Archive for the 'Ditadura' Category

CRIANÇA SEQUESTRADO PELA DITADURA ARGENTINA E QUE TEVE A MÃE ASSASSINADA APARECE E LEVA À AVÓ, EXCLAMAR: “OS PORTA-RETRATOS JÁ NÃO ESTÃO MAIS VAZIOS”

A ditadura argentina que perdurou entre os anos de 1976 a 1983, prendeu, torturou e assassinou tanto quem protestava contra os militares como também inocentes. Foram milhares de pessoas presas arbitrariamente. Foi a ditadura mais perversa dos últimos anos. Apesar de se saber que toda ditadura é perversa, visto que o afeto de solidariedade, que é humana, é desviada e substituída pelo ódio como forma de sublimação. Todo ditador é alguém que não atingiu em si o sentido ontológico do humano.

Em sua perversidade a ditadura argentina desenvolveu uma prática das mais terríveis contra os prisioneiros. As mulheres que eram aprisionadas e estavam grávidas, depois do parto tinham seus filhos sequestrados e, a maioria, era entregue para famílias de militares ou amigos dos ditadores que os criavam como filhos. Esse caso encontra-se amplamente disseminado na literatura, no teatro, no cinema e na música. Com os filhos e os netos desaparecidos, milhares de mulheres argentinas, mães e avós, criaram o movimento de procura de seus parentes e se reuniam na Praça de Maio e passaram a ser conhecidas como As Mães e as Avós da Praça de Maio. Há quarenta anos elas cultuam essa luta épica.

Estela Carlotto, presidenta do movimento Avós da Praça de Maio, há 36 anos passados teve a filha Laura Carlotto, presa e assassinada pelas forças sádicas repressivas. No momento de sua prisão, Laura, estava grávida e foi torturada e assassinada.

Envolvido pela subjetividade da ditadura, o pianista Guido, compôs a música Pela Memória em homenagem às vítimas da repressão. Como era carregado pela angústia de sua origem, um dia, como um Édipo que procura sua identidade, ele resolveu ir até a Praça de Maio e se submeter ao exame de sangue para ver se tinha alguma relação com as vítimas da repressão. Logo sua angustia identificatória desapareceu: o exame mostrou que ele é filho de Laura.

Mas a decisão de ir até a Praça de Maio para realizar o exame Guido tomou no momento em que viu nos meios de comunicação da Argentina a campanha realizada nas vésperas da Copa, para que quem tivesse dúvidas sobre sua origem, procurasse as mães e avós da Praça de Maio desencadeada pelos jogadores Messi e Mascherano. Uma demonstração de quanto os jogadores argentinos tem educação política, ao contrário dos nossos jogadores alienados modelitos.

“Os porta-retratos já não estão mais vazios. Tem um rosto, eu vi. Ele é um bom rapaz”, disse a avó Estela Carlotto.

Mas a luta continua, como diz o povo. São mais de 300 crianças que a ditadura realizou o desaparecimento.

ESCRITOR BERNARDO KUSCINSKI, PARTICIPANTE DA FLIP, DIZ QUE A DITADURA HOJE É PRATICADA PELA MÍDIA

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Alguns meses passados se viu no país uma verdadeira exposição da força da força opressiva da mídia dominante. O julgamento da Ação Penal 470. Como se tratava de alguns membros do Partido dos Trabalhadores (PT) como réus, a mídia dominante, porta-voz da burguesia predadora, aproveitou e transformou um ato jurídico em um espetáculo de total execração pública dos réus e heroicização do presidente do Supremo Tribunal Federal (TSE), ministro Joaquim Barbosa, condutor do julgamento. Um papel que fantasiosamente ele aceitou e hoje, fora do TSE, sente o peso de ter se submetido à ditadura midiática.925465-debate_%20flip__abr1381

Essa ditadura midiática que é exercida cotidianamente no país tem como objetivo fundamental atacar o governo federal e criar, ao mesmo tempo, uma opinião de há censura à imprensa. Principalmente quando algumas entidade de comunicação menores, relatam esta ditadura. Quando o relato ocorre, logo se manifestam os principais sujeitos de enunciado midiático opressivo: jornais Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, as revistas Veja, Época e Organizações Globo, entre outras congêneres. Em tempo de eleição ficam bem definidas essas posições reacionárias desses veículos ditatoriais.925462-%20flip__abr0920

925461-%20flip__abr0788“Substituíram a ditadura militar pela ditadura midiática, a dominação pelo consenso”, afirmou o escritor Bernardo Kuscinski, ao participara da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip). Bernardo teve sua irmã e cunhado presos, torturados e assassinados pela ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

COMISSÃO DA VERDADE DIVULGA FOTO DE MILITAR NO LOCAL ONDE A ESTILISTA ZUZU ENGEL MORREU

ditadura

A estilista Zuzu Angel, mãe de Stuart Angel, assassinado pela repressão no ano de 1971, aos 25 anos, foi morta em acidente de carro, em 14 de abril de 1976. No dia 23, nessa quarta-feira passada, o ex-delegado do DEOP, Cláudio Guerra, afirmou para a Comissão Nacional da Verdade que o coronel Freddie Perdigão, que morreu em 1998, foi o responsável pelo acidente que mato a estilista.

“Um dia ele me disse que havia planejado simular o acidente dela e estava preocupado, pois achava que havia sido fotografado na cena do crime pela perícia”, afirmou Guerra aos integrantes da comissão Pedro Dallari, coordenador, José Carlos Dias e Paulo Sérgio Pinheiro.  

Ontem, dia 25, a Comissão Nacional da Verdade divulgou a foto do acidente onde aparece o coronel Perdigão. Ele é o que se encontra marcado por um círculo na foto.

Zuzu Angel passou parte de sua vida querendo saber qual o paradeiro dado pelos militares ao seu filho. Foi uma luta incansável que passou a ser conhecida por grande parte da sociedade brasileira. Uma situação tão comovente que os músicos Chcio Buarque e Miltinho do MPB$ compuseram em sua homenagem a obra, Angélica.

“Quem é essa mulher

Que canta esse estribilho

Só queria embalar meu filho

Que mora na escuridão do mar”.

AGENTE DA DITADURA QUE CONFESSOU TER TORTURADO E MORTO PRESOS POLÍTICOS, AUXILIOU A DITADURA ARGENTINA

A Comissão Nacional da Verdade divulgou que o coronel do Exército, Paulo Malhães, participou como agente colaborador da ditadura argentina. O agente prestou dois depoimentos à comissão. Um no dia 18 de fevereiro e o segundo, no dia 25 de março. Um mês depois ele foi assassinado em seu sítio. Um crime que para a polícia do Rio de Janeiro se reduziu a um assalto comum, mas que para o presidente da Comissão da Verdade, Wadih Damous, foi queima de arquivo. Paulo Mlhães confessou que havia torturado e assassinado presos políticos. Além, de afirmar que participou da operação em que foram desenterrados os restos mortais do deputado Rubens Paiva. Durante o depoimento confessou que foi um dos autores da Casa da Morte, em Petrópolis, onde eram torturados e assassinados presos políticos.

“Descobri que tinha uma porção de argentinos voando, dentro do Rio de Janeiro, aproveitando a vida no Rio de Janeiro. Uns exilados políticos pela ONU, outros não. Aí, eu mandei fotografar todo mundo. ‘Eu quero que vocês saiam, tirem foto de todo mundo. Eu quero esses caras todos fotografados. Eu não sei quem eles são, não quero que vocês saibam quem eles são. Eu só quero fotografia deles’. Aí foi tirada a fotografia deles todos.

Fiquei famosíssimo na Argentina. Por causa disso, me deram medalha da Argentina”, disse o agente da repressão.

Ele ainda afirmou que era amigo do presidente Garrastazu Médici que reprimiu o país entre os anos de 1969 e 1974. O período em mais pessoas foram presas, torturadas e desaparecidas. De acordo com suas declarações Médici o tratava com intimidade para resolver algumas situações.

“Médici, mandava me chamar. Eu ia lá no palácio. Já almocei do lado dele. Ele perguntava: ‘E aí’. Eu dizia: ‘O senhor quer que eu resolva? Eu resolvo’. ‘Então, está, Malhães, resolve’”, confessou o agente.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO CRIA CAMPANHA PARA TIRAR NOMES DE PERSONAGENS DA DITADURA EM ESCOLAS

São mais ou menos mil escolas cujos nomes têm referências diretas a personagens, datas e fatos ligados à ditadura militar que tomou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985 quando sequestrou, prendeu, torturou e assassinou oponentes do regime.

Observando que os prédios públicos e, principalmente, as escolas da rede estadual e municipal são órgãos que expressão a democracia, visto que suas funções estão ligadas diretamente a satisfação do bem-comum, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) criou uma campanha para abrir um debate nacional sobre a retirada das escolas os nomes daqueles personagens que representaram a ditadura.

Em São Paulo, o debate já se encontra em concretização. Duas escolas públicas que têm nomes ligados às ditaduras, uma em Diadema, Escola Senador Filinto Muller, outra em Bauru, Escola Ajair Romeu, são parte do projeto do deputado Adriano Diogo (PT). Filinto Muller era um personagem sem escrúpulo. Serviu com denodo a ditadura Vargas e foi seu chefe da Polícia Política. Foi um torturado conhecido. De todos seus feitos indignos, um marcou profundamente: entregou Olga Benário, mulher de Carlos Prestes, aos nazistas. Ajair Romeu, médico torturador que atuava no Instituto Médico Legal que tem seu nome. Mas a Comissão acional da Verdade tem objetivo de mudar o nome que ofende a honra e a memória da comunidade.

“O Filinto Muller foi o cara que entregou a mulher do Prestes, Olga Benário, para os campos de concentração, onde ela foi assassinada”, disse o deputado.

As escolas devem promover debates, principalmente, com os estudantes para que eles possam saber quem foram esses personagens cujos nomes são de suas escolas. E depois, muda-los, disse o presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão.

“As crianças de hoje nem sabem o que foi o golpe de 64 e precisam saber, para que não se repita isso no nosso país”, disse o presidente.

Alguns estudantes que foram entrevistados concordam com o ato de mudar os nomes das escolas que tecem homenagens aos personagens que serviram à ditadura.

Veja o vídeo e compare com sua opinião.

O CORONEL PAULO MALHÃES, AGENTE DO CIE, QUE DISSE NA CNV QUE MATOU “QUANTOS FORAM NECESSÁRIOS”, FOI ENCONTRADO MORTO

No dia 25 de março, coronel da reserva Paulo Malhães, 76 anos, ex-agente do Centro de Informação do Exército (CIE), depôs na Comissão Nacional da Verdade (CNV) acusado de torturas e assassinatos de presos que contestavam a ditadura civil-militar implantada no Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

Durante seu depoimento, entre tantas esquivas e sentido de dever cumprido, ela afirmou que matou “quantos foram necessários”. Ele atuava na pavorosa Casa da Morte, onde foram torturados e assassinados vários combatentes, em Petrópolis, que era mantida com verbas do Exército, segundo ele. Embora tenha revelado alguns detalhes das operações dos agentes repressores, para CNV foi um depoimento que pouco contribuiu para os esclarecimentos que se propõe essa comissão.

Ontem, dia 25, ele foi encontrado morto no lugar onde morava, em um sítio, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. De acordo com a edição do jornal Extra, três indivíduos invadiram sua casa e mantiveram refém das 13h às 22 horas, do dia 24. O relato foi feito por investigadores da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense. Mas, segundo a viúva, foram quatro homens que invadiram o sítio e levaram as armas que o ex-agente do CIE colecionava. Ainda segundo ela, um dos quatro homens tinha o rosto coberto.

“A princípio, ele foi morto por asfixia. O corpo estava deitado no chão do quarto, de bruços, com o rosto prensado a um travesseiro. Ao que tudo indica ele foi morto com a obstrução das vias aéreas”, disse o delegado Fábio Salvadoretti.

Mas, em seu blog, se opondo a posição do delegado, o coronel Brilhante Ustra, que é tido como torturador e assassino de presos políticos, afirmou que Paulo Malhães fora assassinado por quatro tiros desfechados por quatro pessoas. O que prova que Ustra continua sabendo mais que outros, e, no caso, mais o que o delegado não sabe.

Para o presidente da Comissão da Verdade no Rio de Janeiro, Wadih Damous pode éter sido queima de arquivo. O coronel tinha medo de ser assassinado depois que depôs na CNV e revelou fatos que implicavam outros participantes da repressão.

“Qualquer profissional ligado à investigação vai trabalhar com essa hipótese. Pode éter sido assalto, mas fica difícil acreditar nisso uma vez que ele foi morto por asfixia quando andava de cadeira de rodas. É uma morte extremamente suspeita”, disse Wadih.

REALIZAÇÃO DO MEMORIAL DA LIBERDADE COMO HOMENAGEM A JOÃO GOULART É A NOVA BATALHA DE SUA FAMÍLIA

Depois da batalha para conseguir a exumação do corpo do ex-presidente João Goulart, deposto do poder pelas forças ditatórias que se apossaram do país entre os anos de 1964 e 1985, para mostrar que ele havia sido assassinado por obra da Operação Condor, a família do ex-presidente tem nova batalha: a realização do Memorial da Liberdade que foi concebido para prestar-lhe homenagem.

O Memorial da Liberdade é de criação do famoso e engajado arquiteto Oscar Niemeyer que também é o autor do Memorial JK instalado no Eixo Monumental, em Brasília, local onde a família de Jango pretende que também seja erguido o símbolo de luta de seu insigne parente.

Segundo João Vicente, filho de Jango, o Memorial da Liberdade foi a última obra de Niemeyer. Para lembrar da traição cometida pelas forças reacionárias, no memorial estará inscrito 1964.

“Foi o último trabalho do professor Oscar Niemeyer. Na cúpula terá uma seta vermelha indicando a inscrição 1964, para que Brasília saiba que naquele ano houve uma ruptura institucional”, disse Vicente.

Durante as conversações foi lembrado o enunciado de Niemeyer sobre sua obra indicada a João Goulart.

“Quem conhece a história de João Goulart, sabe como ele foi violentamente afastado do cargo com o golpe militar de 1964, que durante vinte anos pesou sobre nosso país. E isso que procurei marcar na minha arquitetura, da forma mais clara, com uma grande flecha vermelha a atingir a cúpula projetada. Dentro do amplo salão de exposições seriam explicadas ao público as razões desse deplorável acontecimento, as pressões do governo norte-americano que o reacionarismo de direita naquela época procurava atender”, disse Niemeyer. 

Em razão dos andamentos para realização do projeto, a família Goulart acredita que ainda este ano a pedra fundamental seja lançada. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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