, para R$ 2,10, e alterações no sistema de integração do transporte, os estudantes de Teresina, capital do Piauí, continuaram ontem os protestos.

Hoje, sexta-feira 13, apesar do anúncio de que o prefeito Elmano Férrer, irá abrir um canal de diálogo com a categoria, os protestos devem continuar para não arrefecer a luta reivindicatória.  

Ontem, pacificamente, eles bloquearam os dois lados da Avenida Frei Serafim, uma das mais movimentadas da capital. A avenida liga o centro da cidade à zona leste. Também arrecadaram dinheiro junto à população, que está solidária com o movimento, para pagar as fianças dos quatro estudantes que se encontram presos por obra da truculência policial.                    

“Tanto os passageiros dos ônibus quanto os que esperavam na parada concordam com a causa e contribuíram com o que podem”, disse Floro Mauel, Coordenador de Formação Política do Diretório Central de Estudantes (DCE) do Piauí.

MEC FAZ PARCERIA COM NOVE ESTADOS E INVESTE R$ 358 MILHÕES EM ESCOLAS TÉCNICAS

Com o objetivo de construir e ampliar escolas técnicas no Brasil, o Ministério da Educação (MEC) concretizou parcerias com nove estados do país para investir R$ 358 milhões nesse setor de ensino profissional. No bojo do programa o MEC também financiará cursos de residências médicas em regiões que são consideradas prioritárias por gestores do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os estados que fazem parte das parcerias para incentiva a melhora ao acesso às escolas técnicas que é parte do Programa Brasil Profissionalizado, e que contarão com os convênios, são Ceará, Piauí, Goiás, São Paulo, Paraíba, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, e o Distrito Federal. Os estados do Rio de Janeiro, Rondônia, e Amazonas – o indeciso Amazonas -, não irão participara das parcerias.

Marcelo Camilo, coordenador-geral de fortalecimento das redes de educação profissional e tecnológica, viu como de grande importância a entrada do Distrito Federal na lista dos conveniados.

“O Distrito Federal não havia ainda assinado convênio e receberá R$ 30 milhões para construção de quatro escolas técnicas no Guará, Paranoá, Santa Maria e Brazlândia, que resultarão em 4.800 vagas”, afirmou Marcelo.

Quanto ao financiamento das bolsas de estudos para as residências médicas que faz parte do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência), em localizações estratégicas, terá a validade integral do curso. Ou seja, de um a cinco anos, de acordo com a duração do programa de cada especialidade ou da área de atuação. Que de acordo com o MEC as especialidades com maior defasagem são psiquiatria, anestesiologia, neurocirurgia e neonatologia.

Jeanne Michel, coordenadora-geral de residência em saúde do Ministério da Saúde, mostrou as regiões mais carentes destas especializações.

“O estímulo de recursos públicos estará voltado principalmente para a abertura de vagas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde mais faltam especialistas”, disse Michel.

BOLSAS DO PROUNI PARA 2012 E SUAS RESPECTIVAS INSTITUIÇÕES JÁ SE ENCONTRAM DISPONÍVEIS AOS INTERESSADOS

As 195 mil bolsas de estudos do ProUni que serão oferecidas aos interessados para os semestre de 2012 com suas respectivas instituições de ensino superior já se encontram disponíveis.

O Ministério da Educação (MEC) fez a divulgação da lista de instituições e as vagas disponíveis. Serão oferecidas 98 mil bolsas integrais e 96 parciais, correspondente a 50% da mensalidade. Os estudantes que podem concorrer à uma vaga são os que fizeram todo o ensino em escola pública ou que tenha estudado em escola privada, mas como bolsista.

Para receber a bolsa integral o aluno deverá ter uma renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. Já para receber a bolsa parcial o aluno deverá ter uma renda familiar per capita de até três salários mínimos. O aluno também deverá ter participado do ENEM de 2011 e ter conseguido pontuação nas provas objetivas de 400 pontos e não ter tirado zero na redação. Os que forem selecionados terão até o dia 1° para apresentar os documentos na instituição de ensino escolhida e fazer a matrícula. No dia 7 de fevereiro haverá outra chamada, com matrículas e comprovação de informação no dia 15 do mesmo mês.

No dia 14 de janeiro começam as inscrições no site do programa seguindo até dia 19 do mesmo mês. O aluno poderá escolher duas opções de cursos e instituições. A primeira chamada dos candidatos pré-selecionados ocorrerá no dia 22 de janeiro.

SEDUC CONVOCA CONCURSADOS DE 2011

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) convoca os 2.051 candidatos aprovados em seu concurso público para apresentação de documentos e assinatura de termo de posse. A convocação é específica para os aprovados na capital para os cargos de ‘assistente administrativo’ e ‘professor’, abrangendo todos os componentes curriculares do magistério oferecidos no concurso.   

 Os 2.051 selecionados deverão comparecer entre os dias 2 e 10 de janeiro de 2012 (de acordo com calendário de atendimento citado abaixo) ao Centro de Educação de Tempo Integral/Ceti Gilberto Mestrinho, localizado na Rua Leopoldo Peres, s/nº, bairro de Educandos, no horário de 8h às 14h, munidos de original e três cópias legíveis dos seguintes documentos: RG, CPF, PIS/PASEP (comprovante), Título de Eleitor, Comprovante de Quitação Eleitoral (último), Certificado Militar (para homens), Comprovante de Residência (água ou telefone), Extrato de conta-corrente (banco Bradesco), Comprovante de Habilitação/Graduação (certificado ou diploma), além de duas fotos 3×4.

 De acordo com a Seduc, os candidatos aprovados para atuar no interior do Estado serão comunicados em seu próprio município e já podem se dirigir às Coordenações da Seduc, em cada localidade, para obter maiores informações. O órgão esclarece que os candidatos aprovados para os demais cargos serão convocados posteriormente.

 A lista com a colocação individual dos candidatos homologados no concurso – para os cargos de professor e assistente administrativo – pode ser acessada em www.seduc.am.gov.br

 Calendário de atendimento para Capital (entre 2 e 10 de janeiro)

*No Ceti Gilberto Mestrinho – Rua Leopoldo Peres s/nº, bairro Educandos

PROFESSORES:

Componente Curricular
Classificação
Data
Horário
1º Ciclo – Anos Iniciais do Ensino Fundamental
1º ao 300º
02/01/2012
8h às 14h
1º Ciclo – Anos Iniciais do Ensino Fundamental
301º ao 382º
03/01/2012
8h às 14h
1º Ciclo – Anos Iniciais do Ensino Fundamental
(Portadores de Necessidades Especiais)
1º ao 4º
03/01/2012
8h às 14h
Educação Especial 1
1º ao 8º
03/01/2012
8h às 14h
Educação Especial 2
1º ao 7º
03/01/2012
8h às 14h
Educação Especial 3
1º ao 3º
03/01/2012
8h às 14h
Educação Especial 4
1º ao 3º
03/01/2012
8h às 14h
Geografia
1º ao 137º
03/01/2012
8h às 14h
Geografia (Portador de necessidades especiais)
03/01/2012
8h às 14h
Matemática
1º ao 241º
04/01/2012
8h às 14h
Matemática (Portadores de necessidades especiais)
1º ao 3º
04/01/2012
8h às 14h
História
1º ao 148º
05/01/2012
8h às 14h
História (Portadores de necessidades especiais)
05/01/2012
8h às 14h
Educação Física
1º ao 105º
05/01/2012
8h às 14h
Educação Física (Portador de necessidades especiais)
05/01/2012
8h às 14h
Língua Portuguesa
1º ao 266º
06/01/2012
8h às 14h
Língua Inglesa
1º ao 148º
09/01/2012
8h às 14h
Ciências
1º ao 92º
09/01/2012
8h às 14h
Artes
1º ao 30º
09/01/2012
8h às 14h
Ensino Religioso
1º ao 7º
09/01/2012
8h às 14h
Física
1º ao 15º
10/01/2012
8h às 14h
Química
1º ao 76º
10/01/2012
8h às 14h
Biologia
1º ao 94º
10/01/2012
8h às 14h
Espanhol
1º ao 23º
10/01/2012
8h às 14h
Espanhol (Portador de necessidades especiais)
10/01/2012
8h às 14h
Filosofia (40h)
1º ao 9º
10/01/2012
8h às 14h
Filosofia (20h)
1º ao 9º
10/01/2012
8h às 14h
Sociologia (40h)
1º ao 3º
10/01/2012
8h às 14h
Sociologia (20h)
1º ao 14º
10/01/2012

8h às 14h

ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS:

Classificação
Data
Horário
1º ao 30º
03/01/2012
8h às 14h
31º a 68º
04/01/2012
8h às 14h
69º a 94º
05/01/2012
8h às 14h
95º a 100º
06/01/2012
8h às 14h
 
 
 
 
 
 
Confira no link abaixo a relação de candidatos selecionados e suas respectivas colocações no concurso:

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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