Archive for the 'Ditadura' Category

DILMA, AO RECEBER O RELATÓRIO FINAL DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE, NÃO CONSEGUE CONTER AS AFECTOS-ETICIZADOS

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A presidenta Dilma Vana Rousseff, recebeu das mãos do coordenador do colegiado da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, o relatório final que tratou das acusações sobre os agentes públicos que durante a ditadura civil-militar que durou de 1964 a 1985, praticaram atos de exceção como prisões, sequestros, torturas e assassinatos. No todo, o documento contém 4,4 mil páginas, e aponta 434 mortes e desaparecimento durante o regime de exceção. Para o coordenador, as práticas de violências foram realizadas sistematicamente pelos envolvidos na repressão. Como já era de se esperar militares da reserva se opuseram ao documento.

Um momento de intenso afeto foi quando a presidenta recebeu o documento. Dilma, não só por ter sido vítima da ditadura quando foi presa e torturada quando era uma adolescente, mas pela sua grandeza de ser humano que concebe e vive um espírito ético, não suportou a subjetividade do momento e chorou. Chorou de uma forma tão contagiante que várias vezes teve que parar seu discurso.

“Nós que acreditamos na verdade, esperamos que esse relatório contribua para que fantasmas de um passado doloroso e triste não possam mais se proteger nas sombras do silêncio e da omissão.

Sobretudo merecem a verdade aqueles que perderam familiares e parentes e que continuam sofrendo como se eles morrem de novo e sempre a cada dia.

O Estado brasileiro vai se debruçar sobre o relatório, olhar as recomendações e propostas e tirar as consequências necessárias. Agradeço aos órgãos que colaboraram com as investigações da comissão e aos homens e mulheres livres que relataram a verdade para a comissão.

Presto homenagem e manifesto caloroso agradecimento aos familiares dos mortos e desaparecidos, aqueles que com determinação, coragem, generosidade, aceitaram contar suas histórias e histórias de parentes, amigos, companheiros que viveram tempo de dor, morte e sofrimento.

Com a criação desta comissão, o Brasil demonstrou a importância do conhecimento deste período para não mais deixa-lo se repetir. Conhecer a história é condição imprescindível para construí-la melhor. Conhecer a verdade não significa reagir, não deve ser motivo para ódio. A verdade liberta daquilo que permaneceu oculto”, discursou a ilustre estadista, Dilma Vana Rousseff.939959-comissao%20da%20verdade-4

Há na finalização do documento da Comissão Nacional da Verdade, dois portentosos significados políticos-históricos. Um, o óbvio, o fato do documento, ter sido elaborado e entregue à memória do Brasil. Outro, o inesperado, o fato de que quando da tentativa da criação CNV, houve grande posição pessimista pelos motivos que se reconhece, mas que não foi capaz de impedir sua criação. As posições contrárias não vieram apenas dos que se achavam atingidos, mas, também, de personagens que se tomam como democratas. E, também, como era esperado, de grande parte das direitas.939960-comissao%20da%20verdade-5

Apenas uma observação na máxima dita por Dilma no final de seu discurso. “A verdade liberta daquilo que permaneceu oculto”. Uma força aos psicanalistas que chamam de cura a manifestação do que se encontrava oculto como elemento traumático. A verdade é o que foi censurado no sujeito reprimido que teve que recorrer ao sintoma. Mas ninguém pode se sentir livre e produtivo sob a força do sintoma.

E tem mais uma máxima psicanalista proferida por Dilma. “Conhecer a história é condição imprescindível para construí-la melhor”. Conhecer seu passado e historicizá-lo como potência produtiva do futuro. Sem escravismo-neurótico e nem psicótico, mas como sujeito-histórico que se move em seu objeto de desejo produção-coletiva.

RELATÓRIO FINAL DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE É ENTREGUE E RESPONSABILIZA MAIS 300 PERSONAGENS ATÉ EX-PRESIDENTES

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O relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), depois de dois anos trabalhando sobre documentos e depoimentos de vítimas e parentes de vítimas que foram presos, torturados e assassinados no período da ditadura civil-militar entre os anos de 1964 e 1985, e também depoimentos de alguns agentes que participaram da repressão, foi entregue à presidenta Dilma Vana Rousseff.

O relatório em suas 4,4 mil páginas além de apresentar todos os elementos colhidos, afirma que mais 300 personagens participaram dos atos de violências e arbitrariedades. Entre esses personagens estão militares, agentes do Estado e até ex-presidentes da República.

“Essa comprovação decorreu da apuração dos fatos que estão detalhadamente descritos no relatório, nos quais estão perfeitamente configurada a prática sistemática de detenções ilegais e arbitrárias e de tortura, assim como o cometimento de execuções, desparecimentos forçados e ocultação de cadáveres por agentes do Estado brasileiro.

As violações registradas foram resultantes de ação generalizada e sistemática do Estado brasileiro. A repressão foi usada como política de Estado, concebida e implementada a partir de decisões emanadas da Presidência da República e dos ministérios militares.

A prática de detenções ilegais e arbitrárias, tortura, desaparecimentos forçados e mesmo de ocultação de cadáveres não é estranha à realidade brasileira contemporânea”, diz trechos do relatório.

Outro ponto que mostra o documento é referente à Lei da Anistia, pois trata-se de “crimes contra a humanidade imprescritíveis e não passíveis de anistia”.

“Seria incompatível com o direito brasileiro e a ordem jurídica internacional, pois tais ilícitos, dadas a escala e a sistematicidade com que foram cometidos, constituem crimes contra a humanidade imprescritíveis e não passíveis de anistia”. 

PORTAL MEMÓRIAS DA DITADURA É LANÇADO PELA SECRETARIA ESPECIAL DE DIREITOS HUMANOS

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Documentos, depoimentos, censuras, movimentos de resistência, violação dos direitos humanos, produções culturais, imagens e documentários são alguns corpus-políticos que compõe o Portal Interativo Memorias da Ditadura lançado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, produzido pelo Instituto Wladimir Herzog.

Trata-se de um corpus-virtual que está disposto a todos que pretenderem realizar estudos e pesquisas sobre o período tenebroso em que o Brasil passou sob a força opressiva da ditadura civil-militar que durou entre os anos de 1964 e 1985. Período de predomínio da violência institucionalizada também conhecido como Anos de Chumbo.

O portal apresenta 50 depoimentos de pessoas que falam de suas vivências durante a ditadura e suas concepções sobre o período cruel que viveram. Tem também biografias de pessoas atuantes no momento, mapas com links de conteúdo produzidos em códigos abertos WordPress que pode ser acessado por tablet, computador, celular e acessibilidade à pessoa com dificuldade física.

O portal tem um espaço-virtual exclusivo para professores. Nesse espaço-virtual os professores encontrarão planos de aula, material didático. Paulo Paim, ministro da Educação afirmou que o portal será divulgado nas escolas para estimular o acesso e uso dos professores.

Durante o lançamento do portal, a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, falou sobre a importância do site e comentou sobre s perseguição, prisão e tortura durante o tempo em que ficou sob a força do regime ditatorial.

“Não podemos deixar que o passado caia no esquecimento. Precisamos lembrar sempre do que aconteceu e colocar nossa lente do futuro para que isso jamais se repita.

Vai ser de muita valia para o sistema educacional brasileiro, e para toda a sociedade, para que tenhamos a memória viva de tudo que ocorreu naditadura militar”, comentou a ministra.

Já a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos, disse que o portal foi criado no momento oportuno para que aqueles que desconhecem a ditadura possam  conhecê-la.

“Temos uma parcela da população que advoga essa tese e, por isso, precisamos dar os instrumentos para que aqueles que não têm a informação saibam o significado de uma ditadura, para que isso nunca mais aconteça no país”, observou a ministra.

 Acesse o site: http://www.memoriasdaditadura.org.br

CRIANÇA SEQUESTRADO PELA DITADURA ARGENTINA E QUE TEVE A MÃE ASSASSINADA APARECE E LEVA À AVÓ, EXCLAMAR: “OS PORTA-RETRATOS JÁ NÃO ESTÃO MAIS VAZIOS”

A ditadura argentina que perdurou entre os anos de 1976 a 1983, prendeu, torturou e assassinou tanto quem protestava contra os militares como também inocentes. Foram milhares de pessoas presas arbitrariamente. Foi a ditadura mais perversa dos últimos anos. Apesar de se saber que toda ditadura é perversa, visto que o afeto de solidariedade, que é humana, é desviada e substituída pelo ódio como forma de sublimação. Todo ditador é alguém que não atingiu em si o sentido ontológico do humano.

Em sua perversidade a ditadura argentina desenvolveu uma prática das mais terríveis contra os prisioneiros. As mulheres que eram aprisionadas e estavam grávidas, depois do parto tinham seus filhos sequestrados e, a maioria, era entregue para famílias de militares ou amigos dos ditadores que os criavam como filhos. Esse caso encontra-se amplamente disseminado na literatura, no teatro, no cinema e na música. Com os filhos e os netos desaparecidos, milhares de mulheres argentinas, mães e avós, criaram o movimento de procura de seus parentes e se reuniam na Praça de Maio e passaram a ser conhecidas como As Mães e as Avós da Praça de Maio. Há quarenta anos elas cultuam essa luta épica.

Estela Carlotto, presidenta do movimento Avós da Praça de Maio, há 36 anos passados teve a filha Laura Carlotto, presa e assassinada pelas forças sádicas repressivas. No momento de sua prisão, Laura, estava grávida e foi torturada e assassinada.

Envolvido pela subjetividade da ditadura, o pianista Guido, compôs a música Pela Memória em homenagem às vítimas da repressão. Como era carregado pela angústia de sua origem, um dia, como um Édipo que procura sua identidade, ele resolveu ir até a Praça de Maio e se submeter ao exame de sangue para ver se tinha alguma relação com as vítimas da repressão. Logo sua angustia identificatória desapareceu: o exame mostrou que ele é filho de Laura.

Mas a decisão de ir até a Praça de Maio para realizar o exame Guido tomou no momento em que viu nos meios de comunicação da Argentina a campanha realizada nas vésperas da Copa, para que quem tivesse dúvidas sobre sua origem, procurasse as mães e avós da Praça de Maio desencadeada pelos jogadores Messi e Mascherano. Uma demonstração de quanto os jogadores argentinos tem educação política, ao contrário dos nossos jogadores alienados modelitos.

“Os porta-retratos já não estão mais vazios. Tem um rosto, eu vi. Ele é um bom rapaz”, disse a avó Estela Carlotto.

Mas a luta continua, como diz o povo. São mais de 300 crianças que a ditadura realizou o desaparecimento.

ESCRITOR BERNARDO KUSCINSKI, PARTICIPANTE DA FLIP, DIZ QUE A DITADURA HOJE É PRATICADA PELA MÍDIA

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Alguns meses passados se viu no país uma verdadeira exposição da força da força opressiva da mídia dominante. O julgamento da Ação Penal 470. Como se tratava de alguns membros do Partido dos Trabalhadores (PT) como réus, a mídia dominante, porta-voz da burguesia predadora, aproveitou e transformou um ato jurídico em um espetáculo de total execração pública dos réus e heroicização do presidente do Supremo Tribunal Federal (TSE), ministro Joaquim Barbosa, condutor do julgamento. Um papel que fantasiosamente ele aceitou e hoje, fora do TSE, sente o peso de ter se submetido à ditadura midiática.925465-debate_%20flip__abr1381

Essa ditadura midiática que é exercida cotidianamente no país tem como objetivo fundamental atacar o governo federal e criar, ao mesmo tempo, uma opinião de há censura à imprensa. Principalmente quando algumas entidade de comunicação menores, relatam esta ditadura. Quando o relato ocorre, logo se manifestam os principais sujeitos de enunciado midiático opressivo: jornais Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, as revistas Veja, Época e Organizações Globo, entre outras congêneres. Em tempo de eleição ficam bem definidas essas posições reacionárias desses veículos ditatoriais.925462-%20flip__abr0920

925461-%20flip__abr0788“Substituíram a ditadura militar pela ditadura midiática, a dominação pelo consenso”, afirmou o escritor Bernardo Kuscinski, ao participara da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip). Bernardo teve sua irmã e cunhado presos, torturados e assassinados pela ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

COMISSÃO DA VERDADE DIVULGA FOTO DE MILITAR NO LOCAL ONDE A ESTILISTA ZUZU ENGEL MORREU

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A estilista Zuzu Angel, mãe de Stuart Angel, assassinado pela repressão no ano de 1971, aos 25 anos, foi morta em acidente de carro, em 14 de abril de 1976. No dia 23, nessa quarta-feira passada, o ex-delegado do DEOP, Cláudio Guerra, afirmou para a Comissão Nacional da Verdade que o coronel Freddie Perdigão, que morreu em 1998, foi o responsável pelo acidente que mato a estilista.

“Um dia ele me disse que havia planejado simular o acidente dela e estava preocupado, pois achava que havia sido fotografado na cena do crime pela perícia”, afirmou Guerra aos integrantes da comissão Pedro Dallari, coordenador, José Carlos Dias e Paulo Sérgio Pinheiro.  

Ontem, dia 25, a Comissão Nacional da Verdade divulgou a foto do acidente onde aparece o coronel Perdigão. Ele é o que se encontra marcado por um círculo na foto.

Zuzu Angel passou parte de sua vida querendo saber qual o paradeiro dado pelos militares ao seu filho. Foi uma luta incansável que passou a ser conhecida por grande parte da sociedade brasileira. Uma situação tão comovente que os músicos Chcio Buarque e Miltinho do MPB$ compuseram em sua homenagem a obra, Angélica.

“Quem é essa mulher

Que canta esse estribilho

Só queria embalar meu filho

Que mora na escuridão do mar”.

AGENTE DA DITADURA QUE CONFESSOU TER TORTURADO E MORTO PRESOS POLÍTICOS, AUXILIOU A DITADURA ARGENTINA

A Comissão Nacional da Verdade divulgou que o coronel do Exército, Paulo Malhães, participou como agente colaborador da ditadura argentina. O agente prestou dois depoimentos à comissão. Um no dia 18 de fevereiro e o segundo, no dia 25 de março. Um mês depois ele foi assassinado em seu sítio. Um crime que para a polícia do Rio de Janeiro se reduziu a um assalto comum, mas que para o presidente da Comissão da Verdade, Wadih Damous, foi queima de arquivo. Paulo Mlhães confessou que havia torturado e assassinado presos políticos. Além, de afirmar que participou da operação em que foram desenterrados os restos mortais do deputado Rubens Paiva. Durante o depoimento confessou que foi um dos autores da Casa da Morte, em Petrópolis, onde eram torturados e assassinados presos políticos.

“Descobri que tinha uma porção de argentinos voando, dentro do Rio de Janeiro, aproveitando a vida no Rio de Janeiro. Uns exilados políticos pela ONU, outros não. Aí, eu mandei fotografar todo mundo. ‘Eu quero que vocês saiam, tirem foto de todo mundo. Eu quero esses caras todos fotografados. Eu não sei quem eles são, não quero que vocês saibam quem eles são. Eu só quero fotografia deles’. Aí foi tirada a fotografia deles todos.

Fiquei famosíssimo na Argentina. Por causa disso, me deram medalha da Argentina”, disse o agente da repressão.

Ele ainda afirmou que era amigo do presidente Garrastazu Médici que reprimiu o país entre os anos de 1969 e 1974. O período em mais pessoas foram presas, torturadas e desaparecidas. De acordo com suas declarações Médici o tratava com intimidade para resolver algumas situações.

“Médici, mandava me chamar. Eu ia lá no palácio. Já almocei do lado dele. Ele perguntava: ‘E aí’. Eu dizia: ‘O senhor quer que eu resolva? Eu resolvo’. ‘Então, está, Malhães, resolve’”, confessou o agente.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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