Arquivo para a categoria 'Devir-Negro'

DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA LATINO-AMERICANA TEM COMEMORAÇÃO INICIADA HOJE

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana, cuja realização é dia 25 de julho, teve o início de sua comemoração hoje. O evento, que contará com conferências, desfiles de moda, gastronomia e shows, começa com o Festival da Cor da Raça, Nação Mulher, no Centro Cultural Ação Cidadania, no Rio de Janeiro.

Segundo Luciana Pereira, uma das organizadoras das comemorações, o que as mulheres estão fazendo é aproveitar a decisão da Organização da Nações Unidas (ONU), que estabeleceu o Dia Internacional dos Afrodescendentes para movimentar as questões das mulheres negras na América Latina, com suas lutas, resistências, e contribuições para a cultura latino-americana, que “mesmo oprimidas elas superam barreiras com garra e educação”.

Abrindo o ciclo de palestras, a professora e dermatologista Magali da Silva Almeida, coordenadora do Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-Americanos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, apresentará, para discussão, o tema Repensando o Negro Olhar e Diversidade. Além de junto com mais duas médicas, uma gastroenterologista e a outra ginecologista, apresentar uma exposição sobre saúde, mostrando e explicando quais as principais doenças que atingem a população negra, sem deixar de comentar sobre o preconceito na rede de saúde.

Na agenda cultural dos shows, hoje tem o grupo Revelação, amanhã, dia 22, tem Alcione, baile de black music, no sábado, e no domingo, a imperdível talentosa Nilze Carvalho. Na parte das comilanças os presentes, vão conhecer a herança da gastrofilia africana através do sabor e talento da Tia Surica, da Velha Guarda da Portela, que exporá sua tradicional feijoada, que tem íntima gastronomia com a feijoada da Vicentina, tão cantada por Pulinho da Vila e Lecy Brandão.

Grande jogada e sacada do movimento das mulheres negras, que com suas potências de agir criam novas enunciações de subjetivação que escapa da subjetividade laminadora da semiótica capitalística branca.

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Anastácia, a construção da liberdade continua.

Negro é a raiz da liberdade”, cantaram Nilze Carvalho e Sururu na Roda, trecho da música Sorriso Negro, que contagiou a plateia ao se iniciarem as festividades, depois das cerimônias de abertura da Semana da Consciência Negra, caracterizada pela símbolo de luta, realizada no Palácio da Cidade no Rio de Janeiro, que contou com a presença do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.

Quero lembrar aqueles que começaram essa discussão, na década de trinta, derrubando o mito da igualdade racial no Brasil e apontando a invisibilidade e a exclusão da população negra. A desigualdade vem desde a Abolição da Escravatura, sem que os negros tivessem acesso à terra, ao trabalho e à educação”, discursou entusiasmado o ministro Edson Santos. O ministro lembrou também que 46% dos jovens negros vítimas de mortes não naturais são assassinados. Lembrou ainda que o dia 20, Dia de Zumbi – projeto de sua autoria quando vereador -, que é comemorado como feriado em mais de 700 cidades, é “dia de reflexão sobre a inclusão social, e não dia de descanso”.

Por sua vez, a secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, representando o governador Sérgio Cabral, depois de enaltecer a política de elevação da dignidade negra desempenhada pelo governo atual como fator de vanguarda na causa negra, disse: “A cidade do Rio de Janeiro não tem medo nem temor de travar essa discussão. O estado do Rio de Janeiro implementa uma política de igualdade racial com cidadania, em parceria com a prefeitura e com o governo federal”.

Por seu lado, Paulo Roberto dos Santos, presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro, no mesmo entendimento de Bendita sobre a política do Negro no estado, lembrou que além da criação do Dia do Zumbi e da Consciência Negra, o estado do Rio de Janeiro criou também a Lei estabelecendo o Candomblé como patrimônio imaterial da cultura e do povo fluminense. Falando sobre a luta contra a segregação racial, disse: “Nelson Mandela acreditou na luta, Martin Luther King disse I have a dream (Eu tenho um sonho), Barack Obama disse We can (Nós podemos). Esta é a nossa luta, pelo fim da segregação, pela adoção do sistema de cotas em todo o país”.

Em total comunhão com a festa negra, Denny Glover, ator norte-americano, fez entusiasmado discurso com ênfase ao sucesso do Brasil no contexto internacional.

O Brasil das grandes possibilidades é o lugar ideal para as mudanças que perseguimos. Nenhuma mentira dura para sempre, e nossa jornada é longa porque o que queremos é importante. A igualdade racial está nos lábios de todos ao redor do mundo, a discussão vem de baixo para cima, todos somos essenciais para essa mudança de paradigma, de como nós pensamos nós mesmos.”

No mais, foi só festa e confirmação da negritude como ontologia da liberdade, como disse o filósofo Sartre.

INDEFERIDA NO STF LIMINAR DO DEM-PFL CONTRA AS COTAS RACIAIS DA UnB

Presidente do STF indefere liminar requerida pelo DEM contra cotas raciais da UnB

Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, indeferiu, nesta sexta-feira (31), pedido de liminar formulado pelo partido Democratas (DEM) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 186, em que contesta as cotas raciais de 20% para negros, instituída pela Universidade de Brasília em seus concursos vestibulares.

Antes de decidir, o ministro Gilmar Mendes havia solicitado pareceres da Procuradoria Geral da República (PGR) e da Advocacia Geral da União (AGU). Ambas se manifestaram contra a concessão da liminar e pela constitucionalidade dos atos administrativos praticados pela UnB, que a tornaram a primeira instituição de ensino superior federal a adotar o sistema de cotas raciais.

Decisão

Em sua decisão, o presidente do STF sugere que ações afirmativas, como as cotas raciais, deveriam ser limitadas no tempo e diz acreditar que “a exclusão no acesso às universidades públicas é determinada pela condição financeira”.

Observa que “nesse ponto, parece não haver distinção entre ‘brancos’ e ‘negros’, mas entre ricos e pobres”. Com base nesse raciocínio, questiona se “a adoção do critério da renda não seria mais adequada para a democratização do acesso ao ensino superior no Brasil”, reportando-se à “Síntese de Indicadores Sociais 2006”, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segundo a qual o “critério de pertencimento étnico-racial é altamente determinante no processo de diferenciação e exclusão social”.

Os dados do levantamento indicam, também, que a taxa de analfabetismo de negros (14,6%) e de pardos (15,6%) continua sendo, em 2005, mais que o dobro que a de brancos (7,0 %).

O ministro ressalta que “o tema não pode deixar de ser abordado desde uma reflexão mais aprofundada sobre o conceito do que chamamos de ‘raça’. Nunca é demais esclarecer que a ciência contemporânea, por meio de pesquisas genéticas, comprovou a inexistência de ‘raças’ humanas. Os estudos do genoma humano comprovam a existência de uma única espécie dividida em bilhões de indivíduos únicos”.

Gilmar Mendes admite que a questão é polêmica, mas pondera que o Plenário do STF deverá pronunciar-se, em momento oportuno, sobre o inteiro teor do pedido de medida cautelar e o cabimento da ação, bem como sobre a eventual possibilidade de seu conhecimento como Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), em razão da peculiar natureza jurídica de seu objeto.

O ministro afirma que o questionamento feito pelo Partido Democratas “é de suma importância para o fortalecimento da democracia no Brasil”. Ainda segundo ele, “as questões e dúvidas levantadas são muito sérias, estão ligadas à identidade nacional, envolvem o próprio conceito que o brasileiro tem de si mesmo e demonstram a necessidade de promovermos a justiça social”.

Entre outras indagações colocadas na ação, ele destaca as seguintes: “Até que ponto a exclusão social gera preconceito? O preconceito em razão da cor da pele está ligado ou não ao preconceito em razão da renda?”

E, também, “como tornar a universidade pública um espaço aberto a todos os brasileiros? Será a educação básica o verdadeiro instrumento apto a realizar a inclusão social que queremos: um país livre e igual, no qual as pessoas não sejam discriminadas pela cor de sua pele, pelo dinheiro em sua conta bancária, pelo seu gênero, pela sua opção sexual, pela sua idade, pela sua opção política, pela sua orientação religiosa, pela região do país onde moram etc”?

Ele pondera que, apesar da importância do tema em debate, “neste momento, não há urgência a justificar a concessão da medida liminar”.

Lembra, nesse sentido, que o sistema de cotas raciais foi adotado pela UnB desde o vestibular de 2004 e se vem renovando a cada semestre. Recorda, ainda, que a interposição da ADPF do Democratas ocorreu após a divulgação do resultado final do vestibular 2/2009, quando já encerrados os trabalhos da comissão avaliadora do sistema de cotas.

Assim, por ora, não vislumbro qualquer razão para a medida cautelar de suspensão do registro (matrícula) dos alunos que foram aprovados no último vestibular da UnB, ou para qualquer interferência no andamento dos trabalhos na universidade”, concluiu, indeferindo o pedido de liminar, que deverá ser referendado (aprovado) pelo Plenário.

Leia a íntegra da decisão.

Do sítio do STF.

SALVADOR LANÇA O 3º FESTIVAL DE ARTES NEGRAS

Contando com as presenças do presidente Lula, do presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, mais o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o ex-ministro Gilberto Gil, tudo em tom de festa negra, está sendo lançado, hoje, dia 25 de maio, dia de comemoração da Libertação da África, o 3º FESMAN – Festival Mundial de Artes Negras, cujo objetivo:

  • produzir parcerias com países africanos para o desenvolvimento do continente africano e sensibilizar relações entre múltiplas nações;

  • o lançamento do Festival confere a nota maior no Brasil como destaque para o Festival a ser realizado entre os dias 1º e 14 de dezembro em Dacar, no Senegal, que espera contar com a presença de mais de 3 mil artistas provenientes de 84 nações africanas e de outros continentes.

Discorrendo sobre o FESMAN, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, disse:

Estaremos discutindo aquilo que a união africana está propondo: uma nova parceria, que tenha na sua agenda não apenas as coisas maléficas que acontecem no continente africano, como por exemplo as guerras, a questão da AIDS, a questão da miséria. Mas também que tenhamos coisas positivas para que a gente possa construir um novo patamar de relações entre os povos e entre as nações.

Vamos com música, com artes visuais, com dança, com teatro, com arquitetura, mas também vamos celebrar com colóquio refletindo o renascimento africano na África e na diáspora.”

Um bom momento para o Movimento Negro do Brasil pensar outras formas de percepções e cognições nas multiplicidades democráticas étnicas.

TEATRO-NEGRITUDE ENGAJADOS – A ARENA CONTA – E CANTA- ZUMBI!

Aproveitando os embalos étnicos-culturais da Consciência Negra, na última quinta-feira, este Bloguinho Intempestivo, após se movimentar pela alegria de Abdias do Nascimento, traz para os leitores-ouvintes intempestivos o símile eletrônico do disco “Arena Conta Zumbi”, vetor teatralizante dos itinerantes Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.

O TEATRO DE ARENA DE BOAL, GUARNIERI E OS OPRIMIDOS DO MUNDO

O “Arena Conta Zumbi” é uma produção do Teatro de Arena, que foi fundado em 1953, a partir de experimentações com o teatro de arena (no qual a platéia “envolve” o palco, e os atores têm que desenvolver uma dinâmica cênica diferente, sem referencial fixo) e foi ativo disseminador da dramaturgia brasileira. A partir de 1958, com Boal, Guarnieri, Oduvaldo Vianna Filho, Milton Gonçalves, Vera Gertel, Flávio Migliaccio, Floramy Pinheiro, Riva Nimitz, dentre outros, o grupo começa uma fase de apresentação de peças politicamente engajadas, como Chapetuba Futebol Clube, Gente Como a Gente, Fogo Frio, Revolução na América do Sul e O Testamento do Cangaceiro.

Em plena ditadura (1965), Boal e Guarnieri lançam o Arena Conta Zumbi, primeiro de uma série, que contou ainda com Arena Conta Tiradentes e Arena Conta Bolívar. No Zumbi, a dupla conta a história do movimento quilombola e de Zumbi dos Palmares, a partir do entendimento do teatro épico (Brecht), mostrando a resistência dos escravos contra a opressão dos colonizadores portugueses, perigosamente aproximando o tema da opressão do governo militar ao povo brasileiro. Teatralmente, a peça marca o início do uso do Sistema Coringa, elaborado por Boal, e que permite a encenação de qualquer peça com o elenco reduzido, já que qualquer ator pode interpretar quaisquer dos personagens da peça. O sistema também se caracteriza pelo uso da música como elemento-vetor do tema tratado, e a desvinculação estilística das cenas, onde cada uma pode assumir um aspecto diferenciado, como comédia, drama, sátira, etc.

No Arena Conta Zumbi, o aspecto brechtiano está evidente na oposição que a montagem fez entre narração e interpretação. Os atores narram a estória, e não interpretam personagens senão em algumas características, não criando assim empatia com a platéia que possa fazer com que esta “relaxasse” o espírito crítico. O teatro do Arena é um teatro político, de esquerda, engajado, e que pretende convidar a platéia à reflexão dos temas abordados.

Uma versão da peça foi masterizada e transformada, na época, em LP, onde se pode perceber a força política e estética do teatro do Arena, e que depois desembocaria no Teatro do Oprimido. É esta versão, transformada em mp3 e hospedada no site Rapidshare que o Bloguinho Intempestivo traz ao leitor/ouvinte afinante!

BAIXE AQUI O CD “ARENA CONTA ZUMBI” (ATUALIZADO!!!).

QUILOMBOS, A VOZ DA TERRA

A demarcação das terras/quilombos, talvez para os que carregam uma visão estreitada pela miopia técnica-burocrática, seja apenas um ato jurídico cindido em um plano geo-político-social, entretanto para a ontologia dos modus de ser-negritude, é muito mais.

As terras/quilombos são alethéia (revelação) da Physis Negra. A potência segregadora dos elementos construtores da fala quilombola. Aí forças se imbricaram como elementos produtivos para serem manifestadas como subjetividade original de uma etnia que se fez sua própria voz. A voz que não ressonava os enunciados impostos na senzala. Uma voz-potência deslocada em todas as dimensões dos territórios quilombos. A pujança vibrátil da poiética Negra.

Sob, enter, inter a terra, o negro criou o que hoje surge como sua identidade-livre. Suas ferramentas de trabalho, suas indumentárias, sua religião, seus movimentos de defesa, seus cantos de liberdade e louvação, seus corpus singular configurador da face quilombola: o seu tornar-se autêntico. O que a força punitiva dos senhores-juizes senzalantes não conseguiu castrar.

Embora os quilombos não tenham tido suas populações formadas apenas por negros (haviam mestiços, índios, cafusos, às vezes até brancos), o que se herdou como voz de si mesma, foram os signos que brotaram como produtos da angustia de existir para o nada. O nada como imperativo da opressão senhoril. Os signos de uma novo povo revelado por si mesmo, sem a alienação perversa cravada em sua Mãe-África.

Assim, as terras/quilombos não são meros processos jurídicos traduzidos em uma compaixão branca, mas a negritude em sua potência ontológica: Ser.

25 ANOS DO MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL

Um movimento nunca surge no exato momento em que suas notas-particulares passam a ser observadas e compreendidas como realidade objetiva. Esta assertiva filosófica cabe à luta dos negros no Brasil, que se manifestou como ação libertária séculos antes de 25 anos passados. Entretanto, como atividade racial engajada na pós-modernidade brasileira, conta exatamente 25 anos. Aí a assinatura política-histórica do Movimento Negro no Brasil. Aí a importância revolucionária do lançamento, hoje, do livro 25 Anos do Movimento Negro no Brasil. Obra que não testemunha apenas a luta de 25 anos dos negros isoladamente, mas apresenta, paralelamente, as transfigurações políticas e sociais do Brasil, afirmando o Movimento Negro como força profícua na construção da democracia, que agora, no governo Lula, se solidifica. O que não quer se dizer que durante estes 25 anos, os negros sempre encontraram governos dispostos a engajar-se na luta. Pelo contrário. O período Fernando Henrique foi de pouco avanço para o Movimento, e que se não fosse a própria atuação dos negros, teria estagnado.

Em suas multiplicidades discursivas, o livro conta com textos de várias pessoas envolvidas com as questões da negritude, entre elas o ministro Gilberto Gil. Com imagens-fotográficas de Januário Garcia, o livro revela os principais acontecimentos deste percurso com fatos produzidos tanto pela ação dos negros como pela ação de outras instâncias sociais em que os mesmo eram apenas coadjuvantes. Para o presidente da Fundação Zumbi dos Palmares, Zulu Araújo, o livro será importante, como elemento histórico-didático, nas pesquisas escolares, já que fará parte dos conteúdos do ensino da cultura negra no Brasil.

Uma obra mobilizadora, capaz de fundamentar a democracia como um processual continuum de modus de viver feliz em comunalidade.

OBSERVATÓRIO DO IDOSO

Em uma sociedade que tem por leitmotivprincipal a seleção, a classificação e a hierarquização para excluir aqueles que não carregam seus enunciados pragmáticos redutores, qualquer ação para fortalecer os que foram julgados ineptos para circular neste meio, é de fundamental importância. Essa a razão da criação do Observatório do Idoso, em Brasília, que tem como objetivo discutir e apresentar políticas que atinjam eficazmente este que é diretamente vitimado por esta força social perversa. O Observatório coloca em cena os direitos dos idosos de acordo com suas necessidades históricas, espaço-temporal. Do direito à saúde, à educação, o entretimento, e a proteção contra toda forma de violência, principalmente a familiar, a mais praticada e menos denunciada.

Todavia, é imprescindível que todos nós compreendamos que o que precisamos mesmo é criar uma sociedade em que os movimentos corporais e incorporais do homem não sejam definidos por uma linguagem-jurídica capaz de determinar a sua realidade sem levar em consideração sua potência contínua que o possibilita compor encontros de acordo com suas faculdades essenciais. Seu móbil ontológico, que o faz continuamente produtivo em qualquer estágio de sua existência, só estagnando na morte. E não produto da estratégia imobilizante dos incorpóreos da linguagem-jurídica, que o transforma em idoso e aposentado. Estigma excludente da sociedade paranóica. Como se houvesse uma única realidade para o homem em que a criança e o dito idoso não podem representá-la. Quando criança, ainda não é o ‘ideal’ homem. Quando idoso, já passou deste ‘ideal.’

PORTAL DO PROFESSOR

Foi inaugurado hoje pelo Ministério da Educação e já apto à consulta, o Portal do Professor, com suas múltiplas faces informáticas para que o professor possa interagir em informações de acordo com o entendimento sobre educação, escola, ensino, métodos, programas, conteúdos, etc.

O Portal, embora direcionado ao professor, pode ser acessado por qualquer pessoa interessada nas questões da educação. É a informática, para além das superfluidades, sendo usada como forma de democratização do conhecimento.


Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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