Arquivo para a categoria 'Eleições'

Bancada religiosa: a mais ausente, inexpressiva e processada

Avaliação e processos em que integrantes da bancada religiosa figuram como réus:

DADOS DO SITE TRANSPARÊNCIA BRASIL

1) DA BANCADA “EVANGÉLICA”, TODOS OS DEPUTADOS QUE A COMPÕE RESPONDEM PROCESSOS JUDICIAIS ;

2) 95% DA REFERIDA BANCADA ESTÃO ENTRE OS MAIS FALTOSOS;

3) 87% DA REFERIDA BANCADA ESTÃO NA CATEGORIA DOS “MAIS INEXPRESSIVOS” DO DIAP;

4) NA ÚLTIMA DÉCADA NÃO HOUVE UM SÓ PROJETO DE EXPRESSÃO OU CAPAZ DE MUDAR A REALIDADE DO PAÍS ENCABEÇADO POR UM PARLAMENTAR EVANGÉLICO.

Assembleia de Deus

1 – Hidekazu Takayama – PSC/PR

TRF-1 (Seção Judiciária do Distrito Federal) – Processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – de Ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. STF – Inquérito nº 2652/ 2007 – Inquérito apura crimes contra a ordem tributária, estelionato e peculato.

2 – Sabino Castelo Branco – PTB/AM

STF – Processo nº 538 – Réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por peculato.

STF – Inquérito nº 2940 – É alvo de inquérito que apura crimes contra a ordem tributária. TSE –

Processo nº 504786.2010.604.0000 – É alvo de recurso contra expedição de diploma apresentado pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder econômico e uso indevido de meio de comunicação social.

TSE – Processo nº 874.2011.604.0000 – É alvo de representação movida pelo MPE por captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral.

TRE-AM – Processo nº 90095.2002.604.0000 – Teve reprovada prestação de contas referente às eleições de 2002.

TRE-AM – Processo nº 424843.2010.604.0000 – Teve reprovada prestação de contas referente às eleições de 2010.

TRE-AM – Processo nº 485034.2010.604.0000 – É alvo de representação movida pelo MPE.TRF-1 Seção Judiciária da Amazônia – Processo nº 0001172-68.2007.4.01.3200 – É alvo de ação de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional.

TJ-AM Comarca de Manaus – Processo nº 0039972-21.2002.8.04.0001 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

3 – Ronaldo Nogueira – PTB/RS

TCE-RS (processo 008255-02.00/ 08-2) – Irregularidades na gestão da Câmara de Carazinho.

TCE-RS (processo 001084-02.00/ 01-0) – Idem. TCE-RS (processo 010264-02.00/ 00-4) – Idem.

4 – João Campos de Araújo – PSDB/GO

TRF-1 (Seção Judiciária do Distrito Federal – processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

5 – Costa da Conceição Costa Ferreira – PSC/MA

TRF-1 (Seção Judiciária do Distrito Federal) – processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

É alvo de ações de execução fiscal movidas pelo município de São Luís:

TJ-MA Comarca de São Luís – Processo nº 7092-32.2007.8.10.0001.

TJ-MA Comarca de São Luís – Processo nº 1793-35.2011.8.10.0001

6 – Antônia Luciléia Cruz Ramos Câmara – PSC/AC

TRE-AC – processo 497/ 2002 – Teve reprovada a prestação de contas referente às eleições de 2002. É alvo de ações penais movidas pelo Ministério Público por crimes eleitorais (peculato/captação ilícita de votos ou corrupção eleitoral).

STF – processo 585. STF – Processo nº 587. TRE-AC – processo 177708/ 2010

 – É alvo de inquéritos que apuram crimes eleitorais e contra a administração em geral:

STF – inquérito 3083, TRE-AC – Inquérito 245, STF – Inquérito nº 3133.

É alvo de ações de investigação judicial eleitoral por abuso de poder econômico:

TRE-AC – processo 142143/ 2010, TRE-AC – processo 178782/ 2010, TRE-AC – processo 142835/2010 begin_of_the_skype_highlighting  142835/2010      end_of_the_skype_highlighting. É alvo de representações movidas pelo MPE por captação ilícita de sufrágio e/ ou captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral: TRE-AC – processo 180081/ 2010, TRE-AC – processo 194625/ 2010 e TRE-AC – processo 142058/ 2010

7 – Cleber Verde Cordeiro Mendes – PRB/MA

STF – processo 497/2008 – É alvo de ação penal movida pelo Ministério Público Federal por crimes praticados contra a administração em geral (inserção de dados falsos em sistema de informações).

TRE-MA – processo 603979.2010.610.0000 – É alvo de ação de investigação judicial movida pelo Ministério Público Eleitoral por uso de poder político e conduta vedada a agentes públicos.

8 – Nilton Baldino (Capixaba) – PTB/RO

STF – Processo nº 644 – Acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias, é réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – Processo nº 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo MPF.

TRF-1 Subseção Judiciária de Ji-Paraná – Processo nº 0000432-26.2007.4.01.4101 – É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo MPF por envolvimento com a máfia das ambulâncias.

9 – Silas Câmara – PSC/AM

STF – inquérito 2005/2003 – É alvo de inquérito que apura peculato e improbidade administrativa.

STF – inquérito 3269 e STF – inquérito 3092 – É alvo de inquéritos que apuram crimes eleitorais.

TRF-1 Seção Judiciária da Amazônia – processo 0004121-02.2006.4.01.3200 – É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal.

É alvo de representação e ações de investigação judicial movidas pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico:

TRE-AC – processo 180081.2010.601.0000,

TRE-AC – processo 142835.2010.601.0000,

TRE-AC – processo 178782.2010.601.0000,

TRE-AM – processo 73203919.2005.604.0000

- O PTB teve reprovada a prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2004, quando o parlamentar era ordenador de despesas do partido em nível estadual.

10 – José Vieira Lins (Zé Vieira) – PR/MA

É alvo de inquéritos que apuram crimes de responsabilidade, peculato e sonegação de contribuição previdenciária:

STF – inquérito 3051, STF – inquérito 3078, STF – inquérito 2945, STF – inquérito 2943, STF – Inquérito 3047.

É alvo de ações civis públicas, inclusive de improbidade administrativa, movidas pelo Ministério Público e pelo município de Bacabal:

TRF-1 Seção Judiciária do Maranhão – processo 0005980-37.2008.4.01.3700, TJ-MA Comarca de Bacabal – processo 378-16.2009.8.10.0024, TJ-MA Comarca de Bacabal – processo 1771-15.2005.8.10.0024, TJ-MA Comarca de Bacabal – processo 279-56.2003.8.10.0024.

É alvo de ações de execução movidas pela Fazenda Nacional — por exemplo: TRF-1 Subseção Judiciária de Bacabal – processo 0000629-69.2011.4.01.3703, TRF-1 Subseção Judiciária de Bacabal – processo 693-79.2011.4.01.3703, TRF-1 Subseção Judiciária de Bacabal – processo 0000908-55.2011.4.01.3703, TJ-MA Comarca de São Luís – Processo 6007-40.2009.8.10.0001.

Foi responsabilizado por irregularidades em convênios e aplicação de recursos e teve contas reprovadas: TCU – Acórdão 5659/ 2010, TCU – Acórdão 3577/2009, TCU – Acórdão 3282/2010, TCU – Acórdão 2679/2010, TCU – Acórdão 749/2010, TCU – Acórdão 1918/ 2008 (teve o nome incluído no TCU – Cadastro de responsáveis com contas julgadas irregulares). TCU – Acórdão 801/ 2008 (teve o nome incluído no TCU – Cadastro de responsáveis com contas julgadas irregulares). TCE-MA – processo 2600/1999 e TCE-MA – processo 3276/2005.

11 – Marcelo Theodoro de Aguiar – PSC/SP

TRE-SP – Processo 1077244.2010.626.0000 – Teve reprovada prestação de contas referente às eleições de 2010.

Igreja Presbiteriana

1 – Leonardo Lemos Barros Quintão – PMDB/MG

STF – Inquérito nº 2792 – É alvo de inquérito que apura crimes eleitorais.

TJ-MG Comarca de Belo Horizonte – Processo nº 5034047-88.2009.8.13.0024

– É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual.

2 – Edmar de Souza Arruda – PSC/PR

STF – inquérito 3307 – É alvo de inquérito que apura crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético.

3 – Edson Edinho Coelho Araújo (Edinho Araújo) – PMDB/SP

STF – Inquérito nº 3137 – É alvo de inquérito que apura crimes previstos na lei de licitações.

TJ-SP Comarca de São José do Rio Preto – Processo 576.01.2009.043791-5 – É alvo de ação de execução fiscal movida pela Fazenda estadual. É alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Estadual: TJ-SP (segunda instância) – processo 9035424-43.2006.8.26.0000, TJ-SP (Comarca de São José do Rio Preto) – Processo nº 576.01.2010.062759-8. O TCE-SP julgou irregulares processos licitatórios e contratos firmados pela prefeitura de São José do Rio Preto: TCE-SP – processo 2832/008/04, TCE-SP – processo 313/008/02, TCE-SP – processo 2432/008/07

4 – Benedita Souza da Silva Sampaio – PT/RJ

TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – Processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

É alvo de ações de improbidade administrativa: TJ-RJ (Comarca do Rio de Janeiro) – processo 0040421-83.2007.8.19.0001, TJ-RJ (Comarca do Rio de Janeiro) – processo 0050419-80.2004.8.19.0001 e TJ-RJ (Comarca do Rio de Janeiro) – processo 0372416-70.2009.8.19.0001.

5 – Anthony William Garotinho Matheus De Oliveira (Anthony Garotinho) – PR/RJ

É alvo de inquéritos que apuram crimes eleitorais:

STF – Inquérito 2601/2007,

STF – inquérito 2704/2008,

TRF-2 (Seção Judiciária do Rio de Janeiro – Processo nº 2008.51.01.815397-2

– É réu em ação penal referente à máfia dos caça-níqueis e movida pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção e crimes contra a administração pública. Chegou a ser condenado a dois anos meio de prisão. A pena foi convertida em prestação de serviços e suspensão de direitos.

É alvo de ações de improbidade administrativa:

TJ-RJ Comarca de Nova Iguaçu – processo 0026769-53.2005.8.19.0038,

TJ-RJ Comarca de São Fidelis – processo º 0000249-07.2011.8.19.0051,

TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0050419-80.2004.8.19.0001,

TJ-RJ Comarca de Campos dos Goytacazes – processo 0011729-64.2009.8.19.0014,

 TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0040380-19.2007.8.19.0001,

TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0040412-24.2007.8.19.0001, TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0039456-08.2007.8.19.0001,

TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0064717-67.2010.8.19.0001,

TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0183480-95.2008.8.19.0001,

TRE-RJ – processo 764689.2008.619.3802

- Em ação judicial eleitoral, foi condenado por abuso de poder econômico e uso indevido de veículo de comunicação social. A Justiça decretou inelegibilidade.

Igreja Universal do Reino de Deus

1 – José Heleno da Silva – PRB/SE

É alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Federal:

TRF-5 Seção Judiciária de Sergipe – processo 0005364-36.2010.4.05.8500,

TRF-5 Seção Judiciária de Sergipe – processo 0005511-67.2007.4.05.8500 (Acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias),

TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso – processo 0015233-58.2008.4.01.3600

– É alvo de medidas investigatórias referentes à máfia das ambulâncias e conduzidas pelo Ministério Público Federal.

O TRE reprovou as prestações de contas do PL referentes aos exercícios financeiros de 2003 e de 2005, quando o parlamentar era dirigente do partido em nível regional:

TRE-SE – processo 34792.2004.625.0000,

TRE-SE – processo 438664.2006.625.0000

2 – Vitor Paulo Araújo dos Santos – PRB/RJ

STF – processo 592 – É réu em ação penal movida pelo Ministério Público por crimes eleitorais.

3 – Antonio Carlos Martins de Bulhões – PRB/SP

STF – inquérito 2930/ 2010 – É alvo de inquérito que apura peculato.

TRF-3 Seção Judiciária de São Paulo – Processo 0044601-82.2002.4.03.6182 – É alvo de ação de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional.

TRF-3 Seção Judiciária de São Paulo – Inquérito 0005062-78.2003.4.03.6181 – É alvo de inquérito que apura apropriação indébita e crimes contra o patrimônio.

4 – Jhonatan Pereira de Jesus – PRB/RR

TRE-RR – processo 229176.2010.623.0000 – Teve reprovada a prestação de contas referente às eleições de 2010.

Igreja Do Evangelho Quadrangular

1 – Jefferson Alves de Campos – PSB/SP

TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

É alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo MPF por envolvimento com a máfia das ambulâncias:

TRF-3 Seção Judiciária de São Paulo – processo 0004928-22.2011.4.03.6100, TRF-3 Subseção Judiciária de Santos – processo 0000249-06.2007.4.03.6104

2 – Mário de Oliveira – PSC/MG

TRE-MG – Processo 60069.2011.613.0000 – É alvo de inquérito que apura crime eleitoral.

STF – inquérito 2727 – É alvo de inquérito que apura crimes de responsabilidade, contra a ordem tributária e previstos na lei de licitações, além de formação de quadrilha, falsidade ideológica, estelionato e lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores.

3 – Josué Bengtson – PTB/PA

TRF-1 Seção Judiciária do Pará – rocesso 3733-02.2007.4.01.3900 – É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal.

TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso – processo 0004032-69.2008.4.01.3600 – Acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias, é alvo de medidas investigatórias conduzidas pelo MPF por crimes previstos na lei de licitações.

Igreja Internacional da Graça

1- Rodrigo Moreira Ladeira Grilo – PSL/MG

2 – Jorge Tadeu Mudalen – DEM/SP

TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – Processo 0031294-51.2004.4.01.3400 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

Igreja Mundial do Poder de Deus

1 – José Olímpio Silveira Moraes (missionário José Olímpio) – PP/SP

TJ-SP Comarca de São Paulo – Processo 0424086-16.1997.8.26.0053 – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

TJ-SP Comarca de Itu – processo 286.01.2009.514728-4 – É alvo de ação de execução fiscal movida pelo município de Itu.

2 – Francisco Floriano de Souza Silva – PR/RJ

TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0139394-68.2010.8.19.0001 – É réu em ação penal movida pelo Ministério Público Estadual por lesão corporal decorrente de violência doméstica.

Igreja Metodista

1 – Walney Da Rocha Carvalho – PTB/RJ

STF – Processo 627 – É alvo de ação penal movida pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva.

TRE-RJ – Processo nº 197118.2002.619.0000 – Teve reprovada prestação de contas referente às eleições de 2002.

É alvo de ações de execução fiscal movidas pelo município de Nova Iguaçu e pela Fazenda Nacional — por exemplo: TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0000562-61.2010.4.02.5110, TJ-RJ Comarca de Nova Iguaçu – processo 0112599-45.2009.8.19.0038, TJ-RJ Comarca de Nova Iguaçu – processo 0083231-88.2009.8.19.0038

2 – Áureo Lidio Moreira Ribeiro – PRTB/RJ

É alvo de ações de execução fiscal movidas pela Fazenda Nacional e pelo município de Duque de Caxias:

TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0000153-61.2005.4.02.5110,

TJ-RJ Comarca de Duque de Caxias – Processo nº 0005413-58.2002.8.19.0021.

Igreja Nova Vida

1 – Washington Reis de Oliveira – PMDB/RJ

STF – processo 618 – É alvo de ação penal movida pelo Ministério Público Federal por crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético e formação de quadrilha.

STF – inquérito 3192 – É alvo de inquérito que apura crimes eleitorais. É alvo de ações civis públicas, inclusive de improbidade administrativa, movidas pelo Ministério Público:

TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – Processo 0007523-23.2007.4.02.5110, TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0008324-65.2009.4.02.5110, TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – Processo 0003813-92.2007.4.02.5110 (Foi condenado por improbidade administrativa, pois não houve divulgação de recursos recebidos pela prefeitura de Duque de Caxias. A Justiça determinou a suspensão dos direitos políticos, a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios/ incentivos fiscais ou creditícios e o pagamento de multa).

É alvo de ações de execução fiscal movidas pela Fazenda Nacional e pelo município de Duque de Caxias — por exemplo:TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0004113-83.2009.4.02.5110, TRF-2 Seção Judiciária do Rio de Janeiro – processo 0004857-78.2009.4.02.5110, TJ-RJ Comarca de Duque de Caxias – processo 0223580-32.2008.8.19.0021, TJ-RJ Comarca de Duque de Caxias – processo 0223582-02.2008.8.19.0021, TRE-RJ – processo 386718.2010.619.0000

– É alvo de ação de investigação judicial movida pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder econômico. TRE-RJ – processo 772.2011.619.0000

- É alvo de representação movida pelo MPE por captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral. TRE-RJ – Processo 674343.2010.619.0000

- É alvo de representação movida pelo MPE por conduta vedada a agente público. TCE-RJ detectou irregularidades e emitiu pareceres contrários à aprovação das contas referentes à administração financeira da prefeitura de Duque de Caxias: TCE-RJ – Processo 203.163-8/10. TCE-RJ – processo 206.291.7/09

Igreja Cristã Evangélica

1 – Iris de Araújo Resende Machado – PMDB/GO

TRE-GO – Processo nº 999423170.2006.609.0000 – Teve rejeitada prestação de contas referente às eleições de 2006.

Congregação Cristã no Brasil

1 – Bruna Dias Furlan – PSDB/SP

É alvo de representações movidas pelo Ministério Público Eleitoral por conduta vedada a agentes públicos: TRE-SP – processo 15170.2010.626.0199, TRE-SP – processo 1949115.2010.626.0000

Igreja Sara Nossa Terra

1 – Eduardo Cosentino da Cunha – Partido? Estado?

STF – inquérito 2984/ 2010 – É alvo de inquérito que apura uso de documento falso. STF – inquérito 3056

– É alvo de inquérito que apura crimes contra a ordem tributária. TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal – processo 0031294-51.2004.4.01.3400

– É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. TJ-RJ Comarca do Rio de Janeiro – processo 0026321-60.2006.8.19.0001

- É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. TRE-RJ – processo 59664.2011.619.0000

– Alvo de representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilícita de sufrágio. TRE-RJ – processo 9488.2010.619.0153

– Alvo de ação de investigação judicial eleitoral movida pelo MPE por abuso de poder econômico. TSE – processo 707/2007

 – Alvo de recurso contra expedição de diploma apresentado pelo MPE por captação ilícita de sufrágio.

Frente de Esquerda da França inspira-se em América Latina e pede nova constituinte

França terá eleições parlamentares no próximo mês. A candidata Raquel Garrido, da Frente de Esquerda, esteve no Brasil e explicou as propostas do grupo de Jean-Luc Mélenchon, como realizar uma assembléia constituinte. “Venezuela, Equador e Bolívia mostraram que não basta vencer uma eleição para a esquerda chegar ao poder, mas é preciso reconstruir o sistema”.

Marcel Gomes

São Paulo – Depois de apoiar o socialista François Hollande contra Nicolas Sarkozy no segundo turno das eleições presidenciais, a Frente de Esquerda da França volta a trilhar um caminho próprio. A chamada esquerda radical, liderada por Jean-Luc Mélenchon e que recebeu 11% dos votos no primeiro turno, quer crescer agora nas eleições parlamentares, marcadas para o próximo mês.

Em ritmo de campanha, a candidata Raquel Garrido esteve no Brasil no início da semana para apresentar suas propostas. Ela concorre para ser um dos representantes dos franceses que vivem no exterior, inclusive no Brasil. Oriunda de uma família chilena que teve se exilar após o golpe de Augusto Pinochet no Chile, em 1973, Garrido reforça as diferenças com os socialistas.

“Hollande quer uma saída suave para a crise, mas isso não vai acontecer. Precisamos enfrentar o FMI, a Comissão Européia e os mercados financeiros, rever o pacto fiscal e realizar políticas que incentivem o crescimento econômico do país”, disse à Carta Maior.

Entre as propostas da Frente de Esquerda, estão o incentivo à integração dos migrantes e a realização de uma assembléia constituinte, com o objetivo de reduzir o poder presidencial e ampliar o do parlamento. “Venezuela, Equador e Bolívia já mostraram que não basta vencer uma eleição para a esquerda chegar ao poder, mas é preciso reconstruir o sistema”, afirmou. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Carta Maior – Por que François Hollande não é a solução para a crise?
Raquel Garrido – Os governos de centro-esquerda que têm chegado ao poder após administrações ultraliberais não modificam as políticas estruturais. Continuam apostando na austeridade para conseguir boas notas das agências de classificação de risco, e com isso sacrificam a economia e os salários. Hollande até propôs renegociar o pacto fiscal, mas a Alemanha já vetou. Ele quer uma saída suave para a crise, mas isso não vai acontecer.

CM – O que a Frente de Esquerda propõe?
RG – Precisamos enfrentar o FMI, a Comissão Européia e os mercados financeiros, rever o pacto fiscal e realizar políticas que incentivem o crescimento econômico do país. A França precisa endurecer na negociação. Não há outra saída. Queremos um referendo para ouvir a população sobre as políticas de austeridade. Veja o caso da Irlanda. O país fará um referendo porque a constituição nacional assim exige. Se a austeridade for reprovada, todos na Europa teremos de renegociar o pacto fiscal. A França poderia seguir esse exemplo e aumentar a pressão contra a austeridade.

CM – O que mais é necessário?
RG – Precisamos relançar a economia francesa. Isso se faz não apenas combatendo o marco programático da rigidez orçamentária, mas com redistribuição da riqueza, busca de novas entradas fiscais, aumento de salários e a transição ecológica.

CM – A extrema-direita francesa tem ganhado muitos votos entre os operários, que tradicionalmente são eleitores da esquerda. O discurso xenófobo contra a imigração, sobretudo nessas épocas de crise, encontra eco. Como a esquerda pode enfrentar isso?
RG – Nós estamos crescendo cada vez mais nas periferias da França. E conseguimos isso com um discurso que mostra que a identidade francesa está vinculada à política, e não à religião ou à etnia. Os franceses se reconhecem a partir dos ideais da revolução, da igualdade, da liberdade e da fraternidade. Somos um povo miscigenado, temos um dos maiores índices de casamentos mistos do mundo.

CM – A Frente de Esquerda quer uma assembléia constituinte. Por quê?
RG – O presidente francês governa sem ouvir o parlamento. Isso é um problema gravíssimo. Três milhões de pessoas foram às ruas para protestar contra Nicolas Sarkozy pela reforma do sistema previdenciário, mas ele deu de ombros. Uma nova constituição será importante para restabelecer a importância do parlamento.

CM – Como vê o avanço da esquerda na América Latina?
RG – É nossa referência. No Brasil, a esquerda anda junta dos movimentos sociais. Na Argentina, houve o enfrentamento com o FMI. E Venezuela, Equador e Bolívia já mostraram que não basta vencer uma eleição para a esquerda chegar ao poder, mas é preciso reconstruir o sistema.

Carta Maior

‘Vitória da esquerda na Grécia é decisiva para derrotar Merkel’

Um governo da Grécia que se oponha à política de austeridade é hoje a única possibilidade que a Europa tem de enfrentar a senhora Merkel. Não há nenhuma outra alternativa no curto prazo. Se isso acontecer teremos uma mudança política muito profunda. Esta é a única forma de enfrentar a chancelaria de Berlim, de vencer a direção da União Europeia, de vencer o Fundo Monetário Internaciona e de recuperar a democracia e a Europa. A avaliação é de Francisco Louçã, coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, de Portugal.

Esquerda.Net

Na sessão de encerramento da Conferência Econômica Internacional “Portugal na encruzilhada da Europa”, Francisco Louçã deixou duas reflexões: uma sobre a política europeia e outra sobre a situação da Grécia e as lições a retirar do caso grego.

Em primeiro lugar, o coordenador da Comissão Política do Bloco referiu-se à proposta apresentada pelo “senhor Trichet, ex governador do Banco Central Europeu (BCE) e que foi durante muito tempo a segunda pessoa mais importante da União Europeia, o ‘vice Merkel’.

Louçã frisou que a solução para a Europa apresentada por Trichet na Cúpula do G8 em Washington, e que constitui “a mais radical das soluções federais levadas ao seu extremo”, “tem uma longa história, porque já foi sucessivamente usada pelo menos em sete países diferentes e em momentos diferentes”.

Segundo adiantou o dirigente bloquista, a proposta de a Comissão Europeia tomar “conta do governo de qualquer país que não esteja cumprindo os seus acordos de austeridade com a União e, portanto, confiscar o poder de decisão orçamentário e tributário desses países”, já foi aplicada no México, pela França em 1862, no Egito, pela França e Inglaterra em 1876, no Perú em 1889, na Republica Dominicana, pelos EUA e potências europeias em 1905 e 1916, na Nicarágua, em 1902 e 1911, e no Haiti, em 1916, e sempre com o mesmo objetivo: “tomar conta do sistema tributário que irá ser utilizado para financiar o sistema financeiro de cada um dos países credores”.

E “as palavras do Sr. Trichet são para levar a sério”, alertou Francisco Louçã, porque “são precisamente um ensaio de algo que outros não podem dizer mas ele vai antecipando”.

“A dívida é a força, a cobrança é a força. A austeridade é a força, e a austeridade impõe-se mesmo que seja contra a vontade dos povos”, sublinhou Louçã, adiantando que Trichet, ao querer impor esta solução, não se deve esquecer que “não se entra na Grécia e em Portugal para dizer agora governamos nós sem que isso passe por uma exibição de força e por uma imposição de força que vá muito além da chantagem que está agora em curso”.

As lições a retirar do caso grego
Segundo o dirigente bloquista, mediante as últimas eleições na Grécia, e as já agendadas para junho, ganhamos a perceção de que “o tempo se esgotou e de que o mapa já mudou.

Louçã frisou que a discussão sobre “se é um partido de esquerda ou de direita, ou um partido da troika ou que se opõe à troika” que governará a Grécia “é um fato absolutamente novo na política europeia” e que é possível retirar quatro lições do caso grego.

Primeiro, que a “troika é insuportável”. “A austeridade chegou ao seu limite”, sendo que a “Grécia demonstrou que não existe economia que possa resultar com aquela punição”.

Segundo, que, se a troika é “insuportável”, os partidos da troika serão derrotados, “porque uma parte importante do povo não aceita a continuidade das políticas da troika”. “A esquerda na Grécia cria a ruptura com a troika e é isso que lhe permitiu ascender à posição de propor um governo e de propor uma alternativa”, avançou Louçã.

Terceiro, que os partidos de uma esquerda contra a troika ganharam nas eleições da Grécia, e é a primeira vez que tal acontece na Europa. “A Syriza representou a esquerda que, com consequência, com alternativa, com pragmatismo, com capacidade de diálogo, com força de compromisso, com respeito pelos seus valores e com uma proposta clara perante com o país, vem romper com a troika, recusar a dívida ilegítima, restabelecer as condições para defender o salário e as pensões, trazer a economia para a democracia e impor democracia na economia”, adiantou o deputado bloquista, afirmando ainda que “foi assim que ela venceu e é assim que disputa a possibilidade de formar governo”.

Na opinião de Francisco Louçã, a quarta lição a retirar do caso grego é a de que um governo da Grécia que se oponha à política de austeridade “é hoje a única possibilidade que a Europa tem de enfrentar a senhora Merkel”. “Não há nenhuma outra que, nas próximas semanas, nos próximos meses, nos possa dizer: há uma Europa que começa a mobilizar-se para vencer à austeridade e para recusar a recessão”, sublinhou o dirigente do Bloco.

Se assim acontecer, defendeu Louçã, ”teremos uma mudança de política muito profunda”. E, por isso, “essa esperança merece toda a nossa atenção e toda a nossa solidariedade”.

Se é possível haver um governo de esquerda, ele baseia-se, segundo Francisco Louçã, “exatamente na convicção de que qualquer destes países tem os recursos e a Europa tem a responsabilidade de criar uma economia de respeito, sustentável, socialmente equilibrada, que possa combater o desastre econômico e recuperar os salários e as pensões para a vida das pessoas”.

É tempo de mudar o mapa
O desemprego no nosso país, que atinge acima de um milhão de pessoas, traduz-se em perdas de “30 a 40 bilhões em produção e em contribuições para a segurança social”, destacou Louçã.

“Onde a economia morre e onde colapsa o sistema fiscal é onde há desemprego”, avançou, defendendo que “esses recursos que se perdem pela política da desigualdade são os que podem fazer uma economia que responda às pessoas, e a grande virada que nós precisamos na economia portuguesa é precisamente a política do emprego, do investimento, da sustentação”.

“Eu sei que António José Seguro e Pedro Passos Coelho se reuniram pela quinta vez no último ano, no dia em que se comemorava um ano em Portugal e creio mesmo que alguns comentadores muito bem-intencionados comentaram ‘que alívio para o país’”, afirmou o deputado do Bloco de Esquerda.

“Eu não vejo nenhum alívio para esses desempregados quando a direita fez votar uma lei na Assembleia da República com o beneplácito do PS para facilitar a demissão mais acelerada, mais barata, mais violenta e mais cruel em relação às pessoas que estão perdendo o emprego”, sublinhou o dirigente bloquista.

Para Francisco Louçã, “agora é o tempo de mudar o mapa, agora é o tempo de não esperar mais, de não ter meias palavras. É o tempo da coragem, da força, da determinação, da democracia, da luta por uma governança que à esquerda traga uma alternativa ao desastre que estamos a viver”.

“Esta é a única forma de enfrentar a chancelaria de Berlim, de vencer a direção da União Europeia, de vencer o Fundo Monetário Internacional, de recuperar Portugal, a democracia e a Europa”, rematou o dirigente bloquista.

Carta Maior

PREFEITO DOENTE, MÁRTIR NÃO ACELERA CONCLUSÃO DE UBS

O prefeito cassado da não cidade de Manaus nos últimos feriados prolongados deixou Manaus para tratamento fora domicílio. Alguns falam em Miami, outros, São Paulo.

Nunca vimos esse alcaide tratar-se em hospital público desta cidade. Da vez que quebrou a costela num acidente de trânsito mal passou pelo hospital que leva o nome de sua genitora.

Mas o que chama nossa atenção é que as mil creches prometidas não sairão, os caminhões com internet para o povo não serão disponibilizados e para complicar mais a vida da população, as UBS – Unidades Básicas de Saúde, do Mutirão, Artur Virgílio Pai, Balbina Mestrinho, Núcleo 3 da Cidade Nova, que antes possuia uma arquitetura de barracão foram derrubadas para construção de novos prédios, mas o que vemos, como por exemplo, na UBS do Mutirão, avaliado em mais de três milhões, com prazo de um ano para ser concluída, não passa de um caixote de alvenaria. E a obra está atrasada. Pelo que se apresenta não oferecerá comodidade para os funcionários nem para os pacientes.

Enquanto isso, o prefeito cassado, mesmo doente, concorrerá à eleição, é o que afirmam secretários de sua desadministração.  Tais secretários afirmam que será candidatíssimo e se for preciso morrerá dando sua vida pelo que sabe fazer: política. Política às avessas, que não tem no povo sua finalidade.

Se o prefeito está doente e morrerá como mártir, dirão certas pessoas, é porque menosprezou o povo, não se preocupou como o povo, não construiu hospitais modernos e nunca se tratou por cá, preferindo os states e sampa. Outros dirão, que morra, “porque triste do povo que precisa de herói, de mártir”, pois esse mesmo povo deve ser o construtor de seu destino, de seu caminho.

Cobremos, sim, a conclusão das obras e das promessas, pois a hora da eleição está chegando e daqui a pouco estarão dando tapinhas nas nossas costas como se nada de adversidades estivessem acontecendo nesta não cidade de Manaus. 

PT MY DARLYNG AM E A MORIMBUNDEZ DE UM ALCAIDE CANSADO E CASSADO

O Partido dos Trabalhadores “My Darlyng” no Amazonas hoje não espelha nada daquele partido fundado por trabalhadores por ocasião das greves do ABC paulista que viram a necessidade de um partido que representasse a classe trabalhadora e caminhasse para uma sociedade socialista.

Durante os primeiros anos de sua existência o partido era visto e tratado pela direita preconceituosamente e isso pode ser comprovado quando Luís Inácio Lula da Silva candidatou-se a presidente da República  e era derrotado com a ajuda de uma imprensa globo-policarpamente parcial.

Foi necessário todo um trabalho de mobilização nacional, visitas, caravanas por este Brasil para que Lula chegasse à presidência e a partir daí o partido ganhar projeção nacional e tornar-se hoje, um dos maiores partidos do Brasil e da América.

No Amazonas, infelizmente, alguns representantes e filiados do Partido foram cooptados pela direita preferindo a submissão em detrimento da autonomia, da história do partido como representante dos trabalhadores.

O partido quando foi implantada a eleição direta, pós 1964 no Amazonas, sempre participava de eleições, tanto para o governo do Estado, como para prefeitos, vereadores com candidatos próprios. Naquela época, “jamé”, se pensava em coligação. Nem com partidos ditos de esquerda. O partido saía com candidatos da legenda.

Era difícil ganhar, eleger seus candidatos, mas aliar-se a algozes nunca.

Gilberto Mestrinho que hoje “explora a geologia dos campos santos” foi um contumaz combatente do partido, seguido por Amazonino Mendes, Eduardo Braga, Omar Aziz, Alfredo Nascimento, dentre outros. Esses personagens tinham ódio do partido. Bastou o sapo Barbudo ganhar a eleição que passaram a se aproximar do Lula, por interesses, para depois  aliarem-se ao partido.

No PT “my darlyng” do Amazonas, os últimos presidentes tanto do Regional como do município,  todos debandaram-se para a ilharga da direita e dali não querem sair. Infelizmente, vemos alguns petistas históricos, de 1982, número diminuto, bandeando-se para o lado da direita, mas há muitos que jamais, sentariam ou compartilhariam uma administração com um prefeito cassado, moribundo.

Cabe ainda destacar aqui, que para a eleição de Prefeito deste ano, em Manaus, o partido já se manifestou, já votou que não terá candidatura própria e que almeja a vice-prefeitura com Amazonino Mendes. Como o prefeito cassado está cansado, doente e vem rezando todo dia para que aguente chegar até o fim do mandato, inicia-se no PT, puxado por parlamentares, nova discussão para que o partido volte a ter candidatura própria.

Quer dizer, o cassado, ainda nem foi “explorar a geologia dos campos santos” e já se vê como a não autonomia provoca um falso problema, pois o pt só terá candidatura porque o candidato que comporia com o partido está cansado, doente e não resistirá ao frisson da campanha.

A isso chamamos de submissão. Autonomia, é o Partido ter decidido desde o início por candidatura própria, trabalhar pela candidatura e não aliar-se algozes.

Sobre o prefeito cassado que diz está rezando todo dia para que chegue  até o último dia de seu mandato merece os seguinte comentários.

O prefeito cassado está muito doente, cansado, cassado, e isso quem declarou foi o próprio e a SECOM, embora sua sobrinha Secretária tenha dito que ele está muito bem. Ou o prefeito está dando uma de Jânio Quadros que renunciou pensando que o povo o apoiaria e se deu mal. Amazonino pode está chantageando o povo e como aqui já escrevemos, ele é candidato, pois Manaus é sede da Copa de 2014 e vai movimentar muita grana em tempos de cheias e cachoeiras. Não sabemos se resistirá à diabetes.

Pra finalizar queremos dizer que Deus nos últimos dias anda muito ocupado tendo que encaminhar as almas que chegam ao céu para o purgatório ou para o inferno, vítimas de homicídios  provocadas pela má gerência política desses senhores que estão governando o Estado há mais de 30 anos e que são responsáveis por essa guerra civil na cidade de Manaus e não terá como atender as preces de mais um anticristo.  

 

 

    

Sarkozy perde, mas ressuscita a Besta

Domingo os franceses elegerão Hollande presidente, mas Sarkozy. para ganhar votos, deu legitimidade aos neofascistas e neonazistas franceses.

Comentando meu artigo prevendo a vitória do socialista François Hollande para a presidência da França, um leitor de direita, mal informado pela grande imprensa brasileira e mal humorado, comentou que eu decretara a vitória de Hollande.

Engano, foi o povo francês, cansado das estrepolias e traições do atual presidente Sarkozy, quem decretou, e isso tornou visível, já faz algumas semanas, a vitória de François Hollande.

Tudo ficou ainda mais evidente com o debate de três horas, desta quarta-feira, diante das câmeras da televisão francesa, depois do qual os comentaristas políticos franceses e pessoas entrevistadas deram vantagem para o candidato socialista. Foi um verdadeiro duelo, com a surpresa de se ver Hollande, que era chamado de fraco e sem presença, se transformar num agressivo, forte e convincente candidato.

A hora da verdade será domingo, dia 6, quando cerca de 53% dos eleitores mostrarão a porta dos fundos do Palácio do Eliseu para uma saída discreta do irriquieto Sarkozy por não cumprimento de promessas, por ter falhado na contenção do desemprego, por ter baixado os impostos para os ricos e aumentado para os pobres e outras tantas peraltices.

Sarkozy correu como um hiperativo insone para tentar debelar a crise econômica européia, contando com o apoio da chancelar alemã Angela Merkel, mas o plano de austeridade concebido pela dupla francoalemã aguarda o momento de ser abortado. A União Européia sabe que as regras vão mudar depois de domingo e seus dirigentes esperam as novas orientações de Paris, que não serão mais na direção do neoliberalismo.

Tudo vai mudar, porque já é historicamente reconhecido que a França tem sempre um papel de liderança e de vanguarda, no continente europeu, seja no mundo das idéias, dos costumes, como na economia e na política.

Assim como Jean-LucMélenchon eletrizou parte da esquerda francêsa adormecida e desencantada com sua nova leitura do socialismo, revivendo comícios dignos da Revolução Francesa, da Comuna de Paris ou da vitória do Programa Comum da esquerda que levou Mitterrand à vitória, em 1981, é certo que a derrota da direita de Sarkozy, em franco adultério com a extrema-direita de Le Pen, despertará os ideais socialistas nos eleitores europeus.

Os ventos vão mudar a partir de domingo, mas um espectro ressuscitado por Sarkozy, na louca tentativa de conseguir obter mais votos, ficará rondando à espera de intervir e de transformar a vitória de domingo numa catástrofe.

Sarkozy no seu desespero diante da derrota fez como Fausto um pacto com o Diabo e, pela primeira vez, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, ressurgiu na boca de uma presidente francês a linguagem do marechal Pétain, colaborador de Hitler após a ocupação da França.

No afã de conquistar os votos da extrema-direita francesa do Front National, liderada agora pela filha de Le Pen, Marine, o já quase ex-presidente deu legitimidade e tornou compatível o discurso racista, antiestrangeiros e nacionalista popular dos neonazistas franceses.

Mas tudo em vão, porque Marine Le Pen, que promete restabelecer a pena de morte, expulsar os estrangeiros e branquejar a França, tem outro plano – fragmentar e destruir a direita francesa para reconstituí-la como um forte partido híbrido de extrema-direita.

Em outras palavras, após a derrota de Sarkozy e os ajustes de contas que se seguirão, o partido do presidente derrotado implodirá, e no seu lugar surgirá um Front National com outro nome, versão light, enquanto Marine Le Pen, aparentemente lavada dos seus perigosos extremismos, poderá se sentar como líder entre os políticos franceses.

Como num pesadelo, ressurgirá na França um partido nacionalista, cujo programa lembrará os espectros do passado. E o pior poderá acontecer se François Hollande falhar no seu posto de presidente.

Mas, mesmo na versão otimista de um bom governo Hollande, haverá na cena política francesa a ameaça latente da ideologia fascista e nazista, numa versão mais leve e adoçada, porém com o mesmo veneno dos anos 30, escondido no seu interior. Essa a herança de Sarkozy.

Publicado originalmente no site Direto da Redação

Rui Martins, correspondente em Genebra.

Jornal Correio do Brasil

“Governo acumula forças para enfrentar debate sobre a mídia”

Secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores diz que os meios de comunicação, a revista Veja em especial, não podem ser poupados das investigações da CPI do Cachoeira. “Se um deputado ou senador tem que responder por associação com o crime organizado, uma empresa de comunicação social também deve”, afirma, em entrevista à Carta Maior, o deputado André Vargas. Para ele, a presidenta Dilma Rousseff enfrentará o tema da concentração dos meios de comunicação.

Maria Inês Nassif, Najla Passos e Vinicius Mansur

Em entrevista à Carta Maior, o secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, deputado André Vargas (PR), admite que há um descompasso entre as bandeiras históricas do PT para a comunicação e a política praticada pelo governo. Mas afirma que a presidenta Dilma Rousseff enfrentará o problema da alta concentração dos meios de comunicação no Brasil, a exemplo do que vem fazendo com os juros bancários, porque possui mais condições efetivas de fazê-lo do que o seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Avalia que a CPMI do Cachoeira ajudará a deslanchar o debate. “A dinâmica dos fatos estabelece uma ligação a ser esclarecida entre a ‘fábrica de crises’ que a grande imprensa utiliza sistematicamente, principalmente no período em que o PT está no poder”, avalia.

Qual é o projeto do PT para a área de comunicações? O PT recuou do programa apresentado nas eleições?

O PT vem sistematicamente, nos seus documentos, retomando um debate que não é só das eleições, mas da história dos 32 anos do partido. A questão da democratização das comunicações está na nossa plataforma. A agenda política permanece não só a mesma, como vem se aprimorando, buscando um foco. O PT continua com suas bandeiras, mas tem a contingência de ser o partido do governo. E a condução do governo tem outro ritmo.

Então existe um descompasso entre o que o PT pensa para a Comunicação e a forma como o governo age?

É natural que haja algum descompasso. Este é um governo de coalizão. Na nossa visão, o marco regulatório já deveria estar em discussão, mas o governo administra sua coalizão, sua governabilidade. O PT ajuda o governo nessa governabilidade, mas discorda e deixa isso bem claro em todos os seus documentos. Nós lutamos por um marco regulatório que, de fato, enfrente questões como o monopólio da mídia, a desconcentração, a propriedade cruzada, a questão do conteúdo regional, que rediscuta os contratos entre as afiliadas, o crescimento da internet etc.

E como se dá a pressão do PT nesse governo de coalizão? Qual o peso dela?

O partido dialoga de forma respeitosa com a presidente e este é tema
recorrente. Nos seus documentos, o PT nunca deixou de manifestar sua opinião, sem deixar de entender que o governo tem o tempo dele e nós temos o nosso. Os grandes veículos exercem também sua pressão sobre o governo.

Nós vivemos em um ambiente democrático. Mas a mídia [tradicional], em especial a Veja, não esconde que tem quase uma fixação pelo PT, que deve ser avaliada no campo da psiquiatria, da psicologia. Agora, a CPI do Cachoeira mostrará mais um pouco disso. Muita coisa que a gente suspeitava pode ser verdade. Os veículos de comunicação bateram também no PSDB, mas no nosso caso há um superdimensionamento.

O sr. está dizendo que a grande mídia usou desses expedientes especialmente nos governos do PT?

Isso ficou claro nos fatos que levaram à CPI do Cachoeira. É a primeira vez que a mídia não apoia uma CPI no seu nascimento. É simbólico isso. E só passou a apoiar forçando uma mudança de foco: elegeram a Delta [construtora responsável por obras do PAC] , e se esqueceram do Demóstenes [Torres, senador por Goiás] e do [Marconi] Perillo [governador de Goiás]. Mas a gente fala mídia como se fosse um ente absoluto. Não é assim.

Não é mais porque a Globo falou que se torna verdade. Isso está muito relativizado. Não existe mais um jornal nacional no país. Jornal impresso, muito menos. Há jornal em São Paulo que pretende ser nacional e não chega no ABC paulista. O governo tem feito alguns movimentos, ainda que não do jeito que a gente gostaria. A questão da regionalização que a Secom [Secretaria de Comunicação da Presidência] faz. Eu gostaria que fizesse muito mais, mas já há mais investimentos na mídia da internet. Antes eram 500 veículos que recebiam publicidade oficial. Hoje já são mais de 8 mil. Já é alguma coisa.

No debate sobre a mídia, a militância reclama que essa questão andou apenas no final do governo Lula e foi relegada a segundo plano no governo Dilma.
Em toda transição entre governos existe uma reacomodação. E o primeiro ano de todo governo é atípico mesmo. Mas eu acredito que o governo Dilma irá fazer muito neste campo, porque as condições de efetivamente fazer estarão melhores do que as condições de efetivamente fazer que o Lula teve.

E, neste aspecto, a CPMI do Cachoeira ajuda?

Ajuda. Não fomos nós que criamos a CPI; não fomos nós que delegamos a um senador moralista ser sócio do crime organizado. Nosso governo investiga mais criminosos, a Polícia Federal tem melhores condições de investigação. Mas não fomos nós que criamos os fatos da CPI. O que nós entendemos é que a dinâmica dos fatos estabelece uma ligação a ser esclarecida entre a fábrica de crises que a grande imprensa se utiliza sistematicamente e o crime, principalmente no período em que o PT está no poder.

Aliás, tem gente que estabelece semelhanças da capas da Veja de agora com as feitas no governo Collor, antes do impeachment. A revista nem foi criativa. Achou que havia escândalo suficiente para derrubar um governo e seguiu o roteiro. Se isso foi feito de forma criminosa, como fez o [Rudolf] Murdoch [o magnata das comunicações, controlador do jornal britânico News of the World, fechado por envolvimento em interceptação de conversas telefônicas de celebridades], esse é um debate legítimo ao qual a sociedade deve ter acesso. Isso será um subproduto da chamada CPI do Cachoeira. Vai estar presente nas investigações.

O que nos move é esclarecer os fatos. Se as gravações obtidas[pela Veja] para construir as matérias foram feitas de forma ilegal, nós queremos apurar. Queremos saber que relações esse jornalista [Policarpo Júnior] tinha com Cachoeira. Se um deputado ou senador tem que responder por associação com o crime organizado, uma empresa de comunicação social também deve, pois não é uma empresa neutra. É uma empresa que influencia opinião. Por que este seguimento não pode ter uma avaliação? Porque não podem se subordinar a uma conferência nacional? Ouvir o povo? No caso da TV Globo, ela é concessão pública.

Como enfrentar esses interesses, num ambiente de mídia concentrada e sem critério de regulação?

A democracia é o melhor dos ambientes. Esse novo Brasil não está sendo construído só pelo PT, pelos partidos, mas também pelo povo. Quanto mais nós conseguimos empoderar essa multiplicidade de comunicações, redes e tudo, maior será o avanço. Nós temos hoje um processo de acesso à informação multiplicado, mas um processo de produção de informação ainda muito concentrado. Eu acredito que o governo está armazenando as condições para encarar esse problema de frente, como fez com os bancos. Nós estamos em uma fase de acúmulo de forças para fazer este debate. Que não é um debate simples de fazer.

Acumulando forças como? E a maioria legislativa do governo?

Nós não temos muita alternativa. Quando nos pronunciamos a favor da regulação e o PSB, do neto do Miguel Arraes [Eduardo Campos, governador de Pernambuco] falou contra o documento do PT [que propõe o novo marco regulatório, democratização da comunicação etc], deu para perceber que não seria fácil . E tudo isso passará pelo Congresso Nacional. Para falar muito claramente sobre a correlação de forças: a Emenda 3, a famigerada, perdemos. O Código Florestal, nós arregimentamos forças e contamos 180 votos. Mas quando foi a voto não chegamos a 120 votos. Esses são os aliados que temos.

E como mudar essa correlação de forças?

Onde é que o povo se manifesta nessa questão? Essa discussão não vai provocar uma passeata com 50 mil pessoas. Há poucas manifestações sobre isso no campo das redes e esse é um debate que a população ainda não assumiu. São importantes estratégias como a do FNDC [Fórum Nacional de Democratização da Comunicação], de fazer uma campanha de popularização do marco regulatório da comunicação. Mas o PT não pode fazer essa mobilização sozinho, inclusive porque o tema fica estigmatizado como sendo algo do PT. Este é um trabalho para o conjunto de partidos, entidades, grupos e movimentos envolvidos nesse debate. Aliás, muito me impressiona entidades do nível da OAB e a CNBB não entrarem nesta agenda, pois isso interessa também a esses seguimentos.

Essa resistência não teria a ver com essa interpretação de que a regulação cerceará a liberdade de expressão?

Por isso é que nossa visão é que a nossa campanha seja pela liberdade de expressão. Por que é isso o que nós defendemos: uma liberdade de ir e vir, de receber, mas também de oferecer, de interagir. E a convergência digital oferecer essa possibilidade.

Por que o senhor assegura que o governo Dilma tem melhores condições de fazer esse debate que o governo anterior?

O governo vai ter que enfrentar este tema, e ninguém do governo disse que não vai enfrentar. O governo tem um desafio histórico de dar conta dessa demanda, que é uma demanda estrutural da sociedade brasileira. Não é uma demanda utópica, uma questão qualquer. É uma questão de fundo. O governo, dentro do processo de governabilidade, está acumulando energia e força. Nós não temos dúvida de que o governo tem este compromisso. Mas o PT vai continuar dizendo e tensionando. Não nos compete avaliar perfil de ministros, mas compete reforçar uma posição que a presidente tem colocado: a de que é favorável à liberdade de imprensa – aliás, isso nunca foi uma dicotomia para nós.

Nós somos favoráveis e somos frutos da liberdade de imprensa. A esquerda, o Lula, a Dilma, tudo isso é fruto da liberdade de imprensa. Mas também sofremos e padecemos da concentração da mídia que, muitas vezes, impõe uma visão que limita o desenvolvimento da sociedade. Nós não queremos que o PT se perpetue no poder, mas que a sociedade brasileira seja cada vez mais civilizada, aberta, sem preconceitos, onde todos tenham direito a comer, beber, vestir, emprego, universidade, lazer, esporte, enfim, a comunicar, a se ver, a ter identidade. Nós não cogitamos a hipótese de que isso não seja por uma via democrática. E a via democrática é o Congresso Nacional. Isso não quer dizer que não vamos debater os temas que não têm apoio da maioria do Congresso. Vamos debater, mas vai chegar a hora de votar. Mas existem passos que não demandam mudança de legislação. É importante, por exemplo, cobrar a instalação do Conselho de Comunicação, que está na Constituição.

Carta Maior

1º DE MAIO: A GÊNESE DO PELEGUISMO

Cada patrão mandou dez funcionários para cá. A gente tem que ficar até o fim [do evento] e levar o comprovante de que veio, para não descontar o dia de trabalho” . A confidência foi feita por um dos participantes do primeiro congresso do “núcleo sindical” do PSDB, realizado em São Paulo, na última sexta-feira, conforme relato da Folha (28-04). Uma espécie de avant-première do 1º de Maio, o encontro liberou caciques tucanos para o feriadão prolongado com a consciência do dever cumprido.

A lotação proletária foi assegurada pelo engajamento natural das bases: donos de construtoras e empreiteiras que prestam serviços ao Estado convocaram seus trabalhadores à luta, com direito a sanduíche de queijo, suco, biscoito e maçã. Mediante comprovante de comparecimento, a militância teria o dia abonado trocando o saco de cimento pela faiscante oratória tucana.

Cada empresa foi convocada a encaminhar pelos menos dez operários ao meeting. Serra nem gaguejou ao afirmar aos presentes que a relação do PSDB com sindicatos ‘não é novidade’; em seguida, pediu apoio à candidatura a prefeito de SP. “Temos nossa primeira tarefa: mobilizar nossos sindicalistas para a campanha eleitoral deste ano”, disse o ex-governador com indisfarçável mal humor diante do rival Aécio Neves (leia mais aqui : ‘Por que Serra está nervoso?’). Alckmin foi de longe o mais combativo; sapecou um ‘companheiros e companheiras’ na saudação e arrematou com a frase cuja autenticidade sintetiza a de todo o evento: “O PSDB é um partido que dá prevalência ao trabalho sobre o capital.

Carta Maior

CHEIA DOS RIOS AMAZONAS AVANÇA SOBRE CASAS E POLÍTICOS FAZEM FESTAS

O prefeito cassado da não cidade de Manaus, viajante dos feriados prolongados, Amazonino Mendes decretou estado de emergência em Manaus devido a cheia do Rio Negro na orla ribeirinha.

Estamos às vésperas de eleições para prefeito e vereadores. Uma situação dessa torna uma verdadeira mina político-eleitoreira. Com o estado de emergência pode tudo. Não se faz licitações e contrata-se  pessoal por tempo determinado.

Apesar de declarações do não prefeito ter afirmado que trata-se tão somente para atender aquela região, não é para toda a não cidade.

Professores tanto do estado como do município saíram na semana que terminou em protestos contra o reajustes e outras formas de ganhos pagos por esses entes. Moradores das áreas inundadas fecharam ruas, queimaram pneus, madeira protestando contra o descaso das autoridades pelos problemas por eles enfrentados. Esse mal estar dura mais de trinta anos.

Essa questão das cheias do Negro,  do Amazonas  e do Solimões é anunciada com bastante tempo pelo serviço hidrológico. Entretanto, o poder estadual e municipal só tomam a iniciativa de fazer algum serviço quando a água já inundou parte das casas das pessoas.

O que essas pessoas necessitam imediatamente é de madeira para os assoalhos,  tratamento de esgoto, limpeza das margens do rio que se encontra totalmente poluída com todo tipo de dejetos.

Destacamos aqui que o Amazonas possui o PROSAMIN, projeto de urbanização dos igarapés e orla ribeirinha,  mas que tem deixado de atender seus objetivos porque se tivesse resolvido a urbanização, saneamento básico, não teríamos pessoas perdendo seus bens, móveis e utensílios com mais uma cheia que os estudos científicos anunciam com bastante antecedência.

O que veremos nos próximos dias será a compra de muita madeira para pontes, assoalhos e paredes. Bem que parte da madeira apreendida na sexta-feira de origem não declarada já se poderia usá-la nesse serviço.

Contratação de pessoas nesses casos, na maioria são  ligadas a políticos e como tais agirão como cabo eleitoral. Na política amazonense essa prática é soberbamente praticada.

Manaus enfrenta esse problema somente na região do São Raimundo, Igarapé de São Jorge, Educandos e adjacências. Nesses locais muitas casas são de madeiras e na época das cheias ficam, muitas delas submersas. Mais submersas estão inúmeras cidades do Amazonas. Barreirinha, no Baixo Amazonas deve passar pelos mesmo problemas da última grande cheia. A cidade inundou-se. Manacapuru está submersa, Parintins, Tefé, Coari, cidades na região do rio Juruá todas estão alagadas.

Enquanto isso, políticos como Belarmino Lins dão jantar em seus currais eleitorais com rega bofe a base de tartarugas, tracajás e tambaquis, rindo, gracejando, porque esse estado de tristeza que causa no trabalhador ter que conviver com a adversidade rende muito votos a políticos inescrupulosos, fichas sujas que banham-se em cachoeiras e transações inéticas.
      

SERRA PISCOU ?

Acumulam-se sinais de que o candidato José Serra mergulhou numa zona de instabilidade e turbulência, distinta daquela que pavimentaria a rota de um nome supostamente favorito à prefeitura de SP. Em poucos dias, o tucano fez quatro disparos ilustrativos de um estado emocional tenso, talvez raivoso. A saber: a) Serra decidiu processar o jornalista Amaury Ribeiro Jr pela documentação revelada no livro ‘ A Privataria Tucana’, dando conta do enriquecimento ilícito do ex-govenador e de sua filha, Verônica ; b) em solenidade no ABC nesta 2ª feira, num discurso algo desconexo, Serra acusou o PT e os petistas de ‘fascistas; c) Serra contratou um autentico exemplar do comando jornalístico de caça ao PT, Fábio Portela, para chefiar a comunicação de sua campanha.

Portela foi pinçado diretamente da revista Veja, que dispensa apresentações; d) Serra, via manifesto do PSDB de SP, divulgado nesta 3ª feira, decidiu ‘denunciar’ a decisão do prefeito, seu aliado, Gilberto Kassab, de ceder um terreno público no centro da capital para sede do futuro instituto e museu de Lula. O que teria acidificado adicionalmente o conhecido humor do tucano?
Dois eventos mexeram o xadrez político nacional nos últimos dias: na economia o governo Dilma esganou o discurso ‘industrialista’ de Serra ao vencer uma queda de braço com os bancos, para redução dos juros; na política, foi criada a CPI do Cachoeira; bancada por Lula, envolve diretamente dois aliados do tucano, o governador Marconi Perillo e Demóstenes Torres.  A ver.

Carta Maior

Os desafios da esquerda na gestão municipal, segundo Pochmann

O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, e o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, vão concorrer às prefeituras de Campinas e São Paulo, respectivamente, por interferência direta do ex-presidente, e dentro de um projeto de mudança no perfil de um partido que, para Lula, esgotou o ciclo que vai de sua criação até a ascensão social de grandes massas da população não organizadas. A reportagem é de Maria Inês Nassif.

Maria Inês Nassif

São Paulo – A intervenção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições dos dois mais importantes municípios paulistas – São Paulo, capital e Campinas – tem um objetivo que transcende o pleito de outubro. Lula colocou em andamento uma estratégia que consiste em oxigenar o PT via seu núcleo paulista, estruturado a partir dos movimentos sindicais dos anos 80, e trazê-lo para uma realidade de democracia consolidada no país, mas de onde emerge uma classe desgarrada do sindicalismo, das associações de base ou da militância em movimentos sociais.

Essa visão dos desafios que o partido terá que enfrentar para se adequar a esse novo ciclo político foi exposta por Lula ao economista Márcio Pochmann, no ano passado, quando o chamou para conversar sobre a possibilidade de aceitar a candidatura petista à prefeitura de Campinas. Simultaneamente, Lula investiu no seu ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, para que assumisse igual papel, em outubro, na disputa pela prefeitura da maior cidade do país e da América Latina, São Paulo.

Pochmann e Haddad têm biografias parecidas. Ambos, muito jovens, estavam nas articulações que resultaram na fundação do PT. Os dois, em algum momento, tornaram-se quadros intelectuais do partido, ao seguirem carreira acadêmica. Ambos integraram a administração de Marta Suplicy (2001-2004) – Pochmann comandou a pasta do Trabalho e Haddad foi chefe de gabinete da Secretaria de Finanças, cujo titular era João Sayad. Haddad foi ministro de Lula; Pochmann assumiu, em 2007, a presidência do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea).

Ambos podem ser enquadrados na classificação de “técnicos”, por terem feito carreiras mais ligadas à academia do que à política institucional, mas não há como negar que, também por essas qualidades, foram parte e articuladores de políticas de gestão pública importantes.

“O PT é muito grande e terá candidatos a prefeitos de diversas origens. Haddad e eu somos os únicos que viemos do sistema universitário e com experiências mais intelectuais”, afirmou Pochmann, em entrevista à Carta Maior. A escolha de dois acadêmicos que tiveram experiências na gestão pública federal, na opinião do pré-candidato em Campinas, é uma inversão na ideia de que uma prefeitura é apenas o início de uma carreira política: o espaço municipal é retomado como um elemento fundamental para o êxito de políticas públicas. “O sucesso do governo federal em políticas públicas decorre de experiências exitosas de prefeituras, como os bancos populares municipais, o orçamento participativo, políticas de distribuição de renda e o próprio Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma Pochmann.

O movimento municipalista dos anos 70 e 80, se foi fundamental para a inovação da gestão, vive hoje uma fase de esgotamento, pela “pasteurização das políticas públicas”, afirma o economista. As inovações daquele período foram absorvidas indistintamente pelas administrações municipais, independentemente dos partidos políticos a que pertenciam os gestores. Pochmann acredita que desafio para ele e Haddad é propor um novo ciclo de renovação de políticas públicas, numa realidade econômica em que o país tem uma melhor distribuição de renda e adquire maior importância no cenário internacional.

Pochmann, que se intitula da “esquerda democrática, que tem como valor fundante a radicalização da democracia”, considera que essa vertente ideológica tem desafios próprios. O primeiro deles é o de reconhecer “um certo esgotamento da experiência democrática representiva” e, a partir daí, avançar e propor novos instrumentos de participação da população na gestão municipal. Um avanço seria associar os conselhos municipais, que hoje existem em todas as áreas da administração, a orçamentos participativos territorializados. “Hoje há áreas geográficas enormes, com grandes populações, e a ideia de um município centralizado na prefeitura, em um único espaço, distancia a participação popular”, afirma o presidente do Ipea.

Outro desafio, segundo o pré-candidato, será lidar com cidades que tiveram uma forte experiência industrial e hoje se transformam em municípios de serviços. A cidade industrial empurrou as pessoas mais pobres para as periferias e comprometeu uma grande parte do tempo das pessoas com todos tipos de deslacamento. A cidade de serviços, com o avanço das tecnologias de informação e comunicação, não pressuporá grandes deslocamentos “se houver uma mudança da centralidade da cidade”. O novo modelo é aquele em que o trabalho e a residência são mais próximos, “com forte presença do espaço público e da educação, que é o principal ativo dessa sociedade”, diz Pochmann.

O outro grande desafio é a alteração na demografia das grandes cidades brasileiras. “Estamos vivendo uma transformação importante na queda da fertilidade brasileira e em duas décadas teremos uma regressão absoluta no número de habitantes e um aumento na proporção de pessoas idosas”, observa. Esta é uma realidade para a qual o país não está preparado. “Vão sobrar escolas, haverá uma mudança no perfil profissional da população e será uma sociedade de jovens e adultos muito complexa, com forte dependência do conhecimento”.

Carta Maior

MAUÉS E A POLÍTICA COM FILHOS DE FAMÍLIAS TRADICIONAIS

O PT de Maués, assim como o de Manaus vive um dilema. Ter candidato próprio ou apoiar candidatos da direita para prefeito.

O PT de Manaus casou com o prefeito cassado Amazonino Mendes. Isso, jamais, em 1982 se imaginou. Mas agora, até sonham em fazer dobradinha com o cassado, imaginando eleger um vice- prefeito.

O que temos que entender, politicamente, é que este estado nos últimos trinta anos foi governado por um grupo de pessoas que nunca pensaram no bem estar da população. Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, Omar Aziz.

A forma de governo dessa gente é responsável pelo êxodo rural, crescimento desordenado da capital do Estado, violência urbana, péssimo sistema de transporte coletivo. Está mais provado que essa forma de governar só prejudica a classe trabalhadora do nosso estado.

Alguns petistas não perceberam isso. Em Maués, cidade, que sempre foi governada por filhos da burguesia, de famílias tradicionais, todas defensoras do golpe militar de 1964 estão lá muito bem estabelecidos. Alguns estão em Manaus e noutros pontos do nosso país.

Família Negreiros, Esteves, Michiles, Leite, foram todos da Aliança Renovadora Nacional – ARENA partido político dos generais golpistas. O PT em Maués, por exemplo em 1982 era rechaçado.

Ai de quem se declarasse petista nessa época. O tempo movimentou-se e a situação também. O partido  organizou um diretório  na cidade e hoje possui um número considerado de filiados. Porém, nos causa preocupação, não ter um nome do partido para concorrer à Prefeitura.

Nos causa estranheza também uma aliança com o PPS, PC do B e PR que hoje no Brasil são partidos totalmente ligados à direita, com um PPS cujo Presidente é o direitista Roberto Freire. Um PC do B aliado de Omar Aziz e que controla o SINTEAM sem defender os direitos dos trabalhadores da educação e um PR de um magoado Alfredo Nascimento que no caso de Maués apoiou o prefeito Belexo.

O PT de Maués cogitou vários candidatos. Padre Carlos Góes, Professor Dinelly, Dr. Guti e não emplacou nenhum. Agora  um filho de família tradicional será anunciado nos próximo dias como candidato nessa aliança da direita.

O espectro direitista não os deixa ver novos mundos. Filho de família tradicional nenhum possibilitará mudanças. A tradição gira em torno de idéias fixas, pré-estabelecidas, no caso dessa gente.

Se filho de família tradicional resolvesse os problemas de Maués, teríamos uma cidade diferente. Uma cidade sem violência urbana, ruas asfaltadas, escolas funcionando, professores recebendo férias, 13º salário em dia.

Filhos de famílias tradicionais, assim como Gilberto, Amazonino, Eduardo Braga, ali governaram e ou elegeram-se deputados estaduais, federais, senadores: Manuelzinho Negreiros, Donga Michiles, Darcy Pai e Filho Michiles, Eunice Michiles, José Esteves, Carlos José Esteves, Rafael Faraco, o pai do médico Carlos Almeida, Waldomiro Muniz, Luiz Canindé, Sidney Leite,  dentre outros. Todos de famílias tradicionais. Tradicionais da direita. Quem não são tradicionais são os trabalhadores que produzem a riqueza e que está na hora de mudar essa idéia de que devemos ser governados por senhores endinheirados, tradicionais.

É preciso mudar essa forma de pensar em Maués e no Brasil. E o grande exemplo nos foi dado quando este país elegeu um trabalhador, Luiz Inácio Lula da Silva, depois de 500 anos sendo governados por filhos de famílias tradicionais. Onde fomos parar com eles? Na miséria, na fome, no desemprego, na favela, cortiços e morros e na ditadura. Com Lula começamos a sair da miséria, da fome, tivemos emprego, casas, e os cortiços dos morros urbanizaram-se. Será que é difícil entender isso?  

O colonialismo liberal europeu mostra a sua face

É o cúmulo do absurdo que o Parlamento Europeu, que reúne representantes do povo, se preste a votar uma resolução contra a Argentina, em defesa dos interesses de uma multinacional. O mesmo parlamento que nada faz para denunciar as empresas do Velho Continente que, em nome da segurança jurídica, investiam seus capitais em países amordaçados por regimes assassinos que, ao mesmo tempo que ofereciam segurança jurídica aos investidores, jogavam seus povos no poço da repressão, da corrupção e da pobreza. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.

Eduardo Febbro – De Paris

Paris – Os impérios do Ocidente estão nervosos. A decisão da presidenta argentina de renacionalizar os recursos petrolíferos do país reativou nos europeus o ímpeto da ameaça e da desqualificação, assim como a política dos valores em escala variável. O santo mercado tem prerrogativas acima de qualquer oposição. Além da agressiva campanha que se desatou na Espanha em defesa de uma companhia que, na realidade, sequer é espanhola, a União Europeia somou seus votos em respaldo à multinacional. A inesgotável e esgotadora responsável pela diplomacia da UE, Catherine Ashton, advertiu que a decisão argentina “era um muito mau sinal” para os investidores estrangeiros. Por sua vez, o presidente da Comissão Europeia José Miguel Barroso, disse que estava muito “decepcionado” pela medida de Buenos Aires.

O vice-presidente da Comissão Europeia, o italiano Antonio Tajani, sacou um leque de ameaças: “Nossos serviços jurídicos estudam, de acordo com a Espanha, as medidas a adotar. Não se exclui nenhuma opção”, disse. Cúmulo do absurdo, o Parlamento Europeu de Estrasburgo, que reúne os representantes do povo, se presta a votar uma resolução contra a Argentina.

Um traço mais da confusão que leva a uma instituição política, surgida do voto popular, a clamar pelos interesses de uma multinacional. O Parlamento Europeu nada fez para denunciar as empresas do Velho Continente que, em nome da segurança jurídica, investiam e investem seus capitais em países amordaçados por regimes assassinos que, ao mesmo tempo que ofereciam segurança jurídica aos investidores, jogavam seus povos no poço da repressão, da corrupção, do assassinato das liberdades e da pobreza. A defesa dos interesses nacionais contra os do mercado é algo que ficou na garganta da muito liberal União Europeia.

A UE revisitou seus “valores” recentemente, no ano passado: em troca da ajuda aos países árabes, a UE pede eleições democráticas, luta contra a corrupção, abertura comercial e proteção dos investimentos. Antes, não lhe importava que um punhado de ditadores e autocratas esmagassem seus povos enquanto a abertura comercial e a proteção dos investimentos estivessem garantidas. A fonte da democracia fechava os olhos enquanto suas empresas pudessem operar a seu bel-prazer.

A mesma dupla linguagem, duplo valor, envolve a escandalosa política das subvenções agrícolas da UE. Instrumento de destruição dos mercados, perverso mecanismo de falsificação dos preços internacionais, as subvenções se aplicam em apoio a uma corporação, a dos agricultores. Pouco importa que o planeta pague pela proteção de um setor. O porta-voz do Comissário Europeu para o comércio, John Clancy, disse ao canal EuroNews que a decisão da presidenta “destrói a estabilidade que os investidores procuram”.

Tocar numa empresa europeia é sinônimo de uma declaração de guerra ou de pisotear a identidade. Hoje reúnem o Parlamento Europeu, em outras épocas talvez tivessem enviado a marinha para bloquear o porto de Buenos Aires como ocorreu em 1834, quando Juan Manuel de Rosas se negou a que os súditos franceses ficassem isentos de suas obrigações militares e decidiu impor um gravame de 25% às mercadorias que chegavam do exterior com destino a Buenos Aires.

A imprensa europeia e os analistas propagam um cúmulo alucinante de omissões e mentiras. Frases como “nacionalismo petroleiro” ou “tentação intervencionista” do Estado argentino, se tornaram uma consigna repetida em todas as colunas. Como se qualificaria então a defesa de uma empresa por parte das instituições políticas da União? Euro-nacionalismo de mercado, escudo político para os interesses privados, etnocentrismo liberal?

E, assim mesmo, o discurso do nacional contra o global, do local contra o multilateral não é uma exclusividade peronista. O próprio presidente francês, Nicolas Sarkozy, o reativou com um vigoroso discurso durante a campanha eleitoral para as eleições presidenciais do dia 22 de abril e seis de maio (primeiro e segundo turno). O presidente candidato propôs renegociar o acordo de Schengen que regula e garante a livre circulação das pessoas e revisar os acordos comerciais que ligam os 27 países membros da União Europeia.

No primeiro caso e por razões claramente eleitorais, Sarkozy considera que os acordos de Schengen não permitem regular para baixo os fluxos migratórios. No segundo, que tem dois capítulos, se trata primeiro de instaurar na Europa um mecanismo similar ao Buy Act American com um “Buy European Act” a fim de que as empresas que produzem na Europa obtenham dinheiro público em caso de licitações. Em segundo lugar, Sarkozy exigiu à Comissão Europeia que imponha um critério de reciprocidade a seus sócios comerciais. Sarkozy disse em seu discurso: “A Europa não pode ser a única região do mundo que não se defende. (…). Não podemos ser vítimas dos países mais fortes do mundo”.

Isto pode ter vigência também para o resto do planeta. O patriotismo europeu bem vale o suposto “patriotismo petroleiro”. Ali onde se encontra em desvantagem, a UE impõe seus limites, ativa seu lobby ou bota suas instituições democráticas a atuar como polícia moralizadora. O livre comércio e o direito monárquico das empresas sobre os recursos naturais, a vida humana e as geografias não é o último estado da humanidade. Há vida depois de tudo, antes e depois da Repsol.

Todo o aparato jurídico da UE se colocou em marcha para sancionar isso que o jornal espanhol El País chama “o vírus expropriador” de Cristina Fernández de Kirchner. O “vírus” do mercado global começa a fazer seu trabalho. A UE está ofendida. Tocaram em seu filho pródigo, a liberdade de brincar com o destino dos povos em benefício de suas empresas. Uma guerra moderna onde o gigante vai sancionar um sócio que deixou de apostar em um tabuleiro onde só ganham os capitais que se volatilizam como os valores democráticos e de justiça que defenda a sacrossanta União. Seu hino à liberdade é geométrico. Enquanto a grana encha seus bancos, o sangue pode correr, como na Tunísia, Líbia, Egito e tantas outras ditaduras africanas que proporcionam o petróleo para acender as luzes de um século cujo destino está em mãos privadas e suas instituições às ordens das entidades financeiras e das empresas.

Tradução: Libório Junior

Carta Maior

Pesquisas seguem apontando vitória de socialista na França

Faltando apenas uma semana para o primeiro turno das eleições presidenciais francesas os dois principais candidatos mediram suas forças e sua capacidade de mobilização em duas gigantescas concentrações em Paris. As pesquisas parecem ter congelado em um mesmo marcador: a vitória de François Hollande. No sábado passado, os ponteiros das pesquisas voltaram a colocar Hollande acima de Sarkozy no primeiro turno e ampliaram a margem de vitória do socialista no segundo turno, em 6 de maio.

Eduardo Febbro – De Paris

Paris – A confrontação eleitoral ocupou as ruas. Faltando apenas uma semana para o primeiro turno das eleições presidenciais francesas os dois principais candidatos mediram suas forças e sua capacidade de mobilização em duas gigantescas concentrações ao final das quais não há um ganhador, mas sim um imitador, o presidente candidato Nicolas Sarkozy. O chefe de Estado convocou seus partidários à Place de la Concorde depois que seu rival socialista François Hollande chamou os seus apoiadores para se concentrar em Vincennes. Sarkozy copiou o dia, a hora e até usou o truque de adiantar a hora oficial de seu discurso para ganhar de François Hollande. Estes truques revelam as dúvidas e as preocupações que atingem o campo conservador.

As pesquisas parecem ter congelado em um mesmo marcador: a vitória de François Hollande. No sábado passado, os ponteiros das pesquisas voltaram a colocar Hollande acima de Sarkozy no primeiro turno e ampliaram a margem de vitória do socialista no segundo turno marcado para o próximo 6 de maio. A confrontação filosófica é apaixonante: um candidato presidente que se apresenta como o salvador de uma “civilização” em perigo, que agita todos os espantalhos do medo, o medo do vermelho, dos estrangeiros, dos mercados; o outro, o socialista, que fez da raiva contra as injustiças concentradas nesta década de governos de direita o seu fio condutor, que fala de concórdia, que desarticula o medo com sua postura ponderada, com sua lentidão calculada. A oposição é total, até no silêncio. Nicolas Sarkozy funciona como uma sinfonia extravagante. François Hollande como uma delicada sonata.

Sarkozy na Place de la Concorde e Hollande em Vincennes, ambos promoveram uma concentração de aproximadamente cem mil pessoas. O objetivo dos dois comícios era distinto: para Sarkozy, tratava-se de mobilizar suas tropas e de oferecer uma demonstração de forças, enquanto que o candidato socialista buscava protagonizar um “momento festivo” para deixar claro que, digam o que digam as pesquisas, a disputa “não está ganha”. Os dois candidatos lutam no sentido contrário: Hollande adverte para que ninguém se iluda em acreditar que as pesquisas de opinião já garantiram a vitória, e Sarkozy para animar seu eleitorado diante dos prognósticos negativos das pesquisas.

Nicolas Sarkozy, com seu estilo autoritário e nervoso, dirigiu-se à “maioria silenciosa” dizendo: “povo da França, não tenham medo, eles não ganharão se vocês decidirem que vocês querem ganhar”. O discurso de Sarkozy foi tão confuso quanto sua campanha. Uma grande mistura em um ritmo tão trepidante e enredado que, por momentos, não se sabia se quem estava falando era um liberal, um social democrata, um político da extrema direita, um centrista ou um tecnocrata de Bruxelas. Sarkozy pediu emprestado a cada um desses setores um pouco de seus conteúdos. O presidente candidato permitiu-se até o luxo de roubar referências culturais do candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon.

Como um boxeador que luta contra vários espectros no ringue, Sarkozy acusou seus adversários de “dilapidar a herança da França eterna”, defendeu a urgência de controlar as fronteiras para frear a imigração, questionou a validade do livre comércio, atacou o Banco Central Europeu (BCE) e pediu ajuda para ganhar. Tudo num só programa! Os papeis se inverteram nesta campanha. Nicolas Sarkozy tirou o traje de presidente para ser candidato e deixar esquecido o balanço de sua gestão. Ao mesmo tempo, o candidato socialista adotou uma postura quase de chefe de Estado em exercício, sereno, sempre flutuando nas alturas.

No comício de Vincennes, François Hollande colocou o acento nas “falsas evidências das pesquisas “ e na “euforia”. O candidato da rosa socialista evocou essa “esperança calma, firme, lúcida” que se sente crescer no país. “Não tenham medo. Eles estão dispostos a tudo, mas nós estamos prontos para presidir a França”, disse Hollande á multidão. Respondendo diretamente à estratégia que a direita usou durante a semana com o discurso do medo e do caos que invadiriam a França em caso de vitória socialista,
Hollande declarou: “Eles dizem que depois virá o caos. Não. Depois deles virá a mudança”. Logo em seguida, o candidato socialista desqualificou a ideia segundo a qual existe uma maioria sem voz, a qual se dirigiu Sarkozy na Place de la Concorde: “não há uma minoria ruidosa e uma maioria calada”, rebateu.

O combate frontal entre Sarkozy e Hollande restaurou na França a esquecida e insuperável oposição entre a esquerda e a direita. Esse antagonismo reencarnado nestas eleições presidenciais deixou muito para trás os demais candidatos. Só a extrema-direita da Frente Nacional e a esquerda radical de Jean Luc Mélenchon tem um espaço de escuta consequente no eleitorado. É paradoxal que Nicolas Sarkozy tenha repetido em seu comício o esquema que seus próprios aliados e conselheiros questionam.

A imprensa francesa registrou esta semana da profunda incerteza que se apoderou do campo conservador. Não sabem se é o caso de guinar para a direita, de viajar mais uma vez pelos territórios da extrema-direita ou de dar uma volta para o centro. “Nossas ideias não estão colando”, reconheceu, sob anonimato, um conselheiro de Sarkozy citado pelo Le Monde. O comício do presidente candidato foi uma síntese dessa dúvida: um pouco de cada coisa, um giro do timão para a direita, outro para o centro, uma passagem pela socialdemocracia e assim por diante. O barco liberal-conservador navega para as urnas com um timão sem rumo e sem uma mensagem precisa.

Tradução: Katarina Peixoto

Fotos: Le Monde

*Carta Maior

Sarkozy esquece aliado e usa Espanha para semear medo

Entre liberais, a amizade e a proximidade ideológica não garante uma solidariedade inquebrantável. A direita francesa tirou todos os espantalhos do armário para apregoar uma “crise de confiança massiva” se o socialista François Hollande ganhar as eleições presidenciais de abril e maio próximos (22 e 6). “Nós ou o caos”, diz o presidente candidato que põe como exemplo o dramático caso da Espanha. O jornal El País respondeu: “Com amigos assim quem precisa de inimigos”.

Eduardo Febbro – De Paris

Paris – “Os amigos se conhecem nas boas e nas más horas”, reza o conhecido ditado. O presidente francês Nicolas Sarkozy não é um adepto desta sábia filosofia popular. Entre liberais, a amizade e a proximidade ideológica não garante uma solidariedade inquebrantável. A direita francesa tirou todos os espantalhos do armário para apregoar uma “crise de confiança massiva” se o socialista François Hollande ganhar as eleições presidenciais de abril e maio próximos (22 e 6). “Nós ou o caos”, diz o presidente candidato que põe como exemplo o dramático caso da Espanha. À direita e ao centro ocorreu a calamitosa ideia de apresentar a Espanha como o exemplo dinástico do que espera a França se a direita não conservar o poder.

Sarkozy não foi o único europeu que penetrou no território do medo. Também o Presidente do Conselho Italiano, Mario Monti, esgrimiu os casos da Espanha, Grécia e Portugal como influências nefastas. Estas manifestações de egoísmo eleitoral motivaram uma resposta do Chefe de Governo espanhol, o conservador Mariano Rajoy, que pediu aos dirigentes europeus que sejam “prudentes” em seus comentários sobre a Espanha. O mais dramático é que Nicolas Sarkozy encara a estratégia do pavor no momento em que a Espanha afunda cada dia mais, apesar dos cortes faraônicos que o Executivo espanhol decidiu nos últimos dias – perto de 40 bilhões de dólares. A imprensa espanhola está enfurecida com seu ex-amigo. O jornal El País disse há poucos dias: “Com amigos assim quem precisa de inimigos?”.

Chovem adjetivos sobre Sarkozy na mesma medida de sua impiedade eleitoral. O mesmo jornal El País trata-o como “frustrado refundador moral do capitalismo”. O presidente francês afirmou: “Vejam como está a Espanha depois de sete anos de socialismo”. A França está melhor, mas não fugiu nem da crise, nem de suas consequências, nem dos fabulosos déficits acumulados nos anos Sarkozy, nem tampouco da sanção que consistiu em perder o Triplo A que as agências de classificação de risco outorgam aos maus alunos da carreira liberal.

O segundo eixo da campanha da direita francesa é assustar as pessoas com o dilúvio que cairia sobre a França se a socialdemocracia chegasse à presidência. Sarkozy e seus conselheiros estão correndo atrás das pesquisas de opinião que, invariavelmente, vaticinam uma vitória de François Hollande e perseguem os indecisos – 30% do eleitorado -, os que se abstém – 20% – e os eleitores do centro – 9,5% -, assustadiços e muito adeptos à disciplina fiscal. Os socialistas aparecem retratados como os coveiros da economia, esbanjadores irresponsáveis do dinheiro público, adeptos dos déficits crônicos, gestores obcecados por fazerem os ricos pagarem mais impostos e campeões da assistência social à custa da estabilidade global.

Os males que, segundo o presidente-candidato, esperam a França “no minuto seguinte” à vitória socialista são um catálogo da escatologia
liberal: “Desastre”, “catástrofe”, “crise massiva de confiança”, “ataques contra a zona euro”, “implosão do sistema econômico” francês.

Medo sobre medo. E, ainda assim, a direita francesa governa há dez anos, há uma década o próprio presidente Sarkozy ocupa funções chaves no Executivo e nos últimos cinco anos de seu mandato presidencial acumulou uma coleção de cifras negativas: a França perdeu a sacrossanta Triple A, houve um milhão de desempregados a mais, uma sucessão de déficits impressionantes e um crescimento da dívida pública de 500 bilhões de euros. O liberalismo tem a memória curta e a língua muito longa.

Tradução: Libório Junior

Carta Maior

França: o debate que interessa a toda a esquerda

Em entrevista ao Le Monde esta semana, Daniel Cohn Bendit, o líder rebelado de 1968, hoje um manso deputado verde do parlamento europeu, criticou duramente o programa da Frente de Esquerda na França.

O programa e o candidato tornaram-se a grande novidade da disputa pela sucessão de Sarkozy, que acontece no próximo dia 22. Jean-Luc Mélenchon detém 15% das intenções de voto com um discurso em que tenta erguer pontes entre agendas até aqui solteiras: a radicalização da democracia; o controle público de setores estratégicos, como as finanças e a energia, e, finalmente, a planificação ambiental.

A Frente de Esquerda não surpreende apenas pela ousadia do projeto. Deixou de ser apenas uma referência exclamativa ao lograr a façanha de unir socialistas descontentes com a domesticação da social-democracia pelos mercados , mas também os comunistas do PCF que viviam à deriva desde o desmanche da União Soviética, ao lado de radicais e progressistas de diferentes gêneros e matizes, inclusive os adeptos do ambientalismo político. Uma convergência de envergadura tal que não se viu nem em Maio de 1968.

Em meio ao funeral do Estado do Bem-Estar social europeu, que cede lugar a uma darwiniana luta pela sobrevivência, a ponto de tornar o suicídio uma opção de incidência assustadora em alguns países do euro, o programa da Frente de Esquerda, na França, tem o mérito de devolver à política um sentido de esperança revogado pelo absolutismo dos mercados.

Os comícios de Mélenchon tem sido os maiores e mais vibrantes da campanha francesa.O debate provocado pela sua ascensão extrapola os limites do pleito local para falar à esquerda em geral, inclusive à brasileira e a seu braço hegemônico, o PT.

Cohn Bendit fuzila a intenção de dar organicidade política e coerência macroeconômica a bandeiras que tem evoluído de forma paralela, quando não antagônica, na busca de alternativas às diferentes dimensões da crise mundial, a saber: a desordem dos mercados desregulados; a saturação ambiental das formas de viver e de produzir sob corolário do consumismo predatório e a impotência da democracia representativa para defender a sociedade dos impulsos descontrolados da finança global.

O deputado verde desautoriza a incorporação da agenda ambiental pela Frente de Esquerda. Cohn Bendit acusa Mélenchon de render tributo ao autoritarismo de Chávez , de Castro e dos chineses, ademais de adotar o que trata ironicamente como um discurso requentado da guerra-fria contra “o imperialismo americano”. Para o líder das gigantescas manifestações de Maio de 68 que todavia não impediram a retomada do poder por De Gaulle, a Frente de Esquerda pertence à mesma cepa jacobina e estatista do PCF, é tributária, o seu entender, de uma concepção de poder incompatível com a descentralização econômica e política que constituiria o requisito indispensável a um projeto ambientalmente coerente.

“Que diferença faz se o setor de energia for estatal – como quer Mélenchon, que propõe re-nacionalizar essa área na França – ou comandado pelo setor privado?’, pergunta aquele que há 44 anos era jovialmente conhecido como ‘Dani, Le Rouge’.

É um bom debate. Um debate urgente e necessário sobre o passo seguinte da desordem neoliberal. Um debate sobre o projeto de poder capaz de reordenar a lógica predatória dos livres mercados, a ponto de subordiná-los aos desígnios da uma democracia efetiva.

*Por Saul Leblon

*Carta Maior

O inferno astral da oposição a Dilma

Os partidos oposicionistas estão no meio de um vendaval. E, como a crise é fundamentalmente partidária, também esvazia a força de pressão dos partidos tradicionais aliados ao governo. Quanto maior a base de apoio, mais o governo pode usar da superioridade numérica para dispensar apoios incômodos.

Maria Inês Nassif

O episódio Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), que revelou as relações do senador de oposição com uma rede ligada ao chefe, o bicheiro Carlos Cachoeira, por Nextel, acresceu vantagens a uma situação que já era favorável ao governo Dilma Rousseff. A presidenta foi presenteada com uma conjuntura particulamente boa ao projeto de trazer as relações com os aliados parlamentares para termos mais republicanos.

A eleição de Dilma, sacramentada pelo apoio de um presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que deixava o poder com uma popularidade ímpar, deu a ela uma ampla maioria parlamentar, composta por um arco imenso de apoios partidários atraídos para o seu palanque pela estrela de seu antecessor. Ampla maioria, porém pouco sólida. Contudo, as tentativas de “enquadramento” da presidenta pelos aliados têm falhado, pois o governo tem folga aritmética para jogar mais pesado com parceiros incômodos. Ao longo da reforma ministerial que se arrastou por alguns meses, Dilma conseguiu, enfim, escolher auxiliares entre os quadros dos partidos aliados sem engolir prato feito de indicações, e manter nos ministérios uma estrutura profissional que pode prescidir do ministro, caso ele seja alvejado por denúncias.

O caso Demóstenes reduz, por seu lado, a força de uma oposição que, embora minoritária nos governos Lula, teve uma farta cobertura da mídia tradicional e o apoio de figuras-chave de outras instituições (como Justiça, polícias e bancadas de oposição). Esses atores políticos mantiveram um noticiário ofensivo quase 365 dias por ano e erigiram para a opinião pública um cenário constante de crises. E colheram êxito na construção de factóides que mantiveram o governo petista na defensiva, no plano institucional, por quase todos os oito anos de Lula.

O mais novo escândalo enfraqueceu essa estratégia e reduziu quase a pó a já minoria oposicionista. A crise política envolvendo um dos seus deve eliminar, de fato ou de direito, o DEM do quadro partidário. O partido já havia perdido boa parcela de suas bancadas para o PSD de Gilberto Kassab e terminou de ser demolido com a exposição à execração pública de seu mais midiático integrante. Esquálida, a legenda de Agripino Maia (RN) tem como alternativa apenas a incorporação ao PSDB – o partido que foi criado, em 1987, para ocupar o espaço da social-democracia, terminará o seu percurso inexorável rumo à direita abraçado com ACM Neto.

Quanto mais a oposição encolhe, menos efetiva se torna a pressão dos partidos tradicionais aliados ao governo por mais espaço no governo. A crise política encenada pelos aliados insatisfeitos, que obstruíram votações no Congresso, terminou com pontos a favor de Dilma. Os partidos tradicionais governistas estão insatisfeitos com o estilo da presidenta, mas, sem dúvida, ficar no governo ainda é muito mais vantajoso do que se arriscar num bloco de oposição desacreditado. E, desgaste por desgaste, ele é, sem dúvida, muito maior no Legislativo do que no Executivo, em grande parte porque ele foi estimulado pela própria oposição nos dois mandatos de Lula: com dificuldade de desmoralizar um presidente com alta popularidade, a oposição atacou o governante pelo flanco partidário (tanto o PT como os aliados venais do governo) com representação parlamentar.

A estratégia de bater sem o necessário cuidado de enquadrar todo o Legislativo nas práticas republicanas – lembrando os termos da discussão colocados pelo hoje governador Tarso Genro em 2005, no episódio do chamado mensalão -, inclusive os próprios partidos de oposição, fragilizou a instituição como um todo. Hoje,a crise definitivamente é do Legislativo e dos partidos políticos.

Por estratégia do governo ou falta de estratégia da oposição, os fatos deixaram a presidenta à margem da crise partidária. E, para os próprios partidos aliados, sobrou pouca margem de manobra para pressionar o governo. A iniciativa de Dilma de trazer para a negociação parlamentar os governadores, acenando com a mudança no indexador das dívidas públicas dos Estados, retirou o debate federativo da área de pressão dos partidos políticos. Os governadores são os principais interessados nesse debate – embora o desafogo dos Estados tenha também o efeito de liberar dinheiro desses entes federativos para investimentos, colocando-os na roda dos esforços governamentais para aquecer a economia e atenuar os efeitos da crise internacional.

Em época de eleições, e sem espaço de barganha no Legislativo, os partidos estão dirigindo seus esforços por maiores espaços na coalizão federal para os palanques municipais. São Paulo é o principal alvo dessa briga. Os partidos estão retardando ao máximo os acordos eleitorais com o PT da capital paulista porque esta é a disputa mais valorizada pelo partido de Lula e Dilma. Os acordos eleitorais têm mais importância para o governo e o PT neste momento do que as lides parlamentares. Retardar os entendimentos em São Paulo pode dar mais cacife do que bloquear a pauta de votações do Congresso.

Embora nas eleições municipais a motivação eleitoral seja quase paroquial, os partidos andam nelas mais do que um degrau na definição das coligações federais que ocorrem dois anos depois, nas eleições presidenciais. Esse parece ser o raciocínio do PSB. Hoje, o partido é o único, dentro da base de apoio parlamentar, que tem explicitamente um nome à disposição para voos mais longos, inclusive presidenciais: o governador Eduardo Campos, que aproveitou todas as possibilidades de financiamento federal para dar velocidade ao crescimento de Pernambuco, colocando a agenda desenvolvimentista em paralelo com a agenda social do Bolsa Família. O PSB tem valorizado o seu passe para apoiar o candidato do PT à prefeitura da capital, Fernando Haddad. A reticência do partido em relação a uma aliança com o PT de Lula não traz apenas a digital do diretório do PSB paulista que, contra o grupo da deputada Luiza Erundina, tende mais à José Serra (PSDB) que a Haddad. Traz a digital principalmente de Campos. Com a virada do PSD para Serra, o PSB é o aliado que mais interessa ao PT. O partido de Campos tem uma grande oportunidade de transformar um simples apoio eleitoral em instrumento para aumentar a sua importância no governo Dilma e, em consequência, o seu cacife para voos mais altos em 2014, com a Presidência, se Dilma tiver perdido popularidade até lá, ou a vice, desbancando do lugar o até agora aliado preferencial do governo, o PMDB.

A maré está boa para o Campos: ele tem o que interessa para o governo, que é a possibilidade de apoiar Haddad e livrá-lo do isolamento, e é o único partido à esquerda no quadro partidário em franco crescimento. Pode ser um aliado mais conveniente a um governo de esquerda, ou uma “Terceira via”, se tudo der errado para o governo petista.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.

PREFEITO CASSADO DISTRIBUI BRINDES PARA PROFESSORES E SERÁ CANDIDATO

Estamos a 6 meses das próximas eleições. O atual prefeito cassado da não cidade de Manaus, Amazonino Mendes vem deixando seus seguidores numa grande dúvida. Ser ou não ser candidato.

Nas entrevistas concedidas diz que não será candidato. Que vai aguardar as eleições para governo do Estado em 2014.

Está a procura de um candidato que possa substituí-lo. O galo que já foi prefeito tampão  aparece como cotado.

Com políticos do tipo de Amazonino, José Serra, Demóstenes Torres,   ninguém pode confiar no que dizem. Quem os conhece devem ficar com os dois pés à frente.

Amazonino será candidato a prefeito, pensa em ganhar a eleição e formar vitrine para o pleito de 2014.

Por que fazemos essa afirmação? Pelo conjunto de atitudes que vem tomando nos últimos tempos. Tem demonstrado jogo de interesses na relação  com o funcionalismo municipal concedendo reajustes para algumas categorias que vai de 10 a 100% nos salários, promovendo concursos em várias secretarias, divulgando o que tem feito através de mídias numa campanha pré-eleitoral; autorizando a contratação de mais de 500 agentes de trânsito com salário acima de R$ 1.500.

Além disso, autorizou a SEMED distribuir para os trabalhadores da educação, principalmente professores, uma pasta contendo uma camisa amarela (símbolo da abelinha) e vermelha (homenagem aos petistas my Darling) com o símbolo de seu governo, pincéis, pendrive, caneta, marca texto.

Com isso, dizemos sem dúvida de errar que Amazonino, o prefeito cassado da não cidade de Manaus será candidato e com a distribuição desses brindes, contratação de pessoal sem concurso,  caracteriza compra de votos, marca que motivou sua cassação pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento no pleito passado.

Aos professores cabe um posicionamento: não vestir a camisa cabo eleitoral dele, pois se a educação está do jeito que se apresenta hoje, é conseqüência da falta de políticas responsáveis quando ele foi governador do Estado e prefeito antes do atual mandato.

A educação para Amazonino sempre ficou em último plano tanto é que nos últimos dias o que vem se falando, escrevendo, editando é que nos próximos concursos que a Prefeitura de Manaus irá realizar haverá funcionários com salários superiores de um professor para uma carga horária de 30 horas. Aí está a demonstração de um desrespeito à categoria do magistério. Mas infelizmente ainda há na categoria pessoas que não fazem a distinção de um político comprometido com a educação e um populista que quanto pior melhor para a manutenção dos mesmos nos comandos políticos da cidade e do Estado. E não adianta o Secretário de Administração justificar-se que já encontraram essas diferenças estabelecidas. Sim criadas pelo atual prefeito quando governou a cidade e quando governou o Estado. E tem sim, responsabilidades sobre a real situação.

Amazonino será candidato e virá apoiando um grupo de ex-secretários já fora de seu governo para o cargo de vereadores para lhes darem apoio na Câmara Municipal, pois Manaus como sede da copa do mundo desperta todos os interesses, tanto na Prefeitura como no Governo do Estado, e pessoas como Amazonino, não será um momento desses que o deixará  fora de cena, quando pessoas como ele, sentem-se sempre bem quando “paparicados” e no centro das atenções ocupando um cargo público e tem a mídia para exaltá-los como seres superiores aos demais.

   

    
        

DIA 14 LULA REINICIARÁ SEU ENGAJAMENTO POLÍTICO

Depois de ter sido submetido a um tratamento quimioterápico e radioterápico para extinguir um câncer na laringe e agora está confirmado como curado, o engajado e ativista político Lula, vai reiniciar sua luta compromissada com a democracia brasileira. Luta que nem mesmo a doença o afastou.

O reinicio da luta ocorrera no dia 14 deste mês de abril, mês da morte do inconfidente Tiradentes, no Centro Educacional Unificado (CEU) de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, construído na gestão da então prefeita Martha Suplicy na sua gestão de 2001 a 2004.

O Centro Educacional Unificado é o primeiro de uma cidade governada pelo Partido dos Trabalhadores, e terá 5,2 mil alunos na Vila São Pedro. O centro será batizado com o nome de Regina Rocco Casa, mãe de dona Marisa, companheira de Lula.

A cerimônia de inauguração contará  com as presenças, além de Lula, da senadora Martha Suplicy, o ministro da Educação Eduardo Mercadante e o candidato à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad cuja verba para reforma da escola foi liberada em sua gestão quando ainda era ministro da Educação.

SENADOR DEMÓSTENES, AMIGO DO MAFIOSO, VAI SER EXPULSO DO DEMOCRATA

Os desdobramentos da Operação Mote Carlo realizada pela Polícia Federal que resultou na prisão do mafioso contraventor Carlinhos Cachoeira, mais outros comparsas e envolveu políticos, já surtiu o primeiro efeito prático. O partido dos Democratas, cujo presidente, principal personagem do partido, senador Agripino Maia, também é denunciado em sua terra, Rio Grande do Norte, vai expulsar o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) em razão das fortes denúncias e provas de sua amizade com o contraventor Cachoeira. 

Demóstenes, segundo Agripino, terá uma semana para apresentar sua defesa, tempo de duração do processo de expulsão. Claro que já são favas contadas. O DEM ao conceder tempo para defesa do senador está só fingindo aplicar os estatutos do partido, visto que depois que Demóstenes já foi triturado por seus amigos da mídia venal de mercado, não há como mudar o veredicto. Demóstenes não serve mais nem para sua grande amiga Veja, e sua não menos companheira TV Globo.

“Pela reiterada perda de conduta partidária, nós decidimos abrir um processo de expulsão do senador Demóstenes Torres. Eu diria que dificilmente o partido tomará outra decisão. O incômodo partidário está posto. A Casa, o Senado, está em xeque. A classe política, como um todo, também está. Mas quem mais está em xeque é formulação programática do partido. É a conduta partidária do Democratas, que não convive com a perda do padrão ético ”, encenou Agripino. Demóstenes já está expulso do DEM, Agripino não precisa fingir que está seguindo as regas do partido.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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