Que futuro? Quanto ao tempo verbal é aquilo que vai acontecer. Mas ele se confunde com o presente. Este ocorre agora, no momento que produzimos este texto, mas a partir do momento que ele se constitui real o futuro já se materializou.
Isso não vem ocorrendo na não cidade de Manaus. O prefeito da no-city não conseguiu até hoje recuperar-se do nocaute que foi sua cassação pela insigne juíza de direito Maria Eunice Torres do Nascimento.
Tanto que não teve um feriado prolongado que permanecesse na cidade. Hora está em São Paulo, noutro dia está no interior do Estado maquinando interesses pessoais. Enquanto isso a cidade e seus habitantes teem que conviver com problemas crônicos que o poder público municipal não resolve e que os meios de comunicação tornam públicos: falta de coleta de lixo, falta de alimentos nas escolas municipais que estão recheadas só com bolachas de maisena, chocolatados, e para piorar, na última segunda feira mais de 500 mil usuários ficaram sem transporte coletivo numa greve dos rodoviários que prejudicou muita gente.
Isso tudo porque aqui será sede da copa do mundo de futebol de 2014 e a cidade está nos preparativos finais para o grande evento, símbolo do capitalismo mundial.
Capitalismo mundial que beneficia um número diminuto de pessoas e governos e prejudica quem produz a riqueza.
Os rodoviário de Manaus com a greve, organizada ou não, demonstraram uma força que pode medir como a cidade está sendo desgovernada a muito tempo. Além de terem que conviver com a disputa pelo sindicato da categoria que está sob intervenção, esses trabalhadores convivem com a incerteza quanto a seus direitos trabalhistas.
A cidade tem um sistema de transporte péssimo. Os empresários do ramo ganham muito dinheiro assaltando seus trabalhadores e os usuários.
Desde Jorge Teixeira, João Furtado, Manuel Ribeiro, passando por Alfredo Nacimento até a época do prefeito 5%, Artur Neto quanto criou-se a ETAMA numa dessas fusões fraudulentas de empresas que os trabalhadores são prejudicados e perdem seus direitos. Sai prefeito, entra prefeito e o sistema de transporte sempre apronta das suas para com seus trabalhadores.
Com Serafim Correa fizeram uma licitação nacional e de nacional mesmo só as empresas que operavam aqui participaram originando a TRANSMANAUS que de 7 a 8 empresas que havia reduziu-se a uma, comandada pela Cascavel, do senador e prefeito vitalício de Manaus, Acir Gurgacz.
A criação desse monopólio pensada e comandada por um “socialista” e depois por um “comunista” na antiga EMTU demonstra como a situação só se agravou prejudicando o povo. De socialismo e comunismo não vimos nada, apenas suspeitas de favorecimentos envolvendo os dirigentes do órgão até então, como é o caso do atual deputado Marcelo Ramos e que agora no desgoverno de um ex-comunista expurgou um verme da presidência da SMTU por corrupção.
Com isso tudo, temos que pensar no futuro. Mas que futuro? O da incerteza. Porque Manaus não compõe nada que possamos dizer que ela é um cidade cosmopolita, uma cidade do futuro, futurista. Uma cidade que alguns dos seus ditos intelectuais choram a morte de um comerciante e o consideram o último boêmio da city, deve mesmo manter seu título de no-city, sem presente, sem rumo e nem futuro.

















Leitores Intempestivos